quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

MJ DIZ QUE CONSELHEIROS ERAM IDENTIFICADOS COM GESTÃO DO PT

A nota de Alexandre de Moraes sobre a renúncia coletiva dos integrantes do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária:
"Brasília, 25/01/17 – O Ministério da Justiça e Cidadania agradece, e muito, o trabalho realizado pelos sete membros do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária que pediram desligamento nesta data.
O Conselho é órgão clássico de assessoramento do ministro de Estado da Justiça e Cidadania. Não é órgão de Governo, mas de Estado. A Lei prevê que seja composto por treze membros titulares. Portaria ministerial previa cinco suplentes. Portaria mais recente corrige a situação, passando a prever treze suplentes para equalizar com o quantitativo legal de membros titulares.
O grupo que ora se despede identificava-se com a gestão anterior. O Conselho passará, ao natural, por renovação, o que proporcionará melhor compreensão do dramático cenário herdado. O descalabro penitenciário não é de hoje, não tem oito meses, mas décadas. Claro, sobretudo, foi acentuado nos últimos 14 anos. O Conselho tem papel relevante no enfrentamento da situação e, agora, poderá aperfeiçoar sua contribuição, não apenas no diagnóstico da situação, mas, também, com medidas efetivas e corretivas.
Por exemplo, o Conselho há anos é ignorado em matéria de indulto, sobretudo porque suas proposições sequer eram plausíveis de pronta aplicação prática. Com sorte, o indulto tinha algum resultado concreto um ou dois anos depois. Por outro lado, o último indulto (já na atual gestão) separa o joio do trigo: concede o benefício àqueles que cometeram crimes sem violência ou grave ameaça e dificulta-o àqueles que cometeram crimes com violência ou grave ameaça.
Quanto ao Fundo Penitenciário Nacional, não houve utilização dos seus recursos “para fins diversos do seu desiderato”. Em verdade, o que houve – e há muito não havia – foi o uso efetivo do Fundo para enfrentamento do drama penitenciário. O Fundo vinha sendo alvo de sistemáticos contingenciamentos. O Supremo Tribunal Federal proibiu a prática, mas essa determinação foi ignorada por meses. Finalmente, a decisão foi cumprida pela atual gestão. O Ministério da Justiça e Cidadania repassou aos estados o inédito e expressivo montante de R$ 1,2 bilhão para construção e equipagem de presídios. Portanto, houve uso efetivo do Fundo (e rigorosamente dentro do respectivo escopo).
A sociedade brasileira deseja o efetivo enfrentamento da criminalidade, bem como reclama que se coloque termo ao sentimento de impunidade. Esses são objetivos centrais do Plano Nacional de Segurança Pública. O Ministério da Justiça e Cidadania não medirá esforços para – em conjunto com os órgãos do Poder Executivo, e em harmônica articulação com os entes da Federação e com a população brasileira – realizar esses objetivos dentro de rigorosas constitucionalidade e legalidade das políticas públicas pertinentes."
via O Antagonista

DELAÇÃO DA ODEBRECHT PODE MINAR FAVORITOS DE TEMER NO CONGRESSO
Claudio Dantas explica que Michel Temer é contra a urgência da homologação da delação premiada da Odebrecht porque teme seu impacto na eleição para o comando da Câmara e do Senado na próxima semana.
Os favoritos Eunício Oliveira e Rodrigo Maia são citados pelos delatores. Cármen Lúcia precisa correr!

PESCANDO PEIXÕES NO PERU

"O escândalo envolvendo propinas pagas pela Odebrecht no Peru durante três governos está se revelando maior do que o imenso caso de corrupção que derrubou o ex-presidente Alberto Fujimori, disse o procurador-geral peruano nesta quarta-feira.

Pablo Sánchez disse que os promotores estão trabalhando duro para capturar qualquer, segundo ele, 'peixe grande' envolvido."

fonte: Reuters e O Antagonista

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

ESTADO DE MARISA LETÍCIA É IRREVERSÍVEL
"Estado de Marisa Letícia é irreversível, segundo especialistas. Petistas sem escrúpulos já usam caso para atacar Lava Jato. 
Ela está internada no Sírio Libanês, mas pelo diagnóstico, dado até agora, dificilmente há salvação para mulher de Lula. Segundo especialistas, a ruptura do aneurisma causou grande sangramento. Ela chegou ao hospital em coma profundo. Paulo Okamoto culpou a Lava Jato. Cretino!"
Joice Hasselmann

STF, COMO EM CUBA OU NA VENEZUELA!

 Há anos venho me manifestando - e sei que, nisso, falo por muitos - contra uma das piores consequências do instituto da reeleição presidencial, agravada pelas sucessivas eleições petistas para a presidência da República: refiro-me ao atual perfil do STF. Com oito anos de fabianismo no governo FHC, mais 13 anos de petismo, vale dizer, com quase um quarto de século de indicações pela centro-esquerda e esquerda, o STF assumiu um perfil político-filosófico desviado para o lado canhoto do arco ideológico. E divergente, portanto, da posição inversa, majoritária, no Congresso Nacional e na sociedade brasileira.
 Reitero, aqui, opinião expressa em textos anteriores: o STF não precisa ser um espelho perfeito do perfil político-filosófico do Congresso, mas não pode - definitivamente não pode - viver em conflito com as posições da maioria da população. O Supremo não deve arvorar-se em reitor das convicções das pessoas. Nas suas leituras e interpretações "conforme a Constituição", não podem os senhores ministros constitucionalizar princípios que são deles mesmos. Princípios legítimos, se pessoais. Ilegítimos se enfiados a marretadas em seus manuseios da Carta. E tem havido muito disso, gerando descrédito e animosidade nacional em relação à Corte.
 Parece que passamos por uma encruzilhada a partir da qual a população foi para um lado e o STF para outro. E já não se reconhecem, tal a distância que os separa. É possível entender que, entre seus membros - como se estivéssemos em Cuba ou na Venezuela -, não haja um de quem se possa dizer: "Esse é um ministro de formação liberal", ou "Esse é um bom conservador"? Ora, tais posições são legítimas, modernas, e com elas se alinham os principais estadistas contemporâneos. A experiência tem mostrado, isto sim, o quanto é raro encontrar verdadeiros estadistas entre os autoproclamados progressistas, que formam o enxame acantonado no Foro de São Paulo e na Unasul. Tão "progressistas", estes, aliás, quanto se têm revelado os membros da atual Suprema Corte brasileira...
 Não sendo frequentador do meio jurídico nacional, não tinha nome a sugerir para a vacância determinada pela morte de Teori Zavascki. Limitei-me, então, em texto anterior, a recomendar que fosse uma voz e um voto alinhado com a maioria da nação. Alegrou-me saber que o Dr. Ives Gandra da Silva Martins Filho vem sendo referido para essa função. Agora, então, há um nome a endossar com entusiasmo, por todas as razões, convicções, verdades, princípios e valores que me animam. É o que faço.
por Percival Puggina

PT MERGULHA NA FICÇÃO

Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva dá tratos à bola para se livrar da cadeia, os intelectuais petistas preparam propostas para “resgatar” a imagem do PT, a serem apresentadas ao 6.º Congresso Nacional do partido, marcado para abril. Nesse contexto, duas questões se destacam: a que é objeto dos textos Balanço de Governo Estrutura e Funcionamento, voltados para uma avaliação crítica da atuação do PT desde a primeira eleição de Lula à Presidência da República, e Luta Contra a Corrupção, dedicado à análise dos desvios éticos dos petistas desde que chegaram ao poder. Trata-se, de um lado, de elucubrações requentadas sobre o papel da esquerda na política brasileira. De outra parte, a que cuida de corrupção, todo o conteúdo também é puramente ficcional.
Para entender melhor a enrascada em que o PT está metido desde que o povo brasileiro descobriu quem são de verdade Lula e sua turma, convém rememorar os primórdios da fundação daquele que se propunha a ser “o” partido dos trabalhadores. Empenhados no combate à ditadura militar, intelectuais de esquerda, aliados a setores ditos “progressistas” da Igreja Católica, chegaram à conclusão, em meados dos anos 70, de que precisavam de alguém que personificasse a luta pela democratização do País e que este papel era perfeito para um jovem e aguerrido líder sindical que então se destacava no comando da elite do movimento operário: Lula, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo.
Naquela época Lula não queria nem ouvir falar de política e políticos, pelos quais nutria indisfarçável desprezo, comparável apenas ao que dedicava a intelectuais e acadêmicos. Mas logo descobriu que a liderança de um partido político “de operários” lhe cairia bem, até porque estava certo – como demonstrou acima de qualquer dúvida – de que não teria nenhuma dificuldade para enquadrar devidamente os “professores” que imaginavam poder manipulá-lo.
Durante mais de 20 anos, o PT lutou contra tudo e contra todos, inclusive contra a Constituição de 1988, o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal e, principalmente, contra a economia de mercado. Até que Lula se deu conta de que estava tudo errado, mas com o próprio PT. E que, para ganhar uma eleição presidencial – a terceira que disputaria, em 2002 –, era preciso fazer aquilo que hoje, no documento Estrutura e Funcionamento, a esquerda petista critica: “deslocou-se para o centro” e “deixou vago o espaço político de esquerda”. O instrumento dessa guinada foi a famosa Carta ao Povo Brasileiro, por meio da qual – denuncia agora o documento Balanço de Governo – Lula propôs “um pacto de não agressão em relação aos capitalistas” e, em vez da “ruptura” até então defendida pelo PT, optou por promover programas sociais “sem confrontar o capital”.
Fica claro, assim, que a esquerda do PT continua mais bolivariana do que nunca e defende para o Brasil a mesma “ruptura” com a economia de mercado que colocou Cuba e Venezuela onde estão hoje. Para esses salvadores da Pátria nostálgicos dos anos 50 do século passado, o Brasil precisa de um regime “democrático” totalmente controlado pelo Estado, com “proibição de bancos privados, limites regionais para propriedades rurais”, além, é claro, de um bom controle da mídia por meio da criação de um “Fundo de Defesa da Liberdade de Imprensa e do horário sindical gratuito na TV”.
Essa é uma pregação até capaz de ainda animar corações e mentes de jovens sonhadores, generosos e mal informados. E assim esse ideário poderá voltar ao programa partidário. O mais difícil, na verdade, impossível, é o PT chegar a um acordo sobre o tema “Combate à Corrupção”. A ideia é criar um “tribunal de honra” no qual personalidades do partido sejam julgadas internamente por eventuais transgressões éticas e legais. Dá para imaginar Lula sentado no banco dos réus desse tribunal?
O notório Marco Aurélio Garcia, um dos donos do partido que cultivam irrepreensível fidelidade ao Grande Chefe, deu o recado: “O 6.° Congresso do PT não é um tribunal nem será ocasião para um ajuste de contas mesquinhas entre tendências”. Perfeitamente claro.

por Editorial Estadão

É PRECISO INVERTER A LÓGICA PRISIONAL

A insegurança a que o brasileiro honesto está submetido está intimamente ligada aos recentes massacres em presídios: prisões em que criminosos deveriam estar afastados do convívio social e em reabilitação são hoje territórios do crime, onde matam-se uns aos outros e ordenam a morte de quem está fora do cárcere – além de virarem QGs de facções criminosas. A falta de controle do Estado sobre apenados leva-nos a discutir o que fazer com a massa de criminosos ociosos, que via de regra pioram quando reclusos.
O Senado, por exemplo, realiza uma consulta pública para avaliar apoio a um projeto de emenda constitucional que pretende estabelecer a obrigação de o preso ressarcir o Estado pela sua estadia no cárcere. O resultado, até aqui, é de 97% de aprovação. Ou seja: a imensa maioria da população defende que criminoso pague, com recursos financeiros ou trabalho, a conta de sua hospedagem forçada.
Estamos lidando com o caos da segurança e do sistema prisional e não há quem discorde que precisamos mudar o que não está funcionando. A realidade é dura: altos índices criminais, prisões abarrotadas e um Estado falido. Como superar a barbárie?
A Lei de Execução Penal vigente descreve o trabalho do apenado como “um dever social e condição da dignidade humana”. Por isso, propus um projeto de lei, no âmbito estadual, que reforça o trabalho do apenado como essencial, para que ele possa pagar pela sua pena — e isso não é reinventar a roda. Nos EUA, por exemplo, alguns estados chegam a cobrar até US$90 dólares a diária do encarcerado.
No RS, cada preso custa até R$2 mil por mês. No Brasil, em média, R$3,4 mil – o dobro gasto com um aluno do ensino superior. Isso significa que o cidadão paga duas vezes pela insegurança: ao sofrer o crime e ao sustentar o criminoso. Para corrigir essa injustiça e dar oportunidade ao preso de trabalhar e se reinserir à sociedade, precisamos inverter a lógica.
MARCEL VAN HATTEM, cientista político

NEM DE NOITE , NEM DE DIA

Ao defender a transparência e a previsibilidade das pautas da Câmara, Jovair Arantes, candidato à presidência, afirmou que “a sociedade não suporta mais ver os deputados votando na calada da noite.”

Com certeza, mas não se pode esquecer daqueles que irritam a sociedade com o que fazem à luz do dia mesmo.

Conteúdo O Antagonista

MARCOS VALÉRIO QUER CHEGAR A JANOT

A estratégia de Marcos Valério é assinar, primeiro, a delação com Ministério Público de Minas, sobre o mensalão tucano. Em seguida, tentará fechar acordo de colaboração com a Lava Jato, conduzida em Brasília pela Procuradoria Geral da República.

Segundo o jornal O Tempo, o advogado Jean Robert Kobayashi Júnior, defensor de Marcos Valério, afirmou que seu cliente apresentará cerca de 48 anexos com documentos inéditos sobre o mensalão do PSDB, esquema de desvio de recursos públicos para reeleição do então governador Eduardo Azeredo, em 1998.
Diz a reportagem:
'A nossa intenção é assinar um acordo com o Ministério Público mineiro antes de conversar com o procurador geral, Rodrigo Janot. Em abril, teremos uma audiência de instrução e temos que ter tudo definido antes disso', disse (Jean Robert Kobayashi Júnior).

Segundo ele (Kobayashi Júnior), os anexos que tratam de denúncias relativas a irregularidades em âmbito nacional, como a citação de nomes do Executivo, do Judiciário e do Legislativo Federal, serão apresentados posteriormente a Janot. Valério diz ter provas contra políticos envolvidos na operação Lava Jato."

Conteúdo O Antagonista

TEMER, SIGA O EXEMPLO DE TRUMP

Como demonstra o índice Dow Jones, que superou os 20 mil pontos, Donald Trump segue animando a Bolsa de Nova York.
Se cortasse efetivamente impostos, como vai fazer o americano, Michel Temer animaria ainda mais a Bolsa brasileira.

Conteúdo O Antagonista

O TESOUREIRO DE JANETE

Carlos Cortegoso, dono da Focal, revelou à PF o nome de seu contato no PT: Edinho Silva.

Foi o tesoureiro de Dilma Rousseff que montou o esquema das gráficas de fachada que emitiram notas frias para ocultar o dinheiro imundo da campanha de 2014.

Conteúdo O Antagonista

TEM EMPRESÁRIO RECEBENDO BOLSA FAMÍLIA

E não são poucos.

Madeleine Lacsko explica essa fraude tipicamente brasileira...
fonte: O Antagonista

FAMÍLIA TEME O SUICÍDIO:Choro, medo e depressão estão destruindo Sérgio Cabral Filho

O semblante atual do ex-governador é outro, bem diferente daquele que estampava no dia de sua prisão.Cabral está acabado, tomado por uma intensa e inconsolável depressão.Bangu está um barril de pólvora, notadamente após a chegada de 600 presos da facção criminosa ADA (Amigos dos Amigos).
A coluna Radar da Revista Veja revela que ‘as piores crises de choro, com soluços em alto volume, podem ser ouvidas por carcereiros que ficam a até 50 metros de distância da cela de Cabral.

O MOTIVO DO SUMIÇO DAS CÂMERAS DO PLANALTO TEM NOME: LINA VIEIRA

A entrevista do general Etchegoyen informa que o governo lulopetista ocultou provas e obstruiu a Justiça

As incontáveis abjeções produzidas pela usina fora-da-lei que funcionou no Planalto por mais de 13 anos não cabem no noticiário jornalístico, tampouco na memória dos brasileiros. O escândalo da vez não fica na vitrine mais que algumas horas. É muita bandalheira para pouco espaço. É muita pauta para pouco repórter. É delinquência demais para um país só. É tanta obscenidade que, nesta segunda década do século 21, o que houve na primeira parece anterior ao Velho Testamento. Isso ajuda a explicar a curta escala nas manchetes feitas pelo sumiço das câmeras de vigilância do Planalto, assombro divulgado em entrevista a VEJA pelo general Sérgio Etchegoyen, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
A remoção dos aparelhos ocorreu no segundo semestre de 2009, informou Etchegoyen. Se tivesse consultado os jornais da época, teria descoberto que o motivo da remoção dos aparelhos teve (e tem) nome e sobrenome: Lina Vieira, secretária da Receita Federal afastada do cargo em agosto daquele ano. Entre a história protagonizada por ela e a entrevista do chefe do GSI passaram-se apenas sete anos ─ e no entanto o resgate do caso parece coisa de arqueologista. Aos fatos. Em 9 de agosto de 2009, numa entrevista à Folha, Lina Vieira fez revelações que escancaram a causa da sua substituição. Fora demitida por honestidade.
Estava marcada para morrer desde o fim de 2008, quando fez de conta que não entendeu a ordem transmitida por Dilma Rousseff, então chefe da Casa Civil, numa reunião clandestina ocorrida no Planalto: “agilizar”a auditoria em curso nas empresas da família do ex-presidente José Sarney. Em linguagem de gente, deveria encerrar o quanto antes as investigações, engavetar a encrenca e deixar em paz os poderosos pilantras. Dilma poderia alegar que não dissera o que disse. Como serial killers da verdade primeiro mentem para só depois pensarem em álibis menos mambembes, resolveu afirmar que a conversa nunca existiu.
Lina pulverizou a opção pelo cinismo com uma saraivada de minúcias contundentes. Contou que o convite para a reunião foi feito pessoalmente por Erenice Guerra, braço-direito, melhor amiga de Dilma e gatuna ainda sem ficha policial. Como confirmou Iraneth Weiler, chefe de gabinete da secretária da Receita, Erenice apareceu por lá para combinar a data e o horário da reunião. Também queria deixar claro que, por ser sigiloso, o encontro não deveria constar das agendas oficiais. ” Em depoimento no Senado, descreveu a cena do crime, detalhou o figurino usado pela protetora da Famiglia Sarney e reproduziu o diálogo constrangedor.
“Foi uma conversa muito rápida, não durou dez minutos”, resumiu. “Falamos sobre algumas amenidades e, então, Dilma me perguntou se eu podia agilizar a fiscalização do filho de Sarney”. No fecho do depoimento, repetiu a frase com que o abrira: “A mentira não faz parte da minha biografia”. As informações que fornecera permitiriam a qualquer investigador de chanchada esclarecer a delinquência em poucas horas. Mas Franklin Martins, ministro da Propaganda de Lula, achou pouco. “O ônus da prova cabe ao acusador”, declamou. “Cadê as provas?”.
Estão no Palácio do Planalto, reiterou Lina. Como dissera durante a inquisição dos senadores, ela chegou sozinha para o encontro noturno, teve a placa do carro anotada ao entrar pela garagem, passou pelo detector de metais, deixou o nome na portaria, subiu pelo elevador, esperou na sala ao lado de duas pessoas e caminhou pelo andar. “É só requisitar as filmagens”, sugeriu. “Não sou invisível. Não sou fantasma”. Logo se soube que, no sistema de segurança instalado no coração do poder, todo mundo virava fantasma um mês depois de capturada por alguma câmera. Numa espantosa nota oficial, o bando fantasiado de governo confessou que as imagens eram guardadas por 31 dias.
Haviam sido destruídas, portanto, as cenas do entra-e-sai de outubro e novembro de 2008, entre as quais as que documentaram as andanças de Lina Vieira. E os registros na garagem? Esses nunca existiram. Como o serviço de segurança à brasileira confia na palavra dos visitantes, tanto as placas dos carros oficiais quanto a identidade de quem zanza por ali não são registradas em papéis ou computadores. O porteiro limita-se a perguntar ao motorista se há uma autoridade a bordo. Assim, o governo não tinha como atender às interpelações de parlamentares oposicionistas.
Conversa de 171. Acobertados pela mentira, os sherloques a serviço da bandidagem destruíram as gravações. A ex-presidente fantasiada de mulher honrada enquadrou-se, sempre em parceria com Lula, nos crimes de ocultação de provas e obstrução da Justiça. As câmeras foram escondidas em lugar incerto e não sabido. Nunca mais deram as caras no palácio. Nos sete anos seguintes, os quadrilheiros com direito a foro privilegiado agiram com a desenvoltura de quem se livrara até daquele simulacro de esquema de vigilância. Deu no que deu.

fonte: Veja / Augusto Nunes

terça-feira, 24 de janeiro de 2017


SÉRGIO MORO PODE SER O PRÓXIMO ALVO, ALERTA POLÍBIO BRAGA, APÓS A MORTE DE TEORI ZAVASCKI 
As suspeitas envolvendo trágica a morte do ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, podem até ser consideradas por alguns como teorias de conspiração. Mas o fato é que, dada a importância das delações envolvendo nomes de partido, políticos e empresários poderosos, nada pode ser descartado. Seria imprudência sim, aceitar que tudo não passou de um acidente e dar o caso por encerrado.
Forças poderosas estão prestes a ter seus interesses confrontados com a homologação do maior acordo de delação premiada da história mundia. Supor que estão todos acomodados, esperando que o pior aconteça é muita inocência.
Por outro lado, coincidências acontecem e a morte de Teori pode ter ocorrido mesmo em decorrência do acidente aéreo. Esta semana, o jornalista e escritor Políbio Braga, de Porto Alegre, postou novo vídeo nas redes sociais, em que questionou se após a morte de Teori Zavascki, que, na sua opinião, pode ter sido um atentado, será a vez do juiz federal Sergio Moro, titular da Lava Jato.
Segundo o escritor, Moro figura entre os alvos potencias daqueles que seriam os responsáveis pela morte de Teori e recomenda que o magistrado seja mais cauteloso daqui para frente.
Políbio Braga lembra da morte do juiz Giovanni Falcone, o juiz responsável pela Operação Mãos Limpas, na Itália, que inspirou o juiz Moro e a Lava Jato.
É claro que as suposições de Políbio Braga beiram as raias do absurdo, por seria muita ousadia de qualquer organização criminosa atentar contra a vida do juiz em maior evidência e o mais querido do país. Um acontecimento como este mergulharia o Brasil numa crise política e institucional sem precedentes na história.
"Sergio Moro tem que se acautelar", disse o escritor Políbio Braga. 

MARINA DIZ QUE CRISE ECONÔMICA NO BRASIL É PRODUTO DE 13 ANOS DE PT E PMDB, MAS OMITE QUE METADE FOI COM ELA NO PODER
A ex-­petista e ex-­ministra dos governos Lula entre 2003 e 2008, Marina Silva, atribuiu as crises política, ética e econômica enfrentadas pelo país nos dias de hoje são responsabilidade exclusiva do PT e PMDB, partidos que comandaram o Brasil ao longo dos últimos 13 anos. 

Marina usou sua página no Facebook ( ) para criticar a deterioração do sistema político ocorrida sob o comando dos ex-­presidentes Lula e Dilma, mas se "esqueceu de mencionar que, como petista e ministra do meio ambiente, fez parte de praticamente todos os dois governos de Lula. 

Marina afirmou em sua página que “ aqui O PT e o PMDB, embora hoje se digladiem, ao longo dos últimos 13 anos foram como irmãos siameses. Juntos são responsáveis pela crise política, ética e econômica do Brasil. São os principais protagonistas dos inaceitáveis escândalos de corrupção que têm sido desvendados pela operação Lava­  Jato.

Marina esteve ao lado de Dilma, José Dirceu e toda a cambada de precursores dos esquemas do mensalão e petrolão. Testemunhou todos os esquemas do PT envolvendo financiamento irregular da campanhas com dinheiro desviado da Petrobras. A então petista começou a demonstrar seus primeiros sinais de ressentimento contra Lula por sua "predileção" por Dilma a partir de 2007. O Ápice da ciumeira de Marina culminou em sua saída do governo em 13 de maio de 2008, quando a petista entregou sua carta de demissão a Lula. Humilhada por ter sido preterida pelo ex­-presidente, que escolheu Dilma como sua sucessora, Marina abandonou o PT, após ter sido convidada para se candidatar a presidente pelo Partido Verde. 

A candidatura de Marina foi apontada como uma estratégia da esquerda que teria contado com a benção de Lula. Atuando como linha auxiliar, a ex­petista conseguiu 19,33% dos votos válidos, ocupando assim, o terceiro lugar na disputa que seguiu para o segundo turno entre Dilma Rousseff e José Serra. Há quem afirme que Dilma não chegaria ao segundo turno daquela eleição, não fosse a dobradinha com Marina. 

fonte: Imprensa Viva


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

MARINA SILVA, A CARNICEIRA QUE QUER SER PRESIDENTE DO BRASIL, NÃO APARECEU PARA COMENTAR CARNIFICINA EM PRESÍDIOS OU A MORTE DE TEORI
A ex­-senadora petista Marina Silva (atual Rede), tem se revelado uma oportunista de plantão de mão cheia. Ausente nos debates sobre os problemas e desafios do país, como o combate a corrupção, o golpe contra juízes e magistrados com a pressão do Congresso sobre a lei de abuso de autoridades, Marina tem "evitado" aparecer para comentar sobre assuntos mais áridos. 

Em uma de suas últimas aparições, a ex­-petista manifestou seu desejo pela renúncia do presidente Michel Temer até o dia 31 de dezembro do ano passado, apenas para que ela pudesse concorrer ao cargo ainda este ano, enquanto ainda figura como uma das favoritas na corrida presidencial. 

Marina não parece e nem se comporta como uma pessoa que realmente se importa com os destinos do país. Além de sua ausência nos debates sobre a tragédia na cidade mineira de Mariana, que agora está se refletindo em um perigoso surto de febre amarela que se espalha por toda a região afetada pelos deslizamentos, Marina tem se mantido calada sobre outras questões importantes. 

Até o momento, a ex-­petista não se pronunciou sobre os massacres ocorridos em presídios no país ou sobre o trágico acidente que ceifou a vida do ministro do Supremo Tribunal Federal STF, Teori Zavascki. Marina deveria ter se pronunciado não apenas em virtude da perda para o país, mas também sobre a expectativa que a morte do relator da Operação Lava Jato no Supremo criou no andamento das investigações e homologações que cuidava. Marina parece que vive num canto a espera de que algo de ruim aconteça no Brasil, mas procura se manifestar apenas nas circunstâncias em que pode obter algum dividendo político. 

Quando não dá para capitalizar em torno de algum ocorrido, a ex-petista prefere a obscuridade. Marina protagoniza um comportamento que pode ser chamado de aparições seletivas.


fonte: Imprensa Viva 

PT USOU PROVEDORES DE ESTATAL CUBANA EM 'ASSASSINATO DE REPUTAÇÃO' CONTRA AÉCIO
Provedores de uma estatal cubana, a Etecsa, foram usados por um perfil que promoveu ataques ao senador Aécio Neves (PSDB­-MG) nas redes sociais durante a campanha presidencial de 2014. 

A Etecsa é a empresa de telecomunicações do governo autorizada a fornecer conexão de internet em Cuba. 

O uso dos provedores da estatal foi revelado em processo que Aécio move há quase três anos na Justiça de São Paulo, com o intuito de quebrar o sigilo dos perfis e identificar seus detratores.

A ação tem como alvo disseminadores de informações que vincularam o tucano ao consumo e tráfico de drogas, em meio à disputa pelo Palácio do Planalto contra a ex­-presidente Dilma Rousseff. 

O perfil que usou a rede cubana também fez uma série de acusações ao senador de violência contra a mulher. 

A Justiça de São Paulo tem dado ganho de causa a Aécio e determinou que as redes sociais e provedores de internet e telefonia no Brasil entregassem dados vinculados a 20 perfis que o juiz responsável pelo caso entendeu terem, deliberadamente, atuado para produzir conteúdos degradantes contra o tucano. 

Segundo os dados entregues à Justiça, o perfil que usou a rede cubana para fazer os ataques foi acessado com login e senha por ao menos três pessoas diferentes. 

A Folha conseguiu localizar uma delas: Ana Maria Quaiato, secretária parlamentar do deputado Paulo Teixeira (PT-­SP). 

Procurados, tando o deputado como sua assessora disseram desconhecer detalhes do processo e afirmaram que vão aguardar o andamento das investigações. 

Além do cargo na Câmara, Quaiato também integrou como suplente o Conselho Municipal de Saúde de São Paulo durante a gestão do ex­-prefeito Fernando Haddad, também do PT. 

LOCALIZAÇÃO 

Pelos documentos obtidos até agora não é possível afirmar que a pessoa que usou provedores da Etecsa para acessar o perfil o fez de um aparelho da própria estatal. 

O uso do provedor pode ter se dado por meio de uma conexão simples ­com a compra de um cartão com pacote de dados, ou por wi­-fi em um ponto público ou privado, como casas e hotéis. 

Para descobrir a localização exata e o tipo de equipamento usado para acessar o perfil, Aécio precisaria obter uma ordem judicial para quebrar o sigilo dos dados de provedores da Etecsa. 

A assessoria jurídica do senador ainda estuda se impetrará a ação contra a estatal cubana na Justiça brasileira ou na daquele país. 

Aécio foi o primeiro político de projeção nacional a entrar com ações contra perfis de internet. O caso foi revelado pela Folha em setembro de 2014. Desde então, o jornal identificou outros que fizeram o mesmo.


Em novembro do ano passado, a Folha revelou que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pediu a quebra do sigilo de seis usuários do Twitter que o chamaram de "ladrão de merenda". 

Já este mês, a Folha mostrou que o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, também pediu a abertura dos dados de perfis do Facebook que o vincularam a uma facção criminosa. 

OUTRO LADO 

A reportagem tentou contato com a assessoria da Etecsa, mas não obteve sucesso. Foi feito, primeiro, um contato com a embaixada cubana no Brasil, que disse não ter como dar qualquer informações sobre o caso ou mesmo indicações de contatos na estatal. 

A Folha também encaminhou um e-­mail para o endereço eletrônico que consta no site da Etecsa, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição. 

Procurada, Ana Maria Quaiato, secretária parlamentar do deputado Paulo Teixeira, afirmou que jamais foi notificada sobre a ação. "Vou aguardar o andamento do processo para verificar o que procede e o que não procede", disse. 

Teixeira fez afirmação semelhante. "Como é um caso que está sub judice e eu não conheço o teor, prefiro aguardar o desfecho para emitir qualquer juízo de valor." 

Os advogados de Aécio argumentam na ação que movem o processo para identificar o que eles chamam de "uma rede de detratores" que atuou de forma deliberada para difamar o tucano nas redes sociais. 


fonte: Folha Política
Não podemos descartar a hipótese de acidente provocado, diz o presidente da Fenapef, Luís Boudens
Com 20 anos de Polícia Federal, o presidente da Fenapef, Luís Boudens, lembra o histórico de crimes políticos no país

Pode ter sido uma inimaginável coincidência que Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, tenha morrido a poucos dias de homologar a “mãe de todas as delações” – a bomba armada pelos executivos da Odebrecht. Mas, para alguém com 20 anos de Polícia Federal, não é possível ignorar nenhuma hipótese, inclusive a de que a queda do avião não foi um infeliz acidente.

“O histórico recente do Brasil contém diversos casos de assassinato de cunho político”, afirma Luís Antônio de Araújo Boudens, presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). Veja a conversa com O Antagonista:

O Antagonista: Quão importante é esclarecer as circunstâncias da morte de Teori?

Luís Antônio de Araújo Boudens: Teori era o relator da Lava Jato no STF, já que a operação investiga diversos políticos com foro privilegiado. Seu papel abrangia todas as requisições da Polícia Federal envolvendo essas pessoas, além da homologação das delações premiadas. Sua morte não pode trazer prejuízos à Lava Jato. Em segundo lugar, é necessário analisar tudo o que cerca o acidente para prestar contas à sociedade. Circulam relatos de ameaças a ele e à família.

O Antagonista: Há quem diga que falar de atentado é teoria da conspiração. O senhor concorda?

Boudens: O histórico recente do Brasil contém diversos casos de assassinato de cunho político. É a popular queima de arquivo. Temos o Celso Daniel, por exemplo. Isso mostra que o Brasil não está imune a essa prática. O contexto geral da morte de Teori justifica uma investigação muito precisa e muito cautelosa. Com 20 anos de Polícia Federal, sendo 15 na área de inteligência, digo que é preciso um trabalho muito apurado.

O Antagonista: Falando objetivamente, não se pode descartar que foi um atentado?

Boudens: Não se pode descartar essa hipótese. É preciso respeitar o luto da família; esse momento de dor. Mas não podemos esquecer de que há essa hipótese de acidente provocado. Não podemos desconsiderar que isso pode ter sido feito por uma organização criminosa.

fonte: O Antagonsita/ Por Márcio Juliboni

domingo, 22 de janeiro de 2017

RELATOR DO PROJETO QUE QUER O FIM DA LAVA JATO GANHA PENSÃO ABSURDA E MILIONÁRIA
O Senador Roberto Requião é o relator do projeto de abuso de autoridade proposto por Renan Calheiros. Ele já se declarou a favor do projeto que acabará com a operação Lava Jato.
Ele recebe R$ 5,5 milhões por ano de pensão.

fonte: noticiasbrasilonline
APÓS CONFIRMAR QUE PT USAVA DINHEIRO ROUBADO EM SUAS CAMPANHAS , EX-TESOUREIRO DO PARTIDO É ABANDONADO POR "COMPANHEIROS"
O ex-­tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) Paulo Ferreira, que foi preso durante a 31ª fase da Operação Lava Jato, desencadeada em julho de 2016, já teve sua prisão preventiva revogada pelo juiz Sério Moro desde dezembro, mas permanece preso por falta de dinheiro para pagar uma fiança. Ferreira e mais 13 acusados viraram réus em processo que apura irregularidades nas obras do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), da Petrobras, no Rio de Janeiro. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) na terça-­feira (9) e aceita pelo juiz Sérgio Moro. 

Passados mais de um mês desde a revogação de sua prisão preventiva, o ex-­tesoureiro do PT ainda não conseguiu "levantar" o dinheiro para pagar a fiança. A defesa alega dificuldade em levantar o dinheiro para pagar a fiança, que foi reduzida de R$ 1 milhão para R$ 200 mil pela juíza federal Gabriela Hardt, que substituía Moro durante as férias do magistrado.

QUANTA INGRATIDÃO

Apesar do verdadeiro "black Friday" estipulado pela substituta de Moro, nenhum dos ex-­companheiros de Ferreira no PT se mobilizou para fazer uma vaquinha para liberta o ex tesoureiro. O motivo seria a delação feita por Paulo Ferreira, que confirmou ao juiz Sérgio Moro que o PT vivia de propinas e esquemas ilícitos com os quais financiava as campanhas dos candidatos do partido, inclusive as de Lula e Dilma.

fonte: Imprensa Viva

LULA E PT TORCEM POR ATRASO OU RECUSA DA HOMOLOGAÇÃO DA DELAÇÃO DA ODEBRECHT. CANDIDATURA DO PETISTA DEPENDE DISSO
O ex-­presidente Lula e o PT bem que tentaram antecipar para o último dia 20, o lançamento oficial da candidatura do petista à Presidência da República. O objetivo do lançamento prematuro do petista para a corrida eleitoral tinha apenas um propósito: fornecer uma narrativa de que aponte qualquer condenação de Lula em algumas das cinco ações penais em que figura como réu seja classificada como perseguição política. 

Lula e o PT também tinham pressa por outros motivos. Entre eles, a proximidade da homologação do acordo de delação premiada da Odebrecht, previsto para o início de fevereiro. O relator dos processos da Lava Jato no Supremo, ministro Teori Zavascki, havia dedicado boa parte de suas férias para adiantar os trabalhos, mas acabou morrendo em um trágico acidente aéreo no mesmo dia em que o PT se reuniu em um Congresso em São Paulo para avançar com o nome de Lula como pré­-candidato do partido. 

Agora estão todos em compasso de espera. O anúncio da candidatura de Lula está previsto para o próximo Congresso Nacional do PT em abril. A torcida agora no partido é a de que o processo de homologação do acordo de delação da Odebrecht seja finalizado apenas após o lançamento de Lula como candidato.

O PT ainda nutre a esperança sobre a nomeação do ministro Dias Toffoli ou de Ricardo Lewandowski para a relatoria da Lava Jato no Supremo, por meio de sorteio. Neste caso, dizem os petistas, é certo de que a homologação não saia tão cedo. Os membros do STF simpáticos ao PT poderiam alegar que vão precisar de "bastante tempo" para se familiarizaram com todos os documentos.


fonte: Imprensa Viva



LULA AFUNDA JUNTO COM O PT. MILITANTES DECEPCIONADOS COM A DECADÊNCIA DO LÍDER
O ex­-presidente Lula já não é mais o mesmo. Foi o que se constatou durante o lançamento do 6º Congresso do PT esta semana. O petista, que queria lançar sua candidatura no último dia 20, teve suas pretensões rechaçadas pela maioria dos membros do partido, que recomendaram "prudência". 

A pressa de Lula em lançar sua candidatura não tem nenhuma relação com a disputa presidencial, mas sim criar uma narrativa de que ele é perseguido pela Justiça brasileira. Lula e alguns setores do PT acreditam que o lançamento prematuro do nome do petista possa causar embaraços ou inibir a justiça de condená­-lo em algumas das cinco ações penais em que figura como réu. No caso de condenação, o mais provável, o petista e seu partido alegariam que uma eventual sentença teria como objetivo único tirá­-lo da disputa eleitoral. 

Lula não está preocupado com o PT, mas sim em salvar a própria pele. O petista, contrariando as bases do partido, estimulou que a bancada petista apoiasse a candidatura de Rodrigo Maia para a Presidência da Câmara. Maia tinha se comprometido com o PT de levar adiante o projeto de abuso de autoridade que tem como objetivo inibir que juízes e procuradores investiguem políticos e outros criminosos de toda sorte. 

O PT, que já não tem mais uma boa reputação perante o eleitorado, começa a perder o apreço de seus próprios militantes. Os propósitos de Lula não têm nada a ver com os objetivos de alguns petistas de tentar recuperar a imagem do partido. Todos também sabem que a altíssima taxa de rejeição ao nome de Lula por parte do eleitorado é algo que inviabiliza sua candidatura. Em consultas encomendadas pelo partido, Lula não consegue romper a barreira dos 22% de intenções de votos em nenhum cenário, mesmo sendo um dos candidatos com maior visibilidade em todo o país e antes mesmo da definição de outros nomes. 

Pressionado, o presidente nacional do PT, Rui Falcão se viu forçado a admitir que o lançamento de uma pré­-candidatura de Lula à Presidência da República dependerá da construção de um programa de governo, algo que nem Lula nem o PT possuem. 

"No PT, se vive uma ilusão de que o Lula é a salvação do partido e ninguém considera o "imponderável", diz um dirigente do partido. 

Durante o último congresso, Lula falou em tentar se reaproximar dos movimentos sociais, dos sindicatos e da juventude, mas não explicou como conseguirá sensibilizar os setores que apoiavam o partido que foram os mais traídos durante os governos petistas. Os militantes sabem que não adianta ter uma boa interlocução com os líderes dos movimentos sociais em nível nacional ou regional. Seria preciso reconquistar os corações e mentes dos integrantes destes movimentos, e não seus líderes. 

O senador Lindbergh Farias estava presente no Congresso e deu um jeito de deixar o local onde Lula falava para denunciar o racha no partido. O senador gravou um vídeo que publicou em seu perfio no Facebook, denunciando o racha na legenda. Outros interlocutores confirmam que a maioria dos presentes saiu decepcionada com Lula, que não conseguiu apresentar nenhum argumento razoável, capaz de mobilizar a militância. 

Fragilizado nas últimas eleições municipais, quando perdeu mais de 80% do poder de influência, o partido deve sofrer ainda novos reveses nos próximos meses. Dezenas de parlamentares sinalizam que pretendem deixar a legenda. Antes ou após a prisão de Lula.

fonte: Imprensa Viva


LULA ESTÁ NA PRORROGAÇÃO. NOVOS DETALHES SOBRE CRIMES DO PETISTA DEVEM GERAR NOVOS INQUÉRITOS  E ATÉ PEDIDOS DE PRISÃO
O ex­-presidente Lula e demais membros do PT já foram informados que podem se decepcionar duplamente com as informações contidas no acordo de delação da Odebrecht, que deve ser homologado antes de março. 

Se por um lado, não há muita coisa que possa incriminar seus adversários, o material promete ser devastador para Lula, Dilma e outros membros "ilustres" do PT. O jogo que está sendo jogado no momento não fará nenhum sentido assim que for levantado o sigilo sobre o conteúdo das delações, garantem fontes do Supremo Tribunal Federal. 

Enquanto os setores da esquerda tentam criar um clima de suspense sobre o que vem por aí contra o presidente Michel Temer e outros opositores tradicionais, como os membros do PSDB, a batata dos petistas já está assada e fria na pedra aguardando para ser degustada por todos os brasileiros. De acordo com as expectativas, não será nada bonito.

A homologação do acordo da Odebrecht promete não apenas desencadear uma série de novos desdobramentos nas investigações da Operação Lava Jato, como também fazer com que vários presos em Curitiba se precipitem para contar tudo que sabem antes que seja tarde demais para que também possam tentar um acordo de delação. 

fonte: Imprensa Viva

MILITANTE JOGA A TOALHA COM O PT. NEM O PARTIDO NEM LULA TEM NADA DE NOVO A OFERECER AO PAÍS
O militante do Partido dos Trabalhadores, Carlos Araújo, de Brasília, enviou um relato dramático sobre como se decepcionou com o partido e observou como a legenda se descaracterizou ao longo dos últimos anos em que esteve dentro e fora do poder. 

"O que vimos com a ascensão de Lula em 2003 foi a realização de um sonho de muitas décadas. Os militantes e simpatizantes que conheço só não deram o grito sobre as alianças espúrias e a mudança no comportamento dos ídolos petistas devido ao entusiasmo com o fato de o partido ter finalmente alcançado seu maior objetivo", diz Araújo. 

De lá para cá, virou um Fla x Flu, onde a maioria dos petistas torciam pela vitória do partido apenas por uma questão ideológica, mas muitos sentiam que o PT já não representava mais os ideais da esquerda. Os membros do partido foram se tornando iguais aos outros, muito identificados com o dinheiro e o poder. Diziam que isso era algo natural quando se chega ao poder, mas na verdade todos acabaram se vendendo barato e abrindo mão de suas ideologias em troca de dinheiro sujo" 

Araújo conta que fez questão de comparecer ao último Congresso Nacional do PT, em em São Paulo esta semana justamente para tentar renovar suas esperanças no partido ao qual é filiado desde os anos 90. Segundo o militante, "foi uma decepção profunda poder constatar que nem Lula nem o PT têm nada de novo para oferecer aos seus seguidores. Me senti arrasado enquanto tentava colocar algum sentido no que o Lula dizia, mas percebi que ele estava tentando convencer alguém que não estava naquela plateia. Quando sugeriu que o partido precisa se concentrar nos movimentos sociais e sindicais para encontrar um novo rumo e afinar um novo discurso, compreendi que aquilo era apenas uma forma de tentar mobilizar novamente a militância, mas que ele, o Lula já tinha em mente o que fazer, independente da vontade dos militantes" 

Segundo Araújo, Lula tem uma fórmula que nem ele mesmo acredita. Uma fórmula apenas populista, que não tem qualquer chance de voltar a funcionar nos dias de hoje e sob as atuais circunstâncias da economia. 

"O PT está sem rumo e o Lula parece não acreditar mais em nenhum projeto de longo prazo para o país. Sua preocupação é literalmente apenas com o amanhã. Ninguém ali falou nada que faça algum sentido. Parecem que estão todos desesperados para retomar um poder intangível. Foi um circo do qual não quero mais fazer parte", disse Araújo em seu e­mail ao Imprensa Viva. O Agora "ex­petista" informa que não vai desistir de militar politicamente, apesar de seu desencanto com o PT. 

"Eu entrei para o partido por acreditar que este seria o melhor caminho para transformar o Brasil, mas percebo agora que tudo que o PT fez virou pó. Foram treze anos erguendo castelos de areia, sem nada sólido, nada concreto para o povo."

fonte: Imprensa Viva


SILÊNCIO DE DILMA É TÍPICO DE QUEM TEM RABO PRESO. DELAÇÕES DA ODEBRECHT PROMETEM ESCANCARAR BANDIDAGEM PETISTA
A ex-­presidente Dilma Rousseff tem mantido absoluto silêncio sobre a delação a ser homologada pelo Supremo Tribunal Federal, STF da empreiteira Odebrecht. Apesar do atraso na homologação do acordo após a morte do ministro Teori Zavascki, que era o relator dos processos da Lava Jato no Supremo, nada poderá mudar o que já foi dito até o momento, garante um dos funcionários que participara da triagem dos vídeos contendo os depoimentos de 77 executivos da empreiteira. 

O depoimento mais comprometedor é justamente o do ex­-presidente do Grupo, Marcelo Odebrecht, que após passar mais de um ano resistindo na expectativa de conseguir um habeas corpus para responder aos processos em liberdade, se viu forçado a rever sua estratégia. A gota d'água para foi a decisão do Supremo, que manteve o entendimento sobre a possibilidade de prisão após uma condenação por colegiado de segunda instância. 

Diante do risco de mofar anos a fio na prisão, Marcelo Odebrecht tomou a decisão de contribuir com as investigações e se tornou uma ameaça contrata contra a ex-presidente Dilma. Por força das circunstâncias e obviamente pressionado pelas delações do casal de marqueteiros Mônica Moura e João Santana, o empreiteiro se viu forçado a confirmar repasses de propina para as campanhas de Dilma. Marcelo confirmou que a petista o pressionou para liberar dinheiro para o casal. 

Com a homologação da delação da Odebrecht, Dilma deve se tornar alvo de novos inquéritos no âmbito da Lava Jato ainda no primeiro semestre deste ano.

fonte: Imprensa Viva