segunda-feira, 4 de setembro de 2017

"EU SÓ OLHO A CORRUPÇÃO", DIZ O JUIZ MARCELO BRETAS

O jornal O  Estado de São Paulo publicou um longo perfil do juiz Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.
Marcelo Bretas disse que, antes de entrar na Faculdade de Direito, na UFRJ (1990-1994), foi um lulista-petista de carteirinha: “Eu gostava muito do Lula entre 1986 e 1989. Votei nele contra o Collor. Usei camiseta, boné, participei de passeata.”

Sobre o PT e o Lula de hoje, o juiz é econômico: “Não conheço os processos, por isso não posso falar. Mas não quero saber de partido. Eu só olho a corrupção. Para mim não é importante saber qual é a orientação do sujeito.”

Neste segundo semestre, o juiz Bretas vai proferir novas sentenças nos casos da Eletronuclear e da Operação Calicute, que envolve o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), atualmente preso.

“O nome para mim não tem nenhum significado, e muito menos o partido a que pertence”, disse o juiz Marcelo Bretas. 

“A sentença tem que estar baseada em fatos, não pode ter ideologia. O juiz tem que analisar o que tem no processo, sem se deixar influenciar por simples argumentos ou pelo clamor social.”

UM NEGÓCIO DA CHINA PARA A PETROBRAS

A Petrobras, saqueada durante os governos do PT, precisa de novos recursos para alongar o perfil de sua dívida e fazer captações em condições mais favoráveis.

Esforços neste sentido tiveram resultado neste sábado com a assinatura de um acordo de cooperação estratégica com o Banco de Desenvolvimento da China (BDC), que é o primeiro passo para a concessão de financiamento de US$ 5 bilhões à estatal, informa O Globo.

“Também será a base para a parceria em investimentos em toda a cadeia de petróleo e gás e a eventual concessão de crédito a empresas chinesas interessadas na compra de ativos da estatal.”

A privatização da Petrobras seria um negócio da China para o Brasil.

TEMER RECORRE AO PLENÁRIO DO STF CONTRA JANOT

A defesa do presidente Michel Temer recorreu ao plenário do STF contra a decisão de Edson Fachin que rejeitou pedido de suspeição de Rodrigo Janot para atuar na investigação do presidente Temer por obstrução de justiça e organização criminosa.

O advogado Antônio Mariz reafirmou que, nos casos envolvendo Michel Temer, Rodrigo Janot extrapola os “limites constitucionais e legais inerentes ao cargo que ocupa” e que este não autoriza o PGR a sair “atirando flechas na direção do Presidente”.

“Saliente-se, ainda, ser fundamental a apreciação da arguição oposta, tendo em vista o seu caráter prejudicial no que tange à eventual anunciada nova denúncia contra o Presidente da República. A suspeição, se reconhecida, macularia irremediavelmente a inicial do Procurador-Geral da República, razão pela qual, se oferecida, deverá ser sustada até o julgamento do presente agravo regimental”, argumenta o advogado Mariz no recurso.

Na decisão de quarta-feira, Fachin afirmou que não têm fundamento os argumentos de que Temer é alvo de perseguição política por parte do PGR.

A CARAVANA DO FARSANTE

Patético. Seria risível se não fosse trágico. Mas isso não é nada, para quem já roubou até os aplausos de Kofi Annan em uma Assembleia da ONU.
Lula será sempre uma farsa.

A CARAVANA DO FARSANTE
por Ênio Meneghetti 
  Muito vem sendo comentado sobre a caravana de Lula pelo Nordeste. Já apareceu em Alagoas com Renan Calheiros e o filho governador e seguiu seu périplo pela região.

    Vem sendo apresentados vídeos na internet como sendo de sua caravana que impressionam pela baixa afluência de público. Em um deles, filmado amadoristicamente por um popular, a caravana aparece em uma avenida, separada do cinegrafista por cem metros de terreno baldio cercado com arame. Na caravana, veem-se algumas carroças, um jegue, umas poucas motos e meia dúzia de carros seguindo o ônibus.

   A pessoa que está filmando do telhado de uma casa modesta, em dado momento desvia a câmera e mostra uma mulher vestida com simplicidade, de chinelos, às gargalhadas para o cinegrafista, enquanto aponta a minguada caravana. O cinegrafista exclama, com acentuado sotaque nordestino: – Acabô! Acabô! – ante o fraco cortejo que não conseguiu arrastar quase ninguém para receber Lula.

     Noutro vídeo, aparece o interior do ônibus de Lula chegando em outra cidade. Gleisi Hoffmann, presidente do PT, está fazendo pelo celular uma transmissão ao vivo da chegada. Populares cercam o ônibus para ver Lula. O motorista pergunta:
     – O presidente vai sair?
   Lula faz menção de descer, mas recua. Irritado, responde em alto e bom som:
    – Nesta porcaria aí não! – O assessor, visivelmente intimidado, intervém:
   – A polícia federal tá… A polícia federal tá aí… – referindo-se a escolta que os acompanhava. Furioso, Lula passa uma carraspana repleta de palavrões no assessor, que estava gravando tudo com o celular. Resmunga, furioso:
    – Eu queria ver você ter sensibilidade de ver a cara do povo de uma cidade que você não conhece e ter que encarar …- Quando repara que o assessor está gravando, irrita-se mais ainda e diz: – Você está aí na porra desse celular fazendo o que ?? Ah, ‘caraio’!!!

    Enquanto isso, Gleisi Hoffmann, que continuava fazendo sua transmissão ao vivo, tenta disfarçar mas atrapalha-se:
     – O presidente … uma pessoa tava aqui, tentando mostrá… lá embaixo, …O pessoal ‘tava’ aqui esperando na entrada da cidade… – guagueja Grace em sua transmissão. Ouve-se Lula ao fundo, ainda resmungando:
   – Não é possível, um povo insuportável, chato desse… Olha aí… o tanto de vagabundo… Dá uma olhada aí nesse povo aí dessa cidade… – Acha aí um… um véio nessa cidade, tira uma foto pra saí lá (nas redes sociais) e pronto.

    Isso é fato. O vídeo é real e está disponível na internet. Um vexame.
    Gleisi continuava tentando sair de sua transmissão:
    – Muita emoção, gente! Chegá aqui e vê o pessoal andando… andando a cidade inteira prá ver o presidente Lula. Muito legal isso! Muito bom! – diz ele, visivelmente embaraçada.
    Patético. Seria risível se não fosse trágico. Mas isso não é nada, para quem já roubou até os aplausos de Kofi Annan em uma Assembleia da ONU.
       
       Lula será sempre uma farsa.

(Publicado originalmente em https://eniomeneghetti.com/)

domingo, 3 de setembro de 2017

A CREDIBILIDADE DE TEMER

Em fevereiro último, para amenizar o desgaste com a nomeação dos ministros citados em delações premiadas e investigados pela Lava Jato, o presidente Michel Temer garantiu que afastaria aqueles que fossem denunciados e virassem réus.

Neste domingo, 3 de setembro, Lauro Jardim informa que o presidente não cumprirá a promessa.

Convenientemente, Temer dirá que denúncia de Rodrigo Janot não tem credibilidade.

Nem o STF, presidente? O Antagonista lembra que ministros só viram réus depois que o Supremo aceita a denúncia do PGR.

(conteúdo O Antagonista)

QUASE METADE DOS BRASILEIROS QUER A PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS

A anunciada privatização da Eletrobras pelo governo de Michel Temer é apoiada por 49,3% dos brasileiros, enquanto 47,1% são contra.
Foi o que indicou um levantamento do instituto Paraná Pesquisas com 2.608 pessoas, realizado entre os dias 28 de agosto e 1.º de setembro.

Por outro lado, 57,9% são contra a privatização da Casa da Moeda, enquanto 37,2% defendem a medida.

A LAVA JATO INTERROMPEU UM GOLPE DE ESTADO PELO PT

René Ariel Dotti, nos idos da década de 1950, era um estudante de Direito entusiasta da campanha “O petróleo é nosso”. Seis décadas após, o criminalista, jurista e professor hoje conduz a banca de assistentes de acusação do Ministério Público Federal (MPF) nas ações da Lava Jato, contratado pela Petrobrás. Seu papel é processar, com a força-tarefa, corruptores e corruptos. “(A Lava Jato) É uma revolução copérnica na criminalidade do País”, disse Dotti, em seu escritório, na capital paranaense.
Perto de completar 83 anos, Dotti defende as delações premiadas – apesar de não fazê-las –, critica o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, pelas declarações sobre prisões preventivas, e se diz contrário à possibilidade de execução da pena após decisão em segunda instância. Leia a seguir os principais trechos da entrevista concedida ao jornal Estado de São Paulo:
O senhor representa a Petrobrás nas acusações da Lava Jato, o que isso significa?
Eu estudei na faculdade em 1954. A grande luta era o petróleo, o movimento do petróleo nacional. Por isso foi uma alegria muito grande poder representar a empresa, pelo que ela fez pelo País. Nosso papel nos processos é acompanhar as audiências de testemunhas e interrogatórios. Acompanhamos os processos, funcionamos como assistentes do Ministério Público. Assistentes porque a figura mais importante é a do Ministério Público, e nós colaboramos na medida em que estamos no mesmo caminho, sustentando as mesmas teses, com o mesmo pedido.
O senhor tem 50 anos como criminalista, já deve ter visto de tudo. Algo o surpreendeu na Lava Jato?
Claro. É uma revolução copérnica na criminalidade do País. Porque, embora houvesse isso antes, nunca houve uma investigação desse tipo, nunca houve um Judiciário federal com essa disposição, como o doutor Sérgio Moro. A Lava Jato, no meu entendimento, interrompeu um golpe de Estado. Um golpe de Estado sem violência. O PT ia fazer um golpe de Estado na medida em que estava corrompendo grande parte do Congresso e colocando gente no Supremo Tribunal Federal para ter uma continuidade de poder, um projeto de poder. O que o PT fez, não a parte de corrupção, a parte de organização, foi pensando em tomar o Estado. De que maneira? Defendendo uma doutrina que é comum ao interesse público, que era a da ética. O PT sempre chamou os jovens. Reunia religiosos, reunia jovens, estendia em outras camadas. O PT dominou muito bem, e por isso teve o poder. E isso seria o golpe de Estado.
É possível uma reforma penal com o atual Congresso?
Não, com esse Congresso não dá. Porque é um Congresso de muito fisiologismo. É um Congresso que vive não um papel de representação popular, vive um papel de concentração de interesses pessoais.
O senhor defende a execução da pena em segunda instância, que tem sido medida encampada pela Lava Jato e por Moro como forma de combate à corrupção?
Não… A Justiça Federal e os tribunais federais trabalham mais rapidamente do que os outros tipos de tribunais. A Justiça estadual é mais demorada que a Justiça Federal. Tenho um projeto com o desembargador de São Paulo Rui Stoco que chegou a ser aprovado na Câmara. Ele diz que todo e qualquer condenado a pena acima de 8 anos, esteja preso ou não, tem de ter o julgamento como se fosse de réu preso, ou seja, o julgamento prioritário. Então, eu defendo o julgamento prioritário.
Mas funcionaria? A Justiça daria conta, as cadeias já não estão cheias de gente que nem julgadas foram?
É um problema de gestão, não de lei. Dou um exemplo, a Constituição prevê o salário mínimo, entre os direitos sociais. Diz que o salário mínimo fixado em lei, nacionalmente unificado, é capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e as de sua família. O salário mínimo paga isso tudo? Nunca. Então podemos cortar esse artigo da Constituição? Não podemos. O que eles fizeram foi isso, fizeram cortar um artigo da Constituição que prevê a presunção da inocência.
As prisões preventivas são duramente atacadas na Lava Jato. O senhor é um dos críticos?
É um tipo de criminalidade absolutamente distinto, novo. Nem é criminalidade do colarinho branco, é muito mais do que isso, é uma criminalidade permanente. Porque continuam praticando crimes. Então a prisão preventiva é necessária. O ministro Gilmar Mendes está completamente errado nesse ponto (ao criticar as prisões preventivas). Uma propaganda que ele faz contra as prisões preventivas. As prisões preventivas nesses casos são necessárias. Continuam praticando crimes.
Há quem veja excessos nas prisões do juiz Sérgio Moro?
Não, não há.
A Lava Jato não prende para obter delações?
Não, eu considero uma generalização isso. Porque muitas delações foram feitas sem que existissem prisões.
O senhor faz ou faria uma delação para cliente?
Clientes nossos preferiram fazer e escolheram um advogado para isso e eu concordei. Nosso escritório não faz.
Delações e preventivas são focos de ataques de políticos que estão reagindo à Lava Jato. O senhor acha que as investigações estão sob risco?
Não vejo risco, porque a Lava Jato tem uma base social muito grande. Todos apoiam essa mudança, essa revolução. A sociedade apoia, portanto ela não vai cair.
Um dos embates de 2018 será se Lula será candidato e qual peso ele terá. O senhor deu um puxão de orelha na defesa do ex-presidente na audiência com o juiz Sérgio Moro…
Não faz parte da ética profissional. Tem sido comum em alguns casos da Lava Jato. Senti, depois de duas horas de interrupções permanentes, que o objetivo era tentar impedir que o interrogatório se consumasse. Minha intervenção foi no sentido de que o colega não poderia se portar com aquelas agressões pessoais.
Fonte: Estadão

Joaquim Barbosa 'pisa' em Temer e diz que ele deveria ter a honradez de renunciar

Joaquim Barbosa, ex-presidente do STF, em entrevista, afirmou que "Michel Temer deveria ter tido a honradez de deixar a Presidência". 
Para Barbosa, "Em nenhum país do mundo um chefe de governo permaneceria um dia sequer no cargo depois de acusações tão graves quanto aquelas que foram feitas contra Temer. O Brasil entrou numa fase de instabilidade crônica, da qual talvez só saia em 2018 [com as eleições]".

Advogado de Lula na ONU diz que condenação em segunda instância é certa

O advogado britânico Geoffrey Robertson, contratado para representar o ex-presidente Lula da Silva no Comitê de Direitos Humanos da ONU, deu como certa a manutenção da condenação do ex-presidente petista nas instâncias superiores. A declaração foi feita durante um jantar organizado por juristas em sua homenagem na quarta-feira, 30, em São Paulo.

“Moro e os colegas estão dizendo que ainda há recursos para Lula na Justiça. Nós estamos alegando que não há mais recursos aqui porque a Justiça do Brasil é totalmente parcial. Portanto, temos de ir às instâncias internacionais, onde há uma Justiça verdadeira”, afirmou Robertson.


O advogado britânico se referia à defesa feita pelo governo brasileiro perante o Comitê de Direitos Humanos da ONU. A defesa, assinada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela condenação de Lula a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá, alega que o Lula da Silva não pode recorrer a cortes internacionais enquanto ainda houver a possibilidade de recursos para reverter a sentença na Justiça brasileira.

Ao afirmar que Lula da Silva não tem mais chances de sucesso nos tribunais brasileiros, Robertson admite que o ex-presidente pode estar fora da disputa eleitoral do ano que vem.

Se for condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral da 4.ª Região (TRF-4), Lula da Silva pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa e ficar inelegível.

Robertson citou a entrevista do presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores, ao jornal O Estado de S. Paulo para embasar sua argumentação. Na entrevista, o desembargador classificou como “irrepreensível” e “irretocável” a sentença que condena Lula.

“O mais ridículo é que o presidente do tribunal já basicamente prejulgou o ex-presidente Lula dizendo que a sentença do Moro é impecável. Fica nítido que o julgamento não é imparcial. É um aberração”, disse Robertson.

O britânico é o primeiro no entorno de Lula a dizer publicamente que o petista não tem chances de reverter a condenação aplicada por Moro. Nas últimas duas semanas, o Estadão ouviu mais de 20 advogados que atuam na Lava Jato ou acompanham com proximidade o caso de Lula da Silva.

Quase todos afirmam, sob a condição de anonimato, que as chances de a Segunda Turma do TRF-4 reverter a sentença de Moro são mínimas.

Já o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, responsável pela vinda de Robertson ao Brasil, confirmou que os recursos em defesa do petista nos tribunais superiores têm sido ineficazes, mas evitou fazer críticas generalizadas à Justiça brasileira e disse que não jogou a toalha. “Esta sentença não tem como prevalecer.

Para mim só tem uma hipótese de a decisão não ser derrubada: é se o TRF-4 decidir julgar Lula de uma forma diferente”, concluiu. 

'Estranho país o Brasil. Aboliu os cigarros em locais públicos, mas não impede que pervertidos ejaculem na cara das mulheres em ônibus', ataca jornalista

O jornalista Josias de Souza, em sua coluna, lamentou a decisão do juiz que soltou o pervertido que ejaculou em uma mulher dentro de um ônibus. Para o colunista, "a decisão ajuda a explicar o comportamento do agressor".

Leia abaixo o texto de Josias de Souza: 
Estranho país o Brasil! Aboliu as baforadas de cigarro nos salões dos restaurantes chiques. Mas não consegue impedir que pervertidos ejaculem na cara das mulheres em ônibus e trens urbanos.
Quem poderia imaginar que, no processo da evolução humana, o macho brasileiro se tornaria um bípede para poder abrir o zíper num transporte coletivo do século 21, colocar o pênis para fora, marturbar-se e espargir esperma em fêmeas indefesas?
 Um King Kong enxergaria essa modalidade de sexo público como uma prática constrangedora. Em São Paulo, porém, chamado a julgar o caso do sujeito que ejaculou no pecoço de uma mulher dentro do ônibus, um juiz mandou soltá-lo com base na seguinte argumentação:
''Entendo que não houve constrangimento, tampouco violência ou grave ameaça, pois a vítima estava sentada em um banco de ônibus, quando foi surpreendida pela ejaculação do indiciado.''
Levando-se o raciocínio do doutor às últimas (in)consequências, a mulher ultrajada talvez devesse agradecer ao agressor pela civilidade do ataque. Mas a vítima, aos prantos, discordou: “Eu me senti um lixo. Para a Justiça, não fui constrangida!”
A decisão ajuda a explicar o comportamento do agressor. Não foi a primeira vez que ele meteu o pênis na cara de uma mulher. Acumula 13 passagens pela polícia por “ato obsceno e importunação ofensiva ao pudor” e três prisões, sendo duas por “estupro”.
O cobrador do ônibus evitou que o tarado fosse agredido. Segurou-o até a chegada da polícia. Lamentou que a prisão tenha sido relaxada no dia seguinte. Disse estar “decepcionado”.
O juiz escorou sua decisão em manifestação do promotor, também favorável à liberação do agressor, mediante pagamento de multa. Tais injustiças levam algumas pessoas a gritarem, de tempos em tempos: “Livrai-me da Justiça, que dos malfeitores me livro eu.”
Alguém já disse que a civilização é tudo o que sobra para ser desenterrado dez mil anos depois. Quando os arqueólogos desencavarem evidências de que os ataques sexuais eram comuns nos transportes coletivos brasileiros, tudo será esclarecido.
A comunidade científica concluirá que o macho brasileiro parou de evoluir por volta dos anos 2000, tomando o caminho de volta. Era bípede. Mas retrocedeu até ficar de quatro. Registros sonoros indicarão que o macaco voltou à cena para perguntar: “Acha que valeu a pena?”
– Atualização feita às 10h54 deste sábado (2): O ejaculador solto pelo juiz, com o aval do promotor, voltou a exibir o pênis para uma mulher dentro de um ônibus nesta manhã de sábado. Detido pelos passageiros, o sujeito foi preso novamente.

'Há chance real de mudarmos o patamar da ética pública e privada', diz Barroso

Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),  disse nesta sexta-feira, 1º, no Rio, que "a corrupção não é invencível". 
"A ditadura parecia invencível, a inflação, a pobreza extrema, e em uma geração conseguimos derrotar esses três flagelos. Acho que a corrupção não é invencível. Há chance real de mudarmos o patamar da ética pública e privada. Eu vivo para este dia",concluiu Barroso.

sábado, 2 de setembro de 2017

PT tem dificuldades para estimular militantes a acompanhar Lula em novo depoimento a Moro

O PT está com bastante dificuldade para arregimentar militantes do partido dispostos a acompanhar o ex-presidente Lula da Silva em Curitiba no dia 13 de setembro, data em que prestará novo depoimento ao juiz Sergio Moro. 

Um dos motivos é a falta de recursos. Um bom montante foi gasto na caravana de Lula pelo Nordeste.

GILMAR MENDES, O LIBERTADOR

Gilmar Mendes, porém, se destaca entre seus pares pela arrogância com que afronta a opinião pública, considerando que discordar dela seja corajoso dever de ofício e que concordar com ela seja covardia. Que coisa, não? Nossa opinião virou alimento dos covardes.
GILMAR MENDES, O LIBERTADOR 
por Percival Puggina
Gilmar Mendes está condenado nas várias instâncias da opinião pública. Foram-lhe concedidos todos os prazos. Boquirroto, quanto mais fala, mais ajuda aqueles que o acusam. Disse e continuará dizendo o que bem entende porque o Senado Federal, a quem caberia processá-lo por crime de responsabilidade, raramente faz o que deve. Hão de recear, os senadores, aquela ira teatral que afina a voz e engrossa o vocabulário.
Sua toga tem servido como manto protetor para autênticos inimigos públicos. Não vou, aqui, examinar todo o prontuário do ministro, de quem já se disse que faz bico no Supremo, tantas e tais são suas atividades fora do operoso quadrilátero do STF. Foi ele quem soltou o médico estuprador Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão.
De uns tempos para cá, tomou gosto e não parou mais. Assumiu-se como “garantista” (dos réus, não da sociedade), por uma questão de princípio e como proclamada expressão de sua “coragem moral”. Arre! Realmente é preciso ter coragem! Dos dois pólos da corrupção ativa e passiva vem devolvendo ao aconchego do lar pais amorosos, maridos fidelíssimos, empresários profícuos. A Lava Jato esguicha e ele seca.

Sua mais recente obra-prima foi a libertação do “rei do ônibus”. Alega o ministro que os três níveis de relação que o aproximam do réu não constam entre os casos de impedimento discriminados no Código de Processo Penal. Sim. E daí?
Isso não significa que a proximidade não exista, nem que os fatos deixem de estarrecer quando é concedida liberdade a um réu que já fora apanhado com a mala na esteira do aeroporto e passagem apenas de ida para Portugal. Isso não significa que não haja uma contradição entre a sensibilidade “garantista” do ministro e a percepção nacional sobre suas decisões. Ele bem poderia dispensar-se do impedimento para recusar o habeas corpus do réu, mas para concedê-lo... por favor!
Claro que ele não está só. Claro que o Supremo tem extensa folha corrida de proteção aos criminosos políticos e endinheirados. Claro que a lista de congressistas presos por determinação do STF e mantidos presos não tem mais de dois ou três nomes. Claro que há, na Corte, uma bancada "garantista" que se rebela, inclusive, contra a decisão, até bem pouco majoritária, que determina cumprimento de pena após condenação em segunda instância. Tudo isso é tristemente verdadeiro no reino da impunidade. Gilmar Mendes, porém, se destaca entre seus pares pela arrogância com que afronta a opinião pública, considerando que discordar dela seja corajoso dever de ofício e que concordar com ela seja covardia. Que coisa, não? Nossa opinião virou alimento dos covardes.

“Minha história é de fracasso na luta contra a corrupção”

Deltan explica como a impunidade penal fomenta o crime de colarinho branco no país.
Para o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, a corrupção no Brasil é tamanha porque somos o país da impunidade.
Em primeiro lugar, a corrupção é difícil de se descobrir e mesmo quando se sabe que de fato ocorreu é difícil de comprovar. Em segundo lugar, o processo pode ser anulado – principalmente quando o réu é rico.
Ademais, os casos demoram mais de 10 anos e, como Justiça lenta é Justiça nenhuma, acontece a prescrição. Quando o processo não prescreve, enfrenta-se dificuldade em executar a pena. Quando a pena é executada, vê-se que a pena é branda demais. E, finalmente, a pena é indultada depois do cumprimento de um quarto do tempo, como ocorreu com condenados no mensalão.
“Minha história é de fracasso na luta contra a corrupção”, diz Dallagnol, que relembra o caso do Banestado, dos Gafanhotos do Paraná e da Operação Pôr-do-Sol, que não tiveram sucesso em punir suspeitos de serem corruptos seja por prescrição ou pela anulação de provas.
O lamento do coordenador das investigações do Ministério Público Federal na Lava Jato foi feito durante a palestra “O combate à corrupção e à impunidade” no I Congresso Brasileiro da Escola de Altos Estudos em Ciências Criminais na tarde deste sábado (26/08).
O fracasso de Deltan Dallagnol é compartilhado pelos colegas promotores e também pelos juízes que compunham a plateia do evento. Ao perguntar quem dos cerca de 300 presentes viu um réu por corrupção cumprir pena depois de transitado em julgado o caso em que atuaram, teve apenas duas respostas afirmativas.
Risco
A corrupção, segundo Dallagnol, é um crime racional, já que o criminoso avalia os benefícios e os riscos de serem pegos e punidos. No Brasil, a maior parte dos corruptos coloca suas esperanças na impunidade e a Lava Jato não muda essa realidade.

Dallagnol citou Martin Luther King ao dizer que “é um fato histórico que grupos privilegiados raramente abrem mão de seus privilégios voluntariamente”. Por outro lado, uma mudança neste cenário só virá com uma reforma no sistema de justiça criminal, como a proposta das 10 medidas contra a corrupção, feita pela força-tarefa.
Da mesma maneira que Sérgio Moro, Dallagnol também se mostrou preocupado, num tom mais dramático, com a possibilidade de mudança de entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a execução provisória da pena. “O que a mudança de entendimento do STF faz é matar a sociedade de inanição, de fome e de sede”, diz.
A Lava Jato
A Operação já soma 280 acusados, 100 condenados a mais 1.500 anos, tem 7 ex-parlamentares presos, já repatriou R$ 750 milhões e firmou compromissos de devolução de mais de R$ 10 bilhões de reais fruto de corrupção.

A Lava Jato, brinca Dallagnol, deve seu sucesso graças a um “erro essencial” da Polícia Federal logo no início. Ao fazer uma busca e apreensão num escritório de Paulo Roberto Costa e dar de cara com uma porta trancada, a polícia deixou o local em busca de uma maneira de entrar no imóvel. Nesse meio tempo, os parentes de Costa entraram lá e retiraram provas. Com isso, Paulo Roberto Costa foi preso e a investigação avançou.
Dallagnol também disse que a máxima “SIGA O DINHEIRO” não é bem assim, já que muitas operações, como as de dólar-cabo, escamoteiam o verdadeiro destino do dinheiro. “A corrupção acontece aos sussurros. Existe um acordo de silêncio entre o corruptor e o corrompido”, diz o procurador da República.
“O que fez com que os olhos da investigação se abrissem foram as colaborações premiadas. Ela não te leva para o fim de um labirinto, embora ajuda a olhar por cima deste labirinto e ver quais são os caminhos que permitem te levar ao final, provavelmente com sucesso”, compara, antes de dizer que a delação é um excelente ponto de partida para investigação com poder suficiente para afastar os sigilos fiscal e bancário.
Foi a partir das colaborações que uma investigação de um crime de lavagem de dinheiro de R$ 26 milhões passou a desvendar esquemas que chegaram aos R$ 6,2 bilhões, valor 238,5 vezes maior. O prejuízo estimado é ainda superior: R$ 42 bilhões, dos quais praticamente a metade abastecia três partidos políticos para enriquecimento ilícito de seus membros e para financiamento de campanhas.
Para Deltan Dallagnol, é papel dos membros do Ministério Público não apenas atuar com presteza nas relações processuais, mas também informar ao legislador quais são as brechas no sistema de justiça. “Nós queremos que o sistema de justiça funcione”, diz. “Queremos que também haja punição para os outros 97 de cada 100 casos de corrupção que acabam em plena impunidade no Brasil”.
Kalleo Coura – São Paulo
Fonte: Jota

Dilma quer Alckmin enfrentando PT em 2018

Bolsonaro e Doria, nem pensar, avisa.

Um ano após ser afastada definitivamente da Presidência, Dilma continua a chamar o processo de “golpe” e declarou que seu governo “perdeu a batalha do convencimento” quando buscava “saídas para a crise econômica”.
Analisando a disputa de 2018, Dilma, 69, disse que prefere ver o PT enfrentar o tucano Geraldo Alckmin a Jair Bolsonaro ou João Doria.
“Eu preferia o Alckmin ao Doria e ao Bolsonaro. Acho que o país preferia um candidato do perfil do Alckmin.
Ao Bolsonaro, não tenho dúvida. Em relação ao Doria, que as pessoas façam seu raciocínio e pensem bem. Não vejo consistência na candidatura dele. O Alckmin, de uma forma ou outra, é PSDB. Acho que eles ainda têm um pequeno compromisso com o país.”
Ela também declarou que quer assistir ao filme “Polícia Federal – A Lei é Para Todos”, baseado na Lava Jato. 
"Acho que uma boa comédia é imperdível. Especialmente quando não queria ser comédia", afirmou. 

Joesley manda recado ao presidente Temer

“A colaboração premiada é por lei um direito que o senhor presidente da República tem por dever respeitar. Atacar os colaboradores mostra no mínimo a incapacidade do senhor Michel Temer de oferecer defesa dos crimes que comete. Michel, que se torna ladrão geral da República, envergonha todos nós brasileiros.”


NEM TUDO É JOGO ELEITORAL

Juízes e promotores de peso não trocariam vocação pela política
A POLÍTICA anda tão desqualificada que uma das armas mais utilizadas por aqueles a quem a aplicação da lei desconforta é espalhar boatos de que investigadores e juízes querem mesmo é ser políticos. A ideia é colocá-los sob suspeição, insinuar que fazem o que fazem no intuito de obter vantagem pessoal. Qual seja, tentar eleger-se deputado, senador, governador ou presidente.
Essa versão carrega um ato falho e um paradoxo. Seus autores, políticos na maioria, admitem que a atividade a que se dedicam oferece meios e modos para a obtenção de benefícios distantes do interesse público. Ao mesmo tempo cometem uma incongruência.

A suspeita sobre os reais objetivos desse ou daquele promotor ou juiz em geral é acompanhada da acusação de que a atuação desses agentes é extremamente prejudicial ao funcionamento do país e danosa para a democracia, pois visaria à desmoralização da política. Ora, se de fato têm a intenção de entrar para a política, por que seriam ativistas de seu aniquilamento? Outra: se pretendem mesmo trocar a estabilidade de sua profissão pela vida incerta da busca constante de votos, qual o interesse deles em tornar ainda mais difícil a vida dos eleitores de quem passariam a depender?

Não havendo lógica no raciocínio nem ingenuidade nos argumentos, resta como explicação a má-fé. Tão nefasta que se vale da boa-fé de um contingente de cidadãos, estes, sim, ingênuos, que consideram iguais atributos, formação, vocação e circunstâncias necessárias ao exercício de atividades absolutamente diferentes. Julgar, investigar e eventualmente acusar nada tem a ver com governar, legislar, construir consensos e/ou administrar dissensos mediante negociações, composições, concessões (no bom sentido, considerando um cenário próximo do ideal).

Mas o deserto anda tão árido no tocante à correção de condutas que, quando o público (ou parte dele) vê alguém atuando em consonância com seu interesse, a tendência é imaginar que essa mesma pessoa possa encarnar a salvação. Daí os índices elevados de “intenção de voto” no juiz Sergio Moro quando o nome dele é incluído nas pesquisas de opinião.

O mesmo aconteceu, e ainda acontece, com o ministro do Supremo Tribunal aposentado Joaquim Barbosa. O primeiro atende às expectativas na condução do que lhe chega em relação à Lava-Jato e o segundo fez o mesmo na época do julgamento do mensalão.

Naquela ocasião, passados já cinco anos, dizia-se sobre Joaquim o que se diz hoje sobre o procurador-geral da República em fim de mandato, Rodrigo Janot. Candidatos, sem dúvida. Joaquim não foi, a despeito de “informações de cocheira” difundidas por advogados de defesa, Moro não será nem Janot. Primeiro, porque não é essa a natureza de nenhum dos três. Segundo, porque em termos populares a vida já lhes sorri de onde estão.

Por último, mas não menos importante, porque os partidos têm oligarcas que não pretendem substituir tão cedo, e certas normas que não estão dispostos a submeter ao rigor de ninguém. Muito menos a rigorosos juízes e promotores que tanto apoio recebem da população.

por Dora Kramer/ Veja

Eike diz que comprou Crivella por R$ 1 milhão, a pedido de Cabral

Eike Batista conta em um dos 17 anexos de sua proposta de delação que, a pedido de Sérgio Cabral, deu 1 milhão de reais para Marcelo Crivella não disputar a prefeitura do Rio em 2012, facilitando a reeleição de Eduardo Paes.
Esse relato de Eike expõe uma triangulação macabra entre políticos adversários. Ele afirma que Cabral o solicitou a dar uma contribuição de 1 milhões de reais à campanha de Paes, o candidato apoiado pelo então governador.
Eike descreveu que foi informado por Paes de que o repasse teria de ser feito por caixa 2. Ele quis saber por quê.
Então o ex-prefeito revelou que o dinheiro seria entregue a Crivella, com o compromisso de que ele desistisse de concorrer ao Executivo municipal naquele ano.
O bispo não foi candidato, e Paes bateu Marcelo Freixo no segundo turno.

O BRASIL PERDEU A CHANCE DE PUNIR DILMA COM UMA SURRA NAS URNAS

O poste despejado da Presidência da República escapou por pouco de descobrir o que o país acha do seu desempenho.

Na versão vigarista difundida pela seita lulopetista, que tem como único deus um corrupto sem remédio condenado a nove anos e meio de gaiola, Dilma Rousseff foi vítima de um “golpe parlamentar” concebido e executado por direitistas que sonham com a venda do Brasil aos Estados Unidos em suaves prestações. A sórdida conspiração encurtou o prazo de validade do governo que só pensava nos pobres, aposentou arbitrariamente a super-gerente iluminada e impediu que o colosso tropical se tornasse uma Dinamarca com praia e carnaval.

Símbolo da injustiça histórica, Dilma nem precisaria fazer campanha para conquistar nas urnas o cargo que quisesse, certo? Errado, avisou com duas desistências sucessivas a protagonista da farsa que o impeachment reduziu a farrapos. Despachada do Planalto, a sucessora que Lula inventou prometeu voltar a Brasília como senadora. Há um mês, achou mais prudente candidatar-se a uma vaga na Câmara dos Deputados. Nesta semana, comunicou ao padrinho que não vai disputar coisa alguma no ano que vem.

Que pena. Os habitantes do país que devastou em parceria com o chefão perderam a chance de transformá-la na ex-presidente menos votada da história da Humanidade.

Augusto Nunes/ Veja

Ministros do STF tentam costurar “saída honrosa” para Gilmar Mendes no caso Jacob Barata

Os Ministros do STF têm evitado comentar publicamente os pedidos de impedimento contra o colega Gilmar Mendes que chegaram na Corte. Nos bastidores, no entanto, já se discute como isso será recebido pelo Tribunal. Em conversas reservadas na última terça-feira, 29, ministros debateram se é necessário julgar o tema no plenário, composto pelos 11 integrantes, ou o caso poderia ser analisado pela 2ª Turma.
Cármen Lúcia, presidente do STF, avalia que levar o caso para julgamento pelos ministros pode deixar o Supremo “exposto”, mas sabe da necessidade de dar um desfecho para a situação. Há integrantes da Corte que tentar costurar uma saída honrosa para o ministro, sugerindo que o colega se declare suspeito no caso Barata Filho.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) alegou o impedimento e a suspeição de Gilmar Mendes nos casos relacionados ao empresário Jacob Barata Filho. A presidente do STF pediu a manifestação do ministro sobre o tema. Depois da resposta de Mendes, Cármen poderá decidir sozinha a situação ou convocar o colegiado. Um outro pedido de impedimento alegado pela PGR contra o ministro, por um habeas corpus de Eike Batista, está parado no gabinete da presidente desde maio.
O regimento interno do STF prevê que as arguições de impedimento ou suspeição sejam analisadas pelo plenário. No entanto, como a eventual discussão pelo colegiado seria um fator inédito, há questionamentos feitos sobre essa previsão. Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo mostrou que nos últimos dez anos todos os 80 pedidos para afastar um ministro da análise de uma ação foram rejeitados monocraticamente pelo presidente do Supremo.
A justificativa de parte dos ministros é que como o impedimento foi apontado em um habeas corpus – e a competência para análise de habeas corpus é na Turma -, o plenário não poderia invadir esse espaço. A 2ª Turma do STF é composta pelos ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Internamente, a avaliação é de que, na Turma Gilmar Mendes correria menor risco de ser derrotado do que no plenário.
Entretanto, um obstáculo para que o impedimento fique restrito na Turma é o fato de que o caso fica sob o guarda-chuva da presidência. Há um ministro que entende, no entanto, que isso não significa obrigatoriamente que Cármen Lúcia seja a relatora, mas apenas a responsável por instruir o processo. Se a presidente for considerada relatora terá que levar o debate ao plenário já com indicativo de voto a favor ou contra Gilmar.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Fernando Pimentel ataca política de Dilma: “Puro engodo”

Fernando Pimentel resolveu atacar a política de Dilma Rousseff para o setor de energia, com o intuito de tentar barrar no STF o leilão das usinas da Cemig.
Em recurso apresentado ao STF, a Advocacia-Geral de Minas acusa o governo Dilma de ter sido eleitoreiro ao mudar as regras do sistema elétrico brasileiro.

“Puro engodo”, critica o governo mineiro, segundo o jornal Estado de Minas

Além de amigo de Dilma, diz o jornal, Pimentel foi um dos ministros mais próximos da ex-presidente.

Lula tem pedido negado pela Justiça para ter direito de resposta no 'Fantástico'

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou o pedido feito pela defesa do ex-presidente Lula da Silva (PT), que solicitou direito de resposta ao programa Fantástico, da Rede Globo, por reportagem que mostrou a sentença de condenação do petista na Lava Jato.
Em decisão dada na quarta-feira, 30, o juiz Gustavo Dall'Olio, da 8ª Vara Cível da Comarca de São Bernardo do Campo, refutou a tese dos advogados do ex-presidente Lula da Silva e condenou Lula a pagar R$ 20 mil para “custas, despesas processuais e honorários advocatícios”. A multa representa 20% do valor da causa.
“É uma decisão equilibrada e irretocável. A decisão fortalece o papel da imprensa e resguarda o direito de expressão jornalística, o direito de divulgar as decisões judiciais, sejam elas favoráveis ou contrárias. É uma decisão que marca a história nesse momento que o País vive”, afirmou o advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira, que representou a TV Globo na ação.
A defesa do ex-presidente Lula alegou que a reportagem “induziu a erro o telespectador” sob o argumento de que não houve distinção entre “prova”, “meios de prova” e “instrução processual”. Ao negar o pedido, o magistrado destacou que a matéria não indica “qualquer abuso ou ilícito” e justifica que “não se pode exigir, do veículo de comunicação, esmero técnico-jurídico” uma vez que o destinatário da informação, isto é, o telespectador, é um “homem comum”.
O juiz justifica ainda que a matéria “em mais de uma ocasião” deu espaço para a palavra do advogado de Lula. “O que o Lula e seus advogados não podem interferir é no direito de edição jornalística. A edição obedece a critérios jornalísticos e não políticos”, disse Affonso Ferreira.
O juiz também cita, na decisão, que a TV Globo contestou o pedido e disse que a matéria “relata, pura e simplesmente, o conteúdo da sentença que condenou o autor a nove anos e seis meses de prisão”.
Em nota, o escritório dos advogados  Roberto Teixeira e Cristiano Zanin, que representam o ex-presidente Lula da Silva, informou que irá recorrer porque “a decisão não é compatível com a lei e com os fatos”.
Estadão conteúdo

“Esse Temer que você vê na televisão é falso”, afirma Joesley

Joesley Batista, em entrevista a Thaís Oyama, da Veja,  mira em Michel Temer:

“Esse Temer que você vê na televisão é falso. O Temer verdadeiro é o que eu gravei. Aquele Temer que fala sem cerimônia.”

O executivo da JBS afirma que o atual presidente da República “sempre foi muito direto”.
“Ele pedia dinheiro mesmo.”

Alckmin vai antecipar a campanha

Geraldo Alckmin vai deixar o governo de São Paulo em janeiro.
Seus auxiliares já foram avisados, segundo informa a Veja.
Ele tem certeza de que será o escolhido pelo PSDB para disputar a presidência da República.

O julgamento da presidente do PT

As duas primeiras ações penais da Lava Jato serão julgadas pelo STF entre o final de novembro e o início de janeiro.
Uma têm como réu o deputado do PP Neuson Meurer. Outra envolve Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann, informa a coluna de Lauro Jardim.

Por enquanto, a presidente do PT, ré por corrupção e lavagem de dinheiro, não parece nem um pouco preocupada. Vai passar este fim de semana em Portugal.