domingo, 24 de dezembro de 2017

É HORA DE DRENAR O PÂNTANO

Os números da economia americana no último ano são  impressionantes. 
A taxa de desemprego é a mais baixa em 17 anos e as bolsas batem recordes quase toda semana. Uma importante reforma tributária foi finalizada esta semana e o crescimento dos já positivos índices econômicos pode ser ainda maior. Mas desde que Donald Trump foi eleito presidente dos EUA em 2016, o que mais se lê na imprensa é uma palavra só: Rússia.
Os Democratas juram por todos os santos que houve interferência da turma de Putin na eleição americana. Como e quando houve essa interferência são detalhes que ainda não foram descobertos, mesmo depois de um ano de investigações e de mais de 7 milhões de dólares gastos. Mas ainda há esperança para o partido de Hillary que, diante de um possível impeachment do bufão laranja, a esposa de Bill Clinton assuma a presidência.
Hillary Clinton, a esposa que acobertou vários casos de assédio sexual do marido ao longo dos anos, e a política queridinha das atrizes de Hollywood engajadas contra predadores sexuais, perdeu uma eleição histórica em 2016. Numa disputa que parecia ganha – algumas pesquisas davam 92% de chances de vitória para a democrata – Hillary teve uma derrota humilhante diante de um adversário polêmico, nada carismático e falastrão.
Mas o 7×1 do partido Democrata em 2016 (perderam a presidência, o Senado e a Câmara na pior derrota em 80 anos) não surpreendeu apenas o eleitorado da mulher de Bill. Mais de um ano depois do fatídico vexame eleitoral do partido de Barack Obama, impressionantes fatos começam a aparecer sobre o envolvimento do FBI com Hillary Clinton. Não veremos muitos detalhes dessa história na imprensa fã de Obama (no we can’t), mas você pode dar um Google em FBI/Robert Muller/Peter Strzok para entender a dobradinha FBI/Clinton. Enjoy! Para matar sua curiosidade, aqui o aperitivo: o FBI antes das eleições presidenciais de 2016 trabalhou para que Hillary vencesse a todo custo, blindando a ex-Secretária de Estado dos EUA das pesadas investigações sobre o famoso caso dos emails, além de alimentar a fogueira Rússia/Trump. Há companheiros ianques também, companheiros.
Pode ser que nós brasileiros estejamos acostumados com esses conluios e camaradagens, mas por aqui todos os dias vejo mais e mais americanos perplexos com a vergonhosa atuação do FBI, a mitológica polícia federal americana, na gestão do inacreditável James Comey. Está cada vez mais claro que havia uma orientação política para atenuar os crimes de Hillary Clinton enquanto se fazia investigações de araque para desgastar politicamente Donald Trump. Pense o que quiser de ambos, esta não é a função de uma instituição basilar da América como o FBI.
Um dos meus melhores amigos, um americano tão obamista que poderia até ser jornalista, está revoltadíssimo: “Detesto Trump, mas nada justifica o que foi feito com o FBI. É inaceitável um partido, qualquer um, estar acima de uma instituição que o país confiava de olhos fechados”. Assim como os milionários mimados da NFL ofenderam profundamente o povo americano com seu desrespeito explícito aos símbolos nacionais, o aparelhamento desta instituição para fins político-eleitorais tão explícitos é igualmente inaceitável para eles. Numa pesquisa recente de Harvard, 54% dos americanos disseram que há conflito de interesses no caso e que o FBI deve ser investigado. É hora de vigiar o vigilante.
Nós sabemos bem como a máquina pública pode ser usada para fins políticos bem particulares. Acabo de ler que o Ministério Público do Rio de Janeiro abriu investigação contra Bernardinho, meu ex-técnico, economista, homem sério e um patrimônio nacional. Se a acusação não causar revolta e incredulidade em você, leia novamente: campanha eleitoral antecipada por entrevistas e postagens em redes sociais que exaltam suas realizações e o que pensa sobre política e economia.
A coisa é tão surreal que esta é a primeira representação do tipo relacionada às eleições de 2018 pela PRE/RJ. A primeira! Parece que no balneário do PSOL a patrulha companheira marca homem a homem e está pronta para um ponto de bloqueio. Só de comentar o caso, vão dizer que esta coluna faz campanha antecipada também. Melhor fazer comício com a turma da MPB pra ficar livre da marcação.
Onde estavam os impolutos procuradores quando Lula, nosso flautista de Hamelin, tocava sua marcha fúnebre na UERJ no último dia 8? É segredo para alguém que ele está percorrendo o Brasil em campanha? Verdade seja dita, os dois líderes das pesquisas eleitorais no momento, Lula e Bolsonaro, são exatamente os dois que estão fazendo comícios quase diariamente pelo Brasil. Coincidência? Mas crime eleitoral é o post do Facebook do Bernardinho. Seria cômico se não fosse trágico um sinal destes tempos sombrios em que instituições são usadas escancaradamente para fins nada republicanos.
Enquanto pipocam manchetes pelos veículos de comunicação (mas podem chamar de caravana do Lula pelo Brasil) com apenas aspas do líder do partido que afundou o país em 13 anos, os textos esquecem de mencionar que o candidato que roda o Brasil já em campanha (TSE não curtiu essa frase) é réu em seis ações na justiça e já foi condenado em uma por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Um mal entendido, claro. 
Lula e seus advogados alegam que não há provas contra o ex-presidente e reclamam da rapidez da justiça, que marcou para 24 de janeiro de 2018 o julgamento em segunda instância no TRF-4. 
Lula é inocente mas não tem pressa em provar isso. Não se pode nem enrolar a justiça em paz mais neste país.
Como não queremos perturbar a caravana da alma mais honesta, será que podemos voltar a falar então das bombásticas declarações de Palocci, braço direito de Lula durante 30 anos, Mônica Moura, João Santana e de como fomos assaltados via empreiteiras para alimentar um projeto de poder? Sem querer incomodar, podemos mostrar José Dirceu livre, leve, solto e sambando em festas (e na nossa cara)? Já podemos voltar a falar da atuação de Rodrigo Janot, o ex-chefão da PGR (e rapaz dos olhos do PT criado com o meu e o seu dinheiro via BNDES)? Podemos voltar a mencionar o engavetamento da investigação sobre Pasadena ano passado até o finado acordo de delação premiada (ênfase no “premiada”) com Joesley Batista? Marcelo Miller, lembram? Quem está investigando o investigador?
Se o FBI teve seus dias de república das bananas ao tentar interferir nas eleições para beneficiar a poderosa máquina dos Clinton, ao menos há uma reação popular às revelações, apimentadas agora com a descoberta de que Robert Mueller, escolhido para investigar Trump de forma “independente”, montou uma equipe politicamente tão anti-Trump que até democratas começam a reconhecer sua inadequação ao cargo. Mais uma vez, o aparelhamento do Estado tenta interferir no país com uma agenda político-partidária inaceitável.
Uma das frases mais repetidas na campanha presidencial do ano passado aqui na América foi “drenar o pântano”, uma referência direta ao Estado dentro do Estado, à burocracia governamental e seus satélites que deveriam ter como missão servir o cidadão mas que, com o tempo, torna-se um monstro com vida própria, incontrolável e que um dia pode devorar o próprio país. De novo, uma realidade que sequer precisa ser explicada para um brasileiro, mas que está tirando o sono dos americanos que estão prestando atenção.
O maior desafio político das democracias atuais é, sem dúvida, parar de rodear o pântano e ignorar seus jacarés acreditando que eles só estão interessados em sapos e peixes. Crocodilos estão neste planeta há pelo menos 200 milhões de anos e não dão o menor sinal de que estão indo embora. A burocracia estatal tem a mesma capacidade de sobrevivência e uma boca ainda maior. Como ensinou Churchill, o apaziguador é aquele que alimenta o crocodilo na esperança de ser comido por último.
A excelência no esporte, como sempre aplicou Bernardinho na sua vitoriosa carreira (calma PRE/RJ, isso não é campanha, é fato), vem muito do foco e da disciplina em executar insistentemente uma ação correta mil vezes. A excelência no esporte não vem de imediatismos e soluções rápidas para problemas complexos. 
O Brasil está imerso num pântano há mais de 13 anos e não 13 meses como muitos querem colorir. Se quisermos sonhar com a excelência e um possível progresso para nosso país temos que primeiro nos livrar dos crocodilos do PT.
texto: Ana Paula Henkel
• Publicado originalmente no Estadão

Raquel Dodge encaminha denúncia contra a Rede Globo ao Ministério Público Federal

A Rede Globo deve enfrentar uma série de inconvenientes a partir do próximo ano para explicar o envolvimento em esquemas de corrupção na aquisição de exclusividade na transmissão de campeonatos de futebol. A Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, encaminhou para o MPF (Ministério Público Federal) do Rio de Janeiro uma denúncia contra a Rede Globo e o presidente do Grupo Globo, Roberto Irineu Marinho. A acusação é de pagamento de propina na compra de direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2026 e 2030, além de jogos da Libertadores e da Copa Sul-Americana. As informações são do UOL.

Os denunciantes usaram o depoimento do ex-executivo argentino Alejandro Burzaco, da Torneos y Competencias, que afirmou que emissoras de diversos países, incluindo a TV Globo, pagaram propinas para garantir direitos de transmissão de jogos.

O processo do qual Burzaco é delator envolve ex-dirigentes da Fifa, da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e de outras federações acusadas de receber propina para fraudar a venda de direitos em eventos esportivos.

Em seu depoimento, o empresário citou o ex-diretor de esportes das emissora Marcelo Campos Pinto e o empresário Jota Hawilla.

Com informações do site  Imprensa Viva

A classe política que se apropriou do Estado se esqueceu de maquiar alguns de seus representantes

Não adianta ficar indignado com o fato do ex-presidente Lula, um criminoso condenado, contar vantagens e afirmar que vai concorrer nas eleições presidenciais de 2018 mesmo da cadeia. Não adianta reclamar que ainda existam eleitores dispostos a votar do petista. Mesmo se ele estiver trancado numa cela em Curitiba.

O problema da sobrevida de Lula e de outras tralhas na política nacional é justamente a ausência de lideranças decentes entre os políticos do país. Mas como explicar a ausência de nomes competitivos e competentes, se há tantos no mundo empresarial, no terceiro setor e nos centros acadêmicos? A resposta é bem simples: a classe política, em conluio o judiciário, empresários e meios de comunicação, monopolizou o sistema partidário do país e usa a própria constituição como filtro para manter o controle dos nomes escolhidos para concorrer aos cargos no executivo.

Cientes de que há um sistema completamente contaminado e controlado por grupos que se apropriaram do Estado e estabeleceram regras próprias para o andamento da coisa pública, as pessoas mais capacitadas e em condições de servir ao país de forma mais produtiva sequer cogitam ingressar na política. 

Não é por acaso que a qualidade dos candidatos à Presidência da República é tão baixa nestas eleições de 2018. Envolvidos em seus jogos de poder, a classe política e as demais instituições que se apropriaram do Estado se esqueceram até mesmo de maquiar alguns de seus representantes para concorrer no próximo pleito.

Com informações de Imprensa Viva

Todos os governadores do Rio nos últimos 40 anos comeram nas mãos dos Barata. Veja como o carioca paga a fatura até hoje

Uma das evidências de que o Estado do Rio de Janeiro está nas mãos de bandidos desde os anos 70 está no fato da cidade ser um dos únicos lugares do mundo que tem os ônibus como principal meio transporte coletivo. Nas principais capitais do mundo, o ônibus é usado como coadjuvante de sistemas de transporte de massa, como os metrôs e trens.

A explicação para a falta de investimentos em transporte de massa adequado, sobretudo em regiões como a Baixada Fluminense, é a relação de praticamente todos os governadores do Estado com a família do empresário Jacob Barata, que vem dominando o transporte de massa no Rio de Janeiro desde os anos 70. O único exgovernador do Estado que tentou fazer alguma coisa para combater o cartel da família Barata foi Leonel Brizola, que chegou a encampar 16 empresas e desapropriar 1.817 ônibus para tentar oferecer uma tarifa mais justa e um serviço de melhor qualidade para a população. Mas em 1985, tudo voltou a ser como antes, com a eleição de Moreira  Franco.

Desde então, os governadores vem comendo nas mãos da família Barata e de seus aliados que controlam o transporte coletivo no estado. Dezenas de projetos de ampliação do metrô, de superfície ou não, foram arquivados por pressão da máfia do transporte no estado. Apenas iniciativas tímidas e incapazes de minimizar o sofrimento da população com o transporte público prosperaram. Recentemente, os políticos criaram uma solução alternativa para atender novamente aos interesses da máfia do transporte público no estado. O BRT, Bus Rapid Transit and System é constituído de quatro corredores com BRTs de duas composições. O desafio da implantação da rede foi bem maior que a implantação de trens de superfície mais modernos, pois há estrutura viária para tal. O BRT dependeu de altos investimentos em corredores encravados no meio de vias expressas. Dinheiro do contribuinte que serviu para matar regiões comerciais inteiras apenas para atender os interesses da máfia do transporte do Rio.

O Grupo Guanabara, fundado em 1968 pelo empresário e banqueiro, Jacob Barata, controla a maior parte das linhas de ônibus no Rio há quase 50 anos. Juntas, suas as empresas transportam mais de um milhão de passageiros, em uma frota de cerca de 6.000 ônibus. lém do controle do Grupo Guanabara, Jacob Barata Filho é um dos sócios da M2M Solution --empresa escolhida pelos consórcios de ônibus que atuam no Rio para fornecer equipamentos e realizar o monitoramento das frotas que circulam na cidade. A fiscalização e o planejamento são feitos com auxílio da prefeitura sem ônus para o governo municipal e é considerado um dos exemplos do emaranhado de negócios que faz parte da chamada "caixa-preta dos transportes" no Rio. A M2M ainda está presente na gestão da frota dos ônibus articulados do BRT.

Esta semana, começou a circular a informação de que Jacob Barata Filho deu início a negociação de sua delação premiada com o MPF. Além do envolvimento de políticos, os procuradores estão interessados nas relações da família com ministros do STF e juízes de tribunais regionais. É pouco provável que o empresário vá revelar todos os podres da família. Caberá aos procuradores negociarem ao menos os crimes que ainda não prescreveram. Afina, são 50 anos comandando uma verdadeira organização criminosa que tem como maior vítima a população do estado do Rio de Janeiro.

Veja como é o transporte coletivo em algumas cidades do mundo:

1- Tóquio, Japão
O sistema de metrô da cidade é utilizado, em média, por oito milhões de passageiros  por dia. Além de contar com 195,1 quilômetros de trilhos, o metrô é extremamente limpo, possui assentos aquecidos e informações, em japonês e inglês, que informam o trajeto e quando você já pode esperar a sua parada. Lógico que nem tudo é perfeito, no horário de rush, os funcionários do metrô enchem os vagões além da capacidade máxima para dar conta da quantidade de gente.

2- Moscou, Rússia 
A cidade tem uma das redes mais antigas do mundo e é também o segundo sistema mais usado, levando mais de 7,5 milhões de pessoas diariamente. A sua rede cobre em torno de 327,5 km e é considerado um dos mais eficientes do mundo, com até 40 trens circulando por hora.

3- Taipei, Taiwan 
Este é um dos sistemas de metrô mais caros do mundo. No entanto, considerando que é classificado como o número 1 em segurança, confiabilidade e qualidade, parece que dinheiro bem gasto. As estações possuem ar condicionado e telas de LED com informações em diversas línguas. Mas para manter os altos níveis de limpeza, as regras são bem rígidas: é proibido comer, fumar e mascar chiclete dentro dos vagões.

4- Londres, Inglaterra
Carinhosamente conhecido como “The Tube”, o metrô de Londres é o mais antigo do mundo e um dos maiores: são 402 km de trilhos. Com assentos estofados e painéis de LED que informam o trajeto, ele é relativamente seguro para um sistema deste tamanho, com uma média de uma morte a cada 300 milhões de viajantes. 

5- Seul, Coreia 
O sistema de metrô administra 8 milhões de passageiros por dia e abrange 327 quilômetros de trilhos que também se integra com o sistema de ônibus. As estações possuem rede de Wi-Fi gratuita e robôs para ajudar os passageiros. 

6- Paris, França 
O metrô de Paris tem mais de 214 quilômetros e se destaca por ter as estações mais espaçadas no mundo e maior estação subterrânea do mundo, a Chatelet les Halles. O sistema transporta 4,5 milhões por dia, além de se integrar com ônibus, trens e sistema de ciclovias. A cidade também tem reduzido as suas vias de circulação para oferecer uma faixa de ônibus expresso.

7- Nova York, Estados Unidos
O metrô de Nova York é tão icônico como a Estátua da Liberdade. Com mais de 100 anos de idade, ele oferece 373 quilômetros de cobertura em toda a cidade, serviços expresso que roda em faixas separadas de trens locais e funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano.

8- Hong Kong, China
Cerca de 90% de toda a viagem em Hong Kong é feito através por transporte de massa, sendo que o metrô é responsável pela maior parte. O sistema leva sete milhões de passageiros por dia através de sua longa rede de 174,7 quilômetros, com trens que são conhecidos por serem pontuais. O seu grande diferencial é que o “bilhete único” serve como um cartão pré-pago cujo é possível ser usado em redes de fast food, parquímetros e lojas de conveniência.

9- Berlim, Alemanha
A rede abrange 151,7 quilômetros da cidade e se integra aos outros meios de transporte coletivo. Os trens rodam de dois a cinco minutos no horário de rush e em intervalos regulares durante o horário não comercial.

 10- Copenhagen, Dinamarca
O metro da cidade foi concluído em 2002 e se liga ao sistema de trens que vão para o subúrbio e outras cidades. Além disso, a cidade também conta com um programa de bicicletas.

via Imprensa Viva 




Moro sobre Lula cair na Ficha Limpa: "Alguém cometeu um crime, a lei prevê inabilitações e isso pode acontecer.”

O entrevistador do O GLOBO tentou sutilmente constranger o juiz Sérgio Moro durante a entrevista publicada neste domingo. Além de capciosa, a pergunta embutia ainda uma certa distinção entre o ex-presidente Lula e um cidadão como qualquer outro:

O GLOBO - Uma decisão sua — a condenação do Lula — pode deixar fora da eleição um presidenciável importante. Como o senhor se sente diante da possibilidade de ter influenciado diretamente a disputa de 2018?

Sérgio Moro - O papel do juiz é cumprir a lei. O juiz cumpre a lei e julga os processos segundo as leis. As consequências fora do processo não são da responsabilidade do juiz. Se eventualmente essa situação acontecer, não foi porque o juiz assim decidiu. Alguém cometeu um crime, a lei prevê inabilitações e isso pode acontecer - disparou Moro impiedoso. Em outras palavras, se Lula se tornar inelegível é problema dele, não do magistrado.

O GLOBO - O ex-presidente Lula, que foi condenado a nove anos e meio de prisão pelo senhor, faz criticas contundentes à investigação e diz que é vitima de perseguição política. Qual sua resposta a essa crítica?

Sérgio Moro - Eu já prolatei a sentença e tudo que eu tinha a dizer sobre o caso está nela. Hoje está submetida a recurso de apelação. Os desembargadores do TRF são pessoas absolutamente sérias e eles podem confirmar ou reformar a sentença. Estou absolutamente tranquilo quanto ao que eu decidi e ao que eles podem decidir, seja confirmando ou reformando a sentença, explicou Moro com tranquilidade.



O STF, que deveria atuar com rmeza no combate à corrupção, é o que mais preocupa Sérgio Moro

Em matéria publicada neste domingo no O GLOBO, o juiz federal Sergio Moro manifestou sua preocupação com a postura dos ministros do Supremo Tribunal Federal, STF, instância máxima da Justiça do Brasil a quem cabe o papel de zelar pela aplicação das leis contra criminosos e atuar em sincronia com as demais instâncias do país no combate à corrupção.

Durante a entrevista, Moro se mostrou pouco confiante na Corte Suprema no que diz respeito à possibilidade de mudança na jurisprudência sobre cumprimento de pena após condenação de segunda instância. O magistrado entende que seria um “tremendo retrocesso” a mudança no entendimento atual.

“O que me preocupa de mais imediato, nesse esforço anticorrupção, é que houve uma decisão muito importante do Supremo Tribunal Federal que foi a que prevê que a partir de uma condenação em segunda instância se pode executar a pena. 

Vejo com preocupação alguma sinalização de que o Supremo poderia rever esse precedente. 

Eu entendo que esse precedente, com todo respeito a quem pensa o contrário, deveria ser considerado um ponto de não retorno. Seria um tremendo retrocesso. E de certa maneira ele ilustra uma certa zona de incerteza. 

O Brasil vai caminhar para a frente, vamos buscar construir um ambiente de maior integridade na gestão da coisa pública ou nós estamos aqui pensando em dar passos para trás e retomar aquela impunidade como regra que tínhamos não há muito tempo atrás? Seria terrível se algo desta espécie acontecesse.”, observou Moro. 

Vem ai outra condenação em mais um caso indefensável. Esta é a mais temida pelo PT

Enquanto o ex-presidente Lula e seus aliados tentam manter o nariz na superfície do mar de processo que pesam contra o petista na Justiça, a situação do líder do partido tende a se tornar insustentável em um curto espaço de tempo. 

Paralelamente ao julgamento de seu recurso em andamento no Tribunal Regional Federal da 4ª região, que tem data definida para o dia 24 de janeiro, o juiz federal Sérgio Moro vem realizando seu trabalho em outras ações penais que pesam contra o petista na Lava Jato.

Todos sabem que o magistrado já encurralou o ex-presidente Lula de forma brilhante no caso do sítio em Atibaia, um dos processos mais temidos pela cúpula do PT. Recentemente, Moro afirmou que se o ex-presidente pagou pelas obras do sítio de Atibaia, terá facilidade em comprovar suas alegações apresentando os comprovantes com as despesas. Lula é réu por corrupção e lavagem de dinheiro, apontado como  beneficiário das reformas de R$ 1,020 milhão na propriedade rural.

“Se o ex-presidente da República arcou com as despesas da reforma terá facilidade para produzir a prova documental pertinente durante o curso da ação penal, uma vez que, usualmente, transações da espécie são feitas mediante registros documentais e transferências bancárias”, observou Moro, numa anotação que pode ser vista como sarcástica, mas que é na verdade extremamente técnica.

Como outros criminosos cúmplices de Lula no esquema de corrupção e lavagem de dinheiro já confessaram que fizeram as benfeitorias na propriedade como uma forma dissimulada de repassar propina ao petista, Moro deduz que nem Lula nem os supostos donos do sítio possuem algum comprovante dos gastos milionários feitos na propriedade. 

Os ex-presidente das empreiteiras Odebrecht e OAS, respectivamente Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro, confessaram que fizeram as obras no sítio em contrapartida por vantagens em contrato superfaturados na Petrobras obtidos com o aval de Lula. 

Justamente por este motivo, a defesa do petista não conseguiu anexar nenhuma prova de que Lula ou os supostos donos do sítio pagaram por algum saco de cimento. 

Diante destas confissões, Moro observou que ‘não há qualquer registro de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha pago qualquer valor por essas reformas realizadas no Sítio de Atibaia’. 

“Os elementos probatórios juntados pelo Ministério Público Federal e também colecionados pela Polícia Federal permitem, em cognição sumária, conclusão de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comportava-se como proprietário do Sítio de Atibaia e que pessoas e empresas envolvidas em acertos de corrupção em contratos da Petrobrás, como José Carlos Bumlai, o Grupo Odebrecht e o Grupo OAS, custearam reformas na referida propriedade, tendo por propósito beneficiar o ex-presidente”, destacou o magistrado.

 Em breve, Lula será condenado pela segunda vez, também na Segunda Instância, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Sua prisão, cedo ou tarde, é uma realidade inadiável.


Certa de que não vai se reeleger, Gleisi Homann se queixa da popularidade de Moro: "Está na função errada"

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que se tornou ré no Supremo Tribunal Federal, acusada de receber propina milionária do esquema de corrupção da Petrobrás, atacou o juiz federal Sérgio Moro mais uma vez esta semana.

Há poucos dias, a 2ª Turma de ministros do Supremo Tribunal Federal acolheu, por unanimidade, denúncia criminal contra a senadora petista e seu marido, ex-ministro Paulo Bernardo (PT-PR), que também é acusado de desviar mais de R$ 100 milhões de aposentados durante o tempo em que era ministro do Planejamento do governo Dilma.

Em seu Twitter, Gleisi criticou a popularidade do juiz Sérgio Moro, que se notabilizou a partir da Operação Lava Jato e se tornou um símbolo nacional do combate à corrupção. Segundo a senadora petista que deve ter seu caso remetido para a 13ª Vara Federal do Paraná logo que perder o foro privilegiado ao final de seu mandato em janeiro de 2019, "Faltam a Sérgio Moro os predicados básicos pra um julgador: discrição, distanciamento, serenidade e seriedade". A petista ainda alega que o magistrado está na função errada.

Lamentavelmente, a petista omite a origem de toda notoriedade do juiz que deverá julgar seu processo em breve. A sociedade brasileira chegou ao limite da paciência com a corrupção justamente durante os governos do PT de Lula e Dilma. Qualquer juiz que se dispusesse a combater a corrupção endêmica que havia se instalado no país durante a era PT contaria com o apoio popular maciço para prosseguir no combate à corrupção e ao crime organizado na política. Foi justamente seu partido o responsável pela convergência de fatores que propiciaram a ascensão do Moro à condição de símbolo mundial do combate à corrupção.

Opostamente à imagem que Gleisi e o PT tentam atribuir ao juiz Moro, o magistrado é um homem extremamente discreto, reservado e não faz uso político de seu cargo, apesar da inevitável notoriedade. Ao contrário de procuradores como Deltan Dallagnol, Carlos Fernando dos Santos Lima e Rodrigo Janot, que tentaram pegar carona na credibilidade de Sérgio Moro para se promoverem, o juiz responsável pela Lava Jato atende a menos de 1% das solicitações de entrevistas, homenagens e participação em eventos a que costuma ser convidado. Para não ser visto como arrogante, Moro costuma atender apenas aos convites mais relevantes, até mesmo por uma questão de educação.

Certamente, Gleisi Hoffmann está inconformada com o fato de que não conseguirá se reeleger em seu estado e provavelmente não conseguirá nem uma vaga na Câmara dos Deputados. Quando afirma que o magistrado "está na função errada", Gleisi deixa escapar uma certa inveja da popularidade de Moro e imagina como seria bom contar com tanta aprovação do povo na eleição de 2018. 

Desmoralização: Pesquisa Ibope/Globo atinge inéditos “101%”


Há muito tempo que os institutos de pesquisa de opinião pública do Brasil perdem gradativamente a credibilidade.
Erros constantes, notadamente nas pesquisas eleitorais, colaboram para que a população olhe com extrema desconfiança para o trabalho desenvolvido por essas empresas.

Mais complicado ainda é quando o maior instituto do país, o mais tradicional e mais antigo, divulga uma pesquisa em parceria com a maior rede de comunicação, a Globo, e o resultado atinge inexplicáveis 101%.

O tal resultado foi exibido na noite de quarta-feira (20) na edição do Jornal Nacional.

A imagem que ilustra a matéria é da tela da Globo.

No quesito relacionado ao índice de confiança no presidente Michel Temer, 90% respondeu que não confiam. 9% respondeu que confiam e 2% não souberam responder.

90 + 9 + 2 é igual a 101.

Não tem explicação.

Um absurdo.

Gilmar, por que esta mãe continua presa?


Essa criança da foto tem alguns meses de vida, ainda está na fase primordial da amamentação e tem que ser levada com frequência até o presídio para que a mãe possa amamentá-la.

Enquanto isso, os filhos dos quadrilheiros Cabral e Adriana, dois adolescentes, foram o argumento do ministro Gilmar Mendes para que a mãe fosse liberada da prisão.

A mulher da foto está presa porque foi flagrada furtando diversas mercadorias em um supermercado, possivelmente para consumo da própria família.

Adriana e Sergio dilapidaram os cofres públicos do estado do Rio de Janeiro, prejudicando toda a sociedade.

A criança da foto está se alimentando graças a uma vizinha, que por solidariedade está cuidando do bebê e levando até a mãe.

Os adolescentes de Adriana e Sérgio continuam estudando nas melhores escolas e dispõem de motorista, acompanhantes e inúmeros serviçais.

A mãe do bebê segue presa. 

A mãe dos adolescentes foi liberada para cuidar dos garotos, que precisam muito dela.

São as incoerências inaceitáveis desse país...

Com informações do Jornal da Cidade On line

Dallagnol: “Indulto natalino ataca o coração das delações premiadas”

As tentativas de explicações do ministro da Justiça, Torquato Jardim, sobre o decreto do indulto natalino não convenceram Deltan Dallagnol.
O coordenador da força-tarefa da Lava Jato disse à CBN que as mudanças protagonizadas por Michel Temer “atacam o coração das delações premiadas”.

“Por que é que alguém vai querer colaborar com a Justiça se ele tem uma expectativa de ter a pena perdoada num decreto de indulto quando ele cumprir um quinto da pena?”

Segundo Dallagnol, OAB e PGR deveriam acionar o STF contra a medida, considerada por ele inconstitucional.

Dallagnol: “Temer está conseguindo uma saída para todo mundo”

Deltan Dallagnol, em entrevista à CBN, afirmou que é preciso analisar o decreto do indulto natalino dentro “do contexto da realidade”.

“A grande verdade é que o presidente [Michel] Temer foi acusado por corrupção, a grande verdade é que as pessoas ao redor do presidente Temer foram acusadas ou estão presas por corrupção, como Romero Jucá, Geddel Vieira Lima, Henrique Eduardo Alves, Moreira Franco, Eliseu Padilha, Rocha Louras, todas pessoas muito próximas ao presidente Temer, todos na berlinda.”

O procurador continuou:

“A grande verdade é que grandes líderes partidários estão na mesma berlinda e que as investigações estão em expansão e que o que ele [Michel Temer] está conseguindo é uma saída para todo mundo.”

Aécio recebeu R$ 50 milhões em propina através de empresa de Luciano Huck, dizem delatores da Odebrecht e Andrade Gutierrez

O Globo informou que a Odebrecht e Andrade Gutierrez ampliaram o leque de informações sobre pagamentos ilegais feitos ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). Segundo a reportagem, o tucano recebeu R$ 50 milhões por meio de uma conta de offshore em Cingapura, informam as construtoras. Com um inquérito em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), o tucano foi formalmente acusado por dois ex-executivos da Odebrecht em acordos de colaboração premiada.

De fato, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) encontraram novos indícios que, de acordo com os investigadores, reforçam a suspeita de que Aécio Neves propina para favorecer as empreiteiras na construção da Usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia. Os executivos das duas empreiteiras corroboram as informações e confirma que o tucano recebeu R$ 50 milhões, repassados pela Odebrecht (R$ 30 milhões) e pela Andrade Gutierrez (R$ 20 milhões).

O ex-executivo da Odebrecht, Henrique Valladares, afirma que o dinheiro foi repassado a Aécio por meio de uma conta de offshore em Cingapura, vinculada ao empresário Alexandre Accioly. Também em depoimento à PF, o ex-executivo e delator da Andrade Gutierrez, Flávio Barra, confirmou o repasse de R$ 20 milhões a Aécio por meio de um contrato com a Aalu Participações e Investimentos, empresa controladora da rede de academias Bodytech, que tem como sócio o apresentador da Rede Globo, Luciano Huck.

O empresário Alexandre Accioly, sócio de Luciano Huck na rede de academias Body Tech, também é acusado de intermediar os repasses para Aécio Neves, que também é amigo do apresentador da Globo.

A Odebrecht sustenta a acusação com comprovantes bancários, entregues nos últimos meses, que, segundo a empresa, comprovam depósitos para o senador tucano, por meio de uma conta de offshore em Cingapura, que havia sido citada por um de seus ex-executivos, Henrique Valladares, em depoimento à PGR

Em um de seus depoimentos, Valladares afirmou que encontrou Aécio e Accioly num restaurante no Rio de Janeiro. Estavam em companhia de Diogo Mainardi, um dos donos do blog Antagonista, que tem como sócios a empresa Empiricus.

“Eu tinha ido para aquele restaurante, Gero, com a minha esposa para jantar. E estavam lá Aécio Neves sentado com Accioly, mais o cara que faz o Manhatann Connection… o Diogo Mainardi. Estavam reunidos na mesma mesa”, afirma.

COMENTÁRIOS MODERADOS 

Assim como outros delatados, Diogo Mainardi, um dos entusiastas da candidatura de Luciano Huck, também negou em seu blog que estivesse reunido com Aécio e Accioly. 


Com informações de  O GLOBO e DCM 


A vergonha do Brasil nas Mãos de Cármen Lúcia. Cabe a ela colocar em votação a decisão sobre réus ocuparem a Presidência

O ex-presidente Lula se vale da conivência dos ministros do Supremo Tribunal Federal para desafiar a Justiça e chantagear as autoridades, ameaçando se candidatar à Presidência da República, poucos dias antes de seu julgamento na Segunda Instância.

O petista, que é réu em nada menos que sete processos, pode fazer o que bem entender diante da indefinição sobre a possibilidade de réus ocuparem a linha sucessória da Presidência da República ou se sobre concorrem ao caro mais importante do país. 

O caso de Lula é mais vergonhoso ainda, pois se trata de um criminoso já condenado na primeira instância pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O petista foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão, teve R$ 16 milhões bloqueados por determinação da Justiça, não conseguiu liberar os bens e os milhões até hoje por que simplesmente não conseguiu comprovar a origem lícita da bolada incompatível com sua renda, e ainda ousa desafiar, ameaçar e chantagear autoridades sobre sua candidatura.

Por mais que os ministros do Supremo finjam ignorar o que este tipo de ameaça, vindo de alguém que controla exércitos de baderneiros como o MST, CUT, MTST e black blosc, possa representar para os responsáveis por seu julgamento no Tribunal de Segunda Instância de Porto Alegre. Ninguém está imune de imaginar que Lula, uma vez candidato, possa ter seus recursos e até mesmo votos para vencer uma eleição. A ameaça que paira sobre a cabeça dos desembargadores do TRF-4 é justamente esta: o que um presidente eleito munido de poderes inimagináveis possa fazer contra eles.

Esta semana, o ministro Gilmar Mendes liberou para julgamento a ação que trata sobre a possibilidade de réus ocuparem a linha sucessória da Presidência da República. Ele havia pedido em fevereiro vista dos autos - mais tempo para examinar o processo -, mas só agora se sentiu apto a votar. Caberá à presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, definir uma data para a votação.

A ação começou a ser examinada em novembro de 2016, quando o ministro Dias Toffoli pediu vista. Quando ele devolveu o processo, em fevereiro, foi a vez de Gilmar interromper o julgamento.

O placar parcial está 5 a 3 para que réus não possam ocupar cargos da linha sucessória da Presidência, - estão na corrente majoritária os ministros Marco Aurélio Mello, Edson Fachin, Teori Zavascki, Rosa Weber e Luiz Fux. Já os ministros Dias Toffoli, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski votaram no sentido de que réus no Supremo estão proibidos de exercer a Presidência, mas devem ter preservados seus cargos caso sejam vice-presidente sejam vice-presidente ou presidente da Câmara, do Senado ou do Supremo - posições que fazem parte da linha sucessória. Falta votar, além de Gilmar, a ministra Cármen Lúcia. O ministro Alexandre de Moraes não vota, pois Zavascki, seu antecessor na cadeira, já teve seu posicionamento computado no julgamento. Já o ministro Luís Roberto Barroso, alegando motivos pessoais, declarouse impedido para atuar no caso. 

Quando a população questiona o fato de sete ministros do STF terem sido indicados pelo PT e até hoje não terem tomado uma providência sobre esta questão tão vergonhosa para o país, que é permitir que um criminoso condenado, alvo de nove processos, acusado de desviar bilhões dos cofres públicos, ande por aí ameaçando autoridades e envergonhado o cidadão de bem com suas promessas de voltar ao poder de qualquer jeito. 


Como votar em candidatos que incentivam invasões, destruição e paralisação do pais?

"Estive com Dilma hoje. Ela estava forte, altiva, pronta pra luta desde sempre. Estimulando as pessoas ao lado e transbordando energia pra enfrentar os golpistas. Forte, forte, muito forte".

Esta foi uma declaração feita pelo ativista de Pablo Capilé, líder do grupo 'mídia ninja', que esteve por trás dos atos violentos de vandalismo que colocaram abaixo pontos de ônibus, placas de trânsito e locais de coleta de lixo na cidade de São Paulo, logo após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Quando a Polícia tentou conter as depredações, ai que se tornaram mais violentos e passaram a destruir fachadas de lojas e espalharam focos de incêndio por onde passavam.

Pablo Capilé controla um exército de black blocs que está sempre de prontidão para atender aos pedidos do PT de Lula. O ex-presidente conta ainda com os serviços de outros comandantes, como Gulherme Boulos, do MTST, o Movimento dos Sem Teto, João Pedro Stédile, do Movimento dos Sem Terra, e Vagner Freitas, da CUT. Estavam todos juntos em Brasília, em 24 de março de 2017, incendiando a Esplanada dos Ministérios. Foram cinco mil ônibus lotados de terroristas à serviço da esquerda e contra o Brasil. Os prejuízos naquele dia foram de mais de R$ 3 milhões para o bolso do contribuinte.

Estes são apenas alguns dos 'exércitos' a serviço de Lula e dos representantes da esquerda brasileira. Juntos, receberam milhões do dinheiro do contribuinte ao mesmo tempo em que causaram milhões em prejuízos aos brasileiros, com invasões de terras, destruição de lavouras, assassinato de animais, obstrução de estradas e rodovias importantes nos grandes centros.



O fato é que a esquerda brasileira tem ódio dos brasileiros, estimulam o ódio e a destruição como forma de chegar ao poder e garantir privilégios para os integrantes de seus exércitos de aluguel. Entre os beneficiários desta baderna ideológica estão o ex-presidente Lula, Ciro Gomes, Marina Silva e outros menos expressivos. Quem vota em candidatos da esquerda, vota contra o Brasil, contra quem quer trabalhar, produzir e ter garantido seu direito de ir e vir. 

APESAR DE VOCÊ, GILMAR MENDES, “AMANHÃ HÁ DE SER OUTRO DIA”

Do notável humorista e ator Grouxo Marx: “Estes são meus princípios; se não gostar, tenho outros”.
Pois eu uso os mesmos princípios há tanto tempo que não saberia servir-me de outros. Um deles me impede de invadir a consciência alheia para emitir juízos de caráter. Considero violência fazê-lo. No entanto, quando uma figura pública mostra, de modo reiterado e persistente, total desmazelo em relação à própria imagem, eu me sinto desobrigado de manter a prudente condescendência que ela não outorga a si mesma. O ministro Gilmar Mendes se enquadra nesse caso. Nos últimos meses, tornou-se o personagem mais mencionado da cena brasileira, comparecendo a todas as rodas, mesas e colunas de jornal.

O dever de formar opinião sobre figuras de tal porte não é facultativo, mas impositivo à condição de cidadão. Se, como ministro do STF, Gilmar já é, por natureza, uma pessoa pública, suas ações desde o julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE o trouxeram para o centro da ribalta, onde vaias e aplausos não costumam ser poupados. E nesse particular, o ministro foi, aos poucos, personificando os inimigos da Lava Jato. Quem quiser dar-lhes rosto e representar a proteção aos corruptos forçosamente desenhará uma face redonda, bochechuda, e lábios arqueados para baixo sob o peso de uma personalidade insolente.

Afinal, alguém precisa proteger os endinheirados do Brasil; alguém, neste país tão injusto, precisa mostrar que corruptos ricos também têm direitos e que a cantina do presídio não é lugar para grã-finas. Cartéis não devem ser misturados, todo mundo sabe. Bastou Lula dizer que o Rio não merece ter governadores presos por haverem roubado o dinheiro do povo para Gilmar devolver Garotinho aos braços desse mesmo povo. E só não soltou a esposa Rosinha porque esta já estava em casa, claro, de tornozeleira, esperando pelo marido, como convém às vésperas do Natal. Ora essa! Bando de gente desumana!

Quaisquer pressupostos favoráveis à conduta de Gilmar Mendes, que exalta suas próprias responsabilidades na “jurisprudência libertária da 2ª Turma”, caem ante a opinião que dele fazem os próprios colegas de corte. Já a expressava Joaquim Barbosa quando literalmente o acusou, em plena sessão do tribunal, de estar “destruindo a justiça deste país”. Revelou-a, recentemente, Roberto Barroso, quando jogou-lhe em rosto essa “leniência que Vossa Excelência tem para com a criminalidade de colarinho branco”. O ministro Marco Aurélio Mello, em entrevista concedida em Porto Alegre há dois meses, referindo-se ao colega Gilmar, que o tratara por “velhaco”, disse: “Em relação a mim ele passou de todos os limites inimagináveis. Caso estivéssemos no século 18, o embate acabaria em duelo e eu escolheria uma arma de fogo, não uma arma branca”.

A opinião pública, essa multidão formada por mim e você, leitor destas linhas, sabe que o amor ao próximo, à justiça, ao direito, é incompatível com o desprezo ao papel pedagógico das instituições, com o mau humor permanente e com a arrogância que marca a fisionomia e a conduta do ministro Gilmar. Mas esse mesmo amor, sabemos, é compatível com a Lava Jato, com o juiz Sérgio Moro e tantos outros que comprovam haver juízes para um novo amanhã em nosso país.

texto: Percival Puggina

JOAQUIM BARBOSA: MINISTRO GILMAR ESTÁ DESTRUINDO A JUSTIÇA DESTE PAÍS

JOAQUIM BARBOSA:  MINISTRO GILMAR ESTÁ DESTRUINDO A JUSTIÇA DESTE PAÍS

sábado, 23 de dezembro de 2017

CORRUPTOS AWARDS 2017 - Os melhores corruptos do ano.

THE CORRUPTOS AWARDS 2017
Os melhores corruptos do ano, por Marcela Tavares

O Feirão de Natal para corruptos

Veja o que Deltan Dallagnol escreveu no Twitter sobre o indulto de Natal de Michel Temer:
“Antes, corruptos precisavam cumprir apenas 1/4 da pena. Agora, irrisórios 1/5. É um feirão de Natal para corruptos: pratique corrupção e arque com só 20% das consequências – isso quando pagar pelo crime, porque a regra é a impunidade.”

O procurador disse, ainda, que o decreto “ignorou o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, o Ministério Público, a força-tarefa da Lava Jato e a Transparência Internacional, que se manifestaram contra a aplicação do indulto ao crime de corrupção”.

Renata Lo Prete efetivada no Jornal da Globo

Renata Lo Prete, 53, assume oficialmente a bancada do "Jornal da Globo" com a saída do jornalista William Waack.
A mudança dos âncoras foi anunciada nesta sexta-feira (22) pelo diretor-geral de jornalismo da Globo, Ali Kamel. "Renata levará todo o seu talento e experiência para o Jornal da Globo, um telejornal que nos últimos anos se consagrou por ser aquele que, ao fim do ciclo diário de notícias, dá ao espectador o conforto de ter diante de si um quadro mais fechado dos acontecimentos, com muita análise e contextualização", disse Kamel, em comunicado aos funcionários. 

Lo Prete, que vinha apresentando o "Jornal da Globo" como interina, passa imediatamente após o Natal a ser a titular da bancada. Em seu comunicado, Kamel também elogiou a jornalista. "Renata, em sua interinidade, já demonstrou que brilhará no 'JG' como brilhou antes." 

Além de ser a substituta oficial de Waack, Lo Prete também era apresentadora, editora e comentarista de política do "Jornal das Dez", da GloboNews. Com a sua saída, o jornalista Heraldo Pereira assume o seu lugar. 

Formada em jornalismo pela USP (Universidade de São Paulo), em 1984, Renata Lo Prete também já passou pela Folha, onde foi repórter, correspondente de Nova York, editora da Primeira Página, Ombudsman e editora da coluna "Painel". 

Em 2005, Lo Prete foi a vencedora do Prêmio Esso de Jornalismo pela entrevista na Folha com o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) que revelou ao país o "escândalo do mensalão".

Dirceu sem reforma

Fica difícil convencer o povo de que é preciso reformar a Previdência depois da concessão de uma pensão de quase 10 mil reais a José Dirceu — deputado cassado e corrupto condenado.