segunda-feira, 23 de abril de 2018

Após sequência de fracassos, PT e artistas desistem de convocar atos em favor de Lula pelo país

Nos últimos dias, nem o PT nem os subordinados do ex-presidente Lula, incluindo políticos do partido, aliados de esquerda como o PSOL e PCdoB, artistas de esquerda, sindicalistas e jornalistas de aluguel ousaram convocar ato em defesa do condenado.

O PT e grupos associados estão mantendo a duras penas o pouco que restou do acampamento em um terreno próximo ao prédio da Polícia Federal onde o ex-presidente está preso. A vigília já não atrai mais a atenção da imprensa e o número de militantes pagos para dar bom dia para Lula é cada vez menor, mesmo após o apelo dramático do ex-presidente. Na semana passada, Lula declarou que valeria a pena morrer pelos poucos figurantes e membros do MST que ainda resistiam lá fora.

Diante da baixa adesão a tudo que esteja relacionado com Lula e o PT, os subordinados do petista deram um tempo na convocação de atos em favor do preso. O Temor é o de que os fiascos dos atos podem contribuir de forma negativa para as narrativas de Lula e do partido.

O último fracasso registrado ocorreu no centro de São Paulo, em plena av. Ipiranga. A passeata em pró LulaLivre não conseguiu reunir nem 50 militantes da CUT, PT e MST. Nem mesmo os tradicionais figurantes remunerados estão dispostos a sair nas ruas para pedir a liberdade do ladrão. 
Assista:

Paulo Pimenta reclama por ter sido barrado na visita a Lula na prisão. Deputado havia dito que nenhum juiz o impediria de entrar na PF


O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que falou que ia visitar o ex-presidente Lula na cadeia na marra, foi um dos barrados pela decisão da juíza Carolina Lebbos, que vetou a visita de parlamentares do PT ao condenado. Paulo Pimenta afirmou na sexta-feira (20), que nem a juíza, nem os procuradores do Ministério Público Federal, teriam poderes de barrar a Comissão Externa da Câmara criada para que parlamentares de esquerda pudessem verificar as condições em que se encontra de Lula na Superintendência da Polícia Federal, na capital paranaense. A visita estava programada para ocorrer na terça (24), registra o Imprensa Viva.

Ao negar a visita de mais petistas a Lula na prisão, a juíza Carolina Lebbos destacou que em duas semanas, chegaram "requerimentos de visitas que abrangem mais de uma dezena de pessoas, com anuência da defesa, sob o argumento de amizade com o custodiado". Segundo a juíza da 12ª Vara Federal do Paraná, "o alargamento das possibilidades de visitas a um detento, ante as necessidades logísticas demandadas, poderia prejudicar as medidas necessárias à garantia do direito de visitação dos demais".

Com a decisão da juíza, restou ao deputado Paulo Pimenta ir chorar nas Redes Sociais. O parlamentar usou seu perfil no Twitter para descarregar suas mágoas por ter sido barrado na visita tão anunciada ao longo da semana.

Além de Paulo Pimenta, também foram barrados a ex-presidente Dilma Rousseff, os deputados Paulo Pimenta (PT-RS), André Figueiredo (PDT-CE), Bebeto (PSB-BA), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), José Guimarães (PT-CE), Ivan Valente (PSOL-SP), Orlando Silva (PCdoB-SP), Paulo Teixeira (PT-SP), Wadih Damous (PT-RJ) e Weverton Rocha (PDT-MA).

Dilma também foi barrada na PF ao tentar visitar Lula na prisão. Juíza vetou visitas de subordinados do condenado


A ex-presidente Dilma Rousseff também foi barrada na sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, quando tentava visitar o ex-presidente Lula. A visita da petista foi vetada por determinação da juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal. que negou hoje (23) um pedido de uma comissão de deputados de esquerda que também pretendiam para visitar Lula na cadeia.

Segundo a magistrada, não se justifica a alegação da comissão de deputados de esquerda, que pretendiam fiscalizar in loco as condições de encarceramento do ex-presidente. “Em data de 17/04/2018 já foi realizada diligência pela Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa do Senado Federal. Não há justo motivo ou necessidade de renovação de medida semelhante”, escreveu a juíza, responsável por supervisionar a execução penal de Lula, sobre o pedido da comissão de deputados.

Ao vetar a visita de Dilma, a juíza destacou que apenas parentes e advogados estão autorizados a visitar presos custodiados na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, medida adotada diante da “limitação de cunho geral relativa a visitas na carceragem”, uma vez que os presos se encontram no mesmo edifício onde se realizam outras atividades corriqueiras da PF, inclusive com atendimento ao público.

Com a decisão, a juíza Carolina Moura Lebbo acaba com os planos de Lula e do PT em transformar a sede da Polícia Federal em uma sucursal do partido e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em São Bernado do Campo, onde Lula se escondeu logo que teve sua prisão decretada pelo juiz Sérgio Moro. 

A juíza lembrou que a regra de execuções penais vale para todos os presos no local. “O alargamento das possibilidades de visitas a um detento, ante as necessidades logísticas demandadas, poderia prejudicar as medidas necessárias à garantia do direito de visitação dos demais”, escreveu.

Chateada, a ex-presidente deixou a sede da PF em Curitiba após esperar por mais de três horas na recepção. acompanhada da deputada Maria do Rosário e dos senadores Roberto Requião e Gleisi Hoffmann. Dilma estava dando um passeio pela Europa e Estados Unidos e estava animada com seu retorno ao Brasil para ver o condenado na prisão.

Barrados pela PF em visita a Lula na cadeia, Gleisi Hoffmann, Dilma e Lindbergh contestam direitos iguais dos presos


Os integrantes do PT são mesmo a imagem e semelhança de Lula. Assim como o ex-presidente, seus subordinados insistem em contestar as leis e decisões judiciais para exigir 'tratamento' diferenciado para o condenado. De acordo com a regra em vigor na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula está preso, apenas familiares e advogados estão autorizados a visitarem os detentos. A regra vale para todos os presos. De acordo com a juíza Carolina Lebbos, que impôs a mesma restrição aplicada aos demais presos na carceragem da PF, "o artigo 5º, inciso LXIII, da Constituição, só assegura as visitas desses dois grupos", no caso, familiares e advogados.

Apesar da clareza dos fatos, a presidente nacional do PT, a senadora Gleisi Hoffmann, o senador Lindbergh Farias e a ex-presidente Dilma Rousseff se recusam a aceitar as regras previstas pela PF quanto à execuções penais de condenados sob sua tutela. Os subordinados de Lula insistem em colocá-lo na condição de um ser iluminado que possui mais direitos que seus  demais companheiros na prisão, como o ex-ministro Antonio Palocci e seu ex-amigo Léo Pinheiro.

Os subordinados de Lula insistem em contestar a decisão da juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, que vetou diversos pedidos de visita ao ex-presidente Lula  nesta segunda-feira (23). Segundo a senadora Gleisi Hoffmann, a atitude da magistrada foi “prepotente, arbitrária e ilegal”, e mostra que “a democracia está morrendo no Brasil”.

“Prepotente, arbitrária, ilegal a decisão judicial que nos impede de visitar Lula! Não estamos na normalidade política, institucional. A democracia está morrendo no Brasil!”, afirmou a senadora. A ex-presidente Dilma Rousseff também seguiu a mesma linha e criticou a Democracia brasileira para defender que Lula deveria ter mais direitos que os demais presos na sede da PF, em Curitiba. Na verdade, o integrantes do PT pretendem transformar a unidade prisional em um diretório do partido ou em um sindicato qualquer, ao exigir que Lula tenha o direito de receber quem bem entender, registra o site Imprensa Viva.

A juíza barrou a visita de Gleisi, Dilma, Lindbergh e de toda a corja que pretenda visitar o condenado na prisão no futuro.

Ao receber a medalha da Inconfidência, viúva de Marielle levanta a bandeira do MST (Veja o Vídeo)

O governador Fernando Pimentel (PT) conseguiu transformar a cerimônia de entrega da maior honraria do Estado de Minas Gerais, a medalha da Inconfidência, num evento eminentemente político e ideológico.
A população mineira está inconformada com o ‘esquecimento’ da professora Heley de Abreu Silva Batista.
Na tragédia da Cheche Gente Inocente, em Janaúba (MG), no dia 05 de outubro de 2017, Heley morreu após tirar crianças do salão em chamas e lutar contra o vigilante Damião Soares dos Santos, que ateou fogo no local.
Heley, pedagoga, 43 anos, deixou três filhos, sendo um bebê de um ano e dois adolescentes, e o marido.
A valente professora é uma verdadeira heroína brasileira e merece todas as homenagens, jamais o esquecimento.
Em contrapartida, inúmeros políticos sem qualquer ligação com Minas Gerais, receberam a honraria, caso, por exemplo, do senador Lindbergh Farias.
Causou estranheza a postura da viúva da vereadora Marielle Franco, que recebeu a homenagem 'in memorian'. Ela ostentava a bandeira do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), atualmente uma facção envolvida em inúmeras práticas meramente eleitoreiras, absolutamente questionáveis e até criminosas.
Até então era desconhecida qualquer ligação da vereadora assassinada com o MST.
Enfim, Pimentel escrachou a medalha da Inconfidência.
É lamentável.
Veja o vídeo:

Juíza encara desafio de Paulo Pimenta e barra visita de deputados a Lula

A juíza Carolina Lebbos vetou a visita que deputados federais pretendiam fazer nesta terça-feira ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Antes da análise da magistrada, o indecoroso e medíocre deputado Paulo Pimenta havia lançado um desfafio.
“Nós comunicamos a juíza que terça-feira, às 11 horas da manhã, a comissão estará aqui. E nós vamos entrar na Polícia Federal. E nós vamos visitar o presidente Lula.”
Pimenta ainda complementou:
“E se ela, o procurador, o delegado ou qualquer agente público tentar nos impedir, vai cometer um crime, contra a prerrogativa que a Constituição nos dá.”
Pronto! A juíza negou. E agora deputado?

Veja um trecho do despacho de Carolina Lebbos:
“Como ressaltado em decisões anteriores, jamais chegou ao conhecimento deste Juízo de execução informação de violação a direitos de pessoas custodiadas na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, as quais contam com defesas técnicas constituídas. Especificamente em relação ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reservou-se, inclusive, espécie de Sala de Estado Maior, separada dos demais presos, sem qualquer risco para a integridade moral ou física.
Reitere-se, ainda, que em menos de duas semanas da prisão do executado já chegaram a este Juízo três requerimentos de realização de diligência no estabelecimento de custódia, sem indicação de fatos concretos a justificá-los. A repetida efetivação de tais atos, além de despida de razoabilidade e motivação, apresenta-se incompatível com o regular funcionamento da repartição pública e dificulta a rotina do estabelecimento de custódia. Acaba por prejudicar o adequado cumprimento da pena e a segurança da unidade e de seus arredores.”
A magistrada tem toda a razão.
Lula é um preso comum.
Ponto final.
(com Jornal da Cidade Online conteúdo)

Embate inusitado entre Moro e Zanin deve ocorrer amanhã

O juiz Sérgio Moro e o advogado Cristiano Zanin devem se defrontar nesta terça-feira (24) numa situação absolutamente inédita.
O confronto será no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e desta feita o acusado é o magistrado.
Trata-se de uma representação proposta pelo advogado, no sentido de que Moro seja punido pela divulgação do áudio, em 2016, em que a então presidente Dilma Rousseff combina com Lula a entrega do termo de posse como ministro da Casa Civil “em caso de necessidade”.
O julgamento de Moro representa a tentativa da defesa de Lula de fazer prevalecer a mais absoluta inversão de valores.
É a bandidagem pretendendo a punição de um homem de bem, uma autoridade séria e patriota.
A atitude de Moro, pela qual será julgado, salvou o Brasil.
Certamente Zanin sofrerá uma nova derrota.

E se Aécio fosse eleito presidente?

Esta pergunta hoje se faz perturbadora. Provoca a sensação do indivíduo que passa por um susto ao safar-se de um perigo mortal. Uff. Mas na esfera do exercício crítico de análise séria da história recente, enseja proveitoso resultado no estudo das probabilidades pela Teoria dos Jogos aplicada à tumultuada realidade brasileira.
Senão vejamos. O programa eleitoral do então candidato Aécio, transposto à ação de governo, como presidente, configuraria um movimento reformista incoercível, calcado na força poderosa da derrota do petismo. O ímpeto reformista da Previdência, Lei trabalhista, partidária, econômica rolaria fácil pelo Congresso sempre pronto a se associar ao poder dos vitoriosos. 
Conseguiria o que Temer não conseguiu. Porém, ao findar 2017, a Lava Jato alcançaria o Michel e seu PMDB, então aliado de Aécio e seu PSDB. Um grande embaraço. Pouco depois viriam as denúncias contra o presidente Aécio tais como estão acontecendo agora. A seis meses da eleição geral, Aécio seria candidato à reeleição e ameaçado de impeachment.
A situação política e de incertezas sociais e econômicas que estrangulam a nação, somada a prisão de Lula, tocaria o paroxismo, destrutiva, incontrolável jamais conhecida na história do Brasil. O Aécio presidente e réu proporcionaria argumentos palatáveis para absolver seu líder e seu passado criminoso.
Por ilação capciosa, o partícipe maior do “golpe” contra o presidente Lula, “condenado sem provas”. A rebelião das massas emergiria irreprimível, seja pela diminuta aptidão para o raciocínio, a ausência de espírito crítico, a irritabilidade, a credulidade e o simplismo, no dizer de Gustave Le Bom. As denúncias justificadas chegaram ao Aécio na melhor ocasião para o país – derrotado nas urnas.
Concedo em recorrer ao adágio popular, descontada a superstição – Deus escreve certo por linhas tortas. Derrotado ontem, serviu ao Brasil identificando-se aos criminosos presos e aos que virão na esteira moralizadora da Lava Jato.
(Texto de Luiz Carlos da Cunha. Escritor)

Pimenta desafia juíza e PF

Esse deputado Paulo Pimenta é indecoroso, medíocre e se prevalece em função de seu ‘foro privilegiado’.
Não respeita ninguém e não se submete a regras.
Vejam o que ele disse:
“Nós comunicamos a juíza que terça-feira, às 11 horas da manhã, a comissão estará aqui. E nós vamos entrar na Polícia Federal. E nós vamos visitar o presidente Lula.”
Ou seja, é ele que marca e define o dia e a hora em que pretende visitar um presidiário condenado e no cumprimento de sua pena.
Nem ele, nem a comissão, nem a Câmara Federal podem se arvorar a definir dia e horário de visitas a um encarcerado, registra o Jornal da Cidade Online.
Paulo Pimenta merece ser enquadrado.
E será.
O povo do Rio Grande do Sul não irá reelegê-lo.
Esta empáfia vai cessar.

O superfaturamento no Maracanã

Uma das mudanças ocorridas no TCE-RJ depois que a Lava Jato prendeu cinco conselheiros foi que, no lugar da análise apenas formal da documentação de governos, o tribunal passou a privilegiar auditorias in loco na execução dos contratos, registra O Globo.

Segundo técnicos, um exemplo é a reforma do Maracanã.

“O exame documental de 17 contratos e atos administrativos da obra não constatou irregularidade. Após nova auditoria, o tribunal encontrou superfaturamento de R$ 211 milhões.

Desde o segundo semestre do ano passado, os técnicos da corte usam em larga escala sistemas que cruzam bases de dados internas e externas — que englobam desde decisões anteriores até registros empregatícios e dados contábeis de empresas contratadas, como composição societária e capital social — para identificar contratos com maior risco de irregularidades.”

Viva a Lava Jato!

Direita vence no Paraguai

Mario Abdo Benítez, do partido Colorado, é o novo presidente do Paraguai.

Depois das vitórias de Mauricio Macri na Argentina e Sebastián Piñera no Chile, a América do Sul deu outro passo à direita.

domingo, 22 de abril de 2018

A ECONOMIA NA ERA LULA

O crescimento da economia brasileira na era Lula é tema recorrente na retórica do lulismo. Com efeito, no início do governo Dilma, o Brasil superou o Reino Unido e se tornou a sexta maior economia do planeta em números absolutos. Como isso aconteceu? A pergunta, aliás, me foi feita por um jovem que queria saber como responder a um colega que se valia desse fato para exaltar o governo petista. Sugeri a ele que desafiasse o colega a indicar três providências adotadas por Lula para obter tal resultado.
Trata-se de uma pergunta sem resposta possível. O crescimento da economia brasileira na era Lula resultou da combinação de dois fatores que nada tiveram a ver com seu governo. De um lado, o consistente superávit fiscal alcançado a muito custo e sob cerrada oposição petista no período anterior; de outro, o formidável ingresso da China como compradora no mercado de commodities. Na virada do milênio, assim como cresceu a economia brasileira, cresceram, também, todas as economias periféricas graças a um inusitado aumento, simultâneo, dos volumes exportados e dos preços das mercadorias.
No entanto, o que foi causa de muita alegria deu motivo às atuais tristezas. Na prosperidade, nascia um novo Lula, cheio de si, convencido, como o galo Chanteclair, de que o sol nascia porque ele cantava. A pessoa física de Lula era a causa da prosperidade nacional. Com ele, a vida seria sempre assim. O Brasil teria cadeira no Conselho de Segurança, sentaria entre os grandes da Terra, ele presidiria a ONU. Morria o Lula dos humildes e nascia o dos poderosos.
Quando a economia mundial foi varrida pelo tsunami causado pela crise do subprime, Lula rejeitou todos os chamados à prudência e à moderação. Descartou medidas de contenção dizendo que aquela crise, aqui, seria apenas uma marolinha. O Brasil era maior do que a crise. Para ilustrar a situação com apenas dois dos muitos excessos de nouveau riche que acometeram os governos petistas, em 2007 Lula foi buscar a Copa de 2014 e, em 2009, contratou os Jogos Olímpicos de 2016.
Para manter a galinha em voo, o endividamento voltou a crescer, os juros a subir, a inflação retornou aos dois dígitos e o governo deitou mão, inclusive, do cofrinho das aposentadorias dos fundos de pensão das estatais. O Estado inchou, a galinha engordou, as asas desistiram de bater e o PIB despencou 10,4%.
Esses são os fatos. Se há algo que se possa atribuir a Lula em relação à economia brasileira são as consequências de uma gestão irresponsável no desenrolar de seu segundo mandato (2007-2011) e a igualmente leviana indicação de sua estabanada sucessora.
artigo por Percival Puggina,  membro da Academia Rio-Grandense de Letras, arquiteto, empresário e escritor 

Os 48 alvos da Lava Jato que podem perder o foro privilegiado

Quarenta e oito políticos alvos da Lava Jato – ou de seus desdobramentos – poderão ficar sem foro privilegiado se não se reelegerem em 2018, registra a Folha.

PRESIDENTE
Michel Temer (MDB-SP)

GOVERNADORES
Renan Filho (MDB-AL)

Robinson Faria (PSD-RN)

Fernando Pimentel (PT-MG)

SENADORES
Aécio Neves (PSDB-MG)

Ciro Nogueira (PP-PI)

Edison Lobão (MDB-MA)

Eunício Oliveira (MDB-CE)

Gleisi Hoffmann (PT-PR)

Humberto Costa (PT-PE)

Ivo Cassol (PP-RO)

Renan Calheiros (MDB-AL)

Romero Jucá (MDB-RR)

Valdir Raupp (MDB-RO)

DEPUTADOS FEDERAIS
Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)*

Alfredo Nascimento (PR-AM)

Anibal Ferreira Gomes (MDB-CE)

Antônio Brito (PSD-BA)

Andres Sanchez (PT-SP)

Arlindo Chinaglia (PT-SP)

Arthur Maia (PPS-BA)

Beto Mansur (PRB-SP)

Cacá Leão (PP-BA)

Carlos Zarattini (PT-SP)

Celso Russomanno (PRB-SP)

Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)

Fábio Faria (PSD-RN)

Heráclito Fortes (PSB-PI)

José Carlos Aleluia (DEM-BA)

José Mentor (PT-SP)

José Otávio Germano (PP-RS)

Lázaro Botelho Martins (PP-TO)

Lúcio Vieira Lima (MDB-BA)

Luiz Fernando Faria (PP-MG)

Marco Maia (PT-RS)

Maria do Rosário (PT-RS)

Mário Negromonte Jr. (PP-BA)*

Milton Monti (PR-SP)

Missionário José Olímpio (DEM-SP)

Ônyx Lorenzoni (DEM-RJ)

Roberto Balestra (PP-GO)*

Rodrigo Garcia (DEM-RJ)

Rodrigo Maia (DEM-RJ)

Sandes Júnior (PP-GO)

Vander Loubet (PT-SP)

Vicentinho (PT-SP)

Yeda Crusius (PSDB-RS)

Waldir Maranhão (PSDB-MA)

Renan ataca Janot e Dallagnol

Em vídeo publicado no Facebook, Renan Calheiros reclama da decisão de Rodrigo Janot de concorrer a uma vaga no Conselho Superior do Ministério Público, registra O Antagonista.

“O Ministério Público Federal não pode continuar a ser medido pela régua imunda de Janot e dos doidivanas Eduardo Perella, Deltan Dallagnol, Anselmo Barros e Marcelo Miller, que foram pegos com a mão na botija da JBS, bebericando num boteco em Brasília. Enquanto perseguiam, prendiam, tentavam afastar, prender com provas ou sem provas, nivelando culpados com inocentes. Isso lembra O Alienista, de Machado de Assis, onde o Simão Bacamarte internou uma cidade inteira achando que todos eram doidos.”

Joaquim Barbosa, o imarcável

O fato de Joaquim Barbosa ser imarcável ideologicamente — porque o seu pensamento move-se ora para a centro-direita, ora para a centro-esquerda — está deixando os seus dois principais adversários desnorteados.

O principal adversário interno é Ricardo Coutinho, o lulopetista mais ferrenho do PSB. Coutinho  quer marcá-lo como “de direita”.

O externo é Jair Bolsonaro, que quer marcar Barbosa como “de esquerda”.

Divertido.

Incendiou, Marco Aurélio?

Em 24 de janeiro, Marco Aurélio Mello disse que a prisão de Lula “poderá incendiar o país”.

Lula está preso há 15 dias, e o máximo que vimos foi o MST queimar meia dúzia de pneus para atrapalhar o trânsito nas estradas, o MTST invadir o triplex do Guarujá e militantes petistas agredirem um empresário em frente ao Instituto Lula.

Marco Aurélio, além da sua própria obsessão de pautar no Supremo a revisão da prisão em segunda instância, por acaso viu algo de incendiário vindo do povo brasileiro de fato?

Ou era só campanha do medo mesmo?

VÍDEO: “O Gilmar hoje é nosso aliado”, diz deputado do PT

Circula pelo WhatsApp um vídeo em que o deputado Wadih Damous (PT-RJ) diz que Gilmar Mendes é hoje um aliado do PT.

Sentado ao lado de companheiros de militância, o petista critica o próprio partido, ataca a Lei da Ficha Limpa, que veda a candidatura de corruptos condenados em segunda instância, como Lula, e conta ter levado ao ministro do STF as denúncias de Rodrigo Tacla Durán, o advogado-doleiro que lavou dezenas de milhões em propinas para as empreiteiras do petrolão.

“O PT embarcou nessa onda moralista desde lá de trás. O que que é a Lei da Ficha Limpa? A Lei da Ficha Limpa significa dizer o seguinte: o povo não sabe escolher, quem escolhe é o Poder Judiciário. Claro. Que o povo é burro, o povo só escolhe corrupto, o povo só escolhe bandido. E aí o pessoal fica zangado.

Eu (es)tive ontem com o Gilmar. Nós fomos lá levar as denúncias do Tacla Durán pra ele. Quem vai botar a boca no trombone para apurar as denúncias? É o Gilmar Mendes. Então, assim, nós temos que aprender a perceber o jogo do xadrez e a fazer política. O Gilmar hoje é nosso aliado, amanhã volta a ser o nosso inimigo, mas hoje ele é nosso aliado. E nós somos aliados dele.”

Assista ao vídeo:

Homens, negros e jovens também são os que mais matam

No domingo passado, O Antagonista destacou um consenso entre especialistas ouvidos pelo G1: “o perfil de quem mata é parecido com o perfil de quem morre”.

Neste sábado, a Folha confirma a tese.

Nos 61.283 casos de mortes violentas ocorridas em 2016 no Brasil, a maioria das vítimas são homens (92%), negros (74,5%) e jovens (53% entre 15 e 29 anos), segundo o jornal.

“Traçar o perfil de quem mata no Brasil, por outro lado, é uma tarefa mais difícil, devido à ausência de dados oficiais e à falta de conclusão das investigações sobre a maior parte dos casos.

Alguns estudos, porém, oferecem pistas. Um dos mais reveladores é ‘Mensurando o Tempo do Processo de Homicídio Doloso em Cinco Capitais’ (2014), da pesquisadora da FGV Ludmila Mendonça Lopes Ribeiro, que identifica gargalos na Justiça criminal.

O trabalho analisa mortes ocorridas em 2013, com autoria identificada, em Belém, Belo Horizonte, Goiânia, Porto Alegre e Recife.

Os autores dos crimes tinham as mesmas características da maioria das vítimas: homens, negros e jovens.”

“Eu poderia ter fugido”, diz Lula (veja o vídeo)

O site oficial do PT divulgou um vídeo gravado no Sindicato dos Metalúrgicos momentos antes de Lula ser preso.

O comandante máximo da ORCRIM disse, entre outras coisas, que “poderia ter fugido” e que não sabe se Sergio Moro e Deltan Dallagnol, seus acusadores, são inocentes.

VEJA:

CUIDADO, HÁ CHAVISTAS POR AQUI TAMBÉM

Bastou que Hugo Chávez, há quase 20 anos, começasse a derrubar a democracia na Venezuela, com seu socialismo de frágeis letras e piores números, para surgir aqui seu fã-clube. Ele plantava estatização, cerceamento de liberdades individuais, fechamento de jornais, ódio ao capitalismo, culto de personalidade - e a turma, ao sul do Equador, delirava num misto de inveja e felicidade. Quando o venezuelano parlapatão apareceu em Porto Alegre no Fórum Social Mundial, o estrago já tinha porte suficiente para que o responsável virasse estrela. Não havia, ainda, destroçado a economia de seu país, mas como bom admirador do regime cubano estava no caminho certo. Seria tudo uma questão de tempo. Honra e louvor, então, da esquerda gaúcha ao ditador venezuelano.
 Alguns anos mais tarde, a morte sepultou-lhe o corpo, despachou-lhe a alma ao devido lugar, mas os despojos ideológicos foram confiados ao sucessor Nicolás Maduro. Estatísticas dos países de acolhida indicam que 7% da população, mais de dois milhões de pessoas, deixaram o país em busca de oportunidades para sobrevivência. A inflação alcançou 2.616% em 2017. Quatro anos consecutivos de crescente recessão deram um tombo de 35% no PIB em relação ao que era em 2014. O socialismo mata.
Todo esse desastre econômico e social não foi suficiente para que houvesse uma única baixa em sua legião de admiradores que falam portunhol. Ao longo de duas décadas, debati dezenas de vezes com entusiasmados interlocutores chavistas. Ninguém até hoje se retratou das tolices ditas sobre essa maldita receita que, sistematicamente, quebra todos os ovos sem fazer uma única omelete. Patologia incurável! Nicolás Maduro, leio no Estadão deste sábado, 14, quer elevar o número de seus milicianos, hoje um contingente de 400 mil pessoas. “Se queremos de verdade garantir a paz, proponho que, em um ano, haja uma expansão para um milhão de homens e mulheres uniformizados e armados”, disse Maduro durante recente parada militar.
Em julho do ano passado, enquanto os venezuelanos eram executados nas ruas pelas milícias chavistas, PT, PCdoB e PDT subscreveram declaração do 23º Encontro do Foro de São Paulo, em Managua, defendendo a ampliação dos poderes de Maduro pela nova Constituinte, exaltando o “triunfo das forças revolucionárias na Venezuela” e afirmando que a “revolução bolivariana é alvo de ataque do imperialismo e de seus lacaios”. Um pouco antes disso, os deputados petistas Paulo Pimenta, Carlos Zaratini e João Daniel, e o psolista Glauber Braga, incentivavam o confronto. Matéria de O Globo, transcreve a posição de Paulo Pimenta: — “Resistam contra o avanço da direita fascista! Vamos às ruas em defesa do projeto da revolução bolivariana! Contem conosco. Estamos juntos nesta luta!”.
O pior é que estão juntos, mesmo. Eles veem o que está acontecendo na Venezuela e não se importam. Muito cuidado, pois, com os chavistas que falam portunhol. Há uma eleição logo aí adiante.
artigo de Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras,  arquiteto, empresário e escritor 

Eleição sem Lula é a morte política dos que chegaram ao poder graças à indicação do condenado


Esta semana, mais um grupo de políticos desesperados pretende visitar o ex-presidente Lula na cadeia. Estão todos em fim de mandato e sem qualquer chance de vencer uma eleição sem a influência do condenado nos palanques.

Muitos se surpreendem com o fato de políticos briguem tanto para visitar o ex-presidente Lula na prisão. Afinal, como interpretar a caravana de pré-candidatos para visitar um criminoso condenado?

O fato é que o ex-presidente Lula ainda possui um expressivo poder de transferência de votos. Expressivo até certo ponto, na verdade. Em determinadas regiões do país, o petista consegue até 30% de aprovação popular. Isto não é suficiente para eleger ocupantes de cargos executivos, mas é mais que bastante para eleger candidatos a cargos legislativos, como deputados estaduais, federais e senadores. Mas para que isso ocorra, Lula precisava estar solto. De nada adianta aos desesperados ter um cabo eleitoral na  prisão.

Com Lula preso, ninguém no campo da esquerda irá se beneficiar de todo potencial de transferência de votos do petista. O que restou de seu poder de eleger políticos está preso com ele na sala do quarto andar do prédio da Polícia Federal em Curitiba. Como Lula não poderá fazer campanha nem da prisão, boa parte dos políticos de esquerda que sempre dependeram dele para se eleger vão amargar uma derrota certa nas eleições de outubro. Não é por acaso que a maior preocupação dos políticos do campo da esquerda no momento é o 'isolamento' do ex-presidente.

Sem a presença de Lula nos palanques, Gente como Lindbergh Farias, Gleisi Hoffmann, Humberto Costa e outros parlamentares devem ficar de fora do Congresso no ano que vem. Nos estados a municípios, novas lideranças devem ocupar o vácuo deixado por Lula.

sábado, 21 de abril de 2018

Petistas cobram do Congresso por despesas que tiveram para protestar contra prisão de Lula


O grupo de parlamentares do PT que participou dos protestos contra a prisão do ex-presidente Lula quando o petista se refugiou no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo entre os dias 5 e 6 de abril querem que o contribuinte pague pelas  despesas que tiveram.

Entre os parlamentares que apresentaram a cobrança ao Congresso Nacional, estão o senador Humberto Costa (PT - PE), a deputada Maria do Rosário (PT- RS), o deputado Sibá Machado (PT - AC), Nelson Pellegrino (PT - BA),  Paulo Teixeira (PT - SP),  Vicente Cândido (PT - SP) e o deputado Marco Maia (PT - RS), segundo o Estadão.

Para se ter uma ideia, apenas o senador Humberto Costa (PE) gastou do dinheiro do Senado R$ 1.463,78 em bilhetes aéreos nos dias em que esteve ao lado de Lula na sede do sindicato. O petista disse, via assessoria, que viajou a São Paulo “no exercício das suas atividades parlamentares”.

Entre os reembolsos cobrados pelos petista, há despesas de pedágio, abastecimento de veículos, táxi e Uber, passagens aéreas compradas às vésperas do voo, pão de queijo, refeições e lanches. A publicação informa que além destes, os demais parlamentares do PT ainda tem 90 dias para apresentar pedidos de reembolso ao Congresso.

Ouvido pelo Estadão, o economista Gil Castello Branco, da ONG Contas Abertas, afirmou que é discutível enquadrar como atividade parlamentar despesas com atos em defesa de Lula ou visitas ao petista na cadeia. “A verba é pública e tem que ser usada no exercício da atividade parlamentar”, disse. “As notas podem ser legítimas, o problema é a finalidade. Até que ponto os parlamentares estão dentro do exercício da atividade parlamentar quando estão indo visitar um condenado, cujo processo legal foi cumprido?"

José Dirceu já tem data para ir em cana. Petista já foi notificado pelo TRF-4 sobre condenação a 30 anos e 9 meses de prisão


O ex-ministro José Dirceu já pode fazer as contas de quantos dias faltam para ir em cana novamente. O petista já foi notificado pelo  TRF-4  (Tribunal Regional da 4.ª Região de Porto Alegre) sobre as etapas finais da jurisdição em segunda instância de seu processo, no qual foi condenado a  de 30 anos e 9 meses de prisão.

O TRF-4 publicou o acórdão do julgamento dos embargos infringentes do petista nesta sexta-feira, 20, um dia depois da 4ª Seção do mesmo Tribunal ter negado um recurso apresentado pela defesa de Dirceu.

A partir desta data, abre-se o prazo de dez dias corridos mais dois dias (que não podem cair em fim de semana e feriado) para que a defesa do petista apresente o último recurso cabível, no caso, os embargos de declaração que não alteram em nada o resultado do julgamento e a decisão sobe o início da execução da pena do condenado.

Como o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, negou um pedido de liminar no qual a defesa de Dirceu pedia para que seu cliente não fosse preso ao final da jurisdição no TRF-4, a previsão é a de que o ex-ministro petista volte para a cadeia antes do final de duas semanas.

Assim como ocorreu com o ex-presidente Lula, o  TRF-4 notificará o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo na primeira instância, a quem caberá decretar a prisão de Dirceu. 

Bretas dá a volta em Gilmar e vida de Cabral fica ainda mais complicada

O ex-governador Sérgio Cabral, homem que usou e abusou das farras com o dinheiro público e que tem enorme responsabilidade pela atual situação do Rio de Janeiro, mesmo na condição de presidiário, conseguia um tratamento extremamente diferenciado, em Benfica.
O juiz Marcelo Bretas tentou acabar com essas regalias, determinando a sua transferência para o presídio federal de Campo Grande (MS).
O ministro Gilmar Mendes não permitiu e acatou recurso da defesa de Cabral, mantendo-o no aconchegante presídio de Benfica.
Algum tempo passado e com a continuação das denúncias sobre as benesses de Cabral, como ele é réu também em Curitiba, o juiz Sérgio Moro determinou a sua transferência para a capital paranaense.
Na época, Gilmar estava de férias e não teve quem socorresse o ex-governador, que acabou sendo transferido.
Tão logo retornou das ‘merecidas’ férias, Gilmar já tinha em sua mesa um novo recurso de Cabral, pedindo o seu retorno para o Rio.
Prestativo, novamente Gilmar deferiu.
Todavia, como a nova decisão não explicitava o presídio, Bretas deu a volta em Gilmar e mandou Cabral para Bangu 8.
Na nova morada, Cabral não tem qualquer regalia e é tratado como preso comum, em condições bem mais duras do que em Curitiba.
Só sai da cela por duas horas diárias.
Em Benfica, por exemplo, as celas abriam às 8h, fechavam às 18h e ele circulava pelo presídio o dia inteiro.
Se deu mal...

E o  ministro certamente se sentiu panaca...