quinta-feira, 27 de abril de 2017

Câmara aprova o fim da obrigatoriedade do imposto sindical

Se aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente, os sindicatos terão de convencer as pessoas a pagar a contribuição sindical ou encontrar outras fontes de renda.

Depois de mais de cerca de 10 horas de sessão, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (26) o texto-base da reforma trabalhista, uma das prioridades legislativas do governo de Michel Temer.

Foram 296 votos a favor do relatório do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) e 177 contra. 

Apesar da vitória, o governo não conseguiu atingir mais de 308 votos, como queria, para sinalizar que tem votos suficientes para aprovar a reforma da Previdência. Por se tratar de emenda à Constituição, essa reforma precisa do apoio de pelo menos 60% dos congressistas (308 de 513 deputados). 

Houve traições em partidos da base. O PSB do ministro Fernando Bezerra Filho e o Solidariedade, por exemplo, orientaram seus deputados a votar contra a reforma. 

A Câmara precisa analisar ainda seis emendas que podem alterar pontos importantes do texto. Após isso, a reforma segue para o Senado. 

O projeto é amplamente apoiado pelas entidades empresariais. Entre as mudanças está a prevalência, em alguns casos, de acordos entre patrões e empregados sobre a lei, o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, obstáculos ao ajuizamento de ações trabalhistas, limites a decisões do Tribunal Superior do Trabalho, possibilidade de parcelamento de férias em três períodos e flexibilização de contratos de trabalho. 

O principal argumento dos governistas é o de que a reforma dará fôlego ao empresariado para retomar os investimentos e as contratações, reduzindo a atual taxa de desemprego recorde, que é de 13,2%. 

A oposição e alguns deputados governistas tentarão ainda aprovar emenda para restabelecer a contribuição sindical obrigatória, que é o desconto anual de um dia do trabalhador e contribuição anual das empresas. Seria aprovada uma transição que manteria as regras pelos próximos três anos e, nos três anos seguintes, reduziria a contribuição até à sua extinção. 

Entre as mudanças adotadas de última hora pelo relator está multa a empresa que pagarem salários diferentes para homens e mulheres que desempenhem a mesma função e que tenham o mesmo tempo de serviço no mesmo cargo. A proposta, que entrou no texto por pressão da bancada feminina, enumera, porém, uma série de condições para que seja caracterizada a discriminação, entre elas "produtividade e perfeição técnica". 

Marinho também mudou a regra sobre o trabalho de gestantes e lactantes em locais insalubres. Seu texto inicial liberava o trabalho nesses locais desde que houvesse autorização médica. Agora, as trabalhadoras que trabalharem em locais de grau baixo ou médio de insalubridade terão que recorrer a atestado médico para serem dispensadas do trabalho. 

A sessão foi marcada, mais uma vez, pelo embate entre governo e oposição. 

"Coveiros da CLT [Consolidação das Leis do Trabalho], inimigos da classe trabalhadora", bradou em discurso Wadih Damous (PT-RJ). "Os senhores nunca mais voltarão a essa Casa. Por traição à nação e aos trabalhadores brasileiros", reforçou em seguida Orlando Silva (PC do B-SP). 

A oposição patrocinou vários protestos. Portando cartazes contra o projeto e caixões com a inscrição "CLT", deputados do PT, PC do B e PSOL, entre outros, subiram à Mesa do plenário e, por alguns minutos, conseguiram interromper a leitura do relatório de Rogério Marinho. A ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina (PSOL) chegou a gritar "não à essa desgraça de reforma. 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um dos principais defensores da reforma, chegou a se exaltar em vários momentos da sessão. Em um deles, afastou com a mão um dos caixões segurados por opositores que estavam próximos a ele. Em outro, empurrou de forma abrupta o petista Afonso Florence (BA) para se sentar em sua cadeira. 

"São as tabuletas da mentira, carregando bandeiras da inverdade. Estamos dando a todos os trabalhadores aumento relativo a um dia de trabalho, um dia de suor", rebateu José Carlos Aleluia (DEM-BA), se referindo ao fim do imposto sindical obrigatório. "Esse é um dia histórico, marcante, daqui a 20, 30, 40 anos nós todos seremos lembrados como parlamentares inteligentes, estudiosos e sensíveis", discursou o governista Darcisio Perondi (PMDB-RS). 

Pouco tempo depois o deputado Assis Melo (PC do B-RS) surgiu vestido com macacão de operário no plenário, o que tumultuou ainda mais a sessão. Rodrigo Maia afirmou que só teria a palavra os deputados que estivessem vestidos de "de acordo com os costumes da Casa". A oposição aproveitou para protestar mais ainda, argumentando, entre outras coisas, que até deputados com nariz de palhaço já participaram de votações. 

Pouco tempo depois, Assis Melo deixou de ser deputado. O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira (PTB-RS), reassumiu o mandato para votar a favor da reforma. Melo voltou então para a primeira suplência. 


Em discurso na tribuna, Nogueira apelou aos deputados para votar a favor da reforma "não pensando nas próximas eleições, mas nas próximas gerações."


Senadora Ana Amélia humilha corruptos 'Antes de votarmos abuso de autoridade, temos que combater

Fim do foro privilegiado é aprovado por unanimidade pelo plenário do Senado, em primeiro turno

A PEC que propõe o fim do foro privilegiado foi aprovada, por unanimidade, em primeiro turno no plenário do Senado. 

A PEC, de autoria do senador Álvaro Dias e relatoria do senador Randolfe Rodrigues, ainda passará por três sessões de discussão antes da votação em segundo turno. 

Ex-governador da Bahia, petista Jaques Wagner diz que Lula virará 'herói' se for preso



O ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, disse nesta segunda-feira que o ex-presidente Lula é candidato a presidente em 2018 e que o petista virará “herói” caso seja preso ou mesmo impedido de concorrer. Durante seminário promovido pelo PT em Brasília, Jaques ainda afirmou que o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, sofreu “tortura psicológica” para dar as declarações contra Lula no caso do tríplex do Guarujá (SP).

— O Léo está sofrendo tortura psicológica. Ele pode dizer o que quiser. Construíram um roteiro e querem a confirmação. Para mim, Lula é candidato em 2018. Se interditarem o Lula, a história não para por aí. Não quero fazer comparações, mas todos que são perseguidos, presos, como Tiradentes, viram heróis. Preso, a imagem é mais forte para virar herói. Mas interditado (em sua candidatura) também — disse Jaques Wagner.

Wagner, que também foi ministro em diversas pastas nos governos de Lula e Dilma, atualmente é secretário estadual de Desenvolvimento Econômico da Bahia, na gestão de Rui Costa (PT).

Ele afirmou que irá acompanhar Lula em seu depoimento ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba, quando ele ocorrer. O PT organiza uma manifestação popular no dia da audiência.

— Será um ato de solidariedade a Lula e não de confrontação a ninguém — disse o ex-governador.

Lula já é réu em cinco ações penais, depois de três anos de Lava-Jato. Entre integrantes da cúpula que participam do seminário em Brasília, a avaliação é que o cerco a ele está se fechando e a situação se tornando cada vez mais delicada.

'Cuidado para não cair no canto da sereia. Essa tal greve do dia 28 é um movimento petista, disfarçado de "luta" por direitos sociais', alerta Janaína Paschoal

A advogada e professora de Direito da USP Janaína Paschoal fez um importante alerta a respeito das movimentações para a realização de uma "greve geral" no dia 28 de abril.

"Cuidado para não cair no canto da sereia. Essa tal greve do dia 28 é um movimento petista, disfarçado de "luta" por direitos sociais", advertiu.

"Estou acompanhando a movimentação referente à paralisação do dia 28. Coincidência, ou não, apenas meus amigos petistas estão apoiando. Além dos petistas, que aproveitam qualquer ensejo para tumultuar o país, também há os que querem um feriadão", completou a jurista.

terça-feira, 25 de abril de 2017

ATENÇÃO: NOMES E E-MAILS DOS SENADORES - COMPARTILHE INTENSAMENTE ESSA RELAÇÃO

Nomes e e-mails dos senadores, copie o e-mail do senador do seu estado e mande sua posição sobre a lei de abuso de autoridade do Renan Calheiros e do Requião que será votada nesta quarta-feira 26.
( Guarde essa relação porque você vai precisar dessas informações em outras oportunidades )

Nome Partido UF                    E-mail
Acir Gurgacz PDT RO            acir@senador.gov.br
Aécio Neves PSDB MG            aecio.neves@senador.gov.br
Alfredo Nascimento PR AM   alfredo.nascimento@senador.gov.br
Aloysio Nunes Ferreira PSDB-SP   aloysionunes.ferreira@senador.gov.br
Alvaro Dias PSDB-PR           alvarodias@senador.gov.br
Ana Amélia PP RS                   ana.amelia@senadora.gov.br
Ana Rita PT ES                           ana.rita@senadora.gov.br
Angela Portela PT RR          angela.portela@senadora.gov.br
Anibal Diniz PT AC                  anibal.diniz@senador.gov.br
Antonio Carlos Valadares- PSB-SE  antoniocarlosvaladares@senador.gov.br
Antonio Russo PR MS       antonio.russo@senador.gov.br
Armando Monteiro PTB PE       armando.monteiro@senador.gov.br
Benedito de Lira PP AL       benedito.lira@senador.gov.br
Blairo Maggi PR MT               blairomaggi@senador.gov.br
Casildo Maldaner PMDB SC casildomaldaner@senador.gov.br
Cícero Lucena PSDB PB         cicero.lucena@senador.gov.br
Ciro Nogueira PP PI                 ciro.nogueira@senador.gov.br
Clésio Andrade PR MG    clesio.andrade@senador.gov.br
Cristovam Buarque PDT DF cristovam@senador.gov.br
Cyro Miranda PSDB GO          cyro.miranda@senador.gov.br
Demóstenes Torres DEM GO demostenes.torres@senador.gov.br
Eduardo Amorim PSC SE          eduardo.amorim@senador.gov.br
Eduardo Braga PMDB AM eduardo.braga@senador.gov.br
Eduardo Suplicy PT SP         eduardo.suplicy@senador.gov.br
Epitácio Cafeteira PTB MA        ecafeteira@senador.gov.br
Eunício Oliveira PMDB CE eunicio.oliveira@senador.gov.br
Fernando Collor PTB AL    fernando.collor@senador.gov.br
Flexa Ribeiro PSDB PA    flexaribeiro@senador.gov.br
Francisco Dornelles PP RJ francisco.dornelles@senador.gov.br
Garibaldi Alves PMDB RN garibaldi@senador.gov.br
Geovani Borges PMDB AP geovaniborges@senador.gov.br
Gim Argello PTB DF                 gim.argello@senador.gov.br
Humberto Costa PT PE         humberto.costa@senador.gov.br
Inácio Arruda PC do B CE          inacioarruda@senador.gov.br
Jarbas Vasconcelos PMDB PE jarbas.vasconcelos@senador.gov.br
Jayme Campos DEM MT jayme.campos@senador.gov.br
João Alberto Souza PMDB MA joao.alberto@senador.gov.br
João Durval PDT BA         joaodurval@senador.gov.br
João Ribeiro PR TO                 joaoribeiro@senador.gov.br
João Vicente Claudino PTB PI j.v.claudino@senador.gov.br
Jorge Viana PT AC            jorgeviana.acre@senador.gov.br
José Agripino DEM RN    jose.agripino@senador.gov.br
José Pimentel PT CE                 gab.josepimentel@senado.gov.br
José Sarney PMDB AP        sarney@senador.gov.br
Kátia Abreu DEM TO          katia.abreu@senadora.gov.br
Lídice da Mata PSB BA         lidice.mata@senadora.gov.br
Lindbergh Farias PT RJ         lindbergh.farias@senador.gov.br
Lobão Filho PMDB MA     lobaofilho@senador.gov.br
Lúcia Vânia PSDB GO    lucia.vania@senadora.gov.br
Luiz Henrique PMDB SC          luizhenrique@senador.gov.br
Magno Malta PR ES                  magnomalta@senador.gov.br
Marcelo Crivella PRB-RJ          crivella@senador.gov.br
Maria do Carmo Alves DEM-SE maria.carmo@senadora.gov.br
Marinor Brito PSOL PA         marinorbrito@senadora.gov.br
Mário Couto PSDB PA        mario.couto@senador.gov.br
Marta Suplicy PT SP                 martasuplicy@senadora.gov.br
Mozarildo Cavalcanti PTB RR mozarildo@senador.gov.br
Paulo Bauer PSDB SC         paulobauer@senador.gov.br
Paulo Davim PV RN                 paulodavim@senador.gov.br
Paulo Paim PT RS             paulopaim@senador.gov.br
Pedro Taques PDT MT          pedrotaques@senador.gov.br
Randolfe Rodrigues PSOL-AP randolfe.rodrigues@senador.gov.br
Reditario Cassol PP RO          reditariocassol@senador.gov.br
Renan Calheiros PMDB AL renan.calheiros@senador.gov.br
Ricardo Ferraço PMDB ES ricardoferraco@senador.gov.br
Roberto Requião PMDB PR roberto.requiao@senador.gov.br
Rodrigo Rollemberg PSB DF rollemberg@senador.gov.br
Romero Jucá PMDB RR     romero.juca@senador.gov.br
Sérgio Petecão PMN AC sergiopetecao@senador.gov.br
Sérgio Souza PMDB PR          sergiosouza@senado.gov.br
Valdir Raupp PMDB RO        valdir.raupp@senador.gov.br
Vanessa Grazziotin PC do B- AM vanessa.grazziotin@senadora.gov.br
Vicentinho Alves PR TO          vicentinho.alves@senador.gov.br
Vital do Rêgo PMDB PB         vital.rego@senador.gov.br
Waldemir Moka PMDB MS waldemir.moka@senador.gov.br
Walter Pinheiro PT BA         pinheiro@senador.gov.br
Wellington Dias PT PI         wellington.dias@senador.gov.br
Wilson Santiago PMDB PB wilson.santiago@senador.gov.br
Zezé Perrella PDT MG          zeze.perrella@senador.gov.br

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Um tiro no pé do Ministério Público

A polêmica resolução que restringe a cessão de procuradores de uma unidade para outra do MP foi proposta e relatada por membros do Conselho Superior do Ministério Público que estão de olho na sucessão de Rodrigo Janot.

Quem defende esse tipo de coisa está matando sua própria candidatura.

Palocci tem muito para contar, alerta líder do PT

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Carlos Zarattini (SP), classificou como um “verdadeiro terremoto” a eventual delação premiada de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e chefe da Casa Civil na gestão de Dilma Rousseff (PT). “Não sabemos exatamente o que ele pretende, mas, com certeza, se ele falar sobre o que tem conhecimento, o Brasil vai sofrer um verdadeiro terremoto no meio empresarial”, disse.
Para o deputado, o ex-ministro “tem muito para falar”. “A gente tem certeza que ele tem muito para falar, inclusive sobre os grandes grupos econômicos brasileiros, o capital financeiro, os grandes bancos e as grandes redes de comunicação“, afirmou Zarattini, que participa nesta segunda-feira, 24, do seminário “Estratégia para a Economia Brasileira – Desenvolvimento, Soberania e Inclusão”, promovido pelas lideranças do PT na Câmara e no Senado e pela Fundação Perseu Abramo, ligada ao partido, em Brasília. A previsão é que Lula compareça ao encontro no final da tarde.
Na semana passada, em depoimento ao juiz Sergio Moro, Palocci deu indicações sobre sua disposição em fazer um acordo de delação premiada, ao sugerir que tem muito a contar sobre os esquemas investigados pela Operação Lava Jato.
“Fico à sua disposição”, disse Palocci a Moro. “Todos os nomes que optei por não falar aqui, por sensibilidade da informação, estão à sua disposição para o dia que o senhor quiser. E, se o senhor estiver com agenda muito ocupada e determinar uma pessoa, eu imediatamente apresento todos esses fatos, com nome, endereço, operações realizadas e coisas que certamente vão ser do interesse da Lava Jato, que realiza uma investigação de importância”, afirmou o petista, acrescentando que as informações podem abrir um “caminho” que pode render mais um ano de trabalho a Moro.
Palocci está preso em Curitiba desde setembro de 2016, quando foi alvo da 35ª fase da Lava Jato, a Operação Omertà. Ele é acusado formalmente de corrupção e lavagem de dinheiro por ter, segundo o Ministério Público Federal, atuado em favor da Odebrecht nas tratativas da Medida Provisória 460, na operação de navios-sondas da Petrobras e na liberação de financiamento do BNDES em obras em Angola em troca de propinas pagas ao PT.
(Com Estadão Conteúdo)

'Se a lei de abuso de autoridade estivesse em vigência, teria sido impossível ver o Sérgio Cabral na cadeia'

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) é quase uma voz solitária em meio a um Senado recheado de investigados pela Operação Lava Jato. 

Por isso mesmo, é contra o Projeto de Lei de Abuso de Autoridade, inicialmente proposto por Renan Calheiros (PMDB-AL), que, na prática, tem a função de inibir a ação do Ministério Público. 

Recentemente, Randolfe abraçou as propostas do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, e enviou um novo projeto ao Senado. 

O relator Roberto Requião (PMDB-PR), “abraçou a ideia”, mas acrescentou uma emenda, que Rodrigues chama de “contrabando para proteger empresários e políticos investigados.” “Isso não pode passar. É o cúmulo do absurdo, os investigados aprovarem um projeto para prejudicar a investigação”, diz Rodrigues. 

Leia a seguir a entrevista que ele concedeu à revista IstoÉ:

Em que situação está o projeto de abuso de autoridade?
Primeiro, continuo achando que este debate é inoportuno no meio da investigação Lava Jato. Votar isso agora é um péssimo sinal que o Congresso dá para a sociedade. Para não fugir do debate, de qualquer forma, eu subscrevi o projeto que o doutor Janot (Rodrigo Janot, Procurador Geral da República) protocolizou aqui. Eu me tornei autor do Projeto de Lei 75. O Requião (senador Roberto Requião PMDB-PR) adotou o PL 75, que, de fato, é melhor do que o anterior, mas ele traz um contrabando que compromete não só a Lava Jato como inibe a atuação do Ministério Público.

Que contrabando seria esse?
O contrabando está no artigo terceiro. Ele traz a possibilidade para o crime de abuso de autoridade ser objeto da ação penal privada concorrente a pública. Ou seja, qualquer réu pode mover uma ação penal privada contra o seu investigador.

Qual é o reflexo disso?
Isso intimida o investigador. Se isso estivesse valendo há dois anos, nunca se chegaria até o Marcelo Odebrecht porque, nas primeiras investigações da Operação Lava Jato, a banca de advogados riquíssima paga pela Odebrecht já intimidaria e inibiria a ação do Ministério Público. Além disso, é uma falácia dizer que este projeto é para proteger os pobres que sofrem abuso de autoridade todos os dias. Qual é o pobre desse país que tem dinheiro para pagar uma banca de advogados? Este projeto tem endereço certo: salvar os ricos da algema.

Só rico ou políticos também?
Políticos e ricos também. Só quem tem dinheiro para pagar bons advogados. Quem vai entrar com uma ação privada, o pobre da periferia? Não. É o político que enriqueceu com a corrupção ou os grandes empresários investigados. Passando a lei com esse dispositivo, a algema não chega mais perto deles.

Isso passa aí em Brasília?
Podemos impedir se tivermos mobilização social. Se não tiver pressão social, isso será aprovado. Há um discurso de conveniência. Por exemplo, tem dois projetos que estão em igualdade de condições, um do fim do foro privilegiado e o outro do abuso de poder. Eles dizem que é urgente o de abuso de poder e não é urgente o do fim do foro.

Aliás, o senhor é o relator da proposta do fim do foro privilegiado em todos os crimes comuns. Como os seus pares no senado estão tratando isso?
Bom, a pressa que eles têm para votar o projeto de lei do abuso de poder é inversamente proporcional para votar o fim do foro.

O senhor tem conversado com a equipe da Lava Jato?
Tenho conversado com eles e vou conversar mais para essa batalha final. Tenho falado com a PGR, com o Deltan (o procurador Deltan Dallagnol, chefe da Força Tarefa da Lava Jato) e vários outros integrantes. Esse dispositivo específico inibe e intimida a operação.

Mas os senadores agora adotaram o discurso de que adotaram o projeto do Janot…
Essa é a segunda malandragem. Eles renunciaram ao projeto do Renan (Renan Calheiros PMDB-AL), adotaram o meu projeto, que é o do Janot, só que botaram contrabandos no projeto que são piores do que o projeto original do Renan.

É pior do que o do Renan?
Sim, pois possibilita ao réu mover ação penal privada contra aquela autoridade que ele achar que está incorrendo em abuso. Se isso estivesse em vigência, teria sido impossível ver o Sérgio Cabral (ex-governador do Rio de Janeiro pelo PMDB) na cadeia. A algema jamais teria chegado tão perto de políticos e empreiteiros. Se esse projeto tiver o apoio do PMDB, do PSDB e do PT, como está aparentando ter, é a reação do sistema político contra as investigações. É o contra-ataque à lista do Fachin (Edson Fachin, ministro do STF).

E se for aprovado?
Aprovado, ainda vai para a Câmara e segue para a sanção do presidente. Se passar pelo Senado, acho que a Câmara terá urgência para votar. Mas vamos utilizar todos os mecanismos que estiverem ao nosso alcance. Vamos enfrentá-lo na CCJ, na quarta-feira (26 de abril), vamos enfrentá-lo no plenário. Se passar daqui e seguir para a Câmara, vamos pensar em ação direta de inconstitucionalidade, mandado de segurança, recorrer ao STF. Isso não pode passar. É o cúmulo do absurdo, os investigados aprovarem um projeto para prejudicar a investigação.


Lula comprou submarinos de segunda linha para favorecer a Odebrecht

A negociata na compra de cinco submarinos franceses ainda provoca indignação na Marinha

O objetivo do governo Lula, suspeitam oficiais submarinistas, não era equipar a Marinha, mas fazer a Odebrecht faturar. 

O Brasil teve de adotar uma “família” diferente de submarinos, a classe Scorpène francesa, considerada inferior aos novos modelos alemães. 

O Brasil já utilizava submarinos de concepção germânica. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A contratação da Odebrecht (sem licitação) pela estatal francesa DNSC foi “condição” do governo Lula para fechar a compra dos submarinos.

A DNSC foi acusada de pagar propina a integrantes dos governos da Índia e da Malásia para vender os mesmo submarinos de segunda.

A compra dos submarinos franceses, inferiores aos alemães, custará ao Brasil R$ 31 bilhões. E garantiu R$ 3,3 bilhões à Odebrecht.

O contrato bilionário dos submarinos fez a Odebrecht espargir propina. Só um ex-executivo confessou haver entregue R$17 milhões a petistas.


Moro decide adiar depoimento de Lula na Lava Jato


O juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato em Curitiba, decidiu mudar a data do depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até então previsto para o dia 3 de maio.

Segundo a Folha de S. Paulo, a mudança ocorrerá a pedido da Polícia Federal. Moro deve adiar o depoimento de Lula para o dia 10 de maio.

A PF argumentou que precisaria de mais tempo para organizar a segurança no local e que o feriado do dia do Trabalho, 1 de maio, dificultaria ainda mais a operação.

O PT e movimentos alinhados ao partido preparavam forte mobilização para apoiar o ex-presidente. Caravanas estavam partindo de diversos pontos do país. 

NÃO VAMOS DEIXAR RENAN ACABAR COM A LAVA JATO



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Adriana abandona Cabral e negocia delação

A situação do casal Sergio Cabral Filho e Adriana Ancelmo, ex-governador e ex-primeira dama do Rio de Janeiro, parece que partiu definitivamente para o ‘salve-se quem puder’.
Nesse sentido, a advogada está negociando solitariamente uma delação premiada que pode livrar-lhe definitivamente da prisão.
Cabral, também solitário, segue no mesmo caminho, mas sua situação é muito mais complicada. Sua delação não tem despertado muito interesse e as negociações estão paradas.
O Ministério Público já teria inclusive desistido do ex-governador, optando por Adriana, que parece ter informações tão ou mais substanciosas que o marido.
Além disso, por sua atuação no meio jurídico, a negociação com a ex-primeira dama prevê a entrega de ministros dos tribunais superiores.

A força das nossas Forças



Caros amigos
Os militares brasileiros têm TODAS e as MELHORES condições para acompanhar a conjuntura nacional e para decidir SE, COMO e QUANDO intervir na política e, portanto, prescindem de qualquer tipo de estímulo para CUMPRIR ou RASGAR a Constituição.
Os Soldados acompanham a situação da ordem, estão bem informados, contribuiem para o futuro que almejam para o seu país e entendem que um GOLPE MILITAR deverá ser o ÚLTIMO recurso a ser empregado para garantir o futuro que ele merece.
Entendem também que NÃO é atitude inteligente, nem tampouco efetiva, para o bem do Brasil, empregar prematuramente ou desnecessariamente o ÚLTIMO recurso da Nação. Para isto, têm informações e discernimento suficientes para decidir a sua participação e a sua contribuição para a maturidade nacional.
Muito bem disse o Gen Villas Bôas em sua última Ordem do Dia, contando com a aprovação de seus pares da Marinha e da Força Aérea e de seus respectivos Altos Comandos, "não há atalhos" para a solução dos nossos problemas.
A ANSIEDADE não é atitude capaz, efetiva e definitiva para tirar o Brasil do buraco em que nós, brasileiros, o colocamos ou não tivemos competência para impedir que fosse colocado.
Qualquer atitude ARMADA e conduzida pela ansiedade está fadada a ser precipitada e a causar mais males do que os que julga estar evitando ou corrigindo.
É preciso, portanto, confiar no discernimento, na inteligência, no patriotismo, na responsabilidade e no comprometimento dos militares brasileiros para decidir quanto ao emprego da força das nossas Forças.
Gen Bda Paulo Chagas

Palpites Infelizes

A quantidade de pessoas que se acham capazes de dar palpites em assuntos dos quais nada ou quase nada sabem é tão grande que se torna uma das evidências do atraso político e cultural do Brasil.
Impressionam-me os palpites sobre o que os militares devem ou não devem fazer e, pior, como deveriam comportar-se diante da adversidade e cumprir suas missões.


São pessoas que, aparentemente, nunca vestiram uma farda ou, se vestiram, fizeram dela não mais que uma vestimenta.

É lamentável a quantidade de besteiras que se ouve e lê a esse respeito. Chegam ao cúmulo de acharem-se capazes de julgar e orientar a ação de comando de um General com as virtudes, a liderança e a estrutura moral e profissional do Gen Villas Bôas.


Gen Bda Paulo Chagas

domingo, 23 de abril de 2017

Requião não engana a ANA AMÉLIA nem ao POVO brasileiro



Segundo nota da Procuradoria-Geral da República, o novo texto apresentado pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) para o projeto que modifica a lei dos crimes de abuso de autoridade pode intimidar ações da Lava Jato.

LULA, JUCÁ, RENAN, REQUIÃO A LEI DE ABUSO DE AUTORIDADE


Confira quem são os maiores defensores da Lei do Abuso de Autoridade. Diga NÃO! Fale com seu senador.
VOCÊ tem o PODER de IMPEDIR a aprovação da lei que irá DESTRUIR todas as investigações que tem os poderosos como alvo. LUTE por seu País. Pense no Brasil de HOJE e de AMANHÃ. 
Esta lei ficará para sempre! 
NÃO BASTA CURTIR, É PRECISO COMPARTILHAR PARA QUE SEUS AMIGOS TAMBÉM TOMEM CONHECIMENTO E POSSAM DIVULGAR ESSE VÍDEO

Restrição ao foro privilegiado já tem maioria no Supremo

A restrição ao foro privilegiado, que será votada pelo STF em maio, terá o apoio de Cármen Lúcia, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Marco Aurélio Mello e Rosa Weber.



Será aprovada, portanto. Além desses seis votos, considerados certos pelos ministros, a mudança também poderá ter o apoio de Celso de Mello e de Alexandre de Moraes.

Relator da ação a ser julgada, Barroso proporá que o foro privilegiado seja aplicado apenas a autoridades que cometeram crimes durante o mandato, relativos ao cargo.

Assim, um deputado só seria processado no STF se o crime tiver a ver com o mandato.

A mudança terá grande impacto. Segundo a FGV, com a restrição, só sobrariam hoje no STF 5,71% das ações penais.


Thiago Lacerda: "Projeto de lei de abuso de autoridade é muito perigoso"


UM RECADO DE SÉRGIO MORO PARA VOCÊ


SE VOCÊ CONCORDA, COMPARTILHE COM OS SEUS CONTATOS.

"A IMPORTÂNCIA DA LAVA JATO"


O Procurador da República, Deltan Dallagnol, da Força Tarefa da Lava-Jato, compartilhou e estamos copiando aqui a Análise de José Padilha, colunista de O Globo, sobre o Mecanismo de Exploração da Sociedade Brasileira (aquilo que todos nós já sabemos mas que agora está bem melhor explicado).

"A IMPORTÂNCIA DA LAVA JATO"
Vinte e sete enunciados sobre a oportunidade de desmontar o mecanismo de exploração da sociedade brasileira

01) Na base do sistema político brasileiro, opera um mecanismo de exploração da sociedade por quadrilhas formadas por fornecedores do Estado e grandes partidos políticos. (Em meu último artigo, intitulado Desobediência Civil, descrevi como este mecanismo exploratório opera. Adiante, me refiro a ele apenas como “o mecanismo”.)

02) O mecanismo opera em todas as esferas do setor público: no Legislativo, no Executivo, no governo federal, nos estados e nos municípios.

03) No Executivo, ele opera via superfaturamento de obras e de serviços prestados ao estado e às empresas estatais.

04) No Legislativo, ele opera via a formulação de legislações que dão vantagens indevidas a grupos empresariais dispostos a pagar por elas.

05) O mecanismo existe à revelia da ideologia.

06) O mecanismo viabilizou a eleição de todos os governos brasileiros desde a retomada das eleições diretas, sejam eles de esquerda ou de direita.

07) Foi o mecanismo quem manipulou as massas para eleger: o PMDB, o DEM, o PSDB e o PT. Foi o mecanismo quem elegeu José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer.

08) No sistema político brasileiro, a ideologia está limitada pelo mecanismo: ela pode balizar políticas públicas, mas somente quando estas políticas não interferem com o funcionamento do mecanismo.

09) O mecanismo opera uma seleção: políticos que não aderem a ele têm poucos recursos para fazer campanhas eleitorais e raramente são eleitos ou re-eleitos.

10) A seleção operada pelo mecanismo é ética e moral: políticos que têm valores incompatíveis com a corrupção tendem a ser eliminados do sistema político brasileiro pelo mecanismo.

11) O mecanismo impõe uma barreira para a entrada de pessoas inteligentes e honestas na política nacional, posto que as pessoas inteligentes entendem como ele funciona e as pessoas honestas não o aceitam.

12) A grande maioria dos políticos brasileiros tem baixos padrões morais e éticos. (Não se sabe se isto decorre do mecanismo, ou se o mecanismo decorre disto. Sabe-se, todavia, que na vigência do mecanismo este sempre será o caso.)

13) A administração pública brasileira se constitui a partir de acordos relativos a repartição dos recursos desviados pelo mecanismo.

14) Um político que chega ao poder pode fazer mudanças administrativas no país, mas somente quando estas mudanças não colocam em xeque o funcionamento do mecanismo.

15) Um político honesto que porventura chegue ao poder e tente fazer mudanças administrativas e legais que vão contra o mecanismo terá contra ele a maioria dos membros da sua classe.

16) A eficiência e a transparência estão em contradição com o mecanismo.

17) Resulta daí que na vigência do mecanismo o Estado brasileiro jamais poderá ser eficiente no controle dos gastos públicos.

18) As políticas econômicas e as práticas administrativas que levam ao crescimento econômico sustentável são, portanto, incompatíveis com o mecanismo, que tende a gerar um estado cronicamente deficitário.

19) Embora o mecanismo não possa conviver com um Estado eficiente, ele também não pode deixar o Estado falir. Se o Estado falir o mecanismo morre.

20) A combinação destes dois fatores faz com que a economia brasileira tenha períodos de crescimento baixos, seguidos de crise fiscal, seguidos de ajustes que visam conter os gastos públicos, seguidos de novos períodos de crescimento baixo, seguidos de nova crise fiscal...

21) Como as leis são feitas por congressistas corruptos, e os magistrados das cortes superiores são indicados por políticos eleitos pelo mecanismo, é natural que tanto a lei quanto os magistrados das instâncias superiores tendam a ser lenientes com a corrupção. (Pense no foro privilegiado. Pense no fato de que apesar de mais de 500 parlamentares terem sido investigados pelo STF desde 1998, a primeira condenação só tenha ocorrido em 2010.)

22) A operação Lava-Jato só foi possível por causa de uma conjunção improvável de fatores: um governo extremamente incompetente e fragilizado diante da derrocada econômica que causou, uma bobeada do parlamento que não percebeu que a legislação que operacionalizou a delação premiada era incompatível com o mecanismo, e o fato de que uma investigação potencialmente explosiva caiu nas mãos de uma equipe de investigadores, procuradores e de juízes, rígida, competente e com bastante sorte.

23) Não é certo que a Lava-Jato vai promover o desmonte do mecanismo. As forças politicas e jurídicas contrárias são significativas.

24) O Brasil atual está sendo administrado por um grupo de políticos especializados em operar o mecanismo, e que quer mantê-lo funcionando.

25) O desmonte definitivo do mecanismo é mais importante para o Brasil do que a estabilidade econômica de curto prazo.

26) Sem forte mobilização popular, é improvável que a Lava-Jato promova o desmonte do mecanismo.

27) Se o desmonte do mecanismo não decorrer da Lava-Jato, os políticos vão alterar a lei, e o Brasil terá que conviver com o mecanismo por um longo tempo."

Depois desta leitura se você se sentir impotente, ACREDITE que VC pode fazer história. Continue lutando da maneira possível. 

REPASSE: é uma forma de luta. E não tenha medo de ir para as ruas, seus filhos terão orgulho de você. 
O Brasil é o nosso país !

Repassem por favor!

LÉO PINHEIRO CONTRA-ATACA E APRESENTA DOCUMENTOS PARA PROVAR ACUSAÇÕES CONTRA LULA

Para comprovar as acusações que fez nesta quinta-feira ao juiz Sérgio Moro contra o ex-presidente Lula, o empresário Léo Pinheiro vai utilizar um conjunto de documentos para mostrar que falou a verdade. 
Com cartas na manga, o empresário tem em mãos informações que incluem agenda de encontros pessoais entre os dois no primeiro ano de investigação da Lava-Jato, além de centenas de telefonemas e contatos relacionados às tratativas em torno do tríplex do Guarujá, o qual, segundo o empresário, estava reservado à família Lula desde que a OAS assumiu as obras do Edifício Solaris, em 2009.

Há ainda informações sobre as viagens que Léo Pinheiro fez ao Guarujá para encontros com Lula e dona Marisa, que devem ser corroboradas com os roteiros de viagens ao litoral paulista feitos por veículos registrados em nome do Instituto Lula. Os contatos por e-mail feitos para reformas no apartamento, que foi personalizado, e a compra de mobiliário e eletrodomésticos, já tinham sido revelados pela força-tarefa no início das investigações.

Parte dos novos documentos foi anexada à ação relacionada ao tríplex dez dias atrás. Inicialmente, o foco de Léo Pinheiro será no detalhamento das agendas, encaminhadas por e-mail, onde são registrados encontros pessoais com o ex-presidente Lula durante o primeiro ano da operação, deflagrada em março de 2014. Entre junho e novembro daquele ano, o empresário esteve cinco vezes em encontros com Lula até ser preso pela Polícia Federal. A última reunião entre os dois ocorreu em 10 de novembro de 2014, quatro dias antes de ser desencadeada a 7ª fase da Lava-Jato — a primeira grande ofensiva contra as empreiteiras acusadas de participar do cartel da Petrobras.

Há ainda informações sobre as viagens que Léo Pinheiro fez ao Guarujá para encontros com Lula e dona Marisa, que devem ser corroboradas com os roteiros de viagens ao litoral paulista feitos por veículos registrados em nome do Instituto Lula. Os contatos por e-mail feitos para reformas no apartamento, que foi personalizado, e a compra de mobiliário e eletrodomésticos, já tinham sido revelados pela força-tarefa no início das investigações.

Parte dos novos documentos foi anexada à ação relacionada ao tríplex dez dias atrás. Inicialmente, o foco de Léo Pinheiro será no detalhamento das agendas, encaminhadas por e-mail, onde são registrados encontros pessoais com o ex-presidente Lula durante o primeiro ano da operação, deflagrada em março de 2014. Entre junho e novembro daquele ano, o empresário esteve cinco vezes em encontros com Lula até ser preso pela Polícia Federal. A última reunião entre os dois ocorreu em 10 de novembro de 2014, quatro dias antes de ser desencadeada a 7ª fase da Lava-Jato — a primeira grande ofensiva contra as empreiteiras acusadas de participar do cartel da Petrobras.

Léo Pinheiro declarou que, em janeiro de 2014, foi procurado por Lula porque o ex-presidente queria fazer uma visita ao apartamento junto com a mulher. De acordo com o ex-presidente da OAS, a reforma foi aprovada pelo casal e já estava adiantada. Em uma segunda visita ao imóvel, dona Marisa pediu que as obras ficassem prontas antes do fim do ano.

— Dona Marisa me fez um pedido. Disse: “Nós gostaríamos de passar as festas de fim de ano aqui no apartamento. Teria condições de estar pronto?”. Eu disse: “Olha, pode ficar certa que, antes disso, nós vamos entregar tudo pronto” — declarou o empresário no depoimento.

Preso duas vezes na Lava-Jato, a última em setembro de 2016 até hoje, o empresário vinha optando pelo silêncio, numa espécie de pacto de preservação a Lula. Seguiria a mesma estratégia da Odebrecht até o momento em que os executivos de outras empresas quebraram o silêncio.

O advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins, contestou os documentos em nota: “Desde quando um e-mail de agenda prova a ocorrência de um encontro e, sobretudo, o que poderia ter sido discutido no suposto encontro? Léo Pinheiro não tem nenhuma prova contra Lula, porque ele não cometeu qualquer ato ilícito. Ele (o empresário) tem uma versão negociada para agradar os procuradores para ter a sua delação premiada — negociada desde 2016 — finalmente aceita, para que possa deixar a prisão ou obter benefícios”.

'Tiradentes deveria se perguntar se realmente valeu a pena morrer pelo Brasil', diz Levy Fidelix

Levy Fidelix, presidente nacional do PRTB, lamentou a profusão de revelações de corrupção na política brasileira. Segundo Levy Fidelix, "o país está perplexo; a população atônita e decepcionada busca uma explicação plausível que justifique o nível de sua própria incredulidade, tantas são as notícias e revelações promovidas contra dezenas e centenas de líderes empresariais, políticos e agentes públicos envolvidos na operação Lava Jato e as delações a ela pertinentes". 

Para Levy Fidelix, A "estamos assistindo o ocaso e o desmonte de uma grande farsa comuno esquerdo eleitoral que se deixava irrigar por bilhões e bilhões de dinheiro espúrio, em detrimento da sociedade contribuinte e do povo em geral". 

O presidente do PRTB lamentou ainda o papel da imprensa aliada ao projeto petista: "parcela considerável dos meios de comunicação no Brasil, aliada a institutos de pesquisas e meios intelectuais e acadêmicos vem contribuindo, nestes últimos trinta anos, para a grande expansão de ideologias pouco afetas às nossas tradições e nossas cores pátrias, elegendo milhares de indivíduos despreparados e corruptos Brasil afora".

Diante da situação, Levy Fidelix questionou: "Tiradentes, nosso herói da independência, se hoje vivo, deveria se perguntar se realmente valeu a pena morrer pelo Brasil". 

'O Brasil vive uma crise moral gravíssima e tem seu futuro ameaçado pelos incontáveis escândalos de corrupção', afirma General Villas Bôas



O comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, aproveitou a ordem do dia da cerimônia de comemoração do Dia do Exército para fazer um discurso cheio de recados políticos onde fala de "incontáveis escândalos de corrupção", "aguda crise moral", "ausência de disciplina social" e avisou que "não há atalhos fora da Constituição".

— Apesar dos esforços dos governos, o colapso da segurança pública nos cobra dezenas de milhares de vidas por ano; a aguda crise moral, expressa em incontáveis escândalos de corrupção, nos compromete o futuro; a ineficiência nos retarda o crescimento; a ausência, em cada um de nós, brasileiros, de um mínimo de disciplina social, indispensável à convivência civilizada; e uma irresponsável aversão ao exercício da autoridade oferecem campo fértil ao comportamento transgressor e à intolerância desagregadora.

O general ponderou ainda que este momento "tão grave não pode servir a disputas paralisantes".

— Pelo contrário, ele exige do povo e de suas lideranças, a união de propósitos que nos catalise o esforço de regeneração, para restabelecer a esperança e a confiança que nos permita identificar nossos objetivos comuns e reconstruir, a partir daí, o sentido de projeto de Nação que nos legaram os heróis de Guararapes.

De acordo com Eduardo Villas Boas, "não há atalhos fora da Constituição".

— O caminho a ser seguido requer a sinergia de todos.

ALERTA DO PADRE ZEZINHO PARA O BRASIL


POUCOS se importam verdadeiramente com o BRASIL. 
A hora é de deixar a sua "igrejinha", o seu "grupinho" e cuidar dos interesses de NOSSO País, de nosso povo.

Ouça este apelo pela CIDADANIA.