quinta-feira, 13 de setembro de 2018

CUBA DÁ CALOTE NO BRASIL

Cuba está dando um calote no Brasil pelo Porto de Mariel.

Diz a Folha de S. Paulo:

“O governo de Cuba deixou de pagar US$ 20 milhões ao BNDES nos últimos três meses e corre o risco de ser levado a calote.

Pagamentos ao Banco do Brasil, no programa de apoio à exportação de alimentos, também estão falhando, e a conta em aberto já soma € US$ 30 milhões.

No caso do BNDES, a maior parte da dívida se refere ao financiamento da obra do Porto de Mariel, conduzida pela Odebrecht durante os governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.”

Lula já está na cadeia. Falta Dilma Rousseff.

Lula ressuscitado

O Estadão, em editorial, diz que o poste é apenas um figurante:

“Na carta em que anunciou a candidatura de Fernando Haddad à Presidência, escrita em seu escritório eleitoral em Curitiba e lida por seus fiéis como se fosse a palavra divina revelada, Lula, depois de reafirmar pela enésima vez que se considera vítima de um julgamento político, declarou que “um dia a verdadeira justiça será feita e será reconhecida minha inocência” – e então, como se fosse um versículo sobre a ‘Paixão’ de Lula ressuscitado, emendou: ‘E nesse dia eu estarei junto com o Haddad para fazer o governo do povo e da esperança. Nós estaremos lá, juntos, para fazer o Brasil feliz de novo’.

O tom manifestamente religioso da mensagem mal disfarça o verdadeiro sentido dessa pregação lulopetista: anunciar que, se Haddad for eleito, Lula espera ser beneficiado com a liberdade e, ato contínuo, tornar-se o presidente de fato, enquanto o ex-prefeito de São Paulo estará lá apenas para fazer figuração.”

URGENTE: CIRURGIA CONCLUÍDA

A cirurgia de Jair Bolsonaro para descolamento do intestino delgado terminou há pouco. 

O procedimento foi bem-sucedido.

De acordo com médicos especialistas, a aderência (ou a união de dois tecidos do corpo) ocorreu em decorrência da cicatrização interna em áreas que sofreram incisão cirúrgica, realizada após a facada. Além disso, a cirurgia também provocou uma inflamação no intestino e fístula nos pontos.

A aderência foi causada pela inflamação decorrente do trauma, e dificultou a passagem de alimentos pelo intestino.

Na cirurgia desta noite, as fístulas foram suturadas e as aderências foram liberadas.

“Ele teve um corte, perdeu muito sangue, é normal que o intestino fique muito dilatado. Com o passar dos dias vai melhorando. Provavelmente, piorou nas últimas 18 horas, o que levou a essa distenção, provavelmente uma alça intestinal se juntou, ficou muito próxima à outra, com um quadro que a gente chama de obstrução intestinal", disse Alfredo Guarischi, médico especialista em grandes cirurgias.

fonte: G1

FILHO DIZ QUE O ESTADO DE SAÚDE DE BOLSONARO AINDA É GRAVE E PEDE QUE CONTINUEM AS ORAÇÕES

Pelo Twitter, o filho de Bolsonaro, Flavio Bolsonaro, se pronunciou sobre a nova cirurgia e disse que o estado de saúde dele ainda é grave.
Meu pai está fazendo uma nova cirurgia agora, peço que continuem as orações, o estado dele ainda é grave.
O presidente do PSL, Gustavo Bebiano, disse que a cirurgia deve durar duas horas. Segundo ele, Bolsonaro vinha sentindo muitas dores desde terça-feira à noite e chegou a vomitar.

"Infelizmente, o capitão passou a noite ontem muito mal, em função da alimentação via oral que foi reiniciada. Passou o dia muito mal hoje, muito enjoado, muitas dores no abdômen", disse Bebiano.

fonte: G1

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

URGENTE: BOLSONARO FAZ NOVA CIRURGIA DE EMERGÊNCIA

Jair Bolsonaro foi levado por volta das 22h desta quarta-feira (12) ao centro cirúrgico do hospital Albert Einstein, em São Paulo, para um procedimento de emergência. O presidenciável teve um problema de aderência das paredes intestinais e está sendo operado pelo gastroenterologista Antônio Luiz Macedo.

De acordo com o último boletim, Bolsonaro evoluiu com uma “distensão abdominal progressiva e náuseas e foi submetido a uma tomografia de abdômen que evidenciou presença de aderência obstruindo o intestino delgado”.
fonte: PLENO NEWS     



“Lula está cercado de puxa-saco”, diz Ciro Gomes

Em sabatina com O Globo nesta quarta-feira (12), o candidato à Presidência pelo PDT Ciro Gomes atacou o PT.
“Hoje o Lula está cercado de puxa-saco e perdeu um pouco da visão genial que ele tem da realidade. Se ele tivesse solto, não teria permitido uma série de desatinos que estão sendo promovidos”, disse o candidato.
Em relação à insistência do PT em manter Lula candidato, o pedetista declarou:
“Todos sabiam que o Lula não podia ser candidato e contraria a inteligência do povo”

OS ELEITORES E O MERCADO ESTÃO APREENSIVOS

Nos últimos quatro dias, rodeados de grande expectativa, três diferentes institutos divulgaram os números obtidos através de -pesquisas de intenção de voto- após o atentado sofrido pelo candidato Jair Bolsonaro.
 
Pois, ainda que em todas as pesquisas o candidato Jair Bolsonaro apareça em primeiro lugar, com boa diferença de votos sobre os demais candidatos, nesta corrida eleitoral, mesmo assim os eleitores -REFORMISTAS- se mostram bastante apreensivos. Com total razão, aliás.

O fato que está deixando os eleitores que se declaram -REFORMISTAS-, ou seja, do tipo que querem UM BRASIL DECENTE E COM VONTADE DE CRESCER E SE DESENVOLVER, é o receio de que, no segundo turno, algum candidato da ala -POPULISTA- possa vir a ser eleito como novo presidente.
 
Chama a atenção, embora a maioria dos eleitores não mostre interesse em ler os conteúdos das pesquisas, que identificam, por exemplo, onde o candidato Bolsonaro é bem aceito pelos eleitores, e onde é praticamente odiado. É por aí que o candidato e seus eleitores ficam sabendo onde residem as reais dificuldades na obtenção de votos suficientes para ganhar eleição.

É notório, por exemplo, ainda que não seja uma surpresa, que Jair Bolsonaro mostra enorme dificuldade para conquistar eleitores da ala feminina. Segundo informa a pesquisa Crusoé-Empiricus, é esta a sua maior rejeição: só 19,1% das mulheres entrevistadas disseram que vão votar em Bolsonaro.
 
Ora, não há como festejar uma boa colocação na pesquisa de INTENÇÃO DE VOTO, se o tamanho da REJEIÇÃO implica em esgotar por completo a possiblidade de crescimento do candidato. Neste momento, portanto, o que realmente pode fazer a diferença, para melhor, é uma dedicação exclusiva àqueles que se sentem prejudicados, ou protagonistas da REJEIÇÃO. 

texto por Gilberto Simões Pires
via Ponto Crítico

Se Bolsonaro ganhar, choro e saio da política, diz Ciro Gomes


Em entrevista ao Globo, Ciro Gomes, candidato à presidência pelo PDT, afirmou que vai “chorar” e deixar a política caso o adversário Jair Bolsonaro (PSL) seja eleito.
“Vou desejar boa sorte a ele, cumprimentá-lo pelo privilégio e depois vou chorar. Eu saio da política. A minha razão de estar na política é confiar no povo brasileiro”, disse.
Segundo Ciro, Bolsonaro representa a “destruição” política.

PP racha no Sul; candidato cotado para substituir Ana Amélia rompe com PSDB e anuncia apoio a Bolsonaro

O candidato do Rio Grande do Sul ao Senado, Luis Carlos Heinze (PP), anunciou, no início da tarde desta quarta-feira (12), apoio ao candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL). O movimento de Heinze contraria a orientação nacional do partido de apoiar o tucano Alckmin, já que este indicou Ana Amélia Lemos (PP) como vice na chapa, registra o site Conexão Política.
Heinze abriu mão da candidatura ao governo depois que Ana Amélia virou vice na chapa de Geraldo Alckmin.
O candidato é cotado para substituir a vaga de Ana Amélia no Senado Federal. Se eleito, deve arrastar boa parte do PP no estado e abrir palanque para o presidenciável do PSL.
O anúncio de Heinze foi feito no escritório político dele, às 14h30min, com a presença do ex-governador Jair Soares (PP) e deputados da legenda que apoiam Bolsonaro.
No interior do Estado, os candidatos do PP têm relatado resistência do eleitorado do partido em apoiar a candidatura de Alckmin. Para evitar a perda de votos, uma das estratégias utilizadas por parte dos candidatos da legenda é produzir material de campanha sem as imagens de Alckmin e Ana Amélia.

Quadro de saúde de Jair Bolsonaro regride

O quadro de saúde de Jair Bolsonaro regrediu de terça-feira (11) pra esta quarta-feira (12), escreve Claudio Dantas, em apuração d’O Antagonista.
Jair Bolsonaro foi vítima de uma tentativa de homicídio em Juiz de Fora (MG) nesta quinta-feira (6). O presidenciável foi atendido na Santa Casa da cidade e depois transferido ao Hospital Israelita Albert Einstein.
A apuração se dá em decorrência da decisão da equipe médica do Albert Einstein em suspender a alimentação oral do candidato, devido a distensão abdominal.
Embora não haja quadro infeccioso, Bolsonaro passou a madrugada em claro com fortes dores.

Já fizestes o dever?

É nosso dever cívico resgatar a nação.  A bem da verdade, desde a formação da República, a identidade do brasileiro esteve muito mais ligada aos seus costumes e cultura locais, do que ao país como um todo. Ser patriota, muito se resumiu à comemorar o “Dia do Soldado” ou cantar (a contra gosto) o hino nacional em partidas de futebol.  No máximo, na escola, decorar o hino da bandeira.
Hino à bandeira do Brasil
Salve lindo pendão da esperança!
Salve símbolo augusto da paz.
Tua nobre presença à lembrança.
A grandeza da Pátria nos traz.
Refrão
Recebe o afeto que se encerra.
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
2
Em teu seio formoso retratas.
Este céu de puríssimo azul, 
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.
(Refrão)
3
Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amado,
Poderoso e feliz há de ser!
(Refrão)
4
Sobre a imensa nação brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre sagrada bandeira,
Pavilhão da justiça e do amor!
(Refrão)
Composta por Olavo Bilac, com letra de Francisco Braga, adotado em 1906, a canção enaltece a grandeza de um país. No entanto, a lírica de Braga, convoca todos os nascidos aqui ao cumprimento de um dever. E é este o mérito que os convido a cumprir no ano que se faz presente. Nós somos os responsáveis pelo resultado do nosso futuro. As nossas escolhas nestas eleições, serão determinantes para o caminhar da nação. É óbvio que não dá para aglutinar diversas culturas diferentes e impor um sentimento patriótico aos milhões de eleitores que decidirão seus destinos dentro de um mês. Peço aqui, o básico. É necessário verificarmos se os nossos postulantes têm fichas limpas.


    É imprescindível que pesquisemos vossos passados, atitudes e condutas. Nunca uma disputa precisou ser tão criteriosa do lado do cidadão. Fica aqui o convite. Aproveite este ano eleitoral para levantar o maior número de informações possíveis sobre os seus candidatos a deputado estadual, federal, senador, governador e presidente da república. Caso seja de sua vontade, exercer um pouco de patriotismo o qual sempre teve preguiça, ou nunca a oportunidade, chegou a hora de fazer o dever de casa.

    texto por Alexandre Lacerda, no site Conexão Política.

    A manipulação judicial da “insanidade” e “loucura” para beneficiar Adélio Bispo de Oliveira

    O dia 6 desse mês, uma quinta-feira, o candidato à Presidência da República, Jair Messias Bolsonaro (PSL), foi alvo de um atentado contra a sua vida. Um homem identificado como Adelio Bispo de Oliveira, de 40 anos, o esfaqueou no abdome durante ato de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais, sendo preso logo em seguida.
    Já no outro dia a mídia divulga que um escritório de advocacia particular, com quatro advogados, aceitou defender o agressor. Zanone Manuel de Oliveira Júnior, Pedro Augusto de Lima Felipe e Possa, Fernando Costa Oliveira Magalhães e Marcelo Manoel da Costa já atuaram em julgamentos de grande repercussão, como a defesa de Bola, amigo do ex-goleiro Bruno. Eles alegam que o interesse na defesa de Adelio é para autopromoção.
    Mas, o próprio Zanone disse, segundo informações da BBC Brasil, que possui 1.038 júris no currículo, sendo 14 deles de fama nacional. Como justificar o argumento de “marketing” quando se trata de um escritório que já possui fama suficiente? Difícil acreditar.
    Mas, teorias à parte, o nosso foco no momento é abordar como a defesa de Adelio Bispo pretende utilizar o argumento da “insanidade” para justificar o ataque contra Jair Bolsonaro. Para isso, os advogados enfatizam frases religiosas, como a de que a motivação do crime teria sido “a mando de Deus”.
    Todavia, até onde pude acompanhar e avaliar como psicóloga e perita criminal, com base nas declarações do próprio Adelio em seu depoimento na segunda-feira (9), não há qualquer indício contundente que possa justificar o diagnóstico de comprometimento mental, nem mesmo o pedido de avaliação psicológica. Claro que a minha posição se trata de uma opinião e não de uma avaliação profissional formal, mas com bastante fundamento.
    Adelio demonstrou que a sua motivação foi puramente ideológica e política. Se existe algum comprometimento, ele é o fanatismo em consequência da sua alienação política. Ele mesmo deixou isso claro durante o depoimento.
    Afirmações de que foi “a mando de Deus” e de caráter religioso em geral não se alinham com a clareza com que ele se expressa e articula seus pensamentos, uma vez que não há indícios de confusão delirante.
    Às ideias religiosas podem ser perfeitamente normais, desde que tenham algum significado para o indivíduo. Há pessoas que em nome da fé acreditam em discos voadores e dizem que já foram abduzidas, nem por isso são consideradas insanas, embora para outros pareça loucura, certo?
    Em nome da religião tem pessoas que se auto-mutilam, passam desnutrição, largam família, vivem isoladas e praticam inúmeros outros rituais que para muitos são absurdos, mas que para elas são frutos da interpretação que deram ao sentimento religioso que possuem. Em nenhum desses casos essas pessoas são consideradas “loucas”.
    O direcionamento da fé quem dá é o sujeito e ela pode, sim, ser conscientemente direcionada para o assassinato de outras pessoas. É isso o que fazem os terroristas do Estado Islâmico, por exemplo. Eles não são insanos. São apenas pessoas que se deixaram manipular pelo fanatismo religioso, que também pode ser político. Não há diferença.
    A própria definição de insanidade é questionável
    Ainda que Adelio Bispo de Oliveira fosse diagnosticado com algum comprometimento mental, esse diagnóstico pode tranquilamente ser questionado. Do ponto e vista científico, a doença mental não é consenso entre os acadêmicos.
    Em um estudo intitulado “Representação social e subjetividade do adoecer psíquico”, os pesquisadores Brito e Catrib (2004) dizem que “a loucura e os conhecimentos científicos sobre ela são, então, conectados à noção de que a pessoa se torna diferente, estranha, outra pessoa, ou seja, é ancorada no conhecimento próprio do senso comum sobre o referido fenômeno”.
    Ou seja, a noção que temos sobre o assunto muitas vezes é o que reforça a noção de “doença”, de forma que “assim, o conceito de loucura se liga e é inserido ao conceito preexistente, enraizando-se socialmente. O objeto representado (loucura) adquire significado através da representação social da loucura (a pessoa fica fora de si) e passa a ser utilizada como sistema de interpretação do meio social”.
    Portanto, a chamada “loucura”, ou estado de “surto”, também pode ser fruto do discurso, contexto social e motivações que cercam a pessoa, e nada ter a ver com o aparelho mental do indivíduo.
    É evidente que não são os advogados que determinam o diagnóstico, mas sim profissionais especializados, mas também é possível que esses profissionais, influenciados pelo discurso da mídia e das possíveis encenações do criminoso, cometam erros. Pessoas de perfil manipulador possuem grande habilidade para dissimular, interpretar e convencer, algo comum no comportamento de muitos criminosos.
    O discurso de ódio da mídia é combustível para a violência
    O que existe de mais contundente no caso de Adelio Bispo de Oliveira é um comportamento motivado em grande parte pelo discurso de ódio da própria mídia. Jair Bolsonaro é constantemente exposto como um vilão contra negros, indígenas, mulheres e homossexuais. Esse reforço manipulador constante dos veículos de comunicação está moldando a visão de pessoas mais sugestionáveis, geralmente de baixa escolaridade, no sentido de criar ódio contra o Bolsonaro, e não simplesmente uma discordância de opinião.
    A revista ISTOÉ, por exemplo, estampou a foto de Bolsonaro na sua capa em novembro passado, com o título “A Ameaça Totalitária”. Na chamada do texto está escrito exatamente o seguinte:
    “O candidato que reverencia torturadores, chama os direitos humanos de ‘esterco da vagabundagem’, diz que só quem ‘fraqueja’ gera filha mulher e que preferiria um filho morto a ser homossexual ostenta quase 20% nas pesquisas. Agora, finge ser liberal para encantar o mercado. Ele pode ser presidente. E o perigo é exatamente esse”.
    O tom agressivo e incitação de ódio contra o candidato são gritantes. A associação da sua pessoa à figura de violência e intolerância também, e este é apenas um exemplo entre vários, com a mesma natureza tendenciosa, distorcida e promotora de rejeição ao Jair Bolsonaro.
    Diante disso, tendo como exemplo a citação da pesquisa que fiz acima, está claro que o atentado contra a vida de Bolsonaro foi também consequência dos ataques desonestos contra ele, patrocinado pela oposição e grande mídia. Isso não é uma dúvida, mas uma constatação, e quem deve dar a resposta contra isso tudo é a população nas urnas, no dia 7 de outubro.

    texto por Marisa Lobo, psicóloga e perita criminal.
    via Conexão Política

    Ministério Público Federal rejeita teste de sanidade mental em agressor de Bolsonaro

    O procurador Marcelo Medina recusou a petição dos advogados de Adélio Bispo de Oliveira para a efetuação de uma análise de sanidade mental, registra O Antagonista.
    Para Medina, a defesa “não forneceu qualquer elemento concreto – laudo, atestado, prescrição, prontuário, histórico de internações ou afastamentos do trabalho – que suscitasse dúvida fundada sobre a sanidade mental do investigado, como exige a lei”.
    “A alegação da defesa prende-se, na essência, aos próprios motivos e circunstâncias do crime, o que, conforme a jurisprudência, não é suficiente.”
    O procurador enfatiza que a sentença final é do juiz.

    terça-feira, 11 de setembro de 2018

    Entrevista de Mourão para a Globo News revela um brasileiro indignado e intelectualmente preparado para a vice-presidência



      A entrevista do General Antônio Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice presidente da república na chapa de Jair Messias Bolsonaro (PSL), na última sexta-feira, emblemático 7 de setembro, para o programa Central das Eleições, da Globo News, surpreendeu eleitores até mesmo de outros candidatos. Oportunidade importante que o general teve para revelar sua serenidade (e seriedade), seu respeito e amor ao país e por sua ordem democrática, além de profundo conhecimento da situação atual do país. Chama atenção ainda a clareza do general da reserva em suas convicções sobre qual rumo devemos tomar para enfrentar este estado de coisas que assola o país e que impede seu desenvolvimento.
      Neste texto exploro aqueles que considero os principais pontos da entrevista, mas antes, preciso confessar que — ainda que sem um motivo claro para isso — nunca nutri grande admiração pela pessoa de Mourão, o que começou a mudar a partir do momento em que foi oficializado como vice de Jair Bolsonaro, quando também comecei a pesquisar mais sobre o novo integrante da chapa. Hoje, sobretudo após esta entrevista, ficou muito claro para mim e para tantos outros brasileiros que Mourão, além de uma figura extremamente bem preparada para o posto de vice, também supera — e muito — a capacidade intelectual de todos os outros candidatos a vice e a cabeça de chapa das outras coligações.
      Outra coisa que ficou muito clara para todos — para nossa tristeza, não para nossa surpresa — é o estado irrecuperável de alienação da nossa classe jornalística, a bolha em que esses profissionais vivem gera uma dissonância cognitiva com a realidade e com os anseios da população brasileira que nos obriga a perguntar à que se presta tão arrogantes, corporativistas e despreparados ‘pejotas’ que nada mais fazem além de militar por causas tão espúrias e rasas?
      À entrevista. Como não poderia ser diferente, o início da entrevista foi marcada pela lembrança do atentado contra a vida de Jair Bolsonaro, e ao que tudo indica, ação orquestrada por alguma rede político-partidária, dados os detalhes timing, de planejamento e contradições insanáveis quanto a capacidade financeira do criminoso e pela existência de uma força tarefa de defesa acionada a um custo altíssimo, envolvendo até mesmo jatinho particular, pouquíssimas horas após a conflagração do crime, dentre outras questões.
      O atentado
      Sobre o atentado, Mourão reforçou que o atentado não foi dirigido somente contra o candidato mas também contra nossa democracia. E, apesar do que esperavam os famintos e entorpecidos jornalistas, o general candidato a vice pregou união ao mesmo tempo que exaltava o sete de setembro, dia de nossa independência. Ao longo da entrevista, o vice de Bolsonaro, também deixou claro que é momento de reduzir tensões e voltou a criticar apoiadores da chapa mais exaltados, diferenciando-os, porém, de qualquer militância radical de esquerda. 
      Quanto a retomada das atividades de campanha o general afirmou que estão preparados para voltar às ruas em no máximo dois ou três dias, o que deve ocorrer já nesta segunda-feira, 10, e provavelmente antes mesmo do leitor chegar ao fim desta longa análise.
      Nesta nova fase da campanha, Mourão garantiu que será fiel às propostas de seu cabeça de chapa na defesa das mesmas ideias e propostas bem como no tom sugerido por Jair Bolsonaro de moderação e sem acirramento dos ânimos. Salientou que o objetivo da chapa é governar para todos, insinuando que um acirramento neste momento poderia quebrar o espírito de união desejado pela campanha. Disse também já ter produzido alguns pequenos vídeos para as redes sociais.
      Vice
      Sobre sua escolha como vice, a tentativa dos jornalistas em aguçar algum  ressentimento no general por supostamente ter sido a última opção do titular, Mourão conseguiu com eficiência quebrar a narrativa dizendo que na verdade foi o primeiro a ser procurado, mas que entendeu perfeitamente o fato de Jair Bolsonaro ter tentado antes algumas composições diferentes que pudessem agregar de outras maneiras à sua campanha.
      O general afirmou também ser defensor de quase todas as propostas de Bolsonaro, “90%” delas, disse. Perguntado por Gerson Camarote, atribuiu os 10% de discordância com a ideia de um ensino militar generalizado por todo o país, reconhece o candidato, porém, que isso pode ser somente um erro de comunicação de Bolsonaro sobre o assunto. Ainda assim, defende o sistema militar como modelo.
      Armas de fogo
      Induzindo o telespectador a acreditar que Jair Boslonaro vem defendendo uma espécie de distribuição indiscriminada de armas de fogo nas mão dos brasileiros, como se fossem distribuídas em postos de saúde e em pontos de ônibus, Mourão foi claro e reforçou exatamente o que Bolsonaro vem defendendo desde o início, a liberdade de escolha e o equilíbrio de forças, questões inegociáveis em democracias super desenvolvidas como os Estados Unidos, país que apesar de mais populoso que o Brasil, registra cerca de 8 mil homicídios por ano, uma realidade incomparável com a nossa, onde registram-se cerca de 63 mil assassinatos ao ano, e onde nenhum cidadão de bem pode possuir armas, somente as forças públicas de segurança e os criminosos que, aliás, detêm arsenal superior ao das polícias, podem tê-las.
      Além disso, completou o general que o direito de posse e porte de arma devem estar vinculados ao treinamento adequado e ao preparo psicológico do cidadão que desejar exercer tal direito. Pessoas incapazes não podem ter aceso às armas.
      Na minha visão, pelo que ouço de Bolsonaro quando questionado sobre o tema, acredito que somente a posse seria liberada de modo mais abrangente entre a população, limitando o porte aos produtores rurais e para aqueles que moram em regiões isoladas e que não contam com rápida resposta policial. Para quem não souber a diferença entre posse e porte, aconselho o uso do Google — pelo bem do tamanho do texto ;). Essa é uma impressão minha sobre o que acredito estar sendo defendido pelo candidato e nem mesmo é minha opinião, que é a de liberação de posse e porte para todos cidadãos maiores de idade, sem antecedentes criminais, aptos em termos de treinamento técnico e condições psicológicas.
      Segurança Pública
      No mais, preciso salientar a insistência paranóica de toda a imprensa nacional, nesta entrevista protagonizada por Miriam Leitão, em tentar fixar junto ao eleitorado a ideia de que Bolsonaro vê a posse e porte de armas como única saída para a questão da segurança pública no país. Óbvio, sabemos que Bolsonaro defende com muita ênfase esta questão, mas jamais, repito, jamais, ouvi o candidato defender tal medida como única solução. Jamais, repito pela terceira vez.
      Tanto é verdade, que ainda sobre segurança pública, o general Antônio Hamilton Mourão defendeu durante o programa uma política de segurança moderna, com planejamento e que leve em consideração aquilo dá certo em cada parte do país — e provavelmente, pelo que já ouvi de Bolsonaro, o que também funciona bem em outros países. Mourão se mostrou também preocupado em mostrar resultados nesta área com certa velocidade para não decepcionar a expectativa do brasileiro com esta questão. Sim, temos de concordar, o Brasil tem pressa.
      Quanto a intervenção federal no estado do Rio de Janeiro, foi enfático dizendo que as Forças Armadas estão agindo no estrito cumprimento de ordem presidencial, e que ele pessoalmente não concorda com a maneira com que o exército foi empregado em seu próprio território e acusou o presidente Michel Temer de uso político do dispositivo de intervenção federal. Defendeu ainda que somente repressão não pode resolver o problema do estado e que áreas como a de saúde, educação e social devem se fazer presentes numa ação como essa, assim como a iniciativa privada.
      “Polêmicas de Mourão”
      Quanto às declarações passadas e consideradas polêmicas pelos jornalistas sobre uma possível “intervenção militar no país”, Hamilton Mourão foi claro e repetitivo ao dizer que as Forças Armadas “interfeririam” somente num cenário de total ausência dos agentes políticos, num quadro claro de anarquia generalizada, ao que fez questão de deixar claro não ser o caso do país hoje. Em suma, disse o óbvio, que numa total omissão entre todos os poderes da República e de total descontrole da ordem social e democrática, as forças, como não haveria de ser diferente, cumpririam sua função constitucional de preservar a lei e a ordem.
      Sobre outra declaração “polêmica” do general, disse que a indolência dos índios e a malemolência dos africanos, são marcas que o brasileiro carrega em seu DNA. Citou o “jeitinho brasileiro” tão famoso e celebrado por tantos como qualidade e não como defeito para a solução de problemas por vias outras que não as “ortodoxas” ou “quadradas”, concluiu.
      Economia
      Na área econômica, defendeu a privatização de áreas da Petrobras como a distribuição e refino, mas não se mostrou favorável a total privatização da empresa, preservando a área da exploração. Sobre os bancos públicos insistiu que tais empresas não podem servir para uso político. Defendeu também que o Estado não deve desempenhar o papel da iniciativa privada e defendeu um estado mais regulador e menos gestor de empresas.
      Sobre a reforma da Previdência, não só se mostrou favorável como disse ter sido autor de uma “mini reforma” no Exército Brasileiro, o que segundo o general, que foi secretário de economia e finanças da instituição, trará alívio para os cofres da corporação já nos próximos anos.
      Nomeações
      Quanto as nomeações para ministérios num eventual governo Bolsonaro-Mourão, defendeu que somente a capacidade técnica e gerencial será utilizada como meio de avaliação nas indicações. Segundo ele, não importa se for homem, mulher, civil ou militar. Repetiu por algumas vezes que somente competência e eficiência gerencial podem ser consideradas. Negou a possibilidade de qualquer tipo de loteamento político. 
      Para o ministério da Defesa, inclusive, disse aceitar que um civil ocupe o posto, desde que tenha competência para tal função.
      Governabilidade
      Quanto a governabilidade, defendeu, ainda que o acusem de ingenuidade, o convencimento de parlamentares por meio de diálogo e pela apresentação de um diagnóstico claro da situação brasileiro, das soluções propostas pela equipe de governo e através da pressão popular, promovendo publicidade de atos e propostas para a sociedade, sobretudo por meio das redes sociais.  Assumiu que é algo difícil, mas negou ceder ao “mais do mesmo” assim como descartou o uso das Forças Armadas como meio de pressão às instituições. Este modelo de negociação defendido por Mourão é, diga-se, idêntico ao defendido pelo candidato João Amoêdo, do NOVO, e seus eleitores.
      Social
      Na área social disse defender a administração do programa Bolsa Família como essencial para um momento como esse que o país passa. Enfatizou, porém, que a única solução sustentável é que o brasileiro possa viver por meio do próprio esforço e dos próprios recursos sem a dependência do Estado.
      Quanto ao emprego de cotas em universidades, Mourão disse não ser possível mexer nisso agora, mas defendeu enfaticamente uma “linha de partida” com melhores condições para todos, permitindo que as cotas sejam sim descontinuadas com o tempo, o que ratifica a posição de Boslonaro de que o esforço do governo deve ser concentrado no ensino básico.
      Política Externa, EUA, Venezuela
      Na política internacional, salientou a importância do Brasil se aproximar de países como Estados Unidos, um tradicional aliado, não comprou a ideia de comparar Jair Bolsonaro ao presidente norte-americano Donald Trump, apesar de ambos terem qualidades em comum. Preferiu destacar as diferentes origens de cada um, o primeiro como um político e o segundo como um empresário bilionário.
      Sobre a Venezuela, e aqui provavelmente o ponto alto da entrevista, deu uma verdadeira aula sobre Venezuela explicando as origens do ditador já falecido Hugo Chavez e seu histórico golpista e afastou por completo a tentativa da jornalista Miriam Leitão em tentar associar a ditadura socialista de Chavez e Maduro aos militares como um todo, alertando que no caso venezuelano, militares foram coptados pelo regime, “comprados com dinheiro”, e reforçou que o que há naquele país é sim o emprego do socialismo do século 21.
      O general revelou também — eu particularmente não sabia — já ter morado na Venezuela como adido militar, além de ter lembrado que já morou também nos Estados Unidos e na África, neste último liderando uma força de paz. Sobre isso revelou que num eventual governo deles a primeira missão de paz do Brasil será na Venezuela, indicando claramente que um governo Bolsonaro-Mourão estará dedicado à verdadeira solução do drama venezuelano, aquela que sabemos bem, só é possível de ser feita em território venezuelano e não administrando indefinidamente o fluxo crescente de migrantes no país.
      Conclusões
      Além de ter revelado profundo conhecimento da situação nacional, de nossa história, de ter experiência fora do Brasil em questões dramáticas e caras para a América Latina neste exato momento, o general candidato a vice de Jair Bolsonaro mostrou ser um homem sereno, disciplinado (o que se espera de um general quatro estrelas), agregador e pacificador, e com um raciocínio muito claro e transparente. Frustrou totalmente a expectativa dos jornalistas do programa mas, ainda assim, considerou o programa “maravilhoso” e não poupou elogios (ainda que não merecidos) aos entrevistadores. 
      Mourão parece ser um homem sério, indignado como está Bolsonaro, e como todos nós brasileiros estamos há algum tempo. Indignação, aliás, me parece pré requisito para nossas escolhas no próximo dia 7 de outubro. Sem políticos verdadeiramente indignados com o tudo o que está aí, a mudança não passará de um discurso e de uma promessa politicamente correta e bonitinha empregada em todas eleições e, claro, mais uma vez fadada a não ser cumprida. 

      Definitivamente, precisamos de políticos indignados e muito bem acompanhados.

      texto por Guilherme L. Campos, Jornalista, conservador, analista político e editor-chefe do 'Portal São Paulo 011'.