segunda-feira, 6 de março de 2017

Ministério da Fazenda como centro da ‘propinocracia’ supera qualquer ficção

O colunista Josias de Souza mostrou, em um texto ácido, que a realidade brasileira nos governos petistas "superou qualquer ficção". Segundo Souza, "se a Era do PT no Poder fosse um filme de James Bond, o serviço secreto britânico descobriria uma caverna nos subterrâneos da pasta da Fazenda".


Leia abaixo o texto de Josias de Souza:
— Quem é o ‘Italiano’ referido no e-mail?, inquiriu Sergio Moro
— A gente sabia que o 'Italiano' era o Palocci, respondeu executivo da Odebrecht Fernando Sampaio Barbosa.
— A gente sabia quem?, insistiu Moro.
— Eu sabia. Eu tinha sido informado pelo Márcio Faria, acrescentou Fernando Sampaio, citando outro executivo da Odebrecht.
Arrolado como testemunha de Marcelo Odebrecht, Fernando Sampaio prestou depoimento nesta segunda-feira. Foi a primeira vez que um operador da Odebrecht reconheceu em juízo que ‘Italiano’ é mesmo o apelido de Antonio Palocci nas planilhas do departamento de propinas da construtora. De acordo com os investigadores, Palocci atuou como coletor de pixulecos para o PT enquanto foi ministro da Fazenda de Lula. Beliscou pelo menos R$ 128 milhões. Foi sucedido no ministério e nas planilhas da Odebrecht por Guido Mantega, o ‘Pós-Italiano’.
Se a Era do PT no Poder fosse um filme de James Bond, o serviço secreto britânico descobriria uma caverna nos subterrâneos da pasta da Fazenda. Dentro dela, protegida por paredes de aço, um sofisticado centro tecnológico de gerenciamento de interesses espúrios e captação de verbas tóxicas. No comando, uma dupla de personagens satânicos de vida dupla. Nos porões, eram gênios do mal, dedicados a comprar o PMDB e assemelhados, para dominar o mundo. Na superfície, não passavam de ministros inocentes, empenhados em defender os cofres da República.

Por azar, a realidade brasileira superou qualquer ficção. Faltou à nação petista um 007 capaz de explodir com uma caneta a laser a caverna instalada sob a Fazenda antes que os vilões transformassem o sistema político nacional numa propinocracia pós-ideológica. Num filme, Bond exterminaria os vilões e livraria a humanidade de suas ameaças. No Brasil real, o PMDB cavalga a Presidência de Michel Temer como se não tivesse nada a ver com o governo comprado pela Odebrecht. E Lula é candidato a um terceiro mandato. Talvez um quarto. Quem sabe um quinto… O que diferencia o Brasil da ficção é que a ameaça dura muito mais do que o intervalo de um filme.

Conteúdo: Folha Política


'Não venham os petistas dizer que este é o país que o impeachment criou. Apenas mostrei a lama que estava submersa', retruca Janaína Paschoal

A jurista Janaína Paschoal, autora do impeachment de Dilma, retrucou o discurso petista de que os problemas do país são decorrentes da Lava Jato e da retirada do PT do poder. Ela disse: "não venham os petistas com a xaropada de que este foi o país que eu criei. Só o que eu fiz foi mostrar a LAMA que estava submersa".

Conteúdo: Folha Política

Justiça sequestra cobertura usada por Lula em São Bernardo do Campo

A Justiça Federal avaliou em R$ 1,594 milhão a cobertura 151, vizinha ao apartamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ocupada por ele desde os tempos em que era presidente da República. O apartamento foi avaliado e sequestrado por ordem judicial.


O sequestro é uma medida judicial que impede a venda do imóvel. A posse não é alterada. Ou seja, Lula pode continuar a usar o apartamento até que a ação tenha sido julgada. De acordo com o documento, o imóvel - um duplex - possui 188,9 metros quadrados de área privativa, três dormitórios (um deles suíte) e três vagas de garagem.

Em relato por escrito, a oficial de Justiça avaliadora Edilamar Dormas afirmou ter entrado em contato com a segurança do ex-presidente no dia 6 de fevereiro, quando foi informada que ele não poderia recebê-la, por estar de luto. Dona Marisa Letícia havia falecido três dias antes, no dia 3. No mesmo dia, segundo a oficial, o advogado Roberto Teixeira entrou em contato e disse que Lula ocupa o apartamento desde 1 de fevereiro de 2011 e que o contrato estava em nome de dona Marisa Letícia.

Ele ficou de enviar cópia. Passados dois dias, diz a oficial, ela voltou a entrar em contato e o advogado informou que não tem cópia do documento. A ordem de sequestro foi cumprida. O documento do sequestro e a avaliação foram anexados nesta segunda-feira a um dos processos que Lula responde na Lava-Jato.

O imóvel fica no edifício Hill House, mesmo andar da residência principal de Lula, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Quando ele era presidente, o apartamento havia sido alugado pela Presidência da República, por questões de segurança. Antes de Lula deixar a Presidência e voltar a morar em São Bernardo do Campo, o apartamento 121 foi comprado por Glaucos Costamarques, primo de José Carlos Bumlai, pecuarista amigo de Lula e já condenado na Lava-Jato por ter retirado empréstimo em seu nome para o PT - o valor não foi pago e a quitação ocorreu quando o grupo credor, o Schahin, fechou um contrato com a Petrobras.

Para a força-tarefa da Lava-Jato, a Odebrecht teria disponibilizado a Lula, como parte de propina da Petrobras, R$ 12,4 milhões. O valor teria sido usado para compra de um prédio em São Paulo, destinado ao Instituto Lula, e para a compra do apartamento por Costamarques. A denúncia foi aceita pelo juiz Sergio Moro em dezembro passado. Glaucos Costamarques teria pagado R$ 504 mil pelo apartamento.

A defesa do ex-presidente afirma que Lula aluga o apartamento e que Glaucos Costamarques teria comprado o imóvel a título de investimento. O Instituto Lula informa que nunca mudou sua sede.



Conteúdo: Folha Política

A COISA TÁ FEIA PARA O LULARÁPIO, ATÉ O CHICO TÁ ENVERGONHADO


LULA DERROTADO: JUSTIÇA ME ABSOLVE. VIVA LIBERDADE!



LULA DERROTADO: JUSTIÇA ABSOLVE JOICE HASSELMANN. VIVA LIBERDADE!
Uma bela decisão da justiça de São Paulo. O juiz José Coelho me absolveu no processo que Lula movia contra mim, declarou a derrota do petista e disse que Lula só resgatará sua honra se conseguir provar inocência nos tantos crimes dos quais é acusado. VIVA A LIBERDADE DE IMPRENSA! FORA CORRUPÇÃO 

Conteúdo: Joice Hasselmann

‘Faça concurso para juiz’, diz Moro a advogado de Palocci

Defesa do ex-ministro protestou contra pergunta feita pelo magistrado ao executivo Fernando Barbosa, da Odebrecht
O juiz Sergio Moro e o advogado de Antonio Palocci, José Roberto Batochio, discutiram durante audiência realizada na manhã desta segunda-feira (6). O juiz queria saber de uma testemunha, o executivo Fernando Barbosa, da Odebrecht, o que ele havia entendido sobre o conteúdo de um e-mail que lhe fora endereçado.

“Com devido respeito, testemunha não pode achar nada, não opina. Não vou aceitar essa violência”, protestou Batochio, que pretendia ver anulada a pergunta do juiz. Moro indeferiu a questão e, diante de novo protesto, encerrou o assunto: “Faça concurso para juiz e assuma então a condução da audiência, mas quem manda na audiência é o juiz”.


A discussão ocorreu depois que o juiz perguntou a Fernando Barbosa, uma das testemunhas ouvidas, se ele sabia quem era o “Italiano” nas planilhas da Odebrecht. Barbosa disse que sabia, por outros executivos da empresa, que Palocci era “o Italiano”.

Ao fim do depoimento, a defesa de Palocci quis saber novamente como Fernando Barbosa sabia que o ex-ministro era o “Italiano”, uma vez que não o conhece e nunca esteve com ele. “Eu ouvi dizer por colegas da empresa que o ‘Italiano’ era o Palocci, mas não estive com ele, não conheço ele, essa é a verdade”, disse o executivo.

Barbosa confirmou que o codinome “Italiano”, que constava em planilhas de pagamento de propina da empresa, pertencia ao ex-ministro Palocci. Nas investigações da Lava Jato, o apelido “Italiano” aparece numa das planilhas apreendidas no setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, mais conhecido como departamento de propina. Para a Lava Jato, todos os recursos movimentados por “Italiano” eram direcionados ao PT e alcançaram R$ 128 milhões, entre 2008 e 2013.

Ao receber a denúncia contra Palocci, Moro afirmou em despacho que havia provas que Palocci era o responsável pela coordenação dos recebimentos da Odebrecht para seu grupo político. Na planilha “Posição Programa Especial Italiano”, apreendida no email de Fernando Migliaccio da Silva, em julho de 2012, o valor disponível era “200.098”.

Há ainda na parte inferior do documento, sob o título “Composição do Saldo”, os codinomes “Itália – 6.000”, “Amigo – 23.000” e “Pós Itália – 50.000”. Para a força-tarefa da Lava Jato, “Pós-italiano” refere-se ao ex-ministro Guido Mantega, que teria sucedido Palocci na administração dos recursos.

Na semana passada, após depoimento de Marcelo Odebrecht à Justiça eleitoral, nainvestigação da chapa Dilma-Temer, a assessoria de Dilma afirmou que “não é verdade que Dilma Rousseff tenha indicado o ex-ministro Guido Mantega como seu representante junto a qualquer empresa tendo como objetivo a arrecadação financeira para as campanhas presidenciais” e que nas duas eleições foram designados tesoureiros, de acordo com a legislação.

Palocci é acusado neste processo de ter orientado a Odebrecht a fazer pagamentos no exterior a João Santana, cobrindo gastos de campanha do PT. A defesa de Palocci nega as acusações e afirma que ele não é o “Italiano” das planilhas da construtora.

Fonte: Gazeta do Povo

Advogado se descontrola, grita e passa dos limites ao desrespeitar o juiz Moro: 'Você tem que prestar a OAB!'


Durante o depoimento de Fernando Sampaio Barbosa, executivo da Odebrecht, o advogado do ex-ministro Antonio Palocci, José Roberto Batochio, bateu boca com o juiz Sérgio Moro. Quando o juiz questionava a testemunha sobre o conteúdo de um email, Batochio o interrompeu e iniciou um bate-boca. O juiz Moro recomendou que ele prestasse concurso para juiz, caso quisesse conduzir a audiência. E o advogado respondeu que o juiz é que deveria prestar concurso para a OAB.

A CISÃO DA ORCRIM

Imperativos de consciência significam muito para mim. Meu grilo falante fala. Isso por um lado. Por outro, o senso de realidade me faz entender o peso dos fatos e a força das circunstâncias. Faz saber que o bem pode estar onde, não havendo estrada, torna necessário usar um off road. Então, querendo o bem do meu país e à luz do que sei sobre nossa política, trago estas reflexões aos tantos que, como eu, nos mobilizamos pelo impeachment de Dilma Rousseff.

Se nós, os milhões que nos integramos naquelas jornadas cívicas, não nos esforçarmos para entender os fatos, identificar e adotar a atitude correta ante o momento atual da política brasileira, poderemos ficar na posição de coniventes com o que está acontecendo, ou escolher a atitude errada ante o que vemos. Não! A ética, para nós, não está em negociação. O que se discute são as alternativas para o país. Governo petista nunca mais será alternativa. Caiu de podre e de tanto maltratar a democracia com a mentira e o engodo. E caiu porque a inqualificável gestão de Dilma Rousseff apenas concretizou o desastre cuidadosamente arquitetado no governo não menos transviado de Luis Inácio Lula da Silva. Este, irresponsavelmente, semeou na planície dos anos bons a catástrofe que Dilma colheria nas escarpas. Não tinha e não tem como dar certo o governo de um partido cuja orientação econômica segue a linha de Celso Furtado e Maria da Conceição Tavares, cuja filósofa é Marilena Chauí, cuja socióloga é Maria Victória Benevides, cujo pedagogo é Paulo Freire e cujo político referencial é Luiz Inácio Lula da Silva.

 É claro, também, que nosso objetivo nas ruas, durante a viabilização política do impeachment, não era destituir Dilma para empossar Michel Temer. A posse do vice-presidente eleito com ela foi o desdobramento constitucional do afastamento da mandatária. E só alguém muito ingênuo, mormente à luz do que já se sabia em meados de 2015 sobre a participação de congressistas do PMDB e do PP nos crimes investigados pela Lava Jato, poderia aguardar, na sequência, um governo de honoráveis espartanos. Mesmo que houvesse número suficiente de tais cidadãos no Congresso Nacional, compor governo só com eles não arregimentaria base suficiente para aprovar nem mesmo um voto de louvor a Madre Teresa de Calcutá.

São duras estas observações? Perdoem-me, mas estão moldadas na realidade. A Orcrim, a organização criminosa no foco da Operação Lava Jato, cindiu-se durante o processo de impeachment. Foi ruptura política, mas não foi uma cisão à morte, como as que ocorrem entre as forças mais ferozes do crime organizado. A prova disso surgiu na madrugada do dia 30 de novembro, quando o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, pelas avessas, o pacote anticorrupção. Em fraternal algazarra, 313 macaquinhos cuidavam, juntos, dos próprios rabos.

"O governo Temer também não deveria cair?". Essa pergunta pode comparecer aos lábios de muitos leitores. "Deus nos livre disso!", respondo. Num sistema presidencialista, em que os processos de substituição de governantes se arrastam pelo tempo e com os transtornos que acabamos de presenciar, um novo impeachment seria total irresponsabilidade. Ademais, não teria qualquer viabilidade política, visto que Temer dispõe de sólida base de apoio. Ele só pode ser atingido por uma decisão do TSE que venha a derrubar a chapa Dilma-Temer. Mas isso está longe de ser desejável, ao menos por quem quer o bem do país e almeja, em favor de 12 milhões de desempregados, que saiamos da crise que sufoca o setor privado e o setor público nacional, com pesados reflexos na vida de todos. Que se levantem os sigilos para que a nomenclatura do crime se torne conhecida antes de 2018, e sigam seu imprescindível curso os processos criminais. Mas que a roda da gestão continue girando. Nova e crescente instabilidade, desejada por irresponsáveis, só acrescentaria danos ao que já está danado de ruim.

por Percival Puggina

João Figueiredo Fora do quartel ninguém pensava no Brasil



O GENERAL FIGUEIREDO, último Presidente do Regime Militar brasileiro, em entrevista esquecida no tempo, alertou sobre o rumo que o país poderia tomar futuramente. 

Declaração de Ivete Sangalo sobre artistas que emitem opiniões políticas repercute nacionalmente: 'É irresponsável falar sobre o que não domina totalmente'



A cantora Ivete Sangalo, perguntada sobre a possibilidade de usar sua popularidade para interferir na política brasileira, afirmou que é um equívoco achar que um artista tem que dar opiniões sobre assuntos dos quais não tenha total compreensão. A declaração da cantora foi muito bem recebida, até pelo contraste com a atitude de alguns colegas que se dedicam à militância.

'Lula ficou sem triplex, sem sítio, sem palestras e sem dignidade', afirma jornalista

O ex-presidente Lula, réu em cinco processos, perdeu mais do que os bens mais famosos como o tríplex do Guarujá e o sítio de Atibaia; perdeu também sua biografia e sua dignidade. É o que diz um artigo do site Imprensa Viva, que acrescenta: "ainda vai perder o dinheiro e a liberdade". 


De acordo com o site, ao se envolver em tantos e tão grandes esquemas de corrupção, Lula "jogou no lixo o passado de homem de origem humilde, do ex-sindicalista que chegou à Presidência da República". Segundo o jornalista, a vida de Lula reduziu-se a permanecer escondido, sem poder desfrutar dos "presentes" que ganhou, com medo do que as investigações já descobriram e do que ainda descobrirão. 

ESTANCAR SANGRIA


Na conversa gravada com Sérgio Machado, Jucá registrou a necessidade de um acordo para travar a Lava Jato como forma de "estancar a sangria". Esse era o nome que ele dava ao jorro de denúncias, delações, investigações e prisões que, à época, diariamente, inundavam o noticiário. Para os pichelingues do erário, as seis gongadas do cuco eletrônico marcavam a hora dos horrores. A qualquer momento a Polícia Federal poderia bater à porta. Dá para viver assim? Por isso, aqueles cavalheiros de punhos limpos e alma suja ansiavam e anseiam pelo fim da Lava Jato.
Para os feirantes nos negócios do Estado, nada pode ser mais prejudicial do que a atividade desenvolvida em Curitiba. Contra ela se mobilizam altíssimos escalões da República e poderosíssimos agentes econômicos, para os quais uma cifra de milhões é fração. Contra a Lava Jato, a peso de ouro, confabulam alguns dos mais astutos e argutos advogados do país. E o STF? Pois é, já vi tantos ministros deliberarem, como queiram, ora com olho na forma da lei maior e contra seu espírito, ora no espírito da lei maior e contra sua forma, que o somatório das incoerências me levou à absoluta desconfiança. Quem devolve às ruas uma pessoa como o goleiro Bruno, ou manda indenizar presos, está, minimamente, preocupado com o bem da sociedade? Não, o meliante Jucá, que precisa de uns poucos votos para ser senador na despovoada Roraima, talvez dê mais importância aos cidadãos. São duras estas palavras? São, sim, eu sei.

A sangria que precisamos estancar é outra! Faz lembrar um derrame cerebral, um AVC nas instituições. Afeta funções importantes do corpo político deformando ou impedindo sua correta operacionalidade. É por causa dela que só tem base suficiente para governar quem integre ou negocie com a organização criminosa. Essa mesma sangria entrega poder aos espertalhões e afasta os sábios; cria um Estado de parvos e cúmplices; deixa-se roubar em bilhões e despacha os talentos. Não quer gente séria por perto.

Nosso AVC institucional implodiu os partidos políticos no que neles há de mais precioso e singular - seu programa, seus princípios, seus valores. Ou os partidos nascem disso, por causa disso, com vistas a isso, ou nascem assim como se forma uma nuvem de gafanhotos, voando na direção dos postos de poder. Dirigentes partidários, líderes políticos deveriam ser condutores com ideias na cabeça, ideais no coração e mãos operosas. São ingênuas estas palavras? São, sim, eu sei. Mas só o são porque a sangria nos levou a um realismo hipócrita que tornou ingênua, de fato, a mera normalidade.

A normalidade não nos faria sangrar 12,5 milhões de postos de trabalho. A normalidade não nos traria a estas pautas que abastecem as conversas cotidianas. Nela, na normalidade, partidos políticos seriam reconhecidos por suas propostas para o desenvolvimento social, econômico e cultural do país e não pelos prontuários de seus dirigentes. Sem essa sangria que nos levou o Brasil, não haveria entre as legendas brasileiras tanto banco de sangue à disposição dos vampiros da política. São duras? Sim, sei.

Enquanto no mundo civilizado, os países com boas instituições debatem grandes temas nacionais e internacionais, suas perspectivas de desenvolvimento econômico, tecnológico, sua sustentabilidade, sua integração, nós discutimos os humores de Jucá e de Moreira Franco e as delações de Marcelo Odebrecht. Enquanto o mundo civilizado está nas páginas de política internacional, economia, cultura, nós colocamos o país inteiro nas páginas policiais. Enquanto no mundo civilizado, a sociedade faz os debates, nós somos espectadores do Estado e escolhemos alguns personagens para vaiar. Estancar sangria é, também, acabar com isso e criarmos partidos que acreditem mais nas potencialidades da sociedade do que no suposto e fajuto protagonismo do Estado.


por Percival Puggina. 

PARA TEMER, MAL QUE O PT FEZ É ‘INCALCULÁVEL’

Não há um só dia que deixe de chegar ao presidente Michel Temer algum novo “jabuti em cima de árvore”, no governo federal – de privilégios para grupos de servidores, de custo insuportável ao Tesouro Nacional, à aprovação de leis e medidas provisórias para atender ao lobby de empresários amigos. Temer desabafou em conversa com esta coluna: “O mal que os governos do PT fez a este país é incalculável!”. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O adágio popular ensina que jabuti (ou cágado) não sobe em árvore, por isso, se está lá, “é enchente ou mão de gente”.

Impressionam Michel Temer as revelações sobre a compra e venda de medidas provisórias no balcão de negócios dos governos Lula e Dilma.

Em depoimento esta semana, Marcelo Odebrecht disse ter comprado a MP do Refis por R$ 50 milhões, para beneficiar sua empresa Braskem.

A venda de medidas provisórias para beneficiar empresas do setor automotivo já apareceu na Operação Zelotes, que investiga o Carf.

fonte: Diário do Poder

domingo, 5 de março de 2017

Março, mês reservado pela mídia para demonizar o Regime Militar


Desde o fim dos Governos Militares, particularmente depois que, pela lógica da verdade e dos fatos e pelo testemunho das pessoas que viveram aquele tempo, os brasileiros descobriram o quanto têm sido enganados pela recontagem facciosa da história, o mês de março tem sido reservado para o enfadonho e persistente objetivo de difamar aquele período.
Depois de passados 32 anos do fim do Regime e de 29 da vigência da “Constituição Cidadã” - tempo em que a libertinagem passou a ser chamada de liberdade com o objetivo de destruí-la em definitivo -, é possível comparar os ciclos e concluir sobre em qual deles os homens e as mulheres de bem eram felizes e desfrutaram do “direito de proceder conforme a sua vontade sem desrespeitar o direito dos outros”.
A última tentativa oficial de dominar a veracidade histórica foi a Comissão Nacional da Verdade (CNV), desmascarada por ela própria por não pesquisar por completo o conflito armado que se seguiu ao 31 de março de 1964. A falta do contraditório transformou-a em uma recontagem de efeitos sem causas.
A mídia hipócrita pactua com o espírito da CNV e dos criminosos que a instituíram e não hesita em usar o mês de março para tentar, em vão, denegrir a imagem das FFAA brasileiras.
Cabe, seja qual for a forma como, desta vez, será retratado o Regime, atentar para alguns fatos que já atingiram a maturidade, tornaram-se verdades históricas e devem ser lembrados pelo público que lhes possa vir a dar audiência:

1) Não era apenas o Brasil, mas o mundo todo que vivia em clima de Guerra Fria e estava dividido entre democratas e comunistas.

2) O governo Jango estava a um passo de deixar-se sucumbir à ação de um golpe da esquerda e, conforme relata o comunista Jacob Gorender em seu livro “Combate nas Trevas”, os militares anteciparam-se e evitaram o golpe comunista.

3) Corroborando a afirmação anterior, o comunista Luiz Carlos Prestes, declarou na imprensa, à época, que eles já estavam no governo, faltando-lhes apenas assumir o poder.

4) Luis Mir, outro comunista histórico, relata em seu livro, “A Revolução Impossível”, que a esquerda já estava se preparando para a luta armada desde o início dos anos 60.

5) Os comunistas eram uma minoria organizada e atuante e a imensa maioria da sociedade condenava a baderna que se instalava, temia a “cubanização” do Brasil e aplaudiu a iniciativa dos militares, o que é comprovado pelas manchetes dos principais jornais da época, aí incluído o O Globo.

6) Na luta armada que sucedeu ao 31 de março, todos os grupos que nela tomaram parte pretendiam implantar no Brasil a “Ditadura do Proletariado” e não a democracia. Luis Mir e Jacob Gorender, nas obras citadas, Fernando Gabeira e outros, em entrevistas gravadas em vídeo, confirmam essa verdade.

7) A cronologia dos atos de terrorismo, passando pelo atentado no Aeroporto de Guararapes (1966), atestam que a decretação do AI-5 foi uma consequência da intensificação das ações armadas da esquerda e não o contrário.

8) Sendo uma guerra contra o terror, as características e a tensão do combate ensejaram óbvia violência, excessos e arbitrariedades de ambos os lados.

9) Os anais do Congresso Nacional, os arquivos do Superior Tribunal Militar e a produção artística da época comprovam que a censura à imprensa limitou-se às necessidades das operações de combate ao terrorismo, mas não impediu as manifestações políticas e artísticas, muito menos a ação da justiça.

10) Os opositores do regime militar eram rejeitados pela maioria da sociedade, que vivia em segurança e em um processo de pleno emprego.

11) Graças à seriedade com que os militares levaram a termo a missão que avocaram a si em março de 1964, o Brasil saiu do subdesenvolvimento e tem, até hoje e apesar de todo o esforço destrutivo da esquerda, estrutura para superar mais esta crise.

Estas são algumas das verdades que já estão fora do alcance dos debates e que devem estar presentes na mente dos brasileiros que se dispuserem a dar audiência, leitura e ouvidos às incursões da mídia neste março de 2017.

texto: Gen Bda Paulo Chagas

O medo de Lula está em todo lugar. Petista anda assustado e com receio de se assumir candidato

Pessoas ligadas ao ex­-presidente defendem que ele deve se lançar o quanto antes como candidato à Presidência da República. O argumento principal seria o de criar embaraços ao juiz Sérgio Moro, no caso do magistrado optar por uma condenação do petista. Mas as coisas não são tão simples assim e Lula sabe disso. 

O petista tem enfrentado uma série de dificuldades em contornar alguns obstáculos existentes no momento. Se por um lado, o PT já não possui mais palanque em praticamente nenhuma capital do país, após a derrota do partido nas últimas eleições, há ainda o receio do ex-­presidente Lula de enfrentar as multidões. 

Lula está com medo de participar de atos públicos e tem se cercado de mais cuidados e adotado cada vez mais de medidas de segurança para evitar que manifestantes contrários ao PT cheguem perto dele. Há outro problema que o ex­-presidente e a cúpula do partido estão tentando contornar sem sucesso: atrair os partidos de esquerda para a empreitada da candidatura de Lula. Até o momento, nenhum partido fechou com o PT. 

Sem palanques nas capitais, sem apoio dos partidos de esquerda e com medo do povo, Lula dificilmente colocará sua campanha na rua. Se em São Paulo, com MTST, CUT e a militância petista, Lula não consegue atrair um grande público, no resto do Brasil, a chance de fracassar em comícios é muito grande Não dá para levar a militância a todos lugares, admite Lula. Se for para se lançar candidato, o fará apenas para tentar constranger o juiz Sérgio Moro e acusá­-lo de perseguição política. 

O problema é que nos próximos dias, Lula e Dilma devem se tornar alvos de novos inquéritos na Lava Jato. Desta vez, as complicações são decorrentes da mega delação da Odebrecht. Os nomes dos dois petistas constam da lista do procurador­-geral da República, Rodrigo Janot. Lula e o PT aguardam o tamanho do estrago que vem pela frente. Os partidos de esquerda e eventuais aliados também.

fonte: Imprensa viva

Suruba Romero Jucá é o novo líder de Temer no Senado


Romero Jucá disse que ‘suruba é suruba, não uma suruba selecionada.’ Depois ele pediu desculpas à opinião pública e disse que a frase saiu num tom de brincadeira lembrando a música dos Mamonas Assassinas. O presidente Michel Temer mexeu nas lideranças de governo para reforçar a articulação do Planalto na aprovação das reformas. O senador Romero Suruba Jucá vai assumir a liderança do governo no Senado, no lugar de Aloysio Nunes, que foi para o Ministério de Relações Exteriores.


Jucá vai acumular funções. Até então, ele era líder do governo no Congresso. Agora, esse cargo será do deputado André Moura, que perdeu a vaga de líder do governo na Câmara. Mas isso não vai significar menos poderes para o senador Romero Jucá; porque além de líder no Senado, ele passará para a vice-liderança no Congresso.
Esse foi um ajuste costurado entre ele e o presidente Temer numa conversa mais cedo, neste sábado. Recentemente, o aliado do Planalto passou por uma saia justa por causa de uma frase em que criticou a tentativa de reduzir o foro privilegiado de políticos, mas sem mexer no foro de magistrados.
fonte: Cristalvox

Moro manda recado para Lula: "Numa democracia pressupõe-se que o príncipe também se submeta às leis". Ninguém escapa

O juiz federal Sérgio Moro não resistiu à uma insinuação de que, caso determine a prisão do ex­ -presidente Lula, setores da esquerda podem criar tumultos e convocar manifestações violentas após a prisão do petista. 

Segundo o colunista Lauro Jardim, do GLOBO, um interlocutor perguntou ao magistrado se o ex­-presidente corre o risco de ser preso: 

"O Lula vai ser preso?" No fim do ano, um interlocutor conversava com Sérgio Moro e argumentou que o ex-­presidente não seria nunca preso, pois o Brasil ficaria em chamas. 

Moro não respondeu diretamente. Nem sim, nem não. Mas pontuou com uma frase sugestiva: 
- Numa democracia pressupõe-­se que o príncipe também se submeta às leis - garantiu Moro.

 E mais não disse". publicou o colunista. 

O recado foi bastante claro: com Moro, ninguém escapa. Ele já demonstrou sua determinação ao prender e manter preso o príncipe dos empreiteiros, Marcelo Odebrecht, um dos homens mais ricos e poderosos do país que financiou campanhas de senadores, deputados e até presidentes da República com dinheiro lícito e ilícito. 


fonte: Imprensa Viva

Cabe ao STF moralizar a política do Brasil e impedir réus da linha sucessória da Presidência e de concorrer ao cargo

Em novembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para determinar que réus não possam fazer parte da linha sucessória da Presidência da República. Mesmo com o pedido de vista do ministro Dias Toffoli, seis ministros já votaram a favor da proposta na ocasião. 

Na ocasião, o ministro Dias Toffoli pediu vistas ao caso, que acabou voltando ao julgamento em plenário no mês de fevereiro. Na primeira votação, dois dos 11 ministros se ausentaram do julgamento em razão de viagem: Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. Quando o julgamento for retomado, no entanto, eles poderão se manifestar. O ministro Luís Roberto Barroso se declarou suspeito para participar da sessão alegando "motivos pessoais". O ministro já foi sócio de um escritório de advocacia que subscreve a ação apresentada ao STF. 

Seis dos oito ministros que participam da votação já manifestaram os seus votos. O relator, Marco Aurélio Mello, fez um voto rápido a favor da da ação. Acompanharam o relator os ministros Luiz Edson Fachin, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux e Celso de Mello ­ este último adiantou o voto mesmo após pedido de vista de Toffoli. De todos os presentes, além do pedido de vista de Toffoli, a única que não manifestou voto foi a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia. 

"Não há a menor dúvida em se inferir a impossibilidade de que aqueles que respondam ação penal ocupem cargos em cujas atribuições constitucionais figurem a substituição de presidente da república", afirmou Fachin. 

Na votação de fevereiro, o ministro Gilmar Mendes pediu vista do processo que pode impedir réus em ações criminais de ocupar as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado, cargos que estão na linha sucessória da Presidência da República e a situação ainda não ficou claramente definida. Até o momento, o placar do julgamento está em 5 votos a favor do impedimento total de réus no comando das duas Casas Legislativas. Outros três ministros (Celso de Mello, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski) já votaram somente para retirar esse parlamentar da linha sucessória, impedindo­-o de, eventualmente, substituir o presidente. 

Além da indefinição sobre a possibilidade de réus ocuparam linha sucessória da Presidência da República, o STF finge ignorar outra situação absurda, que é a possibilidade de um réu se candidatar à Presidência da República. Os ministros estão se fingindo de mortos em relação ao assunto, que deveria ser incluído na ação que está em curso na Corte. 

A possibilidade de um réu se candidatar à Presidência da República equivale a permitir que se pratique o crime de obstrução de Justiça, pois uma vez eleito, o presidente não poderá ser julgado por crimes cometidos antes do início de seu mandato. Neste caso, a Presidência acaba servindo como um refúgio de possíveis criminosos. Independente do caso do ex­-presidente Lula ou de qualquer outro candidato, o fato de um réu poder concorrer ao cargo mais importante do país é uma afronta à sociedade. 

Cabe aos ministros do STF demonstrar que possuem algum respeito para com o povo e agir de maneira digna em relação ao assunto. Ao impedir que réus se candidatem não apenas à Presidência da República, mas impedir que concorram a qualquer cargo público, o interessado seria obrigado a agir de forma diferente. No lugar de protelar processos com ações que visam adiar indefinidamente seus processos, os réus teriam pressa em equacionar logo seus problemas com a Justiça para que pudessem então concorrer aos cargos, caso inocentados.

fonte: Imprensa Viva


Até o horário de Dilma na propaganda eleitoral foi comprado com dinheiro roubado, diz executivo da Odebrecht

Há muito se sabe que a ex-­presidente Dilma Rousseff se elegeu com dinheiro roubado da Petrobras. A Lava Jato já comprovou que praticamente todos no PT se elegeram com dinheiro roubado da Petrobras. Inclusive o ex­-presidente Lula. 

Agora se sabe que até mesmo a vantagem de Dilma no tempo de propaganda eleitoral gratuito na TV e rádio foi comprado com dinheiro roubado. No depoimento prestado ao TSE na última quinta-­feira, Fernando Reis, ex­-presidente da Odebrecht Ambiental, confirmou que a empreiteira repassou propina a vários partido da antiga base aliada do governo Dilma como forma de garantir mais tempo de propaganda eleitoral para a petista. 

Os depoimentos de três ex-­dirigentes da Odebrecht ao ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Herman Benjamim, confirmaram que o PT teria garantido apoio de partidos à campanha de Dilma em 2014 às custas de dinheiro doado por caixa 2 pela empreiteira. 

Os depoentes relataram repasses ao PROS, PDT, PCdoB, PP e PRB, legendas que garantiram à Dilma tempo maior no horário eleitoral gratuito de TV e rádio. De acordo com as investigações da Lava
 Jato, o total destinado pela Odebrecht a esses partidos chegou a cerca de R$ 30 milhões. Com este dinheiro, Dilma e o PT praticamente conseguiram dobrar o tempo no horário eleitoral.


fonte: Imprensa Viva

PDT de Ciro Gomes, o ex-partido de Dilma, recebeu propina da Odebrecht a pedido de Guido Mantega

O candidato à Presidência da República pelo PDT já foi queimado antes da largada para a corrida ao Palácio do Planalto de 2018. O delator Fernando Reis, ex-­presidente da Odebrecht Ambiental, confirmou ao ministro Herman Benjamin, do TSE, que o ex-ministro de Dilma, Guido Mantega pediu ao empreiteiro Marcelo Odebrecht um "apoio financeiro" entre 4 milhões e 7 milhões para o PDT.

Apesar de se tratar do ex-­partido de Dilma, a exigência de propina era para garantir que o PDT confirmasse a participação de partidos na coligação em torno da candidatura de Dilma Rousseff ­­ e, assim, obtivesse mais tempo de propaganda eleitoral na TV. Após o pedido de Dilma, Fernando Reis comunicou ao tesoureiro do PDT, Marcelo Panella, que obteve o aval de Marcelo Odebrecht para liberar "apenas" R$ 4 milhões via caixa 2 ao partido, em troca da confirmação da participação do PDT na coligação com o PT nas eleições de 2014. 

Marcelo Panella respondeu a Fernando Reis que já esperava o contato da Odebrecht, mas achou o valor baixo. Ficaram de voltar a encontrar­-se depois da formalização do apoio do PDT a Dilma Rousseff. O ex-­executivo da Odebrecht confirmou que o dinheiro foi entregue em 4 parcelas de 1 milhão de reais, em espécie, entre os dias 4 e 11 de agosto e 1º e 9 de setembro daquele ano. As senhas para avisar da disponibilidade dos recursos eram nomes de jogadores do Fluminense, disse Reis, lembrando que a cúpula do PDT é formada por tricolores. 

Toda a operação foi monitorada de perto pelo presidente do PDT, Carlos Lupi, atual parceirão de Ciro Gomes, e pela ex­-presidente Dilma Rousseff.


fonte: Imprensa Viva

Marina Silva, Lula e Dias Toffoli foram delatados por Léo Pinheiro. Executivo da OAS tem muito o que contar ainda

O nome da ex-­petista Marina Silva apareceu na negociação da delação premiada do ex-­presidente da OAS, Léo Pinheiro, ao lado de outros companheiros de partido, como o do atual ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli e o do ex-­presidente Lula. 

As revelações prometidas e contidas ex­-financiador pessoal de Lula ainda vão fazer muito estrago na vida desta gente. o revelação destinada a fazer muito barulho. O colunista Lauro Jardim, do Globo, afirmou que as revelações de Léo Pinheiro vão atingir muita gente ainda. Atinge duas figuras que têm suas imagens ligadas umbilicalmente às questões da ética e da sustentabilidade — uma, na política; a outra, no meio empresarial. 

Segundo matéria publicada pelo jornalista há algum tempo, "O ex­-presidente da OAS se comprometeu com os procuradores a falar do caixa dois que, segundo ele, irrigou a campanha de Marina Silva à Presidência em 2010. O pedido a Pinheiro foi feito por Guilherme Leal, um dos donos da Natura, candidato a vice-­presidente de Marina naquela eleição. Léo Pinheiro também afirma em sua delação que passou recursos para o caixa dois das campanhas de Eduardo Paes". 

As informações constam na primeira tentativa de acordo de delação de Léo Pinheiro, que acabou sendo cancelado pela PGR. A decisão da Procuradoria Geral da República de suspender as negociações do acordo de colaboração premiada da OAS pode ser compreendida como uma forma de pressionar os delatores a pouparem o ministro do Supremo Tribunal Federal, STF, Dias Toffoli. Já quanto a Marina Silva, Eduardo Paes e Lula, não há nenhum impedimento que estes nomes voltem a figurar no novo acordo de delação do ex­-presidente da OAS, que deve ser homologado após a tempestade da delação da Odebrecht.


fonte: Imprensa Viva

Fato: Lula será preso. A guerra do marketing pode funcionar com a política, mas não com a Justiça

Sem ter como comprovar sua inocência perante a Justiça e ciente que a Lava Jato possui provas contundentes sobre seus crimes, a única alternativa que restou para o ex­-presidente Lula foi a de tentar arrastar sua defesa para fora dos tribunais. 

Ao investir todas suas energias para conduzir sua delicada situação através do campo político, Lula chegou a acreditar que conseguiria subjugar a Lava Jato de cima de um palanque. Se no passado, o petista tinha um talento extraordinário de conseguir convencer as pessoas sobre coisas absurdas, inclusive que tinha acabado com a pobreza no país, os tempos hoje são outros. 

Após o fracasso do governo Dilma, comandado por ele dos bastidores, e diante da sequência devastadora de descobertas sobre seus crimes, Lula não consegue mais mobilizar as massas como antes. As que ainda apoiam o petista são simpatizantes remanescentes de outros tempos, como os radicias de esquerda e poucas pessoas absolutamente desinformadas, como analfabetos e gente do campo que não tem contato com jornais, TV ou internet. Lula e seus advogados sabem que isso é muito pouco para fazer frente ao ímpeto da Justiça em prendê­-lo. 

Ao receber esta semana detalhes sobre várias pesquisas de opinião, Lula descobriu que não conseguiu vencer a Justiça na base do grito. Enquanto o número de simpatizantes de sua causa está se aproximando de um dígito, é cada vez maior o número de brasileiros, quase 80%, que apoiam sua prisão e defendem a Lava Jato. Apesar de todo o barulho de sua pretensa candidatura à Presidência, os advogados de Lula já admitiram, em mais de uma oportunidade, que o petista será preso em breve. O cenário da arena em que Lula se encontra não é nada animador. Incapaz de comprovar sua inocência, por razões óbvias, o ex­-presidente perdeu a batalha da comunicação e já não consegue mais mobilizar as multidões.

fonte: Imprensa Viva

Novas delações da Odebrecht devem agravar terremoto político no país

O abalo sísmico sentido em Brasília na última semana com o depoimento de Marcelo Odebrecht e dos ex-diretores da Odebrecht Infraestrutura Benedito Júnior e da Odebrecht Ambiental Fernando Reis, dentro do processo de cassação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é apenas uma pálida sinalização do terremoto que virá nesta semana, com o fim do sigilo das 77 delações premiadas feitas pelos executivos da empreiteira baiana. 

Amanhã, será a vez de Cláudio Melo Filho e Alexandrino de Salles Ramos de Alencar serem ouvidos no TSE. Também faltam os depoimentos de Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho e Luiz Eduardo Soares.


Todos eles já prestaram delações premiadas ao juiz Sérgio Moro, documentos que foram homologados pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, e estão à espera da definição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se terão ou não seus sigilos levantados esta semana. O ritmo da divulgação divide o meio jurídico. Especialistas acreditam que não há como fazer um levantamento seletivo, pois isso abriria brechas para vazamentos de citados.

Mas analistas que acompanham o dia a dia do Judiciário duvidam que Janot abrirá a caixa de Pandora — referência ao lendário artefato da mitologia grega que continha todos os males do mundo — de uma vez só, pois isso diminuiria a margem de manobra política diante dos investigados. Os peemedebistas Renan Calheiros e Romero Jucá, por exemplo, defendem que a divulgação seja integral, para evitar exposições dos nomes a conta-gotas.

Apenas a delação de Cláudio Melo Filho — que será ouvido amanhã no processo do TSE — cita 50 políticos. A abertura da lista completa deve elevar esse número para cerca de 200 pessoas, entre senadores, ministros, governadores e pessoas sem foro privilegiado, que estariam sujeitas às investigações do juiz Sérgio Moro, em Curitiba, ou de Marcelo Bretas, no Rio de Janeiro.

Os nomes já ouvidos e que ainda prestarão depoimento no processo do TSE foram convocados por ser considerados os principais executivos da Odebrecht com informações relevantes. Ao depor perante o ministro Hermann Benjamin, eles se viram obrigados a se restringir às respostas relativas à chapa PT-PMDB nas eleições de 2014. De qualquer maneira, o que já veio à tona na semana fez estragos.

O chefe da Casa Civil, ministro Eliseu Padilha, está com a permanência no governo praticamente descartada. Por enquanto, ele se escora em uma licença médica que deve durar mais três semanas, após uma cirurgia para retirada da próstata. Ele teve o nome citado por Marcelo Odebrecht ao TSE — e por Cláudio Melo Filho à Lava-Jato — como um dos participantes de um jantar no Palácio do Jaburu, em 2014, onde teria sido acertado o repasse de R$ 10 milhões da empreiteira para campanhas do PMDB.



fonte: Folha Política


VÍDEO DEMONSTRA QUE O SISTEMA DE SEGURIDADE SOCIAL É SUPERAVITÁRIO

Força-tarefa vê nova ofensiva contra a Lava Jato

O discurso de que a Operação Lava Jato atravanca a retomada da economia no País, conjugado com a virtual queda de interesse das pessoas sobre o tema do enfrentamento à corrupção e a articulação crescente de políticos emparedados pelo escândalo para aprovar leis de salvaguarda aos investigados, colocaram os procuradores da força-tarefa, em Curitiba, na defensiva.

“Estão tentando um esvaziamento lento e gradual da operação, mas a Lava Jato tem força própria.”

A opinião do mais antigo dos procuradores da força-tarefa, que investiga a corrupção na Petrobrás, Carlos Fernando dos Santos Lima, é fruto de tensão ímpar que tomou o QG da Lava Jato, no sétimo e oitavo andares do Edifício Patriarca, região central de Curitiba, nesse início de 2017.

Às vésperas de completar 3 anos de investigação, a força-tarefa da Lava Jato está entrincheirada, à espreita do mais pesado bombardeio a enfrentar – fruto da reação de políticos com o avanço dos processos, no Supremo Tribunal Federal (STF), e do “tsunami” que representará a delação premiada da Odebrecht.

Dos três fatores que representam um risco para a Lava Jato, na avaliação de integrantes da força-tarefa, a narrativa propalada para a opinião pública, de abusos jurídicos e de que a operação é a responsável pela crise econômica do Brasil, é o que mais preocupa.

“O sistema político disfuncional atrapalha a economia, não a Operação Lava Jato.”

Aos 52 anos e prestes a se aposentar, o tom efusivo e as bochechas avermelhadas são os sinais mais aparentes da preocupação que aflige a equipe diante desse “inimigo oculto”.

Formada por 13 procuradores da República, que atuam exclusivamente no caso, a avaliação comum entre membros da força-tarefa é que a “corrupção enfraquece o potencial competitivo da indústria nacional” e, por isso, precisa ser atacado – mesmo que gere um período de efeitos negativos na economia.

“Precisamos resolver isso. É possível manter um bom desempenho econômico por um, dois, cinco anos por conta de commodities, boom no exterior, entrada de dólares. Mas basta uma queda, e o sistema político disfuncional vai se revelar e desestabilizar a situação.”

Para o procurador, o “sistema disfuncional” é o que usa a corrupção como forma de financiamento político e eleitoral, num ciclo em que empresas abastecem esse caixa paralelo em troca de negócios com os governos.

“Mantida a situação atual, de corrupção e deturpação do regime democrático, outras crises econômicas virão.”

Risco. Não é a primeira vez que a Lava Jato se vê sob ataques. Acusações de que o caso Petrobrás se sustenta em prisões abusivas, investigações ilegais e que exista um fundo político partidário nas apurações, são algumas das críticas recorrentes.

Foi assim em novembro de 2014 – ano inaugural do escândalo -, quando foram levados para a cadeia os primeiros empreiteiros, em junho de 2015, quando o dono da maior empreiteira do País, Marcelo Bahia Odebrecht, foi preso, ou mesmo em março de 2016, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi levado coercitivamente para depor.

O que diferencia a atual contraofensiva, na avaliação dos investigadores, é que a narrativa que atrela a crise econômica ao trabalho da Lava Jato dá maior força a articulação de parlamentares e políticos investigados.

Associada ao menor interesse das pessoas no caso, com a longevidade do escândalo e a redução das operações ostensivas, com prisões e buscas policiais, e à mudança de discurso de setores que apoiaram as investigações até a destituição da ex-presidente Dilma Rousseff, essa nova ofensiva pode representar o primeiro grande revés.

Em três anos, a operação deflagrada em 17 de março de 2014, por uma força-tarefa do Ministério Público, Polícia e Receita Federais, formada em Curitiba, levou para a cadeia 188 pessoas, entre elas importantes nomes do governo e também proeminentes empresários.

Hoje, nas celas da Lava Jato, estão detidos os ex-ministros Antonio Palocci e José Dirceu, os ex-deputados Eduardo Cunha e André Vargas e o presidente afastado da maior empreiteira do País, Marcelo Odebrecht.

Mudança. Com 38 fases deflagradas e premiada internacionalmente – na entrada do QG há um altar com as tabuletas de honraria – , a Lava Jato em Curitiba entra em uma nova fase, em que as grandes operações de buscas e prisões serão reduzidas, afirmam Carlos Fernando e o procurador da República Deltan Dallagnol.

Coordenadores da força-tarefa, os procuradores defendem que a sociedade continua a ser o principal “escudo” contra a ofensiva de políticos e demais setores, que tentam minar o avanço das investigações.

“É um risco que o interesse comece a cansar as pessoas”, avalia Dallagnol.

Para os investigadores, a “Lava Jato, por si, não é capaz de resolver o problema”. “Mas ela criou a condição para que se comece a alterar esse sistema político disfuncional e corrupto”, diz Carlos Fernando.



fonte: Folha Política

Crise faz PSDB debater chances de Doria para o Planalto em 2018

O desgaste enfrentado por quadros tradicionais do PSDB levou a cúpula do partido a ponderar com seriedade uma discussão que, antes, estava restrita a cochichos nos bastidores: a possibilidade de o prefeito de São Paulo, João Doria, se firmar como um nome competitivo para as eleições presidenciais de 2018.

Parlamentares e dirigentes do PSDB ouvidos pela reportagem admitem que o assunto saiu da seara das fofocas.

A avaliação é que a crise política tende a macular sobremaneira a classe política tradicional que levará o eleitor a buscar, em 2018, fórmula parecida à que fez sucesso em algumas das principais capitais do país no ano passado, nas eleições municipais.

Mais: acham que a pressão por avaliar as chances de Doria tende a crescer dentro da própria militância, com a aproximação do pleito.

Um dirigente do partido apresentou o seguinte raciocínio à Folha: em 2016, nas cidades em que o eleitor dispunha apenas de quadros políticos já conhecidos, a eleição se dava entre "o menos pior". Onde havia a oferta de "outsiders", porém, preponderou a escolha pelo novo.

Doria foi o principal expoente dessa tendência, ao liquidar os adversários já na primeira fase da eleição paulistana –feito inédito até então– com o discurso de que não era político, mas gestor.

Em conversas reservadas, tucanos graduados argumentam que, se houvesse em 2018 um páreo montado apenas por políticos tradicionais, um entre os três nomes que se colocam hoje ao Planalto na sigla – Aécio Neves (MG), José Serra (SP) e Geraldo Alckmin (SP) – teria chances.

Mas com a indicação de que "outsiders" se arriscarão na corrida à Presidência, cresce a sensação de que Doria pode ser representar uma opção viável.

A Lava Jato é vista citada como principal fator de instabilidade para os nomes mais tradicionais da legenda. Aécio, Serra e Alckmin já foram citados em depoimentos de delatores. Todos negam qualquer irregularidade.

CRIADOR

Ainda que esteja ganhando corpo, a tese sobre a viabilidade de Doria é permeada por uma série de ressalvas no tucanato. A principal delas é: com menos de 90 dias de mandato, o prefeito ainda precisa entregar resultados concretos em São Paulo para ter uma vitrine que segure um palanque nacional.

Há um segundo ponto: Doria se elegeu com o discurso de que apoiaria seu padrinho político, o governador Geraldo Alckmin, à Presidência em 2018. Uma guinada personificaria o exemplo de criatura que engoliu o criador.

Hoje, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) trava uma batalha surda com Alckmin pela hegemonia no PSDB. Num cenário de caos político, dizem tucanos de diversos matizes, o grupo de Aécio poderia passar a apoiar Doria para tirar Alckmin da jogada.

O prefeito mantém o discurso de que seu candidato ao Planalto é Alckmin. Dá sinais concretos, porém, de que sabe que o vento pode migrar com força para a sua direção.

Sua equipe de comunicação passou a monitorar menções a uma eventual candidatura à Presidência não só na imprensa, mas também na internet. Em outra frente, cada referência a Doria em pesquisas de opinião, ou questionamentos sobre a disposição de concorrer ao Planalto é alvo de avaliação interna.

Os resultados são, depois, compartilhados em grupos de secretários e outros integrantes do primeiro escalão da administração paulistana.

O prefeito, por sua vez, tem mantido um ritmo frenético de aparições e de divulgação do mandato nas redes sociais. Numa última invenção, estreou um "programa" na internet no qual conversa com personagens como os músicos Lobão e Roger, este último da banda Ultraje a Rigor.

Ambos os convidados têm base ampla de seguidores nas redes sociais e falam grosso contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra o PT. Lula, por sinal, é o nome mais competitivo da sigla para o Planalto – e alvo preferencial de Doria.

Em janeiro, em um evento da prefeitura, disse que o petista era "o maior cara de pau" do Brasil. Recentemente, no Carnaval, hostilizado por um folião que o chamou de "burguês de merda", rebateu: "Filho do Lula!".

O fato de o prefeito antagonizar sempre com a figura nacional mais forte e conhecida do PT chama a atenção tanto de seus aliados como de seus adversários políticos.

Integrantes de sua equipe dizem que as menções à Presidência são monitoradas porque inevitavelmente transformam o prefeito em alvo da imprensa e de fogo amigo. Garantem que Doria está fechado com Alckmin e dão exemplos disso.

Citaram um evento, na última semana, em que Doria reafirmou que seu candidato ao Planalto era o governador. Fizeram questão de narrar, também, resposta que soou na plateia: "Que pena...". 



fonte: Folha Política