quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

COTADO PARA JUSTIÇA, VELLOSO DIZ QUE LAVA JATO NÃO TERÁ INTERFERÊNCIA

Cotado para o comando do Ministério da Justiça, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso afirmou nesta quarta-feira ao Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor, que, se assumir o cargo, não fará “de forma alguma” interferências na Operação Lava-Jato. Velloso discutiu a possível nomeação com o presidente Michel Temer na terça-feira, em reunião de mais de uma hora, e afirmou estar com o “coração aberto” para assumir o cargo. Com 81 anos, disse que a Lava-Jato deu uma projeção positiva ao Brasil no exterior, com a bandeira do combate à corrupção, e disse que tanto o Ministério Público quanto a Polícia Federal – subordinada ao Ministério da Justiça – devem agir de forma independente. 

“A minha posição sobre a Lava-Jato já é conhecida há tempos. Ela é intocável. Não haveria interferência de forma alguma”, afirmou Velloso, em relação a sua possível nomeação para o Ministério da Justiça. “A sociedade pode estar certa da minha opinião”, disse. “A Lava-Jato colocou o nome do Brasil muito bem no exterior, repercutiu no continente americano, nos Estados Unidos, na África, na Europa. É claro que é intocável. Ela só é ‘tocável’ no sentido de estimular para que continue. Precisa continuar”.

Para Velloso, a atuação da Polícia Federal e do Ministério Público é acompanhada pelo Judiciário, responsável por coibir possíveis excessos. O ex-ministro, no entanto, disse não ver excessos.

Questionado sobre as denúncias apresentadas pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alvo da Lava-Jato, o ex-ministro do Supremo evitou comentar. “Lula está recorrendo e a palavra está com os tribunais. A supervisão desse caso está no Judiciário e o inconformismo dele deve ser levado aos tribunais”, disse, afirmando em seguida que prefere não se manifestar.

Velloso afirmou considerar o juiz Sergio Moro, responsável pela Lava-Jato, como um magistrado “rigoroso, porém justo”.

Defesa do sigilo de delações

Em meio a elogios à atuação de Temer -“somos amigos há mais de 40 anos”- , Velloso defendeu a manutenção do sigilo das delações e disse que os vazamentos “são incompreensíveis, já que a lei proíbe”. “Sobre o sigilo das delações, eu estou com a lei. A lei estabelece que só quem pode quebrar o sigilo é o Ministério Público, ao apresentar a denúncia ou ao pedir o arquivamento”, afirmou. “Se o sigilo é quebrado antes, pode prejudicar as investigações. Se é quebrado e depois se prova que a pessoa é inocente, é feito um julgamento antecipado. A pessoa é jogada na rua da amargura. É um descabimento”, disse. Ao falar sobre os vazamentos, disse apenas que “quem deve se pronunciar é o Ministério Público”.

Nomeado em 1990 pelo então presidente Fernando Collor de Mello para o Supremo Tribunal Federal, Velloso tem em seu currículo a atuação no Superior Tribunal de Justiça e no Tribunal Superior Eleitoral.

O ex-ministro afirmou que a filiação partidária “não interfere” na atuação dos magistrados no STF e disse que o fato de o ministro da Justiça licenciado Alexandre de Moraes ser integrante do PSDB não pode ser visto como uma possível influência nas decisões de Moraes no Supremo, caso sua indicação seja aprovada em sabatina pelo Senado, na próxima semana. “Desde que se desfilie antes da nomeação, não tem problema. Grandes ministros do Supremo já tiveram filiação a partidos”, disse. “Alexandre de Moraes tem todos os predicamentos para assumir a vaga”.

Velloso evitou falar sobre graves problemas que a área de segurança pública enfrenta no país, com a crise no sistema penitenciário, com recentes rebeliões e centenas de mortes desde o começo do ano, e com a greve de policiais no Espírito Santo e motim no Rio de Janeiro.

Aécio defende nomeação de Velloso

Apesar de ressaltar que não teve ainda um convite formal de Temer, disse que ontem conversou com o pemedebista sobre sua possível nomeação, que poderá ser feita na próxima semana. “Estou com o coração aberto”.

A possível nomeação de Velloso foi defendida pelo presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), em encontro com Temer, minutos antes da reunião com o ex-ministro, no Palácio do Planalto.

Na terça, o porta-voz da Presidência afirmou que Temer havia se reunido com Velloso e que as conversas continuarão. Nesta quarta, o próprio Temer anunciou, no Twitter, o encontro. “Estive com Carlos Velloso ontem. Conversamos privadamente por mais de uma hora. Meu amigo há mais de 35 anos. Marcamos esse encontro diretamente. Continuaremos a conversar nos próximos dias. A escolha do novo ministro da Justiça será minha, pessoal, sem conotações partidárias”, afirmou Temer na rede social.

fonte: Folha Política


CNT: APROVAÇÃO AO GOVERNO TEMER CAI PARA 10%

Índice medido pela MDA Pesquisa, a pedido da Confederação Nacional do Transporte, é o pior registrado pela atual gestão. Avaliação do desempenho pessoal do peemedebista cai de 36,7% para 44,1%, em comparação com outubro
A avaliação do governo Michel Temer alcançou seu pior índice desde que o peemedebista assumiu em definitivo o Palácio do Planalto, em agosto do ano passado, segundo pesquisa encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). De acordo com levantamento da MDA Pesquisas divulgado nesta quarta-feira (15), apenas 10,3% dos brasileiros aprovam o atual governo. Em outubro, o índice dos que consideravam ótima ou boa a gestão dele era de 14,6%.

De lá para cá, cresceu, por outro lado, o percentual dos que consideram a administração federal ruim ou péssima – de 36,7% para 44,1%. Já os que julgam regular o atual governo passaram de 36,1% para 38,9%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o índice de confiança, de 95%. Ao todo, a MDA ouviu 2.002 pessoas de 138 cidades das cinco regiões do país, entre 7 e 11 de fevereiro.

A aprovação ao desempenho pessoal do presidente também piorou: caiu de 31,7%, em outubro, para 24,4%, em fevereiro. Já a desaprovação pulou de 51,4% para 62,4%. Entre os entrevistados, 13,2% não opinaram.

Em entrevista coletiva, o presidente da CNT, Clésio Andrade, disse que a base parlamentar ampla no Congresso, que rendeu 88% de apoio ao presidente na Câmara no ano passado, compensa a sua baixa popularidade. “Ele está negativo desde que assumiu o governo. Acaba tendo uma contraposição, porque tem uma forte base política. Mas ainda não podemos considerar o presidente Michel Temer como carta fora do baralho”, declarou.

fonte: congresso em foco

O GLOBO DESMENTE O MINISTRO DO STF CELSO DE MELLO

Decisão de Celso de Mello gerou polêmica.
O Globo fez uma pesquisa acurada para desmentir um despacho proferido pelo ministro Celso de Mello responsável por permitir que Moreira Franco mantenha-se no cargo de ministro com direito a foro privilegiado.

O ministro Celso de Mello analisou o pedido para manutenção da nomeação de Moreira Franco e na decisão foi enfático em afirmar que o Supremo Tribunal Federal (STF) “nunca blindou ninguém”. A decisão gerou desconforto devido a situação de Moreira Franco na Lava Jato.

Moreira está delatado por recebimento de propina em contratos envolvendo concessões para aeroportos.

Ivan Hartmann, da Fundação Getúlio Vargas, desmentiu-o em O Globo:

“Os dados do Supremo em Números mostram que, entre 2011 e março de 2016, apenas 5,8% das decisões em inquéritos no STF foram desfavoráveis aos investigados, com a abertura da ação penal. E nessas, a taxa de condenação é inferior a 1%”.

O Supremo Tribunal Federal está sendo acusado de proteger caciques políticos ligados ao Governo Federal o que pode comprometer totalmente os rumos da operação Lava Jato.

A decisão do STF favorável a Moreira Franco gerou uma outro questão vai dar dor de cabeça: os advogados de defesa do ex-presidente Lula preparam uma petição com base na decisão dada por Celso de Mello requerendo anulação da votação contrária a suspensão de Lula quando foi nomeado ministro por Dilma Rousseff.

Se a situação caminhar para esse ponto haverá demanda de outros políticos investigados na Lava Jato que também estarão entrando com suas defesas para procurar blindagem junto à Justiça.

A cada dia fica mais difícil a situação da força tarefa da Lava Jato em investigar e punir políticos do alto clero envolvidos em casos de corrupção.
Em Curitiba o juiz federal Sérgio Moro segue firme no trabalho de apuração de todos os casos envolvendo nomes da política brasileira, porém há sinais de que o maior problema está mesmo no STF.

JUIZ QUE MANDOU PRENDER SÉRGIO CABRAL E EIKE BATISTA PEDE REFORÇO NA SEGURANÇA. MARCELO BRETAS SE SENTE AMEAÇADO

O juiz federal Marcelo da Costa Bretas, responsável pela prisão do ex-­governador Sérgio Cabral (PMDB) e do ex­-bilionário Eike Batista solicitou reforço em sua segurança pessoal após a "ocorrência de “situações suspeitas” nos últimos dias. 

Temendo pelo pior e em virtude de ter colocado gente muito poderosa por trás das grades, Marcelo Bretas solicitou um carro blindado e escolta ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região.

Como titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, responsável pelos desdobramento da Lava Jato no Estado, o juiz Marcelo da Costa Bretas tornou réus o ex-­bilionário Eike Batista e o ex-­governador do Rio, Sérgio Cabral, no âmbito da Operação Eficiência, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Bretas aceitou denúncia do Ministério Público Federal apresentada no mesmo dia.

Há tempos, o juiz federal Sérgio Moro também solicitou que fosse providenciado substancial reforço na sua segurança e na de seus familiares. Assim como Bretas, Moro também colocou muita gente poderosa para ver o sol nascer quadrado.

fonte: Imprensa Viva

MORO CHAMA CUNHA DE CHANTAGISTA E AFIRMA QUE NEM PRISÃO FOI SUFICIENTE PARA DETER O 'MODUS OPERANDI' DO CRIMINOSO

O ex­-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-­RJ) tentou a sorte e se deu mal ao partir para uma abordagem suicida durante o depoimento que prestou ao juiz federal Sérgio Moro na última semana. Ardiloso, Cunha tentou de várias formas engambelar Moro sobre suas contas na Suíça, dizendo se tratar de trustes e que os cerca de U$ 5 milhões que tinha lá fora eram provenientes de "transações comercias" remotas e de difícil comprovação. O peemedebista é réu acusado de receber R$ 5 milhões em propinas em um contrato da Petrobrás, na África e estaria tentando proteger o ex-presidente Lula e o banqueiro André Esteves. 

Tentando fazer o juiz Moro de trouxa, Cunha explorou todas as falhas de seu próprio caráter sem se dar conta de que estava fazendo um papel ridículo perante a nação. Cunha havia tentado ameaçar veladamente o presidente Michel Temer com perguntas capciosas, com o claro propósito de impelir Temer a protegê­-lo de alguma forma.

Obviamente, Moro não caiu em sua armadilha e refutou qualquer possibilidade do ex-deputado manipulá­-lo como instrumento de pressão política. Moro afirmou que não capitula a qualquer espécie de “pressão política” s simplesmente negou o pedido de liberdade a Cunha. 

No despacho em que negou a liberdade ao ex-­deputado, Moro se referiu à tentativa de Cunha de “intimidar” o presidente da República, Michel Temer: 

“Depois de tal comportamento processual, revogar a preventiva de Eduardo Cosentino da Cunha poderia ser interpretada erroneamente como representando a capitulação deste Juízo a alguma espécie de pressão política a qual teria sofrido em decorrência do referido episódio.” 

Além de citar Temer em seu primeiro depoimento a Moro, Cunha alegou ser alvo de um processo político e apelou, afirmando ter um aneurisma cerebral para justificar o pedido de revogação de sua prisão preventiva. 

“Esclareça-­se, para evitar mal entendidos, que pressão política, perante este julgador, não houve nenhuma, o que, contudo, não torna menos reprovável a tentativa do acusado de obtê­-la”, afirma Moro. 

“É a lei que determina que a prisão preventiva deve ser mantida no presente caso, mas também deve ter o julgador presente que a integridade da Justiça seria colocada em questão caso houvesse a revogação da prisão depois deste episódio reprovável de tentativa pelo acusado de intimidação da Presidência da República.” 

Moro detalhou na sua decisão os fatos que evidenciariam a pressão de Cunha contra Temer. 

“Não se pode permitir que o processo judicial seja utilizado para essa finalidade, ou seja, para que parte transmita ameaças, recados ou chantagens a autoridades ou a testemunhas de fora do processo”, registrou o juiz da Lava Jato. 

Moro considerou que Cunha tentou pressionar Temer para que ele interferisse na Lava Jato, em seu favor. Para isso, citou as perguntas dirigidas ao presidente da República, que foi arrolado pelo ex­ deputado como sua testemunha de defesa no processo. 

“Tais quesitos, absolutamente estranhos ao objeto da ação penal, tinham, em cognição sumária, por motivo óbvio constranger o Exmo. Sr. Presidente da República e provavelmente buscavam com isso provocar alguma espécie intervenção indevida da parte dele em favor do preso”, afirmou Moro. 

“Isso sem olvidar outros quesitos de caráter intimidatório menos evidente. Segundo Moro, “a pretexto de instruir a ação penal, Eduardo Cosentino da Cunha apresentou vários quesitos dirigidos ao Exmo. Sr. Presidente da República que nada diziam respeito ao caso concreto”. Moro afirmou que as perguntas “não têm a mínima relação com o objeto da ação penal”. 

“A conduta processual do acusado Eduardo Cosentino da Cunha no episódio apenas revela que sequer a prisão preventiva foi suficiente para fazê­-lo abandonar o modus operandi, de extorsão, ameaça e chantagem, que foi objeto de longa descrição na preventiva e ainda na decisão de 4 de maio de 2016 na Ação Cautelar 4070/DF do eminente Ministro Teori Zavascki (relator da Lava Jato no STF, morto em 19 de janeiro em acidente de avião).” 

“O ex-­parlamentar jamais declarou essas contas, esses recursos ou as empresas nominalmente titulares dos recursos ao Banco Central ou à Receita Federal e igualmente omitiu-­os em depoimento prestado na Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara sobre a Petrobrás”, registra Moro, ao resumir na acusação. 

“É a lei que determina que a prisão preventiva deve ser mantida no presente caso, mas, na esteira do posicionamento do eminente e saudoso Ministro Teori Zavascki nos aludidos julgados, não será este Juízo que, revogando a preventiva de Eduardo Cosentino da Cunha, trairá o legado de seriedade e de independência judicial por ele arduamente construído na condução dos processos da Operação Lava Jato no âmbito do Supremo Tribunal Federal, máxime após a referida tentativa feita pelo acusado de intimidar a Presidência da República no curso da ação penal.”, afirmou moro em seu despacho que "despachou" Eduardo Cunha para o fundo de uma cela no Presídio do Complexo Médico­-Penal (CMP) em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

fonte: Imprensa Viva


CIRO CHAMA MORO DE "MIDIÁTICO DE GRAVATINHA" E DIZ QUE SE FOR PRESIDENTE, VAI "QUEBRAR ( O BRASIL) OU SER QUEBRADO"

O ex-­governador Ciro Gome voltou a criticar o juiz federal Sérgio Moro em entrevista concedida ao Estadão esta semana. Problemático, Ciro parece não conseguir conter os ciúmes do carinho que o povo brasileiro tem pelo responsável pelos processos da Operação Lava Jato. 

Ao criticar a postura de Moro, o canalha tenta sutilmente afagar os simpatizantes do PT para angariar simpatia defendendo o corrupto Guido Mantega. Propositalmente ignorando o mérito de Sérgio Moro, Ciro disse na entrevista que " . tentou ensinar o ex­-ministro. A Operação Lava Jato pode ser uma coisa importante na história do País, mas estão trocando os pés pelas mãos de forma muito repetida. Por exemplo, não tem pé nem cabeça, sob o ponto de vista jurídico, o Moro mandar prender o Guido Mantega na antessala da operação da mulher dele. Juiz bom não é o juiz midiático, de gravatinha, que aparece nas solenidades tais quantas o chamam. Juiz bom é severo, que se poupa. Inclusive se acautela de relacionamentos", tentou ensinar o ex-ministro.

Problemático, Ciro se coloca como um inconsequente salvador da pátria e afirma que se for candidato a presidente, promete que sua passagem será marcante: "eu vou para fazer história. E não tem conversa, não vou para me reeleger. Não vou para fazer graça com ninguém, eu vou para fazer o que tem de ser feito e ir para casa. Quebrar ou ser quebrado".

Em sua passagem relâmpago pelo Ministério da Fazenda durante o Governo Itamar Franco, quando assumiu o cargo por menos de 4 meses em 1994, Ciro Gomes quebrou milhares de empresas no Brasil quando baixou alíquotas de importação para centenas de produtos como tecidos, calçados e outros 443 itens. Ao comentar a insatisfação do empresariado com a quebradeira e o alto número de demissões provocadas pela medida intempestiva, Ciro disparou: "Estou pouco ligando para o apoio deles". Com um jeito truculento de quem vai tocar uma boiada revolta, Ciro afirmou na época que para derrubar a inflação eram necessárias umas boas "porradas" e chamou de "otários" os consumidores que pagavam ágio na compra de carros, cujas alíquotas ele mesmo tinha baixado a um nível incompatível com a demanda da época.

Um Fiat Tipo 2.0 completo, zero, ficou mais barato do que um Fiat Uno pelado de duas portas. Não adiantava nada ter o carro barato na tabela, se as lojas não tinham estoque. Como eram importados, levavam meses para chegar ao Brasil. Quem ganhou dinheiro com a medida estapafúrdia de Ciro Gomes foram os agiotas do setor. O consumidor, como sempre, pagou o pato e ainda foi chamado de "otário" pelo próprio Ciro. 

Ciro gerou muitos empregos na China, Itália e no resto do mundo e acabou com a vida de pelo menos 1 milhão de chefes de família brasileiros em apenas 116 dias que ficou no comando da economia do país. Pelo visto, o ex­-ministro relâmpago e lambão não aprendeu nada, 23 anos depois. Sobre sua obsessão por ser presidente do Brasil, ele afirmou que continua disposto a "Quebrar ou ser quebrado".


fonte: Imprensa Viva





TEMER MANDA RECADO A LULA E AVISA QUE NÃO QUER 'RÉU' NO GOVERNO. SE O SUJEITO VIROU RÉU, É POR QUE NÃO TEM MAIS JEITO.

O ex-­presidente Lula não recebeu bem a notícia de que o presidente Michel Temer não vai tolerar a presença de réu entre os membros de sua equipe de governo. Temer deixou bem claro nesta segunda­ feira que qualquer pessoa no governo "Se transformando em réu, o afastamento é definitivo". 

Temer ressaltou ainda que o afastamento independe da condenação do réu ou não. "O afastamento definitivo independe de haver ou não condenação na Justiça", afirmou Temer. 

O ex­-presidente Lula pediu para que Temer o chamasse para ajudar em seu governo, por ocasião da visita do presidente ao petista no hospital Sírio­Libanês, para prestar condolências pela morte da ex ­primeira dama Marias Letícia, mulher de Lula. 

Diante das controvérsias envolvendo a nomeação de Moreira Franco para ocupar a vaga de ministro da Secretaria-­Geral da Presidência, Temer achou melhor dar um basta no disse me disse sobre o fato de Moreira Franco ter sido citado em delações na Lava Jato. O presidente esclareceu que a implicação ou não de Moreira na Lava Jato ainda não está definida. 

"O governo não quer blindar ninguém e não vai blindar", disse Temer em seu pronunciamento nesta segunda. "Apenas não pode aceitar que a simples menção inauguradora de um inquérito para depois inaugurar uma denúncia depois inaugurar um processo já seja de molde a incriminá­-lo em definitivo e em consequência afastar o eventual ministro", salientou Temer. 

"Se houver denúncia, o que significa um conjunto de provas eventualmente que possam conduzir a seu acolhimento, o ministro que estiver denunciado será afastado provisoriamente. Depois, se acolhida a denúncia e aí sim a pessoa, no caso o ministro, se transforme em réu ­ estou mencionando os casos da Lava Jato ­, se transformando em réu, o afastamento é definitivo", afirmou o presidente. 

Se Lula tinha alguma esperança de se tornar "conselheiro" de Temer, pode ir tirando o cavalinho da chuva. O petista é réu em cinco ações penais e alvo de outros três processos criminais.


fonte: Imprensa Viva

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

SÉRGIO MORO É O GUARDIÃO DA LAVA JATO E CONTA COM A PROTEÇÃO DO POVO. NEM O STF PODE CONTER A VONTADE DA SOCIEDADE

Há poucos meses, os representantes da direita brasileira viviam denunciando as manobras do PT de Lula e Dilma no sentido de destruir a Operação Lava Jato. Hoje o país sabe que o governo petista perpetrou diversas tentativas neste sentido. Mas não conseguiram, embora todos os representantes da esquerda defendiam que era preciso fazer algo para conter a sangria. Lula, Dilma e todos os setores da esquerda, inclusive os jornalistas de aluguel, alegavam perseguição política e denunciavam vazamentos seletivos. 

De uns tempos para cá, os representantes da esquerda mudaram o discurso e passaram a acusar o atual governo de tentar acabar com a Lava Jato. O fato é que não há como separar membros do atual governo dos integrantes dos governos anteriores do PT, pois praticamente todos chafurdaram na mesma lama. Não haveria como o atual governo arquitetar qualquer plano de sabotar a Lava Jato sem a participação de toda a escória do PT, o partido que comandou todos os esquemas de corrupção ao longo dos últimos treze anos. 

Qualquer idiota sabe que nenhum membro de outro partido meteria a mão no caixa da Petrobras sem o aval de Lula e Dilma, os detentores das chaves de todos os cofres públicos. Não adianta alegar que o PMDB, o PP ou o PSDB também roubaram, pois não teria como roubar sem a conivência de Lula e Dilma, que fizeram dos esquemas de corrupção um mecanismo para obter apoio político no Congresso. Mesmo que todos tenham roubado um pouco, e é bem provável que isso tenha ocorrido, só poderiam roubar com a conivência do PT, que definitivamente o partido que mais roubou. 

Logo, não há qualquer possibilidade de blindar alguns em detrimento dos outros. Todos os que estão envolvidos de alguma forma devem cair ao longo das investigações. 

Também não é nenhum absurdo supor que ministros do próprio Supremo Tribunal Federal, STF, mantenham algum conluio com políticos corruptos. Afinal, estavam praticamente todos lá durante o auge da roubalheira. O absurdo neste caso, seria da parte dos próprios ministros do STF supor que a sociedade vá se calar diante de alguma manobra suja que vise proteger alguns envolvidos. 

As delações e provas fornecidas pelos envolvidos são feitas junto ao Ministério Público Federal no âmbito da Lava Jato, em Curitiba. Que ouve os depoimentos e colhe o material fornecido pelos delatores são os procuradores da República que integram a força­-tarefa. Tudo isso ocorre bem distante dos togados do STF. Isto significa que quando o caldo entorna, já é tarde demais para tentar conter o estrago. Somente ações muito visíveis aos olhos do público vindas do STF poderiam prejudicar a Lava Jato e os ministro não são burros. 

Eles sabem que a população está com Sérgio Moro e com os integrantes da investigação que enche os brasileiros de orgulho. Quem quer que tente atentar contra a Lava Jato, sofrerá consequências inimagináveis nas mãos do povo. Isto é um fato. O juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato são as únicas reservas morais do país. Ao contrários dos políticos e de certos juízes do STF que precisam se locomover em jatinhos particulares para não serem hostilizados em aeroportos, Moro é aplaudido pelo povo onde quer que ande. Esta realidade incomoda os poderosos , mas eles ainda não viram nada. 

O juiz Sérgio Moro, por sua vez, já deixou bem claro que não vai arregar e desafiou o ministro Gilmar Mendes, que andou criticando as prisões preventivas de bilionários corruptos. Moro foi curto e grosso: "não há ninguém acima da Lei".

Ao contrários dos políticos e de certos juízes do STF que precisam se locomover em jatinhos particulares para não serem hostilizados em aeroportos, Moro é aplaudido pelo povo onde quer que ande. Esta realidade incomoda os poderosos , mas eles ainda não viram nada.


fonte: Imprensa Viva









O TRECHO DO DESPACHO DE MORO QUE "SENSIBILIZOU" TEMER

Eduardo Cunha ameaçou Michel Temer no seu depoimento a Sérgio Moro.

Sérgio Moro entendeu a ameaça de Eduardo Cunha a Michel Temer, como fica claro no seu despacho.

Michel Temer entendeu que Sérgio Moro entendeu a ameaça de Eduardo Cunha -- e o presidente, talvez"sensibilizado", deu um passo atrás hoje (13)  na ofensiva que se armava contra a Lava Jato.

Leia (ou releia) o trecho do despacho de Sérgio Moro que reproduzimos na última sexta-feira:

"75. Nem mesmo a prisão preventiva de Eduardo Cosentino da Cunha o impediu de prosseguir com o mesmo modus operandi, já apontado pelo eminente Ministro Teori Zavascki, de extorsão, ameaça e intimidações.

76. Sequer se sentiu tolhido de utilizar, para tanto, o processo judicial, como fazia anteriormente, segundo os indícios relatados pelo eminente Ministro Teori Zavascki, no processo legislativo, com requerimentos parlamentares de mão própria ou de terceiros e que veiculavam simuladas extorsões ou ameaças.

77. Afinal, essa é interpretação cabível em relação à parte dos quesitos que ele apresentou nesta ação penal para serem dirigidos ao Exmo. Sr. Presidente da República (evento 136).

78. A pretexto de instruir a ação penal, Eduardo Cosentino da Cunha apresentou vários quesitos dirigidos ao Exmo. Sr. Presidente da República que nada diziam respeito ao caso concreto. Destaco em especial os seguintes e que não têm a mínima relação com o objeto da ação penal:

'35 – Qual a relação de Vossa Excelência com o Sr. José Yunes?

36 – O Sr. José Yunes recebeu alguma contribuição de campanha para alguma eleição deVossa Excelência ou do PMDB?

37 – Caso Vossa Excelência tenha recebido, as contribuições foram realizadas de forma oficial ou não declarada?'

79. Tais quesitos, absolutamente estranhos ao objeto da ação penal, tinham, em cognição sumária, por motivo óbvio constranger o Exmo. Sr. Presidente da República e provavelmente buscavam com isso provocar alguma espécie intervenção indevida da parte dele em favor do preso."


fonte: O Antagonista

A IMPORTÂNCIA DA LAVA JATO

Vinte e sete enunciados sobre a oportunidade de desmontar o mecanismo de exploração da sociedade brasileira

1) Na base do sistema político brasileiro, opera um mecanismo de exploração da sociedade por quadrilhas formadas por fornecedores do estado e grandes partidos políticos. (Em meu útimo artigo, intitulado Desobediência Civil, descrevi como este mecanismo exploratório opera. Adiante, me refiro a ele apenas como “o mecanismo”.)

2) O mecanismo opera em todas as esferas do setor público: no Legislativo, no Executivo, no governo federal, nos estados e nos municípios.

3) No Executivo, ele opera via superfaturamento de obras e de serviços prestados ao estado e às empresas estatais.

4) No Legislativo, ele opera via a formulação de legislações que dão vantagens indevidas a grupos empresariais dispostos a pagar por elas.

5) O mecanismo existe à revelia da ideologia.

6) O mecanismo viabilizou a eleição de todos os governos brasileiros desde a retomada das eleições diretas, sejam eles de esquerda ou de direita.

7) Foi o mecanismo quem elegeu o PMDB, o DEM, o PSDB e o PT. Foi o mecanismo quem elegeu José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer.

8) No sistema político brasileiro, a ideologia está limitada pelo mecanismo: ela pode balizar políticas públicas, mas somente quando estas políticas não interferem com o funcionamento do mecanismo.

9) O mecanismo opera uma seleção: políticos que não aderem a ele têm poucos recursos para fazer campanhas eleitorais e raramente são eleitos.

10) A seleção operada pelo mecanismo é ética e moral: políticos que têm valores incompatíveis com a corrupção tendem a ser eliminados do sistema político brasileiro pelo mecanismo.

11) O mecanismo impõe uma barreira para a entrada de pessoas inteligentes e honestas na política nacional, posto que as pessoas inteligentes entendem como ele funciona e as pessoas honestas não o aceitam.

12) A maioria dos políticos brasileiros têm baixos padrões morais e éticos. (Não se sabe se isto decorre do mecanismo, ou se o mecanismo decorre disto. Sabe-se, todavia, que na vigência do mecanismo este sempre será o caso.)

13) A administração pública brasileira se constitui a partir de acordos relativos a repartição dos recursos desviados pelo mecanismo.

14) Um político que chega ao poder pode fazer mudanças administrativas no país, mas somente quando estas mudanças não colocam em xeque o funcionamento do mecanismo.

15) Um político honesto que porventura chegue ao poder e tente fazer mudanças administrativas e legais que vão contra o mecanismo terá contra ele a maioria dos membros da sua classe.

16) A eficiência e a transparência estão em contradição com o mecanismo.

17) Resulta daí que na vigência do mecanismo o Estado brasileiro jamais poderá ser eficiente no controle dos gastos públicos.

18) As políticas econômicas e as práticas administrativas que levam ao crescimento econômico sustentável são, portanto, incompatíveis com o mecanismo, que tende a gerar um estado cronicamente deficitário.

19) Embora o mecanismo não possa conviver com um Estado eficiente, ele também não pode deixar o Estado falir. Se o Estado falir o mecanismo morre.

20) A combinação destes dois fatores faz com que a economia brasileira tenha períodos de crescimento baixos, seguidos de crise fiscal, seguidos ajustes que visam conter os gastos públicos, seguidos de novos períodos de crescimento baixo, seguidos de nova crise fiscal...

21) Como as leis são feitas por congressistas corruptos, e os magistrados das cortes superiores são indicados por políticos eleitos pelo mecanismo, é natural que tanto a lei quanto os magistrados das instâncias superiores tendam a ser lenientes com a corrupção. (Pense no foro privilegiado. Pense no fato de que apesar de mais de 500 parlamentares terem sido investigados pelo STF desde 1998, a primeira condenação só tenha ocorrido em 2010.)

22) A operação Lava-Jato só foi possível por causa de uma conjunção improvável de fatores: um governo extremamente incompetente e fragilizado diante da derrocada econômica que causou, uma bobeada do parlamento que não percebeu que a legislação que operacionalizou a delação premiada era incompatível com o mecanismo, e o fato de que uma investigação potencialmente explosiva caiu nas mãos de uma equipe de investigadores, procuradores e de juízes rígida, competente e com bastante sorte.

23) Não é certo que a Lava-Jato vai promover o desmonte do mecanismo. As forças politicas e jurídicas contrárias são significativas.

24) O Brasil atual esta sendo administrado por um grupo de políticos especializados em operar o mecanismo, e que quer mantê-lo funcionando.

25) O desmonte definitivo do mecanismo é mais importante para o Brasil do que a estabilidade econômica de curto prazo.

26) Sem forte mobilização popular é improvável que a Lava-Jato promova o desmonte do mecanismo.

27) Se o desmonte do mecanismo não decorrer da Lava-Jato, os políticos vão alterar a lei, e o Brasil terá que conviver com o mecanismo por um longo tempo.

fonte: coluna José Padilha / O Globo

CORRUPÇÃO ENDÊMICA NO BRASIL NÃO É SÓ DO PT, MAS FOI TOTALMENTE ANCORADA POR LULA E DILMA AO LONGO DE 13 ANOS

Os petistas e representantes da esquerda estão aproveitando a onda de delações envolvendo políticos de outros partidos para tentar minimizar os impactos da onda de insatisfação que arrastou o PT de Lula e Dilma para o esgoto da política nacional. 

Ao se referirem aos casos do petrolão, o assalto sem precedentes na história da estatal, ao roubo no BNDES e aos esquemas de corrupção descobertos em praticamente todos os lugares em que os petistas comandaram ao longo dos últimos treze anos, os representantes da oposição comemoram sempre que aparece um nome de outro partido. 

O fato é que Dilma e Lula comandaram a Petrobras, o BNDES e todos os ministérios com mão de ferro. Ninguém que ajudou a roubar o país durante a última década e meia roubou sem a autorização expressa de Lula, Dilma ou de alguém da cúpula do PT.

Para assegurar a governabilidade e ampliar a base de apoio no Congresso, Lula e Dilma permitiram que membros de outros partidos como PMDB e PP também roubassem. O esquema, como todos já sabem, era organizado através da distribuição de cargos aos membros da base aliada dos governos petistas. Mas quem comandava de fato a organização criminosa era Lula e Dilma. 

Como chefes da organização e donos das chaves dos cofres públicos, é natural que o PT tenha roubado bem mais do que todos os outros partidos juntos. Lula, Dilma e seus correligionários também lucravam com o roubo de membros de outros partidos através das alianças políticas em tempos de eleição. Quem roubava junto com o PT apoiava os candidatos do partido em coligações por todo o Brasil. 

É fato que Dilma e Lula comandaram o assalto aos cofres públicos do país e compraram apoio político de membros de outros partidos com dinheiro roubado do povo. Segundo esta lógica, seria praticamente impossível que o PT permitisse que seus rivais políticos declarados participassem de algum esquema de corrupção por uma série de razões óbvias. Quem estava no comando do Brasil, da Petrobras, do BNDES, da Caixa, do Banco do Brasil e de tudo mais era Lula e depois Dilma, que obedecia Lula. 

Não tinha como nenhum outro partido roubar sem a conivência dos dois e do PT. Isto é um fato. Lula foi apontado pela Procuradoria-­geral da República como o chefe da organização criminosa que vitimou a Petrobras em bilhões ao longo de todos estes anos. A afirmação do procurador Rodrigo Janot foi feita com base nas profundas investigações no âmbito da Lava Jato e nas delações de dezenas de envolvidos no esquema criminoso montado pelo PT, como Marcelo Odebrecht, Léo Pinheiro, Ricardo Pessoa e os donos das 9 maiores empreiteiras do Brasil. 

Praticamente todos os aliados de Lula e Dilma estão envolvidos nos esquemas de corrupção dos governos petistas. A origem de todo o mal é o PT, que além de roubar, ajudou a eleger outros ladrões de outros partidos para apoiar os governos corruptos de Lula e Dilma. 

Isto não quer dizer que os membros dos outros partidos sejam santos, mas traduz o fato do Brasil enfrentar a maior epidemia de corrupção de toda a sua história, pois, baseados na cultura da corrupção e na compra de apoio político, o PT acabou financiando e levando para Brasília a pior geração de políticos de todos os tempos. De praticamente todos os partidos, através das alianças e da distribuição de dinheiro roubado do contribuinte. O PT e os partidos das bases aliadas dos governos de Lula e Dilma teve 3 eleições para selecionar os aliados políticos cúmplices de seus esquemas criminosos. Nestas alianças, foram eleitos dezenas de senadores e centenas de deputados federais alinhados com as diretrizes da organização criminosa comandada por Lula. 

Permitir-­se influenciar por argumentos que visam desacreditar o sistema político como um todo é algo que deve ser considerado com cautela. O PT não é apenas o partido que mais roubou na história do Brasil. É o partido que financiou outros criminosos com o dinheiro roubado do povo e fez do Congresso Nacional um verdadeiro ninho de ratos. 

Em 2018, o eleitor terá finalmente a oportunidade de se livrar dos bandidos que, ao lado do PT de Lula e Dilma, ajudaram a trazer o país para o estado em que se encontra nos dias de hoje.

fonte: Imprensa Viva







COM OS DIAS CONTADOS, PT NÃO COMEMORA 37º ANIVERSÁRIO E ANUNCIA DEMISSÃO DE FUNCIONÁRIOS

Após 36 anos de muita farra, o PT anuncia que não haverá festa de comemoração do 37º aniversário da legenda este ano. A direção do partido realizou apenas uma reunião na noite de
sexta (10) em uma celebração considerada "chocha" por líderes partidários. 

Este ano não tem festa para a esquerda festiva e vermelha. Os membros da cúpula do partido já adiantaram que a decisão faz parte de um pacote de contenção de despesas que incluiu até demissão de funcionários. 

Nem o ex­-presidente Lula se deu o trabalho de comparecer no discretos eventos locais, como o organizado pelo diretório municipal do Sindicato dos Químicos, no bairro da Liberdade, em São Paulo. 

Num auditório arejado por ventiladores de parede, o presidente nacional do partido, Rui Falcão, discursou para pouco mais de 300 pessoas.

Pouco animado, Falcão propôs "ações diretas de mobilização". Afirmou ser "importante atacar a base dos deputados". "Chega de fazer militância pela internet", afirmou ele diante de uma plateia minguada.

fonte: Imprensa Viva

APÓS FUNCIONAR COMO PUXADINHO DO PT, PCdoB QUER SE DESCOLAR DO PARTIDO MAIS CORRUPTO DA HISTÓRIA DO BRASIL

O PCdoB foi o primeiro partido da esquerda brasileira a anunciar o rompimento com o PT nas próximas eleições majoritárias. Após 37 anos atuando como um "puxadinho" de Lula e do PT, o Partido Comunista do Brasil planeja apresentar candidato próprio nas eleições presidenciais de 2018. É óbvio que, assim como outros partidos satélites do PT, a orientação interna do PCdoB mantém a postura de atuar como linha auxiliar de Lula, Dilma e companhia. 

O partido foi apontado como recebedor de pelo menos 30% dos valores repassados pelo governo Dilma em projetos do Programa Minha Casa Minha Vida, em um esquema criminoso envolvendo construtoras. Segundo o delator Pedro Corrêa, os corruptos do PCdoB cobravam até 30% de propina por cada casa construída para famílias carentes. O ex-­ministro Aldo Rebelo embolsava um terço do dinheiro sujo destinado aos comunistas no esquema.

E é justamente o mesmo Aldo Rabelo, ex­-ministro do governo Dilma, o candidato "favorito" no partido para concorrer à Presidência em 2018. O partido, que apoiou a candidatura de Rodrigo Maia para a reeleição como presidente da Câmara dos Deputados, admite que está muito atrelado à imagem do PT de Lula e Dilma. 

“Estamos com a avaliação de que vivemos uma fragmentação razoável no nosso campo político. E num ambiente desses de crise política, com fortes ares de crise institucional, como muita instabilidade, ao contrário de buscar um caminho na defensiva, avaliamos que vale muito a afirmação de um pensamento para o País”, afirmou a presidente nacional do PCdoB, a deputada federal Luciana Santos (PE)

fonte: Imprensa Viva

LULA TENTA CONVENCER PT A SUPERAR DISCURSO DO 'GOLPE'

Preocupado com a sobrevivência política do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta convencer o partido de que, depois de quase quatorze anos no comando do governo federal, a sigla não pode voltar a ter uma atuação apenas de contestação, e sim fazer uma oposição propositiva. Quase seis meses depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff, Lula considera que é preciso ir além do discurso do “golpe”.

— Nós ficamos gritando “Fora Temer” e o Temer está lá dentro. Gritamos “não vai ter golpe” e teve golpe. Estamos gritando contra as reformas e eles estão aprovando as reformas em tempo recorde — disse Lula, ao discursar, no último dia 19, no lançamento do 6º Congresso Nacional do PT, que discutirá em junho os rumos do partido.

Quinze dias depois desse discurso, Lula abriu diálogo com o presidente Michel Temer, que foi prestar condolências pela morte de sua mulher, Marisa Letícia. No PT, tanto as alas à esquerda quanto o campo majoritário, tentaram minimizar o encontro, classificando-o de protocolar. Os petistas tentam implodir qualquer possibilidade de desdobramento político.

Já o entorno de Temer é entusiasta da continuidade do diálogo, embora afirme que não há perspectiva de nova conversa no curto prazo. Auxiliares do presidente afirmam que a única pauta comum possível é a reforma política. Apesar da torcida petista contra, um ministro de Temer ressaltou que é da natureza de Lula a composição política.

Recentemente, o ex-presidente já havia contrariado a militância e a esquerda do PT ao orientar o apoio às candidaturas do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) às presidências da Câmara e do Senado. O objetivo era garantir cargos na Mesa Diretora das duas Casas e evitar que o PT ficasse ainda mais isolado politicamente. A reação da militância levou a direção nacional do PT a recuar e recomendar a união das esquerdas. Na Câmara, o partido acabou apoiando a candidatura do deputado André Figueiredo (PDT-CE), e, no Senado, a bancada rachou.

DEDICAÇÃO AINDA MAIOR À POLÍTICA

Lula deve mergulhar ainda mais de cabeça na política após a morte da mulher. A expectativa de aliados mais próximos é que a perda da ex-primeira-dama não mudará a sua disposição de assumir a presidência do PT, na metade do ano, como vem sendo articulado pelos principais caciques da legenda.

No entorno de Lula, há ainda quem acredite que o petista vai agora colocar o pé na estrada para percorrer o país, até como uma forma de ocupar a cabeça. O ex-presidente já vinha ensaiando esse giro pelo Brasil desde o início da crise que levou ao impeachment de Dilma, mas nunca chegou a concretizar o plano.

Marisa implicava com as viagens e com as agendas do petista no final de semana. Por outro lado, era favorável que ele retomasse o comando do partido, posto que ocupou até 1994.

Lula tem defendido que os petistas se engajem em discussões sobre política econômica, como geração de emprego e renda, retomada do crescimento, e sobre reforma política, especialmente financiamento de campanhas eleitorais. Para o ex-presidente, o PT tem que aproveitar os supostos retrocessos promovidos por Temer, como a PEC do Teto de Gastos, para construir seu discurso. Lula quer reunir economistas, especialistas em políticas públicas e gestão governamental para preparar desde já um programa de governo para 2018.

— O Lula, por natureza, é muito prático. Ele está pensando no futuro, em como juntar os cacos do PT, construir um projeto e ir para a rua. Ele quer ser presidente de novo — disse uma pessoa próxima do ex-presidente.

Lula vinha discutindo, antes da morte de Marisa, o melhor momento para colocar na rua a sua candidatura à Presidência da República em 2018. A expectativa é que isso aconteça durante o congresso da legenda, em junho, o mesmo que deve sacramentar a sua indicação para comandar o PT.

Resistente inicialmente à ideia de voltar ao comando formal do PT, temendo que as investigações contra ele contaminassem a legenda — Lula é réu em cinco ações na Justiça — o ex-presidente deu, desde o final do ano passado, sinais de que vai encarar a missão para evitar um racha que poderia ser mortal para o partido que fundou em 1980.

Com Lula, mesmo grupos que fazem oposição ao atual comando do PT e defendem alterações radicais na forma de condução do partido, como o Muda PT, desistiriam de lançar candidato para presidir a legenda. Além da unidade em torno de seu nome, o ex-presidente também exige, para aceitar a missão, que as correntes apresentem os seus melhores nomes para compor a Executiva Nacional, numa forma de fortalecer a direção.

Um dos movimentos que indicam a disposição de Lula de presidir o PT foi a articulação endossada por ele para que Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo, assuma o comando do partido em São Paulo. Por ser um dos melhores amigos de Lula na política, Marinho seria a principal opção para a presidência nacional, caso Lula não quisesse o posto.

O discurso feito no velório de Marisa, no dia 4, já deu sinais de que Lula não vai abandonar o embate político. Na ocasião, disse que não tem "medo de ser preso" e que "vai brigar" contra os que "levantaram leviandades" sobre a mulher.

Na missa de sétimo dia da ex-primeira-dama, realizada na última quinta-feira, Lula mostrou que não vai deixar a política nem momentaneamente. Presente à cerimônia, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), por exemplo, foi convocado pelo ex-presidente para uma reunião na dia seguinte.

fonte: Folha Política


EM DEPOIMENTO, DILMA DIZ QUE NÃO SABIA DE ATRASOS DE PAGAMENTO DO TESOURO

Em depoimento ao procurador da República Ivan Marx, a ex-presidente Dilma Rousseff lançou mão de um expediente semelhante ao usado por Lula no mensalão: dizer que “não sabia”. Ela, que ganhou fama de ‘gerentona’ por se preocupar com os detalhes, afirmou não saber que o Tesouro Nacional atrasava pagamentos a bancos públicos. Disse, ainda, não saber que o FGTS era usado para financiar os empréstimos do Minha Casa Minha Vida sempre que o Orçamento do programa chegava ao fim. Dilma também disse desconhecer os atrasos ao Plano Safra. Segundo ela, só soube das pedaladas após os acórdãos divulgados pelo Tribunal de Contas da União. 

O depoimento foi colhido por Marx - que atua no Ministério Público Federal no Distrito Federal - há dois meses em Porto Alegre no âmbito do processo civil sobre as pedaladas fiscais.

fonte: Folha Política

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

"NÓS, POLÍTICOS, ESTAMOS DESTINADOS À DESTRUIÇÃO", DIZ LOBÃO E CULPA A LAVA JATO

O senador e ex-ministro Edison Lobão (PMDB-MA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, reclamou que os meios de comunicação e a opinião pública “batem impiedosamente em todos os políticos. Daqui a pouco os políticos não suportam mais”, queixou-se. Ele acrescentou que, por causa da Lava Jato,  a classe política está destinada “ao calvário, à destruição”.
Lobão vai presidir um colegiado com dez investigados na Lava Jato. Ele considera que não há nenhum problema quanto a esse fato, porque ainda não há nenhum condenado (políticos têm foro privilegiado e estão fora de alcance do julgamento do juiz Sergio Moro). “Não tem nenhum condenado lá. Investigado não quer dizer, absolutamente, condenado. É uma fase de esclarecimento que muitas vezes conduz à inocência, como já aconteceu comigo. Sou inocente e estou à disposição para esclarecimentos”, advertiu.
Para ele também é evidente que há uma tentativa de “criminalização” dos políticos. ” Todo dia aparecem denúncias contra pessoas e os meios de comunicação batem impiedosamente em todos os políticos, tendo sido objeto de denúncias ou não. Daqui a pouco os políticos não suportam mais. Se alguém acha que a atividade política está tão ruim assim, ingresse na vida pública para tentar melhorá-la”.
O parlamentar classificou ainda que a Lava Jato como uma “inquirição global. Já está a Suíça com interesse no assunto, os Estados Unidos, a Europa… enfim, não se sabe mais para onde vai. Virou um inquérito universal. Em que isso vai resultar? Não sei. Não acho que tem que ser extinta, mas conduzir ao ponto que estamos chegando, da criminalização da vida pública, é o que nos envia para a tirania. Temos tido aqui tentativas de corrigir essas distorções e não se consegue.”
Anistia caixa 2 e delações
Lobão disse que não há inconstitucionalidade na medida que propõe anistiar o caixa 2 aos políticos. “Eu quero dizer que é constitucional a figura da anistia, qualquer que ela seja”, afirmou.Ele também defendeu mudanças na legislação que trata das colaborações premiadas. “Delação só deve ser admitida com o delator solto.”

As declarações foram dadas ao jornal O Estado de S. Paulo.

FIM HUMILHANTE. A IMPORTÂNCIA ZERO DA EX-PRESIDENTE MAIS ARROGANTE E PREPOTENTE DA HISTÓRIA DO PAÍS


A ex­-presidente Dilma Rousseff bem que tem tentado enfrentar toda sua decadência mantendo uma certa fleuma de ex­-presidente que ainda é capaz de opinar nos destinos do país. Mas a realidade tem sido mais dura do que ela esperava e há cada vez menos pessoas dispostas a ouvir o que a petista tem a dizer. Mesmo dentro de seu partido, Dilma não tem mais espaço nas mesas diretoras ou na tomada de decisões. Não é mais convidada para eventos entre seus correligionários e foi completamente banida da vida partidária. O PT por sua vez tem outras preocupações bem mais imediatas e não quer que a já combalida imagem do partido seja "contaminada" por toda negatividade que Dilma passou a representar no país de 13 milhões de desempregados. 

De fato, não faltam razões para que todos queiram manter distância da ex­-presidente. Segundo sondagens internas do próprio PT, Dilma hoje é vista como a pessoa mais arrogante e, ao mesmo tempo incompetente, que já ocupou o Palácio do Planalto.

Poucos políticos tiveram um fim tão meteórico em toda a história do país. Collor partiu para o isolamento por livre e espontânea vontade, pois sabia que cairia no ostracismo no dia seguinte ao impeachment. Já Dilma ainda tenta se inserir, sem sucesso, na vida política do país. 

A situação de Dilma chegou a um ponto degradante mesmo antes de ter seu mandato cassado. Por questões de segurança, a petista ficou praticamente detida no Palácio da Alvorada por vários meses, até a conclusão do processo de impeachment. O temor do gabinete da Presidência da República era o de que ela sofresse algum ataque, tamanho era o repúdio popular contra a petista naqueles dias sombrios. 

Atualmente, Dilma está praticamente abandonada à própria sorte pela maioria de seus antigos aliados. Traída por ex-­ministros e auxiliares, a petista vive praticamente isolada dos debates no país e se comunica através das redes sociais e pequenas rádios do interior e blogs saudosos do dinheiro do contribuinte. 

Não demorou muito tempo para que Dilma Rousseff se tornasse uma mera sombra esmaecida daquilo que foi um dia: arrogante, pretensiosa e mandona. Os ex-funcionários que a serviam em Brasília são unânimes em afirmar que se sentem aliviados por terem se livrado do jugo da petista. Dilma era tirana e se comportava como uma rainha do mal, que gostava de impor humilhações aos que eram colocados a seu serviço. 

O desprestígio político é proporcional ao repúdio popular. A situação de Dilma nos dias de hoje é tão degradante que a petista não consegue mais encontros com pessoas da vida pública. Poucos se arriscam a visitá­-la e quando o fazem, exigem sigilo e nada de fotos. 

A situação não é diferente no exterior. Dilma passou cerca de quinze dias na Europa, às custas do contribuinte, mas não conseguiu ser recebida por nenhum chefe ou ex-chefe de Estado. A petista passou pela Espanha, França e Itália sem conseguir ser recebida por nenhuma autoridade local. O máximo que conseguiu foi um encontro rápido com uma obscura senadora francesa do inexpressivo Partido Comunista Francês. 

No Brasil, Dilma avança inexoravelmente para o ostracismo político na mesma proporção que conquista as manchetes policiais e, justamente por este motivo, ainda não pode ser considerada um cachorro morto na beira da estrada. A petista ainda deve chamar muita atenção quando começar a se tornar alvo de uma série de processos sobre corrupção e lavagem de dinheiro nos próximos meses.

Isso faz com que cada vez mais pessoas procurem mantes distância de Dilma. Até mesmo oportunistas como João Pedro Stédile (MST), Carina Vitral (UNE) e Vagner Freitas (CUT) já não querem mais ser vistos ao lado da petista e até se tornaram críticos de seu governo. É claro que nenhum destes citados jamais possuiu algum compromisso com a luta de classes, mas sim com o projeto de poder do PT. Entretanto, até eles precisam criticar Dilma para não se prejudicarem perante os movimentos que representam. 

Em seu partido, o PT, Dilma é repudiada e apontada como a principal responsável pelo fim do sonho de um projeto de poder duradouro. Mesmo os blogs, jornalistas e meios de comunicação se veem numa situação ridícula, por serem forçados a admitir que a incompetência, inépcia e arrogância de Dilma foram os principais fatores que conduziram o pais ao caos político e econômico da atualidade. 

Nem mesmo os artistas petistas se arriscam a defendê-­la abertamente. Dilma enfrenta dias bem distantes daqueles em que reinava absoluta, fiando na certeza de que o Brasil e as instituições não estariam dispostas a bancar um outro processo de impeachment após o de Fernando Color. Ela pagou para ver e deu no que deu. 

Dilma é responsável por um feito inédito: fracassou em sua relação com a direita e destruiu a esquerda do país. O abatimento e a ausência de uma frase que faça algum sentido comprova que a petista é apenas um passo triste perdido na história.

fonte: Imprensa Viva






LULA QUER A EXTINÇÃO DO PT. SEM NOVAS NARRATIVAS, PETISTA QUER DILUIR O PARTIDO NA FRENTE BRASIL POPULAR DE BOULOS

Existem coisas que só podem ser lidas nas entrelinhas. Há tempos o ex-­presidente Lula vem falando de uma ampla aliança entre os partidos de esquerda do Brasil. Há tempos Lula vem falando sobre a necessidade de cativar os jovens, de se reaproximar dos movimentos sociais e de concentrar forças nos movimentos de base, como movimentos estudantis, pequenos sindicatos e outros coletivos que ainda nutrem alguma simpatia pela esquerda. 

Ocorre que Lula tem plena consciência de que nada disso seria possível, levando em conta o profundo desgaste sofrido pelo PT ao longo dos últimos dois anos. Haja vista o impeachment de Dilma e a humilhante derrota do partido nas urnas nas últimas eleições municipais. Lula sabe que nenhum partido de esquerda ousaria se arriscar a se alinhar com o PT, mesmo que fosse apenas para organizar uma passeata. Estão todos sofrendo para tentar se desvencilhar da imagem do partido e da imagem de Dilma, que estraçalhou a reputação de todos aqueles que a apoiaram em seus dias derradeiros no Planalto. 

UM SINAL CLARO: NINGUÉM QUER SER PRESIDENTE DO PT

Os membros do partido estão todos "recuados" diante da falta de novas narrativas que expliquem o desastre que foi o PT no poder. Também não há como justificar o fato de que o maior assalto aos cofres públicos da história do país ocorre justamente durante os governos petistas. O povo não é bobo e sabe que, embora outros ou quase todos os partidos também tenham roubado, o fizeram sob o comando do PT de Lula e Dilma. Não tinha como roubar a Petrobras ou o BNDES sem o aval de Lula e Dilma. Talvez por este motivo é que nenhum petista que presidir o partido, incluindo o próprio Lula. Ninguém quer assumir o lugar de Rui Falcão e é provável que ele seja o último presidente do PT.


Um dos membros da cúpula do PT admitiu que os 37 anos de história do partido foram parar no esgoto da história. "Aquela imagem da Polícia Federal na porta do partido, enquanto agentes cumpriam mandatos de busca e apreensão foi forte demais. O PT foi profundamente estigmatizado por seus erros e deve pagar um preço muito alto por tudo isso" 

Lula sabe que o PT se tornou inviável, pois o partido já não consegue mais mobilizar a militância para um simples comício. Nos últimos eventos em que participou, Lula precisou chamar reforços entre sindicatos e movimentos sociais para conseguir ocupar os lugares dos recintos cada vez menores. 

O que tem valido a Lula nos últimos meses tem sido a figura de Guilherme Boulos, do MTST. Ao lado dele, Lula tenta reeditar a Frente Brasil Popular, a coligação pela qual concorreu na eleição de 1989. O atual coordenador da Frente Brasil Popular é ex-integrante do PSB Roberto Amaral, enquanto Boulos comanda a Povo sem Medo. As duas frentes concentram praticamente todos os movimentos sociais e sindicais que deram suporte ao PT ao longo das últimas décadas. Mas mesmo estes líderes veem com reticência cada vez maior uma associação concreta com o PT. 

Todos já perceberam que vinculados ao PT torna­-se mais difícil angariar simpatizantes na periferia, entre os estudantes e até mesmo entre trabalhadores de baixa renda. O mote desta turma é praticamente o mesmo do PT, mas o partido está profundamente estigmatizado pela chaga da corrupção e foi duramente atingido pelas investigações da Operação Lava Jato. 

Se Lula já não possui estatura moral suficiente para re-aglutinar os partidos de esquerda em torno de um novo projeto de poder, a Frente Brasil Popular pode ter. E é nisso que Lula tem apostado. A última Plenária Nacional da FBP em Belo Horizonte reuniu nada menos que 100 organizações vinculadas historicamente ao PT. 

Além de Lula, outros membros do partido já defendem abertamente a composição com uma frente de esquerda, na qual o PT seria sutilmente sepultado. "Este é o momento para impulsionar a formação de uma nova frente, na qual o PT não tenha necessariamente a hegemonia automática, afirmou o deputado federal Paulo Teixeira (SP), durante o lançamento do 6º Congresso Nacional do partido em janeiro. 

Lula sabe que já não é mais uma personalidade admirada ou respeitada nem no Brasil nem no exterior. Aquele que era identificado como um tradicional defensor dos direitos dos trabalhadores e do combate à miséria e a fome é visto hoje como o maior corrupto da história do Brasil de todos os tempos. 

Sem prestigio, sem honra ou reputação, Lula e todos no PT sabem que o partido é a maior vítima da cultura da corrupção implantada na legenda por seu líder e seus companheiros. Lula e o PT sofreram as consequências devastadoras de um governo que teve seus crimes desmascarados pelas investigações da Operação Lava Jato. Todos os fatos foram amplamente divulgados pela imprensa nacional. Além de se tratar da mais importante pauta para os meios de comunicação, justamente por se tratar de uma questão de interessa nacional, a cobertura sobre a Lava Jato atrai o interesse de praticamente todos os setores da sociedade, o que acaba melhorando o desempenho da imprensa sob o ponto de vista financeiro. Lula e o PT acabaram envolvidos no meio de uma gigantesca armadilha criada por eles mesmos. 

Desde então, tudo que Lula e o PT representavam no consciente coletivo foi parar na lata do lixo. Como consequência, o partido e seu líder tornaram­-se inviáveis politicamente. Embora nenhum partido de oposição tenha ainda se beneficiado diretamente do estrago sofrido pelo partido, o PT sofreu danos irreversíveis ao longo dos últimos anos. De olho no futuro, Lula e correntes do PT se mobilizam para atrair o que chamam de "setores progressistas" em torno de uma nova frente de esquerda. Em 2018, os petistas não vão querer repetir o fracasso das urnas de 2016. De modo que tudo caminha para a extinção do partido nos próximos anos, articulada por Lula. 

fonte: Imprensa Viva



COMO MINISTRO DO STF, ALEXANDRE DE MORAES PODE DAR MAIS DOR DE CABEÇA AOS MOVIMENTOS SOCIAIS CONTROLADOS PELO PT

Não é de hoje que o PT e setores ligados ao partido tentam desqualificar Alexandre de Moraes, indicado para ocupar uma vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal, STF. Logo que se assumiu o Ministério da Justiça e Cidadania, Moraes demonstrou sua disposição de conter os desmandos cometidos por movimentos sociais controlados pelo PT e passou a tratar as táticas de guerrilha adotadas pelo MST, MTST, CUT e UNE como atos de terrorismo. 

Em poucos dias a frente do ministério, Moraes orientou comandantes de batalhões da Polícia Militar e delegados da Polícia Federal em todo o país a reprimir com vigor qualquer manifestação mais violenta e passou a classificar bloqueios de estradas, invasões a prédios públicos e queima de pneus em centros urbanos e rodovias como atos de terrorismo. 

A ordem de Moraes era "pegar pesado" com os movimentos sociais que operavam como braços políticos do PT visando promover o caos e a desordem para desestabilizar o governo. Desde então, Moraes passou a ser combatido como inimigo número um do PT e dos movimentos sociais. 

O partido e setores da esquerda já pediram a cabeça de Moraes várias vezes. Numa delas, bastante prosaica, Moraes deu com a língua nos dentes e adiantou uma data em que seria deflagrada mais uma fase da Operação Lava Jato. Embora a fala do ministro tenha sido questionável, tendo em vista o cargo que ocupava, não chegou a ser considerada algo tanta gravidade nem pelo Planalto nem pelos membros da força-tarefa. Por outro lado, demonstrou seu claro apoio ao prosseguimento das investigações e foi justamente isso o que mais incomodou os membros do PT, os maiores alvos da Lava Jato. 

A vibração positiva do ministro em relação à uma nova fase das investigações também reforçou a perspectiva de que o governo Temer estava de fato encorajando a continuidade dos trabalhos da força­-tarefa de Curitiba, o que contrariava a pregação da esquerda, de que o governo estaria tentando "abafar" a Lava Jato. Moraes sempre se declarou um entusiasta da Operação Lava Jato e sua indicação para a vaga no STF contou inclusive com o aval do procurador da República Deltan Dallagnol, que é nada menos que coordenador da Operação Lava Jato. 

Mas a campanha da esquerda para desqualificar a indicação de Alexandre de Moraes para a vaga no STF tem outros fundamentos. O jurista é assumidamente um linha dura contra os atos de vandalismo de movimentos sociais controlados pelo PT. Sua disposição de lidar com as táticas de guerrilha do grupo de forma contundente acabou desestimulando os integrantes destes movimentos. Alexandre de Moraes simplesmente colocou um freio no ímpeto do MST e de outros movimentos radicas controlados pelo PT e partidos de esquerda. 

Se como ministro da Justiça, Moraes já representava uma ameaça ao PT e aos movimentos controlados pelo partido, como ministro do STF, pode simplesmente colocar um fim definitivo no emprego destes movimentos como braços políticos.

fonte: Imprensa Viva



PROJETO QUE AMORDAÇA LAVA JATO ESTÁ PRONTO, AVISA LOBÃO

O senador Edson Lobão, investigado na Operação Lava Jato e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, disse que pensa em dar celeridade ao projeto de abuso de autoridade, aquele que vai amordaçar as atuações dos juízes e promotores na Lava Jato.
“Esse projeto já estava no plenário com regime de urgência e com um relator nomeado, que é o Roberto Requião (PMDB-PR). O relator é aquele que diz ao presidente que está com o seu parecer pronto ou não e pede pauta. Então, nessa decisão aí, valerá muito mais a posição do relator do que a minha. A relatoria diz que está em condições de votar e pede para que seja incluída na pauta.”, declarou acrescentando que colocará em votação. 
Anistia caixa 2 e delações
Lobão declarou ainda que não há inconstitucionalidade na medida que propõe anistiar o caixa 2 e perdoar os crimes de corrupção dos políticos. “Eu quero dizer que é constitucional a figura da anistia, qualquer que ela seja”, afirmou. Ele também defendeu mudanças na legislação que trata das colaborações premiadas. “Delação só deve ser admitida com o delator solto.”

fonte: República de Curitiba