segunda-feira, 12 de março de 2018

União cobra de volta R$ 429 milhões investidos pelo BNDES em ações da JBS

A União cobra de volta R$ 429 milhões referentes a investimentos feitos pelo BNDESPar - braço de investimentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para participações em empreendimentos-- em ações da JBS. A operação ocorreu quando a empresa, hoje controlada pela holding J&F, iniciou sua expansão internacional com aquisições de companhias produtoras de carnes nos Estados Unidos, em 2007 e 2008. Ainda cabe recurso.

Os papéis não valiam o que foi pago pelo banco estatal, apontam as investigações e auditorias que começaram com a Operação Bullish, da Polícia Federal. A cobrança diz respeito apenas à diferença entre o valor real das ações na ocasião das operações de compra e o que foi efetivamente pago pelo BNDES -- a diferença de preço chega a 49,1%, dependendo da operação e do referencial.

Com informações produzidas nos inquéritos da PF e do MPF (Ministério Público Federal), mais as informações da colaboração premiada de Joesley Batista e outros executivos da J&F, o TCU (Tribunal de Contas da União) iniciou diversas Tomadas de Contas Especiais --processos de investigação mais aprofundados que são instaurados quando há indícios de irregularidades-- referentes aos negócios do BNDES com as empresas dos irmãos Batista.

Além de constatar que os negócios eram ruins do ponto de vista da União, as investigações encontraram uma espécie de "superfaturamento" no preço pago pelas ações em pelo menos duas operações de aporte de capital do BNDESPar na JBS.

Compra de frigoríficos nos EUA 

Em 2008, o BNDESPar investiu R$ 2,6 bilhões, em valores atualizados até 2017, para adquirir ações da JBS. O aporte capitalizaria o grupo então presidido por Joesley Batista para comprar as empresas norte-americanas National Beef e um pedaço da Smithfield Beef Group.

O BNDES pagou R$ 7,07 por ação, utilizando no cálculo do preço a média do valor negociado em Bolsa nos 120 pregões anteriores à data do negócio. O critério --que diferiu do padrão BNDES para esses casos, que era compor o preço com a média de 30, 60 ou 90 pregões-- teria prejudicado o banco. O valor das ações da JBS estava em queda e, quanto maior o prazo, maior seria o preço final de cada ação. De acordo com as investigações, o preço justo na época era de R$ 5,90 por ação. 

A diferença entre o que foi pago e o preço considerado justo foi de 20%. Se considerado o valor da ação da JBS no dia da efetivação da compra, que era de R$ 4,74 em 15 de fevereiro de 2008, a diferença de preço chega a 49,1%. Em valores atualizados, o total que o BNDESPar pagou a mais pelas ações é de R$ 303.966.028,20.

A compra da National Beef não se concretizou, pois autoridades americanas antitruste levantaram barreiras ao negócio. Com isso, a JBS teve outro favorecimento: ficar com recursos do banco em caixa, a custo zero. "Não é objetivo social do BNDES prover caixa gratuito para empresas privadas", diz trecho do relatório da Tomada de Contas Especial sobre o caso. A auditoria ainda aponta "desvio de finalidade", já que o recurso foi usado depois na compra de "empresa estranha" à operação --a australiana Tasman. O TCU sustenta que o BNDES não comprovou os benefícios da operação.

Campeões nacionais

O apoio público às empresas eleitas "campeãs nacionais" começou no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que durou de 2003 a 2010 

O outro negócio em que a União cobra de volta a diferença no preço real e o que foi pago pelas ações aconteceu em 2007, na compra da gigante norte-americana Swift pelos irmãos Batista. O BNDESPar comprou R$ 1,14 bilhão em ações da JBS segundo valores da época.

De acordo com a auditoria do tribunal de contas, o BNDESPar pagou R$ 0,50 a mais por ação do que era devido, o que resultou em um prejuízo de R$ 69 milhões apenas desta diferença. Corrigido, o valor chega a R$ 125.979.897,90.

Fora isso, indicam os órgãos de controle, nos dois casos a análise da operação para aquisição das empresas foi aprovada em tempo "exíguo", com base em pareceres "precários", que levavam em conta principalmente informações da JBS e não pesavam adequadamente riscos e vantagens.

O apoio aos negócios da JBS nos Estados Unidos fazia parte da política de "campeões nacionais" dos governos do PT. O BNDES, por meio do BNDESPar, possui hoje 21,32% do total de ações do grupo, o equivalente a R$ 5,47 bilhões. No dia 7 de março, as ações valiam R$ 9,41 cada uma.

Entre 2005 e 2014, mais de R$ 8 bilhões foram investidos no conglomerado pelo BNDESPar. Considerando os empréstimos a juros subsidiados concedidos pelo BNDES à J&F, o montante chega a pelo menos R$ 12 bilhões.

Os valores foram atualizados no primeiro semestre de 2017, então na realidade o montante cobrado hoje deve ser maior. Há cinco partes cobradas pela União por esta dívida: Joesley Batista, a JBS, o ex-presidente do banco Luciano Coutinho, o ex-presidente do banco e ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e funcionários que participaram das transações. Ainda cabe recurso (veja mais abaixo).

Há dezenas de funcionários do BNDES envolvidos nas transações que estão sendo ouvidos pelo TCU e pela CGU (Controladoria-Geral da União) para apurar a extensão da responsabilidade de cada um, caso a caso. Eles podem ser incluídos no passivo da cobrança e, ainda, serem expulsos do serviço público caso sejam considerados culpados pelos prejuízos ao final do processo administrativo.

Os ministros do TCU decidiram pelas cobranças dos valores de volta ao erário em dois acórdãos (decisões) proferidos no final do ano passado. Ambos os casos se encontram na fase de contraditório e ampla defesa --ou seja, paralelamente à cobrança, os responsabilizados nos processos podem recorrer contra a decisão. Não há prazo para a devolução do dinheiro ou conclusão dos processos administrativos. 

Posteriormente, caso a cobrança seja confirmada e o dinheiro não seja devolvido, os casos podem virar novos processos criminais e civis na Justiça contra os envolvidos.

Outras duas investigações

Fora as duas operações alvo das cobranças, o TCU conduz atualmente mais duas investigações referentes a outros dois grandes negócios envolvendo capital do BNDESPar e aquisições da JBS.

Em 2008, o BNDESPar aportou R$ 250 milhões, ou R$ 418 milhões em valores corrigidos até 2017, no frigorífico Independência. Em 2009, a empresa decretou falência e, em 2013, teve os ativos adquiridos pela JBS. Em 2009, a JBS anunciou a fusão com o frigorífico Bertin e a compra da Pilgrim, dos EUA.

O BNDESPar entrou com R$ 3,5 bilhões nos negócios e, no ano passado, a PGFN (Procuradoria Geral da Fazenda Nacional), órgão ligado à Receita Federal, pediu a dissolução do negócio sob suspeita de fraudes. Ainda não há conclusão do tribunal de contas sobre esses dois casos e as auditorias continuam.

As investigações concluíram até agora, com base também na delação da JBS, que Joesley, Mantega e o advogado Victor Garcia Sandri se associaram de forma criminosa para conceder vantagens à empresa. Em sua delação, Joesley afirmou ter pago propinas a Mantega, por meio de Sandri, para conseguir aportes bilionários do BNDES, mas nega que as transações tenham gerado perdas à instituição.

BNDES discorda de que tenha havido prejuízo

Em nota enviada à reportagem, o BNDES afirma que a decisão do TCU não é final e pode ser revertida ou reformada após as considerações das defesas, inclusive com a apresentação de recursos posteriores.

"O BNDES entende, e vem manifestando formalmente aos seus órgãos de controle e fiscalização, que as operações em questão seguiram as regras vigentes à época e as boas práticas de operações de mercado de capitais e que não houve nenhuma irregularidade, conforme explicações técnicas já enviadas ao TCU, bem como declarado publicamente pelo presidente e diretores do BNDES", diz a nota enviada ao UOL.

O banco diz que não houve compra de ações acima do valor justo, portanto não houve ágio econômico. Nos cálculos, o BNDES afirma ter considerado o valor potencial que as ações atingiriam depois dos negócios.

"Desde o início do investimento, a BNDESPar recebeu cerca de R$ 1 bilhão decorrente de dividendos e outras remunerações. Além disso, foram vendidas ações no valor de R$ 4 bilhões. Dessa forma, houve ingresso de R$ 5 bilhões e a manutenção de 21,3% do capital da companhia em ações na carteira da BNDESPar", afirma o banco.

Procurada pela reportagem, por meio de sua assessoria de imprensa por email e depois por telefone, a JBS não se manifestou. Apenas após a publicação da reportagem, a assessoria enviou a seguinte nota:

"A JBS esclarece que todos os aportes feitos pelo BNDES na companhia seguiram estritamente a legislação e foram amplamente divulgados, conforme regras da CVM, e de acordo com as práticas de mercado. O relacionamento com o banco de investimentos se deu primordialmente por aportes da BNDESPar, seu braço de participações, sócio relevante da Companhia, e que hoje possui 21,3% das ações, e conta com dois membros no Conselho de Administração da empresa."


As defesas de Guido Mantega, Victor Garcia Sandri e Luciano Coutinho não foram localizadas pela reportagem para comentar o caso pelo telefone.

fonte: UOL/Notícias

Ex-prefeito que assumiu sem patrimônio, hoje tem quase R$ 1 bilhão bloqueado pela Justiça


São casos absurdos como esse que dão a exata dimensão da imensidão da corrupção que assola o país.

Nelson Trad Filho é um médico formado no Rio de Janeiro, filho de família tradicional de Mato Grosso do Sul. 

O pai, Nelson Trad, foi vice-prefeito de Campo Grande, deputado estadual e deputado federal por diversos mandatos, mas nunca foi um homem abastado, praticamente não deixou herança para sua numerosa prole de seis filhos.

Na realidade, o velho Nelson Trad nunca foi aficionado por dinheiro, vivia bem, mas ao longo de sua vida, em diversos momentos, teve dificuldades financeiras, não obstante o enorme prestígio angariado junto a sociedade de Mato Grosso do Sul, como advogado e político.

Diferentemente, o filho, Nelsinho Trad, tudo indica entrou para a política com o firme propósito de ganhar dinheiro e se enriquecer, custe o que custar, doa a quem doer.

Em sua primeira candidatura, em 1992, Nelsinho praticamente não tinha bens, com exceção do imóvel onde até hoje funciona a sua clínica de Urologia, doada em vida pelo pai, patrimônio que o velho Nelson adquiriu da falecida Mirtô Costa, na época por uma verdadeira ‘pechincha’, um grande negócio, que englobava outros imóveis vizinhos. Foi a herança que deixou para o primogênito.

Hoje, após uma estadia de dois mandatos na prefeitura de Campo Grande, Nelsinho está com R$ 809 milhões bloqueados pela Justiça, por supostos desvios em operações de tapa-buracos na cidade. De onde saiu essa fortuna?

Não é a toa que a cidade hoje está toda esburacada.

O pior é que na ânsia de conseguir o nefasto ‘foro privilegiado’, o ex-prefeito luta insanamente para conseguir se alojar num mandato de senador. 

É a lama!

texto: Lívia Martins
no Jornal da Cidade Online

O sumiço de Marina Silva e a ocupação da ‘terceira via’

A Folha pergunta em editorial “por onde anda Marina Silva”, que atingiu 13% na última pesquisa do Datafolha.

“Dada a dispersão de nomes ao centro na atual disputa e o desgaste de políticos tradicionais envolvidos em escândalos, a imagem de Marina Silva teria boas condições de obter destaque no momento.”

O jornal lembra, porém, que ela corre o risco de ficar de fora de debates na TV e sua aposta nas redes sociais tem conhecido resultados frustrantes.

Mais:

“Os apoios a Aécio Neves (PSDB), no segundo turno de 2014, e ao impeachment de Dilma Rousseff possivelmente terão alienado eventuais eleitores à esquerda, sem atrair os mais antipetistas.”

Com a ressalva de que é cedo para previsões, a Folha conclui que “o lugar correspondente à ‘terceira via’ continua desocupado”, e Marina “até aqui não se mostrou capaz de preenchê-lo”.


Gleisi é quem defende o retrocesso

Em vídeo publicado neste domingo no Facebook, Gleisi Hoffmann diz que a prisão de Lula será um dos maiores retrocessos à sociedade e à democracia no Brasil, conclama militantes a fazerem campanha contra e afirma que o PT “vai com Lula até as últimas consequências”.

“Querem prender o Lula por uma condenação de um tribunal de 2ª instância. A Constituição brasileira é clara. Ninguém pode ser preso senão por trânsito em julgado de sentença condenatória. E trânsito em julgado é quando o último tribunal dá o seu veredicto sobre o processo. E o último tribunal é o Supremo Tribunal Federal.”

Aquele que já autorizou em 2016 a execução da pena após condenação em segunda instância, Gleisi?

“É um absurdo quererem prender o maior líder popular que esse país já teve. Nós não podemos assistir [a] isso como se fosse normal em nosso país. Não é normal.”

Não é normal, de fato, que se prenda no Brasil um político de influência que cometeu crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Normal é que ele seja blindado.

Prender Lula, portanto, será um sinal evidente de evolução do país.

Gleisi é quem defende o retrocesso. E ela também está às portas de uma condenação.

A catástrofe nos Correios e a greve desta segunda-feira (12)


A situação dos Correios já estava insustentável em todo Brasil.

A partir desta segunda-feira (12) tende a alcançar o colapso em todo território nacional. 

É resultado direto e imediato da gestão criminosa realizada por PT, MDB e PTB na estatal.

Registre-se: pelo mesmo caminho de destruição irão estatais que foram roubadas de forma semelhante e pela mesma quadrilha, como a Caixa Econômica Federal e o Instituto de Resseguros do Brasil.

texto: Helder Caldeira
no Jornal da Cidade Online

Álvaro Dias se diz vítima de “armação descabida”

O Estadão questionou Álvaro Dias sobre a notícia da Veja de que a Polícia Federal obteve cópia de e-mail de Samir Assad para a Odebrecht no qual o empresário teria afirmado que o senador pediu R$ 5 milhões para enterrar a CPI que apurava as atividades do empresário Carlinhos Cachoeira, em 2012.

O presidenciável do Podemos respondeu:

“É uma armação descabida porque, para quem acompanhou o meu desempenho nessa CPI, isso soa como uma vingança. Porque na verdade fui eu que criei os problemas todos, encaminhei para a PF, inclusive, um relatório bastante robusto mostrando os caminhos das pedras, de onde saiu o dinheiro, para onde ia, as empresas laranjas, que eram criadas inclusive por esse cidadão, que não me lembro de ter visto. Teve uma matéria da Veja anterior à CPI em que interpelei judicialmente o (empresário Fernando) Cavendish (ex-dono da Delta Construções) porque ele disse de forma totalmente irresponsável que ele comprava senadores e eu pedi que ele dissesse quem eram os senadores.”

O site O Antagonista reproduziu a mensagem original de Samir Assad, sem ilações:

“Luis,

A Andrade já aceitou contribuir com 30 mm para ‘cortar’ o assunto.

O problema é que não é suficiente… porque o Alicate (Álvaro Dias) ficou por nossa conta.

Além de vocês, a UTC também está ajudando, porém para ele parar de bater no meu irmão nesse assunto ele pediu mais 5 mm.

Segue a planilha (Alicate) anexa. Veja como completar esta contribuição por favor.

Abs,

Samir Assad”

domingo, 11 de março de 2018

Bretas: “Politicagem no STF desrespeitaria independência do Judiciário”

O juiz Marcelo Bretas, da Lava Jato no Rio de Janeiro, comentou no Twitter a pressão de caciques de PT, MDB e PSDB contra prisões após condenação em segunda instância:

“Prefiro acreditar que não há, em nosso STF, quem permita esse tipo de abordagem imoral (‘influência no Judiciário’). Seria isso uma politicagem de baixo nível que desrespeitaria por completo a independência do Poder Judiciário, desonrando os envolvidos.”

Bendine revela esquema do PT no Banco do Brasil?

Condenado a 11 anos de prisão pelo recebimento de propinas na Petrobras, Aldemir Bendine, o Dida, já começou a abrir o bico sobre o período em que esteve à frente do Banco do Brasil, nos governos de Lula e Dilma Rousseff.

Ele teria relatado várias histórias à PF, mesmo sem estar fazendo delação premiada, informa Lauro Jardim no Globo.

“Bendine tem descrito esquemas de liberação de empréstimos a empresas que devolviam 1% a 2% do valor recebido a quatro intermediários. Este percentual era dividido entre Bendine e o seu grupo, o PT e partidos aliados.

O esquema, contudo, de acordo com o que contou, começou antes de sua ida para o comando do banco. Ele chegou a dizer que no dia em que a caixa-preta do BB for aberta terá que ser construído um presídio só para o pessoal envolvido nestas fraudes.”

O site O Antagonista ainda não confirmou a informação de Lauro Jardim, mas vem apontando desde o ano passado como Bendine recebia gente no Banco do Brasil em São Paulo, sem câmeras de segurança.

Queremos todos os nomes e fatos, Bendine. Todos.

Torquato defende Temer contra Barroso

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, falou à Folha sobre a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Michel Temer, no período de 2013 a 2017, determinada por Luís Roberto Barroso no inquérito que apura a suspeita de pagamento de propina na edição de um decreto do setor portuário.

“Acho equivocada porque inclui períodos em que ele (Temer) não era presidente. Essa é a questão. O decreto dos portos se refere a 2017. Se ele [Barroso] tem dúvidas e indícios, tem de motivar e fundamentar o ato e se conter ao período em que ele [Temer] já era presidente.”

O jornal afirmou que a quebra do sigilo no período do mandato é, portanto, aceitável.

“Seria tecnicamente e processualmente correto. Mas pede ponderação. Não se fez isso com nenhum presidente até hoje. É preciso termos conhecimento claro e objetivo das razões que levam à quebra do sigilo, mas somente do período em que ele está no cargo. Não é sobre apenas a pessoa, mas a incolumidade da função. Ele tem funções essenciais de chefe de Estado, que ficam prejudicadas com essa suspeita não fundamentada. O Brasil nas próximas três ou quatro semanas, liderando o Mercosul, deve talvez fechar acordo comercial com a União Europeia. No auge de uma negociação, sai uma notícia de de impacto comercial. É óbvio que há prejuízo.”

Torquato defendeu que Temer tenha tratamento diferenciado dos outros cidadãos, “porque ele é presidente e a Constituição permite isso. Se fosse para ser tudo igual, não haveria o parágrafo 4, artigo 86.”

A qual prisão Lula pertence?

A proximidade da prisão de Lula gerou um mal-estar entre a PF e o Complexo Médico-Penal em Curitiba, informa Juliana Braga no Globo.

“Por causa da peculiaridade da situação, nenhum dos dois quer abrigá-lo.

A Justiça Federal, no entanto, já comunicou informalmente que prefere a permanência de Lula na PF. Mas os policiais ainda não sabem como fazer: não querem colocá-lo na ala VIP, onde está, por exemplo, Antonio Palocci.”

Resolvam-se depressa, ok?

Tudo, menos Benfica.

40 ANOS

Meu amigo Sérgio lembra que em 1971, de traquinagem, quebrou o farol de um carro estacionado perto da casa dele.
O pai soube, deu-lhe uma surra de cinta e o traquina nunca mais fez aquilo. Entrou para a faculdade e hoje é um profissional de sucesso. Em 2011, seu filho fez o mesmo, Sérgio reprisou a surra que levara, mas seu filho o denunciou e ele foi condenado à prestação de serviços comunitários.
O filho caiu na droga e hoje está num abrigo para menores. Em 1971, o coleguinha mais moço de Sérgio sofreu uma queda no recreio, a professora deu-lhe um abraço e o menino voltou a brincar. Em 2011, outro menino esfolou-se no pátio da mesma escola, a diretora foi acusada de não cuidar das crianças, saiu na TV e ela renunciou ao magistério e hoje está internada, em depressão.
Em 1971, quando os coleguinhas de Sérgio faziam bagunça na aula, levavam um pito do professor, eram levados à direção e ainda sofriam castigo em casa. E todos se formavam prontos para a vida.
Em 2011, a bagunça em sala de aula faz o professor repreendê-los, mas depois pede desculpas, porque os pais foram se queixar de maus-tratos à direção. Hoje fazem bagunça no trânsito e no cinema, incomodando os outros.
Em 1971, nas férias, todos saíam felizes, enfiados num Fusca. Depois das férias, todos voltavam a estudar e a trabalhar mais. Em 2011, a família vai a Miami, volta deprimida e precisa de 15 dias para voltar à normalidade na escola e no trabalho.

Em 1971, quando alguém da família de Sérgio adoecia, ia ao INPS, esperava duas horas, era atendido, tomava o remédio e ficava bom. Saía a correr, pedalar, subir em árvores de novo. Em 2011, os parentes de Sérgio pagam uma fortuna em planos de saúde, fazem exames de toda sorte à procura de câncer de pele, pressão nos olhos, placas nas artérias, glicose, colesterol, mas o que têm é distensão muscular por causa de exageros na academia.
Em 1971, o tio preguiçoso de Sérgio foi flagrado fazendo cera no trabalho. Levou uma reprimenda do chefe na frente de todos e nunca mais relaxou.
Em 2011, o cunhado de Sérgio foi flagrado jogando xadrez no computador da empresa, o chefe não gostou e o puniu. O chefe foi acusado de assédio moral, processado, a empresa multada, o cunhado relapso foi indenizado e o chefe demitido.

Em 1971, o irmão mais velho de Sérgio deu uma cantada na colega loira de trabalho. Ela reclamou, fez charminho e aceitou um jantar. Hoje estão casados.
Em 2011, um primo de Sérgio elogiou as pernas da colega de escritório, foi acusado de assédio sexual, demitido e teve que pagar indenização à mulher das belas pernas, que acabou no psiquiatra. Meu amigo Sérgio me pergunta o que deu em nós, nesses 40 anos, para nos tornarmos tão idiotas, jogando fora a vida como ela é.

Dei a resposta: É a ditadura da hipocrisia imbecil do politicamente correto.

texto de Alexandre Garcia

Pode espernear, Gleisi

Gleisi Hoffmann começou a se conectar com a realidade.

A presidente do PT disse na noite de sexta-feira, segundo o Estadão:

“Querem prender Lula e é exatamente para isso que se está caminhando.”

De fato, o Brasil está caminhando para ser um país onde quem comete crimes de corrupção e lavagem de dinheiro é preso, independentemente de sua influência política.

Em discurso endereçado a petistas, a senadora acrescentou que o partido “não vai aceitar com normalidade” a prisão de Lula.

“Não é que vamos fazer insurreição, grandes mobilizações. Mas não vamos aceitar calmamente.”

O choro é livre.

Bolsonaro deve ser tratado “como criminoso”, diz Boulos


O Estadão perguntou a Guilherme Boulos, líder do MTST e pré-candidato presidencial pelo PSOL, se ele não faz o jogo de Jair Bolsonaro ao polarizar com o deputado.

Boulos respondeu:

“Ele não deve ser tratado como concorrente, mas como criminoso. Ele faz apologia ao estupro, defende tortura em meio ao Congresso Nacional, faz falas racistas. Se o Código Penal fosse levado a sério, Bolsonaro estaria preso e não candidato a presidente. Enfrentar o Bolsonaro não é uma questão eleitoral, é questão de princípio.”

Se a Lei Antiterrorismo, à qual Boulos se opõe, já tivesse sido aprovada, ele já estaria preso.

O rastreamento da propina de Lula

Os valores saídos do caixa 2 da Odebrecht para pagar obras feitas no sítio de Atibaia, em benefício de Lula, foram rastreados.

Foi o que disse o procurador Deltan Dallagnol, segundo O Globo.

O MPF indicou dois técnicos do Ministério Público da União e um perito criminal da Polícia Federal para acompanhar a perícia nos sistemas de contabilidade paralela da Odebrecht autorizada pelo juiz Sergio Moro.

Segundo o MPF, o sistema MyWebDay registra quatro operações de crédito, num total de R$ 700 mil, para o centro de custo “Aquapolo” entre os dias 16 e 30 de dezembro de 2010.

“O centro de custo era controlado por Emyr Diniz Costa Junior, executivo da Odebrecht e um dos delatores da empresa. Segundo Emyr, o dinheiro foi retirado em espécie, em dois saques, e usado para pagar material de construção usado na reforma do sítio. Os saques aparecem, segundo o MPF, com a sigla EAO – que seria Emílio Alves Odebrecht, já que o empresário seria o responsável pelos valores liberados a favor de Lula.

As entregas do dinheiro teriam sido feitas por pessoas identificadas como ‘MG’ e ‘Márcia’, com as senhas de entrega ‘Natalino’ e ‘New Year’.”

Feliz Natal e um próspero Ano Novo na Papuda, Lula.

Sepúlveda mente, diz que está trabalhando de graça para Lula, mas cai em contradição

O advogado Sepúlveda Pertence resolveu encerrar sua carreira mergulhado num turbilhão de mentiras.

Na série de entrevistas programada pelo jornal Folha de S.Paulo, com o claro objetivo de ajudar o meliante Lula na sua luta pela impunidade, iniciada há poucos dias com o próprio ex-presidente, neste sábado (10) chegou a vez de Sepúlveda Pertence.

As respostas dadas por Sepúlveda seguem a mesma linha da defesa que ele patrocina. Invencionices, enredo programado, embustes e blefes.

Questionado sobre os honorários cobrados de Lula, o nobre jurista conta uma grande lorota. Afirma textualmente que está trabalhando de graça e sustenta a mentira argumentando que não cobra nenhum centavo de presidenciáveis e ex-presidentes e cita os nomes de seus outros clientes: José Serra, Sarney e Marina.

A mentira cai por terra quando ele próprio se lembra de que também advoga para Aécio Neves, e que este justificou que os dois milhões ‘emprestados’ de Joesley, seriam para pagar o advogado, no caso, o próprio Sepúlveda.

Ai, nesse caso, o advogado esclarece que só para Aécio não advoga de graça, ‘porque havia conflito’.

Para acreditar, somos obrigados a crer que no caso de Lula não há conflito. Reina a paz.

E somos também obrigados a acreditar que o nobre Sepúlveda está jogando na ‘lata do lixo’ todas as convicções que outrora defendia e arriscando o seu notável currículo, sem cobrar nenhum centavo, ‘de graça’.

Pela diversidade de sua clientela, só muita grana, tipo assim, R$ 50 milhões.

MARXISMO E ÁGUA BENTA

Quem condena a riqueza, dissemina a pobreza. Sem riqueza não há poupança e sem poupança não há investimento. Sem investimento, consomem-se os capitais produtivos preexistentes, surge uma economia de subsistência, vive-se da mão para a boca, aumenta o número de bocas e diminui o numero de mãos. Quem defende o socialismo sustenta que a ideia é exatamente essa e que assim não há competição ou meritocracia, nem desigualdade.

Quando o Leste Europeu estava na primeira fase, consumindo os bens produtivos preexistentes, nasceu a teologia da libertação (TL), preparada pelos comunistas para seduzir os cristãos. A receita - uma solução instável, como diriam os químicos, de marxismo e água benta - se preserva ainda hoje. Vendeu mais livros do que Paulo Coelho. Em muitos seminários, teve mais leitores do que as Sagradas Escrituras. Aninhou-se, como cusco em pelego, nos gabinetes da CNBB. Resumidamente: perante a questão da pobreza, a TL realiza o terrível malabarismo de apresentar o problema como solução e a solução como problema. Assustador? Pois é. Deus nos proteja desse mal. Amém.

A estratégia é bem simples. A TL vê o “pobre” do Evangelho, cumprimenta-o, deseja-lhe boa sorte, saúde e vida longa, e passa a tratá-lo como “oprimido”. Alguns não percebem, mas a palavra “oprimido” designa o sujeito passivo da ação de opressão. O mesmo se passa quando o vocábulo empregado na metamorfose é “excluído”, sujeito passivo da exclusão. E fica sutilmente introduzida a assertiva de que o carente foi posto para fora porque quem está dentro não o quer por perto.

A TL proporciona a mais bem sucedida aula de marxismo em ambiente cristão. Aula matreira, que, mediante a substituição de vocábulos acima descrita, introduz a luta de classes como conteúdo evangélico, produzindo o inconfundível e insuperável fanatismo dos cristãos comunistas. Fé religiosa fusionada com militância política! Dentro da Igreja, resulta em alquimia explosiva e corrosiva; vira uma espécie de 11º mandamento temporão, dever moral perante a história e farol para a ordem econômica. Por fim, anula as possibilidades de superar o drama da pobreza. A TL substitui o amor ao pobre pelo ódio ao rico, e acrescenta a essa perversão o inevitável congelamento dos potenciais produtivos das sociedades.

Todos sabem que Frei Betto é um dos expoentes da teologia da libertação. Em O Paraíso Perdido (1993), ele discorre sobre suas muitas conversas com Fidel Castro. Num desses encontros, narrado à página 166, falava-se sobre a TL. Estavam presentes Fidel, o frei e o “comissário do povo”, D. Pedro Casaldáliga, espécie de Pablo Neruda em São Félix do Araguaia. Em dado momento, o bispo versejador comentou a resistência de João Paulo II à TL dizendo: “Para a direita, é mais importante ter o Papa contra a teologia da libertação do que Fidel a favor”. E Fidel respondeu: “A teologia da libertação é mais importante que o marxismo para a revolução latino-americana”.

Haverá maior e melhor evidência de que teologia da libertação e comunismo são a mesma coisa?

texto por Percival Puggina

sábado, 10 de março de 2018

Universidade estadual gasta mais de R$ 2 milhões em evento com Lula e Dilma

A Universidade do Estado da Bahia (Uneb) investiu R$ 2,2 milhões em um evento que terá a presença dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, além do ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, e Cristina Kirchner, da Argentina. 

Do total investido, RS 296 mil serão destinados para uma empresa responsável pela instalação da estrutura do evento. Outros R$ 750 mil serão pagos à empresa que realizará tradução simultânea das comunicações feitas pelas personalidades internacionais.

O valor restante de RS 1,2 milhão é destinado para uma empresa, contratada sem licitação, que será responsável pelo planejamento, divulgação e operacionalização do Fórum Social Mundial (FSM). 

O evento, que acontecerá entre os dias 13 e 17 de março, no Estádio de Pituaçu, em Salvador, reunirá marchas e assembleias com personalidades locais e internacionais. De acordo com a organização, o objetivo é “debater e definir novas alternativas e estratégias de enfrentamento ao neoliberalismo, aos golpes antidemocráticos e genocidas que diversos países estão enfrentando nos últimos anos”. 

Outro lado

Em nota encaminhada à Gazeta do Povo, a Uneb afirma que os gastos não têm impacto no orçamento da instituição. 

“O aporte financeiro de que tratam as notícias é proveniente de suplementação orçamentária do Governo do Estado da Bahia (publicado no Diário Oficial do Estado no dia 20/01/2018), portanto sem impactos no seu orçamento. Cabe a universidade a execução destes recursos para cumprimento das atividades estritamente relacionadas ao FSM”, diz. 

A universidade destaca ainda que a contratação dispensada de licitação seguiu os procedimentos legais após chamada pública divulgada no Diário Oficial do Estado. 

“Todo o processo foi realizado dentro dos trâmites legais, a partir de consubstanciado parecer jurídico, e resguardou os princípios da transparência, lisura e responsabilidade na gestão dos recursos públicos”, conclui.

Carmen Lucia não pauta análise sobre prisão após 2ª instância e complica situação de Lula

A situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou um pouco mais complicada no STF.

Não entrou na pauta de julgamentos de abril, divulgada no site do Supremo, a análise das Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs) que tratam de prisão após condenação em segunda instância.

As ADCs são genéricas e não tratam de caso específico. Se forem pautadas, diz-se que a tendência do Supremo seria alterar a jurisprudência firmada em 2016 que permite a execução da pena após condenação em segunda instância.

Com isso, Lula passa a contar somente com o habeas corpus apresentado em fevereiro à Corte – o pedido já foi negado pelo ministro Luiz Edson Fachin, mas a palavra final caberá ao plenário.

Enquanto as ADCs precisam ser pautadas, habeas corpus podem ser levados em mesa pelo relator e cabe à presidente, Cármen Lúcia, colocar o tema em análise.

A avaliação de petistas é que a avaliação de uma tese abstrata teria mais facilidade de ser aprovada.

Já no caso específico do habeas corpus de Lula, a avaliação de petistas é que o resultado seria incerto.

Pobres são usados como arma ideológica pela esquerda


O Jornal Estado de Minas desta sexta-feira (9), sob o título 'Conflito agrário deixa 6 feridos em Capitão Enéas no Norte de Minas', denuncia: 'Pelos menos seis pessoas foram feridas em um conflito agrário na tarde desta quinta-feira na cidade de Capitão Enéas, a 492 quilômetros de Belo Horizonte, no Norte de Minas Gerais'.

Isso precisa ter um basta. O produtor rural necessita ter garantido pelo Estado sua segurança pessoal e patrimonial para que possa produzir o alimento que sustenta não só o cidadão brasileiro, mas também a nossa balança comercial. 

A Fazenda Norte América, situada na cidade de Capitão Enéas, estava invadida por membros FNL (Frente Nacional de Luta) quando o conflito aconteceu. Ano passado a mesma fazenda havia sido invadida por elementos ligados ao MST.

Anos de governo populista de esquerda trouxe ao país uma insegurança institucional que não assegura aos proprietários particulares a mínima garantia de sua propriedade. Quando a reintegração de posse é autorizada, dependendo de quem é o governante, existe uma grande dificuldade em se fazer cumprir a Lei, como é denunciado no Estado do Maranhão onde o governador é do Partido Comunista.

O pobre é outra vítima que vem sendo utilizada pela esquerda brasileira como massa de manobra para eleger candidatos que nenhuma preocupação possuem com os estes cidadãos e muito menos para com o nosso país, sendo sua gana política o único e real objetivo desta manipulação político-ideológica. 

Cabe ao Estado e aos poderes públicos nas esferas  municipal, estadual e federal propiciar as garantias constitucionais que proteja a propriedade privada daquele contribuinte brasileiro que paga regularmente os seus impostos.

Essa falta de coragem em defender o que é correto e legal, por medo de desgaste político, vem passando a "falsa mensagem" que o crime em nosso país compensa.

Não proteger o verdadeiro homem do campo de grupos terroristas armados e organizados por políticos  inescrupulosos, ligados aos partidos de esquerda que sonham em transformar o Brasil em uma Venezuela, é matar a galinha dos ovos de ouro da economia, que à despeito da quadrilha que se apoderou da nação brasileira, ainda teima em continuar a botar os seus reluzentes e valiosos ovos de ouro.

Repito: Isso precisa ter um basta.

texto por Roberto Corrêa Ribeiro de Oliveira

Na véspera da prisão, Lula não esbanja a mesma saúde e falta evento


Neste sábado (10), o ex-presidente Lula não fez academia e manteve-se recolhido. Não saiu de casa.

A hibernação na realidade teve início na noite de sexta-feira (9).

O petista iria participar de um ato promovido pela Fundação Perseu Abramo, uma entidade instituída pelo PT, que se propõe a promover debates, estudos e pesquisas.

Uma hora antes do evento, Lula cancelou a sua ida.

A decepção foi generalizada entre os presentes.

O esclarecimento encaminhado por assessores é de que o ex-presidente estava muito gripado, registrou o Jornal da Cidade Online.

Um deles no entanto deixou escapar ‘e um pouco deprimido’.

Chegou a hora da verdade!

Contrabando causa prejuízo de R$ 350 bilhões ao país nos últimos 3 anos

Galpão da Receita em MS tem R$ 300 milhões em mercadorias apreendidas. Maior volume de contrabando continua sendo o cigarro.

Nos últimos três anos, o contrabando causou prejuízos de quase R$ 350 bilhões ao país. Em Mato Grosso do Sul, a entrada desses produtos é pelas cidades que fazem fronteira com a Bolívia e o Paraguai.

Os quatro galpões da Receita Feral em Mato Grosso do Sul estão lotados. No local tem eletrônicos, cosméticos, pneus. 

De 2015 a 2017, o prejuízo do país com o contrabando e o descaminho foi estimado em R$ 345 bilhões, o que equivale a 25 anos de arrecadação de Mato Grosso do Sul.

“O contrabando afeta diretamente a vida do trabalhador. E o contrabando espalha produtos sem a menor qualidade”, diz o presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras, Luciano Barros.

O galpão mais lotado da Receita em Mato Grosso do Sul é o de Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai. Ali tem, pelo menos, R$ 300 milhões em mercadorias apreendidas. Uma chama a atenção. É um carro. Ele foi pego agora, no começo do ano. Para importar legalmente o dono teria que gastar, mais ou menos, R$ 1 milhão. No Paraguai custa cerca de metade disso. Mas como os procedimentos não foram feitos ele agora está no galpão, empoeirando até que a justiça decida o que fazer com ele.

O maior volume de contrabando continua sendo o de cigarros. Só este ano a Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso do Sul flagrou três quadrilhas de contrabandistas que tinham sido presas pouco tempo antes. Em um dos caminhões foi encontrado um documento. É uma nota de culpa, um registro da prisão do motorista em 27 de janeiro. Ele voltou para o crime depois de ser solto em poucos dias.

“Isso com certeza causa uma certa sensação de frustração no policial”, afirma Tercio Baggio, inspetor da PRF/MS.

O projeto de lei aprovado na Câmara endurece as penas para os contrabandistas. Além de perder o veículo e a mercadoria, o juiz vai poder cassar, por cinco anos, a carteira de habilitação do motorista já na audiência de custódia.

“Esses motoristas que são aliciados pelo crime, são atraídos para a prática desse crime, no sentido de que eles vão começar a pesar que a consequência pode ser muito pesada, afinal de contas ter a CNH cassada significa que você está afastado da sua vida profissional, você encerrou ali, praticamente, a tua carreira como motorista”, explica Tercio Baggio.

As empresas que foram flagradas vendendo, transportando, distribuindo ou recebendo mercadorias ilegais podem ter o registro de funcionamento cancelado também por cinco anos. Depois da aprovação pelos deputados o projeto agora vai ao Senado.

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fonte: G1

Lula e Zé podem chegar juntos em Curitiba


O próprio José Dirceu tem dito a amigos que sua ‘liberdade’ deve ir até no máximo o dia 21 de março.

Zé está acompanhando os seus processos, tem formação jurídica e sabe o que diz e o que o espera.

Por outro lado, comenta-se nos meios jurídicos que a prisão de Lula deve ocorrer nos próximos dias, e as datas mais prováveis são 14 e 21 de março, ocasiões em que a 8ª turma do TRF-4 deve se reunir.

Assim, existe uma grande probabilidade de Lula e Zé serem presos exatamente no mesmo dia.

Lula preparou nos últimos dias o discurso do dia da prisão.

Já está pronto e será usado nas redes sociais quando ele estiver sendo levado para Curitiba.

Lula vai dizer que é um preso político, vai falar de dona Marisa e jurar inocência, buscando a comoção da militância, registra o Jornal da Cidade Online.

O circo está armado para a insana turma do 'pão com mortadela'.