quarta-feira, 29 de novembro de 2017

“A ordem se encontrou com o progresso”

Paulo Guedes confirmou ao Estadão os encontros com Jair Bolsonaro:
“O que o Bolsonaro informou é verdade. Conversamos duas vezes”.

E acrescentou ironicamente:

“A ordem se encontrou com o progresso”.

A terceira caravana de Lula

Depois de passar por estados do Nordeste e por cidades de Minas Gerais, a caravana de Lula agora percorrerá municípios do Espírito Santo e do Rio de Janeiro.

Será na semana que vem.

O arame farpado de Temer

A Presidência pretende cercar com arame farpado todo o perímetro do Palácio do Jaburu, onde mora Michel Temer e sua família, segundo noticia O Globo.

A alegação é de que o local tem “pontos vulneráveis”. A previsão, diz a reportagem, “é desembolsar R$ 81,3 mil com 1900 metros de concertina — espirais de arame farpado — com lâminas pontiagudas, cortantes e penetrantes”.

O outro codinome de Lula: “Direto Para Obra”

A propina que a Odebrecht pagou para Lula na reforma do sítio de Atibaia aparece nas planilhas da empreiteira com o codinome “direto para obra”.

Segundo o Valor, os dados sobre os pagamentos foram analisados pelos peritos da PGR, a partir do sistema Drousys, e encaminhados à Lava Jato em Curitiba.

Os precedentes de Lula

O TRF-4 acelerou o passo.
Os petistas podem imaginar que isso ocorreu apenas para condenar Lula.

Mas o motivo, como explicou a Folha de S. Paulo, é outro: os desembargadores julgaram dezenas de criminosos da Lava Jato, e isso criou uma base de decisões precedentes.

No caso de Lula, por exemplo, o TRF-4 já condenou Léo Pinheiro, que lhe pagou o tríplex, e João Vaccari Neto, que negociou a propina.

É mais rápido condenar um criminoso quando seu esquema já foi revelado.

A ORCRIM vai ganhar mais uma vez?

Quem vai vencer: a ORCRIM ou os eleitores enojados?

É o que se pergunta Merval Pereira, em O Globo:

“A questão central dessa campanha presidencial não é se Lula será ou não candidato, embora essa seja uma premissa fundamental. O que ninguém sabe é o que prevalecerá, se as máquinas partidárias e suas conseqüências, como alianças partidárias e tempo de propaganda eleitoral, ou a repulsa, cada vez mais sentida, do cidadão comum aos partidos e políticos tradicionais, e a busca de um novo perfil de candidatos.

Mesmo que as pesquisas de opinião mostrem que o eleitorado rejeita a política tradicional, o raciocínio político oficial de governistas e oposicionistas ainda trabalha com a ideia de que, no final das contas, prevalecerá a estrutura partidária. 

Por isso as coligações eleitorais, mesmo as mais absurdas, continuam sendo o objetivo central de seus candidatos.”

Alexandre de Moraes questiona rapidez da primeira instância

Alexandre de Moraes esteve em um encontro da OAB em São Paulo e questionou se o fim do foro privilegiado para parlamentares não tornaria os processos mais demorados na primeira instância.

“Será que, se for para a primeira instância, a perda do mandato daqueles que forem sendo condenados também não vai ser muito mais demorada? Isso é algo para se pensar”, disse o ministro do STF.

“O trabalho que vem sendo feito na Vara de Curitiba é um trabalho brilhante na Lava Jato, só que as mais de 5.000 comarcas do país não têm a mesma estrutura”, acrescentou.

Foi Alexandre de Moraes quem primeiro pediu vista no julgamento pelo STF da restrição ao foro privilegiado. Isso aconteceu em julho. Só na semana passada a votação recomeçou –e foi suspensa por outro pedido de vista, de Dias Toffoli.

O governo não pode prescindir dos bandidos

A Folha de S. Paulo, em editorial, comemora a fuga de Luciano Huck e diz que, na prática, temos de eleger velhos criminosos, possivelmente condenados pela Lava Jato.

Leia aqui:

“Sobram temas urgentes e espinhosos na agenda nacional; mais que ilusão, será aventura perigosa apostar que boa imagem, boa comunicação e boas intenções (quando houver) bastarão para contorná-los.

O voto e as pressões da opinião pública podem, sim, aprimorar o quadro partidário. Não se imagine, porém, que a gestão do governo possa prescindir da intermediação da política profissional.”

O TRF-4 acelera

O TRF-4 está julgando mais rápido.
Com isso, Lula pode ser condenado no primeiro semestre de 2018.

Diz a Folha de S. Paulo:

“De janeiro a outubro, a média de julgamento das ações foi de 14 meses e meio. Se considerarmos apenas novembro, foi de sete meses.

Se a média de novembro se mantiver com o processo de Lula, considerando que há recesso do Judiciário em dezembro e janeiro, o ex-presidente pode ser julgado ainda no primeiro semestre, antes do período eleitoral. Se condenado em segunda instância, ele pode ser impedido de concorrer em 2018.”

Os desembargadores de Porto Alegre sabem que o Brasil tem pressa, porque o governo não pode ser entregue a um criminoso.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

VEM AÍ O MINISTÉRIO DOS ESTADOS?

É uma ironia, mas que fazer se nossa Federação virou uma coisa ridícula?
              ***
Em O Espírito das Leis (1746) Montesquieu recomendou que as repúblicas, para fins de segurança contra inimigo externo, adotassem o modelo da Federação, ou seja “uma convenção pela qual vários corpos políticos consentem em se tornarem cidadãos de um Estado maior que querem formar”.
Foi nesse ânimo que, 30 anos mais tarde, as 13 colônias inglesas na América se organizaram na Convenção de Filadélfia e constituíram os Estados Unidos. Entre as características da nova nação se incluía a preservação das autonomias dos estados, integrados a um corpo nacional para fins comuns. Um século e pouco depois, na primeira constituinte republicana, o Brasil adotaria o mesmo modelo, em tom mais moderado. Abandonou, então, o regime monárquico e a forma unitária de Estado.
De lá para cá, se existe uma vocação percebida na história da nossa república, é a vocação para federalismo na teoria e para centralismo na prática. Nossa Federação não esconde suas tendências suicidas. "Todo poder à União!", parecem bradar quantos chegam à presidência da República. E a corte da burocracia federal aplaude em pé. Poder centralizado, político e financeiro, sistemas únicos, programas nacionais, serviços federais, bases nacionais comuns, parecem ser melhor do que mulher, do que doces portugueses e do que uísque aged 30 years.
A relação entre democracia e descentralização é autoevidente. Pelo viés oposto, quanto mais centralizado o poder, mais ele avança na direção do autoritarismo ou, mesmo, do totalitarismo.
A Constituição de 1988 reafirmou o compromisso com a intenção federativa a ponto de incluir os municípios como entes federados, concedendo-lhes autonomia política, administrativa e financeira. Até parece. O que se viu a partir daí foi uma re-centralização, acompanhando a deterioração fiscal dos entes federados.
Melhor e mais destapado exemplo disso aconteceu no dia 1º de janeiro de 2003 quando Lula, num de seus primeiros atos como presidente da República, criou um Ministério das Cidades, que logo se tornaria a cereja do bolo na mesa central do poder. É o ministério pelo qual todos brigam e o que maior poder de barganha tem no jogo do poder, pois dele sai o dinheiro para obras e programas municipais. Acaba de se tornar posto de provimento por indicação do presidente da Câmara dos Deputados.
A centralização estimula a corrupção e as más práticas políticas. Ademais, a dependência induz o dependente à irresponsabilidade. A falência dos entes federados brasileiros e o suicídio da Federação pode acabar gerando um Ministério dos Estados, onde se entregarão os dedos porque os anéis já foram. É preciso deixar de lado a desídia segundo a qual, como tenho tantas vezes afirmado, "está tudo errado, mas não mexe", e repactuar o Brasil. A situação está para lá de ridícula.
texto: Percival Puggina

Bolsonaro escolhe referência do pensamento econômico liberal para seu ministro da Fazenda

O economista Paulo Guedes, o nome que o deputado Jair Bolsonaro diz que gostaria de tornar seu ministro da Fazenda, atua no mercado financeiro. 

É um dos fundadores do Banco Pactual – que posteriormente foi comprado e integra hoje o BTG Pactual, um dos maiores do país. Também criou o BR Investimentos, hoje parte da Bozano Investimentos – empresa que investe em ações privadas (private equity) e da qual ele faz parte.

Guedes, é ph.D em economia pela Universidade de Chicago, instituição que é considerada uma referência do pensamento econômico liberal. O economista já foi membro do conselho de administração de companhias como Localiza, PDG e Anima Educação. 

Além da atuação no mercado financeiro e corporativo, foi fundador do Ibmec, instituição educacional com cursos de graduação em economia e administração, e é autor de colunas no jornal O Globo. 

Em um texto publicado no jornal no mês passado, avaliou que o “centro” da política estava “vazio” no momento e considerou um segundo turno disputado por Bolsonaro e Lula. 

Enquanto o petista seria representante da “Velha política”, classificou o deputado como “fenômeno eleitoral de uma ‘direita’ que defende ‘a lei e a ordem’, valores de uma classe média indignada com a corrupção na política, a estagnação na economia e a falta de segurança nas ruas”.


Lula e Marinho se encontrarão na sexta

O condenado Lula é esperado no lançamento da pré-candidatura de Luiz Marinho ao governo de São Paulo, na sexta-feira.
A organização do evento diz que o ex-presidente já confirmou que vai.

Mas não esperem explicações sobre o dinheiro desviado do Museu do Trabalho e do Trabalhador.

Para ex-ministro tucano, “candidatura presidencial viável”

O PSDB deverá vender a ideia de Geraldo Alckmin como “o candidato de centro”.
O deputado Bruno Araújo, ex-ministro das Cidades, disse ao site O Antagonista, sobre o acordo para que o governador de São Paulo assuma o comando do partido:

“É a construção de uma candidatura presidencial viável. De centro.”

Para Araújo, a desistência de Tasso Jereisatti e de Marconi Perillo (na disputa pela presidência da legenda) “é o gesto de dois importantes homens públicos que ajudam a consolidar a unidade necessária”.

Rodrigo Maia e ‘Temer caindo amanhã’

Rodrigo Maia, outro dos entrevistados do evento de Veja, disse ter recebido “muitas visitas” na madrugada depois de a conversa de Michel Temer com Joesley Batista vir à tona.

“Era um ambiente de ‘vai cair amanhã'”, disse o presidente da Câmara.

Maia afirmou, porém, que teria votado contra as duas denúncias da PGR contra Temer. Pelo regimento interno da Câmara, o presidente da Casa não é obrigado a se posicionar.

Alckmin: ninguém vai votar em partido

Geraldo Alckmin acredita que a fragilidade do PSDB ao apoiar um governo como o de Michel Temer não será um problema na eleição de 2018.
“Ninguém vai votar em partido. Os partidos estão fragilizados. Vão votar em pessoas”, disse o governador paulista.

Pelo visto Alckmin, que deve assumir a presidência do PSDB em breve, quer que o Brasil se esqueça de que ele é tucano.

Moro e os “ataques sujos”

Ao abordar a Lava Jato no evento da Veja, Sérgio Moro disse que “um lado negativo que eu realmente não esperava  foram alguns ataques sujos, por conta desses casos envolverem pessoas da política”.

Alguns?!

A sorte de Bolsonaro

Se PT e PSDB candidatarem o condenado Lula e o investigado Geraldo Alckmin, Jair Bolsonaro já pode ir comemorando.

O animador de auditório

Luciano Huck fugiu da disputa ao Palácio do Planalto.
Ele publicou um longo depoimento na Folha de S. Paulo, anunciando sua decisão.

O único trecho que importa é:

“Contem comigo. Mas não como candidato a presidente”.

Podemos contar com ele como animador de auditório.

Rosinha e Lourdinha na mesma cela

Rosinha Garotinho e Adriana Ancelmo (codinome Lourdinha) dividem uma cela na cadeia de Benfica.
As imagens foram mostradas pelo Fantástico.

Delicie-se com este fotograma:


O Polo de Lula

“É Jaques Wagner, e não Fernando Haddad, o candidato de Lula à Presidência das República”, diz Lauro Jardim.
É uma boa escolha.

Além de garantir o feudo baiano do PT, Jaques Wagner – codinome Polo – era um dos homens de Lula no departamento de propinas da Odebrecht.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

General detona atitude de ministro do STF que impediu conclusão sobre o foro privilegiado

O General Pimentel, presidente do Clube Militar, detonou, sem citar nomes, a atitude do ministro do STF, Dias Toffoli, que impediu o término do julgamento sobre a restrição ao Foro Privilegiado. 
O texto foi publicado pelo general Paulo Chagas no seu perfil no Facebook:
GEN PIMENTEL - PRESIDENTE DO CLUBE MILITAR

"Imagina um ministro do STF, em meio a uma sessão plenária da mais alta relevância, com ansiedade e expectativa aguardada pela nação, pois já diversas vezes incompreensivelmente postergada, anunciar, ao vivo e em cores, que dela se afastaria para comparecer a um exame médico de rotina. Não é o máximo do descaramento e da sem vergonhice? 

Não, ainda não é o máximo, antes de retirar-se, o magistrado(?) Pediu vista do caso, já decidido pela maioria, jogando-o para as calendas. E o Brasil que se dane!!!

É tempo de pensar no que virá depois. Uma coisa é certa, governar esse país mais adiante, caiba a quem couber, só será possível com o respaldo maciço da sociedade e a sustentação de força legal. Simples palavras não serão suficientes para que esses bandidos larguem o osso. Fincaram raízes profundas. Fomos condescendentes em demasia".


Lula será preso antes da eleição ou após sofrer uma derrota nas urnas

Desde a queda da ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula tem vivido uma situação bastante desconfortável diante do avanço inexorável da Operação Lava Jato. Encorajado por seus advogados e por gente influente de Brasília, o petista bem que tentou protelar o andamento das investigações e processos que pesam contra ele na Justiça. Mas sua corrida contra o tempo está chegando ao limite. De anda mais adianta Lula apostar num desfecho favorável para suas ações penais. O desânimo alcançou até mesmo aqueles que garantiam sua blindagem, como senadores, juízes e ministros do STF. 

A corrente que deve prevalecer neste caso é a outra parte de judiciário, favorável aos ventos que sopram de Curitiba. Nem Lula nem seus advogados conhecem a fundo as provas que foram entregues aos membros da força-tarefa da Lava Jato. Sobretudo as que ancoram as tratativas do acordo de delação do ex-ministro Antonio Palocci e parte das provas obtidas nas planilhas da Odebrecht. 

Outra sombra negra que paira sobre a cabeça de Lula é a confirmação de sua condenação no caso do Triplex na segunda instância pelo TRF-4. Além de se tornar inelegível, o ex-presidente terá pouquíssimo tempo para recorrer da sentença. 

A expectativa é que isso ocorra justamente em meio a uma nova condenação do petista, no caso relativo ao recebimento de vantagens indevidas da Odebrecht. Na primeira condenação, Lula pode se safar da prisão por ser réu primário. Mas não terá a mesma possibilidade no caso de uma segunda condenação. Moro sabe o momento exato de pedir a prisão de Lula e não irá desperdiçar a oportunidade de colocar o chefe da organização criminosa por trás das grades. 

Neste cenário, condenado a partir de provas robustas, Lula não teria como conseguir um habeas corpus ou até mesmo poder contar com o apoio daqueles que lhe juram fidelidade eterna. Como bom jogador que é, Lula aposta suas fichas na possibilidade de disputar a eleição em 2018. 

Trata-se de uma corrida contra o tempo diante de uma improvável vitória ao final. Lula será preso. Antes da eleição ou após sofrer uma derrota nas urnas.

Bolsonaro assume liderança isolada em pesquisa e alcança 34,05% de intenções de votos

Nesse domingo (26) o site O Antagonista divulgou uma pesquisa realizada pelo Instituto Vertude que aponta o deputado Jair Bolsonaro como líder isolado nas pesquisas para a eleição presidencial de 2018, O pré-candidato aparece com 34,05% de intenções de votos. 

A pesquisa realizada por telefone com 6370 pessoas em todo o território nacional coloca o ex-presidente Lula em segundo lugar, Lula com 27,40% dos votos. 

Tecnicamente, Bolsonaro já está no segundo turno das eleições, enquanto Lula terá que disputar a segunda vaga com Marina Silva, Geraldo Alckmin e Ciro Gomes, que dividem 35% da preferência do eleitorado. 

Como Lula é o pré-candidato com maior rejeição, a possibilidade de ser demolido durante os debates é grande, tendo em vista o preparo de Bolsonaro, rápido e mortal em suas respostas. 

Isso se o petista conseguir registrar sua candidatura. Lula corre o sério risco de se tornar inelegível antes de agosto de 2018, caso seja condenado no julgamento do TRF-4 na Segunda Instância. 

Analistas apontam para um cenário mas provável de disputa entre Geraldo Alckmin e Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais.

A apatia e a despolitização no Rio de Janeiro

Em matéria sobre a crise ética no Rio de Janeiro, ancorada na descrição do estado por Raquel Dodge como “terra sem lei”, O Globo ouviu especialistas, entre os quais o site O Antagonista destaca o cientista social Marcelo Burgos, professor da PUC-Rio:

“O Rio não conseguiu desenvolver partidos com relação orgânica com a sociedade. Em São Paulo, fortaleceram-se partidos com mais lastro com a sociedade civil, como o PT, junto à classe operária, o PSDB, à classe média. Aqui, tivemos o que se diria um populismo de esquerda, nos tempos de Brizola, um arranjo pragmático-clientelista (Garotinho) até chegar à máquina política super blindada de Cabral e Picciani.

Seja pela névoa produzida pelos grandes eventos, ou pelo efeito anestésico das UPPs, fechou-se o ciclo perfeito: bênção, e investimentos, do governo federal do PT, uma Alerj transformada em extensão do Executivo, TCE e agências reguladoras sem desempenhar seu papel, Ministério Público impotente, mesmo a imprensa… Cabral e companhia são frutos deste cenário.

Acho que teremos abstenção enorme em 2018. Deve aumentar a apatia e despolitização da população, que é uma das causas deste quadro.”

Como comentamos em Reunião de Pauta, a apatia e a despolitização da população são – em todos os sentidos – crônicas no Rio.

Com raras exceções, a imprensa tende a continuar deslumbrada com efeitos anestésicos como as UPPs e os grandes eventos; os pobres tendem a continuar querendo mais Estado; e os ricos tendem a continuar querendo apenas mais praias, festas e viagens.



domingo, 26 de novembro de 2017

Depoimento de Palocci valida as acusações contra Lula e deixa cúpula do PT em polvorosa

O ex-presidente Lula e o PT tentam minimizar o estrago irreversível na imagem do ex-presidente e de seu partido, mas ao que tudo indica, qualquer esforço neste sentido será inútil. A delação do ex-ministro Antonio Palocci, um membro da alta cúpula do PT e faz tudo de Lula por mais de 20 anos, virá acompanhada de provas robustas sobre os esquemas criminosos de lavagem de dinheiro de Lula e do PT. 

Segundo divulgou o partido, os depoimentos e provas apresentados por Palocci são produto da situação de um homem preso e condenado em outros processos pelo juiz Sérgio Moro. O PT alega que o ex-ministro que busca negociar com o Ministério Público e o próprio juiz Moro um acordo de delação premiada e reconhece que Palocci deve apresentar provas contra o ex-presidente Lula. "Palocci repete o papel de réu que não só desiste de se defender como, sem o compromisso de dizer a verdade, valida as acusações do Ministério Público para obter redução de pena e que no processo do tríplex foi de Léo Pinheiro", diz o PT em uma publicação na página do partido.

A delação de Palocci terá um impacto devastador e todos os dirigentes do partido sabem disso. Afinal, trata-se da primeira delação de um membro da alta cúpula do PT e considerado braço direito de Lula, após a queda do ex-ministro José Dirceu. Cabia a Palocci gerenciar a planilha de propina da Odebrecht, onde eram registrados valores repassados a Lula e ao partido. 

Segundo a coluna Expresso deste sábado, “Os procuradores da Lava Jato consideram que melhorou bastante a qualidade das revelações que Palocci está fazendo e das provas que promete entregar. As chances de homologação cresceram, motivo de preocupação para muita gente.”

 A expectativa é a de que o ex-presidente Lula se torne alvo de revelações devastadores até o mês de março, fruto de uma combinação mortal entre os novos fatos revelados por Palocci e as descobertas no sistema de propinas da Odebrecht. A Polícia Federal já concluiu a perícia na parte relacionada ao "Italiano e o Chefe".

A suavização de Bolsonaro

A avaliação de que Jair Bolsonaro precisaria ser mais palatável para um maior número de eleitores nasceu de dentro do seu staff, segundo o Estadão.
Mas o cientista político Ibsen Costa Manso, da ICM Consultoria, resume o caso:

“O Brasil tem uma pequena margem de eleitores que são de esquerda ou de direita. O voto não é ideológico. Não se ganha eleição apenas com esses nichos. Ele é um voto muito mais personalista do que ideológico. Bolsonaro deve ter entendido que precisa de um discurso para ampliar seu eleitorado de classe média, mas sem perder sua personalidade. Em um eventual segundo turno com Lula, ele vai precisar capitalizar o voto útil de forças mais moderadas.”

O jornal acrescenta:

“O movimento é delicado porque o presidenciável não pode perder a narrativa que construiu ao longo de sua carreira de quase 30 anos e oito mandatos (um de vereador e sete de deputado federal) e ainda precisa contar com o ‘barulho’ dos grupos mais radicais que atuam nas redes sociais.”

Huck fora

Luciano Huck não será candidato à presidência e amanhã anuncia oficialmente que está fora do páreo numa entrevista em São Paulo, informa Lauro Jardim.
“Em 2018, no entanto, continuará participando do Agora! e no Renova BR, dois movimentos suprapartidários nos quais se engajou nos últimos meses.

“Huck, que não se filiará a partido algum, tomou a decisão na quinta-feira”, justamente o dia em que o Estadão publicou uma pesquisa mostrando o crescimento de sua aprovação.

“É um caso atípico na política: alguém que desiste de ser candidato depois de uma notícia positiva.”

Huck sabe que a sua vida seria devassada.

A GRANDE MÍDIA BRASILEIRA ATACA BOLSONARO. SAIBAM QUAL O REAL MOTIVO



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DR. REY SOLTA O VERBO SOBRE A SAÚDE DO BRASIL



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SALVE, GAROTINHO!

BELEZA, CARA ?

“É ruim” ter ex-governadores presos, diz Moreira

Moreira Franco, que foi governador do Rio de Janeiro de 1987 a 1991, comentou neste sábado no estado as recentes prisões dos também ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho, que se somaram à de Sérgio Cabral, preso desde novembro de 2016.

“É ruim (ter ex-governadores presos). De qualquer forma, é uma iniciativa do processo de investigação. Tenho certeza que, com o apoio dos advogados que têm, vão esclarecer o que tem de ser esclarecido. E espero que isso fortaleça não só o Poder Judiciário brasileiro como a necessidade de termos mais transparência e força para enfrentar as dificuldades sociais e econômicas que angustiam não só o carioca, mas todo o povo fluminense”, disse o ministro, segundo O Globo.

Nunca  é demais lembrar que Moreira Franco é o “Angorá” das planilhas da Odebrecht e que Michel Temer o blindou com o foro privilegiado do cargo na Secretaria-Geral da Presidência, dificultando a “necessidade de termos mais transparência” e a possibilidade de o Rio ter quatro ex-governadores presos.

O acordão sobre o foro privilegiado

“O ideal é articular um texto entre os três poderes.”
Foi o que disse Rodrigo Maia a Andréia Sadi, do G1, sobre as propostas de restrição do foro privilegiado, que vêm sendo analisadas tanto na Câmara quanto no STF.

Maia afirmou que vai se reunir com Eunício de Oliveira neste domingo e discutir o tema com Cármen Lúcia na terça-feira.

Questionado se há previsão para votar a proposta na Câmara, ele respondeu:

“Neste ano não dá mais. Mas, se houver diálogo na construção da proposta, vota no ano que vem. Agora, não vou dar data porque precisa primeiro discutir o assunto.”

De modo semelhante, o ministro Dias Toffoli disse à repórter na sexta-feira que não vai devolver o processo para votação em plenário em 2017.

“Assim que eu tiver uma posição [devolverei], mas neste ano não mais.”

O establishment não tem pressa para perder a própria blindagem.

Os alimentos “gourmet” dos restaurantes

Três restaurantes da Zona Sul do Rio de Janeiro são suspeitos de fornecerem alimentos “gourmet” para presos da Lava Jato no estado.

“Nós recebemos uma informação de que estavam ingressando alimentos oriundos de restaurantes para a alimentação dos presos das operações Calicute, Lava Jato, C’est Fini”, disse a promotora do Ministério Público estadual Elisa Fraga à GloboNews.

Entre os alimentos que entraram de forma irregular na cadeia de Benfica, na Zona Norte, estão camarão, bacalhau, queijo de cabra, presunto importado e risoto de frango.

A promotora explicou que, das celas 1 a 9 do presídio – onde estão os detentos da Lava Jato – havia embalagens similares, com alimentos também parecidos, o que reforça a suspeita do MP de que os fornecedores seriam os mesmos.

Elisa Fraga lembrou ainda que é permitido que parentes levem refeições prontas aos detentos, mas alimentos in natura, ou seja, que ainda não estão cozidos, como camarões, são proibidos.

Os 31% da Lava Jato do Rio

Dados obtidos pelo Globo mostram que 69% dos réus da Lava Jato do Rio de Janeiro estão fora da prisão: 27 foram soltos, oito cumprem prisão domiciliar e 14, recolhimento noturno.

“São 23 os que estão de fato atrás das grades. Ao todo, 74 pessoas respondem a processos na primeira instância da Justiça Federal do Rio. A relação não incluiu os presos da Operação Cadeia Velha. Os deputados estaduais Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo acabaram em Benfica por decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.”

Entretanto, em comparação com o STF, que não mandou prender ninguém ligado ao petrolão, a Lava Jato do Rio, com apenas 31% dos réus presos, é de uma eficiência exemplar.

Ministros do STF fazem votos maiores para “aparecer mais tempo na TV”

Os ministros do STF passaram a escrever votos maiores desde que as sessões começaram a ser transmitidas ao vivo pela TV, em 2002.

“Os acórdãos ficaram com 26 páginas a mais, em média, o que aumenta o tempo de leitura e prejudica a eficiência do tribunal”, disse ao Estadão o economista Felipe de Mendonça Lopes, da FGV, com base em pesquisa feita para sua tese de doutorado. “O motivo do aumento não é a dificuldade técnico-jurídica da questão, mas tão somente aparecer mais tempo na TV.”

A pesquisa usou todos os casos de controle abstrato de constitucionalidade julgados pelo STF entre 1988 e 2015, a maior parte Ações Diretas de Inconstitucionalidade (as ADIs).

Foram 1.680 acórdãos, ou 15 mil votos, pesquisados no site do Supremo.

Nem precisava tanto para nos convencer.

Mensagem deixada por um operário que construiu o prédio do Congresso Nacional em Brasília

"Que os homens de amanhã que  aqui  vierem tenham compaixão de nossos filhos, e que a lei se cumpra."
Dura lex, sed lex! - José Silva Guerra - 22/04/1959

"Se todos os brasileiros fossem dignos de honra e de honestidade, teríamos um Brasil bem melhor!"
"Só temos uma esperança: nos brasileiros de amanhã"

sábado, 25 de novembro de 2017

Reforma da Previdência: O Governo tem pressa

O Governo tem pressa.
Quer aprovar a Reforma da Previdência, mas tem que ser rápido!
Muito rápido!
Antes que alguém perceba…
Antes que a Nação acorde e entenda o que está acontecendo.
Sem muita discussão…
Melhor ainda, sem discussão nenhuma!
Quanto mais se discute, maior o risco da população perceber.
Contrata um bom marqueteiro;
Torra-se um bom punhado de dinheiro público;
Cria-se mais uma campanha publicitária mentirosa;
Ocupa-se todos os horários da TV,
Repetindo, repetindo, repetindo…
Pronto! Está pautada a opinião pública e a Imprensa.
Todos agora odiando os Servidores Públicos.
Olhando para eles como os privilegiados. Os vilões da crise política, da recessão, do “déficit da Previdência”.
Uma “boa” campanha, cheia de meias verdades e muitas mentiras, e logo a população vai acreditar que realmente existe déficit na previdência, e que o problema está na aposentadoria dos servidores.
Claro que não será divulgado, que o servidor contribuiu por toda a vida, com uma parcela maior que o trabalhador da iniciativa privada;
Nem que o Governo sonegou a parcela que lhe cabe como empregador;
Ou que parte do dinheiro arrecadado é usado pelo Governo através da DRU, em despesas que nada tem a ver com a Seguridade Social ;
Nem ou quanto dinheiro deixa de ser arrecadado pela “generosidade” do Governo com a sonegação dos Grandes Empresários.
Tudo bem rápido e bem planejado, e a campanha vai surtir efeito. Pronto, já tá tudo dominado!
Ninguém vai se dar conta da sacanagem.
Ninguém vai mais saber o que é direito ou o que é privilégio. E os verdadeiros privilégios estarão mantidos e os direitos trapaceados.
Quando acordarem, já será tarde, já está feito.
Quando a população entender a sacanagem. Aqueles Servidores que dedicaram sua vida a carreira pública, prestando serviço à população, acreditando que teriam a proteção do Estado quando envelhecessem, já estarão condenados.
Nenhuma aposentadoria digna, nem fundo de garantia, nem mesmo previdência privada para complementar a renda, pois não se pode voltar o tempo.
Terão apenas o punhal do Estado nas costas.
Serão milhões de Professores, Policiais , Médicos, e tantos outros com suas famílias, sendo apunhalados. Enquanto os verdadeiros vilões continuarão esbanjando o dinheiro público, negociando as propinas e rindo da nossa cara.
E de quebra, ainda terão se vingado daqueles que tanto os incomodou com o combate à corrupção.
Juízes, promotores, policiais federais, auditores-fiscais da Receita Federal, como os da operação lava jato, que justamente cumprindo sua missão sem medo, tornaram-se heróis nacionais, serão punidos também.
Quer evitar este calote?
Então compartilha!
Privilégio é:
Poder usar o cargo de presidente da república, o dinheiro público e a máquina do Estado, para obstruir a justiça e garantir a própria impunidade.

A relevância de Lula e Temer

O golpe para ampliar o foro privilegiado está em andamento.

O pedido de vista de Dias Toffoli permite que o Congresso Nacional tire de Sérgio Moro todos os ex-presidentes, favorecendo Temer, Dilma, Lula, FHC, Collor e Sarney.

O lulista Vicente Cândido, entrevistado pela Veja, defendeu o golpe:

“Ex-presidentes têm de ser julgados em um tribunal mais qualificado em função da relevância do cargo.”

Pai policial com filho no colo mata dois assaltantes

POLICIAL BRASILEIRO QUE MATOU BANDIDOS ENQUANTO SEGURAVA FILHO NO COLO VIRA HERÓI… NOS EUA
A imprensa e os intelectuais brasileiros adoram odiar a polícia, detonar os policiais, tratados como os verdadeiros criminosos, enquanto os criminosos são tratados como vítimas. Mas aqui nos Estados Unidos é diferente. Aqui a esquerda ainda não avançou tanto a esse ponto, e os policiais são admirados e respeitados. É por isso que Rafael Souza virou herói… nos Estados Unidos! Até o esquerdista Washington Post deu destaque ao ocorrido.

Souza é um policial paulista que estava de folga quando viu um assalto. Ele sacou sua arma e matou – não um, mas dois bandidos. Detalhe: ele carregava seu filhinho no colo. As imagens da câmera de segurança do local capturam o momento em que Souza atira nos marginais e sua mulher corre entre as gôndolas para pegar o filho do casal.

Mas como um herói desses é tratado no Brasil? A reportagem no Estadão responde: As armas foram apreendidas pela Polícia Civil, na madrugada deste domingo, 19, após a realização de exame de balística e da apreensão das imagens das câmeras de monitoramento. Souza será investigado pela Polícia Civil por homicídio e, segundo informou a PM, passará por acompanhamento psicológico antes de retomar as atividades.
O policial que reagiu ao assalto e matou os bandidos é o potencial homicida na história. Pobres assaltantes… Como o Brasil poderá combater a epidemia da violência se até mesmo um ato de bravura em legítima-defesa é tido como o crime em si, não a heróica reação ao crime? Que policial vai reagir se souber que, depois, só vai ganhar dor de cabeça em vez de medalha de honra?

por Rodrigo Constantino