terça-feira, 6 de junho de 2017

Gilmar Mendes investigado na Lava Jato. Ministro é desmoralizado por relações suspeitas com Aécio e Joesley Batista

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes enfrenta o constrangimento interno no STF por ter se tornado alvo de uma investigação da Polícia Federal. A Operação Lava Jato realizou uma varredura nos endereços do senador afastado Aécio Neves (PSDB­-MG) e Gilmar Mendes também era um dos alvos periféricos da investigação. De acordo com a coluna Radar Online, da revista Veja, a operação buscava informações sobre o ministro, pois tinham ordens explícitas para buscar fatos relacionado a Gilmar Mendes nos mandatos. 

A publicação destaca que Gilmar Mendes aparece em conversa com o senador tucano, no grampo realizado nos números de telefone de Aécio Neves. Nos diálogos, os dois falam sobre o projeto de lei sobre o abuso de autoridade. A transcrição da gravação indica que Aécio pede ajuda ao ministro para conquistar um voto na comissão do Senado que analisava o projeto.

Após ser informado sobre o fato de ter se tornado alvo dos investigadores da força-tarefa, Gilmar Mendes se apressou em adiantar que manteve encontros com o empresário Joesley Batista em Brasília e confessou que mantém negócios de venda de gado para o Grupo JBS. 

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O "bom ladrão" morreu na cruz

O PT, para conquistar e manter-se no poder, escamoteou a verdade, iludiu incautos, agradou bandidos, comprou amorais e praticou, sem pudor, todas as formas de imoralidade.
Por gosto e incompetência, criou uma crise generalizada e gerou um caos cuja paternidade não assume.
Acreditando na ignorância do povo, usou os "Direitos Humanos" como bandeira, pano de fundo e cobertura para decretar um plano de poder, pomposamente chamado de PNDH-3, que, até hoje, serve de orientação e de base ideológica para sabotar a democracia e a liberdade no Brasil.
Convencido pela arrogância de que tudo podia, acrescentou a ousadia à sua conduta criminosa e ultrapassou os extensos limites da ingenuidade, da tolerância e da desatenção do povo brasileiro.
Hoje, surpreendido por uma reação não prevista no "plano", manifesta-se com a indignação dos inocentes e convoca até o sangue dos ignorantes que ainda o cercam para fugir do destino que a lei de Deus e dos homens lhe reserva.
Os ensinamentos da dor física e moral levarão o Brasil a um novo tempo que, a seu tempo, jogará no lixo o PNDH-3 e nos livrará de novas investidas de organizações criminosas como o PT.
Que Deus permita que assim seja e que não nos falte sabedoria para entender que o "bom ladrão" morreu em uma cruz, como Jesus, mas não ressuscitou.
Gen Bda Paulo Chagas

Comissão do Senado rejeita proposta com 95% de aprovação para revogar o Estatuto do Desarmamento

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa rejeitou, na quarta-feira (31), a sugestão popular (SUG 4/2017) que revogava o Estatuto do Desarmamento. Agora, o texto será arquivado, sem se converter em projeto para tramitação regular.

A SUG 4/2017 foi apresentada por meio do portal e-Cidadania pelo cidadão alagoano Anderson Alves, e foi encaminhada para exame da CDH depois de ter obtido o apoio de mais de 20 mil internautas. O número necessário para ser analisada é de 20 mil apoios, mas a proposta teve mais de 84 mil apoios e apenas 4.854 manifestações contrárias. Para o autor da sugestão, a inoperância do sistema de segurança pública justificaria assegurar a qualquer cidadão o direito de possuir arma para defender sua vida e patrimônio.

No entanto, para o relator da SUG 4/2017, senador Paulo Rocha (PT-PA), quanto maior for a circulação de armas, mais elevada será a taxa de homicídios por arma de fogo. Com base nesse argumento, ele propôs a rejeição da sugestão, no que foi seguido pelos demais membros da comissão.

Franquia de Internet

Em abril, a CDH aceitou uma sugestão apresentada por meio do e-Cidadania e a transformou em projeto de lei, que agora tramita normalmente. Trata-se da SUG 7/2016, convertida no PLS 100/2017. O projeto tem o objetivo de impedir a imposição de franquias de internet nos planos de banda larga fixa.

O portal E-cidadania permite que qualquer pessoa apresente uma ideia de projeto de lei e a submeta à avaliação dos internautas. Se, num prazo de quatro meses, a proposta receber mais de 20 mil apoios, ela vira sugestão legislativa para ser analisada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado.

Procuradoria denuncia procurador que recebia mesada de Joesley

A Procuradoria Regional da República na 3ª Região (PRR3) denunciou nesta segunda-feira, 5, o procurador da República Ângelo Goulart Villela pelos crimes de corrupção, violação de sigilo funcional e obstrução de Justiça. 

Goulart é acusado de atuar como agente infiltrado pelo empresário Joesley Batista, da JBS, na força-tarefa da Operação Greenfield - investigação do Ministério Público Federal sobre rombo bilionário nos maiores fundos de pensão do País.

Goulart recebia uma mesada de R$ 50 mil de Joesley para mantê-lo informado sobre os passos da Greenfield. O procurador integrava a força-tarefa.

A denúncia atinge também o advogado Willer Tomaz, que teria sido o responsável pela cooptação de Goulart. Os investigadores estão de posse de imagens de um jantar em Brasília em que estavam presentes o procurador, o advogado e o diretor da JBS Francisco de Assis e Silva.

O próprio Joesley comunicou ao presidente Michel Temer sobre a mesada de R$ 50 mil ao procurador durante reunião no Palácio do Jaburu na noite de 7 de março.

O procurador e o advogado estão presos desde a deflagração da Operação Patmos, desdobramento da Lava Jato, em 18 de maio. Ao apresentar a denúncia criminal contra Goulart e Tomaz, a Procuradoria Regional da República requereu a manutenção da ordem de prisão que pesa contra Ângelo Goulart e Willer Tomaz. (Julia Affonso, Fábio Serapião e Fausto Macedo)

Júnior chama Bolsonaro de nazista e acaba humilhado por Eduardo Bolsonaro: 'Vai cantar que Maria bate na porta da Chiquinha e para de passar vergonha'

O cantor Júnior, que fez sucesso em parceria com sua irmã Sandy, em uma entrevista, atribuiu ao deputado Jair Bolsonaro e à sua família ideias homofóbicas e comparando o deputado a Hitler. 

O deputado Eduardo Bolsonaro gravou um vídeo em resposta, humilhando o cantor: "Vai cantar que Maria bate na porta da Chiquinha e para de passar vergonha". 

Ao fim do vídeo, Eduardo Bolsonaro avisou Júnior que ele está sendo usado por movimentos que ele não compreende.

Os leitores escolhem Indiretas Já

Nem os leitores da Folha de S. Paulo caem na conversa das Diretas Já.
Leia aqui:
“Segundo pesquisa do Datafolha, 51% dos leitores do jornal defendem a adoção da solução prevista na Constituição, o pleito indireto organizado pelo Congresso.
Para 46%, contudo, o melhor seria a alteração da Carta para permitir uma eleição direta neste ano”.

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Corruptos na cadeia


Atualmente, esse é o sentimento de quem apoiou e votou em Aécio Neves. Ao contrário dos petistas, que defendem e continuam a apoiar Lula, pedindo sua volta em 2018. 


Enquanto a esquerda idolatra seus políticos bandidos como heróis, fica claro que não temos bandido de estimação, todos os corruptos devem ser presos.

6 a 1 para Temer e Dilma

Michel Temer absolvido. Dilma Rousseff absolvida.
O Valor aposta em marmelada no TSE.
Aliás, uma marmelada e tanto: a chapa da ORCRIM, de acordo com a reportagem, deve ser absolvida por 5 votos a 2 ou 6 votos a 1.

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A lavagem do TSE

Para absolver Michel Temer e Dilma Rousseff, o TSE precisará descartar todas as provas colhidas pela Lava Jato de que o PT montou o maior esquema de propinas da história do Brasil. 
É uma anistia à lavagem de dinheiro por meio das contas de campanha.

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O oscilante Fux

A marmelada no TSE conta com o voto de Luiz Fux.
A Folha de S. Paulo disse que ele “poderá optar pela absolvição” de Dilma Rousseff e Michel Temer.
Para o Valor, seu “voto que oscila entre um polo e outro. Em eventual placar com cinco votos favoráveis ao presidente, Fux votaria por não cassá-lo”.

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'Na Inglaterra, artistas se unem e dizem basta aos extremistas. No Brasil, artistas se unem aos extremistas para colocar um bandido no comando', ataca Roberto Jefferson



O presidente do PTB, Roberto Jefferson, ironizou o show feito por artistas no Rio de Janeiro, em apoio a Lula, comparando-o com as manifestações de artistas europeus contra o terrorismo: "Na Inglaterra, artistas se unem e dizem basta aos extremistas. 

No Brasil, artistas se unem aos extremistas para colocar um bandido no comando".

MPF abre inquérito para investigar US$ 80 milhões da JBS para Lula e Dilma


A Procuradoria da República do Distrito Federal instaurou inquérito para investigar o suposto repasse de US$ 80 milhões do Grupo J&F para os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do Partido dos Trabalhadores. A investigação é um desdobramento do acordo de colaboração premiada firmado pela Procuradoria-Geral da República e executivos do Grupo J&F, dono da JBS.

O Procedimento Investigatório Criminal (PIC) foi instaurado pelo procurador Ivan Marx porque o desmembramento promovido pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), baseou-se na conexão dos fatos narrados pelos delatores com a Operação Bullish. Deflagrada em 12 de maio, a operação mirou os aportes bilionários do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) nas empresas do Grupo J&F.

Na delação, Joesley Batista narrou que, em 2009, foi criada uma conta para receber os repasses relacionados a Lula e, no ano seguinte, outra foi aberta para envio de valores relacionados a Dilma. O empresário revelou que, em dezembro naquele ano, o BNDES adquiriu de debêntures da JBS, convertidas em ações, no valor de US$ 2 bilhões, ‘para apoio do plano de expansão’.

“O depoente escriturou em favor de Guido Mantega, por conta desse negócio, crédito de US$ 50 milhões e abriu conta no exterior, em nome de offshore que controlava, na qual depositou o valor”, relatou Joesley.

Segundo o empresário, em reunião com Mantega, no final de 2010, o petista pediu a ele ‘que abrisse uma nova conta, que se destinaria a Dilma. Nesse momento, disse o delator, foi perguntado a Mantega se Lula e Dilma sabiam do esquema. “ Guido confirmou que sim”, disse ele.

Em outro caso, Joesley declarou que foi feito um financiamento de R$ 2 bilhões, em maio de 2011, para a construção da planta de celulose da Eldorado. O delator disse que Mantega ‘interveio junto a Luciano Coutinho (então presidente do BNDES) para que o negócio saísse’.

O empresário declarou que depositou, ‘a pedido de Mantega’, por conta desse negócio, crédito de US$ 30 milhões em nova conta no exterior, “O depoente, nesse momento, já sabia que esse valor se destinava a Dilma; que os saldos das contas vinculadas a Lula e Dilma eram formados pelos ajustes sucessivos de propina do esquema BNDES e do esquema-gêmeo, que funcionava no âmbito dos fundos Petros e Funcef; que esses saldos somavam, em 2014, cerca de US$ 150 milhões.”

Em outra ocasião, em novembro de 2014, Joesley disse que ‘depois de receber solicitações insistentes para o pagamento de R$ 30 milhões para Fernando Pimentel, governador eleito de Minas Gerais, veiculadas por Edinho Silva (tesoureiro da campanha de Dilma em 2014), e de receber de Guido Mantega a informação de que “isso é com ela”, solicitou audiência com Dilma’.

“Dilma recebeu o depoente no Palácio do Planalto; que o depoente relatou, então, que o governador eleito de MG, Fernando Pimentel, estava solicitando, por intermédio de Edinho Silva, R$ 30 milhões, mas que, atendida essa solicitação, o saldo das duas contas se esgotaria; que Dilma confirmou a necessidade e pediu que o depoente procurasse Pimentel”, narrou aos investigadores.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE LULA

A defesa só vai fazer comentário quando tiver acesso ao material, mas reitera que Lula é inocente.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE DILMA

Sobre contas na Suíça

“É fantasiosa a versão de que a presidenta eleita Dilma Rousseff seria beneficiária de conta na Suíça, ainda mais sob a titularidade do senhor Joesley Batista, que movimentaria recursos a seu bel prazer. Ela nega que tenha recebido qualquer benefício pessoal do empresário, ainda mais financeiro. Essa versão não se sustenta e sua falsidade será atestada na Justiça. Dilma Rousseff jamais teve contas no exterior.”

Sobre Joesley Batista

1. Dilma Rousseff jamais tratou ou solicitou de qualquer empresário, nem de terceiros doações, pagamentos ou financiamentos ilegais para as campanhas eleitorais, tanto em 2010 quanto em 2014, fosse para si ou quaisquer outros candidatos.

2. Dilma Rousseff jamais teve contas no exterior. Nunca autorizou, em seu nome ou de terceiros, a abertura de empresas em paraísos fiscais. Reitera que jamais autorizou quaisquer outras pessoas a fazê-lo.

3. Mais uma vez, Dilma Rousseff rejeita delações sem provas ou indícios. A verdade vira à tona.

Janot pede que STF anule medida provisória nomeando Moreira Franco ministro

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entrou nesta segunda-feira com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando medida provisória (MP) do presidente Michel Temer que deu status de ministro a Moreira Franco. Ele apontou uma questão técnica para dizer que a MP não deveria ter sido editada, mas também afirmou que a medida assegura indevidamente o foro privilegiado. Assim, Janot pede que seja dada uma liminar suspendendo a MP. Ainda não foi sorteado um ministro para relatar a ação.

A MP 782, de 31 de maio de 2017, reedita conteúdo da MP 768, de 2 de fevereiro de 2017. Ambas estabelecem a criação da Secretaria-Geral da Presidência da República e do Ministério dos Direitos Humanos, e dão aos titulares dessas pastas o status de ministro. No comando da Secretaria-Geral está Moreira Franco, um dos mais próximos aliados de Temer. A medida foi vista pelos adversários do presidente como uma forma de proteger Moreira, uma vez que ele tinha sido citado na delação da empreiteiro Odebrecht. Como ministro, ele pode ser processado apenas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Não fosse isso, poderia ter seu caso analisado pelo juiz federal Sérgio Moro.

Uma medida provisória tem validade de 120 dias. Nesse prazo, precisa ser aprovada pelo Congresso, do contrário, perde sua eficácia. A legislação proíbe ainda que uma MP seja reeditada na mesa sessão legislativa, ou seja, no mesmo ano. Foi por essa razão que Janot entrou com uma ação no STF.

"Preservação dos efeitos da norma permitirá manter criação dos cargos de Ministro de Direitos Humanos e de Ministro de Estado Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, indevidamente assegurando a seus ocupantes, entre outras prerrogativas, foro por prerrogativa de função ('foro privilegiado') no Supremo Tribunal Federal. Isso, por seu vez, fere os princípios republicado e da igualdade, entre outros", escreveu Janot.

"Revogação de medida provisória e reedição de seu conteúdo por medida idêntica configura evidente burla à ordem constitucional, em especial aos arts. 2º e 62, caput e § 10. Prolongam-se, por esse artifício, os efeitos de norma, que perderia eficácia por ausência de apreciação pelo Congresso Nacional, no prazo constitucional estipulado. A Constituição não confere tal prerrogativa ao chefe do Executivo", argumentou Janot em outro ponto da ação.

O procurador-geral entendeu também que não havia urgência - um dos requisitos necessários para editar uma MP - no caso. “O ato normativo impugnado tampouco atende ao requisito constitucional de urgência, previsto no art. 62, caput, da Constituição da República.8 Ao revogar a MPv 768/2017, o Presidente da República rejeitou seu próprio ato e retirou-o de apreciação pelo Congresso Nacional. Trata-se de conduta inconciliável com a própria natureza urgente da medida", escreveu Janot.

Além do procurador-geral, dois partidos também já apresentaram ações contra a nomeação de Moreira Franco: Rede e PSOL. A relatora é a ministra Rosa Weber. Assim, o mais provável é que ela também fique com a ação da PGR.

Pelo mesmo motivo, Janot apresentou outra ação para questionar a MP 781, de 23 de maio de 2017, que permite repassar recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) para Força Nacional de Segurança Pública. Ela foi editada originalmente em 19 de dezembro de 2016, mas não chegou a ser votada pelo Congresso e perdeu sua eficácia. Embora seja do ano passado, a primeira MP deixou de ter validade em 2017.

'Por que Joesley apresentou provas abundantes contra Temer e nenhuma contra Lula e Dilma?', questiona jornalista

O jornalista José Nêumanne Pinto questionou a diferença entre a quantidade de provas apresentadas pelos irmãos Batista em relação ao presidente Michel Temer e aos outros acusados de corrupção, particularmente os ex-presidentes Lula e Dilma. 

Segundo Nêumanne, "Até agora, há farta produção de provas sobre os delatados por Joesley e Wesley Batista, da J&F, do PMDB de Michel Temer e do PSDB de Aécio Neves, Aloysio Nunes e José Serra. Mas nenhuma prova documental de que as contas que, segundo Joesley Batista, foram abertas em seu próprio nome e eram manipulados por Guido Mantega para favorecer os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, e que, segundo os delatores, seriam administradas por seus ex-ministros da Fazenda Antônio Palocci e o Guido Mantega. 

Hoje se vazam muitas informações de que estes dois estão dispostos a delatar e que essas delações mudarão essa situação, mas nenhum desses boatos chegou a ser confirmado".

MPF dá detalhes do acordo com JBS: lista das doações eleitorais dos últimos 16 anos

O MPF informa em nota que o acordo de leniência possui 37 cláusulas, sendo que uma delas estabelece 23 obrigações ao grupo, como a remoção de Joesley Batista de todos os cargos diretivos e de conselho das companhias e sua não recondução pelo prazo de cinco anos.
A JBS também se comprometeu a fornecer todos os documentos e depoimentos complementares necessários, inclusive uma lista consolidada e discriminada das doações eleitorais dos últimos 16 anos, com o nome de quem autorizou o pagamento e o valor repassado. E ainda uma lista de todos os beneficiários de propina que atualmente possuem prerrogativa de foro.
Leiam:
“Como forma de assegurar a completa apuração dos casos em andamento, o acordo prevê o fornecimento de informações, documentos, relatórios periódicos e depoimentos complementares ao MPF, bem como a outras instituições que cooperam com as investigações abarcadas nas operações que integram a leniência. Uma das exigências destinadas ao atendimento desse propósito é a entrega de uma lista consolidada e discriminada das doações eleitorais nos últimos 16 anos pelas empresas do grupo, incluindo o nome de quem autorizou o pagamento e o valor repassado. A colaboradora se compromete, ainda, a entregar uma relação consolidada com todos os beneficiários de pagamentos de vantagens indevidas que, atualmente, possuem prerrogativa de foro. Em relação a essas obrigações, o prazo estipulado para o comprimento é de 90 dias a contar da homologação do acordo.
Outro aspecto contemplado no rol de exigências impostas ao grupo diz respeito à mudança de procedimentos internos com o objetivo de “cessar completamente” a práticas de crimes e infrações. Um exemplo é a previsão de que, em no máximo três meses, seja aprimorado o programa de integridade, conforme previsto no Decreto 8.420/15, que regulamentou a Lei Anticorrupção. Além disso, há previsão expressa de que sejam tomadas providências no sentido de implementar, em todas as companhias do Grupo, sempre que cabíveis, ações condizentes com as normas do padrão ISO 19600 e ISO 37001, que trata de gestão antissuborno.
Como contrapartida aos pagamentos e ao cumprimento das demais obrigações listadas no acordo, as empresas do Grupo, seus prepostos, empregados e dirigentes que aderirem ao acordo, ficam isentos de condenação judicial que importe punições em decorrência de atos que caracterizam improbidade administrativa, definidos na Lei 8.429/92 ou que sejam caracterizados como ilícitos pela Lei Anticorrupção (12.846/13), desde que tais fatos tenham sido narrados pela empresa nos anexos do acordo de leniência.
O documento – ainda sob sigilo parcial – deixa claro que, em relação a fatos que não são da atribuição do Ministério Público Federal, as informações e documentos fornecidos pelo Grupo serão agrupados e informados aos respectivos responsáveis pelos procedimentos de apuração, incluindo o Ministério Público Estadual, que deverão analisar a possibilidade de aderirem ao acordo. Caso não ocorra a adesão, o material será devolvido à empresa e não poderá ser usado como elemento de prova nas respectivas investigações.”

Renan tenta escapar, mas Moro exige seu depoimento

O juiz Sergio Moro exigiu os depoimentos do deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) e do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) como testemunhas de defesa de Jorge e Bruno Luz.
Segundo o magistrado, por serem testemunhas não há como dispensá-los previamente da audiência. Moro disse que ambos podem se recusar a responder a qualquer indagação que entendam como prejudicial as suas defesas nas demais instâncias.
Titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sergio Moro é responsável pelas ações da Lava-Jato na 1ª instância. Como têm foro especial, os parlamentares só são julgados pelo Supremo Tribunal Federal.
Gomes havia pedido dispensa na última semana, com a justificativa de que “nada tem a acrescentar senão o já dito” em inquérito sobre o mesmo caso investigado pelo Supremo Tribunal Federal.
Renan fez o mesmo. Disse, através de seus advogados, que figura como investigado no Supremo Tribunal Federal pelos mesmos fatos, e que sua oitiva “poderia representar investigação por via oblíqua de seus atos”.
Jorge e Bruno Luz são acusados pela Lava-Jato de serem operadores do PMDB em desvios de dinheiro feitos na Petrobras.

Julgamento da chapa Dilma-Temer: “Amanhã vamos descobrir o Brasil”, diz Barroso

“Amanhã vamos descobrir o Brasil”. Essa foi a resposta do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Roberto Barroso, quando questionado sobre o que esperar do julgamento da chapa Dilma-Temer, marcado para amanhã no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O colegiado vai decidir se há indícios suficientes para cassar o atual presidente e tornar inelegível a ex-presidente.
Barroso disse que a investigação da Lava Jato corre um sério risco de ser prejudicada por uma “operação abafa”. “Existe um risco real, mas todos nós estamos aqui para evitar isso. Há os que querem salvar a própria pele, os que não querem ficar honestos, esse pacto imenso de compadrio, pacto e parcerias.” Para o ministro, o país tem uma classe política descolada da sociedade e com dificuldade de entender o recado das ruas.
“Agora que tudo foi descoberto, quando se esperava que todas instituições se mobilizariam para atingirmos um novo patamar ético, assistimos ainda assim a uma grande mobilização para deixar tudo como sempre foi, para que continuemos aquém do nosso destino histórico, trotando na história, liderados pelos piores”, disse o ministro do STF.

“O país não conseguirá cumprir seu destino se prevalecer a operação abafa. Não conseguiremos dizer no futuro que é melhor ser honesto. A corrupção valoriza os piores, os espertos.”
Barroso participa do fórum A Revolução do Novo – A Transformação do Mundo, realizado por VEJA e EXAME em parceria com a Coca-Cola, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. O evento discute mudanças na economia, política, tecnologia e sociedade. Barroso abordou o tema “o impacto, a evolução e o futuro dos valores éticos no mundo contemporâneo”.
Julgamento da chapa Dilma-Temer
Fruto de quatro ações ajuizadas pelo diretório nacional do PSDB e pela coligação Muda Brasil, entre outubro de 2014 e janeiro de 2015, o processo já passou pelas mãos de três ministros — João Otávio de Noronha, Maria Thereza de Assis Moura e Herman Benjamin, o atual relator, que deu celeridade e volume de provas à ação.
Com autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, Benjamin percorreu o país para colher pessoalmente o depoimento dos delatores da Odebrecht, entre eles os de Marcelo, ex-presidente, e Emílio Odebrecht, que deram declarações contundentes sobre como o dinheiro sujo abasteceu a campanha de 2014. O relator foi o grande responsável pelos números superlativos do caso, que, além das quase 8.000 páginas, teve 199 despachos, 58 depoimentos de mais de 75 horas e 380 documentos anexados, entre requerimentos, manifestações, ofícios, mídias, mandados e certidões. Benjamin já tem data para sair da Corte, 27 de outubro — por isso, busca finalizá-lo até lá.

Não existe a menor possibilidade de Lula ser novamente candidato. Ponto final

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não será candidato agora e nem em 2018.

Esta possibilidade só existe na cabeça de alguns militantes petistas insanos, movidos por um exacerbado fanatismo, sem nenhum sentimento patriótico e sem capacidade para análise desapaixonada do atual momento político.
Lula não será candidato agora, quando ainda teria possibilidade jurídica, porque simplesmente não haverá eleição direta. ‘Diretas Já’ é uma ideia que nasceu natimorta.
Não há condições, nem tempo hábil, nem dinheiro e muito menos vontade política para uma eleição direta presidencial em 2017.

Mormente quando Lula desponta com um leve favoritismo, em função da revelação de que a podridão se estabeleceu em toda a classe política brasileira.

Seria uma temeridade permitir que Lula tenha a possibilidade de disputar eleição e voltar ao poder. Estaríamos fatalmente caminhando no rumo tomado pela Venezuela. Ninguém quer isto, nem mesmo os ministros do STF nomeados pelo PT.

Lula já demonstrou que a sua alucinação por retomar o poder, mira a vingança contra a imprensa independente, contra a Operação Lava Jato e contra todas as autoridades que trabalham para colocar os corruptos na cadeia, em razão dos inúmeros crimes cometidos, inclusive o ex-presidente.

Da mesma forma, Lula também não será candidato em 2018, pois caso ainda não esteja preso, fatalmente estará inelegível.

Ainda neste mês de junho o juiz Sérgio Moro deve prolatar a sentença condenatória do caso de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o tríplex de Guarujá.

O Tribunal Regional de Recursos da 4ª Região, a segunda instância de Moro, no início do próximo ano, deve confirmar a sentença e liquidar a fatura, expurgando definitivamente Lula do cenário político e, possivelmente, mandando-o para o xilindró.
Quem viver verá!

Gonçalo Mendes Neto

segunda-feira, 5 de junho de 2017

O TSE diante da História

O abuso do poder político e econômico que elegeu Dilma Rousseff foi o mesmo que elegeu o vice, Michel Temer. Os 54 milhões de votos foram para os dois.

O Tribunal Superior Eleitoral viverá na próxima terça-feira o que realmente se pode chamar de dia histórico: julgará quatro ações que pedem a cassação da chapa Dilma-Temer por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2014. Depois de todos os fatos ilícitos que vieram a público, alguns nos últimos meses, depois de todas as provas, depois de todos os depoimentos, não resta dúvida de que a nossa democracia foi lesada, que a chapa, agora em julgamento, foi eleita graças a um esquema bilionário de financiamento oriundo de propina. O jogo democrático não foi limpo. Ganhou a eleição quem a disputou de forma ilegal, corroendo o que de fundamental há no processo democrático: igualdade de oportunidades. O dia será histórico porque a Justiça tem uma tripla função: garantir que a lei vale para todos, punir quem não respeita a lei e, assim, educar, garantindo que tamanha barbaridade não volte a ocorrer.

Entre os que estão mais preocupados com aqueles que apoiam do que com a democracia ou o Brasil, há defensores de toda sorte de teses que resultem na absolvição da chapa.
Há os que defendem que a ação sequer deve ser julgada, porque teria perdido o objeto quando a presidente Dilma foi afastada da Presidência por crime de responsabilidade. Essa tese não faz sentido: o abuso do poder político e econômico que a elegeu foi o mesmo que elegeu também o seu vice. Os 54 milhões de votos foram para os dois. Não faz sentido que, tendo sido afastada por outros motivos a presidente, o seu vice, que com ela foi eleito com os mesmos abusos, seja poupado.

Numa variante dessa tese, está aquela que diz que o vice deve ser poupado porque é alheio ao que na campanha fez o cabeça da chapa, o PT e Dilma. Não é: o abuso de poder econômico e político que elegeu um elegeu igualmente o outro, tendo o vice participado ou não do esquema fraudulento graças ao qual os 54 milhões de votos de ambos foram conseguidos. Não é à toa que a jurisprudência do Tribunal consagre o princípio da indivisibilidade da chapa.

Há ainda os que afirmam que a comprovação das ilicitudes cometidas na campanha só veio a público depois que as ações foram protocoladas e, por esse motivo, não pode ser levada em conta. O argumento, meramente processual, devia fazer corar de vergonha os seus proponentes. É como se eles dissessem que agora sabemos que a chapa se elegeu de forma ilegal, mas, como seus oponentes não apontaram essa ilegalidade no momento em que deram entrada nas ações, nada pode ser feito.

Não. Porque uma das ações impetradas leva o elucidativo nome de Ação de Investigação Judicial Eleitoral. Ela se presta justamente a, no curso da ação, investigar quaisquer fatos novos que surjam. E a lei que a regulamenta é clara em seu artigo 23: “O Tribunal formará a sua convicção pela livre apreciação dos fatos públicos e notórios, dos indícios e presunções e prova produzida, atentando para circunstâncias ou fatos, ainda que não indicados ou alegados pelas partes, mas que preservem o interesse público de lisura eleitoral”. A lei é sempre sábia.

O próprio tribunal já deu sinais de que pensa assim quando a então relatora de uma das ações Maria Theresa de Assis Moura mandou arquivá-la porque considerou que o PSDB adicionou novos elementos fora do prazo legal. Com os votos sensatos dos ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux, por 5 votos a 2, o Tribunal mandou seguir o processo. Se acreditasse que novos fatos não poderiam ser agregados, teria concordado com o arquivamento.

Depois disso, vieram as delações da Odebrecht, as delações do marqueteiro do PT João Santana e de sua mulher, Mônica Moura, que não somente confessaram o que de errado fizeram na campanha, como anexaram provas. O ministro relator, Herman Benjamin, com desassombro, inquiriu-os e anexou as provas, cumprindo o seu dever.

Muitos temem pelo solavanco econômico que uma cassação da chapa possa vir a provocar. Mas juízes, ansiamos todos, julgam com base nos fatos e aplicam a lei, não levando em conta nenhum efeito de suas ações senão a confirmação de que vivemos sob o Império da Lei. Não há do que ter medo. A Constituição Cidadã de 1988 dá todos os caminhos, e estes devem ser seguidos com serenidade para que os brasileiros possam viver com a certeza de que somos um país sério, em que erros trazem consequências, em que não há impunidade, em que a aplicação da lei resolve problemas, jamais os cria.

As reformas, tão essenciais aos brasileiros, têm mais chances de passar num Brasil adulto, que não empurra para debaixo do tapete os erros cometidos, mas os enfrenta, do que num país do jeitinho, dos atalhos, das teses que não se sustentam.

Este jornal está sendo coerente com o que pensa desde o início da crise. Quando a Câmara aprovou o impeachment da presidente Dilma, nosso editorial previa: “A votação final do impeachment, no Senado, independentemente do resultado, não será o desfecho da crise. Deve-se ser realista. Em qualquer hipótese, ela deverá persistir. Pode-se lamentar esse prognóstico, mas não temê-lo. Porque a Constituição continuará a indicar o caminho para a superação dos males que afligem os brasileiros.”

Não há nenhuma dúvida de que esse julgamento nada tem a ver com as acusações que agora pesam contra o presidente Michel Temer. Trata-se de julgar pecados anteriores. Mas, sabemos todos, na construção de suas convicções, os juízes podem e devem levar em conta as condutas impróprias continuadas dos implicados.

Desde que as ações ingressaram no tribunal, já lá se vão dois anos e meio. É tempo de julgar. Pedidos de vistas são normais, mas protelações em processo tão longo e urgente, não. O Brasil tem de ultrapassar essa etapa. Este jornal não tem dúvida de que todos os ministros do TSE, julgando a favor ou contra, agirão segundo as suas convicções, tendo em mente as leis, a nossa democracia. E cumprindo o dever que a nação lhes outorgou.

fonte: O GLOBO


Domino´s anuncia que não usará mais produtos da JBS

A Domino´s, rede americana de entregas de pizza, não irá mais usar nenhum produto da JBS, maior processadora de carne do mundo e alvo de denúncias de corrupção.
O anúncio foi feito pela companhia em sua página nacional no Facebook.
“Prezamos muito pela transparência e ética com todos os apaixonados pelo Domino’s, e compartilhamos do mesmo sentimento de revolta quando estes valores não são levados em consideração”, afirmou a empresa no comunicado. “Por isso, queremos esclarecer que não utilizamos mais nenhum produto da marca JBS.”
A rede possui 10.000 lojas no mundo, 180 delas no Brasil. E não é a única a dizer que não comprará mais nada da JBS.
Em maio, a curitibana Devons decidiu parar de usar os produtos da empresa, após revelações de sua delação premiada ao Ministério Público Federal.
Na tarde de hoje, Fátima Bernardes, garota propaganda da marca Seara, do grupo de Joesley Batista, encerrou o contrato de três anos que mantinha com a empresa.

O LEGADO

por Sérgio Fernando Moro*

Espera-se que, nesses momentos difíceis e turbulentos, o legado do ministro Teori Zavascki não seja esquecido. Precisa-se, mais do que tudo, dos bons exemplos

Em 4 de maio de 2016, o ministro Teori Zavascki decidiu pelo afastamento cautelar do então presidente da Câmara dos Deputados do exercício de suas funções. Repetindo o comentário do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, foi “uma das mais extraordinárias e corajosas decisões da história político-judiciária do Brasil”. Posteriormente, o Plenário do STF, em julgamento unânime, referendou a decisão cautelar. Livrou-se o país, após longa espera, do risco de que continuasse no comando de um dos poderes da República pessoa suspeita da prática de variados crimes e que utilizava seu poder, como reconhecido pelo Supremo, para prevenir a sua responsabilização.
Mesmo antes dessa decisão, o ministro Teori Zavascki já havia dado mostras de coragem institucional e de atuação independente que os tempos turbulentos reclamavam. Em 24 de novembro de 2015, decretou a prisão de um senador em exercício, flagrado em gravação tentando impedir que um diretor da Petrobras submetido à prisão revelasse seus crimes em acordo de colaboração premiada.
Zavascki tornou-se relator prevento para os recursos no âmbito da Operação Lava Jato ainda em maio de 2014. Desde então, destacou-se por sua atuação serena e independente. Reviu algumas decisões das instâncias inferiores, no regular exercício de jurisdição, mas, em geral, deu – respeitando o devido processo – firme apoio ao importante trabalho de investigação e processamento dos graves crimes descobertos no âmbito dos contratos da Petrobras. Foi ele, ainda, o responsável pela homologação dos primeiros acordos de colaboração premiada de Paulo Roberto Costa e de Alberto Youssef, então ainda algo relativamente novo na prática judicial. Não teve receio de fazê-lo e de conferir publicidade ao conteúdo dos depoimentos. O interesse público, pela gravidade e dimensão dos fatos revelados, especificamente a descoberta de um sistema de corrupção entranhado nas instituições públicas, depois confirmado pelos casos já julgados, assim o reclamava.
Mas não foi só na análise dos casos concretos que o ministro destacou-se. Foi ele o relator, no Supremo Tribunal Federal, do HC 126.292, julgado em 17 de fevereiro de 2016, no qual a corte revisou seu anterior entendimento de que a presunção de inocência obstava a execução da pena antes do julgamento do último recurso. Na prática, tal entendimento permitia que criminosos poderosos, utilizando as brechas do sistema legal, com sua infinidade de recursos, prevenissem sua efetiva responsabilização por seus malfeitos. A revisão da regra permite que, após uma condenação em segunda instância, possa o julgado ser já efetivado, com a prisão do condenado. O ministro Teori Zavascki e a maioria então formada no Supremo compreenderam a relação entre impunidade e corrupção sistêmica, e a necessidade de que a Justiça criminal deixasse de ser um faz-de-conta para crimes praticados pelos poderosos. Posteriormente, em 5 de outubro de 2016, esse entendimento foi reafirmado pelo Supremo Tribunal Federal em julgamento de ação declaratória de constitucionalidade, tendo agora por relator o ministro Edson Fachin.
19 de janeiro de 2017 foi um dia trágico, não só pela perda humana envolvida na morte de qualquer indivíduo, mas pela perda institucional. O ministro, em que muitos confiavam pela seriedade, independência e respeito ao devido processo, deixou-nos: uma lacuna trágica ainda pelo momento histórico, vésperas da homologação dos acordos de colaboração de executivos de Odebrecht, o que permitiria estender e aprofundar as investigações até então centradas quase que exclusivamente nos crimes praticados no âmbito da Petrobras.
Pela bondade da Providência, a relatoria desses processos ganhou um substituto à altura: o ministro Edson Fachin. Jurista de qualidade e que já antes demonstrara a principal virtude de um magistrado, a atuação independente. De forma semelhante ao antecessor, vem se destacando pelo atuar sereno, firme e, principalmente, com a independência daqueles que não julgam a corrupção com cores partidárias. É um magistrado que serve ao Direito e não ao poder. Atualmente, não só por sorteio, mas por mérito, é o ministro Edson Fachin quem representa o legado do ministro Teori Zavascki no STF, isso sem embargo da elevada qualidade de outros componentes da corte.
Infelizmente, há dúvidas se o legado sobreviverá. O consenso de que a corrupção sistêmica é um mal a ser combatido, que não só contamina as instituições brasileiras, mas que também enfraquece nossa economia e a qualidade de nossa democracia, parece ter diminuído. Há quem, consciente ou inconscientemente, prefira a estabilidade da corrupção e os ganhos de curto prazo dela decorrentes. Há quem tenha certo rancor dos investigadores e dos magistrados por sua audácia, como se houvesse crimes que não devessem ser revelados ou como se eles, e não os próprios agentes criminosos, fossem responsáveis pelos crimes descobertos. Há até mesmo quem pretenda rever os julgados e precedentes estabelecidos pelo ministro Teori Zavascki.
Os problemas não se resolvem se fingirmos que eles não existem. Abdicar do enfrentamento da corrupção neste momento apenas propiciará que ela volte mais forte, comprometendo o potencial de desenvolvimento do Brasil. A passagem de um modelo de impunidade para um modelo de responsabilidade não se fará sem turbulências. Não há, porém, saída honrada salvo ir em frente. Agora, para além dos processos judiciais, são necessárias reformas mais gerais que diminuam oportunidades de corrupção e que elevem a transparência. Nisso, governo e Legislativo estão devendo, e muito. Os ganhos do enfrentamento da corrupção sistêmica serão elevados. Uma economia mais forte e de maior produtividade, sem o grande peso dos custos da corrupção sistêmica. Uma democracia de melhor qualidade, com um governo de leis, sem os privilégios da impunidade dos poderosos, e com maior confiança e harmonia entre representantes e representados. Espera-se que, nesses momentos difíceis e turbulentos, o legado do ministro Teori Zavascki não seja esquecido. Precisa-se, mais do que tudo, dos bons exemplos.

*Sergio Fernando Moro é juiz federal em Curitiba e escreveu este artigo para a Gazeta do Povo

“Não tem recuo”, diz Doria sobre a Cracolândia

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse na manhã desta segunda-feira, 5, que sua gestão continuará a agir na mesma linha em que vem atuando com relação à Cracolândia, na região central de São Paulo. Segundo ele, não haverá recuo.
Doria fez a afirmação ao ser provocado pelos jornalistas a comentar a pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira, dando conta de uma leve oscilação para baixo de sua aprovação após a operação na Cracolândia.
Segundo o instituto, a aprovação do prefeito caiu dois pontos porcentuais, passando de 43% para 41%, mas dentro da margem de erro. A desaprovação subiu de 19% para 22%, e os que consideram a gestão de Doria regular se mantiveram em 34%.
“Não houve oscilação nenhuma. Ao contrário, houve aprovação. A pesquisa Datafolha especificamente sobre esse tema (Cracolândia) deu uma aprovação de 80% às ações da Prefeitura e o governo do Estado de São Paulo”, disse o prefeito. “Vamos seguir dentro desta mesma linha. Não tem recuo.”
Sobre seu nome aparecer na lista dos possíveis sucessores de Michel Temer (PMDB) em 2018, Doria disse ficar feliz, mas reiterou que não é candidato à Presidência da República.

Bolsonaro é fundamental

Na verdade o Brasil vive um paradoxo entre seus desejos realizáveis e exigências fictícias!
Nunca tivemos um país tão inculto, com tantos analfabetos funcionais, tomado pela barbárie e pela falta de civilização, mas em contrapartida, as exigências para a política se colocam à procura de um heróico e santo salvador, que seja culto, probo, desligado da velha arte de fazer política, que possa trazer a moralização total, e claro – que agrade uma elite intelectual que sempre aprendeu male-male o beabá da tabuada, e arrota ensinamentos de Albert Einstein. Uma turma que tem no atraso de Woodstock, a explicação do próprio atraso brasileiro.
Muitos acusam Bolsonaro de “tosco“ e “despreparado“, mas não se atentam para o que tivemos num passado recente.
Tivemos dois presidentes toscos (um analfabeto e outra semi-alfabetizada) que ganharam o coração de boa parte dos brasileiros e que jamais tiveram suas competências questionadas. Já um capitão do Exército que tem boa formação educacional e moral, é sumariamente rechaçado por uma turma que só curte uma aparência cool de um idealismo que não leva em conta a barbárie civilizacional brasileira e que deve, portanto, ser enfrentada por alguém corajoso e sem politicamente correto.
Bolsonaro pode ter sido infeliz em algumas falas, não é perfeito, não é nenhum salvador da pátria, mas tem honestidade – que para o brasileiro não vale se estiver divorciada de chavões retóricos, de vernizes literários, de competências financeiras (que inclusive Lula e Dilma nunca tiveram).
Daí a implicância com relação ao seu nome e o que ele se propõe.

Segundo meu amigo Mozart Lisboa, “Bolsonaro agride o senso estético do provincianismo intelectual brasileiro“. É isto, um povo extremamente ligado à “jecura” da nossa elite intelectual que tem “nojinho“ de quem fala a verdade direta, crua, sem rodeios e que está disposto a colocar a mão na massa.
Bolsonaro precisa de uma boa equipe, bons assessores ligados à competência e não aos apadrinhamentos políticos -geralmente espúrios e regados a muita corrupção. As deficiências de Bolsonaro, para um país que teve Sarney, Collor, Lula e Dilma, a nação tira de letra. Os defeitos de Bolsonaro são muito menos importantes do que as suas qualidades, estas absolutamente necessárias ao país neste momento. Um homem honesto, corajoso, patriota e que não está comprometido com este nefasto projeto de poder marxista que varreu a possibilidade de deixarmos nosso subdesenvolvimento.
Em sendo assim, para começarmos uma nova fase, Bolsonaro será fundamental. Já tentam caricaturá-lo como fizeram com o saudoso Eneas Carneiro. Tentam manchar 24 horas por dia sua ilibada conduta e reputação política. Tentam afastar o brasileiro do caminho certo, e temo que não conseguirão! Sabem por quê?
__Estamos enfastiados de canalhas e de homens sem compromisso com o Brasil. No que depender de mim, Bolsonaro será o próximo presidente brasileiro. Está com o tal “nojinho“ e repetindo os jargões de intelectuais de meia-tigela?
__Mude-se para a Inglaterra e aguarde a futura encarnação de Churchill ou da Thatcher, ou então encare a nossa realidade! O que há de melhor no Brasil neste momento. Sim, ele, o Capitão.
Por  Claudia Wild