sábado, 22 de abril de 2017

Servidor suíço com backup da propina da Odebrecht chega ao Brasil


Uma cópia do servidor com 2 milhões de páginas de documentos, e-mails e provas de transações bancárias das atividades suspeitas da Odebrecht já está em Brasília. Os dados guardados pela construtora na Suíça passam atualmente por uma “preparação” para que possam ser usados pelos procuradores da Operação Lava Jato e pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. 

O conteúdo é tratado pelos procuradores da força-tarefa como uma espécie de “caixa-preta da República” de todos os pagamentos de propinas pela construtora pelo mundo. Entre as informações contidas no servidor estão, segundo os delatores e investigadores, os registros de pagamentos para a campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer, em 2010.

Os dados vão ajudar no cruzamento de informações com os inquéritos abertos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) relacionados às delações premiadas de executivos e ex-executivos da Odebrecht.

Comprovantes. A expectativa da Procuradoria-Geral da República (PGR) é de obter comprovantes de pagamentos, tabelas de transferências e extratos bancários. As defesas de políticos investigados têm minimizado o conteúdo das acusações. 

Até agora, há registro de mil relações bancárias ligadas à Odebrecht em contas na Suíça, com o bloqueio de US$ 1 bilhão. Pelas movimentações da construtora, US$ 635 milhões passaram pelas contas secretas. 



Mais de 240 mil brasileiros já se manifestaram contra projeto de 'abuso de autoridade' de Renan Calheiros e Requião

O projeto de abuso de autoridade que tramita na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, de autoria do senador Renan Calheiros e relatoria do senador Roberto Requião, tem a desaprovação quase unânime da sociedade, por seu caráter de intimidação a procuradores e juízes que lutam contra a corrupção, e especialmente a Lava Jato. 

Em enquete realizada pelo Senado, os votos contrários ao projeto já se aproximam de 250 mil, enquanto os votos favoráveis ficam pouco acima de 4 mil. 

Para votar na enquete, clique neste link

'Se você não deve, por que mandou destruir todos os documentos, seu canalha?', questiona Alexandre Frota a Lula

O ator e ativista Alexandre Frota escancarou a impossibilidade de defesa do ex-presidente Lula após o depoimento do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro. Pinheiro revelou que Lula acompanhava em detalhes os pagamentos de propina ao PT, e pediu que o amigo destruísse quaisquer provas. 

Frota perguntou a Lula: "Se você não deve, por que mandou destruir todos os documentos, seu canalha?".

PT encolhe 27% e perde 1.120 diretórios municipais

Números do Processo de Eleição Direta (PED) do PT realizado no dia 9 em todo o Brasil mostram que, das 4,1 mil cidades onde o partido está organizado, cerca de 1.120, 27% do total, não conseguiram organizar nem sequer uma chapa de 20 filiados para compor o diretório municipal. Nesses municípios, os diretórios serão substituídos por comissões provisórias. Entre eles estão cidades importantes como Uberlândia, a segunda maior de Minas.


É por meio do PED que os petistas escolhem as direções locais do partido e os delegados para os Congressos Estaduais, que, por sua vez, vão definir os representantes para o 6.º Congresso Nacional, onde será eleita a nova direção partidária, em junho deste ano.

Alguns dirigentes do PT apontam a dificuldade para preencher as cotas obrigatórias destinadas a negros, índios, mulheres e jovens como motivo para o desaparecimento dos diretórios nessas cidades. Há ainda suspeitas de fraudes que podem contribuir para o resultado.

Outros, porém, admitem que o encolhimento do partido revelado pelo PED é mais um capítulo na série de reveses que levaram o PT a uma crise contínua desde o início da Operação Lava Jato, em 2014. São incluídos nesse processo a dificuldade para reeleger Dilma Rousseff naquele ano, as prisões de petistas importantes, como José Dirceu e Antonio Palocci, as acusações contra Luiz Inácio Lula da Silva, o impeachment de Dilma, a derrota histórica do partido nas eleições municipais do ano passado e a debandada de prefeitos e vereadores da sigla.

“Essa queda reflete uma situação em que o partido perde com a saída de prefeitos e vereadores em função dos ataques que sofremos”, disse o secretário nacional de Formação Política, Carlos Árabe, representante da corrente Mensagem.

No total, 290.124 filiados saíram de casa no Domingo de Ramos para votar no PED em cerca de 3 mil municípios em todo o Brasil – o País tem 5.570 cidades. O número de votantes é 31% menor do que os 425 mil participantes do último PED, em 2013. Mesmo assim, diante das circunstâncias, o partido comemorou o resultado.


“Com essa situação toda que nós vivemos, o PED ficou dentro do esperado. Ninguém tinha a expectativa de superar os 300 mil. Ver que 290 mil pessoas saíram de casa para votar mostra que o partido está muito vivo”, disse Gleide Andrade, vice-presidente do PT e integrante da corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB).

Segundo ela, a situação nos 1.120 municípios onde não houve eleição para diretório municipal reflete a necessidade de uma mudança no estatuto do partido, que, no auge do governo Luiz Inácio Lula da Silva, criou cotas de gênero, raça e faixa etária para todas as esferas de direção.

Quórum. Segundo o PT, 909 cidades nem sequer se credenciaram para eleger um diretório municipal e outras 210 não conseguiram realizar a eleição. Em 89, o partido não cumpriu o quórum mínimo de eleitores. É o caso de Uberlândia, segundo maior colégio eleitoral de Minas, com 478 mil eleitores, governada pelo PT até 2016. O ex-prefeito petista Gilmar Machado, da corrente Mensagem, teve apenas 10% dos votos na eleição do ano passado e atribuiu o mau resultado à “onda de ódio” contra o partido.

Em conversas reservadas, dirigentes petistas dizem que na maioria das cidades onde os diretórios foram extintos – a lista é guardada a sete chaves – houve debanda de prefeitos e vereadores para outros partidos. Os detentores de cargos levaram consigo os filiados que compunham seus grupos políticos, esvaziando o partido.

Segundo o secretário nacional de Organização, Florisvaldo Souza, o encolhimento é um fenômeno que tem atingido todos os partidos, mas no PT fica mais visível por causa do PED. “Historicamente, o PT tem vida ativa em cerca de 3 mil cidades. Por isso, comemoramos o resultado”, disse Florisvaldo.

Dos 3.086 municípios onde o PSDB está organizado, cujos números constam do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 1.847 (59%) são comandados por comissões provisórias. No PMDB, essa mesma estrutura alcança 22% das 3.703 cidades cujos dados são publicados pelo TSE – o site do tribunal não informa os números dos Estados de Minas, Rio e Paraíba.


“Com essa situação toda que nós vivemos, o PED ficou dentro do esperado. Ninguém tinha a expectativa de superar os 300 mil. Ver que 290 mil pessoas saíram de casa para votar mostra que o partido está muito vivo”, disse Gleide Andrade, vice-presidente do PT e integrante da corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB).

Segundo ela, a situação nos 1.120 municípios onde não houve eleição para diretório municipal reflete a necessidade de uma mudança no estatuto do partido, que, no auge do governo Luiz Inácio Lula da Silva, criou cotas de gênero, raça e faixa etária para todas as esferas de direção.

Quórum. Segundo o PT, 909 cidades nem sequer se credenciaram para eleger um diretório municipal e outras 210 não conseguiram realizar a eleição. Em 89, o partido não cumpriu o quórum mínimo de eleitores. É o caso de Uberlândia, segundo maior colégio eleitoral de Minas, com 478 mil eleitores, governada pelo PT até 2016. O ex-prefeito petista Gilmar Machado, da corrente Mensagem, teve apenas 10% dos votos na eleição do ano passado e atribuiu o mau resultado à “onda de ódio” contra o partido.

Em conversas reservadas, dirigentes petistas dizem que na maioria das cidades onde os diretórios foram extintos – a lista é guardada a sete chaves – houve debanda de prefeitos e vereadores para outros partidos. Os detentores de cargos levaram consigo os filiados que compunham seus grupos políticos, esvaziando o partido.

Segundo o secretário nacional de Organização, Florisvaldo Souza, o encolhimento é um fenômeno que tem atingido todos os partidos, mas no PT fica mais visível por causa do PED. “Historicamente, o PT tem vida ativa em cerca de 3 mil cidades. Por isso, comemoramos o resultado”, disse Florisvaldo.

Dos 3.086 municípios onde o PSDB está organizado, cujos números constam do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 1.847 (59%) são comandados por comissões provisórias. No PMDB, essa mesma estrutura alcança 22% das 3.703 cidades cujos dados são publicados pelo TSE – o site do tribunal não informa os números dos Estados de Minas, Rio e Paraíba.

“Com essa situação toda que nós vivemos, o PED ficou dentro do esperado. Ninguém tinha a expectativa de superar os 300 mil”, disse  Gleide Andrade, vice-presidente do PT.

'Precisamos iluminar para a sociedade o sentimento de união, ética, não ao "politicamente correto", sim a valores e tradições', afirma Comandante do Exército



O general Villas Boas, comandante do Exército, falando sobre as comemorações do dia do Exército, lembrou que, em batalhas passadas, os cidadãos brasileiros se uniram para defender a pátria. 

E conclamou o povo à união: "Precisamos iluminar para a sociedade o sentimento de união, ética, não ao 'politicamente correto', valores e tradições".

'Acabou: Depoimento é pá de cal para Lula', afirmam jornalistas da VEJA

Nesta semana, o depoimento do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, conseguiu ofuscar até mesmo a proposta de delação premiada de Antonio Palocci. Os brasileiros assistiram ao empreiteiro revelar, taxativamente, que o tríplex do Guarujá e o sítio de Atibaia são de Lula, e que o ex-presidente ainda pediu ao antigo amigo para destruir provas que o incriminassem. Os jornalistas da revista Veja resumiram a situação de Lula ao fim da semana: "Não sobrou nada". 

Leia abaixo o trecho inicial da reportagem: 

Não sobrou nada. O fulminante depoimento do empreiteiro Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, ao juiz Sergio Moro destruiu o pouco, ou quase nada, que restava do capital moral do ex-retirante nordestino tornado metalúrgico mais tarde e, por fim, eleito duas vezes presidente da República. Na qualidade de amigo íntimo e cúmplice de Lula, além de mantenedor de sua família, Léo Pinheiro afirmou que, sim, o ex-presidente era proprietário oculto de um apartamento tríplex no Guarujá. E a mais grave das revelações: Lula pediu a Léo Pinheiro que destruísse provas dos pagamentos feitos em benefício dele: “Você tem algum registro de algum encontro de contas, de alguma coisa feita com o João Vaccari? Se tiver, destrua”. O depoimento de Léo Pinheiro foi a pá de cal em uma semana já extraordinariamente dramática para Lula.

'Os senadores que votarem a favor darão um tapa na cara da sociedade brasileira', diz procurador Julio Marcelo sobre abuso de autoridade

O procurador Júlio Marcelo de Oliveira, que se notabilizou durante o processo de impeachment de Dilma, manifestou-se sobre o projeto de abuso de autoridade de Renan Calheiros, que será votado na CCJ do Senado na próxima quarta-feira: "Os senadores que votarem a favor do projeto de abuso de autoridade de Renan e Requião darão um tapa na cara da sociedade brasileira. Eles virarão as costas ao povo brasileiro, serão militantes da impunidade". 

Júlio Marcelo fez um apelo aos brasileiros: "Procure os senadores do seu estado, diga a eles que você não aceita esse projeto. Eles estão lá para representar você".

Meses antes do golpe que fez da Venezuela uma ditadura, Lula gravou vídeo apoiando o ditador



Após o golpe dado por Maduro na Venezuela, voltou a circular na internet um vídeo em que Lula apoiava o ditador. Gravado há poucos meses para mensagem de Lula para o encontro do Movimento dos Países Não Alinhados, na Venezuela, o vídeo mostra Lula dizendo que "confia no companheiro Maduro" 

Foto de Gilmar Mendes com petista delatado pela Odebrecht em Lisboa causa polêmica na web

Uma foto que mostra o ministro do STF Gilmar Mendes conversando com o deputado petista Arlindo Chinaglia está causando polêmica na web. 

A foto foi publicada pelo cantor Roger, vocalista da banda Ultraje a Rigor, e teria sido tirada no Hotel Tivoli, em Lisboa, onde ambos participam de um evento jurídico realizado pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (EDB/IDP) e pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL).  

Chinaglia é suspeito de cobrar propina da Odebrecht em troca da liberação de uma obra, segundo inquérito autorizado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Os valores chegaram a R$ 10 milhões.

Petistas temem que delação de Palocci encoraje Vaccari

O movimento de Antonio Palocci em direção a um acordo com o Ministério Público está levando parlamentares do PT à loucura. Não só pelo que o ex-ministro estaria disposto a contar.

Eles temem que, ao ver o sujeito que dava-lhe as ordens falando com os procuradores, João Vaccari Neto também decida procurar o caminho da delação premiada.

Por ora, no entanto, Vaccari continuaria avesso à ideia. Há pouco menos de um ano, Vaccari disse: "Se eu falar, o pessoal da CUT me mata assim que eu botar a cara na rua". 


DEPUTADO PETISTA PUBLICA VÍDEO EM APOIO À DITADURA DA VENEZUELA E PROVOCA REVOLTA


Enquanto o mundo assiste, em choque, aos conflitos na Venezuela, com a polícia bolivariana atirando contra o próprio povo, alguns deputados petistas gravaram vídeos de apoio à ditadura de Maduro. 

O deputado Paulo  Pimenta chocou e revoltou os brasileiros ao manifestar seu apoio à ditadura sangrenta. 

Dilma queria decretar estado de defesa para evitar o impeachment, mas Exército não aceitou, revela general

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, revelou, em entrevista à revista Veja, que a instituição foi sondada e rechaçou a hipótese de apoiar a decretação de estado de defesa nos dias tensos que antecederam o impeachment de Dilma. 

Villas Bôas não diz quais foram os políticos que fizeram a consulta, mas reconhece que as Forças Armadas ficaram “alarmadas” com a perspectiva de serem empregadas para “conter as manifestações que ocorriam contra o governo”. 

“Nós temos uma assessoria parlamentar no Congresso que defende nossos interesses, nossos projetos. Esse nosso pessoal foi sondado por políticos de esquerda sobre como nós receberíamos uma decretação do estado de defesa”, afirmou Villas Bôas. 

Pelas redes sociais, Requião ataca senadores que alertaram contra o projeto de 'abuso de autoridade'


O relator do projeto de abuso de autoridade no Senado, Roberto Requião (PMDB-PR), e o líder da Rede Sustentabilidade na Casa, Randolfe Rodrigues (AP), bateram boca pelas redes sociais nesta sexta-feira, 21, após divulgação de vídeo postado pelo senador do Amapá contra o relatório da proposta.

'Podem fotografar Lula matando e os petistas o continuarão adorando', diz Janaína Paschoal



A jurista Janaína Paschoal ofereceu uma explicação para o aumento da rejeição a tucanos, enquanto a rejeição a Lula não aumenta tanto, mesmo após todas as revelações de corrupção. Para Janaína, "quem vota em Lula não está nem aí para o que ele faz, podem fotografar Lula matando e os petistas o continuarão adorando".

Leia abaixo o comentário de Janaína Paschoal: 

Li e ouvi analistas dizerem que não entendem o fato de a rejeição a Aécio e Serra ser maior que a rejeição a Lula. Eu entendo.
Quem vota em Lula não está nem aí para o que ele faz, podem fotografar Lula matando e os petistas o continuarão adorando.
Quem vota em outros candidatos não fecha os olhos para seus atos. As referências a Aecio e Serra têm consequências reais. Daí a rejeição.
Diz para um eleitor de Lula que todos os delatores o entregaram e ele falará: "Mas e o Serra e o Aécio?"
Quem já votou em Serra e Aecio não desculpa desvios. Quer explicações claras e, na falta delas, quer punições. Simples assim!

sexta-feira, 21 de abril de 2017

As delações e as salsichas

É fundamental atacar vigorosamente a origem desse tipo de corrupção mostrada pela Lava Jato: o poder que os políticos têm para colocar o Estado a seu serviço

Dos tantos crimes revelados pelas delações premiadas divulgadas na semana passada, um é particularmente pernicioso pelas consequências que não são aparentes: a compra e venda de leis, decretos e medidas provisórias favoráveis às empreiteiras. Deputados e senadores receberam milhões de reais para atuar como legisladores da construtora Odebrecht na Câmara e no Senado. Se a sociedade brasileira tinha alguma dúvida sobre como as leis são feitas no Congresso Nacional, saber como as salsichas são produzidas não provocará qualquer repulsa ou indigestão (obrigado, Otto von Bismarck).

Alguns exemplos das condutas republicanas? O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), teria recebido R$ 2 milhões para trabalhar pela aprovação de medidas provisórias de interesse da Odebrecht. Por préstimos similares, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), teria recebido R$ 100 mil da construtora, mesmo valor pago ao deputado Lúcio Vieira Lima, que vem a ser irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), aquele que foi expulso do governo após o episódio do edifício onde tem apartamento na Bahia.

Dois políticos são quase onipresentes na atuação em favor da Odebrecht: o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB), e o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros. Ambos são citados em vários momentos. Só Jucá teria recebido R$ 22 milhões em troca da atuação nos trâmites de 12 projetos de lei e de medidas provisórias.

Dois episódios envolvendo a dupla dinâmica são expressivos. No primeiro, segundo a delação do ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho, Jucá e Renan teriam recebido R$ 4 milhões da construtora como “contrapartida ao decisivo apoio” durante a tramitação do Projeto de Resolução do Senado Federal 72/2010, que zerou a alíquota de ICMS nas operações interestaduais com bens e mercadorias importadas do exterior.

Melo Filho afirmou que a Odebrecht pagou pela aprovação de sete medidas provisórias entre os anos de 2005 e 2014. O pagamento, segundo a delação, foi feito diretamente a deputados e senadores ou em forma de doações para campanhas eleitorais. Quatro dessas MPs ainda estão em vigor: MP 449/08, MP 472/09, MP 563/2012 e MP 651/2014.

O segundo episódio foi relatado por Marcelo Odebrecht. Segundo o empresário, houve uma negociação direta com o então ministro da Fazenda Guido Mantega (PT) para que o governo editasse uma MP com o propósito de criar benefícios fiscais para as subsidiárias estrangeiras da construtora. Em seguida, para que a MP fosse convertida em lei, a Odebrecht teria pago R$ 5 milhões a Renan e a Jucá.

Com todas as revelações disponíveis até agora, algumas perguntas inconvenientes se impõem:

Os decretos, as leis e as medidas provisórias aprovados dentro do esquema de corrução continuarão em vigor ou serão revogados?

Como corrigir os efeitos das leis, decretos e medidas provisórias que beneficiaram empresas como a Odebrecht e prejudicaram outras empresas e a sociedade?

Todos os que foram prejudicados serão ressarcidos pelos políticos e empresários envolvidos?

Quais foram os custos econômicos e sociais da aprovação dessas leis, decretos e medidas provisórias?

Além de cobrar essas respostas, a sociedade deve inserir outras pautas no debate. Porque não será o bastante punir somente no âmbito penal os políticos e representantes das empresas envolvidas. Precisamos discutir, por exemplo, o que é preciso fazer para que os prejudicados pelas leis aprovadas em esquemas de corrupção possam processar individualmente políticos e empresários, que responderão pelo ressarcimento dos danos.

Ainda mais fundamental é atacar vigorosamente a origem desse tipo de corrupção mostrada pela Lava Jato: o poder que os políticos têm para colocar o Estado a seu serviço. Se nada for feito, a Lava Jato será, de fato e de direito, um processo permanente de investigação e punição.
Bruno Garschagen

Quando o crime faz as leis

É cruel a situação dos bolsões urbanos onde o crime se enquadrilha e rege a vida das pessoas de bem. Além está o mercado das vítimas, cuja juventude deve ser levada ao vício, cujos bens devem ser tomados e cuja vida não tem valor. Nenhum chefe do crime paga um vintém pelo corpo estendido no chão. Seu carro, este sim, tem custo e preço. É o "capitalismo" da criminalidade, que certa esquerda, por algum motivo, reverencia como justiceiro.

Observo o Brasil que se vai revelando aos nossos olhos e percebo muita semelhança. Aqui atuava e dava ordens uma rede de organizações criminosas incrustadas em inúmeros centros de poder. A partir deles eram prestados alguns serviços à nação que os recepcionava na intimidade das instituições republicanas. Migalhas, distribuídas como farelo a pintos. Enquanto discursavam sobre o estado do bem-estar social, viviam às custas dos miseráveis na mais escandalosa suntuosidade. A dependência é análoga à que os chefes do tráfico estabelecem sobre as regiões onde se abrigam.

Nos novelos desenrolados pela Lava-Jato foi-se sabendo que, em imensa proporção, decisões e atos do poder público tinham preço e constituíam mercadoria. Eram como drogas que intoxicavam a sociedade, a economia, a política, o direito e a justiça. Vendiam-se leis, portarias, medidas provisórias e emendas. Vendiam-se contratos, financiamentos, taxas especiais de juros, informações privilegiadas e audiências. "Alô, alô, freguesia! Quem quer uma isenção ou beneplácito para alguma falcatrua?". Mercantilizavam-se ministérios e se compravam partidos até acabar o estoque. O foro privilegiado era a sobrecapa do descaramento, regalia indisponível, aliás, ao colega lá do morro, com correntes de ouro no pescoço.

E agora, que podemos dizer como Drummond a José que a festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu e a noite esfriou? Agora devemos ter plena consciência de que também na nossa comunidade bandidos fazem leis. E elas saltam dos recantos do Congresso Nacional como pipoca na panela que esquentou. Vão da incrível legalização do caixa 2 à inibição dos poderes do Ministério Público e do Judiciário, passando pela enxurrada de dinheiro público para o financiamento das futuras campanhas eleitorais. Mas seu lugar de honra está na Comissão Especial da Reforma Política. Ali se jogam lances como o voto em lista fechada pré-ordenada, uma proposição cujo simples enunciado espanca a democracia. Segundo ela, não serão mais os eleitores, com os votos dados aos candidatos de sua preferência, que atribuirão mandatos aos mais votados. Isso não convém àqueles cujos rostos e negócios se tornaram conhecidos. Como farão campanha, colarão cartaz em muro e se exibirão na TV? Sem voto, vai-se o mandato. E sem o mandato, o futuro passa, em 2019, pela pista do aeroporto de Curitiba.

Com a lista fechada e pré-ordenada, defendida pelos investigados, a começar pelos presidentes das duas casas do Congresso, pelo presidente e pelo relator da Comissão da Reforma Política, a situação fica como explicado a seguir: em junho do ano que vem, ao realizarem suas convenções, os partidos, na imensa maioria dos casos comandados por seus congressistas, organizarão suas listas de candidatos a deputados federais e estaduais colocando os atuais parlamentares nos primeiros lugares. Estes, os do topo da lista, sairão da Convenção para comemorar a eleição; os demais, bons que sejam, estão previamente derrotados. Três meses mais tarde, em outubro, nós, os bobos da corte, compareceremos aos locais de votação, onde somaremos nosso voto a uma lista qualquer para que assim, proporcionalmente, sejam definidas quantas cadeiras cabem a cada sigla, segundo aquela ordem de preferência que cada partido houver definido em junho.

Não se diga que há países civilizados que votam assim. Este é o país da Lava-Jato, do foro privilegiado, onde criminosos legislam, governam e julgam. Aqui, nada é nem será mais direto, constitucional e democrático do que o voto da pessoa do eleitor na pessoa do candidato. A nação deve clamar contra esse preservativo onde querem se envelopar os espertalhões.

Por: Percival Puggina

TEM ATÉ CERTIDÃO DE COMPRA


Dezenas de provas colhidas pela Lava Jato demonstram que a cobertura no Guarujá sempre foi de Lula.

Merval Pereira, na GloboNews, debochou do argumento da defesa do Brahma:
"A denúncia de Léo Pinheiro tem documentos que comprovam a propriedade do apartamento do Guarujá. Inclusive, com documentos apreendidos no apartamento do ex-presidente Lula, quando ele foi levado coercitivamente para depor. Tem até uma certidão de compra, com o número do apartamento rasurado. O próprio advogado de Lula forçou Léo Pinheiro, no depoimento ao juiz Sergio Moro, a responder que pagara com propina a cobertura para o ex-presidente." 

fonte: O Antagonista

O novo Tiradentes

Fernando Pimentel, em Ouro Preto, comparou-se a Tiradentes.
De acordo com o relato da Folha de S. Paulo, ele disse que "a liberdade e a justiça foram solapadas por uma teia de acusações que lembra as alcovas da Conjuração Mineira".

E também:
"Naquele episódio fundante da nossa nacionalidade, Tiradentes foi protagonista involuntário de um espetáculo e não de um processo justo.
"As acusações, quando a serviço de estratagemas, morrem. Os acusadores morrem, mas a injustiça contra as vítimas da acusação infundada é incontornável e irreparável. Quando uma sociedade se rende aos clamores de vingança, ela se rebaixa e deixa de ser republicana e democrática".

Tiradentes levou 13,5 milhões de reais para liberar financiamentos do BNDES? Ele teve um assessor preso com uma mala de dinheiro em seu avião particular?

fonte: O Antagonista

Cerimônia esvaziada em Ouro Preto

Lula desistiu de ser condecorado com a medalha da Inconfidência. Flavio Dino, Tião Viana e Rui Costa também ignoraram a cerimônia de mais cedo em Ouro Preto.

Convidados por Fernando Pimentel, os artistas Marieta Severo, Wagner Moura, Camila Pitanga e Gregório Duvivier não apareceram.
Renan Calheiros Filhos, governador de Alagoas, foi um dos poucos que toparam a homenagem.

fonte: O Antagonista

Tem mais um processo, Lula

Os depoimentos de Léo Pinheiro vão gerar ao menos mais um processo a Lula: aquele sobre as palestras bancadas pela OAS.
Releia aqui:

fonte: O Antagonista

quarta-feira, 19 de abril de 2017

'Lula é o comandante máximo da organização criminosa, a situação é cada vez mais grave, por isso tentará palhaçada dia 3 de maio', afirma jornalista



O jornalista e historiador Marco Antonio Villa comentou a intenção de militantes de fazer uma manifestação em Curitiba, durante seu depoimento ao juiz Sérgio Moro. 

Para Villa, a situação de Lula fica cada vez mais grave, com as revelações da Odebrecht e dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura. 

Villa diz que a cada dia fica mais claro que Lula é "o comandante máximo da organização criminosa". 

Boechat acaba com Lula: 'Manobra escandalosa, atitude de má-fé para atrapalhar o juiz Moro'

O jornalista Ricardo Boechat criticou a estratégia da defesa de Lula de chamar 87 testemunhas para depor em sua defesa. Boechat afirma: "Qualquer pessoa que convoque 87 testemunhas de defesa, ou está perto de Jesus Cristo, ou então está afim de atrapalhar o processo, enrolar, enfim, postergar o julgamento". 

Boechat ainda disse que a decisão de Moro de obrigar Lula a ouvir as testemunhas é muito razoável diante da má-fé da defesa. 

Juiz da Lava-Jato no Rio recebe duas ameaças de morte, e PF envia equipe para analisar risco

A Polícia Federal de Brasília enviou ao Rio agentes treinados para avaliar o risco das ameaças sofridas pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal e responsável pelas operações Calicute, Saqueador e Fatura Exposta, desdobramentos da Lava-Jato no estado, após serem descobertos dois novos planos para matar o magistrado e um outro contra um agente federal.

As ameaças partiram, segundo O GLOBO apurou, de um presídio e do Disque Denúncia. A equipe que está no Rio desde a semana passada é a mesma que fez análise de risco no caso do juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, também alvo de ameaças.

A pessoas próximas, Bretas afirma que tem certeza de que as ameaças estão relacionadas ao trabalho que a 7ª Vara Federal Criminal do Rio faz contra a corrupção no estado.

Há duas semanas, o novo presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), desembargador André Fontes, determinou o reforço da segurança do juiz Bretas. A portaria com a decisão assinada pelo desembargador não explicava, porém, o motivo que o levou a tomar essa medida. Agora se sabe que se trata de planos para matar o magistrado.

A nova administração do TRF tem ajudado no esquema de segurança do juiz Bretas, apesar das dificuldades orçamentárias.

Desde fevereiro, o juiz que mandou prender o ex-governador Sérgio Cabral, o empresário Eike Batista e ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes, anda acompanhado por policiais. Além da escolta, a Polícia Federal também vinha monitorando possíveis ameaças a Bretas.

Pela caneta do juiz Bretas, 18 envolvidos somente na Calicute, iniciada em 17 de novembro do ano passado, estão presos. Desde então, Bretas instaurou cinco ações penais, com 45 réus, homologou 22 acordos de colaboração e determinou 21 conduções coercitivas. Já foram arrecadados R$ 430 milhões, pagos por meio de delações, além da apreensão de uma aeronave, 35 embarcações, 103 imóveis, além de joias, veículos, obras de arte e outros valores encontrados com os acusados.


Delator conta que recebeu R$ 500 mil em espécie para pagar reforma no sítio de Lula

Responsável pela obra do sítio de Atibaia (SP) frequentado pela família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o engenheiro civil Emyr Costa contou à Procuradoria Geral da República (PGR) que ajudou a elaborar um contrato falso para esconder que a Odebrecht havia executado a reforma da propriedade rural. Costa relatou ainda que comprou um cofre para guardar R$ 500 mil repassados, em espécie, pela empreiteira para executar a obra.

O sítio está registrado em nome dos empresários Jonas Suassuna e Fernando Bittar, sócios do filho do ex-presidente, Fábio Luis Lula da Silva. No entanto, os investigadores da Lava Jato dizem que há indícios de que a propriedade pertenceria ao ex-presidente da República e de que a escritura apenas oculta o nome do verdadeiro dono.

Em janeiro, a Polícia Federal pediu ao Ministério Público Federal para prorrogar o prazo de encerramento do inquérito que investiga o caso.

O Instituto Lula afirmou que "o sítio não é de propriedade do ex-presidente". "Seus donos já provaram tanto a propriedade quanto a origem lícita dos recursos que utilizaram na compra do sítio", diz a nota.

Segundo Costa – que atuava como engenheiro da Odebrecht Ambiental –, ele usou o dinheiro para pagar, semanalmente, a equipe de engenheiros e operários e os materiais de construção da reforma do sítio.

Emyr Costa contou detalhes da obra em depoimento de delação premiada com o Ministério Público. Ele é um dos 78 executivos e ex-dirigentes da empreiteira que fizeram acordo com a PGR para relatar irregularidades cometidas pela construtora em troca de eventual redução de pena.

Em um dos trechos do depoimento de 32 minutos à PGR, o engenheiro explicou aos procuradores como auxiliou o advogado Roberto Teixeira – amigo do ex-presidente – e o ex-dirigente da Odebrecht Alexandrino Alencar a redigir um contrato falso para maquiar o envolvimento da construtora na reforma do sítio.

Conforme o delator, na reunião com Teixeira e Alexandrino, ele informou que as despesas da obra seriam pagas em dinheiro vivo e que seria subcontratada uma empreiteira menor para executar o serviço.

Em meio à conversa, destacou Costa, Roberto Teixeira sugeriu que o engenheiro procurasse o empreiteiro para elaborar um contrato de prestação de serviços em nome do proprietário que aparece na escritura do imóvel, Fernando Bittar.

Diante da proposta do advogado, contou o delator, ele próprio sugeriu que fosse colocado no contrato um valor inferior aos R$ 700 mil que foram gastos na obra. Emyr Costa explicou que decidiram definir que a reforma havia custado R$ 150 mil para que ficasse compatível com a renda de Bittar.

"Eu fui lá para que não aparecesse que foi feito pela Odebrecht em benefício de Lula. Vai lá e faz um contrato entre Bittar e Carlos Rodrigo do Brato, que tem uma construtora e, nesse mesmo objeto, eu declarei: sauna, coloca um valor até mais baixo para ser compatível com a renda do Bittar", observou Costa.

"A gente colocou mais baixo que os 700 mil [reais]. Colocamos 150 mil e eu fiz o contrato pessoalmente, marquei uma reunião, levei o contrato, pedi para ele assinar e emitir uma nota no valor do contrato. Ele me devolveu e eu e eu voltei um dia antes para o senhor Roberto Teixeira eu fui sozinho e me registrei novamente na portaria", complementou.

Cofre

Emyr Costa afirmou que foi destacado para coordenar a obra do sítio no final de 2010 em uma conversa com o executivo Carlos Paschoal, responsável pelas operações da Odebrecht em São Paulo. Segundo o engenheiro, à época ele comandava os projetos de saneamento da construtora entre São Paulo e São Caetano do Sul, município do Grande ABC.

Ele explicou à PGR que a Odebrecht entregou a ele R$ 500 mil em espécie para que ele administrasse a reforma do sítio. O delator disse aos procuradores que nunca tinha visto tanto dinheiro vivo.

A cifra elevada fez com que ele decidisse comprar um cofre para guardar o dinheiro. Costa destacou que, todas as semanas, sacava R$ 100 mil do cofre para entregar à empresa subcontratada para fazer a reforma.

“Eu peguei toda informação e mostrei para Carlos Paschoal e disse que era necessário 500 mil [reais]. Ele me autorizou a começar o trabalho e disse que ia entregar o dinheiro através dessa equipe de operações estruturadas. Ele pediu para ligar para a senhora Maria Lúcia Soares. Eu nunca tinha feito uma obra dessa natureza e comprei um cofre. Semanalmente, eu entregava R$ 100 mil. Eu recebi esse dinheiro em espécie”, contou o delator.

"[Paschoal] me disse que era para eu destacar um engenheiro de confiança para mandar até o apartamento do Lula e fosse até o sitio de Atibaia fazer umas reformas. Essa reunião foi na construtora", disse Emyr Costa aos procuradores, ressaltando que ouviu de seu chefe que a propriedade também era utilizada por Lula.

Reforma

O engenheiro contou no depoimento que a reforma do sítio de Atibaia incluiu a construção de uma casa para os seguranças da Presidência da República que atuavam na equipe de Lula, suítes na casa principal, duas áreas de depósitos para adega e quarto de empregada, sauna, conserto de vazamento da piscina e conclusão de um campo de futebol.

Dono da Odebrecht, o empresário Emilio Odebrecht afirmou em depoimento, no acordo de delação premiada, que a reforma do sítio de Atibaia custou à construtora cerca de R$ 700 mil (veja no vídeo abaixo, a partir do minuto 7).

Emílio afirmou, ainda, que a propriedade sempre foi tratada dentro da empresa como se pertencesse ao ex-presidente da República. Segundo o empresário, foi a ex-primeira-dama Marisa Letícia quem pediu ajuda para concluir as obras, que já estavam em andamento no sítio.

O pedido, relata Emílio, foi feito em 2010, no último ano do segundo mandato de Lula na Presidência da República.

No ano passado, o instituto já havia se pronunciado sobre o sítio, afirmando que o ex-presidente frequenta o local desde que encerrou o mandato (em 2011); que o sítio pertence a "amigos da família"; e que "a tentativa de associá-lo a supostos atos ilícitos tem o objetivo mal disfarçado de macular a imagem do ex-presidente".

Recibos

Em março do ano passado, a Polícia Federal encontrou no apartamento de Lula, em São Bernardo do Campo (SP), documentos referentes a intervenções e reformas no sítio de Atibaia. Na ocasião, os investigadores afirmaram ter encontrado recibos de compras no Depósito Dias Materiais de Construção Ltda em favor do engenheiro Igenes dos Santos Irigaray Neto e cujo local de entrega indica o endereço do sítio Santa Bárbara.

À época, a ex-proprietária do depósito disse que a Odebrecht pagou as compras para a reforma do imóvel. Ela destacou ainda que Irigaray Neto teria sido contratado por meio do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula, um dos réus da Lava Jato.

Na mesma operação de busca e apreensão, os policiais localizaram com a família de Lula um documento intitulado “Sítio Atibaia” que, de acordo com a PF, continha “anotações possivelmente referentes a cronograma de obras; desenhos de plantas e projetos”.

Havia ainda um “pedido de capa de piscina” elaborado pela empresa Acqua Summer Piscinas, em Atibaia, em 18 de janeiro de 2011, em nome do servidor da presidência Rogério Aurélio Pimentel, que atua como assessor de Lula. Pimentel comprou o objeto por R$5 50. A encomenda foi entregue no Sítio Santa Bárbara.

Em sua delação premiada, Emyr Costa contou para a Procuradoria Geral da República que viu pela "televisão" que, na operação no apartamento de Lula, a PF havia apreendido vários recibos do sítio frequentado pela família do ex-presidente.

Ele informou aos procuradores que a maioria do material de construção usado na reforma foi comprado em Atibaia. Segundo ele, apenas a sauna instalada na propriedade foi adquirida fora do município.

O engenheiro relatou que, até a equipe da Odebrecht assumir a reforma, quem estava à frente da obra era um grupo de arquitetos contratos por Bumlai.

"Esse arquiteto tinha feito projeto principal, que era das quatro suítes. Isso já estava sendo feito, nosso trabalho foi de conclusão da obra", enfatizou.


Caiado pede que seja marcada a votação da PEC do foro privilegiado

Após a leitura do relatório do senador Roberto Requião sobre o projeto de abuso de autoridade, diversos senadores pediram vista do processo, tendo em vista que houve extensas modificações do texto original. 

Como a previsão de vista é absolutamente legal, senadores que apoiam o projeto que visa barrar a Lava Jato pediram que fosse marcada imediatamente uma nova data para a votação, preferencialmente na semana que vem. 

O senador Ronaldo Caiado, então, aproveitou a deixa para pedir que seja também marcada a votação da PEC do foro privilegiado, que vem sendo adiada sem qualquer justificativa razoável. A proposta foi imediatamente endossada por vários outros senadores. 

Suíça bloqueia contas de marqueteiro de Lula e Dilma

As contas citadas pelo publicitário João Santana, marqueteiro das campanhas presidenciais de Lula (2006) e Dilma (2010 e 2014), estão hoje bloqueadas nos bancos suíços. Elas foram alimentadas, segundo pessoas próximas à investigação, com dinheiro de campanhas na ‘América Central e na América do Sul’.

João Santana e sua mulher Monica Moura confessaram o recebimento de valores não contabilizados da empreiteira Odebrecht por campanhas do PT.

Em Berna, o Ministério Publico Federal da Suíça também indicou que contas secretas no país eram usadas para financiar campanhas eleitorais e a suspeita dos investigadores era de que elas tenham sido alimentadas com recursos criminosos.

Os suíços indicaram que contas suspeitas de alimentar campanhas foram bloqueadas. “Como parte das investigações sobre o caso Petrobras/Odebrecht, o Escritório do Procurador Geral da Suíça também ordenou o bloqueio de uma conta que era mantida por uma empresa localmente domiciliada”, informou o Ministério Público suíço.

“De acordo com as informações disponíveis, ela (a conta) foi usada para financiar campanhas políticas na América Central e na América do Sul”, explicou o Ministério Público, já em meados de 2016.

Os suíços também indicaram que não estão investigando o suposto uso ilegal em campanhas, já que isso não seria de sua jurisdição. Mas, para eles, é a origem suspeita dos recursos que levantou dúvidas.

“Qualquer doação ilegal para campanhas eleitorais e outros objetivos políticos devem ser assunto de investigação nos países concernidos e não são, portanto, do interesse direto das investigações conduzidas pelo Escritório do Procurador Geral”, destacou o Ministério Público.

Segundo Berna, o Brasil fez na época um pedido de cooperação para ter acesso a esses dados e os documentos já foram transmitidos ao procuradores da Operação Lava Jato.

Segundo o MP suíço, em junho de 2016, ’em relação à sra Dilma Rousseff não existe nem um processo criminal e nem investigações conduzidas em relação a ela’.