quinta-feira, 2 de março de 2017

ELE PRENDEU CABRAL E EIKE

Quem é Marcelo Bretas, juiz que mandou Cabral e Eike para Bangu.
Ele já vinha sendo chamado de "Sérgio Moro carioca". Mas agora o juiz federal Marcelo da Costa Bretas terá de se habituar ao novo aposto que segue seu nome: o de juiz que prendeu o ex-governador Sérgio Cabral e o empresário Eike Batista (que outrora recebia o título de homem mais rico do Brasil).
Bretas não poderia ter estilo mais díspar à ostentação de riqueza dos presos ilustres - Cabral com sua coleção de joias e gosto por restaurantes estrelados e Eike com a Lamborghini estacionada na sala de estar da mansão na zona sul carioca.
Tido como sério, severo e discreto - ou "low-profile", na descrição de uma advogada - o magistrado nasceu na Baixada Fluminense, região metropolitana do Rio. Filho de um comerciante e uma dona de casa, tem uma rotina de dedicação ao trabalho, à família e à religião.
"Ele é uma pessoa muito simples, muito discreta. Não gosta de aparecer, pelo contrário. Tem uma vida pacata, entre trabalho, casa e igreja", descreve Fernando Antonio Pombal, diretor de secretaria e seu braço direito na 7ᵃ Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
Com a dimensão dos escândalos da operação Lava Jato no Rio - que no último ano revelaram esquemas de corrupção na Eletronuclear, no governo Cabral e agora trazem acusações contra Eike - o juiz ganhou os holofotes e vê seu nome mencionado entre os cotados para a vaga de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é um de 30 magistrados relacionados em uma pré-lista da Associação de Juízes do Brasil.
Bretas estava a bordo de um cruzeiro quando a operação Eficiência foi deslanchada na semana passada, com um total de nove mandados de prisão preventiva assinados pelo juiz - incluindo o de Eike Batista. Mesmo à distância, acompanhou tudo de perto, do meio das férias.
Pombal não sabia precisar em que lugar do oceano Atlântico estaria o chefe a cada momento, apenas que estava sempre disponível para os telefonemas, que têm sido constantes.
"Os dias que antecedem uma operação são muito tensos. O Dr. Marcelo estava muito ansioso. Mas ficou muito feliz com o resultado, apesar de o principal alvo ter escapado inicialmente", diz, referindo-se a Eike - preso depois ao retornar de Nova York.

Na decisão judicial, Bretas justifica a prisão preventiva do ex-bilionário sob pena de que persistisse "na prática de atos forjados para acobertar pagamentos ilícitos" e afirma que sua conduta revelava "sua contemporânea disposição em ludibriar os órgãos estatais de investigação".
Ele tem 46 anos e é casado com a juíza Simone Bretas, que conheceu nos tempos de estudante de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O casal tem dois filhos adolescentes.
O juiz é evangélico, frequentador da Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul, no bairro do Flamengo, onde vive. Tem um irmão pastor e citou um versículo da Bíblia - retirado do livro de Eclesiastes - na decisão que autorizou a operação Calicute, quando Cabral foi preso, em novembro. Diz separar trabalho e religião, mas a Bíblia está sempre a mão para consultas. Como hobby, gosta de tocar bateria.
Sua vida sofreu uma guinada em novembro de 2015, quando Teori Zavascki, então relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, determinou o desmembramento das investigações em Curitiba e enviou o caso da estatal Eletronuclear para o Rio de Janeiro.
O caso foi para a 7ᵃ Vara Criminal, caindo nas mãos de Bretas, que se tornara titular dela meses antes, chegando à capital fluminense depois de 15 anos trabalhando em cidades do interior do Estado.
Na época, a Procuradoria-Geral da República chegou a recorrer ao Supremo Tribunal Federal para reverter o fatiamento das investigações. Mas o temor de que o caso pudesse ser levado menos a sério em outra comarca logo se dissipou.
Bretas condenou o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, a 43 anos de prisão - uma pena muito mais dura que as do juiz Sérgio Moro, que condenou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu a 23 anos de cadeia.
Um colunista de um jornal carioca chegou a dizer que advogados de acusados da Lava Jato estavam torcendo para os casos permanecerem em Curitiba, temorosos do rigor demonstrado por Bretas.
Coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, o procurador Leonardo Cardoso de Freitas descreve magistrado como um juiz "sério" e "de muito bom trato", cujas decisões são bem fundamentadas.
"Mesmo quando nossos pedidos são indeferidos, eu tomo suas razões com muita humildade", diz Freitas. "É um juiz muito sério, em cujas decisões eu confio."
Freitas afirma que não é raro que pedidos dos procuradores sejam negados pelo juiz.
Na semana passada, por exemplo, quando a operação Eficiência foi deslanchada, a Polícia Federal foi às ruas com nove mandados de prisão preventiva, incluindo o de Eike Batista. Freitas revela, porém, que ele e os demais procuradores haviam solicitado que Bretas autorizasse um total de dez prisões preventivas - e um desses pedidos foi negado. A identidade da décima pessoa, evidentemente, é sigilosa.
Outro procurador que prefere não se identificar afirma que o juiz é muito bem visto pelos integrantes da força-tarefa do Rio. "O MPF tem muita confiança em seu trabalho. Ficamos tranquilos de trabalhar com ele porque sabemos que ele vai ser um juiz técnico, que vai julgar de uma maneira séria e rigorosa."
O rigor visto como adequado por uns é visto como excessivo por outros. Bretas sofre críticas semelhantes às feitas a Moro em Curitiba pela forma com que adota conduções coercitivas e prisões preventivas.
A BBC Brasil tentou entrevistá-lo para esta reportagem, sem sucesso.

Pesando a mão

O advogado criminalista João Carlos Castellar vem prestando assistência legal a Flávio Godinho, uma das nove pessoas detidas semana passada e, por isso, imediatamente afastado do cargo de vice-presidente do Flamengo. Ele considera que Bretas "está pesando um pouco a mão" nas decisões tomadas no âmbito da Lava Jato.
"Sempre o conheci como um juiz ponderado, muito educado no trato com as partes, e não com o perfil que tem se verificado agora. Ele tem sido muito severo e muito duro", diz Castellar, contestando, como outros advogados fazem frequentemente, a interpretação que vem sendo dada à condução coercitiva e à prisão preventiva no âmbito da Lava Jato.
"A letra da lei estabelece que a condução coercitiva só pode ocorrer depois que a parte intimada deixa de comparecer regularmente ao ato, sem que haja uma justificativa", afirma.
"Mas com o (Sérgio) Moro, e agora também com o Bretas, isso vem sendo aplicado a torto e a direito com a justificativa de que as pessoas têm que ser conduzidas (coercitivamente), senão podem combinar versões (de depoimentos) entre si. Isso é absolutamente distante do corpo da lei", acrescenta ele, criticando também o prolongamento da prisão preventiva de réus "quando não há razão" para tal.
"A lei estabelece uma série de medidas constritivas da liberdade, como por exemplo a apreensão do passaporte. Que tipo de influência os réus podem ter sobre provas que são basicamente documentais? O dinheiro deixa um rastro, é só seguir. Não é preciso a pessoa ficar presa. A prisão preventiva passa a ser uma antecipação da pena."
Outra advogada e professora de processo penal, que prefere não se identificar, reitera a crítica, e diz que Bretas está seguindo uma tendência que "virou moda" com a Lava Jato e com as ações do juiz Sérgio Moro, adotando esses expedientes de maneiras não previstas no Código de Processo Penal.
"Não existe o que muitos juízes estão fazendo, a lógica do 'mandar prender para ouvir'. Não podemos ter prisões preventivas como forma de espetáculo, por mais que não se goste da figura política", ressalta.
Afora essas restrições, porém, ela afirma ter experiência muito positiva com Bretas nos tribunais. "Ele é um juiz extremamente correto e cordial, preocupado em não cercear a defesa dos réus", afirma a advogada.
"Ele não é espetaculoso como o Sérgio Moro. Não se vale da mídia para dar suporte a suas decisões. Ele cumpre o seu papel, o papel que acha correto, e você não o vê recebendo prêmios, dando discursos, dando declarações", compara.
Bretas passou 12 anos atuando como juiz em Petrópolis e, no fim desse período, realizou seu trabalho de mestrado na Universidade Católica de Petrópolis. Sua dissertação, defendida em 2014, era sobre o uso de interceptações telefônicas em investigações e sobre como conciliar o direito à privacidade à necessidade do Estado de investigar ilícitos.
Seu orientador à época, o professor Cléber Francisco Alves, considera que o tema já refletia uma preocupação de se qualificar e refletir sobre seu papel como magistrado, buscando uma fundamentação na doutrina para pautar sua conduta.

Determinação

"Ele tem sido um juiz muito determinado no cumprimento das suas obrigações, acho que é exemplar. Tem tido um perfil bastante firme, corajoso, e toma as decisões que considera adequadas sem contemporizar", afirma Alves, que também é defensor público em Petrópolis.
Na 7ᵃ Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, o diretor de secretaria Fernando Pombal diz que a carga de trabalho tem sido pesada desde a chegada dos casos da Lava Jato, e a rotina, estressante. Mas ele fala de Bretas, a quem chama sempre de Dr. Marcelo, com enorme admiração.
"Ele é uma pessoa extraordinária, um ser humano evoluído, um juiz extremamente bem preparado. Ele trabalha no mesmo patamar que seus servidores, de igual para igual, e dá espaço para todos trabalharem", afirma.
"Quem trabalha com ele sabe o quanto ele faz pela Justiça e o quanto é justo e dedicado. E não tem medo. Não tem medo de nada, absolutamente nada."
Pombal diz que, quando cada uma das operações da Lava Jato chega ao fim, a sensação compartilhada por todos 7ᵃ Vara Criminal é de dever cumprido.
"A gente se sente recompensado. Eu costumo dizer que não prestamos mais um serviço público, prestamos um serviço cívico à nação."
fonte: BBC Brasil







quarta-feira, 1 de março de 2017

COMPARADA A MORO, JUÍZA DE MATO GROSSO É APLAUDIDA NAS RUAS

A mulher do momento em Mato Grosso tinha planos de pular Carnaval no domingo (26). Mas, para isso, precisava levar seu "bloco" particular: Selma Arruda, 54, juíza da 7ª Vara Criminal do Estado, não dá um pulo fora do cordão de seguranças que a cerca 24 horas por dia.

"Ano passado deu um nó danado com os seguranças. Queria ficar mais, mas eles acharam melhor eu voltar para casa", conta, rindo.

Quatro policiais grandalhões escoltam a juíza de 1,50 metro, que se destaca sobre saltos altíssimos, colares e pulseiras reluzentes. Ganhou a guarda no ano passado.

fonte: Folha de S. Paulo

COMO A TECNOLOGIA É USADA NA LAVA JATO PARA DAR AGILIDADE À OPERAÇÃO

Para vencer a burocracia dos processos no meio jurídico, no âmbito da Lava Jato, o juiz Ségio Moro conta com uma importante ajuda da tecnologia: o sistema eletrônico de processos, conhecido como “e-proc”. Em Curitiba, são 52 terabytes em processos digitalizados — apenas no processo que investiga o ex-presidente Lula pelo tríplex são 6 gigabytes somente em vídeos, muitos deles por videoconferência.

— Eu defendo muito que, além do juiz Sérgio Moro, o e-proc é o que está mudando o Brasil. Ele propiciou mais rapidez, segurança e flexibilidade — diz Regaldo Milbradt, diretor judiciário da Justiça Federal da 4ª Região (JF4), onde correm os processos da operação e um dos responsáveis pelo sistema.

Tudo que acontece dentro dos processos da Lava-Jato é feito e registrado digitalmente, desde a autorização para visitar a mãe no interior de Minas Gerais até a recente insistência da defesa de Claudia Cruz em ouvir duas testemunhas em Cingapura, na Ásia. É pelo e-proc que todas as partes consultam o processo via internet. É lá que Sérgio Moro escreve suas decisões. Recentemente, o departamento de TI adicionou uma nova possibilidade para os defensores: um aplicativo de celular para acompanhar as ações.

Antes de 2010, ano de implantação do e-proc, os advogados iam fisicamente até a sede da Justiça Federal para conferir cada decisão de Moro ou protocolar seus pedidos ao juiz. Os documentos do processo eram transferidos ao Ministério Público Federal todas as vezes que os procuradores precisassem se posicionar sobre algo. Com o e-proc tudo acontece automaticamente.

O juiz Eduardo Picarelli chama os atrasos causados pelos processos físicos como “tempo morto”. Responsável pelo sistema, o juiz calcula que os processos correm 30% mais rápido quando digitalizados. A economia, para a JF4. alcançou R$ 77 milhões em dinheiro e o equivalente, em estantes, para a construção de duas pontes Rio-Niterói — e ainda sobrariam estantes que, empilhadas, alcançariam o topo do Monte Everest.

O sistema foi desenvolvido a partir de 2008 em cima de uma versão que já existia desde 2003, mas limitadas aos juizados especiais. Todos os encarregados são unânimes em apontar uma decisão à época para o sucesso atual: manter o desenvolvimento do sistema dentro de casa, sem terceirizações. Desembargadores, juízes e servidores e o departamento de TI participaram de grupos de discussão para sugerir funcionalidades, prática que permanece até hoje.

— Em outros sistemas, simplesmente transformam em autos digitais, mas continuam com a filosofia do papel. Aqui, ele tramita de forma eletrônica. Uma série de controles são feitos de forma eletrônica — diz Ivan Forgearini, diretor encarregado do sistema no departamento de TI.

Entre os controles citados por Forgearini, o de prazos é o principal. Com os processos físicos, um funcionário em cada vara era encarregado apenas de acompanhar os prazos dos processos.

— Acabou o carimbinho, a contagem de prazo. Hoje o sistema conta o prazo e a pessoa é automaticamente intimada. Todas as burocracias foram sendo eliminadas e os servidores de secretaria atuam apenas na atividade-fim. 

Fonte: O  Estado de S. Paulo

'DILMA MORRE, TEMER VIVE' DIZEM JORNALISTAS SOBRE DEPOIMENTO DE MARCELO ODEBRECHT QUE 'DESTROÇA' DILMA

O ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, depôs hoje ao TSE na ação de cassação da chapa Dilma-Temer. 

Desde o início da ação, questiona-se se a cassação atingirá toda a chapa ou se é possível que apenas Dilma seja cassada. 

Segundo os jornalistas do site O Antagonista, o depoimento de hoje pode ter decidido essa questão: o empresário admitiu caixa 2 para a campanha de Dilma, mas livrou Temer, afirmando que ele não lhe pediu recursos. 

Segundo o site, Temer não teria interesse em pedir recursos para a campanha à presidência, pois estes já estavam garantidos. 


fonte: O Antagonista

DEPOIMENTO DE HOJE DE ODEBRECHT 'ENTERRA' DILMA E PODE TORNAR A SUA PRISÃO INEVITÁVEL

Em depoimento ao ministro Herman Benjamin, do TSE, o ex-presidente da Odebrecht relatou R$ 120 milhões em caixa 2 para a campanha de Dilma em 2014. Além desse valor, mais R$ 30 milhões foram entregues ao PT na forma de doações legais. Já se sabe, pela delação do marqueteiro João Santana, que parte desse dinheiro foi paga no exterior. 

Marcelo Odebrecht relatou ainda que Dilma não apenas sabia mas também participava das negociações. 

Se a cassação de Dilma já parecia certa, agora parece que a prisão também se aproxima. 



fonte: Folha Política

MARCELO ODEBRECHT DIZ QUE NÃO ACERTOU VALORES COM TEMER

O empreiteiro Marcelo Odebrecht confirmou hoje ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que jantou com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu, em Brasília, durante a campanha presidencial e que discutiu com ele uma contribuição para a campanha eleitoral de 2014.

Temer era candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff.

Odebrecht negou, no entanto, que tenha acertado um valor de contribuição para a campanha.

Ele afirmou acreditar que os montantes a serem doados tenham sido acertados previamente entre Eliseu Padilha, homem de confiança de Temer e hoje ministro da Casa Civil, e Claudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht.

Em sua delação premiada, Melo Filho afirma que o acerto foi feito diretamente por Marcelo Odebrecht, no encontro que o então presidente da empreiteira teve com Temer. "No jantar, acredito que considerando a importância do PMDB e a condição de possuir o Vice-Presidente da República como Presidente do referido partido político [PMDB], Marcelo Odebrecht definiu que seria feito pagamento no valor de R$ 10.000.000,00."

Deste total, R$ 4 milhões, segundo Melo, teriam sido destinados ao PMDB via Eliseu Padilha. Uma parte do dinheiro teria sido entregue no escritório de José Yunes, um dos melhores amigos de Temer. Yunes diz que serviu apenas de "mula involuntária" de Padilha, atendendo a um pedido dele de receber um "pacote" em seu escritório.

Os outros R$ 6 milhões, segundo Melo, seriam destinados à campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo.

Odebrecht confirma o valor mas disse no depoimento de hoje que depois soube que o valor doado foi bem menor. 

fonte: Folha Política


'MARCELO ODEBRECHT IMPLODIU TUDO. LULA E DILMA NA CADEIA'

'Marcelo Odebrecht implodiu tudo. Lula e Dilma na cadeia!', afirma jornalista

A jornalista Joice Hasselmann afirmou que, com o depoimento de hoje, o empresário Marcelo Odebrecht "jogou uma bomba" nas cabeças de Lula e Dilma. De acordo com ela, Odebrecht confirmou não apenas o caixa 2, mas um "propinoduto". 

A jornalista afirma, ainda, que tudo era destinado a manter o "esquema criminoso de poder" do PT. Ela relata que Odebrecht falou enfaticamente que Dilma sabia de tudo. "Dilma sabia de tudo, Dilma sabia de tudo, Dilma sabia de tudo, falou Odebrecht", destacou a jornalista. "Dilma e Lula precisam ser agraciados com a cadeia, agora ele deu a certeza do que eu e você já tínhamos certeza", concluiu.

fonte: Folha Política

ÁUDIO DE RENAN REVELA TODA A MARACUTAIA



(PARA NÃO CAIR NO ESQUECIMENTO)
PF GRAVA 11 minutos de pilantragem, assista o ÁUDIO que revela como eles roubam o Brasil DESCARADAMENTE

Já passou da hora de colocar ele e os amigos na cadeia!

A cada dia que passa, nós somos surpreendidos com notícias que nos deixam mais perplexos, porém com os acontecimentos dos últimos dias, uma notícia como essa não deixa praticamente ninguém surpreso.

Vazou um áudio do senador Renan Calheiros revelando toda a tramoia, o que se espera agora é que alguma coisa seja feita por parte das autoridades policiais.


No áudio, Renan Calheiros conversa com Sérgio Machado, e não medem palavras para o que vão falar.
Sérgio Machado é ex-dirigente da Transpetro. E está envolvido na Operação Lava Jato, que tem a frente juiz federal Sérgio Moro.

ASSISTA O ÁUDIO DOS PILANTRAS PROFISSIONAIS EM AÇÃO

O BLOCO DOS LADRÕES, O DOS OTÁRIOS E O DIA 26

POLÍTICOS INVESTIGADOS POR CORRUPÇÃO ENVOLVEM OS PRÓPRIOS FILHOS NOS ESQUEMAS DE DESVIO

Em algumas residências, a Operação Lava-Jato pode ser tratada, literalmente, como um caso de família. Muitos dos políticos que faziam parte do esquema de corrupção entre partidos e empreiteiras também envolveram os herdeiros nas tramoias para desviar recursos públicos. No Brasil, não faltam casos de filhos que aproveitam a fama paterna para se eleger e, uma vez no poder, não decepcionam os pais e figuram ao lado deles nos noticiários sobre esquemas de corrupção, em especial a Lava-Jato.


No centro das operações da Polícia Federal nas últimas semanas, os peemedebistas do Senado Federal preferem dividir o cacife político e as propinas com quem tem o mesmo sangue. O ex-presidente do Senado Federal Renan Calheiros (PMDB-AL) usou a campanha de Renan Filho (PMDB) ao governo de Alagoas para lavar dinheiro. O pagamento por ter atuado em favor de empreiteiras no Legislativo teria sido feito através doações de eleitorais, segundo duas delações premiadas. Em uma delas, o ex-presidente da UTC Engenharia Ricardo Pessoa garante que a doação de R$ 1 milhão em 2014 para o postulante ao Executivo alagoano se tratava, na verdade, de propina para o então presidente do Senado. Em outra, Cláudio Melo Filho, ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, deu um relato similar sobre o repasse de R$ 1,52 milhão quando Renan Filho disputava o governo do estado.

Na família Sarney, o modus operandi era parecido. Sérgio Machado, que comandava a Transpetro, importante subsidiária da Petrobrás, informou, em delação, que teria operado para o ex-presidente da República e ex-senador José Sarney receber R$ 18 milhões em propina. Do montante, R$ 400 mil teriam sido repassados pelas empresas investigadas Camargo Corrêa e Queiroz Galvão em forma de doação legal à campanha de Sarney Filho (PV-MA), que atualmente é ministro do Meio Ambiente.

Outro integrante da alta cúpula do PMDB no Senado é investigado ao lado dos dois filhos: Edison Lobão (PMDB-MA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Um deles, Márcio, foi alvo da Operação Leviatã há duas semanas. Presidente da Brasilcap, braço do Banco do Brasil na área de títulos de capitalização, ele é suspeito de ter se beneficiado de parte do desvio de 1% da construção da Usina Hidrelétrica de Belomonte.

A casa dele e a sede da Brasilcap foram alvo de busca e apreensão. A PF encontrou, na residência, R$ 40 mil em várias moedas e 1.200 obras de arte. O irmão de Márcio, Edison Lobão Filho, que era suplente do pai e assumiu o assento no Senado quando Lobão foi ministro de Minas e Energia, é suspeito de ter recebido pagamento ilegal do Grupo Bertin, envolvido no suposto esquema de financiamento ilegal do PT operado pelo pecuarista José Carlos Bumlai.

PROPINA Os esquemas em família não são exclusividade dos peemedebistas. O ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu, que está preso, teria usado a campanha do filho Zeca Dirceu a deputado federal pelo Paraná em 2010 para esquentar recursos desviados da Petrobras. O esquema envolveria a empresa Hope Recursos Humanos, que tem contratos milionários com a estatal. Segundo inquérito da PF, “doações eleitorais para a campanha de Zeca foram originárias dos ajustes espúrios envolvendo as contratações direcionadas à Hope com a Petrobras e que se revelaram como um meio de branquear a propina decorrente desse esquema”.

O caçula de Lula é réu em outra operação da PF, a Zelotes. Luiz Cláudio, o Lulinha, prestou uma consultoria por R$ 2,5 milhões para uma empresa que participava de um esquema de compra de medidas provisórias para favorecer montadoras de veículos com incentivos fiscais. A suspeita da PF surgiu porque o trabalho prestado foram de “meras reproduções de conteúdos disponíveis na rede mundial de computadores”.

Assim como Lobão, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha também usou os parentes para manter conta bancária na Suíça com verba da corrupção. A filha dele, Danielle, e a mulher, Cláudia Cruz, são investigadas por isso.

O professor de ciência política João Paulo Peixoto acredita que a existência de famílias que perduram no poder por muitos anos é um reflexo do “subdesenvolvimento político que vive o Brasil”. “Isso acontece geralmente no Nordeste. As famílias têm uma força econômica e política muito grande e o pai passa esse poder para os herdeiros”, explica.

Conteúdo: Folha Política

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

JUIZ QUE CONDENOU BEIRA-MAR SE DIZ SATURADO PELA HIPOCRISIA DA JUSTIÇA E PEDE APOSENTADORIA

O juiz federal Odilon de Oliveira anunciou, em seu perfil no Facebook, que vai se aposentar. O magistrado que mais sentenciou integrantes do crime organizado em Mato Grosso do Sul usou uma foto com a esposa e alguns dizeres para anunciar o afastamento do cargo que ocupou por 30 anos.

No comunicado, Oliveira informa que pediu a contagem do tempo de serviço para entrar com pedido de aposentadoria. O juiz afirma ainda que não se arrepende de nada, mesmo tendo passado mais da metade do tempo de serviço com escolta policial dentro de casa.

Conforme ele, dos 30 anos de contribuição, 18 foram vividos com escolta policial dentro de casa, já que, um dos maiores nomes da esfera federal sofreu em 2005 e 2013 tentativas de homicídio. Odilon de Oliveira é jurado de morte desde o início da década passada. Em seu currículo, soma 120 traficantes condenados e mais de R$ 2 bilhões confiscado do crime organizado.

​Confira na íntegra o texto publicado pelo juiz:

“Hoje, 23 de fevereiro, completo 30 anos como juiz federal, e hoje mesmo, pedi ao Tribunal a contagem de meu tempo de serviço para requerer aposentadoria. Dezoito desses 30 anos, ou seja, 2/3 com escolta policial dentro de casa. Embora tenha causado enorme constrangimento para nossa família, ainda não me arrependi de nada. Na terra, cada vida tem um propósito divino. Caloroso abraço”.

​TENTATIVAS

Em dezembro de 2005, na cidade de Ponta Porã, dividida por uma rua da paraguaia Pedro Juan Caballero ocorreu a primeira tentativa de assassinato de Oliveira. A trama envolveria chefes do narcotráfico revoltados com as decisões do juiz, sobretudo na época quando ele atuou na Vara da Justiça Federal de Ponta Porã.

Criminosos teriam criado uma espécie de consórcio pela cabeça do magistrado que, se morto, renderia ao bandido que o matasse em torno de US$ 300 mil.

A segunda tentativa ocorreu no dia 4 de abril do mesmo ano. Na ocasião, o magistrado seguiu para a cidade onde iria ficar num hotel por 30 dias para substituir um colega juiz, que entraria de férias.

No dia 4 de maio, ainda em 2005, desta vez em Naviraí, cidade distante 259 quilômetros de Campo Grande, na região Cone-Sul do Estado, perto da fronteira com o Paraguai, o juiz foi retirado às pressas da cidade sob um forte aparato de segurança e a bordo de um helicóptero militar.

FILME

Para homenagear a trajetória de Odilon, foi gravado em 2015 o filme “Em nome da Lei”, que é baseado na história do juiz federal. O longa foi todo rodado em Dourados e contou em seu elenco principal com atores conhecidos do público como Chico Diaz, Paolla Oliveira e Mateus Solano.

Foram sete semanas de gravações que contaram com a participação de centenas de pessoas, entre atores e elenco de apoio. No dia 20 de abril do ano passado o filme pré-estreou em Campo Grande.

Para o juiz, o longa não apenas divulgou Mato Grosso do Sul, mas também despertou a consciência pela necessidade de o Brasil todo voltar os olhos para a fronteira, basicamente melhorar o relacionamento com os países vizinhos e na esfera ao combate contra o crime organizado.

Apesar de o enredo girar em torno da história de vida profissional do juiz, ele faz questão de ressaltar que todo o êxito do trabalho se deu em razão de trabalho conjunto. “Eu represento um universo de pessoas cujo trabalho inspirou a esse filme. O mérito é meu sim, mas também da Justiça Federal, da Polícia Federal, Ministério Público Federal, DOF e demais policiais que trabalharam em conjunto”, enfatizou.

INSPIRAÇÃO

Com custo de aproximadamente R$ 7 milhões, “Em Nome da Lei” narra a busca por justiça comandada pelo juiz federal Vitor Ferreira (interpretado por Mateus Solano), que chega à região de fronteira e se depara com o império do crime liderado pelo traficante Gomez (Chico Diaz). Com ajuda da promotora Alice (Paolla Oliveira) e do delegado Elton (Eduardo Galvão), Vitor trava uma guerra contra Gomez e seu esquema criminoso.

O diretor Sérgio Rezende idealizou o roteiro após ler uma matéria sobre o juiz federal Odilon de Oliveira, que ficou conhecido por sua atuação na fronteira Brasil-Paraguai, onde condenou 120 traficantes e confiscou mais de R$ 2 bilhões do crime organizado e, por isso, há dez anos vive sob escolta permanente de policiais federais. “Eu fiquei sabendo que ele enfrentava aqueles reis da fronteira, os criminosos, e achei uma história incrível. É uma parte do Brasil que a gente conhece pouco”, disse.

Animado com o projeto, o diretor iniciou visitas a Campo Grande, Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. Vários encontros e conversas com o juiz e os policiais que fazem sua escolta ajudaram a dar forma ao argumento da obra. Contudo, Sérgio deixa claro que quanto mais se aprofundou no roteiro, mais se distanciou da realidade.


Conteúdo: Folha Política

JANAÍNA PASCHOAL DENUNCIA QUE 'CAIU DO CÉU' PARA OS CORRUPTOS A DECISÃO QUE LIBERTA O GOLEIRO BRUNO

A autora do pedido de impeachment de Dilma, Janaína Paschoal, alertou para um aspecto ainda mais perigoso da absurda decisão do ministro Marco Aurélio Mello, que soltou o ex-goleiro Bruno. Para Janaína Paschoal, a decisão "parece ter caído do céu, para os corruptos", neste momento, quando os poderosos começam a ser responsabilizados pelos crimes de corrupção. 


Janaína Paschoal aponta que já há um discurso sendo construído há meses, que defende que não deve haver prisão em crimes que não envolvam violência. A decisão de Marco Aurélio vai além desse discurso, libertando um réu envolvido em um caso de extrema violência. 

Janaína chama a atenção para o perigo desse precedente: "Esse precedente, somado à crença de que crimes sem violência não deveriam receber prisão, favorecerá muito os responsáveis pelos desvios".

A jurista lembra que, embora fosse desejável que os recursos fossem julgados mais rapidamente e embora a prisão preventiva deva ser excepcional, "há casos em que a prisão antes da condenação definitiva se justifica. Dentre esses casos, estão os crimes dolosos contra a vida, de autoria certa; e desvios de dinheiro público, por organização criminosa".

Ela também nota a rapidez com que o presidente do PT, Rui Falcão, chamou a atenção para o precedente de Bruno e pediu a libertação de líderes petistas presos. 

O alerta de Janaína Paschoal se soma à estupefação da população e de juristas com a decisão do ministro Marco Aurélio Mello e mostra a urgência de que a liminar por ele concedida seja analisada pelo plenário do Supremo o quanto antes. 

JOSÉ YUNES DISSE QUE A SUA SECRETÁRIA PODE CONFIRMAR À PGR QUE ELE RECEBEU O DOLEIRO LÚCIO FUNARO NO SEU ESCRITÓRIO

No depoimento que prestou recentemente à Procuradoria-Geral da República, o ex-assessor do presidente Michel Temer, José Yunes, disse que tem como comprovar sua versão de que recebeu o operador Lúcio Bolonha Funaro no seu escritório de advocacia em São Paulo, em 2014. Ele indicou sua secretária como testemunha e disse que ela poderá corroborar sua versão. As informações são do jornal Estado de S. Paulo.

Yunes afirma que Funaro lhe entregou um “pacote”, a pedido do ministro Eliseu Padilha. No “pacote” haveria R$ 1 milhão, proveniente da Odebrecht. Funaro e Padilha negam. Yunes também disse à PGR que está à disposição para uma acareação entre ele, Funaro e Padilha. Antes mesmo de Funaro desafiá-lo para o confronto.

Ainda de acordo com o jornal, pessoas próximas do caso que envolve Yunes, Padilha e Funaro dizem que há dois caminhos: Padilha sair do governo quieto ou atirando. Ele seria o único que pode esclarecer quem era o destinatário final do pacote confiado a Yunes.

Conteúdo: Estadão

A DRAMÁTICA SITUAÇÃO DO STF: NÃO PRENDE NINGUÉM, PROTEGE POLÍTICOS, INDENIZA BANDIDOS E SOLTA ASSASSINOS

O Supremo Tribunal Federal (STF) vive indiscutivelmente a pior fase de sua história e tem, possivelmente, a sua mais medíocre formação.
Em contrapartida é uma Corte onde afloram vaidades, incoerências e leniência com falcatruas e condutas ilícitas.
O STF tem demonstrado cotidianamente uma profunda, lamentável e absoluta despreocupação com a sociedade e com as pessoas de bem, agindo de acordo com a conveniência de seus ministros.
Em casos como o do goleiro Bruno ou do líder de facção criminosa Gegê do Mangue, tem aplicado a letra fria da lei, através da utilização de filigranas jurídicas, para colocá-los em liberdade, em detrimento da sociedade.
Em outros casos, como o da cassação dos direitos políticos da ex-presidente Dilma Rousseff, faz acordo de bastidores e pisoteia a Constituição, em detrimento da nação.
E numa situação como a do senador Renan Calheiros, com uma ficha corrida extensa envolvendo corrupção e inúmeras ilicitudes, faz vistas grossas e nada tem seguimento, alimentando e favorecendo a impunidade, graças ao maldito ‘foro privilegiado’.
E, confrontando-se com a Lava Jato, esta célere, ágil e eficiente, julga favoravelmente a bandidagem, estabelecendo descabidas indenizações, enquanto o povo sofre com a falta de segurança, o péssimo atendimento da saúde e os desmandos da classe política.

Amanda Acosta

Conteúdo: jornal da cidade online.

DORIA FAZ SUCESSO NA WEB AO PUBLICAR SUA LISTA DE '5 REGRAS' PARA SECRETÁRIOS E COLABORADORES

O prefeito de São Paulo, João Doria, mantém um ritmo frenético que surpreendeu sua equipe e os cidadãos. Uma postagem do prefeito nas redes sociais, reproduzindo imagem de uma revista que levantou 5 "regras" que ele exigiria de seus secretários e colaboradores, está fazendo sucesso nas redes sociais.

Veja as regras: 



ACUADA PELA LAVA JATO, GLEISI HOFFMANN INICIA CAMPANHA PELO 'VOLTA LULA' E 'LULA 2018'

A senadora Gleisi Hoffmann, ré no STF por um esquema de corrupção que roubava aposentados e alvo de processo no Conselho de Ética do Senado por ofender a instituição, já está em campanha para eleger Lula em 2018. Em suas redes sociais, ela publicou matéria de um blog petista e afirmou que, na época de Lula, as notícias sobre o Brasil eram positivas. Ela acrescentou as hashtags "VoltaLula" e "Lula2018". 


'ALGUMA DÚVIDA DOS CRIMES COMETIDOS POR LULA?'

'Alguma dúvida dos crimes cometidos por Lula?', questiona senador após notícia de que Lula pode ficar inelegível durante eleição.


Um levantamento realizado pelo jornal Folha de São Paulo mostrou que, se os tribunais mantiverem o ritmo normal de julgamentos, Lula poderá ser condenado em segunda instância antes das eleições de 2018. Se isso ocorrer, Lula será considerado inelegível pela Lei da Ficha Limpa. O senador Ronaldo Caiado, comentando a matéria, perguntou: "Alguma dúvida dos crimes cometidos por Lula?".

A matéria do jornal só considerou os processos no âmbito da operação Lava Jato, listando o processo do tríplex do Guarujá e do Instituto Lula. Mas Lula também pode ser condenado em breve pela justiça federal em Brasília, em processo por obstrução da Justiça. 

PELO PRAZO MÉDIO DA LAVA JATO, LULA PODE FICAR INELEGÍVEL DURANTE A CAMPANHA PRESIDENCIAL

Se seguirem o ritmo de outros processos, as ações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que correm pelas mãos de Sergio Moro podem torná-lo inelegível ainda antes do pleito de outubro de 2018.

Levantamento da Folha de S. Paulo nas seis ações da Lava Jato já julgadas em segunda instância mostra que levam, em média, 1 ano e 10 meses até chegarem a um veredicto no TRF (Tribunal Regional Federal) –a partir da denúncia.

Mantido esse ritmo, o petista ficaria inelegível em meio à campanha de 2018 –entre julho e outubro.

A inelegibilidade está na Lei da Ficha Limpa, que estabelece que todo condenado por um colegiado está impedido de se candidatar.

Porém, mesmo condenado, o ex-presidente poderia concorrer se pedir uma liminar contra a decisão do TRF até o julgamento de recursos no STJ (Superior Tribunal de Justiça) ou STF (Supremo Tribunal Federal).

VELOCIDADE

Lula responde a dois processos na Justiça Federal do Paraná: num deles, é acusado de ter se beneficiado de dinheiro de corrupção na compra e reforma de um tríplex no Guarujá. No outro, de ter recebido vantagem indevida por meio da Odebrecht, que pagou parte de um terreno onde seria a sede do Instituto Lula. Além disso, é réu em outras três ações que não estão em Curitiba.

Para o advogado de Lula, as ações têm tramitado de forma "extremamente célere". Ele cita, por exemplo, o indeferimento de provas periciais solicitadas pela defesa e a falta de adiamento de audiências em função do luto pela morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia –pedido que foi acatado por um juiz em Brasília, em outra ação contra Lula.

O processo contra o petista tem sido um dos mais beligerantes da Lava Jato. A defesa, que tem se envolvido em debates constantes com Moro, afirma que a tática da acusação é a do "lawfare", ou seja, eleger Lula "como inimigo" e construir uma denúncia "frívola", sem provas objetivas do envolvimento em irregularidades.

O juiz, por sua vez, já se queixou mais de uma vez de que os advogados tumultuam o processo, fazendo perguntas que não têm relação com a ação.

Ao aceitar a denúncia, Moro avaliou que há um "modus operandi consistente" do ex-presidente de usar o nome de terceiros para ocultar patrimônio. Além disso, considerou os pedidos de perícia "manifestamente desnecessários ou impertinentes, ou com intuito protelatório".

"A ampla defesa, direito fundamental, não significa um direito amplo e irrestrito à produção de qualquer prova", escreveu o juiz.

O ritmo da ação é similar a outros processos da Lava Jato sob Moro.

LEI ELEITORAL

Ainda que seja condenado pelo TRF e se torne inelegível, Lula teria recursos para disputar a eleição, segundo advogados eleitorais ouvidos pela Folha.

O ex-presidente pode pedir uma liminar para suspender os efeitos da decisão.

"Isso tem sido corriqueiro, precisamente para corrigir erros que o tribunal possa cometer na sentença", diz o advogado Luiz Fernando Pereira, especialista em direito eleitoral.

Alguns advogados acham difícil que ele consiga reverter uma eventual condenação em segunda instância.

Outros, porém, ponderam o custo político da decisão de cassá-lo depois de emitido o registro e realizada a votação –isso no caso de haver uma condenação pelo TRF em plena eleição.

"O Tribunal Superior Eleitoral tem uma ótica muito própria. Será que iria querer desestabilizar um país que já vem de um processo complicado?", questiona a advogada Carla Karpstein.

O cenário, destacam os especialistas, ainda pode mudar: o TSE tem revisto as regras eleitorais praticamente em todos os anos.


O PT ESTÁ DESESPERADO. O PT ACABOU E LULA NÃO PASSA DE UM TIGRE DE PAPEL

O historiador Marco Antonio Villa comentou o texto publicado pelo presidente do PT, Rui Falcão, que comemorou a decisão do ministro Marco Aurélio, do STF, de libertar o ex-goleiro Bruno, e pediu a soltura dos petistas que se encontram presos. 

Para Villa, o fato de Falcão comparar seus líderes com um criminoso brutal mostra o nível de desespero do partido: "o PT acabou e o Lula não passa de um tigre de papel". 

ABISMO MORAL ATRAPALHA A ESTRATÉGIA ECONÔMICA

O colunista Josias de Souza explicita o tamanho do abacaxi que surgiu para o presidente Michel Temer com a revelação de que seu amigo e ex-assessor José Yunes entregou dinheiro a pedido do ministro Eliseu Padilha. Segundo Josias de Souza, Temer terá que decidir se permitirá "que a podridão política contamine a economia".

Leia abaixo o texto de Josias de Souza: 
O Carnaval ofereceu a Michel Temer uma valiosa oportunidade para a reflexão. A quarta-feira reserva ao presidente muitas cinzas. Temer terá de decidir se vai eliminar ou acentuar o contraste que se estabeleceu entre as áreas econômica e política do seu governo. Na economia, Temer celebra os números que apontam, timidamente, os resultados de uma gestão que tenta tirar o país do buraco. Na política, o presidente tolera e até participa de uma movimentação que aprofunda o abismo moral em que o Brasil está metido. O primeiro dilema que Temer precisa encarar envolve o ministro Eliseu Padilha. Demitir ou não demitir o chefe da Casa Civil?, eis a questão.
Nos últimos dias, Temer e o ministro Henrique Meirelles, da Fazenda, se esforçam muito para convencer os aliados do governo no Congresso e toda a plateia de que a página da recessão foi virada. Os números mais recentes do IBGE sobre o desemprego recomendam calma. Há mais de 12 milhões de desempregados no país. Um em cada cinco desses trabalhadores está sem contracheque há mais de dois anos. Uma situação como essa não se reverte do dia para a noite. Leva tempo.
Temer precisa resolver o drama hamletiano do seu governo, momentaneamente personificado em Eliseu Padilha. Sob pena de permitir que a podridão política contamine a economia. O presidente não pode mais assistir à carnavalização política do seu governo com o distanciamento de um observador neutro, como se nada fosse com ele. Depois que seu amigo José Yunes acusou seu outro amigo Eliseu Padilha de lhe enviar um pacote tóxico por meio do doleiro Lúcio Funaro, tudo passou a ser com Michel Temer. De volta do descanso do Carnaval, o presidente terá de informar se tem condições de se afastar do bloco de sujos.

'CONSPIRARAM PARA SAQUEAR'

Cientista político expõe como 'herança maldita' do PT foi muito além da corrupção sistêmica e da insanidade econômica: 'Conspiraram para saquear'


O cientista político Bolívar Lamounier, em texto publicado na revista IstoÉ, analisa a extensão da "herança maldita do PT". Para Lamounier, "a era lulopetista feriu a democracia brasileira muito mais profundamente do que se tem em geral admitido". Para o cientista político, um dos maiores estragos foi a conspurcação da linguagem da vida pública, com o uso político de aberrações conceituais como a noção lulopetista de "elite". 

Leia abaixo o texto de Lamounier:

A era lulopetista feriu a democracia brasileira muito mais profundamente do que se tem em geral admitido. Certos aspectos de seu triste legado estão aí bem à mostra: a corrupção sistêmica, cuja radioatividade está longe de terminar, e as insanidades econômicas do governo Dilma, que elevou para mais de doze milhões o número de desempregados.
Um dos piores estragos, do qual não nos livraremos tão cedo, foi, porém, a conspurcação da linguagem da vida pública.
Aqui me refiro não apenas ao culto sistemático da mentira e à falsificação ideológica da história, mas também ao uso político de aberrações conceituais, essas não raro endossadas por “companheiros” que se autointitulam intelectuais. Desse tipo de falcatrua, o melhor exemplo é a visão de uma sociedade dividida entre “nós” (o povo, os bons, o bem) e “eles” (as “elites”, o mal, a ganância).
Desde a sua fundação há trinta e seis anos, o PT não se cansa de apresentar a história brasileira como obra de uma elite pequena, coesa, gananciosa, em permanente conspiração contra os trabalhadores e os pobres. Um País de verdade, onde todos tenham oportunidades, só a partir de Lula.
Como se vê, a pedra de toque desse discurso é a noção de elite. Ora, uma elite aristocrática, fruto de uma nobreza hereditária, é evidente que o Brasil não possui. Elite, no Brasil, é o agregado constituído pelos ocupantes das posições mais altas em diferentes hierarquias: os políticos eletivos, alta burocracia civil e militar, os empresários mais importantes, o alto clero das diferentes determinações, os intelectuais e cientistas, e assim por diante. Um agrupamento abstrato, meramente estatístico.
Assim compreendida, compondo-se de milhares de indivíduos, a elite é obviamente incapaz de conspirar, e aqui chegamos à ironia das ironias. O grande exemplo de País governado por uma elite conspiratória foi ele mesmo, o PT, que nos ofereceu. Ao se associaram umbilicalmente ao cartel das empreiteiras, Lula & Cia conspiraram o quanto puderam, com requintes de profissionalismo. Se foram finalmente pilhados, isso se explica por duas razões.
Um, o tamanho do animal que pretenderam digerir: a Petrobrás. Outro, a enorme extensão de sua prepotência e de seu sentimento de impunidade.

BRASIL JÁ ENTREGOU R$ 8 BILHÕES A CUBA PELO MAIS MÉDICOS

Enquanto isso, os profissionais cubanos receberam apenas 10% dos R$11 mil pagos a cada médico.

Alvo de denúncias de ser apenas fachada para o governo cubano, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) já recebeu mais de R$ 8 bilhões do governo do Brasil desde que foi criado o Mais Médicos. Enquanto os profissionais cubanos recebiam apenas 10% dos R$11 mil pagos a médicos de outros países, a Opas, “intermediária” entre Brasil e Cuba repassa o restante ao governo do ditador Raúl Castro. A informação é da coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Em 2015, a TV Band mostrou representantes do Ministério da Saúde e da Opas discutindo como dar aparente legitimidade ao esquema.
Depois das denúncias, a Opas começou a pagar R$ 3 mil aos médicos cubanos, quatro vezes menos do que recebem os de outros países.
Em setembro do ano passado o ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou a prorrogação do convênio com a Opas por mais três anos.
A Opas, que recebeu R$ 2,7 bilhões em 2016, pode chegar ao fim do contrato do Mais Médicos tendo embolsado mais de R$ 17 bilhões.

A REJEIÇÃO DE LULA E A APROVAÇÃO DE DORIA


O mais rejeitado, disparadamente, é Lula.
O que inviabiliza qualquer candidatura do comandante máximo da organização criminosa.

LULA E PT FRACASSAM AO TENTAR MOBILIZAR MILITANTES PARA PROTESTAR CONTRA A LAVA JATO E O JUIZ SÉRGIO MORO

O ex-­presidente Lula tem feito de tudo para conseguir mobilizar a militância para atos em sua defesa e em defesa de seu partido, o PT. Mesmo recorrendo aos jornalistas de aluguel que tentam de todas as formas colocar parte da população contra o juiz Sérgio Moro e a Lava Jato, Lula e o PT estão encontrando dificuldades em aglutinar simpatizantes dispostos a assumir publicamente qualquer ataque contra a equipe da força-­tarefa baseada em Curitiba. 

O petista e a cúpula do PT reconhecem que está cada vez mais difícil sustentar a narrativa de que Lula é inocente e de que o juiz Moro é um perseguidor implacável, movido por um desejo pessoal de destruir o partido e seu líder máximo. 

A situação de Lula e do partido piorou nos últimos dias, após vários petistas históricos como Tarso Genro, Eduardo Suplicy e o senador Humberto Costa virem a público admitir que o partido se manteve no poder nos últimos anos graças ao uso de dinheiro roubado do contribuinte. Humberto Costa chegou a afirmar que está na hora do PT pedir desculpas à sociedade. 

A afirmação do senador petista caiu como uma bomba no partido, pois ela contradiz tudo que Lula tem dito nos últimos meses e dificulta ainda mais a mobilização da militância em favor de Lula e do partido. O petista tem apelado para o líder do MTST, Gulherme Boulos, para inchar os atos do partido com seus seguidores. Entretanto, estes "recursos" estão limitados a capital de São Paulo, onde o o movimento controlado por Boulos está concentrado. 

Outro problema é que o PT perdeu as principais prefeituras que detinha em todo o país e não conseguiu eleger nenhum prefeito de capital nas últimas eleições, exceto no Acre. Não há mais máquina pública nem os tradicionais ocupantes de cargos comissionados que ajudavam e compareciam nos palanques montados para Lula, sobretudo nas capitais do nordeste, mais uma região onde o PT não elegeu nenhum prefeito. 

Integrantes da cúpula do PT estão cada vez mais apavorados com o avanço da Lava Jato sobre Lula e o poder de mobilização cada vez mais anêmico do partido. Segundo um dos dirigentes do PT em São Paulo, os dois fatores estão convergindo de forma inexorável para um desfecho nada favorável a Lula e ao partido. "Se este era o plano do Moro, ele está conseguindo levar a cabo direitinho" 

"Esse negócio de atacar a Globo, de chamar o Temer de golpista e toda a narrativa que foi construída ao longo dos últimos meses não está mais funcionando. Nem as pesquisas que mostraram o Lula na frente dos outros candidatos tem animado a militância. Nós literalmente chegamos ao fundo do poço", disse o dirigente petista durante uma conversa franca num bar próximo ao diretório do PT em São Paulo.

fonte: Folha Política