sábado, 16 de dezembro de 2017

UM SISTEMA PREVIDENCIÁRIO IMPERITO, IMPRUDENTE E NEGLIGENTE

Sistemas públicos de aposentadoria frequentam o centro de colossais encrencas fiscais, políticas, econômicas e culturais porque propagam a ideia de que todos podem garantir seu futuro não à própria custa, mas à custa dos demais. Exceções à parte, a regra mais ampla deveria ser a da prudência pessoal, da previdência individual, da iniciativa privada, da difícil, mas imperiosa, poupança dos próprios meios.
Ao abraçar a função, o poder público sinaliza para a sociedade o comportamento inverso, ou seja, orienta para o desejo de contribuir na menor proporção possível, pelo menor tempo que der, obtendo o máximo resultado futuro. E o Estado, arrecadador das contribuições, sofre dois assédios principais. De um, cede (e no caso brasileiro cedeu mesmo) à tentação de usar para urgências de curto prazo os recursos originalmente poupados na implantação do sistema, deixando de formar o fundo que irrigaria a economia com investimentos produtivos e atenderia os benefícios a serem concedidos no futuro. De outro, cede (e no caso brasileiro cedeu mesmo) à tentação de conceder privilégios que realizam, para tantos, o sonho de contribuir menos, por tempo reduzido, e obter ali adiante, magicamente, o desproporcional benefício.
Há quem creia que uma situação assim possa ser mantida indefinidamente. Há entidades sindicais gastando dinheiro em anúncios publicitários para proclamar que o sistema é bom e o paraíso, aqui e agora, não se rende às trivialidades da aritmética. Há congressistas especializados no mercado das ilusões. Para estes, votar a favor de uma reforma da Previdência corresponderia a um recall de montadora de automóveis para trocar motor e chassis de todos os seus veículos. É a ruína. Há cidadãos, convencidos pelos fatos. Mesmo que não conheçam os números, têm uma ideia de proporção e de grandeza, aprenderam a tabuada do 10, e sabem que a conta não tem como fechar. Mas querem que tudo se resolva após estarem concretizadas suas próprias expectativas de direito. Há quem esteja se lixando para o país no pior sentido possível: o universo inteiro, com todas as suas galáxias, cabe no próprio umbigo. E que tudo mais vá para o inferno.
Para viver do dinheiro que entra, um sistema previdenciário precisa de economia aquecida e de larga proporção de jovens em relação aos idosos. E, mesmo assim, não convive com remunerações desproporcionais, como as que se registram no Congresso Nacional. Matéria da revista Exame do dia 2 de agosto passado informou que “enquanto a proporção entre contribuintes e beneficiários do INSS é de dois por um (apenas!), na Câmara e no Senado ocorre o contrário – há dois aposentados para cada servidor na ativa. Dos 987 analistas legislativos da ativa do Senado, 471 estão no nível máximo do cargo, com salário de R$ 26,8 mil. Na Câmara, 1.036 analistas em atividade (56%) estão no nível máximo”. Entre arrecadação previdenciária e pagamento de benefícios, as duas casas têm um déficit anual de R$ 2,4 bilhões, suportados pelos pagadores de impostos.
Perpetuar situações assim, com a extensão que tem em todos os poderes de Estado, é imprudência, imperícia e negligência, ou seja, todas as características de culpa criminosa.
por Percival Puggina

Mercadante apareceu

O site do PT divulgou um comentário de Aloizio Mercadante, ex-ministro da Educação de Dilma Rousseff, sobre a marcação do julgamento de Lula no TRF-4 para 24 de janeiro.

Veja:

Pezão lança Paes

Em entrevista à CBN, Luiz Fernando Pezão afirmou que Eduardo Paes é o candidato natural do PMDB ao governo do Rio de Janeiro em 2018.

“Ele é o candidato natural nosso. Se for candidato, acho que é o mais competitivo.”

O detalhe é que Paes está inelegível.

A greve de fome de Garotinho

Anthony Garotinho está em greve de fome.
Segundo O Globo, ele encaminhou uma carta para o diretor de Bangu 8 dizendo que é vítima de uma “injustiça” e que, por isso, está cometendo este “ato extremo”.

Bem, é melhor do que marretada no pé.

Dilma: “Sempre conseguimos sobreviver”

Dilma Rousseff abriu a reunião do Diretório Nacional do PT, em São Paulo.
A criatura, claro, defendeu seu criador:

“Trata-se de tirar o presidente Lula da disputa eleitoral, e aí o centro da questão passa a ser o uso dessa nova arma legal. Temos de discutir tanto a condenação jurídica quanto a política. Temos de entender que se trata de uma injustiça, de uma perseguição política.”

O plano do PT para que um condenado se candidate

O PT convocou três advogados para explicar a Lula e Dilma Rousseff, a portas fechadas, a situação legal do ex-presidente sob os aspectos penal e eleitoral, relata o BuzzFeed.

Segundo o site, o advogado eleitoral Luis Fernando Pereira disse aos petistas que, mesmo com uma eventual condenação, a inelegibilidade de Lula só valerá depois de registrada a candidatura. O prazo final para isso é 15 de agosto de 2018.

O PT deve usar esse calendário para manter a campanha nas ruas, mesmo que o TRF-4 confirme na segunda instância a condenação de Lula na primeira.

Raquel Dodge é contra status de ministro para Moreira Franco

Raquel Dodge enviou ao STF parecer em que diz que a lei que permitiu a nomeação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, é inconstitucional.

Uma MP de Michel Temer deu status de ministro –e foro privilegiado– a Moreira Franco, um de seus principais aliados. Na prática, a procuradora-geral da República entende que ele não deve ter esse status.

Caso Moreira perca o foro, ele pode ter seu inquérito (baseado na delação da Odebrecht) enviado a Sérgio Moro.

Participação de Gilmar Mendes em sociedade é 'constrangimento' para o STF

O ministro Gilmar Mendes não vê inconveniente em ser a um só tempo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e sócio do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). 

Criado há vinte anos, o instituto tem sede em Brasília, também funciona como faculdade de direito, com 1 500 alunos, participa do Fies, o programa federal que distribui bolsas a estudantes carentes, e promove seminários e palestras no Brasil e no exterior, sempre com o patrocínio de grandes empresas, como os da JBS, de Joesley e Wesley Batista, que desembolsou 7,5 milhões de reais entre 2008 e 2016.

“Não vejo nenhum problema. Eu era professor antes de ser ministro”, diz ele. 

Sua opinião está longe de ser uma unanimidade. Na atual composição do STF, não há ministro com participação societária em institutos nos moldes do IDP. 

Alguns colegas de Gilmar Mendes acham que a situação é imprópria. Diz um deles: “Essa circunstância traz constrangimento. Embora evitemos verbalizar o assunto, esse sentimento é geral”.

Em 2008, um despacho do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) concluiu que a dupla condição de juiz e sócio de instituto era inadequada.

“Quando o magistrado participa de forma individualizável em sociedade com objeto de atuação justamente no Poder Judiciário, está claramente exercendo ato de empresa, já que o prestígio de seu cargo está sendo utilizado para buscar lucros, contrariando, portanto, proibições legais”, afirmou o ministro Joaquim Falcão, do CNJ, relator do processo, que anotou que Portugal, Espanha e Estados Unidos também vedam a participação de juízes em sociedades.

Militantes que fazem 'greve de fome' na Câmara contra a reforma da Previdência dormem em casa

Há cerca de uma semana, um grupo de pessoas ganhou atenção do noticiário por anunciar uma "greve de fome" contra a aprovação da reforma da Previdência. 

Conseguiram espaço reservado pela Câmara para colocarem seus colchões e colchonetes, viraram alvo de fotos e vídeos publicados nas redes sociais e compartilhados pelo WhatsApp. 

Até o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi até eles para conversar.

Apesar do apelo midiático, servidores denunciam que a tal "greve de fome" é apenas para as câmeras. "Todos vão embora para casa", diz um funcionário. 

O Diário do Poder recebeu imagens mostrando que nenhum deles estava por lá nesta quinta de manhã. 

As camas, todas bem feitas e arrumadas, não tinham vestígios de que foram usadas durante a noite. 

"Os colchões são só para deitar e descansar", denuncia outro servidor.


Além do espaço para a "manifestação" os grevistas têm tido acompanhamento médico com aferição de pressão e do índice glicêmico, mas tudo continua dentro da normalidade até agora.

Coronel da FAB é punido por defender o general Mourão

As declarações do general Antônio Hamilton Mourão, com duras críticas ao presidente Michel Temer e a defesa de intervenção militar em caso de "caos", continuam gerando punições nas Forças Armadas. 

O coronel aviador Mauro Rogério, da Força Aérea Brasileira (FAB), foi punido pelo Comando da Aeronáutica por ter endossado as palavras do general. Foi uma punição administrativa, que pode até ser a detenção. A Aeronáutica não confirmou se o militar foi preso.


O coronel Rogério, que integra um movimento chamado "Brasil Futuro", gravou um vídeo de seis minutos e o distribuiu na internet. Ele diz, logo no início, que não pode se omitir de comentar as declarações de Mourão, que afirmou que Temer segue aos "trancos e barrancos mediante um balcão de negócios". As afirmações do general foram reveladas pela Gazeta do Povo, na semana passada, o que provocou sua exoneração de um cargo no Comando do Exército.

"Como militar da ativa, pedem minha opinião cidadão sobre as palavras do general Mourão. Não vou me esquivar. Quem está na chuva é para se molhar", afirma o coronel da FAB. Mauro Rogério disse também haver uma crise ética e moral no poder público. E que os "loucos de plantão" na política estão rasgando a Constituição. 

O coronel disse ainda no vídeo que é muita ingenuidade achar que os militares vão "ficar de braços cruzados" se ocorrer uma "conflagração" no país. E acrescentou ainda que as Forças Armadas estão "longe de serem enfeites". 

O coronel tentou ingressar na política que critica em 2010. Foi candidato a deputado federal pelo PMDB, no Distrito Federal. Não se elegeu. Foi o 24.° mais votado, com 5.299 votos.

Aeronáutica diz que coronel descumpriu normas militares

O Comando da Aeronáutica confirmou ao jornal Gazeta do Povo a punição ao coronel por ele ter descumprido o Regulamento Disciplinar da Aeronáutica, que proíbe manifestação pública de militares a respeito de assuntos políticos. 

"A legislação também considera transgressão disciplinar causar polêmica sobre assuntos militares ou políticos, utilizando meios de comunicação, e deixar de cumprir o previsto em regulamentos e atos emanados de autoridade competente" - informou a Aeronáutica. 

A FAB também informou que, assim que tomou conhecimento do vídeo o Comando da Aeronáutica abriu processo administrativo e que o coronel Mauro Rogério teve direito à defesa e contraditório. E o puniu. 

"Ao final do processo, o militar da Aeronáutica foi punido administrativamente. Por fim, o Comando da Aeronáutica reitera que não cabem manifestações individuais públicas de seus integrantes, por serem contrárias às normas vigentes e aos preceitos fundamentais das Forças Armadas: a disciplina e a hierarquia", diz a Aeronáutica. 

Sorriso cínico de Lula sumiu após denição de seu julgamento no TRF-4 para janeiro

O ex-presidente Lula anda amuado, bruto e impaciente desde o anúncio do julgamento de seu recurso no Tribunal Regional Federal da 4ª Região em Porto Alegre, marcado para o dia 24 de janeiro de 2018. O petista tinha esperança de conseguir arrastar a decisão do colegiado para agosto, a tempo de conseguir registrar sua candidatura à Presidência, mas a quantidade de recursos que sua defesa impôs à Corte acabou familiarizando os desembargadores mais rapidamente com o caso. 

Neste momento, as contas de Lula não batem mais. Se conseguisse avançar até junho sem ser julgado, teria algum espaço para judicializar a disputa. 

Agora, diante das novas datas, seu receio é o de que recorrer a chicanas jurídicas para conseguir se esgueirar da Justiça através do processo eleitoral pode significar uma provocação ao Judiciário. 

Neste cenário, o petista correria o risco de ser preso em pleno palanque.

O petista, investigado há mais de três anos na Lava Jato, agora é forçado a admitir que as instituições do país estão funcionando. 

Lula é alvo de 9 processos e tudo que lhe resta agora é esperar o desfecho de seu primeiro julgamento na segunda instância. 

Caso se comporte direitinho, pode evitar se tornar alvo de um mandado de prisão após a divulgação do acórdão do TRF-4 com a confirmação de sua condenação. 

Caso insista em desafiar as autoridades, o petista corre o sério risco de ir em cana logo após o julgamento. Lula está avaliando o que fazer. 

Não sabe se acirra as provocações e insiste em desafiar a ordem pública ou se recua e faz um mea culpa. 

De qualquer forma, o sorriso cínico sumiu de seu rosto nos últimos dias.

Com informações de Imprensa Viva

Prisão de Lula vai se tornar realidade. Petista tem ainda outras condenações na la em 2018

O ex-presidente Lula caminha a passos largos rumo à prisão no próximo ano. Condenado na Segunda Instância da Lava Jato em janeiro, o petista se tornará impossibilitado de concorrer as eleições presidenciais em 2018 e estará tecnicamente vulnerável a um mandato de prisão. 

Levantamentos recentes mostram que, mantido o ritmo de outros processos, as outras ações penais que correm contra o ex-presidente Lula terão seu desfecho ao longo do próximo ano. "O PT sabe que, se os processos contra Lula forem tratados somente no âmbito jurídico, a derrota do petista é certa, e não porque a Lava Jato “persegue” Lula, mas sim porque sobram provas contra ele". 

Os grandes jornais já admitem a realidade que ronda o petista é algo que ocorre antes do previsto por ele e seus advogados. Jornalistas e editores já estão fartos de ter de noticiar os argumentos cada vez menos plausíveis da defesa de Lula. Os leitores também já estão fartos do espetáculo de Lula e de sua defesa, com seus argumentos sem pé nem cabeça. 

Lula é alvo de nada menos que nove processos pesadíssimos sobre seu envolvimento direto em esquemas de corrupção. Nos tribunais, há a convicção de que não há como admitir que todo o seu teatro político prevaleça sobre a Justiça do país. 

Embora ainda não esteja claro sobre quando, como e onde Lula será preso, os caminhos que o levam para a prisão são muitos. O primeiro deles deve ser definido já no próximo mês. Tecnicamente, não há nada que impeça o juiz Sérgio Moro de decretar a prisão do petista logo após o julgamento do recurso de Lula pelo TRF-4 em janeiro.

Com informações de Imprensa Viva

2019 - O ano de prisões inadiáveis. Sem foro, galera do crime vai em cana no dia seguinte

Enquanto o ano de 2018 pode representar o fim de carreira para o ex-presidente Lula, o ano de 2019 também promete ser igualmente devastador para seus cúmplices do PT. Praticamente todos os senadores do partido são alvos de processos na Lava Jato. Como a expectativa de que a maioria não consiga se eleger em 2018 para garantir a manutenção do precioso foro privilegiado, muitos petistas correm o risco de serem presos logo nos primeiros dias de 2019, após o fim de seus mandatos.

Acompanhe abaixo a lista de senadores do PT que devem ser despidos nas urnas do manto da impunidade: 

GLEISI HOFFMANN (PT-PR) 

HUMBERTO COSTA (PT-PE)

JOSÉ PIMENTEL (PT-CE) 

JORGE VIANA (PT-AC) 

LINDBERGH FARIAS (PT-RJ) 

PAULO ROCHA (PT-PA) 

Abaixo, a lista de alguns senadores de outros partidos que também devem ser confrontados pela Justiça em 2019: 

FERNANDO COLLOR (PTC-AL) 

AÉCIO NEVES (PSDB-MG 

BENEDITO DE LIRA (PP-AL) 

CIRO NOGUEIRA (PP-PI) 

CIDINHO SANTOS (PR-MT) 

EDISON LOBÃO (PMDB-MA) 

KÁTIA ABREU (PMDB-TO) 

RENAN CALHEIROS (PMDB-AL) 

ROMERO JUCÁ (PMDB-RR) 

VANESSA GRAZZIOTIN (PCdoB-AM) 

Veja AQUI a lista completa de senadores investigados - Congresso em Foco.


Lula não é um criminoso qualquer a ser julgado pelo TRF-4. É o chefe de toda a organização criminosa investigada na Lava Jato

As narrativas tecidas pelo ex-presidente Lula e por seus aliados para tentar desqualificar todo o processo que culminou em sua condenação na 13ª Vara Federal que deve ser confirmada em janeiro na Segunda Instância da Lava Jato são fruto de um desespero bastante óbvio. O petista não é um criminoso qualquer, como um empreiteiro, um laranja ou um doleiro. A verdadeira dimensão de Lula na maior investigação sobre corrupção do Brasil também não tem qualquer relação com o fato dele ter sido um ex-presidente da República. 

No dia 24 de janeiro de 2018, os membros da 8.ª turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região de Porto Alegre, o TRF-4, vão julgar o homem apontado há mais de três anos como o chefe da organização criminosa que praticou o maior assalto aos cofres públicos da história do país ao longo de quase uma década e meia. 

Lula está na origem de praticamente todos os crimes investigados na Operação Lava Jato e foi diretamente incriminado por todas as estrelas de segunda grandeza da investigação, como Emílio e Marcelo Odebrecht, Léo Pinheiro, Renato Duque, João Santana, Monica Moura e até mesmo por seu ex-faz tudo durante décadas, o exministro Antonio Palocci. 

O petista não foi apontado apenas como conivente com os esquemas bilionários de corrupção, mas como o comandante máximo da organização criminosa que desviou bilhões dos cofres públicos através de uma verdadeira engenharia de corrupção. Lula não apenas sabia ou comandou os ilícitos perpetrados na Petrobras, BNDES e ministérios com o propósito de financiar um plano de poder duradouro e ambicioso. O ex-presidente também se beneficiou pessoalmente dos esquemas criminosos e recorreu a empresas de fachada, laranjas e outros mecanismos clássicos de lavagem de dinheiro para ocultar vantagens indevidas. 

Embora Lula e seus aliados tentem de todas as formas vender a ideia de que o petista é um criminoso comum e irrelevante, que insistam na narrativa de que não há provas contundentes suficientes para que a Justiça imponha uma condenação exemplar, Lula esteve no epicentro de praticamente todos os crimes investigados na Lava Jato até o momento. Por mais que tentem se fazer de desentendidos, o fato é que agora chegou a vez do chefe.

Com informações de Imprensa Viva

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Lula não tem qualquer chance. Todos recursos de condenados no TRF-4 foram negados

As chances do ex-presidente Lula arrastar o processo que será julgado no dia 24 de janeiro pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) são praticamente nulas, avaliam juristas. Como se trata do julgamento mais importante de toda a Lava Jato, os desembargadores devem votar com extrema observância no caso que tem como réu o homem apontado como o chefe da organização criminosa que vitimou a Petrobras durante quase uma década e meia. 

Lula é alvo de nove processos na Justiça e os responsáveis por seu primeiro julgamento na Segunda Instância não ousariam divergir uns dos outros logo no primeiro caso. Ainda mais tendo em vista que o julgamento ocorrerá em ano eleitoral e que o criminoso condenado atua explorando brechas jurídicas para judicializar sua candidatura à Presidência da República. 

A expectativa é a de que os julgadores de Lula votem em consenso, o que inibiria a possibilidade da defesa do petista prolongar o processo por meio de recursos como embargos infringentes, quando há discordância entre os membros do colegiado sobre a condenação e a definição da pena. 

De todo modo, o retrospecto da Corte também não é nada animador com relação ao histórico de recursos de condenados na Lava Jato. 

Até o momento, praticamente todos os oito embargos infringentes em ações da Lava Jato julgados no TRF-4 foram negados e a decisão desfavorável ao réu, mantida.

Com informações de Imprensa Viva

Com Lula sendo condenado, Bolsonaro e Alckmin devem polarizar disputa em 2018

As expectativas de que o ex-presidente Lula possa recorrer para lançar sua candidatura logo que sua condenação for confirmada pelo TRF4 tornam-se cada vez mais remotas. 

Ao tornar-se inelegível pela Lei da Ficha Limpa, a chance de sucesso em uma iniciativa de judicialização de sua candidatura é de praticamente zero. 

A Lei é bastante clara e dificilmente os demais candidatos, com apoio maciço da opinião pública, vão investir pesado em ações para eliminar o criminoso condenado da disputa. 

Neste cenário, dois candidatos devem polarizar a disputa à Presidência em 2018. 

O deputado Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo Geraldo Alckmin são os que possuem mais chances de concentrar as atenções do eleitores, pelo menos até o primeiro trimestre do próximo ano. 

O primeiro já conta com uma boa base de apoio de parte do eleitorado. Já o tucano é muito bem avaliado no maior colégio eleitoral do país. 

Mas o imponderável pode interferir na polarização entre Bolsonaro e Alckmin. Até o momento, o governo Temer não se manifestou sobre quem irá apoiar nas próximas eleições. 

Apesar de sua baixa popularidade, a influência do Planalto terá um peso muito grande na disputa à sucessão presidencial em 2018. Além da recuperação da economia e do crescimento da oferta de emprego no país, os partidos que compõem a base governitas detém quase 40% do tempo na propaganda eleitoral gratuita.

Enquanto o PMDB e aliados de Temer possuem seis minutos, Alckmin tem apenas 1 minuto e 18 segundos e Bolsonaro 10 segundos. Isto explica o receio do governador de São Paulo em romper com o governo Temer, contrariando a orientação do PSDB. 

Caso a base do governo permaneça coesa até meados de 2018, será tarde demais para que outros candidatos corram em direção a Temer com um pires na mão. A esta altura do campeonato, o Palácio do Planalto já terá definido o nome de seu candidato. 

No cenário atual, ainda com Lula na disputa, o governador Geraldo Alckmin lidera a preferência dos eleitores do estado de São Paulo para a corrida presidencial, superando o deputado Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula, conforme levantamento realizado pelo instituto Paraná Pesquisas. 

O instituto quis saber “Se as eleições para Presidente do Brasil fossem hoje e os candidatos fossem esses, em quem o Sr(a) votaria?

Alckmin ficou em primeiro, com 23,7% da preferência dos entrevistados, seguido de Jair Bolsonaro (19,9%) e Lula (19,4%), que aparecem praticamente na sequência. 

A saída de Lula da disputa deve resultar na distribuição de seus votos entre praticamente todos os candidatos. 

Já os eleitores indecisos, algo em torno de 65% dos brasileiros, deve aguardar a consolidação dos atuais nomes e o surgimento de mais um candidato com condições de dividir a disputa em 2018. 
Por enquanto, não há nada definido.

Com informações de Imprensa Viva

Lula e Dilma sumiram com 4.564 objetos do acervo da Presidência, diz relatório do TCU

A revista ISTOÉ teve acesso neste mês de dezembro a um relatório do Tribunal de Contas da União, TCU, elaborado com base em um requerimento que partiu do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO). O Tribunal dedicou três meses para realizar uma auditoria para verificar o desvio e o desaparecimento de bens pertencentes à União nos Palácios do Planalto e da Alvorada durante os governos do ex-presidente Lula e Dilma. 

"A situação encontrada pelo órgão de controle, nos dois casos, foi alarmante: 716 presentes recebidos oficialmente por Lula e Dilma simplesmente deixaram de ser registrados como patrimônio da União. E 4.564 itens sumiram do espólio nacional" diz a reportagem. 

"Os auditores que assinam o relatório ficaram impressionados: “Esse número é irrisório frente ao total de bens recebidos pelos presidentes de janeiro de 2003 a maio de 2016, em decorrência das audiências promovidas nas visitas oficiais ou viagens de estado, no exterior ou no Brasil”. 

Com informações da ISTOÉ

O factoide da Previdência

A reforma previdenciária é um factoide de Michel Temer.

Segundo César Felício, do Valor, ela pode até passar na Câmara dos Deputados, mas vai ficar parada no Senado.

Leia um trecho de sua coluna:

“O factoide da reforma serviu para reposicionar Temer no cenário político. É consenso que a capacidade presidencial de dar um norte ao país, de revestir o seu governo de nexo e unidade de propósitos, encerrou-se no dia 17 de maio deste ano. 

A crise desencadeada pela delação da JBS encerrou a fase realizadora de um governo que vive da e para a articulação com o Congresso.

Depois de um inverno em que predominaram as especulações sobre a continuidade ou não do governo, tivemos a primavera em que a sucessão presidencial começou a tomar prumo.

A reforma trouxe para Maia e Temer algo essencial na política, que é a influência sobre a agenda. Quem controla a agenda obriga os demais contendores a serem reativos. Deu-se o freio de arrumação. Maia e Temer ganharam um pouco mais de densidade na hora de negociar a aliança no próximo ano (…).

É factível pensar na aprovação da reforma da Previdência em fevereiro pelos deputados, duvidoso é pensar que o Senado dará celeridade ao tema, em função das eleições. 

A janela mais concreta para se imaginar algum avanço é entre os meses de novembro e dezembro. 

A eleição terá terminado e um contingente considerável de senadores não terão renovado seus mandatos. Os parlamentares em processo de saída poderão ter interesse em compor com o presidente eleito. 

Pode ser que o vencedor das eleições no próximo ano tenha interesse na aprovação do ajuste tal como ele esteja, antes de tomar posse.”

Meirelles é uma unanimidade

Henrique Meirelles é uma unanimidade: ele tem 1% de votos em todas as pesquisas eleitorais.

A Ideia Big Data perguntou a 3 mil pessoas se elas estariam dispostas a votar no ministro da Fazenda, diz a Época.

Resultado: “1% dos entrevistados disse que votaria nele com certeza, 8% afirmaram que talvez votassem; 14% disseram que dificilmente votariam; 32% declararam que não votariam de modo algum”.

O resto nem sabe quem é ele.

Gilmar Mendes: “Não me lembro. Nunca”

Entre 2008 e 2016, Gilmar Mendes recebeu 7,5 milhões de reais do IDP, diz a Veja.
Só no ano passado, foram 900 mil reais.

“Não vejo nenhum problema”, disse Gilmar Mendes. “Eu era professor antes de ser ministro”.

A Veja perguntou-lhe:

“O diretor jurídico da JBS lhe pediu ajuda para resolver o problema de caixa 2 eleitoral?”

Ele respondeu:

“Não me lembro. Nunca”.

A revista perguntou:

“O senhor se recorda de a JBS ter sido acionada por sua assessoria para resolver um problema fundiário de seu irmão?”

Ele respondeu:

“Não tenho conhecimento”.

Bretas dá aula a Marun pelo Twitter

Carlos Marun quer proibir que acusados presos façam delação premiada.

Marcelo Bretas deu aula ao falastrão pelo Twitter:



Gilmar Mendes recebia em sua conta pessoal dinheiro repassado por empresas a seu instituto, diz revista

A revista Veja anuncia uma reportagem, a ser publicada, que expõe a relação entre Gilmar Mendes, do STF, e Joesley Batista, da JBS. 
Segundo os dados já divulgados, a relação incluía patrocínios, jantar, churrasco e favores. 

Além disso, segundo o jornalista Rodrigo Rangel, "diferentemente do que diz, o ministro recebia, em sua conta pessoal, dinheiro que empresas repassavam a seu instituto, o IDP". 

A revista divulgou ainda uma fotografia do ministro com o empresário Joesley Batista: "Na imagem abaixo, o ministro e o empresário, sorridentes, pouco antes de um dos encontros em Brasília".




Após escândalo da Fifa, Roberto Marinho deixa presidência executiva do Grupo Globo

O Grupo Globo anunciou, nesta quinta-feira, o nome de seu novo presidente executivo. Roberto Irineu Marinho deixa o posto para se dedicar exclusivamente ao Conselho de Administração do grupo. Seu substituto será Jorge Nóbrega, profissional da casa desde 1997 e que conquistou diversas posições na liderança corporativa e que ocupava o posto de vice-presidente do Grupo.

O novo presidente executivo terá a responsabilidade pela gestão e resultados de todos os negócios do Grupo Globo e responderá diretamente ao Conselho de Administração.

A presidência do Grupo Globo vinha sendo exercida por Roberto Irineu Marinho, que passa a ocupar somente a presidência do conselho de administração. “Concluí que eu, ao completar 70 anos, deveria me concentrar nas atribuições de Presidente do Conselho de Administração. A divisão de funções sustenta esse desejo”, disse Roberto Irineu Marinho, em comunicado.

O afastamento do presidente ocorre poucas semanas após denúncias de que a emissora teria pago propina pelos direitos de transmissão de grandes eventos esportivos.

'Ministra escrava' pede para sair do PSDB - mas não do ministério

A ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, não é mais do PSDB. A desembargadora aposentada entregou na tarde desta quinta-feira, 14, seu pedido de desfiliação do partido, do qual era membro desde 2013. 

Com a decisão, a ministra permanece no governo de Michel Temer, independentemente da decisão da sigla de desembarque da gestão federal.

Empossada por Temer em fevereiro deste ano, Luislinda assumiu a pasta que havia sido extinta pelo presidente em maio de 2016, em medida revista pelo Planalto. 

Com a decisão de deixar o partido, a ministra permanece no cargo e o PSDB passa a contar oficialmente com apenas um ministro no governo, o chanceler Aloysio Nunes. Bruno Araújo, que ocupava o Ministério das Cidades, e Antonio Imbassahy, que comandava a Secretaria de Governo, já deixaram seus cargos.

Lula pede para petistas não atacarem desembargadores

Em conversa com petistas, Lula pediu para não inflamarem o discurso contra os desembargadores que julgarão o seu caso em janeiro.

Trata-se de uma mudança de postura em relação à que foi adotada com Sérgio Moro, a quem os ataques tem sido pessoais e sistemáticos.

Lula lembrou que o PT já teve decisões favoráveis na Corte em Porto Alegre, contrariando decisões de Moro. Uma delas foi a absolvição do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

O ex-presidente sabe suas chances são pequenas, mas não quer queimá-las já na largada.

Chico Buarque: “As pessoas finas gritam: ‘Viado, vai pra Cuba'”

O Globo descreveu uma cena do show de Chico Buarque em Belo Horizonte:

“No intervalo entre músicas, a plateia do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, manda o coro: Fora Temer! Fora Temer!’. Chico Buarque, no palco, parece não entender e pergunta a um membro da sua equipe o que eles estão dizendo. Enquanto ele explica, a plateia entoa seu protesto com mais força. Chico então entende:

‘Tem que gritar mesmo! E para ouvir… Acho que vou começar a usar fones na rua. Gosto de caminhar e, por onde caminho, nos bairros chiques do Rio, as pessoas finas passam com seus carros grandes e gritam: ‘viado, filho da puta!’, ‘viado, vai pra Cuba’, ‘vai pra Paris, viado’. O único consenso é o ‘viado’.”

Gente do povo, como Chico Buarque, sofre.

Defesa de Geddel diz que desmembrar ação é deixar o “corpo à procura de alma”

Em sustentação oral nesta quinta (14) no STF, o advogado Gamil Föppelde, que defende Geddel Vieira Lima, pediu para que o processo do quadrilhão não seja desmembrado.

Ele explicou que a denúncia aponta Michel Temer como chefe da organização criminosa do PMDB da Câmara.

Desmembrar a ação, é permitir que os integrantes da Orcrim sejam julgados sem suas lideranças.

“É ‘sui generis’. Teremos um corpo à procura de uma alma. Uma organização criminosa absolutamente acéfala.”

Faz sentido.