sábado, 5 de agosto de 2017

Polícia Rodoviária está sem dinheiro para abastecer seus carros e pede ajuda

A penúria financeira da Polícia Rodoviária Federal chegou ao ponto máximo. O órgão está pedindo ajuda a quem solicita comboios para o transporte de cargas pesadas pelas estradas federais.
Foi o caso do Ministério da Integração, que solicitou auxílio para deslocar comboio de mais de 30 caminhões no Pará. A superintendência então pediu, e conseguiu, ajuda para abastecer os carros que acompanhariam o deslocamento.
Em julho, a PRF disse que só tinha condições de tirar os carros dos postos ao longo das BRs para atender acidentes com vítimas. Em Goiás, o Sindicato dos Policiais Rodoviários anunciou que já estavam suspensas as fiscalizações de rotina e rondas para flagrar motoristas que abusam da velocidade e fazem ultrapassagens proibidas, principais causas de mortes nas estradas.

Segundo os policiais rodoviários, os 10 helicópteros usados no patrulhamento e resgate em todo o país poderiam parar. A PRF diz também que não vai mais fazer a escolta de caminhões com carga gigante.

Em nota, a Polícia afirma que a suspensão dos serviços ocorre em função do corte de orçamento anunciado pelo Governo Federal e é temporária. 

A PRF diz que pediu R$ 420 milhões para o orçamento deste ano, mas que só foram aprovados R$ 236 milhões, uma redução de mais de 40%.


Janaína Paschoal decide denunciar Nicolás Maduro ao Tribunal Penal Internacional

Quando as autoridades só pensam em si, a cidadania precisa tomar a dianteira. Toda grande conquista começa com poucos acreditando.
Janaína Paschoal decide denunciar Nicolás Maduro ao Tribunal Penal Internacional
As juristas Janaína Paschoal e Maristela Basso, ambas da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, decidiram denunciar o ditador Nicolás Maduro ao Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade. As professoras estudam se o melhor caminho é apresentar uma nova denúncia ou juntar-se, na condição de amicus curiae à denúncia já protocolada por mais de 140 senadores chilenos e colombianos.
Janaína Paschoal explica sua decisão:

O atual governo melhorou com relação ao anterior. Lula e Dilma davam apoio moral e material a Maduro (muito dinheiro público)!!!!

O atual Ministro, pelo menos, emite notinhas de reprovação aos crimes de Maduro. Mas diante das atrocidades em curso, notas não bastam!

Colômbia e Chile, por meio de um grupo significativo de Senadores, denunciou Maduro ao Tribunal Penal Internacional. E o Brasil?

No Brasil, os governantes estão muito ocupados em manter os próprios mandatos, fugindo de explicar as malas de dinheiro!

Aliás, dadas as revelações que não cessam, penso que alguns partidos já podem ser equiparados a verdadeiras organizações criminosas.

Ontem, uma jornalista indagou por que eu escrevi para Trump e não para alguma autoridade brasileira. Ora, parece óbvio!

Em meio a tantos crimes, o Brasil está longe de conseguir governar em sua plenitude. OS EUA podem parar de comprar petróleo da Venezuela!

Também tem a questão ideológica. Quando Fidel morreu, FHC emitiu uma nota, como se estivesse a falar de um santo. Essa é a nossa direita.

Por sua magnitude territorial, o Brasil haveria de ter sido o primeiro país a denunciar Maduro ao TPI, mas estamos reduzidos a nada.

O Brasil trata Maduro como um líder político. Mas à luz do Direito Penal Internacional ele é um criminoso e como tal deve ser tratado.

Foi para tipos como Maduro que o Tribunal Penal Internacional foi criado!

Quando os crimes de Dilma saltavam aos olhos e as autoridades competentes não faziam nada, decidi agir.

Há muito, os crimes de Maduro estão claros. O Brasil segue omisso.

Decidi, no âmbito de minhas limitações, fazer algo efetivo. Propus a Professora Maristela Basso denunciarmos juntas Maduro ao TPI.

A Professora Maristela, internacionalista, já está estudando o melhor caminho: uma nova denúncia, ou atuar como amicus curiae.

Quando as autoridades só pensam em si, a cidadania precisa tomar a dianteira. Toda grande conquista começa com poucos acreditando.

A propósito, viram a denúncia de outra fraude na votação da constituinte? “Engravidaram” as urnas eletrônicas! Seguras!

A mulher e o filho de Maduro foram eleitos. Parece que há parentes de Chaves também. Se bobear, até Dona Florinda e o Prof. Girafales.

A REFORMA DAS REFORMAS

Faço aqui uma proposição a todos os novelistas que atuam nas principais redes de televisão: ajudem, por favor, nesta tarefa de esclarecimento público. Sugiro, por exemplo, uma MINI-SÉRIE mostrando o quanto a Previdência Social não só é absurdamente INJUSTA como, também, uma enorme fábrica de ROMBOS e PRIVILÉGIOS.

A REFORMA DAS REFORMAS
por Gilberto Simões Pires

Encerrada mais uma Temporada da Série -FORA TEMER-, que a Rede Globo pagou alta soma para poder divulgar todos os capítulos -em primeira mão- (direitos reservados), proponho a todos os brasileiros, -sensatos- que voltem seus olhos e ouvidos, com o máximo possível de atenção e responsabilidade, para a necessária e inadiável REFORMA DA PREVIDÊNCIA. 

Bom mesmo seria se a mídia brasileira, em geral, notadamente aquela que é detentora de maior audiência, viesse a se interessar, com a mesma intensidade que dedicou para transmitir os capítulos da interminável novela -Fora Temer-, em informar e/ou ajudar a esclarecer o quanto é importante esta sempre adiada Reforma da Previdência. 

Ainda que todas as injustiças devam ser punidas, independente de valor, é inquestionável o FATO de que nossa Previdência Social representa a MAIOR INJUSTIÇA SOCIAL deste planeta. Além de privilégios absurdos que precisam ser atacados, somem-se os fantásticos ROMBOS que as DUAS PREVIDÊNCIAS (setor público - PRIMEIRA CLASSE- e setor privado -SEGUNDA CLASSE-) produzem nas contas públicas. 

Como tenho dedicado inúmeros editoriais com temas que julgo como realmente importantes para o país, estados e municípios, como é o caso da PREVIDÊNCIA SOCIAL, faço aqui uma proposição a todos os novelistas que atuam nas principais redes de televisão: ajudem, por favor, nesta tarefa de esclarecimento público. Sugiro, por exemplo, uma MINI-SÉRIE mostrando o quanto a Previdência Social não só é absurdamente INJUSTA como, também, uma enorme fábrica de ROMBOS e PRIVILÉGIOS. 
Já se sabe, infelizmente, que o projeto da REFORMA DA PREVIDÊNCIA, que está tramitando no Legislativo, nasceu tímido e raquítico. Como se não bastasse uma flagrante fraqueza, o projeto recebeu forte mutilação no percurso que leva ao plenário para ser votado. Pois, mesmo assim continua sendo alvo de críticas e/ou não aceitação por parte da turma da esquerda, que sofre de doenças mentais incuráveis. 

Volto a afirmar: o Brasil precisa urgentemente desta REFORMA para poder diminuir o ROMBO DAS CONTAS PÚBLICAS. Vejam que, enquanto o Ministério da Fazendo está fazendo de tudo para fechar o ano de 2017 com um ROMBO DE R$ 139 BILHÕES (será maior, infelizmente) nas contas públicas, só as DUAS PREVIDÊNCIAS,  em 2016 (ano passado), produziram um ROMBO de R$ 307, 9 BILHÕES. 

Desmembrando este ROMBO MONUMENTAL (sempre crescente), para melhor e bom entendimento, eis: 
- Em 2016, o Regime Geral de Previdência Social (INSS) destinado aos trabalhadores de segunda classe (empresas privadas) com 100,6 milhões de participantes (70,1 milhões de contribuintes e 30,5 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 152,2 bilhões (déficit per capita por participante de R$ 1.512,92).

- Em 2016 o Regime Próprio da Previdência Social destinado aos trabalhadores de primeira classe (servidores públicos) – União, 26 estados, DF e 2087 municípios mais ricos, com apenas 9,9 milhões de participantes (6,3 milhões de contribuintes e 3,6 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 155,7 bilhões (déficit per capita por participante de R$ 15.727,27).

Detalhe: o RPPS (servidores púbicos) é 10,40 vezes mais grave do que RGPS (aposentados pelo INSS).
por Gilberto Simões Pires

Janot pede ao STF arquivamento de inquéritos contra cinco políticos na Lava Jato

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que arquive cinco inquéritos derivados das delações que executivos da empreiteira Odebrecht fizeram no âmbito da Operação Lava Jato. As investigações envolviam os deputados Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Roberto Freire (PPS-SP) e os senadores Marta Suplicy (PMDB-SP), Garibaldi Alves (PMDB-RN) e José Agripino (DEM-RN). Todos eram suspeitos de corrupção passiva.
Os pedidos de arquivamento foram feitos por causa da prescrição dos crimes. Como os congressistas envolvidos possuem mais de 70 anos, o prazo para investigação cai pela metade. Resta Janot se manifestar sobre os inquéritos envolvendo o deputado Paes Landim (PTB-PI), de 80 anos, e a senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), de 75 anos. Também é aguardado um parecer do PGR sobre o caso envolvendo o senador Eduardo Amorim (PSDB-SE).
Os inquéritos sobre os parlamentares estavam entre os 84 pedidos de investigação feitos pelo PGR e protocolados no STF em abril, todos em decorrência da delação feita por executivos da Odebrecht. À época, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, solicitou mais esclarecimentos sobre oito processos, recebendo agora a resposta de Janot acerca desses cinco.
Outro lado
Jarbas Vasconcelos disse que gostaria que o seu caso fosse apurado e negou ter recebido 700.000 reais via caixa dois para sua campanha ao governo de Pernambuco em 2010. “Eu preferia que isso fosse apurado e esclarecido, para mim seria muito mais saudável isso do que simplesmente ser beneficiado pela prescrição. O que eu fiz foi absolutamente correto, então não há por que ficar protegido pela idade”, disse o deputado.
Para o senador Agripino Maia, era desprovida de “substância” a acusação que lhe foi feita – de receber 100.000 reais via caixa dois para a campanha ao Senado Federal em 2010. “O procurador-geral seguiu os ditames da lei. A acusação que me é feita é desprovida de qualquer substância. E o procurador, movido pelo que preconiza a lei, adotou a postura que adotou. Foi feita a Justiça à lei e aos fatos”, comentou o senador.
O deputado Roberto Freire informou, por meio de sua assessoria, que não se pronunciará sobre o caso. Freire foi acusado de ter recebido 200.000 reais não contabilizados da Odebrecht em sua campanha de 2010. Os senadores Garibaldi Alves Filho, que teria levado 200.000 reais para sua campanha em 2010, e Marta Suplicy, acusada de receber doação não contabilizada de 550.000 reais para sua campanha em 2008, ainda não se manifestaram.

Grupo que trabalhou no Plano Real quer “refundação ética” do PSDB

Um grupo de economistas ligados ao PSDB desde a sua fundação e que participou da elaboração e implantação do Plano Real lançou uma carta pedindo a refundação ética e programática do partido, o afastamento do governo Temer e a sua reorganização para impedir que em 2018 um radical populista de direita ou de esquerda ganhe a eleição para a Presidência.
A carta foi assinada por Edmar Bacha, Gustavo Franco – ambos integrantes da equipe que criou o Plano Real -, Elena Landau (que comandou o programa de desestatização no governo Fernando Henrique Cardoso) e Luiz Roberto Cunha, que a exemplo dos outros três, integrou um grupo de economistas da PUC-Rio, que também reunia Persio Arida, André Lara Resende e Francisco Lopes, de grande influência na economia brasileira nos anos 1990.
Os signatários dizem que chegaram a pensar em se desligar do PSDB, mas que optaram por escrever a carta e enviá-la ao presidente interino do partido, o senador Tasso Jereissati (CE). “Continuamos a acreditar nos ideais que levaram à fundação do PSDB, que eram os de dissociar-se, em nome da ética, do PMDB controlado por Orestes Quercia; e construir um partido social-democrata comprometido com a justiça social, a ideia de uma economia de mercado governada pela livre iniciativa, a estabilidade da moeda, a responsabilidade fiscal e a integração do Brasil ao mundo desenvolvido”, dizem no documento.
Na carta, afirmam ainda que o “PSDB estabeleceu sua identidade a partir dessas pautas econômicas nas quais os signatários empenharam seu trabalho e suas energias e com as quais o governo de Fernando Henrique Cardoso deixou inestimável contribuição para a prosperidade do país” e pedem que o partido se arme para a disputa eleitoral em 2018 que tem, segundo pesquisa Datafolha de junho, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PSC) como favoritos.
“Não vemos no horizonte político brasileiro outro partido com igual força para se contrapor ao enorme risco que, mantido o atual governo, o país enfrentará nas eleições presidenciais de 2018. Trata-se da possibilidade da eleição de um radical populista, de esquerda ou de direita, que arruinaria com as perspectivas econômicas e talvez mesmo com a democracia no país.”
conteúdo Veja

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Mais uma pena de prisão para o comandante máximo da ORCRIM

Os documentos da Odebrecht que o juiz Sergio Moro anexou ao processo contra Lula foram encaminhados pela PGR ao STF e, em seguida, redirecionados a Curitiba.
Os relatos dos delatores e os documentos fornecidos por Rodrigo Janot e Edson Fachin confirmam o que foi descoberto pela Lava Jato e devem garantir mais uma pena de prisão para o comandante máximo da ORCRIM.

Mais uma delação do fim do mundo

A empreiteira Queiroz Galvão está fechando proposta de delação premiada com a recém-criada força-tarefa da Lava Jato em São Paulo, informa o Valor.
A empreiteira foi uma das maiores pagadoras de propinas do petrolão e, entre 2011 e 2014, repassou 4,4 milhões de reais para o Instituto Lula e para a LILS.

Pagamentos a Lula na agenda da Odebrecht

A agenda anexada pelo juiz Sergio Moro ao processo contra Lula mostra que a empreiteira contratou Lula para uma palestra antes mesmo que ele terminasse seu mandato. 
As obras do sítio e os repasses para o Instituto Lula, negociados naquela mesma reunião, provam que o empreiteiro Emílio Odebrecht foi ao Palácio do Planalto apenas para oferecer uma rica aposentadoria ao Amigo.

Odebrecht entrega estudos sobre nova sede do Instituto Lula

Foi entregue à Justiça pela Odebrecht uma série de estudos arquitetônicos e de engenharia sobre diferentes imóveis que poderiam abrigar a nova sede do Instituto Lula.
Essa documentação indica que a empreiteira estava dedicada ao tema a pedido do próprio ex-presidente e reforça a acusação da Lava Jato sobre a compra de um terreno como parte do pagamento de propina.
Abaixo, veja alguns estudos de volumetria.



DOCUMENTOS DA ODEBRECHT CONTRA LULA

Sergio Moro anexou ao processo contra Lula documentos fornecidos pela Odebrecht.
Eles corroboram os relatos dos delatores sobre o pagamento de propinas para a compra do prédio do Instituto Lula e da cobertura em São Bernardo do Campo.
Diz O Globo:
"Os documentos são vinculados a pagamento de propina ao PT em contratos das plataformas de petróleo PRA–1, P59 e P60; reformas na refinaria Presidente Vargas (Repar), no Paraná; e na montagem do gasoduto Gasduc III, além de valores ilícitos que teriam sido pagos por meio do ex-ministro Guido Mantega ao publicitário João Santana e anotações onde aparece o sítio de Atibaia como assunto a ser tratado diretamente com Lula".

Desiludido, Tiririca critica Congresso e diz que deve largar a política em 2018

'A partir do exato momento que você entra, ou entra no esquema ou não faz. É uma mão lava a outra', diz o deputado que votou contra Temer.
No sétimo ano consecutivo de mandato, o deputado Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), está desiludido com a política e propenso a encerrar a carreira parlamentar em 2018. Em entrevista ao Broadcast Político nesta quinta-feira, 3, um dia após votar pela autorização para que o STF desse encaminhamento à denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) por corrupção passiva, ele critica o Congresso Nacional e diz não ter o "jogo de cintura" exigido para ser político. "Não vai mudar. O sistema é esse. É toma lá, dá cá", afirmou.

Um dos deputados mais assíduos da Câmara, mas que só usou o microfone três vezes no plenário, o deputado Tiririca vê a maioria dos parlamentares trabalhando para atender interesses próprios, em detrimento do povo. Ele avalia que há parlamentares bem intencionados, mas que não conseguem trabalhar porque o "sistema" não deixa. "A partir do exato momento que você entra, ou entra no esquema ou não faz. É uma mão lava a outra. Tu me faz um favor, que eu te faço um favor. Eu não trabalho dessa forma", desabafou.
Tiririca conta que, certo dia, uma rapaz o procurou para oferecer um "negócio" de aluguel de carro. "O cara disse, 'bicho, vamos fazer assim, tal, o valor tal'. Eu disse: acho que você está conversando com o cara errado. Não uso carro da Câmara, o carro é meu. Ele disse: 'não, é porque a maioria faz isso'", relatou o parlamentar, sem dar nomes e mais detalhes sobre o fato. "Fiquei muito decepcionado com muita coisa que vi lá", acrescentou.
Após se eleger duas vezes deputado com mais de um milhão de votos em cada uma das eleições, Tiririca acha que não tem como continuar na política. "Do fundo do meu coração, estou em dúvida, e mais para não disputar", confessou. 

Questionado se a aversão a políticos tradicionais não poderia favorecê-lo, ele respondeu: "Pode ser que sim ou que não. Mas, para fazer o que? Passar oito anos e aprovar um projeto", desabafou o deputado, que só conseguiu aprovar uma de suas propostas em sete anos de mandato: a que inclui artes e atividades circenses na Lei Rouanet.
Tiririca confessa que disputou o primeiro mandato, em 2010, apenas para tentar ganhar visibilidade como artista. Mudou de ideia quando foi eleito com 1,3 milhão de votos, o que o tornou o deputado mais votado do País. "Aí disse: opa, espera aí. Teve voto de protesto, teve. Mas teve voto de pessoas que acreditam em mim. Não posso brincar com isso", afirmou. À época, o deputado foi eleito ao usar o slogan "Pior do que está não fica" durante sua campanha. 
Em 2014, decidiu disputar reeleição "para provar que não estava de brincadeira e que fiz a diferença na política". E foi reeleito com 1,016 milhão de votos.
No segundo mandato, Tiririca votou tanto a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) quanto pela abertura de investigação contra Temer, mesmo com a pressão da direção partidária sobre ele. "Tem um ditado que minha mãe fala sempre: errou, tem que pagar", disse. Para ele, os indícios apresentados contra o presidente "era coisa muito forte". "Acho que ele tinha que entregar os pontos e pedir para sair. Foi muito feio, muito agressivo para o País essas denúncias", afirmou.
Quando perguntado se o Brasil tem jeito, lembra uma música "das antigas" de Bezerra da Silva, cujo refrão diz "para tirar meu Brasil dessa baderna, só quando morcego doar sangue e saci cruzar as pernas". Com toda a desilusão e os planos de deixar a política, Tiririca voltou a fazer shows como palhaço há cinco meses. O espetáculo conta a história de vida dele e é exibido de sexta a domingo, cada fim de semana em um Estado. De segunda a quinta-feira fica em Brasília, onde mora com a esposa e uma das filhas. 
conteúdo:Estadão

PALAVRAS ENGANOSAS PARA VENEZUELIZAR O BRASIL

O objetivo do Psol é o caos social e político, reduzir tudo a ruínas para, num final imaginado por ele, implantar a sua ditadura do proletariado. Sim, o Psol, que é só um PT sem grife, quer venezuelizar o Brasil.
PALAVRAS ENGANOSAS PARA VENEZUELIZAR O BRASIL
por Renato Sant’Ana
Será que o governo Temer é tão bom a ponto de o Psol ter de mentir para fazer-lhe oposição? Na propaganda eleitoral gratuita, no rádio (25/07/17), o Psol foi o de sempre. Numa das "inserções", por exemplo, a ex-deputada Luciana Genro - que, para demonstrar a profundidade do seu pensamento, abriu com um originalíssimo "Para começar, fora Temer!" - fez malabarismo retórico para dizer sem dizer que é culpa de Michel Temer haver 14 milhões de brasileiros desempregados. Tudo bem! Ele era o vice de Dilma.
Mas, como bem sabe Luciana Genro, Temer assumiu o governo com o país ladeira abaixo, com mais de 12 milhões de desempregados, inflação disparando, juros estratosféricos e nenhuma previsão de crescimento. E ela sabe mais, o que empurrou o Brasil para o abismo econômico foi existir, com as impressões digitais de Dilma Rousseff, a macabra combinação de absoluta incompetência administrativa com roubalheira descontrolada.
Estarei defendendo Michel Temer? Não! Só alguém com deficiência cognitiva tiraria semelhante conclusão: repelir uma acusação falsa não implica ignorar os erros do presidente. Ademais, basta ter juízo – não sei se alguém do Psol tem - para enxergar a realidade. Fato é que, apesar de estar enrolado com a polícia, o governo Temer começou a recuperar a economia. Inclusive, embora lentamente, o desemprego vem caindo. Sim, é um governante menor do que o seu governo: a equipe do suspeitíssimo Michel Temer conseguiu melhorias palpáveis na economia, desfazendo pouco a pouco o desastre deixado por Dilma.
Mas o Psol não terá nada de base conceitual a discutir? Nenhuma ideia? Não conseguirá ir além daquela arenga de grêmio estudantil, atacando as reformas que, há não muito tempo, até as esquerdas pediam?
Não. O Psol jamais fará uma oposição racional. E se o governo é ou não acossado por denúncias não muda nada em sua agenda. Porque o objetivo do Psol é o caos social e político, reduzir tudo a ruínas para, num final imaginado por ele, implantar a sua ditadura do proletariado. Sim, o Psol, que é só um PT sem grife, quer venezuelizar o Brasil.


Renato Sant’Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

A DITADURA DOS BUROCRATAS

Ser do governo é tornar-se superior aos comuns e sofridos cidadãos deste país.
A DITADURA DOS BUROCRATAS
por Ives Gandra da Silva Martins
A máquina estatal brasileira é gigantesca. Uma federação é sempre mais onerosa para os cidadãos que o Estado unitário, por necessitar, na autonomia dos entes federados, uma escala intermediária de poder, que são os Estados, províncias, cantões ou unidades semelhantes. O custo maior da federação deveria ser compensado por uma maior eficiência administrativa. No Brasil, esse custo é consideravelmente superior ao da maioria das federações, pois os municípios, desde 1988, são entidades federativas, com plena autonomia administrativa, política e financeira.

Infelizmente, a eficiência pretendida – o princípio da eficiência é um dos cinco princípios fundamentais da administração pública plasmados no artigo 37 da Lei Suprema – não existe na esclerosada, amorfa e aparelhada máquina administrativa da maior parte das entidades federativas, incluída a União Federal, em que a autonomia financeira dos Poderes Judiciário e Legislativo e do Ministério Público mais a adiposidade do Poder Executivo tornam a carga tributária brasileira insuficiente, apesar de elevadíssima, para pagar o custo burocrático e político do Brasil.

Com efeito, segundo a carga tributária medida pela OCDE em 2014, o Chile ostentava 19,8% do PIB; a Coreia do Sul, 24,6%; os EUA, 26%; a Suíça, 26,8%; o Canadá, 30,8%; Israel, 31%; e o Brasil, 32,6% – sem contar as penalidades, que nas execuções fiscais, nos “refis” e parcelamentos variados a elevam consideravelmente, por força das multas acopladas aos tributos no País.

É interessante que na faixa entre os 32,42% do Brasil e os 36,1% da Alemanha (diferencial de 3,68 pontos porcentuais) se encontram países como Reino Unido (33,26%) e Espanha (33,2%), todos eles com serviços públicos incomensuravelmente melhores que os do Brasil. Em comparação com países da América Latina, o Brasil vence Argentina (32,2%), Colômbia (20,3%), Chile (19,8%), México (19,1%) e Peru (18%). O gasto das empresas brasileiras para pagar os tributos é, em média, de 2.600 horas anuais de trabalho – em segundo lugar no mundo em horas trabalhadas está a Bolívia (1.080); nenhum grande país se encontra entre os dez primeiros colocados.

Como se percebe, nada obstante ter o maior nível de imposição da América Latina, o investimento no Brasil é escasso, pois o brasileiro paga tributos para sustentar a burocracia nos três Poderes, incompatível com o tamanho das necessidades do País. A carga tributária no Brasil é elevada porque a carga burocrática e política é enorme, pagando o brasileiro seus tributos em grande parte para sustentar os privilégios dos três Poderes, a Federação inchada e a corrupção inerente a todo sistema político em que ser do governo é tornar-se superior aos comuns mortais e sofridos cidadãos desta República.

Quando Roberto Campos dizia que o País não corria o risco de melhorar, apenas diagnosticava que gerar empregos produtivos e úteis para a comunidade não é a especialidade de burocratas e políticos – pelo menos no século 21, em que os governos dos últimos 13 anos atolaram o País na mediocridade administrativa, na corrupção burocrática, na incompetência política, na ineficiência empresarial, embarcando em projetos ideológicos fracassados desde o início do século 20. E fazendo as opções erradas, que fulminaram o prestígio que o Brasil , a duras penas, adquirira nos fins do século passado.

O pior é que, apesar de os governos de Lula e Dilma terem afundado a economia nacional, provocando novamente inflação de dois dígitos, o sucateamento do parque industrial, a perda de competitividade internacional e o aumento do desemprego – algo que só agora, no governo Temer, começa a ser recuperado –, além de terem dado total apoio aos ditadores Chávez, Maduro e irmãos Castro, implodindo o prestígio do Itamaraty, que fora sempre elevado, em nível mundial, continuam seus áulicos de costas para a realidade, dizendo que querem voltar ao poder. Para isso combatem todas as reformas necessárias para que o País saia da crise, das quais a previdenciária é a mais relevante. Só neste ano o déficit programado da Previdência é de R$ 270 bilhões, em grande parte por força dos privilégios de burocratas e políticos dos três Poderes. Basta dizer que a média de proventos dos aposentados de segunda classe, os “não governamentais”, é de R$ 1.900 mensais e a dos enquistados nos três Poderes, R$ 15.800!!!

O próprio carro-chefe da propaganda ideológica dos governos anteriores, o programa Bolsa Família, foi transformado em sistema de aposentadoria precoce, quem recebe o benefício não procura emprego para não perdê-lo, passando a ser mais um estímulo à ociosidade do que um verdadeiro e provisório auxílio a necessitados.

Para crescer o Brasil precisa de seis reformas: 
1.trabalhista, já em parte feita; 
2.previdenciária;
3.tributária;
4.administrativa; 
5.do Judiciário; e
6.política. 
Isso para que a adiposidade da Federação encolha, a burocracia diminua e os privilégios sejam reduzidos, permitindo que a sociedade possa desenvolver-se.

Enquanto todos desejarem ser burocratas ou políticos, para alcançarem privilégios que o comum dos cidadãos não tem, o Brasil continuará patinando. 

Está cada dia mais longe o país do futuro de Stefan Zweig e, em vez de se aproximar das grandes potências, terá o seu futuro muito mais semelhante ao da Venezuela de Maduro.

Desburocratizar, desregulamentar, não atrapalhar a iniciativa privada, para que ela possa gerar empregos e desenvolvimento, sem ter de rastejar perante os “regulamenteiros” da Federação – que multiplicam obrigações e alimentam a corrupção pelas dificuldades criadas –, isso é o que o povo desta desesperançada nação deseja para voltar a ser o país dos brasileiros, e não dos detentores do poder. 

Precisamos de democracia cidadã, e não de ditadura burocrática.

conteúdo: Estadão

EXPULSAMOS DEUS E NOS SURPREENDEMOS COM QUEM CHEGA...

EXPULSAMOS DEUS E NOS SURPREENDEMOS COM QUEM CHEGA...
Percival Puggina 
"Nossa Constituição foi feita para um povo moral e religioso. Ela é totalmente inadequada  para qualquer outro". John Adam (2º presidente dos EUA).

Sempre é bom lembrar que alguns anos antes dessa significativa afirmação, ao declararem a independência das colônias, os Founding Fathers, afirmaram sua crença em que os homens, "criados iguais", foram "dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis" e explicitaram entre esses direitos "a vida, a liberdade e a busca da felicidade".

Afirmaram, também, a supremacia da sociedade sobre o Estado, "porque os governos são instituídos entre os homens", derivando seus poderes "do consentimento dos governados". 

Boa parte da solidez institucional dos Estados Unidos se deve a esses elevados consensos e perdurará enquanto eles resistirem ao severo ataque interno a que estão submetidos.

E nossa Constituição? Para que povo foi ela feita? Tão solenes princípios de nada nos acusam nestes turbulentos dias? Com eles, certamente, teríamos evitado a atual alienação da nação ao Estado e a dupla apropriação que nele ocorre - a apropriação desde o topo pelo patrimonialismo casado com a corrupção e a apropriação interna promovida pelos corporativismos. Na conjugação de ambas, a soberania popular se converte em servidão.

Alguém não sabia o que havia no fim dessa estrada? Pode o dependente químico queixar-se da droga ou denunciar o traficante com base no Código de Defesa do Consumidor? Pois é algo muito parecido o que está acontecendo com a sociedade brasileira em relação à sua representação política. Todos os pilantras, picaretas e negocistas que infestaram a política nacional de modo crescente ao longo dos últimos anos prosperaram na carreira criminosa tapados de votos populares. Fizeram suas mal havidas fortunas a olhos vistos. 

Muitos, aliás, chegaram em Brasília de ônibus, vindos dos grotões, pés encardidos, calçando sandálias. E foram protagonistas da mais vertiginosa ascensão social de que se tem notícia. Em cada uma de suas páginas, os jornais trazem exemplos dessa produtiva combinação de desmazelo social, irresponsabilidade cívica e enriquecimento criminoso.

De tanto brincarmos com tudo que é sério, o Brasil virou uma grande zorra. Fazemos piada de Lula. E o elegemos. Fazemos piada de Dilma. E a elegemos. Assistimos as tropelias do MST e tratamos com deferência seus protetores nos poderes do Estado. Consideramos charmosamente moderna a fabricação de conflitos étnicos, de sexo, de classe, de cor da pele, de gerações. 

Acreditamos quando alguns vigaristas intelectuais nos dizem que é feio ser liberal ou conservador. 

Silenciamos, constrangidos, quando políticos e comunicadores são benevolentes com a criminalidade e severos com a polícia. 

Delegamos a educação de nossas crianças às escolas e aceitamos que estas sejam entregues a militantes políticos. 

Assinamos, assistimos e prestigiamos veículos de comunicação que influenciam negativamente a sociedade. 

Estamos vendo o PT apoiar ditaduras de esquerda em Cuba e Venezuela e permanecemos passivos quando nos lecionam sobre golpismo, Estado de Direito e democracia.

Somos tolerantes com as imposições e os achaques de minorias locais organizadas. Achamos decente endividar-se o país e indecente o pagamento dessa dívida. 

Afastamos Deus de tudo que seja público e nos espantamos com quem chega, operoso, para ocupar o espaço. Dá ou não vontade de dizer bem feito?

Placa de nova sede do MPF na Paraíba tem erro de português






Erro gramatical está repercutindo nas redes sociais. Na placa, o nome Edifício está escrito com "L" no lugar do "O", portanto, "Edifícil". Apesar de ter sido inaugurado na semana passada, o erro gramatical começou a ser comentado e viralizou nas redes sociais, sobretudo em grupos de whatsapp, nesta quinta-feira (03). 

A placa da nova sede do edifício do Ministério Público Federal (MPF) em João Pessoa (PB), inaugurado na última quinta-feira (27), tem um erro ridículo de português. 

O novo prédio do MPF, localizado na Avenida Epitácio Pessoa, 1800, no bairro Expedicionários, recebeu o nome de João Guimarães Jurema.

A solenidade de inauguração contou com a presença do secretário-geral do Ministério Público da União (MPU), Blal Yassine Dalloul, que representou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

PT, ODEBRECHT E FORO DE SÃO PAULO

Parece muito evidente, tanto nas delações da Odebrecht quanto nas da OAS, a convergência de interesses empresariais com interesses políticos. Estes últimos envolvem países sob governos do FSP ou campanhas eleitorais de interesse daquele coletivo partidário internacional.
PT, ODEBRECHT E FORO DE SÃO PAULO
por Percival Puggina*
Não se trata de especulação nem de "teoria da conspiração", como afirmavam alguns sempre que mencionada a perigosa importância política do Foro de São Paulo (FSP). É a Odebrecht, em acordos judiciais firmados com os governos do EUA, Brasil e Suíça que confessa haver pago propina para garantir mais de uma centena de contratos em 12 países. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, o valor dos pagamentos admitidos pela empresa (US$ 788 milhões entre 2001 e 2016) configura "o maior caso de suborno internacional da história". Os pixulecos foram creditados a funcionários de governos, a representantes desses funcionários e a partidos políticos em Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela.
Vejamos, agora, que países são esses porque a lista fala por si mesma. Há nela dois africanos, estranhos, portanto, ao FSP. Contudo, seus governantes sempre estiveram na lista preferencial da diplomacia petista. Não por acaso, Angola é presidida desde 1979 pelo ditador multibilionário José Eduardo Santos, amigo de Lula; as delações de Mônica Moura e João Santana incluem o PT, a Odebrecht e entregam o serviço sobre a origem de recursos para a eleição angolana de 2014. Moçambique, por seu turno, desde a independência em 1975, vive sob a ditadura partidária da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo). Lula também andou por lá com a Odebrecht, como se verá mais adiante.
Os demais países são iberoamericanos. Durante o período coberto pelas confissões de culpa da Odebrecht, estiveram sob governos de partidos integrantes do FSP o Brasil, Argentina, Equador, Panamá, Peru, República Dominicana e Venezuela. Aparentemente, os esquemas de corrupção envolvendo aquela empresa no México e na Guatemala foram meramente comerciais, sem relação com interesses políticos de partidos ligados ao FSP.
O site do Instituto Lula disponibiliza um relatório sobre as palestras realizadas pelo ex-presidente. Ali se vê que, em maio de 2011, ele falou para convidados na Cidade do Panamá, contratado pela Telos Empreendimentos Culturais que, por sua vez, segundo constatado pela Polícia Federal, era contratada pela Odebrecht. Em junho de 2011, falou em Caracas e em Angola, contratado pela Odebrecht. Em agosto de 2011, pago pela OAS, falou em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Em novembro de 2012 em Moçambique, levado pela Camargo Correa. Em novembro de 2013 foi à República Dominicana, pago pela Odebrecht. Em junho de 2013, foi ao Peru, contratado pela Odebrecht e, dois dias mais tarde, ao Equador, desta feita, patrocinado pela OAS. Em fevereiro de 2014 palestrou no Uruguai do companheiro Mujica, contratado pela OAS. Ainda em fevereiro de 2014 foi a Cuba, a serviço da Odebrecht. Em maio de 2014 voltou a Angola, para a Odebrecht.
Parece muito evidente, tanto nas delações da Odebrecht quanto nas da OAS, a convergência de interesses empresariais com interesses políticos. Estes últimos envolvem países sob governos do FSP ou campanhas eleitorais de interesse daquele coletivo partidário internacional.
Você lembra, leitor, da "Pátria Grande"? Pois é desse mega projeto político internacional que estamos falando. Abastecido com financiamentos brasileiros do BNDES, ele teve sua tesouraria esvaziada pelo impeachment e pelas investigações da Lava Jato. 
* Percival Puggina (72), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

O MELHOR POSSÍVEL

Pelo que revelam as pesquisas, a maioria do povo brasileiro desaprova o presidente Michel Temer e como tal quer vê-lo fora do cargo o quanto antes. Entretanto, uma minoria já se deu conta de que a situação do nosso sofrido Brasil pioraria ainda mais com o afastamento de Temer da presidência.  

Em suma: se já está difícil com Temer, mais difícil fica sem Temer. O melhor, portanto, neste grave momento, é que Temer fique no cargo até 01 de janeiro de 2019. 

É preciso sempre levar em conta que o nosso país foi vítima de enormes estragos gerados e nutridos com muito amor pelos governos Lula/Dilma. Pois, no exato momento (17 de maio) em que a nossa economia dava os primeiros sinais de vida, eis que a mídia brasileira, capitaneada pela Rede Globo e suas afiliadas Brasil afora, não só compraram os direitos de transmissão do FORA TEMER como resolveram patrocinar a atual crise política que agravou ainda mais o que já estava ruim.

Com os direitos de transmissão garantidos, a novela FORA TEMER se transformou no -blá, blá, blá- político mais cansativo de todos os tempos. A Rede Globo, com o propósito de influenciar os pobres brasileiros incautos, passou a mostrar, de forma repetitiva (mais de 40 vezes), em todos os telejornais, a mesma cena das gravações feitas por Joesley Batista no dia 17/05. Tal qual o -VALE A PENA VER DE NOVO-, que a emissora usa para exibir novelas antigas.

O mais nojento é que na falta de notícias novas e/ou interessantes, os repórteres que cobrem a política nacional passaram a se portar como se fossem obrigados a cumprir uma cota diária de informações. Ou seja, na falta de um fato novo, a ordem era inventar alguma coisa para ser publicada e mostrada no Jornal Nacional. Mais: os âncoras, antes e depois de cada notícia, nunca poderiam esquecer de usar as expressões faciais, tipo -caras, bocas e olhos- que definem o interesse da emissora.

Pois, com toda esta pantomima o resultado da votação, ontem, na Câmara dos Deputados, mostrou que ainda resta alguma dose de sensatez. Ainda assim é importante observar o quanto estamos rodeados de gente insensata. Vejam, por exemplo, o que a maioria dos deputados que votaram contra o relatório da CCJ (que manda arquivar as denúncias contra Michel Temer), disse ao se posicionar:  - CONTRA A REFORMA TRABALHISTA;  CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA; CONTRA A CORRUPÇÃO; DIRETAS JÁ! LULA 2018. O meu voto é NÃO.  Pode?

Não por acaso, este contingente de doentes mentais, cuja gravidade é imensa, é responsável direto pela situação terrível pela qual passa a nossa economia, com imensos respingos no social. Analisando friamente tudo que disseram antes de dar o voto, o que mais querem, como venho afirmando, é o FIM DAS REFORMAS e a VOLTA DO MAIOR CORRUPTO DO PLANETA. Só que desta vez, quem fez esta afirmação foram os próprios comunistas que, sem esconder, apoiam a DITATURA MADURO-VENEZUELANA.

O que mais espero daqui para frente, é que o Brasil deixe de patinar e que as reformas finalmente aconteçam. Ontem, o Brasil que produz se viu livre de algumas amarras. Tomara que nossa economia encontre o caminho do crescimento; e que a pauta política esteja voltada apenas para as eleições de 2018. 

por Gilberto Simões Pires

Polícia Federal pode restabelecer equipe exclusiva da Lava Jato em Curitiba

Igor Romário de Paula, o delegado da Polícia Federal que coordenou  a Operação Lava Jato em Curitiba – base da grande investigação sobre propinas e cartel na Petrobrás, está pensando em recompor a força-tarefa da Polícia Federal, informou o blog O Antagonista.
A Lava Jato, no auge da investigação, chegou a ter um elenco com mais de dez delegados em dedicação exclusiva, além de agentes, escrivães e peritos criminais federais. Foi uma época, sobretudo entre 2014 e 2016, em que multiplicavam-se os alvos ligados a partidos políticos e dirigentes da Petrobrás.
No dia 6 de julho deste ano, Igor anunciou a fusão da equipe especial da Lava Jato com a Delegacia de Combate à Corrupção e assegurou  que ‘não havia nenhum tipo de interferência” externa.
Na época, a direção-geral da PF informou que a medida que pôs fim à exclusividade da força-tarefa da Lava Jato visava ‘priorizar ainda mais as investigações de maior potencial de dano ao erário’. 
Em nota oficial, a PF destacou que a incorporação da equipe especial pela Delegacia permitia o aumento do efetivo especializado no combate à corrupção e lavagem de dinheiro e facilitaria o intercâmbio de informações.
via site República de Curitiba Online