sábado, 28 de julho de 2018

A expectativa de Raquel em relação ao TSE

Raquel Dodge é perguntada mais uma vez sobre o caso Lula.

Ela afirma que umas das prioridades nestas eleições é fortalecer a segurança jurídica, registra o site O Antagonista.

“A expectativa do Ministério Público em relação ao TSE é muito positiva.”

A procuradora-geral reforça:

“Nossa expectativa em relação ao TSE é de decisão rápida, célere e definitiva.”

'Se não se cumprir decisão judicial, não vejo a possibilidade de se cogitar um Estado democrático de direito', diz Cármen Lúcia

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, defendeu nesta sexta-feira, 27, a atuação do Judiciário e declarou que, apesar de ser aberto a críticas e divergências, não pode ter suas decisões desafiadas "jamais". Segundo ela, que ocupa no momento a Presidência da República em função de viagem ao exterior de Michel Temer, "o Poder Judiciário tem sido muito mais cobrado pelo que ele acerta".

Cármen Lúcia ressaltou que o Brasil possui 80 milhões de processos em tramitação, e que é natural que haja divergências com as decisões. Mas criticou quem defende que as decisões tomadas não sejam cumpridas.

"O Judiciário pode ser criticado, mas desafiar a Justiça, jamais. Se não se cumprir decisão judicial, se não se acatar decisão judicial, não vejo a possibilidade de se cogitar um Estado democrático de direito", afirmou. "Não há democracia quando as pessoas resolvem se vingar."

A ministra falou durante 50 minutos em palestra a empresários na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ). Durante sua explanação, Cármen Lúcia afirmou que os "tempos difíceis" os quais o que o País está passando só serão superados com o empenho de cada um e com segurança jurídica.

"Estamos vivenciando tempos mais amargos", disse a ministra. "Para onde pouso meu olhar, vejo manifestações que parecem raiva. Nunca tinha visto isso antes dessa forma."

Na avaliação de Cármen Lúcia, o momento pelo qual passa o Brasil está fazendo com que muitos cheguem ao "desalento", o que atrapalha a retomada e inclusive novos investimentos. 

"Temos uma insegurança no País, que gera desconfiança, gera frustrações, falta de perspectiva, que chega ao desalento e que faz com que não haja a vontade de mudar", declarou. "Insegurança econômica, política, fala-se em insegurança jurídica, que chega aos empresários, que afeta nossa imagem no exterior."

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Banco em que Toffoli recebe 'mesada' da mulher foi citado nos pedidos de impeachment do ministro

A relação do ministro Dias Toffoli foi a base de alguns dos pedidos de impeachment que aguardam providências no Senado. Em pedido de 2015, o então procurador da Fazenda Nacional Matheus Faria Carneiro citava o fato de Toffoli ter julgado processos envolvendo o banco que tinha lhe concedido um generoso empréstimo. Na época, Carneiro declarou: "Ele foi relator e julgou ações em que era parte o Banco Mercantil, onde fez empréstimo milionário. Ao fazê-lo, julgou em estado de suspeição. Não interessa se julgou a favor ou contra o banco, mas o fato é que não poderia julgar. Ao julgar, incorreu em crime de responsabilidade. São fatos objetivos e notórios, não há discricionariedade [na denúncia]". O pedido do procurador foi arquivado pela Presidência do Senado, publica o site Folha Política. 

Segundo a publicação, em pedido de impeachment de 2016, o advogado Marco Vinicius Pereira de Carvalho apontou que as condições de pagamento do empréstimo contraído junto ao Banco Mercantil – no valor de R$ 931.196,51 – foram renegociadas “com sensível diminuição da taxa de juros anteriormente pactuada, situação que não é comum à maioria dos mutuários brasileiros, surgindo, ante o exposto, uma enorme nuvem negra de desconfiança sobre a lisura e verdade dessa operação de crédito”.


Um novo pedido de impeachment, apresentado neste mês, também menciona o banco, além das ligações do ministro com o Partido dos Trabalhadores e, especificamente, com o ex-ministro José Dirceu, a quem Toffoli concedeu um habeas corpus de ofício (sem que a defesa tenha precisado pedir). 

Em reportagem dos jornalistas Eduardo Barretto e Filipe Coutinho, a revista Crusoé expôs que Toffoli recebe, nesse banco, uma "mesada" de sua mulher. A reportagem mostra detalhes da relação do banco com o ministro. 

Leia trecho: 

Crusoé descobriu que, ao menos em 2015, a área técnica do Banco Mercantil do Brasil viu indícios de lavagem de dinheiro nas transações envolvendo a conta do ministro. A conclusão dos técnicos do banco, por si só, não é um atestado de ilegalidade. A regra manda que, nessas situações, as transações tidas como suspeitas sejam reportadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, o órgão de inteligência do Ministério da Fazenda que registra as operações num banco de dados e, a depender do caso, encaminha os indícios para as autoridades competentes, como a polícia ou o Ministério Público. Todos os dias, os bancos em geral reportam milhares de transações ao Coaf, desde grandes transferências a saques vultosos em dinheiro vivo. Em casos como o de Toffoli, as normas do Banco Central mandam que sejam consideradas atípicas movimentações habituais de valores sem justificativa clara e, ao mesmo tempo, incompatíveis com a renda do cliente. Para não falar, obviamente, do fato de o ministro se enquadrar no perfil de “pessoa exposta politicamente”, o que ao menos no papel obriga os bancos a acenderem o sinal amarelo sempre que houver qualquer indicação de movimentação fora dos padrões. Acontece que, apesar da sugestão da área técnica de encaminhar os dados ao Coaf em 2015, houve uma ordem explícita da diretoria do Mercantil para que a comunicação não seguisse adiante. O caso, que deveria ser despachado para a sede do Coaf, em Brasília, foi simplesmente engavetado. Os diretores do banco disseram que a renda do casal estava desatualizada e que, por isso, o alerta não deveria ser disparado. Tudo ficou como estava. E as transações seguiram ocorrendo.


No pente-fino que fizeram sobre as operações financeiras de Toffoli, os técnicos do Banco Mercantil levantaram todos os sinais atípicos em torno da conta do ministro. Inclusive o fato de ela ser movimentada por um procurador, o tal funcionário do gabinete. Ricardo Newman de Oliveira, servidor de carreira do Banco do Brasil, trabalha com Toffoli há pelo menos dez anos. Antes, ele era gerente de agências em Brasília. Quando Toffoli foi nomeado advogado-geral da União, Newman recebeu o convite para ser seu “assessor externo”. Deu liga. Já no Supremo, primeiro o ministro o nomeou como assistente de gabinete. Depois, o promoveu para assessor direto, um dos cargos mais cobiçados na burocracia da corte. Newman aparece nos registros da área técnica do Banco Mercantil justamente por acumular o papel de assessor no STF com o de administrador da conta de Toffoli. Na prática, é ele quem cuida pessoalmente das despesas custeadas com a mesada repassada por Roberta Rangel. O bancário que Toffoli mantém no gabinete aparece ainda nos registros por outra razão: ele próprio figurou, por vezes, como destinatário de parte do dinheiro que entra na conta do ministro. Ao todo, Newman recebeu mais de 150 mil reais em transferências feitas com autorização de Toffoli.

O Banco Mercantil foi criado em Curvelo, cidade do interior mineiro, a 160 km de Belo Horizonte. Desde a década de 1950, é controlado pela família Araújo, tradicional no estado. O foco principal de suas operações está em Minas e no interior de São Paulo. Atualmente, o Mercantil diz ter cerca de um milhão de correntistas. A relação do ministro Toffoli com o banco é um capítulo à parte. Além de figurar como relator de processos de interesse do Mercantil no Supremo, o ministro aparece como beneficiário de generosas operações autorizadas pela cúpula do banco. Desde 2009, quando Toffoli passou a integrar a corte, chegaram por lá cerca de 270 processos que tinham o Mercantil como uma das partes – seja no polo passivo ou ativo. Toffoli foi relator de 13 dessas ações e não se declarou impedido. Em outra frente, na relação banco-cliente, os caminhos de Toffoli e do Mercantil também se cruzaram. Documentos internos do banco obtidos por Crusoé mostram que, em 2011, Toffoli pediu um empréstimo de 900 mil reais ao Mercantil. As parcelas ficaram em 13.806 reais, a serem pagas ao longo de 15 anos. A prestação representava quase 75% dos 18 mil reais líquidos que Toffoli recebia oficialmente àquela altura. Mesmo assim, o banco considerou que a prestação era compatível com os seus rendimentos e liberou o financiamento. E a taxa de juros foi generosa: 1,35% ao mês. Naquela época, o setor de financiamentos do Mercantil operava com uma média de 2,6% de juros ao mês para o crédito pessoal. Ou seja, Toffoli teve uma taxa de praticamente a metade da que era oferecida aos demais clientes.

Graças ao Mercantil, o ministro também apareceu em uma investigação do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro. Os procuradores descobriram que o banco foi usado para repassar 350 mil reais para Toffoli dar aulas na Universidade Gama Filho. Em uma decisão temerária e repleta de suspeitas, o enrolado Postalis, o fundo de pensão dos funcionários dos Correios, havia escolhido a instituição para investir parte de seu dinheiro. Enquanto não recebia os aportes, era com dinheiro do Banco Mercantil que a Gama Filho pagava alguns de seus prestadores de serviço. Um deles era Toffoli, que dava aulas na universidade. O dinheiro era repassado pelo Mercantil e, em seguida, transferido para o ministro. Quando a Gama Filho recebia os recursos do Postalis, ressarcia o banco. Ocorria uma espécie de triangulação. Um dos citados na investigação do Ministério Público é Ronald Guimarães. Empresário, ele tinha um processo que chegou ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, em 2014, envolvendo uma imobiliária registrada em seu nome. Era uma causa de incríveis 250 milhões de reais e o empresário já tinha uma estrela em sua defesa. Era Cezar Peluso, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal. Mesmo assim, Ronaldo Guimarães não titubeou e contratou uma advogada de Brasília: Roberta Maria Rangel. O caso segue em aberto, agora no Supremo e com outros advogados, no gabinete da ministra Cármen Lúcia.
Além dos pedidos de impeachment que se acumulam na mesa do presidente do Senado, Toffoli é alvo de uma campanha para que não se torne presidente do Supremo Tribunal Federal. Um abaixo-assinado para que ele não seja presidente do Supremo já tem quase 300 mil assinaturas. A petição pode ser acessada neste link.

Liminar que autoriza candidatura de Demóstenes Torres afronta soberania do Poder Legislativo, afirma PGR

No entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) a liminar concedida pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a inelegibilidade do ex-senador Demóstenes Torres, afronta a soberania do Poder Legislativo. O parecer da PGR foi encaminhado ao STF nesta quinta-feira (26). No documento, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ressalta que a decisão, proferida na Reclamação 29.870, está na contramão da jurisprudência da Suprema Corte, registra o site Folha Política.

A procuradora-geral da República alerta que, mesmo com a decisão da Segunda Turma, continua em vigor a Resolução 20/2012, do Senado, que decretou a perda do mandato do senador e sua inelegibilidade. Com base na decisão do Senado Federal, ele está inelegível até 2027. A resolução, afirma a PGR, não depende de decisão judicial e é a causa da inelegibilidade de Demóstenes. Desta forma, a reclamação do ex-senador é abusiva, incabível e não pode interferir nos efeitos do ato da mesa do Senado, responsável pela ação mandamental.

No parecer, Raquel Dodge lembra que a cassação do então senador não se pautou apenas em provas anuladas judicialmente. “Reconheceu-se, na Casa Legislativa, que Demóstenes mentiu aos pares, além de todo o juízo político intrínseco ao julgamento pelo parlamento, insindicável pelo Poder Judiciário”, pontua na manifestação. A PGR argumenta ainda que a reclamação não é o instrumento cabível para o caso, de forma que seria mais adequado um mandado de segurança. Explica que, por se tratar de ação contra ato da Mesa Diretora do Senado Federal, a jurisprudência aponta que o tema deveria ser apreciado pelo Plenário da Corte.

Demóstenes Torres é promotor de Justiça do estado de Goiás. Ele faz parte do grupo de membros que ingressaram no Ministério Público antes da Constituição de 1988 e, por isso, podem filiar-se a partido político e se candidatar, bastando que se afastem dos postos seis meses antes da eleição, ou seja, neste ano, até 7 de abril. Citando a proximidade do fim do prazo para que o promotor pudesse se afastar do cargo e se candidatar, o STF concedeu a liminar sem intimar a PGR, e antes da publicação do acórdão. Sendo assim, no parecer, a PGR pede para se manifestar oficialmente nos autos, caso a decisão não seja reformada.

Entenda o caso 

Demóstenes Torres teve o mandato cassado em 2012. Em 2017, após recurso apresentado pelo ex-senador, a Corte anulou provas obtidas nas operações Monte Carlo e Vegas, que o incriminavam. Em abril deste ano, por maioria, a Segunda Turma do STF entendeu que a anulação das provas também afasta a inelegibilidade do ex-senador, decorrente da cassação de seu mandato pelo Senado Federal. Ainda assim, afastou a possibilidade de Demóstenes retomar o mandato no Legislativo com fundamento na independência das instâncias penal e política.

Ministro Dias Toffoli recebe uma 'mesada' de R$ 100 mil de sua mulher, revelam jornalistas

A revista Crusoé, dos mesmos jornalistas do site O Antagonista, revela que o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli recebe, mensalmente, transferências no valor de R$ 100 mil reais de sua esposa, Roberta Maria Rangel, sócia de um próspero escritório de advocacia que patrocina causas no Superior Tribunal de Justiça e no próprio STF. 

Segundo informam os jornalistas Eduardo Barretto e Filipe Coutinho, as transferências ocorrem no Banco Mercantil do Brasil e não são informadas à Coaf. Da conta conjunta, administrada por um assessor do ministro, saem R$ 50 mil a título de pensão para a ex-mulher de Toffoli, em um raríssimo caso em que a pensão da ex-esposa é superior ao salário do ex-marido. E, segundo os jornalistas, "o restante do valor é usado para bancar despesas também atribuídas a ele". A ex-mulher, Mônica Ortega, foi funcionária da Casa Civil no governo Lula. 

Toffoli é alvo de pedidos de impeachment e de uma campanha para que não se torne presidente do Supremo Tribunal Federal. Um abaixo-assinado para que ele não seja presidente do Supremo já tem quase 300 mil assinaturas. A petição pode ser acessada neste link.

Toffoli manda para Justiça Eleitoral aviso de que Demóstenes pode se candidatar

O presidente interino do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, determinou o envio à Justiça Eleitoral de uma cópia da decisão da própria Corte que autorizou o senador cassado Demóstenes Torres a se candidatar nas eleições deste ano. A decisão foi tomada a pedido do próprio Demóstenes, que foi defenestrado da política após o escândalo envolvendo o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Demóstenes, que estava no DEM quando o escândalo se tornou público, é hoje filiado ao PTB. Acusado de colocar o cargo a serviço de Cachoeira, Demóstenes teve o mandato cassado pelo Senado em 2012, ficando inelegível até 2027. Mas, graças a uma decisão do STF, ele reconquistou sua elegibilidade.

A cópia dessa decisão será enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A convenção partidária que definirá sua candidatura está marcada para 5 de agosto. Depois disso, caso confirmada sua escolha, ele pedirá o registro à Justiça Eleitoral.

Em outubro de 2016, a Segunda Turma da Corte anulou todas as escutas e provas decorrentes delas que compunham uma ação penal aberta contra ele no Tribunal de Justiça de Goiás. Para os ministros, as escutas eram ilegais porque foram autorizadas pela primeira instância quando Demóstenes ainda era senador e tinha foro privilegiado no STF.

Em março de 2018, com base na decisão de 2016, ele pediu que o STF anulasse sua cassação no Senado e suspendesse sua inelegibilidade. Toffoli, que é relator do processo, manteve a cassação, mas o liberou para disputar as eleições. Em abril, a Segunda Turma, por três votos a dois, confirmou a decisão de Toffoli.

O recado do general

Em uma conversa da qual O Antagonista participou, o general Augusto Heleno — quase candidato a vice de Jair Bolsonaro — disse o seguinte na manhã desta sexta-feira:

“Vejo com muita preocupação tudo em relação ao Lula que fuja do que está previsto na lei.”

E mais:

“Manobras, artifícios, conchavos e artimanhas montadas para favorecer gente condenada em segunda instância, não só o Lula, são vistas com uma apreensão muito grande pelos setores sérios da sociedade, incluindo as Forças Armadas.”

O PT insiste em registrar a candidatura do corrupto e lavador de dinheiro preso em Curitiba pela Lava Jato.

Como já dissemos em outras ocasiões, não há na caserna qualquer ideia de intervenção militar — embora um ou outro militar possa defendê-la isoladamente –, mas ninguém parece disposto a bater continência para presidente condenado ou a ver ex-presidente condenado recebendo indulto. Em ambos os casos, a reação seria imprevisível.

Bretas defende ‘pena de morte política’

Marcelo Bretas está em Paraty, participando de um debate sobre corrupção promovido na Flip pelas revistas Época e Vogue.

Para o juiz da Lava Jato, em termos de corrupção, o Rio de Janeiro "seria uma miniatura do que pode estar acontecendo em nível federal", registra o site O Antagonista.

Bretas, que condenou Sérgio Cabral por vários crimes, também afirmou que “no caso de administrador corrupto, ele não pode ter uma segunda chance. Se ficar provado que ele fez aquilo, acabou. É como se fosse uma pena de morte política”.

A fortuna de Dias Toffoli

A Crusoé mostra qual é o papel da imprensa.

A reportagem de capa revela a mesada de 100 mil reais que o futuro presidente do STF, Dias Toffoli, recebe de sua mulher, dona de um escritório de advocacia com causas milionárias no STJ e no TSE.

No total, Dias Toffoli ganhou 4,5 milhões de reais, mas os pagamentos não foram sinalizados ao COAF, ao menos em 2015.

Bolsonaro assusta a Veja

“Bolsonaro cresce. E assusta”.

A Veja encomendou uma pesquisa ao Ideia Big Data e, como diz sua capa, assustou-se com o resultado, porque Jair Bolsonaro aparece com 17% dos votos.

Os 29% do presidiário devem acalmar os editores d
a revista.

PT na solitária

O PT está preso na cela de Lula.

A estratégia kamikaze do partido deve afastar todos os seus aliados.

“A avaliação interna dos dirigentes petistas”, diz a Folha de S. Paulo, “é a de que os socialistas vão com Ciro Gomes e devem levar o PCdoB junto.”

Lava-Jato vai dar emoção à reta final da pré-campanha, diz jornalista

O jornalista Guilherme Amado, da coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo, garante que alguns pré-candidatos ainda podem ser surpreendidos pela Polícia Federal em pouco tempo: "A Lava-Jato no Rio de Janeiro está de olho nos prazos de registros de candidatura. 

Depois de um investigado se tornar candidato, a Polícia Federal não pode prendê-lo. Mas, até lá, a Lava-Jato ainda tem algumas portas para bater".

Fux diz que TSE será inflexível com fichas-sujas

O ministro Luiz Fux disse que o TSE tem atuado e continuará atuando de forma inflexível contra ficha sujas. “Com relação à Lei da Ficha Limpa, o tribunal demonstrou e demonstrará ser inflexível com aqueles que são considerados fichas sujas, que já incidiram na inelegibilidade”, registra o site Folha Política.

Questionado sobre  a situação do ex-presidente Lula, o ministro afirmou que “é claro que essa é uma questão que o tribunal precisa dar uma resposta para fins de definição de um panorama político”. 

Perguntado se seria uma resposta rápida, Fux não se manifestou.

PF detecta caminho do dinheiro da Rodrimar ao coronel Lima, amigo de Temer

A PF colheu na semana passada o depoimento de uma testemunha que estabeleceu o possível caminho da propina da Rodrimar até João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, apontado como operador de Michel Temer, conta O Globo.

Gabriel de Carvalho Jacintho disse à PF que abria empresas inativas para vendê-las a empresários brasileiros e entregou uma delas, a Eliland do Brasil, à empresa do coronel Lima, Argeplan.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Entrevista em que Ciro falou em soltar Lula foi dada a TV de aliado político

A polêmica entrevista na qual o presidenciável Ciro Gomes (PDT) fala em pôr a Justiça na ‘caixinha’ e sugere que, se eleito, pode soltar Lula da prisão foi dada para a TV Difusora, controlada hoje por um colega de partido do candidato. Em 2016, publica o site Folha Política, o deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA) assinou um contrato de promessa de compra e venda da retransmissora do SBT no Maranhão. No Ministério das Comunicações, contudo, a retransmissora está registrada em nome de outro político: Lobão Filho, primeiro suplente do pai, o senador Edison Lobão (MDB).

Segundo a publicação, a assessoria de Weverton Rocha confirma o contrato de compra e venda da TV dos Lobão. E nega que ele tenha usado a concessão pública para beneficiar o candidato do seu partido. “O Ciro é presidenciável, o interesse por ele é natural. Não precisa de intermediação”, diz.

A repercussão nacional da entrevista de Ciro irritou o candidato. Interlocutores do PDT dizem que ele chegou a ameaçar abandonar a campanha e precisou do irmão, Cid Gomes, para contê-lo.

O secretário de Turismo do Governo do Ceará, Arialdo Pinho, se recusou a assumir qualquer cargo na campanha de Ciro Gomes, seu amigo e eterno operador político. Motivo: Ciro está fora de controle.

'A gente não pode dividir o País. Isso foi o que o PT fez. O PT é a vanguarda do atraso', diz General Mourão

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, conduzida pelo repórter Leonencio Nossa, o General Hamilton Mourão, presidente do Clube Militar,  explica alguns desafios da campanha eleitoral do presidenciável Jair Bolsonaro. Filiado ao PRTB, Mourão ainda não definiu se será candidato a algum cargo nessas eleições. Para o general, Bolsonaro "tem de buscar aquelas pessoas que ainda não escolheram em quem votar. Ele tem de estar preparado, desde agora, para ser o presidente de todos os brasileiros".

Leia abaixo a entrevista: 
A campanha do PSL tentará um eleitorado mais amplo ou preservar o que conseguiu?
Ele está num momento de encruzilhada, tanto em relação à escolha do vice, que não está fácil, como à necessidade de buscar novos eleitores. Ele alcançou o limite daquele pessoal que, por decantação, se sente atraído. Tem de buscar aquelas pessoas que ainda não escolheram em quem votar. Ele tem de estar preparado, desde agora, para ser o presidente de todos os brasileiros, e não apenas do grupo que o apoia fanaticamente. Não é mudar o discurso. Existe muito estereótipo em cima da figura do Bolsonaro, porque parcela aí da imprensa não publica as coisas boas, só as escorregadas. Há um preconceito, uma má vontade. Ele tem de mostrar que não é um troglodita. Que é um homem que criou os filhos de forma correta, que não nasceu em berço de ouro. 
Os seguidores tradicionais de Bolsonaro entenderão o pragmatismo de uma campanha?
Existe um certo radicalismo nas ideias, um radicalismo até meio boçal. Tem boçal dos dois lados. Os extremos se atraem. Quando a Janaina (Paschoal) falou que o pessoal não pode ser o PT ao contrário, ela tem razão. A gente não pode dividir o País. Isso foi o que o PT fez. O PT é a vanguarda do atraso. A gente tem de trazer todos os brasileiros e aceitar as ideias de uns e de outros e não ficar se matando.

Foi um elo previsível uma candidatura de um homem oriundo do meio militar e jovens órfãos de lideranças políticas?
É o camarada que perdeu a perspectiva. No momento em que essa geração quer fazer um concurso público ou quer ir para fora do País, alguma coisa está errada. O País deixou de empreender, criar emprego e esperança. Por meio das redes sociais, Bolsonaro captou a mensagem. Tem muita gente que vê o galo cantar e apresenta visão distorcida: ‘Ah, o Brasil vai virar uma Venezuela’. Eu digo: ‘Calma lá, minha gente. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.’ 
O grupo dos senhores está mesmo no jogo?
Estamos para ganhar. O que eu julgo é que a campanha do Bolsonaro está meio amadora. É aquela história: ele se fez, então tem dificuldades de ouvir as pessoas. Mas acho que ele vai colocar um coordenador de campanha, que poderia ser o general (Augusto) Heleno. Alguém tem de coordenar esse troço aí, tem de colocar já uma equipe para escrever logo o programa de governo, o que ele vai fazer. Não pode o camarada ganhar a eleição e perguntarem: ‘O que ele vai fazer agora?’. Se ele pretende reduzir o número de ministérios, tem de ter um estudo. Qual é o programa de privatização? Tem de ser mais claro. Até porque, a partir daí, ele buscará aquele eleitorado liberal que ainda está fazendo cara feia porque sente que não tem muita profundidade nessa lagoa.

Por que a atuação de militares na política está mais explícita?
O Exército é apartidário, mas não é apolítico. Na Nova República, as Forças Armadas foram muito atacadas, isso levou a um refluxo, a um comportamento de uma tartaruga que se esconde dentro do casco. Houve, então, infelizmente por erros de lideranças civis envolvidas em corrupção, um movimento da sociedade de buscar no grupo militar gestores capazes.

Sem articulações, a campanha terá pouco espaço no horário gratuito de TV. 
Tempo de TV não é balizador. Quando começar o tempo eleitoral, a maioria das pessoas vai desligar a TV. E quem tem TV a cabo, fica com a TV a cabo.

Não é uma faca de dois gumes para as Forças Armadas ter um candidato oriundo da caserna e, ao mesmo tempo, com discurso polêmico em relação às questões indígena e de gênero?
Não acho que Bolsonaro recebe apoio ostensivo das Forças. O pessoal da ativa pode até apoiar, mas você não vai ver faixa no quartel. Esses temas que tiveram êxito nos últimos 30 anos fazem parte do gramscismo, que resultou no politicamente correto e no abafamento da liberdade de pensar. 

Ex-ministro do STF 'corta as asinhas' dos candidatos de esquerda: Lula só pode ter indulto após trânsito em julgado

Quem assumir a Presidência da República em 2018 não terá na caneta o poder de libertar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como o presidenciável Ciro Gomes (PDT) sugeriu em recente entrevista.

A menos que Lula se declare culpado nas sete ações penais que responde, ou até que ele seja condenado definitivamente em todos os casos. 

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Velloso explica que o perdão presidencial só é concedido ao preso com processo encerrado, julgado em todas as instâncias da Justiça e sem possibilidade de recurso, registra o site Folha Política.

- O presidente da República pode indultar, sim, mas só depois do trânsito em julgado da ação. Além disso, há todo um procedimento. É ouvido o conselho nacional penitenciário. Não se decide de um dia para o outro.

Lula também não pode sonhar com uma anistia articulada no Congresso Nacional pelo novo presidente da República.

- Não há anistia para criminosos comuns - diz Velloso.

Se não quiser uma crise institucional, o próximo chefe de Executivo precisa deixar juízes e procuradores da República em paz, e não contidos como quer Ciro.

- O Ministério Público e o Judiciário agem com total autonomia, afirmou o ex-ministro.

Na última terça-feira, Ciro afirmou que somente uma vitória sua na eleição traria chances do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixar a prisão. Ciro disse que iria “organizar a carga” e “restaurar a autoridade do poder político”, fazendo com que juízes e o Ministério Público voltassem para suas “caixinhas”.

— O Lula tem alguma chance de sair da cadeia? Nenhuma. Só tem chance de sair da cadeia se a gente assumir o poder e organizar a carga. Botar juiz para voltar para a caixinha dele, botar o Ministério Público para voltar para a caixinha dele e restaurar a autoridade do poder político — disse.

Caciques do centrão são alvo de ao menos 13 inquéritos

Para triplicar seu tempo de TV na campanha, o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) fechou acordo com líderes partidários que têm uma ficha de ao menos 13 inquéritos criminais por suposto envolvimento em corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes contra a administração pública.

Os representantes do centrão que assumiram a dianteira das negociações com o tucano são investigados na Lava Jato, a maioria por por recebimento de propinas da Odebrecht. Os casos motivaram rumorosas operações da Polícia Federal e tramitam no Supremo Tribunal Federal, registra o site Folha Política.

Presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI) foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República como integrante do chamado quadrilhão de seu partido. Conforme a acusação, ele e outros congressistas recebiam subornos em vários órgãos, entre eles a Petrobras.

O PP tem o maior número de parlamentares citados no petrolão. Tanto que, no capítulo de sua delação sobre os implicados no esquema, o doleiro Alberto Yousseff disse que, no partido, “só sobram dois”. 

Em outros três processos, Nogueira é apontado como beneficiário de até R$ 5,2 milhões em pagamentos de Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC. Neste último caso, foi denunciado por, supostamente, obter R$ 2 milhões para favorecer a empreiteira em obras. 

Nogueira também sofreu medidas de busca e apreensão da PF em abril e, em junho, foi denunciado por tentar obstruir investigações. É acusado de ameaçar um ex-assessor que diz ter testemunhado seus crimes. O Supremo ainda não decidiu sobre a eventual abertura de ações penais contra o senador. 

A PGR também pediu apuração sobre pagamento de propina a Nogueira pela JBS.

Presidente do Solidariedade, o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força Sindical, também ajudou no acerto com Alckmin. 

No Supremo, ele enfrenta duas investigações sobre fraude e corrupção para liberar cartas sindicais no Ministério do Trabalho. A mais recente veio à tona em maio, com a Operação Registro Espúrio. Paulinho e outros políticos estão proibidos de frequentar a pasta.

Quatro delatores da Odebrecht citaram repasses de caixa dois para o deputado, o que motivou mais dois inquéritos. Nas planilhas de propina do grupo, ele era identificado como Força ou Forte.

Num dos casos sob investigação, o deputado teria recebido R$ 1 milhão em 2014 em troca do “apoio político” dado à empreiteira numa greve. 

Outro inquérito, referente às eleições de 2010, apura recebimento de R$ 200 mil. O dinheiro, segundo os executivos, foi dado ao congressista para que ajudasse na solução de problemas em obras. 

Forte fiador da aliança com o PSDB, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), desistiu de sua candidatura ao Planalto por Alckmin e foi um dos que viajaram a São Paulo para celebrar a aliança com o tucano.

Associado ao codinome Botafogo nas planilhas da Odebrecht, ele é alvo de dois inquéritos. Um apura se recebeu R$ 100 mil pela aprovação de medidas provisórias de interesse do grupo. Outro investiga pagamentos de caixa dois a ele e ao pai, o ex-prefeito do Rio César Maia, em 2008 e 2010. 

O presidente nacional do PR, Valdemar Costa Neto, desembarcou da candidatura Bolsonaro para aderir a Alckmin. Condenado e preso no esquema do mensalão, voltou a figurar no noticiário policial em 2016, também por causa da delação da Odebrecht. 

Dois executivos o acusaram de receber propinas nas obras da Ferrovia Norte-Sul. Seu grupo político teria ficado com 4% do valor do contrato da empreiteira com a Valec. 

Chefe do PRB, o ex-ministro Marcos Pereira da Silva é investigado por, supostamente, receber R$ 7 milhões para que o partido aderisse à chapa de Dilma Rousseff em 2014. O episódio foi relatado por ex-dirigentes da Odebrecht.

O empresário Joesley Batista, dono da JBS, disse em delação ter negociado repasse de outros R$ 6 milhões ao ex-ministro, em troca da promessa de facilidades na Caixa.

OUTRO LADO

O advogado de Ciro Nogueira, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que havia uma tendência do ex-procurador-geral Rodrigo Janot de “criminalizar a política”. Ele explicou que, no caso sobre recursos da UTC, por exemplo, faltavam elementos até para abrir o inquérito. 

“O Ciro, como presidente do PP, reconhece que fazia os pedidos para doação em nome do partido. A partir daí, o Janot fez ilações irresponsáveis, absolutamente prematuras e sem outro indício que o comprometesse”, criticou Kakay.

A assessoria de Paulinho da Força não retornou a contatos da Folha. 

Maia disse que prestou os esclarecimentos solicitados e que espera ver tudo resolvido com brevidade. 

Costa Neto informou, também por escrito, que não comenta trabalho de investigação ou conteúdos que serão examinados pelo Judiciário. Marcos Pereira não atendeu telefonemas da reportagem.

Alvo da Zelotes, Giannetti deixa coordenação de campanha de Doria em SP

Coordenador-geral do programa de governo do ex-prefeito paulistano João Doria (PSDB), o economista Roberto Giannetti da Fonseca se licenciou da função nesta quinta-feira (26) após ter sido alvo de uma nova etapa da Operação Zelotes. "O objetivo do afastamento é se dedicar à elaboração de sua defesa nas investigações da Operação Zelotes", disse em nota a campanha de Doria.


Nesta quinta-feira (26), o economista foi um dos alvos da investigação do MPF (Ministério Público Federal), da Receita Federal e da PF (Polícia Federal) que apura irregularidades junto ao Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais). A estimativa é de que elas tenham causado prejuízos totais de cerca de R$ 900 milhões.

De acordo com as investigações, a Kaduna, empresa de Gianetti, teria recebido R$ 8 milhões por meio de um suposto contrato de fachada com a siderúrgica Paranapanema, para o qual não haveria comprovação de serviços realizados pela consultoria.

Posteriormente, a Paranapanema foi beneficiada num julgamento do Carf, com a anulação de uma cobrança de tributos não pagos cujo valor atualizado, mais multas aplicadas, alcança R$ 650 milhões.

Na manhã desta quinta, Giannetti e sua empresa, a Kaduna Consultoria, emitiram comunicado dizendo que são "totalmente infundadas as suspeitas levantadas" contra eles na décima etapa da Operação Zelotes. Em nota conjunta, eles dizem que "estão abertos a prestar qualquer informação e colaborar integralmente com a Justiça Federal para elucidação de qualquer fato".

"Ele [Giannetti] reafirma que aqueles que o conhece sabem que ele sempre se pautou pelos princípios éticos e legais no relacionamento com seus clientes e com as autoridades públicas", diz o comunicado do economista e da consultoria.

Além da campanha de Doria, Giannetti também é ligado ao pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin. Giannetti é autor do texto de um manifesto que servirá como base programática da aliança tucana com o centrão.

Em nota, o tucano se manifestou a respeito do economista e da operação. "Em relação ao Roberto Giannetti da Fonseca eu não tenho informação, mas ele não faz parte da nossa equipe --sempre participou e participa das campanhas do PSDB", disse Alckmin.

Giannetti também atuava no Lide (Grupo de Líderes Empresariais), do grupo empresarial fundado por Doria. Em nota, o Lide disse que o economista "pediu afastamento temporário do Comitê de Gestão do LIDE para se dedicar à sua defesa".


Iniciada há três anos, a Zelotes apura esquemas de sonegação fiscal no país. Grupos atuavam junto ao Carf, órgão do Ministério da Fazenda, para reverter ou anular multas.

“Devemos repudiar o confronto entre socialismo corporativo e capitalismo de compadrio”

O procurador Carlos Fernando Lima, da Lava Jato em Curitiba, defendeu no Facebook o voto em candidatos que apoiem as chamadas Novas Medidas contra a corrupção.

“A Lava Jato deseja restaurar o império da lei. A lei que vale para todos, e não aquela que só vale para os não privilegiados.

Devemos repudiar o confronto entre socialismo corporativo e capitalismo de compadrio. Pela volta do interesse público.

Importante que todos aqueles que apoiam as Novas Medidas se comprometam a votar somente em candidatos que as apoiam também.”

Pedro Simon, eleitor de Marina: “É diabólico o que está acontecendo”

O ex-senador Pedro Simon, que se aposentou da vida parlamentar em 2015 após mais de 50 anos de experiência na política, conversou com O Antagonista sobre o apoio do Centrão a Geraldo Alckmin.

“Estamos vivendo o apogeu do ridículo. Estamos atingindo o máximo da loucura. Daqui a 3 meses [menos do que isso] teremos uma eleição e estamos vivendo uma tragédia atrás da outra.”

Na avaliação dele, “não tem um pingo de lógica” Alckmin rodear-se de denunciados e investigados pela Lava Jato.

CONSELHEIRO DE ALCKMIN É ALVO DA ZELOTES

Um dos principais conselheiros econômicos de Geraldo Alckmin, Roberto Giannetti da Fonseca foi alvo da Zelotes nesta quinta-feira.

Segundo O Globo, “ele é suspeito de receber pagamentos de 2,2 milhões de reais para favorecer a empresa Paranapanema, que conseguiu se livrar de débitos de cerca de 900 milhões de reais no Carf em 2014.”

Advogado de Temer sugere proibir a transmissão das sessões do STF

O criminalista Antonio Claudio Mariz de Oliveira, advogado e amigo de Michel Temer, também aproveitou os holofotes no fórum do Estadão para criticar o que chamou de “protagonismo do Judiciário na política brasileira”.

Tente ler sem embrulhar o estômago:

“Passou-se a dar uma importância muito grande para a mídia. Cada um de nós estamos com nossas vaidades capturadas. O processo é público, mas não é para o público. Estamos sendo levados a falar coisas que esperamos que a sociedade aplauda. Lanço aqui a reflexão de que se pense em proibir o televisionamento de sessões do Supremo Tribunal Federal e de outros tribunais.”

Bolsonaro aposta em 'horário eleitoral do B'

Jair Bolsonaro vai fazer um “horário eleitoral do B”, segundo a Folha de S. Paulo.

O candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) vai apostar numa espécie de “horário eleitoral do B” para tentar driblar o exíguo tempo de que irá dispor de propaganda gratuita neste ano. 

O plano de seus estrategistas é o de colocá-lo para falar em redes sociais no mesmo horário dos dois blocos de 25 minutos diários de propaganda gratuita. Ele poderá fazer entradas ao vivo ou gravadas, segundo a Folha apurou.

Líder nas pesquisas que excluem o virtualmente inelegível Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Bolsonaro tem meros oito segundos em cada bloco. 

Além disso, serão reforçadas mensagens em pílulas virtuais, já que ele terá também apenas 14 inserções de 30 segundos nos 35 dias da campanha em rádio e na TV –os “spots” são mais eficazes do que o horário fixo porque atingem o espectador na programação normal. 

A aposta bolsonarista é quase toda na internet. Ele não terá marqueteiro oficial. “Para quê? Só tenho oito segundos”, é sua resposta padrão. 

Ainda assim, seu consultor econômico, Paulo Guedes, atraiu equipe do publicitário Roberto Medina para gravar inserções para redes sociais. A parceria deverá continuar.

O telefonema de Lindbergh para Garotinho

O ex-governador Anthony Garotinho (PRP), novamente pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, declarou ao Globo:

“Fechei com o PPL, PROS, Patriotas e o PRB. O senador Lindbergh (Farias) me ligou nesta terça (24) e disse que o diretório do PT do Rio prefere lançar Marcia Tiburi.”

No diretório nacional, há controvérsias.

EXCLUSIVO: Palocci entrega rastreador veicular para provar reuniões e pagamentos de propina a Lula

O Antagonista apurou que o delator Antonio Palocci entregou à Polícia Federal dois rastreadores que estavam instalados em veículos de uso pessoal.

Os equipamentos trazem o registro histórico de percursos utilizados pelo ex-ministro, inclusive locais visitados, como escritórios de advocacia, empresas, residências e restaurantes.

Após a perícia da PF, esses registros vão ajudar a corroborar episódios de negociação e entrega de propina narrados por Palocci em sua delação premiada.

O italiano já contou à Lava Jato que fez ao menos cinco pagamentos a Lula, em dinheiro vivo, para cobrir despesas pessoais do ex-presidente.

Palocci também forneceu à PF quatro HDs de computadores da Consultoria Projeto, com emails, contratos e agendas. A empresa era usada para repasses ilícitos de grandes empresários ao PT.

Os HDs já estão sendo periciados pelos investigadores.

fonte: O Antagonista

Geraldinho Paz e Amor

Geraldo Alckmin está montando uma chapa igual à de Lula em 2002, diz O Globo.

“As conversas por apoio na disputa presidencial entram na fase final. O tucano Geraldo Alckmin, que, até o momento, parece ter conseguido atrair uma sopa de letrinhas, cada vez mais desenha uma chapa à la Lula 2002 ou Dilma 2010. Dá sinais de que prefere correr o risco de ver seu nome associado a partidos do mensalão e outros escândalos, do que perder espaço no horário eleitoral.”