quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Já fizestes o dever?

É nosso dever cívico resgatar a nação.  A bem da verdade, desde a formação da República, a identidade do brasileiro esteve muito mais ligada aos seus costumes e cultura locais, do que ao país como um todo. Ser patriota, muito se resumiu à comemorar o “Dia do Soldado” ou cantar (a contra gosto) o hino nacional em partidas de futebol.  No máximo, na escola, decorar o hino da bandeira.
Hino à bandeira do Brasil
Salve lindo pendão da esperança!
Salve símbolo augusto da paz.
Tua nobre presença à lembrança.
A grandeza da Pátria nos traz.
Refrão
Recebe o afeto que se encerra.
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
2
Em teu seio formoso retratas.
Este céu de puríssimo azul, 
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.
(Refrão)
3
Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amado,
Poderoso e feliz há de ser!
(Refrão)
4
Sobre a imensa nação brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre sagrada bandeira,
Pavilhão da justiça e do amor!
(Refrão)
Composta por Olavo Bilac, com letra de Francisco Braga, adotado em 1906, a canção enaltece a grandeza de um país. No entanto, a lírica de Braga, convoca todos os nascidos aqui ao cumprimento de um dever. E é este o mérito que os convido a cumprir no ano que se faz presente. Nós somos os responsáveis pelo resultado do nosso futuro. As nossas escolhas nestas eleições, serão determinantes para o caminhar da nação. É óbvio que não dá para aglutinar diversas culturas diferentes e impor um sentimento patriótico aos milhões de eleitores que decidirão seus destinos dentro de um mês. Peço aqui, o básico. É necessário verificarmos se os nossos postulantes têm fichas limpas.


    É imprescindível que pesquisemos vossos passados, atitudes e condutas. Nunca uma disputa precisou ser tão criteriosa do lado do cidadão. Fica aqui o convite. Aproveite este ano eleitoral para levantar o maior número de informações possíveis sobre os seus candidatos a deputado estadual, federal, senador, governador e presidente da república. Caso seja de sua vontade, exercer um pouco de patriotismo o qual sempre teve preguiça, ou nunca a oportunidade, chegou a hora de fazer o dever de casa.

    texto por Alexandre Lacerda, no site Conexão Política.

    A manipulação judicial da “insanidade” e “loucura” para beneficiar Adélio Bispo de Oliveira

    O dia 6 desse mês, uma quinta-feira, o candidato à Presidência da República, Jair Messias Bolsonaro (PSL), foi alvo de um atentado contra a sua vida. Um homem identificado como Adelio Bispo de Oliveira, de 40 anos, o esfaqueou no abdome durante ato de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais, sendo preso logo em seguida.
    Já no outro dia a mídia divulga que um escritório de advocacia particular, com quatro advogados, aceitou defender o agressor. Zanone Manuel de Oliveira Júnior, Pedro Augusto de Lima Felipe e Possa, Fernando Costa Oliveira Magalhães e Marcelo Manoel da Costa já atuaram em julgamentos de grande repercussão, como a defesa de Bola, amigo do ex-goleiro Bruno. Eles alegam que o interesse na defesa de Adelio é para autopromoção.
    Mas, o próprio Zanone disse, segundo informações da BBC Brasil, que possui 1.038 júris no currículo, sendo 14 deles de fama nacional. Como justificar o argumento de “marketing” quando se trata de um escritório que já possui fama suficiente? Difícil acreditar.
    Mas, teorias à parte, o nosso foco no momento é abordar como a defesa de Adelio Bispo pretende utilizar o argumento da “insanidade” para justificar o ataque contra Jair Bolsonaro. Para isso, os advogados enfatizam frases religiosas, como a de que a motivação do crime teria sido “a mando de Deus”.
    Todavia, até onde pude acompanhar e avaliar como psicóloga e perita criminal, com base nas declarações do próprio Adelio em seu depoimento na segunda-feira (9), não há qualquer indício contundente que possa justificar o diagnóstico de comprometimento mental, nem mesmo o pedido de avaliação psicológica. Claro que a minha posição se trata de uma opinião e não de uma avaliação profissional formal, mas com bastante fundamento.
    Adelio demonstrou que a sua motivação foi puramente ideológica e política. Se existe algum comprometimento, ele é o fanatismo em consequência da sua alienação política. Ele mesmo deixou isso claro durante o depoimento.
    Afirmações de que foi “a mando de Deus” e de caráter religioso em geral não se alinham com a clareza com que ele se expressa e articula seus pensamentos, uma vez que não há indícios de confusão delirante.
    Às ideias religiosas podem ser perfeitamente normais, desde que tenham algum significado para o indivíduo. Há pessoas que em nome da fé acreditam em discos voadores e dizem que já foram abduzidas, nem por isso são consideradas insanas, embora para outros pareça loucura, certo?
    Em nome da religião tem pessoas que se auto-mutilam, passam desnutrição, largam família, vivem isoladas e praticam inúmeros outros rituais que para muitos são absurdos, mas que para elas são frutos da interpretação que deram ao sentimento religioso que possuem. Em nenhum desses casos essas pessoas são consideradas “loucas”.
    O direcionamento da fé quem dá é o sujeito e ela pode, sim, ser conscientemente direcionada para o assassinato de outras pessoas. É isso o que fazem os terroristas do Estado Islâmico, por exemplo. Eles não são insanos. São apenas pessoas que se deixaram manipular pelo fanatismo religioso, que também pode ser político. Não há diferença.
    A própria definição de insanidade é questionável
    Ainda que Adelio Bispo de Oliveira fosse diagnosticado com algum comprometimento mental, esse diagnóstico pode tranquilamente ser questionado. Do ponto e vista científico, a doença mental não é consenso entre os acadêmicos.
    Em um estudo intitulado “Representação social e subjetividade do adoecer psíquico”, os pesquisadores Brito e Catrib (2004) dizem que “a loucura e os conhecimentos científicos sobre ela são, então, conectados à noção de que a pessoa se torna diferente, estranha, outra pessoa, ou seja, é ancorada no conhecimento próprio do senso comum sobre o referido fenômeno”.
    Ou seja, a noção que temos sobre o assunto muitas vezes é o que reforça a noção de “doença”, de forma que “assim, o conceito de loucura se liga e é inserido ao conceito preexistente, enraizando-se socialmente. O objeto representado (loucura) adquire significado através da representação social da loucura (a pessoa fica fora de si) e passa a ser utilizada como sistema de interpretação do meio social”.
    Portanto, a chamada “loucura”, ou estado de “surto”, também pode ser fruto do discurso, contexto social e motivações que cercam a pessoa, e nada ter a ver com o aparelho mental do indivíduo.
    É evidente que não são os advogados que determinam o diagnóstico, mas sim profissionais especializados, mas também é possível que esses profissionais, influenciados pelo discurso da mídia e das possíveis encenações do criminoso, cometam erros. Pessoas de perfil manipulador possuem grande habilidade para dissimular, interpretar e convencer, algo comum no comportamento de muitos criminosos.
    O discurso de ódio da mídia é combustível para a violência
    O que existe de mais contundente no caso de Adelio Bispo de Oliveira é um comportamento motivado em grande parte pelo discurso de ódio da própria mídia. Jair Bolsonaro é constantemente exposto como um vilão contra negros, indígenas, mulheres e homossexuais. Esse reforço manipulador constante dos veículos de comunicação está moldando a visão de pessoas mais sugestionáveis, geralmente de baixa escolaridade, no sentido de criar ódio contra o Bolsonaro, e não simplesmente uma discordância de opinião.
    A revista ISTOÉ, por exemplo, estampou a foto de Bolsonaro na sua capa em novembro passado, com o título “A Ameaça Totalitária”. Na chamada do texto está escrito exatamente o seguinte:
    “O candidato que reverencia torturadores, chama os direitos humanos de ‘esterco da vagabundagem’, diz que só quem ‘fraqueja’ gera filha mulher e que preferiria um filho morto a ser homossexual ostenta quase 20% nas pesquisas. Agora, finge ser liberal para encantar o mercado. Ele pode ser presidente. E o perigo é exatamente esse”.
    O tom agressivo e incitação de ódio contra o candidato são gritantes. A associação da sua pessoa à figura de violência e intolerância também, e este é apenas um exemplo entre vários, com a mesma natureza tendenciosa, distorcida e promotora de rejeição ao Jair Bolsonaro.
    Diante disso, tendo como exemplo a citação da pesquisa que fiz acima, está claro que o atentado contra a vida de Bolsonaro foi também consequência dos ataques desonestos contra ele, patrocinado pela oposição e grande mídia. Isso não é uma dúvida, mas uma constatação, e quem deve dar a resposta contra isso tudo é a população nas urnas, no dia 7 de outubro.

    texto por Marisa Lobo, psicóloga e perita criminal.
    via Conexão Política

    Ministério Público Federal rejeita teste de sanidade mental em agressor de Bolsonaro

    O procurador Marcelo Medina recusou a petição dos advogados de Adélio Bispo de Oliveira para a efetuação de uma análise de sanidade mental, registra O Antagonista.
    Para Medina, a defesa “não forneceu qualquer elemento concreto – laudo, atestado, prescrição, prontuário, histórico de internações ou afastamentos do trabalho – que suscitasse dúvida fundada sobre a sanidade mental do investigado, como exige a lei”.
    “A alegação da defesa prende-se, na essência, aos próprios motivos e circunstâncias do crime, o que, conforme a jurisprudência, não é suficiente.”
    O procurador enfatiza que a sentença final é do juiz.

    terça-feira, 11 de setembro de 2018

    Entrevista de Mourão para a Globo News revela um brasileiro indignado e intelectualmente preparado para a vice-presidência



      A entrevista do General Antônio Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice presidente da república na chapa de Jair Messias Bolsonaro (PSL), na última sexta-feira, emblemático 7 de setembro, para o programa Central das Eleições, da Globo News, surpreendeu eleitores até mesmo de outros candidatos. Oportunidade importante que o general teve para revelar sua serenidade (e seriedade), seu respeito e amor ao país e por sua ordem democrática, além de profundo conhecimento da situação atual do país. Chama atenção ainda a clareza do general da reserva em suas convicções sobre qual rumo devemos tomar para enfrentar este estado de coisas que assola o país e que impede seu desenvolvimento.
      Neste texto exploro aqueles que considero os principais pontos da entrevista, mas antes, preciso confessar que — ainda que sem um motivo claro para isso — nunca nutri grande admiração pela pessoa de Mourão, o que começou a mudar a partir do momento em que foi oficializado como vice de Jair Bolsonaro, quando também comecei a pesquisar mais sobre o novo integrante da chapa. Hoje, sobretudo após esta entrevista, ficou muito claro para mim e para tantos outros brasileiros que Mourão, além de uma figura extremamente bem preparada para o posto de vice, também supera — e muito — a capacidade intelectual de todos os outros candidatos a vice e a cabeça de chapa das outras coligações.
      Outra coisa que ficou muito clara para todos — para nossa tristeza, não para nossa surpresa — é o estado irrecuperável de alienação da nossa classe jornalística, a bolha em que esses profissionais vivem gera uma dissonância cognitiva com a realidade e com os anseios da população brasileira que nos obriga a perguntar à que se presta tão arrogantes, corporativistas e despreparados ‘pejotas’ que nada mais fazem além de militar por causas tão espúrias e rasas?
      À entrevista. Como não poderia ser diferente, o início da entrevista foi marcada pela lembrança do atentado contra a vida de Jair Bolsonaro, e ao que tudo indica, ação orquestrada por alguma rede político-partidária, dados os detalhes timing, de planejamento e contradições insanáveis quanto a capacidade financeira do criminoso e pela existência de uma força tarefa de defesa acionada a um custo altíssimo, envolvendo até mesmo jatinho particular, pouquíssimas horas após a conflagração do crime, dentre outras questões.
      O atentado
      Sobre o atentado, Mourão reforçou que o atentado não foi dirigido somente contra o candidato mas também contra nossa democracia. E, apesar do que esperavam os famintos e entorpecidos jornalistas, o general candidato a vice pregou união ao mesmo tempo que exaltava o sete de setembro, dia de nossa independência. Ao longo da entrevista, o vice de Bolsonaro, também deixou claro que é momento de reduzir tensões e voltou a criticar apoiadores da chapa mais exaltados, diferenciando-os, porém, de qualquer militância radical de esquerda. 
      Quanto a retomada das atividades de campanha o general afirmou que estão preparados para voltar às ruas em no máximo dois ou três dias, o que deve ocorrer já nesta segunda-feira, 10, e provavelmente antes mesmo do leitor chegar ao fim desta longa análise.
      Nesta nova fase da campanha, Mourão garantiu que será fiel às propostas de seu cabeça de chapa na defesa das mesmas ideias e propostas bem como no tom sugerido por Jair Bolsonaro de moderação e sem acirramento dos ânimos. Salientou que o objetivo da chapa é governar para todos, insinuando que um acirramento neste momento poderia quebrar o espírito de união desejado pela campanha. Disse também já ter produzido alguns pequenos vídeos para as redes sociais.
      Vice
      Sobre sua escolha como vice, a tentativa dos jornalistas em aguçar algum  ressentimento no general por supostamente ter sido a última opção do titular, Mourão conseguiu com eficiência quebrar a narrativa dizendo que na verdade foi o primeiro a ser procurado, mas que entendeu perfeitamente o fato de Jair Bolsonaro ter tentado antes algumas composições diferentes que pudessem agregar de outras maneiras à sua campanha.
      O general afirmou também ser defensor de quase todas as propostas de Bolsonaro, “90%” delas, disse. Perguntado por Gerson Camarote, atribuiu os 10% de discordância com a ideia de um ensino militar generalizado por todo o país, reconhece o candidato, porém, que isso pode ser somente um erro de comunicação de Bolsonaro sobre o assunto. Ainda assim, defende o sistema militar como modelo.
      Armas de fogo
      Induzindo o telespectador a acreditar que Jair Boslonaro vem defendendo uma espécie de distribuição indiscriminada de armas de fogo nas mão dos brasileiros, como se fossem distribuídas em postos de saúde e em pontos de ônibus, Mourão foi claro e reforçou exatamente o que Bolsonaro vem defendendo desde o início, a liberdade de escolha e o equilíbrio de forças, questões inegociáveis em democracias super desenvolvidas como os Estados Unidos, país que apesar de mais populoso que o Brasil, registra cerca de 8 mil homicídios por ano, uma realidade incomparável com a nossa, onde registram-se cerca de 63 mil assassinatos ao ano, e onde nenhum cidadão de bem pode possuir armas, somente as forças públicas de segurança e os criminosos que, aliás, detêm arsenal superior ao das polícias, podem tê-las.
      Além disso, completou o general que o direito de posse e porte de arma devem estar vinculados ao treinamento adequado e ao preparo psicológico do cidadão que desejar exercer tal direito. Pessoas incapazes não podem ter aceso às armas.
      Na minha visão, pelo que ouço de Bolsonaro quando questionado sobre o tema, acredito que somente a posse seria liberada de modo mais abrangente entre a população, limitando o porte aos produtores rurais e para aqueles que moram em regiões isoladas e que não contam com rápida resposta policial. Para quem não souber a diferença entre posse e porte, aconselho o uso do Google — pelo bem do tamanho do texto ;). Essa é uma impressão minha sobre o que acredito estar sendo defendido pelo candidato e nem mesmo é minha opinião, que é a de liberação de posse e porte para todos cidadãos maiores de idade, sem antecedentes criminais, aptos em termos de treinamento técnico e condições psicológicas.
      Segurança Pública
      No mais, preciso salientar a insistência paranóica de toda a imprensa nacional, nesta entrevista protagonizada por Miriam Leitão, em tentar fixar junto ao eleitorado a ideia de que Bolsonaro vê a posse e porte de armas como única saída para a questão da segurança pública no país. Óbvio, sabemos que Bolsonaro defende com muita ênfase esta questão, mas jamais, repito, jamais, ouvi o candidato defender tal medida como única solução. Jamais, repito pela terceira vez.
      Tanto é verdade, que ainda sobre segurança pública, o general Antônio Hamilton Mourão defendeu durante o programa uma política de segurança moderna, com planejamento e que leve em consideração aquilo dá certo em cada parte do país — e provavelmente, pelo que já ouvi de Bolsonaro, o que também funciona bem em outros países. Mourão se mostrou também preocupado em mostrar resultados nesta área com certa velocidade para não decepcionar a expectativa do brasileiro com esta questão. Sim, temos de concordar, o Brasil tem pressa.
      Quanto a intervenção federal no estado do Rio de Janeiro, foi enfático dizendo que as Forças Armadas estão agindo no estrito cumprimento de ordem presidencial, e que ele pessoalmente não concorda com a maneira com que o exército foi empregado em seu próprio território e acusou o presidente Michel Temer de uso político do dispositivo de intervenção federal. Defendeu ainda que somente repressão não pode resolver o problema do estado e que áreas como a de saúde, educação e social devem se fazer presentes numa ação como essa, assim como a iniciativa privada.
      “Polêmicas de Mourão”
      Quanto às declarações passadas e consideradas polêmicas pelos jornalistas sobre uma possível “intervenção militar no país”, Hamilton Mourão foi claro e repetitivo ao dizer que as Forças Armadas “interfeririam” somente num cenário de total ausência dos agentes políticos, num quadro claro de anarquia generalizada, ao que fez questão de deixar claro não ser o caso do país hoje. Em suma, disse o óbvio, que numa total omissão entre todos os poderes da República e de total descontrole da ordem social e democrática, as forças, como não haveria de ser diferente, cumpririam sua função constitucional de preservar a lei e a ordem.
      Sobre outra declaração “polêmica” do general, disse que a indolência dos índios e a malemolência dos africanos, são marcas que o brasileiro carrega em seu DNA. Citou o “jeitinho brasileiro” tão famoso e celebrado por tantos como qualidade e não como defeito para a solução de problemas por vias outras que não as “ortodoxas” ou “quadradas”, concluiu.
      Economia
      Na área econômica, defendeu a privatização de áreas da Petrobras como a distribuição e refino, mas não se mostrou favorável a total privatização da empresa, preservando a área da exploração. Sobre os bancos públicos insistiu que tais empresas não podem servir para uso político. Defendeu também que o Estado não deve desempenhar o papel da iniciativa privada e defendeu um estado mais regulador e menos gestor de empresas.
      Sobre a reforma da Previdência, não só se mostrou favorável como disse ter sido autor de uma “mini reforma” no Exército Brasileiro, o que segundo o general, que foi secretário de economia e finanças da instituição, trará alívio para os cofres da corporação já nos próximos anos.
      Nomeações
      Quanto as nomeações para ministérios num eventual governo Bolsonaro-Mourão, defendeu que somente a capacidade técnica e gerencial será utilizada como meio de avaliação nas indicações. Segundo ele, não importa se for homem, mulher, civil ou militar. Repetiu por algumas vezes que somente competência e eficiência gerencial podem ser consideradas. Negou a possibilidade de qualquer tipo de loteamento político. 
      Para o ministério da Defesa, inclusive, disse aceitar que um civil ocupe o posto, desde que tenha competência para tal função.
      Governabilidade
      Quanto a governabilidade, defendeu, ainda que o acusem de ingenuidade, o convencimento de parlamentares por meio de diálogo e pela apresentação de um diagnóstico claro da situação brasileiro, das soluções propostas pela equipe de governo e através da pressão popular, promovendo publicidade de atos e propostas para a sociedade, sobretudo por meio das redes sociais.  Assumiu que é algo difícil, mas negou ceder ao “mais do mesmo” assim como descartou o uso das Forças Armadas como meio de pressão às instituições. Este modelo de negociação defendido por Mourão é, diga-se, idêntico ao defendido pelo candidato João Amoêdo, do NOVO, e seus eleitores.
      Social
      Na área social disse defender a administração do programa Bolsa Família como essencial para um momento como esse que o país passa. Enfatizou, porém, que a única solução sustentável é que o brasileiro possa viver por meio do próprio esforço e dos próprios recursos sem a dependência do Estado.
      Quanto ao emprego de cotas em universidades, Mourão disse não ser possível mexer nisso agora, mas defendeu enfaticamente uma “linha de partida” com melhores condições para todos, permitindo que as cotas sejam sim descontinuadas com o tempo, o que ratifica a posição de Boslonaro de que o esforço do governo deve ser concentrado no ensino básico.
      Política Externa, EUA, Venezuela
      Na política internacional, salientou a importância do Brasil se aproximar de países como Estados Unidos, um tradicional aliado, não comprou a ideia de comparar Jair Bolsonaro ao presidente norte-americano Donald Trump, apesar de ambos terem qualidades em comum. Preferiu destacar as diferentes origens de cada um, o primeiro como um político e o segundo como um empresário bilionário.
      Sobre a Venezuela, e aqui provavelmente o ponto alto da entrevista, deu uma verdadeira aula sobre Venezuela explicando as origens do ditador já falecido Hugo Chavez e seu histórico golpista e afastou por completo a tentativa da jornalista Miriam Leitão em tentar associar a ditadura socialista de Chavez e Maduro aos militares como um todo, alertando que no caso venezuelano, militares foram coptados pelo regime, “comprados com dinheiro”, e reforçou que o que há naquele país é sim o emprego do socialismo do século 21.
      O general revelou também — eu particularmente não sabia — já ter morado na Venezuela como adido militar, além de ter lembrado que já morou também nos Estados Unidos e na África, neste último liderando uma força de paz. Sobre isso revelou que num eventual governo deles a primeira missão de paz do Brasil será na Venezuela, indicando claramente que um governo Bolsonaro-Mourão estará dedicado à verdadeira solução do drama venezuelano, aquela que sabemos bem, só é possível de ser feita em território venezuelano e não administrando indefinidamente o fluxo crescente de migrantes no país.
      Conclusões
      Além de ter revelado profundo conhecimento da situação nacional, de nossa história, de ter experiência fora do Brasil em questões dramáticas e caras para a América Latina neste exato momento, o general candidato a vice de Jair Bolsonaro mostrou ser um homem sereno, disciplinado (o que se espera de um general quatro estrelas), agregador e pacificador, e com um raciocínio muito claro e transparente. Frustrou totalmente a expectativa dos jornalistas do programa mas, ainda assim, considerou o programa “maravilhoso” e não poupou elogios (ainda que não merecidos) aos entrevistadores. 
      Mourão parece ser um homem sério, indignado como está Bolsonaro, e como todos nós brasileiros estamos há algum tempo. Indignação, aliás, me parece pré requisito para nossas escolhas no próximo dia 7 de outubro. Sem políticos verdadeiramente indignados com o tudo o que está aí, a mudança não passará de um discurso e de uma promessa politicamente correta e bonitinha empregada em todas eleições e, claro, mais uma vez fadada a não ser cumprida. 

      Definitivamente, precisamos de políticos indignados e muito bem acompanhados.

      texto por Guilherme L. Campos, Jornalista, conservador, analista político e editor-chefe do 'Portal São Paulo 011'.

      Bolsonaro será submetido a nova cirurgia de grande porte

      O golpe contra Jair Bolsonaro foi extremamente violento.

      Caso o agressor não tivesse sido obstruído pela mão salvadora do policial militar Erlon Rossignoli Júnior, que conseguiu segurar o braço de Adelio, diminuindo a intensidade do golpe, o candidato não teria tido a mínima chance de sobreviver.

      Erlon, de 25 anos de idade, é lutador de artes marciais e soldado da PM mineira. Ele literalmente salvou a vida de Bolsonaro. Isto é ponto pacífico.

      Mesmo assim, o estado de saúde de Jair Bolsonaro ainda é considerado grave. Ele permanece em terapia intensiva e terá que ser submetido a uma nova cirurgia de grande porte.

      O objetivo do novo procedimento é retirar a bolsa de colostomia e reconstruir o trânsito intestinal. Uma cirurgia programada, com riscos infinitamente menores.

      A previsão é de que Bolsonaro esteja pronto para retomar o embate eleitoral no dia 04 de outubro, quando deverá participar do debate da Rede Globo.

      As informações são do site Jornal da Cidade

      Vice de Alvaro Dias vê Bolsonaro mais perto do 2º turno

      Paulo Rabello de Castro, ex-presidente do BNDES e vice na chapa encabeçada por Alvaro Dias, disse ao Estadão que o atentado contra Jair Bolsonaro deixou o candidato do PSL mais perto do segundo turno.

      “A tendência é a direita estar qualificada na presença dele no segundo turno. Para isso, o atentado o qualificou um pouco mais”, afirmou Rabello.

      Aparentemente, nem o vice de Alvaro Dias acredita que ele fique ao menos em segundo lugar na eleição.

      Por que a trégua em relação a Bolsonaro terminou

      A trégua em relação a Jair Bolsonaro já terminou porque os oponentes já sabem que ele pode ter crescido mais do que as pesquisas indicam.

      FORTE GUINADA PARA A DIREITA

      GUINADA ELEITORAL
      No dia 6 de setembro, a partir do momento em que o candidato Jair Bolsonaro foi brutalmente esfaqueado por um militante político criminoso, do tipo que não admite a possível quebra da hegemonia comunista instalada no nosso país desde a eleição de Lula-Petista, em 2002, a atual corrida presidencial deu uma forte guinada para a direita.

      PULO PARA 30%
      Vejam que a candidatura de Jair Bolsonaro, que vinha patinando dentro de um percentual de 22% nas pesquisas de intenção de voto, nesta manhã, depois de passados quatro dias do atentado, em levantamento realizado pelo Banco BTG, o que se vê é um salto para 30% das intenções de voto. 

      PESO DO ATENTADO
      Fica evidente, neste momento, que a COMOÇÃO tem um papel muito importante no comportamento dos eleitores. Vejam que boa parte dos eleitores que mostravam grande rejeição à candidatura de Bolsonaro, na medida em que colocaram o peso do BRUTAL ATENTADO no prato da BALANÇA ELEITORAL, acharam por bem mudar de ideia.

      PROBABILIDADE DE SE ELEGER NO PRIMEIRO TURNO
      Em última análise, depois de tudo que li e assisti até agora, se a campanha for bem conduzida ao longo destes próximos 27 dias, a probabilidade de Jair Bolsonaro vir a ser eleito no PRIMEIRO TURNO é grande e, portanto, deve ser levada à sério.

      GENERAL MOURÃO - UM VICE MUITO EQUILIBRADO
      Aliás, no meu entender quem tem tudo para levar esta probabilidade a se confirmar é, indiscutivelmente, a presença e/ou atuação do general Hamilton Mourão, candidato a vice de Bolsonaro. Mourão vem ganhando destaque e admiração pelo preparo, inteligência e um excepcional equilíbrio. 


      Texto Gilberto Simões Pires

      Governo de Trump contatou família de Bolsonaro, diz porta-voz da Casa Branca

      A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, disse hoje (10) que um membro do governo do presidente Donald Trump teria entrado em contato com a família do candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, após ele ter sofrido atentado na quinta-feira (6) da semana passada em Juiz de Fora, Minas Gerais. 

      Durante a coletiva de imprensa da Casa Branca, um jornalista afirmou que o mundo todo acompanhou as notícias sobre a agressão a faca e perguntou se o presidente ou algum funcionário do governo teria se comunicado com Bolsonaro ou sua família.

      “Eu não tenho informações de que o presidente tenha [entrado em contato], mas eu acredito sim que membros do governo entraram em contato. E eu trabalharei para conseguir os detalhes sobre quem foi”, afirmou a porta-voz.

      segunda-feira, 10 de setembro de 2018

      STF não vai julgar ações sobre impedimento de Gilmar em casos da Lava Jato

      A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, considerou prejudicadas e, portanto, não serão mais julgadas ações que alegavam impedimento e suspeição do ministro Gilmar Mendes em casos ligados à desdobramentos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

      As ações foram propostas pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. Cármen Lúcia seguiu parecer da atual chefe do Ministério Público Federal Raquel Dodge, registra o site Folha Política.

      “Pelas mudanças processadas no quadro fático-jurídico após o ajuizamento e, nos termos apresentados pelo arguente, julgo prejudicada a presente Arguição, pela perda superveniente do objeto”,  escreveu a ministra.

      Um dos principais desafetos de Gilmar, Janot apresentou duas arguições de impedimento, suspeição e incompatibilidade da relatoria dos habeas corpus 146.666/RJ e 146.813/RJ, que tratam dos empresários Jacob Barata Filho e Lélis Marcos Teixeira.

      Segundo Janot, são vários os vínculos pessoais que impedem Gilmar de exercer com a mínima isenção suas funções no processo. A PGR aponta que o ministro, em 2013, foi padrinho de casamento de Beatriz Barata, filha do paciente, com Francisco Feitosa Filho. Ele é filho de Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, irmão de Guiomar Mendes, mulher do Gilmar.

      Para os procuradores, a relação entre as famílias vai além. Conforme apuração do Ministério Público Federal, Jacob Barata Filho integra os quadros da sociedade Autoviação Metropolitana Ltda, ao lado, entre outros sócios, da FF Agropecuária e Empreendimentos S/A, administrada por Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, cunhado do ministro Gilmar Mendes.

      Outro ponto é que o escritório de Sérgio Bermudes, integrado por Guiomar Mendes, representa e tem assinado diversas petições postulando o desbloqueio de bens e valores nos processos cautelares de natureza penal da Operação Ponto Final.

      Janot cita o Código de Processo Civil para sustentar a irregularidade na atuação do ministro. “Incide no caso a hipótese de impedimento prevista no art. 144, inciso VIII, do Código de Processo Civil, cumulado com o art. 3º, do Código de Processo Penal, a qual estabelece que o juiz não poderá exercer jurisdição no processo ’em que figure como parte cliente do escritório de advocacia de seu cônjuge, companheiro ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, mesmo que patrocinado por advogado de outro escritório’”.

      Outro trecho ao qual ele faz referência é a suspeição prevista no art. 145, inciso III, do Código de Processo Civil, cumulada com o art. 3º, do Código de Processo Penal, a qual dispõe que há suspeição do juiz quando qualquer das partes for sua credora, de seu cônjuge ou companheiro ou de parentes destes, em linha reta até o terceiro grau, inclusive.

      Gilmar sempre negou qualquer irregularidade para atuar nos casos. O ministro critica também o fato de o MPF tentar usar normas do Código de Processo Civil no caso, que é penal. “Em nenhum momento, o CPC dispõe-se a reger a matéria processual penal. Pelo contrário, as menções do Código de Processo Civil a procedimentos criminais voltam-se para excluir expressamente sua aplicação – art. 12″, § 2º, VIII – ou para reger a relação entre as duas jurisdições.

      Funcionária que criticou Bolsonaro é demitida do Hospital Albert Einstein

      O Hospital Albert Einstein, em São Paulo, demitiu uma funcionária que fez comentários críticos ao deputado Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência, no Facebook. O parlamentar foi transferido para a unidade de saúde depois de ser esfaqueado durante um ato de campanha em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, na última quinta-feira, registra o site Folha Política.

      Na última sexta-feira, após ocorrer a transferência de Bolsonaro para o hospital paulista, a funcionária postou uma foto do candidato e escreveu: "vou ter que usar máscara de oxigênio pra não correr o risco de respirar o mesmo ar".

      De acordo com o Hospital Albert Einstein, "este tipo de conduta não condiz com os valores e crenças" da instituição. Em seu Facebook, Elcimar Coelho Marques disse ter sido demitida por justa causa, embora tenha pedido demissão em maio para fazer um curso remunerado. Após o primeiro comentário, ela fez uma série de postagens negativas ao candidato do PSL.

      Jair Bolsonaro terá que passar por uma nova cirurgia de grande porte para reconstruir o trânsito intestinal e retirar a bolsa de colostomia, informou o boletim médico divulgado na manhã desta segunda-feira.

      LEIA A NOTA DO HOSPITAL ALBERT EINSTEIN

      Informamos que a senhora Elcimar Coelho Marques não faz parte do quadro de colaboradores do Einstein desde 18 de maio de 2018 . Este tipo de conduta não condiz com os valores e crenças da nossa Instituição. Ressaltamos que prezamos pela ética e respeito ao próximo, sobretudo com os nossos pacientes.

      “O PT não perdoa que o general Villas Boas tenha recusado jogar os tanques contra o povo na rua”

      De um observador da cena política, sobre a nota do PT contra o general Villas Boas, por causa da entrevista do comandante do Exército ao Estadão:

      “O PT não perdoa que Villas Boas tenha recusado a decretação inconstitucional do Estado de Defesa, para jogar os tanques contra o povo na rua, durante a campanha pelo impeachment de Dilma Rousseff. Nem que tenha sinalizado que não aceitaria o golpe de Estado, armado contra o Senado, na abertura do impeachment.”, registra O Antagonista.

      Candidato do PT é preso após ‘avançar contra guardas municipais’

      Na noite de ontem, Renato Freitas, candidato a deputado estadual pelo PT do Paraná, gravou um vídeo — explorado pelos blogs de esquerda — dizendo que “não estava fazendo nada, só estava panfletando” quando recebeu tiros de bala de borracha disparados pela Guarda Municipal.

      O Antagonista publica, na íntegra, a nota da Prefeitura de Curitiba sobre o caso:

      “A Guarda Municipal foi acionada por moradores do entorno da Praça do Gaúcho, por volta das 19h00 deste domingo (9/9), que reclamavam de pessoas fazendo racha de veículos, consumindo droga e promovendo perturbação do sossego em espaço público.

      A Guarda Municipal atendeu ao chamado e precisou usar arma não letal (com bala de borracha) para conter o grupo e para restabelecer a ordem no local. Renato Almeida Freitas Junior, que é candidato a deputado estadual, estava no grupo que avançou contra os seis guardas municipais e acabou ferido na mão e nas costas. Ele foi encaminhado para atendimento médico no Hospital Cajuru. Após a liberação médica, será feito o registro do caso.

      Além de envolvimento anterior num caso com a Polícia Militar, Almeida Freitas já havia sido detido pela Guarda Municipal em agosto de 2016, quando candidato a vereador, por desacato e perturbação de sossego.

      DATAFOLHA: BOLSONARO 24%, CIRO GOMES 13%

      Divulgada nova pesquisa Datafolha feita hoje, a primeira presidencial nacional depois do atentado contra Jair Bolsonaro em Juiz de Fora.

      Jair Bolsonaro oscilou de 22% para 24%, dentro da margem de erro, que é de dois pontos. Ciro Gomes tem 13%, Marina Silva tem 11% –caiu cinco pontos; tinha 16%–, Geraldo Alckmin oscilou de 9% para 10% e Fernando Haddad subiu de 4% para 9%.

      Igreja em Montes Claros nega bancar defesa de esfaqueador

      O pastor Antônio Levi de Carvalho negou que a Igreja do Evangelho Quadrangular em Montes Claros, Norte de Minas Gerais, banca os advogados de Adelio Bispo de Oliveira - o homem que esfaqueou o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) na última quinta-feira. Segundo familiares, o acusado se tornou missionário há oito anos, o que levantou suspeita de que o grupo religioso financiasse a defesa. Os quatro representantes legais do homem que agrediu o candidato deram versões divergentes sobre quem paga os honorários, registra o site Folha Política.

      O QUE DIZ CADA ADVOGADO

      Fernando Magalhães
      “Uma pessoa que se diz representando uma congregação (os procurou). Não nos cabe percorrer o caminho de provar ser verdadeiro ou não o que declarou. Sabemos que o ataque não teve cunho religioso e sim político, por convicção do cliente e sem interferência de terceiros”.

      Pedro Augusto de Lima Felipe e Possa
      “Adelio se disse testemunha de Jeová. Não tem cunho da igreja (o pagamento). Foi uma pessoa ligada à religião dele que nos contratou”.

      Marcelo Manoel da Costa
      “O primeiro contato se deu por meio de um parente de Adelio, que fora aluno de Zanone e telefonou para ele. A questão do pagamento será combinada depois”.

      Zanone Manuel de Oliveira Júnior
      "A pessoa falou que tem conhecimento com a família e com o pessoal da igreja e que tinha gente lá conversando se iam ou não fazer uma vaquinha para financiar", disse, em entrevista ao Globo.

      IGREJA NEGA

      De acordo com o pastor Antônio Levi de Carvalho, superintendente da Igreja do Evangelho Quadrangular em Montes Claros, Adelio nunca foi integrante da Igreja na cidade.

      Na tarde de quinta-feira, familiares de Adelio declararam em Montes Claros que, há oito anos, o homem se tornou missionário da Igreja do Evangelho Quadrangular. Nesse sábado, em Juiz de Fora (na Zona da Mata), o advogado Fernando Magalhães disse que a defesa foi contratada “a partir de uma congregação de Montes Claros, que pediu sigilo”.

      "A igreja (do Evangelho Quadrangular) não reconhece o senhor Adelio como membro desta igreja", afirmou o pastor Levi. "A igreja informa que não pagou absolutamente nada de custas processuais dos advogados do senhor Adelio”, completou.

      O pastor demonstrou estranhamento com a informação de que a defesa seria paga por uma ‘congregação’ de Montes Claros: "Conhecemos a realidade da nossa cidade, que é difícil. Quem aqui teria dinheiro para contratar advogados de um calibre desse?". 

      Adelio é defendido por quatro advogados. Zanone, inclusive, deixou Belo Horizonte às pressas em avião próprio rumo a Juiz de Fora. Ao lado dele, estava Fernando Magalhães. Marcelo Manoel da Costa disse que trabalha no caso especialmente por conta da visibilidade, já que os valores pagos são ‘irrisórios’.

      O pastor Antônio Levi de Carvalho disse que o Evangelho Quadrangular tem mais de 5 mil seguidores em Montes Claros e que não existe nenhum registro de que Adelio já tenha integrado a congregação.

      Antônio Levi disse que há uma lista de fiéis registrados. Admitiu, porém, que Adelio pode ter frequentado alguma sede da igreja do Evangelho Quadrangular em Montes Claros. "A nossa igreja recebe visitas de muita gente. Não dá para saber quem são todas as pessoas que visitam a igreja. “Estou há 13 anos em Montes Claros e nunca tive notícia dele (Adelio) em alguma igreja nossa".

      O pastor afirmou ainda que desconhece a informação de que Adelio tenha se tornado missionário da igreja, conforme disseram familiares do agressor. Levi explicou que é preciso apresentar ficha de bons antecedentes para representar a Evangelho Quadrangular.


      "Para entrar para a igreja, primeiro a pessoa tem que fazer uma confissão de fé, aceitando Jesus para ser salva. Depois, acontece o batismo", relatou. Segundo ele, também é preciso que o aspirante a missionário passe por um processo seletivo, não possua ficha criminal e tenha “nome limpo no SPC e no Serasa”.

      'Acabaram de elegê-lo Presidente. Os indecisos puderam constatar do que a ideologia doentia é capaz', diz General

      O General Paulo Assis comenta a tentativa de assassinato do candidato Jair Bolsonaro. Para Assis, " como toda faca tem dois gumes, prevaleceu o da Justiça: o  povo está indignado.

      Acabaram de elegê-lo Presidente da República. Está mais forte do que nunca. Agora, os indecisos, as ovelhas perdidas, puderam constatar do que a ideologia doentia é capaz".

      Meirelles se confunde

      Henrique Meirelles responde sobre igualdade salarial entre homens e mulheres.

      O emedebista se confunde e afirma que é inaceitável que “mulheres ganhem mais do que homens”, querendo dizer o contrário, obviamente.

      A plateia ri.

      “Ele já tomou purpurinada, já tomou ovada, agora tomou uma facada”

      Eduardo Bolsonaro, um dos filhos de Jair Bolsonaro, deu uma entrevista na porta do hospital Albert Einstein e voltou a negar que seu pai pregue a violência.

      “A pergunta que eu deixo no ar é: quem são os intolerantes? Quem é que são os radicais? Será que nós é que somos os intolerantes? “, disse Eduardo, destacando que o agressor saiu vivo e sem ferimentos depois do atentado no meio da multidão.

      “Ele [Bolsonaro] já tomou purpurinada, já tomou ovada, agora tomou uma facada. Tentaram tirar a vida de Jair Bolsonaro porque ele está muito próximo de chegar à presidência, para ser uma pessoa que muda o jogo entre a alternância de poder entre esquerda mais radical e outra mais moderada.”

      A campanha de Bolsonaro nunca parou totalmente.

      Mais de 500 programas federais ficam sem verba neste ano

      Mais de 500 programas do governo previstos no Orçamento não receberam nenhum centavo neste ano, registra a Folha.

      Desde que Michel Temer assumiu a presidência da República, 20% desses programas ficaram sem dinheiro.

      O bilionário déficit nas contas públicas, que se arrasta desde 2014, impôs o atual ajuste fiscal e comprometeu projetos de construção de hospitais, penitenciárias, sistemas de alerta de desastres naturais, compra de medicamentos de portadores de doenças raras e preservação do patrimônio histórico e natural.

      Ciro, sobre Bolsonaro: “Foi ferido na barriga, mas não mudou a cabeça”

      Ciro Gomes, ao sair do debate na TV Gazeta, sobre Jair Bolsonaro:

      ”Ele foi ferido na barriga, mas não mudou nada na cabeça.”

      Em Ciro, só a barriga cresceu.