quarta-feira, 19 de julho de 2017

Juiz Moro pede o sequestro do apartamento de Lula e mais 10 milhões

Sergio Moro, juiz federal responsável pela Operação Lava Jato em primeira instância, pediu o sequestro dos bens e o bloqueio de contas bancárias do ex-presidente Lula da Silva (PT).
Entre os bens sequestrados a pedido do Juiz Moro estão três apartamentos em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, sendo um deles a residência do ex-presidente. Os três imóveis constam da declaração de bens entregue em 2002 e em 2006 pelo ex-presidente quando candidato à Presidência da República. O pedido do juiz também abrange um terreno na mesma cidade e dois automóveis.
O juiz também ordenou o bloqueio de R$ 606.727,12 depositados em quatro contas bancárias do ex-presidente. O bloqueio foi efetuado pelo Banco Central. Moro estabeleceu o limite de R$ 10 milhões caso outros valores sejam encontrados em outras contas ou ações de Lula. Lula foi intimado sobre as determinações de Moro e usou o próprio documento de intimação para informar, por escrito, que vai apelar da decisão: “Pretendo recorrer”.

Testemunhas de filho de Lula não aparecem para depor

Os ex-ministros Guido Mantega (Fazenda), Luís Inácio Adams (Advocacia Geral da União) e Miriam Belchior (Planejamento) eram esperados para depor na manhã desta terça-feira (18) à Justiça Federal de Brasília, mas não foram localizados para serem notificados e tiveram seus depoimentos adiados para agosto.

Os três ministros do governo Dilma Rousseff foram chamados como testemunhas de defesa do empresário Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula e o filho são reús neste processo da Zelotes, ao lado de dois empresários, acusados de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Os três ministros iriam ser ouvidos no processo em que o ex-presidente da República e o filho dele são acusados de tráfico de influência na operação de compra de caças suecos entre 2013 e 2014. Também é alvo de investigação a medida provisória que prorrogou incentivos fiscais para montadoras de veículos.

Eles fazem parte da lista de cerca de 80 testemunhas apresentadas pela defesa de Lula e Luís Cláudio.

Medida provisória

Como os três ex-ministros não compareceram à Justiça Federal para depor, apenas dois consultores da Câmara foram ouvidos na audiência desta terça. Eles analisaram a medida provisória de 2013, editada no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, que prorrogou benefícios fiscais para montadoras do Norte, Nordeste e Centro Oeste.

Segundo o MPF, a medida foi apresentada pelo governo mediante tráfico de influência de lobistas, que receberam dinheiro das montadoras MMC e Caoa, repassando parte dos recursos para empresas de Luís Cláudio, caçula de Lula.

Nos depoimentos, Luciola Calderari da Silveira e Paios e Adilson Nunes de Lima disseram que as mudanças e pareceres da medida provisória na Câmara ficaram concentradas no ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que, à época, era o relator da proposta.

“O relator era Eduardo Cunha. A gente [consultoria legislativa] se colocou à disposição, mas ele dispensou. Preferiu contratar escritório particular, que prestou assessoria e se encarregaram de fazer todo o parecer. O texto final foi feito todo fora da Câmara, através de consultoria particular. A gente ficou meio alheio. A gente fez só a nota descritiva”, contou Adilson Lima.

Entenda o caso

A denúncia relacionada à Operação Zelotes foi apresentada em dezembro do ano passado. Segundo o MPF, os crimes foram praticados no governo Dilma, entre 2013 e 2015. Neste período, de acordo com os procuradores da República, Lula teria participado de um esquema para auxiliar empresas a terem acesso ao governo federal.

O Ministério Público Federal afirma na denúncia que, durante as investigações, não foram encontrados indícios de que Dilma tivesse conhecimento do suposto esquema criminoso.

Em troca de acesso ao governo, apontam os investigadores, os empresários Mauro Marcondes e Cristina Mautoni teriam repassado cerca de R$ 2,5 milhões a Luís Cláudio Lula da Silva.

Relatório da Polícia Federal indica que não houve prestação de serviço pela empresa do filho do ex-presidente. Os peritos também ressaltaram que o material produzido pela empresa era cópia de material disponível na internet.

Na documentação enviada ao juiz responsável pelo caso na primeira instância, o Ministério Público Federal descreveu como teria sido a atuação de cada um dos quatro investigados no esquema.

Conforme a denúncia, Mauro Marcondes "comandou" a organização criminosa fazendo a ligação entre as empresas beneficiadas e a família de Lula.

Já Cristina Mautoni – mulher e sócia de Marcondes – teria participado "ativamente" das contratações e do "fluxo de informações" com as empresas e com Luís Cláudio.

O MPF argumenta ainda que coube a Lula o tráfico de influência com o governo de Dilma, afilhada política do petista.


Já Luís Cláudio, filho de Lula,  indicaram os investigadores, forneceu dados de uma das suas empresas a fim de receber o dinheiro a título de apoio do ex-presidente, mediante um contrato de fachada.


'Coisa bem pior já foi dita das tribunas do Congresso', diz Juíza ao negar ação contra Danilo Gentili

Luciana Tolentino de Moura, juíza federal da 7ª Vara Cível do Distrito Federal, negou concessão de uma liminar pedida pela Câmara dos Deputados para determinar a retirada de um vídeo do humorista e apresentador Danilo Gentili do ar.

No entendimento da juíza, a Câmara busca na Justiça “medida nitidamente de caráter repressor, censor, própria das ditaduras”.

Essa polêmica de Gentili com os políticos começou em março, quando divulgou gravação na qual aparece rasgando uma notificação da Câmara com reclamações da deputada Maria do Rosário (PT-RS) sobre suas postagens no Twitter. 

Ao receber o documento, o artista rasgou as folhas e colocou dentro de sua calça, esfregando nas partes íntimas. 

Na sequência, colocou os pedaços dentro do envelope e retornou a correspondência à deputada, pelos correios. O vídeo teve 16 milhões de visualizações e mais de 400 mil compartilhamentos.

Na Justiça, a Câmara argumentou que Gentili proferiu ofensas contra a instituição, em tom absolutamente jocoso e fazendo gesto obsceno e que, ao rasgar o documento e utilizar-se de termos pejorativos à honra e à imagem dos parlamentares em geral e da Casa, sendo que ele ainda atingiu com suas palavras e atos obscenos a honra e a imagem de toda a instituição. Ainda de acordo com a Câmara, as diversas manifestações dos internautas, apoiando a conduta do demandado, comprovam o efetivo dano moral sofrido.

A magistrada avaliou que o fato de alguém rasgar uma notificação recebida não tem qualquer relevância jurídica, uma vez que não tem tipificação penal, tampouco pode ser interpretado como ofensa.

“Muitas vezes é apenas a maneira que o notificado encontrou, naquele momento de surpresa e exaltação, de manifestar sua discordância”, escreveu.

E ainda completou: o litigado [Gentili] disse algumas palavras que representam, em certa medida, o pensamento e o anseio de milhões de brasileiros. 

E são absolutamente verdadeiras tais afirmações, a saber: que são os cidadãos que pagam o salário dos ilustres parlamentares; que estes não podem mandar calar àqueles; que o brasileiro “nunca admita, nunca aceite que qualquer deputado, senador, prefeito ou governador diga se você pode ou não falar alguma coisa”; que todos esses exercentes de cargo público “são funcionários” públicos a serviço do povo e que não é o povo que está a serviço deles”.

“As palavras e gestos veiculados pelo apresentador, pessoa de grande visibilidade nas mídias sócias e televisão, ainda que deselegantes, não trazem, a bem da verdade, qualquer ofensa à autora que não aquelas que, infelizmente, aparecem vez que outra no embate político entre representante e representados. 

Acredito que coisa bem pior, diria até mesmo mais vulgar, já foi dita – e transmitida ao vivo -, das tribunas do Congresso Nacional, chegando-se inclusive a tristes cenas de agressões pessoais (verbais e físicas), como aquela do cuspe por ocasião da votação do impeachment da Presidente Dilma, dentre tantas outras cenas lamentáveis”, disparou a juíza.

A juíza afirmou que, “ainda que se reconheça excessos nessa parte, além de gestos moralmente reprováveis, mas não obscenos, a questiúncula trazida a juízo é por demais insignificante para justificar a retirada do vídeo da rede mundial de computadores. “

“Busca-se, na verdade, medida nitidamente de caráter repressor, censor, própria das ditaduras. Por isso, é bom que se diga, o Poder Judiciário não se presta a tal mister, de censurar a indignação manifestada por cidadão, ainda que se discorde do teor de algumas palavras e gestos. 

Entretanto, nessa atitude do réu não vejo nenhum motivo razoável para censurar-lhe seu direito à livre manifestação de indignação com os políticos que nos representam. Isso é próprio das democracias, mas fortemente reprimido nas ditaduras.”


Gleisi Hoffmann comemora filiações ao PT, mas omite que o número de desfiliações é maior

O PT tem comemorado, nas suas redes sociais, o crescimento no número de filiações ao partido desde a condenação de Lula pelo juiz Sergio Moro na semana passada. 
A legenda diz que foram 3.127. “Quanto mais bate a massa, mais o bolo cresce”, afirmou a presidente da legenda, a senadora Gleisi .
Entretanto, o número comemorado é inferior ao que a sigla perdeu no primeiro semestre deste ano: 3.465.

REGIME DEMOCRÁTICO MILITAR



A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça.

'Em matéria de safadeza, esta foi a maior de que já tomei conhecimento na vida', diz jornalista sobre o criador da 'Emenda Lula'

Em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, o jornalista José Nêumanne Pinto não economizou nas palavras para descrever a proposta do petista Vicente Cândido, relator da reforma política,  na chamada "Emenda Lula": "Em matéria de safadeza, esta foi a maior de que já tomei conhecimento na vida".
Leia abaixo o artigo completo:

O excelentíssimo senhor deputado federal Vicente Cândido (PT-SP) acaba de inventar uma nova modalidade no Direito Penal de todos os tempos, desde o Código de Hamurábi, e em todos os lugares: um tipo de crime que compensa. Com seu estilo moderado de finório, o “nobre”  (argh!) parlamentar propõe a “emenda Lula” para livrar seu amado chefinho, Luiz Inácio Lula da Silva, das agruras do cumprimento das penas às quais acaba de ser condenado pelo juiz federal Sergio Moro, da 13.ª Vara Federal Criminal de Curitiba (PR).

No sábado passado, a Coluna do Estadão, editada por Marcelo de Moraes e Andreza Matais, da Sucursal do Estado em Brasília, contou que, “sem alarde, o deputado Vicente Cândido (PT-SP) incluiu no seu relatório na Comissão de Reforma Política artigo que, se aprovado, vai impedir a partir da eleição de 2018 a prisão de candidatos até oito meses antes da eleição”, em benefício de Lula. Dá pra acreditar? Claro que dá. A notícia, destacada em manchete na primeira página do jornal, revelou que, sem defesa aceitável para enfrentar as provas enfileiradas contra ele, o condenado só encontra salvação em mudanças nas leis. E tais penas ainda poderão ser ampliadas em mais quatro processos penais, restando-lhe, assim, contar com sua bancada pessoal no Congresso para enganar os trouxas e mudar os cânones eleitorais existentes, nem que para isso tenha de pisar no Código Penal vigente. Não é mesmo de cabo de esquadra?
Essa reforma, conforme a coluna alertou, altera o artigo 236 do Código Eleitoral, que proíbe a prisão de candidatos a cargos eletivos 15 dias antes do pleito. É jocosa e justissimamente chamada de “emenda Lula”. Por um motivo simples: o pretenso candidato à sucessão presidencial foi condenado pelo juiz Sergio Moro a 9 anos e 6 meses de cadeia. Se o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4), de Porto Alegre (RS), mantiver a sentença, ele poderia beneficiar-se da nova regra eleitoral. Como, de resto, qualquer criminoso comum que conseguir uma legenda para se candidatar a qualquer posto por qualquer partido. E, se um poderoso traficante resolver comprar uma legenda  para candidatar-se?
Vicente Cândido admitiu aos colunistas que a nova regra beneficiaria Lula e foi pensada para “blindar” não só ele, mas políticos investigados: “Lula também, como qualquer outro. É nossa arma contra esse período de judicialização da política”, pontificou. O líder da bancada do PT na Câmara dos Deputados, Carlos Zarattini (SP), também apelou para essa “cândida” informação: a emenda beneficia o chefinho, mas não só ele.

Em matéria de safadeza, esta foi a maior de que já tomei conhecimento na vida. Lido com política desde a infância, pois meu pai foi candidato a vice-prefeito de Uiraúna (PB), berço de Luiza Erundina (PSOL-SP), quando eu tinha a idade que hoje tem meu neto mais velho: 14 anos. Ou seja, já lá se vão 52 anos. É mesmo difícil de acreditar, mas aqueles que se dizem nossos representantes perderam o juízo e o pudor de vez. Resta ver se os parlamentares dos outros partidos acompanharão o relator cínico nessa jornada em direção à total falta de vergonha. O Estado, que deu o furo, e os outros jornais já registraram a reação de vários parlamentares em completo desacordo. É o mínimo que deles se espera. Mas sabe-se lá o que ainda pode vir de notícia ruim do Congresso. Em meio século de jornalismo, o autor destas linhas já deveria ter-se habituado à malandragem que comanda os atos dos políticos. Mas parece que a capacidade deles de assustar é mais ampla do que o limite do espanto do cidadão mais experimentado em convívio com truques do gênero.

O relator da reforma política, que já andou propondo outros crimes contra a democracia, tais como a lista fechada e o Fundo Partidário bilionário para sustentar campanhas eleitorais que têm patrocinado a ampla farra da corrupção, trai até o sentido etimológico da palavra que define quem disputa um cargo político. Candidato vem de candidus – forma nominativa do termo que os romanos usavam para definir alvo e, por conseguinte, limpo, cândido. Opa, espera ainda, olha aí: o sobrenome do autor da proposta infame. Nunca ninguém foi tão pouco cândido quanto Vicente Cândido. O Dicionário Houaiss lembra que este proparoxítono, usado até como marca comercial de água sanitária, permite a sinonímia de ingênuo e tolo e a antinomia de devasso. Em inglês, a palavra candid, com a mesma raiz latina da nossa e da francesa candide, que dá nome ao personagem da sátira de Voltaire, é usada comumente no sentido de franco.
Talvez seja o caso de designar pelo antônimo o beneficiário da emenda criminosa de Cândido: seu amado chefinho Lula. É possível começar pelo pretexto usado pelo relator, que de ingênuo nada tem, para justificar seu criminoso intento: pôr fim à judicialização da política. A verdadeira intenção é a de permitir que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continue usando a única arma que lhe resta para escapar: refugiar-se na política para fugir da Justiça e, em consequência, da prisão. Ou seja, algo que pode ser definido como “politização da Justiça”.

O que o Cândido sem candura alguma propõe, além do mais, é manter intacto o mito do herói popular, que renega os fatos da biografia real. O dirigente sindical que vendia greves, denunciado por Emílio Odebrecht em delação premiada da qual o empreiteiro só se beneficiará se acompanhar a informação de provas, é venerado pelos acólitos Cândido e Zarattini como o redentor da proletariado espoliado. O dignitário da esquerda, que contestava ao mesmo tempo a herança de Vargas e a ignomínia da ditadura militar, era, na verdade, informante da polícia, que, segundo Romeu Tuma Jr., em Assassinato de Reputações – um Crime de Estado (Editora Topbooks, Rio de Janeiro, 2013), trabalhou, com o codinome Barba para o pai do autor, delegado Romeu Tuma, à época das greves dos metalúrgicos, pelas quais se notabilizou, quando o policial dirigia o Dops (polícia política) do Estado de São Paulo. Disso não há provas, diria a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), senadora Gleisi Hoffmann (PR), que acusou o juiz, que também proibiu seu líder máximo de ocupar cargos públicos por sete anos, de tê-lo feito para atender ao clamor popular. Ao fazê-lo, a parlamentar que comandou o ominoso assalto à Mesa do Senado, transformada em laje de churrascada, na votação da reforma trabalhista (aprovada por 50 votos a 26, um “capote”), reconheceu a verdadeira natureza da tragédia que se abate sobre o chefão e seus chefiados: o clamor popular contra.

O prestígio do dedo-duro que se fingia de líder grevista e do informante que fazia o jogo duplo como combatente é mantido intacto para os 30% de seus seguidores que as pesquisas identificam. Apesar de Odebrecht e Tuminha nunca terem sido sequer contestados, quanto mais processados… O número é insuficiente para elegê-lo numa disputa majoritária de dois turnos. Devotos como Frei Betto ainda alimentam a ilusão de que a condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pode aumentar sua aura de protetor dos oprimidos. Mas os altíssimos índices de rejeição, que variam, de acordo com o instituto, de 45% a 60%, foram confirmados tanto na derrota acachapante nas eleições municipais no ano passado quanto nos vexames passados no Congresso, nos fiascos do impeachment de Dilma e dos projetos apoiados por Eduardo Cunha e, também, por Temer, depois dos quais não restam à esquerda nem sobejos.
A pecha histórica de traíra e delator e a sentença de corrupto têm esvaziado as manifestações de solidariedade ao condenado. Cada vez menos gente cai no papo furado do descarado herói desmascarado. Mas seus aliados, na certa por saberem que não têm chance de sobreviver no bem-bom da política senão à sua sombra, continuam blefando para manter seu ídolo de barro intacto. A perspectiva de um malogro eleitoral em outubro de 2018, contudo, não os favorece, seja por ameaçar o foro privilegiado de que ainda gozam, seja por manter os menos convictos infensos às lorotas que podem comprometer as próprias campanhas.

Vexame de 'showmício' de apoio a Lula que esperava milhares de pessoas se espalha na web


O vídeo de um "showmício" se tornou um dos mais compartilhados na internet, pelas proporções diminutas do evento, que ocorreu em Fortaleza, no Ceará. 

O show, que teria mais de 40 atrações, para o qual eram esperadas mais de 30 mil pessoas, foi organizado em apoio ao ex-presidente Lula após sua condenação a 9 anos e meio de cadeia, atraiu apenas cerca de 200 pessoas. 

E O SOL COMEÇA A PARECER QUADRADO

"Por aí vão, na pluralidade de seus negócios, até que um Sérgio Moro apareça no caminho e o sol comece a parecer quadrado."
Leia o artigo completo:
Enquanto Lula, condenado, excitava sua militância em overdose de si mesmo, pus-me a pensar sobre os caminhos que o levaram do torno da Villares ao trono da República e, daí, ao escorregador moral cujo mais provável término parece ser a porta da penitenciária.
Creio que essa trajetória encontra importante pista na resposta à seguinte pergunta: qual o bem de maior valor concedido por qualquer vendedor no balcão da corrupção política? Não, não é o que ele materialmente entrega. Não é o contrato, a Medida Provisória, o financiamento privilegiado. 

O mais valioso é aquilo a que ele renuncia em si para fazer essa entrega. Todo ser humano sabe que sua liberdade deve estar orientada para o bem, para a verdade, para a conduta digna. Desde algum lugar, a consciência emite conhecidos sinais de recusa à mentira, ao vício, ao ato ilícito. 

A corrupção, portanto, envolve a venda disso, a venda da consciência em troca de algo. Nessa mercancia, o corrupto vai alienando sua integridade, sua dignidade, seu amor próprio. Nunca é um ato singular, a corrupção. 

Na política, a pluralidade de atos dessa natureza constrói e consolida muitas carreiras. Mais adiante, nas últimas cenas dessas tragédias humanas, possivelmente vão-se os amigos, a família e a própria liberdade.
É bom saber, portanto, que a corrupção não funciona como um precipício onde há uma única e decisiva queda, mas como um escorregador por onde o corrupto resvala pouco a pouco, vendendo sempre o mesmo bem de Fausto: sua consciência, sua alma.
O desconhecimento que temos ou a pequena importância que atribuímos aos primeiros movimentos nesse escorregador moral ajuda a corrupção a se disseminar nos níveis quase demográficos constatados em nosso país. 

Trata-se de algo semelhante ao observado em tantos vícios que criam dependência a partir das primeiras e pequenas doses. Faz lembrar, também, às enfermidades adquiridas por desinformação. Os indivíduos desconhecem o mal que aquilo lhes causará no tempo.
Rodrigo Loures, saindo furtivamente à calçada da pizzaria, escrutinando a rua e correndo para o carro com a mala que recebera de um emissário da JBS é imagem bem recente de tragédia clássica: o homem que se percebe como vilão, malgrado os aparatos do poder e o reconhecimento social. Não era ele o homem do homem?
Todo corrupto, porém, antes de ganhar triplex, sítio em Atibaia, conta corrente com alcunha na Odebrecht ou em nome de empresas offshore, "trust" na Suíça, mala de dinheiro, efetivou outras operações comerciais nas quais amordaçou a voz da consciência. E sempre a teve como mercadoria de troca. 

Para o político, a moeda com que a consciência é comprada pode ser sonante. Mas pode, também, ser voto na urna, emenda parlamentar, prestígio, poder, ou algumas dessas mordomias que a vida pública proporciona.
São muitas as formas da corrupção política e eu estou cada vez mais convencido de que a mentira (corrupção da verdade) é a primeiríssima em todas as piores biografias. 

As demais se vão encadeando por aí, umas às outras, sem que qualquer delas fique para trás, plasmando personalidades desprezíveis. 

O corrupto completo, o corrupto de aula de Direito Penal, cujas escorregadas acabam muito perto da porta da cadeia, fala como um falsário, corrompendo a lógica e a razão; distorce os fatos, corrompendo a história; difama adversários, jogando sobre eles seus próprios erros e lhes corrompendo a imagem. 

Por aí vão, na pluralidade de seus negócios, até que um Sérgio Moro apareça no caminho e o sol comece a parecer quadrado.

Percival Puggina, (72), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

terça-feira, 18 de julho de 2017

O capitalismo de estado chegou ao fim. Onde está o projeto liberal?

Vou falar com franqueza, a partir de um artigo publicado na segunda-feira, dia 10 de julho de 2017, na última página da Ilustrada/Folha de S. Paulo, espaço cativo de Luiz Felipe Pondé, o lúcido e brilhante Pondé, a quem respeito profundamente. Tudo que está ali é perfumaria. Estaríamos, segundo sua análise, na iminência de cairmos num tipo de populismo de direita ou de esquerda no nosso “2018 de Brumário”. Outros falam da queda de Temer, da conveniência ou não de que ele fique para aprovação das reformas, etc.. Não se tem abordado outra coisa no Brasil pós-Lava-jato que não seja superficialidade.
Tomo a tese do filósofo Pondé apenas en passant como ponto de partida e pode parecer soberba intelectual, mas não é. A Lava Jato desnudou de forma brutal o sistema adotado no Brasil há muitos anos. Expôs nossas vísceras com seus cânceres de modo a não deixar um só resquício de dúvida. O capitalismo de Estado, com sua forma macunaímica de driblar o futuro com inúmeros jeitinhos chegou ao fim. A promiscuidade entre governos e empresariado é o que, com mais riqueza de detalhes, veio à tona na miríade de denúncias das operações lavajatianas e tratou-se disso como se fossem apenas novas ocorrências político-policiais.
Mas, vejam: isso é gravíssimo! Isso vem de longe! É o que vem inviabilizando o país. Se não debatermos o problema do capitalismo de Estado agora, já, com seriedade, o momento vai passar. Recentemente, Rodrigo Constantino abordou, em um de seus sempre oportunos artigos, a questão de George Soros e da Fundação Ford financiarem projetos de esquerda. E concluiu em sua análise que, o objetivo final dessas aparentemente bizarras operações é desfrutar do capitalismo de Estado de alguma forma. Esse é o cancro. Porque o capitalismo só pode de duas formas: saudável, quando se desenvolve com base na livre iniciativa e seus mercados, ou geneticamente doentio, quando tem em suas raízes o desenvolvimento via condução do Estado. Não há terceira via. Não há terceira margem do rio. Ou há geração de riquezas com empregos e oportunidades para todos, ou a ilusão dos direitos sociais garantidos – até acabar o dinheiro e surgir o desemprego e o desalento.
Não adianta mais falar em “tetas”
Lembro-me de quando, ao ler O Anjo Pornográfico, a monumental biografia de Nelson Rodrigues realizada por Ruy Castro, chamou-me a atenção a amizade de Mário Filho, irmão do genial teatrólogo, com o presidente Getúlio Vargas. Quando seguiam juntos para o estádio de futebol, nas tribunas, não era Mário quem se sentia orgulhoso de estar ao lado da autoridade máxima do país, mas sim Getúlio que se gabava de gozar da companhia do mais afamado empreendedor do Rio de Janeiro daqueles anos 1940/1950. Mário Filho entrava no gabinete de Getúlio como se estivesse em seu próprio escritório.
Poderia ter mantido uma relação promíscua, mas parece que não o fez. Na construção do Maracanã, estádio que levou o seu nome, poderia ter atuado de forma a encarecer a obra 10 ou 20 vezes, mas parece que não o fez. Pelo menos Ruy Castro não menciona nada nem nunca li nada a respeito. Mas será que não poderia? Claro que era possível, pois o empreendimento era do Estado e ele tinha acesso a tudo no governo. Esse é o problema.
Essa é a questão. Se não houvesse Petrobrás, Eletrobras, BNDES, etc.. será que haveria Lava-jato? Só que, apesar de tudo isso, o país continua debatendo nomes, tipos de populismos, tipos de democracias, mais à direita ou mais à esquerda.  Mas o país está mortalmente falido. O capitalismo de Estado esgotou suas possibilidades de empurrar o futuro sombrio com a barriga.
A coisa é mesmo muito grave! É muito séria! Aquilo que começou lá com D. João VI e as sesmarias não tem mais como continuar simplesmente porque o mundo mudou a favor do capitalismo liberal. Mas os liberais continuam falando das flores.
Com a globalização tecnológica do capital internacional, não há mais espaço para os buracos negros da inflação e da corrupção. Ou seja, tudo o que brota principalmente do capitalismo de Estado. Em qualquer lugar do mundo. Acabou! Precisamos gerar riquezas em todos os rincões do planeta. É disso que se trata.
“O respeito ao criador da riqueza é o começo do fim da pobreza.” ( Roberto Campos). 
Claudir Franciatto, jornalista e escritor. Autor de 11 livros, entre eles obras sobre o Liberalismo, tais como “A Façanha da Liberdade” e “O Desafio da Liberdade”.

Os dramas que rondam Lula: separação conjugal, conflito entre herdeiros e condenação penal

Se a expressão popular ‘aqui se faz, aqui se paga’ tem algum fundo de verdade, o ex-presidente Lula da Silva está vivenciando-a em sua plenitude.

Lula, sem qualquer dúvida, vive o momento mais problemático e conflituoso de sua vida.

A boca pequena, nas rodas petistas mais graduadas, todos sabem e comentam que Lula não está bem e tem sofrido muito.

O ex-presidente nunca foi tão exigido quanto agora e o tormento da possibilidade de uma prisão tem lhe provocado um enorme desgaste físico e emocional.

São inúmeros compromissos diários, idas a órgãos do Poder Judiciário, audiências judiciais, eventos com a militância e intermináveis conflitos familiares,  reuniões constantes com advogados, que lhe tem tomado tempo e trazido enormes e profundas preocupações. 

É o que pior poderia acontecer neste momento, divergências entre filhos e entre filho e nora.

O filho Fábio Luís, o Lulinha, e a nora Renata estão vivendo de mera aparência. Os bens adquiridos na era PT impedem a separação.

Renata não suporta mais o marido e a recíproca parece ser verdadeira, mas o momento é absolutamente inapropriado para uma discussão sobre uma eventual divisão de bens, ou uma compensação pelo tempo que ela viveu em união estável com o marido.

Por outro lado, os bens deixados por Marisa Letícia tem colocado em pé de guerra Marcos Cláudio, que é enteado de Lula, contra Lulinha, Luís Claudio e Sandro. No inventário foi dado 60 dias de prazo para que os quatro herdeiros cheguem num acordo.

Em meio a tudo isto, a condenação de Lula pelo juiz Sérgio Moro, por mais que fosse esperada, foi um golpe extremamente dolorido.

Lula não é bobo, continua entoando um discurso de inocência, mas sabe da difícil situação jurídica em que se encontra.

A luta agora é tentar evitar a confirmação da condenação em 2ª instância, o que poderia representar inelegibilidade e cadeia.

Entretanto, o tempo parece conspirar contra o petista. No mês que vem o seu processo chega a Porto Alegre e sua idade avançada será fundamental para colocá-lo na frente da fila.

Há quem diga que a decisão sai ainda este ano.
Vamos aguardar.


“Eu fui melhor que Getúlio e se eleito serei melhor que Deus” diz Lula

Para o ex-presidente Lula o céu tem que ser aqui na Terra dando oportunidades melhores para os trabalhadores.
Lula da Silva disse durante um discurso que é bobagem acreditar que o pobre só vai ganhar os céus depois da morte.
…Ao se expressar desta maneira ironiza a passagem escrita em Lucas 18.25 que diz ”Porque é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”, e diz “Eu fui melhor que Getúlio e se eleito serei melhor que Deus”.
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Presidente da comissão da reforma política quer aprofundar a “Emenda Lula”

O presidente da comissão da reforma política na Câmara, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão de Geddel Vieira Lima, pretende aprofundar o debate sobre a “Emenda Lula”, como ficou conhecida a nova redação do artigo 236 que, se aprovada, impedirá a prisão de candidatos até oito meses antes da eleição. 
Atualmente, o Código Eleitoral assegura que eleitores não sejam presos quinze dias antes das eleições, exceto em flagrante.
Na prática, a medida impediria que o ex-presidente Lula da Silva (PT) fosse preso caso a condenação a nove anos e seis meses de prisão venha a ser mantida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) dentro deste novo prazo. Lúcio Vieira Lima afirmou que não pode interferir no relatório do deputado Vicente Cândido (PT-SP), mas diz que não vai colocá-lo em votação antes de ampla discussão.
“Não pautarei o relatório antes de toda a polêmica ser debatida”, disse o peemedebista. 
Apesar da controvérsia, o relator Vicente Cândido afirmou que não vai retirar o artigo do parecer, que deve começar a ser votado em 3 de agosto.
Para o deputado Rubens Bueno (PPS-PR), a proposta é uma “desmoralização”. Ele disse acreditar que a medida não passará no plenário. “Vamos tentar dissuadi-lo. Se o relator não fizer a mudança, vamos derrubar.”


Lula na iminência de cometer mais um crime

Incorrigível e mesmo condenado ainda se julgando acima da lei, Lula deve retomar com mais intensidade sua trajetória de crimes no próximo dia 16 de agosto.

Após inúmeras afrontas disparadas contra o Judiciário e o Ministério Público, o ex-presidente Lula se prepara para iniciar uma campanha política fora de época, uma flagrante ilegalidade com a finalidade especifica de constranger à Justiça.

Lula da Silva pretende durante 20 dias percorrer o nordeste, justamente as regiões mais pobres, fazendo reuniões ,comícios e palestras.

Lula fará campanha política, inadmissível e ilegal, há um ano antes do início do período eleitoral.

A atitude demonstra claramente que o petista perdeu o respeito pelas instituições e imagina que conseguindo um eventual apelo popular em seu favor, estará livre da punição pelos crimes cometidos.

Noutras palavras, Lula quer se livrar de seus crimes, cometendo mais um crime.

Um acinte que merece ser repelido com absoluto rigor.

Otto Dantas
Jornal da Cidade Online

“Existe um mundo de corrupção para ser investigado”, declara Deltan Dallagnol

Em uma entrevista ao Estadão, o procurador Deltan Dallagnol falou dos ataques à operação Lava Jato, da carga de trabalho por vir, sobre a necessidade do fim do foro privilegiado e da necessidade de apoio popular para que o escândalo na Petrobrás não siga o mesmo destino da Operações Mãos Limpas, na Itália. 
Deltan disse ainda que o há muito ainda o que se investigar. Leia a seguir a entrevista:
Estado: A Lava Jato em Curitiba acabou ou caminha para o fim?
Deltan Dallagnol: Existe um mundo de corrupção para ser investigado. Puxam-se penas e não vêm apenas galinhas, mas granjas inteiras. O número de fases da operação diminuiu em 2017, mas isso não decorre da falta de matéria-prima ou de linhas de investigação e sim de outros fatores, como da falta de mão de obra na Polícia Federal. Além disso, muitas frentes de investigação esbarraram no foro privilegiado e hoje uma parte da energia de nossa equipe é investida em semear outras investigações país afora. Quando se faz um acordo de colaboração como o da Odebrecht, são investidos meses de trabalho que permitem revelar milhares de crimes, mas apenas uma parcela disso fica em Curitiba.
Estado: Há muito o que se investigar no escândalo Petrobrás?
Deltan: Há centenas de pessoas sob investigação e novas linhas de trabalho não param de surgir. Há áreas da Petrobrás em que a apuração ainda está amadurecendo, como a de comunicação e a de serviços terceirizados. A equipe suíça está em pleno vapor e investiga mais de mil contas e menos de metade desse material foi encaminhado ao Brasil. O crescimento dos pedidos de cooperação internacional da Lava Jato de 183, em março, para 279, hoje, mostra a intensificação do intercâmbio para a produção de provas. Há todos os desmembramentos da Odebrecht que ficaram em Curitiba – só aí perto de 50 investigações. Inúmeras ações cíveis contra a corrupção estão pendentes, inclusive contra partidos políticos. Bancos poderão ser chamados a responder por prejuízos decorrentes de falhas dos sistemas de compliance, no Brasil e no exterior. Há casos pendentes envolvendo diversas empreiteiras, Belo Monte, Pasadena… Enfim, ninguém aqui pode reclamar de falta de trabalho.
Estado: O fim de um grupo específico da Lava Jato na PF prejudica as apurações?
Deltan: No governo atual, enquanto a força-tarefa de procuradores cresceu, a Lava Jato na Polícia Federal foi sufocada. Basta ver que só uma das últimas 6 fases da Lava Jato partiu da polícia. O número de delegados foi reduzido para menos de metade e isso fez com que o núcleo de trabalho que se dedicava exclusivamente à investigação fosse dissolvido. 
A dissolução acaba com a especialização do conhecimento, o que prejudicará a eficiência e os resultados. Além disso, impede o controle social sobre o quanto a equipe está ou não estruturada e se está investindo para que as apurações avancem.
Veja-se que, recentemente, num período de dez dias, a Lava Jato recuperou quase R$ 1 bilhão, quando a regra é que investigações no Brasil não recuperem nenhum centavo. Se queremos que corruptos respondam pelos crimes e o dinheiro volte pra sociedade, é preciso manter os esforços de investigação.
A polícia se comprometeu a reestruturar o grupo de trabalho exclusivo, mas isso depende de receber mais delegados para a Lava Jato.
Estado: O foro privilegiado vai acabar no Brasil?
Deltan: Torcemos que o projeto aprovado no Senado, que restringe o foro a poucas pessoas no País, seja examinado logo pela Câmara, mas duvido que isso aconteça por razões óbvias. 
Além disso, aguardamos ansiosamente que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes devolva para votação o julgamento que tende a restringir a extensão do foro privilegiado. Essa é a melhor chance.
Estado: As delações premiadas, que sustentaram a expansão da Lava Jato, vive seu momento de ataques mais agudos. As delações não vão parar?
Deltan: Existe uma longa fila de candidatos à colaboração. 
A realização dos acordos depende de uma série de fatores, como o potencial de expandir as investigações, a força das provas apresentadas, a verossimilhança das informações quando comparadas ao que já é sabido, o quanto é possível ou provável que se alcançasse o mesmo resultado sem o acordo nos desdobramentos naturais da apuração, a atualidade do esquema criminoso, o potencial danoso dos crimes revelados, o número e a importância dos agentes implicados na estrutura das organizações criminosas etc.
Os acordos continuam e continuarão sendo um mecanismo da investigação. Jamais como um ponto de chegada, mas como um ótimo ponta pé inicial.
Estado: O que o delator precisa fazer para obter imunidade total numa investigação?
Deltan: O ideal é punir integralmente todos os criminosos por todos os crimes, mas em regra isso não é possível quando se trata de corrupção. A delação segue uma lógica negocial. Se bate à porta uma pessoa que jamais foi investigada e informa ter provas de crimes muito graves e totalmente novos, mas condiciona sua colaboração à imunidade, uma decisão precisa ser tomada. 
É melhor punir os demais criminosos e ressarcir a sociedade, dando imunidade ao colaborador, ou não punir ninguém? 
Para se entender um acordo, deve-se ter em mente qual era a alternativa que cada parte tinha à celebração do acordo. É claro que, normalmente, a realidade é mais complexa do que o exemplo que dei e o desfecho depende das alterativas disponíveis no caso concreto. 
A regra é que os benefícios dados ao colaborador devem ser os mínimos possíveis dentro do que a negociação permita alcançar. Como resultado, em geral, a redução da pena varia na proporção do quanto a colaboração contribui para a investigação e a sociedade, tomando em conta fatores como aqueles apontados em resposta à sua pergunta anterior.

Moro diz que defesa de Lula insiste em provocar “incidentes desnecessários”


A defesa do ex-presidente Lula fez pedido a Sérgio Moro para ter acesso à sede da Petrobras, mas o juiz negou.
Os advogados pediram para consultar documentos relativos a licitações com participação da Odebrecht.
“… a Defesa insiste no acesso à documentação integral desses contratos bilionários e dos procedimentos de licitação e subsidiariamente indica centenas ou milhares de documentos que pretende ter acesso”, diz Sérgio Moro.
“A ver deste Juízo, persiste a Defesa na requisição de centenas ou mesmo milhares de documentos irrelevantes para o julgamento”, completa o juiz.
O juiz Moro foi duro na resposta, e afirmou que  a defesa quer criar incidentes para atrasar o processo.
“Ao invés de discutir as questões de fato relevantes no feito, busca ou provocar incidentes de cerceamento de defesa ou a produção de provas desnecessária”, disse.
O Ministério Público afirma que a Odebrecht pagou vantagem indevida ao ex-presidente Lula da Silva. O dinheiro seria originado em sete contratos da empreiteira com a Petrobras.
Entretanto, a defesa do ex-presidente alega que tiveram acesso apenas aos autos que interessavam à acusação.

Lula tem certeza de que será condenado em segunda instância


A defesa de Lula se animou com recente decisão da presidente do STJ, Laurita Vaz, que, em liminar, defendeu que um condenado só pode ser preso se houver veredicto unânime dos integrantes do tribunal de 2ª instância nesse sentido, segundo informa o Painel da Folha.
Portanto, a esperança de Lula é que um dos três desembargadores que farão a revisão da sentença discordem de Sérgio Moro.
A aposta não é na divergência, mas sim na maioria.

A micareta lulista

Lula vai fazer um tour pelo Nordeste, a partir do próximo dia 16, como pré-candidato à Presidência, com o objetivo de constranger a Justiça, em especial o TRF-4, informa o Painel.
A Justiça Eleitoral não deve ver nada de errado na micareta lulista.

Na reforma política: proposta de criação do "Distritão" contra a Lava Jato

Para ser discutida na reforma política: o Deputado Miro Teixeira será o encarregado de apresentar emenda para criação do "distritão", informa o Estadão.
Essa proposta, que tem apoio de PMDB, PSDB e legendas do Centrão, prevê que sejam eleitos para o Congresso os candidatos mais votados de cada Estado, transformados em "distritos".
O objetivo é facilitar a reeleição dos atuais parlamentares, que garantiriam foro privilegiado.

Rodrigo Maia cogita uma candidatura à Presidência em um prazo de cinco a nove anos

À Roberto d'Avila, na GloboNews, Rodrigo Maia disse que cogita uma candidatura à Presidência em um prazo de cinco a nove anos.
"A longo prazo, é obvio que chegar onde cheguei já me coloca, daqui a duas, três eleições como uma alternativa [à Presidência], mas, a curto prazo, acho que a presidência da Câmara [dos Deputados] já me dá a possibilidade de realizações que eu nunca imaginei que eu pudesse realizar.", disse Maia.

Palocci: A ameaça privilegiada

O ex-ministro Antonio Palocci está prometendo contar, em delação, de quem partiu a ordem para quebrar o sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa, em 2006, e quem participou da divulgação dos dados, informa a Folha.

Nove anos e meio é pouco, MPF recorre de sentença que condenou Lula

O Ministério Público Federal apresentou apelação contra a sentença do juiz federal Sergio Moro que condenou o ex-presidente Lula da Silva a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Os procuradores da Lava Jato, que já haviam anunciado que pediriam aumento da pena a Lula e os outros réus ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), ainda não apresentaram seus argumentos. 

No documento remetido hoje à 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, os investigadores pedem que a sentença seja enviada a eles e que Moro abra prazo para as alegações.