segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

LULA NO TRF-4

O delegado Maurício Moscardi Grillo, da Lava Jato, descartou a prisão preventiva de Lula.

Então temos de esperar sua condenação no TRF-4.
A Folha de S. Paulo, nesta segunda-feira, publicou mais um levantamento sobre a taxa de sucesso da Lava Jato no segundo grau.
“O TRF-4, responsável por julgar os recursos de decisões do juiz Sergio Moro, manteve ou endureceu as penas dos réus em 70% dos casos.
Até o momento, Moro condenou 83 pessoas. Destes, o TRF-4 analisou as apelações referentes a 23 condenados.
Dos 23, 8 tiveram as penas mantidas, e outros 8, endurecidas (70%). Outros 4 condenados acabaram absolvidos pelo tribunal (17%), enquanto 3 (13%) tiveram suas penas diminuídas”.
DISPUTA PELA PRESIDÊNCIA DA CÂMARA MOSTRA QUE DEPUTADOS NÃO OUVEM AS RUAS
A disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, que vai ter eleição no próximo dia 2, não mudou em nada o quadro da velha política, com as tradicionais denúncias de uso da máquina, oportunismo, golpes baixos e falsas promessas. E assim tem sido a campanha dos quatro candidatos na disputa pela cadeira: Rodrigo Maia (DEM­RJ), Rogério Rosso (PSD­DF), Jovair Arantes (PTB­GO) e André Figueiredo (PDT­CE) repetem o inadmissível jeito de fazer política no Brasil. A cobiçada cadeira de presidente da Câmara dará ao eleito o poder de decidir os rumos políticos do País, cabendo a ele colocar em votação as matérias mais importantes para o Brasil. Dentre as benesses incalculáveis, há a prerrogativa de administrar um orçamento de R$ 5,9 bilhões, valor previsto para 2017. 

O deputado escolhido chefiará quase 20 mil servidores, terá direito a desfrutar da residência oficial da Câmara em área nobre de Brasília e de ter um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) à disposição. Atual detentor da máquina, o presidente Rodrigo Maia abriu seu poder de fogo tão logo recebeu sinal verde da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para disputar a recondução ao cargo que ocupa desde julho, quando houve uma eleição extraordinária para suprir a cadeira após a renúncia de Eduardo Cunha (PMDBRJ), hoje preso em Curitiba. Maia prometeu acelerar projetos de deputados caso seja confirmado no cargo, mas passou até mesmo a oferecer cargos na estrutura do governo Michel Temer (PMDB) para obter apoio. Por exemplo: ao PSB, bancada com 34 parlamentares, ofereceu a presidência da Nuclebras, estatal que cuida de tecnologia nuclear.

Mas sua principal barganha é a primeira­-secretaria da Câmara que, no escopo de sua próxima gestão, ainda está vaga. Ele usa o cargo para fisgar partidos do maior bloco do parlamento, o Centrão, composto pela união de 13 siglas da base aliada, como PP, PR, PSD e PTB. A estratégia prevê que, além de incorporar votos, Maia desidrate o apoio aos dois principais concorrentes na corrida à cobiçada cadeira: Jovair e Rosso. 

OPORTUNISMO DO PT 

Dono da segunda maior bancada da Câmara, o PT cobra o cumprimento da regra da proporcionalidade e pede a Maia o cargo de primeiro­secretário da Câmara em troca de apoio ao atual presidente. O impasse tem sido o divisor de águas no namoro entre Maia e o PT. Em dezembro, após conduzir a última sessão, que votou a renegociação das dívidas dos estados, Maia foi à liderança petista e agradeceu pessoalmente aos deputados que ali se encontravam. Em troca, integrantes do PT declararam apoio ao democrata. 

Há quem queira tirar proveito desse imbróglio. É o caso de Jovair Arantes. O candidato petebista e relator do processo de impeachment da ex­-presidente Dilma Rousseff – deu parecer favorável à admissibilidade ­, acenou com apoio ao pleito do PT. Candidato do centrão, o líder do PTB garantiu que vai respeitar a proporcionalidade. Fez críticas ao adversário por ameaçar escantear o PT com a composição de um bloco forte. “Os lugares que existem na mesa já são destinados aos partidos políticos”. A estratégia surtiu efeito. Mesmo sendo relator do impeachment de Dilma Rousseff, alguns petistas demonstram apoio ao candidato que foi algoz da ex­-presidente. Alinhado com a barafunda interna que tem dificultado a reconstrução da legenda, o PT não consegue unir os discursos e nem o apoio a uma mesma candidatura. Enquanto a maior parcela é simpática a Rodrigo Maia, outra ala do PT, liderada pelo deputado Carlos Zarattini (SP), não abre mão da primeira-­secretaria da Câmara. Ele pede que o novo presidente respeite a vontade popular, que elegeu os 57 parlamentares petistas. 

A demagogia também tem ocupado papel de destaque nesta eleição. Aproveitando a onda de comoção que se formou em torno da tragédia com o time de futebol da Chapecoense, Rogério Rosso apelou para o emocional. Vestido com o uniforme do time catarinense, Rosso lançou nas rede sociais uma emotiva candidatura. Mas Rosso refuta ter sido demagogo. “O deputado João Rodrigues é integrante da nossa bancada do PSD na Câmara e foi prefeito de Chapecó. Ele foi um dos grandes apoiadores da minha campanha e nos ensinou a torcer pelo time narrando jogos em tempo real pelo whatsapp”. De olho na sobra dos votos, o deputado André Figueiredo (PDT­CE) espera por um aceno do PT para, junto com o PDT, chegar ao coeficiente de 77 votos, com os 20 da legenda trabalhista, e conseguir barganhar ao menos um lugar na Mesa Diretora. Figueiredo usa o fato de não ter votado na admissibilidade do impeachment de Dilma para ter o apoio da segunda maior legenda. 

USO DA MÁQUINA

 Mesmo no recesso parlamentar, os quatro candidatos não descansaram no final do ano. Entre os Estados aonde foi fazer campanha, Maia esteve no Rio Grande do Norte e em Pernambuco. No primeiro Estado se encontrou com o governador Robinson Faria, que é do mesmo partido de Rosso. Falou de outros assuntos, mas também de eleição da Câmara. Maia ainda participou de um almoço em Pernambuco com 20 deputados federais e também do Ceará, Piauí e Paraíba. 

Após críticas de adversários de que estava fazendo viagens com o avião oficial da FAB para alavancar sua campanha, Maia passou a voar com um avião bancado pelo DEM. Assistindo de camarote os quatro candidatos se digladiarem, o Palácio do Planalto tenta manter distância, apesar dos indícios de que confia mais em Maia.

Sempre os mesmos Ao contrário do que acontece na Câmara dos Deputados, em que a disputa pela presidência será nariz a nariz, a eleição para o comando do Senado Federal está praticamente equacionada. A supremacia do PMDB e um grande acordo de entre legendas praticamente garantem a vitória do senador Eunicio Oliveira (PMDB­CE). O que chama atenção na equação é o oportunismo do PT, que se tornou oposição ao governo federal, mas mesmo assim quer garantir uma cadeira na mesa diretora. O plano acertado até o início do recesso parlamentar é que, em contrapartida ao apoio a Eunicio, alguém do PT assuma a primeira­-secretaria do Senado e que um representante do PSDB seja escolhido para a primeira vicepresidência da Casa. Apesar do acordo com o líder do PT, Humberto Costa, Eunício encontra dificuldade em ter os votos totais do partido. 

Dois senadores petistas se recusam a apoiá­lo: Lindbergh Farias (RJ) e Gleisi Hoffmann (PR) discordam do acordo em torno do nome de Eunício, que eles chamam de golpista, por ter sido o relator da PEC dos gastos públicos. “A questão de cargos não pode ser argumento”, justificou Gleisi. A escolha pelo nome do cearense dentro do PMDB também passou por longa negociação para poder acomodar outros peemedebistas de porte que estavam de olho na mesma cadeira. Atualmente no posto, caberá a Renan Calheiros (PMDB­AL) a liderança do PMDB no Senado ou a chefia da principal comissão, que é a de Constituição e Justiça

EXECUTIVOS QUEREM DELATAR SÉRGIO CABRAL
A Lava ­Jato no Rio foi procurada por pessoas envolvidas com o esquema de corrupção que, segundo eles, era comandado por Sérgio Cabral. Estavam interessados em se antecipar a uma eventual prisão e fazer uma delação premiada. Pelo menos uma dessas conversas, com executivos de uma construtora fluminense, com atuação nacional, está bastante avançada. 

Fonte: Folha Política

LULA AUTORIZOU REPASSES DA ODEBRECHT À EX-PRIMEIRA-DAMA DO PERU, RELATAM DELATORES
O Ministério Público do Peru investiga se a ex­-primeira­-dama Nadine Heredia, mulher do ex-presidente Ollanta Humala (2011­ 2016), recebeu da Odebrecht cerca de US$ 3 milhões de caixa dois para a campanha do marido. 

Até agora, a Odebrecht firmou um termo preliminar no qual se compromete a pagar 30 milhões de soles peruanos (R$ 28 milhões). A empresa negocia um acordo de delação premiada naquele país. 

Anotações em agendas de Nadine mostram valores ao lado do nome "Marcelo" em 2010 e 2011. Procuradores acreditam ser Marcelo Odebrecht, ex-­presidente e herdeiro da Odebrecht. 

"Marcelo, 21 de maio. + 30 mil dólares; Marcelo, 24 de julho. + 30 mil dólares; Marcelo, 23 de julho. + 30 mil dólares; Marcelo, 10 de janeiro de 2011. + 70 mil dólares", diz uma das anotações.

Outra rubrica mostra que foi marcada em 2010 reunião entre Humala e Jorge Barata, principal representante da Odebrecht no Peru e delator da Lava Jato. 

A hipótese dos investigadores peruanos é que a empreiteira teria repassado ao todo R$ 4,8 milhões. O valor consta na planilha "Italiano", apreendida no e­mail da área de pagamentos de propinas da Odebrecht, o setor de Operações Estruturadas. No documento, o valor R$ 4,8 milhões está ao lado da citação "Projeto OH" (que seria de Ollanta Humala). 

O assunto foi abordado por executivos da Odebrecht no acordo de delação assinado no Brasil recentemente. 

Segundo envolvidos na negociação, a Odebrecht disse que os R$ 4,8 milhões saíram do caixa que a empreiteira tinha junto ao PT administrado pelo ex-­ministro Antonio Palocci, chamado internamente de "Italiano". 

O dinheiro teria sido direcionado a Humala com autorização de Lula. A Folha não confirmou se o nome de Nadine está no relato. 

A investigação sobre o ex­presidente peruano é um novo capítulo na internacionalização da Lava Jato. A Odebrecht começou a atuar no Peru em 1979. De acordo com a companhia, oito obras estão em andamento no país. 

A Odebrecht realizou obras de saneamento e mineração, entre outras, além de negócios com a subsidiária Braskem e de participar como investidora em projetos de infraestrutura no Peru. Ao longo dos últimos 35 anos, trabalhou em 67 projetos. 

De acordo com o Departamento de Justiça americano, a Odebrecht pagou mais de US$ 29 milhões em propinas no Peru entre 2005 e 2014 com o objetivo de conseguir contratos com o governo. Com o suborno, a empresa obteve benefícios superiores a US$ 143 milhões. 

OUTRO LADO 

A defesa de Heredia não respondeu às perguntas enviadas a seu advogado, Roy Gates. 

O Instituto Lula disse que, "se delações feitas em acordos para obter benefícios judiciais não são provas, muito menos o vazamento de supostas delações merecem (sic) comentários". 

José Roberto Batochio, que defende Palocci, negou que seu cliente seja o "italiano". A Odebrecht disse que não se manifesta sobre conteúdo de acordos. 

Fonte: Folha Política


DEPUTADO RÉU NA LAVA JATO VIAJA A CADA 4 DIAS COM DINHEIRO PÚBLICO
Conhecido no noticiário político-policial da Operação Lava ­Jato, o deputado federal e réu no petrolão Aníbal Gomes (PMDB-CE) é uma figura praticamente invisível na Câmara dos Deputados. De 1995 para cá (está no sexto mandato), há apenas registros de cinco discursos de Gomes em plenário – o último aconteceu em 2004, para saudar a nomeação do então senador e hoje deputado Carlos Bezerra (PMDB­-MT) ao cargo de presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Nesta legislatura, o peemedebista não apresentou nenhum projeto e, ao longo de todo o ano de 2016, apenas compareceu ao Congresso a partir de setembro.

Até mesmo quando justificou ter dores na coluna para não comparecer à Câmara – ele faltou a simplesmente todas as 36 sessões realizadas entre o início de fevereiro e o final de abril com tal argumento ­, o deputado desfrutou do dinheiro que deveria cobrir exclusivamente gastos decorrentes da atividade parlamentar. 

Nesse período, Gomes fez mais de trinta viagens entre Fortaleza, sua base eleitoral, e Brasília, onde mora com a família. Ou seja: uma média de um voo a cada quatro dias. Todas as notas foram apresentadas à Casa e, em seguida, reembolsadas. Ao faltar às sessões nos primeiros quatro meses do ano, o congressista afirmou que estava em tratamento de saúde. 

O site de VEJA pediu os atestados, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), com as motivações apresentadas por Gomes para justificar as sucessivas ausências na Câmara dos Deputados. O fornecimento dos dados, no entanto, foi negado sob o argumento de que informações relativas a procedimentos médicos são “expressamente” consideradas atos pessoais e, portanto, protegidas por sigilo. A Casa ressaltou, ainda, que as informações exigem “consentimento expresso” para serem repassadas. 

Procurado, o deputado disse que apresentou atestados em “quase todas as faltas”. “Houve algumas que não [apresentei]”, admitiu. “A gente fica até com vergonha. É tão problemático que às vezes a gente prefere não ir para não estar lá atormentando os médicos. Mas quase todas estão justificadas”, completou. A ausência por questões de saúde é um dos poucos argumentos aceitos para evitar que haja corte de salário proporcional à quantidade de faltas. 

O deputado afirmou ainda sentir fortes dores na coluna e já ter passado por duas cirurgias. “O fato de estar doente, em crise, e, portanto, não ir ao plenário, não quer dizer que dois ou três dias depois eu não esteja bom o suficiente para fazer uma viagem ao meu estado. E coluna é assim, meu amor: tem dia que eu não me levanto. Aí eu tomo um remédio, ligo para o médico, e dois dias depois estou andando”, disse, para justificar a rotina de faltas. 

Em dezembro de 2016, o Supremo Tribunal Federal acolheu denúncia do Ministério Público que esmiuçou um pouco mais profundamente a atuação do parlamentar cearense. Aníbal Gomes tornou-­se réu por corrupção (ativa e passiva) e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de prometer pagamento de propina de 800.000 reais ao então diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa para permitir e facilitar as negociações entre a estatal e empresas de praticagem da Baixada Santista e de São Sebastião (SP). Gomes também é alvo de outra denúncia, ainda não analisada pelo Supremo, em que é acusado de receber propina no petrolão em nome do presidente do Senado, Renan Calheiros , (PMDB­-AL), de quem é aliado. 

Fonte: Folha Política

'LULA É BANDIDO COMO TODOS OS OUTROS', TERIA DITO JANOT A EUGÊNIO ARAGÃO
O sub-procurador Eugênio Aragão, foi ministro de Dilma apenas durante o tempo que a Justiça levou para declarar que ele não podia ocupar o cargo. A Constituição veda expressamente que procuradores assumam cargos como o de ministro, mas Aragão insistia que haveria uma brecha na lei. Foi afastado pela Justiça. 

Aragão voltou então à Procuradoria­-Geral da República, e agora relata o que teria sido sua última conversa com o Procurador­-Geral, Rodrigo Janot. O relato foi inteiramente feito por Aragão ao jornal O Estado de S. Paulo. Não se sabe se Aragão pode lembrar com detalhes cada fala da conversa, mas ele assim a relatou: 

Janot: Você me deu um soco na boca do estômago com aquela mensagem (“não estou interessado em cargos”).Aragão: É aquilo mesmo que está escrito lá. Janot: Então considere-se desconvidado.

Aragão: Ótimo. Eu não quero convite (para função), tudo bem, não tem problema. Olha, Rodrigo, nós somos diferentes. É isso mesmo. Para mim, você foi uma decepção... Janot: O que você está querendo dizer? Vai me chamar de traíra?Aragão: Não, traíra não. Não chega a tanto. Desleal, mas traíra não. (No caso Operação da Lava Jato) você foi extremamente seletivo...  Janot: Você vem aqui no meu gabinete para me dizer que eu estou sendo seletivo?Aragão: É isso mesmo. Janot: Você vai para a p... que o pariu... Você acha que esse (ex­-presidente) Lula é um santo? Ele é bandido, igual a todos os outros...Aragão: Você foi muito mesquinho em relação ao Lula, só porque ele disse que você foi ingrato (em razão da indicação para a função)... Não tinha nem de levar isso em consideração. Janot: Isso é o que você acha. Eu sou diferente. O Lula é bandido, como todos os outros. E você vai à m...Aragão: E os vazamentos das delações? Eu tive informações, quando ministro da Justiça, pelo Setor de Inteligência da Polícia Federal, que saíram aqui da PGR... Janot: Daqui não vazou nada. E eu não te devo satisfação, você não é corregedor.Aragão: É, você não me deve satisfação, mas posso pensar de você o que eu quiser. Janot: Você vá à m..., você não é meu corregedor.Aragão: Eu não vim aqui para conversar nesse nível. Só vim aqui para te avisar que estou de volta. 

Durante seu curto período à frente do Ministério da Justiça, Aragão nada fez pelo sistema penitenciário, mas após sua saída vem criticando o governo atual como se todos os problemas tivessem surgido em seis meses. 

Já em relação à Lava Jato, Aragão foi mais ativo: tentou afastar o diretor da Polícia Federal, prometeu afastar toda a equipe se houvesse qualquer "cheiro" de vazamento, e deu várias declarações que levaram a população a acreditar que ele pretendia "enterrar" a operação. Após sua saída, vem agora relatar conversas pessoais sobre o Procurador-­Geral da República, sugerindo parcialidade. Janot recusou-­se a comentar.


Fonte: Folha Política

domingo, 15 de janeiro de 2017

O FINADO LULA

“Nunca entre num lugar de onde tão poucos conseguiram sair”, alertou Adam Smith. “A consciência tranquila ri-se das mentiras da fama”, cravou o romano Ovídio. “Corrupção é o bom negócio para o qual não me chamaram”, ensinou o Barão de Itararé.
E na contramão de todos está alguém que abriu mão de si mesmo pelo poder. Lula construiu uma história de vida capaz de arrastar emoções e o levar à presidência. Agora, de modo desprezível, o mesmo Lula destrói-se por completo.
Não é preciso resgatar o tríplex, o sítio ou os R$ 30 milhões em “palestras” para atestar a derrocada do ex-presidente. Basta tão somente reparar a figura pitoresca na qual Lula se tornou.
O operário milionário sempre esbanjou o apoio popular e tomou para si o mérito de salvar o país da miséria. Contudo, junto disso, entregou-se aos afetos das maiores empreiteiras, não viu mal em lotear a máquina pública, nem constrangeu-se em liderar uma verdadeira organização criminosa.
Sem hesitar, brincou com os sonhos do povo e fez de seu filho, ex-faxineiro de zoológico, um megaempresário. Aceitou financiamentos regados à corrupção, fez festa junina pra magnatas e mentiu, mentiu e mentiu. O resultado, enfim, chegou: ao abrir mão de si mesmo, Lula perdeu o povo.
Pelas ruas, o ex-presidente é motivo de indignação e fonte de piadas. Lula virou chacota, vergonha, deboche. Restou-lhe a militância do pão com salame e aqueles que tratam a política com os olhos da fé messiânica.
Seu escárnio da lei confirma sua queda. Lula ainda enxerga o Brasil como um rebanho de gados e não percebe que está só, cercado por advogados que postergam seu coma moral. Enquanto ofende o judiciário e todos aqueles que não beijam seus pés, Lula trancafia-se na bolha de quem ainda acredita que meia dúzia de gritos e cuspes podem apagar os fatos.
O chefe entrou num mundo sem saída, trocou sua consciência pelo poder e corrompeu-se até dissolver sua essência. Lula morreu faz tempo. Restou-lhe, apenas, uma carcaça podre que busca a vida eterna no inferno de si mesmo.
por Gabriel Tebaldi (graduado em História pela Ufes)


ALEXANDRE GARCIA FALA SOBRE A SEGURANÇA PÚBLICA NO BRASIL

ABATIDO, APÓS VAIAS, LULA DISCURSA E COMETE UM CONDENÁVEL DESLIZE

Desconfortável, em função de um grupo de militantes da ‘Conlutas’ tê-lo vaiado e virado as costas no momento em que discursava durante o 33.º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em Brasília, Lula cometeu um deslize fatal. Ele próprio se condenou.

É provável que entre a maioria dos militantes a tal fala de Lula tenha até passado despercebida, mas o fato é que aos poucos o ex-presidente, nos últimos tempos sempre pressionado, vai se entregando e perdendo seguidores.
No discurso desta quinta-feira (12) Lula, inflamado, vociferou: ‘Quem é o culpado de um jovem de 25 anos estar preso hoje? O que deram de oportunidade para ele quando ele tinha 8 anos? Se não dou educação, trabalho, essa criança vai fazer o quê da vida? A gente percebe que o dinheiro que se economizou na educação no passado está se gastando hoje para se fazer cadeia. E cada vez vai custar mais caro…’
Ora, esse personagem criado por Lula tinha dez anos quando o PT chegou ao poder e 24 quando Dilma sofreu o impeachment.
Portanto viveu o final de sua infância, toda a sua adolescência, e a sua juventude até o momento da prisão, sob o governo do PT.
Qual seria então a resposta para o questionamento de Lula – ‘Quem é o culpado de um jovem de 25 anos estar preso hoje?’
Você, leitor, é capaz de responder?
A conclusão é de que Lula está perdido, sem lenço, sem documento e sem rumo.
E o ‘golpe fatal’ está a caminho. Lula pressente, esperneia e fala bobagens.
Ao final de sua fala, fora de si, Lula garantiu para a platéia apática que voltará a governar o país.
LULA FRACASSOU EM ALIANÇA COM A ESQUERDA. PETISTA CORRE CONTRA O TEMPO E LANÇA CANDIDATURA ANTES DA VOLTA DE MORO
O ex­-presidente Lula está correndo contra o tempo. Réu em cinco ações penais e alvo de outros tantos inquéritos, o petista bem que tentou, através de Frente Brasil Sem Medo, articular uma grande aliança da esquerda para se lançar candidato a Presidência da República, mas não conseguiu sensibilizar setores da esquerda e até mesmo de seu partido, o PT. Partidos como o PDT, PTB, PCO e REDE rechaçaram qualquer tipo de aliança com Lula. Diante do fracasso em sensibilizar a esquerda em favor de Lula, o PT se mobiliza para tentar convencer setores do partido sobre a necessidade e urgência de lançar a candidatura do petista antes da volta das férias do juiz federal Sérgio Moro. O temor de Lula e de seu partido é o de que novas denúncias criminais sejam acolhidas contra o petista, que pode ainda ser alvo de novas medidas judiciais no âmbito das ações em que já figura como réu. Lula tem pressa e o partido deve anunciar sua prematura candidatura na próxima sexta-­feira, 20.
A quase dois anos do próximo pleito, Lula e seu partido irão insistir na tese da violação constitucional e propor eleições diretas ainda em 2017. A proposta do partido agora é derrubar Temer de qualquer jeito, antes que ele consiga avançar nos resultados positivos na economia. 

Fonte: Imprensa Viva

PROJETO DE LEI IMPEDE BLOQUEIO DE INTERNET FIXA; VOTAÇÃO SERÁ ABERTA NA SEGUNDA-FEIRA
O senador Ricardo Ferraço apresentou um projeto que impede qualquer limite na franquia nos planos de internet banda larga fixa. A proposta impede que o fornecimento do serviço seja interrompido caso atingido o limite estabelecido. O site do Senado, que abre as consultas públicas para que a população vote, está em manutenção e só será restabelecido na segunda-­feira, quando será possível votar e dar sua opinião sobre o projeto.

Fonte: Folha Política
LULA MANDOU TIRAR CÂMERAS DO PALÁCIO DO PLANALTO, REVELA GENERAL
O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen, disse que o Palácio do Planalto está sem câmeras de segurança desde 2009, quando os equipamentos foram retirados durante reforma feita no prédio pelo governo Lula. Ele disse acreditar que a medida foi tomada para evitar registros do que ocorria na sede da Presidência da República, o que caracterizaria obstrução da Justiça. Segundo as declarações de Etchegoyen, dadas em entrevista à revista “Veja”, o Palácio vem negando pedidos da Justiça para ter acesso a imagens, no âmbito de investigações contra corrupção, porque não havia qualquer câmera nos últimos anos. O general, que está à frente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), disse que “o Palácio passou anos em que, convenientemente, não se registrou nada”. 

Etchegoyen afirmou que houve uma tentativa de reinstalar os equipamentos de segurança, mas “impediram” que o serviço fosse feito. Questionado especificamente sobre pedido do Ministério Público de acesso a imagens, na investigação que apura se a ex-­presidente Dilma Rousseff tentou obstruir a Justiça em reuniões no Planalto, o general foi categórico: “não tem imagem”. Ele disse que “a situação era descontrole”, ao se referir ao período em que as câmeras foram retiradas. O general informou que uma nova licitação está sendo feita para adquirir câmeras de segurança para o Palácio do Planalto. O GLOBO tentou contato com o general, mas a assessoria de imprensa não respondeu Ao G1, o Instituto Lula não informou o motivo de as câmeras terem sido retiradas. E afirmou que a agenda de Lula como presidente sempre foi pública e acompanhada pela imprensa. Já a ex-­presidente Dilma Rousseff disse, por meio da assessoria, que “a responsabilidade pela segurança dos palácios presidenciais e das residências do presidente e do vice-­presidente sempre foi atribuição do Gabinete de Segurança Institucional (GSI)” sem explicar a razão de os equipamentos não terem sido reinstalados. 

Fonte: G1
FAZENDO O QUE O PT QUERIA FAZER NO BRASIL. MADURO AMEAÇA DEPUTADOS E CRIA 'COMANDO ANTI-GOLPE'
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusou nesta terça­feira a oposição ­ que controla o Parlamento ­ de tentar um "golpe de Estado" ao declará­-lo em "abandono do cargo", e advertiu que a decisão terá consequências. "Atenham-­se às consequências do chamado golpe de Estado que a quadrilha aprovou ontem na Assembleia Nacional", disse Maduro ao ativar nesta terça um "comando anti-­golpe" integrado por figuras que se autoproclamam chavistas radicais. Em sua primeira reação à decisão do Legislativo, Maduro afirmou que é um "manifesto golpista e nulo", que incita à violência e ao caminho para tirá­-lo do poder por qualquer meio, incluindo a intervenção estrangeira.

Após intensa repercussão negativa, Kassab volta atrás e diz que não vai cortar internet Magno Malta diz que quer ser candidato à Presidência da República: 'Tenho vontade e coragem!'; veja vídeo "Sou o presidente da República Bolivariana da Venezuela, o chefe de governo e o chefe de Estado pelo mandato do povo, e com o povo seguirei defendendo a paz", afirmou Maduro em rede nacional de rádio e TV. 

O Legislativo declarou Maduro em "abandono do cargo" por não cumprir suas funções em meio à grave crise política e econômica, e exige a convocação de eleições antecipadas. "Dizem que abandonei o cargo e há 10 milhões de estudantes", se defendeu Maduro ao citar os investimentos do governo em setores como educação, saúde e habitação. Após a decisão do Parlamento, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) declarou que o Legislativo não tem a faculdade de destituir o presidente. O governo recorreu ao TSJ para poder processar penalmente os congressistas que aprovaram o "abandono de cargo" de Maduro. 

O presidente destacou a necessidade de se constituir um "comando anti-­golpe" para atuar com "firmeza" contra a oposição. "Sabemos quais são os promotores da violência e devemos agir preventivamente", declarou Maduro ao integrantes do "comando", ao qual delegou o combate às conspirações. Liderado pelo recém­-nomeado vice-presidente, Tareck El Aissami, o "comando" é integrado ainda por Diosdado Cabello, número dois do chavismo; Vladimir Padrino López, ministro da Defesa; Néstor Reverol, ministro do Interior; e Gustavo González López, diretor do Serviço de Inteligência. 

Fonte: Folha Política

sábado, 14 de janeiro de 2017

POLÍCIA EMITE ALERTA SOBRE POSSÍVEIS ATOS DE RETALIAÇÃO DO PCC EM SÃO PAULO
Até o mês passado, a cúpula da maior facção criminosa do Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC), repetia uma rigorosa rotina de exercícios físicos dentro da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Com equipamentos improvisados com cabos de vassoura e garrafas PET cheias de água, os chefes do PCC fortaleciam o bíceps na prisão de segurança máxima que concentrava, até então, todo o comando da organização. Marco Willians Camacho, o Marcola, considerado o cabeça do bando, ia além: turbinava os efeitos da musculação com whey protein, a proteína do soro do leite que, em academias de verdade, ajuda os marombeiros a ganhar massa. Para relaxar, o grupo terminava o banho de sol com uma partida de futebol

Esses encontros descontraídos foram interrompidos em 14 de dezembro. Pela primeira vez, numa mesma decisão, todos os 14 integrantes do alto escalão do Primeiro Comando da Capital (PCC) foram enviados para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) do presídio da vizinha Presidente Bernardes, considerado o mais rigoroso de São Paulo. A transferência dos presos, somada à guerra nacional entre facções deflagrada em outubro, colocou as autoridades da segurança pública de São Paulo em alerta. Policiais civis de Araraquara, no interior paulista, repassaram um relatório às delegacias seccionais do estado com um alerta. Segundo o documento, obtido pela revista ÉPOCA, “comunicado entre os membros do PCC dão (sic) conta de que armas de fogo foram distribuídas aos integrantes da facção para possíveis ataques. Consta que, no próximo dia 17 de janeiro, o comando do PCC irá ordenar aos executores o tipo de ataque e o local onde cada um terá que agir”. Procurado para comentar o relatório, o Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol) de São Paulo confirmou que o documento saiu de Araraquara – a penitenciária local já foi um reduto de forte influência da facção, hospedou Marcola e outros líderes do PCC. Apesar de reconhecer a circulação do documento, o Dipol não quis comentá-­lo.

A mudança dos presos para o regime mais restrito foi solicitada pela Polícia Civil de Presidente Venceslau, com aval do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual. O pedido de transferência foi fundamentado pela Operação Ethos, realizada em novembro, que investigou uma rede de advogados, acusados de transmitirem ordens do PCC para fora da prisão. Ao julgar o pedido, o Tribunal de Justiça determinou que os 14 chefes do PCC fiquem até o dia 11 de fevereiro no RDD. Falta ainda o TJ decidir se acatará outra solicitação: a transferência da cúpula da facção para presídios federais, mais uma forma de desestabilizar a organização. No mundo do crime, a transferência foi vista como um novo pedido de prisão. No RDD do Centro de Readaptação Penitenciária de Presidente Bernardes, cada preso passa 22 horas do dia isolado numa cela de 6 metros quadrados, sem acesso a jornais, televisão ou rádio. Tem direito a banho de sol só de duas horas, sempre sozinho, e visitas de parentes uma vez por semana, sem nenhum contato físico. Esses encontros ocorrem nos parlatórios, separados por grades, vidros e telas. 

A comunicação é por interfone, como nos filmes policiais americanos. Não há visita íntima. Foi a remoção de alguns chefes do PCC para o presídio de segurança máxima de Presidente Venceslau que desencadeou uma das maiores ondas de violência em São Paulo em maio de 2006. Na ocasião, a polícia transferiu os criminosos depois de descobrir os planos da facção de promover uma megarrebelião nos presídios. Ao ser conduzido para depoimento no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Marcola ameaçou as autoridades. “Não vai ficar barato”, disse. 
Minutos depois, iniciaram-­se ataques orquestrados pela organização que pararam São Paulo. Seus membros se rebelaram em presídios, incendiaram ônibus e alvejaram delegacias. 

Entre os dias 12 e 21 de maio, 564 pessoas foram assassinadas – 505 civis e 59 agentes públicos. Boa parte dos homicídios tinha sinais de execução sumária. Não foram esclarecidos pela Justiça. A matança só parou quando o governo se sentou à mesa para negociar com os bandidos, dentro do presídio. Além da tensão desencadeada pelo isolamento inédito da cúpula, a segurança pública de São Paulo precisa lidar agora com os desdobramentos da briga nacional entre facções. Em setembro, a cúpula do PCC enviou uma carta, escrita à mão, aos demais integrantes do bando para declarar guerra à facção carioca Comando Vermelho (CV), sua ex­aliada e hoje maior concorrente. Desde outubro, o racha dizimou mais de uma centena de detentos nos presídios no Norte do Brasil. Na tentativa de evitar uma chacina parecida em São Paulo, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) do estado transferiu para cadeias neutras 71 presos pertencentes a três facções: CV, Família do Norte (FDN) e Okaid. Ao comentar os massacres no Norte, o secretário da SAP, Lourival Gomes, reconheceu que São Paulo não está livre de motins.

Fonte: Folha Política

OPERAÇÃO AMPLIA PRESSÃO PARA CUNHA DELATAR  E EXIBE PARTE DE SEU ARSENAL
A Operação Cui Bono? ("A quem beneficia?"), deflagrada a partir do conteúdo de mensagens apreendidas em um celular antigo do ex­-deputado Eduardo Cunha (PMDB), ampliou a pressão para o peemedebista delatar o que sabe e tentar minimizar seus problemas com a Justiça e também induziu o mundo político e empresarial a pelo menos duas conclusões. 1) O teor das conversas divulgadas em relatório da Polícia Federal reforça a tese de que Cunha detém informações explosivas sobre negociatas fechadas entre o primeiro escalão do PIB, o Congresso e órgãos do governo federal. 2) Ele deve se apressar em firmar um acordo de colaboração premiada para falar o que sabe à Justiça. 
Pessoas próximas ao ex­-deputado não acreditam que ele tenha deixado, por simples descuido, um volume tão grande de dados em um aparelho de telefone desativado há dois anos. Cunha sempre foi estrategista, e há quem tenha visto no teor das mensagens encontradas pela PF uma forma de ele deixar "pistas" para ampliar a necessidade de elucidar aos investigadores questões pertinentes à Operação Lava Jato.

A avaliação corrente no mundo político é que, agora que a PF tem tantos detalhes em mãos –as informações apreendidas revelam pormenores de conversas sobre aprovações de crédito em bancos públicos e votações de projetos na Câmara–, Cunha se apressará em apresentar um roteiro de delação, para não se tornar uma peça desnecessária com o avanço das investigações. Procurado, o advogado Pedro Ivo Velloso, que integra a banca de defesa de Cunha, manteve a linha adotada até aqui e disse que, embora desconheça os detalhes da investigação, "rechaça veementemente desde já as suspeitas" levantadas sobre seu cliente. 

Antigos aliados do ex­-deputado, porém, afirmam que, diante do cenário, Cunha pode levar adiante as ameaças que fez às vésperas de perder o mandato na Câmara e ser preso, em outubro. Um parlamentar próximo ao peemedebista disse à Folha de S. Paulo que, se "ele fizer o que disse que ia fazer, vai sobrar pouco da República". As mensagens encontradas no telefone antigo de Cunha arrastaram ao menos três setores para o centro da Lava Jato: frigoríficos (com destaque para o grupo que gerencia a Friboi), concessionárias de rodovias e imobiliário. Esse elenco confirmou projeções feitas tanto por adversários como por aliados de Cunha: o ex-­deputado tem arsenal para alavancar ainda mais o alcance da Lava Jato, para além das empreiteiras, que são hoje o foco e nascedouro da operação. 
LULA E CUNHA TÊM DIAMANTES DEPOSITADOS EM COFRES NO URUGUAI E PORTUGAL, DIZ EX-MULHER DE MENSALEIRO
A socialite Maria Christina Mendes Caldeira, de 51 anos, sempre viveu um conto de fadas. Filha de empreiteiros, nasceu em berço de ouro. Rica, sempre falou o que quis. Não tem papas na língua. Nunca lavou uma louça, pegou um ônibus ou precisou trabalhar para sobreviver. Cresceu em mansões luxuosas, estudou em escolas caríssimas e viveu cercada por reis e rainhas pelo mundo afora. Até que, em 2004, sua vida mudou. Para pior, claro. Virou um inferno. Conheceu o então deputado Valdemar Costa Neto, que era presidente nacional do PP (hoje PR), com quem se casou. A festa foi num mirabolante cassino em Las Vegas. Valdemar recebia milhões em propinas do mensalão e gastava fortunas em jogatina. O casamento tinha tudo para dar errado. E deu. Maria Christina foi aos poucos deixando as páginas de sociedade para começar a freqüentar noticiosos sobre corrupção em política ou até matérias policialescas.

Valdemar e Maria Christina ficaram casados três anos. Nesse período, ela foi anotando tudo. Dinheiro que o marido recebia de propinas, de quem recebia, sua relação espúria com o então presidente Lula, com os aliados corruptos do PT. Fez um dossiê de Valdemar. Quando o marido caiu nas malhas do mensalão, acusado de ter recebido R$ 40 milhões do PT e embolsado pelo menos uns R$ 10 milhões, Maria Christina, já separada de Valdemar, foi depor no Congresso contra ele. Levou debaixo do braço o dossiê contra o ex-­marido. Os dois passaram a se odiar. Trocaram juras de vingança pela imprensa. Maria ajudou a condenar o ex­-presidente do PP. Valdemar pegou sete anos e dez meses de cadeia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Cumpriu uma parte e outra ficou com tornozeleira em casa. Recebeu indulto do STF em 2015. Nesse processo para que Valdemar obtivesse o perdão judicial, Maria Christina escreveu cartas a ministros do STF dizendo que o ex­-deputado continuava ameaçando-­a. Disse que um homem com uma arma a ameaçou na rua dizendo para ela “esquecer o passado”. Hoje Valdemar é um homem livre. 


Livre, mais ou menos. Maria Christina continua nos seus calcanhares. Diz que Valdemar a ameaça, já fez dezenas de boletins de ocorrência policial contra ele. Valdemar retaliou e até a luz da casa onde Maria Christina morava ele mandou cortar. Maria, assim como Valdemar, ficou anos fora do noticiário. Até que na semana passada Maria Christina reapareceu dizendo que estava de viagem marcada para os Estados Unidos, onde iria morar, com nova identidade e proteção do Departamento de Estado da Justiça dos EUA. Para surpresa geral, disse que tinha dossiês contra o ex­-marido, contra o ex-­deputado Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara) e contra o ex-­presidente Lula. Uma bomba. Disse que Cunha e Lula “ganharam” diamantes em negócios escusos que fizeram na África e os guardaram em cofres em Portugal e no Uruguai. Pode ser uma outra viagem de Maria Christina. Ela disse ter provas. 


Afirma que ofereceu os documento às autoridades brasileiras, mas ninguém quis garantir sua vida caso divulgasse a papelada toda contra Valdemar, Cunha e Lula. Por isso, ofereceu a documentação aos americanos, que prometem, segundo ela, analisar os dossiês. Ofereceram-­lhe segurança. Pediram que ela fosse morar nos Estados Unidos, lhes entregasse os papeis. 


Recentemente, documentos da Odebrecht sobre a corrupção no Brasil e em outros 12 países foram entregues ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, precipitando o acordo de leniência da empreiteira com o governo americano, suíço e brasileiro. A Odebrecht pagou R$ 7 bilhões em propinas no mundo todo e vai ter que pagar multas aos governos dos 12 países para livrar os executivos de cadeia nos EUA. Maria Christina já está há uma semana nos Estados Unidos. ISTOÉ tentou falar com ela, mas seu celular não atendeu. Sua advogada Maristela Basso também não deu retorno às ligações. Mas o certo é que Maria Christina faz relatos como se Lula e Cunha tivessem agido como Indiana Jones na África, recebendo diamantes como parte das propinas por negócios no Continente. Todo mundo sabe que Lula se empenhou até os dentes para fazer negócios em países africanos, beneficiando empreiteiras como a Odebrecht, que tem grandes interesses por lá, como em Angola e Moçambique, onde se encontram os maiores diamantes do mundo. 


O ex­-
deputado Eduardo Cunha, recebeu milhões em propinas em Benin, também na África, onde é acusado de ter intermediado a venda de um campo de petróleo para a Petrobras. Graças à isso está preso na Operação Lava Lato em Curitiba. Segundo Maria Christina, Lula e Cunha teriam guardado esses diamantes em cofres no Uruguai e Portugal. Ela disse ter provas disso. Temendo morrer, afirmou ter guardado os documentos em cinco países diferentes. 


só para lembrar, Lula é investigado pela Operação Lava Jato como suspeito de ter negócios no Uruguai. A Operação Lava Jato investiga se ele é dono de uma mansão em Punta Del Este, cidade uruguaia onde estão grandes cassinos latino-­americanos. Era lá que o ex-­marido de Maria Christina ia jogar com freqüência no tempo em que o PT lhe dava grandes quantias para supostamente abastecer deputados do PP e PR que votavam favoravelmente ao PT na Câmara. Maria Christina é apenas mais uma mulher que pode abrir uma nova frente de investigação a envolver políticos. 


Antes dela, Cláudia Cunha ajudou a detonar o marido, Eduardo Cunha. Ela gastou R$ 1,8 milhão em cartões de crédito com o dinheiro de propina recebido pelo marido. Comprava sapatos Louboutin, bolsas Vuitton e torrava milhões de reais em hotéis de luxo nos EUA, Europa e Dubai. 



Já a mulher do ex-governador Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, comprava centenas de jóias. Gastou mais de R 6 milhões em brilhantes, como um colar de R$ 600 mil. No caso de Maria Christina, a evidência poderá ser um colar de diamantes.


JUIZ SOLTA CASAL PRESO COM DROGAS E ARMAS POR ENTENDER QUE POLÍCIA NÃO DEVE 'MOLESTAR' CRIMINOSOS
Um juiz federal liberou um casal preso em flagrante com armas, munições, tijolos de maconha, estimulantes sexuais e anabolizantes. A dupla, de 53 e 41 anos, foi presa pela Polícia Rodoviária durante uma fiscalização de rotina em Avaré (SP), no sábado (7). Em sua decisão publicada na quarta-­feira (10), o juiz Edevaldo de Medeiros afirma que o termo "fiscalização de rotina" não tem significado jurídico para permitir a abordagem e a revista do veículo e que, por isso, o casal não podia ser preso, mesmo tendo sido flagrado em delito. Em entrevista à TV TEM, o juiz reitera que houve abuso da polícia durante a operação que prendeu o casal. Para ele, o modo como a operação acontece faz com que a pessoa acabe sendo “molestada pela polícia”. 

"Muitas vezes eles param os carros particulares. Isso é muito frequente, você estar andando nas estradas e a polícia parar seu carro sem você não ter cometido nenhuma infração, sem ter nenhuma denúncia contra você. E [a polícia] começa a fazer perguntas, de onde você vem, para onde você vai, e isso é o início de uma investigação. Não existe nessas ocasiões nada contra essa pessoa que está sendo molestada pela polícia. E os motoristas, de modo geral, acabam respondendo para evitar que a polícia comece a fazer diligências nos próprios automóveis ou pessoas", afirma Medeiros. As polícias Federal e Rodoviária Estadual não comentaram a decisão. Já o procurador da República Ricardo Tadeu Sampaio afirma que a medida é improcedente. Por isso, ele pedirá a anulação da decisão. 

Ainda segundo ele, esta é a segunda vez que Medeiros solta uma pessoa presa em flagrante com produtos ilícitos. “Em setembro passado houve uma decisão muito similar, de uma abordagem de um ônibus que vinha de Foz do Iguaçu [PR]. Também a pessoa foi abordada com uma grande quantidade de medicamentos adulterados ou proibidos no Brasil e foi liberada com o mesmo argumento. Para o Ministério Público essa tese é improcedente, ela vai de encontro com a legislação, contra o entendimento dos tribunais superiores. Nós temos recorrido de tudo prontamente assim que somos intimados", afirma. Entenda o caso O casal trafegava na Rodovia Aparício Biglia Filho (SP­281), em Itararé, e foi abordado durante patrulhamento da Polícia Rodoviária no quilômetro 21 da via. De acordo com a Polícia Rodoviária, durante buscas pelo veículo os policiais encontraram no porta-­malas dois tabletes de maconha, 50 munições de calibre 32, uma pistola de calibre 9mm, diversos comprimidos de estimulante sexual e anabolizantes, que estavam escondidos em abajures. Segundo a polícia, os dois foram encaminhados para a delegacia da Polícia Federal de Sorocaba (SP), onde foram autuados e levados para duas prisões da região. O homem foi encaminhado à cadeia de São Roque (SP) e a mulher para Votorantim (SP). 

LULA E DILMA MANDARAM RETIRAR CÂMERAS DE SEGURANÇA DO PALÁCIO DO PLANALTO PARA NÃO REGISTRAR VISITAS
Os ex­-presidentes Lula e Dilma Rousseff não souberam explicar o motivo pelo qual foram retiradas as câmeras de segurança no anos de 2009 e nunca mais foram recolocadas em seus devidos lugares. Segundo o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, o Palácio do Planalto, sede da Presidência da República, não tem câmeras de segurança desde 2009. Durante entrevistas para a revista Veja neste sábado (14), o ministro afirmou ainda achar que a retirada foi proposital e que a situação "era de descontrole". O general afirmou que impediram que as câmeras fossem recolocadas e que o palácio passou anos em que, convenientemente, não houve registro de imagens. Isto significa que desde 2009, não há nenhum registro em vídeo dos empreiteiros da Lava Jato que visitaram os ex­-presidentes Lula e Dilma para tratar do esquema criminoso que vitimou a Petrobras e o BNDES,

ANONYMOUS EXPÕE DADOS DE GILBERTO KASSAB EM PROTESTO CONTRA LIMITES DE INTERNET

Gilberto Kassab pode ter voltado atrás no que disse sobre os limites da internet fixa, mas isso não aplacou a revolta popular contra a medida. O grupo de ativistas hackers Anonymous do Brasil decidiu expor informações sensíveis do ministro como forma de pressioná-lo contra as franquias da banda larga.
Os dados em questão são bastante pessoais, incluindo endereço, números telefônicos, informações bancárias. A página do Facebook diz que a ação foi tomada para demonstrar o que são “capazes de fazer contra um governo que parece ter perdido o medo do povo”.

Além de divulgar as informações, o grupo ainda convoca seus seguidores a tomarem ações de protesto contra o ministro, aproveitando os dados. Entre as ações recomendadas estão o cancelamento da internet na casa de Kassab, a entrega de 30 caçambas de entulho ao redor de sua residência e a contratação de serviços como Netflix, Spotify em seu nome.


O Anonymous também aproveitou para divulgar a estrutura de banco de dados da Anatel, embora não tenha apresentado nenhum arquivo comprometedor sobre a agência.


SAIBA COMO É BOM SER PETISTA ... NO GOVERNO TEMER.
O aparelhamento continua. Confira a denúncia de Cláudio Dantas: como vivem petistas que perderam seus cargos... Perderam? Perderam nada. Tem gente que foi até promovida.
SÉRGIO MORO CONTRATA A PRÓPRIA ESPOSA PARA DEFENDÊ-LO DE AÇÃO MOVIDA CONTRA ELE POR LULA
O juiz Sérgio Moro nem precisou sair de casa para nomear um advogado para defendê­-lo em uma ação movida pelo ex­-presidente Lula contra ele. O petista acusou o magistrado mais querido do país de abuso de autoridade em dezembro último. Moro considerou a ação impertinente, mas como tinha que se defender de qualquer forma das acusações de Lula, decidiu contratar a própria esposa, Rosângela Maria Wolff de Quadros Moro como sua defensora. A Mulher de Moro já consta como advogada na queixa-­crime proposta pelo ex­-presidente e seus familiares no Tribunal Regional Federal. Caso a ação seja aceita pelo desembargador Sebastião Ogê Muniz, Moro será réu e Rosângela tentará evitar a condenação do marido. Os advogados de Lula pediram condenação do juiz a uma pena de dez dias a seis meses de detenção.

ESQUEMA DE GEDDEL E EDUARDO CUNHA COM A FRIBOI TEVE O AVAL DE LULA E DILMA
As negociações de cargos durante os governos de Lula e Dilma culminaram na indicação de agentes corruptos espalhados por bancos públicos, estatais e outros órgãos governamentais. O aparelhamento da máquina pública tinha como objetivo não apenas ampliar a base de apoio aos governos petistas, mas também beneficiar empresários e empresas que financiavam as campanhas do PT, PP e PMDB. Foi desta forma que políticos corruptos como o ex­-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-­BA) e o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-­RJ) conseguiram indicar aliados a cargos estratégicos na Caixa Econômica Federal. Um retório da Polícia Federal aponta que Geddel atuava "em prévio e harmônico ajuste" com Eduardo Cunha (PMDB-­RJ), para facilitar a liberação de empréstimos da Caixa a empresas financiadoras de campanhas do PT para receber propina. Geddel, que continuou atuando no governo de Michel Temer, foi alvo de operação nesta sexta-­feira (13), deflagrada para apurar um esquema de fraudes na liberação de créditos junto à Caixa entre 2011 e 2013. Ele foi vice­presidente de Pessoa Jurídica da Caixa no período investigado pela PF. No despacho que autorizou a operação, o juiz Vallisney de Souza Oliveira cita o relatório da PF e a atuação de cada um dos investigados. Além da liberação de créditos da Caixa, as investigações apontam que os dois peemedebistas forneciam informações privilegiadas às empresas e aos outros integrantes do que o Ministério Público Federal chama de "quadrilha". "Consta dos autos que, valendo-­se do cargo de Vice­-Presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, [Geddel Vieira Lima] agia internamente, em prévio e harmônico ajuste com Eduardo Cunha e outros, para beneficiar empresas com liberações de créditos dentro de sua área de alçada e fornecia informações privilegiadas [...] para que, com isso, pudessem obter vantagens indevidas junto às empresas beneficiárias dos créditos liberados pela instituição financeira", diz o documento. De acordo com o juiz, a Polícia Federal aponta que o "grupo criminoso" era formado, além de Geddel e Cunha, pelo ex­-vice­-presidente da Caixa e delator da Operação Lava Jato Fábio Ferreira Cleto e pelo doleiro Lúcio Funaro, que está preso e é réu na Lava Jato. O relatório da PF e do MPF conta ainda que entre as empresas beneficiárias de empréstimos da Caixa na área de Geddel Vieira Lima estão a BR Vias, Oeste Sul, Marfrig, J&F Investimentos, Grupo Bertin e JBS. Todos financiadores de campanhas dos ex­presidentes Lula e Dilma

LULA SE DIZ CANDIDATO, MAS PRESTA DEPOIMENTO NA PF EM SEGREDO COMO INVESTIGADO POR CRIME DE OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA
O ex-­presidente Lula anda posando de candidato a presidente do Brasil, mas nos bastidores, procura evitar publicidade negativa sobre suas pendências com a Justiça. Esta semana, o petista prestou depoimento na Polícia Federal em Brasília, em segredo. Os berros nos palanques cederam lugar a um tom bem mais moderado diante do delegado. O petista é investigado em um inquérito em que ele e a ex­-presidente Dilma Rousseff são acusados de tentar obstruir a Justiça. Na mesma apuração são investigados o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e os ministros do Superior Tribunal de Justiça Francisco Falcão e Marcelo Navarro Ribeiro Dantas. A PF investiga se o ex­-presidente foi nomeado ministro da Casa Civil por sua sucessora para garantir a ele foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal. Já Dilma, Cardozo e os magistrados são investigados por supostamente haver uma negociação para que Navarro concedesse um pedido de habeas corpus para o ex­-presidente do grupo Odebrecht Marcelo Odebrecht. Nesta semana, a PF pediu a prorrogação do prazo das investigações ao Supremo Tribunal Federal. Todos os demais investigados já depuseram à PF e negaram as acusações.


MAIA CONTA COM O APOIO DE EDUARDO CUNHA, DA PRISÃO, E DO PT PARA VIOLAR A CONSTITUIÇÃO E SE REELEGER PRESIDENTE DA CÂMARA
Mais um golpe contra a população está em curso na Câmara dos Deputados. A Constituição proíbe a recondução do presidente da Câmara na mesma legislatura, mas o deputado Rodrigo Maia está pouco se lixando para a carta magna. Segundo fontes, a candidatura de Maia está sendo articulada por gente de todos os partidos, inclusive seu antecessor, Eduardo Cunha (PMDB­RJ) – hoje preso pela Lava Jato. 
O deputado, que conta com o apoio desde o governo Temer até o PT, tem dito que outros partidos não devem acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre essa disputa e afirma que isso é uma “incoerência”, já que se trata de uma “questão interna” da Câmara. Rodrigo Maia se reuniu a poucos dias com o petista Carlos Zaratini para tratar do apoio do PT à sua candidatura à reeleição à Presidência da Câmara. Maia disse com todas as letras que, se apoiá­lo, o PT poderá ter um nome, provavelmente Paulo Teixeira, na mesa da Câmara. Nos bastidores, o ex­presidente Lula tem se mantido calado sobre a disputa e setores do partido veem seu silêncio como um gesto de apoio velado a Maia.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

DILMA E LULA CANCELARAM 72 OBRAS DE PENITENCIÁRIAS E AGORA ACUSAM TEMER POR COLAPSO NO SISTEMA PRISIONAL
Mesmo diante do compromisso do governo federal, que acena com a construção de cinco novos presídios federais, o PT tenta culpar o presidente Michel Temer pelo colapso no sistema prisional do pais, após os massacres em presídios na região norte. Ninguém no partido comenta o fato de que, durante o governo Lula, a justiça endureceu a lei contra traficantes de drogas, elevando de 3 para 6 anos o tempo médio de detenção, enquanto o governo petista não ampliou o número de vagas em prisões do país. Desde então, a população carcerária do país cresceu mais de 85%, segundo a organização Humam Rights Watch. 

Em relatório, a HRW destacou que as penitenciárias no Brasil são um "absoluto desastre" ocasionado pela negligência dos governos petistas entre 2004 a 2014 No lugar de providenciar novas vagas, os governos do PT de Lula e Dilma cancelaram 72 obras na área penitenciária desde 2007. No total, as construções iriam gerar 10.757 vagas, ao custo de R$ 392,6 milhões bancado pela União, segundo relatório do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça. O PT nunca se preocupou com a situação caótica dos presídios do país por um único motivo: presos não votam.

DIAS TOFFOLI ENCRENCADO. POLÍCIA FEDERAL ENCONTRA PROVA DE LIGAÇÃO DO MINISTRO COM A ODEBRECHT
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, STF, deve se preparar para explicar a vinculação de seu nome aos interesses da empreiteira Odebrecht. A Polícia Federal obteve acesso a uma série de documentos armazenados nos computadores da empresa que apontam para o envolvimento de Toffoli na articulação de Marcelo Odebrecht para obter vantagens no leilão da hidrelétrica do Rio Madeira. 
Segundo informou o site O Antagonista, Marcelo Odebrecht acionou Dias Toffoli, quando era AGU, para garantir seus interesses no leilão da hidrelétrica. A comprovação do envolvimento de Toffoli com o empreiteiro está em e­mail enviado por Marcelo ao pai Emílio e outros executivos do grupo. No e­mail, Marcelo orienta sua equipe e ainda avisa que seriam encaminhados um "modelo de participação/concorrência das irmãs, com parecer" e um "caderninho mais sucinto com as conclusões dos pareceres e descrição dos juristas contratados". Na mensagem, de 20 de junho de 2007, Marcelo fala de quatro pareceres encaminhados a Gilberto Carvalho para serem levados a Dias Toffoli ­ que assumiu a Advocacia Geral da União em março daquele ano. "Alexandrino já encaminhou os 4 pareceres para o seminarista que confirmam a legalidade do acordo com Furnas e as posições que temos defendido, de modo a que ele possa enviar para o AGU".
O MEDO DE DILMA. INVESTIGAÇÕES EM GRÁFICAS FANTASMAS PODE REVELAR ESQUEMA DE LAVAGEM DE DINHEIRO
A ex-­presidente Dilma Rousseff tem vivido dias de verdadeiro pânico diante das investigações da Polícia Federal, que realizou uma operação para verificar a capacidade de empresas subcontratas por gráficas que receberam valores de sua campanha em 2014. A ação foi autorizada pelo ministro Herman Benjamin, relator do processo no Tribunal Superior Eleitoral. Na mira da PF, empresas que foram subcontratadas pelas gráficas Red Seg Gráfica, Focal e Gráfica VTPB. Não há mandados de prisão. Uma força-­tarefa da Polícia Federal, Receita e Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), foi criada por determinação do TSE para analisar as contas da campanha da petista. O medo de Dilma é o de que já há um entendimento de que ela pode ser responsabilizada criminalmente por possíveis crimes de lavagem de dinheiro. A ameaça conta a petista vem do próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que inclusive já enviou parecer técnico à Polícia Federal prestando informações sobre os responsáveis pelas contas da campanha da ex­-presidente Dilma Rousseff relativa a 2010. O texto apresenta dois pontos: quem é responsável pela veracidade das informações declaradas à Justiça Eleitoral e de quem é a responsabilidade pela apresentação das contas. 

No parecer, o tribunal cita que apenas a candidata, no caso Dilma Rousseff, e o administrador financeiro são solidariamente responsáveis pela veracidade das informações declaradas à Justiça Eleitoral. Logo que soube da batida da PF em endereços ligados a sua campanha de 2014, Dilma se desesperou e entrou com uma ação na Justiça para obter acesso aos documentos produzidos na investigação. Até o momento, a petista não conseguiu saber o que a força­-tarefa que investiga milhões gastos em sua campanha descobriu.
LULA NÃO RESPEITA A JUSTIÇA DO PAÍS. CASO CONTRÁRIO, AGUARDARIA SEUS JULGAMENTOS ANTES DE SE LANÇAR CANDIDATO
O ex­-presidente Lula tem demonstrado total desrespeito com a Justiça e as instituições do país ao alardear que pode ser candidato a Presidência da República em 2018. Não apenas Lula, mas todos os políticos e jornalistas que abordam o tema com extrema naturalidade. O fato é que não está nas mãos de Lula o poder de decidir se pode ou não se candidatar para as próximas eleições majoritárias. Tudo depende do andamento de seus processos na Justiça. Com base na Lei da Ficha Limpa, o petista só poderia anunciar sua candidatura caso tivesse sido inocentado em todos os processos que pesam contra ele. Caso respeitasse a Justiça e as instituições do país, Lula aguardaria o resultado das cinco ações penais em que já figura como réu e de outros cerca de três inquéritos em que ainda é investigado. O petista vive num país democrático, com instituições fortes e um sistema jurídico bastante claro. Lula tem tido amplo direito de defesa e dispõe de todos os recursos legais para questionar as ações que terá de enfrentar nos próximos meses. Afirmar que pode ser candidato sob tais circunstâncias é um ato desrespeito ao povo. O jornalista Gerso Camarotti fez uma análise sobre a estratégia de Lula. Segundo o colunista do G1, "O movimento precoce do PT para tentar consolidar a pré­ candidatura do ex­-presidente Lula ao Palácio do Planalto tem uma razão pragmática: blindar o petista de eventuais condenações na Justiça. O grande temor de lideranças do partido é que, diante de futuras condenações, Lula fique impedido de disputar a presidência em 2018. Pela Lei da Ficha Limpa, um político não pode ser candidato depois de condenado na Justiça por um colegiado. Com isso, o PT quer consolidar a candidatura de Lula para depois politizar eventuais condenações. "Depois que o nome de Lula for colocado na disputa, qualquer ação contra ele será vista como uma forma de impedir sua candidatura", disse ao Blog um parlamentar petista próximo ao ex-­presidente Lula"

DELAÇÃO DA ODEBRECHT É FORMADA POR 980 DEPOIMENTOS GRAVADOS EM VÍDEO. ESPETÁCULO DEVIDAMENTE REGISTRADO  DEVE SE TORNAR PÚBLICO EM BREVE
Lula, Dilma e vários outros políticos de renome nacional devem passar por novos constrangimentos nos próximos dias. Um espetáculo de delações deve tomar conta de todos os meios de comunicação no Brasil e no mundo após a homologação do acordo de delação premiada da Odebrecht pelo Supremo Tribunal Federal. Além do constrangimento, os alvos dos delatores devem se tornar alvos de novos inquéritos e investigações criminais no âmbito da Operação Lava Jato. O espetáculo de denúncias será visto por todos os brasileiros, já que todos os 980 depoimentos colhidos na delação da Odebrecht pelos cerca de 100 procuradores do Ministério Público Federal no fim do ano passado foram entregues em vídeo ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo. O material será ainda transcrito pela PGR, logo após a homologação, quando forem pedidos inquéritos a partir de cada fato a ser investigado