segunda-feira, 3 de julho de 2017

Ex-presidente da Petrobras diz a Moro que a estatal não investigou cartel porque não foi notificada

Luiz Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobrás  no período entre 2005 e 2012 (Governos Lula e Dilma), afirmou, em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, nesta segunda-feira, (3), que a estatal não abriu procedimentos de investigação, mesmo diante da prisão de diretores da Camargo Corrêa no âmbito da Operação Castelo de Areia – que apurou suposta formação de cartel na Petrobrás antes da Lava Jato – porque ‘não foi notificada’ sobre as investigações que, segundo ele, ‘a imprensa toda divulgou’

O depoimento de Luiz Sérgio Gabrielli se deu no âmbito de ação penal em que o ex-presidente Lula é réu por supostamente aceitar da Odebrecht a compra de um terreno em São Paulo, onde seria sediada a sede do Instituto Lula. Os valores empregados no imóvel, segundo sustenta o Ministério Público, são oriundos de propinas de contratos da Petrobrás. A defesa de Lula nega.

Gabrielli, que foi arrolado como testemunha de Lula, foi questionado pelo procurador da República Roberson Henrique Pozzobon sobre os motivos da estatal não ter identificado, por meio de auditorias internas o ‘macro esquema de corrupção’ instaurado na estatal. O ex-presidente da Petrobras respondeu que os réus confessos e agentes públicos condenados na Lava Jato ’fizeram as todas as operações fraudulentas fora dos sistemas da Petrobrás’.

“Eles [ex-agentes públicos condenados] o fizeram respeitando os limites admitidos pelos procedimentos internos da Petrobrás e realizando as operações de transações de valores com empresas interpostas, com terceiras quartas e quintas empresas. Isso sequer era de conhecimento da Petrobrás. Portanto, era impossível que o sistema de controle interno capturasse esses problemas”, afirmou Luiz Sérgio Gabrielli.

O procurador rebateu afirmando que, em meados de 2009, antes da Lava Jato, a Polícia Federal deflagrou a Castelo de Areia, que chegou a prender executivos da Camargo Corrêa em obras da Refinaria Abreu e Lima. Pozzobon perguntou sobre o motivo de o cartel e as obras investigadas pela operação – posteriormente anulada pela Justiça – não terem sido alvo de inquérito interno dentro da estatal.

O ex-presidente da Petrobrás respondeu alegando que, à época, não foi ‘consultado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público’ sobre os fatos. “A imprensa toda divulgou. Mas a Petrobrás, não foi consultada sobre o assunto”.

“A RNEST foi objeto de grandes discussões pelos custos. Houve reavaliação de projeto, redefinição de processos licitatórios”, lembrou.

A Operação Castelo de Areia foi anulada pelo Superior Tribunal de Justiça porque os ministros entenderam que as provas contra os acusados foram obtidas por meio de denúncias anônimas. Quatro executivos da Camargo Corrêa, que depois voltou a ser alvo da Lava Jato, foram presos preventivamente.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO DE DEFESA DE LULA: CRISTIANO ZANIN MARTINS

Nota

O juiz Sérgio Moro permitiu hoje (03/07) ao Ministério Público Federal formular perguntas à testemunha José Sérgio Gabrielli sobre a “operação Castelo de Areia”, estranha à denúncia e aos documentos juntados aos autos. Diante da impugnação da defesa sobre a inexistência do documento que deu base ao questionamento, Moro afirmou: “O Dr. pode procurar depois”, deixando evidente mais um cerceamento à defesa.

Tanto Gabrielli como a ex-ministra Miriam Belchior prestaram depoimento relativo a ação penal nº 5063130-17.2016.4.04.7000 e reforçaram que a Petrobras sempre contou com um complexo sistema de controle interno e externo, que jamais identificou a prática de atos ilícitos por parte dos ex-diretores Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró e do ex-gerente Renato Duque. Gabrielli reiterou que Costa, Cerveró e Duque eram funcionários antigos da petroleira e que não havia qualquer motivo para desconfiar de que eles estariam envolvidos em um esquema de ilegalidades.

Cristiano Zanin Martins

Investigadores e advogados acreditam que Moro será mais meticuloso com Lula



Todos que acompanham de perto o andamento dos processos da Lava Jato em Curitiba (investigadores, assessores e advogados) avaliam que o juiz Sérgio Moro deverá demorar mais alguns dias para dar a sentença no processo em que o ex-presidente Lula é réu no caso do triplex no Guarujá.

Tanto no Ministério Público Federal (MPF) quanto na Justiça Federal no Paraná há o entendimento de que a extensão das alegações finais da defesa do petista, com 363 páginas, vai demandar mais tempo de Sérgio Moro. Além disso, o juiz federal da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba deverá ser ainda mais meticuloso na decisão sobre Lula, principalmente pelo peso político da decisão. “O Juiz Moro sabe da importância dessa sentença. Portanto, irá revisar e revisar antes de proferir a decisão”, afirmou uma fonte.

A decisão do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) de reformar a decisão de Moro e absolver o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso desde 2015, colabora com essa expectativa. Tanto no Judiciário paranaense quanto no entorno de Lula, a notícia foi interpretada como um sinal claro do tribunal de segunda instância para a Lava Jato.

Sérgio Moro havia condenado Vaccari a 15 anos e 4 meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Na semana passada, o TRF-4 absolveu o ex-tesoureiro petista alegando que não haviam provas contra Vaccari além da palavra de delatores.

“Comemoramos duplamente. Primeiro porque foi feita justiça ao Vaccari, segundo porque o TRF-4 abriu uma nova perspectiva e nos deixou muito animados. Agora temos muita convicção de que não há como o Moro condenar o Lula, não há uma única prova material no caso do triplex”, disse o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gilberto Carvalho.

Segundo fontes próximas ao Juiz  Moro, a decisão do TRF-4 deve dificultar uma sentença contrária a Lula. Elas avaliam que, para condenar o petista, o juiz federal teria de aplicar a teoria do domínio do fato, alegando que Lula tinha controle sobre tudo o que acontecia. Caso contrário, as provas recaem sobre a ex-primeira-dama Marisa Letícia, morta em fevereiro último – foi Marisa quem decidiu comprar uma cota da Bancoop no prédio do Guarujá e quem mais vezes esteve no imóvel.

Expectativa. A iminência da publicação da sentença no caso do triplex é motivo de apreensão no mundo político e especulações no mercado. Na última sexta-feira (30), boatos de que Moro anunciaria a decisão ainda antes do fim de semana circularam entre operadores da área financeira. Mas a boataria não se confirmou. Naquele dia, Moro, que voltava de viagem aos Estados Unidos, ouviu depoimentos de Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, e dos diretores da entidade Paulo Vanucchi, Luiz Dulci e Clara Ant, mas relacionado com o caso que apura a doação de um terreno ao instituto pela construtora Odebrecht. 

O ex-presidente Lula é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo sobre o triplex. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Lula teria recebido R$ 3,7 milhões em propinas (por meio do apartamento e do armazenamento de parte do acervo presidencial do petista) da empreiteira OAS em troca de vantagens em contratos com a Petrobrás. A defesa do ex-presidente Lula  alega que o petista nunca foi dono nem sequer usufruiu do apartamento e que o MPF não conseguiu produzir provas além do depoimento do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro.

Lula pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, se for condenado em primeira e segunda instâncias, e ficar impedido de disputar as eleições de 2018. O ex-presidente lidera as pesquisas. Ademais, ele é réu em outros dois processos. Um deles apura repasses de empreiteiras investigadas pela Lava Jato à LILS, empresa de palestras do petista. O terceiro processo é sobre o sítio usado por Lula e sua família em Atibaia.

Cabral trocava aumento de passagens por propina



O esquema criminoso do ex-governador do Rio Sergio Cabral (PMDB) concedeu benefícios a empresas de ônibus, como a autorização para reajustes das tarifas e isenções no pagamento de IPVA dos coletivos e ICMS do diesel em troca de propina,  revelaram as investigações do Ministério Público Federal. 
O montante movimentado entre 2010 e 2016 chegaria a R$ 500 milhões. Cabral, que deixou o governo, em favor de seu vice, Luiz Fernando Pezão (PMDB), em 2014, recebeu repasses até o mês de novembro do ano passado, quando foi preso pela Operação Calicute.

Nove pessoas foram presas entre hoje e ontem. Ainda há dois foragidos. São investigados os crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e crime contra o sistema financeiro. “Era um esquema tão arraigado e tão forte que permaneceu mesmo após o final do segundo mandato do governador”, disse o procurador regional da República, José Augusto Vagos.

O procurador da República Eduardo El Hage, esclareceu que, “Sempre que havia reajuste das passagens, cada membro da organização criminosa recebia um ‘prêmio’. É um dos esquemas criminosos mais antigos do Estado do Rio e um dos mais maléficos, porque prejudica a população de baixa renda, que paga tarifas caras”.

Não é possível afirmar que o esquema alcança integrantes da gestão Pezão, ressalvou.

Segundo o Procurador El Hage, a ausência de licitação no setor do transporte rodoviário intermunicipal, o que beneficia sempre as mesmas empresas, é outro benefício conseguido pelos empresários por meio de pagamento de propina. 

Ele afirmou também que Cabral continuou recebendo seus “bônus” mesmo depois de sair do governo porque mantinha forte influência política no Estado.

O setor dos transportes é o terceiro em que são descobertos tentáculos do esquema criminoso no governo estadual liderado por Cabral. Primeiro foram encontradas irregularidades na área de obras, depois, na saúde. Em todas as investigações, o ex-governador é apontado como o cabeça da organização, e assessores, como seus operadores financeiros.


INVERSÃO DE VALORES

Nova PGR será sabatinada por 10 investigados na Lava Jato.

Escolhida pelo presidente da República, Michel Temer, para o posto de Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge estará em alguns dias frente a frente com nada menos que 10 senadores na sabatina que passará na Comissão de Constituição e Justiça investigados na Operação Lava Jato.

Cinco parlamentares enredados nas denúncias de corrupção são do PMDB, partido do Governo. Entre eles o presidente do colegiado, Edison Lobão (PMDB-MA), alvo de quatro inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal, dos quais três na Operação Lava Jato. 

Para evitar constrangimentos, o senador Lobão indicou o senador Roberto Rocha (PSB-MA) para a relatoria da nomeação de Dodge na CCJ. Ele não é investigado nem tem processos.

Presidente da França propõe reforma política para cortar um terço do Parlamento

Emmanuel Macron, presidente da França, prometeu apresentar uma reforma política, possivelmente submetida a referendo, para reduzir em um terço o número de parlamentares, restringir a reeleição para o Legislativo e introduzir mecanismos de eleição proporcional.

Macron anunciou seu plano de governo nesta segunda-feira diante dos deputados e senadores do país, convocados ao palácio de Versalhes em um evento pouco tradicional na França. O pronunciamento, que o mandatário quer repetir nos próximos anos para "prestar conta" aos parlamentares, se inspira no discurso sobre o Estado da União, proferido anualmente pelo presidente dos Estados Unidos no Congresso.

O presidente também pressionou os parlamentares a aprovar as "reformas profundas de que nossas instituições tanto precisam" em até um ano. "Se for necessário eu as apresentarei aos eleitores em um referendo", disse.

Sobre a redução na quantidade de parlamentares, Macron disse que "um Parlamento menos numeroso, mas com capacidades reforçadas, é um Parlamento onde o trabalho se torna mais fluido, (...) é um Parlamento que trabalha melhor". Atualmente, o Legislativo francês tem 577 deputados e 348 senadores.

Macron também anunciou que quer restringir a possibilidade de reeleição ao Legislativo, de modo a renovar com maior frequência os políticos que ocupam cargos eletivos.

Além disso, ele prometeu introduzir uma "dose" de proporcionalidade nas eleições legislativas. A proposta, apresentada sem maiores detalhes, responde às críticas ao sistema eleitoral francês reforçadas após o pleito de 11 e 18 de junho, em que o partido de Macron, o centrista República Em Marcha!, conquistou uma maioria parlamentar folgada.

O voto para a Assembleia Nacional na França é distrital e ocorre em dois turnos, modelo que enfraquece partidos com posições mais distantes do centro. É o caso da Frente Nacional, da ultranacionalista de direita Marine Le Pen, e a França Insubmissa, de extrema esquerda, liderada por Jean-Luc Mélenchon.

Considerados políticos antiestablishment, Le Pen e Mélenchon obtiveram votações expressivas na eleição presidencial de 23 de abril e 7 de maio, em que foram derrotados por Macron. Seus partidos, porém, ganharam poucos assentos na Assembleia Nacional.

Para Macron, ter mecanismos de proporcionalidade é importante para que "todas as sensibilidades sejam justamente representadas".

Os parlamentares da França Insubmissa e do Partido Comunista não compareceram ao discurso no palácio de Versalhes, construído no século 17 pelo rei Luís 14, acusando Macron de conduzir uma "Presidência monárquica". As legendas convocaram protestos contra o governo nesta segunda-feira.

Estado de emergência

No pronunciamento, Macron afirmou que quer derrubar até o fim deste ano o estado de emergência, implementado após os atentados da organização terrorista Estado Islâmico que mataram 130 pessoas em Paris em novembro de 2015.

A medida, introduzida em caráter temporário, foi renovada repetidas vezes e é alvo de críticas por restringir liberdades individuais e aumentar os poderes da polícia.

"[Devolverei] aos franceses suas liberdades suspendendo o estado de emergência", afirmou. "Essas liberdades são a condição da existência de uma democracia forte."

Ante as ameaças recorrentes de organizações terroristas, o presidente prometeu continuar trabalhando para "prevenir novos ataques e combater [os agressores] sem piedade, sem remorso e sem fraqueza".


Gilmar Mendes foi o padrinho da Dona Baratinha

Gilmar Mendes foi padrinho de casamento da filha do empresário preso na Lava Jato ontem.

A prisão do empresário Jacob Barata Filho trouxe à memória o casamento de sua filha, em 2013, em que Gilmar Mendes e sua esposa foram padrinhos. 

O casamento foi considerado um símbolo de ostentação e teve protestos

Temer também deve ser investigado, mas não se pode esquecer que Lula é o chefe


Em artigo intitulado "Lula é o chefe", o jornalista Ruy Fabiano, explica como a corrupção petista superou a corrupção "clássica" praticada pelo PMDB e outros partidos. Segundo Fabiano, "Temer está em maus lençóis pelo que fez – e deve ser investigado. Ele, Aécio e quem mais tenha delinquido. Mas não se deve perder de vista o senso das proporções. Lula é o chefe".

Leia abaixo o artigo de Ruy Fabiano:

O perigo do “Fora, Temer” é ofuscar o protagonismo do PT no maior processo de rapina já perpetrado ao Estado brasileiro – aliás, a qualquer Estado. A corrupção como método de governo.
O PMDB, partido que Temer presidiu por longo tempo, e cuja parceria com o PT o levou à vice-presidência de Dilma Roussef, praticou a corrupção clássica, que, embora obviamente criminosa, cuidava de não matar a galinha dos ovos de ouro.
A do PT, não. Não se conformava em enriquecer os seus agentes. Queria mais: saquear o Estado para financiar um projeto revolucionário de perpetuação no poder. Daí a escala inédita, mesmo em termos planetários. Só no BNDES, o TCU examina contratos suspeitos de financiamentos, que incluem países bolivarianos e ditaduras africanas, na escala de R$ 1,3 trilhão. Nada menos.
Poucos países têm tal PIB. A Petrobras, que era uma das maiores empresas do mundo, desapareceu do ranking mundial. Deve mais do que vale. O PT banalizou o milhão – e mesmo o bilhão.
As delações da Odebrecht e da JBS, entre outras de proporções equivalentes (Queiroz Galvão, OAS, Andrade Gutierrez, UTC etc.) mostram quem estava no comando: Lula e o PT. Os demais beneficiários estão sempre vários degraus abaixo. Eram parceiros – e, portanto, cúmplices -, mas sem comando.
Por essa razão, soou como piada de mau gosto – ou um escárnio à inteligência nacional - a afirmação de Joesley Batista de que Temer era o chefe da maior quadrilha do erário. A ação implacável do procurador-geral Rodrigo Janot procurou reforçar aquela afirmação, que obviamente não se sustenta.
Os irmãos Batista, no governo Lula – e graças a ele -, ascenderam da condição de donos de um frigorífico em Goiás à de proprietários da maior empresa de produção de proteína animal do mundo, com filiais em diversos países. Tudo isso em meses.
O segredo? A abertura dos cofres do BNDES, de onde receberam algo em torno de R$ 45 bilhões. Tal como Eike Baptista, são invenções da Era PT. Temer nada tem a ver com isso, ainda que tenha sido – e está provado que foi – beneficiário do esquema.
Mas chefe jamais. Temer e o PMDB são a corrupção clássica, igualmente criminosa, mas em proporções artesanais. É grave e deve ser investigada e punida. Mas enquanto a rapina peemedebista cabe em malas, a do PT exige a criação de um banco, como a Odebrecht acabou providenciando no Panamá para melhor atendê-lo.
É, portanto, estranho que, diante de evidências gritantes como as que Rodrigo Janot dispunha sobre Lula, não tenha se indignado na medida que o fez em relação a Temer e Aécio, cujas respectivas prisões pediu. Jamais denunciou Lula ou Dilma.
Muito pelo contrário. Até hoje não explicou porque destruiu uma delação premiada do ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, que comprometia Lula. Não o sensibilizaram tampouco as delações do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, que, inclusive, revelaram um esquema de financiamento de campanhas em países bolivarianos com dinheiro roubado da Petrobras.
E o casal deixou claro a quem obedecia: Lula e Dilma, fornecendo detalhes sórdidos do esquema: entre outras aberrações, uma conta fria de e-mail pela qual Mônica trocava informações com Dilma, com o objetivo declarado de obstrução de justiça.
E o caso do ex-ministro Aloizio Mercadante, que tentou silenciar Delcídio Amaral, que se preparava para uma delação premiada? Ofereceu-lhe dinheiro e intermediações no STF para soltá-lo. O que Janot fez com aquela fita, cuja nitidez dispensou perícias técnicas? Mercadante continuou ministro até a saída de Dilma. E o que Janot falou a respeito? Suas indignações, de fato, têm sido seletivas, dando ensejo justificado a suspeitas de engajamento.
Temer está em maus lençóis pelo que fez – e deve ser investigado. Ele, Aécio e quem mais tenha delinquido. Mas não se deve perder de vista o senso das proporções. Lula é o chefe.
Após a publicação do artigo, o jornalista Ruy Fabiano incluiu uma atualização com nota enviada pela assessoria de Aloizio Mercadante. Leia abaixo:  
O ex-ministro Aloizio Mercadante reafirma que as conversas que teve com o Sr. Eduardo Marzagão, assessor do então senador Delcidio do Amaral, não retratam qualquer tentativa de obstrução da Justiça, mas um gesto de apoio pessoal. Nas conversas, Mercadante diz expressamente que não interferiria na estratégia jurídica de Delcídio e nem na decisão por eventual delação. Sugeriu, apenas, que a defesa buscasse a rediscussão da prisão do Senador junto ao Senado Federal, com absoluta legalidade e transparência, uma vez que acreditava na ausência dos requisitos para a detenção.O caso já foi analisado pela Comissão de Ética Publica da Presidência da República, sendo que Mercadante foi absolvido por unanimidade. Na decisão, a referida Comissão, que é formada por cinco membros, sendo três juízes de carreira, afirma que, nas gravações, não se verifica a tentativa de obstrução de justiça. "Com efeito, as transcrições das conversas que constam do presente processo indicam apenas o oferecimento de auxílio a um colega de partido - gestões políticas junto ao Senado e, após o relato do assessor acerca de dificuldades financeiras sofridas pelo ex-Senador, promessa de que 'iria ver' no que poderia ajudar, 'na coisa do advogado' - sem que fique caracterizada conduta ilícita", afirma a decisão do conselheiro-relator, Américo Lacombe, que é ex-desembargador e ex-presidente e ex-corregedor do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
Mercadante reafirma que jamais intercedeu junto a qualquer autoridade para tratar deste tema. Reitera que confia plenamente na Justiça e no Ministério Público Federal, colocando-se, como sempre, à disposição das autoridades para todos os esclarecimentos necessários.
Assessoria Mercadante

domingo, 2 de julho de 2017

PF prende empresário Jacob Barata Filho, a pedido da força-tarefa da Lava Jato

Empresário do ramo de ônibus tentava embarcar para Portugal. Ele é suspeito de pagar milhões de reais em propina a políticos do Rio.

Um dos maiores empresários de ônibus do Rio, Jacob Barata Filho, foi preso na noite deste domingo pela Força tarefa da Operação Lava-Jato da Polícia Federal, segundo informações da TV. De acordo com investigações, Barata, que é conhecido como "Rei do ônibus", teria pago milhões de reais em propina a políticos do Rio. A polícia estava monitorando o empresário, quando descobriu que ele estava prestar a embarcar para Portugal apenas com a passagem de ida.

O mandado foi expedido pelo juiz Marcelo Bretas.

Conhecido como “Rei do Ônibus”, o empresário Jacob Barata teria US$ 95,2 milhões (R$ 270 milhões) numa conta secreta numa agência bancária do HSBC, na Suíça. A informação consta de uma reportagem do site “Maka Angola”, de Angola, como desdobramento do escândalo Swissleaks — revelado pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), que gerou reportagens em jornais de vários países este mês. Segundo o grupo, o HSBC estaria ajudando seus clientes a ocultar cerca de US$ 180 bilhões, desviados para paraísos fiscais entre 2006 e 2007. O dinheiro seria parte de esquemas de caixa dois e estaria até mesmo financiando o terrorismo em países africanos.

Em nota, Jacob Barata Filho negou que tanto ele quanto o pai tenham contas na Suíça. A reportagem sobre Jacob Barata no “Maka” foi amplamente reproduzida nesta quarta-feira nas edições eletrônicas de jornais portugueses. O site angolano, por sua vez, afirmou ter tido acesso a uma lista de nomes de empresas e pessoas físicas de nacionalidade portuguesa, além de brasileiros com negócios em Portugal, que mantinham as contas secretas.

Editor do site e autor da reportagem, o jornalista angolano Rafael Marques de Morais disse nesta quarta-feira ao GLOBO que ele mesmo localizou o nome de Jacob Barata na lista.

— Os documentos que tenho mostram inclusive o número da conta: 5090111490 — disse Rafael.

A família Barata é uma das maiores operadoras de ônibus no Brasil, com empresas que prestam serviços principalmente em estados do Sudeste e do Nordeste. O grupo também tem interesses em Portugal. Reportagem publicada pelo GLOBO, em agosto de 2013, mostrava que, na época, a família era uma das sócias da Vimeca, que transportava diariamente mais de 140 mil passageiros na Grande Lisboa, o equivalente a 25% da população da capital portuguesa. Os Barata também tinham participação em uma segunda empresa de ônibus, a Scotturb. Essas empresas de ônibus integram uma holding, a I Morey - Empreendimentos Imobiliários e Turísticos Ltda. Além das empresas de ônibus, I Morey controla sete hotéis da Rede Fênix, dos quais três ficam em Lisboa e quatro, no Porto.

DEPÓSITOS DE QUASE US$ 1 BILHÃO

Segundo o site angolano, foram identificados 611 clientes ligados a Portugal com depósitos na Suíça que chegam a US$ 969 milhões. A reportagem afirma que apenas o Grupo Espírito Santo — um dos maiores do país — teria depósitos de US$ 350 milhões. As denúncias do site já provocaram reações da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), equivalente à Receita Federal brasileira. Segundo a Agência de Notícias Lusa, a AT já pediu formalmente ao consórcio de jornalistas para que a lista dos contribuintes seja encaminhada ao órgão.

Procurador da Lava Jato anda falando demais?

Passei a escrever aqui porque precisava dizer que não podemos desanimar nem desistir, apesar das dificuldades. Era preciso falar isso nesse momento em que muitos pararam de apoiar a Lava Jato.
Desistiu de lutar porque o STF soltou Rocha Loures e deixou de prender Aécio? Confirmou suas suspeitas de que não há esperança para o Brasil porque o TSE se negou a cassar a chapa Dilma – Temer? Desacreditou da possibilidade de um país melhor depois de ver José Dirceu livre?

Sempre que conversam comigo nas ruas ouço pedidos para que não desistamos de lutar. Muitos me perguntam porque passei a escrever com tanta frequência aqui no meu Facebook. Alguns ainda me alertam que talvez eu fale demais, talvez seja muito incisivo ou inconveniente. Até colunistas de jornal me chamam de jacobino ou messiânico.

Passei a escrever aqui porque precisava dizer que não podemos desanimar nem desistir, apesar das dificuldades. Era preciso falar isso nesse momento em que muitos pararam de apoiar a Lava Jato. Muitos desses eram apenas falsos apoiadores, como políticos como Romero Jucá, que frequentaram as manifestações para tirar fotos de coraçãozinho para seus eleitores, ou movimentos de rua composto de jovens que já nasceram velhos. Esses acreditaram que nosso objetivo era apenas desarticular a corrupção do PT. Queriam apenas chegar ao poder rapidamente. Enganaram-se.

Outros ingenuamente acreditaram, e ainda acreditam, que toda a corrupção do Brasil aconteceu nos últimos 13 anos por conta do PT. Triste engano que não resiste a uma aula básica de história. As organizações criminosas que enfrentamos sempre estiveram no poder, seja o nome do partido que for. Essa sempre foi a maneira de fazer campanha política no Brasil. O PT só sistematizou isso e foi com muita sede ao pote.

Mas pior que todos aqueles abertamente contra as investigações, são aqueles que usam o nome de Sérgio Moro, ou da Força-tarefa Lava Jato para colocar mensagens de apoio a Temer. Eu assinei a denúncia de Lula e as alegações finais em que foi pedida a sua condenação, e assinaria a denúncia contra Temer e o pedido de prisão de Aécio. Não existem duas Lavas Jatos, assim como não existem dois Ministérios Públicos Federais. O PGR Rodrigo Janot tem nosso apoio.

Trabalhamos na Lava Jato em obediência à lei e à Constituição. Muitos podem dizer que deveríamos ter feito isso ou aquilo, outros nos criticam porque não fizemos aqueloutro. Pacientes ouvimos as críticas e temos as nossas razões para cada decisão tomada. E continuamos trabalhando. A história dirá o que foi certo ou não em nossa estratégia.

Não há vergonha de perder uma luta se houver sido feito o que era preciso dentro da lei. Mas ainda há muito pelo que lutar. O importante agora é que a Câmara dos Deputados autorize o julgamento de Temer. Cada um de nós pode fazer algo a respeito.

Carlos Fernando Dos Santos Lima 
Texto do Facebook pessoal do procurador.


'É hora de retornar às ruas para dizer não ao conchavo que quer impedir a Justiça', afirma jurista Miguel Reale Jr.

Em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, o autor do pedido de impeachment de Dilma, jurista Miguel Reale Jr., reforçou a necessidade do apoio e participação populares para a continuidade e efetividade da Lava Jato e do combate à corrupção.

Sobre a manifestação que pretende defender a Lava Jato em agosto, Janaína Pachoal alerta 'Talvez seja tarde demais!'

Janaína Paschoal, jurista e autora do pedido de impeachment de Dilma, lamentou que uma manifestação a favor da Lava Jato tenha sido marcada para o mês de agosto: 

"Li que haverá manifestações em apoio à Lava jato no final de agosto, talvez seja tarde demais!".

Por que a Globo quer derrubar Temer? Salvar a Friboi? Medo de Bolsonaro? A volta disfarçada do PT com Marina?

A tentativa de Golpe da Rede Globo vai ficar marcada como a mais agressiva e descarada campanha de um meio de comunicação do país para derrubar um governo em toda a história. A Globo apostou todas suas fichas na tramoia engendrada por Janot e Joesley Batista para derrubar Temer. A emissora colocou todos seus empregados e satélites para pedir a renúncia de Temer no susto, aproveitando-se de uma transcrição falsa da conversa gravada por Joesley com Temer.

Fiando-se da baixíssima popularidade do presidente, a Globo e os conspiradores do golpe imaginaram que a população seria engrupida com facilidade e que Temer cairia com qualquer soluço. Não foi o que aconteceu. Temer não renunciou.

Apesar do fracasso do Golpe, no lugar de recuar, a Globo e seus serviçais partiram para uma segunda onda de ataques, visando influenciar o julgamento do TSE, que na verdade deveria ter pesado contra Dilma lá atrás e ninguém fez nada. Todas as provas dos crimes cometidos na eleição de 2014 apontavam para Dilma e o PT. Foi mais uma investida frustrada. Temer não teve seu mandato cassado, apesar de todo teatro do ministro Herman Benjamin.

Mas a emissora carioca e seus satélites não desistiram e apostaram todas as fichas na denúncia fajuta do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que na ausência de provas contra Temer, apostou em uma malfadada tentativa de forjar provas com a ajuda do criminoso Joesley Batista. Ao que tudo indica, o plano brilhante dos gênios do golpe caminha para mais um fracasso no Congresso. 

Mas o que há por trás desta sanha da Globo, da esquerda e de setores do judiciário, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, em tentar derrubar Temer tão desesperadamente agora, a esta altura do campeonato? Com certeza, não foi apenas uma tentativa de salvar os criminosos da Friboi, patrocinador de toda esta gente.

A resposta é bem simples: o jogo de sucessão para 2018 está embaralhado demais e a Globo e setores do mercado perderam completamente o controle da situação. Alckmin, Aécio e Lula estão definitivamente queimados. O Risco de um outsider aparecer do nada e liquidar a fatura é bastante alto, assim como já ocorreu nos Estados Unidos e França. Há ainda o fator Bolsonaro, favorito em sondagens internas feitas pelo PSDB, PT e Globo. O desespero dessa gente é que o vencedor das eleições presidenciais de 2018 pode governar o país até janeiro de 2027, caso consiga se reeleger. Grupos poderosos não conseguem fazer planos no escuro durante tanto tempo. 

Caso o golpe fosse bem sucedido, a Globo, o PT e os demais conspiradores conseguiram emplacar seu candidato em uma eleição indireta no Congresso. Já haviam até escolhido o atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ex-empregado de Joesley Batista. Uma vez no lugar de Temer, Meirelles ou qualquer outro, como o ex-ministro Nelson Jobim, o sócio de André Esteves, teria grandes chances de vencer as eleições em 2018. Os dois são tradicionais aliados de Lula e do PT.

Com a máquina na mão, o sucessor de Temer faria de tudo, com a ajuda da Globo, é claro, para se promover. Ampliaria programas sociais, faturaria em cima da geração de empregos que já começou com Temer, se gabaria de ter debelado a inflação, reduzido juros e herdaria todas as pequenas conquistas obtidas por Temer ate o momento. Desta forma, o candidato dos conspiradores se cacifaria para vencer não apenas as eleições de 2018, mas também as de 2022.


Como até o momento a tentativa dos conspiradores de dar uma rasteira na Democracia e no Povo não prosperou, é bem provável que comecem a se preparar para interferir de outras formas nas eleições de 2018, através de ataques contra candidatos não alinhados, como Bolsonaro, e promoção de favoritos, como Marina Silva, Ciro Gomes e João Doria.

fonte: Imprensa Viva


Trunfo de Temer para barrar denúncia na Câmara é a ala anti-Janot

O governo espera obter na Câmara para barrar a denúncia criminal contra Michel Temer um placar que inclua um grupo expressivo de deputados que pretende usar a votação para impor uma derrota ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Essa ala é formada, segundo a Folha, por alvos da Lava Jato e deputados críticos às investigações, além de parlamentares que dizem ver um alinhamento excessivo do chefe do Ministério Público com teses da esquerda.

Michel Temer precisa que pelo menos 172 dos 513 deputados votem contra a denúncia ou simplesmente não apareçam na sessão, já que é preciso haver um mínimo de 342 votos para que o STF seja autorizado a decidir se processa o Presidente por corrupção passiva.

“A tendência é votarem não pelo Temer, mas contra o Janot"

Paulinho da Força (SD-SP), alvo da Lava Jato, fala sobre a motivação dos colegas para votar a denúncia de Rodrigo Janot contra Michel Temer:
"Há uma insatisfação muito grande entre os deputados com ele [Janot]. Enquanto corre no caso do Temer, nas investigações contra deputados ele abre [inquéritos] e deixa na geladeira. A tendência aqui é de os caras votarem não pelo Temer, mas contra o Janot".

Ministro Fachin nega recurso a mulher que furtou desodorante e chiclete

Fachin, que vai decidir sobre habeas corpus a acusados de desviar cifras milionárias na Lava Jato, alegou reincidência da ré; maioria votou pela concessão.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte, negou nesta quinta-feira habeas corpus a uma mulher de 39 anos, presa em flagrante em 2011 por ter tentado furtar de um estabelecimento comercial de Varginha (MG) dois desodorantes e cinco frascos de chicletes, cujo valor atualizado soma R$ 42. 
O recurso da defesa tinha o objetivo de arquivar o processo criminal, que não informa se e quando ela foi solta.

A impunidade orquestrada pelo STF

Quando pensamos no Brasil e suas mazelas, a primeira (ou a segunda) matéria a aparecer em nossas mentes vem atrelada ao nosso sistema jurisdicional. Já sabemos dos carnavais de outrora que a nossa justiça não é flor que se cheire e que ela ajuda a perpetuar os vícios do sistema político-administrativo nacional.
Muito embora tenhamos juízes exemplares e heróicos espalhados por todo país, que desempenham seus ofícios com a maior lisura e seriedade – principalmente na primeira instância -, notamos que os aparelhados tribunais superiores do Brasil ganharam um protagonismo de vilão. Um vilão clássico que está contra o país, seu povo, a lei, o direito, e, mormente até mesmo contra a justiça.
O que dizer de juízes cínicos, arrogantes, vaidosos, despóticos, despreparados para exercer o nobre ofício, claramente desprovidos do notório saber jurídico, totalmente desvencilhados do compromisso da aplicação legal, mas atrelados aos interesses ideológicos que representam? O que dizer das esdrúxulas e repetidas decisões da mais Alta Corte de Justiça do Brasil, que hoje mais parece um tribunalzinho de Quarto Mundo comandado por um boliviariano atrasado? O que dizer sobre a impunidade orquestrada nas nossas Casas de Justiça?
As indagações são muitas e a resposta é única: o Poder Judiciário em sua alta cúpula não tem compromisso firmado com o país. São julgadores que aceitam e acobertam a imundície do jogo político, legislam ao bel-prazer e criam jurisprudência que apenas atendam a um plano nefasto de poder e dominação política.
Causa um assombro enorme, julgadores que sem qualquer resquício de constrangimento mostram proximidade e compadrio com réus de seus julgamentos. O que pensar de juízes que não escondem mais suas preferências para proteção dos verdadeiros bandidos nacionais; que não só arquitetaram um plano malévolo de poder como também saquearam o futuro do Brasil e os brasileiros, tudo em nome de um conhecido atraso ideológico.
Escutar rasgados elogios dedicados aos figurões da República que foram pegos com a boca na botija e promessas demagógicas de julgadores que evocam o nome e o espírito da justiça para lhes respaldarem suas porcas e inadmissíveis decisões, notoriamente contrárias ao que manda a lei e o direito, não só nos deixa perplexos, mas sobretudo descrentes nos sinuosos rumos do país.
A interpretação legal produzida nos principais tribunais superiores do Brasil se tornou uma experiência tóxica! O que deveria garantir a máxima aplicação da lei foi substituído pela casuística da conveniência política e dos favores entre Poderes da República. Vivemos tempos em que o escárnio é marca da justiça.
O que difere uma verdadeira nação de um povo cercado por terra é a elaboração, execução e o cumprimento da lei. É ela o marco civilizatório e o divisor de águas no desenvolvimento dos povos.
Assistirmos impotentes a todo este espetáculo deprimente acerca do subdesenvolvimento e tirania explícita causa verdadeira indignação. Se os anos lulopetistas destruíram o país, seus tribunais superiores ( sobretudo o STF) se encarregaram de enterrá-lo em cova rasa – sem pompa, respeito ou formalidade.
Portanto, por mais que o magnífico juiz Sérgio Moro faça seu excelente e irretocável trabalho, este será neutralizado e desfeito por senhores a serviço do crime e da bandidagem instalada no seio da República. Esperar o que de tribunais que inocentam crápulas perigosíssimos em nome da justiça e da lei. É desta justiça viciada que se aguarda uma condenação do senhor Luiz Inácio Lula da Silva? – Esqueçam! O ex-presidente, a viva alma mais honesta do país, o pai dos pobres, já está absolvido e permanecerá solto independentemente de uma futura e fundamentada condenação.
Se tivesse a oportunidade de olhar nos olhos de cada um dos julgadores da mais Alta Corte nacional, eu diria apenas; sinto vergonha de brasileiros como Vossas Excelências. Brasileiros que nos fazem desacreditar no nosso país e na genuína Justiça.
Desde a primeira composição do STF nunca tivemos julgadores tão medíocres, cínicos, prepotentes, despreparados e tão descaradamente comprometidos com a causa política. Uma coisa já sabemos: no tribunal em que a política entra, a justiça sai pela outra porta.
Parece que a nós brasileiros restará apenas a crença na Justiça Divina. Esta não há de falhar!

Por Claudia Wild

fonte:República De Curitiba Online

sábado, 1 de julho de 2017

Wagner Moura resolveu deixar o Brasil, mas não vai para Cuba; vai morar em Los Angeles

Causou polêmica nas redes sociais a notícia  de que o ator Wagner Moura resolveu deixar o Rio de Janeiro para morar em Los Angeles.

Como o ator é defensor do PSOL e dos projetos ditatoriais de esquerda na América Latina, os internautas passaram a questionar qual o motivo dele, ao deixar o Brasil, ter escolhido para morar o país símbolo do capitalismo e não o paraíso socialista Cuba.

Também questionam porque ele não irá ceder sua casa no Rio de Janeiro para o MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, e sim alugar a mansão por uma boa soma de dinheiro, ao partir para os Estados Unidos.

Enfim, essa é a esquerda caviar.

Jean Wyllys passa vergonha ao discutir com cidadão, pois não sabe nem quem paga seu salário


Jean Wyllis tornou-se alvo de chacota na internet após rebater um internauta, que lamentava que seus impostos pagassem o salário do deputado. O deputado, demonstrando ser um completo ignorante sobre o uso do dinheiro público, afirmou: 

"Você não paga o salário do deputado. Quem o paga são seus (dele) 145 mil eleitores". E continuou, agredindo o cidadão: "Vá se informar em vez de escrever asneiras". 

Os internautas não perdoaram e o deputado recebeu uma enxurrada de comentários, que iam da incredulidade aos pedidos de reembolso de impostos. 

Veja o post de Jean Wyllis:




Janaína: 'Vocês não acham uma grande coincidência que todas essas decisões ocorram a um só tempo, às vésperas da sentença referente a Lula?'


A última semana trouxe uma enxurrada de decisões judiciais que surpreenderam os brasileiros e agradaram a políticos encrencados na Lava Jato. 

A autora do pedido de impeachment de Dilma, jurista Janaína Paschoal, chama a atenção para o fato de que as decisões ocorrem às vésperas do julgamento do ex-presidente Lula. E alerta: "Acordem!". 

Leia abaixo as reflexões de Janaína Paschoal: 
"Sei que muitos interpretam as decisões conflitantes como prova de tratamento diverso entre gregos e troianos! Não são!
Vocês estão vendo políticos reclamarem das últimas decisões? Eu não! Vejo o povo reclamando, por razões várias.
As últimas decisões atentam contra o processo de depuração, que não vê siglas. Agradam a todos os implicados, que estão unidos contra nós!
Por isso tenho insistido que estão errados os que fazem vistas grossas para com os crimes de alguns. Essa omissão só fortalece o crime.
Eu escrevi, mais de uma vez, que os riscos ao processo de depuração não vinham do Congresso.
Vocês não acham uma grande coincidência que todas essas decisões ocorram a um só tempo, às vésperas da sentença referente a Lula?
Eu nunca acreditei em coincidências! Acordem!"