quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

LULA PEDE AO STF QUE O DECLARE MINISTRO


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou com pedido no STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça (14) para que os ministros decidam sobre sua nomeação como ministro da Casa Civil no governo Dilma Rousseff. A petição foi protocolada poucas horas depois que o ministro do STF Celso de Mello decidiu manter Moreira Franco como ministro da Secretaria-Geral da Presidência e lhe garantiu direito ao foro privilegiado.

"Verifica-se, portanto, que em situação em tudo e por tudo idêntica à do peticionário não se impôs qualquer óbice para a assunção da função de ministro de Estado por Wellington Moreira Franco", escreveu a defesa de Lula no documento.

Em março de 2016, o ministro do STF Gilmar Mendes suspendeu a nomeação de Lula para a Casa Civil.

A decisão de Gilmar Mendes produziu "graves e irreversíveis" consequências para Lula e para o Brasil, diz o ex-presidente.

"Embora a liminar deferida nestes autos já tenha produzido graves - e irreversíveis - consequências para o Peticionário e para o País, não se pode permitir que um ato jurídico válido, que foi a nomeação do peticionário para o cargo de ministro de Estado, fique com uma mácula indevida", informa o pedido.

Na petição, Lula afirma que a decisão de Celso de Mello "coincide com os argumentos apresentados" por sua defesa.

"(...) O peticionário, à época dos fatos, preenchia todos os requisitos previstos no artigo 87 da Constituição Federal para o exercício do cargo de ministro de Estado, além de estar em pleno exercício de seus direitos políticos", diz o documento.

"O peticionário, ademais, sequer era indiciado, denunciado ou mesmo réu em ação penal", afirma a defesa de Lula.

Na semana passada, Lula reiterou pedido para que o recurso seja analisado pelo plenário do Supremo a fim de "corrigir possível erro histórico" ao anular sua nomeação.

O caso de Moreira Franco ainda pode ir a plenário. A decisão de Celso de Mello foi em caráter liminar (provisório). Na análise sobre o mérito da ação, o ministro pode decidir sozinho ou levar a questão ao plenário do STF. Um recurso contra a decisão necessariamente tem que ir a plenário.

NOMEAÇÃO SUSPENSA

Lula foi nomeado por Dilma para a Casa Civil no dia 16 de março. No mesmo dia, o juiz Sergio Moro derrubou o sigilo de interceptações e autorizou a publicidade dos áudios de uma conversa sobre a posse entre Lula e a ex-presidente Dilma.

A posse de Lula foi no dia 17 e acabou suspensa no dia 18 pelo ministro Gilmar Mendes, em decisão provisória, ao analisar ações apresentadas por PSDB e PPS.

Gilmar Mendes entendeu que havia indícios de que Dilma indicou Lula para o ministério com o objetivo de que as investigações contra ele fossem examinadas pelo Supremo e não por Sergio Moro.

A ação foi arquivada após o impeachment de Dilma. Lula apresentou recurso e pediu que o caso fosse levado ao plenário do STF, mas Gilmar Mendes não levou a ação a julgamento.

fonte: Folha Política

DESEMBARGADOR DO DF SUSPENDE CENSURA A CONTEÚDO DO CELULAR DE MARCELA TEMER

O desembargador Arnoldo Camanho de Assis, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, aceitou recurso da Folha e suspendeu nesta quarta (15) os efeitos de uma liminar que proibia o jornal de publicar informações sobre chantagem praticada por um hacker contra a primeira-dama, Marcela Temer.

A liminar havia sido concedida na sexta (10) pelo juiz Hilmar Raposo Filho, da 21ª Vara Cível de Brasília, a pedido do subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, Gustavo Vale do Rocha, em nome da primeira-dama. Rocha alegou violação da intimidade de Marcela.

No site do jornal, o texto sobre o assunto, publicado na sexta, havia sido suprimido após a notificação, ocorrida na segunda (13).

Na sua decisão, o desembargador afirma que a liminar contra o jornal "está a padecer de aparente inconstitucionalidade, já que violadora de liberdade que se constitui em verdadeiro pilar do Estado democrático de Direito".

"Não há, pois, como consentir com a possibilidade de algum órgão estatal –o Poder Judiciário, por exemplo– estabelecer, aprioristicamente, o que deva e o que não deva ser publicado na imprensa", afirma no despacho.

"Não há qualquer notícia, nas razões do recurso, de que a atividade jornalística da parte agravante seja pautada por uma linha editorial irresponsável ou abusiva, potencialmente violadora da intimidade de alguém, muito menos, no caso concreto, da autora-agravada ou de seu marido, o Excelentíssimo Presidente da República", escreveu o desembargador.

"Concedo o efeito suspensivo pretendido, para o fim de suprimir a eficácia da respeitável decisão recorrida", finaliza.

O mérito da ação ainda será julgado por um colegiado do TJ-DF.

Com a decisão do desembargador, a reportagem censurada voltou ao site da Folha.

A reportagem teve acesso a informações tornadas públicas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. O hacker Silvonei José de Jesus Souza foi condenado em outubro a 5 anos e 10 meses de prisão por estelionato e extorsão e cumpre pena em Tremembé (SP).

Souza usou um áudio do celular de Marcela clonado por ele para chantagear a primeira-dama e mencionou a existência de um áudio que, segundo seu entendimento, poderia comprometer o nome do presidente Michel Temer –que, à época, era vice. Todo o conteúdo de um celular e contas de e-mail da primeira-dama foram furtados pelo hacker.

PEDIDO

O advogado da Casa Civil dizia, no pedido de liminar, que a ação para impedir a publicação de informações sobre a primeira-dama "serve a evitar prejuízo irreparável à autora, caso tenha sua intimidade exposta indevidamente pelos veículos de comunicação, que mais uma vez estão a confundir informação com violação da privacidade de uma pessoa pública".

O recurso da Folha afirmou que a decisão do juiz Hilmar Raposo Filho "consubstancia inaceitável censura". O jornal "se limitou a reproduzir fatos verídicos e de evidente interesse público, no regular exercício da atividade de imprensa", segundo a advogada.

"A decisão que proíbe sua divulgação importa em censura e contraria os princípios de liberdade de imprensa e informação, assegurados pela Constituição Federal", diz trecho do recurso.

COMPROMISSO

Ao comentar o assunto, o presidente Michel Temer afirmou nesta terça (14), por meio de nota oficial, que tem compromisso permanente e inarredável com a defesa e a promoção da liberdade de imprensa.

"Sua atuação e seus votos ao longo da Assembleia Constituinte de 1988 revelam e confirmam tal compromisso. O Presidente da República sempre esteve em linha, portanto, com os movimentos das entidades representativas da imprensa brasileira na defesa desses princípios e valores. O que se discute na Justiça é tema distinto", afirmou nota do Palácio do Planalto.

"Trata-se, na verdade, dos direitos e garantias fundamentais assegurados pela Constituição Federal quando, em seu artigo quinto, inciso décimo, estabelece, e cito, que são invioláveis, 'a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas'. Este preceito constitucional foi reiterado pela Lei que se veio a conhecer como Lei Carolina Dieckmann, a qual jamais foi contestada no que determina", disse a nota de Temer.


CARROS DA PF EM CONDOMÍNIO NO RIO ASSUSTAM ENCRENCADOS NA LAVA JATO

Alguns moradores de um condomínio na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, quase caíram para trás outro dia, quando dois carros da Polícia Federal circularam pelo condomínio.

Afinal, um deles, dia sim, outro também, vai dormir preocupado com o que a Lava-Jato lhe reserva.

Mas (ainda) não era a hora.

Os carros eram da produção de "Lava-Jato: a lei é para todos", filme que tem Flávia Alessandra, moradora do condomínio, como uma das protagonistas. Estavam lá apenas para buscar a atriz em casa.

COTADO PARA JUSTIÇA, VELLOSO DIZ QUE LAVA JATO NÃO TERÁ INTERFERÊNCIA

Cotado para o comando do Ministério da Justiça, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso afirmou nesta quarta-feira ao Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor, que, se assumir o cargo, não fará “de forma alguma” interferências na Operação Lava-Jato. Velloso discutiu a possível nomeação com o presidente Michel Temer na terça-feira, em reunião de mais de uma hora, e afirmou estar com o “coração aberto” para assumir o cargo. Com 81 anos, disse que a Lava-Jato deu uma projeção positiva ao Brasil no exterior, com a bandeira do combate à corrupção, e disse que tanto o Ministério Público quanto a Polícia Federal – subordinada ao Ministério da Justiça – devem agir de forma independente. 

“A minha posição sobre a Lava-Jato já é conhecida há tempos. Ela é intocável. Não haveria interferência de forma alguma”, afirmou Velloso, em relação a sua possível nomeação para o Ministério da Justiça. “A sociedade pode estar certa da minha opinião”, disse. “A Lava-Jato colocou o nome do Brasil muito bem no exterior, repercutiu no continente americano, nos Estados Unidos, na África, na Europa. É claro que é intocável. Ela só é ‘tocável’ no sentido de estimular para que continue. Precisa continuar”.

Para Velloso, a atuação da Polícia Federal e do Ministério Público é acompanhada pelo Judiciário, responsável por coibir possíveis excessos. O ex-ministro, no entanto, disse não ver excessos.

Questionado sobre as denúncias apresentadas pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alvo da Lava-Jato, o ex-ministro do Supremo evitou comentar. “Lula está recorrendo e a palavra está com os tribunais. A supervisão desse caso está no Judiciário e o inconformismo dele deve ser levado aos tribunais”, disse, afirmando em seguida que prefere não se manifestar.

Velloso afirmou considerar o juiz Sergio Moro, responsável pela Lava-Jato, como um magistrado “rigoroso, porém justo”.

Defesa do sigilo de delações

Em meio a elogios à atuação de Temer -“somos amigos há mais de 40 anos”- , Velloso defendeu a manutenção do sigilo das delações e disse que os vazamentos “são incompreensíveis, já que a lei proíbe”. “Sobre o sigilo das delações, eu estou com a lei. A lei estabelece que só quem pode quebrar o sigilo é o Ministério Público, ao apresentar a denúncia ou ao pedir o arquivamento”, afirmou. “Se o sigilo é quebrado antes, pode prejudicar as investigações. Se é quebrado e depois se prova que a pessoa é inocente, é feito um julgamento antecipado. A pessoa é jogada na rua da amargura. É um descabimento”, disse. Ao falar sobre os vazamentos, disse apenas que “quem deve se pronunciar é o Ministério Público”.

Nomeado em 1990 pelo então presidente Fernando Collor de Mello para o Supremo Tribunal Federal, Velloso tem em seu currículo a atuação no Superior Tribunal de Justiça e no Tribunal Superior Eleitoral.

O ex-ministro afirmou que a filiação partidária “não interfere” na atuação dos magistrados no STF e disse que o fato de o ministro da Justiça licenciado Alexandre de Moraes ser integrante do PSDB não pode ser visto como uma possível influência nas decisões de Moraes no Supremo, caso sua indicação seja aprovada em sabatina pelo Senado, na próxima semana. “Desde que se desfilie antes da nomeação, não tem problema. Grandes ministros do Supremo já tiveram filiação a partidos”, disse. “Alexandre de Moraes tem todos os predicamentos para assumir a vaga”.

Velloso evitou falar sobre graves problemas que a área de segurança pública enfrenta no país, com a crise no sistema penitenciário, com recentes rebeliões e centenas de mortes desde o começo do ano, e com a greve de policiais no Espírito Santo e motim no Rio de Janeiro.

Aécio defende nomeação de Velloso

Apesar de ressaltar que não teve ainda um convite formal de Temer, disse que ontem conversou com o pemedebista sobre sua possível nomeação, que poderá ser feita na próxima semana. “Estou com o coração aberto”.

A possível nomeação de Velloso foi defendida pelo presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), em encontro com Temer, minutos antes da reunião com o ex-ministro, no Palácio do Planalto.

Na terça, o porta-voz da Presidência afirmou que Temer havia se reunido com Velloso e que as conversas continuarão. Nesta quarta, o próprio Temer anunciou, no Twitter, o encontro. “Estive com Carlos Velloso ontem. Conversamos privadamente por mais de uma hora. Meu amigo há mais de 35 anos. Marcamos esse encontro diretamente. Continuaremos a conversar nos próximos dias. A escolha do novo ministro da Justiça será minha, pessoal, sem conotações partidárias”, afirmou Temer na rede social.

fonte: Folha Política


CNT: APROVAÇÃO AO GOVERNO TEMER CAI PARA 10%

Índice medido pela MDA Pesquisa, a pedido da Confederação Nacional do Transporte, é o pior registrado pela atual gestão. Avaliação do desempenho pessoal do peemedebista cai de 36,7% para 44,1%, em comparação com outubro
A avaliação do governo Michel Temer alcançou seu pior índice desde que o peemedebista assumiu em definitivo o Palácio do Planalto, em agosto do ano passado, segundo pesquisa encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). De acordo com levantamento da MDA Pesquisas divulgado nesta quarta-feira (15), apenas 10,3% dos brasileiros aprovam o atual governo. Em outubro, o índice dos que consideravam ótima ou boa a gestão dele era de 14,6%.

De lá para cá, cresceu, por outro lado, o percentual dos que consideram a administração federal ruim ou péssima – de 36,7% para 44,1%. Já os que julgam regular o atual governo passaram de 36,1% para 38,9%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o índice de confiança, de 95%. Ao todo, a MDA ouviu 2.002 pessoas de 138 cidades das cinco regiões do país, entre 7 e 11 de fevereiro.

A aprovação ao desempenho pessoal do presidente também piorou: caiu de 31,7%, em outubro, para 24,4%, em fevereiro. Já a desaprovação pulou de 51,4% para 62,4%. Entre os entrevistados, 13,2% não opinaram.

Em entrevista coletiva, o presidente da CNT, Clésio Andrade, disse que a base parlamentar ampla no Congresso, que rendeu 88% de apoio ao presidente na Câmara no ano passado, compensa a sua baixa popularidade. “Ele está negativo desde que assumiu o governo. Acaba tendo uma contraposição, porque tem uma forte base política. Mas ainda não podemos considerar o presidente Michel Temer como carta fora do baralho”, declarou.

fonte: congresso em foco

O GLOBO DESMENTE O MINISTRO DO STF CELSO DE MELLO

Decisão de Celso de Mello gerou polêmica.
O Globo fez uma pesquisa acurada para desmentir um despacho proferido pelo ministro Celso de Mello responsável por permitir que Moreira Franco mantenha-se no cargo de ministro com direito a foro privilegiado.

O ministro Celso de Mello analisou o pedido para manutenção da nomeação de Moreira Franco e na decisão foi enfático em afirmar que o Supremo Tribunal Federal (STF) “nunca blindou ninguém”. A decisão gerou desconforto devido a situação de Moreira Franco na Lava Jato.

Moreira está delatado por recebimento de propina em contratos envolvendo concessões para aeroportos.

Ivan Hartmann, da Fundação Getúlio Vargas, desmentiu-o em O Globo:

“Os dados do Supremo em Números mostram que, entre 2011 e março de 2016, apenas 5,8% das decisões em inquéritos no STF foram desfavoráveis aos investigados, com a abertura da ação penal. E nessas, a taxa de condenação é inferior a 1%”.

O Supremo Tribunal Federal está sendo acusado de proteger caciques políticos ligados ao Governo Federal o que pode comprometer totalmente os rumos da operação Lava Jato.

A decisão do STF favorável a Moreira Franco gerou uma outro questão vai dar dor de cabeça: os advogados de defesa do ex-presidente Lula preparam uma petição com base na decisão dada por Celso de Mello requerendo anulação da votação contrária a suspensão de Lula quando foi nomeado ministro por Dilma Rousseff.

Se a situação caminhar para esse ponto haverá demanda de outros políticos investigados na Lava Jato que também estarão entrando com suas defesas para procurar blindagem junto à Justiça.

A cada dia fica mais difícil a situação da força tarefa da Lava Jato em investigar e punir políticos do alto clero envolvidos em casos de corrupção.
Em Curitiba o juiz federal Sérgio Moro segue firme no trabalho de apuração de todos os casos envolvendo nomes da política brasileira, porém há sinais de que o maior problema está mesmo no STF.

JUIZ QUE MANDOU PRENDER SÉRGIO CABRAL E EIKE BATISTA PEDE REFORÇO NA SEGURANÇA. MARCELO BRETAS SE SENTE AMEAÇADO

O juiz federal Marcelo da Costa Bretas, responsável pela prisão do ex-­governador Sérgio Cabral (PMDB) e do ex­-bilionário Eike Batista solicitou reforço em sua segurança pessoal após a "ocorrência de “situações suspeitas” nos últimos dias. 

Temendo pelo pior e em virtude de ter colocado gente muito poderosa por trás das grades, Marcelo Bretas solicitou um carro blindado e escolta ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região.

Como titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, responsável pelos desdobramento da Lava Jato no Estado, o juiz Marcelo da Costa Bretas tornou réus o ex-­bilionário Eike Batista e o ex-­governador do Rio, Sérgio Cabral, no âmbito da Operação Eficiência, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Bretas aceitou denúncia do Ministério Público Federal apresentada no mesmo dia.

Há tempos, o juiz federal Sérgio Moro também solicitou que fosse providenciado substancial reforço na sua segurança e na de seus familiares. Assim como Bretas, Moro também colocou muita gente poderosa para ver o sol nascer quadrado.

fonte: Imprensa Viva

MORO CHAMA CUNHA DE CHANTAGISTA E AFIRMA QUE NEM PRISÃO FOI SUFICIENTE PARA DETER O 'MODUS OPERANDI' DO CRIMINOSO

O ex­-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-­RJ) tentou a sorte e se deu mal ao partir para uma abordagem suicida durante o depoimento que prestou ao juiz federal Sérgio Moro na última semana. Ardiloso, Cunha tentou de várias formas engambelar Moro sobre suas contas na Suíça, dizendo se tratar de trustes e que os cerca de U$ 5 milhões que tinha lá fora eram provenientes de "transações comercias" remotas e de difícil comprovação. O peemedebista é réu acusado de receber R$ 5 milhões em propinas em um contrato da Petrobrás, na África e estaria tentando proteger o ex-presidente Lula e o banqueiro André Esteves. 

Tentando fazer o juiz Moro de trouxa, Cunha explorou todas as falhas de seu próprio caráter sem se dar conta de que estava fazendo um papel ridículo perante a nação. Cunha havia tentado ameaçar veladamente o presidente Michel Temer com perguntas capciosas, com o claro propósito de impelir Temer a protegê­-lo de alguma forma.

Obviamente, Moro não caiu em sua armadilha e refutou qualquer possibilidade do ex-deputado manipulá­-lo como instrumento de pressão política. Moro afirmou que não capitula a qualquer espécie de “pressão política” s simplesmente negou o pedido de liberdade a Cunha. 

No despacho em que negou a liberdade ao ex-­deputado, Moro se referiu à tentativa de Cunha de “intimidar” o presidente da República, Michel Temer: 

“Depois de tal comportamento processual, revogar a preventiva de Eduardo Cosentino da Cunha poderia ser interpretada erroneamente como representando a capitulação deste Juízo a alguma espécie de pressão política a qual teria sofrido em decorrência do referido episódio.” 

Além de citar Temer em seu primeiro depoimento a Moro, Cunha alegou ser alvo de um processo político e apelou, afirmando ter um aneurisma cerebral para justificar o pedido de revogação de sua prisão preventiva. 

“Esclareça-­se, para evitar mal entendidos, que pressão política, perante este julgador, não houve nenhuma, o que, contudo, não torna menos reprovável a tentativa do acusado de obtê­-la”, afirma Moro. 

“É a lei que determina que a prisão preventiva deve ser mantida no presente caso, mas também deve ter o julgador presente que a integridade da Justiça seria colocada em questão caso houvesse a revogação da prisão depois deste episódio reprovável de tentativa pelo acusado de intimidação da Presidência da República.” 

Moro detalhou na sua decisão os fatos que evidenciariam a pressão de Cunha contra Temer. 

“Não se pode permitir que o processo judicial seja utilizado para essa finalidade, ou seja, para que parte transmita ameaças, recados ou chantagens a autoridades ou a testemunhas de fora do processo”, registrou o juiz da Lava Jato. 

Moro considerou que Cunha tentou pressionar Temer para que ele interferisse na Lava Jato, em seu favor. Para isso, citou as perguntas dirigidas ao presidente da República, que foi arrolado pelo ex­ deputado como sua testemunha de defesa no processo. 

“Tais quesitos, absolutamente estranhos ao objeto da ação penal, tinham, em cognição sumária, por motivo óbvio constranger o Exmo. Sr. Presidente da República e provavelmente buscavam com isso provocar alguma espécie intervenção indevida da parte dele em favor do preso”, afirmou Moro. 

“Isso sem olvidar outros quesitos de caráter intimidatório menos evidente. Segundo Moro, “a pretexto de instruir a ação penal, Eduardo Cosentino da Cunha apresentou vários quesitos dirigidos ao Exmo. Sr. Presidente da República que nada diziam respeito ao caso concreto”. Moro afirmou que as perguntas “não têm a mínima relação com o objeto da ação penal”. 

“A conduta processual do acusado Eduardo Cosentino da Cunha no episódio apenas revela que sequer a prisão preventiva foi suficiente para fazê­-lo abandonar o modus operandi, de extorsão, ameaça e chantagem, que foi objeto de longa descrição na preventiva e ainda na decisão de 4 de maio de 2016 na Ação Cautelar 4070/DF do eminente Ministro Teori Zavascki (relator da Lava Jato no STF, morto em 19 de janeiro em acidente de avião).” 

“O ex-­parlamentar jamais declarou essas contas, esses recursos ou as empresas nominalmente titulares dos recursos ao Banco Central ou à Receita Federal e igualmente omitiu-­os em depoimento prestado na Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara sobre a Petrobrás”, registra Moro, ao resumir na acusação. 

“É a lei que determina que a prisão preventiva deve ser mantida no presente caso, mas, na esteira do posicionamento do eminente e saudoso Ministro Teori Zavascki nos aludidos julgados, não será este Juízo que, revogando a preventiva de Eduardo Cosentino da Cunha, trairá o legado de seriedade e de independência judicial por ele arduamente construído na condução dos processos da Operação Lava Jato no âmbito do Supremo Tribunal Federal, máxime após a referida tentativa feita pelo acusado de intimidar a Presidência da República no curso da ação penal.”, afirmou moro em seu despacho que "despachou" Eduardo Cunha para o fundo de uma cela no Presídio do Complexo Médico­-Penal (CMP) em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

fonte: Imprensa Viva


CIRO CHAMA MORO DE "MIDIÁTICO DE GRAVATINHA" E DIZ QUE SE FOR PRESIDENTE, VAI "QUEBRAR ( O BRASIL) OU SER QUEBRADO"

O ex-­governador Ciro Gome voltou a criticar o juiz federal Sérgio Moro em entrevista concedida ao Estadão esta semana. Problemático, Ciro parece não conseguir conter os ciúmes do carinho que o povo brasileiro tem pelo responsável pelos processos da Operação Lava Jato. 

Ao criticar a postura de Moro, o canalha tenta sutilmente afagar os simpatizantes do PT para angariar simpatia defendendo o corrupto Guido Mantega. Propositalmente ignorando o mérito de Sérgio Moro, Ciro disse na entrevista que " . tentou ensinar o ex­-ministro. A Operação Lava Jato pode ser uma coisa importante na história do País, mas estão trocando os pés pelas mãos de forma muito repetida. Por exemplo, não tem pé nem cabeça, sob o ponto de vista jurídico, o Moro mandar prender o Guido Mantega na antessala da operação da mulher dele. Juiz bom não é o juiz midiático, de gravatinha, que aparece nas solenidades tais quantas o chamam. Juiz bom é severo, que se poupa. Inclusive se acautela de relacionamentos", tentou ensinar o ex-ministro.

Problemático, Ciro se coloca como um inconsequente salvador da pátria e afirma que se for candidato a presidente, promete que sua passagem será marcante: "eu vou para fazer história. E não tem conversa, não vou para me reeleger. Não vou para fazer graça com ninguém, eu vou para fazer o que tem de ser feito e ir para casa. Quebrar ou ser quebrado".

Em sua passagem relâmpago pelo Ministério da Fazenda durante o Governo Itamar Franco, quando assumiu o cargo por menos de 4 meses em 1994, Ciro Gomes quebrou milhares de empresas no Brasil quando baixou alíquotas de importação para centenas de produtos como tecidos, calçados e outros 443 itens. Ao comentar a insatisfação do empresariado com a quebradeira e o alto número de demissões provocadas pela medida intempestiva, Ciro disparou: "Estou pouco ligando para o apoio deles". Com um jeito truculento de quem vai tocar uma boiada revolta, Ciro afirmou na época que para derrubar a inflação eram necessárias umas boas "porradas" e chamou de "otários" os consumidores que pagavam ágio na compra de carros, cujas alíquotas ele mesmo tinha baixado a um nível incompatível com a demanda da época.

Um Fiat Tipo 2.0 completo, zero, ficou mais barato do que um Fiat Uno pelado de duas portas. Não adiantava nada ter o carro barato na tabela, se as lojas não tinham estoque. Como eram importados, levavam meses para chegar ao Brasil. Quem ganhou dinheiro com a medida estapafúrdia de Ciro Gomes foram os agiotas do setor. O consumidor, como sempre, pagou o pato e ainda foi chamado de "otário" pelo próprio Ciro. 

Ciro gerou muitos empregos na China, Itália e no resto do mundo e acabou com a vida de pelo menos 1 milhão de chefes de família brasileiros em apenas 116 dias que ficou no comando da economia do país. Pelo visto, o ex­-ministro relâmpago e lambão não aprendeu nada, 23 anos depois. Sobre sua obsessão por ser presidente do Brasil, ele afirmou que continua disposto a "Quebrar ou ser quebrado".


fonte: Imprensa Viva





TEMER MANDA RECADO A LULA E AVISA QUE NÃO QUER 'RÉU' NO GOVERNO. SE O SUJEITO VIROU RÉU, É POR QUE NÃO TEM MAIS JEITO.

O ex-­presidente Lula não recebeu bem a notícia de que o presidente Michel Temer não vai tolerar a presença de réu entre os membros de sua equipe de governo. Temer deixou bem claro nesta segunda­ feira que qualquer pessoa no governo "Se transformando em réu, o afastamento é definitivo". 

Temer ressaltou ainda que o afastamento independe da condenação do réu ou não. "O afastamento definitivo independe de haver ou não condenação na Justiça", afirmou Temer. 

O ex­-presidente Lula pediu para que Temer o chamasse para ajudar em seu governo, por ocasião da visita do presidente ao petista no hospital Sírio­Libanês, para prestar condolências pela morte da ex ­primeira dama Marias Letícia, mulher de Lula. 

Diante das controvérsias envolvendo a nomeação de Moreira Franco para ocupar a vaga de ministro da Secretaria-­Geral da Presidência, Temer achou melhor dar um basta no disse me disse sobre o fato de Moreira Franco ter sido citado em delações na Lava Jato. O presidente esclareceu que a implicação ou não de Moreira na Lava Jato ainda não está definida. 

"O governo não quer blindar ninguém e não vai blindar", disse Temer em seu pronunciamento nesta segunda. "Apenas não pode aceitar que a simples menção inauguradora de um inquérito para depois inaugurar uma denúncia depois inaugurar um processo já seja de molde a incriminá­-lo em definitivo e em consequência afastar o eventual ministro", salientou Temer. 

"Se houver denúncia, o que significa um conjunto de provas eventualmente que possam conduzir a seu acolhimento, o ministro que estiver denunciado será afastado provisoriamente. Depois, se acolhida a denúncia e aí sim a pessoa, no caso o ministro, se transforme em réu ­ estou mencionando os casos da Lava Jato ­, se transformando em réu, o afastamento é definitivo", afirmou o presidente. 

Se Lula tinha alguma esperança de se tornar "conselheiro" de Temer, pode ir tirando o cavalinho da chuva. O petista é réu em cinco ações penais e alvo de outros três processos criminais.


fonte: Imprensa Viva

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

SÉRGIO MORO É O GUARDIÃO DA LAVA JATO E CONTA COM A PROTEÇÃO DO POVO. NEM O STF PODE CONTER A VONTADE DA SOCIEDADE

Há poucos meses, os representantes da direita brasileira viviam denunciando as manobras do PT de Lula e Dilma no sentido de destruir a Operação Lava Jato. Hoje o país sabe que o governo petista perpetrou diversas tentativas neste sentido. Mas não conseguiram, embora todos os representantes da esquerda defendiam que era preciso fazer algo para conter a sangria. Lula, Dilma e todos os setores da esquerda, inclusive os jornalistas de aluguel, alegavam perseguição política e denunciavam vazamentos seletivos. 

De uns tempos para cá, os representantes da esquerda mudaram o discurso e passaram a acusar o atual governo de tentar acabar com a Lava Jato. O fato é que não há como separar membros do atual governo dos integrantes dos governos anteriores do PT, pois praticamente todos chafurdaram na mesma lama. Não haveria como o atual governo arquitetar qualquer plano de sabotar a Lava Jato sem a participação de toda a escória do PT, o partido que comandou todos os esquemas de corrupção ao longo dos últimos treze anos. 

Qualquer idiota sabe que nenhum membro de outro partido meteria a mão no caixa da Petrobras sem o aval de Lula e Dilma, os detentores das chaves de todos os cofres públicos. Não adianta alegar que o PMDB, o PP ou o PSDB também roubaram, pois não teria como roubar sem a conivência de Lula e Dilma, que fizeram dos esquemas de corrupção um mecanismo para obter apoio político no Congresso. Mesmo que todos tenham roubado um pouco, e é bem provável que isso tenha ocorrido, só poderiam roubar com a conivência do PT, que definitivamente o partido que mais roubou. 

Logo, não há qualquer possibilidade de blindar alguns em detrimento dos outros. Todos os que estão envolvidos de alguma forma devem cair ao longo das investigações. 

Também não é nenhum absurdo supor que ministros do próprio Supremo Tribunal Federal, STF, mantenham algum conluio com políticos corruptos. Afinal, estavam praticamente todos lá durante o auge da roubalheira. O absurdo neste caso, seria da parte dos próprios ministros do STF supor que a sociedade vá se calar diante de alguma manobra suja que vise proteger alguns envolvidos. 

As delações e provas fornecidas pelos envolvidos são feitas junto ao Ministério Público Federal no âmbito da Lava Jato, em Curitiba. Que ouve os depoimentos e colhe o material fornecido pelos delatores são os procuradores da República que integram a força­-tarefa. Tudo isso ocorre bem distante dos togados do STF. Isto significa que quando o caldo entorna, já é tarde demais para tentar conter o estrago. Somente ações muito visíveis aos olhos do público vindas do STF poderiam prejudicar a Lava Jato e os ministro não são burros. 

Eles sabem que a população está com Sérgio Moro e com os integrantes da investigação que enche os brasileiros de orgulho. Quem quer que tente atentar contra a Lava Jato, sofrerá consequências inimagináveis nas mãos do povo. Isto é um fato. O juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato são as únicas reservas morais do país. Ao contrários dos políticos e de certos juízes do STF que precisam se locomover em jatinhos particulares para não serem hostilizados em aeroportos, Moro é aplaudido pelo povo onde quer que ande. Esta realidade incomoda os poderosos , mas eles ainda não viram nada. 

O juiz Sérgio Moro, por sua vez, já deixou bem claro que não vai arregar e desafiou o ministro Gilmar Mendes, que andou criticando as prisões preventivas de bilionários corruptos. Moro foi curto e grosso: "não há ninguém acima da Lei".

Ao contrários dos políticos e de certos juízes do STF que precisam se locomover em jatinhos particulares para não serem hostilizados em aeroportos, Moro é aplaudido pelo povo onde quer que ande. Esta realidade incomoda os poderosos , mas eles ainda não viram nada.


fonte: Imprensa Viva









O TRECHO DO DESPACHO DE MORO QUE "SENSIBILIZOU" TEMER

Eduardo Cunha ameaçou Michel Temer no seu depoimento a Sérgio Moro.

Sérgio Moro entendeu a ameaça de Eduardo Cunha a Michel Temer, como fica claro no seu despacho.

Michel Temer entendeu que Sérgio Moro entendeu a ameaça de Eduardo Cunha -- e o presidente, talvez"sensibilizado", deu um passo atrás hoje (13)  na ofensiva que se armava contra a Lava Jato.

Leia (ou releia) o trecho do despacho de Sérgio Moro que reproduzimos na última sexta-feira:

"75. Nem mesmo a prisão preventiva de Eduardo Cosentino da Cunha o impediu de prosseguir com o mesmo modus operandi, já apontado pelo eminente Ministro Teori Zavascki, de extorsão, ameaça e intimidações.

76. Sequer se sentiu tolhido de utilizar, para tanto, o processo judicial, como fazia anteriormente, segundo os indícios relatados pelo eminente Ministro Teori Zavascki, no processo legislativo, com requerimentos parlamentares de mão própria ou de terceiros e que veiculavam simuladas extorsões ou ameaças.

77. Afinal, essa é interpretação cabível em relação à parte dos quesitos que ele apresentou nesta ação penal para serem dirigidos ao Exmo. Sr. Presidente da República (evento 136).

78. A pretexto de instruir a ação penal, Eduardo Cosentino da Cunha apresentou vários quesitos dirigidos ao Exmo. Sr. Presidente da República que nada diziam respeito ao caso concreto. Destaco em especial os seguintes e que não têm a mínima relação com o objeto da ação penal:

'35 – Qual a relação de Vossa Excelência com o Sr. José Yunes?

36 – O Sr. José Yunes recebeu alguma contribuição de campanha para alguma eleição deVossa Excelência ou do PMDB?

37 – Caso Vossa Excelência tenha recebido, as contribuições foram realizadas de forma oficial ou não declarada?'

79. Tais quesitos, absolutamente estranhos ao objeto da ação penal, tinham, em cognição sumária, por motivo óbvio constranger o Exmo. Sr. Presidente da República e provavelmente buscavam com isso provocar alguma espécie intervenção indevida da parte dele em favor do preso."


fonte: O Antagonista

A IMPORTÂNCIA DA LAVA JATO

Vinte e sete enunciados sobre a oportunidade de desmontar o mecanismo de exploração da sociedade brasileira

1) Na base do sistema político brasileiro, opera um mecanismo de exploração da sociedade por quadrilhas formadas por fornecedores do estado e grandes partidos políticos. (Em meu útimo artigo, intitulado Desobediência Civil, descrevi como este mecanismo exploratório opera. Adiante, me refiro a ele apenas como “o mecanismo”.)

2) O mecanismo opera em todas as esferas do setor público: no Legislativo, no Executivo, no governo federal, nos estados e nos municípios.

3) No Executivo, ele opera via superfaturamento de obras e de serviços prestados ao estado e às empresas estatais.

4) No Legislativo, ele opera via a formulação de legislações que dão vantagens indevidas a grupos empresariais dispostos a pagar por elas.

5) O mecanismo existe à revelia da ideologia.

6) O mecanismo viabilizou a eleição de todos os governos brasileiros desde a retomada das eleições diretas, sejam eles de esquerda ou de direita.

7) Foi o mecanismo quem elegeu o PMDB, o DEM, o PSDB e o PT. Foi o mecanismo quem elegeu José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer.

8) No sistema político brasileiro, a ideologia está limitada pelo mecanismo: ela pode balizar políticas públicas, mas somente quando estas políticas não interferem com o funcionamento do mecanismo.

9) O mecanismo opera uma seleção: políticos que não aderem a ele têm poucos recursos para fazer campanhas eleitorais e raramente são eleitos.

10) A seleção operada pelo mecanismo é ética e moral: políticos que têm valores incompatíveis com a corrupção tendem a ser eliminados do sistema político brasileiro pelo mecanismo.

11) O mecanismo impõe uma barreira para a entrada de pessoas inteligentes e honestas na política nacional, posto que as pessoas inteligentes entendem como ele funciona e as pessoas honestas não o aceitam.

12) A maioria dos políticos brasileiros têm baixos padrões morais e éticos. (Não se sabe se isto decorre do mecanismo, ou se o mecanismo decorre disto. Sabe-se, todavia, que na vigência do mecanismo este sempre será o caso.)

13) A administração pública brasileira se constitui a partir de acordos relativos a repartição dos recursos desviados pelo mecanismo.

14) Um político que chega ao poder pode fazer mudanças administrativas no país, mas somente quando estas mudanças não colocam em xeque o funcionamento do mecanismo.

15) Um político honesto que porventura chegue ao poder e tente fazer mudanças administrativas e legais que vão contra o mecanismo terá contra ele a maioria dos membros da sua classe.

16) A eficiência e a transparência estão em contradição com o mecanismo.

17) Resulta daí que na vigência do mecanismo o Estado brasileiro jamais poderá ser eficiente no controle dos gastos públicos.

18) As políticas econômicas e as práticas administrativas que levam ao crescimento econômico sustentável são, portanto, incompatíveis com o mecanismo, que tende a gerar um estado cronicamente deficitário.

19) Embora o mecanismo não possa conviver com um Estado eficiente, ele também não pode deixar o Estado falir. Se o Estado falir o mecanismo morre.

20) A combinação destes dois fatores faz com que a economia brasileira tenha períodos de crescimento baixos, seguidos de crise fiscal, seguidos ajustes que visam conter os gastos públicos, seguidos de novos períodos de crescimento baixo, seguidos de nova crise fiscal...

21) Como as leis são feitas por congressistas corruptos, e os magistrados das cortes superiores são indicados por políticos eleitos pelo mecanismo, é natural que tanto a lei quanto os magistrados das instâncias superiores tendam a ser lenientes com a corrupção. (Pense no foro privilegiado. Pense no fato de que apesar de mais de 500 parlamentares terem sido investigados pelo STF desde 1998, a primeira condenação só tenha ocorrido em 2010.)

22) A operação Lava-Jato só foi possível por causa de uma conjunção improvável de fatores: um governo extremamente incompetente e fragilizado diante da derrocada econômica que causou, uma bobeada do parlamento que não percebeu que a legislação que operacionalizou a delação premiada era incompatível com o mecanismo, e o fato de que uma investigação potencialmente explosiva caiu nas mãos de uma equipe de investigadores, procuradores e de juízes rígida, competente e com bastante sorte.

23) Não é certo que a Lava-Jato vai promover o desmonte do mecanismo. As forças politicas e jurídicas contrárias são significativas.

24) O Brasil atual esta sendo administrado por um grupo de políticos especializados em operar o mecanismo, e que quer mantê-lo funcionando.

25) O desmonte definitivo do mecanismo é mais importante para o Brasil do que a estabilidade econômica de curto prazo.

26) Sem forte mobilização popular é improvável que a Lava-Jato promova o desmonte do mecanismo.

27) Se o desmonte do mecanismo não decorrer da Lava-Jato, os políticos vão alterar a lei, e o Brasil terá que conviver com o mecanismo por um longo tempo.

fonte: coluna José Padilha / O Globo

CORRUPÇÃO ENDÊMICA NO BRASIL NÃO É SÓ DO PT, MAS FOI TOTALMENTE ANCORADA POR LULA E DILMA AO LONGO DE 13 ANOS

Os petistas e representantes da esquerda estão aproveitando a onda de delações envolvendo políticos de outros partidos para tentar minimizar os impactos da onda de insatisfação que arrastou o PT de Lula e Dilma para o esgoto da política nacional. 

Ao se referirem aos casos do petrolão, o assalto sem precedentes na história da estatal, ao roubo no BNDES e aos esquemas de corrupção descobertos em praticamente todos os lugares em que os petistas comandaram ao longo dos últimos treze anos, os representantes da oposição comemoram sempre que aparece um nome de outro partido. 

O fato é que Dilma e Lula comandaram a Petrobras, o BNDES e todos os ministérios com mão de ferro. Ninguém que ajudou a roubar o país durante a última década e meia roubou sem a autorização expressa de Lula, Dilma ou de alguém da cúpula do PT.

Para assegurar a governabilidade e ampliar a base de apoio no Congresso, Lula e Dilma permitiram que membros de outros partidos como PMDB e PP também roubassem. O esquema, como todos já sabem, era organizado através da distribuição de cargos aos membros da base aliada dos governos petistas. Mas quem comandava de fato a organização criminosa era Lula e Dilma. 

Como chefes da organização e donos das chaves dos cofres públicos, é natural que o PT tenha roubado bem mais do que todos os outros partidos juntos. Lula, Dilma e seus correligionários também lucravam com o roubo de membros de outros partidos através das alianças políticas em tempos de eleição. Quem roubava junto com o PT apoiava os candidatos do partido em coligações por todo o Brasil. 

É fato que Dilma e Lula comandaram o assalto aos cofres públicos do país e compraram apoio político de membros de outros partidos com dinheiro roubado do povo. Segundo esta lógica, seria praticamente impossível que o PT permitisse que seus rivais políticos declarados participassem de algum esquema de corrupção por uma série de razões óbvias. Quem estava no comando do Brasil, da Petrobras, do BNDES, da Caixa, do Banco do Brasil e de tudo mais era Lula e depois Dilma, que obedecia Lula. 

Não tinha como nenhum outro partido roubar sem a conivência dos dois e do PT. Isto é um fato. Lula foi apontado pela Procuradoria-­geral da República como o chefe da organização criminosa que vitimou a Petrobras em bilhões ao longo de todos estes anos. A afirmação do procurador Rodrigo Janot foi feita com base nas profundas investigações no âmbito da Lava Jato e nas delações de dezenas de envolvidos no esquema criminoso montado pelo PT, como Marcelo Odebrecht, Léo Pinheiro, Ricardo Pessoa e os donos das 9 maiores empreiteiras do Brasil. 

Praticamente todos os aliados de Lula e Dilma estão envolvidos nos esquemas de corrupção dos governos petistas. A origem de todo o mal é o PT, que além de roubar, ajudou a eleger outros ladrões de outros partidos para apoiar os governos corruptos de Lula e Dilma. 

Isto não quer dizer que os membros dos outros partidos sejam santos, mas traduz o fato do Brasil enfrentar a maior epidemia de corrupção de toda a sua história, pois, baseados na cultura da corrupção e na compra de apoio político, o PT acabou financiando e levando para Brasília a pior geração de políticos de todos os tempos. De praticamente todos os partidos, através das alianças e da distribuição de dinheiro roubado do contribuinte. O PT e os partidos das bases aliadas dos governos de Lula e Dilma teve 3 eleições para selecionar os aliados políticos cúmplices de seus esquemas criminosos. Nestas alianças, foram eleitos dezenas de senadores e centenas de deputados federais alinhados com as diretrizes da organização criminosa comandada por Lula. 

Permitir-­se influenciar por argumentos que visam desacreditar o sistema político como um todo é algo que deve ser considerado com cautela. O PT não é apenas o partido que mais roubou na história do Brasil. É o partido que financiou outros criminosos com o dinheiro roubado do povo e fez do Congresso Nacional um verdadeiro ninho de ratos. 

Em 2018, o eleitor terá finalmente a oportunidade de se livrar dos bandidos que, ao lado do PT de Lula e Dilma, ajudaram a trazer o país para o estado em que se encontra nos dias de hoje.

fonte: Imprensa Viva







COM OS DIAS CONTADOS, PT NÃO COMEMORA 37º ANIVERSÁRIO E ANUNCIA DEMISSÃO DE FUNCIONÁRIOS

Após 36 anos de muita farra, o PT anuncia que não haverá festa de comemoração do 37º aniversário da legenda este ano. A direção do partido realizou apenas uma reunião na noite de
sexta (10) em uma celebração considerada "chocha" por líderes partidários. 

Este ano não tem festa para a esquerda festiva e vermelha. Os membros da cúpula do partido já adiantaram que a decisão faz parte de um pacote de contenção de despesas que incluiu até demissão de funcionários. 

Nem o ex­-presidente Lula se deu o trabalho de comparecer no discretos eventos locais, como o organizado pelo diretório municipal do Sindicato dos Químicos, no bairro da Liberdade, em São Paulo. 

Num auditório arejado por ventiladores de parede, o presidente nacional do partido, Rui Falcão, discursou para pouco mais de 300 pessoas.

Pouco animado, Falcão propôs "ações diretas de mobilização". Afirmou ser "importante atacar a base dos deputados". "Chega de fazer militância pela internet", afirmou ele diante de uma plateia minguada.

fonte: Imprensa Viva

APÓS FUNCIONAR COMO PUXADINHO DO PT, PCdoB QUER SE DESCOLAR DO PARTIDO MAIS CORRUPTO DA HISTÓRIA DO BRASIL

O PCdoB foi o primeiro partido da esquerda brasileira a anunciar o rompimento com o PT nas próximas eleições majoritárias. Após 37 anos atuando como um "puxadinho" de Lula e do PT, o Partido Comunista do Brasil planeja apresentar candidato próprio nas eleições presidenciais de 2018. É óbvio que, assim como outros partidos satélites do PT, a orientação interna do PCdoB mantém a postura de atuar como linha auxiliar de Lula, Dilma e companhia. 

O partido foi apontado como recebedor de pelo menos 30% dos valores repassados pelo governo Dilma em projetos do Programa Minha Casa Minha Vida, em um esquema criminoso envolvendo construtoras. Segundo o delator Pedro Corrêa, os corruptos do PCdoB cobravam até 30% de propina por cada casa construída para famílias carentes. O ex-­ministro Aldo Rebelo embolsava um terço do dinheiro sujo destinado aos comunistas no esquema.

E é justamente o mesmo Aldo Rabelo, ex­-ministro do governo Dilma, o candidato "favorito" no partido para concorrer à Presidência em 2018. O partido, que apoiou a candidatura de Rodrigo Maia para a reeleição como presidente da Câmara dos Deputados, admite que está muito atrelado à imagem do PT de Lula e Dilma. 

“Estamos com a avaliação de que vivemos uma fragmentação razoável no nosso campo político. E num ambiente desses de crise política, com fortes ares de crise institucional, como muita instabilidade, ao contrário de buscar um caminho na defensiva, avaliamos que vale muito a afirmação de um pensamento para o País”, afirmou a presidente nacional do PCdoB, a deputada federal Luciana Santos (PE)

fonte: Imprensa Viva

LULA TENTA CONVENCER PT A SUPERAR DISCURSO DO 'GOLPE'

Preocupado com a sobrevivência política do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta convencer o partido de que, depois de quase quatorze anos no comando do governo federal, a sigla não pode voltar a ter uma atuação apenas de contestação, e sim fazer uma oposição propositiva. Quase seis meses depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff, Lula considera que é preciso ir além do discurso do “golpe”.

— Nós ficamos gritando “Fora Temer” e o Temer está lá dentro. Gritamos “não vai ter golpe” e teve golpe. Estamos gritando contra as reformas e eles estão aprovando as reformas em tempo recorde — disse Lula, ao discursar, no último dia 19, no lançamento do 6º Congresso Nacional do PT, que discutirá em junho os rumos do partido.

Quinze dias depois desse discurso, Lula abriu diálogo com o presidente Michel Temer, que foi prestar condolências pela morte de sua mulher, Marisa Letícia. No PT, tanto as alas à esquerda quanto o campo majoritário, tentaram minimizar o encontro, classificando-o de protocolar. Os petistas tentam implodir qualquer possibilidade de desdobramento político.

Já o entorno de Temer é entusiasta da continuidade do diálogo, embora afirme que não há perspectiva de nova conversa no curto prazo. Auxiliares do presidente afirmam que a única pauta comum possível é a reforma política. Apesar da torcida petista contra, um ministro de Temer ressaltou que é da natureza de Lula a composição política.

Recentemente, o ex-presidente já havia contrariado a militância e a esquerda do PT ao orientar o apoio às candidaturas do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) às presidências da Câmara e do Senado. O objetivo era garantir cargos na Mesa Diretora das duas Casas e evitar que o PT ficasse ainda mais isolado politicamente. A reação da militância levou a direção nacional do PT a recuar e recomendar a união das esquerdas. Na Câmara, o partido acabou apoiando a candidatura do deputado André Figueiredo (PDT-CE), e, no Senado, a bancada rachou.

DEDICAÇÃO AINDA MAIOR À POLÍTICA

Lula deve mergulhar ainda mais de cabeça na política após a morte da mulher. A expectativa de aliados mais próximos é que a perda da ex-primeira-dama não mudará a sua disposição de assumir a presidência do PT, na metade do ano, como vem sendo articulado pelos principais caciques da legenda.

No entorno de Lula, há ainda quem acredite que o petista vai agora colocar o pé na estrada para percorrer o país, até como uma forma de ocupar a cabeça. O ex-presidente já vinha ensaiando esse giro pelo Brasil desde o início da crise que levou ao impeachment de Dilma, mas nunca chegou a concretizar o plano.

Marisa implicava com as viagens e com as agendas do petista no final de semana. Por outro lado, era favorável que ele retomasse o comando do partido, posto que ocupou até 1994.

Lula tem defendido que os petistas se engajem em discussões sobre política econômica, como geração de emprego e renda, retomada do crescimento, e sobre reforma política, especialmente financiamento de campanhas eleitorais. Para o ex-presidente, o PT tem que aproveitar os supostos retrocessos promovidos por Temer, como a PEC do Teto de Gastos, para construir seu discurso. Lula quer reunir economistas, especialistas em políticas públicas e gestão governamental para preparar desde já um programa de governo para 2018.

— O Lula, por natureza, é muito prático. Ele está pensando no futuro, em como juntar os cacos do PT, construir um projeto e ir para a rua. Ele quer ser presidente de novo — disse uma pessoa próxima do ex-presidente.

Lula vinha discutindo, antes da morte de Marisa, o melhor momento para colocar na rua a sua candidatura à Presidência da República em 2018. A expectativa é que isso aconteça durante o congresso da legenda, em junho, o mesmo que deve sacramentar a sua indicação para comandar o PT.

Resistente inicialmente à ideia de voltar ao comando formal do PT, temendo que as investigações contra ele contaminassem a legenda — Lula é réu em cinco ações na Justiça — o ex-presidente deu, desde o final do ano passado, sinais de que vai encarar a missão para evitar um racha que poderia ser mortal para o partido que fundou em 1980.

Com Lula, mesmo grupos que fazem oposição ao atual comando do PT e defendem alterações radicais na forma de condução do partido, como o Muda PT, desistiriam de lançar candidato para presidir a legenda. Além da unidade em torno de seu nome, o ex-presidente também exige, para aceitar a missão, que as correntes apresentem os seus melhores nomes para compor a Executiva Nacional, numa forma de fortalecer a direção.

Um dos movimentos que indicam a disposição de Lula de presidir o PT foi a articulação endossada por ele para que Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo, assuma o comando do partido em São Paulo. Por ser um dos melhores amigos de Lula na política, Marinho seria a principal opção para a presidência nacional, caso Lula não quisesse o posto.

O discurso feito no velório de Marisa, no dia 4, já deu sinais de que Lula não vai abandonar o embate político. Na ocasião, disse que não tem "medo de ser preso" e que "vai brigar" contra os que "levantaram leviandades" sobre a mulher.

Na missa de sétimo dia da ex-primeira-dama, realizada na última quinta-feira, Lula mostrou que não vai deixar a política nem momentaneamente. Presente à cerimônia, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), por exemplo, foi convocado pelo ex-presidente para uma reunião na dia seguinte.

fonte: Folha Política


EM DEPOIMENTO, DILMA DIZ QUE NÃO SABIA DE ATRASOS DE PAGAMENTO DO TESOURO

Em depoimento ao procurador da República Ivan Marx, a ex-presidente Dilma Rousseff lançou mão de um expediente semelhante ao usado por Lula no mensalão: dizer que “não sabia”. Ela, que ganhou fama de ‘gerentona’ por se preocupar com os detalhes, afirmou não saber que o Tesouro Nacional atrasava pagamentos a bancos públicos. Disse, ainda, não saber que o FGTS era usado para financiar os empréstimos do Minha Casa Minha Vida sempre que o Orçamento do programa chegava ao fim. Dilma também disse desconhecer os atrasos ao Plano Safra. Segundo ela, só soube das pedaladas após os acórdãos divulgados pelo Tribunal de Contas da União. 

O depoimento foi colhido por Marx - que atua no Ministério Público Federal no Distrito Federal - há dois meses em Porto Alegre no âmbito do processo civil sobre as pedaladas fiscais.

fonte: Folha Política