quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Alerj já prepara sessão extraordinária

Deputados da Alerj já articulam uma sessão extraordinária –a princípio, para amanhã (17)– caso o TRF-2 decida prender Jorge Picciani e sua turma.

“Os deputados estão se baseando em uma possível brecha, já que o STF (…) decidiu anteriormente que medidas cautelares contra parlamentares no exercício do mandato podem ser revertidas pelo plenário do Senado”, escreve o G1.

Se Picciani continuar solto, agradeçam ao Supremo  e a Aécio Neves.

Caetano consegue liminar para censurar internet e Danilo Gentili questiona: 'vale também para humoristas?'

O cantor Caetano Veloso conseguiu uma liminar para censurar o escritor Flavio Morgenstern e retirar do ar a hashtag "CaetanoPedofilo", que faz referência ao fato de que Caetano tirou a virgindade de Paula Lavigne quando ela tinha 13 anos e ele, 40. 

O humorista Danilo Gentili ironizou a decisão: "Isso valerá também pra quando chamarem humorista de racista, machista, homofobista, xenofobista, fascista, trapezista e outros 'istas'?"

Vídeo de Dirceu em festa foi divulgado pela própria mulher do petista

O vídeo de José Dirceu sambando na festa de sua mulher, Simone, no domingo (12), foi divulgado por ela mesma no Instagram.

A divulgação tinha causado indignação entre petistas. Eles imaginavam que as imagens tinham sido feitas por um convidado, que as teria distribuído a jornalistas, traindo a confiança de Dirceu. Na verdade, elas foram feitas por uma amiga da própria Simone, que repassou o vídeo à aniversariante.

Já Lula não dá sorte para o azar. Depois que vídeos dele discutindo com assessores numa caravana vazaram, quase ninguém mais entra nos ônibus de viagem do petista segurando celular, recolhido logo na entrada.


Caetano Veloso obtém vitória na Justiça para que hashtag 'Caetano Pedófilo' seja retirada do ar

O cantor Caetano Veloso, embora afirme ser contrário à censura, processa as pessoas que o criticam e pede a censura de manifestações na internet que lhe sejam contrárias. Caetano obteve uma liminar que obriga o escritor Flavio Morgenstern a retirar das redes sociais postagens que o cantor considerou ofensivas, inclusive a hashtag #CaetanoPedofilo. 

A hashtag fazia referência ao fato notório de que Caetano Veloso tirou a virgindade de Paula Lavigne quando ela tinha 13 anos e o cantor tinha 40. 

Nem o cantor nem a produtora contestam a informação. 

Executivo diz que subornou dirigentes da CBF e que a rede Globo pagou propina

O ex-executivo da empresa Torneos y Competencias, o argentino Alejandro Burzaco, disse em depoimento no Tribunal Federal do Brooklyn, em Nova York, que pagou propina para diversos altos executivos de Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol) - entre eles dois ex-presidentes da CBF (José Maria Marin e Ricardo Teixeira) e o atual presidente da entidade, Marco Polo Del Nero.

Disse também que fez parcerias com outras empresas de mídia, acrescentando que quase todas pagaram propina para cartolas - citando a TV Globo, a Media Pro (Espanha), a Fox Sports (EUA) e a Televisa (Mexico) e duas empresas de intermediação - a Traffic (brasileira) e a Full Play (argentina). O depoimento foi dado no processo em que Marin - que está em prisão domiciliar nos EUA desde 2015 - está sendo julgado ao lado de Juan Manuel Napout (ex-presidente da Conmebol e da federação paraguaia) e Manuel Burga (ex-presidente da federação peruana).

De terno cinza, camisa branca e gravata azul marinho, Burzaco falou por mais de três horas e confessou que cometeu os crimes de lavagem de dinheiro, fraude e conspiração. E disse que pagava propina para dirigentes em troca de apoio na negociação de contratos.

Perguntado pelo promotor Samuel Nitze se havia alguém no tribunal a quem pagou, ele foi direto:

- Juan Napout, Manuel Burga, José Maria Marin. Paguei propina para todos eles.

- Quando?

- Para Marin, de 2012 até 2015. Para Burga, de 2010 a 2013. Para Napout, de 2010 e 2015.

Napout presidiu a Federação Paraguaia de Futebol de 2007 a 2014 e a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) entre 2014 e 2015. Já Burga foi presidente da Federação Peruana de Futebol entre 2007 e 2010. A seguir, o promotor perguntou se a Torneos tinha feito parceria com outras empresas de mídia. Burzarco respondeu:

- Sim.

- Com quem?

- Várias. Fox Sports dos Estados Unidos, Televisa do México, Media Pro da Espanha, TV Globo do Brasil, Full Play da Argentina, Traffic do Brasil, Grupo Clarín da Argentina. Várias.

- Alguma delas pagou propina?

- Todas. Com exceção do Clarín. Todas.

Buzarco não deu detalhes sobre a acusação que fez à Globo. O promotor perguntou se as empresas parceiras eram informadas sobre o pagamento de propina citando o contrato da Copa Libertadores. Na resposta, o executivo citou apenas a Fox Sports panamericana:

- A Torneos mantinha informado algum de seus parceiros sobre o pagamento de propina relacionada ao contrato da Copa Libertadores?

- Sim. A Fox Panamericans.

Segundo Burzaco, a Fox Panamerican Sports comprou 50% da Torneos y Competencias. Em 2005, a empresa subiu sua participação na Torneos para 75%. E ficou assim até 27 de maio de 2015, quando o FBI prendeu dirigentes da FIFA em Zurique. Mais tarde no julgamento, Burzaco disse que pagou propina também para Ricardo Teixeira.


- De 2006 a 2012, pagamos US$ 600 mil por ano, em contas bancárias indicadas por ele ou seu secretário pessoal, Alexandre [Silveira].

Burzaco declarou ainda que era o argentino Julio Grondona, ex-presidente da AFA, quem gerenciava a distribuição dos subornos entre os dirigentes da Conmebol.

– Depois que Grondona morreu, em julho de 2014, as pessoas que conheciam todo o esquema de pagamento de propinas eram Juan Angel Napout e Marco Polo Del Nero.

O promotor perguntou então:

– Entre os anos de 2006 e 2015, a quem você pagou propina na Conmebol?

– Para todos. Presidente, integrantes do comitê executivo, vice-presidentes, secretário-geral, presidentes de federações nacionais. Todos.

Nesse período, os presidentes da CBF foram Ricardo Teixeira (2006-2012), José Maria Marin (2012-2015) e Marco Polo Del Nero (2015 até hoje). Os brasileiros no Comitê Executivo da Conmebol foram Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero.

A TV Globo divulgou a nota abaixo sobre o caso:

" Sobre depoimento ocorrido em Nova York, no julgamento do caso Fifa pela Justiça dos Estados Unidos, o Grupo Globo afirma veementemente que não pratica nem tolera qualquer pagamento de propina. Esclarece que após mais de dois anos de investigação não é parte nos processos que correm na justiça americana. Em suas amplas investigações internas, apurou que jamais realizou pagamentos que não os previstos nos contratos. Por outro lado, o Grupo Globo se colocará plenamente à disposição das autoridades americanas para que tudo seja esclarecido. Para a Globo, isso é uma questão de honra. Não seria diferente, mas é fundamental garantir aos leitores, ouvintes e espectadores do Grupo Globo de que o noticiário a respeito será divulgado com a transparência que o jornalismo exige."

A Torneos y Competencias (TyC) é uma empresa argentina fundada em 1982 que sempre teve posição de destaque no mercado sul-americano de direitos. Buzarco era o principal executivo da empresa quando o FBI prendeu vários dirigentes da FIFA em Zurique em 27 de maio de 2015.

Buzarco, que estava em Zurique, escapou por pouco da prisão - acabou demitido da TyC poucos dias depois. No dia 10 de junho de 2015 ele se entregou às autoridades americanas.

- Quando eu soube que estava indiciado pelo governo dos Estados Unidos, passei 48 horas pensando no que fazer. Pensei: Você tem que ir para os EUA, se entregar, enfrentar as consequências e tentar limpar o que for possível.

Na véspera do depoimento de Burzaco, os três advogados de defesa (de Marin, Napout e Burga) fizeram críticas ao fato de o governo dos Estados Unidos terem feito acordos "benéficos" a pessoas que confessaram ter cometido crimes.

O timing político de Segovia

Fernando Segovia, que criticou delegados por ‘desvios político-partidários’, diz que vai dar um upgrade na equipe dos inquéritos do STF para concluir as investigações “no menor prazo possível”.

Ele explica que é importante “dar uma resposta à sociedade sobre os políticos acusados de corrupção”, porque vários deles “serão candidatos nas eleições de 2018”.

Cuidado para não correr demais.

Janaína Paschoal faz alerta sobre operações da Polícia Federal realizadas dia 14

A jurista Janaína Paschoal alertou sobre a operação da Polícia Federal realizada dia 14 no Rio de Janeiro, envolvendo a cúpula da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e a máfia dos transportes. Lembrando que o empresário Jacob Barata Filho, preso na mesma data, teve dois habeas corpus concedidos em 24 horas pelo ministro Gilmar Mendes, que é padrinho de casamento da filha do empresário, Janaína alertou para os riscos em uma operação que envolve tantos poderosos: "Espero que ninguém pule instâncias para livrar os presos de hoje (14)! É caso de parar o país!".

'Afirmar que Waack é racista faz tanto sentido quanto acreditar que Lula é inocente', afirma Augusto Nunes, da VEJA

O afastamento do jornalista William Waack da rede Globo vem causando polêmica. O repórter foi afastado após a divulgação de um vídeo, gravado há mais de um ano, em que, segundo os divulgadores, teria feito um comentário de cunho racista. Para o jornalista Augusto Nunes, da revista Veja, o ataque não se relaciona a racismo, e sim à independência jornalística do colega: "afirmar que Waack é racista faz tanto sentido quanto acreditar que Lula é inocente".

Leia abaixo o artigo de Augusto Nunes, intitulado William Waack vira alvo do exército dos abjetos:

Conheci William Waack há quase 50 anos, quando nossos caminhos cruzaram na Escola de Comunicações e Artes da USP. Trabalhamos juntos nas redações de VEJA, do Jornal do Brasil e do Estadão. Convivemos sempre em fraterna harmonia. Orgulho-me da amizade inabalável que me une a um homem exemplarmente íntegro, um parceiro extraordinariamente leal, um profissional que pode ser apresentado como modelo a todo jornalista iniciante.
Repórter visceral, excepcionalmente talentoso, William tornou-se o melhor correspondente de guerra do mundo. Exagero? Confiram a cobertura que fez da queda do Muro de Berlim, da insurreição popular que derrubou a ditadura de Ceasescu na Romênia ou da primeira Guerra do Golfo. Os textos que assinou  em jornais e revistas lhe garantem uma vaga perpétua no ranking dos grandes nomes da imprensa. Os livros que publicou reescreveram a História.
Nestes tempos escuros impostos aos trêfegos trópicos pelos governos de Lula, do poste que fabricou e do vice que o dono do PT escolheu, William tem sido um dos pouquíssimos jornalistas de televisão irretocavelmente altivos. Manteve a  independência, a autonomia intelectual, o respeito à ética, a paixão pela verdade. Sempre viu as coisas como as coisas são. Sempre contou o caso como o caso foi.
Agir assim em países primitivos é perigoso. E no Brasil, como ensinou Tom Jobim, fazer sucesso é ofensa pessoal. Era previsível que, por duas ou três frases ditas fora do ar, virasse alvo do exército dos abjetos. As milícias a serviço do politicamente correto, os patrulheiros esquerdopatas, os perdedores congênitos, os cretinos fundamentais e os idiotas de modo geral — esses não perderiam a chance de atacá-lo.
Vão todos quebrar a cara. Primeiro, porque afirmar que meu velho amigo é racista faz tanto sentido quanto acreditar que Lula é inocente. Depois, porque incontáveis brasileiros sabem que o país seria muito melhor se houvesse mais gente provida das virtudes que sobram em William Waack.

Senado em defesa do fundão

Eunício Oliveira enviou ontem ao STF uma manifestação em defesa do fundão, o fundo bilionário que custeará campanhas eleitorais com o nosso dinheiro.
Estimado R$ 1,75 bilhão, o fundão está sendo questionado no Supremo em uma ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo PSL.

Para a Advocacia do Senado, que assina a manifestação, o PSL quer “substituir, via Poder Judiciário, a interpretação que as Casas que representam o povo e os Estados da Federação entenderam a mais adequada”.






CCJ da Câmara corre para votar PEC do foro privilegiado

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara decidiu desengavetar a PEC que acaba com o foro privilegiado e votá-la na próxima quarta, dia 22, relata O Globo.

Na prática, além da CCJ, a proposta terá de passar por uma comissão especial que leva em média 90 dias para analisar esse tipo de texto.

A intenção dos deputados é apenas se antecipar ao Supremo, já que Cármen Lúcia marcou a discussão do mesmo assunto no STF para o dia 23.

Nada como a proximidade de uma eleição para a turma procurar mostrar serviço.

Resta saber se o serviço será sujo.



Procon divulga 'lista suja' de lojas para consumidor evitar na Black Friday

A Black Friday, um dos dias mais aguardados pelo varejo nacional, acontecerá na sexta-feira, 24, e o Procon-SP divulgou a "lista suja" com as lojas que devem ser evitadas pelo consumidor. No total, são 518 estabelecimentos. A lista foi atualizada no dia 10 de novembro.

Há reclamações diversas que ficam como alerta aos consumidores: desde fretes muito caros até atraso nas entregas, além de produtos danificados ou que divergem do anunciado. Segundo o Procon-SP, a partir do levantamento, a instituição procura evitar que a população seja lesada e o tão sonhado desconto acabe se transformando em pesadelo.

Todas as lojas da lista foram notificadas sobre os problemas e, mesmo assim, não ofereceram solução aos casos ou não foram encontradas.

Para acessar a lista, basta clicar neste link.

Condenado por homicídio mais de 16 anos depois do crime, ex-dono da Gol recorrerá em liberdade

O empresário Constantino Oliveira, o Nenê Constantino, ex-proprietário da Gol Linhas Aéreas, foi condenado na madrugada desta quarta-feira, 15, a 13 anos de prisão pelo assassinato de Tarcísio Gomes Ferreira. O julgamento foi realizado no Tribunal do Júri de Taguatinga, cidade do entorno de Brasília, e durou cerca de 28 horas.
Apontado como mandante do crime e condenado por homicídio qualificado por motivo torpe, o empresário, mais conhecido como Nenê Constantino, poderá recorrer em liberdade por conta da idade avançada – ele tem 86 anos. Além dele, foram condenados o ex-vereador de Amaralina (GO), Vanderlei Batista e João Alcides Miranda, este último com condenação a 15 anos de prisão.

À época do crime, no dia 9 de fevereiro de 2001, Ferreira era ex-funcionário de uma empresa de ônibus de Constantino e participava da ocupação de um terreno de propriedade da família do empresário. A sessão de julgamento foi presidida pelo juiz João Marcos Guimarães Silva, titular do Júri de Taguatinga.

De acordo com a investigações, por volta das 20h10 do dia do crime, uma pessoa ligada a Nêne Constantino, de nome Adelino Lopes Folha Júnior, vulgo “Juninho” (falecido), armou uma emboscada e efetuou vários disparos contra Ferreira, que estava em uma barraca de venda de sanduíches.

“Ainda segundo os autos, o crime foi cometido para alcançar o objetivo patrimonial em favor do acusado Constantino. Os réus Vanderlei e Miranda aderiram ao propósito meramente patrimonial de Constantino, com ele uniram forças para arquitetar toda a trama que culminou na morte de um dos moradores, que, no momento dos disparos, estava com a filha, de dois anos de idade, no colo”, diz nota divulgada pelo Tribunal.

A condenação de Constantino no processo sentenciado ontem é a segunda neste ano. Em maio, Nenê, Vanderlei e João Alcides já haviam sido condenados por homicídio qualificado por conta da morte de um líder comunitário. Nesse processo, Constantino foi condenado a 16 anos e seis meses de prisão e os jurados os consideraram culpado pelo assassinato duplamente qualificado (motivo torpe e mediante dissimulação) e por corrupção de duas testemunha. No caso ele também recorre em liberdade e teve que pagar uma multa de R$ 84 mil.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE NENÊ CONSTANTINO

O Estado entrou em contato com o advogado Pierpaolo Bottini, defensor do empresário Nenê Constantino, mas ele não respondeu aos questionamentos da reportagem.

Dodge denuncia ministro do TSE por agressão à mulher

Raquel Dodge denunciou Admar Gonzaga, do TSE, pelo crime de lesão corporal. O ministro foi acusado de agressão pela sua mulher, Élida Souza Matos, em junho.

Com um olho roxo, Élida registrou B.O. e fez exame de corpo de delito no IML. Segundo O Globo, ela se retratou num depoimento posterior, mas o inquérito prosseguiu.

O caso corre no Supremo porque Gonzaga tem foro privilegiado.

Nos autos do processo, o ministro alegou que a mulher havia escorregado em Listerine derramado e batido com o rosto na banheira.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA BRASILEIRA

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA



A República (do latim res publica, "coisa pública") é uma estrutura política de Estado ou forma de Governo em que, segundo Cícero, são necessárias três condições fundamentais para caracterizá-la: um número razoável de pessoas (multitude); uma comunidade de interesses e de fins (communio); e um consenso do direito (consensus iuris). Nasce das três forças reunidas: libertas do povo, auctoritas do senado e potestas dos magistrados. A República é vista, mais recentemente, como uma forma de governo na qual o chefe do Estado é eleito pelo povo ou seus representantes, tendo a sua chefia uma duração limitada.[A eleição do chefe de Estado, por regra chamado presidente da república, é normalmente realizada através do voto livre e secreto. Dependendo do sistema de governo, o presidente da república pode ou não acumular o poder executivo permanecendo por quatro anos.
A origem deste sistema político está na Roma antiga, onde primeiro surgiram instituições como o senado. Nicolau Maquiavel descreveu o governo e a fundação da república ideal na sua obra Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio (1512-17). Estes escritos, bem como os de seus contemporâneos, como Leonardo Bruni, constituem a base da ideologia que, em ciência política, se designa por republicanismo.O conceito de república não é isento de ambiguidades, confundindo-se às vezes com democracia, às vezes com liberalismo, às vezes tomado simplesmente no seu sentido etimológico de "bem comum". Hoje em dia, o termo república refere-se, regra geral, a um sistema de governo cujo poder emana do povo, ao invés de outra origem, como a hereditariedade ou o direito divino. Ou seja, é a designação do regime que se opõe à monarquia.
No entanto, res publica, como sinônimo de administração do bem público ou dos interesses públicos, foi frequentemente utilizada pelos escritores romanos para se referir ao Estado e ao governo, mesmo durante o período do Império Romano.[A palavra república foi, com o mesmo significado, também frequentemente usada no Reino de Portugal. D. João II, por exemplo, numa carta ao rei de França, escreveu: "obrigação é do bom Príncipe e prudente, não somente galardoar seus vassalos com honras, cargos e dignidades merecidas, mas castigar com rigor, severidade e justiça aos que são prejudiciais em sua república, para que os bons com o exemplo do premio sejam melhores e os maus ou com castigo se emendem, ou com as maldades pereçam".]

Nota da Redação da BECC:
República ( 'coisa pública' ) pertence ao povo brasileiro. Não permitiremos jamais que canalhas corruptos desviem os recursos que são para uso exclusivo do bem do povo ( como educação, saúde e segurança ). Combateremos sempre esses corruptos, maus cidadãos.
Estamos juntos com a PF e o MPF nessa luta!
TODO PODER EMANA DO POVO!

Mãos ao alto, eleitor!

O TSE divulgou ontem em seu site a logomarca das eleições do ano que vem, que terá como slogan #VEMPRAURNA.

O site explica que a logomarca incluiu um sinal de “ticado” –símbolo de confirmação– e pessoas de braços levantados, para “refletir a participação popular no processo eleitoral”.

Ainda bem que eles explicaram. Alguém podia pensar que as pessoas de braço levantado estão sendo assaltadas –ou pedindo socorro.

O que é autoritarismo para Temer

Neste 15 de novembro, Michel Temer disse que “se não prestigiarmos certos princípios constitucionais, nossa tendência é sempre caminhar para o autoritarismo”.

Autoritarismo, para Temer, é pegá-lo em flagrante.


EM 2018, NÃO REELEJA NINGUÉM!

PARTICIPE DESSA CAMPANHA

VAMOS VARRER OS CORRUPTOS PARA FORA DA POLÍTICA BRASILEIRA

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Temer corado

Depois de ter se livrado da segunda denúncia apresentada por Rodrigo Janot, Michel Temer “nunca esteve tão animado”.
Interlocutores do Planalto fazem chegar a jornalistas avaliações de que o presidente acha que, daqui para frente — com ou sem reforma da Previdência aprovada –, é hora de colher e festejar a recuperação da economia (ou pelo menos o início dela).

“Ele está bem. Parece que ficou até melhor após aquela internação (por obstrução urinária). Está até corado”, disse um desses auxiliares.

Vale rever a nova foto oficial do corado Temer, divulgada na semana passada.







A novela do terrorista Battisti

O Jota noticia que a defesa de Cesare Battisti insistiu no STF para que Luiz Fux determine ao Palácio do Planalto que apresente novo pedido de extradição enviado pela Itália.

O ministro suspendeu a extradição do terrorista. O governo espera essa decisão.





O troco do STF

A Primeira Turma do STF se recusou a desmembrar os processos de Andrea Neves, Frederico Pacheco de Medeiros e Mendherson Souza Lima – os parentes e operadores de Aécio Neves.

O Senado salvou o senador mineiro, mas a Primeira Turma do STF deu o troco.

Marco Aurélio quer aliviar o STF

Marco Aurélio Mello disse ontem (14) que o Supremo está “inviabilizado” e que diminuir as atribuições da corte –e o volume de processos– é uma medida positiva.
O ministro se referia à retomada do julgamento sobre foro privilegiado para autoridades, marcada por Cármen Lúcia para o dia 23. Ele já votou pela restrição do foro.

Estima-se que, se a proposta do relator Luís Roberto Barroso for aceita, 90% dos processos penais contra autoridades com foro possam ir para a primeira instância.

O pirotecnista Picciani criminalizou a política?

Jorge Picciani disse que a prisão do seu filho Felipe é uma “covardia”.

“Felipe é um zootecnista, bom pai, bom filho, bom amigo, que trabalha de sol a sol e não tem atuação política. Todos que o conhecem o respeitam e sabem do seu caráter e correção.”

É impressão nossa ou o pirotecnista Jorge Picciani criminalizou a política nessa frase?

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Pezão não tem vergonha

Luiz Fernando Pezão disse que manterá, por enquanto, a indicação de Edson Albertassi para conselheiro do TCE do Rio de Janeiro.

“É cedo. Eu mesmo já fui investigado por dois anos pela PF. Vamos esperar o transcorrer do dia e dar às pessoas o amplo direito de defesa.”

É muita falta de vergonha.

Renuncie, Pezão.

Dodge denuncia Eduardo Paes por crime eleitoral

Raquel Dodge apresentou ao STF denúncia contra Eduardo Paes e o deputado federal Pedro Paulo, ambos do PMDB do Rio, por crime eleitoral.

Os dois –Paes, então prefeito do Rio, e Pedro Paulo, candidato à sua sucessão em 2016– foram flagrados fazendo uma carreata nas zonas norte e oeste do Rio no dia da votação, o que a lei eleitoral proíbe.

“Os denunciados eram penalmente capazes à época dos fatos, tinham consciência da ilicitude e deles se exigia conduta diversa. Estão caracterizadas a autoria e a materialidade do crime”, escreveu a procuradora-geral.

Nenhuma propina, nada?

Eduardo Paes nega crime eleitoral

Eduardo Paes negou a acusação de crime eleitoral feita hoje pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.
Leia abaixo a nota do ex-prefeito do Rio:

“Em relação a notícia de suposto crime eleitoral, cabe esclarecer que não tínhamos conhecimento do procedimento e não fomos notificados previamente para apresentar esclarecimentos mínimos.

Registramos ainda que jamais distribuímos material de propaganda no dia da eleição, sendo certo que a manifestação através de adesivos em roupa e bandeira é permitida no dia da eleição. O que a lei proíbe é a distribuição de material de propaganda, fato que jamais ocorreu.

De qualquer forma, permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos necessários.”


O incrível aumento de patrimônio de Picciani

O Globo registra que, em 20 anos na Alerj, Jorge Picciani conseguiu aumentar seu patrimônio em mais de 6.000% –6.387,5%, em números exatos.
Em 1994, quando o atual presidente da Assembleia do Rio voltou a ser deputado –depois de ter sido secretário de Esportes e presidido a Suderj–, seus bens pessoais eram de R$ 160,5 mil, em valores atualizados.

Na declaração que apresentou ao TSE em 2014, Picciani registrou balanço patrimonial de R$ 10,381 milhões.

Rio ‘desbanca’ Curitiba no ranking da Lava Jato

Pela primeira vez desde o início da força-tarefa da Lava Jato, em 2014, o Rio superou Curitiba como campeã de operações e prisões, registra a Revista Exame.
Segundo dados do Ministério Público Federal, neste ano Curitiba coordenou nove operações, com 18 prisões. No Rio, em 2017, já houve 14 operações –contando com a de hoje– e 78 prisões.

“Em Curitiba, a operação bateu no teto, e a responsabilidade agora está nas mãos do Supremo. O Rio foi uma extensão natural, já que boa parte das empreiteiras investigadas tinha negócios vultosos no estado, onde também fica a sede da Petrobras”, disse à Exame Sérgio Praça, da FGV.

“Além disso, o Rio tem uma combinação matadora: uma enorme quantidade de bandidos e de dinheiro disponível para corrupção”, acrescentou Praça.

E ponha combinação matadora aí!

Albertassi desiste de vaga no TCE

Edson Albertassi, um dos alvos da Operação Cadeia Velha, desistiu da vaga no TCE do Rio para a qual Luiz Fernando Pezão o havia indicado.
Em nota, o deputado e líder de Pezão na Alerj disse que as acusações serão contestadas pela sua defesa, que ainda não teve acesso ao inquérito.

Na verdade, Albertassi foi desistido pelas circunstâncias.

Tribunais no combate ao crime

De um observador da cena jurídico-política:

“As medidas coercitivas adotadas pelo falecido Teori Zavascki, no STF, e agora pelo TRF2, no Rio de Janeiro, mostram que é possível combater o crime por meio de tribunais. Se o fim ou a diminuição do foro por prerrogativa de função facilita isso, é outra questão.”

Pezão não sabia de nada?

Luiz Fernando Pezão nomeou Edson Albertassi para o Tribunal de Contas do Rio de Janeiro.
O que era um escândalo administrativo, como apontamos em mais de um post, se tornou também um escândalo criminal.

Pezão não sabia de nada a respeito de Albergasse?

Aliás, Pezão não sabia nadica de nada sobre o esquema de corrupção no transporte público do Rio de Janeiro?

Executivo, Legislativo e TCE do RJ formaram organização criminosa, diz PF

A Operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato desencadeado nesta terça-feira (14), aprofundou as investigações de desvios de verba pública no Estado do Rio e concluiu que não há um "chefe-mor" da quadrilha. 

Na verdade, dizem os investigadores, agora há vários entes à frente do esquema — e não só o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).

A operação Cadeia Velha investiga o uso da presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e de outros cargos na Casa para a prática de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O alvo da operação é o pagamento de propina a políticos pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor),

Foram presos: o empresário Felipe Picciani; o empresário Jacob Barata; o ex-presidente da Fetranspor Lélis Teixeira; e mais 6 pessoas.

Foram conduzidos coercitivamente a prestar depoimento: o presidente da Alerj, Jorge Picciani; e os deputados estaduais Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB.

Os pedidos de prisão preventiva contra os três deputados, que têm foro privilegiado, serão analisados na quinta-feira (16) pelo TRF-2.

As investigações apontam que a cúpula da Alerj formou uma organização criminosa que vem se estruturando desde a década de 1990, integrada também por Cabral.

"Constata-se que o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Tribunal de Contas [do Estado do Rio], que deveriam ser autônomos, independentes, com dever de fiscalização recíproca, na realidade estão estruturados em flagrante organização criminosa com o fim de garantir contínuo desvio de recursos públicos e lavagem de capitais", afirma o delegado da Polícia Federal Alexandre Ramagem Rodrigues.

De acordo com a Polícia Federal, havia "excessivos benefícios fiscais" a empresas de transporte e empreiteiras, fazendo com que o Estado deixasse de receber mais de R$ 138 bilhões. Em troca das isenções, os parlamentares ganhavam propina.

Para o delgado Ramagem, a corrupção causou o colapso da economia fluminense.

"Segmentos empresariais pagavam rotineiramente propina para agentes políticos, não só no Legislativo mas também no Executivo e no próprio TCE, em troca de atos de ofício", explica o procurador-regional Carlos Alberto Gomes de Aguiar. A afirmação foi feita durante entrevista coletiva nesta terça, após o pedido de prisão preventiva dos deputados.

"Através da agremiação política que detém hegemonia do Estado do Rio de Janeiro, e com ocupações estratégicas em diversos orgãos públicos, vêm ganhando força política quase insuperável e enriquecendo assustadoramente. Enquanto o Rio de Janeiro definha nesse caos social, esses sujeitos se empapuçam com dinheiro da corrupção", completou.

'Terceirização' da lavagem de dinheiro

Jorge Picciani é suspeito de desviar dinheiro através de uma empresa do ramo da agropecuária, a Agrobilara. Para os investigadores, é uma das formas mais simples de se lavar dinheiro: chance de manipulação de preço, baixa tributação e pouca fiscalização, aponta o MPF.

"A Agrobilara chegou a um nível de sofisticação de lavagem [de dinheiro] que não faz só a lavagem de Picciani. Ela já terceirizou esse serviço e lava de outras pessoas, seja de empresários, seja de servidores públicos", afirma a procuradora Andréa Bayão Pereira Freire.

Organização tentou retomar o controle das contas

Personagem que até então não havia sido citado nas investigações de corrupção no estado, o deputado estadual Edson Albertassi foi trazido para o centro do escândalo pela operação Cadeia Velha.

Apontado como destinatário de propinas pagas por empresários de ônibus por mais de um ano, o parlamentar foi citado como ponta de lança da organização criminosa ao ser indicado para uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). A nomeação de Albertassi foi suspensa pela Justiça na segunda-feira (13).

De acordo com os procuradores, Albertassi foi indicado ao TCE para que a organização criminosa retomasse o controle das contas, interrompido após a prisão de seis dos sete conselheiros, na Operação Quinto do Ouro.

Apesar dos indícios de que a quadrilha se movimentava para manter os esquemas de corrupção em atividade, nenhum dos investigadores quis comentar se a indicação do deputado compromete o governador Luiz Fernando Pezão, que vem enfrentando diversas ações judiciais por bancar o nome de Albertassi à Corte.

Entre fevereiro de 2016 e maio deste ano, Albertassi recebeu repasses de cerca de R$ 60 mil mensais. "Segundo delatores, a intenção era ter o líder do governo sempre ao lado dos empresários corruptores. É o mesmo raciocínio que os levou a financiar Jorge Picciani e Paulo Melo: eles são fortes politicamente, e esses empresários os colocaram no bolso", afirmou o procurador Carlos Alberto Aguiar.

O que dizem os suspeitos

Jorge Picciani: "O que aconteceu hoje com meu filho é uma covardia feita para atingir tão somente a mim. Felipe é um zootecnista, bom pai, bom filho, bom amigo, que trabalha de sol a sol e não tem atuação política. Todos que o conhecem o respeitam e sabem do seu caráter e correção".

Jacob Barata Filho: "A defesa de Jacob Barata Filho não teve acesso ao teor da decisão que originou a operação de hoje da Policia Federal e, por isso, não tem condições de se manifestar a respeito".

Lélis Teixeira: "A defesa se manifestará quando tiver examinado os autos. Ainda não conseguimos acesso."

Edson Albertassi: O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa do deputado, mas ainda não obteve retorno.

Paulo Melo: Em nota, o parlamentar informou que esta "à disposição da justiça" irá "contribuir com as investigações". "Não tenho nada a esconder. Minha vida política sempre foi muito clara, todas as contribuições recebidas foram legais e declaradas na justiça eleitoral", comunica o texto.

(com G1 conteúdo)


Padilha e Torquato ‘esquecem’ nomeação de coordenador de inquéritos do STF

Há cerca de dois meses, Leandro Daiello criou a Coordenação Geral de Combate à Corrupção, englobando as divisões de crimes financeiros, desvio de recursos públicos e inquéritos do Supremo.

Até então responsável por esses inquéritos contra políticos, o delegado Josélio Azevedo de Souza foi indicado como coordenador-geral. Como se trata de um cargo de confiança (DAS 4), a indicação de Josélio seguiu para a Casa Civil com várias outras.

As demais já voltaram, menos a do delegado que investigava políticos. O Antagonista apurou que o documento com sua nomeação foi encaminhado ao Ministério da Justiça, mas sem uma definição.

A nova direção da PF considera Josélio “competente”, mas ainda não discutiu o seu caso.


‘Gemidão do Zap’ no processo contra Cabral

A Justiça Federal do Rio ouviu hoje três testemunhas de defesa no processo que acusa Sérgio Cabral e mais nove pessoas de desvios de quase R$ 50 milhões, relata o G1.

Durante seu depoimento, o ex-secretário dos Transportes Sebastião Rodrigues Neto foi interrompido pelo som de um celular. Era o “Gemidão do Zap” (WhatsApp).

Advogados disfarçaram o riso e, como escreveu o G1, “assim como nos depoimentos das testemunhas, ninguém confessou o ‘crime'”.




Pezão demite procurador-geral do Rio

Luiz Fernando Pezão demitiu Leonardo Espíndola do cargo de procurador-geral do Rio, informa O Globo. A demissão sairá no Diário Oficial desta terça-feira.
No cargo havia um ano, Espíndola recusou-se a defender a indicação do líder de Pezão na Alerj, Edson Albertassi —aquele que tem ensino médio completo— para o TCE do Rio.

O procurador-geral considerou a indicação “totalmente inconstitucional”, segundo o jornal carioca. A reação do governador foi mostrar-lhe a porta da rua.