sábado, 28 de outubro de 2017

Temer sabia de esquema de corrupção na Caixa, afirma Funaro

O doleiro Lúcio Funaro, considerado operador de políticos do PMDB, voltou a implicar Michel Temer (PMDB) ao dizer, em depoimento à Justiça Federal, que o presidente da República e outros líderes do partido sabiam do esquema instalado na Caixa Econômica Federal para cobrar propina na liberação de financiamentos e de recursos do FGTS e desviar os recursos para a legenda.
O esquema era operado por Fabio Cleto, ex-vice-presidente de Fundos e Loterias da Caixa. Ao ser questionado pela Procuradoria da República sobre quem, dentro do PMDB, tinha conhecimento da atividade ilegal comandada por Cleto, Funaro respondeu: “Geddel [Vieira Lima, ex-ministro] com certeza, Lúcio [Vieira Lima, deputado federal, irmão de Geddel] com certeza, Henrique [Eduardo Alves, ex-ministro], Michel Temer, Moreira Franco [ministro da Secretaria-Geral da Presidência], Washington Reis [ex-deputado federal e prefeito de Duque de Caxias, no RJ]”, elencou o doleiro.
Funaro não deu mais detalhes da menção que fez ao nome de Temer e do ministro Moreira Franco. Ele já havia dito na sua delação premiada, em setembro, que o presidente sabia dos esquemas de arrecadação de dinheiro para o partido. “Temer participava do esquema de arrecadações de valores ilícitos dentro do PMDB. Cunha narrava as tratativas e as divisões (de propina) com Temer”, disse .
O doleiro prestou depoimento na 10ª Vara Federal em Brasília em inquérito da Operação Sépsis, que investiga desvios a partir de contratos da Caixa. Na mesma audiência, Cleto afirmou que Cunha e Funaro intermediavam o repasse de propina para garantir a empresas a liberação de contratos com o banco estatal. O ex-vice-presidente da Caixa disse ainda que sua indicação para a Caixa foi patrocinada por Cunha, que levou seu nome a Henrique Alves.
Cleto afirmou que mantinha Funaro ou Cunha informados sobre as empresas que tentavam operações com o FI-FGTS. Os dois, a partir daí, procuravam as empresas para negociar pagamento de propina e davam sinal a Cleto sobre como ele deveria votar naquela operação. “Aprovada, algum tempo depois eles me comunicavam o porcentual que supostamente tinham conseguido e me pagavam um porcentual disso, pré-aprovado”, afirmou.
Funaro afirmou que Cleto sabia que iria operar pagamentos “desde o momento que entrou” na Caixa. “Não ia pedir um cargo no governo na Caixa para não ganhar nada. E ninguém indica alguém que não seja para ter algum proveito ou financeiro ou político”, disse Funaro sobre a indicação de Cleto, patrocinada pelo PMDB.

Cunha e a sala de dinheiro

Funaro disse que se encontrou “no mínimo” 780 vezes com Eduardo Cunha. “Uma relação que durou aí 15 anos e eu encontrei pelo menos uma vez por semana com o deputado Eduardo Cunha. São 780 encontros no mínimo”, disse Funaro ao juiz Vallisney de Oliveira, fazendo a conta de cabeça. De acordo com ele, o ex-presidente da Câmara foi “centenas” de vezes ao seu escritório e tinha liberdade para entrar sentar em sua cadeira para receber “quem quiser”.
Segundo ele, havia uma sala em seu escritório apenas para guardar dinheiro – o local chegou a abrigar 5 milhões de reais em espécie.  O doleiro também afirmou que Cunha gastava “na própria política” o dinheiro que arrecadava. De acordo com ele, “tem político que guarda para si” e outros que usam o valor para angariar apoio na política. “Eduardo Cunha usou 100% na própria política, estou convicto de que tudo o que ele tem e arrecadou gastou na própria política”, disse Funaro.

fonte: Veja

CCJ votará PEC da PF e fim do foro privilegiado semana que vem

Passada a votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara deve colocar em votação na próxima semana a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que dá autonomia funcional, administrativa e orçamentária à Polícia Federal. 

Além da PEC da PF, o presidente da comissão, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), quer votar na sequência pautas polêmicas que já têm parecer pronto para ser discutido no colegiado, como a PEC que acaba com o foro privilegiado e a emenda à Constituição quer permite eleição direta em caso de vacância do cargo de presidente da República. 

A primeira a ser submetida ao plenário da CCJ é a PEC 412, de 2009, que dispõe sobre a organização da PF, hoje sob o guarda-chuva do Ministério da Justiça. Pelo texto em tramitação, a PF continuará submetida ao controle “finalístico” do MJ. “Não se está aqui propondo uma Polícia Federal independente. Não se pode confundir autonomia gerencial com independência funcional absoluta, vez que ela só existe no nível técnico”, justifica o autor da proposta, o ex-deputado Alexandre Silveira (PPS-MG). 

A PEC que restringe o foro especial valerá para crimes comuns cometidos por deputados, senadores, ministros de Estado, governadores, prefeitos, ministros de tribunais superiores, desembargadores, embaixadores, comandantes das Forças Armadas, integrantes de tribunais regionais federais, juízes federais, membros do Ministério Público, procurador-geral da República e membros dos conselhos de Justiça e do Ministério Público. O foro permanecerá para presidente e vice-presidente da República, chefe do Judiciário e os presidentes da Câmara e do Senado. 

Mãos Limpas foi um ‘desastre’ para a Itália, diz advogado de Renan

Renan Calheiros entregou a Edson Fachin uma “defesa preliminar” de cem páginas em que pede absolvição sumária da acusação de integrar o “quadrilhão” do PMDB no Senado, informa Fausto Macedo.

Na acusação da PGR, Renan, José Sarney, Romero Jucá, Edison Lobão, Jader Barbalho e Valdir Raupp são apontados como organização criminosa instalada no Senado para receber milhões em propinas.

Em um trecho da defesa, o advogado do senador alagoano, Luís Henrique Machado, jura que a Operação Mãos Limpas italiana, antecessora da Lava Jato brasileira, foi uma coisa ruim.

“Rotular partidos políticos (…) de organização criminosa é um ato gravíssimo, podendo gerar sequelas indeléveis à jovem democracia brasileira. Sabendo disso, importante relembrarmos a experiência italiana, resultante da Operação Mani Pulite, e as consequências desastrosas para o país, fruto da tirania das ‘boas intenções’ de alguns agentes do estado”, escreveu Machado.

Como o mundo inteiro sabe, a Mãos Limpas só foi “desastrosa” para políticos corruptos.





SÓ ISSO, GLEISI?

A campanha de Gleisi Hoffmann recebeu quatro pacotes com dinheiro roubado da Petrobras.
O vídeo da PF obtido pela Veja mostra os locais em que Antonio Carlos Pieruccini, o portador de Alberto Yousseff, entregou a propina.

O primeiro repasse foi feito no PolloShop de Curitiba. No pacote, havia 250 mil reais. O encarregado de receber a propina em nome de Gleisi Hoffmann, Ernesto Kruger, achou pouco e disse:

“Só isso?”

A segunda entrega foi num prédio comercial indicado por Kruger:



A terceira entrega foi feita no apartamento do próprio Kruger:


O quarto pacote foi entregue no apartamente de Pieruccini e continha a iniciais de Paulo Bernardo, marido de Gleisi Hoffmann e um dos maiores operadores do PT, segundo Marcelo Odebrecht:





sexta-feira, 27 de outubro de 2017

O caminho da propina para Gleisi, segundo a PF

A PF gravou um vídeo para reconstruir o caminho da propina de Gleisi Hoffmann.
O protagonista do vídeo, diz a Veja, é Antonio Carlos Pieruccini, portador do doleiro Alberto Yousseff.

Ele percorreu as ruas de Curitiba mostrando para a PF como entregou a propina para a presidente do PT.

Covarde, Lula volta a culpar a Lava Jato pela morte de Marisa, que tinha mais de R$ 10 milhões nas contas

A ex-primeira dama Marisa Letícia foi diagnosticada no ano de 2007 sobre a existência do aneurisma dilatação anormal de uma artéria), num quadro evoluiu fatalmente para o acidente vascular cerebral (AVC) que causou sua morte, dez anos mais tarde. 

Marisa bebia, fumava, era sedentária e enfrentava outros fatores de risco. Segundo mateira publicada em O Globo na época da morte da ex-primeira dama, " uma dilatação anormal de qualquer artéria do corpo, quando rompida, leva ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), como o ocorrido com a ex-primeira-dama Marisa Letícia. De acordo com especialistas, quem já sabe que tem o problema deve seguir à risca recomendações médicas para diminuir o risco de a artéria estourar: manter a pressão arterial controlada, não fumar, ter índices de glicose dentro do normal — para evitar a evolução para o diabetes — e fazer exercícios físicos de leves a moderados. Participar de uma maratona, por exemplo, nem pensar, mas correr é, em geral, permitido.

- O que faz existir uma espécie de bomba-relógio é a pessoa já estar diagnosticada com aneurisma e viver situações de pressão arterial descontrolada ou fumar, por exemplo — destaca o neurologista do Hospital Quinta D’Or Pedro Varanda. 

- No caso de dona Marisa, pode ter ocorrido um pico de pressão e isso ter levado ao rompimento do aneurisma. Mas o mais comum é que seja um resultado de uma pressão elevada durante um longo prazo — analisa Varanda. — O que mais acontece é a pessoa passar anos tendo sua artéria desgastada por conta da hipertensão e, em determinado momento, ela romper. Não necessariamente por conta de um pico" observou o especialista. 

Apesar de todos estes fatos, o ex-presidente Lula voltou a responsabilizar os agentes da Operação Lava Jato pela morte de Marisa, ocorrida em fevereiro. 

O petista, que tem sido duramente hostilizado durante sua caravana pelo interior de Minas Gerais, afirmou na cidade de Padre Paraíso que a "razão de apressar a morte dela foi esse sofrimento" causado pela operação Lava Jato" disse o petista nesta quarta-feira, 25. 

Lula está com orelha inchada de tanto ouvir gritos de ladrão em caravana por Minas. Onde o petista chega é xingado

O ex-presidente Lula tem se queixado com seus companheiros sobre o desânimo de ser chamado de ladrão em praticamente todas as cidades por onde tem passado com sua caravana em Minas Gerais. Segundo interlocutores, Lula afirmou que não está mais suportando os gritos histéricos "dos 'mineirinhos' que só sabem gritar 'ladrão, seu lugar é na prisão' e 'Bolsonaro' daqui e dali". Lula fez a queixa inclusive fazendo uma vozinha jocosa.

Ainda segundo este interlocutor, próximo a um dos membros do diretório do PT em Ipatinga que vai acompanhar a comitiva até Montes Claros, todos na caravana estão cansados da tensão que prece a chegada a cada cidade, mas estão todos conscientes, inclusive o Lula, de que este esforço faz parte da estratégia do petista em arrastar sua defesa para o campo político.

"Ninguém está se importando com os gritos de ladrão ou se aparecem poucas pessoas nos comícios. A gente já faz isso há mais de vinte anos. Todos na equipe tem experiência em capturar as melhores imagens, enquanto o pessoal da segurança sabe muito bem como isolar os coxinhas", confidenciou um dos membros da Caravana durante a passagem pela cidade de Itaobim. Mas e o Lula? Como ele reage a tantos xingamentos? "Ele fica puto. Não é nem bom encarar ele nos olhos nestas horas. Pode sobrar para um inocente", dizem os operários da caravana.


Ministros solidários com Barroso

De acordo com o site JOTA, Luís Roberto Barroso recebeu a solidariedade de pelo menos quatro ministros depois do bate-boca com Gilmar Mendes.


Todos se dizendo cansados das provocações de Gilmar.





Cunha e Funaro ficam frente a frente em audiência na Polícia Federal

O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o corretor de valores Lúcio Funaro, apontado como operador do PMDB, estão frente a frente em audiência realizada na tarde desta quinta-feira (26) na Justiça Federal de Brasília.

Cunha e Funaro são réus no processo em que o ex-deputado e o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) são acusados de participar de um esquema de corrupção na Caixa Econômica Federal para liberação de recursos do FI-FGTS, fundo de investimento estatal.

Ao depor na audiência de hoje, o ex-vice presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Fábio Cleto afirmou que a aprovação de projetos de empresas pela Caixa sofria influência de Cunha e de Funaro. "Desde o início comecei sob orientação de Lúcio Funaro ou de Eduardo Cunha", disse.

Segundo Cleto, ele informava a Cunha e Funaro quais empresas tinham pedidos de financiamento e aguardava a resposta de Cunha ou Funaro sobre se deveria reter ou dar seguimento à aprovação do pedido. Segundo o delator, posteriormente ele era informado do valor de propina cobrado das empresas.

Apesar de os financiamentos serem decididos por 12 votos do conselho que deliberava sobre os investimentos, Cleto afirmou considerar que seu voto exercia influência sobre os demais, pelos argumentos técnicos que trazia.

"Não acredito que meu voto era o decisivo, mas acredito sim que tive influência dentro desse comitê", afirmou Cleto.

O delator disse desconhecer qualquer influência de Cunha e Funaro sobre os demais conselheiros. Ele também disse que o contato que mantinha com os empresários era "técnico" e não tratava do esquema de propina. "Sentava com eles para decidir detalhes técnicos da operação", disse.

Apontado como antigo operador do parlamentar, Funaro passou a acusador de Cunha, quando fechou acordo de colaboração premiada e relatou supostos fatos ilícitos praticados pelo peemedebista.
O ex-deputado passou então a atacar a veracidade da delação de Funaro, afirmando que ele relata fatos dos quais não participou.

Cunha também teria tentado negociar um acordo de delação, mas o processo não foi adiante.

Na audiência nesta quinta-feira, na 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, Cunha e Funaro estão sentados um de cada lado de uma mesa postada à frente do juiz Vallisney Oliveira, responsável pelo processo. Eles estão acompanhados por seus advogados.

A denúncia contra Cunha e Alves teve como base as investigações da Operação Sepsis. Segundo o MPF (Ministério Público Federal), entre os anos de 2011 e 2015, o então deputado Eduardo Cunha atuou em um esquema de cobrança de propina a empresas beneficiadas pela Caixa Econômica Federal e ao FI-FGTS.

O esquema teria contado com a participação de Fábio Cleto, ex-vice-presidente de Loterias da Caixa Econômica Federal que posteriormente assinou um acordo de delação premiada.

Além de Cleto, Cunha e Alves, também foram denunciados no processo o corretor Lúcio Funaro, apontado como operador do PMDB, e o empresário Alexandre Margotto.

Nesta quinta-feira deverão ser tomados os depoimentos de Cleto e Margotto. Na sexta-feira (26), serão ouvidos Funaro, Cunha e Henrique Alves.

Cleto, Funaro e Margotto, réus nesse processo, firmaram acordos de colaboração premiada com a Justiça.

Eduardo Cunha tem negado o envolvimento em qualquer prática ilegal. A defesa de Henrique Alves afirma que não há provas contra ele.

A defesa de Henrique Alves tem afirmado que não há provas contra ele.


Burocracia atrapalha desenvolvimento e estimula corrupção, diz pesquisa


A burocracia atrapalha tanto a rotina das empresas quanto a do cidadão comum. É o que constatam duas pesquisas divulgadas pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Segundo a pesquisa, a maioria da população (84%) considera o país burocrático. E para 75%, o excesso de burocracia é um estímulo à corrupção. Quase 80% (77%) disseram também que a burocracia dificulta a compra de bens como veículos e imóveis. Apenas 36% dos entrevistados avaliam que o governo tem sido capaz de implementar políticas de desburocratização.

Já entre as empresas, 90,2% disseram que o excesso de burocracia abre espaço para a corrupção. Para 94,7%, a burocracia dificulta o desenvolvimento econômico, e para 91,4% ela também afeta a competitividade das empresas.

A primeira pesquisa, feita em parceria com a IPSOS Public Affairs ouviu 1.200 pessoas em todo o país, entre os dias 1º e 11 de fevereiro de 2017. A segunda, feita pela própria Fiesp, entrevistou 452 indústrias do estado de São Paulo, entre 6 de fevereiro e 1º de março.

Principais reclamações

Os procedimentos mais burocráticos citados pelas companhias foram os relacionados a fechamento de empresas, obtenção de financiamento público, emissão de certificados/licenças ambientais e procedimentos de informações de obrigações ambientais.

Já entre a população, as maiores dificuldades causadas pelo excesso de burocracia foram sentidas com relação ao acesso à justiça (61%), à realização de reclamação em órgãos de defesa do consumidor (56%) e a solicitação ou cancelamento de serviços de água, luz, telefonia, internet etc.

Para os entrevistados, o combate à burocracia deveria ser priorizado com a redução da quantidade de leis e normas, simplificação da linguagem das obrigações e o estabelecimento de prazos máximos para que um requerimento seja concedido/aprovado.

"A burocracia engessa a economia e rouba tempo de quem quer empreender. É muita exigência, muita complicação. O Governo não pode pesar nas costas de quem produz. É preciso simplificar para que o país retome seu desenvolvimento, fique mais competitivo e gere empregos", afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

Segundo as empresas, os principais impactos da burocracia no dia a dia dos negócios são o aumento do custo de gestão (84,3%), o aumento excessivo das estruturas não ligadas diretamente à produção (69,5%) e o aumento de ações judiciais/administrativas por erros no cumprimento das obrigações (48,2%).


Feriadão faz secretária-geral de Raquel Dodge pedir demissão

Mais um integrante da equipe montada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, decidiu deixar o cargo. A procuradora Zani Cajueiro pediu demissão do posto de secretária-geral. Apesar do afastamento ainda não estar oficializado, Zani já confirmou a Dodge seu desejo de sair da equipe por conta de "divergências".


Essa é a segunda baixa na equipe de Dodge em pouco mais de um mês. Em setembro, o procurador Sidney Madruga deixou o Grupo Executivo Nacional de Função Eleitoral (Genafe) após ser flagrado em uma conversa com a advogada da JBS. No caso de Zani, o afastamento ocorreu por conta da discordância de uma decisão da Justiça que atrasou o feriado do Dia do Servidor Público. 


A data é comemorada no próximo sábado (28/10). No entanto, a Diretoria-Geral do Supremo Tribunal Federal (STF) considerou, excepcionalmente, 3 de novembro como ponto facultativo. Com isso, os servidores do Judiciário e outros órgãos públicos vão emendar a folga com o Dia de Finados, que ocorre um dia antes. Zani enviou para Dodge uma manifestação contrária deste medida. 



A procuradora-geral emitiu parecer concordando com a colega. Mas Raquel Dodge se sentiu pressionada por Zani e não poderia ir contra o pensamento da procuradora, para não externar o conflito interno. Mas diante da confusão, a secretária-geral decidiu deixar o cargo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou que só vai se manifestar após a decisão ser oficializada. O afastamento ainda não foi publicado no Diário Oficial da União.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Bolsonaro ultrapassa Trump, diz Dilma

Dilma Rousseff abriu sua torneirinha de asneiras hoje em Belo Horizonte, em um encontro com 15 mulheres bordadeiras, relata Lauro Jardim.

A certa altura, a Gerente disse o seguinte, para os aplausos da claque:

“Quem é o Bolsonaro? O Bolsonaro é uma pessoa que ultrapassa o Trump. Em violência, em intolerância e podemos listar todos os adjetivos em que ele ultrapassa.”

Só falta ultrapassar Donald Trump se tornando presidente. Se até Dilma conseguiu ser, qualquer um consegue.





Nada de armas para os agentes de trânsito

Michel Temer vetou hoje o projeto de lei que permitia o uso de armas de fogo por agentes de trânsito.

Temer afirmou que o veto, integral, foi feito sob orientação do Ministério da Justiça, que viu “contrariedade ao interesse público”.

A medida havia sido aprovada pelo Congresso em setembro e permitia aos agentes de trânsito em todo o país andar armados, caso comprovassem capacidade técnica e aptidão psicológica.

Curiosidade: o projeto é de Tadeu Filippelli, ex-assessor de Temer preso pela Polícia Federal nas investigações sobre o desvio de recursos das obras do estádio Mané Garrincha.

Lula não teve nadinha a ver com Dilma e Temer

“Como Deus escreve certo por linhas tortas, as pessoas que diziam que a Dilma era uma desgraça perceberam que Temer era desgraça e meia”, discursou Lula em sua caravana do delírio em Minas Gerais.

No Twitter, a jornalista Vera Magalhães fez a única pergunta possível: “Eram a mesma chapa. Articulada por quem?”







Romário é hostilizado em salão de beleza enquanto fazia as unhas

Enquanto Brasília ardia em chamas ontem (25), por volta das 15h, Romário decidiu dar uma melhorada no visual num salão de beleza da capital.

Deve ter se arrependido.

O senador estava fazendo as unhas, tranquilamente, quando foi reconhecido por uma cliente.

Pelo visto, trata-se de uma daquelas figuras que têm ódio da classe política.

A senhora se levantou da cadeira e começou a esculhambar Romário. “Vai trabalhar, seu vagabundo”, dizia a moça.

Armou-se o barraco.

Romário, conhecido por não levar desaforo para casa, respondeu, exaltado: “Cala a sua boca”.

Em suma, minutos de baixaria e ofensas de parte a parte, assistidos de camarote pelos demais clientes e funcionários da casa.

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Estadão critica juízes e membros do Ministério Publico e procurador da Lava Jato responde

É vergonhosa a campanha do Estadão para impor a censura a juízes e membros do Ministério Público. Ainda mais vindo de um órgão de imprensa tantas vezes censurado na história. Infelizmente muitos se esquecem que a liberdade de expressão é essência da democracia. Seria bom o Estadão lembrar que é justamente esse princípio que impede aqueles que desejam impor um ‘controle social da mídia’ de atingir seus intentos. 

Quanto a juízes e membros do Ministério Público, a vedação que lhes é imposta pela Constituição Federal, a saber, a proibição de exercer atividade político-partidária, só pode ser interpretada restritivamente e não corresponde absolutamente a uma vedação a se manifestar sobre os grandes temas nacionais. Não somos castrados em nossa cidadania.

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Moro: ‘O primeiro passo é muito simples: não pagar propina’

Sérgio Moro fez na tarde de hoje uma palestra para gestores de saúde do Paraná. O juiz traçou um paralelo entre a Lava Jato e a onda do compliance.

“O primeiro passo é muito simples: não pagar propina.”

O magistrado acrescentou que se os diretores das empresas não têm comprometimento com a ética e com o correto, não tem compliance que dê jeito.


Lula, o Michael Phelps da cara de pau, ataca outra vez

“Você tem que votar numa ideia, num bom programa, numa boa chapa. Não em uma pessoa.”

Quem disse isso hoje foi Lula, o condenado que está rodando o país –muito antes do prazo oficial de campanha– para pedir que os eleitores votem nele.

E que convenceu parte do eleitorado a votar na “boa chapa” composta por seu poste, Dilma Rousseff, e pelo duplamente denunciado Michel Temer.





Ah, a prisão domiciliar…

É interessante ver a argumentação de Raquel Dodge contra a prisão domiciliar, medida que tem sido largamente adotada por um STF caridoso.

No caso, Dodge fala de Geddel. Mas a situação pode ser aplicada em diversos outros casos.

“Se usufruir de prisão domiciliar, Geddel Quadros Vieira Lima poderá manter contatos, receber visitas, dar ordens e orientações que podem frustrar os objetivos das medidas cautelares nesta investigação.”

Lula agora quer aposentar o ‘fora, Temer’

“Não queremos gritar mais ‘fora, Temer’. Queremos gritar o nome de um futuro presidente que vai ajudar a reconstruir o Brasil”, disse Lula em sua caravana.

É óbvio há meses que o “fora, Temer” dos petistas é só da boca para fora.

Talvez a militância petista acreditasse, mas é um tipo de gente que acredita em tudo –até em Lula.





Barroso para Gilmar: ‘Não transfira para mim a sua leniência com a criminalidade do colarinho branco’

Os ministros do STF julgavam nesta tarde, no plenário, um ação sobre a extinção do Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará.

Mas dois deles preferiram bater boca.

Primeiro, Gilmar Mendes disse que Luís Roberto Barroso soltou José Dirceu.

“Vossa excelência não trabalha com a verdade”, rebateu Barroso. “Dirceu só está solto porque a Segunda Turma o soltou. Não transfira para mim a sua leniência com a criminalidade do colarinho branco.”

Barroso ainda acrescentou, voltando-se para Gilmar:

“Vossa excelência só destila o ódio, não julga. Apliquei a Zé Dirceu a lei. Não fui eu, foi o Supremo.”

Cármen Lúcia, a presidente da corte, optou por encerrar a sessão. Os registros são do Jota.

O Caldeirão de Lula

Lula, ontem à tarde, em sua caravana, listou quem ele mais teme:
“Que coloque o Ministério Público, que coloque a Rede Globo, o Luciano Huck, que coloque o Moro, que coloque quem eles quiserem para disputar as eleições. Quando a gente abrir a urna a gente vai ver o que vai acontecer depois.”


Agamenon: TODO PHODER AOS SOVIETES!

Ninguém mais se “alembrou”, mas agora, em outubro, os esquerdisto-socialistas comemoraram os 100 anos da Revolução Russa. A Revolução Bolchevique aconteceu quando os comunistas, comandados por Luiz Smirnoff Lula da Silva, o Lênin, tomaram o poder na Rússia. Desde então, o mundo se dividiu em dois: “nóis” e “eles”. “Eles”, no caso, somos nós, e “nóis”, por consequência, são eles. Eles, ou seja, “nóis”, no caso eles, são os bonzinhos que querem acabar com a miséria do planeta através de “bolsas qualquer coisa” e “justiça social”.

Os socialistas acham que tudo tem que ser igual para todo mundo, só que alguns são mais iguais que outros porque são do Partido. E se o socialismo vai dominar o mundo, ele vai ter que começar por algum lugar. Por que não pode ser na geladeira lá de casa ou no sítio em Atibaia?

Luiz Inácio Lênin da Silva, o Lênine, não estava sozinho quando tomou o Palácio de Inverno na cidade de São Petersburgo (que depois da Revolução foi rebatizada de Lulingrado) durante o gelado outubro russo. 

Junto com ele estavam outros revolucionários de primeira hora, heróis do povo soviético, que ajudaram na empreitada: Antonio Pallostsky, Joseph Dirceu Stálin, Nadjlma Roussefkaya, La Passiodena, Mao Tsé Tung, Che Guevara, Pol Pot, Ho Chi Min, Kin Il Sun, Hugo Chawsky, Benedita da Silva e Lázaro Ramos (que entraram pela política de cotas), os irmãos Fidel e Raul Castro, Joesley e Wesley Batistoff, e os empreiteiros Bertold Odebrecht, Queirostsky Galvão e Andradski Gutierrez, sem contar os líderes populares Mikhail Temer, Geddelvsky Vieira Lima, Eliseyev Padilha, Moreira Fransky, Jaderevich Barbalho, Collor de Mellowsky, Renansky Calheirovitch, Joseph Sarneyski, Valdemarx Costa Neto e Aécio Nevsky. 

Também colaboraram para a vitória dos bolcheviques os ministros do STF – Soviete Tribunal Foderal: Gilmar Mentsky, Leon Tróstffoli e Eduardo Lewandosky, que nem russo era, coitado. São muitas as lideranças populares que arriscaram as suas vidas para assistirmos a aurora radiosa do regime socialista e que, assim, surgisse um novo homem (e uma nova mulher, um (a) novo(a) homoafetivo(a) e um novo transgênero), construindo uma nova sociedade justa, igualitária e fraterna desde que ninguém pensasse diferente do Partido, que, como já disse, “semo nóis”. No caso, eles.

E assim se passaram cem anos…Parece que foi ontem.

Para dar inicio à grande obra socialista, os bolcheviques criaram o PAC – Programa de Aceleração Comunista, desviando o curso do rio Volga para que suas águas desembocassem no sertão do São Francisco. Graças aos GULAGs, enormes frentes de trabalho escravo, os comunas acabaram com o desemprego na Rússia. Os bolcheviques também desenvolveram a psiquiatria de esquerda, que passou a funcionar em corrente contínua e alternada.

Aliás, Rússia não. Foi criada a URSS, União das Repúblicas Sindicalistas Soviéticas, filiada à CUT. URSS em caracteres cirílicos (o alfabeto russo) é CCCP e quer dizer: Cuidado Com o Companheiro Palloci. 

A União Soviética virou uma potência mundial, rivalizando com os Estados Unidos. Os soviéticos foram pioneiros na corrida espacial: depois de lançar o Sputnik, mandaram para o espaço a cadela Laika, que havia criticado o camarada Kruchov no Congresso do Partido. O cosmonauta Gagárin também caiu em desgraça depois de constatar que a Terra era azul, e não vermelha como uma bandeira do MST.

A União Soviética fundou a KGB, uma clínica médica que fazia qualquer mudo falar. A academia de Ciências da União Soviética foi a primeira a ter aulas de zumba, e o Circo de Moscou foi o primeiro a exibir intelectuais amestrados, como Jorge Amado e Luís Carlos Barreto, o Barretão. 

Os comunistas também criaram o Balé Bolshoi para dar emprego aos homossexuais, que eram perseguidos pelo regime.

Mas, infelizmente, o socialismo real não deu certo. Foi sabotado por uma Conspiração (Filmes) Internacional  (de Engenharia), que uniu a CIA, o FBI, o Vaticano, a Máfia, a Globo, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. 

Perseguidos, os comunistas tiveram que fugir para Miami, onde pediram asilo ao Donald Trump.

Agamenon Mendes Pedreira é a testemunha ocular da História.

‘Mesmo preso, Henrique Alves articulou transferência de bens’

O delegado da Polícia Federal Osvaldo Scalezi Júnior disse há pouco que Henrique Eduardo Alves articulou transferência de bens de dentro da cadeia. O ex-ministro está preso há quatro meses.

Os investigadores afirmaram que Henrique Alves estava em contato com seus assessores diretos para ocultar bens. A ideia era tentar demonstrar que ele não tinha “patrimônio grande nem incompatível com seus rendimentos”.

“Ele estava transferindo esse patrimônio, ou seja, um crime de lavagem de dinheiro”, afirmou o delegado.







Cabral vai para Campo Grande “nos próximos dias”

O Departamento Penitenciário Nacional, ligado ao Ministério da Justiça, acaba de divulgar uma nota em que informa que Sérgio Cabral será transferido para a penitenciária federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, nos próximos dias.

“Por questões de segurança, a data exata não será informada. O Depen divulgará informações sobre a transferência depois que o procedimento for finalizado.”


Gleisi: ‘A grande mídia será regulamentada’

Gleisi Hoffmann ocupou a tribuna do Senado nesta manhã para dizer que a turma dela vai voltar ao poder.

A presidente do PT destacou que, se isso ocorrer, “a grande mídia será regulamentada”.

Todos na pinguela precificada

E agora?

Agora Michel Temer e a sua turma vão dizer que, derrubada a segunda denúncia, o governo poderá finalmente passar as reformas necessárias para o Brasil.

Não é verdade, mas o país continuará a atravessar a pinguela já precificada pelo mercado.

Todos na esperança de que as eleições de 2018 sejam a verdadeira luz no fim do túnel — o que implica a continuação da Lava Jato.

FORO PRIVILEGIADO DESVIRTUA FUNÇÕES DO STF, DIZ MORO

O juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato em primeira instância, afirmou na manhã da última terça-feira (24), em São Paulo, que o foro privilegiado dado a políticos tem que ser mudado e é um desvirtuamento da função dos ministros do Supremo Tribiunal Federal (STF).

"Acho que existe perspectiva mais ampla sobre o foro privilegiado, tem que se pensar sobre isso. É importante ter a ideia de que nenhuma instituição é perene, não estamos presos", disse o magistrado.

"Há desvirtuamento do STF, já que os ministros têm que se preocupar cotidianamente com casos concretos e não ficar com temas constitucionais que impactam toda a sociedade", disse o juiz durante debate no Fórum Estadão que comparou a operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras, com a Operação Mãos Limpas, que investigou durante 13 anos corrupção sistêmica no governo italiano. 

A realização do evento foi uma parceria entre o jornal "O Estado de S.Paulo" e o Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP). Participaram do evento dois ex-magistrados italianos e que eram promotores na época da operação - Piercamillo Davigo e Gherardo Colombo.

"Eu até imagino a frustração de um ministro que quer discutir temas constitucionais relevantes como ensino religioso, cotas e questões da execução, até a prisão em segunda instância, e fica preso para decidir busca, apreensão e quebra de sigilos. É um desvirtuamento [da função do STF]. Isso tem que ser mudado", completou.

Moro também afirmou que, se tivéssemos “eliminado” políticos com práticas criminosas desde a década de 1990, não teríamos encontrado um apartamento com R$ 51 milhões em espécie. A Polícia Federal (PF) encontrou as impressões digitais do ex-ministro Geddel Vieira Lima no apartamento onde foi encontrado o montante. A quantia representa a maior apreensão em dinheiro vivo já feita pela PF.

“Eu posso falar com mais conforto de um agente político com o qual foram encontradas dezenas de milhões de reais. Se formos estudar a vida desse indivíduo, vamos perceber que ele tem histórico de práticas criminosas desde a década de 90. Se nós tivéssemos eliminado isso [naquela época], não teríamos encontrado o apartamento com R$ 51 milhões”, disse.

Moro também disse que “não se resolve problemas de corrupção somente com processos judiciais”. Para o magistrado, são necessárias “reformas mais abrangentes”.

“Se esses crimes não têm resposta institucional, a tendência é crescerem”, afirmou. “Mas a redução da impunidade pelos processos judiciais não é condição suficiente. É necessária uma reforma para diminuir incentivos e oportunidades de corrupção.”

O magistrado comparou os corruptos a "serial killers": "A corrupção seria serial, [os crimes] foram cometidos de uma maneira serial".

No mesmo evento, o procurador federal e coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, afirmou que a desesperança em relação à operação existe por ainda verem "dinheiro em malas" e, também, porque o STF solta políticos.

"Muitas pessoas disseram que não acreditavam que pessoas seriam presas. Tenho visto muitas pessoas que perderam a esperança com a desconstrução das dez medidas. Dinheiros continuam andando em malas anos após a Lava Jato. Ministros do Supremo soltam corruptos", disse.

"A corrupção acaba alavancando a permanência de corruptos no poder, tornando círculo vicioso e a sociedade presa", completou.

Dallagnol negou que a Lava Jato use prisões em excesso. "As prisões foram em casos excepcionais, em que crimes foram praticados de forma serial, como já foi dito aqui [por Moro], e havia contratos de propina pendentes. Era para proteger a sociedade dos riscos e danos que essas pessoas representam", afirmou.

E Temer sobrevive à segunda denúncia…

Foi realizada nesta quarta-feira (25), no plenário da Câmara dos Deputados, a votação que decidia a admissibilidade ou rejeição da segunda denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o presidente Michel Temer. (PMDB). 

Os deputados decidiram não autorizar que o STF (Supremo Tribunal Federal) abra inquérito para investigar fatos relatados pela PGR, em setembro, que apontam que Temer teria cometido os crimes de obstrução à Justiça e organização criminosa. 

A Câmara votou a favor do parecer do relator Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), apresentado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Ele defendeu barrar a denúncia que acusava, além do presidente, dois ministros peemedebistas de seu governo: Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência, e Eliseu Padilha, da Casa Civil, ambos por organização criminosa. Para que a denúncia avançasse eram necessários os votos de pelo menos dois terços dos deputados contra o relatório. 

Com o parecer aprovado, a denúncia –cujo teor sempre foi negado pelo presidente e sua equipe de defesa– será engavetada. 

Agora, Temer precisará de força para comandar o governo nos próximos quatorze meses.