terça-feira, 2 de maio de 2017

'Desastroso! O STF desmoraliza a democracia brasileira, humilha o povo brasileiro!', afirma Marco Antônio Villa após decisão que solta José Dirceu


Para o historiador Marco Antonio Villa, a decisão de libertar José Dirceu foi "desastrosa" e desmoraliza o Estado Democrático de Direito. 
O STF é uma vergonha, diz Marco Antonio Villa.
Para Villa, o Supremo definiu o lugar onde quer ficar na História brasileira. 

'ABSURDO ! VERGONHA SEM PRECEDENTES, NA CONTRAMÃO DO BRASIL, PRECISAMOS APOIAR MORO'



"A decisão da trinca do Foro de São Paulo no STF - GM, Toffoli e Lewandowski - em liberar o sócio-fundador da Máfia da Estrela, é uma vergonha sem precedentes. 

Vergonha maior é um ministro do STF chamar de 'brincadeira juvenil' a operação que está limpando o Brasil desses vagabundos do bando de Lula. 

Esse mesmo ministro foi aquele que disse que a Lei da Ficha Limpa - iniciativa popular - foi feita por bêbados. 

Esse mesmo ministro foi o que disse que 'O PT roubou o suficiente pra disputar eleições até 2038' e agora ajudou a liberar o ladrão Zé Dirceu. 

Todo nosso apoio à Lava Jato, PF, MPF e o Dr. Sérgio Moro", declarou o deputado Onyx Lorenzoni. 

Assista ao vídeo

Após soltura de Dirceu, Palocci suspende negociação de delação premiada

Os procuradores da Força Tarefa da Lava Jato foram avisados que o ex-ministro Antonio Palocci (PT), preso em Curitiba, suspendeu há pouco a negociação para firmar um acordo de delação premiada. A decisão do Supremo Tribunal Federal de libertar do ex-ministro José Dirceu, tomada no final da tarde desta terça-feira (02), mudou a situação.

Palocci alimenta a esperança de também ser solto por um recurso apresentado ao Supremo. Isso não significa que Palocci não vá mais colaborar com a Lava Jato: ele pode fazer isso mesmo solto. Mas a negociação recuou duas ou três casas, segundo os procuradores.

A delação de Palocci é a mais temida por petistas, banqueiros, deputados e outros grandes empresários. Um dos mais prejudicados se Palocci falar é o ex-presidente Lula.

'O que está acontecendo é a destruição lenta de uma investigação séria', diz procurador da Lava Jato

“Esperamos que o período dele fora da prisão seja curto.” A afirmação é do procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, um dos autores do pedido de prisão que levou o ex-ministro José Dirceu para a cadeia, em agosto de 2015.

A decisão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), desta terça-feira, 2, de revogar – por três votos a dois – a prisão preventiva que pesava contra Dirceu foi o mais duro golpe contra a mega investigação de corrupção do escândalo Petrobrás, iniciada há três anos, em Curitiba.

“O que está acontecendo é a destruição lenta de uma investigação séria. Infelizmente acreditam que a população não está mais atenta, talvez anestesiada pela extensão da corrupção”, afirmou Carlos Fernando.

Votaram pela liberdade de José Dirceu, os ministros Gilmar Mendes, voto decisivo, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Contra a revogação da prisão, os ministros Celso de Mello e Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo.

Na manhã desta terça-feira, 2, o Ministério Público Federal, em Curitiba, anunciou a terceira denúncia criminal contra Dirceu no esquema de corrupção instalado na Petrobrás e alertou sobre as necessidades de manutenção do petista, em cárcere. As duas denúncias anteriores já resultaram em condenações que somaram mais de 32 anos de prisão.

“Tentamos trazer novos fatos com a denúncia ofertada hoje. Não foi obviamente uma tentativa de constranger os ministros, mesmo porque sabemos que isso é impossível”, afirmou o decano da equipe de 13 procuradores da Lava Jato, em Curitiba, após saber da decisão do Supremo.

“É uma pena que não tenha levado isso em consideração.”

O procurador da República Deltan Dallagnol, destacou que a liberdade de José Dirceu “acarreta sérios riscos para a sociedade em razão da gravidade dos crimes, da reiteração delitiva e da influência do réu no ambiente político-partidário”.

Para o procurador, “situações extremas exigem cautelas extremas”.

Golpe. Investigadores consideram que a decisão dos Supremo confirma uma tendência de nova postura da corte em relação ao caso.

Desde a última semana, foram soltos por ordem do STF quatro presos por decisões do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, em Curitiba, origem dos processos da Lava Jato, e do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, do Rio.

Os dois primeiros presos da Lava Jato colocados em liberdade pela 2ª Turma do STF foram o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula, e o ex-assessor do PP José Claudio Genu. O terceiro foi o empresário Eike Batista.

Em fevereiro, o ministro Gilmar Mendes, que foi o voto de desempate no julgamento do habeas corpus que soltou Dirceu, já havia se pronunciado publicamente sobre as prisões da Lava Jato. “Temos um encontro marcado com as alongadas prisões que determinam em Curitiba.”

Deltan Dallagnol escancara incoerência dos ministros do STF que soltaram José Dirceu

O procurador e coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, publicou um texto intitulado "A incoerente soltura de José Dirceu pelo Supremo", em que compara o caso de José Dirceu com outros julgamentos feitos pelos mesmos ministros. Dallagnol mostra que os três ministros que votaram pela soltura mudaram as opiniões jurídicas emitidas em outros julgamentos e questiona: "Gostaria de poder entender o tratamento diferenciado que recebeu José Dirceu, quando comparado aos casos acima".

Leia abaixo o texto de Deltan Dallagnol:

O que mais chama a atenção, hoje, é que a mesma maioria da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal que hoje soltou José Dirceu – Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski – votaram para manter presas pessoas em situação de menor gravidade, nos últimos seis meses.
A história de Delano Parente
O ex-prefeito Delano Parente não teve a mesma sorte de José Dirceu. Ele foi acusado por corrupção, lavagem e organização criminosa. São os mesmos crimes de Dirceu, mas praticados em menor vulto e por menos tempo. Foram 17 milhões de reais, entre 2013 e 2015, quando Dirceu é acusado do desvio de mais de 19 milhões, entre 2007 e 2014, sem contar o Mensalão. O âmbito de influência de Delano era bem menor do que o de Dirceu. Chefiou o pequeno Município de 8.618 habitantes do interior do Piauí, Redenção do Gurgueia. Na data do julgamento no Supremo, em 7 de fevereiro de 2017, nem mais prefeito era. Contudo, todos os integrantes da 2ª Turma entenderam que sua prisão era inafastável. A decisão de prisão original estava assentada na prática habitual e reiterada de crimes.
O Ministro Dias Toffoli afirmou: “O Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento de que é legítima a tutela cautelar que tenha por fim resguardar a ordem pública quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa.”
A prisão de Thiago Poeta
Preso aparentemente há mais de 2 anos (mais tempo do que José Dirceu), Thiago Maurício Sá Pereira, conhecido como “Thiago Poeta”, também não teve a sorte de Dirceu em julgamento de março deste ano. Ele reiterou a prática de crimes de tráfico em diferentes lugares e foi preso com 162 gramas de cocaína e 10 gramas de maconha, além de alguns materiais que podem ser usados para manipular drogas. Sua pena foi menor do que a de Dirceu, 17 anos e 6 meses – a de Dirceu, só na Lava Jato, supera 30 anos, sem contar a nova denúncia. Contudo, para Thiago, não houve leniência. Todos os ministros da 2ª Turma votaram pela manutenção da prisão.
O Ministro Gilmar Mendes assim se pronunciou: “Por oportuno, destaco precedentes desta Corte, no sentido de ser idônea a prisão decretada para resguardo da ordem pública considerada a gravidade concreta do crime”. E seguiu dizendo que “Ademais, permanecendo o paciente custodiado durante a instrução criminal, tendo, inclusive, o Juízo entendido por sua manutenção no cárcere, ao proferir sentença condenatória, em razão da presença incólume dos requisitos previstos no art. 312 do CPP, não deve ser revogada a prisão cautelar se não houver alteração fática apta a autorizar-lhe a devolução do status libertatis .” Essas colocações também serviriam, aparentemente em cheio, para manter José Dirceu preso, com a ressalva de que a situação de Dirceu é mais grave.
O caso de Alef Saraiva
Alef Gustavo Silva Saraiva, réu primário, foi encontrado com menos de 150 gramas de cocaína e maconha. Após quase um ano preso, seu habeas corpus chegou ao Supremo. Em dezembro de 2016, a prisão foi mantida por quatro votos, ausente o Ministro Gilmar Mendes, em razão da “gravidade do crime”.
O Ministro Ricardo Lewandowski foi assertivo na necessidade de prisão de Alef: “Com efeito, há farta jurisprudência desta Corte, em ambas as Turmas, no sentido de que a gravidade in concreto do delito ante o modus operandi empregado e a quantidade de droga apreendida - no caso, 130 invólucros plásticos e 59 microtubos de cocaína, pesando um total de 87,90 gramas, e 3 invólucros plásticos de maconha, pesando um total de 44,10 gramas (apreendidas juntamente com anotações referentes ao tráfico e certa quantia em dinheiro), permitem concluir pela periculosidade social do paciente e pela consequente presença dos requisitos autorizadores da prisão cautelar elencados no art. 312 do CPP, em especial para garantia da ordem pública.”

'O próximo a ser solto pode ser Cunha. Podem ser soltos quase todos', lamenta jornalista

O jornalista Diego Escosteguy, editor-chefe da revista Época, lamentou a decisão da Segunda Turma do STF e apontou para as consequências: "podem ser soltos, pelo STF, quase todos os agentes da organização criminosa que criou um esquema de macrocorrupção sem precedentes no Brasil".

Toffoli, chapa de Dirceu na Casa Civil e advogado dele no processo de cassação na Câmara, participa do julgamento. Vota por soltá-lo.
O próximo a ser solto, obedecendo-se esse aparente novo critério do trio do STF, pode ser Eduardo Cunha.
Mesmo com fartas - imensas - provas de que Dirceu só para de delinquir se preso, fazendo até troça do STF, o mesmo Supremo deve soltá-lo.
Podem ser soltos, pelo STF, quase todos os agentes da organização criminosa que criou um esquema de macrocorrupção sem precedentes no Brasil.
Podem ser soltos políticos corruptos - do PT, do PP, do PMDB. Podem ser soltos empresários poderosos. Podem ser soltos doleiros e operadores.
Podem ser soltos, como Dirceu, políticos como Eduardo Cunha - mesmo já condenados, aguardam confirmação da sentença na segunda instância.


Fico a imaginar o que Teori Zavascki acharia da sessão de hoje. Faz muita falta.
Qual seria o voto dos ministros caso Dirceu ou mesmo Genu, diante de tal quadro de reiteração delitiva, fossem pobres? Fossem invisíveis?


Poderiam votar como estão votando. Mas é legítimo especular.
Sob uma perspectiva, a sessão de hoje é uma triste demonstração da resiliência da desigualdade penal no Brasil.


Desigualdade penal que resulta em pobres submetidos a todos os rigores da lei - e, amiúde, a rigores que não estão nela nem na Constituição.
Desigualdade penal que resulta em ricos submetidos a todas as benesses da lei - e, amiúde, às que não estão nela nem na Constituição.


Essa visão pode parecer esquemática, superficial. Talvez seja, embora haja muitos dados para corroborá-la.
As solturas em série do STF - Dirceu não foi o primeiro nem será o último - desferem um golpe fortíssimo na Lava Jato. Fortíssimo.


Como escrevi mais cedo, ou ontem, não sei, a colisão entre Lava Jato e Supremo terá consequências imprevisíveis. Mas potencialmente graves.



'Pedimos uma força-tarefa para agilizar as apurações, montaram uma para acelerar as libertações', lamenta Janaína Paschoal

Após a decisão da Segunda Turma do STF de libertar o ex-ministro José Dirceu, a jurista Janaína Paschoal lamentou: "Conhecem o ditado: "Cuidado com o que pedem?"; vamos modificar esse ditado para: "Cuidado como pedem!" 

Pedimos uma força-tarefa para agilizar as apurações junto ao STF. Montaram uma força-tarefa para acelerar as libertações".

Lava Jato oferece nova denúncia contra José Dirceu, que teria recebido R$ 2,4 milhões em propina

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu hoje (2) nova denúncia contra o ex-ministro José Dirceu pelo suposto recebimento de propina das empreiteiras Engevix e UTC, entre 2011 e 2014.

A acusação também inclui o irmão de Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva; o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores João Vaccari Neto; além de Gerson de Melo Almada e Walmir Pinheiro Santana, ex-executivos da Engevix e da UTC, respectivamente.
A denúncia aponta a prática de 33 crimes de lavagem de dinheiro para dissimular a origem de mais de R$ 2,4 milhões.
Segundo a força-tarefa da Operação Lava Jato no MPF, o valor corresponde a propinas que foram pagas ao ex-ministro decorrente dos crimes de fraude a licitação, cartel e corrupção em benefício das empreiteiras, que assinaram contratos milionários com a Petrobras.
De acordo com o G1, que cita o MPF, Dirceu teria recebido mais de R$ 2,4 milhões entre 2011 e 2014 das empreiteiras Engevix e da UTC. O portal noticia ainda que a “suspeita é a de que a quantia tenha sido usada, em grande parte, para custear assessoria de imprensa e de imagem para ele no julgamento do Mensalão”.
“É chocante que o ex-ministro-chefe da Casa Civil tenha usado dinheiro da corrupção na Petrobras para contornar os efeitos negativos da descoberta de seus crimes. É o crime sendo usado para reduzir os prejuízos do crime descoberto”, disse o procurador Júlio Motta Noronha em coletiva de imprensa.
A nova acusação acontece no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal marcou a retomada do julgamento do pedido de liberdade de José Dirceu. O ex-ministro está preso desde agosto de 2015 no Complexo Médico-Penal em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, a pedido do juiz federal Sergio Moro.

Ciberia // Agência Brasil

A ideologia de Esquerda domina os abaixo-assinados online

Receber convites para assinar petições online, com finalidades as mais diversas, através de e-mail ou redes sociais, é lugar comum nos tempos recentes. Visando desde salvar tartarugas marinhas gigantes até boicotar um determinado produto, tais instrumentos caíram na popularidade virtual por sua capacidade de  convencer um grande número de pessoas da validade de suas propostas ou mesmo  de  sensibilizar autoridades governamentais a tomarem ações conforme as reivindicações. E este é apenas mais um terreno totalmente dominado pelos ditos “progressistas”.
A plataforma canadense Avaaz.org , muito embora conte com menos usuários que sua concorrente Change.org, possui um brasileiro a cada cinco de seus mais de 43 milhões de membros, sendo ela, portanto, a principal ferramenta utilizada por aqui para angariar apoio e visibilidade para determinadas causas por meio da fibra ótica. Muito além das campanhas virtuais, na verdade, várias outras ações (tais como passeatas e atos públicos do gênero) são promovidas por tais organizações no intuito de persuadir o maior contingente possível de pessoas da importância de sua agenda.
A conveniência destes instrumentos digitais tem se mostrado significativa, e os resultados também costumam ser surpreendentemente positivos. Desde aumentar o tempo de travessia de pedestres em semáforos movimentados, passando por exortar empresas a oferecerem ou melhorarem certos serviços prestados, e até mesmo influenciar nos rumos da política: as histórias de sucesso destas correntes transmitidas pelas ondas da Internet acumulam-se e justificam sua prática.
Especialmente em tempos nos quais a tecnologia descentralizada está alterando o equilíbrio de poder em prol do indivíduo, o respeito ao consumidor e ao cidadão tendem a sair favorecidos neste processo no qual inúmeras pessoas compartilham e endossam opiniões ou pleitos de outras – que o diga a United Airlines. No mesmo sentido, assinaturas digitais para proposição de projetos de lei também vem sendo colhidas pelo mesmo método, evidenciando a tendência de advento maciço a tais iniciativas.
Mas o que salta aos olhos é a natureza das pautas que lograram maior adesão no Brasil e no mundo. E seria até oportuno tentar acreditar que trata-se apenas de coincidência ou resultado de maior mobilização de um dos lados o fato de que praticamente todas coincidam com a agenda de esquerda, não fossem as já fartamente comprovadas ligações destas instituições com globalistas como George Soros.
Para o caso de alguém duvidar disso, passemos a examinar quais demandas, nos últimos anos, malgrado os alertas emitidos por muitos cronistas independentes a respeito da inidoneidade destes institutos,  mais fizeram barulho, cooptaram  “ativistas” e engajaram desavisados. Os dados são do próprio website do Avaaz, organizados em uma seção cunhada “nossas vitórias”. Seria mais sugestivo se fosse denominada “vitórias globalistas”.
1 – Mudanças climáticas: o início do fim para os combustíveis fósseis;
Dificilmente esta lista não começaria com aquela supostamente legítima preocupação ecológica a qual, em verdade, hiperboliza os efeitos da atividade humana sobre o comportamento do clima no planeta e promove, por via reflexa, ações que acabam por travar o desenvolvimento econômico das nações. Alex Epstein, da entidade Center for Industrial Progress, explicou de forma didática, para a Praguer University, os benefícios dos combustíveis compostos de hidrocarbonetos, e como, sem eles (tal qual pretende a campanha do Avaaz), será impossível até mesmo ampliar a utilização de energia solar e aeólica.

Parafraseando o escritor Roger Scruton: “A tradição da esquerda é julgar o sucesso humano pelo fracasso de alguns. Isso sempre lhe oferece uma vítima a ser resgatada. No século XIX era os proletários. Nos anos 60, a juventude. Depois as mulheres, e então os animais. Agora, por fim, o planeta”.
2 – Abrindo nossos corações aos refugiados;
Sim, desta forma melodramática foi intitulada a campanha que visa abrir as fronteiras dos estados nacionais europeus e americanos aos protagonistas da mais nova hégira suscitada pelo islamismo. Com tanta complacência dos ocidentais, fica mais fácil impor a lei da sharīʿah aos “infiéis” não-muçulmanos – muito embora os preceitos desta ideologia disfarçada de religião contradigam totalmente qualquer noção comezinha de direitos humanos. Geert Wilders alertou para este iminente risco que apavora mais uma vez aquele continente.
Tudo bem que, conforme a doutrina de Maomé, mentir é permitido se for para ajudar a propagar o Islam, mas daí a ser otário a ponto de acreditar, são (ou deveriam ser) outros quinhentos. No Brasil, a nova lei de imigração e o dispêndio de dinheiro dos pagadores de impostos para lecionar na rede pública de ensino aulas sobre “cultura árabe e islâmica” (em um Estado tido como laico, diga-se de passagem) mostram que estamos percorrendo a mesma desastrada trilha do Velho Mundo. Ponto para o pessoal tão “bem intencionado” do Avaaz.
3 – Um Marco Civil da Internet para o Brasil;
É claro que a entrada em vigor de uma regulamentação tão prejudicial aos consumidores precisaria ser um dos marcos (sem o perdão do trocadilho) históricos do Avaaz. Como bem elucidou Taiguara Fernandes, quando da derrubada do aplicativo Whatsapp pelo Judiciário: “É por isso que o PSOL e o PT defenderam tanto essa lei iníqua. O medo da liberdade alheia e o desejo socialista de censurar os outros é inevitável para eles. Agora que a população percebe os males do Marco Civil da Internet, eles tentam proteger sua cria com mentiras descaradas, como fazem sempre.”
4 – Palestina: acabando com a ocupação;
Israel, a única nação livre do Oriente Médio, o único país daquela região que adota um código civil distinto da religião predominante em seu povo  – justamente por ser o lar da primeira crença no mundo que permitiu esta dicotomia: só podia ser ele o alvo de ataque do Avaaz em meio aos conflitos da faixa de Gaza (“esquecendo”, claro, que antes de falar do conflito Israel-Palestina, muito mais relevante seria notar como Hamas e Autoridade Palestina odeiam-se entre si).
5 – Derrotando um dos políticos mais corruptos do Brasil;
Não. Se você pensou que o mote desta campanha era prender Luiz Inácio, saiba que não há uma única referência ao chefe do esquema do Petrolão – conforme declaração da própria equipe da operação Lavajato – em toda a listagem de campanhas importantes da fundação, nem tampouco qualquer alusão de apoio ao impeachment da Presidenta que nos afundou, após cometer muitos crimes de responsabilidades, na maior recessão da história.
Esta campanha, tão celebrada pelo Avaaz, nada mais era do que o famigerado “Fora Cunha”, e pretendia afastá-lo da presidência da Câmara dos Deputados.
Reparem nas figuras insignes captadas nesta foto utilizada na página em comento para ilustrar a causa: pura coincidência tratar-se de ícones do esquerdismo nacional, por certo.

Está mais do que na cara a correlação direta entre as principais bandeiras patrocinadas pelo Avaaz e a agenda ideológica da esquerda, bem como o alinhamento com os interesses globalistas. Ou seja, não fosse o bastante liberais e conservadores estarem perdendo de goleada a guerra cultural no cinema, na música, nas universidades e em diversos outros espaços, até mesmo este tipo de ferramenta mostra-se totalmente dominada pelo “progressismo” (às avessas).
Um dia desses, eu mesmo recebi em meu e-mail um convite para assinar uma petição online. Para minha surpresa (só que não), tratava-se um abaixo-assinado rejeitando o “discurso de medo, ódio e intolerância” de Donald Trump, o Presidente que já fez mais pela América em 100 dias do que Obama em oito anos. Totalmente dentro do esperado, claro. Mas nada que a opção “bloquear” do servidor de correio eletrônico não resolva.

Lava Jato vai prender novamente José Dirceu

O STF solta, a Lava Jato prende.
José Dirceu deve ser denunciado novamente hoje, segundo o Valor.
E a denúncia será acompanhada por um novo pedido de prisão preventiva.
O STF decidiu atropelar a Lava Jato, mas o MPF e o juiz Sergio Moro vão lutar até o fim.

O anônimo veneziano

A Folha de S. Paulo trata a delação premiada de Antonio Palocci como “a mais explosiva já feita por um único réu da Lava Jato”.
Antonio Palocci assumiu a tarefa de arrecadador clandestino de Lula depois do assassinato de Celso Daniel.
Se ele quiser se refugiar em Veneza, depois de delatar o chefe, O Antagonista lhe oferece hospedagem.

Dilma Rousseff ainda está solta.

Dilma Rousseff ainda está solta.
Até quando?
A mulher de João Santana disse ao TSE que os pagamentos do departamento de propinas da Odebrecht foram acertados com Guido Mantega.
E Marcelo Odebrecht disse quem indicou Guido Mantega foi a própria Dilma Rousseff.

fonte:O ANTAGONISTA

Guido Mantega tem de ser preso mais uma vez

Guido Mantega ainda está solto.
Até quando?
Gerson Camarotti, do G1, reproduziu duas passagens do depoimento da mulher de João Santana ao TSE. São arrasadoras.
Dona Xepa conta que os pagamentos do departamento de propinas da Odebrecht para a campanha de Dilma Rousseff, em 2014, foram acertados diretamente por Guido Mantega, ou Pós-Itália.
Veja aqui:

E aqui:




O STF é de Lula

Em 2006, enquanto o STF se preparava para julgar o mensalão, Lula inventava outra maneira para continuar recebendo propinas da Odebrecht e se reeleger. 

Em 2017, enquanto o STF se prepara para julgar o petrolão, Lula conta com ministros do próprio STF para enterrar a Lava Jato e tentar se reeleger.

fonte:O Antagonista

Esposa de Gilmar Mendes recebeu honorários por soltura de Eike

A advogada Guiomar Feitosa de Albuquerque Lima Mendes é formada na Universidade de Brasília, desde julho de 1978.
Já ocupou inúmeros cargos públicos, sendo os mais relevantes o de Secretária-Geral do Tribunal Superior do Trabalho, Diretora-Geral do Tribunal Superior Eleitoral e Secretária-Geral da Presidência do Supremo Tribunal Federal.
Trocou o serviço público pela advocacia. Trocou altíssimos salários por ganhos muito mais vultuosos na maior banca do país, o escritório Sergio Bermudes Advogados Associados, e uma inusitada parceria com o marido.
O escritório, fundado no final da década de 60, atingiu o auge de seu crescimento nas décadas de 80 e 90. Hoje tem 500 funcionários, sedes no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília e 81 advogados associados, entre eles Guiomar Mendes.
Um desses advogados associados, sob a condição de anonimato, garante que em todas as causas que entram no escritório, existe uma parte dos honorários que é rateada entre todos os seus membros.
Diante da revelação, é certo que a advogada Guiomar Mendes, apesar de não ter o seu nome no instrumento de procuração outorgado por Eike Batista, o que é intrigante, recebeu os honorários correspondentes, o que é desmoralizante para o marido, que monocraticamente concedeu o habeas corpus.
Amanda Acosta

Alexandre Garcia detona...



Alexandre Garcia detona as mentiras de Dilma e Lula nas reformas e debocha da soltura de Eike

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Todos que têm um mínimo de juízo sabem

Todos que têm um mínimo de juízo sabem que as leis trabalhistas no Brasil mais atrapalham que ajudam, são fascistas', afirma filósofo Pondé ao comentar 'greve geral'

O filósofo Luiz Felipe Pondé criticou a "greve geral" realizada pela CUT e pelo PT e chamou a atenção para a inadequação da legislação trabalhista no Brasil: "As leis trabalhistas no Brasil, todo mundo que tem um mínimo de juízo sabe que elas mais atrapalham do que ajudam. 

Ela é um fruto, um resultado de um Estado fascista e controlador que trata as pessoas como coitados que não são capazes de tomar decisões próprias e que entendem que, se você dá emprego, na verdade você é um bandido que precisa ser controlado o tempo inteiro. 

Portanto, as leis trabalhistas mais atrapalham a vida de quem procura emprego do que ajuda. Além do fato de que, se você dá emprego, você precisa pagar uma vez e meia o salário do seu funcionário para o Estado, que, na maior parte das vezes, usa esse dinheiro das formas que a gente sabe como é". 


Corrupção 'corrói' direitos humanos, alerta ONU

"Corrosivo". É assim que o chefe de direitos humanos da ONU, Zeid Ra'ad Al Hussein, descreveu o impacto da corrupção no Brasil e em qualquer lugar que surja para a agenda de direitos sociais e de serviços prestados pelo estado. Questionado pela reportagem sobre os casos de corrupção no País e sua repercussão, Zeid fez questão de apontar para o fato de que as vítimas são as camadas mais vulneráveis da sociedade.

"Naturalmente, sempre que a corrupção é revelada e exposta, vem às custas de compromissos e obrigações de direitos humanos para comunidades e pessoas que deveriam ser beneficiadas de serviços do estado e de apoio do governo", disse. 

Zeid insistiu que não tinha detalhes dos processos no Brasil com cada um dos grupos políticos. Mas insistiu que a corrupção é "corrosiva com a agenda de direitos humanos e precisa ser lidado com mais seriedade". 

"As alegações (no Brasil) já ocorrem por vários anos e todos os partidos estão sendo acusados. Mas, de forma geral, é uma preocupação", disse. "Quando ela (a corrupção) existe, quem perde são os vários grupos que deveriam ter direitos humanos protegidos", insistiu. 

Nesta sexta-feira, o governo brasileiro passará por um exame na ONU. A entidade irá avaliar todas as políticas de direitos humanos do País, uma prática que realiza com cada governo a cada quatro anos. Desta vez, o tema da corrupção deve entrar na agenda e o próprio governo, em um documento enviado à ONU, já destacou o que tem feito nesse campo. 

"É importante sublinhar a Estratégia Nacional para a Luta contra a Corrupção e a Lavagem de Dinheiro, assim como as ações de cooperação judicial internacional no campo do direito penal e repatriação de recursos", destacou o informe produzido pelo governo e que vai ao debate na sexta-feira. 

Em fevereiro, ao reassumir o assento no Conselho de Direitos Humanos da ONU, o governo brasileiro fez questão de declarar que suas instituições estão funcionando e que tem como um dos seus objetivos lutar contra a corrupção. 

Por um ano, por opção do governo de Dilma Rousseff, o Brasil se manteve fora do Conselho da ONU. Decidiu por voltar no final do ano passado e, em fevereiro, reassumiu seu posto por dois anos. 

Em seu primeiro discurso, a Justiça e o tema da corrupção foram tocados. "Depois de um processo político difícil, o Brasil se levanta para mostrar ao mundo a robustez de nossas instituições, nosso apego à lei e à Justiça e, acima de tudo, o caráter aberto e democrático de nossa sociedade e de nosso sistema político", disse a ministra de Direitos Humanos, Luislinda Valois. 

"Hoje, como sempre, perseveramos no combate contra a corrupção, com o pleno empenho do Poder Público e total respeito ao devido processo legal e às garantias individuais preconizadas na Carta Magna Brasileira", afirmou.

Palocci deu ‘segurança’ para caixa 2, diz delatora

O ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil) foi quem “vendeu” ao marqueteiro João Santana a ideia de que seria seguro receber pagamentos da Odebrecht por meio de caixa 2 após mensalão. O relato foi feito ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela empresária Mônica Moura, mulher do publicitário, que deu detalhes sobre a gênese do esquema de financiamento ilegal de campanhas do partido pela empreiteira.

Conforme o depoimento de Mônica, Santana resistia a aceitar recursos não contabilizados em 2006, após o escândalo de compra de apoio político que envolveu alguns dos principais quadros do PT, ainda no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Mas foi convencido pelo argumento de Palocci de que a empreiteira era uma empresa “sólida”.

“A primeira vez em que foi proposto isso, em 2006, teria caixa 2, o João falou que não faria, tinha acabado de acontecer o mensalão: ‘Não dá para fazer uma campanha assim’”, afirmou a empresária.

Ela disse que a Odebrecht foi apresentada ao marqueteiro como uma empresa que poderia pagar “por fora” sem causar nenhum tipo de problema.

“Quando o João aceitou fazer, me mandou conversar com o Palocci. Foi a minha primeira conversa com o Palocci. Daí foi que ele me encaminhou à Odebrecht pela primeira vez”, disse a depoente.

Reeleição. O esquema iniciado na campanha pela reeleição de Lula se repetiria em 2010 e 2014, com Dilma Rousseff candidata. No depoimento ao TSE, Mônica Moura contou que o marketing de 2010 custou cerca de R$ 70 milhões, dos quais aproximadamente R$ 50 milhões foram pagos no caixa 1 e o restante, por fora.

A própria Odebrecht, segundo ela, depositou cerca de US$ 4 milhões (cerca de R$ 14 milhões, em valores atuais) no exterior em 2011 para cobrir um porcentual dessa dívida. Outros pagamentos foram feitos pelo próprio PT, por meio de um assessor de Palocci, que era o interlocutor do PT na Odebrecht.

Em 2014, explicou a depoente, quando o ex-ministro Guido Mantega já havia assumido a interlocução do PT com a empreiteira, a Odebrecht assumiu a totalidade dos pagamentos de caixa 2 ao marqueteiro. Foi a solução encontrada para bancar a campanha, uma vez que o relacionamento do governo Dilma com o empresariado era difícil e havia entraves para a arrecadação.

Naquele ano, o marketing de Dilma foi orçado em R$ 105 milhões, dos quais R$ 70 milhões foram pagos no caixa 1. Dos R$ 35 milhões excedentes, a Odebrecht chegou a desembolsar cerca de R$ 10 milhões. O restante, segundo a empresária, não foi pago pela empreiteira por causa do avanço da Lava Jato.

Defesa. O advogado de Palocci, José Roberto Batochio, disse que desconhece o depoimento de Mônica Moura e, portanto, não poderia se pronunciar sobre ele. Guido Mantega nega que tenha participado de captação de recursos para a campanha.

O PT não se pronunciou. A defesa de Dilma Rousseff reiterou que João Santana e Mônica Moura “faltaram com a verdade” nos depoimentos ao TSE.

“Tudo indica que o casal, por força da sua prisão por um longo período, tenha sido induzido a delatar fatos inexistentes, com o objetivo de ganhar sua liberdade e de atenuar as penas impostas por uma eventual condenação futura”, diz nota divulgada pela ex-presidente.


O jornalismo pode ajudar a Polícia a investigar o Judiciário, diz Janaína Paschoal

A jurista Janaína Paschoal comentou as denúncias envolvendo membros dos Tribunais Superiores, e sugeriu que os jornalista tenham uma atuação ativa nas investigações. Segundo Janaína Paschoal, os jornalistas podem acompanhar as ações patrocinadas por escritórios de parentes dos ministros e verificar quantas dessas ações foram julgadas pelos próprios ministros e os resultados. 

Janaína Paschoal defende ainda que a OAB acompanhe as investigações: "Entendo que a OAB deveria acompanhar essas investigações sobre suposto comércio de decisões, ou tráfico de influência. Além de ser dever da OAB zelar pela legalidade e pela Justiça, é dever da Ordem assegurar a livre concorrência entre advogados. Ao tecer essas considerações, não estou fazendo juízo de valor, mas esses fatos precisam ser rigorosamente apurados (e logo)! Todo advogado, que estuda, que pesquisa, que vira noite redigindo suas peças, tem interesse em ver esses fatos apurados. Logo!".

A jurista lamenta que casos envolvendo membros do Judiciário não sejam investigados mais abertamente: "Infelizmente, ainda vigora, na Justiça, a ideia de que desmandos devem ser apurados de forma discreta para não expor a própria Justiça. Eu não concordo, penso que nada pode ser pior que um magistrado que não julga baseado, exclusivamente, na lei e em sua consciência. Em país machucado pela corrupção, tráfico de influência passa a ser visto como fenômeno normal. Mas tráfico de influência também é crime".

MARIA DO ROSÁRIO DESTRUÍDA!!


POLITICAMENTE CORRETO:
O porquê de Maria do Rosário não ser processada ou condenada pela grande imprensa.
Eduardo Bolsonaro expõe chiliques e ACABA com Maria do Rosário

'Parece um Napoleão no hospício', diz Danilo Gentili após Dilma insistir em continuar usando faixa presidencial

Dilma Rousseff, apesar de ter sido apeada do poder após ter sido julgada e condenada por crime de responsabilidade, insiste em se autodenominar "presidenta eleita do Brasil" e mantém, em seus perfis de redes sociais, fotos da posse, com a faixa presidencial. 

O humorista Danilo Gentili resumiu o efeito da tentativa de Dilma: "por que ela ainda usa a faixa no avatar? Parece um Napoleão no hospício".

Avião carrega faixa dizendo para Lula que 'Moro o espera' e vídeo faz sucesso na web


No último dia 29, enquanto Lula falava a uma plateia de militantes no Polo Naval de Rio Grande, no Rio Grandes do Sul, um avião passou pelo local com uma faixa com os dizeres: "Lula - Moro te espera". 

O vídeo do avião viralizou na internet. 

Força-tarefa da Lava Jato dará coletiva nesta terça e deve mandar 'recado' ao STF

O jornalista Leandro Mazzini informou que a força-tarefa da Lava Jato convocou uma entrevista coletiva para esta terça-feira. Segundo o jornalista, "será um claro recado para o STF". 

Nesta terça, será julgado um habeas corpus do ex-ministro José Dirceu, após várias solturas de presos da Lava Jato na semana passada, que causaram uma onda de indignação contra o STF. 

Sindicalistas ameaçam nova greve se contribuição sindical não for mantida

O presidente da Força Sindical e deputado federal Paulo Pereira da Silva (Solidariedade-SP), o Paulinho da Força, afirmou que outra greve poderá ser organizada se Temer não negociar alterações nas reformas trabalhista e previdenciária.
A Força Sindical é contra, principalmente, o fim da contribuição sindical e a nova idade mínima para aposentadoria. “Na (reforma) trabalhista, queremos discutir principalmente a contribuição sindical, que enfraquece o lado dos trabalhadores e permanece intacto o lado patronal”, disse no início das comemorações do Dia do Trabalhador em São Paulo.
“Espero que governo tope negociar para fazer uma reforma civilizada e para que as pessoas possam entender que foi feita uma reforma para salvar do buraco em que o governo do PT nos deixou. Acho que ele (Temer) ouviu (as reivindicações da população na greve geral). Ele está só fazendo de conta (que não)”, afirmou. Na sexta-feira, o presidente divulgou uma nota em que não mencionava a greve, apenas criticava ‘atos isolados de violência’.
Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta segunda-feira, o presidente Michel Temer defendeu as mudanças na lei trabalhista, dizendo que a reforma marca um momento histórico.
O evento da Força Sindical terá apresentações de cantores como Michel Teló e Zezé Di Camargo & Luciano e sorteio de 19 carros oferecidos pela montadora Hyundai.
(Com Estadão Conteúdo)

Juiz desmente Renan: “Trabalhador não perderá nenhum direito”

O juiz federal do Trabalho Marlos Augusto Melek desmentiu o senador Renan Calheiros que, na quinta-feira, declarou que a Reforma Trabalhista  “revoga garantias no emprego e tira direitos do trabalhador”. O parlamentar afirmou que se sentia “consternado” pela população.  De acordo com o magistrado, porém, nenhum direito do trabalhador será revogado, como  por exemplo o 13º salário, direito ao FGTS, férias remuneradas, adicionais noturno ou por tempo de serviço. “Não há retrocesso nos direitos e garantias do trabalhador quando empresas e empregados negociam, de forma legítima, alguma flexibilidade nas rotinas, como jornada ou local de trabalho (remoto ou home office )”, acrescenta.
Melek observa defende ainda que é “preciso partir para um modelo de maior liberdade, com menos interferência do Estado, em que nós respeitamos mais o que as partes contratam”.
O magistrado também lembra que a legislação trabalhista, a chamada CLT, teve origem nos anos 40 do século passado em plena ditadura de Getúlio Vargas, e ainda fala “em datilografia na era dos smartphones”.
Na sua visão, a reforma trabalhista deve ser objeto de grande debate em busca de modernização e atualização, pois de “cada 20 processos que chegam à Justiça, sete são processos trabalhistas, em grande parte resultantes de erros cometidos pela precariedade do conhecimento da legislação que rege as relações entre patrão e  empregados”.

FORA GILMAR MENDES: VOCÊ DESONRA O STF

Sobram motivos para o impeachment de Gilmar Mendes

Sobre o excrescente habeas corpus concedido monocraticamente ao ladrão Eike Batista pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo sabendo que sua esposa, Guiomar Mendes, integra o séquito de advogados do renomado escritório de Sérgio Bermudes, que defende o réu em questão, cumpre destacar o preconizado pelo próprio STF:
As causas de impedimento e suspeição estão previstas nos Artigos 134 a 138, do Novo Código de Processo Civil (CPC) e dizem respeito à imparcialidade do juiz no exercício de sua função. É dever do juiz declarar-se impedido ou suspeito, podendo alegar motivos de foro íntimo.
O impedimento tem caráter objetivo, enquanto que a suspeição tem relação com o subjetivismo do juiz. A imparcialidade do juiz é um dos pressupostos processuais subjetivos.
No impedimento há presunção absoluta (juris et de jure) de parcialidade do juiz em determinado processo por ele analisado, enquanto na suspeição há apenas presunção relativa (juris tantum).
O CPC dispõe, por exemplo, que o magistrado está proibido de exercer suas funções em processos de que for parte ou neles tenha atuado como advogado. O juiz será considerado suspeito por sua parcialidade quando for amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes, receber presente antes ou depois de iniciado o processo, aconselhar alguma das partes sobre a causa, entre outros.
Confira os dispositivos do CPC que dispõem sobre impedimento e suspeição:
Art. 134. É defeso ao juiz exercer as suas funções no processo contencioso ou voluntário:
[...]
IV - quando nele estiver postulando, como advogado da parte, o seu cônjuge ou qualquer parente seu, consanguíneo ou afim, em linha reta; ou na linha colateral até o segundo grau;
V - quando cônjuge, parente, consangüíneo ou afim, de alguma das partes, em linha reta ou, na colateral, até o terceiro grau;

Art. 135. Reputa-se fundada a suspeição de parcialidade do juiz, quando: 
[...]
V - interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes.
Parágrafo único. Poderá ainda o juiz declarar-se suspeito por motivo íntimo.

Art. 137. Aplicam-se os motivos de impedimento e suspeição aos juízes de todos os tribunais. O juiz que violar o dever de abstenção, ou não se declarar suspeito, poderá ser recusado por qualquer das partes (Art. 304).
Art. 312. A parte oferecerá a exceção de impedimento ou de suspeição, especificando o motivo da recusa (Arts. 134 e 135). A petição, dirigida ao juiz da causa, poderá ser instruída com documentos em que o excipiente fundar a alegação e conterá o rol de testemunhas.
Art. 313. Despachando a petição, o juiz, se reconhecer o impedimento ou a suspeição, ordenará a remessa dos autos ao seu substituto legal; em caso contrário, dentro de 10 (dez) dias, dará as suas razões, acompanhadas de documentos e de rol de testemunhas, se houver, ordenando a remessa dos autos ao tribunal.
Art. 314. Verificando que a exceção não tem fundamento legal, o tribunal determinará o seu arquivamento; no caso contrário condenará o juiz nas custas, mandando remeter os autos ao seu substituto legal.
Fonte: STF
Noutras palavras, o magistrado do Supremo Tribunal Federal VIOLOU a legislação vigente para beneficiar o cliente do escritório de advocacia onde sua esposa trabalha. Qualquer outro argumento em favor do habeas corpus torna-se nulo diante dos fatos.
Se isso não é motivo para um impeachment de Gilmar Mendes, realmente o Brasil merece atolar-se ainda mais no lamaçal podre de nossas instituições falidas. Sim, a Operação Lava Jato está em risco.
Helder Caldeira