quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Mutirão de Cármen Lúcia empaca, e prisões seguem superlotadas no país

Sistemas penitenciários superlotados, facções criminosas, infraestrutura precária, fugas e mortes. Um ano depois dos massacres e confrontos em série que mataram 126 detentos em suas prisões, Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte continuam longe de resolver seus principais problemas carcerários.

Nem o alardeado grupo de trabalho anunciado pela ministra Cármen Lúcia (presidente do STF) como ação emergencial após aquela matança de 2017 mudou o quadro dos presídios no país.

Nesta semana, por exemplo, a própria ministra, por alegadas questões de segurança, teve de cancelar uma visita ao Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde uma rebelião na virada do ano deixou 9 mortos e 14 feridos.

"A gente ainda precisa cumprir Constituição do Império, que já dizia que não podia haver superlotação, que os presos tinham de ser separados por crime", afirma o juiz Luís Carlos Valois, da Vara de Execução Penal de Manaus. "É difícil falar de evolução em um sistema que não tem o básico de uma vaga para cada preso". completa.

Valois participou das negociações para a retomada do Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim), onde 59 detentos foram mortos durante o Ano-Novo de 2017 –o maior massacre de presos desde o Carandiru, em 1992.

O banho de sangue foi atribuído à facção criminosa FDN (Família do Norte), em ação contra a rival PCC (Primeiro Comando da Capital).

Desde então, o número de presos diminuiu no Compaj de 1.224 para 996 internos, mas a capacidade é para 454.

Um dos motivos é que, dos 225 que escaparam durante o massacre, 63 continuam foragidos. Houve também transferências para outros Estados e mutirões do Judiciário, além da inauguração de um novo presídio em Manaus, com 574 vagas.

No Compaj, relata Valois, as regras ficaram mais rígidas, com a diminuição dos tempos de banho de sol e visita. Por outro lado, diz, não há políticas de reinserção: "Os presos continuam sem trabalho, sem estudo, sem atividade".

Atualmente, o sistema prisional opera com pouco mais do dobro de sua capacidade, segundo a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, em cálculo que exclui presos em regime aberto. A previsão é que a taxa de ocupação caia para 75% até 2020, com a criação de 822 vagas.

Ao longo de 2017, o Amazonas continuou registrando mortes e fugas. Em abril, sete presos foram mortos em outra unidade de Manaus. No Ano-Novo, dez fugiram do presídio de Coari (a 366 km de Manaus), três foram pegos.

Nas ruas, afirma o secretário de Segurança Pública, Bosco Saraiva, divisões internas da FDN têm provocado violência e explicariam a chacina que deixou seis mortos em um campo de futebol em bairro berço da facção. "Em Manaus, 90% dos homicídios são resultado de disputa de mercado. Um sempre tenta avançar no território do outro, é uma luta permanente. Não é no Amazonas, é no Brasil", diz.


O secretário, que assumiu em outubro, disse que houve uma redução de 10% nos assassinatos no último bimestre do ano passado, em comparação com 2016. Ele atribui a queda à estratégia de reforçar o patrulhamento em Manaus.

RORAIMA

Em Boa Vista (RR), a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo foi palco da terceira maior matança em presídios do país –33 mortos em 6 de janeiro de 2017, quatro dias após o massacre em Manaus.

Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Roraima, Lindomar Ferreira Sobrinho, as mudanças positivas desde então foram a transferência de presos ligados à facção Comando Vermelho (adversária do PCC e aliada da FDN) e a destruição de um conjunto de barracos que abrigava dezenas de presos na unidade.

As condições precárias, porém, continuam. No último dia 14 de dezembro, os presos da Monte Cristo realizaram um motim depois de ficarem sem receber comida. Na confusão, um detento foi morto por enforcamento.

Ferreira Sobrinho disse que a prioridade em Roraima deveria ser a construção de um presídio moderno para substituir Monte Cristo, considerada insegura e irrecuperável: "As paredes estão ultrapassadas, podres, caindo".

A Folha solicitou reiteradas vezes ao governo de Roraima números sobre a população prisional do Estado, mas não obteve resposta.

O sindicato dos agentes penitenciários informou que Monte Cristo abriga atualmente 1.229 presos, embora tenha 790 vagas. Na época do massacre, havia quase 1.500.

RIO GRANDE NORTE

Durante os 22 dias com policiais em greve por atrasos de salários, o Rio Grande do Norte precisou recorrer às Forças Armadas pela terceira vez em menos de dois anos para controlar a violência nas ruas.

Dessa vez, o descontrole não chegou à penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal, que registrou 26 mortos em janeiro de 2017, em meio a motim que durou 13 dias. Na época, os militares também foram acionados.

Hoje, o local abriga cerca de 1.200 presos, aproximadamente o mesmo número de um ano atrás, segundo a Secretaria Estadual de Justiça. A capacidade é para 620.

"É uma completa omissão em relação ao fazer segurança pública, simplesmente vista como imposição e manutenção da ordem, não importa como", afirma o sociólogo Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, sobre a crise do Estado.

Lima criticou a atuação do desembargador Claudio Santos. No dia 31, ele determinou que os comandantes da PM, dos bombeiros e da Polícia Civil prendam em flagrante agentes da segurança envolvidos na paralisação, desatada pelo atraso nos salários.

"O desembargador que falou que policial tem de trabalhar independentemente de salário ganhou, no mês passado, R$ 152 mil. O Judiciário tem vivido um mundo descolado da realidade", afirmou.

Lima tampouco fez um balanço positivo do grupo de trabalho criado em março pela presidente do STF, Cármen Lúcia, no âmbito do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), com o objetivo de monitorar as condições dos presídios.

"A agenda do CNJ ficou relegada a um segundo plano, e a questão carcerária, por conseguinte, também", afirmou. "O grupo de trabalho pode ter indicado boas ações, mas, sem prioridade política e planejamento de médio prazo, o resultado ainda não se mostrou presente."

Defasagem da tabela do Imposto de Renda sobe para 88,4% e obriga mais pessoas a pagarem mais impostos

Mesmo com o processo de queda da inflação, a defasagem da tabela de incidência do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) atingiu 88,4% desde 1996, segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional). Todo início de ano o sindicato retoma a pressão para que o governo envie ao Congresso Nacional proposta de correção da tabela pela inflação passada. Em 2016 e 2017, a tabela não foi corrigida.

Com a correção da tabela, a faixa de isenção do IRPF aumenta e os demais contribuintes pagam menos imposto. Em dezembro do ano passado, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, acenou com a possibilidade de correção da tabela e dos benefícios do programa Bolsa Família.

Com a correção da tabela, o governo perde receita. Já com o reajuste do Bolsa Família o governo aumenta despesa, o que é mais difícil de ser administrado por conta do teto de gasto, instrumento que limita o crescimento das despesas. A perda de receita pode ser administrada com o aumento da arrecadação.

O IPCA fechou 2017 com alta 2,95%. De 1996 até hoje, a tabela foi corrigida em 109,63% enquanto a inflação acumulada no período foi de 294,93%, diz estudo do Sindifisco, divulgado hoje.

"O governo achata a renda do trabalhador. Obriga-o a pagar mais imposto, dinheiro que poderia ser mais bem aplicado - na poupança, no aprimoramento da formação educacional, no consumo etc.", criticou Cláudio Damasceno, presidente do Sindifisco Nacional.

Se a faixa de isenção atual vale para quem ganha até R$ 1.903,98, corrigida, subiria para R$ 3.556,56. Segundo Damasceno, representa dizer que essa diferença de R$ 1.652,58 pune as camadas de mais baixa renda.

Segundo o Sindifisco, a falta de correção não afeta somente o trabalhador de menor salário, mas todas as demais faixas salariais. "O prejuízo do contribuinte não ficou maior porque o IPCA de 2017 foi um dos mais baixos em quase 20 anos", alertou Damasceno.

Jair Bolsonaro: "Só em duas situações eu posso não estar neste ano no debate presidencial"

Jair Bolsonaro só sai morto da campanha eleitoral.

Ele disse no Facebook:

“Só em duas situações eu posso não estar neste ano no debate presidencial: se me tirarem na covardia, por um processo qualquer, ou se me matarem. Não estou preocupado com isso. Se me matarem vão ter que me enterrar, vão arranjar outro Celso Daniel”.
Assista ao vídeo:

Temer só tem agora uma única saída: mandado de segurança no STF

Essa questão da indicação da deputada Cristiane Brasil para ministra do Trabalho e a legítima e adequada intervenção do Judiciário proibindo a posse, é inacreditável sob todos os pontos de vista. É cansativa e irritante.


Teimoso, refém do Congresso e temeroso, o presidente da República não escolhe outro nome. Nem consegue que a deputada desista e abra campo para o presidente-refém indicar outro nome. Gente boa, culta, competente e proba é o que não falta. Mas Temer fez uma indicação infeliz e não arreda o pé. E ainda disse outra bobagem: "como pode um juiz de primeira instância anular um ato do presidente da República que indicou ministro de Estado?", conforme contou nesta quarta-feira à noite, no GloboNews em Pauta, a jornalista Eliane Catanhêde, que no início da tarde tinha almoçado com o presidente.


Pode, sim, Temer. Como constitucionalista, o senhor não pode dizer tamanha bobagem. A liminar que proibiu a posse de Cristiane Brasil decorreu de Ação Popular fundamentada na moralidade administrativa, bem que a Constituição Federal de 1988 (artigo 5º, item LXXIII), em complemento à Lei da Ação Popular (nº 4717, de 29.6.1965), elevou à categoria de patrimônio público. E a menor lesão que o administrador causar a tão precioso bem representa grave dano, cabendo ao Judiciário, desde que provocado, impedir a consumação da lesão ou removê-la. E isso o cidadão brasileiro só consegue com a Ação Popular, sempre e sempre com tramitação na Justiça de primeira instância, ainda que figure como réu ou co-réu o presidente da República.

Entendeu, presidente Temer? Fácil, não é mesmo. Sempre na primeira instância. Grave isso, viu? Foi por isso que o juiz federal da 4a. Vara de Magé (RJ) expediu liminar para impedir a posse da deputada que o senhor convocou para ser a ministra de Estado do Trabalho. Não vamos aqui abordar se a escolha feriu ou não a moralidade administrativa. Até agora, ao menos para a Justiça Federal da 4a. Região, feriu.

Mas o país não pode continuar vivendo nesta agonia. Bastam as muitas outras mazelas. Também o senhor precisa cuidar da sua saúde que todos os brasileiros querem e torcem para que seja a melhor possível, como é a saúde e o atendimento hospitalar que o governo proporciona a todo o povo brasileiro. Seria ingratidão desejar o contrário ao senhor que governa para o povo e muito se preocupa com a saúde de todos nós.

Externo que o senhor é pessimamente mal assessorado. Se governasse sozinho, sem assessor algum, certamente não erraria tanto. Também externo que a escolha da deputada foi outro erro notável. Mas um. E até final de 2018 virão muitos outros mais. Mas o Brasil não pode parar. 

Ao senhor, que melhorou nas pesquisas, passando de 3% para 6% de aprovação...ao senhor que vira e mexe está às voltas com infecção urinária, próstata, internação...ao senhor, que queiramos ou não, é o presidente do Brasil, indica-se um caminho jurídico, plausível, adequado e urgente. 

Dê entrada ainda hoje, quinta-feira, no Supremo Tribunal Federal, com um Mandado de Segurança e aponte como autoridade impetrada o juiz federal, substituto de desembargador, que no início da noite desta quarta-feira também manteve a suspensão da posse da deputada Cristiane Brasil à frente da pasta do Trabalho.

Vai ser preciso pedir na petição inicial deste Mandado de Segurança que seja expedida liminar autorizativa da posse, até que a Ação Popular iniciada em Magé seja definitivamente julgada. É pedido cabível e encontra amparo legal, porque não suspenderá o curso da Ação Popular, apenas sustando o efeito da liminar nela proferida (e toda liminar é precária, bastando se vislumbrar, para a sua concessão, a fumaça do bom direito e o perigo da demora, e não o direito concreto, no seu âmago). Ou seja, se deferida liminarmente a ordem solicitada neste sugerido Mandado de Segurança ao STF, a ministra Brasil tomará posse e exercerá o cargo "sub judice". Ou seja, também precariamente.

Enquanto isso, a Ação Popular não terá o seu curso interrompido até o seu desfecho final. 

Nem o Mandado de Segurança. Ambos prosseguem. De lado a lado, nenhum prejuízo. E nas duas ações (a mandamental e a Ação Popular) será examinada com profundidade - e não de forma perfunctória - se a indicação, nomeação e posse da ministra constituiu, ou não, lesão à moralidade administrativa.

texto de Jorge Béja, Advogado no Rio de Janeiro e especialista em Responsabilidade Civil, Pública e Privada (UFRJ e Universidade de Paris, Sorbonne). Membro Efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB)

publicado originalmente no Jornal da Cidade Online

O merecido descanso do juiz


O juiz Sérgio Moro com a família num rápido descanso na praia.

Durante sua estada, o magistrado foi reverenciado por todos que se aproximavam dele.

O ano de 2018 será decisivo para a Operação Lava Jato. Teremos o mais difícil embate entre a criminalidade e a República de Curitiba.   

A ‘Lava Jato’ iniciada em março de 2014, tida e havida como a maior operação contra a corrupção da história, vive um momento em que todos os criminosos, independente de sigla partidária, estarão unidos na tentativa de ‘estancar a sangria’.

Muita força para o juiz.

A luta é extremamente árdua.

Com informações do Jornal da Cidade

A farra e o belo corpo da ministra Cristiane Brasil


A ‘quase’ ministra Cristiane Brasil levou uma galera para Fernando de Noronha para uma inusitada e animada farra de Réveillon, pouco antes de ser indicada para a pasta do Trabalho.

Segundo o site Metropoles, pelo menos três amigas da deputada estavam no grupo e todas ficaram hospedadas no hotel da Força Aérea Brasileira, às expensas do erário.

O hotel da FAB que abrigou graciosamente Cristiane e amigas é bastante confortável, com seis suítes e uma piscina.

Estima-se que uma hospedagem similar na ilha, nessa época de final de ano, custaria em torno de R$ 30 mil. Fernando de Noronha é um dos destinos mais procurados pelas celebridades e grandes empresários.

Segundo um coronel, entrevistado sob a condição de anonimato, chefes de Estado se hospedam nesses estabelecimentos devido à segurança que eles oferecem. 

“Se eu, que sou oficial, tentar me hospedar no hotel da Aeronáutica em Fernando de Noronha, não vou conseguir. Essa autorização é dificílima. É possível uma parlamentar pedir autorização e conseguir… mas, ainda, para as amigas?! É, no mínimo, estranho”, disse.
O desgaste do Réveillon é mais um fato para abalar o já conturbado episódio de posse da filha de Roberto Jefferson, que é, sem dúvida, a cara do pai, mas tem um belo corpo...

Jornal da Cidade On Line conteúdo

PT escala tropa de advogados para impedir prisão de militantes nos 'atos' do dia 24

O PT escalou uma comitiva de advogados para dar respaldo à militância que vai acompanhar o julgamento de Lula pelo TRF-4, em Porto Alegre, no dia 24. Os defensores vão ficar de prontidão para oferecer suporte jurídico no caso de confrontos ou prisões. A decisão revela a preocupação de dirigentes do PT e dos movimentos de esquerda com o que eles têm chamado de “reação radicalizada” da base do partido à possível condenação do ex-presidente na segunda instância.

As cúpulas do PT e dos movimentos de esquerda têm feito apelos para que os atos sejam pacíficos, mas admitem que "o clima de revolta pode tornar a massa incontrolável". Sedes do Poder Judiciário e de meios de comunicação são vistos como potenciais alvos de ataques.

COMO CONSEGUIMOS SOBREVIVER AO PT ?

OS NÚMEROS SÃO ESTARRECEDORES!


Cristiane Brasil para ministra do Turismo

O Metrópoles publicou novas imagens do réveillon de Cristiane Brasil em Fernando de Noronha, onde ficou hospedada num hotel de trânsito da FAB.

Em vez de ministra do Trabalho, a filha de Bob Jeff parece ter mais talento para a pasta do Turismo.

TSE JÁ TORROU 7 MILHÕES COM PROTÓTIPO DE URNA

Gilmar Mendes firmou em 2016, sem licitação, um contrato de R$ 7 milhões com a Flextronics Instituto de Tecnologia.

A empresa deveria prestar “serviços técnicos especializados para a criação de um novo modelo de urna eletrônica”.

Foram feitos 30 protótipos de urna e 15 módulos de impressão, mas agora o TSE lança uma licitação para o desenvolvimento de mais 12 protótipos de urna com módulo de impressão.

Os outros não serviram? E os milhões gastos?

PT quer transformar lavagem do Bonfim em Lulavagem

A Época informa que o PT espera levar 10 mil militantes para uma “mobilização em defesa de Lula” durante a lavagem da escadaria do Bonfim, marcada para esta quinta em Salvador.

Lula é um especialista em lavagem.

Cúpula da Globo não sabia da entrevista de Huck

De acordo com Ricardo Noblat, “o mais alto escalão da TV Globo, da direção do Jornalismo até os donos da emissora, foi surpreendido com o discurso eleitoral feito pelo apresentador Luciano Huck no Programa do Faustão do último domingo”.

Segundo o jornalista, a cúpula da emissora não gostou de ter sido surpreendida e também não aprovou o que Huck disse.

Como a entrevista foi gravada com antecedência, e não ao vivo, o episódio fica ainda mais curioso.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

As infames e indecorosas aposentadorias de José Sarney

Enquanto o povo esperneia em função da malfadada ‘Reforma da Previdência’, o ex-presidente José Sarney trava uma disputa judicial para que sejam mantidas as suas três aposentadorias.

Um homem rico, abastado, envolvido em escândalos e que ainda recebe três salários dos cofres públicos, que juntos perfazem o dobro do teto constitucional.

Um inaceitável absurdo.

O pior e mais dolorido é que casos como o de José Sarney são inúmeros.

Não dá para se falar em reforma, enquanto estas e outras incontáveis aberrações não forem devidamente corrigidas.

Abaixo, veja o vídeo esclarecedor sobre o assunto:

O TRF-4 amarelou no caso Lula

Os inúmeros privilégios jurisdicionais que já foram, estão, e certamente continuarão sendo concedidos a Lula, nos diversos processos a que responde como réu, que mostram com clareza solar que o povo brasileiro tem razão quando garante que “no Brasil, cadeia foi feita só para pobre”. Para “ladrão de galinha”.


E essa sábia visão na verdade surpreende quando parte de um povo que tem se mostrado nas diversas eleições a que comparece para votar, absolutamente carente de consciência política, poder-se-ia dizer,”politicamente analfabeto”.



A mais visível prova dessa verdade que fincou raízes fundas na consciência coletiva dos brasileiros pode ser representada pelo “caso Lula”, que há muitos anos dribla a Justiça com o seu batalhão de chicaneiros bem pagos. Na eterna batalha entre a Justiça e a chicana, essa está vencendo.



Mas no frigir dos ovos, Lula prestou um inestimável serviço à sociedade. Conseguiu demarcar uma nítida fronteira entre a parcela da população, ou dos eleitores, uns que estão ao lado e do bem e da justiça, e outros que estão ao lado do mal e da injustiça. Só os segundos o apoiam incondicionalmente nas suas arruaças e tumultos para livrá-lo das malhas da Justiça, jamais buscando qualquer imparcialidade nem mesmo curiosidade de saber se o seu “deus” cometeu, ou não, os crimes pelos quais é acusado. 



Para essa gente, Lula está acima da lei. Melhor: a lei deve coincidir com os seus próprios interesses e projetos políticos espúrios de poder permanente. Tanto que a esse altura dos acontecimentos, Lula nem se considera mais um dos vários disputantes da Presidência da República, porém o “dono” desse cargo.                                         



Essa simples observação demonstra que a “democracia” que ele prega é aquela que visa exclusivamente o seu próprio interesse pessoal e o do seu grupo, isto é, não é a democracia verdadeira, porém a “oclocracia”, sua contrária, que se trata da democracia ao avesso, corrompida, degenerada, mutilada, praticada pela massa ignara despolitizada em proveito da patifaria que domina a política, liderada em grande parte por “ele”.[


A recente comunicação oficial da Assessoria de Imprensa do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, TRF-4, de que Lula não seria preso mesmo na hipótese de  confirmada a sua condenação criminal de 1ª Instância, porém isso aconteceria, se fosse o caso, “somente  após esgotados todos os recursos  em 2ª Instância”  (embargos declaratórios ou infringentes), na verdade tem dois significados que merecem destaque.                              

O primeiro, é que a Assessoria de Imprensa do TRF 4, certamente com o  aval do Presidente do TRF-4, Desembargador Federal  Carlos Eduardo Thompson Flores, invade a competência e mesmo a  “soberania” da 8ª Turma do TRF-4, “antecipando” detalhes do  julgamento de uma das hipóteses que podem ocorrer. Esse tipo de procedimento não condiz com os padrões normais dos tribunais. Essa “antecipação” da Assessoria de Imprensa sem dúvida foi descabida, não se justificando nem mesmo ante as ameaças de desordem e violência que foram publicamente anunciadas para o dia do julgamento de Lula , 24 do corrente mês. E não seria válida nem mesmo para “acalmar os ânimos” dessa massa furiosa e flagrantemente desordeira que ameaça a Justiça. E a dita “Assessoria de Imprensa” nem integra o colegiado de desembargadores da 8ª Turma do TRF-4, que julgarão Lula.

Oportuno é lembrar que essa “Nota” não abordou uma determinada  “tese jurídica”, porém manifestou-se  sobre o caso concreto  que será julgado, ou seja, sobre a apelação criminal proposta pelos advogados de Lula.



O problema não se restringe a essa irregularidade. No fundo está sendo mostrado a correção e a sabedoria do povo de que “rico não vai para a cadeia”. E também que é mentira  o dispositivo da Constituição que prega a “igualdade de todos perante a lei”.    



Se fosse um outro réu qualquer sem recursos para comprar tantos e tão caros advogados, certamente já estaria apodrecendo na cadeia há muito tempo.



Sem dúvida Lula deve a sua condição de “homem livre” (da cadeia) não só aos seus “ágeis” advogados, que  usam e abusam  de todos os recursos possíveis  e impossíveis, para livrá-lo das grades, nos diversos processos criminais a que responde, mas também ao “prestígio” que ele e o seu partido conseguiram angariar nos Tribunais Superiores, que tiveram seus membros nomeados por ele ou por Dilma, ambos do PT


No Supremo, por exemplo, o PT tem 7 (sete) dos 11 (onze) Ministros “na mão”. E aqueles “sorteios”,  dá para desconfiar... !!!



De qualquer maneira, o que desde logo se pode garantir é que Lula não ficará preso, pelo menos por mais de uma semana. E se essa medida restritiva de liberdade for decretada no caminho da ação penal, é certo que “lá  de cima” virá uma  ordem de soltura. A palavra final sempre poderá sair do STF. Ficará então definitivamente provada a mentira da “igualdade de todos perante a lei”.



E vou “um pouco” mais longe. A candidatura de Lula à Presidência prosseguirá sem maiores embaraços. O mesmo poder que decidirá sobre a sua não-prisão, será o que decidirá sobre a sua candidatura, E nesse caso a vitória de Lula estaria praticamente assegurada, seja pela massa “burra” de eleitores, seja pelas fraudulentas urnas da Justiça Eleitoral, que serão mantidas  apesar das denúncias já provadas  sobre a possível fraude que se avizinha.



É por tais razões que acertam aqueles que garantem que somente uma intervenção pelo artigo 142 da Constituição será capaz de estancar esse processo fraudulento que corre célere. Seria o poder instituinte e soberano do povo agindo por intermédio das Forças Armadas, mesmo que necessário “atropelar” os seus comandantes, mancomunados com o “status quo” político dominante. Com a palavra, a “caserna” e a “tropa”, que ainda procedem segundo as regras da decência.

texto de Sérgio Alves de Oliveira, advogado e sociólogo
no Jornal da Cidade On Line


"Eleição sem Lula é fraude" ou "o que importa é retomar o poder"


Eleição sem Sérgio Cabral também é fraude? Sem Eduardo Cunha? Sem Geddel, Delcídio, Palocci?

Ou será que só Lula expulsa a fraude das eleições?

A Lei da Ficha Limpa vale para os outros: Ele é candidato por direito divino. 

A bem da verdade, Lula prescinde das eleições. Ele é O Eleito.

Campanha, urna, voto, apuração, tudo é mera formalidade

Se conseguir burlar a lei, concorrer e vencer, prova-se que a lei é nada diante dEle.

Se conseguir burlar a lei, concorrer e perder, é porque as urnas foram manipuladas, Ele é o campeão moral, e o resultado não será aceito.

Se não conseguir burlar a lei, e ficar de fora da disputa, a eleição terá sido uma fraude.

O voto popular não vale se não for em Lula.

Para defender esta tese, nada de argumentos: basta um slogan, um mantra, um dogma.

E os marqueteiros burilaram esse "Eleição sem Lula é fraude". 

Não é tão bom, mas não dava para apenas reciclar o anterior e dizer que eleição com ficha limpa também era golpe.

A vantagem do slogan é que ele se basta. 

A tal eleição sem réus condenados em segunda instância é fraude porque sim. É fraude porque o fraudador assim o deseja.

Vai ser triste ver a mesma esquerda que pichou "Abaixo a ditadura", "Diretas já" e "Anistia ampla geral e irrestrita" sujar os muros com essa versão revista e piorada de "Democracia é fraude", "A lei sou eu" e (parafraseando Jarbas Passarinho diante do AI-5) "Às favas todos os escrúpulos de consciência" - o que importa é retomar o poder.

Eduardo Affonso
Jornal da Cidade On Line

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

VOCÊ APOIA UMA INTERVENÇÃO MILITAR NO BRASIL?

Pela primeira vez o nome de um ministro do STF estará numa investigação da Polícia Federal


Uma situação inusitada em toda a história do Supremo Tribunal Federal (STF), pela primeira o nome de um ministro estará vinculado a uma investigação sobre corrupção.

O suposto acusador é outro magistrado, um juiz de 1ª instância, que teria tido todo o seu trabalho prejudicado por uma decisão do ministro, que, para tanto, teria recebido a bagatela de R$ 5 milhões.

O ministro, como se sabe, é Gilmar Mendes. O juiz é Glaucenir Oliveira, aquele que prendeu o ex-governador Antony Garotinho, o corruptor.

A investigação foi pedida pelo próprio Gilmar, moralmente sem outra alternativa, diante do vazamento da gravação com a acusação direta do juiz.

O fato relevante e importante é que doravante o nome do ministro estará nas mãos da Polícia Federal e, como se sabe, a PF é extremamente atrevida em suas investigações e age de maneira destemida e com absoluta independência.

Os rumos que serão tomados são imprevisíveis.

Gilmar, que não é santo, pode se dar muito mal.

por Amanda Costa
no Jornal da Cidade On Line

QUER SABER COMO FOI O REGIME MILITAR ?

PERGUNTE PARA O LULA.

Ilan não quer ficar na Fazenda se Meirelles sair

Ilan Goldfajn, o presidente do Banco Central, disse a interlocutores que não tem a intenção de assumir a Fazenda caso Henrique Meirelles saia para disputar a Presidência, relata O Globo.

“Sem chance de Ilan na Fazenda. Ele e os diretores vão ficar quietinhos no BC”, afirmou ao jornal carioca, sob anonimato, uma fonte da equipe econômica.

LULA PODE PEGAR SEMIABERTO

A 8ª turma do TRF-4 deve confirmar a condenação de Lula – por 3 votos a zero -, mas com variações na pena, conforme registrou o site O Antagonista dias atrás.

Isso pode ser um problema.

Basta que um desembargador, como Victor Laus, reduza a pena de Lula para que sua defesa recorra à 4ª Seção, formada pelas 7ª e 8ª turmas.

Por meio de embargos infringentes, os advogados do ex-presidente podem pedir a prevalência do voto mais favorável ao réu.

Lula foi condenado a 9 anos e meio de cadeia. Se Laus baixar para 8 anos, o petista pode ser enquadrado no regime semiaberto. Aí dependerá do entendimento da 4ª Seção.

Seja como for, será ficha-suja e não poderá concorrer nas eleições.

PTB mantém indicação de Cristiane para o Trabalho

O PTB manteve a indicação de Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho, apesar do desgaste com o caso na Justiça.

Como O Antagonista revelou mais cedo, Roberto Jefferson cogitou o MDIC, mas Temer disse que o PTB teria de dividir a gestão com o PRB.

Não houve acordo.

Exclusivo: Bob Jeff quer trocar Trabalho por MDIC

O site O Antagonista apurou que Roberto Jefferson tenta convencer Michel Temer a entregar ao PTB o Ministério da Indústria e Comércio, deixando a pasta do Trabalho com o PRB.

Os dois se reuniram nesta tarde no Palácio do Planalto.

Entenda como vai funcionar o julgamento da apelação de Lula no TRF4

O julgamento da apelação criminal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mais seis réus iniciará às 8h30min do dia 24/1, na sala de sessão da 8ª Turma, na sede do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre. O processo será o único julgado nesta sessão, a primeira da 8ª Turma em 2018. 

O recurso envolve o favorecimento da Construtora OAS em contratos com a Petrobras, com o pagamento de propina destinada ao Partido dos Trabalhadores e ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, por meio do apartamento triplex do Guarujá e do depósito do acervo presidencial. As imputações são de corrupções ativa e passiva e de lavagem de dinheiro. Esta será a 24ª apelação julgada pelo TRF4 contra sentenças proferidas em ações oriundas da Operação Lava Jato. 

Além de Lula (condenado no primeiro grau a 9 anos e 6 meses), recorreram contra a sentença o ex-presidente da OAS, José Aldemario Pinheiro Filho (condenado em primeira instância a 10 anos e 8 meses), o ex-diretor da área internacional da OAS, Agenor Franklin Magalhães Medeiros (condenado a 6 anos), e o ex-presidente do Instituto Lula Paulo Okamotto (absolvido em primeira instância, mas requer troca dos fundamentos da sentença).

O Ministério Público Federal recorreu contra a absolvição em primeira instância de três executivos da OAS: Paulo Roberto Valente Gordilho, Roberto Moreira Ferreira e Fábio Hori Yonamine.

A sessão começa com a abertura do presidente da 8ª Turma, desembargador federal Leandro Paulsen.  Após, o relator, desembargador federal João Pedro Gebran Neto, faz a leitura do relatório do processo. Em seguida, ocorre a manifestação do MPF que, levando em conta que recorre quanto à situação de diversos réus, terá o tempo de 30 minutos. 

Depois, se pronunciam os advogados de defesa, com tempo máximo de 15 minutos cada réu. Ao todo será disponibilizada uma hora para o conjunto das sustentações orais da defesa, de modo que possam reforçar oralmente, nesta sessão, suas razões e seus pedidos.  

A seguir, Gebran lê o seu voto e passa a palavra para o revisor, desembargador Leandro Paulsen, que profere o voto e é seguido pela leitura de voto do desembargador federal Victor Luiz dos Santos Laus. Paulsen, que é o presidente da turma, proclama o resultado. Pode haver pedido de vista. Neste caso, o processo será decidido em sessão futura, trazido em mesa pelo magistrado que fez o pedido.

Caso confirmada a condenação, a determinação de execução provisória da pena pelo TRF4 só ocorrerá após o julgamento de todos os recursos do segundo grau. Os recursos possíveis são os embargos de declaração, utilizados pela parte com pedido de esclarecimento da decisão, e os embargos infringentes. Este último só pode ser pedido quando a decisão for por maioria e tenha prevalecido o voto mais gravoso ao réu. Por meio deste recurso o réu pode pedir a prevalência do voto mais favorável. Os embargos infringentes são julgados pela 4ª Seção do TRF4, formada pelas 7ª e 8ª Turmas, especializadas em Direito Penal, e presidida pela vice-presidente da corte.

com informações da: Folha Política

CGU aponta fraude e suspende repasse de R$ 500 milhões às centrais sindicais

A Controladoria-Geral da União (CGU) apontou fraudes e desvio de dinheiro da contribuição sindical no Ministério do Trabalho (MTE) e mandou suspender o repasse de R$ 500 milhões às centrais sindicais. Esse dinheiro faz parte de um saldo residual da contribuição obrigatória — extinta em novembro com a reforma trabalhista — a que as entidades alegam ter direito. Foi prometido a elas pelo presidente Michel Temer, em troca de apoio a medidas fiscais de interesse do governo, como a reforma da Previdência, apesar de as centrais já terem se posicionado contra a mudança na legislação.

O veto consta do relatório da CGU, apresentado em dezembro sobre o resultado de uma auditoria no processo de restituição do imposto sindical (no caso de a empresa recolher a mais por exemplo), no MTE. Foi incluído nos trabalhos do órgão por causa da pressão das entidades em reaver os recursos arrecadados entre 2008 e 2015.

Um termo de mediação com a promessa de fazer o pagamento à CUT, Força Sindical e mais cinco centrais — assinado pelo MTE, Ministério Público do Trabalho e pela Caixa Econômica Federal —chamou a atenção da CGU, por conta do impacto nas contas públicas. O entendimento é que esse dinheiro foi gasto para ajudar a pagar o seguro desemprego e que o custo de um eventual pagamento às entidades terá que ser arcado pelo Tesouro Nacional.

Na auditoria, a CGU identificou prejuízos ao Fundo de Amparo ao trabalhador (FAT), para onde vão parte dos recursos do imposto sindical, causado por um esquema de desvio de dinheiro com a participação de três funcionários da pasta, de pessoal das superintendências e duas federações de trabalhadores. Com base numa portaria de 1978 e que foi quase toda revogada pela Constituição de 1988, as federações sindicais entraram com pedido de restituição referente a valores devidos a sindicatos fora de suas bases e foram atendidos de forma ilegal. Os nomes não puderam ser divulgados porque o relatório final ainda não foi concluído.

DEVOLUÇÃO DE R$ 6,3 MILHÕES AO FAT

Em sua avaliação preliminar, a CGU recomendou a responsabilização civil e penal pelas irregularidades e a devolução de R$ 6,3 milhões para o FAT. Só no primeiro semestre de 2016 foram restituídos R$ 15 milhões, o que acendeu o alerta das autoridades sobre a possibilidade de fraude, pois o montante era muito superior aos valores de restituição registrado nos últimos anos, entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões.

De acordo com a Constituição, somente as empresas é que podem pedir, administrativamente, a devolução do dinheiro pago a mais. Os sindicatos precisam entrar com ação na Justiça. Para evitar novos problemas, o Ministério vai publicar uma nova portaria para deixar claro quais são os procedimentos a serem seguidos no caso de restituição devida. Essa portaria não vai mencionar o caso das centrais.

No relatório, a CGU recomendou que sejam feitas contas sobre o impacto para o FAT e para o Tesouro Nacional de um eventual repasse às centrais. O órgão quer saber se o dinheiro existe de fato e quem tem direito a ele (o imposto sindical é dividido com sindicatos, federações, confederações, centrais e FAT). O problema é que o Fundo é deficitário e necessita de aportes do Tesouro para fechar suas contas. Neste ano, serão necessários R$ 20 bilhões para cobrir o rombo do Fundo – abastecido pelas contribuições do PIS e parte da contribuição sindical.

Fazendo coro à CGU, a Advocacia-Geral da União (AGU) também se posicionou contra o repasse, e a ministra Grace Mendonça se recusou a assinar o termo de mediação. Segundo técnicos a par do assunto, a preocupação da ministra é avalizar o pagamento às centrais e, no futuro, algum sindicato que ficou prejudicado entrar com ação para receber a sua parte — o que poderia gerar um esqueleto para a União.

CUT E FORÇA DEFENDEM DIREITO A REPASSE

Técnicos do governo apontam que há um impasse jurídico porque a Constituição Federal de 1988 veda a interferência do Estado nos sindicatos, inclusive na destinação de qual sindicato deve receber o valor arrecadado com imposto. A prerrogativa de indicar a entidade é sempre da empresa ao preencher a guia de recolhimento. O valor residual que as entidades dizem ter direito se refere a erros ou mesmo campo deixado em branco pelo empregador e neste caso, os valores são transferidos para a conta emprego e salário do FAT.

O próprio termo de mediação assinado com as centrais diz que o “saldo residual da contribuição sindical se encontra em verdadeiro limbo”. Diz ainda que esse saldo é resultado de erro por parte do contribuinte (empregadores) e reconhece que nem o MTE, nem a Caixa podem corrigir essa situação por causa do princípio constitucional.

Para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Juruna, é um direito que seja acertada a conta da contribuição sindical recolhida em anos anteriores e não repassada aos seus sindicatos e centrais, legalizadas desde 2007.

— Reter a contribuição já recolhida é prejudicar os trabalhadores e suas instituições. Ainda mais nesse momento em que aumenta o papel da negociação direta com os empresários — afirmou Juruna.

O secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, também disse que o repasse às centrais não é uma benesse governo, mas um direito das entidades.

— É um recurso dos trabalhadores, das centrais. Um dinheiro nosso. Se não for repassado é apropriação indébita — destacou Sérgio Nobre.

Procurada, a assessoria de imprensa do MTE não quis comentar o assunto. Já a assessoria de imprensa da CGU informou que o órgão não se manifestaria porque o assunto é delicado e ainda em fase de apuração. A previsão é que o relatório final seja concluído entre o fim deste mês e início de fevereiro.

Temer prometeu ajuda às centrais, numa reunião realizada em dezembro no Planalto, com as presenças do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e do então ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. Nos bastidores, técnicos falam que a ideia seria agradar o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (SD-SP), porque ele não foi atendido durante a votação da reforma trabalhista. O deputado queria o fim do imposto sindical obrigatório de forma gradual e não foi atendido, com a contribuição sendo extinta de uma vez só.

Em contrapartida, Paulinho poderia apoiar medidas de interesse do governo no Congresso. No entanto, as centrais já se declararam contrárias à reforma da Previdência e prometem dificultar a sua aprovação, com greves e manifestações, caso seja votada na Câmara dos Deputados em fevereiro. Ele foi procurado, mas não retornou.

Apoio à pena de morte bate recorde entre brasileiros

Em nove anos, o apoio da população à aplicação da pena de morte no Brasil cresceu, de acordo com uma recente pesquisa Datafolha. Segundo o levantamento, 57% dos entrevistados se disseram favoráveis à adoção da penalidade capital. Em 2008, data da última pesquisa do instituto sobre o tema, 47% tinham a mesma opinião.

Esse é o recorde numérico desde que a questão passou a ser aplicada pelo Datafolha, em 1991. Mas empata na margem de erro –de dois pontos percentuais, para mais ou para menos– com os percentuais de 1993 e 2007, quando 55% da população se disseram favoráveis à punição.

A pena de morte no Brasil só é prevista no inciso 47 do artigo 5º da Constituição, em período de guerra declarada. A última em que o país entrou foi a Segunda Guerra Mundial.

Em 2015, pela primeira vez em mais de 150 anos, brasileiros foram mortos por terem sido condenados à pena capital. As execuções de Marco Archer, em janeiro, e depois a de Rodrigo Gularte, ambas na Indonésia, foram as primeiras de brasileiros no exterior.

Já no Brasil, a última execução de um homem livre condenado à morte pela Justiça Civil aconteceu em 1861, na província de Santa Luzia, que deu origem à cidade de Luziânia, no entorno do Distrito Federal.

De acordo com o Datafolha, que entrevistou 2.765 brasileiros em 192 municípios nos dias 29 e 30 de novembro passado, 39% da população são contrários à punição. Além disso, 1% se declarou indiferente, e outros 3% não souberam responder.

De acordo com a pesquisa, o apoio à pena de morte é maior entre os brasileiros mais pobres. Entre aqueles com renda mensal de até cinco salários mínimos (ou R$ 4.770), o apoio é de 58%. Ele recua para 51% na faixa dos cinco a dez salários (R$ 9.540) e cai ainda mais entre a parcela mais rica, indo para 42%.

Mulheres tendem a apoiar menos a punição capital, com 54% de apoio, ante 60% dos homens. Já em relação à idade, a faixa etária que mais apoia a execução de condenados é a de 25 a 34 anos, em que 61% se disseram favoráveis à proposta.

Os idosos, acima de 60 anos, são os menos propensos a aceitar a adoção da punição, com 52% de apoio. Os ateus são o grupo que menos apoia a pena de morte. Apenas 46% deles se declararam favoráveis.

Já entre os adeptos das principais religiões brasileiras, são os evangélicos aqueles mais reticentes com relação ao tema: 50% são favoráveis, contra 45% contrários (4% não souberam responder e 1% se disse indiferente). Já os católicos são o que mais defendem a punição: 63% são favoráveis, ante apenas 34% contrários.

Jornalista americano ridiculariza Gleisi: 'critica a Lava Jato por não recuperar todo o dinheiro que o partido dela roubou'

A senadora ré e presidente do PT Gleisi Hoffmann criticou o juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato por descobrirem o esquema de corrupção implementado por seu partido na Petrobras. Em sua conta do Twitter, Gleisi criticou o acordo pelo qual a empresa terá que pagar quase US$ 3 bilhões para encerrar uma ação movida por investidores americanos. 

Na imagem publicada por Gleisi, as fotos de Moro e Dallagnol vinham acompanhadas do texto: "Petrobras vai pagar a investidores americanos 6,5 vezes o que recuperou na operação Lava Jato. Parabéns, rapazes. Vocês conseguiram!", com o comentário da própria senadora ré:  "O que você não vê na grande imprensa". 

O jornalista Brian Winter, editor-chefe do jornal Americas Quarterly, ironizou: "A presidente do PT critica a Lava Jato por não ter recuperado mais dinheiro que seu próprio partido roubou".