sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Silval Barbosa entrega ao MPF imagens de políticos recebendo dinheiro

O ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB) entregou ao Ministério Público Federal vídeos que mostram políticos do estado de diversos partidos recebendo dinheiro vivo.

Segundo Silval Barbosa, as gravações foram feitas pelo então chefe de gabinete Silvio Cesar, que, segundo o ex-governador, era quem entregava o dinheiro. O dinheiro, segundo o ex-governador, era de esquemas de propina no estado.

A delação premiada de Silval Barbosa foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no último dia 9.

Nas imagens, o atual prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB) aparece recebendo maços de dinheiro e os colocando nos bolsos do paletó. Um dos maços chega a cair no chão, e Pinheiro se abaixa para pegar.


Em outro vídeo, o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP) recebeu o dinheiro em uma caixa de papelão. Já o então deputado estadual Hermínio Barreto (PR) leva uma mala, onde coloca os maços.



A atual prefeita de Juara, Luciane Bezerra (PSB) guarda o dinheiro na bolsa. O ex-deputado estadual Alexandre César (PT) recebe o dinheiro e coloca em uma mochila.

O que disseram os políticos

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, disse que não fez nada ilícito e que vai comprovar isso na Justiça.

O deputado estadual Oscar Bezerra, declarou que a esposa dele, Luciane Bezerra, prefeita de Juara, recebeu dinheiro para quitar dívidas de campanha eleitoral.

O advogado de Silvio Cesar disse que não pode comentar porque a delação está sob sigilo.

Os demais citados não foram localizados pela reportagem.

Delação

Em outros trechos da delação, Silval Barbosa citou:

- A suposta participação do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em um esquema de corrupção no estado;

- Pagamento de propina nas obras da Arena Pantanal;

- Acordo entre políticos de diferentes grupos para eleger o atual governador, Pedro Taques (PSDB);

- Cobrança de propina para que ele não fosse citado na CPI das obras da Copa.

Boechat escracha Gilmar Mendes após soltura de Jacob Barata 'É padrinho...



Boechat escracha Gilmar Mendes após soltura de Jacob Barata: 'É padrinho da filha dele. Deveria se declarar impedido!'

Gilmar Mendes tem um foro íntimo muito peculiar', disse o jornalista Ricardo Boechat sobre os diversos habeas corpus concedidos a Jacob Barata Filho e Lélis Teixeira, envolvidos em um imenso escândalo de corrupção na exploração de ônibus no Rio de Janeiro. Gilmar Mendes é padrinho de casamento da filha de Jacob Barata Filho. Para Boechat, Mendes "deveria se declarar impedido de decidir algo que remeta a alguém de suas relações pessoais tão próximas". 

“Os políticos precisam aprender a fazer eleições baratas”

Raimundo Lira, líder do PMDB no Senado, declarou ao site O Antagonista que o fundão não passa do jeito que foi proposto pelo petista Vicente Cândido.

“Não faz o menor sentido um fundo público neste momento em que falta dinheiro para tudo. Os políticos brasileiros precisam aprender a fazer eleições baratas.”

Lira acrescentou ainda que a bancada peemedebista — a maior do Senado — ainda não se reuniu para tratar do assunto, entretanto ele acredita que a maior parte dos seus pares não seria favorável ao retorno do financiamento privado.

“Eu sou radicalmente contra. Entendo que esse modelo foi um dos principais responsáveis por todo esse processo de corrupção que vivemos no Brasil”, afirmou Lira.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Lula, peça perdão a si mesmo

E a caravana de Lula chegou a Pernambuco.

E não é que ele repetiu a ladainha de que "alguém vai ter de pedir desculpas" para ele.

Pois peça perdão a si mesmo, Lula!

Senado rejeitou sugestão de anistia a Bolsonaro,

A Comissão de Direitos Humanos do Senado não aceitou a sugestão de anistia ao deputado Jair Bolsonaro, informa o site Congresso em Foco.

O deputado Bolsonaro é réu em ação penal no STF pelo crime de incitação ao estupro. Em 2014, ele afirmou que “não estupraria” a petista Maria do Rosário “porque ela não merece”.

Uma sugestão legislativa que foi apresentada pelo portal “e-cidadania” do Senado, com apoio de 20 mil pessoas, pedia anistia a Bolsonaro e classificava como “perseguição” o processo no STF.

Petrobras afasta diretor de Governança por possível conflito de interesses

O Conselho de Administração da Petrobras decidiu afastar temporariamente o diretor de Governança e Conformidade (DGC) da companhia, João Adalberto Elek Júnior, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (23).

Elek Júnior ficará afastado do cargo pelo menos até julgamento de recurso sobre um caso envolvendo possível conflito de interesse.

A Petrobras explicou que a diretoria comandada por Elek Júnior contratou uma empresa especializada em auditoria na modalidade de dispensa de licitação, sob a justificativa de possíveis riscos de atrasos no processo.

Segundo a Petrobras, a filha do diretor havia sido contratada pela empresa de auditoria em um processo seletivo que durou de setembro de 2015 a março de 2016, enquanto o contrato da Petrobras com a empresa de auditoria foi assinado em dezembro de 2015.

A diretoria de governança foi criada pela estatal em 2015 para evitar eventuais práticas irregulares, numa resposta à Operação Lava Jato.

(com informações do G1)

No Japão, modelo distritão foi derrubado porque aumentou a corrupção

Uma das mudanças mais polêmicas no texto da reforma política aprovada pela comissão da Câmara dos Deputados - e ainda dependendo de votação no plenário da casa - é a mudança do sistema eleitoral para o “distritão”, um modelo que funcionou no Japão do pós-guerra até o começo dos anos 1990, mas foi extinto por causa do aumento dos gastos e pela inviabilização do debate político.
Caso a proposta passe no Congresso, serão eleitos apenas os deputados e vereadores com maior votação, daí o sistema ser considerado majoritário. Hoje, no chamado sistema proporcional, valem os votos recebidos pelo conjunto dos candidatos do partido e também pela legenda.
“Esse sistema (distritão) exige um maior investimento financeiro e é preciso ficar de olho, pois pode aumentar as chances de corrupção”, afirmou à BBC Brasil Tokuou Konishi, professor e pesquisador do Departamento de Ciências Políticas e Econômicas da Universidade Meiji em Tóquio, especializado em história e atualidade política do Japão.
Na sua avaliação, isso ocorre porque os candidatos passam a trabalhar com recursos limitados dentro dos partidos. “A competição interna pode fazer com que os candidatos busquem recursos extras para obter destaque em suas zonas eleitorais”, explicou.

Corrupção

Sob o antigo sistema eleitoral, em uso desde 1947 e baseado no distritão, os membros da Câmara dos Deputados japonesa eram eleitos por meio de 129 distritos, que garantiam entre um e seis assentos cada.
O modelo acabou levando os partidos a adotarem estratégias, já que era necessário colocar vários candidatos na maioria dos distritos para ganhar lugares suficientes para obter uma maioria ou uma minoria significativa de assentos.
Para maximizar a representação, as legendas precisavam encontrar métodos para garantir que cada candidato tivesse o número mínimo de votos necessário para ser eleito – mas não era vantagem que um deles recebesse uma votação superior, o que poderia prejudicar os colegas.
Como forma de resolver o problema, o Partido Liberal-Democrata (PLD), do atual primeiro-ministro Shinzo Abe, que dominou o cenário político japonês por décadas, passou a oferecer “benefícios” para grupos em cada distrito eleitoral para eleger seus candidatos, dando início a um esquema de corrupção.
No início da década de 1990, a insatisfação da população resultou numa pressão para a reforma eleitoral.

Modelo combinado

Atualmente, o sistema eleitoral japonês combina votação uninominal e representação proporcional.
De um total de 480 deputados, 300 são eleitos com base em processo eleitoral em 300 distritos. As 180 cadeiras restantes são escolhidas pelo critério proporcional em 11 grandes zonas regionais.
(Com informações da BBC Brasil.)

Contracheque verdadeiro do Juiz Sérgio Moro é um tapa na cara de quem espalha boatos

Os seguidores do blog acham que o Juiz Sergio Moro deveria ganhar muito mais pelo brilhante trabalho que tem realizado.  


Outros desafiam o Ministro do STF Gilmar Mendes a divulgar o seu próprio contracheque e abrir os números de suas empresas. 
Enquanto o Juiz ganha para prender bandidos o Ministro ganha para soltar 

com informações da: República de Curitiba 

Ministério Público cobra R$ 50 milhões de 500 políticos por farra das passagens

O Ministério Público se prepara para ir à Justiça cobrar cerca de R$ 50 milhões de mais de 500 políticos. A relação dos demandados inclui o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), e mais cinco colegas deles no governo Michel Temer. Engloba os presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os ministros do TCU Vital do Rêgo, José Múcio e Ana Arraes e os governadores de Brasília, Rodrigo Rollemberg (PSB), do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e de Sergipe, Jackson Barreto (PMDB). Todos eram deputados em 2009, quando as investigações avançaram.
De acordo com a procuradora Sara Moreira Leite, que assumiu um inquérito civil que se arrasta pelo Ministério Público, a intenção é processar todas essas 558 pessoas da relação, que gastaram 76 mil bilhetes aéreos irregularmente. Desses, 1.606 eram para o exterior. Mas antes é preciso atualizar os valores, excluir eventuais políticos falecidos e passar a abrir ações na Justiça até concluir tudo em menos de um ano. Dois tipos de processos devem ser abertos.
O primeiro tipo é  de ressarcimento aos cofres públicos pelo uso de passagens aéreas pagas com dinheiro público mas que serviram para fins privados, como viagens ao exterior, passeios com a família, cessão para eleitores ou outras pessoas sem vinculação ao mandato. Já o segundo são ações de improbidade administrativa que servem também para pedir que a Justiça impeça o político de ocupar cargos públicos, manter contratos com o Estado ou obter incentivos fiscais – mas esse tipo de processo só pode ser aberto até cinco anos depois de os políticos terem deixado seus cargos de deputado.
Os atos considerados ilícitos foram cometidos entre os anos de 2007 e 2009. Na semana retrasada, Sara Moreira ajuizou ações criminais por peculato contra 72 políticos da lista na 12ª Vara Federal de Brasília.
Agora, ela conta que, se um político estiver na relação e fizer a devolução nos próximos 30 dias, quando deve começar a ajuizar as ações, pode evitar “dores de cabeça”. “Nesse meio tempo, a gente aguarda se alguém quiser ressarcir, a gente está reunindo informações sobre isso”, explicou Sara ao Congresso em Foco. “Se quiser evitar dor de cabeça com uma ação… vai pagar em algum momento, seja agora, seja daqui a alguns anos, com a sentença judicial.
Últimos detalhes
Os técnicos da Procuradoria da República no Distrito Federal finalizam a atualização monetária dos valores da relação, que está defasada desde 2012, procuram por falecidos e acertam os últimos detalhes. Se todas as cifras se mantiverem, a correção pela inflação aumentaria a cobrança para ao menos R$ 68 milhões.
A lista engloba políticos importantes do Congresso e de fora dele. O primeiro-secretário do Senado, José Pimentel (PT-CE), o segundo secretário da Mesa, Gladson Cameli (PP-AC), o vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG), e o primeiro-secretário da Casa, Giacobo (PR-PR) estão lá. O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), também. Ele era corregedor da Câmara quando o Congresso em Foco revelou a farra das passagens, em 2009. As apurações comandadas por ACM Neto não responsabilizaram qualquer parlamentar.
Deputado à época, o hoje senador Roberto Rocha (PSB-MA) foi, segundo o Ministério Público, quem mais gastou dinheiro irregularmente: R$ 275 mil, por 497 passagens, sendo sete para trechos internacionais. Em segundo lugar, aparece o ex-deputado Henrique Afonso (PV-AC), com R$ 282 mil por 461 bilhetes. Em terceiro, Gladson Cameli, que gastou R$ 245 mil com 426 passagens.
O deputado Dagoberto Nogueira (PDT-MS), primeiro suplente da Mesa da Câmara, foi quem mais fez viagens ao exterior: 23. No total, ele gastou R$ 99 mil com 107 bilhetes aéreos.
Toda a apuração do MPF é baseada no uso de bilhetes aéreos por deputados entre 2007 e 2009. Investigações antigas sobre o uso de passagens por senadores ainda não produziram resultado. O Congresso em Foco procurou todos os políticos citados nesta reportagem.
Nos céus com dinheiro público
A farra das passagens foi publicada em série de reportagens pelo Congresso em Foco, que revelou que centenas de deputados e senadores viajavam pelo Brasil e pelo exterior com dinheiro público, muitas vezes para passear, ou cediam suas cotas de bilhetes aéreos para terceiros, como parentes, amigos e cabos eleitorais. Após a repercussão negativa do episódio, a Câmara reviu as regras para tornar mais explícita a determinação de que a verba só poderia ser usada para exercício da atividade parlamentar.
Como revelou o site Congresso em Foco, só na Câmara mais de 250 deputados viajaram para fora do país com recursos públicos. Paralelamente, foram abertas investigações para apurar um esquema de comércio ilegal de créditos aéreos envolvendo assessores e parlamentares.
Para fazer as denúncias, a Procuradoria recebeu apoio da Polícia Federal. Foram examinados 160 mil bilhetes aéreos pagos pela Câmara aos deputados entre os anos de 2007 e 2009 às companhias Gol e TAM. Os gastos com esses bilhetes chegaram a R$ 70 milhões em valores da época. Só com viagens internacionais, foram 1.588 trechos, que saíram ao custo de R$ 3,1 milhões. Outros R$ 64 milhões bancaram 112 mil voos nacionais. A principal dificuldade dos investigadores, além do número elevado de passagens a examinar, foi saber quais trajetos estavam relacionadas ao exercício da atividade parlamentar e quais tinham propósitos particulares.

fonte: site Congresso em Foco

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Povo brasileiro e ministros do STF criticam fundo público para campanhas

O povo brasileiro está contra a criação desse fundo. Apenas os parlamentares parecem dispostos a defendê-lo.
Também os ministros do STF Alexandre de Moraes e Marco Aurélio Mello criticaram hoje a criação de um fundo público de R$ 3,6 bilhões para financiar campanhas, informa o jornal O Globo.

“Não sou a favor de um fundo de quase R$ 4 bilhões. Todos nós já pagamos a democracia”, afirmou Moraes, que defendeu o voto distrital misto.

“Por que a campanha política precisa ser cinematográfica? Existem campanhas, principalmente majoritárias, em que a gravação é melhor que de minissérie. Com o voto distrital misto vai ser muito mais barato”, acrescentou o ministro.

Marco Aurélio, por sua vez, disse que vê a proposta do novo fundo como “muito dinheiro”. “Mas vamos esperar para ver o que ocorrerá.”




terça-feira, 22 de agosto de 2017

'Temos que impedir essa monstruosidade', diz Modesto Carvalhosa,que pede plebiscito para reforma política


O jurista Modesto Carvalhosa defende que a proposta de "reforma política" que está em análise no Congresso é inconstitucional e que reformar o sistema eleitoral dependeria da aprovação da população, expressa por plebiscito, conforme diz em artigo publicado no jornal O Globo.

Carvalhosa faz um veemente apelo: "e nós, o povo, devemos ir às ruas e impedir que essa monstruosidade venha não só legalizar, mas constitucionalizar a corrupção eleitoral".

Leia a íntegra do artigo de Modesto Carvalhosa: 
A reforma política em curso no Congresso peca de vício de origem que a torna absolutamente inválida no âmbito de um estado de direito. Nossa democracia funda-se no princípio da soberania do povo, inscrito no artigo 1º da Constituição Federal (CF), cujo sistema de representação, à luz do artigo 14 da mesma Carta, só poderá ser alterado por plebiscito, aí incluídos os temas cláusula de barreira e financiamento público de campanha.
Na Constituição de qualquer país democrático, e muito menos aqui, não há autorização para os mandatários aprovarem uma autorreforma política, usurpando a soberania do povo. Só falta, em seguida, admitir que mera PEC substitua presidencialismo por parlamentarismo…
Ora, nem os Estados Unidos ousaram rever seu arcaico sistema eleitoral. E, de todo modo, nenhum país verdadeiramente democrático ousaria fazê-lo sem a necessária consulta prévia ao eleitorado, oferecendo diversas opções de mecanismos de representação e financiamento de campanhas eleitorais.
A finalidade da cláusula de barreira e do financiamento público de campanhas nessa inaceitável reforma é, doravante, em todas as esferas, perpetuar no poder seus atuais detentores e impedir o surgimento de novos partidos e candidaturas independentes, eliminando uma das bases da democracia, isto é, a alternância e a constante renovação dos representantes do povo.
Mas o chamado Fundo Especial de Financiamento da Democracia (?!) de até R$ 6 bilhões não pode ser acolhido por ferir o princípio fundamental da separação entre os recursos públicos e os privados.
Pessoas jurídicas de Direito Privado que são, os partidos políticos, segundo o artigo 17 da CF, apenas podem receber do Estado o atual Fundo Partidário e o acesso gratuito ao rádio e à televisão.
Além do mais, qualquer outro benefício inventado pela autorreforma política esbarra na norma que veda a fixação de despesa sem a previsão da respectiva receita (artigo 165 da CF), princípio fundamental e inderrogável por qualquer PEC.
A propósito, onde está escrito na Constituição que o Congresso tem legitimidade para promover autonomamente e no seu único interesse uma reforma política, ignorando a soberania popular consagrada pelos artigos 1º e 14º da CF?
A sede de poder revelada por esse monstrengo de autorreforma política também atenta contra os princípios da moralidade e da impessoalidade, que devem presidir à conduta dos mandatários de cargos públicos (artigo 37 da CF).
Os pretextos para essa autorreforma das estruturas de representação popular são insubsistentes, tanto mais quanto se sabe que o voto distrital puro, a ser objeto de imperioso plebiscito, diminui os custos de campanha drasticamente (80%) e vincula aos eleitores o representante escolhido pelo distrito, acabando com a dispersão de votos e a desproporção de parlamentares federais por estado.
A vingar essa autorreforma, típica de república das bananas em que vamos gradativamente nos transformando, a corrupção será generalizada nas eleições de 2018 e seguintes, pois uma fortuna de R$ 3 bilhões a R$ 6 bilhões estará à disposição dos caciques dos partidos, dos seus milionários marqueteiros, sobrando ainda muito dinheiro do povo para a compra de votos através de cabos eleitorais pagos a peso de ouro (prefeitos, vereadores, presidentes de associações de bairros, chefes de comunidades etc.), tudo isso sem contar que o crime organizado certamente entrará firme nas “campanhas cívicas” para dividir o botim tirado do Estado.
Portanto, cabe ao STF pôr cobro a esse desmanche dos fundamentos de nossa democracia, determinando a convocação de plebiscito para decidir — sim ou não — sobre as propostas de reforma política.
E nós, o povo, devemos ir às ruas e impedir que essa monstruosidade venha não só legalizar, mas constitucionalizar a corrupção eleitoral.

Código Penal pode ser alterado e “tem que ser muito bem pensado”, alerta Moro

Sergio Moro, juiz federal responsável pelos processos da operação Lava Jato na primeira instância, disse nesta segunda-feira (21) que uma mudança como a debatida pela Câmara dos Deputados sobre alterações no Código do Processo Penal não é “necessariamente positiva”.
“Um novo código é um projeto de envergadura, e tem que ser muito bem pensado. Rogo que isso seja muito bem refletido. Por vezes, a mudança não necessariamente é positiva”, disse Moro em evento realizado na Assembleia Legislativa do Paraná, porém convocado pela comissão especial da Câmara dos Deputados para discutir o projeto de lei que pretende reformar o Código de Processo Penal, um conjunto de normas que regulamentam como os crimes são julgados.
“Numa sociedade democrática, se devem ter presentes os direitos do acusado. Ele é um potencial inocente. Mas muitas vezes, se esquece que do outro lado existe a vítima, que também é uma pessoa que tem direitos. O processo penal também serve à vítima”, afirmou Moro, dirigindo-se aos deputados federais Danilo Forte (PSB/CE), João Campos (PRB/GO) e Fernando Francischini (SD/PR), integrantes da comissão.
Moro leu alguns  trechos e fez comentários para o documento que entregou aos parlamentares. Com mais de 40 páginas, o texto reúne 23 sugestões reunidas pelo magistrado ao projeto de reforma do Código.

“Não há regras para fiscalizar o bilionário fundo partidário”, alerta especialista

Essa falta de regras poderá evitar a renovação política e fortalecer “caciques”.
Serão despejados bilhões de reais em campanhas políticas no próximo pleito, pelo fundo eleitoral aprovado na comissão da reforma política da Câmara dos Deputados, sem a garantia de fiscalização do uso dos recursos públicos destinados aos partidos. 
Pela proposta que deve ser analisada nesta semana no plenário da Casa, até R$ 3,6 bilhões serão reservados para custear gastos com propaganda política, entretanto a atual estrutura da Justiça Eleitoral enfrenta desafios para averiguar a aplicação do montante, considerado alto por especialistas.
Esse valor, acrescido das verbas já separadas para o Fundo Partidário, pode passar de R$ 4 bilhões – na campanha eleitoral de 2014, os partidos declararam oficialmente gastos de R$ 5,1 bilhões, quando ainda eram permitidas as doações empresariais. Apesar da falta de consenso, os deputados propõem a destinação de 0,5% da receita corrente líquida da União para o financiamento de campanhas, mas já discutem a redução da quantia para 0,25%.
Pela primeira vez, a Justiça Eleitoral terá de analisar um montante tão elevado de recursos públicos em campanhas eleitorais. A coordenadora-geral da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), Geórgia Nunes, alertou para a ausência de regras sobre a prestação de contas e a fiscalização do fundo bilionário. “Como se trata de um recurso novo, não se sabe como o Congresso vai estabelecer a forma de prestação de contas. Além da previsão do fundo, o texto precisa ter regras claras sobre essa destinação”, disse a advogada.
Para Geórgia, os parlamentares, ao discutir um fundo tão elevado sem a previsão de fiscalização, não atendem aos anseios da população com respostas eficientes de combate à corrupção, após revelações da Operação Lava Jato. “A sociedade reclama um barateamento de campanha. E isso (o valor do fundo) é um contrassenso.”
Também a professora de Ciência Política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Andréa Freitas criticou o valor do fundo e ressaltou que o financiamento público, somado à possibilidade de doações de pessoas físicas, recursos dos próprios candidatos e do Fundo Partidário, chegaria a valores semelhantes aos declarados em 2014. “É um valor estratosférico. Você tem praticamente todo o valor oficial unicamente vindo do Estado”, disse. “A solução não é uma solução, as campanhas vão continuar extremamente caras”.

Com a proibição de doações empresariais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2015 e com as dificuldades enfrentadas para bancar as eleições de 2016 por meio do Fundo Partidário e das colaborações de pessoas físicas, os parlamentares se articulam justamente para aprovar um aporte bilionário. Sobre a destinação dos recursos, o relatório do deputado Vicente Cândido (PT-SP) cita apenas que “caberá ao TSE-Tribunal Superior Eleitoral a fiscalização da distribuição e da utilização dos valores destinados a cada partido”.

“Esclarecer como isso será dividido no interior do partido é fundamental para evitar que os líderes centralizem recursos em um conjunto de candidatos”, disse Andréa. 
Ela afirmou ainda que essa falta de regras poderá evitar a renovação política e fortalecer “caciques”.

Bolsonaro é o político mais presente na internet

A campanha presidencial de 2018 só ainda não começou aos olhos da burocrática Justiça eleitoral brasileira. Os principais candidatos estão na estrada já faz tempo, percorrendo o país em caravanas, usando verba de gabinete para cabalar voto, aproveitando horário de trabalho para receber homenagens nos estados onde aparecem pior nas pesquisas. E publicando milhares de vídeos e mensagens em mídias sociais. Mas, quem está ganhando?

Depende de onde se observa a corrida. Na internet, Bolsonaro (PSC, por enquanto) está na frente por quase qualquer critério que se meça. É quem tem mais seguidores no Facebook (4,5 milhões, fora meio milhão no Twitter), mas não é só isso. Provoca mais comentários, reações e compartilhamentos do que todos os rivais diretos: quase 100 milhões em três anos e meio. Como diria aquele conhecido político paulista, “falem mal mas falem de mim”.



A objeção de que o digital não espelha a realidade porque muitos desses seguidores são robôs (ou a mesma pessoa com mais de um perfil) e que as interações são sempre com o mesmo grupo de pessoas é um argumento verdadeiro. Entretanto, é tão verdadeiro para Bolsonaro, quanto é para Lula (PT), para Doria (PSDB) ou para qualquer outro.

Todos os presidenciáveis têm militância virtual – paga ou não – que infla sua pegada digital com mil e um artifícios. Se todos inflam, então a comparação entre eles é válida. O impacto que isso terá no chamado mundo real é outro problema. Todavia há correspondência entre a presença virtual de um presidenciável e o seu desempenho nas pesquisas eleitorais.

No eleitorado, Bolsonaro só perde hoje para Lula. Na mais recente pesquisa divulgada, do DataPoder360, o militar aposentado aparece em segundo lugar em todas as simulações. Quando não fica atrás do petista, só perde para o branco e nulo. Ele vai melhor que qualquer outro nos 25% de eleitores que não votariam de jeito nenhum nem em um candidato do PT nem em um do PSDB.

A pesquisa DataPoder360 é telefônica e automatizada, o que exclui eleitores sem telefone ou que se recusam a conversar com gravações, porém a tendência que ela mostra está em linha com outros levantamentos, como a pesquisa Datafolha de junho. 

Bolsonaro pode ter um teto baixo, por inspirar rejeição em muita gente, contudo ele é quem mais bem trafega hoje pela avenida do conservadorismo que caracteriza a maioria dos brasileiros.

Não é só do desgaste de tucanos e petistas que Bolsonaro se aproveita. O Índice de Conservadorismo lançado pelo Ibope em dezembro mostrou que os conservadores avançaram desde 2010. Bolsonaro preenche um grande vazio eleitoral para quem é a favor da redução da maioridade penal e da pena de morte, e é contra a legalização do aborto e do casamento de pessoas do mesmo sexo.

O que mais puxa o conservadorismo é o medo da violência. Foram as questões sobre segurança pública que alavancaram o índice do Ibope entre 2010 e 2016. Desde que a pesquisa foi feita, a insegurança só aumentou, especialmente na base eleitoral de Bolsonaro, o Rio de Janeiro. Se esse cenário se mantiver nos próximos 12 meses, Bolsonaro terá condições ideais para surfar.

Isso não significa que ele já esteja garantido em um eventual segundo turno, muito menos eleito. Outros tentam aproveitar a onda que está carregando o militar aposentado. Doria e Alckmin, por exemplo, estão na água. Ambos poderão convencer esse eleitorado conservador que têm a experiência administrativa que falta ao deputado. Mas até a disputa interna dos tucanos ajuda Bolsonaro.

A fratura exposta pelo PSDB em seu recente programa de TV pode acabar em defecção. Se tanto Alckmin quanto Doria forem candidatos a presidente, um pode afogar o outro. Aí Bolsonaro surfaria sozinho.

Petições pelo impeachment de Gilmar Mendes aproximam-se de um milhão de assinaturas

A decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, de soltar presos de seu círculo íntimo revoltou internautas e deu amplo impulso a petições virtuais que pedem o impeachment do ministro. 
Enquanto uma petição que já existia ganhou impulso e passou de 760 mil assinaturas, uma outra petição, dirigida ao presidente do Senado, já amealhou mais de 295 mil apoios.  

Embora seja possível a uma mesma pessoa votar em ambas, as duas petições continuam recebendo apoios muito rapidamente e muitos apoiadores desconhecem o fato de haver mais de um abaixo-assinado. 

PARTICIPE
O abaixo-assinado mais antigo pode ser acessado neste link, e o mais recente, neste link

LÍDER PETISTA EM SERGIPE ANUNCIA LULA COMO 'FUTURO PRESIDIÁRIO'



O vice-presidente do PT de Estância, em Sergipe, Zé Carlos do PT cometeu uma baita gafe ( ou seria um ato falho?) ao anunciar a chegada à cidade do principal líder do seu partido, o ex-presidente Lula da Silva.

Em mensagem compartilhada por meio do WhatsApp, o dirigente petista chama Lula de “futuro presidiário”. Recentemente, Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão pelo juiz Moro e pode, realmente, ser preso, caso a segunda instância mantenha a decisão.

“Por oito votos favorável (sic), cinco contra e uma abstenção, foi confirmam (sic) o Título honorífico de cidadania estanciana para o futuro presidiário Lula (sic)”, diz a mensagem, com ênfase nas últimas palavras. Veja:

Após a trapalhada, o vice-presidente tentou se explicar. Disse ter caído em uma postagem irônica e “tendenciosa do jornalista antipetista Diogo Oliveira”.

“Quero repudiar uma nota publicada no Site Diário Sergipano do último dia 17 de agosto, do ano em curso, onde o seu diretor, o senhor Pisca Júnior, usando de má fé, mesmo sabendo que foi um equívoco meu, em compartilhar a nota escrita por Diogo Oliveira, que é assessor de comunicação do Município de Estância, a qual eu não tive o devido cuidado de ler todo o conteúdo, fui vítima dessa imprensa marrom, que tenta a qualquer custo me desqualificar perante meus companheiros de luta”, diz a nota.

Entidade comandada por Jacob Barata já patrocinou Gilmar Mendes

Procuradores do Ministério Público encontraram mais um motivo para acreditar que Gilmar Mendes têm relações estreitas com Jacob Barata Filho.


Em 2015, a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), da qual Barata era vice-presidente, patrocinou um congresso do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). O instituto pertence a Gilmar Mendes. 

A lista de patrocinadores pode ser vista no pôster de divulgação. Veja:


Atualização:

O ministro Gilmar Mendes informou que a realização de eventos é normal e que segue todos os procedimentos legais.

Gilmar também informou que juízes não podem ceder a “trêfegos e barulhentos procuradores, nem se curvar ao clamor popular”.

Professora recebe socos após chamar atenção de aluno

Estamos, há anos, sendo colocados em condição de desamparo pelos governos. A sociedade nos desamparou. A vida…
Em uma escola do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, uma professora foi agredida por um aluno após repreendê-lo. Marcia Friggi postou, em sua conta no Facebook, um desabafo contando que recebeu socos de um estudante de 15 anos.
A confusão teria começado depois que a educadora pediu para o aluno colocar um livro em cima da mesa. “Eu coloco o livro onde eu bem quiser”, teria dito o adolescente. O caso aconteceu no Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) da cidade.
A professora contou que o estudante a xingou e depois foi colocado para fora da sala de aula. Ao acompanhá-lo, ela teria recebido um série de socos. Ele, um menino forte de 15 anos, começou a me agredir. Foi muito rápido, não tive tempo ou possibilidade de defesa. O último soco me jogou na parede”, disse a professora.
Leia a seguir a íntegra do desabafo da professora em sua página:
DILACERADA
Estou dilacerada. Aconteceu assim:
Ele estava com o livro sobre as pernas e eu pedi:
– Coloque seu livro sobre a mesa, por favor.
– Eu coloco o livro onde eu bem quiser.

– As coisas não são assim.

– Ahhh, vai se foder.
– Retire-se por favor.

Ele levantou para sair, mas no caminho jogou o livro na minha cabeça. Não me feriu, mas poderia. Na direção eu contei o que tinha acontecido. Ele retrucou que menti e eu tentei dizer:

– Como, menti? A sala toda viu…

Não deu tempo para mais nada. Ele, um menino forte de 15 anos, começou a me agredir. Foi muito rápido, não tive tempo ou possibilidade de defesa. O último soco me jogou na parede.
Estou dilacerada por ter sido agredida fisicamente. Estou dilacera por saber que não sou a única, talvez não seja a última. Estou dilacera por já ter sofrido agressão verbal, por ver meus colegas sofrerem. Estou dilacera porque dilacera porque me sinto em desamparo, como estão desamparados todos os professores brasileiros.
Estamos, há anos, sendo colocados em condição de desamparo pelos governos. A sociedade nos desamparou. A vida…

Lembrei dos professores do Paraná que foram massacrados pela polícia, não teve como não lembrar.

Estou dilacerada pelos meus bons alunos, que são muitos e não merecem nossa ausência.
Estou dilacerada, mas eu me recupero e vou dedicar a minha vida para que NENHUM PROFESSOR BRASILEIRA passe por isso

NUNCA MAIS. (Não sei se cometi erro ao escrever, perdoem. )


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