terça-feira, 14 de março de 2017

O verdadeiro legado de Lula: a pior recessão da história e uma rede de corrupção sem precedentes

Em editorial, o jornal O Estado de São Paulo faz um balanço do que chama o "verdadeiro legado de Lula": "a pior recessão econômica desde 1948, quando o PIB passou a ser calculado pelo IBGE, e uma rede de corrupção sem precedentes, cuja voracidade por dinheiro público parece não ter deixado incólume sequer uma fresta do Estado Democrático de Direito".

Leia abaixo o texto do editorial: 
No mesmo dia em que tomou conhecimento do escabroso volume de dinheiro sujo usado pela Odebrecht para, no dizer do ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), “apropriar-se do poder público”, o País foi apresentado ao resultado negativo do Produto Interno Bruto (PIB) de 2016. Poderiam ser dois dados estanques que apenas por uma infeliz coincidência vieram à luz ao mesmo tempo. Mas não são. Está-se diante do mais eloquente painel do desastre que representou o governo do ex-presidente Lula da Silva, um tétrico quadro dos males infligidos aos brasileiros pelo lulopetismo.
É este o verdadeiro legado de Lula – a pior recessão econômica desde 1948, quando o PIB passou a ser calculado pelo IBGE, e uma rede de corrupção sem precedentes, cuja voracidade por dinheiro público parece não ter deixado incólume sequer uma fresta do Estado Democrático de Direito.

Em depoimento prestado ao TSE no processo que apura o abuso de poder econômico da chapa Dilma-Temer na última eleição presidencial, Hilberto Mascarenhas Filho, ex-executivo da Odebrecht, afirmou que entre 2006 e 2014 a empreiteira destinou US$ 3,4 bilhões – mais de R$ 10 bilhões – para o financiamento de campanhas eleitorais por meio de caixa 2 e para o pagamento de propinas, no Brasil e no exterior, como contrapartida ao favorecimento dos negócios da empresa por agentes públicos.

Igualmente grave foi a divulgação da queda de 3,6% do Produto Interno Bruto no ano passado, embora este resultado já fosse previsto pelo mercado. Em 2015, a retração da atividade econômica havia sido ainda mais expressiva – 3,8% –, de modo que os dois últimos anos representaram um encolhimento de 7,2% da economia brasileira. Considerando o crescimento da população no período, em média, os brasileiros ficaram 11% mais pobres no último biênio.

Alguns analistas atribuem parte da responsabilidade pelo resultado negativo de 2016 ao presidente Michel Temer, tendo-se em vista que em maio do ano passado ele assumiu o governo após a aceitação, pelo Senado, da abertura do processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff. É caso de desinformação, uma absoluta ignorância da dimensão do dano causado às contas públicas por seus antecessores, ou simplesmente malícia. Aqueles que não deixam a catarata ideológica obnubilar a clareza dos números não têm maiores dificuldades em responsabilizar os que, de fato, devem ser responsabilizados. A profunda crise econômica por que passa o País é resultado direto da mais nociva combinação de atributos que pode se esperar em um governante: inépcia e má-fé.

Lula é corresponsável pelos crimes cometidos por Dilma Rousseff, que, com justiça, lhe custaram o cargo. Mais do que uma escolha, Dilma foi uma imposição de Lula ao PT como a candidata do partido nas eleições de 2010. Jactava-se Lula de ser capaz de “eleger até um poste”. De fato, elegeu um, que tombou deixando um rastro de destruição.

Estivesse verdadeiramente imbuído do espírito público que anima os estadistas que escrevem as melhores páginas da História, Lula poderia ter conduzido o País na direção daquilo que por muito tempo não passou de sonho. Nenhum governante antes dele reuniu apoio popular, apoio congressual – hoje se sabe a que preço –, habilidade política e uma conjuntura internacional favorável, tanto do ponto de vista macroeconômico como pessoal. O simbolismo de sua ascensão ao poder era, a priori, um fator de boa vontade e simpatia. Todavia, apresentado aos caminhos históricos que poderia trilhar, Lula optou pelo próprio amesquinhamento, para garantir para si, sua família e apaniguados uma vida materialmente confortável.

Cada vez mais enredado na teia da Operação Lava Jato, Lula apressa-se em lançar sua candidatura à Presidência em 2018. Como lhe falta a substância da defesa jurídica bem fundamentada – tão fortes são os indícios de crimes cometidos por ele apurados até aqui –, resta-lhe o discurso político como derradeiro recurso.
Se condenado em segunda instância, Lula ficará inelegível pela Lei da Ficha Limpa. Mas se o tempo da Justiça não for o tempo da próxima eleição, que a retidão dos brasileiros genuinamente comprometidos com a construção de um País melhor seja implacável no julgamento das urnas.


Doria encerra contrato com empresa acusada de corrupção

João Doria rescindiu o contrato da prefeitura com a Alumini, empresa responsável por 40% da iluminação pública da cidade de São Paulo.

A Alumini foi considerada inidônea pela Controladoria Geral da União por envolvimento com o esquema de propinas na Petrobras.

Dória quer agora fazer uma parceria público-privada para definir as empresas que vão prestar o serviço de iluminação.

conteúdo Folha Política

segunda-feira, 13 de março de 2017

Lula inelegível em 2018. Petista faz muito barulho por nada apenas para antecipar discurso de vítima

O ex-­presidente Lula tem feito muito barulho sobre sua eventual candidatura à Presidência em 2018, mas todo seu esforço para conquistar espaço na imprensa com este vai não vai pode não dar em nada. Em poucos meses, o petista pode estar inelegível e impedido de concorrer a cargos públicos, inclusive para vereador. 

Levando em conta a velocidade com que tramitam outros processos da Operação Lava Jato, o petista deve colher os primeiros resultados de suas falcatruas perante a lei ainda este ano e se tornar inelegível. 

Na média, os processos da Lava Jato julgados em segunda instância consumiram um ano e dez meses desde a denúncia até o veredicto. Lula se tornou alvo das primeiras denúncias criminais no ano passado e hoje já figura em cinco ações penais onde é formalmente acusado de centenas de crimes, Ainda que conseguisse adiar ao máximo as ações que pesam contra ele, Lula tem mais como deter julgamentos já em andamento. A previsão é mesmo que ele se torne inelegível bem antes do período de campanha, entre julho e outubro de 2018. 

A impossibilidade de se eleger está prevista na Lei da Ficha Limpa, que determina que qualquer pessoa condenada por um colegiado não pode se candidatar e, consequentemente, ser eleita. Mesmo considerando o tempo gasto pela Lava Jato no processo mais longo, que consumiu dois anos e sete meses, Lula cai na média. O processo mais rápido consumiu apenas dez meses entre a denúncia e a condenação. Preso ou em liberdade antes do pleito, restará a Lula apenas apoiar os candidatos que mais se alinham aos esquemas do PT nos últimos anos. Só não se sabe se o felizardo será Ciro Gomes ou Marina Silva.

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Recuperação da economia deve demorar cinco anos. É isso que dá votar numa guerrilheira corrupta e incompetente

Não era para ser assim. Embora o IBGE tenha divulgado nesta semana atestam que o Brasil acaba de passar pela pior crise econômica de sua história, não há razão nenhuma para comemorar. O estrago provocado por Dilma, Lula e o PT na economia do país deve deixar cicatrizes profundas em mais de 13 milhões de desempregados e quase um milhão de empreendedores e empresários que viram seus negócios, pequenos, médios e grandes, fechando as portas. 

Segundo o IBGE, a recessão provocada pela corrupção do governo do PT e pela incompetência da ex­-presidente Dilma começou oficialmente segundo trimestre de 2014, quando o produto interno bruto (PIB, a soma das mercadorias e serviços produzidos pelo país) encolheu 9%. 

Com Dilma no comando do governo, indicada por Lula para que ele continuasse a comandar os esquemas de corrupção iniciados em seu governo, a economia voltou para patamares de 2010. Dilma indicou seu ex-­ministro da Fazenda, Guido Mantega, outro incompetente corrupto, para gerenciar as propinas que recebia da Odebrecht para quitar suas dívidas de campanha, conforme delação de Marcelo Odebrecht. 

Juntos, Dilma e Mantega destruíram as finanças públicas públicas e desorganizaram a economia, enquanto roubavam e ocultavam o rombo no caixa da União. Em termos de profundidade, a recessão de agora supera até mesmo a crise causada pelo descontrole da dívida externa, ainda no fim do período militar, e também a crise da hiperinflação e do sequestro da poupança, no governo Collor. Mas quem mandou o povo votar numa ex­-guerrilheira indicada por um ex­-sindicalista corrupto? 

Após assumir o comando do governo, e presidente Michel Temer, que nem é alguém tão brilhante em termos de economia, cumpriu seu dever de casa, apesar de continuar sendo alvo de ataques baixos dos membros do PT e de jornalistas de aluguel a serviço de Lula e Dilma. Sem parecer se importar com os ataques e denúncias ainda não apuradas, Temer montou uma equipe econômica pragmática, negociou ministérios com gente duvidosa apenas para conseguir maioria no Congresso e aprovar as medidas mais urgentes. Apesar dos percalços, o pálido Michel Temer conseguiu retomar a recuperação da economia. Mesmo de fora do governo, Lula, Dilma e o PT continuam comprovando a incapacidade de contribuir para o país com sugestões construtivas.

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Lula é o pai da orgia 'Estado-Odebrecht', Diz Demétrio Magnoli

Enquanto setores da imprensa se preocupam em determinar o envolvimento de membros do governo e de outros partidos no esquema bilionário de corrupção envolvendo a Odebrecht, pouso jornalistas se preocupam em se ater aos fatos. 

O principal deles é que não haveria como a Odebrecht manter um regime de corrupção tão profundo e arraigado no governo federal sem o aval dos ex­-presidentes Lula e Dilma. O próprio Marcelo Odebrecht admitiu que 80% da propina reservada pela empreiteira eram destinados exclusivamente ao PT. Os outros 20% entregues a membros de outros partidos, todos eles da antiga base aliada governista, eram liberados para outros políticos e partidos mediante o aval de Lula e Dilma, com quem Marcelo Odebrecht se reuniu mais de 100 vezes, segundo o próprio empresário. 

Isto significa que Lula, Dilma e o PT, através de seus ex­-ministros Guido Mantega e Antonio Palocci, foram responsáveis pela distribuição de mais de R$ 3 bilhões em propina. O valor constava das planilhas do setor de operações estruturadas da empreiteira, o departamento de propina concebido por Marcelo Odebrecht, para que ele pudesse organizar o fluxo do dinheiro sujo oriundo de contratos espúrios com os governos petistas. Os atuais membros do governo envolvidos em esquemas de corrupção com a Odebrecht fizeram parte do governo de Lula e Dilma, como Romero Jucá, Renan Calheiros, Eliseu Padilha e Geddel Vieira Lima. Todos os ilícitos que tenham praticado ocorreram durante os governos petistas e se receberam propina, receberam com aval de Lula e Dilma em troca de apoio aos seus governos. É tolice e má fé tentar atribuir a corrupção destas pessoas ao governo Temer. Para montar sua equipe de transição e garantir o máximo de apoio político para aprovar as medidas necessárias, Temer teve que confiar na palavra de seus ministros, que acabaram caindo em pouco tempo. 

Em artigo publicado na Folha, Demétrio Magnoli afirma que "A corrupção, tão velha quanto o Brasil, está disseminada por todos os partidos, mas o "Estado ­Odebrecht" nasceu sob as asas de Lula. A "esquerda brasileira" centralizou os esquemas de captura privada do poder público, convertendo-os em ferramenta política estratégica. No "centro da Lava Jato", encontram-­se os que detinham as chaves das portas das empresas estatais durante os 13 gloriosos anos do verde-­amarelismo lulopetista. Mas, em exercícios de hipocrisia extrema, os intelectuais de esquerda comemoram os inquéritos que atingem o círculo de Temer enquanto denunciam uma suposta "perseguição de Moro" contra seu idolatrado ex­-presidente. Como não lastimar isso?

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Lula e Dilma já começam a chamar Marcelo Odebrecht de mentiroso. Pelo menos até aparecerem as provas

Os ex-­presidentes Lula e Dilma e demais membros do PT estão em compasso de espera para o que promete ser o mais vergonhoso episódio na vida de todos. A procuradoria-­geral da República deve pedir o levantamento do sigilo das delações de 77 executivos da Odebrecht nos próximos dias. 

Os depoimentos são tão devastadores que agora até mesmo os delatores estão entrando na Justiça para que os vídeos com as confissões não sejam divulgados, mas apenas os áudios. Considerando que o Ministério Público Federal não celebra nenhum acordo de delação sem que os mesmos sejam ancorados por provas robustas, os delatores só puderam relatar aquilo que tinham documentos para comprovar. Mesmo assim, o estrago provocado na imagem e na vida de Lula é Dilma é irreversível. 

Embora existam outros políticos citados nas delações, os petistas são definitivamente as estrelas de maior grandeza, por era com eles que ficavam as chaves dos cofres públicos. Não importa se este ou aquele político também recebeu propina, o que importa é que todos que se lambuzaram no esquema criminoso dos governos petistas com a Odebrecht, o fizeram com aval de Lula e Dilma. 

Tudo ao seu tempo. Tem sido assim com a Lava jato e assim será com a delação da Odebrcht. Assim que receber a solicitação do levantamento do sigilo relativo a figuras sem foro privilegiado, o ministro do Supremo Tribunal Federal deve divulgar o teor das gravações que irão mostrar ao Brasil que são na verdade os maiores bandidos da história do país. Marcelo Odebrech e seu pai Emílio já se assumiram, mas também revelaram que jamais teriam chegado onde chegaram sem a cumplicidade de Lula e Dilma. Isto é um fato. O executivo confirmou que se reuniu pelo menos 100 vezes com a ex-­presidente Dilma para tratar de assuntos de interesse mútuo. Invariavelmente, ele queria obras bilionárias superfaturadas sem concorrência e Dilma queria propina para sua campanha e para o PT. 

Sem alternativas para se contrapor as revelações, e provas contra eles, Lula e Dilma já começaram a chamar Marcelo Odebrecht de mentiroso. É tudo que eles podem fazer, mas isso não impedirá que sejam abertos novos processos contra os dois. Pelo menos para a Justiça, que lida com fatos, não adianta dizer que é perseguição política, que é mentira ou que é golpe

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Lula desafiou a Lava Jato a provar que ele tinha uma conta escondida. A Lava Jato provou e acabou com cinismo do petista

Além de alegar que não era dono, no papel, do triplex do Guarujá e do sítio em Atibaia, o ex ­presidente Lula já desafiou os membros da força-­tarefa da Lava Jato várias vezes a provar que ele tinha uma conta escondida. A Lava Jato provou que o petista estava mentindo e encontrou sua conta secreta no departamento de propinas da Odebrecht. 

Segundo a Veja, a conta corrente de Lula no departamento de operações estruturadas da empreiteira era "um dos segredos mais bem guardados da delação premiada dos executivos da Odebrecht, cujos depoimentos deverão ser tornados públicos nos próximos dias, está prestes a ser revelado em detalhes: o ex-­presidente Lula era o dono de uma parte da milionária conta corrente que o PT mantinha junto à empreiteira".

Lula foi desmascarado pela Lava Jato e não há mais como manter o cinismo de suas alegações. Na matéria da Veja, fica claro o grau de comprometimento do petista na investigação: "Nos depoimentos prestados à Procuradoria­-Geral da República como parte do acordo que resultou na chamada “delação do fim do mundo”, não só Marcelo Odebrecht como outros dirigentes da empreiteira confirmaram que Lula é o misterioso personagem por trás do codinome “Amigo”, que em julho de 2012 tinha um crédito de 23 milhões de reais registrado no Departamento de Operações Estruturadas, como era chamada o setor de propinas da companhia".

Todos estes fatos vieram a tona graças ao fato da Polícia Federal ter chegado a Maria Lúcia Guimarães Tavares, a datilografa e distribuidora de "acarajés" do setor de propina da Odebrecht. A secretária é a testemunha bomba da Operação Xepa, 26.ª fase da Lava Jato, que culminou com a decisão do alto escalão da Odebrecht de fazer delação premiada e reconhecer que o "amigo" titular de uma conta corrente de propina que consta nas planilhas apreendidas PF é mesmo o ex-presidente Lula. Os saques desta conta somaram R$ 23 milhões nos últimos anos e parte do dinheiro foi usado para comprar uma cobertura em São Bernardo do Campo, no mesmo andar onde o petista tem um apartamento. Lula usou como laranja um primo de seu amigo José Carlos Bumlai. 

conteúdo Imprensa Viva

Reforma do Maracanã teve aditivos suspeitos e gastos em duplicidade, diz TCE-RJ


Fantástico mostrou com exclusividade detalhes de investigação. Durante a semana, órgão determinou arresto de recursos de concessão. MP quer que empresas devolvam R$ 200 milhões.

O Fantástico deste domingo (12) mostrou com exclusividade detalhes de investigações do Tribunal de Contas do Estado do Rio sobre a reforma no Maracanã para a Copa 2014. Os documentos mostram indícios de que recursos foram desviados em serviços e produtos superfaturados. As investigações apontam, por exemplo, termos aditivos suspeitos no contrato e gastos em duplicidade.
O TCE-RJ concluiu que o superfaturamento da obra foi de R$ 211 milhões, em valores atuais e determinou a suspensão dos pagamentos às empreiteiras em outros contratos com o governo do estado do Rio.

Nas mãos do Consórcio Maracanã, vencedor da licitação, formado pelas empreiteiras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Delta engenharia, o custo da obra quase dobrou: saltou de 705 milhões de reais para 1 bilhão e duzentos milhões. Esta semana, o TCE-RJ determinou o arresto de recursos obtidos com a venda da concessão do estádio. O Ministério Público, por sua vez quer que as empreiteiras Odebrecht, Andrade Gutierrez e a Delta Engenharia devolvam aproximadamente R$ 200 milhões aos cofres públicos.

Segundo os documentos do TCE que o Fantástico teve acesso, as irregularidades na reforma do estádio para a Copa de 2014 teriam começado no projeto básico: o tribunal considera o documento impreciso, “acarretando significativas modificações entre o projeto básico e o executivo”. Além disso, vários itens da planilha de custos acabaram sendo alterados, o que o tribunal chama de “jogo de planilha”.

“Jogo de planilha é a substituição de itens, quando você substitui itens de menor valor por outros de maior valor, e são feitos diversos aditivos”, diz Aloysio Neves, presidente do TCE.
Ao todo, o contrato teve 16 termos aditivos. Como exemplo de como o TCE suspeitava de que consórcio manipulava os gastos com a obra estava valores gastos com a limpeza da estrutura de concreto com jato d’água de altíssima pressão, que custava R$ 30,64 o metro quadrado. Ele foi substituída pela limpeza com jato de menor pressão, mas com preço mais alto: R$ 37,58 o metro quadrado. A troca aumentou em R$ 577 mil o valor da obra.

As investigações apontam que também houve superfaturamento na compra de argamassa. O valor apresentado pelo consórcio era quase três vezes maior que o do mercado. Isso encareceu a reforma em mais de R$ 23 milhões.

O TCE constatou ainda gastos em duplicidade. É o caso do aluguel de guindastes para movimentação das estruturas metálicas no canteiro de obras. Esse serviço, entretanto, já estava previsto em outro item da planilha de custos. Dessa maneira, foram gastos mais R$ 2,7 milhões.

Outro exemplo de como o dinheiro público teria sido desviado segundo o TCE foi uma irregularidade na contratação de equipes de limpeza. A previsão era contratar 18 equipes de limpeza por mês para remover os entulhos da obra. Cada equipe contaria com uma retroescavadeira, um caminhão e 16 serventes. Só que nas vistorias, o TCE encontrou apenas três funcionários fazendo a limpeza. E pior: lixo e entulho acumulados em vários pontos do estádio.

Outro ponto era a cobertura do Maracanã. No projeto básico, a cobertura original seria mantida, mas o consórcio condenou a estrutura e decidiu construiu uma nova, que custou R$ 274 milhões.A cobertura é parecida com a do estádio da cidade do cabo, na África do Sul, construído para a copa de 2010, mas a do Maracanã custou cinco vezes mais.

Suposta propina em denúncia contra Cabral
O Ministério Público também afirmou que houve irregularidades no processo de licitação para a reforma do Maracanã. Nesta sexta, ele entrou com uma ação civil pública para responsabilizar as empresas do Consórcio Maracanã e mais 9 pessoas ligadas ao governo do Rio na época por improbidade administrativa. O órgão também pede o bloqueio dos bens das pessoas supostamente envolvidos.

A suspeita de favorecimento ao Consórcio Maracanã foi apontada também pela delação da Andrade Gutierrez à Justiça, que apontou a formação de cartel. A empresa afirma que houve um acordo entre as empreiteiras e o governo do Rio para direcionar a licitação e que as empresas pagaram propina pra serem escolhidas. Esta foi uma das denúncias que levaram à prisão do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, na Operação Calicute.

Hudson Braga, ex secretário de obras do governo do estado do Rio na gestão de Sergio Cabral, e que também foi preso na operação, está na lista das pessoas que podem ter os bens bloqueados pela Justiça.

Segundo o Ministério Público, os outros envolvidos são o ex- presidente da Emop - empresa de obras públicas, Ícaro Moreno, além de autores do projeto básico e membros da comissão de fiscalização das obras do Maracanã.

A Delta e a Andrade Gutierrez disseram que não vão se pronunciar. A Odebrecht afirmou que está colaborando com as investigações.

O advogado de Hudson Braga também foi procurada pela equipe do Fantástico, mas não respondeu aos questionamentos. A Emop afirmou que já respondeu ao Tribunal de Contas ao Estado e que agora aguarda as investigações do TCE.



conteúdo G1/TV GLOBO

Quando a Justiça apresentar provas dos roubos bilionários de Lula, todos brasileiros vão pedir sua prisão imediata

O ex-­presidente Lula está liquidado. Além das trapaças já reveladas na Lava jato, o petista deve ter mais dezenas de tramoias escancaradas em breve para o grande público após a divulgação da parte apimentada do depoimento de três peças chave para sua prisão: Marcelo Odebrecht, seu pai, Emílio Odebrecht e o ex-­presidente da OAS, Léo Pinheiro. 

Apesar do espetáculo fora da esfera judicial promovido pelo ex-­presidente Lula, sua situação perante a justiça, particularmente na Lava Jato, tende a piorar de forma dramática nos próximos dias. Ciente da ineficácia de sua defesa diante das denúncias criminais de que tem sido alvo, o petista tenta de todas as formas desencorajar as autoridades a adotarem medidas mais extremas contra ele através de pataquadas no campo político. 

Não que Lula acredite que suas explosões e ataques aos membros da força­tarefa e ao juiz Sérgio Moro servirão para alguma coisa. Mas espernear é tudo que lhe resta. Lula sabe que será preso, mas quer cair "esperneando". 

As delações de Marcelo Odebrecht, Emílio Odebrecht, Alexandrino Alencar e de Léo Pinheiro são devastadoras contra o petista. É justamente aqui que os problemas enfrentados por Lula o colocam numa situação cada vez mais delicada. 

Vale lembrar que, além desta denúncia Lula é réu em dois processos (um no Paraná e outro no Distrito Federal) e investigado em dois inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal, todos relacionados à Operação Lava Jato. Mas o drama do petista não acaba ai. 

O procurador-­geral da República, Rodrigo Janot, deve pedir a abertura de novos inquéritos contra o petista com base nas delações da Odebrecht. O fato é que Lava Jato possui muitas provas contra Lula e o MPF não teria firmado um acordo de delação com os executivos do Grupo Odebrecht sem que os mesmos fornecessem provas robustas sobre seus relatos envolvendo o petista. Obviamente, todos os investigadores, procuradores, desembargadores e juízes que participaram dos inquéritos e aceitaram as denúncias contra Lula, tornando o petista réu em cinco ações penais, não iriam arriscar suas reputações apostando em algo improvável. Lula e seus advogados sabem que ele será condenado. 

Apenas para ilustrar a dramática situação do petista, o Ministério Público Federal já informou à Justiça que existem outras investigações em andamento envolvendo as suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional, tráfico de influência, corrupção transnacional e desvio de finalidade envolvendo o ex­-presidente. 

Embora tenha passado despercebido na denúncia formulada contra o petista pela Justiça Federal em Brasília, um documento de quatro páginas chamado de “cota da denúncia”, o MPF especificou que existe a necessidade de prosseguir apurando condutas e fatos relacionados às suspeitas de irregularidades em obras na Venezuela, na República Dominicana, no Panamá, no Equador e em Cuba. A cota da denúncia é usada pelo MPF para evitar que fique implícito a informação de que outras suspeitas estão sendo arquivadas, mas sim que precisam de mais investigações. 

“Há, ainda, necessidade de prosseguir apurando condutas de terceiras pessoas, citadas superficialmente no [inquérito], por fatos que tangenciaram ou, quiçá, concorreram para a prática dos delitos apontados na denúncia”, escreveram os procuradores Ivan Cláudio Marx e Luciana Loureiro, que assinam a ação penal. Os procuradores ainda destacaram na peça judicial que será necessário a cooperação de órgãos internacionais para o avanço das apurações.

conteúdo Imprensa Viva


Caixa dois e corrupção são diferentes, mas ambos são crimes, diz Barroso

Após o ministro Gilmar Mendes defender a diferenciação entre caixa dois e corrupção — a exemplo do que fizeram nomes como FHC — outros integrantes do Supremo Tribunal Federal marcaram posição sobre o tema.

O ministro Luís Roberto Barroso, por exemplo, ponderou que “caixa dois e corrupção podem, de fato, ser coisas diferentes”. “Mas ambos são crimes”, concluiu.


conteúdo: Folha Política

Lula tem pouca chance de vencer a eleição presidencial de 2018, diz Eurasia

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está fazendo “movimentos claros” para se posicionar como candidato do Partido dos Trabalhadores em eleições presidenciais de 2018. Além disso, algumas pesquisas de opinião mostraram que ele ganharia em todos os cenários de segundo turno (caso da CNT/MDA de meados de fevereiro). Porém, há grandes obstáculos em seu caminho até o Palácio do Planalto. 

Segundo a consultoria de risco político Eurasia, diante de riscos legais, há boa chance de Lula ser impossibilitado de competir em disputa. Lula é réu em cinco processos, sendo três na Operação Lava Jato, um na Zelotes e um na Janus. Se condenado em segunda instância, ele não poderá concorrer a cargos públicos. Segundo a Lei da Ficha Limpa, candidatos que tenham sido condenados por um órgão colegiado são impedidos de disputarem nova eleição ou assumir um novo mandato –ainda que caiba recurso. 

Além disso, a base de suporte de Lula é robusta no Nordeste, o que o tornaria competitivo no primeiro turno. Porém, seus números de rejeição nos outros lugares do país atingem 76% e não devem melhorar, afirma a Eurasia. As investigações em curso e processos judiciais devem produzir manchetes que vão continuar a prejudicar a imagem de Lula ao longo dos próximos dois anos. 

"Em um contexto onde eleitores estão furiosos com todos os políticos e o PT ainda é associado à enorme recessão que o país enfrenta, isso dificulta que Lula avance muito além do seu grupo de fiéis seguidores", afirma a consultoria.

conteúdo: Folha Política

domingo, 12 de março de 2017

Não sobra ninguém, afirma Dilma na Suíça


"Duvido que vão continuar chamando o PT de corrupto", disse a ex-presidente

A Presidente cassada Dilma Rousseff disse ontem, durante um festival de cinema em Genebra, que não negociou, pediu nem recebeu propina ou recurso ilegal na campanha de 2014, quando disputou a reeleição com o então vice e hoje presidente Michel Temer.

Segundo ela, as delações da Odebrecht mudam o cenário político. "Duvido que vão continuar chamando o PT de corrupto. Sabe por quê? Porque não sobra ninguém nos outros."

A presidente cassada disse também que, depois que as denúncias atingiram outros partidos, notou uma mudança na forma de tratar o financiamento irregular de campanhas eleitorais. Nesta semana, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (STF), Gilmar Mendes, disse que as empresas "optam" por doações via caixa 2 para evitar serem achacadas por outros políticos.

"Por que será que ele fala sobre isso agora? É muito interessante. Eu passei uma campanha eleitoral e não escutei nada disso. Agora, como o assunto não tem como deixar de chegar ao PSDB, e já chegou, falam essas coisas", disse. Para ela, os grampos das conversas entre membros da oposição, que acabaram sendo publicadas pela imprensa em 2016, revelaram que havia uma "conspiração" que "envolvia o PSDB".

O PSDB moveu ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a chapa Dilma-Temer sob a acusação de abuso de poder econômico e político. Marcelo Odebrecht, em depoimento ao TSE, afirmou que a presidente cassada tinha conhecimento de caixa 2 na campanha.

Propina
Questionada sobre as suspeitas de repasses ilegais da construtora para sua chapa, Dilma negou, mais uma vez. "Eu quero dizer: eu jamais pedi, cobrei, conversei sobre propinas", afirmou a presidente cassada, durante viagem à Suíça.

Deterioração
Diante de uma plateia de apoiadores, Dilma reforçar a tese de "golpe" para falar sobre seu processo de impeachment, encerrado em 31 de agosto do ano passado. Ela atribuiu os maus resultados da economia à sua queda.

"Você acha que alguém investe em um país em que parte da oposição pede o impeachment da presidente? Eles construíram algo irresponsável, a insegurança no Brasil. E quando eu saísse, conseguiriam mudar a situação política e econômica. Hoje, a situação política se deteriora e a economia se deteriora", afirmou. Dilma disse que partidos que faziam oposição a ela são os responsáveis pela crise econômica.


conteúdo: Exame/Negócios

MAIS ROUBALHEIRA: PORTO DO SAL, OBRA BILIONÁRIA DO PAC, AFUNDA EM ALTO MAR

Reformado e ampliado por um consórcio de empreiteiras liderado pela Constremac e formado ainda pela Carioca Engenharia e Queiroz Galvão, o Porto-ilha de Areia Branca, localizado a 26 quilômetros da costa, equipamento fundamental para a produção e exportação do sal marinho potiguar, está com sérios problemas. Foi constatado que a estrutura está cedendo, o que faz voltar o sal para o mar. Mesma coisa de enxugar gelo. Em outras palavras: o sal está voltando para o mar. O assunto está sendo tratado com muito cuidado e empresários e produtores pretendem entrar na Justiça para pedir indenização.
A reforma e ampliação da estrutura, cuja execução começou em 2009 e terminou em 2012, custou R$ 270 milhões aos cofres públicos, recursos oriundos do famoso Plano de Aceleração do Crescimento. Nos números, a obra estava às mil maravilhas. A capacidade de armazenamento da plataforma passava de 100 mil para 150 mil toneladas de sal. E o cais de atracação aumentava de 167 metros para 267 metros de extensão.
A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), empresa do governo federal que administra os portos de Natal e de Areia Branca, além do porto de Maceió, emitiu nota de esclarecimento admitindo ter detectado “patologias em extremidade da área ampliada do terminal salineiro”. Diz ainda ter notificado o consórcio construtor responsável pelo projeto e sua execução “cobrando imediata análise e resolução saneadora.
Funcionários da Codern informam que a comissão de engenheiros que fiscalizou a obra de reforma e ampliação era formada por amigos da diretoria da época. O atual diretor, Emerson Fernandes, também diretor no período da ampliação é indicação do ex-deputado e ex-ministro Henrique Eduardo Alves.
Emerson Fernandes e quase todos os cargos de confiança da CODERN no RN foram indicação do ex-deputado e amigo do Presidente Michel Temer, Henrique Alves. Alves indicou os cargos no governo Dilma e voltou a indicar no governo Temer.
Os funcionários ainda informam ao blog, “que o proprietário da Constremac, seria conhecido do atual diretor Emerson Fernandes”.
A Constremac ganhou a licitação e contratou a Queiroz Galvão e a a Carioca para, juntas, realizarem as obras. O contrato recebeu alguns aditivos.
A Carioca Engenharia é aquela cujo proprietário, Ricardo Pernambuco Júnior, confessou, em delação premiada, ter pago propinas no valor total de R$ 52 milhões ao então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, por contratos financiados pelo Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS). Pernambuco Júnior também confessou ter repassado R$ 1 milhão a Antônio Vaccari Neto, então tesoureiro do PT. A Carioca Engenharia também já confessou que repassou dinheiro desviado de obras para políticos cariocas, a maioria do PMDB.
Amigo, correligionário, parceiro e companheiro de viagem de Eduardo Cunha, Henrique Alves foi obrigado a deixar o cargo de ministro do Turismo depois de várias citações do seu nome na Operação Lava Jato. Mais recentemente virou piada nacional ao dizer que não sabe quem depositou 833 mil dólares em uma conta bancária aberta no Uruguai.
Henrique Alves também foi citado na delação premiada de Fábio Cleto, que ele ajudou a indicar para o cargo de vice-presidente da Caixa Econômica, que administra o FGTS. Segundo Cleto, Henrique recebeu doações em dinheiro que foram depositadas em contas no Exterior.
Já a construtora Queiroz Galvão, está para assinar contrato de leniência e executivos também já confirmaram a justiça repassar dinheiro desviado de obras para campanhas políticas e políticos.
A Constremac coincidentemente também foi a construtora responsável para obra do Terminal de Passageiros do Porto de Natal. Obra essa que contou com a sociedade da Queiroz Galvão, e custou aos cofres da Codern mais de R$ 50 milhões de reais com direito a vários aditivos.
conteúdo: noticiasbrasilonline.com.br



Esquerda mais consequente se rende ao juiz Sérgio Moro

Recentemente uma foto do juiz Sérgio Moro ao lado do senador Aécio Neves levantou a ira dos grupos mais radicais da esquerda, notadamente a insana militância do PT.
Note-se que a tal foto foi realizada num evento público, onde o magistrado receberia uma premiação. Nada às escondidas. Uma coisa normal, pois, queiram ou não os insanos, Aécio é senador, é autoridade e não é réu em nenhum processo que esteja sob a competência do juiz Sérgio Moro.
Pois bem, na última sexta-feira (10) o professor e historiador Leandro Karnal, tido como um referencial da esquerda e fonte inspiradora dos petistas, postou uma foto em seu Facebook ao lado do juiz Sérgio Moro, jantando em Curitiba (PR) e a frase: ‘Dia intenso em Curitiba. Encerro com um jantar com dois bons amigos: juiz Furlan e juiz Sérgio Moro. Talvez não faça sentido para alguns. O mundo não é linear. A noite e os vinhos foram ótimos. Amo ouvir gente inteligente. Discutimos possibilidade de projetos em comum’.
A postagem causou a ira da militância petista, inconformada com a amizade de Karnal com o juiz que está desmontando o esquema de corrupção do ‘Petrolão’, notoriamente comandado pelo PT e Lula.
Sérgio Moro, de sua parte, despropositadamente e desnecessariamente, vez que foi Karnal quem deu publicidade ao encontro, demonstrou sua isenção e apartidarismo. Moro conversa com todos, sem distinção, de Aécio a Karnal.
Karnal, por sua vez, tem as suas convicções que devem ser respeitadas, mas é consequente e respeita as pessoas do bem.
A militância petista, como não poderia deixar de ser, míope, cretina, deturpada e desolada, condenou Karnal, considerando-o um traidor.
É um povo realmente medíocre, acéfalo e sem noção de civilidade.
Amanda Acosta
conteúdo: Jornal da Cidade On Line

Vídeo de Dilma tentando falar em francês vira piada na web



Dilma, após ser apeada do poder depois de ser julgada por crimes de responsabilidade, passeia o mundo "denunciando o golpe" e fazendo campanha para Lula. Na Suíça, Dilma resolveu se arriscar a falar francês, e voltou a ser piada nas redes sociais. 

Alguns internautas garantem que o francês dela é melhor que seu português. 


conteúdo Folha PolÍtica

Senadores sofrem pressão nas redes sociais para votar fim do foro privilegiado

Senadores estão sendo cobrados nas redes sociais para assinar um requerimento de urgência para levar a plenário a votação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com o foro privilegiado. A matéria foi aprovada pela Comissão e Constituição e Justiça (CCJ) em novembro do ano passado, mas, apesar da pressão popular, líderes do Senado não têm demonstrado disposição de acelerar a tramitação do projeto.

Para ganhar urgência e garantir a inclusão da PEC na pauta, o pedido precisa do apoio de pelo menos 41 dos 81 senadores. Por ora, há apenas nove assinaturas. O fim do foro privilegiado é uma das principais bandeiras dos protestos marcados para o próximo dia 26.

Cobrança. O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) tem usado a sua conta no Twitter para responder os eleitores que estão cobrando a sua assinatura no pedido de urgência. "Não tenho tempo de ficar pelos corredores (do Senado) atrás de uma lista. Se chegar a mim, assino", afirmou no microblog. O peemedebista justificou que apenas um pequeno número de senadores assinou ao pedido porque "no Senado, circulam várias listas para todo o tipo de situações".

Ele também afirmou que "sempre" foi a favor do fim do foro privilegiado, e pediu respeito aos internautas que o acusavam de estar fugindo do debate. "Você não sabe com quem está falando. Antes de falar em covardia procure conhecer o parlamentar melhor", disse.

Um dos articuladores do pedido de urgência, o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), afirmou que, na próxima semana, o grupo irá retomar a coleta de assinaturas. Ele defendeu colegas que ainda não apoiaram a iniciativa liderada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), como Moka, e disse acreditar que eles irão conseguir o número necessário para levar a PEC a plenário em breve.

conteúdo Folha Política

Eliseu Padilha tinha 4 senhas para receber caixa 2 da Odebrecht, diz delator

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, recebeu da Odebrecht pelo menos quatro senhas para o pagamento de caixa 2 ao PMDB, segundo informou o ex-executivo José de Carvalho Filho em depoimento prestado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feir, 10. As senhas eram as seguintes: Foguete, Árvore, Morango e Pinguim.

Como revelou neste sábado (11) o jornal O Estado de S. Paulo, Carvalho afirmou ao TSE que Padilha intermediou o pagamento de caixa 2 para o PMDB. Segundo fontes informaram à reportagem, Padilha teria acertado locais de entrega do dinheiro da empreiteira mediante senhas trocadas com o ex-executivo. O valor total destinado ao PMDB chegou a R$ 5 milhões, dos quais R$ 500 mil teriam sido destinados ao então deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Segundo o Estado apurou, José de Carvalho Filho procurou o peemedebista para solicitar os endereços onde seriam entregues as quantias. Padilha teria fornecido os endereços repassados para a ex-secretária Maria Lúcia Tavares, que atuava no setor de propina da Odebrecht. Era Maria Lúcia a responsável por criar senhas que seriam entregues posteriormente por José de Carvalho a Padilha.

O depoimento do ex-executivo foi feito nesta sexta-feira (10), no âmbito da ação que apura se a chapa de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger em 2014.

José de Carvalho afirmou que, para entregar as senhas, esteve com Padilha pelo menos quatro vezes. O ex-executivo da Odebrecht trabalhava na equipe do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho. No anexo de delação premiada que veio a público em dezembro, Melo relata que foi Carvalho Filho quem o apresentou a Padilha.

Os repasses da Odebrecht ao PMDB teriam ocorrido nas seguintes datas: 13/08/2014 (R$ 1,5 milhão, senha: foguete); 02/09/2014 (R$ 1 milhão, senha: árvore); 04/09/2014 (R$ 1 milhão; senha: morango), 10/09/2014 (R$ 1 milhão, não constaria a senha); 30/09/2014 (R$ 500 mil, senha: pinguim)

De acordo com José de Carvalho Filho, um dos locais indicados por Padilha foi o escritório de José Yunes, amigo e ex-assessor de Michel Temer. Esse pagamento teria sido realizado no dia 4 de setembro de 2014.

Outro lado. Procurado pela reportagem na sexta-feira, 10, à noite, o ministro Eliseu Padilha informou que está em repouso por recomendação médica e não se manifestaria sem ter conhecimento do conteúdo.

Segundo o Estado apurou, apesar de o depoimento de José de Carvalho Filho trazer novas suspeitas sobre Padilha, o ministro Herman Benjamin, relator da ação que pode cassar a chapa Dilma/Temer no TSE, não deverá intimá-lo para prestar depoimento. Isso porque os fatos narrados não se relacionam diretamente com captação de recursos para a campanha da chapa presidencial, que é o objeto da ação que tramita na Corte Eleitoral. 


Fachin divide inquérito de Renan e manda para Moro quem não tem foro

O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o desmembramento do inquérito contra o senador e líder do PMDB no Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) e o envio de parte da investigação que não envolve políticos ao juiz Sérgio Moro, responsável pela operação em Curitiba.

Esta investigação apura a suposta participação da empreiteira Serveng no esquema de corrupção instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014. Mesmo sem ser apontada como uma das empresas que teria atuado no cartel que fraudou licitações na estatal, a companhia foi citada por delatores e é investigada por suspeita de pagar propinas a políticos por meio de doações eleitorais.

Agora, a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba vai poder se aprofundar ainda mais sobre o envolvimento da empresa com o esquema.

Apesar de desmembrar parte da investigação, na decisão o ministro Fachin manteve perante o STF a investigação contra um diretor da Serveng, por entender que as acusações contra ele estão diretamente ligadas às acusações a Renan e a seu aliado, o deputado Aníbal Gomes (PMDB/CE), apontado pela Lava Jato como o ‘porta-voz’ do ex-presidente do Senado.

Em troca dos valores supostamente recebidos, Renan e Aníbal teriam oferecido apoio político ao então diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, que mantinha a Serveng em licitações da estatal. Na denúncia apresentada no ano passado ao STF, o procurador-geral da República Rodrigo Janot aponta que os contratos da empreiteira com a estatal cresceram 380% depois que ela fez a primeira doação ao PMDB, em 2010.

A investigação aponta duas doações oficiais ao PMDB, nos valores de R$ 500 mil e R$ 300 mil, em 2010, operacionalizadas pelo diretor comercial da Serveng, também denunciado ao STF, e que foram destinadas à campanha de Renan Calheiros em 2010.

Para a Polícia Federal, há suspeitas de que doações da empreiteira para outros políticos também tenha sido feita nos moldes do que ocorreu com Renan, ligadas ao esquema de corrupção na Petrobrás.


conteúdo: Folha Política

DIOGO MAINARDI COMENTA SOBRE A PLANILHA DE LULA NA ODEBRECHT




conteúdo: O Antagonista

Será uma covardia coletiva reeleger os atuais políticos

Os únicos que devem ser poupados são os que lutam a favor das 10 Medidas e apoiam a Lava Jato. Os demais devem ser banidos da política brasileira. Leia o artigo abaixo e veja o que você poderá fazer em 2018.
Em 2016, demos um grande passo e mudamos o mapa da política brasileira varrendo o PT. Das investigações da operação Lava Jato à crise econômica iniciada no governo Dilma Rousseff, os eleitores reconheceram a gravidade dos fatos. Após governar o país por 13 anos seguidos, o partido sofreu a pior derrota entre todas as legendas sob qualquer aspecto.

No vácuo do declínio petista, partidos de menor expressão, os chamados “nanicos”, avançaram. A pulverização beneficiou siglas como PHS e PTN, por exemplo, que elegeram mais prefeitos e ganharam mais votos. Entre partidos maiores, o PSDB foi o que mais cresceu.

De lá pra cá, a Lava Jato continuou e chegamos a um momento crítico, necessário e aguardado, em que o número de políticos descobertos em tramas de corrupção não para de crescer.  Enquanto isso, integrantes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados tentam, de todas as formas, fazer com que leis e conchavos os livrem das consequências dos crimes que cometeram.

O caso mais escandaloso é o da anistia do caixa dois. Sobre esse tema, em novembro do ano passado, parlamentares chegaram a elaborar um texto para que fosse incluído no projeto das 10 Medidas Contra Corrupção um “perdão” automático a qualquer crime que estivesse vinculado a doação legal ou ilegal.

Veja como foi redigido.

“Não será punível nas esferas penal, civil e eleitoral, doação contabilizada, não contabilizada ou não declarada, omitida ou ocultada de bens, valores ou serviços, para financiamento de atividade político-partidária ou eleitoral, realizada até a data da publicação dessa lei”.

Na operação Lava Jato, os delatores contam que pagaram doações, fossem elas registradas ou não, como forma de propina a partir de contratos com a Petrobras. E, como você viu, o texto apresentado em forma de emenda dizia expressamente que estas doações não poderiam ser punidas nas esferas criminal, civil e eleitoral.

Eu poderia continuar escrevendo sem parar a fim de ajudar o leitor a lembrar de todos os absurdos que a nossa atual classe política cometeu até hoje. De todas as afrontas e mentiras que nos foram ditas. De todas as propostas, completamente ignoradas após as eleições, que versaram sobre segurança pública, transportes, educação, saúde, política fiscal, energia, relações internacionais, etc.

Mas, prefiro incentivar o leitor a acompanhar as notícias, desenvolver o seu sentido de cidadania e estimulá-lo a investir, mesmo que seja um pouco por dia, parte do seu tempo em refletir sobre como se poderá fazer efetivamente uma mudança por meio do voto daqui a 19 meses.

Não estou supondo que qualquer eleitor vá abrir mão de sua vida para ficar pensando sobre uma série de questões complexas que estão fora da sua alçada, como, por exemplo, se a prioridade do investimento público seria a saúde ou educação e como equacionar esse problema. De forma alguma. Porque isso deve ser proposto e solucionado pelo gestor político e sua equipe sobre quem depositaremos nossa confiança a partir das urnas.  É ele quem deve estudar, calcular, investigar sobre como e quais investimentos vão atender de fato às demandas mais prementes da população.

O que nos resta, então?  A quem vamos confiar nosso voto?

Mesmo que ainda não tenhamos a resposta direta para essa questão, precisamos levar em conta dois fatores desde já.

Em primeiro lugar, não devemos reeleger os que estão aí.  Não reeleger os que lutam contra a Lava Jato e fazem de tudo pela manutenção desse velho sistema corrupto. Portanto, estamos falando da maioria. Pois, poucos estão ao lado da Lava Jato.

Em segundo lugar, termos em mente que se o capital gerado e administrado pelos atuais governantes satisfazem as necessidades da classe política e dos interesses especiais mancomunados com ela, só há uma saída: esses governantes precisam ser banidos da vida pública.

por Elisa Robson, jornalista.

conteúdo: república de curitiba

“Eu realmente acho que há risco de retrocesso”, alerta Moro

O juiz Sérgio Moro disse, em entrevista publicada nesta sexta-feira pelo jornal “Valor Econômico”, que “realmente” acha que “há risco de retrocesso” quanto à herança deixada pela Operação Lava-Jato. Moro se refere à tentativa de anistia geral a crimes ligados a doações eleitorais, encampada pela Câmara dos Deputados no fim do ano passado.

Sobre a Lava-Jato, que completa três anos na semana que vem, Moro disse que “mais do que uma investigação criminal, transformou-se em um processo de amadurecimento institucional, no qual há crimes praticados por pessoas poderosas e em que se mudou de um regime de impunidade para outro de responsabilidade (pela prática de atos ilícitos)”.

Para o juiz, “algo mudou” no país após o processo do mensalão, mas Moro salienta que “é difícil prever o futuro. E se isso vai passar a ser uma regra (o regime de responsabilidade) ou se foi uma exceção”.

Moro não quis detalhar o que ele acha que mudou no país, dizendo:

“É, porque eu realmente acho que há risco de retrocesso. Fatos como aquela tentativa de anistia”, segundo ele, não apenas à anistia ao caixa dois, mas sim à tentativa de anistia geral que a Câmara dos Deputados encampou.

“Se fosse ao caixa dois seria algo menos preocupante. Digo a tentativa de anistia geral. E ainda tem uma incógnita, porque há muitas investigações em andamento. Teremos de ver qual será o destino delas”.

O juiz não quis comentar a indicação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para a relatoria da Lava-Jato no Supremo.

Sobre o legado da Lava-Jato, o juiz afirmou que o “trabalho que foi feito até agora é difícil de ser perdido”, graças a todas as condenações e dinheiro público recuperado. “Acho que a grande questão é até onde vai, entendeu? Para onde se pode ir”, salientou o juiz, dizendo achar importante o desdobramento da operação para outros estados.

Ele disse acreditar que o “próprio crescimento institucional” possibilitou a Lava-Jato chegar onde chegou e disse não ter ideia de quando pode terminar.

“Normalmente o tempo de duração de uma ação penal é de seis meses a um ano, aproximadamente. Até o julgamento. Mas tem investigações em andamento, e a conclusão delas é mais imprevisível”.

Moro finaliza a entrevista comentando acusações de que houve excessos na Lava-Jato.

“Não vejo com clareza excessos. Pela dimensão dos crimes em investigação e pelo caráter sistemático deles, não vejo algo que possa ser descrito como excesso”.