segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

A Grande Infâmia (ou, arma-se o golpe definitivo na decência nacional)

A grande infâmia foi marcada para o dia quatro de dezembro de 2018.
O lugar onde ocorrerá, com grande probabilidade, não poderia ser mais emblemático, mais simbólico: a Segunda Turma do STF, sob a presidência da também simbólica figura de Ricardo Lewandowski.
Muitas manifestações de confiança de que a pretensão de Lula será derrotada, com base no absurdo mesmo da ação, na absoluta ausência de fundamentos jurídicos, já foram expressas. Mas essas manifestações estão cedendo à realidade fática e transformando-se em grande apreensão.
De fato, a alegação de que Moro, ao aceitar o convite para compor o ministério de Bolsonaro, demonstraria a sua parcialidade no julgamento do caso do tríplex do Guarujá, é de uma leviandade, de uma falsidade, que só de gente como Lula e seus defensores se poderia esperar. É cara de pau escarrada! Mas nem por isso esta alegação (nego-me a chamá-la de argumento) cretina deixará de ser pretexto para que notórios ‘juízes’ da notória Segunda Turma mandem soltar Lula.
Como demonstrarei abaixo, para esses ‘juízes’, togados em gabinetes de presidentes amigos (não raro de moralidade duvidosa), basta uma alegação qualquer, um pretexto boçal, para que uma decisão política – nada jurídica – seja adotada.
Primeiro, a sentença de Moro, de nove anos e seis meses de reclusão, foi imposta a Lula em 12 de julho de 2017, pelo menos um ano e três meses antes das eleições de 2018. Quem, na época, dava um centavo furado pela eleição de Bolsonaro? Moro, na época, nem o conhecia pessoalmente. Quem afirmava isso era a própria militância petista. Como então achar uma conexão entre o convite a Moro para o ministério de Bolsonaro e a sentença contra Lula? A simples cronologia e os fatos negam esta denúncia fajuta. Mas, para alguns ministros da notória Segunda Turma, a realidade fática não interessa, basta o pretexto.
Segundo, Moro poderia ter decretado, ao final da sentença, a prisão preventiva de Lula. Não o fez por “precaução”, segundo escreveu. Afinal, sua sentença era sólida, ocupando 218 páginas de forma objetiva, acompanhada de um calhamaço de provas incontestáveis e depoimentos.
Terceiro, em recurso ao TRF-4, Lula perdeu feio e teve a sentença de Moro majorada para 12 anos e um mês, por unanimidade. Mesmo assim, só após esgotados os embargos de declaração foi que o TRF-4 (e não Moro!) mandou prender Lula. Um detalhe geralmente ignorado, especialmente pela militância petista histérica: Lula não está preso por ordem de Moro, mas do TRF-4. Mas isto certamente não interessará a alguns ‘juízes’ da Segunda Turma: bastará o pretexto, sem dúvidas.
Lula recorreu ao STJ e lá teve a sentença de Moro confirmada, com a majoração imposta pelo TRF-4. Mas Moro é o foco único da “injusta” e “persecutória” prisão de Lula, segundo a propaganda lulopetista.
A presente ação de Lula, calcada em pretexto tão sólido quanto um banco de areia movediça, nem deveria ter sido recebida pelo Judiciário, vivêssemos em um País minimamente sério, com uma Suprema Corte minimamente respeitável. Se recebida, deveria ter sido rejeitada ‘in limine’, monocraticamente, como tantas outras vezes ocorre no STF. Se aceita - coisa absurda! -, Fachin poderia remetê-la ao pleno do STF, como já o fizera em outros casos. Desta vez preferiu enviá-la às raposas que dominam o galinheiro da Segunda Turma. Tudo isso a um custo que será pago pelo contribuinte. Custo que chegará a milhões de reais, que é o que deve ter custado ao contribuinte todo os exaustivos trâmites investigatórios e processuais, envolvendo a PF, a Receita, o MPF e o Judiciário. Milhões de reais que serão jogados na lata de lixo em nome de uma farsa judicial iniciada por Lula, mas que, com grande probabilidade, será acatada pela tristemente notória Segunda Turma do STF.
Que o STF é um Supremo Tribunal Tabajara, por conta dos seus ‘juízes’ concebidos, gestados e paridos em gabinetes de presidentes da República amigos (ou cúmplices, em casos extremos), isso todos sabemos. Anomalias como ter ministro-empresário (empresário de fato, mas de Direito, enrustido) que solta arqui-bandido compadre de casamento, sem se considerar impedido, ou ministro petista que rasga a constituição para facilitar a vida de ‘cumpanhera’ impinchada , ou ministro - anteriormente reprovado em concurso para juiz substituto - que solta bandido já condenado em segunda instância a mais de trinta anos de cadeia, só porque “reconhece” - sem julgar, porque não era o caso em tela - que o réu tem chance de ver a pena diminuída em julgamento futuro; todas essas anomalias, todas essas barbaridades desmoralizantes para uma suposta “corte de justiça” conhecemos bem, nós outros, os cidadãos de bem, não fiéis da seita do Lulopetismo e que desejamos passar o Brasil a limpo.
Como falei acima, para esses ‘juízes’, togados em gabinetes de presidentes amigos (não raro de moralidade duvidosa), basta uma alegação qualquer, um pretexto boçal, uma mera formalidade para ensejar uma decisão política – nada jurídica, por óbvio.
Correndo o risco de me tornar excessivamente longo, devo cumprir o prometido para confirmar porque temo - apesar do pretexto vazio, cínico e safado da ação de Lula - pela sua vitória na Segunda Turma do STF. Para isso, inevitavelmente, tenho que dedicar algum espaço à análise de alguns personagens que participarão do julgamento de 04 de dezembro.
1. Edson Fachin é petista histórico. Esta afirmação não incorre em dúvidas ou injustiça; basta que se assista e ouça seu discurso em comício de Dilma, em Curitiba, no ano eleitoral de 2014. Eis o vídeo, para não sobrar duvidas:
É verdade que Fachin, em sua sabatina no Senado, jurou por todos os juros manter-se escravo da Constituição e da lei, enquanto ministro no STF e, de um modo geral, manteve a promessa e a compostura. Foi útil, dessa forma, à Justiça e ao Judiciário, há de se reconhecer. Até que... Até quando o TSE discutiu a possibilidade legal de Lula ser candidato, mesmo encarcerado. Entre sete votos, Fachin foi o único a defender a candidatura do corrupto presidiário. Enquanto seis ministros negavam o direito de candidatura, inclusive o de fazer propaganda para o seu ‘alter ego’, Fachin divergia. Razão apresentada? A determinação isolada de dois membros (dois membros apenas!) do esquerdista Comitê de Direitos Humanos da ONU, instituição inócua e desprestigiada, sem poder vinculante. Dois indivíduos, de quem os brasileiros jamais ouviram falar, tiveram o topete de “exigir” que Lula fosse candidato. E Fachin, solitariamente, solidariamente, entrou nesta fria.
Fachin, ao contrário de outros que ganharam uma sinecura no STF, é competente em Direito. Tão competente que só tenho uma explicação para o seu voto enviesado: uma recaída ideológica. Daí a incerteza de como será o seu voto no próximo dia quatro. Terá outra recaída? Pelo menos é o que indica o envio do pedido de soltura de Lula à toca das raposas inimigas da Lava-Jato - quando podia (e isto seria o correto) denegar o absurdo pedido liminar e autocraticamente.
2. Gilmar Mendes, de tão notório livrador de bandidos de alto coturno, dispensa comentários. Gilmar é aquele ministro-empresário (empresário de fato, mas não de Direito) que solta arqui-bandido compadre de casamento, sem se considerar impedido. J. R. Guzzo já disse que Gilmar “é o retrato ambulante do atraso”. E seu colega de corte já o brindou com o seguinte elogio: "... você é uma pessoa horrível, uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia". Pelo seu histórico na Segunda Turma, não se pode esperar outra coisa senão o voto pela soltura do Princeps Corruptorum.
3. Ricardo Lewandowski é um petista de coração e colaboração incondicional. Já na Ação Penal 470 (Mensalão) destacou-se como fiel defensor da bandidagem petista. Foi certa vez entrevistado sobre quando liberaria o relatório do ministro Joaquim Barbosa. Respondeu, irônico, que esta era uma pergunta de um milhão de dólares. Mas, seguiu explicando que primeiro teria que receber o relatório do relator, Joaquim Barbosa, para então estudá-lo. Isto levaria algum tempo, disse. A imprensa descobriu, ato contínuo, que o relatório de Barbosa estava disponível na rede local do STF, de acesso restrito aos ministros, havia seis meses. Lewandowski aparentemente deixava o tempo correr para a prescrição de alguns crimes, segundo se noticiou na época. Noticiou-se também que foi graças a uma “prensa” que recebeu do ministro Ayres Britto que ele finalmente liberou o processo para votação. Mas (e isto é altamente constrangedor!) fez coro com o advogado Márcio Thomas Bastos ao propor fatiar o processo, remetendo às instâncias estaduais a parte referente aos que já não ocupavam posição federal de Foro Privilegiado, como José Dirceu.
Se esta proposta tivesse sido vitoriosa, morosa como é a Justiça, muitos bandidos teriam por certo seus crimes prescritos. Ao longo do julgamento teve sérios atritos com Joaquim Barbosa, que queria abordar o processo por setores para perceber o fluxo dos desvios, mas Lewandowski queria julgamentos individuais, como se os crimes não fossem correlacionados. No Mensalão, Lewandowski raramente se comportou como Ministro; em geral fazia-se agir como advogado dos réus petistas.
Mas Lewandowski é mais conhecido como o flagelo da Constituição, devido à sua atuação no processo de Impeachment de Dilma. Vale a pena revisar este fato. Está na Constituição Federal:
“Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal:
Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, COM inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis.” (O destaque é meu)
Veja-se bem o que diz a Constituição: “perda do cargo com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública...”
“Com”, no caso deste parágrafo único, é conjunção subordinativa aditiva, como reconheceria qualquer bom aluno do ensino médio. Conjunção porque relaciona o que vem antes dela com o vem depois. Subordinativa porque subordina o que vem depois dela (“inabilitação, por oito anos, ...”) com o que vem antes (“perda do cargo”). Aditiva porque soma o que vem depois (“inabilitação por oito anos...”) com o que vem antes (“perda do cargo”).
Como já disse, qualquer bom aluno do ensino médio conhece esta simples análise gramatical. Não parece ser o caso do ministro do STF, Ricardo Lewandowski, na presidência do Senado. Se soubesse fazer esta singela análise gramatical, não deveria ter permitido a aberração, perante a Constituição da República, do impeachment de Dilma sem a inabilitação imposta pelo parágrafo único do Art. 52, acima transcrito.
De qualquer forma, sabendo ou não, cometeu, no modesto entender deste engenheiro, crime de Prevaricação para favorecer a “cumpanhera” Dilma. Lewandowski ocupava, na época, a presidência do Senado exatamente para impedir que agressões como esta à Constituição fossem perpetradas pelos senadores. Ele próprio cometeu a aberração que por dever de ofício deveria ter evitado. E ficou tudo por isso mesmo, até hoje.
Diante dos resumos biográficos acima descritos não tenho como esperar que os votos de Gilmar e de Lewandowski venham a ser contra a pretensão absurda de Lula. Quando se trata de livrar da cadeia criminosos poderosos, pouco importa a fundamentação jurídica do pedido: esses dois membros da Segunda Turma estão lá de prontidão para o livramento. São dois votos certos em favor do apedeuta e Princeps Corruptorum, Lula.
Então, dando como absolutamente certo esses dois votos em favor do Grande Corrupto, a melhor situação seria aquela em que Fachin votasse contra. Mas isto se Fachin não tiver outra recaída ideológica que, ao que parece, será o caso. Aí o resultado dependeria de Celso de Mello. Talvez – mas este é um imenso talvez – ele vote contra a pretensão de Lula. Teríamos como resultado 3 a 2 pela proteção da Justiça e continuação da decência pública. Mas Celso de Mello tem o habito do faltar muito. Talvez ele até decida por esta saída, para não se comprometer demais. É uma hipótese. Neste caso haveria o empate que Lewandowski, na presidência, desempataria em favor do Princeps Corruptorum. Esta é uma possibilidade real, de arrepiar os cabelos.
Agora, se Fachin tiver outra recaída ideológica, aí não será necessário o voto de desempate de Lewandowski. Veremos a maior vergonha jamais perpetrada contra o Brasil em toda a sua História e, pasme-se, originária no que deveria ser a mais alta e meritória corte de Justiça do Brasil. Vale a pena tentar avaliar as consequências desta (bastante provável) traição aos foros civilizado deste País.
José Nêumanne, referindo-se aos resultados da última eleição, onde um candidato - absolutamente antagônico ao que Lula, Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli são e representam – quase assassinado, sem fazer campanha televisiva, sem tempo, sem dinheiro e sem marqueteiros, ganhou com 57 milhões de votos, numa eloquente mensagem do povo contra tudo o que aí está, inclusive a Segunda Turma do STF, declarou: “Membros do STF, esperamos que vocês tenham entendido o que quer a sociedade”
Não parece que todos, pelo histórico passado, irão entender o que quer a sociedade. Ou que se pautarão pelo que a sociedade demonstrou querer. Há pelo menos um núcleo no Pretório nada Excelso (Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello) que se lixa para o que a Nação realmente quer. A Nação só é relevante para trabalhar, pagar impostos e os seus vastos salários, bem acima dos salários dos juízes de cortes supremas da União Europeia. Parece que, para essa gente, não é a Nação a causa originária do Estado, mas o STF, ou melhor, sua Segunda Turma, numa inversão histórica de estarrecer.
Não direi que Celso de Mello (que o renomado jurista Saulo Ramos, em seu livro de memórias “O Código da Vida”, chama de “juizinho de merda”) pertence a este grupo, mas seu desprezo pelo clamor social é antigo e reconhecido: vide o seu desprezo pela opinião pública no julgamento do mensalão - quando desempatou a votação em favor dos “embargos infringentes”, que tanto favoreceu os corruptos do PT. Vejam sua postura, quando fez coro com o que existe de mais retrógrado e deletério nesta suposta corte de justiça, votando em favor do indulto indecente de Temer, pela abertura das cadeias para corruptos de colarinho branco, num claro e pesado golpe na Lava-Jato e na sociedade honrada.
E, preparem-se: o mal maior que esta gente pode fazer ao saneamento moral da Nação está próximo - com grande probabilidade - de acontecer: a soltura do Grande Canalha, o Princeps Corruptorum, nesta semana que se inicia.
Depois disso, com Lula fora da cadeia, a campanha de desmoralização da Justiça e do Brasil perante nós mesmos e o mundo será ainda mais intensa: “Vejam, como havíamos denunciado, Lula só foi preso para não concorrer às eleições. Passada as eleições, não há mais razão para manter Lula na cadeia. Por isso, agora o soltaram.”, será o mantra a ser entoado no Brasil e no mundo pela máquina de mentiras do PT. E Dilma intensificará suas viagens, às expensas do contribuintes, para melhor denegrir as instituições da nossa República.
E não adianta dizer que Lula voltará a ser preso. Que responde ainda a outros seis processos e está em vias de ser condenado no caso do sítio de Atibaia. Não voltará a ser preso: o STF, que se lixa para o que a Nação quer, não deixará prendê-lo de novo. Em última instância, ele não se deixará ser surpreendido com outra ordem de prisão. Na primeira vez, nem ele acreditava que seria ‘mesmo’ preso. Haverá sempre uma embaixada de país dominado por um ditador amigo (Venezuela, Bolívia, Guiné Equatorial, Angola, ...) para lhe dar abrigo e permitir que continue, juntamente com sua militância histérica, a infernizar o País.
(Texto de José J. de Espíndola. Engenheiro Mecânico pela UFRGS -- Mestre em Ciências em Engenharia pela PUC-Rio -- Doutor (Ph.D.) pelo Institute of Sound and Vibration Research (ISVR) da Universidade de Southampton, Inglaterra -- Doutor Honoris Causa da UFPR -- Professor Titular da UFSC, Departamento de Engenharia Mecânica, aposentado).

Tasso pode ser o nome imbatível para barrar Renan

É bom que os senadores alinhados com o novo governo avaliem rapidamente a possibilidade de fecharem questão em torno do nome do tucano Tasso Jereissati para a presidência do Senado Federal.
É um nome sem qualquer mácula. Contra a conduta do senador cearense não há qualquer falta grave. Muito pelo contrário, foi considerado um bom governador de seu estado e nunca teve qualquer envolvimento em bandalheiras como nos casos de Aécio e do próprio FHC.
Por outro lado, melhor que se encerre definitivamente qualquer pretensão de Renan, que na presidência do Senado será fatalmente um inimigo do novo governo, da Lava Jato e das boas pautas que são um anseio da sociedade, como por exemplo a diminuição da maioridade penal.
Tasso, por sua vez, pode ser um bom parceiro e com o apoio do governo venceria com facilidade.
Antes Tasso do que a perniciosa figura de Renan Calheiros.

artigo de Amanda Acosta, articulista e repórter do Jornal da Cidade

STF E GLOBO, VILÕES NACIONAIS

Não hesito em afirmar que STF e Globo disputam o primeiro lugar, tanto num concurso de presunção e arrogância quanto num de antipatia, sendo igualmente rejeitados pela direita e pela esquerda.
O Grupo Globo, aqui denominado simplesmente “a Globo”, é rejeitado pela esquerda porque esse segmento político nutre inimizade por qualquer poder que não esteja totalmente subordinado a seus interesses. Vem daí a insistência do discurso petista em favor da “regulação da mídia”. O conhecido blog esquerdista Brasil 247 em matéria do dia 8 de janeiro deste ano publicou extenso artigo deixando bem clara, desde o título, a importância do tema: “Sem regulação da mídia, não tem saída para a esquerda”. Blogs de igual orientação, aliás, atacam comumente a Globo acusando-a de golpista em virtude da divulgação que fez dos achados da Lava Jato, da miserável ditadura venezuelana, das relações escusas do governo petista com ditaduras de esquerda na Ibero América e na África Subsaariana. Como para o PT tudo que pesa contra ele é falso, os petistas desejariam que tais matérias não fossem divulgadas ou, sendo, que o sejam apenas aos insones das altas madrugadas. Daí o ódio ... oops – ódio não porque os petistas não odeiam – dedicado à Globo. Para eles, escandalosa não é a corrupção, mas a notícia sobre a corrupção.
Por outro lado, do centro para a direita do leque de abano ideológico, espaço onde estão os conservadores, a Globo é rejeitada tanto em virtude do combate frontal e deletério que dela recebem os valores morais sedimentados na nossa tradição, quanto pelo seu apoio às pautas e causas da esquerda. A essas duas tarefas, inequivocamente, se dedica imensa maioria de seus programas, novelas e atores, jornalistas e comentaristas sistematicamente recrutados para manifestações de apoio político ao partido da estrela e seus cognatos ideológicos. A posição esquerdista da Globo ficou evidenciada no editorial em que o direção do grupo de empresas se desculpou pelo apoio dado à contrarrevolução de 1964.
Com o STF ocorre algo muito parecido. Nosso Supremo é rejeitado pela esquerda e pela direita. Aquela o detesta pela legitimação constitucional que deu ao processo de impeachment de Dilma Rousseff (malgrado a “mãozinha” final proporcionada por Lewandowski) e, principalmente, pelas “traições” de alguns ministros indicados pelo partido no julgamento de ações penais contra petistas, desde o caso mensalão. Há algumas semanas li, alhures, entrevista em que José Dirceu, referindo-se a isso, afirmou que as indicações para o STF durante os governos petistas foram extremamente rigorosas sob o ponto de vista da afinidade ideológica. No entanto, digo eu, em juízo criminal colegiado é muito difícil para um magistrado votar contra abundantes provas contidas nos autos que todos leram. Daí a diferença de conduta: o PT tem ampla base de apoio dentro do STF, aprova as pautas petistas que lá chegam e isso lhe causa o repúdio de quem não é de esquerda, mas na hora da ação penal, onde não há alternativa de prescrição ou nulidade viável, não havendo alternativa, condena. Como a defesa intransigente dos próprios criminosos é uma particularidade esquerdista, as demais condenações pluripartidárias só causam desconforto aos sentenciados.
Logo ali adiante, porém, o STF costuma resolver boa parte desses débitos soltando presos provisórios e condenados com uma liberalidade que restabelece a necessária impunidade sem a qual se corre o risco de acabar com a cadeia produtiva do crime. E aí, claro, a direita estrila.
Como se vê, STF e Globo são dois grandes vilões nacionais pelos motivos certos e, também, pelos errados, o que não deixa de ser um feito.

artigo de Percival Puggina, pensador e escritor

domingo, 2 de dezembro de 2018

EM DESMANCHE

Circulou no noticiário um pensamento muito interessante que o novo presidente, Jair Bolsonaro, expressou durante uma conversa com a também nova deputada Janaina Paschoal. “O importante não é o que vamos fazer”, disse ele, “mas o que vamos desfazer.” O Brasil será um país a caminho da felicidade se Bolsonaro estiver mesmo pensando assim — e, principalmente, se conseguir até o fim do seu mandato desmanchar metade do que imagina que precisa ser desmanchado. O país, caso essa visão se transforme em realidade, fará mais progresso em seu governo do que fez nos últimos cinquenta anos. 
Já aconteceu com o Mais Médicos, que sumiu antes mesmo de o novo governo começar.
Continuará a acontecer? 
É claro que muita gente pode perguntar: como assim, se há tanta coisa que precisa ser feita, e com tanta urgência? Simples: isso tudo deverá vir naturalmente, no espaço deixado pela monstruosa montanha de entulho que foi jogada em cima da sociedade brasileira nos últimos quinze anos. Pense um minuto, por exemplo, no “trem-bala” dos presidentes Lula e Dilma. Não existe trem-bala nenhum. Nunca existiu. Nunca vai existir. A única coisa que existiu, aí, foi a transferência de dinheiro do seu bolso para o bolso dos empresários do “campo progressista”. Mas até hoje continua existindo a empresa estatal legalmente constituída para cuidar do “projeto”. Chama-se EPL, tem diretoria, 140 funcionários, orçamento de 70 milhões de reais e por aí afora. Nenhum país no sistema solar pode dar certo desse jeito.
A escolha é clara: ou o Brasil progride, cria riquezas, cria empregos, gera e distribui renda com o desenvolvimento da atividade econômica produtiva, ou tem o trem-bala de Lula e Dilma. É uma coisa ou a outra: não dá para ter as duas ao mesmo tempo. 
Também não dá para melhorar a vida de um único pobre, um só que seja, doando 1,3 milhão de reais de dinheiro público à cantora Maria Bethânia, para que ela declame poemas num blog pessoal, em clipes produzidos pelo diretor Andrucha Waddington. 
Não será possível ir a nenhum lugar enquanto continuar existindo a TV Brasil, invenção de Lula que custa 1 bilhão de reais por ano, emprega mais de 2 000 amigos do PT e tem zero de audiência. 
Que mais? Mais de mil coisas, ou seja lá quantas forem, que a segunda parte do governo Dilma — este que está aí, com o nome de “governo golpista” de Michel Temer — deixou intactas para você pagar. Tirem esse lixo todo daí e o Brasil dará um salto.
A verdade, para simplificar a história, é que o país se prejudica muito mais com as coisas que o governo faz do que com as coisas que não faz. 
Eis aí: o ideal, mesmo, seria um governo que não fizesse nada do que não precisa ser feito.
O Brasil não precisa de Plano Quinquenal. Não precisa de “obras estruturantes” nem de “políticas públicas”. 
Não precisa da Refinaria Abreu e Lima, pela qual você está pagando 20 bilhões de dólares desde o início do governo Lula — dez vezes mais do que estava orçado — e que até agora não ficou pronta. (Essa era a tal em que fizeram a Petrobras ficar sócia da Venezuela de Hugo Chávez, que nunca colocou um único tostão na obra.) 
Não precisa de PAC — um monumento mundial à roubalheira, à incompetência e à mentira. Não precisa de pirâmides como a Copa do Mundo, ou a Olimpíada, com estádios e uma Vila Olímpica inteira hoje afundando no chão, porque roubaram no material, no projeto e em tudo o que foi humanamente possível roubar — sem que nenhuma alma em todo o majestoso Estado brasileiro ficasse sabendo de nada. 
O teste mesmo é o seguinte: o Brasil estaria melhor ou pior se não tivesse feito nada disso?
Num país em que uma empresa pode gastar 2 000 horas por ano só lidando com as exigências que o governo inventa para arrecadar impostos — e quando se vê que essas 2 000 horas significam 83 dias de 24 horas, inteiramente perdidos, sem que se produza um único alfinete —, dá para se ter uma ideia da ruína em que colocaram o Brasil. 
Se o governo desfizer isso, simplesmente desfizer, será melhor ou pior? Fala-se aqui, singelamente, das aberrações mais estúpidas.
Espere até chegarem os problemas realmente classe AAA, gold-platinum-­plus — como a constatação de que 50% de todos os gastos federais vão unicamente para a Previdência Social, e que o grosso disso é engolido com o pagamento das aposentadorias dos funcionários públicos — sobretudo da elite de gatos gordos. (Esses são os “direitos” que não podem ser tocados.) 
Será inútil, simplesmente, querer montar alguma coisa de útil no Brasil enquanto não se desmontar esse ambiente de demência.

Por J.R. Guzzo
Publicado em VEJA  edição nº 2611

Ana Amélia faz alerta sobre ameaças de Lula vindas diretamente da prisão

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva age verdadeiramente como chefe de quadrilha.
De dentro da prisão, o famigerado meliante, corrupto e lavador de dinheiro, discorre uma série de infâmias e ameaças.
A senadora Ana Amélia, sempre atenta e diligente, fez um importante alerta sobre a nova manifestação do petista.
Eis o texto:
“Bom dia, amigos! Em carta aos líderes petistas, o ex-presidente Lula, da prisão em Curitiba, dispara sua metralhadora verbal contra as instituições, a Lava Jato e o presidente eleito Jair Bolsonaro!
Não bastaram provas contundentes, nem o testemunho de Antonio Pallocci que presenciou a liderança do réu no comando do Petrolão, para impedir a sobrevivência da narrativa da “perseguição política”.
Nessa carta, Lula, por conveniência, não escreve uma linha com autocrítica e chega ao ponto de proclamar que o “povo deu ao PT a missão de defender a democracia”.
Que tipo de democracia quer o PT que não aceita o contraditório e sequer respeita o resultado soberano das urnas?
O papel da oposição é criticar, fiscalizar e contribuir para tirar o Brasil do atoleiro criado pelo PT!
Mas não é isso que Lula e seus aliados querem!
Estão ameaçando com ações para desestabilizar o novo governo!
A sociedade não tolerará essa radicalização!”

Abaixo, a íntegra da carta de Lula:
“Companheiras e companheiros,
Do fundo do meu coração, agradeço por tudo o que fizeram neste processo eleitoral tão difícil que vivemos, absolutamente fora da normalidade democrática. Quero que levem meu abraço e minha gratidão a cada militante do nosso partido, pela generosidade e coragem diante da mais sórdida campanha que já se fez contra um partido político neste país.
Agradeço à companheira Gleisi Hoffmann e a toda a nossa direção nacional, por terem mantido o PT unido em tempos tão difíceis; por terem sustentado minha candidatura até as últimas consequências e por terem se engajado totalmente, com muita força, na candidatura do companheiro Fernando Haddad.
Agradeço ao companheiro Fernando Haddad por ter se entregado de corpo e alma à missão que lhe confiamos. Ele enfrentou com dignidade as mentiras, a violência e o preconceito. Saiu das eleições como um líder brasileiro reconhecido internacionalmente.
Agradeço à companheira Manuela D’Ávila e aos partidos que nos acompanharam com muita lealdade nessa jornada.
Saúdo os quatro governadores que elegemos, em especial a companheira Fátima Bezerra, e também os que não conseguiram a reeleição mas não desistiram da luta nem dos nossos ideais. Saúdo os senadores e deputados eleitos e todos os que, generosamente, se lançaram candidatos, fortalecendo a votação em nossa legenda.
A luta extraordinária de vocês nos levou a alcançar 47 milhões de votos no segundo turno. Apesar de toda perseguição, de todas as tramoias que fizeram contra nós, o PT continua sendo o maior e mais importante partido popular deste país. E isso nos coloca diante de imensas responsabilidades.
O povo brasileiro nos deu a missão de manter acesa a chama da esperança, o que significa a defesa da democracia, do patrimônio nacional, dos direitos dos trabalhadores e do povo que mais precisa. Tudo isso está ameaçado pelo futuro governo, que tem como objetivo aprofundar os retrocessos implantados por Michel Temer a partir do golpe que derrubou a companheira Dilma Rousseff em 2016.
Esta não foi uma eleição normal. O povo brasileiro foi proibido de votar em quem desejava, de acordo com todas as pesquisas. Fui condenado e preso, numa farsa judicial que escandalizou juristas do mundo inteiro, para me afastar do processo eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral rasgou a lei e desobedeceu uma determinação da ONU, reconhecida soberanamente em tratado internacional, para impedir minha candidatura às vésperas da eleição.
Nosso adversário criou uma indústria de mentiras no submundo da internet, orientada por agentes dos Estados Unidos e financiada por um caixa dois de dimensões desconhecidas, mas certamente gigantescas. É simplesmente vergonhoso para o país e para a Justiça Eleitoral que suas contas de campanha tenham sido aprovadas diante de tantas evidências de fraude e corrupção. É mais uma prova da seletividade de um sistema judicial que persegue o PT.
Se alguém tinha dúvidas sobre o engajamento político de Sergio Moro contra mim e contra nosso partido, ele as dissipou ao aceitar ser ministro da Justiça de um governo que ajudou a eleger com sua atuação parcial. Moro não se transformou no político que dizia não ser. Simplesmente saiu do armário em que escondia sua verdadeira natureza.
Eu não tenho dúvida de que a máquina do Ministério da Justiça vai aprofundar a perseguição ao PT e aos movimentos sociais, valendo-se dos métodos arbitrários e ilegais da Lava Jato. Até porque Jair Bolsonaro tem um único propósito em mente, que é continuar atacando o PT. Ele não desceu do palanque e não pretende descer. Temos de nos preparar para novos ataques, que já começaram, como vimos nas novas ações, operações e denúncias arranjadas que vieram neste primeiro mês depois das eleições.
Jair Bolsonaro se apresentou ao país como um candidato antissistema, mas na verdade ele é o pior representante desse sistema. Foi apoiado pelos banqueiros, pelos donos da fortuna; foi protegido pela Rede Globo e pela mídia, foi patrocinado pelos latifundiários, foi bancado pelo Departamento de Estado norte-americano e pelo governo Trump, foi apoiado pelo que há de mais atrasado no Congresso Nacional, foi favorecido pelo que há de mais reacionário no sistema judicial e no Ministério Público, foi o verdadeiro candidato do governo Temer.
Não teve coragem de participar de debates no segundo turno, de confrontar conosco suas ideias para a economia, o desenvolvimento, a geração de empregos, as políticas sociais, a política externa. E vai executar um programa ultraliberal, de entreguismo e privatização, que não foi apresentado aos eleitores e muito menos aprovado nas urnas.
Ele explorou o desespero das pessoas com a violência; a indignação com a corrupção e a decepção com os políticos. Mas não tem respostas concretas para nenhum desses desafios. Primeiro porque a proposta dele para segurança é armar as pessoas, o que só vai aumentar a violência. Segundo, porque Sergio Moro e a Lava Jato premiaram os corruptos e corruptores da Petrobrás. A maioria está solta ou em prisão domiciliar, gozando as fortunas que roubaram. E por fim, Bolsonaro é, de fato, o representante do sistema político tradicional, que controla a economia e as instituições no país.
As mesmas pessoas que elegeram Bolsonaro vão julgá-lo todos os dias, pelas promessas que não vai cumprir e pelo que vai acontecer em nosso país. Temos de estar preparados para continuar construindo, junto com o povo, as verdadeiras soluções para o Brasil, pois acredito que, por mais que queiram, não vão conseguir destruir nosso país.
O PT nasceu na oposição, para defender a democracia e os direitos do povo, em tempos ainda mais difíceis que os de hoje. É isso que temos de voltar a fazer agora, com o respaldo dos nossos 47 milhões de votos, com a responsabilidade de sermos o maior partido político do país.
E como diz a companheira Gleisi, não temos de pedir desculpas por sermos grandes, se foi o eleitor que assim decidiu. Queremos e devemos atuar em conjunto com todas as forças da esquerda, da centro-esquerda e do campo democrático, num exercício cotidiano de resistência.
Temos de voltar às ruas, às fábricas, aos bairros e favelas, falar a linguagem do povo, nos reconectar com as bases, como disse o Mano Brown. Não podemos ter medo do futuro porque aprendemos que o impossível não existe.
Até o dia do nosso reencontro, fiquem com um grande abraço do Luiz Inácio Lula da Silva”

fonte: Jornal da Cidade

Equipe de Bolsonaro fala em desaparelhar agências reguladoras

Os militares que cercam Jair Bolsonaro estudam reduzir as competências de órgãos reguladores.

Uma das propostas, registra a Folha, é baixar um decreto no começo do ano que transfere para os ministérios as competências das agências reguladoras.

Essas discussões surgiram no início da transição, quando o grupo liderado por militares se surpreendeu com a quantidade de integrantes das agências ligados a políticos.

“Caso essas ideias prosperem, caberá às agências somente fiscalizar a qualidade da prestação dos serviços, o cumprimento de contratos de concessão, a abertura de processos para apurar infrações e a aplicação de sanções administrativas”.

Presidente de Portugal virá à posse de Jair Bolsonaro

Nessa sexta-feira (30/11) Marcelo Rebelo de Sousa, presidente de Portugal, anunciou que, em princípio, virá à posse de Jair Bolsonaro, presidente eleito.
O anúncio de deu em conversa com o embaixador do Brasil em Portugal, Luiz Alberto Figueiredo Machado, durante uma visita ao Bazar Diplomático, no Centro de Congressos de Lisboa.
“Estou esperando o convite, porque eu, em princípio, vou à posse, no dia 1”, afirmou o Presidente da Portugal, adiantando: “Eu vou mais cedo, no dia 30 [de Dezembro]”.

A volta de Lindinho

Lindbergh Farias e Márcia Tiburi vão se candidatar à Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro em 2020.

Relata Guilherme Amado, em O Globo. 

Salários Estatais

Até quando só nos restarão a indignação e a conta?
Na última segunda-feira testemunhamos a imoralidade do aumento dos salários da Justiça. Após termos que engolir que não havia verba para o voto impresso, vimos ser aprovado o Fundo Partidário bilionário e seu complemento posterior (também enorme). E como se não bastasse, a seguir, vimos as “negociações” feitas pelo STF que argumentou que como o aumento (que desencadeou mais de R$ 6 bilhões de despesa extra para o Governo seguinte) havia sido aprovado iriam então “rever” o auxílio-moradia. Isso tem um nome e todos sabemos qual é…
Essa não foi a primeira, muito menos será a última que veremos “negociações” neste nível envolvendo jogos de interesses, de poder, etc. onde quem sempre sai perdendo é o pagador de impostos que há muito vem sendo usurpado através do desrespeito contínuo à nossa Constituição Federal e demais leis.
Todos nós, brasileiros, se recebemos uma oferta de emprego para trabalhar longe de nossas casas (na mesma cidade, em outra cidade ou país), avaliamos o custo/benefício do que foi oferecido. Raramente vemos o empregador oferecer, por um período longo, um auxílio moradia, quinquênio, licença a prêmio, etc. quiçá auxílio para gastos com combustível, vestuário, etc. Certamente há exceções, mas elas se direcionam a executivos ou profissionais diferenciados. Por que então temos que arcar com tantos benefícios para funcionários públicos? Nem se o serviço oferecido tivesse uma qualidade proporcional ao seu custo deixaria de ser imoral.
Você sabia que o único privilégio que Ministros da Suprema Corte Americana têm é lugar reservado para estacionarem seus respectivos carros? Todas as outras despesas, inclusive com transporte, é coberta pelos próprios salários.
E por falar em Estados Unidos, tive a oportunidade de morar por um ano na Florida (2016-2017). Em conversas com amigos americanos (curiosamente sem conexão uns com os outros) que fizemos por lá, sobre fatos como esses que ocorrem no Brasil, o espanto sempre era acompanhado da mesma pergunta: “e vocês, não fazem nada?” Eis aí o problema: nós fizemos, atribuímos um poder incomensurável ao Estado, inclusive este.
Ao analisar tecnicamente os motivos desses abusos descobrimos o motivo: fazem porque podem, porque é legal, porque lhes demos essa autoridade…
Há muitos anos venho me questionando os motivos deste problema não ser resolvido. Não é possível que com tantos profissionais qualificados no país não tenhamos encontrado, como os outros países, um meio de estancar esse escárnio com nosso povo.
Não sou economista (sou da área de Exatas), mas acredito que há uma alternativa bastante simples que poderia ser aplicada e que eliminaria não apenas a nossa indignação recorrente: salário de funcionário público ser vinculado à arrecadação do Estado (Município, Estado ou País, respectivamente). A definição dos salários seria feita através de uma relação percentual fixa da arrecadação (cada cargo receberia x por cento da arrecadação obtida pelo Estado).
Com essa medida não seriam mais necessárias as desgastantes discussões, troca de favores, etc. Exterminaríamos também a indignação diante de tamanho acinte.
Mas, durante a “vida” de um Governo, cargos podem ser extintos (acendedores de iluminação pública não existem mais), diria alguém. É verdade, e neste caso essas porcentagens direcionadas a esses cargos poderiam ser incorporadas a outros já existentes.
Também seria comum a necessidade de novos cargos (coordenador de teletransporte, por exemplo) e estes só poderiam ser criados com a redefinição das porcentagens dos cargos existentes. Com o país crescendo (o que justificaria a criação destes cargos), apesar da diminuição da porcentagem do(s) cargo(s) atingido(s), o volume do “salário” recebido poderia até aumentar.
Gostaria então de deixar uma reflexão baseada no que dizem meus amigos acima da linha do Equador: nestas últimas eleições você escolheu seus candidatos observando qual a posição e propostas deles em relação à diminuição do tamanho e do poder que outorgamos ao Estado? Não?
Sem mais.

texto de Francisco Teodorico, colunista em Conexão Política

Senado gasta R$ 127 mil com passeio de senadores para a Coreia do Norte

O Senado gastou R$ 127.298,70 para mandar Vanessa Grazziotin, Roberto Requião e Antonio Carlos Valadares para a Coreia do Norte de 20 de novembro a 2 de dezembro, relata a Folha.

Além de cerca de R$ 16 mil em diárias para cada um, também saíram dos cofres públicos (leia-se: do seu bolso) os recursos para pagar seguros de viagem e os deslocamentos de cada senador a Guarulhos.

Neste domingo, o trio de senadores estará de volta do passeio.

Lula despenca

A popularidade de Lula despencou.

De acordo com o Ipsos, em pesquisa encomendada pelo Estadão, o presidiário é rejeitado por 60% dos brasileiros e aprovado por apenas 38%.

É o exato oposto de Jair Bolsonaro.


(Estadão)

O sonambulismo de Haddad

Demétrio Magnoli declarou voto em Fernando Haddad. Agora se sente ludibriado.

Leia um trecho de sua coluna:

“Haddad parecia a muitos, inclusive a mim, um potencial deflagrador da ‘refundação’ do PT. Engano. Sua entrevista à Folha de S. Paulo prova que o discurso esboçado no segundo turno era teatro eleitoral.

O candidato, que engoliu a narrativa do ‘golpe do impeachment’ por exatas três semanas, retorna como sonâmbulo ao aposento de sempre, recoloca a máscara de Lula e se exibe como líder do PT de Gleisi, Lindbergh et caterva.

Lula ‘teria ganhado a eleição’, afirma o profeta Haddad, desafiando as evidências disponíveis (…).

A mistura fina de triunfalismo e vitimismo tem utilidade: serve para lacrar a direção lulista numa redoma higienizada, salvando-a da crítica de suas próprias bases.”

A sugestão de Janaina

Janaina Paschoal usou o Twitter para sugerir a Jair Bolsonaro a indicação de Fernando Gabeira para compor o ministério.

“Eu ainda acho que o Sr. poderia convidar Gabeira para compor o Ministério. O Sr. pode dizer: ‘Quem essa criatura pensa que é para fazer indicações ao meu governo?’ Respondo: ‘Sou alguém que quer seu bem e o do país’”.


sábado, 1 de dezembro de 2018

Empreiteira confirma que repassou R$ 3 milhões em caixa 2 para Gleisi Hoffmann


A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, se tornou alvo de mais uma denúncia sobre o recebimento de dinheiro de caixa 2. Desta vez foi a empreiteira CCR, que confirmou que doou R$ 3 milhões por meio de caixa dois quando a petista disputou a eleição para o senado em 2010. A informação faz parte do acordo que a CCR firmou com o Ministério Público de São Paulo

Segundo a empresa, no mesmo ano do repasse de R$ 3 milhões a Gleisi Hoffmann, o então senador Aloizio Mercadante (PT-SP) também pediu R$ 3 milhões mas teria levado apenas R$ 1,7 milhão também via caixa dois, de acordo com a companhia.

Segundo a Folha, 'O relato da doação a Gleisi foi feito pelo ex-presidente da CCR Renato do Valle em depoimento a promotores da área de Patrimônio Público e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado)".

De acordo com o ex-presidente da empresa, a doação para Gleisi foi solicitada por seu marido, Paulo Bernardo, ministro do Planejamento do governo Lula à época do pedido.

Segundo o depoimento do ex-presidente da CCR, Bernardo enviou um intermediário para tratar da entrega do dinheiro, o que teria sido feito em parcelas, por conta do alto valor.

Com informações da Folha

Joice Hasselmann diz que recebeu cabeça de porco com peruca e ameaça de morte

Joice Hasselmann disse hoje no seu twitter que recebeu “uma cesta com uma cabeça de porco, uma peruca loira e um bilhete com a frase ‘vai sofrer e vai morrer”.

A deputada eleita declarou que já acionou a polícia.




Indulto não é nada: juiz alerta para o ‘libera geral’ em curso na Câmara

Em artigo na Crusoé, o juiz Francisco Codevila, titular da 15ª Vara Federal Criminal de Brasília, alerta para a proposta de Reforma Processual Penal em discussão na Câmara.

O projeto de lei, já aprovado no Senado, substitui penas de prisão por serviços comunitários e pagamento de cestas básicas, por exemplo, para mais de 30 crimes, entre eles roubo, estelionato, assédio sexual, corrupção e tráfico de armas.

“Se há problema no sistema carcerário, e de fato há, certamente a solução não é evitar o cárcere e expor ainda mais a sociedade ao contato com o criminoso. No limite, chegaremos ao abolicionismo penal, como forma de evitar o encarceramento”.

Guedes quer cortar 30% das despesas com pessoal

A partir de janeiro de 2019, Paulo Guedes quer dar o exemplo para o resto da Esplanada e reduzir em 30% as despesas com pessoal.

Ele ficou impressionando com o tamanho da máquina: são 67 mil funcionários (servidores + comissionados) nos ministérios do Planejamento, da Fazenda e de Desenvolvimento, Indústria e Comércio – que serão unificados numa única pasta da Economia, registra O Antagonista.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Para Toffoli, salário de R$ 33,7 mil é indigno

Enquanto se fala em pautas como reforma da previdência, diminuição dos gastos públicos, combate à inflação e tantas outras questões que são fundamentais para que o Brasil saia da crise, para o presidente do STF, Dias Toffoli um salário de R$ 33 mil é indigno e inaceitável para um membro do STF, registra o Jornal da Cidade.
Após Michel Temer ter sancionado o projeto de lei que prevê o aumento imoral de 16% nos salários dos ministros do STF, Toffoli afirmou em evento em Brasília que esse foi o “O 1º desafio complexo vencido” e que a decisão é o “regaste da dignidade da magistratura e do Ministério Público”.
Numa clara chantagem feita pelo Poder Judiciário, a decisão previa que os juízes abrissem mão do auxílio-moradia. Entretanto, os juízes continuaram recebendo o auxílio quando não moram em seu local de atuação.
“Cortes na carne” são apenas nas casas dos mais pobres.

Eu tenho ficha limpa! Você não tem!, brada Lasier Martins contra Renan Calheiros

Nesta terça-feira (27), os ânimos se acirraram no Senado Federal.
Renan, alterado, fez acusações a Lasier, partindo para uma questão estritamente pessoal, alegando que o senador gaúcho teria agredido sua ex-companheira e que ela teria procurado o apoio dele para expulsar Lasier do apartamento funcional do senador. Lasier retrucou, afirmando que Calheiros não tem ética, não tem respeito e o calunia, visto que as acusações de agressão contra a ex-mulher foram arquivadas pelo MP na ausência de evidências para o fato alegado, registra o Jornal da Cidade.
Renan é infame, inescrupuloso, amoral.
No ataque, é vil.
De qualquer forma, Lasier Martins vai se consolidando como o nome que efetivamente tem condições de confrontar e derrubar Renan Calheiros.
Para o novo Brasil que se pretende construir, alijar qualquer possibilidade de Renan ser eleito presidente do Senado é de fundamental importância.
De qualquer forma, não se deve, em hipótese alguma, menosprezar a força do alagoano. Renan trabalha para juntar em torno de si todos àqueles que querem o fim da Lava Jato e o estabelecimento da impunidade contra os políticos envolvidos em casos escabrosos de corrupção.
No revide às agressões despropositadas, Lasier com muita firmeza desmoralizou Renan.
Veja o vídeo:

Pente fino na Secretaria de Comunicação coloca blogueiros chapa-branca em alerta

Rios de dinheiro público foram destinados aos amigos do rei durante a era PT. O modelo variava de acordo com a propina, mas diferentemente do que aconteceu na operação Lava Jato, há um tipo de corrupção ainda mais nefasto: a corrupção da informação. Os blogs chapa-branca deitaram e rolaram durante os governos petistas.
Veículos alinhados ao governo brotaram do nada e fizeram o trabalho sujo de distorcer e omitir os fatos e ludibriar a população. Alguns foram mencionados até mesmo em acordos de delação premiada. Agora, porém, muitos podem ter de dar explicações às autoridades.
O futuro ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, escalou o general Floriano Peixoto Vieira Neto para realizar um pente fino na Secom, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência. O objetivo é identificar fraudes em contratos, o que não parece ser difícil encontrar, dado que, o que podemos ver até agora é que não houve esfera ou órgão público que tenha ficado livre da roubalheira vermelha.
Jornal da Cidade conteúdo

Autor de obra renomada sobre o regime militar desautoriza comparação do governo Bolsonaro com ditadura

Elio Gaspari, autor de uma obra monumental em cinco volumes sobre o regime militar brasileiro, fez uma comparação entre os "generais da ditadura" e os "generais da democracia". Para Gaspari, registra o Jornal da Cidade, com a nomeação do quadro de militares de Bolsonaro, o presidente eleito conseguiu algo inédito e que não permite qualquer comparação com o regime militar. Diz ele:
"Santos Cruz junta-se aos generais da reserva Hamilton Mourão (vice-presidente) e Augusto Heleno (Segurança Institucional) na equipe que trabalhará no Planalto. Bolsonaro, o chefe de todos eles, é um capitão reformado que chegou à Presidência pelo voto. Essa circunstância desautoriza qualquer comparação automática com os poderes palacianos durante a ditadura."
Gaspari afirma ainda que, é "indiscutível" a melhora do padrão, considerando-se que um dos antecessores de Santos Cruz foi o deputado Geddel Vieira Lima, hoje preso. Segundo ele, ainda, a presença de militares no governo é normal.
"A presença de militares da reserva no coração do Planalto durante um governo eleito é jogo jogado, desde que cada um saiba o tamanho de sua cadeira."

Um cabo, um soldado e milhões de brasileiros contra o STF

Quando Eduardo Bolsonaro afirmou em uma aula preparatória de concurso em Cascavel, PR, em junho de 2018, que para fechar o STF bastava apenas um soldado e um cabo, toda a mídia tradicional e o próprio STF "caíram em cima" do deputado. Arrependido, Eduardo voltou atrás e fez pedido de desculpas afirmando que tal alegação foi feita de maneira impensada e que irá “tomar mais cuidado a todo momento com o que se fala”.
Hoje, com o bombardeio de imoralidades - como o indulto de Natal, aumento de salários aos ministros e outras medidas altamente questionáveis -, um cabo, um soldado e Eduardo Bolsonaro podem ser as menores das preocupações do STF. O Tribunal brinca com fogo e com os brios de milhões de brasileiros fartos da velha política e do conluio das elites públicas que desavergonhadamente se locupletam no poder.
Em caso de o STF legitimar na sessão de hoje a constitucionalidade do decreto de Michel Temer de indulto natalino aos corruptos, os movimentos Brasil Livre (MBL), Aliança Brasil, Avança Brasil, Nas Ruas e Vem Pra Rua se manifestaram afirmando que estarão dispostos a mobilizar milhões de brasileiros a comparecerem às ruas para pressionar o STF.
Se estavam chocados com um cabo e um soldado, o que dirão de milhões de brasileiros nas ruas?
Jornal da Cidade conteúdo

Movimentos se dizem “preparados para voltar às ruas” caso STF aprove indulto a corruptos

Os movimentos Brasil Livre (MBL), Aliança Brasil, Avança Brasil, Nas Ruas e Vem Pra Rua estão preparados para voltar às ruas caso o STF legitime na sessão de hoje a constitucionalidade do decreto de Michel Temer de indulto natalino a corruptos.

Leia trechos do comunicado conjunto:

“A sociedade brasileira deu um recado claro nas últimas eleições.

Membros do STF, esperamos que vocês tenham entendido o que quer a sociedade:

Não aceitamos conivência com a corrupção e repudiamos qualquer ação que traga retrocessos ao seu combate.

Nós, dos movimentos organizados da sociedade civil Aliança Brasil, MAB, MBL, NAS RUAS e VPR, estamos preparados para voltar às ruas, como fizemos na fase pré-impeachment.

(…) A lei vale para todos!”