terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Adianta apenas dar combate aos bandidos?


Aqui no Rio nós falamos muito da necessidade de colocar a bandidagem atrás das grades, ou na melhor das hipóteses, debaixo das lápides. Entretanto, não acredito que essa seja a única forma de dar combate à criminalidade. Ainda falta ao Brasil muito da inteligência, ou pelo menos interesse em investigar de forma inteligente.

Sem uma investigação inteligente, a neutralização dos bandidos não passará de uma ação imediatista, populista e que servirá somente para saciar os anseios imediatos da sociedade. É preciso mais.

Nos Estados Unidos o trabalho principal do FBI é fazer o levantamento da rota percorrida pelo dinheiro do narcotráfico, para então bloquear o acesso a esse dinheiro, enfraquecendo e vulnerabilizando as grandes quadrilhas.

Não posso acreditar que os milhões de reais gerados com o tráfico de drogas e com os roubos de carga são guardados embaixo de colchões em favelas. E também não é uma tarefa fácil tornar esse dinheiro legal. Nunca se pensa no seguinte: Quem recebe? quem limpa esse dinheiro? Pra onde vai toda essa grana? Opa! Aí já estamos entrando numa área que definitivamente não interessa aos políticos. Se mexer nisso, muito coelho vai sair dessa cartola, junto com gambás e até cangurus.

Uma vez que a rota percorrida por essa grana seja levantada, e quem são os seus destinatários (e recebedores intermediários), será mais fácil desmontar todo o mecanismo do crime, engrenagem por engrenagem. 

O tráfico de drogas alimenta o tráfico de armas, que aparelha o roubo de cargas e assim por diante. A quantia de dinheiro envolvida nisso é algo que sequer imaginamos. Mas muita gente lucra, e muito. Quem? O Zé Ruela que ganhou um poder lá no morro? Não... Esse só fica com uma ínfima porcentagem. Que empresas ou instituições limpam essa grana?

O fato é que aqui ninguém investiga, porque é bem capaz de as pontas de recebimento estarem dentro de partidos, do Congresso Nacional e até das instituições mais insuspeitas.

Sabe quando isso vai acabar num país que tem a corrupção como sua principal característica? 

NUNCA!

Me desculpe, General Braga Netto. O senhor pode até ser bem intencionado e eu acredito nisso. Só que infelizmente não vai conseguir fazer muita coisa, porque não vai chegar nos verdadeiros donos do negócio. 

No máximo vai acalmar as coisas pra conter os abusos daqueles que são os operários do crime.

(com Jornal da Cidade Online conteúdo)

O PT é o grande responsável pelo caos no Rio de Janeiro


Em recente discurso no Senado Federal, a presidente do PT Gleisi Hoffmann, ainda sustentando a tese esdrúxula do ‘golpe’, negou que Dilma tivesse deixado o governo com o país atolado numa imensidão de quase 12 milhões de desempregados, fato público e notório, na época amplamente divulgado pela imprensa. A senadora teve a pachorra de dizer que era mentira.

Assim é o PT. Nega na maior cara de pau todos os seus malfeitos e falcatruas.

Da mesma forma, o PT finge atualmente desconhecer toda a cobertura que deu ao ex-governador Sérgio Cabral e a suas peripécias.

A ousadia de Cabral em ‘roubar’ soou extremamente bem vinda às hostes petistas.

Lula, Dilma e Cabral foram verdadeiros parceiros, fato que na época era alardeado amplamente, sem qualquer constrangimento. Aliás, muito mais do que parceiros, eram comparsas.

Ou seja, o PT teve participação direta e se beneficiou de todos os esquemas de corrupção no Rio de Janeiro, registra o Jornal da Cidade Online.

Hoje, desconhecem e ignoram esse passado nefasto. 

Parecer de Raquel Dodge destrói a defesa de Lula no STF


A tentativa da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de fazer com que o Supremo Tribunal Federal (STF) reveja a sentença do caso tríplex, foi literalmente destruída pela procuradora geral da República Raquel Dodge.

O parecer da PGR colocou a Suprema Corte contra a parede, numa perfeita e escorreita análise jurídica, demonstrando a absoluta e esdrúxula pretensão do condenado, segundo noticia o Jornal da Cidade Online.

Não cabe ao STF reanalisar as provas que justificaram a condenação do petista. O STF não tem competência para tal procedimento.

Dodge esclarece com extrema precisão que ‘o agravante, ao utilizar-se do termo reavaliação, busca realizar um jogo de palavras de modo a requerer, na verdade, o reexame de matéria de prova’.

Zanin e sua trupe, agora reforçada por Sepúlveda Pertence, sofrerão mais uma fragorosa derrota.

É só aguardar.

Sem qualquer chance.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Camila Pitanga é hostilizada e insultada em shopping: "petista escrota"


Uma das mais ardorosas defensoras do PT na classe artística, a atriz Camila Pitanga foi surpreendida neste domingo (18) por hostilidades dentro do shopping Leblon, no Rio de Janeiro.

A atriz estava acompanha pela filha de apenas 9 anos, quando foi abordada por uma mulher aos gritos de ‘petista escrota’, entre outros palavrões.

A atriz reagiu, rebateu a provocação e uma discussão enorme chamou a atenção de outras pessoas que acabaram intervindo, evitando uma consequência mais grave.

Para encerrar a briga, Camila pediu ‘paz’ para a mulher e que ela liberasse o caminho para que pudesse passar com a filha.

Com os ânimos mais calmos, mas visivelmente abalada, a atriz foi embora sentido o peso de seu engajamento político-partidário.

Se intervenção der certo, pode ser o "Plano Real" de Temer


Surgiu o mais forte pré-candidato à presidência pelo 'Centrão' (o bloco de partidos formado por PMDB, PP, PR, PSD, PTB, PROS, SD, PRB e afins que comanda o Brasil).

Michel Miguel Elias Temer Lulia.

Sim, você não leu errado. Estou falando de Michel Temer.

Veja um trecho do discurso dele ao decretar a intervenção federal no Rio de Janeiro:

"Nós, que já resgatamos o PROGRESSO no nosso País e retiramos, sabem todos, o País da pior recessão da sua história, nós agora vamos restabelecer a ORDEM".

Ordem e progresso. Frase da bandeira nacional. E um ótimo slogan eleitoral. Mais patriota, impossível.

Pense um pouco. O presidente é o único que não precisa sair de seu cargo para concorrer e tem até dia 15 de agosto para decidir se participa da eleição ou não.

As opções de apoio do Centrão são tão ou mais chuchus do que ele. Se o Plano Doria for descartado, sobram Meirelles (que não tem apoio nem do próprio partido) e Alckmin (que não tem apoio do grão-tucano FHC, responsável por tentar fritar sua candidatura toda semana, e não se move nas pesquisas mesmo sendo governador do estado mais populoso do país há quase 8 anos).

Temer poderia aliar o poder da máquina federal - que continuaria comandando - com um grande bloco de apoio, o que significaria muito tempo de televisão, muito dinheiro do fundo partidário e eleitoral para campanha (limitado, *no papel*, a R$ 70 milhões), uma enorme estrutura local de campanha (prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais) e concorrentes a menos na disputa.

A intervenção federal no Rio, guardadas as devidas proporções, é o "Plano Real" de Temer. Se funcionar e reduzir a sensação de insegurança dos cariocas até as eleições, Temer transformará a pauta de Bolsonaro em pó. Não faz sentido votar em quem apenas promete se o eleitor pode votar em quem já faz.

Anti-esquerda? Não existe nome mais anti-esquerda no Brasil neste momento do que Temer, de acordo com a própria esquerda que grita "Fora Temer" até em fila de açougue. Note que nenhum esquerdista grita "Fora Bolsonaro" por aí.

Pautas reformistas? Temer tem a Reforma Trabalhista (com o fim do imposto sindical), a PEC do Teto, a mudança na taxa de juros do BNDES para acabar com o bolsa empresário nos próximos anos e ainda teve colhões para tentar passar a Reforma da Previdência (que, agora, ganha uma ótima desculpa para ficar para 2019: a própria intervenção federal que impede a votação de PECs). A segurança aos investidores de que a pauta de reformas continuaria estaria garantida.

FHC tinha 8% de intenções nas pesquisas no final de 1993 contra 42% de Lula. Acabou eleito no primeiro turno no ano seguinte com 54% dos votos. Sem Lula, o jogo fica totalmente aberto este ano. Não é nada impossível que Temer resolva, ele próprio, defender o seu governo numa campanha de reeleição.

E isto também interessaria aos partidos aliados. O DEM poderia ser atraído para o bloco com o apoio do MDB a candidatos a governador como Cesar Maia (RJ) e ACM Neto (Bahia), além da manutenção de Rodrigo Maia na presidência da Câmara. O PSDB custaria mais caro, talvez uma vice-presidência, o apoio a Alckmin senador (e posteriormente presidente do Senado) e Doria governador de SP (eleição ganha no primeiro turno com o pé nas costas), mas nada de outro mundo.

Tudo depende, claro, da tal intervenção funcionar. Mas você sabe como é o Brasil: tudo passa a funcionar no ano eleitoral, obras são inauguradas, tudo muito lindo e maravilhoso, e políticos são reeleitos graças a isto. Depois das eleições todo mundo percebe que não se resolve problemas complexos com intervenções pontuais (e que custam rios de dinheiro), mas aí Inês é morta.

A intervenção federal no Rio é o Temer 2018. E pode dar certo.

PS: Também estaria garantida a manutenção do novo Ministério da Segurança Pública, o qual poderia eventualmente abrigar um novo ministro em 2019, como um candidato à Presidência que tivesse a pauta da segurança...

(Texto de Marcelo Faria. Empreendedor e presidente do Ilisp)

(Agradecimentos ao Pedro Henrique Ferreira pela conversa virtual que gerou esta análise)

No Jornal da Cidade Online.

Interventor já perdeu um irmão para a violência do Rio


O general Braga Netto, interventor federal no Rio de Janeiro, conhece de perto a dor da violência carioca.

Ricardo Braga Netto, seu irmão, oficial da Marinha, foi assassinado na ponte Rio-Niterói, ao tentar evitar um assalto, quando retornava do quartel da Marinha em Niterói. O fato ocorreu na década de 80.

Respeitado pela tropa, "durão" e experiente é como colegas definem o general de Exército Walter Souza Braga Netto.

Durante uma palestra em agosto de 2017 no Centro Cultural Justiça Federal, Braga Netto afirmou que as operações do tipo Garantia de Lei e Ordem (GLO) têm alguma eficácia, mas um alto custo financeiro, social, logístico e até mesmo psicológico para as Forças Armadas e seriam desnecessárias se os Estados tivessem políticas de segurança pública mais eficientes.

Na entrevista coletiva sobre a intervenção federal no Rio, o general afirmou que não tinha nada a adiantar sobre quais seriam suas ações práticas como interventor, registrou o Jornal da Cidade.

‘Eu recebi a missão agora. Nós vamos entrar numa fase de planejamento. No momento, não tenho nada que eu posso adiantar para os senhores. Vamos fazer um estudo, vamos conversar com todos. E nossa intenção é fortalecer ainda mais o sistema de segurança do Rio de Janeiro, para voltar a atuar conforme merece a população carioca’, afirmou.

Da Venezuela PCC recebe armamentos pesados e drogas



Operações clandestinas e negociações ligam a organização criminosa Primeiro Comado da Capital (PCC) a traficantes venezuelanos de armas e drogas.

A Polícia Civil de Roraima conseguiu interceptar uma negociação entre um representante do PCC de São Paulo, um tal de Jaçanã, e um integrante da facção em Roraima, vulgo ‘Toni Caolho’.

A dupla – Jaçanã e Toni Caolho - tratava da compra de fuzis e drogas vindos da Venezuela para serem revendidos na região de Santos, no litoral paulista.

Em dado momento Jaçanã pergunta sobre armamentos de calibre mais grosso a Toni Caolho. 

"Os mais grosso (sic), eu tô chegando lá, mano! Eu tô chegando já ali nas AK-47! O cara disse que vai tá mandando umas fotos pra mim essa semana aí. Tamo aqui pesquisando os preço (sic), mano".

Uma outra frente de investigação, deteve a taxista venezuelana Yudith del Carmen, de 41 anos, que confessou que fazia viagens para trazer drogas ao Brasil a pedido de traficantes venezuelanos. Ela revelou ainda que recebia muitos pedidos via WhatsApp de presos brasileiros em Roraima com fotos de armas que eles queriam que fossem trazidas do país vizinho. 

Os grampos e o depoimento da venezuelana deram convicção aos setores de inteligência da Polícia Civil de que o PCC opera uma nova rota de importação de armas pesadas na fronteira com a Venezuela.

A moeda de troca dos negócios criminosos do PCC na fronteira são carros roubados no mercado brasileiro e enviados, muitas vezes com placas clonadas, para a região que divide os dois países.

(com Jornal da Cidade Online conteúdo)

O que vale é ser contra e dane-se a segurança do povo do Rio de Janeiro


Senador Humberto Costa (PT-PE), somente um parvajola de sua espécie tem o desplante e a insensibilidade de dizer que a intervenção na segurança pública do RJ pode comprometer a democracia.

Ridícula, parva e recheada de animosidade contra o governo federal, a sua manifestação só encontra amparo entre os bandidos, travestidos de políticos, que, diante de uma situação gravíssima, ainda usam a politicagem rasteira para alfinetar medida positiva a favor de todo o povo do RJ.

Gostaria de vê-lo morando com a sua família nas regiões periféricas cariocas, tendo de se deslocar todos os dias pela Linha Vermelha e outras vias conflagradas pelos narcotraficantes, sob intenso tiroteio diário, para agora vir fazer considerações despropositadas relativas à integridade de nossa democracia.

O corrupto governo do PT passou mais de 13 anos no poder e foi incapaz de trazer uma solução compartilhada com a administração carioca, e isso que Lula e Dilma eram amigos do outro corrupto, preso, Sérgio Cabral.

Agora, no maior descaramento, ouve-se desse senador que o PT votará contra a aprovação do decreto presidencial em prol da segurança pública carioca, com estapafúrdias justificativas.

Senador, deixe dessa cretinice extremada, desse ranço perverso e dessa picuinha pueril contra o governo federal, o qual apenas está tomando medida constitucional para salvaguardar a integridade física de ir e vir do povo carioca.

Não confunda alhos por bugalhos. Não confunda politicagem com política. Não traga para o problema carioca resquícios do atavismo medieval, da truculência, do desatino petista, diante de um problema tão grave.

texto por Júlio César Cardoso, bacharel em direito
Jornal da Cidade Online conteúdo

O que esperar do país em que nem os ministros do TCU respeitam o teto constitucional


Seria melhor que acabassem de uma vez com esta piada infame denominada ‘teto constitucional’.

Nossas autoridades não o respeitam e pisoteiam sobre este dispositivo sem qualquer constrangimento.

Cotidianamente novos ‘penduricalhos’ são inventados para burlar a Carta Magna.

E justamente de onde deveria vir o exemplo, acontecem aberrações absurdas e incompreensíveis para o cidadão comum, o pagador de impostos.

Nem o Tribunal de Contas da União respeita o teto constitucional de R$ 33.763 para os seus abastados ministros.

Segundo o jornal ‘O Globo’, ‘Tem caso de ministro recebendo em um mês R$ 78 mil, somando, entre outros penduricalhos, R$ 25 mil em diárias ao salário. Outro, pelo mesmo motivo, chegou a R$ 69 mil em setembro de 2016, incluindo R$ 19,5 mil de diárias. Há ainda um terceiro, que embolsou R$ 44,4 mil, e incluiu na conta o ressarcimento do plano de saúde no valor de R$ 6,9 mil’.

Com que autoridade a corte vai fiscalizar os demais órgãos do estado?

A debandada dos venezuelanos para os países vizinhos

Três milhões de venezuelanos (um décimo da população) abandonaram a ditadura de Nicolás Maduro, sendo 1,2 milhão só nos últimos dois anos, segundo o Wall Street Journal.

O Globo, em editorial, mostra os efeitos da debandada na América do Sul:

“No fim de 2017, a Colômbia havia abrigado 550 mil cidadãos do país vizinho, um aumento de 62% em relação a 2016. Desde janeiro deste ano, mais 50 mil refugiados entraram na Colômbia. São números que se comparam aos 600 mil sírios que pediram asilo à Alemanha, e aos 700 mil rohingyas que fugiram de Mianmar para Bangladesh.

No Brasil, números da Superintendência da Polícia Federal de Boa Vista, principal porta de entrada dos refugiados, mostram que só nos primeiros 45 dias de 2018, 18 mil venezuelanos pediram formalmente abrigo na capital de Roraima, ante 17,8 mil em todo o ano passado.

A PF de Boa Vista estima uma média diária de 600 pedidos de refúgio. São pessoas desesperadas, em fuga da escassez de alimentos e remédios, do desemprego, da repressão, entre outros infortúnios. Calcula-se que 40 mil refugiados entraram no Brasil pela fronteira com Roraima em 2017. Neste ano, já são dez mil.

O venezuelano que chega ao Brasil pertence à faixa mais pobre da população. Já um estudo da PF mostra que dos 17,8 mil venezuelanos que solicitaram abrigo em 2017, 1,9 mil (6,2%) são engenheiros e 862 (4,8%), médicos, mesmo percentual de economistas.”

A blindagem das fronteiras

O governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), defende a presença das Forças Armadas para fiscalizar os mais de 1.400 quilômetros de fronteira seca que separam o estado da Bolívia e do Paraguai.

“Já apresentamos projeto neste sentido ao Ministério da Justiça, e entendemos que não adianta combater o problema da droga nos morros do Rio e nos grandes centros, se não blindarmos as nossas fronteiras”, disse Azambuja ao Globo.

O jornal lembra que as estradas no Mato Grosso do Sul são consideradas o maior corredor de distribuição de drogas e armas da América do Sul, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).


“Em 2016, de acordo com o relatório, a polícia apreendeu duas mil toneladas de drogas em solo brasileiro — um quarto só nas rodovias da região.”

“O Rio é apenas o efeito, a causa está nas fronteiras”

O governador de Rondônia, Confúcio Moura (MDB), falou ao Globo sobre a intervenção federal no Rio.

“Essa intervenção é uma atitude última para dar uma resposta imediata à situação. Mas não resolve, porque o Rio de Janeiro é apenas o efeito. A causa está nas fronteiras brasileiras, na ausência da presença do Estado nessa extensa fronteira. Se o governo não encarar o problema real, o resultado vai ser decepcionante.”

Segundo Moura, só duas bases fazem o patrulhamento de mais de 1,2 mil quilômetros de fronteira com a Bolívia.

“Estamos completamente desguarnecidos. Há circulação livre de barcos para lá e para cá. Precisamos descontingenciar recursos para botar as Forças Armadas nas fronteiras.”

Sistema prisional do Rio opera 96% acima da capacidade

Juntas, todas as unidades prisionais do estado do Rio de Janeiro têm capacidade para receber cerca de 26 mil presos, mas atualmente operam 96% acima da capacidade, informa O Globo.

Gutembergue de Oliveira, presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penal do Rio, disse ao jornal que há unidades funcionando acima do dobro da capacidade original.

“Em Bangu 3, por exemplo, onde estão recolhidos presos da maior facção criminosa do Rio, há 2.300 detentos. Originalmente, a capacidade de acolhimento era de 950 presos. No Plácido de Sá Carvalho, também em Bangu, há 3.500 presos, mas a capacidade é de 1.700 apenas.”

De acordo com o sindicato, há ainda um déficit de 2,5 mil agentes. Mesmo assim, Gutembergue de Oliveira vê a intervenção federal no comando da Seap com uma ponta de esperança.

“O resultado da crise de segurança sempre deságua no sistema penitenciário. Ficamos com o maior ônus, que são os presos. Sou favorável a intervenção. Se o paciente está doente e recebe algum remédio, isso sempre traz esperança. Só não sei se o remédio vai só baixar a febre ou se vai mesmo resolver o problema.”

O site O Antagonista ressalta apenas que superpopulação carcerária não necessariamente quer dizer encarceramento excessivo. Pode haver poucos presídios para muitos criminosos, ou má distribuição de presos entre os presídios existentes. 

Sem falar na grande quantidade de presos provisórios, à espera de julgamento, em razão da lentidão da Justiça brasileira.

O que representa o Ministério da Segurança Pública

“A criação do Ministério da Segurança não representa coisa alguma, a não ser a transferência de órgãos de um lado para outro da Esplanada, já muito abarrotada de ministérios, e mais cargos para nomeação. Dependendo de quem for escolhido para comandá-lo, pode ser ainda pior do que já está. Por que a Polícia Federal ou a Polícia Rodoviária Federal ficariam melhores saindo da Justiça?, segundo Míriam Leitão, em O Globo.

Ao anunciar ontem que vai criar o novo órgão, o presidente Temer reduz a força de sua própria decisão de sexta-feira de decretar a intervenção na segurança do Rio. No primeiro ato, é a tentativa de encontrar uma saída para problema agudo. O segundo é inútil e demonstra falta de foco. (…)”.

Folha, em editorial, chama Facebook de “Fakebook”

A Folha continua na sua guerra contra o Facebook.

Eis um trecho do editorial deste domingo (18).

“Em janeiro, na tentativa de livrar-se da cobrança crescente, Mark Zuckerberg decidiu que o algoritmo que rege as interações entre usuários seria mudado de modo a privilegiar postagens pessoais, em detrimento das promovidas por marcas e empresas.

A medida deve banir de fato o conteúdo divulgado por veículos de jornalismo profissional e, ainda que indiretamente, facilitar a propagação das ‘fake news’, em geral de muito mais apelo e estridência que as notícias factuais.

De fato, nos últimos quatro meses as interações em páginas que produzem ‘fake news’ subiram 61,6%; nas de jornalismo profissional, houve queda de 17%.

Por tudo isso, a Folha anunciou, em 8 de fevereiro, que deixou de atualizar com notícias sua página no Facebook.

As redes sociais surgiram com a promessa de ser um ambiente de convívio e intercâmbio de ideias e dados, e em boa medida atingem esse objetivo. Mas as empresas por trás delas se tornaram um dos poderes emergentes de nossa era.”

Sepúlveda Pertence saiu do STF para beneficiar advogado que depois o empregou

O biógrafo do Feira assina um perfil de José Paulo Sepúlveda Pertence, no Estadão, e destaca que o atual advogado de Lula se arrepende de ter sido um dos responsáveis pelo fortalecimento do Ministério Público, quando fazia parte de uma comissão encarregada de formular sugestões aos deputados constituintes, em 1988, informa o site O Antagonista.

Ele não foi protagonista de nada, mas tudo bem. A parte que interessa é aquela que mostra que Sepúlveda Pertence deixou o STF antes de completar 70 anos, para atender a uma conveniência do advogado Sérgio Bermudes, seu amigão do peito. O próprio Sepúlveda relata o episódio numa entrevista de 2010, citada no perfil:

“O advogado contou, então, que saiu antes da compulsória justo a pedido de Bermudes, um dos mais fortes articuladores, se não o maior, da indicação do ministro Menezes Direito, então no STJ – a quem prometera mover mundos e fundos, dentro de seu alcance, para levá-lo ao Supremo. Bermudes sentiu que havia chance com a vaga de Pertence. O problema é que se fosse esperar o ministro sair na data devida, Direito teria feito aniversário (em 8 de setembro) e atingido a idade proibitiva para a indicação (65 anos).

“Por livre e espontânea vontade, o conservador Menezes Direito jamais seria o candidato de Pertence para substituí-lo. Numa conversa com o presidente Lula, no começo de 2006, este lhe perguntara, brincando: ‘E aí, Zé Paulo, quem vai para a tua vaga?’. O ministro citou o nome do advogado e constitucionalista Luís Roberto Barroso, e o da quase-prima Cármen Lúcia, que acabou indo antes. Se tivesse que citar dez nomes, o de Menezes Direito não viria. Mas Bermudes pediu por Direito. Teve o aval e o apoio decisivos do então ministro Nelson Jobim, a concordância tácita do advogado e ministro Márcio Thomaz Bastos, e, claro, tanto Pertence pesava na balança, a indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“‘Eu já vinha dizendo que não ia esperar a compulsória’, contou Pertence. ‘Estava em fase de um certo cansaço com a linha de produção do STF. Às sextas não havia sessões – mas eu ficava no gabinete. Era um protesto silencioso. Estava cansado.’”

Mas não era somente “cansaço”:

“No começo de 2007, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, ligou a ele para dizer que a Polícia Federal tinha uma interceptação telefônica que poderia comprometê-lo – por levantar a suspeita de que recebera R$ 600 mil de propina de um advogado. ‘Era um equívoco, um absurdo completo, que o Márcio ficou de acompanhar’. disse o advogado. Indignado com a aleivosia, Pertence deu uma entrevista partindo para o ataque. Assustou-se com alguns comentários postados no site depois da entrevista. ‘Foi terrível. Tinha gente propondo o meu enforcamento. Essa sugestão do enforcamento me deprimiu. E isso me chateou muito.’

“Juntando tudo, saiu do STF. ‘O motivo da saída foi fazer uma homenagem ao Menezes Direito e a todos que patrocinaram a sua candidatura’, disse. ‘Ele não era o meu perfil, não seria o meu candidato, mas tinha excelentes relações pessoais. Eu vou sacrificar o sonho de um sujeito por causa de mais dia ou menos dia? Não achei que era justo, e saí’.”

Se o Brasil fosse um país razoável, seria formada uma comissão de investigação parlamentar, a partir desse perfil de Sepúlveda Pertence. Ele simplesmente confessou que saiu do STF, a fim de encaixar o predileto de um advogado na mais alta corte do Judiciário brasileiro — advogado que o empregou logo em seguida.

É um exemplo de patrimonialismo e privatização do STF.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Há 30 anos, governadores prometem resolver violência no Rio

Há pelo menos 30 anos, governadores prometem resolver a violência no estado do Rio de Janeiro.

Eis as declarações reunidas pelo RJTV:

1) Leonel Brizola, que governou o Rio entre 1983 e 1987, depois entre 1991 e 1994:

“Nós estamos firmes. Cada vez eu estou certo que os serviços, nossos serviços policiais, preventivos ou não, estão atuando sempre com eficiência maior e estamos procurando atacar as causas.”

2) Moreira Franco, que governou o Rio entre 1987 e 1981 (e esteve em reunião no Palácio Guanabara no sábado, como ministro do governo de Michel Temer):

“Nós vamos enfrentar os grupos de crime organizado, custe o que custar e doa a quem doer, que eu sou intransigente.”

3) Marcelo Alencar, que governou o Rio entre 1995 e 1998:

“Eu estou dizendo que vou fazer. Os marginais que estão me ouvindo sabem que eu vou combatê-los, que eu sou intransigente.”

4) Anthony Garotinho, que governou o Rio entre 1999 e 2002:

“Você vai sentir uma mudança de conceito, né? O policiamento ostensivo vai ser maior, mas nós vamos tombar gradativamente todos os itens da criminalidade.”

5) Benedita da Silva, que governou o Rio em 2002 (após Garotinho renunciar ao cargo para concorrer à presidência da República):

“Hoje o que nós estamos mais uma vez fazendo é criando ações emergenciais para combater uma situação que está ainda localizada.”

6) Rosinha Garotinho, que governou o Rio entre 2003 e 2007:

“O que eles querem é acabar com o regime diferenciado dentro dos presídios, que nós não abrimos mão, não concordamos e não vamos negociar com bandido.”

7) Sérgio Cabral, que governou o Rio entre 2008 e 2013:

“Nós vamos continuar nessa linha de enfrentamento a esse tipo de situação que infelizmente o Rio de Janeiro ainda vive.”

8) Luiz Fernando Pezão, que governa o Rio desde 2014:

“E a gente vai cada vez investir mais. Estamos com grandes operações previstas, aonde a gente vai continuar a combater a criminalidade. Não vai faltar dinheiro para a segurança pública e para nenhuma política pública.”

Petistas discutem o que fazer com Lula preso

Enquanto torcem, gritam e pressionam (nos bastidores) para que o STF conceda habeas corpus em favor de Lula, petistas próximos ao condenado discutem o que fazer caso ele vá para a cadeia, segundo o Estadão.

“Os petistas calculam que, se consumada, a prisão de Lula deve ocorrer em março.”

Alguns dirigentes do partido “sugeriram a realização de uma vigília na frente da prisão em Curitiba para onde o ex-presidente pode ser levado.

Um grupo de parlamentares do partido propõe organizar caravanas diárias para visitar Lula e, assim, propagar as mensagens do petista para fora da cadeia e manter seu nome em evidência.

Ainda não há decisão se, em caso de prisão, ele vai se entregar ou esperar a chegada da PF em casa. Os petistas acham difícil a manutenção de grandes mobilizações populares.”

Os petistas, por incrível que pareça, finalmente estão ficando mais conscientes da realidade.


Bolsonaro herda os votos de Lula

No Rio de Janeiro, 40% dos eleitores de Lula devem migrar para Jair Bolsonaro.

É o que mostra um levantamento da Ideia Big Data, citado em O Globo.

Ninguém sabe se a decisão do governo de intervir no Estado vai mudar esses números.

Um interventor para salvar o Rio de Janeiro

Elio Gaspari sugere a Michel Temer o nome de dois interventores que, depois do afastamento de Luiz Fernando Pezão, poderiam limpar o Rio de Janeiro: Pedro Parente e Armínio Fraga.

Leia aqui:

“A intervenção federal permitiria que o Estado do Rio passasse por uma faxina. Até a posse do governador que será eleito em outubro, o interventor poderia desmantelar a teia de ladroagens que arruinou o Estado. Quem seria esse interventor? 

Para que a conversa possa prosseguir, aqui vão dois nomes: Pedro Parente e Armínio Fraga. 

Os dois estão bem de vida e odiariam a ideia, mas nasceram no Rio e sabem que devem algo à terra. Parente administrou a crise de energia no governo de Fernando Henrique Cardoso e está ressuscitando a Petrobras. Deem-lhe uma caneta e alguns pares de algemas e ele ergue o Rio.”

O site O Antagonista informa que apoia a ideia.

Bolsonaro promete começar campanha com ministério anunciado


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Para diminuir resistências e mostrar que não entra em barganha política, Bolsonaro vai começar a campanha com 90% do seu ministério anunciado.

Gleisi divulga montagem de foto com Moro como se fosse real e vira piada na internet

A senadora ré e presidente do PT Gleisi Hoffmann usou suas contas em redes sociais para divulgar uma montagem com uma foto do juiz Sérgio Moro. A senadora publicou uma montagem com um fundo que mostrava os logotipos de diversas empresas atrás de uma conhecida foto do juiz, com o seguinte lamento: "Afe, muitos interesses por trás! Menos os do povo!!!". A senadora foi prontamente desmentida por internautas, virou piada na internet, e apagou a postagem de 'fake news'. 


Veja a postagem: 


Veja algumas reações:




Bolsonaro apresenta queixa por injúria e calúnia contra Jean Wyllys no STF

O deputado federal Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma queixa-crime contra o parlamentar Jean Wyllys (PSOL-RJ) pelos crimes de injúria e calúnia.

O pedido é baseado numa entrevista concedida por Wyllys ao jornal "O Povo", em agosto do ano passado, na qual o congressista usa termos como "fascista", "burro", "ignorante", "desqualificado", "racista" e "canalha".

A queixa destaca que, embora Jean Wyllys não tenha citado o deputado nominalmente, não "restaria dúvida" que o parlamentar se referia a Bolsonaro quando mencionou seu antigo partido, Partido Progressista (PP), destacando que "milhares de usuários de redes sociais" o chamam de "mito".

Bolsonaro ainda acusa Jean Wyllys por calúnia quando, durante a entrevista, o parlamentar teria afirmando que Bolsonaro recebeu uma quantia ilegal da JBS.

A defesa do parlamentar afirma que Bolsonaro foi referido de modo "profundamente ofensivo, atingindo-lhe a honra". O relator do caso no Supremo é o ministro Celso de Mello.
Imunidade parlamentar

A defesa de Bolsonaro ainda afirma no pedido que deve ser afastada a imunidade parlamentar de Jean Wyllys no caso, porque os comentários teriam sido proferidos fora do Congresso, e não dizem respeito ao exercício do cargo.

"Não há, portanto, como se invoca, a imunidade parlamentar. A propósito, o próprio Querelante responde a uma ação, movida pela Deputada Federal Maria do Rosário, por declarações que tinham conexão direta com o desempenho do mandato parlamentar".

Segundo os advogados do parlamentar, se no caso de Bolsonaro ele não estaria protegido pela imunidade parlamentar, como entendeu o Superior Tribunal de Justiça (STJ), "com muito mais razão deve ser afastado o instituto no presente caso", uma vez que a entrevista de Wyllys foi feita no Estado do Ceará.


De acordo com a assessoria de Jean Wyllys, o deputado ainda não notificado oficialmente da queixa. Até o momento, não teve acesso a peça do processo, e afirma, "categoricamente", que Jean Wyllys não cometeu nenhum ato ilícito.

Moreira busca retomar controle do PMDB do Rio

Aos 73 anos, Moreira Franco poderá concretizar o plano de retomar o controle do PMDB do Rio de Janeiro, dominado há mais de uma década pelo grupo dos caciques atualmente presos Jorge Picciani e Sérgio Cabral, registra O Globo.

O ministro foi um dos artífices da intervenção federal anunciada na sexta-feira e, com ela, obteve o enfraquecimento político definitivo de Luiz Fernando Pezão, obrigado a ceder o poder sobre a área mais sensível do governo fluminense.

Apesar do desgaste decorrente das numerosas denúncias de desvios nos últimos 11 anos no estado, o PMDB ainda é uma poderosa máquina eleitoral que controla muitas prefeituras.

“Se concluir a retomada do controle partidário — hoje ainda nas mãos dos filhos de Picciani e Cabral —, Moreira terá poder de decisão sobre a distribuição da verba partidária entre os candidatos do PMDB-RJ. É provável que um a buscar vaga de deputado federal seja ele próprio. Moreira Franco sabe que dificilmente continuará a ter, em 2019, um amigo de longa data na Presidência da República, o que lhe garante hoje um ministério e, por consequência, o foro privilegiado.”

O novo Sassá Mutema


Causa-me espécie a tentativa de Raul Jungmann posar como Salvador da Pátria.

Jungmann perseguiu de forma im-pla-cá-vel o General Mourão porque este disse:

"Estamos vivendo a famosa 'sarneyzação'. Nosso atual presidente [Temer] vai aos trancos e barrancos, buscando se equilibrar, e, mediante o balcão de negócios, chegar ao final de seu mandato."

Jungmann é um Sassá Mutema nato.

Pequeno, tacanho, limitadíssimo, oportunista e volátil.

A história comprova que Jungmann não tem moral ne-nhu-ma para ser Ministro da Defesa.

Trata-se sim de um comunista que ajudou, e muito, a fazer com que as instituições do Brasil chegassem ao estado PedesTre em que se encontram.

A medida da intervenção federal no Rio de Janeiro é cabível e adequada?

Sim, lógico que é.

Agora, não podemos dar crédito a quem está em débito historicamente de há muito.

O General Mourão foi brilhante no que disse, mesmo tendo sido exonerado injustamente e lamentavelmente por Raul Jungmann.

Mais uma vez a irrevogável lição de Galileu veste como uma luva à história:

"A verdade é filha do tempo, e não da autoridade".

texto de Pedro Lagomarcino, advogado
Jornal da Cidade Online