sábado, 5 de agosto de 2017

Procurador da Lava Jato conclama a população para participar do combate à corrupção

O procurador da Lava Jato Carlos Fernando dos Santos Lima lembrou à população que, por mais que os procuradores, policiais federais e juízes trabalhem contra a corrupção, a situação não vai mudar enquanto a população não participar do processo: 

"Juízes, procuradores e policiais não vão mudar o país. Somente quem pode fazer isso é o povo".

MILÍCIA BOLIVARIANA DE MADURO MATANDO OS OPOSITORES DA DITADURA SOCIALISTA


ESSA É A DITADURA QUE O PT, O PSOL E O PCdoB APOIAM.

'Escapamos na última hora. Quebrados, mas sobrou alguma coisa, não viramos uma Venezuela', diz Jabor sobre saída do PT

O colunista Arnaldo Jabor lembra que o Brasil escapou por muito pouco de tomar o mesmo caminho da Venezuela, que se tornou uma ditadura sanguinária: 
"Escapamos, na última hora. Estamos quebrados, destroçados pelo governo Dilma. Mas ainda sobrou alguma coisa. Se não, os Venezuelanos poderiam nos dizer: 'Eu sou você amanhã'". 

'Parabéns, Lula, virou hexa antes da seleção!', diz Danilo Gentili após Lula se tornar réu no sexto processo

O humorista Danilo Gentili ironizou a sexta denúncia recebida contra o ex-presidente Lula, no processo que trata do sítio de Atibaia: "Parabéns, Lula, virou hexa antes da seleção!".

VENEZUELA, UM FRACASSO SOCIALISTA


A Venezuela poderia ter escolhido o caminho liberal do Chile, mas, infelizmente escolheu o atrasado caminho socialista.
Era para esse caminho que o PT iria levar o Brasil. 
Lembre-se, o PT, o PSOL e o PCdoB estão apoiando o DITADOR MADURO.

Ex-procurador atuou na JBS seis dias após deixar MPF

Auxiliar de Rodrigo Janot, Marcello Miller participou de reunião representando os irmãos Batista.
Apenas seis dias depois de ter sido exonerado do cargo de procurador do Ministério Público Federal, Marcello Miller participou de reunião na Procuradoria-Geral da República (PGR) como advogado do grupo J&F, controlador da JBS. Miller foi exonerado no dia 5 de abril deste ano e no dia 11 já representava a empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista em reunião com seus antigos colegas de trabalho. A informação foi obtida pelo GLOBO por meio da Lei de Acesso à Informação.

Os registros de entrada da portaria do edifício-sede da PGR mostram que Miller esteve no local nos dias 11 e 18 de abril. Em resposta à reportagem, a PGR confirmou a presença e informou que ele representou o grupo controlador da JBS na ocasião. De acordo com a instituição, Miller participou de uma reunião com representantes do grupo de trabalho que atua na Lava-Jato e com a força-tarefa da Operação Greenfield da Procuradoria da República do Distrito Federal. Essa reunião ocorreu no dia seguinte ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin ter homologado um pré-acordo de delação dos executivos da JBS.

“No dia 11/4, Marcello Miller participou de reunião entre os representantes dos escritórios de defesa dos executivos e do Grupo J&F e membros do MPF. Na ocasião, foi explicado que as negociações da leniência e da colaboração premiada seriam feitas separadamente, por equipes distintas. Miller compareceu na condição de advogado do escritório Trench, Rossi e Watanabe Advogados, sem o conhecimento prévio dos membros que participaram das negociações”, afirmou a PGR.

Apesar da informação sobre a divisão das negociações, Miller voltou à PGR na semana seguinte, no dia 18. Nesse dia não teria participado de nova reunião, uma vez que a banca de que participava trataria apenas do acordo de leniência. Assim, teria sido orientado a se dirigir a outro local, a Procuradoria da República do DF, onde haveria reunião no mesmo dia sobre o tema de sua atuação.

CHEFE DE GABINETE DE JANOT ESTEVE EM REUNIÃO
De acordo com o Ministério Público Federal, Marcello Miller estava acompanhado de Francisco de Assis e Silva, advogado da JBS que acabou virando também delator, no dia da reunião. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não teria participado do encontro do dia 11, que teve a presença do seu chefe de gabinete, Eduardo Pelella, e do coordenador do grupo de trabalho da Lava-Jato, Sérgio Bruno Fernandes. A PGR afirma que Janot não esteve com Miller nenhuma vez após a exoneração.

“No dia 18/4, houve reunião sobre a parte criminal (acordo de colaboração) na PGR. No mesmo dia, foi agendada reunião na Procuradoria da República no DF para tratar de leniência. No entanto, os escritórios de defesa vieram à PGR. Novamente, foi explicado como seriam conduzidas as negociações, e a banca que defende os interesses do grupo empresarial (Trench, Rossi e Watanabe) foi ao local indicado para tratar sobre leniência”, informou a PGR.

TEMER QUESTIONOU ATUAÇÃO
A atuação do ex-procurador na defesa da empresa já foi questionada pelo presidente da República, Michel Temer, que foi um dos alvos da delação de Joesley. Ao se defender dizendo que a denúncia de corrupção contra ele era uma “ilação”, Temer fez ataques a Janot, criticando a atuação de Miller como advogado da JBS. O acordo de delação dos executivos da JBS foi questionado pela existência de cláusulas que lhes garantiram imunidade, ou seja, o benefício de nem sequer serem denunciados pelo Ministério Público.

O ex-procurador respondeu por meio de nota que não participou da negociação da delação premiada dos executivos da JBS. “O advogado Marcello Miller esclarece que, em cumprimento às regras aplicáveis de sigilo profissional, não pode comentar qualquer aspecto de sua atuação. Marcello Miller ressalta, mais uma vez, que não participou de qualquer negociação relacionada com a delação premiada dos executivos da JBS”.

O escritório Trench Rossi Watanabe alegou que o sigilo profissional impede comentários sobre a atuação na advocacia, reiterando apenas que “o escritório foi contratado para trabalhar no acordo de leniência do grupo J&F e não na delação premiada dos executivos da JBS”.

Enquanto as negociações para a delação tramitaram de forma acelerada, as tratativas sobre leniência demoraram mais tempo. A banca em que Miller trabalhava acabou deixando o caso, e no dia 30 de maio o acordo foi fechado pelo escritório Bottini & Tamasauskas Advogados. O grupo que controla a JBS concordou em pagar R$ 10,3 bilhões, em 25 anos.



fonte: O Globo 

LIBERDADE VERSUS REPRESSÃO: SOS VENEZUELA

A comunidade internacional deve se mobilizar e aplicar medidas efetivas que garantam que a democracia e a liberdade reinem na Venezuela. Não existe mais o caminho da direita e o caminho da esquerda. Não se trata de uma discussão de liberalismo x socialismo ou de conservadorismo x progressismo. Trata-se de uma discussão mais básica e fundamental: liberdade x repressão.
LIBERDADE VERSUS REPRESSÃO: SOS VENEZUELA
Por Guilherme Stumpf.
A Assembleia Nacional Constituinte proposta por Maduro ultrapassa todo e qualquer limite de  proporcionalidade. Vargas Llosa, em entrevista ao programa Roda Viva em 2013, afirmou que Maduro representava o início do fim do chavismo. Hoje, quatro anos depois, arrisco dizer: um fim que se anuncia, mas que não parece estar tão próximo.
No dia 27/06/2017, Maduro declarou que “se a revolução bolivariana fosse destruída, nós iríamos ao combate, porque o que não se pôde com os votos, faríamos com as armas”. Em certa medida, o ditador venezuelano cumpriu o que prometeu. Em 6 horas de votação para a Assembleia, 10 homicídios. Nos 4 meses de protesto, os números se aproximam de 120.
O governo venezuelano tortura os números, até obter o resultado que espera. A oposição afirma que 12.4% dos eleitores foram às urnas. Já o governo alega que o número de eleitores corresponde a 41.53% da população. Ora, tomando os números do próprio governo, concluímos que a maioria dos venezuelanos não é favorável a constituinte.
Colômbia, Peru, México e Panamá já anunciaram que não reconhecerão o governo ilegítimo formado a partir da Assembleia. O governo Temer e o governo Macri, da Argentina, seguiram pelo mesmo caminho. Já a União Europeia apenas lançou uma nota oficial que possui pouco efeito prático.
Os EUA anunciaram sanções econômica à Venezuela. Maduro, num rompante de superioridade, afirmou que ninguém no seu país se importa com o Presidente Donald Trump. Contudo, os EUA são os maiores compradores de petróleo venezuelano e, caso as sanções se confirmem – o que parece ser bastante provável – a já fraca economia venezuelana, se desestabilizará ainda mais.
O número de pedidos de visto para o Brasil por parte dos venezuelanos teve um aumento de 100%. Como um pedido de desculpas ao povo venezuelano, o Brasil deveria acolher essas pessoas. Sim, falo em pedido de desculpas. Explico: em famoso discurso de abertura do 15º Foro de São Paulo, o então presidente Lula declarou que “fomos nós que colocamos o Hugo Chavez no poder”. O fato do governo de um país interferir diretamente na política de outro já é algo muito grave. Pior ainda é colocar um homem que apresenta traços sanguinários, problemas psíquicos e que deixou um sucessor tão ruim quanto ele.
A comunidade internacional deve se mobilizar e aplicar medidas efetivas que garantam que a democracia e a liberdade reinem na Venezuela. Não existe mais o caminho da direita e o caminho da esquerda. Não se trata de uma discussão de liberalismo x socialismo ou de conservadorismo x progressismo. Trata-se de uma discussão mais básica e fundamental: liberdade x repressão.
Termino por lembrar a frase do deputado Juan Requesens: “Se a constituinte é Maduro para sempre, então a Venezuela será caos e ingovernabilidade para sempre. Te vás ou não te deixaremos governar”. Ou, como diria Paulo Mercadante, não parar, não precipitar e não retroceder.
Avante, venezuelanos!

Por Guilherme Stumpf, publicado pelo Instituto Liberal
Sobre o autor: Guilherme Stumpf – Graduando em Direito pela UFRGS. Tradutor. 


Polícia Rodoviária está sem dinheiro para abastecer seus carros e pede ajuda

A penúria financeira da Polícia Rodoviária Federal chegou ao ponto máximo. O órgão está pedindo ajuda a quem solicita comboios para o transporte de cargas pesadas pelas estradas federais.
Foi o caso do Ministério da Integração, que solicitou auxílio para deslocar comboio de mais de 30 caminhões no Pará. A superintendência então pediu, e conseguiu, ajuda para abastecer os carros que acompanhariam o deslocamento.
Em julho, a PRF disse que só tinha condições de tirar os carros dos postos ao longo das BRs para atender acidentes com vítimas. Em Goiás, o Sindicato dos Policiais Rodoviários anunciou que já estavam suspensas as fiscalizações de rotina e rondas para flagrar motoristas que abusam da velocidade e fazem ultrapassagens proibidas, principais causas de mortes nas estradas.

Segundo os policiais rodoviários, os 10 helicópteros usados no patrulhamento e resgate em todo o país poderiam parar. A PRF diz também que não vai mais fazer a escolta de caminhões com carga gigante.

Em nota, a Polícia afirma que a suspensão dos serviços ocorre em função do corte de orçamento anunciado pelo Governo Federal e é temporária. 

A PRF diz que pediu R$ 420 milhões para o orçamento deste ano, mas que só foram aprovados R$ 236 milhões, uma redução de mais de 40%.


Janaína Paschoal decide denunciar Nicolás Maduro ao Tribunal Penal Internacional

Quando as autoridades só pensam em si, a cidadania precisa tomar a dianteira. Toda grande conquista começa com poucos acreditando.
Janaína Paschoal decide denunciar Nicolás Maduro ao Tribunal Penal Internacional
As juristas Janaína Paschoal e Maristela Basso, ambas da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, decidiram denunciar o ditador Nicolás Maduro ao Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade. As professoras estudam se o melhor caminho é apresentar uma nova denúncia ou juntar-se, na condição de amicus curiae à denúncia já protocolada por mais de 140 senadores chilenos e colombianos.
Janaína Paschoal explica sua decisão:

O atual governo melhorou com relação ao anterior. Lula e Dilma davam apoio moral e material a Maduro (muito dinheiro público)!!!!

O atual Ministro, pelo menos, emite notinhas de reprovação aos crimes de Maduro. Mas diante das atrocidades em curso, notas não bastam!

Colômbia e Chile, por meio de um grupo significativo de Senadores, denunciou Maduro ao Tribunal Penal Internacional. E o Brasil?

No Brasil, os governantes estão muito ocupados em manter os próprios mandatos, fugindo de explicar as malas de dinheiro!

Aliás, dadas as revelações que não cessam, penso que alguns partidos já podem ser equiparados a verdadeiras organizações criminosas.

Ontem, uma jornalista indagou por que eu escrevi para Trump e não para alguma autoridade brasileira. Ora, parece óbvio!

Em meio a tantos crimes, o Brasil está longe de conseguir governar em sua plenitude. OS EUA podem parar de comprar petróleo da Venezuela!

Também tem a questão ideológica. Quando Fidel morreu, FHC emitiu uma nota, como se estivesse a falar de um santo. Essa é a nossa direita.

Por sua magnitude territorial, o Brasil haveria de ter sido o primeiro país a denunciar Maduro ao TPI, mas estamos reduzidos a nada.

O Brasil trata Maduro como um líder político. Mas à luz do Direito Penal Internacional ele é um criminoso e como tal deve ser tratado.

Foi para tipos como Maduro que o Tribunal Penal Internacional foi criado!

Quando os crimes de Dilma saltavam aos olhos e as autoridades competentes não faziam nada, decidi agir.

Há muito, os crimes de Maduro estão claros. O Brasil segue omisso.

Decidi, no âmbito de minhas limitações, fazer algo efetivo. Propus a Professora Maristela Basso denunciarmos juntas Maduro ao TPI.

A Professora Maristela, internacionalista, já está estudando o melhor caminho: uma nova denúncia, ou atuar como amicus curiae.

Quando as autoridades só pensam em si, a cidadania precisa tomar a dianteira. Toda grande conquista começa com poucos acreditando.

A propósito, viram a denúncia de outra fraude na votação da constituinte? “Engravidaram” as urnas eletrônicas! Seguras!

A mulher e o filho de Maduro foram eleitos. Parece que há parentes de Chaves também. Se bobear, até Dona Florinda e o Prof. Girafales.

A REFORMA DAS REFORMAS

Faço aqui uma proposição a todos os novelistas que atuam nas principais redes de televisão: ajudem, por favor, nesta tarefa de esclarecimento público. Sugiro, por exemplo, uma MINI-SÉRIE mostrando o quanto a Previdência Social não só é absurdamente INJUSTA como, também, uma enorme fábrica de ROMBOS e PRIVILÉGIOS.

A REFORMA DAS REFORMAS
por Gilberto Simões Pires

Encerrada mais uma Temporada da Série -FORA TEMER-, que a Rede Globo pagou alta soma para poder divulgar todos os capítulos -em primeira mão- (direitos reservados), proponho a todos os brasileiros, -sensatos- que voltem seus olhos e ouvidos, com o máximo possível de atenção e responsabilidade, para a necessária e inadiável REFORMA DA PREVIDÊNCIA. 

Bom mesmo seria se a mídia brasileira, em geral, notadamente aquela que é detentora de maior audiência, viesse a se interessar, com a mesma intensidade que dedicou para transmitir os capítulos da interminável novela -Fora Temer-, em informar e/ou ajudar a esclarecer o quanto é importante esta sempre adiada Reforma da Previdência. 

Ainda que todas as injustiças devam ser punidas, independente de valor, é inquestionável o FATO de que nossa Previdência Social representa a MAIOR INJUSTIÇA SOCIAL deste planeta. Além de privilégios absurdos que precisam ser atacados, somem-se os fantásticos ROMBOS que as DUAS PREVIDÊNCIAS (setor público - PRIMEIRA CLASSE- e setor privado -SEGUNDA CLASSE-) produzem nas contas públicas. 

Como tenho dedicado inúmeros editoriais com temas que julgo como realmente importantes para o país, estados e municípios, como é o caso da PREVIDÊNCIA SOCIAL, faço aqui uma proposição a todos os novelistas que atuam nas principais redes de televisão: ajudem, por favor, nesta tarefa de esclarecimento público. Sugiro, por exemplo, uma MINI-SÉRIE mostrando o quanto a Previdência Social não só é absurdamente INJUSTA como, também, uma enorme fábrica de ROMBOS e PRIVILÉGIOS. 
Já se sabe, infelizmente, que o projeto da REFORMA DA PREVIDÊNCIA, que está tramitando no Legislativo, nasceu tímido e raquítico. Como se não bastasse uma flagrante fraqueza, o projeto recebeu forte mutilação no percurso que leva ao plenário para ser votado. Pois, mesmo assim continua sendo alvo de críticas e/ou não aceitação por parte da turma da esquerda, que sofre de doenças mentais incuráveis. 

Volto a afirmar: o Brasil precisa urgentemente desta REFORMA para poder diminuir o ROMBO DAS CONTAS PÚBLICAS. Vejam que, enquanto o Ministério da Fazendo está fazendo de tudo para fechar o ano de 2017 com um ROMBO DE R$ 139 BILHÕES (será maior, infelizmente) nas contas públicas, só as DUAS PREVIDÊNCIAS,  em 2016 (ano passado), produziram um ROMBO de R$ 307, 9 BILHÕES. 

Desmembrando este ROMBO MONUMENTAL (sempre crescente), para melhor e bom entendimento, eis: 
- Em 2016, o Regime Geral de Previdência Social (INSS) destinado aos trabalhadores de segunda classe (empresas privadas) com 100,6 milhões de participantes (70,1 milhões de contribuintes e 30,5 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 152,2 bilhões (déficit per capita por participante de R$ 1.512,92).

- Em 2016 o Regime Próprio da Previdência Social destinado aos trabalhadores de primeira classe (servidores públicos) – União, 26 estados, DF e 2087 municípios mais ricos, com apenas 9,9 milhões de participantes (6,3 milhões de contribuintes e 3,6 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 155,7 bilhões (déficit per capita por participante de R$ 15.727,27).

Detalhe: o RPPS (servidores púbicos) é 10,40 vezes mais grave do que RGPS (aposentados pelo INSS).
por Gilberto Simões Pires

Janot pede ao STF arquivamento de inquéritos contra cinco políticos na Lava Jato

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que arquive cinco inquéritos derivados das delações que executivos da empreiteira Odebrecht fizeram no âmbito da Operação Lava Jato. As investigações envolviam os deputados Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Roberto Freire (PPS-SP) e os senadores Marta Suplicy (PMDB-SP), Garibaldi Alves (PMDB-RN) e José Agripino (DEM-RN). Todos eram suspeitos de corrupção passiva.
Os pedidos de arquivamento foram feitos por causa da prescrição dos crimes. Como os congressistas envolvidos possuem mais de 70 anos, o prazo para investigação cai pela metade. Resta Janot se manifestar sobre os inquéritos envolvendo o deputado Paes Landim (PTB-PI), de 80 anos, e a senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), de 75 anos. Também é aguardado um parecer do PGR sobre o caso envolvendo o senador Eduardo Amorim (PSDB-SE).
Os inquéritos sobre os parlamentares estavam entre os 84 pedidos de investigação feitos pelo PGR e protocolados no STF em abril, todos em decorrência da delação feita por executivos da Odebrecht. À época, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, solicitou mais esclarecimentos sobre oito processos, recebendo agora a resposta de Janot acerca desses cinco.
Outro lado
Jarbas Vasconcelos disse que gostaria que o seu caso fosse apurado e negou ter recebido 700.000 reais via caixa dois para sua campanha ao governo de Pernambuco em 2010. “Eu preferia que isso fosse apurado e esclarecido, para mim seria muito mais saudável isso do que simplesmente ser beneficiado pela prescrição. O que eu fiz foi absolutamente correto, então não há por que ficar protegido pela idade”, disse o deputado.
Para o senador Agripino Maia, era desprovida de “substância” a acusação que lhe foi feita – de receber 100.000 reais via caixa dois para a campanha ao Senado Federal em 2010. “O procurador-geral seguiu os ditames da lei. A acusação que me é feita é desprovida de qualquer substância. E o procurador, movido pelo que preconiza a lei, adotou a postura que adotou. Foi feita a Justiça à lei e aos fatos”, comentou o senador.
O deputado Roberto Freire informou, por meio de sua assessoria, que não se pronunciará sobre o caso. Freire foi acusado de ter recebido 200.000 reais não contabilizados da Odebrecht em sua campanha de 2010. Os senadores Garibaldi Alves Filho, que teria levado 200.000 reais para sua campanha em 2010, e Marta Suplicy, acusada de receber doação não contabilizada de 550.000 reais para sua campanha em 2008, ainda não se manifestaram.

Grupo que trabalhou no Plano Real quer “refundação ética” do PSDB

Um grupo de economistas ligados ao PSDB desde a sua fundação e que participou da elaboração e implantação do Plano Real lançou uma carta pedindo a refundação ética e programática do partido, o afastamento do governo Temer e a sua reorganização para impedir que em 2018 um radical populista de direita ou de esquerda ganhe a eleição para a Presidência.
A carta foi assinada por Edmar BachaGustavo Franco – ambos integrantes da equipe que criou o Plano Real -, Elena Landau (que comandou o programa de desestatização no governo Fernando Henrique Cardoso) e Luiz Roberto Cunha, que a exemplo dos outros três, integrou um grupo de economistas da PUC-Rio, que também reunia Persio Arida, André Lara Resende e Francisco Lopes, de grande influência na economia brasileira nos anos 1990.
Os signatários dizem que chegaram a pensar em se desligar do PSDB, mas que optaram por escrever a carta e enviá-la ao presidente interino do partido, o senador Tasso Jereissati (CE). “Continuamos a acreditar nos ideais que levaram à fundação do PSDB, que eram os de dissociar-se, em nome da ética, do PMDB controlado por Orestes Quercia; e construir um partido social-democrata comprometido com a justiça social, a ideia de uma economia de mercado governada pela livre iniciativa, a estabilidade da moeda, a responsabilidade fiscal e a integração do Brasil ao mundo desenvolvido”, dizem no documento.
Na carta, afirmam ainda que o “PSDB estabeleceu sua identidade a partir dessas pautas econômicas nas quais os signatários empenharam seu trabalho e suas energias e com as quais o governo de Fernando Henrique Cardoso deixou inestimável contribuição para a prosperidade do país” e pedem que o partido se arme para a disputa eleitoral em 2018 que tem, segundo pesquisa Datafolha de junho, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PSC) como favoritos.
“Não vemos no horizonte político brasileiro outro partido com igual força para se contrapor ao enorme risco que, mantido o atual governo, o país enfrentará nas eleições presidenciais de 2018. Trata-se da possibilidade da eleição de um radical populista, de esquerda ou de direita, que arruinaria com as perspectivas econômicas e talvez mesmo com a democracia no país.”
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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Mais uma pena de prisão para o comandante máximo da ORCRIM

Os documentos da Odebrecht que o juiz Sergio Moro anexou ao processo contra Lula foram encaminhados pela PGR ao STF e, em seguida, redirecionados a Curitiba.
Os relatos dos delatores e os documentos fornecidos por Rodrigo Janot e Edson Fachin confirmam o que foi descoberto pela Lava Jato e devem garantir mais uma pena de prisão para o comandante máximo da ORCRIM.

Mais uma delação do fim do mundo

A empreiteira Queiroz Galvão está fechando proposta de delação premiada com a recém-criada força-tarefa da Lava Jato em São Paulo, informa o Valor.
A empreiteira foi uma das maiores pagadoras de propinas do petrolão e, entre 2011 e 2014, repassou 4,4 milhões de reais para o Instituto Lula e para a LILS.

Pagamentos a Lula na agenda da Odebrecht

A agenda anexada pelo juiz Sergio Moro ao processo contra Lula mostra que a empreiteira contratou Lula para uma palestra antes mesmo que ele terminasse seu mandato. 
As obras do sítio e os repasses para o Instituto Lula, negociados naquela mesma reunião, provam que o empreiteiro Emílio Odebrecht foi ao Palácio do Planalto apenas para oferecer uma rica aposentadoria ao Amigo.

Odebrecht entrega estudos sobre nova sede do Instituto Lula

Foi entregue à Justiça pela Odebrecht uma série de estudos arquitetônicos e de engenharia sobre diferentes imóveis que poderiam abrigar a nova sede do Instituto Lula.
Essa documentação indica que a empreiteira estava dedicada ao tema a pedido do próprio ex-presidente e reforça a acusação da Lava Jato sobre a compra de um terreno como parte do pagamento de propina.
Abaixo, veja alguns estudos de volumetria.



DOCUMENTOS DA ODEBRECHT CONTRA LULA

Sergio Moro anexou ao processo contra Lula documentos fornecidos pela Odebrecht.
Eles corroboram os relatos dos delatores sobre o pagamento de propinas para a compra do prédio do Instituto Lula e da cobertura em São Bernardo do Campo.
Diz O Globo:
"Os documentos são vinculados a pagamento de propina ao PT em contratos das plataformas de petróleo PRA–1, P59 e P60; reformas na refinaria Presidente Vargas (Repar), no Paraná; e na montagem do gasoduto Gasduc III, além de valores ilícitos que teriam sido pagos por meio do ex-ministro Guido Mantega ao publicitário João Santana e anotações onde aparece o sítio de Atibaia como assunto a ser tratado diretamente com Lula".

Desiludido, Tiririca critica Congresso e diz que deve largar a política em 2018

'A partir do exato momento que você entra, ou entra no esquema ou não faz. É uma mão lava a outra', diz o deputado que votou contra Temer.
No sétimo ano consecutivo de mandato, o deputado Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), está desiludido com a política e propenso a encerrar a carreira parlamentar em 2018. Em entrevista ao Broadcast Político nesta quinta-feira, 3, um dia após votar pela autorização para que o STF desse encaminhamento à denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) por corrupção passiva, ele critica o Congresso Nacional e diz não ter o "jogo de cintura" exigido para ser político. "Não vai mudar. O sistema é esse. É toma lá, dá cá", afirmou.

Um dos deputados mais assíduos da Câmara, mas que só usou o microfone três vezes no plenário, o deputado Tiririca vê a maioria dos parlamentares trabalhando para atender interesses próprios, em detrimento do povo. Ele avalia que há parlamentares bem intencionados, mas que não conseguem trabalhar porque o "sistema" não deixa. "A partir do exato momento que você entra, ou entra no esquema ou não faz. É uma mão lava a outra. Tu me faz um favor, que eu te faço um favor. Eu não trabalho dessa forma", desabafou.
Tiririca conta que, certo dia, uma rapaz o procurou para oferecer um "negócio" de aluguel de carro. "O cara disse, 'bicho, vamos fazer assim, tal, o valor tal'. Eu disse: acho que você está conversando com o cara errado. Não uso carro da Câmara, o carro é meu. Ele disse: 'não, é porque a maioria faz isso'", relatou o parlamentar, sem dar nomes e mais detalhes sobre o fato. "Fiquei muito decepcionado com muita coisa que vi lá", acrescentou.
Após se eleger duas vezes deputado com mais de um milhão de votos em cada uma das eleições, Tiririca acha que não tem como continuar na política. "Do fundo do meu coração, estou em dúvida, e mais para não disputar", confessou. 

Questionado se a aversão a políticos tradicionais não poderia favorecê-lo, ele respondeu: "Pode ser que sim ou que não. Mas, para fazer o que? Passar oito anos e aprovar um projeto", desabafou o deputado, que só conseguiu aprovar uma de suas propostas em sete anos de mandato: a que inclui artes e atividades circenses na Lei Rouanet.
Tiririca confessa que disputou o primeiro mandato, em 2010, apenas para tentar ganhar visibilidade como artista. Mudou de ideia quando foi eleito com 1,3 milhão de votos, o que o tornou o deputado mais votado do País. "Aí disse: opa, espera aí. Teve voto de protesto, teve. Mas teve voto de pessoas que acreditam em mim. Não posso brincar com isso", afirmou. À época, o deputado foi eleito ao usar o slogan "Pior do que está não fica" durante sua campanha. 
Em 2014, decidiu disputar reeleição "para provar que não estava de brincadeira e que fiz a diferença na política". E foi reeleito com 1,016 milhão de votos.
No segundo mandato, Tiririca votou tanto a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) quanto pela abertura de investigação contra Temer, mesmo com a pressão da direção partidária sobre ele. "Tem um ditado que minha mãe fala sempre: errou, tem que pagar", disse. Para ele, os indícios apresentados contra o presidente "era coisa muito forte". "Acho que ele tinha que entregar os pontos e pedir para sair. Foi muito feio, muito agressivo para o País essas denúncias", afirmou.
Quando perguntado se o Brasil tem jeito, lembra uma música "das antigas" de Bezerra da Silva, cujo refrão diz "para tirar meu Brasil dessa baderna, só quando morcego doar sangue e saci cruzar as pernas". Com toda a desilusão e os planos de deixar a política, Tiririca voltou a fazer shows como palhaço há cinco meses. O espetáculo conta a história de vida dele e é exibido de sexta a domingo, cada fim de semana em um Estado. De segunda a quinta-feira fica em Brasília, onde mora com a esposa e uma das filhas. 
conteúdo:Estadão

PALAVRAS ENGANOSAS PARA VENEZUELIZAR O BRASIL

O objetivo do Psol é o caos social e político, reduzir tudo a ruínas para, num final imaginado por ele, implantar a sua ditadura do proletariado. Sim, o Psol, que é só um PT sem grife, quer venezuelizar o Brasil.
PALAVRAS ENGANOSAS PARA VENEZUELIZAR O BRASIL
por Renato Sant’Ana
Será que o governo Temer é tão bom a ponto de o Psol ter de mentir para fazer-lhe oposição? Na propaganda eleitoral gratuita, no rádio (25/07/17), o Psol foi o de sempre. Numa das "inserções", por exemplo, a ex-deputada Luciana Genro - que, para demonstrar a profundidade do seu pensamento, abriu com um originalíssimo "Para começar, fora Temer!" - fez malabarismo retórico para dizer sem dizer que é culpa de Michel Temer haver 14 milhões de brasileiros desempregados. Tudo bem! Ele era o vice de Dilma.
Mas, como bem sabe Luciana Genro, Temer assumiu o governo com o país ladeira abaixo, com mais de 12 milhões de desempregados, inflação disparando, juros estratosféricos e nenhuma previsão de crescimento. E ela sabe mais, o que empurrou o Brasil para o abismo econômico foi existir, com as impressões digitais de Dilma Rousseff, a macabra combinação de absoluta incompetência administrativa com roubalheira descontrolada.
Estarei defendendo Michel Temer? Não! Só alguém com deficiência cognitiva tiraria semelhante conclusão: repelir uma acusação falsa não implica ignorar os erros do presidente. Ademais, basta ter juízo – não sei se alguém do Psol tem - para enxergar a realidade. Fato é que, apesar de estar enrolado com a polícia, o governo Temer começou a recuperar a economia. Inclusive, embora lentamente, o desemprego vem caindo. Sim, é um governante menor do que o seu governo: a equipe do suspeitíssimo Michel Temer conseguiu melhorias palpáveis na economia, desfazendo pouco a pouco o desastre deixado por Dilma.
Mas o Psol não terá nada de base conceitual a discutir? Nenhuma ideia? Não conseguirá ir além daquela arenga de grêmio estudantil, atacando as reformas que, há não muito tempo, até as esquerdas pediam?
Não. O Psol jamais fará uma oposição racional. E se o governo é ou não acossado por denúncias não muda nada em sua agenda. Porque o objetivo do Psol é o caos social e político, reduzir tudo a ruínas para, num final imaginado por ele, implantar a sua ditadura do proletariado. Sim, o Psol, que é só um PT sem grife, quer venezuelizar o Brasil.


Renato Sant’Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

A DITADURA DOS BUROCRATAS

Ser do governo é tornar-se superior aos comuns e sofridos cidadãos deste país.
A DITADURA DOS BUROCRATAS
por Ives Gandra da Silva Martins
A máquina estatal brasileira é gigantesca. Uma federação é sempre mais onerosa para os cidadãos que o Estado unitário, por necessitar, na autonomia dos entes federados, uma escala intermediária de poder, que são os Estados, províncias, cantões ou unidades semelhantes. O custo maior da federação deveria ser compensado por uma maior eficiência administrativa. No Brasil, esse custo é consideravelmente superior ao da maioria das federações, pois os municípios, desde 1988, são entidades federativas, com plena autonomia administrativa, política e financeira.

Infelizmente, a eficiência pretendida – o princípio da eficiência é um dos cinco princípios fundamentais da administração pública plasmados no artigo 37 da Lei Suprema – não existe na esclerosada, amorfa e aparelhada máquina administrativa da maior parte das entidades federativas, incluída a União Federal, em que a autonomia financeira dos Poderes Judiciário e Legislativo e do Ministério Público mais a adiposidade do Poder Executivo tornam a carga tributária brasileira insuficiente, apesar de elevadíssima, para pagar o custo burocrático e político do Brasil.

Com efeito, segundo a carga tributária medida pela OCDE em 2014, o Chile ostentava 19,8% do PIB; a Coreia do Sul, 24,6%; os EUA, 26%; a Suíça, 26,8%; o Canadá, 30,8%; Israel, 31%; e o Brasil, 32,6% – sem contar as penalidades, que nas execuções fiscais, nos “refis” e parcelamentos variados a elevam consideravelmente, por força das multas acopladas aos tributos no País.

É interessante que na faixa entre os 32,42% do Brasil e os 36,1% da Alemanha (diferencial de 3,68 pontos porcentuais) se encontram países como Reino Unido (33,26%) e Espanha (33,2%), todos eles com serviços públicos incomensuravelmente melhores que os do Brasil. Em comparação com países da América Latina, o Brasil vence Argentina (32,2%), Colômbia (20,3%), Chile (19,8%), México (19,1%) e Peru (18%). O gasto das empresas brasileiras para pagar os tributos é, em média, de 2.600 horas anuais de trabalho – em segundo lugar no mundo em horas trabalhadas está a Bolívia (1.080); nenhum grande país se encontra entre os dez primeiros colocados.

Como se percebe, nada obstante ter o maior nível de imposição da América Latina, o investimento no Brasil é escasso, pois o brasileiro paga tributos para sustentar a burocracia nos três Poderes, incompatível com o tamanho das necessidades do País. A carga tributária no Brasil é elevada porque a carga burocrática e política é enorme, pagando o brasileiro seus tributos em grande parte para sustentar os privilégios dos três Poderes, a Federação inchada e a corrupção inerente a todo sistema político em que ser do governo é tornar-se superior aos comuns mortais e sofridos cidadãos desta República.

Quando Roberto Campos dizia que o País não corria o risco de melhorar, apenas diagnosticava que gerar empregos produtivos e úteis para a comunidade não é a especialidade de burocratas e políticos – pelo menos no século 21, em que os governos dos últimos 13 anos atolaram o País na mediocridade administrativa, na corrupção burocrática, na incompetência política, na ineficiência empresarial, embarcando em projetos ideológicos fracassados desde o início do século 20. E fazendo as opções erradas, que fulminaram o prestígio que o Brasil , a duras penas, adquirira nos fins do século passado.

O pior é que, apesar de os governos de Lula e Dilma terem afundado a economia nacional, provocando novamente inflação de dois dígitos, o sucateamento do parque industrial, a perda de competitividade internacional e o aumento do desemprego – algo que só agora, no governo Temer, começa a ser recuperado –, além de terem dado total apoio aos ditadores Chávez, Maduro e irmãos Castro, implodindo o prestígio do Itamaraty, que fora sempre elevado, em nível mundial, continuam seus áulicos de costas para a realidade, dizendo que querem voltar ao poder. Para isso combatem todas as reformas necessárias para que o País saia da crise, das quais a previdenciária é a mais relevante. Só neste ano o déficit programado da Previdência é de R$ 270 bilhões, em grande parte por força dos privilégios de burocratas e políticos dos três Poderes. Basta dizer que a média de proventos dos aposentados de segunda classe, os “não governamentais”, é de R$ 1.900 mensais e a dos enquistados nos três Poderes, R$ 15.800!!!

O próprio carro-chefe da propaganda ideológica dos governos anteriores, o programa Bolsa Família, foi transformado em sistema de aposentadoria precoce, quem recebe o benefício não procura emprego para não perdê-lo, passando a ser mais um estímulo à ociosidade do que um verdadeiro e provisório auxílio a necessitados.

Para crescer o Brasil precisa de seis reformas: 
1.trabalhista, já em parte feita; 
2.previdenciária;
3.tributária;
4.administrativa; 
5.do Judiciário; e
6.política. 
Isso para que a adiposidade da Federação encolha, a burocracia diminua e os privilégios sejam reduzidos, permitindo que a sociedade possa desenvolver-se.

Enquanto todos desejarem ser burocratas ou políticos, para alcançarem privilégios que o comum dos cidadãos não tem, o Brasil continuará patinando. 

Está cada dia mais longe o país do futuro de Stefan Zweig e, em vez de se aproximar das grandes potências, terá o seu futuro muito mais semelhante ao da Venezuela de Maduro.

Desburocratizar, desregulamentar, não atrapalhar a iniciativa privada, para que ela possa gerar empregos e desenvolvimento, sem ter de rastejar perante os “regulamenteiros” da Federação – que multiplicam obrigações e alimentam a corrupção pelas dificuldades criadas –, isso é o que o povo desta desesperançada nação deseja para voltar a ser o país dos brasileiros, e não dos detentores do poder. 

Precisamos de democracia cidadã, e não de ditadura burocrática.

conteúdo: Estadão

EXPULSAMOS DEUS E NOS SURPREENDEMOS COM QUEM CHEGA...

EXPULSAMOS DEUS E NOS SURPREENDEMOS COM QUEM CHEGA...
Percival Puggina 
"Nossa Constituição foi feita para um povo moral e religioso. Ela é totalmente inadequada  para qualquer outro". John Adam (2º presidente dos EUA).

Sempre é bom lembrar que alguns anos antes dessa significativa afirmação, ao declararem a independência das colônias, os Founding Fathers, afirmaram sua crença em que os homens, "criados iguais", foram "dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis" e explicitaram entre esses direitos "a vida, a liberdade e a busca da felicidade".

Afirmaram, também, a supremacia da sociedade sobre o Estado, "porque os governos são instituídos entre os homens", derivando seus poderes "do consentimento dos governados". 

Boa parte da solidez institucional dos Estados Unidos se deve a esses elevados consensos e perdurará enquanto eles resistirem ao severo ataque interno a que estão submetidos.

E nossa Constituição? Para que povo foi ela feita? Tão solenes princípios de nada nos acusam nestes turbulentos dias? Com eles, certamente, teríamos evitado a atual alienação da nação ao Estado e a dupla apropriação que nele ocorre - a apropriação desde o topo pelo patrimonialismo casado com a corrupção e a apropriação interna promovida pelos corporativismos. Na conjugação de ambas, a soberania popular se converte em servidão.

Alguém não sabia o que havia no fim dessa estrada? Pode o dependente químico queixar-se da droga ou denunciar o traficante com base no Código de Defesa do Consumidor? Pois é algo muito parecido o que está acontecendo com a sociedade brasileira em relação à sua representação política. Todos os pilantras, picaretas e negocistas que infestaram a política nacional de modo crescente ao longo dos últimos anos prosperaram na carreira criminosa tapados de votos populares. Fizeram suas mal havidas fortunas a olhos vistos. 

Muitos, aliás, chegaram em Brasília de ônibus, vindos dos grotões, pés encardidos, calçando sandálias. E foram protagonistas da mais vertiginosa ascensão social de que se tem notícia. Em cada uma de suas páginas, os jornais trazem exemplos dessa produtiva combinação de desmazelo social, irresponsabilidade cívica e enriquecimento criminoso.

De tanto brincarmos com tudo que é sério, o Brasil virou uma grande zorra. Fazemos piada de Lula. E o elegemos. Fazemos piada de Dilma. E a elegemos. Assistimos as tropelias do MST e tratamos com deferência seus protetores nos poderes do Estado. Consideramos charmosamente moderna a fabricação de conflitos étnicos, de sexo, de classe, de cor da pele, de gerações. 

Acreditamos quando alguns vigaristas intelectuais nos dizem que é feio ser liberal ou conservador. 

Silenciamos, constrangidos, quando políticos e comunicadores são benevolentes com a criminalidade e severos com a polícia. 

Delegamos a educação de nossas crianças às escolas e aceitamos que estas sejam entregues a militantes políticos. 

Assinamos, assistimos e prestigiamos veículos de comunicação que influenciam negativamente a sociedade. 

Estamos vendo o PT apoiar ditaduras de esquerda em Cuba e Venezuela e permanecemos passivos quando nos lecionam sobre golpismo, Estado de Direito e democracia.

Somos tolerantes com as imposições e os achaques de minorias locais organizadas. Achamos decente endividar-se o país e indecente o pagamento dessa dívida. 

Afastamos Deus de tudo que seja público e nos espantamos com quem chega, operoso, para ocupar o espaço. Dá ou não vontade de dizer bem feito?