quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Palocci, o ex-amigão de Lula

Ontem, em reunião com petistas, Lula afirmou que irá “até as últimas consequências” para ser candidato em 2018.

E se gabou de estar de pé. A certa altura do discurso, ele aproveitou para atacar o ex-amigão Antonio Palocci:

“Prendeu [o empresário José Carlos] Bumlai, ‘Lula acabou’, quando Marcelo Odebrecht for preso, e ele já está preso há dois anos e meio, agora prenderam Palocci, agora vai dar. E Palocci foi lá contar uma mentira maior que a dos outros.”

Coitada da Carminha…

Se Lula for condenado pelo TRF4 no dia 24 e os desembargadores decretarem a sua prisão, a defesa do petista deverá recorrer a Cármen Lúcia, que até o dia 31 de janeiro decidirá monocraticamente sobre todos os recursos.

Coitada da Carminha…

Lula nas mãos de Gilmar Mendes

Gilmar Mendes vai salvar Lula da cadeia, mudando sua decisão sobre a prisão dos condenados em segundo grau.

Como diz a Folha de S. Paulo, porém, o TRF-4 vai julgar o comandante máximo da ORCRIM antes da reviravolta no STF.

“Se condenado, Lula pode ter a prisão determinada pelo próprio tribunal. Caso a corte seja omissa, a ordem de detenção pode ser dada pelo juiz Sergio Moro”.

Jaques Wagner ou Ciro Gomes?

O Estadão diz que a maioria do PT quer Jaques Wagner em 2018.

Lula, porém, prefere Ciro Gomes.

“O outsider que as pessoas querem”

A 'morte' de Lula anima seus herdeiros.

Joaquim Barbosa já está montando seu palanque.

Júlio Delgado disse ao Valor que o juiz “não se sente confortável com a perspectiva de uma coligação com PT, PMDB ou PSDB”.

O deputado do PSB disse também que Joaquim Barbosa “tem viabilidade eleitoral. Com saída de Luciano Huck da disputa, é o outsider que as pessoas querem”.

Lula poderá ser preso?

Se for condenado em segunda instância, Lula será preso?

Teoricamente, sim.

Mas, na prática, tudo depende das condições de temperatura e pressão.

O STF pode vir a derrubar a prisão para condenados em segunda instância.

E, ainda que não derrube, ministros de tribunais superiores vêm libertando condenados em segunda instância, porque a jurisprudência, em Brasília, virou conveniência pessoal, sob a velha desculpa de garantir o Estado Democrático de Direito.

Bolsonaro: “Lula está na lona”

Segundo Jair Bolsonaro, Lula vai tentar se vitimizar.

Ele disse para O Globo:
“Essa sempre foi a arma do Lula, se vitimizar. Mas não acredito que haverá aumento da reação popular contra sua condenação. Lula já está na lona. Nas caminhadas pelo Brasil é um vexame onde quer que vá. Vou pousar em Manaus quinta-feira. Veja como sou recebido no aeroporto”.

Ciro Gomes festeja o TRF-4

Ciro Gomes está radiante com o julgamento de Lula.

A partir de 24 de janeiro, se o condenado for condenado outra vez, sua candidatura passa a existir.

Ele comentou no Facebook (e o Estadão se deu ao trabalho de escutar):

“Há queixa de que a denúncia foi muito rápida, mas acho que a gente não pode inverter as coisas. Justiça boa é a rápida. Ela falha é quando demora”.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Nota do PT: única decisão ‘justa e legal’ é Lula ser absolvido

O PT divulgou uma nota oficial, assinada por Gleisi Hoffmann, sobre a decisão do TRF-4 de marcar o julgamento de Lula, relativo ao caso do triplex, para 24 de janeiro.
Além de repisar a história do “tempo recorde”, a nota afirma que sua candidatura à Presidência “pertence ao povo brasileiro” e que o processo contra ele tem sido “marcado por várias exceções ao Estado de Direito”.

Diz ainda que, “diante das provas da inocência de Lula, só há uma decisão justa e legal para o caso: a revogação da sentença da primeira instância e a absolvição pelo TRF-4”.

Gleisi afirma que decisão da Justiça 'é medo de Lula na eleição'

Petistas protestaram nas redes sociais nesta terça-feira (12) contra o agendamento do julgamento de Lula na segunda instância em tempo recorde. A sessão para analisar a condenação do ex-presidente no Tribunal Federal Regional da 4ª Região (TRF-4) foi marcada para 24 de janeiro.

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), afirmou ser "inacreditável a sanha de perseguição ao Lula".

"É muito medo dele na eleição", afirmou ela.

O processo de Lula no caso do tríplex tem tramitado em tempo recorde no tribunal, segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo. Foram 42 dias entre a condenação e o início da tramitação do recurso na segunda instância.

Foi o trâmite mais rápido entre todas as apelações da Operação Lava Jato com origem em Curitiba. O petista foi condenado pelo juiz Sergio Moro em julho.

O líder do PT do Senado, Lindbergh Farias (RJ), endossou o discurso de Gleisi sobre a definição da segunda instância.

"É impressionante o tratamento que o TRF tem dado ao presidente Lula. É uma perseguição", disse.

Coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto), Guilherme Boulos chamou o caso de "escandaloso". "TRF-4 perde qualquer pudor, fura a fila de todos os processos e marca julgamento de Lula em tempo recorde", escreveu em uma rede social.

Já o tucano Xico Graziano comemorou, afirmando que o julgamento de Lula em janeiro será um presente para a cidade de São Paulo, que faz aniversário no dia 25, um dia depois da audiência.

O agendamento para janeiro surpreendeu petistas e integrantes do Instituto Lula, que apostavam que o julgamento seria programado para depois do Carnaval.

Lula não possui nível superior e pode ir para cela comum. Títulos de Doutor Honoris Causa conferidos por camaradas não servem para nada

Neste momento, juristas consultados pelo PT a pedido do ex-presidente Lula estão sendo pressionados a fornecer respostas que apenas uma pessoa pode dar em todo o Brasil: o juiz federal Sérgio Moro. 

Lula e a cúpula do PT tem muitos motivos para justificar o desespero em obter uma resposta o mais rápido possível. O drama do ex-presidente e dos dirigentes do partido teve início no final da tarde desta terça-feira, 12. Após a decisão da 8ª Turma do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4) de marcar a hora e o dia do julgamento do recurso apresentado pelo ex-presidente Lula no processo do triplex em Guarujá. 

O julgamento do caso na Segunda Instância está marcado para ter início às 8h30 do dia dia 24 de janeiro de 2018. 

A previsão entre os petistas é a de que o colegiado confirme a sentença do juiz federal Sérgio Moro, que condenou o ex-presidente 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Caso os desembargadores do TRF4 confirmem a condenação de Lula, não haverá nada que impeça o juiz do caso em determinar a prisão imediata do petista. 

O drama é maior ainda, já que os ministros do Supremo Tribunal Federal dificilmente irão se debruçar sobre o a questão que envolve o entendimento da Corte sobre a possibilidade de prisão de condenados em Segunda Instância. 

A situação atual habilita o juiz Sérgio Moro a expedir um mandato de prisão contra Lula logo após o pronunciamento do acórdão dos desembargadores do TRF-4. Neste caso, o petista será preso, mesmo que consiga retomar sua liberdade dias depois, por meio de um habeas corpus. 

Neste intervalo, Lula permaneceria preso em uma cela comum provavelmente no Complexo Penal de São José dos Pinhais, no Paraná. 

Lula não possui diploma universitário e seus títulos de Doutor Honoris Causa não o livram da condição de criminoso comum.

Lula caminha para ser preso como criminoso comum e tornar-se inelegível pela Lei da Ficha Limpa. O desfecho de uma vida repleta de crimes

O PT entrou em desespero com o anúncio desta terça-feira, 12, de que o Tribunal Federal Regional da 4ª Região, o temido TRF-4, marcou o julgamento do ex-presidente Lula no caso do tríplex para o dia 24 de janeiro. Condenado em primeira instância pelo juiz da 13ª Vara Federal, Sérgio Moro, em 12 de julho deste ano, o caso de Lula chegou no TRF-4 70 dias depois da sentença que condenou o petista a 9 anos e seis meses de prisão. 

O relator do processo na Corte, o desembargador João Pedro Gebran Neto, levou 142 dias para analisar o caso e definir seu voto. Na esteira do andamento do processo, o desembargador Leandro Paulsen, que integra o colegiado incumbido de julgar o caso, vinha avaliando a situação do ex-presidente Lula, concomitantemente ao trabalho realizado por seus colegas. Esta semana, Paulsen encaminhou seu pedido à secretaria da 8ª Turma que marcasse a data para o julgamento para o dia 24 de janeiro.

Embora o ex-presidente Lula tenha se tornado alvo principal das investigações da Lava Jato há mais de três anos, somente agora o processo que pode determinar o primeiro desfecho para uma vida repleta de crimes chega em uma fase decisiva. Desde a condenação em Primeira Instância até o julgamento do TRF-4 em janeiro, terão se passado praticamente nove meses. Este é o tempo médio dos processos da Lava Jato. 

Apesar da impaciência dos brasileiros com a morosidade da Justiça e do ritmo normal dos processos que pesam contra Lula, integrantes do PT estão histéricos e denunciam que o caso do triplex está tendo uma celeridade acima do normal, apesar dos recursos da defesa do petista. 

Cabe ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), localizado em Porto Alegre, analisar os recursos do petista após a condenação em primeira instância. Se os magistrados Leandro Paulsen, Victor Luiz dos Santos Laus e João Pedro Gebran Neto, relator da Operação Lava Jato na Corte gaúcha, confirmarem a sentença imposta por Moro, o magistrado poderá pedir a prisão imediata do petista. 

Neste caso, Lula será preso como um criminoso comum, já que não possui qualquer prerrogativa de foro privilegiado ou nível superior. Uma vez preso, o petista poderá entrar com um pedido de habeas corpus em instâncias superiores, o que significa que terá que passar ao menos alguns dias em cana. 

Conrfimado. TRF4 marca Julgamento da prisão de Lula para janeiro de 2018. Ex-presidente pode ser preso

Foi confirmada a informação de que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) marcou o julgamento da prisão do ex-presidente Lula para o dia 24 de janeiro de 2018. Será nesta data que terá início o julgamento do recurso do petista contra condenação determinada pelo juiz Sergio Moro, que sentenciou o petista a nove anos e meio de prisão no caso do tríplex do Guarujá. 

Na mesma sentença, Moro determinou ainda o bloqueio de R$ 16 milhões de Lula, como forma de garantir o ressarcimento de prejuízos causados à Petrobras. Por meio de sua defesa, o ex-presidente já entrou com diversos recursos no próprio TRF-4 na tentativa de desbloquear os recursos e de afastar o juiz Sérgio Moro de seus processos. Até o momento, os membros da Corte de Segunda Instância votaram contra o recursos de Lula. 

A confirmação da data do julgamento do petista segunda instância da Justiça Federal fez soar um alerta na cúpula do PT. Após o revisor do processo, o desembargador Leandro Paulsen ter concluído sua análise do processo, o magistrado pediu à secretaria da 8ª Turma do tribunal, onde o caso tramita, para marcar uma data para o julgamento. 

O desfecho do recurso pode tornar inelegível o petista e fora da disputa para a eleição presidencial de 2018. Caso ele seja condenado em segunda instância, além de ficar passível de ter a candidatura vetada pela Lei da Ficha Limpa, ele pode ser preso. 

O relator do caso no TRF4, o desembargador João Pedro Gebran Neto, já havia concluído seu voto no início de dezembro, após uma análise de 142 dias do caso. Após esta fase, o processo costuma ter uma tramitação mais rápida no tribunal, considerando a média de tempo gasto nos demais processos decorrentes da Lava Jato. 

O presidente do TRF4, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, disse que Lula será julgado de forma “desapaixonada”. “A 8ª Turma vai julgar de forma isenta, imparcial e desapaixonada, como o Poder Judiciário deve ser”, observou o magistrado. 

Após a confirmação da condenação, o juiz Sérgio Moro pode determinar a prisão de Lula a qualquer momento. Tecnicamente, não há nada que impeça o juiz responsável pelos processos da Lava Jato tomar esta decisão. Caso seja expedido o mandado de prisão, o Lula será preso imediatamente. O petista poderá entrar com um pedido de habeas corpus e conseguir voltar a liberdade alguns dias depois.

Julgamento da prisão de Lula será em Janeiro. Petista foi condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro

O desespero exibido pelo ex-presidente Lula nos últimos dias nos comícios de sua malfadada caravana tem uma justificativa plausível: o julgamento de seu pedido de prisão deve ter início ainda no mês de janeiro. 

Segundo informou o site O Antagonista, "o desembargador Leandro Paulsen, do TRF4, pediu à secretaria da 8ª Turma que inclua o julgamento do recurso de Lula do “Caso Triplex” na pauta da próxima sessão disponível. 

A data deverá ser divulgada até amanhã. Provavelmente, será o dia 24 de janeiro. Paulsen é o revisor do voto do relator do caso, João Pedro Gebran Neto". 

O TRF-4 já negou vários recursos do petista para desbloquear os milhões de suas contas e para afastar o juiz Sérgio Moro de seus processos. Caberá ao magistrado pedir a prisão do petista, caso a corte de Segunda Instância confirme a condenação prevista na sentença do magistrado. 

O TRF-4 pode ainda aumentar a pena determinada por Moro, que foi de 9 anos e seis meses de prisão. 

Com informações de O Antagonista

A prisão do general Mourão

O general Hamilton Mourão é cotado para ser vice de Jair Bolsonaro, diz Andreza Matais, no Estadão.
No sábado, o ministro Raul Jungmann e o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, “analisaram a possibilidade de prisão do militar”.

Mas acabaram desistindo “para não transformá-lo em vítima e candidato em 2018”.

“A candidatura de Lula representará o ápice da desmoralização das instituições”

Lula tem de ser cassado e preso.

Para Marco Antonio Villa, só isso pode impedir o esfacelamento da democracia brasileira.

Leia um trecho de sua coluna em O Globo:

“Luiz Inácio Lula da Silva está novamente no primeiro plano da política brasileira. Mesmo condenado a nove anos e meio de prisão e sendo réu em seis ações penais — excluindo diversos inquéritos que podem ser recebidos pela Justiça —, hoje, ele é o principal ator do pleito presidencial de 2018. Representa o que há de pior na política nacional: o descompromisso com os destinos do Brasil, o oportunismo, a fala despolitizada, o caudilhismo, o trato da coisa pública como coisa privada. Resiste à ação da Justiça contando com o beneplácito da elite política, grande parte dela também envolvida com a corrupção que apresou o Estado brasileiro.

A condenação — ou condenações — de Lula e o cumprimento da pena em regime fechado não vai simbolizar somente a punição de um chefe — vá lá — partidário que exerceu por duas vezes a Presidência da República. Demonstrará mais, muito mais. Será o sinal de que ninguém está acima das leis, que qualquer mandão — local ou nacional — não poderá se abrigar sob o manto das nefastas relações políticas de Brasília. Isto pode explicar, por exemplo, a reiteração do PSDB de que pretende vencer Lula nas urnas, como se a cédula fosse superior à lei e a urna pudesse inocentar ou condenar um cidadão. Em outras palavras, a prisão do ex-presidente indica que qualquer líder político, inclusive do PSDB, poderá ser condenado e preso. Aí o espírito de corpo transcende as fronteiras partidárias: eles, os senhores do baraço e do cutelo, unem-se e rejeitam que um dos seus possa cumprir na cadeia a pena a que foi condenado (…).

A possível homologação da candidatura Lula pela Justiça Eleitoral representará o ápice da desmoralização das instituições. A partir daí, o país poderá entrar em um caminho sem volta. O imprevisível vai tomar conta do país. E nenhuma alternativa política poderá ser descartada.”

Temer nomeia ex-mulher de Gilmar Mendes para Itaipu

Michel Temer nomeou a ex-mulher de Gilmar Mendes conselheira de Itaipu.

Como lembrou o Estadão, Samantha Ribeiro Meyer “assinou parecer usado pela defesa do presidente na ação que pediu a cassação da chama Dilma-Temer no TSE”.

Na época, o TSE era presidido pelo próprio Gilmar Mendes.

Agripino Maia vira réu no STF

Hoje, a Primeira Turma do STF tornou réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro o presidente do DEM, Agripino Maia.

O placar foi de 4 a 1, ficando vencido Alexandre de Moraes. Acolheram o pedido do Ministério Público os ministros Marco Aurélio Mello, Luiz Fux, Rosa Weber e Luíz Roberto Barroso.

Agripino havia sido denunciado em setembro por Rodrigo Janot. No mês seguinte, Raquel Dodge reforçou a denúncia.

O presidente do DEM, com base em relatório da Polícia Federal, recebeu 2 milhões de reais de propina da OAS nas obras da Arena das Dunas, estádio de Natal construído para a Copa de 2014.

Também é apontado envolvimento do senador e de Léo Pinheiro, dono da empreiteira, em irregularidades no financiamento do BNDES destinado às obras da arena.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Luiz Fux é eleito presidente do TSE

O ministro Luiz Fux foi eleito na manhã da última 5ª feira (7.dez.2017) presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ele substituirá o ministro Gilmar Mendes, que fica na cadeira até 14 de fevereiro de 2018.
A eleição para presidir o TSE é mais uma formalidade do que uma disputa. É tradição eleger para a presidência o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) que está há mais tempo na Corte eleitoral. Fux está no TSE desde 2014. Foi reconduzido em 2016 ao cargo.
A votação foi secreta e realizada em uma urna eletrônica. Dos 7 integrantes do Tribunal, 6 votaram em Fux.
“Para mim é um momento de muita emoção, porque eu sou juiz de carreira e Deus me permitiu cumprir todas as etapas da minha carreira, inclusive essa no Tribunal Superior Eleitoral. Eu tenho a espinhosa missão de substituir duas excepcionais gestões, a do ministro Toffoli e a de vossa excelência [Gilmar Mendes] e creio em Deus que estarei à altura do exercício dessa missão”, disse o ministro.
O ministro afirmou que pretende dar cunho acadêmico ao Tribunal Superior Eleitoral, investindo na formação de futuros políticos. Perguntado sobre a possibilidade de candidatos condenados em 2ª instância concorrerem, Fux não respondeu.
“Eu vou deixar isso para uma discussão no plenário do STF. Já me pronunciei em tese acerca do princípio republicano, mas eu prefiro deixar essa questão, porque certamente será judicializada, para não antecipar a minha posição”, afirmou.
Já em relação às fake news, o ministro sinalizou que vai procurar uma maneira de tentar barrar a influência desse tipo matéria nas eleições.
“De modo que não quero antecipar ainda o que eu vou fazer, mas acho que tem de haver um mecanismo de obstrução às fake news para que elas não sejam capazes de influir no resultado da eleição”,
O ministro presidirá o Tribunal até agosto do ano que vem, quando se encerra seu mandato. De acordo com a assessoria do TSE, a posse deverá ser realizada em 6 de fevereiro. Pelo critério de sucessão, a próxima a ocupar a cadeira é a ministra Rosa Weber.
Luiz Felipe Barbieri
para o Poder 360

Operação que fisgou Joesley precisa de 10 anos para terminar

Greenfield revirou os maiores fundos de pensão do avesso

As maracutaias nos principais fundos de pensão do país chegaram a tal ponto que o Ministério Público calcula que precisará de mais uma década para concluir a Operação Greenfield, responsável pelas primeiras dores de cabeça de Joesley Batista e que investiga ilegalidades no Petros, Postalis, Funcef e Previ.

Os dez anos seriam necessários para encerrar todos os inquéritos em andamento e denunciar os suspeitos. Enquanto isso, padecem os trabalhadores de Caixa, Correios, Petrobras e Banco do Brasil.


Com informações da Veja

“O eleitor vai continuar procurando o outsider, a ruptura”

A disputa de 2018 talvez não seja polarizada entre esquerda e direita, e sim entre criminosos e não-criminosos.
Leia um trecho da entrevista de Carlos Melo, do Insper, para o Valor:

O cenário Lula x Bolsonaro vai se firmar?

Essa história de falar de polarização entre Lula e Bolsonaro pode ser que ocorra, as pesquisas mostram, mas será que isso não convém ao chamado centro? E se a polarização for por limpeza ética e corrupção? Temer, Dilma Aécio, Lula todos estariam do mesmo lado. Abre-se um espaço para um outsider.

Mas o nome que liderava entre os outsiders, Luciano Huck, disse que não será candidato.

Se eu fosse o Luciano e tivesse alguma pretensão de ser candidato a presidência da República eu faria exatamente o que ele fez. Diria, em novembro, que eu não sou candidato, sairia da linha de tiro para voltar eventualmente a ela em abril. 

Se a polaridade não for direita e esquerda, mas for contra “tudo isso que está aí” o eleitor mediano vai continuar procurando o outsider, a ruptura.

Tudo pelo foro (5): Renan Calheiros

No PMDB, entre os senadores investigados, a situação de Renan Calheiros é a mais delicada, segundo O Globo.
“Por ter um filho governador, pela lei ele só pode concorrer ao mesmo cargo que ocupa hoje. Acossado por 15 inquéritos, Renan possivelmente terá de disputar uma das duas vagas ao Senado com concorrentes de peso como os ministros Marx Beltrão (Turismo) e Maurício Quintela (Transportes) e ainda com o colega Benedito de Lira e com o ex-governador Teotônio Vilela.”

O site O Antagonista lembra que Renan apela à força de Lula em Alagoas e tenta surfar na onda da impopularidade de Michel Temer para se reeleger senador pelo estado.

Acordem, alagoanos.

Tudo pelo foro (4): Humberto Costa

O petista Humberto Costa ainda não decidiu se tentará se reeleger senador ou disputará uma vaga na Câmara, registra O Globo.

“Aguarda um arranjo que está sendo negociado entre o PT e o PSB no seu estado e só cogita a reeleição ao Senado se integrar uma chapa forte. 

Ele é acusado de ter recebido cerca de R$ 600 mil para favorecer a Odebrecht em uma licitação na Petrobras, em 2010.”

Tudo pelo foro (3): Lindbergh Farias

Lindbergh Faria ainda não desistiu de ser candidato ao Senado em 2018, embora pesquisas internas mostrem que suas chances de conquistar um novo mandato de senador são baixas, registra O Globo.

“Na tentativa de virar o jogo, resolveu acompanhar o ex-presidente Lula em suas caravanas pelo Sudeste e tem abusado das postagens nas redes sociais ao lado do líder nas pesquisas de intenção de voto. Se não se viabilizar, também deve partir para uma candidatura a deputado. Ele é acusado de ter se beneficiado de um esquema de recebimento de propina de empresas contratadas por Nova Iguaçu quando foi prefeito da cidade, entre 2005 e 2010.”

O site O Antagonista registra o que disse Lindbergh em Campos, no Rio, em palanque da caravana de Lula:

“O senhor [Lula] sempre diz uma coisa: tem que colocar dinheiro na mão dos pobres! Porque [se] colocar dinheiro na mão dos pobres, os pobres vão investir! A economia se movimenta!”

Pois é.

Quanto maior o desespero, maior a demagogia.

Tudo pelo foro (2): Gleisi Hoffmann

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann já nem cogita mais disputar novamente uma vaga ao Senado, registra O Globo.

“Mas ela não quer abrir mão de ter um mandato, tanto pela questão política quanto para não perder o foro. Ré na Lava-Jato, ela é acusada de receber R$ 1 milhão do esquema de corrupção da Petrobras para sua campanha de senadora em 2010.”

Um aliado disse ao jornal:

“Não é que ela não queira abrir mão de um mandato. Ela não pode. Ela sabe que, se deixar de ser parlamentar, pode ser presa no dia 1.º de fevereiro de 2019.”

Tudo pelo foro (1): Aécio Neves

Diante da dificuldade de se reeleger para mais um mandato como senador, o tucano Aécio Neves (MG) já traça como plano B uma candidatura a deputado federal, registra O Globo.

“Ainda que haja duas vagas a serem preenchidas no ano que vem no Senado, hoje a avaliação é que uma reeleição de Aécio não tem viabilidade. Alguns aliados sugerem que ele passe os meses de janeiro, fevereiro e março viajando pelo estado para sentir a temperatura entre os eleitores e só então, após uma avaliação, decida se concorre à Câmara ou ao Senado. 

Aécio foi gravado pedindo R$ 2 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista, e é alvo de nove inquéritos no STF.”

URGENTE: HOMEM DA MALA DE TEMER VIRA RÉU

O juiz Jaime Travassos Sarinho aceitou denúncia do MPF e transformou Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor de Michel Temer, em réu no caso da mala de R$ 500 mil entregue por um executivo da JBS.

Gravado e filmado ao receber a mala, Rocha Loures vai responder a processo por corrupção passiva na 10ª Vara Federal em Brasília.

“O combate à pobreza se faz com a criação de riqueza, e não com a sua distribuição”

João Amoêdo, em sua última coluna para a Folha de S. Paulo, publicou um manifesto eleitoral do PARTIDO NOVO.
Ele disse:
“Chegou a hora. O Brasil precisa mudar. O Brasil precisa ser um país seguro, simples e livre, onde cada brasileiro possa chegar lá. Precisamos acabar com a miséria e melhorar a qualidade de vida de todo cidadão.

O país precisa crescer e para isso precisamos inovar em conceitos e atitudes.”

Alguns pontos citados por ele:

– Vamos trabalhar para termos uma sociedade próspera, que valorize o sucesso, e não o vitimismo.

– Vamos entender que não precisamos do Estado para ajudar o próximo. Só depende de nós fazer algo por aqueles que mais necessitam.

– Vamos combater a pobreza, e não a desigualdade. O combate à pobreza se faz com a criação de riqueza, e não com a sua distribuição.

– Vamos exigir liberdade com responsabilidade, e não igualdade. Felizmente somos diferentes e isso é muito bom.

– Vamos demandar oportunidades, e não privilégios. Precisamos de uma sociedade simples, livre, onde todos tenham uma educação básica de qualidade e possam, com base no seu esforço e dedicação, se desenvolver e realizar os seus projetos.

– Vamos entender que o Brasil não precisa de um Estado grande porque é pobre, ele é pobre justamente por ter um Estado grande. Estado este que normalmente concentra renda e beneficia ‘os amigos do rei’, sempre às custas da grande maioria. Vamos lutar por um Estado menos intervencionista, com menos impostos e menos burocracia. Com governos que entendam que nós sabemos – melhor do que ninguém – o que fazer com as nossas vidas e com o nosso dinheiro.”

LULA TERÁ JATINHO NOVO PARA CAMPANHA DE 2018

O ex-ministro Walfrido dos Mares Guia está comprando um Citation XLS+ (Cessna 560), jato executivo de aproximadamente US$ 10 milhões, conforme apurou o site O Antagonista.
Seus emissários foram secretamente à Flórida negociar a aeronave, que é do mesmo modelo que vitimou Eduardo Campos.

O antigo Cessna 525, prefixo PR-BIR, frequentemente usado pelo ex-presidente petista para seus deslocamentos pelo país, seria vendido para a Construtora Barbosa Mello – que nega qualquer interesse na aeronave.

O novo avião de Walfrido, é claro, estará à disposição do amigão condenado.

O que os militares querem

A punição ao General Mourão, que voltara a criticar Temer e aventar a hipótese de intervenção militar, reafirmou a autoridade do ministro Raul Jungman, muito respeitado na cúpula das Forças Armadas.

“Os militares, de modo geral, não querem saber de intervir na política, não dão ouvidos às vivandeiras, mas querem duas coisas: um plano de segurança que evite que voltem a combater criminosos comuns e, não menos importante, uma solução institucional que afaste a possibilidade de serem comandados por um condenado pela Justiça. Essas duas tensões permanecem, com todo o respeito que nutrem por Jungmann”, disse um observador das casernas.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Lula e a razão para assaltar

A quantidade de notícias neste domingo sobre insegurança pública e os dados que mostram a preocupação dos brasileiros com a questão, sem falar no aumento da população carcerária no país, também deveriam despertar a seguinte pergunta:

Por que existem tantos criminosos no Brasil?

As causas da criminalidade são variadas, claro, mas uma delas é a justificativa moral para o crime pela baixa renda ou por qualquer outra condição social do criminoso.

Enquanto igrejas cristãs ensinam aos pobres que o crime é pecado independentemente de sua condição, intelectuais, artistas e políticos de esquerda disseminam no ambiente cultural o relativismo que arrefece o freio moral aos piores impulsos individuais.

Uma frase de Lula em entrevista à rádio Continental AM, de Campos-RJ, nesta semana, ilustra a tese esquerdista:

“Um jovem que está trabalhando, que recebe um salário e pode comprar um celular bonito como este teu, ele não tem por que assaltar uma pessoa para roubar um celular.”

A conclusão inevitável é que um jovem desempregado tem, sim, por que assaltar.

Na prática, a esquerda insulta os pobres de bem, que buscam vencer sem recorrer ao crime, e legitima as ações daqueles que se deixam levar pelo mal que ela fomenta.

BRUTALIDADE CRIMINAL

É tão triste quanto espantoso o número de policiais mortos no cumprimento do seu dever, em confrontos com o crime, para proteção da sociedade e manter ainda tremeluzente a chama da supremacia da lei. Sucedem-se os fatos, passam-se os dias, e cai sobre cada óbito o soturno silêncio da banalização. Nenhum porta-voz da esquerda local vai aos microfones condenar a brutalidade criminal, solidarizar-se com familiares dos mortos. Nenhum cronista bate dedos o teclado do computador para expressar sua compaixão pelos agentes da lei. Nenhum sociólogo de plantão, nenhuma ONG promotora de direitos humanos diz algo a respeito. No entanto, com quanta freqüência se lê sobre a “brutalidade das ações policiais”!
Não passa pela cabeça de quem quer que seja – surpresa minha! – indagar quais os materialmente mais desfavorecidos nesses confrontos. Os policiais ou os bandidos? Quem tem mais dinheiro no bolso? Quem porta a arma mais sofisticada? Quem é mais “oprimido”? Quem está do lado da sociedade e quem está contra ela?
A brutalidade criminal ocorre todo dia, toda hora, com requintes de crueldade, não respeitando criança, menor, mulher, pobre, rico, juiz de direito ou policial. No entanto, quando um destes últimos, no arriscado exercício de seu dever, sob fogo dos bandidos, dispara sua arma, matando ou ferindo algum deles, logo sai para a rua o bloco dos pacifistas seletivos, pronto para condenar a truculência dos agentes da lei. E eu já não me surpreendo mais com isso. Portanto,  chega de brutalidade criminal! Policial também é gente e tem direitos humanos!
Que fique claro. Toda pessoa é detentora de direitos inalienáveis. O criminoso decai de alguns, de natureza civil, mas não perde sua condição humana e não deve ser objeto de maus tratos. Mas é inaceitável demasia atribuir-lhe, no choque com as forças da lei, prerrogativas que a estas se recusa. Tal mentalidade entrega ao crime parcelas cada vez maiores de nossas cidades. Olhe à volta, leitor, e saiba: tem gente por aí que, sob motivações ideológicas, acha tudo muito conveniente e joga o jogo da tolerância para com o crime e da intolerância para com a ação policial.
por Percival Puggina

Caso Marun vire ministro, prisão é certa



O chefe ‘número 1’ do deputado Carlos Marun, aquele que lhe deu o primeiro cargo público e o fez vereador, deputado estadual e deputado federal, o ex-governador de Mato Grosso do Sul André Puccinelli, está envolto numa complicada situação com a Polícia Federal e o Ministério Público.

Já foi conduzido coercitivamente, já experimentou a tal da tornozeleira eletrônica e recentemente foi preso.

Atualmente está solto, mas a qualquer momento pode ser novamente reconduzido ao xilindró.

É certo que Marun está envolvido até o pescoço nas peripécias de Puccinelli, encontrando-se a salvo graças ao ‘foro privilegiado’ que lhe confere o mandato de deputado federal.

Ocorre que o presidente Michel Temer impôs como condição para Marun assumir o ministério da Secretaria de Governo, sua permanência até o fim de seu mandato, o que lhe impediria de disputar a reeleição.

Quem conhece a situação de Marun, garante que sem foro especial, ele não escapa da PF e da ‘cana’.

Como o deputado é metido a ‘topetudo’, é capaz que ele pague pra ver, exatamente como fez Puccinelli em 2014, que agora cotidianamente é vitima de constantes humilhações e constrangimentos.

O ex-governador preferiu concluir o seu mandato e não se candidatar a nada. 

Deu no que deu...


por Lívia Martins 
publicado originalmente no Jornal da Cidade On line

Piada Pronta: Gleisi ensina combater a corrupção (veja o vídeo)

Por um lado, corrupção é um assunto que a senadora Gleisi Hoffmann entende com profundidade.

É talvez o maior laço de união entre ela e Paulo Bernardo.

São especialistas e trabalham sempre em conjunto.

Vale lembrar que a primeira vez que o PT conquistou a chefia de um poder executivo estadual no Brasil foi em 1998, em Mato Grosso do Sul.

Zeca do PT, o governador eleito, nunca teve a confiança da cúpula petista

Assim, o PT designou então Paulo Bernardo - que havia perdido a reeleição no Paraná - para ser o secretário de Fazenda e assim tomar conta de todo o dinheiro que entrava nos cofres do estado, separando a parte que cabia ao partido. 

Assim nasceu o esquema da Consist, de desconto de um percentual de comissão na própria folha de pagamento. 

Para tanto, Gleisi foi nomeada para a secretaria de Administração, a pasta que cuidava da confecção da folha.

De modo que, a senadora, hoje na presidência do PT, dar aula de combate à corrupção é um escárnio, uma verdadeira piada pronta.

Veja o vídeo abaixo:


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com informações do Jornal da Cidade on line