sexta-feira, 8 de setembro de 2017

JANOT PEDE AO STF AS PRISÕES DE JOESLEY, SAUD E DO EX-PROCURADOR MARCELO MILLER


Pedido está sob sigilo - nem a Procuradoria-Geral da República nem o Supremo confirmam que foi enviado. Decisão caberá ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato.

(ATUALIZADO ÀS 23,45)

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta sexta-feira (8) ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de uma ação cautelar, as prisões do empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, de Ricardo Saud, executivo da empresa, e do ex-procurador da República Marcelo Miller.

O pedido está sob sigilo - nem a Procuradoria-Geral da República nem o Supremo confirmam que foi enviado. A decisão sobre o pedido será tomada pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF.

Se Fachin autorizar as prisões, o acordo de delação premiada firmado entre a JBS e a Procuradoria-Geral da República deve ser rescindido. O termo de delação prevê que o acordo perderá efeito se, por exemplo, o colaborador mentiu ou omitiu, se sonegou ou destruiu provas. Sobre a validade das provas apresentadas, mesmo se os termos da delação forem suspensos, continuarão valendo – provas, depoimentos e documentos. Esse é o entendimento de pelo menos três ministros do Supremo – a rescisão do acordo não anula as provas.

Na segunda-feira (4), a Procuradoria Geral da República (PGR) informou que novos áudios entregues pelos delatores da JBS indicam que o ex-procurador da República Marcello Miller atuou na "confecção de propostas de colaboração" do acordo que viria a ser fechado entre os colaboradores e o Ministério Público Federal. Ele também disse que os delatores podem ter omitido informações.

Nas novas gravações, entregues pelos próprios delatores à Procuradoria, Joesley e o executivo Ricardo Saud falam sobre a intenção de usar Miller para se aproximar de Janot. Joesley admitiu que se encontrou com Miller ainda em fevereiro, mas ele teria dito que já tinha pedido exoneração do Ministério Público.
Na quinta (7), Joesley, Saud e Francisco Assis, executivo do grupo J&F (controlador da JBS) prestaram novos depoimentos ao Ministério Público Federal, em Brasília. Nesta sexta, depôs Marcelo Miller, no Rio de Janeiro.

Joesley foi questionado pelos investigadores e teve que explicar cada trecho da gravação da conversa entre ele e Ricardo Saud. Os depoentes tentaram justificar que aquilo era uma conversa de bêbados. Afirmaram que não entregaram os áudios por acidente, mas para demonstrar transparência.

Miller
Marcelo Miller integrou a equipe da Lava Jato na Procuradoria, em Brasília. Depois, foi para Procuradoria no Rio de Janeiro, mas continuou atuando como colaborador da Lava Jato.

No dia 5 de abril, ele deixou a Procuradoria depois de pedir exoneração. Menos de uma semana depois, já participava de reuniões como advogado de um escritório que atuou nas negociações do acordo de leniência da J&F.

A conversa em que Joesley e Saud falam sobre a ajuda que Miller estaria dando ao grupo foi gravada em março, quando ele ainda era integrante do Ministério Públicosegundo apurou o portal G1.


JANOT PEDE AO STF AS PRISÕES DE JOESLEY, SAUD E MARCELO MILLER

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta sexta-feira (8) ao Supremo Tribunal Federal (STF) as prisões do empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, de Ricardo Saud, executivo da empresa, e do ex-procurador da República Marcelo Miller.

O pedido está sob sigilo - nem a Procuradoria Geral da República nem o Supremo confirmam que foi enviado. A decisão sobre o pedido será tomada pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, segundo apurou o portal G1.


'ACABA DE OCORRER A MORTE POLÍTICA DE LULA', DIZ JORNALISTA

Augusto Nunes, jornalista da revista Veja, resumiu a situação do ex-presidente Lula da Silva após a confissão de Palocci: "o que eu acho evidente é a morte política do Lula". 

Nunes lembrou que Palocci ainda não fez delação premiada: "se com o que ele disse já inviabilizou a candidatura do Lula, imagine o que vem por aí". 

GUGA CHACRA CAUSA POLÊMICA AO ACUSAR 'FANATISMO' DE ALGUNS PETISTAS POR LULA

O jornalista Guga Chacra expôs o caráter fanático dos que defendem Lula de forma cega e intransigente: "O fanatismo de alguns brasileiros por Lula lembra muito o fanatismo de alguns americanos por Trump. Eles aceitam todos erros de seus 'líderes' ".

JANAÍNA PASCHOAL 'ENQUADRA' PETISTAS: 'LULA, DILMA E GLEISI INSISTEM EM DEFENDER UMA DITADURA SANGRENTA. OS DEFENSORES DOS DIREITOS HUMANOS CALAM DIANTE DOS CRIMES DE MADURO!'

A jurista Janaína Paschoal criticou novamente os petistas por continuarem a defender a ditadura sanguinária de Nicolás Maduro na Venezuela: "Lula, Dilma e Gleisi insistem em defender uma ditadura sangrenta. Os defensores dos direitos humanos calam diante dos crimes de Maduro!". 

Janaína apontou um trecho da denúncia do quadrilhão, mostrando que o Brasil financiou as campanhas de ditadores, em Angola e na Venezuela, e comentou: "Como ditador não precisa fazer campanha, certamente esse dinheiro foi para coisa pior!". 

Veja o trecho da denúncia:



PROCURADOR DIZ QUE SENADORES DO PMDB PEGARAM PROPINAS DE R$ 864 MILHÕES

Ao denunciar a cúpula do PMDB no Senado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusou Edison Lobão, Jader Barbalho, Renan Calheiros, José Sarney, Sérgio Machado, Romero Jucá e Valdir Raupp de pegar R$ 864 milhões em propinas de contratos da Petrobrás e da Transpetro. Os supostos crimes apontados por Rodrigo Janot teriam causado um prejuízo de R$ 5,5 bilhões à Petrobrás e de R$ 113 milhões à Transpetro.

Segundo ainda a Procuradoria-Geral da República, 'as ações ilícitas voltaram-se inicialmente para a arrecadação de recursos da Petrobras por meio de contratos firmados no âmbito da Diretoria de Abastecimento e da Diretoria Internacional, assim como da Transpetro'.

"O aprofundamento das apurações levou à constatação de que, no mínimo entre os anos de 2004 e 2012, as diretorias da sociedade de economia mista estavam divididas entre os partidos políticos responsáveis pela indicação e manutenção dos respectivos diretores", declara o Ministério Público Federal.

JANOT DENUNCIA POLÍTICOS DO PMDB DO SENADO POR ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

Rodrigo Janot, procurador-geral da República, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (8) denúncia contra políticos do PMDB do Senado.

Foram denunciados os senadores Edison Lobão (MA), Jader Barbalho (PA), Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR) e Valdir Raupp (RO), além do ex-senador e ex-presidente José Sarney.

Também foi denunciado o ex-senador pelo PSDB e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

A denúncia apresentada por Janot aponta crime de organização criminosa, cuja pena varia entre 3 a 8 anos de prisão, além de multa. Para a PGR, há indícios de que o grupo mantinha controle sobre a Diretoria Internacional da Petrobras para angariar propinas de fornecedores da estatal.

As vantagens indevidas seriam cobradas por diretores indicados pelo partido, que se mantinham no cargo graças ao apoio dos políticos.

Poucos dias atrás, uma denúncia semelhante foi apresentada contra políticos do PT, incluindo os ex-presidente Dilma Rousseff e Lula da Silva, este apontado como líder da organização criminosa.

Os políticos do PP já foram denunciados pelo mesmo crime e a PGR ainda prepara denúncia contra membros do PMDB da Câmara, entre os quais o presidente Michel Temer.

Com essa denúncia em mãos, o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, deverá notificar os acusados a apresentarem uma defesa prévia.

Após, levará o caso para análise da Segunda Turma do STF, que decidirá se eles viram ou não réus pelo crime. Compõem o colegiado, além de Fachin, os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

JORNALISTA AFIRMA QUE FOI RICARDO SAUD QUE GRAVOU JOESLEY


Ricardo Noblat apresenta a explicação para a gravação da longa conversa entre Ricardo Saud e Joesley Batista, que pode levar à perda dos benefícios da delação premiada dos donos da Friboi. Segundo o jornalista Noblat, a gravação não foi acidental; foi realizada por Ricardo Saud. 

Leia abaixo o texto de Ricardo Noblat: 

Havia até ontem uma pergunta que não queria calar: por que Joesley Batista, dono do Grupo JBS, despacharia para a Procuradoria Geral da República uma gravação que poderá lhe custar, e a executivos de sua empresa, a perda dos benefícios da delação premiada e, quiçá, a liberdade?

A resposta à pergunta é esta: não foi Joesley que despachou a gravação para a Procuradoria. O que ele chamou de conversa de bêbados foi gravada por Ricardo Saud, diretor de relações institucionais do grupo. Saud meteu a gravação em meio a documentos enviados recentemente ao procurador Rodrigo Janot.  Não foi também uma conversa de bêbados. O único bêbado era Joesley, que não sabia que estava sendo gravado. 

Na maior parte das 4 horas de gravação, Saud pouco falou para não se comprometer. Desde que a gravação foi feita em meados de março último, se deterioram as relações entre Saud e Joesley.

Joesley gravou o presidente Michel Temer no porão do Palácio do Jaburu em 7 de março. A gravação deu no que deu – quase derrubou Temer, paralisou o governo por alguns meses e enfraqueceu-o ao ponto de tornar improvável a aprovação pelo Congresso do cardápio de reformas formatado pelo presidente.

Saud gravou Joesley e agora tem esperança de não ser punido porque nada disse de grave durante a conversa, quase um monólogo do seu patrão. Foi Joesley, ele não, quem soltou uma nota pedindo desculpas aos atingidos pelo que disse – entre outros, três ou quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)

A respeito da ministra Cármen Lúcia, Joesley disse que ela fora namorada do ex-presidente Itamar Franco, a quem serviu quando ele era governador de Minas Gerais. Mentiu, e em tom de deboche. Os dois jamais namoraram. Joesley foi também desrespeitoso ao fazer referências à vida particular de outras autoridades.

A Polícia Federal está à caça de informações sobre um voo do jatinho de Joesley com destino a Miami que teria proporcionado a políticos a experiência pouco usual de uma suruba aérea. Pelo menos um senador do Nordeste estava a bordo, mas, segundo confidenciou a um amigo, recusou-se a participar da folia.

Se não hoje, o que parece mais provável, até o início da próxima semana Janot deverá propor ao STF a anulação dos benefícios concedidos a Joesley e a executivos do seu grupo por conta da delação que fizeram. 

Não descarta pedir também a prisão deles. Uma vez que o faça, será atendido.
 

VENEZUELA DÁ CALOTE DE R$ 12 BILHÕES NO BRASIL

Já é dado como certo pelo Brasil um gigantesco calote do governo do ditador venezuelano Nicolas Maduro junto a empresas brasileiras. Da dívida total de US$5 bilhões (R$15,6 bilhões), cerca de US$3,8 bilhões (R$12 bilhões) vencem já em outubro e novembro próximos. O Brasil aposta em “beiço” da Venezuela. “A expectativa é de default (calote)”, informou à Comissão de Relações Exteriores da Câmara o embaixador Tarcísio Fernandes Costa, do Departamento de América do Sul do Itamaraty. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Essa dívida do desastroso governo Maduro junto a empresas brasileiras representa mais da metade do total de reservas internacionais.

As reservas internacionais da Venezuela totalizam, hoje, apenas US$9,8 bilhões. Já as reservas do Brasil somam R$ 350 bilhões.

Com a penúria, a Venezuela entrou no chamado “default seletivo”, deixando de pagar credores variados e investidores dos seus papéis.

'PALOCCI INAUGURA UMA NOVA FASE. PETISTAS COMEÇARAM A SE COMER UNS AOS OUTROS. ACABOU COM LULA'., DIZ JOSIAS DE SOUZA

O jornalista Josias de Souza comentou o impacto da confissão do ex-ministro Antonio Palocci ao juiz Sérgio Moro: "Foi deflagrada a etapa da antropofagia dos petistas. Pode demorar um pouco. Mas eles vão se comer uns aos outros".

GLEISI HOFFMANN SURTA, DIZ QUE PALOCCI ACUSOU LULA POR TER SIDO 'TORTURADO' POR MORO E APELA PARA BAIXARIA

A senadora Gleisi Hoffmann, que é ré por corrupção, investigada em outros processos, e que acaba de ser denunciada por formação de quadrilha, atribuiu a confissão do ex-ministro Palocci a uma imaginária "tortura": "Paloci (sic) é um homem moralmente subjugado. Vencido pela tortura do juízo de Curitiba. Tenta se livrar da cadeia jogando a culpa sobre Lula".

'É UMA AFRONTA AO ESTADO DE DIREITO', REPLICA PROMOTOR APÓS CHEFE DO MST XINGAR, AO LADO DE LULA, MORO DE 'MERDINHA'

O promotor Roberto Livianu criticou o "chefe" do MST e o ex-presidente Lula da Silva pelos xingamentos ao juiz Sérgio Moro, que condenou o ex-presidente a 9 anos e meio de cadeia. Para Livianu, "a atitude de Stédile, do MST, de chamar Sergio Moro de merdinha e bundão ao lado de Lula é uma afronta ao Estado de Direito".

APÓS SER MENCIONADO EM REPORTAGEM SOBRE COMPRA DE SENTENÇAS GILMAR PEDE INVESTIGAÇÃO

O ministro Gilmar Mendes pediu ao Ministério da Justiça que investigue a influência da JBS no Judiciário, baseado em reportagem da revista Veja. De acordo com as mensagens mostradas pela matéria, o diretor jurídico da empresa Francisco Assis e Silva demonstra intimidade com alguns ministros do STJ. Mendes também pede que seja investigada a citação feita a ele nas mensagens.

'DEVASTADOR PARA A IMAGEM DE LULA. É O PRIMEIRO PETISTA A ACUSÁ-LO DE CORRUPÇÃO', AFIRMA JORNALISTA SOBRE PALOCCI

Ricardo Noblat, jornalista do jornal O Globo, classificou como "devastador" o depoimento do ex-ministro Antonio Palocci ao juiz Sérgio Moro: "Foi devastador para a imagem de Lula o depoimento de Palocci ao juiz Sérgio Moro. Palocci é o primeiro petista a acusar Lula de corrupção".

JANAÍNA PASCHOAL PROVOCA O STF: 'NÃO SEI SE TERÁ CORAGEM PARA RECEBER DENÚNCIA OFERTADA EM FACE DE LULA, DILMA, GLEISI E COMPANHIA, POR CRIME ORGANIZADO'

A jurista Janaína Paschoal afirmou que a denúncia da cúpula do PT por formação de quadrilha é muito bem elaborada, mas questionou se o STF terá coragem de recebê-la: "Não sei se o STF terá coragem para receber a denúncia ofertada em face de Lula, Dilma, Gleisi e companhia, por crime organizado. Na condição de advogada e de Professora de Direito Penal, digo que poucas denúncias se revelam tão aptas e fortes como a do quadrilhão. A aptidão de uma denúncia tem a ver com os requisitos formais (processuais). Eles estão presentes! A justa causa de uma denúncia tem a ver com os fundamentos fáticos. A materialidade do crime. Eles estão presentes!".

'DE CADA PINTADA A CARA DE PAU. LÍDER ESTUDANTIL SEM NUNCA TER SE FORMADO', DIZ ALEXANDRE FROTA SOBRE LINDBERGH FARIAS

Alexandre Frota, ator e ativista, irritou-se com as manifestações do senador Lindbergh Farias, que subiu à tribuna do Senado para defender seus correligionários após a denúncia da cúpula petista por formação de quadrilha. 
Frota atacou Lindbergh: "De cara pintada a cara de pau. Líder estudantil sem nunca ter se formado. Acabou com Nova Iguaçu. Capacho de Lula".

JANAÍNA PASCHOAL PRESTA SOLIDARIEDADE A ENGENHEIRO ESPANCADO POR CAPANGAS DE LULA: 'ELE DISSE UMA GRANDE VERDADE. TRATA-SE DE UMA QUADRILHA INTERNACIONAL.'

Herbert dos Santos Matos Júnior, engenheiro e funcionário da Caixa, foi espancado por seguranças de Lula da Silva e teve seu celular furtado por ter se manifestado contra o ex-presidente em um evento. Matos Júnior questionou quem pagava as despesas de Lula e xingou o ex-presidente Lula. Foi espancado por ao menos cinco seguranças de Lula, tendo sido levado ao hospital com fraturas múltiplas de costelas, concussão, e com o risco de perder um olho. O engenheiro afirmou ter sido vítima de uma quadrilha e que o Brasil já vive o bolivarianismo. 

A jurista Janaína Paschoal manifestou sua solidariedade: "Minha solidariedade ao engenheiro agredido por seguranças de Lula. Ele disse uma grande verdade: trata-se de uma quadrilha internacional!".

PF DEFLAGRA NOVA FASE DA 'CUI BONO' E PRENDE GEDDEL, DO 'BUNKER DA PROPINA'

A PF deflagrou, nesta sexta-feira, 8, a 4ª fase da Operação Cui Bono. O ex-ministro Geddel Vieira Lima foi preso dias após a descoberta do bunker com R$ 51 milhões.

Após a Operação Tesouro Perdido, a pedido da Polícia Federal, estão sendo cumpridos 5 mandados judiciais expedidos pela Décima Vara Federal de Brasília, sendo 3 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão preventiva.


Uma das buscas foi feita na casa da mãe de Geddel. Também foi preso o diretor da Defesa Civil, Gustavo Ferraz, em Salvador.

A Polícia Federal havia achado as impressões digitais de Geddel nas notas de dinheiro que estavam no bunker.

Foram apreendidos R$ 51 milhões – R$ 42.643.500,00 e US$ 2.688.000,00. O dinheiro foi depositado em uma conta judicial.

ROBERTO JEFFERSON FICA IMPRESSIONADO COM NOVO DISCURSO PETISTA E DIZ QUE GOEBBELS, MINISTRO DA PROPAGANDA NAZISTA, TERIA ORGULHO

Roberto Jefferson, presidente do PTB, comparou as "narrativas" adotadas pelo PT face à exposição dos crimes do partido com a tática do ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels: "A nova narrativa petista é que Janot denunciou e Palocci falou para ofuscar o sucesso da caravana de Lula. Goebbels ficaria orgulhoso do PT".

PF ENCONTRA DIGITAIS DE GEDDEL E DE PESSOA LIGADA A ELE NO 'BUNKER' DO DINHEIRO DA PROPINA

A Polícia Federal encontrou digitais do ex-ministro da integração nacional do governo de Lula da Silva, Geddel Vieira Lima, no “bunker” que escondia R$ 51 milhões em dinheiro em espécie, em Salvador.
Na busca e apreensão realizada no local, ainda foram identificadas digitais de uma pessoa ligada ao ex-ministro Geddel, segundo apuração da Folha.


A operação, batizada de Tesouro Perdido, ocorreu na última terça-feira (5), com autorização do juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília.

DEPOIMENTOS DE JOESLEY E DOIS DELATORES NA PGR SÓ CHEGARAM AO FIM APÓS QUASE DEZ HORAS

Iniciados às 10h de ontem (7), na sede da PGR (Procuradoria-Geral da República), em Brasília, os depoimentos dos executivos do grupo J&F Joesley Batista e Ricardo Saud e do advogado Francisco de Assis e Silva somente chegaram ao fim depois de dez horas, pouco antes das 20h20.

A ida deles à PGR foi definida após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anunciar, na segunda (4), uma investigação sobre a possível omissão de crimes por parte dos executivos do grupo J&F que não foram revelados durante o acordo de delação premiada entre a PGR e o grupo.

O primeiro a chegar e a depor foi  Francisco Silva que é advogado do grupo e participou das negociações do acordo de delação premiada firmado com a PGR e homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Em seguida, foi a vez de Joesley, cujo depoimento durou aproximadamente três horas. Segundo o jornal "Folha de S.Paulo", Joesley afirmou que não recebeu orientações do ex-procurador Marcello Miller para negociar um acordo de delação premiada, nem para gravar o presidente Michel Temer no encontro no Palácio do Jaburu, em 7 de março. O empresário teria dito ainda que foi apresentado a Miller por Francisco Silva durante busca por alguém para a área de anti-corrupção da empresa. 

O último a falar foi Ricardo Saud. Nenhum dos três falou com a imprensa.

Em nota divulgada à noite, a J&F Investimentos informou que "não é possível fornecer detalhes em razão de sigilo". "O empresário e os executivos continuam à disposição para cooperar com a Justiça", conclui o comunicado.


Áudios entregues pela defesa do grupo J&F como parte da complementação do acordo de delação premiada revelaram conversas entre Joesley e Saud nas quais eles falam sobre a suposta atuação do ex-procurador federal Marcelo Miller junto ao grupo antes de ele deixar o Ministério Público Federal e sobre a possibilidade de Rodrigo Janot ter conhecimento do plano do grupo para delatar políticos.

Os dois também faziam menções a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Ao anunciar a investigação sobre as omissões da dupla, Rodrigo Janot disse que, a depender do que for constatado, é possível que o acordo de delação do grupo seja revisto.

Entre as consequências práticas dessa revisão estaria a possível suspensão dos benefícios concedidos aos executivos do grupo como a imunidade penal, que impede os delatores de serem presos pelos crimes que eles revelaram, por exemplo.

Ao longo da semana, Joesley e Saud emitiram uma nota oficial na qual eles afirmaram que as conversas sobre as atuações de Marcelo Miller, Rodrigo Janot e as menções feitas a ministros do STF não eram verdadeiras.

Na última quarta-feira (6), ministros do STF defenderam a suspensão dos benefícios concedidos aos executivos do grupo, mas sustentaram que as provas oferecidas pelo grupo até agora precisam continuar válidas. O ministro Luiz Fux chegou a sugerir que Joesley e Saud deveriam ser presos.

'DEPOIS DO TESTEMUNHO DO PALOCCI, FINALMENTE ENTENDI O QUE O LULA QUERIA DIZER QUANDO DISSE QUE TIROU MILHÕES DA POBREZA', AFIRMA ECONOMISTA

Ricardo Amorim, conceituado economista, ironizou o discurso do ex-presidente Lula da Silva, após as revelações feitas pelo ex-ministro Antonio Palocci sobre a corrupção nos governos petistas: "Depois do testemunho do Palocci, finalmente entendi o que o Lula queria dizer quando disse que tirou milhões da pobreza".

PGR QUER DECIDIR SOBRE RESCISÃO DE DELAÇÕES DO J&F JÁ NESTA SEXTA-FEIRA

Rodrigo Janot, procurador-geral da República, quer tomar a decisão sobre a rescisão – ou não – das delações dos executivos do J&F já nesta sexta-feira (8). A subprocuradora encarregada de investigar a omissão de informações por parte dos executivos do J&F, Cláudia Sampaio, deverá encaminhar a Janot um relatório com considerações a respeito dos depoimentos tomados até hoje (8) para ajudá-lo a decidir.

Na quinta-feira (7), Joesley Batista, Ricardo Saud e Francisco de Assis e Silva prestaram depoimentos na PGR. Na sexta-feira (8), será a vez do ex-procurador da República Marcello Miller, que passou a advogar para o J&F. 

A decisão só não será anunciada nesta sexta porque a PGR ainda tomará outros depoimentos no começo da próxima semana. 

LULA SE PRONUNCIA E DIZ QUE ESTÁ VIVENDO O 'AUGE' DA 'PERSEGUIÇÃO' A ELE EM TODA A SUA VIDA

O ex-presidente Lula da Silva, após a denúncia por formação de quadrilha, afirmou estar vivendo o "auge da perseguição" contra ele. Por meio de sua assessoria, Lula afirmou: "A denúncia da PGR, sem qualquer fundamento, é uma ação política. É o auge da campanha de perseguição contra o ex-presidente Lula movida por setores partidarizados do sistema judicial. 
Foi anunciada hoje para tentar criar um fato negativo no dia em que Lula conclui sua vitoriosa jornada pelo Nordeste". 

No dia seguinte, Lula foi alvo de outra denúncia e seu ex-ministro Palocci revelou em depoimento ao juiz Sérgio Moro uma miríade de detalhes do esquema de corrupção do ex-presidente. 

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

AUGUSTO NUNES:"LULA REVELOU A CAUSA DA MORTE DE MARISA LETÍCIA: LAVA JATO"

Augusto Nunes: "Lula revelou a causa da morte de Marisa Letícia: Lava Jato". Ouça o comentário completo

O POWERPOINT REJEITADO PELOS PETISTAS FOI TOTALMENTE CONFIRMADO POR PALOCCI A MORO

Antes de pensar em uma carreira política e passar muito tempo no Twitter, o procurador Deltan Dallagnol vinha fazendo excelente trabalho na Lava Jato. Esperamos que o tombo vindo com o "Escândalo Janoesley" o incentive a deixar a política de lado e voltar aos seus bons tempos. (Deltan pisou na bola ao ficar do lado de Janot na defesa do acordo de impunidade da JBS. Agora ele terá que voltar atrás neste apoio, como exige a absoluta maioria dos brasileiros.)
Recordemos um dos grandes momentos de Dallagnol: foi quando ele apresentou a denúncia sobre Lula apontando-o como chefão do esquema – exibindo um Power Point que fazia todas as conexões -, deixando os petistas inteiramente enlouquecidos.
A coisa foi tão visualmente impactante que dava a impressão de que agora o problema era terem utilizado o principal software adotado mundialmente para apresentações. Para os petistas Powerpoint virou sinônimo de palavrão.
Mas eis que agora o depoimento de Antonio Palocci a Sérgio Moro confirmou tudo aquilo que estava no Power Point.
fonte: site ceticismo político

PALOCCI DISSE O QUE TODOS NÓS JÁ SABÍAMOS: O PRÉ-SAL FEZ MAL AO BRASIL

Uma das declarações do ex-ministro Palocci ao juiz Sérgio Moro que mais incomodou aos petistas é aquela na qual o ex-ministro entregou a galinha dos ovos de ouro do projeto totalitário.
Ocorreu quando Palocci disse que a descoberta do pré-sal fez mal para o Brasil. Lembre-se que o pré-sal é responsável por mais da metade da produção brasileira de petróleo. Isso significa muita grana para ser usada em propinas.
O pré-sal foi um dos grandes males para o Brasil”, disse Palocci.
Porque se fez todo tipo de iniciativa, de processo sem controle, sem estudos adequados, sem cálculos adequados. E muitos projetos acabaram não saindo do papel”, afirmou.
Como é de se prever no socialismo, o dinheiro de estatais monopolistas e não essenciais sempre vai para a corrupção.
Saber disso incomoda aos socialistas pois essa é a fonte que eles encontram para escravizar o povo: usar o dinheiro das estatais para comprar o poder.
Foi desta maneira que a Venezuela se tornou uma ditadura: a partir do dinheiro da PDVSA ( a petrolífera venezuelana), usada para comprar militares, juízes e mídia. 
Este é o principal motivo para exigirmos a desestatização da Petrobras.
fonte: site ceticismo político

SE LULA ESTÁ DECEPCIONADO COM PALOCCI, O POVO BRASILEIRO TEM MOTIVOS PARA ESTAR SATISFEITO COM O DEPOIMENTO

Nesta quinta (7), Lula falou que está “muito decepcionado” com o ex-ministro Palocci.
Como não poderia deixar de ser, Lula da Silva  negou tudo que Antonio Palocci disse no depoimento e ficou especialmente incomodado com expressões como “pacto de sangue” e “propina”.
Para tentar falar de outro assunto, ele vai seguir em suas caravanas. Agora deve ir para MG.
Em abril deste ano, Lula havia tuitado: “Palocci é meu amigo, uma das maiores inteligências politicas do país. Ele tá trancafiado, mas não tenho nenhuma preocupação com delação dele”.
Este é mais um motivo para que o depoimento de Palocci tenha sido a bomba que foi.
Se Lula está tão decepcionado, é motivo para o povo brasileiro ficar muito satisfeito.
(site ceticismopolítico.com conteúdo)

SOB CRIVELLA, RIO FAZ CONVÊNIO COM BANCO DE EDIR MACEDO

Ministro da Indústria, Comércio e Serviços do governo federal é o procurador no Brasil do bispo Edir Macedo.
De acordo com consulta feita por The Intercept Brasil no site da Receita Federal, a B.A Empreendimentos e Participações, acionista do banco, tem sede no bairro da Bela Vista, em São Paulo. Edir Macedo consta como “sócio residente no exterior” (Estados Unidos).
No cadastro da Receita, o procurador do bispo no Brasil é Marcos Antonio Pereira.
Marcos Pereira é bispo licenciado da Universal e ex-presidente do PRB, partido de Marcelo Crivella. Atualmente, é ministro da Indústria, Comércio e Serviços do governo Temer.
Pereira foi um dos apontados por delatores da JBS como beneficiário de repasses em dinheiro. Ao todo, teriam sido R$ 4,2 milhões, em troca de apoio na concessão de empréstimos da Caixa."

Leia a matéria na íntegra:

SOB CRIVELLA, RIO FAZ CONVÊNIO COM BANCO DE EDIR MACEDO

por Ruben Berta
A Secretaria Municipal de Fazenda do Rio de Janeiro publicou nesta quarta (6) em Diário Oficial o extrato de um contrato que permite ao Banco A.J. Renner S/A a realização de empréstimos consignados com desconto em folha de pagamento de todos os servidores ativos e inativos da prefeitura. A medida chama a atenção já que um dos acionistas da instituição financeira, que tem sede no Rio Grande do Sul, é a B.A Empreendimentos e Participações, holding do Grupo Record, que tem entre seus sócios Edir Macedo, tio de Marcelo Crivella e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, da qual o prefeito é bispo licenciado.
De acordo com o texto publicado nesta quarta, a assinatura do contrato com o banco foi feita no dia 30 de junho deste ano — há mais de dois meses —, e omitida no Diário Oficial de 24 de julho. Não há detalhes sobre os termos da parceria, informando apenas que ela será voltada para empréstimos pessoais consignados ou cartão de crédito consignado e tem vigência até 29 de junho de 2019. A publicação já traz um aditivo retificando duas cláusulas do contrato, sem detalhes sobre o teor delas.
Reprodução:publicação no Diário Oficial do contrato com o Banco A.J Renner.  
O contrato abre um grande mercado para a instituição financeira já que a prefeitura conta com cerca de 170 mil servidores, entre ativos e inativos. O banco passa a ter a garantia de que os pagamentos por eventuais empréstimos sairão diretamente do salário do funcionário.

Compra de ações em 2013

Uma reportagem do site do jornal “Valor” mostrou que, em junho de 2013, o Banco Central (BC) confirmou a compra de até 49% do capital social do Banco A.J. Renner pela empresa ligada ao bispo Macedo. Na época, segundo o “Valor”, o BC divulgou a seguinte nota: “Os controladores do Banco A.J. Renner S.A., com sede em Porto Alegre, negociaram parte de suas ações com a empresa B.A. Empreendimentos e Participações Ltda., que é controlada pela empresa Rádio e Televisão Record S.A., cujos sócios, Sr. Edir Macedo Bezerra e esposa, têm domicilio no exterior”.
O último relatório anual do banco, divulgado em junho deste ano e referente às atividades de 2016, confirma a participação acionária da empresa ligada a Macedo e ainda ressalta: “A instituição também atua em operações de crédito de capital de giro, desconto de títulos, crédito consignado privado, entre outros, frutos da sociedade com o Grupo Record”. O crédito consignado é exatamente o foco do contrato com a prefeitura do Rio.
Entre os produtos oferecidos pelo Banco Renner, há uma linha chamada “Eu sou Record”, voltada para funcionários e parceiros do grupo. Há ainda uma uma linha de crédito exclusiva para os proprietários de imóveis locados para a Igreja Universal.

Ministro de Temer é representante

De acordo com consulta feita por The Intercept Brasil no site da Receita Federal, a B.A Empreendimentos e Participações, acionista do banco, tem sede no bairro da Bela Vista, em São Paulo. Edir Macedo consta como “sócio residente no exterior” (Estados Unidos). No cadastro da Receita, o procurador do bispo no Brasil é Marcos Antonio Pereira.
Marcos Pereira é bispo licenciado da Universal e ex-presidente do PRB, partido de Marcelo Crivella. Atualmente, é ministro da Indústria, Comércio e Serviços do governo Temer. Pereira foi um dos apontados por delatores da JBS como beneficiário de repasses em dinheiro. Ao todo, teriam sido R$ 4,2 milhões, em troca de apoio na concessão de empréstimos da Caixa.
Na Receita Federal, não há referência atualmente à mulher do bispo Macedo entre os donos da B.A. Os outros sócios que constam são a Rádio e TV Record S.A, Isaías Ribeiro de Oliveira e João Luiz Urbaneja.

Cantoria para a Universal

Durante a campanha que terminou com sua eleição para prefeito, Marcelo Crivella procurou afastar sua imagem da Igreja Universal, chegando a omitir em seu site referência ao fato de ser bispo licenciado. The Intercept Brasil também mostrou que ligações entre Crivella e a igreja foram retiradas de reportagens publicadas no jornal “O Dia” em setembro do ano passado, no auge da corrida eleitoral.
Este ano, já como prefeito, Crivella viajou para a África do Sul, onde participou de cultos da Universal realizados num estádio. Em junho passado, ele cantou no Senado uma música em homenagem ao aniversário de 40 anos de fundação da igreja.

fonte site: The Intercept Com

PT PLANEJA REUNIR 5 MIL MILITANTES EM CURITIBA PARA O DEPOIMENTO DE LULA A MORO

O PT vai utilizar o depoimento de Lula da Silva a Moro, em Curitiba, na quarta-feira (13), para reagir à denúncia apresentada por Rodrigo Janot. O Partido dos Trabalhadores fará um ato para receber o ex-presidente Lula, no qual pretende reunir cerca de 5.000 pessoas no centro da capital paranaense.

MARCO AURÉLIO ADMITE INIMIZADE COM GILMAR: 'EM UM DUELO, EU ESCOLHERIA UMA ARMA DE FOGO'

Marco Aurélio Mello, Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), admitiu ter uma “inimizade capital” com o seu colega Gilmar Mendes. Em entrevista à rádio Guaíba, de Porto Alegre, Marco Aurélio afirmou que, se estivessem no século 18, os dois partiriam para um duelo de vida ou morte. “Em relação a mim ele passou de todos os limites inimagináveis. Caso estivéssemos no século 18, o embate acabaria em duelo e eu escolheria uma arma de fogo, não uma arma branca”, afirmou.

Ainda na entrevista, o ministro preferiu não comentar a declaração de Gilmar sobre o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a quem chamou de “delinquente”. “Eu não me pronuncio, não sou censor do ministro Gilmar Mendes”, declarou, esquivando-se.

Em maio, Gilmar Mendes não mediu palavras ao atacar Marco Aurélio. Em entrevista ao jornalista Jorge Bastos Moreno, do Globo, o ministro se referiu ao colega como “velhaco” e como uma personalidade da vida pública que nunca foi “grande coisa do ponto de vista ético, moral e intelectual”.

“Os antropólogos, quando forem estudar algumas personalidades da vida pública, terão uma grande surpresa: descobrirão que elas nunca foram grande coisa do ponto de vista ético, moral e intelectual e que essas pessoas ao envelhecerem passaram de velhos a velhacos. Ou seja, envelheceram e envileceram”, disparou Marco Aurélio.

Eike Batista

Gilmar Mendes reagiu ao ofício enviado por Marco Aurélio à presidência da corte, declarando-se impedido de participar de julgamentos que envolvam advogados ou clientes do escritório de Sérgio Bermudes.

Marco Aurélio tomou a iniciativa dois dias após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedir o afastamento de Gilmar Mendes da relatoria de um habeas corpus por meio do qual concedeu liberdade ao empresário Eike Batista. O empresário é representado em outros processos por Sérgio Bermudes, que tem entre seus sócios Guiomar Mendes, mulher de Gilmar. Janot solicitou, ainda, que fosse anulada a decisão do ministro de soltar Eike.

No ofício à presidente Cármen Lúcia, o ministro disse que não poderia atuar em casos relacionados a Bermudes porque no escritório do advogado trabalha Paula Mendes de Farias Mello de Araújo, sua sobrinha. Marco Aurélio se declarou impedido de atuar em qualquer ação, administrativa, civil e penal vinculadas ao advogado. O gesto foi interpretado, nos bastidores, como uma forma de constranger o colega. “Não se coaduna com o meu espírito. Eu não provoco colega”, respondeu ele ao Estadão.

Entretanto Gilmar não se declarou impedido no caso de Eike, alegando que o escritório do qual sua mulher é sócia não atuou no processo e que a banca do advogado só atua em processos civis do empresário. Argumento semelhante foi utilizado por ele ao libertar, por duas vezes, o empresário Jacob Barata Filho, o “rei dos ônibus” no Rio, preso na Operação Lava Jato. O ministro Gilmar foi padrinho de casamento da filha do empresário.

Impedimento

No ofício a Cármen Lúcia, Marco Aurélio também se disse impedido de atuar em casos relacionados a outros familiares: a esposa, Sandra De Santis Mendes de Farias Mello, desembargadora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal; e as filhas Letícia De Santis Mendes de Farias Mello, juíza do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), e Cristiana De Santis Mendes de Farias Mello, advogada e procuradora do Distrito Federal.


Ainda na entrevista à Guaíba, Marco Aurélio defendeu a necessidade de ministros se declararem impedidos para o julgamento de determinados casos, como na ocasião em que o ministro Alexandre de Moraes atuou sobre peça referente a Michel Temer, de quem foi ministro da Justiça. Reforçou que Moraes pediu impedimento à Câmara neste caso, mas o processo ainda não foi analisado pela Casa. Também lembrou que ele mesmo se declarou impedido nos processos referentes ao ex-presidente Fernando Collor, seu primo, mesmo estando legalmente apto a julgá-los.

FACHIN TIRA HADDAD DAS MÃOS DE MORO E MANDA DELAÇÕES PARA A JUSTIÇA FEDERAL DE SP

Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), reconsiderou decisão tomada na Petição (PET) 6997 e determinou que as cópias dos depoimentos dos colaboradores João Santana, Monica Moura e André Luís Reis de Santana sobre a campanha eleitoral de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2012 sejam remetidas à Justiça Federal de São Paulo, e não mais à Justiça Federal do Paraná, como havia designado em 10 de maio.

Em agravo regimental contra a decisão, a defesa de Fernando Haddad sustentou que, na colaboração premiada, os publicitários disseram ter recebido recursos não contabilizados do Grupo Odebrecht e de empresa ligada a Eike Batista, para quitar dívidas de campanha do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), e que tais fatos não têm relação com a Operação Lava-Jato, sendo que episódios semelhantes já são objeto de procedimento criminal em trâmite na 10ª Vara Federal de São Paulo.

Ao reconsiderar sua decisão, seguindo parecer da Procuradoria-Geral da República, o ministro Edson Fachin afirmou que, a partir da comparação entre as razões do recurso (agravo regimental) e os depoimentos prestados no âmbito de colaboração premiada pelos publicitários, é possível verificar que os fatos realmente não têm conexão com a Operação Lava-Jato, devendo ser prestigiada a regra prevista no artigo 70 do Código de Processo Penal (CPP), segundo a qual a competência para processar e julgar deve ser do Juízo do lugar em que se consuma a infração.


“Tratando-se de supostos fatos que se passaram na cidade de São Paulo, na qual eram realizados os pagamentos não contabilizados no contexto do pleito eleitoral ao Poder Executivo da aludida municipalidade, devem as cópias dos termos de depoimento ser remetidas à Seção Judiciária daquele Estado para as providências cabíveis, mormente em razão da apontada existência de inquérito policial já deflagrado com objeto semelhante”, concluiu o ministro Fachin.

FACHIN TIRA SIGILO DE INVESTIGAÇÃO CONTRA JUCÁ NA ZELOTES

O ministro do STF, Edson Fachin, retirou sigilo sobre os autos de denúncia contra o senador Romero Jucá (PMDB-RR) por suposto favorecimento ao Grupo Gerdau, por meio de medida provisória, no âmbito da Operação Zelotes. Além de Jucá, são investigados no mesmo caso os deputados Alfredo Kaefer (PSL-PR) e Jorge Côrte Real (PTB-PE).

A Operação Zelotes detectou indícios de que o senador Jucá alterou o texto da MP 627, de 2013, para beneficiar a siderúrgica. Jucá era o relator do texto, que mudava as regras de tributação dos lucros de empresas no exterior. Os deputados apresentaram emendas que beneficiaram o grupo, segundo os investigadores.

E-mails apreendidos pelos investigadores da sede da Gerdau mostraram que a alteração feita na MP foi sugerida pela própria empresa. Os três congressistas e a siderúrgica negam irregularidades.

Romero Jucá se tornou alvo de duas investigações na Zelotes — e foi denunciado pela PGR em uma delas.

Além da Zelotes, Jucá também é investigado pela PGR por suposto envolvimento no esquema apurado pela Lava Jato e foi um dos nomes citados pelos delatores da Odebrecht.

COM A PALAVRA, ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO, O KAKAY, QUE DEFENDE JUCÁ:

“Este talvez seja o caso mais clássico da prova de que a Procuradoria está tentando criminalizar a política.”

“Veja que é uma relação absolutamente normal de um senador, talvez a pessoa que mais entenda de economia no Senado, foi líder do governo Fernando Henrique, do Lula, da Dilma, do Temer, é o interlocutor de todos os setores produtivos.”

“Nesse caso concreto Jucá nada mais fez do que ter interlocução com Gerdau, por sinal nem enquanto dono da Gerdau, mas enquanto líder empresarial. É normal que eles trocassem ideias sobre determinada Medida Provisória que favorecia um setor.”

“Então, esse é um caso clássico da tentativa de criminalizar a política, num desprezo que o Ministério Público tem pelas regras comezinhas da democracia, onde o Poder Legislativo tem que cumprir o seu papel, o Poder Executivo tem que cumprir o seu.”

“Agora, veja bem, o próprio Ministério Público, quando precisa se relacionar com o Legislativo, por exemplo, na época de dotação orçamentária em que o Jucá era o presidente (da Comissão) ele se relacionava com o Jucá, mandava ofícios, dizia quais eram os interesses. Esse é o dia a dia da democracia.”

“Essa denúncia é completamente desfundamentada. A relação que se dava ali (Jucá/Gerdau) era absolutamente legítima. Infelizmente, é uma prova que o Ministério Público pretende criminalizar a política. Principalmente nesse momento final do mandato de Rodrigo Janot. Ele está vendo que Curitiba (origem da Lava Jato) apresentou diversas outras denúncias e começa a cumprir aquilo que ele mesmo disse, ou seja, que ia atirar flechas enquanto hovesse bambu.”

“Essa tentativa de criminalizar a política é antidemocrática.”

COM A PALAVRA, GERDAU:

Esclarecimento Público

Em respeito à sociedade brasileira e aos nossos clientes, fornecedores, acionistas e colaboradores, a Gerdau vem a público prestar os seguintes esclarecimentos sobre o inquérito 4347 da Polícia Federal, que tramita no Supremo Tribunal Federal:

Em 2013 e 2014, com base em sua experiência internacional, a Gerdau atuou juntamente com entidades empresariais visando corrigir uma distorção na legislação tributária que prejudicava todas as empresas brasileiras com atuação no exterior. Tal legislação gerava muita insegurança jurídica há mais de dez anos e judicialização em razão da injusta bitributação do Imposto de Renda que desrespeitava, até mesmo, tratados internacionais. Ou seja, a multinacional brasileira estaria sujeita a recolher o tributo devido no exterior e a sofrê-lo com igual incidência aqui. Conforme informações já prestadas às autoridades, a Gerdau integrou grupos de trabalho técnicos tanto do Instituto de Estudos de Desenvolvimento Industrial (IEDI) como da Confederação Nacional da Indústria (CNI), atuando de forma absolutamente legal e ética na discussão da Medida Provisória 627/13 posteriormente convertida na Lei 12.973/14, que trata da bitributação das empresas multinacionais brasileiras e dos aspectos tributários  da convergência das normas contábeis brasileiras aos padrões internacionais.

No processo de tramitação da referida MP jamais houve qualquer pleito ou conduta irregular por parte da Gerdau ou de Jorge Gerdau Johannpeter – presidente do Conselho Consultivo da empresa -, líder empresarial reconhecido pela defesa da competitividade da indústria brasileira. A atuação foi legítima, buscando a defesa do setor industrial brasileiro, com o aprimoramento do texto legal e a redução dos litígios, sempre lastreada pela Constituição, que prevê o direito de petição.

Por fim, a Gerdau esclarece que todas as doações eleitorais realizadas pela empresa ocorreram rigorosamente de acordo com a legislação em vigor à época, de forma a colaborar com a democracia e o Estado de Direito e não com o objetivo de contrapartidas pessoais ou empresariais.

A Gerdau também reitera que, como empresa atuante há 116 anos, possui rigorosos padrões éticos na condução de seus pleitos, bem como irá defender firmemente, em todas as instâncias processuais, a legitimidade e lisura de seus atos. A empresa reafirma que sempre esteve à disposição para prestar todos esclarecimentos que se fizerem necessários.