quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017



NOVA LIMINAR SUSPENDE NOMEAÇÃO DE MOREIRA FRANCO COMO MINISTRO
Senador Randolfe Rodrigues, do Amapá, protocolou ação na sexta-feira (3).
Ação pede suspensão de Moreira Franco como ministro.
A Justiça Federal no Amapá concedeu liminar (decisão provisória) nesta quinta-feira (9) suspendendo a nomeação de Moreira Franco como ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República. A decisão é resultado da ação protocolada na sexta-feira (3), pelo senador da Rede-AP Randolfe Rodrigues.
O G1 procurou o Planalto e ainda aguarda resposta.
Nesta quinta-feira, a Justiça Federal no Rio de Janeiro também concedeu liminar suspendendo a nomeação, assim como um juiz de Brasília que já havia tomado a mesma decisão, revertida na manhã desta quinta pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região após recurso apresentado pela AGU.
O novo ministro foi citado na delação de Cláudio Melo Filho, ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht. As delações foram homologadas pela presidente do STF, Cármen Lúcia. Os depoimentos foram encaminhados para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que agora analisa quais pontos das delações serão investigados.
Na representação da ação, Rodrigues lembrou que em março de 2016, o STF suspendeu a nomeação do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva no cargo de ministro-chefe da Casa Civil. Ele havia sido indicado por Dilma Rousseff. O senador classificou que a nomeação de Moreira Franco por Temer é igual à indicação feita pela ex-presidente sendo "forma de obstrução ao progresso das medida judiciais".
Em entrevista a jornalistas depois da posse, Moreira Franco foi questionado sobre se a sua nomeação se assemelhava ao caso de Lula, que, investigado na Lava Jato, chegou a ser indicado à Casa Civil.
À época, oposicionistas do governo petista acusaram Dilma de ter tentado blindar Lula de investigações da Justiça Federal do Paraná, conduzidas pelo juiz Sérgio Moro. Os dois ex-presidentes, além de outros políticos, são investigados por tentativa de obstrução da Justiça.
“Há uma diferença muito grande”, disse Moreira Franco. Ele argumentou que no caso de sua nomeação, há a necessidade de que a presidência seja fortalecida. "Não há absolutamente nenhuma tentativa de resolver uma crise política, um problema político, porque nós não estamos vivendo crise política”, disse. “O governo acaba de dar uma demonstração de pujança, de força, de autoridade”, completou.
O presidente Michel Temer afirmou que a nomeação de Moreira Franco para a Secretaria-Geral é "apenas uma formalização", e que ele já atuava como ministro na prática exercendo o cargo que ocupava no governo até então, de secretário-executivo do PPI.

Conteúdo G1
FACHIN: UM 'WORKAHOLIC' SEMPRE COM UM SORRISO NO ROSTO
O ministro indicado por Dilma em 2015, nunca participou de julgamentos de recursos da Lava-Jato.
No ano passado, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), sorteado como novo relator da Lava-Jato nesta quinta-feira, ganhou notoriedade nacional depois que foi sorteado o relator do processo que definiu o rito de tramitação do processo de impeachment contra a então presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional. Nem isso tirou o bom humor do ministro, que costuma ter sempre um sorriso estampado no rosto.

Fachin nunca participou do julgamento de recursos de investigados da Lava-Jato na Segunda Turma, uma vez que vinha integrando a Primeira Turma. Mas ele votou em pelo menos dois casos que chegaram ao plenário do STF. Em ambas as situações, ficou do lado vencedor. Ele negou um pedido do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que queria tirar alguns processos do juiz Sérgio Moro. E foi a favor do pedido da ex-presidente Dilma Rousseff para tirar, também de Moro, ações relacionadas às gravações envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro mantém uma residência em Brasília e outra em Curitiba, onde mora a mulher, a desembargadora do Tribunal de Justiça do Paraná Rosana Fachin. O casal é católico e frequentam a igreja todo domingo – seja em Curitiba, seja em Brasília. O ministro tem o costume de se engajar em obras assistenciais católicas.

O processo decisório de Fachin é democrático. Costuma ouvir a opinião dos assessores e também dos dois juízes federais que atuam em seu gabinete. Na hora de redigir a decisão, o processo passa a ser solitário. Quando o caso é muito importante, é ele quem escreve tudo, sem delegar a tarefa para assessores, como fazem muitos integrantes do STF. É tido por pessoas próximas como workaholic. Durante a semana, almoça no bandejão do tribunal, frequentado pelos servidores, por ser mais prático e para não perder muito tempo de trabalho.

Simpático, Fachin logo se enturmou quando tomou posse no tribunal, em junho de 2015. É próximo de Rosa Weber e também era amigo de Teori Zavascki, que já conhecia antes de ser ministro. Também tem afinidade com Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. Os colegas contam que as conversas vão além dos processos julgados no STF.

— Conversamos sobre futebol. Como juiz, não troco figurinhas. Ele é um acadêmico, um homem experiente, não precisa da opinião de ninguém para decidir — disse Marco Aurélio ao GLOBO no ano passado.

Seis anos atrás, Fachin liderou um grupo de juristas em apoio à candidatura de Dilma Rousseff. Chegou a fazer discurso pedindo votos para a petista. Naquele momento, ele não sabia que em 2015 seria nomeado por Dilma, já reeleita, para uma das onze cadeiras do STF. E que, meses depois, caberia a ele conduzir a votação que definiria as regras do processo de impeachment aberto contra a presidente no Congresso Nacional. Quando questionado sobre o assunto na sabatina no Senado, antes de tomar posse no STF, disse que não tinha qualquer filiação partidária.

Antes de ser ministro, Fachin foi diretor do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) – entidade que costuma defender causas polêmicas, como o reconhecimento da união estável homoafetiva e a alteração do nome de transexuais. O ministro acredita que o Judiciário tem papel fundamental na defesa dos direitos das minorias. Além de concordar com a decisão tomada pelo STF em 2011 de legitimar as uniões entre pessoas do mesmo sexo, ele também defende, por exemplo, que amantes com relacionamento duradouro tenham direito à pensão no caso de morte do cônjuge.

Logo que chegou ao STF, Fachin tomou decisões em defesa da minoria. Em uma delas, declarou que escolas particulares devem promover a inserção de pessoas com deficiência no ensino regular e instituir as medidas de adaptação necessárias, sem cobrar nenhum centavo a mais por isso nas mensalidades ou matrículas.

Com outra liminar, Fachin garantiu a uma paciente em “fase terminal de moléstia grave” o acesso à fosfoetanolamina para abrandar os sintomas da doença, conforme indicação médica. A substância não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Fachin nasceu em Rondinha, no Rio Grande do Sul, há 57 anos. Era sócio de um escritório em Curitiba especializado em arbitragem e mediação no direito empresarial. Hoje, o escritório está nas mãos de uma das filhas, que é advogada e mora em Curitiba. A outra filha é médica e mora em São Paulo.

O ministro concluiu a graduação na Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 1980 e, desde então, atua na área acadêmica. É mestre e doutor em Direito pela PUC de São Paulo. Fez pós-doutorado no Canadá e atua como pesquisador convidado do Instituto Max Planck, na Alemanha. É também professor visitante do King´s College, em Londres, e professor titular de Direito Civil da Faculdade de Direito da UFPR. Também ocupa a 10ª cadeira da Academia Brasileira de Letras Jurídicas – a mesma que um dia pertenceu a Ruy Barbosa.


Conteúdo O GLOBO
FACHIN AUTORIZA NOVO INQUÉRITO PARA INVESTIGAR RENAN, JUCÁ E SARNEY
O Ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, atendeu a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e autorizou abertura de inquérito para investigar os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR), o ex-senador José Sarney (PMDB-AP) e o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado por tentativa de obstrução da Operação Lava Jato.
Janot pediu aval para investigar os quatro por entender que houve embaraço à investigação de organização criminosa em razão dos fatos revelados na delação premiada de Sérgio Machado, que gravou conversas com os políticos.
Foi o primeiro inquérito aberto pelo novo relator da Lava Jato após a morte do ministro Teori Zavascki – Fachin substituiu Zavascki na relatoria. Depois da investigação, que não tem prazo para terminar, o procurador-geral tem que decidir se denuncia os suspeitos ou se pede arquivamento do caso.
Agora, Renan responde a uma ação penal e doze inquéritos no supremo, sendo nove na operação lava jato. jucá é investigado em oito inquéritos no supremo, sendo três da lava jato./ Sérgio machado agora é investigado em dois inquéritos da lava jato e Sarney é alvo de uma apuração.
Segundo o pedido de inquérito, os quatro políticos atuaram para construir uma ampla base de apoio político no congresso e aprovar mudanças na lei para prejudicar as investigações. Conforme Janot, "há elementos concretos de atuação concertada entre parlamentares, com uso institucional desviado, em descompasso com o interesse público e social, nitidamente para favorecimento dos mais diversos integrantes da organização criminosa".
O procurador diz que os suspeitos cogitaram cooptar ministros do supremo para anistiar envolvidos e cita áudio do senador Romero jucá, no qual ele cita que é preciso "cortar as asas da justiça e do ministério público".

Conteúdo G1
PF ENCONTRA INDÍCIOS DE PROPINA A PEZÃO
Em busca e apreensão na casa de Luiz Carlos Bezerra, policiais apreenderam agenda em que aparece nome do governador. Documentos serão encaminhados ao STJ.
O relatório da Polícia Federal encaminhado nesta quinta-feira (9) ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, relata a apreensão de anotações em que apontam repasse de propina para o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão. Em dois momentos, o nome de Pezão está escrito ao lado de valores que seriam destinados a ele - com os valores de R$ 140 mil e R$ 50 mil.
Em nota, a assessoria do governador Pezão informou que ele "continua à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos a respeito das investigações. Pezão ressalta que suas contas já foram analisadas em processos anteriores da Polícia Federal, e estes foram arquivados".
As anotações foram encontradas no apartamento de Luiz Carlos Bezerra, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, apontado como um dos operadores do governador Sérgio Cabral e preso pela Polícia Federal durante a operação Calicute, deflagrada em novembro do ano passado. Bezerra é apontado por receber propinas e repassá-las a Cabral e sua mulher, Adriana Ancelmo. Ele também faria pagamentos para o ex-governador.
Esses valores, de acordo com os investigadores, seriam entregues em mochilas por Bezerra no escritório de Adriana Ancelmo e para o seu sócio, o advogado Thiago Gonçalves Pereira.
O nome de Pezão foi encontrado pelos policiais federais durante a análise do material apreendido na casa de Bezerra. De acordo com o relatório da PF, "verificaram-se alguns escritos que podem servir de elementos probatórios que vinculam o governador atual do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando de Souza, no possível esquema de recebimento de propina de um dos operadores financeiros do ex-governador Sérgio Cabral, também preso na operação Calicute".
O pedido do delegado Antônio Carlos Beaubrun Júnior é que, como o governador possui foro, a documentação seja encaminhada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O documento será analisado pelo Ministério Público Federal (MPF), que dará o parecer sobre o caso.

Bilhete indica propina recebida por Pezão:


Conteúdo G1

"UM ESTADO CRÔNICO DE CONVULSÃO SOCIAL"
Em 2002, Amaury de Souza e eu fizemos uma pesquisa junto às "elites" brasileiras, entendendo-se por tal políticos, empresários, altos administradores públicos, líderes sindicais etc. No total, foram entrevistadas 500 pessoas. 
Uma das perguntas dizia respeito a coisas muito ruins que poderiam acontecer num horizonte de dez anos se o Brasil não avançasse bastante na redução da pobreza e das desigualdades sociais. (Hoje esta formulação não me parece a ideal, mas foi a que utilizamos). O horror mais mencionado foi "um estado crônico de convulsão social", com 67% das respostas. Na época, a pergunta foi criticada por alguns como um "exagero" e por outros como um lugar comum, pois afinal a convulsão já estaria à vista. Seja como for, aí está o caso do Espírito Santo, para quem quiser refletir sobre o assunto.

Bolívar Lamounier,  sociólogo e cientista político 


A DECISÃO DA JUÍZA DO RJ SOBRE A NOMEAÇÃO DE MOREIRA FRANCO COMO MINISTRO DE TEMER
Moreira Franco não é mais ministro de novo. A defesa da juíza é pra aplaudir de pé.
Escreveu ela na sua decisão:
“Peço, humildemente perdão ao Presidente Temer pela insurgência, mas por pura lealdade as suas lições de Direito Constitucional. Perdoe-me por ser fiel aos seus ensinamentos ainda gravados na minha memória, mas também nos livros que editou e nos quais estudei. Não só aprendi com elas, mas, também acreditei nelas e essa é a verdadeira forma de aprendizado."
Ainda de acordo com a decisão, a atitude de Temer foi similar a da presidente afastada Dilma Rouseff, quando nomeou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de Ministro da Casa Civil.
"Por outro lado, também não se afigura coerente, que suas promessas ao assumir o mais alto posto da Republica sejam traídas, exatamente por quem as lançou no rol de esperança dos brasileiros, que hoje encontram-se indignados e perplexos ao ver o seu Presidente, adotar a mesma postura da ex-Presidente impedida e que pretendia também, blindar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva".
NOVO CAPÍTULO:
NESTA TARDE A JUSTIÇA DO RJ SUSPENDE NOMEAÇÃO DE MOREIRA FRANCO COMO MINISTRO
Advocacia-Geral da União informou não ter sido notificada da decisão, mas disse que vai recorrer. Na decisão, juíza afirmou que o ato afronta os princípios da legalidade e da moralidade administrativa
A Justiça Federal no Rio de Janeiro concedeu liminar nesta quinta-feira (9) suspendendo a nomeação de Moreira Franco como ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República. Um juiz de Brasília já havia tomado a mesma decisão, mas ela foi revertida em instância superior após recurso da Advocacia-Geral da União. Após a decisão da Justiça Federal no Rio, o G1 entrou em contato a Advocacia-Geral da União, que informou não ter sido notificada da decisão, mas que vai recorrer. A assessoria de Moreira Franco informou que ele não vai se pronunciar.
Na decisão, a juíza Regina Coeli Formisano, da 6ª Vara Federal, concordou com os argumentos do autor da ação de que a nomeação de Moreira Franco afronta os princípios da legalidade e da moralidade administrativa. O documento cita que Moreira Franco é investigado na Operação Lava Jato.
"Defiro o pedido de liminar vindicado, na forma da fundamentação supra, para determinar a sustação e ou anulação do ato do Sr. Wellington Moreira Franco ao cargo de Ministro de Estado Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República", diz a decisão.
A magistrada ainda se desculpou com o presidente Michel Temer por sua decisão. "Peço, humildemente perdão ao Presidente Temer pela insurgência, mas por pura lealdade as suas lições de Direito Constitucional. Perdoe-me por ser fiel aos seus ensinamentos ainda gravados na minha memória, mas também nos livros que editou e nos quais estudei. Não só aprendi com elas, mas, também acreditei nelas e essa é a verdadeira forma de aprendizado".
Ainda de acordo com a decisão, a atitude de Temer foi similar a da presidente afastada Dilma Rouseff, quando nomeou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de Ministro da Casa Civil.
"Por outro lado, também não se afigura coerente, que suas promessas ao assumir o mais alto posto da Republica sejam traídas, exatamente por quem as lançou no rol de esperança dos brasileiros, que hoje encontram-se indignados e perplexos ao ver o seu Presidente, adotar a mesma postura da ex-Presidente impedida e que pretendia também, blindar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva".

NESTA MANHÃ TRIBUNAL DERRUBA LIMINAR QUE SUSPENDIA NOMEAÇÃO DE MOREIRA FRANCO
Decisão foi do presidente do TRF-1, após analisar pedido da Advocacia Geral da União. Juiz havia determinado suspensão sob argumento de que nomeação beneficiava Moreira, citado na Lava Jato.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) derrubou nesta quinta-feira (9) a liminar (decisão provisória) concedida por um juiz federal do Distrito Federal que suspendia a nomeação de Moreira Franco como ministro da Secretaria-Geral da Presidência.
Eles argumentam que Moreira Franco foi nomeado pelo presidente Michel Temer, após a homologação da delação premiada da Odebrecht, para ganhar o chamado “foro privilegiado” – direito de ser investigado somente no Supremo Tribunal Federal (STF).
Moreira é citado nas delações, que estão sob segredo de Justiça. Não há inquérito aberto para investigá-lo.

A AGU recorreu da decisão contra a nomeação de Moreira ao presidente do Tribunal Regional Federal da primeira região, desembargador Hilton Queiroz, que acolheu o pedido.

JUIZ SUSPENDE NOMEAÇÃO DE MOREIRA FRANCO, COMPLICADO NA LAVA JATO, PARA CARGO DE MINISTRO DE TEMER
O novo ministro da Secretaria-­Geral da Presidência de Moreira Franco do governo de Michel Temer acaba de ter sua nomeação suspensa por determinação, em caráter liminar, do juiz federal Eduardo Rocha Penteado, da 14ª Vara Federal do Distrito Federal. 

Para o juiz, a nomeação de Moreira Franco para o cargo é similar ao caso do ex-presidente Lula, nomeado pela ex­-presidente Dilma Rousseff para o cargo de ministro-­chefe da Casa Civil em março do ano passado. Assim como Lula, Moreira Franco também é citado por delatores da Lava Jato. Como Lula teve a sua posse suspensa por suspeita de tentar assumir o cargo para escapar da jurisdição do juiz federal Sergio Moro, o juiz entendeu que Moreira Franco também se encaixa na mesma situação. 

"É dos autos que Wellington Moreira Franco foi mencionado, com conteúdo comprometedor, na delação da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato. É dos autos, também, que a sua nomeação como Ministro de Estado ocorreu apenas três dias após a homologação das delações, o que implicará na mudança de foro. Sendo assim, indícios análogos aos que justificaram o afastamento determinado no Mandado de Segurança nº 34.070/DF [que impediu a posse de Lula] se fazem presentes no caso concreto", afirma o juiz em sua decisão. 

Na semana passada, Temer nomeou o peemedebista, que deixa a função de secretário-executivo do Programa de Parceria para Investimentos para exercer a função de ministro­-chefe da Secretaria­-Geral da Presidência da República. 

A ação afirma que houve "desvio de finalidade" na nomeação de Moreira Franco com o objetivo de dar foro privilegiado ao peemedebista. Como ministro, Franco só pode ser investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), e não pelo juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância do Judiciário. 

Citado em delação 
O veterano Moreira Franco, um dos caciques do PMDB e amigo de Temer, havia se tornado ministro de Estado três dias depois de homologação das delações da Odebrecht pela presidente do STF, Cármen Lúcia. Mas o que isso significa, na prática? Uma vez processado, o político será ouvido e julgado diretamente pela Suprema Corte. Livrou-­se, portanto, do crivo do juiz da Operação Lava Jato, Sérgio Moro, titular da 13ª Vara Federal de Curitiba. 

Moreira é citado 34 vezes na delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex­-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht. Apelidado de "Angorá" nos depoimentos do executivo, o novo ministro nega ter cometido irregularidades. 

Em 2015, ele chegou a criticar o excesso de pastas do governo Dilma -- ­­ Franco foi ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos e da Aviação Civil da ex-­presidente. "O PMDB abraçou a tese de diminuição do número de ministérios, que é a diminuição da máquina pública. O governo pede à população sacrifícios para garantir o ajuste fiscal. O Brasil precisa. Está gastando demais e está arrecadando de menos. Mas nós precisamos que o governo dê o exemplo", afirmou. 

Conteúdo Folha Política

PETISTAS REVOLTADOS POR LULA TER 'REATADO' COM TEMER E SE OFERECIDO PARA O QUE DER E VIER
Os petistas ainda não engoliram a tentativa do ex-­presidente Lula de "reatar" com o presidente Michel Temer. O petista ficou todo animadinho com a visita de Temer ao Hospital Sírio-­Libanês no último dia 03, quando o presidente foi lhe prestar as condolências pela morte de sua esposa, Marisa Letícia. Lula não perdeu tempo e logo se ofereceu para Temer sem qualquer cerimônia: “Michel, quando quiser conversar comigo, me chame. Não posso é ficar me oferecendo.”, disse Lula, como uma moça recatada. 

Na ocasião, o petista voltou a afirmar que "o STF está acovardado" diante da Lava Jato e deu a entender que era preciso fazer algo para evitar a desmoralização da "classe política" 

Alguns petistas discutiram feio no dia seguinte na sede do partido em São Paulo e se recusavam a acreditar que o diálogo houvesse ocorrido, mas diante do silêncio dos que estavam presentes no encontro entre Lula e Temer, se convenceram que o petista realmente ofereceu seus préstimos ao "golpista"


Conteúdo Folha Política
PF CONCLUI INQUÉRITO SOBRE RODRIGO MAIA E APONTA 'FORTES INDÍCIOS' DE CORRUPÇÃO E LAVAGEM DE DINHEIRO
A Polícia Federal concluiu um inquérito que investigou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e apontou indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, segundo informou o Jornal Nacional.

A investigação partiu de mensagens de celular trocadas entre Leo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, e o atual presidente da Câmara.
Segundo a Polícia Federal, Rodrigo Maia prestou "favores políticos" e defendeu interesses da OAS no Congresso em 2013 e em 2014, como apresentar uma emenda à uma medida provisória que definia regras para a aviação regional, em benefício da empresa.

Segundo os investigadores, o deputado pediu à empreiteira doações eleitorais no valor de R$ 1 milhão em 2014, dinheiro que foi repassado oficialmente à campanha do pai do presidente da Câmara, César Maia, ao Senado. Isso, para a PF, foi uma tentativa de esconder a origem da propina.

Na conclusão, a PF afirma que há "fortes indícios" da prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Agora, caberá ao Ministério Público Federal decidir se denuncia ou não o presidente da Câmara.

O que diz a PF

Para a Polícia Federal, "não restam dúvidas da atuação clara, constante e direta" de Maia na defesa de interesses da OAS no Congresso Nacional.

A PF aponta, ainda, que há "indícios suficientes" de que Maia praticou atos entre 2013 e 2014 para beneficiar a OAS, atuando "como uma espécie de representante da empresa" na Câmara.


"Com base em toda a prova colhida no decorrer da presente investigação, logrou-se êxito em confirmar integralmente a hipótese inicial aventada, qual seja, a de que o deputado federal Rodrigo Maia efetivamente praticou diversos atos na defesa de interesses da Construtora OAS, durante os anos de 2013 e 2014, tendo, em contrapartida, solicitado doações eleitorais ao presidente da pessoa jurídica, José Aldemário Pinheiro Filho [Léo Pinheiro]", diz a PF.

Conteúdo Folha Política

RENAN ACHA 'UM HORROR' DECISÃO QUE SUSPENDEU NOMEAÇÃO DE MOREIRA FRANCO
O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), criticou a decisão da Justiça de suspender a nomeação de Moreira Franco para ministro da Secretaria Geral da Presidência. A decisão foi tomada pela primeira instância. Renan - que no passado chamou de magistrados de "juizeco" - disse que mais uma vez um juiz de primeira instância toma uma decisão de "usurpa" e "afronta" a competência do próprio Supremo Tribunal Federal.

E Renan voltou ao assunto do projeto da Lei do Abuso de Autoridade. Ele disse que foi para coibir decisões como essas que a proposta deveria ter sido aprovada.

— Queria lamentar o que continua a ocorrer no Brasil. Mais uma vez, um juiz de primeira instância usurpa a competência do Supremo Tribunal Federal (STF). Acho isso um horror. Uma distorção institucional. Mais uma vez, um juiz de primeira instância afronta o Supremo. Quando ministros do Supremo procuraram essa Casa para votar a Lei do Abuso de Autoridade era, sobretudo, para evitar que essas usurpações de instância inferiores continuem a acontecer no Brasil. Porque isso só instabiliza as instituições — disse Renan.

O líder do PMDB fez um pronunciamento no plenário reagindo à decisão, depois de saber do fato por meio do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi cauteloso ao comentar a liminar que suspendeu a nomeação. Para Maia, que é casado com a enteada de Moreira, é preciso aguardar uma decisão de segunda instância.

- Liminar é liminar, vamos aguardar o resultado final. Acho que em tese caberia a decisão a uma outra instância como em outros casos, mas vamos aguardar a decisão da segunda instância - disse o presidente reeleito

REQUIÃO RELATOR

O senador Edison Lobão disse que, se o projeto da Lei de Abuso de Autoridade voltar a ser discutido na CCJ, terá como relator o senador Roberto Requião (PMDB-PR), que já foi relator da proposta em plenário.

Conteúdo Folha Política

JANOT PEDIRÁ FIM DE SIGILO DE PARTE DAS DELAÇÕES ANTES MESMO DAS DENÚNCIAS

Eduardo Pelella, chefe de gabinete do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou nesta terça-feira, 7, a senadores que a intenção do Ministério Público Federal é pedir o fim do sigilo de apenas parte das delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht.
Em reunião com parlamentares da oposição, o procurador da República disse que, diante da "peculiaridade" do caso, a solicitação deve ocorrer antes mesmo da apresentação da denúncia (acusação formal).

Conforme apurou o jornal O Estado de S. Paulo, Janot deve pedir o fim do sigilo de algumas delações ao solicitar a abertura de inquéritos baseados nos depoimentos dos 77 executivos e ex-executivos da empreiteira, ainda sem data para ocorrer. As delações foram homologadas pela presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, no início da semana passada e remetidas de volta aos procuradores.

Parlamentares da oposição e da base cobram que os depoimentos sejam tornados públicos o quanto antes com o argumento de que isso "facilitaria" as investigações e evitaria vazamentos seletivos, o que também tem preocupado o governo de Michel Temer.

Nos bastidores, porém, a avaliação de parlamentares é de que a divulgação de uma só vez divide as atenções da sociedade e dilui os efeitos negativos entre os diversos investigados.
Um projeto de lei protocolado na semana passada pelo líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), prevê o fim dos sigilos de investigações. Caso aprovada, a medida poderia, por exemplo, trazer a público processos e delações premiadas da Lava Jato, da qual Jucá é um dos alvos.

Na reunião com os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), João Capiberibe (PSB-AP), Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) e Lídice da Mata (PSB-BA), Pelella afirmou que a Procuradoria tenta acelerar as providências necessárias para pedir a divulgação dos depoimentos, mas apenas aqueles em que a publicidade é essencial e não atrapalhem as investigações.

"Obviamente não vai ser em todos os casos, não é um levantamento de sigilo linear. É preciso fazer algumas verificações do que precisa ficar em sigilo, algumas coisas precisam ser investigadas depois e precisam do sigilo agora", afirmou.

Ao vivo

O encontro ocorreu quando os parlamentares foram até a sede da Procuradoria-Geral da República para protocolar uma representação contra a nomeação do ministro Moreira Franco na Secretaria-Geral da Presidência. A reunião foi transmitida ao vivo pelo Facebook em uma página administrada pela oposição de Temer no Senado. Pelella, porém, disse que não sabia que estava sendo gravado.

Na reunião, o procurador lembrou que o ministro do STF Teori Zavascki, que era o relator da Lava Jato na Corte, entendia que a abertura era obrigatória quando a denúncia era recebida e os investigados se tornavam réus. "Mas, nessa situação de peculiaridade, do caso envolvendo muito gente, para não termos aquela ansiedade, parece que talvez o procurador-geral já antecipe um pouco esse pedido, que só vai ser levantado quando o ministro (Edson Fachin) decidir e se decidir ", disse o procurador, em referência ao novo relator no STF das ações envolvendo a operação.

Em dezembro, Janot chegou a afirmar a Temer e a parlamentares que pediria a divulgação das delações logo após homologadas. Com a morte de Teori, porém, o pedido não foi feito.

Pelella, que auxilia Janot nos trabalhos da Lava Jato envolvendo políticos, disse que o sigilo das investigações é útil para o Ministério Público, mas é um "grande ônus" porque custa tempo e dinheiro. "São 77 colaboradores, 950 depoimentos. Para dar tratamento sigiloso disso, precisamos restringir o número de pessoas que têm acesso, isso custa tempo, tem pouca gente para trabalhar."

Ele disse também que, se fosse deixar aberto para mais funcionários do Ministério Público Federal, o risco de vazamento seria maior.

Sobre vazamentos de delações em que políticos são citados, Pelella afirmou que os procuradores são "usados". "Isso acontece, infelizmente." Na conversa, Pelella disse ainda que a publicidade dos fatos investigados protege os réus. "É bom que seja publicado para evitar que se faça uma denúncia abusiva. A publicidade não é ruim, o prejuízo político disso tudo é uma (outra) discussão." 


O PT SEMPRE DÁ A VERSÃO QUE LHE CONVÉM

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

O BRASIL JÁ DERROTOU O PT DE LULA E DILMA. 2018 SERÁ O MOMENTO DE TERMINAR O SERVIÇO E RECOMEÇAR UM NOVO PAÍS
A ex­-presidente Dilma Rosseff e o PT começaram a ser removidos do poder durante as manifestações de junho de 2013. Foram as maiores mobilizações espontâneas da história do Brasil e chegaram a contar com até 84% de simpatia da população. Embora o PT tenha conseguido cooptar blocos de baderneiros como os Black Blocs que se infiltraram nas manifestações, o estrago já havia sido feito quando milhões de pessoas saíram as ruas para pedir o fim da corrupção. 

Foram aquelas manifestações espontâneas, com pessoas de todas as idades e de todas as classes sociais, que fizeram com que o povo voltasse a acreditar no poder e na força da mobilização da sociedade. Embora o PT tenha apostado todas as suas fichas numa eleição suja, irrigada por dinheiro roubado da Petrobras e Dilma tenha vencido o pleito com mentiras abomináveis, ela, Lula e o PT já estavam acabados.

A sociedade já havia declarado guerra ao PT e a toda a corrupção que o partido passou a representar desde que chegou ao poder, dez anos antes. De nada adiantou vencer a eleição na base do tudo ou nada em 2014. Logo, até mesmo os que votaram em Dilma perceberam que foram enganados por ela, por Lula e pelos petistas. 

Mas tinha que ser assim. Foi bom para o país saber que Dilma e o PT mentiram sobre a situação das contas públicas. Foi bom para os cerca de 12 milhões de trabalhadores reconhecer que perderam seus empregos graças aos desmandos, a incompetência e à corrupção de Dilma, Lula e companhia. Com isso, milhões que votaram na petista se juntaram aos outros milhões que já haviam se desencantado com o PT há muitos anos e juntos, todos foram para as ruas exigir o impeachment. 

Apavorados com o tremor do chão das ruas, os membros do Congresso reconheceram que era hora de ouvir a voz do povo. Foi uma batalha longa, mas o PT foi finalmente expulso do poder, junto com seus ministros corruptos e os milhares de militantes que aparelhavam os órgãos públicos e estatais. 

Mas esta foi apenas uma batalha vencida. Boa parte dos membros do governo é composta por ex­aliados dos governos de Lula e Dilma. Boa parte do Congresso, entre senadores e deputados federais, se serviu dos esquemas de corrupção e financiamentos ilícitos de campanhas patrocinados pelo PT. Eles ainda estão todos lá em Brasília. 

A sociedade deve permanecer atenta e vigilante até as próximas eleições. Será o momento de terminar o serviço, renovando a classe política com a escolha de nomes novos, de pessoas sem vínculo com a cultura da corrupção que tem imperado no Brasil ao longo de séculos. Muitos oportunistas irão se apresentar em pele de cordeiro. Gente que foi conivente com a organização criminosa chamada PT e com os governos de Lula e Dilma, como Marina Silva e Ciro Gomes. Outras figurinhas carimbadas pela Lava Jato, tanto da esquerda quanto da direita, também devem surgir como salvadores da pátria. É bom ficar alerta e fazer o possível para terminar o serviço começado em 2013. A praga da corrupção é algo difícil de ser combatida. Que em 2018, o Brasil consiga se livrar pelo menos da escória que ainda está ai. Será um grande avanço.


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DESEQUILIBRADO COM AMEAÇA DE SUSPENSÃO DO MANDATO, JEAN WYLLIS SE FAZ DE VÍTIMA E SE COMPARA A DONA MARISA DE LULA
O ex-­BBB Jean Wyllys parece ter se desconectado da realidade diante da ameaça de ter o seu mandato suspenso por ter cuspido na cara de um colega em pleno plenário da Câmara dos Deputados no dia 17 de abril do ano passado. 

O ex-­BBB, que enfrenta um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara, publicou um texto repleto de ódio na sua página do Facebook. Em uma "serenidade transtornada" Jean Wyllys se comparou à ex­-primeira dama Marisa Letícia, falecida no último dia 03, vítima de um AVC. 

O ex-­BBB declarou que os meios de comunicação nunca deram oportunidade para que ele destacasse seus projetos políticos e nem que se explicasse do que chamou de mentiras inventadas. 

“E sabendo que, antes, eles usaram todo o seu arsenal para me difamar e destruir minha honra e minha reputação, sabendo disso, façam, do meu velório, um enorme ato público, aproveitando as mídias sociais e as novas tecnologias da comunicação para apresentar, às pessoas, uma contra­narrativa que possa levar a verdade a elas”. 

O deputado que pauta toda sua existência a partir de sua condição sexual parece ter criado uma obsessão na qual acredita que todos aqueles que discordam de suas posições políticas são homofóbicos. O ex-­BBB destila ódio ao afirmar que existem “hipócritas” que não assumem o ódio e nem seus preconceitos. “Um ato político pode ser pior que o ódio e a maldade que eles praticaram contra mim. Se, por acaso, isso tudo acontecer comigo, como aconteceu à dona Marisa Letícia e sua família, façam como o fez Lula: façam do meu velório um ato político, pois, não são só os sabujos da imprensa e os golpistas falsamente sentidos que poderão explorar politicamente minha morte; antes deles, quem conviveu comigo e sabe que a política foi parte da minha vida tem muito mais direito de fazer, de meu velório, um ato político contra os canalhas que me destruíram e destruíram o país”, desabafou em outra parte do texto. 

O deputado citou polêmicas envolvendo a morte da esposa do ex­-presidente Lula. “Se, por acaso, e ainda exercendo algum cargo eletivo, eu morrer depois de dias numa UTI do Sírio-­Libanês ou de qualquer outro hospital em que médicos vazaram dados de meu prontuário para fins de deboche em grupos de WhatsApp e sugeriram formas de me matarem na mesa de cirurgia, enquanto fascistas de merda, leitores da Veja, audiência da Globonews, ignorantes motivados e outras bestas insensíveis e egoístas me insultam nas redes sociais; se, por acaso, isso acontecer, por favor, transformem meu velório num grande comício”. 

“Não sejam discretos como exigem as "pessoas de bem" que odeiam homossexuais e acham que preto pobre e favelado é bandido. Não cedam ao falso moralismo burguês de quem cobra "recato" em velório enquanto me insulta e desejou a minha morte apenas porque, em vida, divergi politicamente dele e de seu pensamento torto, de quem acha que velório não é lugar de política, mas fez "comício" em cada postagem sobre meu estado de saúde e sobre a minha família”, acrescentou. 

O ex­-BBB acabou fazendo coro com o discurso de ódio de Lula e também tentou culpar o juiz Sérgio Moro e a Lava Jato pela morte de D. Marisa Letícia. 

Jean Wyllys ainda não se deu conta de que está se tornando um sujeito cansativo, de tanto que tenta posar de vítima da condição que ele mesmo escolheu, seja lá qual for sua razão. O fato é que há muitas pessoas na sociedade não se importam com a orientação sexual, raça, religião ou condição social das pessoas, mas sim com o seu caráter. Pessoas que vivem se vitimizando são cansativas, oportunistas e gananciosas


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MAIS UM BILIONÁRIO LIGADO AO PT DESMASCARADO. MPF PEDE BLOQUEIO DE R$ 3,8 BILHÕES DE JOESLEY BATISTA DA FRIBOI
Após a queda do ex­-bilionário Eike Batista, outro Batista, também apontado como exemplo de grande empresário pelos governos do PT, é desmascarado. Um dos donos do grupo Friboi, o empresário Joesley Batista, foi apontado pelo Ministério Público Federal foi apontado por fraudes que causaram prejuízos acumulados registrados Funcef, o fundo de pensão dos empregados da Caixa Econômica Federal, e pela Petros, fundo de pensão dos empregados da Petrobras, na Eldorado. 

O MPF solicitou nesta segunda­-feira a Justiça Federal em Brasília a volta das medidas judiciais impostas inicialmente contra o presidente da holding J&F, Joesley Batista, e contra o presidente da Eldorado, José Carlos Grubisich. Os dois são investigados na Operação Greenfield e são suspeitos se beneficiar em operações com fundos de pensão controlados pelo PT. 

O procurador Anselmo Henrique Cordeiro Lopes solicitou a proibição dos investigados de manter qualquer comunicação entre si e com qualquer investigado nas operações Greenfield, Sépsis e Cui Bono. Além disso, ele determinou o bloqueio das ações pertencentes a Joesley na J&F, o bloqueio de recursos dos dois no valor de R$ 3,8 bilhões e a suspensão do exercício de qualquer cargo e função de direção em empresas da holding, como a JBS. 

Com informações do InfoMoney

NÃO SINTAM PENA DE EIKE BATISTA
Embora tenha feito boas ações, todo criminoso precisa pagar pelos seus atos.


Circula entre os cariocas um texto atribuído a Drª Rosa Célia Evangelista louvando o lado filantropo de Eike Batista. Para quem não a conhece, a doutora faz um trabalho espetacular no Hospital Pro Criança Cardíaca, onde atende meninos e meninas com problemas no coração. Na mensagem supostamente escrita por ela, Rosa Célia lembra que o empresário foi fundamental para o funcionamento de sua unidade. Doou cerca de 2 milhões de dólares para a compra de um equipamento que hoje faz diferença para definir a vida ou a morte dos pequenos. Na sua extrema bondade, Drª Rosa Célia diz no seu texto que reza todos os dias para Eike e que nenhum ser humano deve ser tratado com a falta de dignidade que ele (supostamente) está sendo submetido.
Embora faça com toda a boa vontade, a signatária comete o mesmo erro que a pessoa da favela beneficiada pelas benesses dos traficantes de drogas. Ela toma partido do criminoso, olhando apenas um lado de sua personalidade. Historicamente, diversos bandidos fizeram filantropia para esconder (ou expiar) uma parte dos seus crimes. Eike não é traficante nem nunca matou ninguém, é verdade. Mas trata-se de um criminoso confesso, que chegou a ser foragido da polícia e montou um império às custas de boas relações com o governo e da ingenuidade de milhares de investidores. Seu histórico de transações é extenso e talvez fique claro com sua possível delação. Como lembrou a jornalista Malu Gaspar em seu  blog na revista Piauí, Eike começou sua aproximação com o governo federal nos estertores da administração Fernando Henrique e, desde o começo do governo Lula, foi abraçado pelos petistas. Contratou José Dirceu para ajudar a resolver seus problemas na Bolívia e criou laços com políticos do naipe de Sarney, Lula, Dilma, Lobão e Cabral.
No seu tempo de empresário mais rico do Brasil, ele distribuiu dinheiro para ações importantes, como as UPPs no Rio e a despoluição da Lagoa Rodrigo de Freitas. Ganhou fama e reconhecimento por isso. Mas suas boas ações não podem diminuir o rigor da Justiça e do Ministério Público. Definitivamente, Eike não é digno de pena. Deve ser tratado com dignidade, mas de acordo com os crimes que cometeu. Se os dele não são tão graves, que saia antes, que tenha uma pena menor. Mas qual o problema de cortarem-lhe o cabelo e o jogarem numa cela comum? Ele é diferente dos outros por algum motivo? Na verdade, vários cuidados foram tomados para que Eike não tivesse sua integridade física ameaçada. Inclusive a escolha de um presídio de ex-policiais.
Está na hora do Brasil deixar de ser complacente com criminosos que pagam boas gorjetas.

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

POR QUE TEMER "RESSUSCITOU" MORAES PARA O STF

O Antagonista apurou que Michel Temer, durante o fim de semana, foi muito pressionado para nomear Mauro Campbell, do STJ, para o STF.
Mauro Campbell é Renan Calheiros.
Diante dessa pressão, e das reservas quanto a Ives Gandra Martins Filho manifestadas por pessoas do seu entorno e também do Supremo, Michel Temer "ressuscitou" o nome de Alexandre de Moraes.
Cármen Lúcia pode não ter gostado, mas Alexandre de Moraes foi a menos danosa das alternativas que estavam sendo cogitadas no fim de semana.

TEMER INDICA MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES PARA VAGA DE TEORI NO STF

Com indicação, atual ministro da Justiça e Segurança Pública será submetido a uma sabatina no Senado e, se tiver o nome aprovado pelo plenário, ocupará vaga deixada por Teori Zavascki.

O porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, informou que 
o presidente Michel Temer indicou nesta segunda-feira (6) o ministro da Justiça e Segurança Pública, Alexandre de Moraes, para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).Moraes foi indicado para ocupar a cadeira deixada por Teori Zavascki, que morreu no mês passado.
Com a indicação, Alexandre de Moraes será submetido a 
uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado - 
os integrantes do colegiado ainda não foram definidos, mas a 
expectativa do presidente da Casa, Eunício Oliveira, é que a 
comissão seja instalada nesta quarta (8).
Em seguida, se a comissão aprovar o nome do ministro, a 
indicação será votada pelo plenário do Senado.
Alexandre de Moraes tem 49 anos, é filiado ao PSDB e foi 
secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo no 
governo Geraldo Alckmin.
Pela lei atual, um ministro do Supremo pode ocupar uma 
cadeira no tribunal até completar 75 anos de idade, quando 
deverá se aposentar compulsoriamente.
O STF é composto por 11 ministros, mas, desde a morte de 
Teori Zavascki, vem funcionando com dez ministros.
Nesta segunda, antes de o governo oficializar a indicação 
para o STF, Moraes se reuniu com o presidente Michel 
Temer no Planalto.

Atuação no Ministério da Justiça

Moraes deixou a Secretaria de Segurança Pública de São 
Paulo em maio do ano passado, quando passou a comandar 
o Ministério da Justiça, a convite do presidente Michel 
Temer - à época, Temer havia assumido o governo no lugar 
de Dilma Rousseff.
Ao assumir o Ministério da Justiça, Moraes passou a atuar, 
ao lado de outros ministros, em ações para garantir a segurança 
na Olimpíada do Rio de Janeiro.
À época, Moraes anunciou, por exemplo, uma operação da 
Polícia Federal que prendeu dez suspeitos de planejar 
terrorismo no evento esportivo.
Em setembro, o ministro se envolveu em uma polêmica em 
relação à Operação Lava Jato. No dia anterior à prisão do 
ex-ministro petista Antônio Palocci, Moraes havia dito em 
Ribeirão Preto (SP) que haveria mais operação da Polícia 
Federal naquela semana.
"Teve a semana passada [operação] e esta semana vai ter mais, 
podem ficar tranquilos. Quando vocês virem esta semana, vão 
se lembrar de mim", disse o ministro na ocasião.
A fala de Moraes gerou uma repercussão negativa, a ponto de 
a Comissão de Ética Pública da presidência abrir um processo
para apurar a conduta do ministro - o caso foi arquivado.

Crise carcerária

Desde o início deste ano, a pasta comandada por Moraes 
ficou em evidência no noticiário com a crise do sistema 
prisional.
As diversas rebeliões em presídios do país, que resultaram 
em dezenas de mortes de presos, levaram o ministro a visitar 
cidades onde havia ocorrido os motins e a autorizar homens 
da Força Nacional a fazer a segurança nos estados em situação 
mais emergencial.
Também em decorrência das rebeliões, o ministro anunciou o 
Plano Nacional de Segurança, que já vinha sendo elaborado 
entre o Ministério da Justiça e outros órgãos do governo. O 
plano tem medidas em três áreas consideradas cruciais pelo 
governo: o comabte a homicídios, combate ao tráfico e ao 
crime organizado, e a modernização do sistema prisional.
Na semana passada, Moraes viajou para Natal e Aracaju 
para iniciar ações do plano nessas duas capitais, consideradas 
em situação mais emergencial pelo governo.

Lava Jato

Embora tenha sido indicado por Temer para ocupar a vaga de 
Teori Zavascki, Alexandre de Moraes, se tiver o nome 
aprovado pelo Senado, não herdará a relatoria dos 
processos relacionados à Operação Lava Jato na Corte.
Isso porque, na semana passada, o ministro Luiz Edson 
Fachin foi sorteado novo relator. Se vier a ocupar a vaga no 
Supremo, Moraes, entretanto, será o revisor dos processos.

Perfil

Formado em 1990 pela Faculdade de Direito da Universidade 
de São Paulo (USP), onde também é professor associado 
desde 2002, Alexandre de Moraes teve uma carreira política 
de ascensão rápida, tendo atuado como secretário municipal 
de Transportes da cidade de São Paulo (de 2007 a 2010), e 
secretário estadual do governador de São Paulo, Geraldo 
Alckmin, em duas pastas: de Segurança Pública (2014 a 2015),
 e da Justiça e da Defesa da Cidadania (2002 a 2005).
Concluiu doutorado em Direito pela USP em 2000 e atuou 
também como professor da Universidade Presbiteriana 
Mackenzie e das Escolas Superior do Ministério Público de 
São Paulo e Paulista de Magistratura. Atualmente, sua 
inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) São 
Paulo está como "inativa, sob licença".
Pouco antes de assumir a Secretaria da Segurança, em 2014, 
Moraes defendeu Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente
 da Câmara dos Deputados, em uma ação sobre uso de 
documento falso em que conseguiu a absolvição do 
peemedebista. Cunha teve o mandato cassado e está 
preso preventivamente em Curitiba (Paraná), no âmbito 
da Operação Lava Jato.
Ainda como advogado, Alexandre de Moraes atuou em 
processos da área civil da Transcooper, uma cooperativa 
investigada pela Polícia Civil e o Ministério Público de São 
Paulo como suspeita em movimentações de lavagem de 
dinheiro e corrupção engendrado envolvendo a facção que 
atua dentro e fora dos presídios de São Paulo, o PCC 
(Primeiro Comando da Capital). À época, a banca de 
advocacia dele havia renunciado aos processos quando 
assumiu cargos públicos.
Iniciou sua carreira como promotor de Justiça no Ministério 
Público de São Paulo em 1991, cargo que exerceu até 2002, 
quando foi indicado por Alckmin secretário da Justiça e da 
Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, cargo que 
deixou em maio de 2005, quando foi eleito para o Conselho 
Nacional de Justiça (CNJ).

via G1