sexta-feira, 22 de setembro de 2017

RODRIGO MAIA É CRITICADO POR "FAZER CAMPANHA ANTECIPADA"

No grupo de WhatsApp dos deputados federais do Rio de Janeiro, Rodrigo Maia está sendo bastante criticado por ter publicamente pedido a cabeça do secretário de Segurança, Roberto Sá. 

Para boa parte dos parlamentares da bancada, a troca do secretário neste momento não mudaria nada a situação da falta de segurança no Rio e, com essa atitude, Rodrigo “coloca mais lenha na fogueira e deixa claro que está em campanha antecipada”, informa o site O Antagonista.

DIRETÓRIO NACIONAL DO PT SUSPENDE PALOCCI POR 60 DIAS APÓS ACUSAÇÃO CONTRA LULA

O ex-ministro Antonio Palocci foi suspenso por 60 dias do PT pelo Diretório Nacional do partido nesta sexta-feira (22). A suspensão ocorreu após Palocci acusar o ex-presidente Lula da Silva de ter feito “um pacto de sangue” com a Odebrecht para o recebimento de propina durante depoimento ao juiz Sérgio Moro.

A suspensão temporária ocorre até que o processo de expulsão de Palocci seja julgado pelo Diretório Municipal do PT em Ribeirão Preto (leia nota abaixo).

“Uma resolução seguindo o que é o estatuto como abriram um procedimento de investigação sobre ele na Comissão de Ética em Ribeirão Preto, nós usamos o estatuto e a suspensão por 60 dias”, afirmou a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), em uma reunião nacional do PT no Centro de São Paulo.

A presidente nacional do PT disse que Palocci mentiu. “Mentiu para tentar negociar a redução da sua pena. Isso que está em jogo, mentiu, ou seja, ele fez uma troca”, declarou.

De acordo com ela, Palocci comprometeu o ex-presidente com as suas declarações à Justiça. “Ele mentiu contra o partido, contra a liderança de Lula, comprometendo o Lula”, disse.

O antigo braço direito de Lula acusou o ex-presidente de receber um pacote de propina que incluía o terreno do Instituto Lula, o sítio em Atibaia, palestras com cachê de R$ 200 mil cada uma, e R$ 150 milhões para as campanhas do ex-presidente. O dinheiro era fruto de corrupção em contratos superfaturados com empresas públicas. 

Palocci afirmou que Dilma sabia e compactuava com o esquema criminoso, e que ele e Lula tentaram atrapalhar as investigações da força-tarefa da Lava Jato.

O ex-ministro Antonio Palocci falou por cerca de duas horas ao juiz Sérgio Moro no dia 6 de setembro. Nesta ação, além de Palocci, são réus o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras seis pessoas.

A ação apura se a Odebrecht pagou propina de R$ 12 milhões a Lula com a compra de um terreno em São Paulo, onde seria construída a sede do Instituto Lula, e também de um apartamento vizinho ao de Lula, em São Bernardo do Campo.

Na semana seguinte, em seu depoimento ao juiz Sérgio Moro, o ex-presidente Lula da Silva negou que ter sido favorecido pela Odebrecht com a compra do terreno e do apartamento e com a reforma de um sítio em Atibaia. Lula chamou Palocci de mentiroso.

Leia a íntegra da nota do PT:

"O Diretório Municipal do PT de Ribeirão Preto, por unanimidade, decidiu pela abertura de procedimento disciplinar para avaliação ética do comportamento do filiado Antonio Palocci.

Ao mentir, sem apresentar provas e seguindo um roteiro pré-estabelecido em seu depoimento na 13a. Vara da Justiça Federal, em Curitiba, no último dia 06 de setembro, Palocci colocou-se deliberadamente a serviço da perseguição político-eleitoral que é movida contra a liderança popular de Lula e o PT. Desta forma, rompeu seu vínculo com o partido e descomprometeu-se com a sua militância.
Nos termos do art. 246 do estatuto partidário, o Diretório Nacional do PT decide pela suspensão provisória do filiado por tempo não superior a 60 (sessenta) dias, dentro do qual deverá estar concluído o processo de julgamento.

São Paulo, 22 de setembro de 2017
Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores"

MINISTRO CELSO DE MELLO AUTORIZA INQUÉRITO PARA INVESTIGAR SENADOR LINDBERGH FARIAS

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello autorizou nesta sexta-feira (22) a abertura de um inquérito para investigar o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) em um desdobramento da Operação Lava Jato.

Será apurado o crime de corrupção passiva e, como o caso está em segredo de Justiça, não há mais detalhes sobre o inquérito.

A abertura do inquérito foi pedida no início deste ano. Na ocasião, se apontou conexão com outro inquérito, que investigava Lindbergh Farias por ter supostamente pedido R$ 2 milhões para a campanha dele ao Senado, em 2010.

Esse inquérito foi arquivado em fevereiro pelo ministro Luiz Edson Fachin.

Fachin também entendeu que o novo pedido para investigar o senador deveria ser retirado do âmbito da Lava Jato.

O caso foi sorteado, primeiro, para o ministro Luís Roberto Barroso, mas ele se declarou impedido de atuar no processo. No mês passado, Celso de Mello foi sorteado novo relator.

O G1 buscava contato com o senador até a última atualização desta reportagem.

(G1 conteúdo)

VAI EXPLODIR! MAIS UM GENERAL MANIFESTA SOBRE A INTERVENÇÃO MILITAR

Dessa forma, chegamos, hoje, à inaceitável situação, desesperadora para uma Nação que as FFAA têm a obrigação constitucional de tutelar. TUTELAR, sim, isto é, proteger , defender, como ensina qualquer bom dicionário.
Os três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, que tomem as providências urgentes para reverter o quadro de imoralidade na política brasileira porque do contrário vai acontecer uma intervenção militar no Brasil. 

Mais um general acaba de manifestar publicamente sua posição favorável a intervenção militar.

Confira e avalie

 “A Instituição será maculada, violentada e conspurcada diante da leniência de todos aqueles que não pensam, não questionam, não se importam, não se manifestam” Gen Marco Antonio Felicio da Silva 

O afastamento dos chefes militares da cúpula do poder, com a criação do MD, moeda de troca política e entregue a incapacidade de civis, incluso de corruptos, como demonstram os anos de sua existência, se deu por pressão externa. Um grande erro, pois, vivemos contexto, histórico, social, político, econômico e militar, diferente de qualquer outra nação e não podemos dispensar, embora a existência de regime democrático, da atuação política das Forças Armadas por meio de seus chefes.

Há anos que os comandantes das Forças Armadas (FFAA) convivem amistosamente e em silêncio obsequioso com diferentes chefes e autoridades de governo, independentemente de políticas espúrias que tentam impor à Nação, da corrupção intensa e do aparelhamento ideológico que permeiam os poderes da República. 

Jamais opinando quanto aos graves problemas de toda ordem que envolvem o País, incluso sobre aqueles que colocam a Segurança da Nação em risco e que atingem diretamente a existência de um Estado Democrático de Direito. 

Dessa forma, chegamos, hoje, à inaceitável situação, desesperadora para uma Nação que as FFAA têm a obrigação constitucional de tutelar. TUTELAR, sim, isto é, proteger , defender, como ensina qualquer bom dicionário.

Assim, renovando as esperanças dos patriotas civis e militares, da Ativa e da Reserva, ouvimos a recente palestra do Gen. de Exército Mourão, cujo preparo, coragem moral e liderança militar são inegáveis. Traduziu a voz da maioria da população e de militares, asseverando a necessidade de uma intervenção militar caso o caos em que vivemos se torne pior do que já o é, findando com a sangria da Nação, estupefata e insegura, efetuada por enorme e poderosa quadrilha que do governo se apoderou. 

Contra ele se levantou a totalidade dos idiotas esquerdopatas que levaram o País ao fundo do poço e aqueles que compõem tal quadrilha, principalmente de políticos e empresários, tentando desmoraliza-lo, mostrando-o como indisciplinado e golpista. E, assim, o fazem para salvar a própria pele. 

O Gen Mourão, disciplinado e leal ao Comandante do Exército, rearma a necessidade da ação legal da Força ao agir, da legitimidade que tem para tal, visto o imenso apoio da população, e que não seja causadora de qualquer instabilidade, o que é o obvio ululante, como diria o saudoso Nelson Rodrigues. Quanto a ser isenta, têm as FFAA um só partido: A Nação brasileira e os que defendem os interesses nacionais. 

O General Mourão, ciente da responsabilidade da defesa da soberania da Nação, homem inteligente, informado e preparado intelectualmente, sabe também, que os poderes republicanos estão apodrecidos, dirigidos e dominados por reconhecidos bandidos. Já não funcionam harmonicamente e a grande maioria da população já não se vê, por eles, representada. 

O Executivo tem Presidente ilegítimo, Cmt. em Chefe das FFAA, acusado pelo Procurador Geral da Republica como chefe de organização criminosa. As discussões e ações, intra e entre poderes, são tumultuadas, e os problemas de natureza estratégica do País estão relegados ao esquecimento. Decisões são tomadas irresponsavelmente, mesmo as que afetam a Segurança Nacional.

O sentimento de insegurança é crescente, o desemprego continua alarmante. O deficit fiscal é impressionante.

Inteligente, o Gen. Mourão não pode acreditar na reconstrução do País pela corja que aí está. A atual Constituição tem que ser substituída por outra privilegiando mais deveres do que direitos, consentânea com o caráter nacional. Impunidade zero bem como nula a tolerância com criminosos 

O próprio Comandante do Exército armou que o País está a deriva. 

Assim, o discurso do Gen. Mourão não pode ser considerado uma novidade. Os princípios sensíveis do Poder Republicano estão corrompidos, o que torna a intervenção das FFAA constitucional e obrigatória, independentemente da ordem de qualquer Poder. 

As aproximações sucessivas já terminaram com o insucesso da intervenção das FFAA contra o crime organizado no Rio de Janeiro. E terminaram ao mesmo tempo em que se inicia, fortemente, o solapamento da legitimidade das FFAA, característica que não podemos perder a qualquer custo, por culpa de um Ministério da Defesa politizado. INTERVENÇÃO JÁ !!!!!!!!

Gen. Marco Felício

fonte: juntospelobrasil.com



O QUE FAZER COM OS CORREIOS?

Hoje cedo, Moreira Franco disse que a privatização dos Correios está “em estudo”.

Mais tarde, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também em Nova York, confirmou essa informação, mas ponderou que a abertura de capital da empresa poderia ser uma “boa alternativa”, registra a Folha.

Tem de privatizar essa desgraça.

GAROTINHO E O GPS QUE APITA NA HORA ERRADA

A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio divulgou nota hoje para dizer que Anthony Garotinho não violou sua prisão domiciliar na madrugada de domingo, informa O Globo.

Segundo a secretaria, houve “falha técnica” no GPS que monitora a tornozeleira eletrônica do ex-governador do Rio. Quando o portador da tornozeleira deixa o limite determinado pela Justiça, um alarme dispara na central.

Às 2h45 da manhã do último domingo, o alarme de Garotinho começou a apitar como se ele tivesse saído de sua casa. Só parou uma hora e meia depois.

Mas que coisa estranha, não ?

LULA TENTA FUGIR DA PRIMEIRA INSTÂNCIA

A defesa do ex-presidente Lula pediu que o inquérito que o investiga por obstrução de Justiça não seja enviado para a primeira instância da Justiça Federal, relata O Globo.

Trata-se do caso da nomeação de Lula da Silva como ministro da Casa Civil de Dilma Rousseff, em 2016 — feita exatamente, segundo a PGR, para que o ex-presidente tivesse direito a foro especial, o que configura a obstrução.

O inquérito, em que também são investigados Dilma e Aloizio Mercadante, estava no Supremo porque também envolvia dois ministros do STJ, que têm foro especial.

Como a parte da investigação relativa aos membros do STJ foi arquivada, Edson Fachin decidiu remeter o caso à Justiça Federal no último dia 8.

NEM A ESPERANÇA DO POVO, LULA ?

Transtornado por ser réu pela sétima vez,  Lula disse ser um político que nunca roubou.

Nem a esperança do povo, Lula?

MELHOR TROCAR DE ADVOGADO, LULA

O TRF-4 indeferiu nesta noite novo pedido de suspeição do juiz Sérgio Moro protocolado pela defesa de Lula.

Segundo o desembargador Gebran Neto, os advogados do ex-presidente usaram instrumento jurídico errado para pedir a suspeição.

STJ REJEITA SUSPEIÇÃO DE MORO

O ministro Felix Fischer, em decisão monocrática, negou há pouco seguimento ao recurso da defesa de Lula que pedia a suspeição de Sérgio Moro.

DENÚNCIA CONTRA O PRESIDENTE TEMER ENTREGUE PELO STF À CÂMARA DOS DEPUTADOS

Presidente do STF encaminha Ofício ao Presidente da Câmara dos Deputados contendo o Inquérito nº 4.483, que versa sobre a Denúncia contra o Presidente Michel Temer.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

STF PROVA QUE LAVA JATO ESTÁ VIVA

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de enviar à Câmara a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer é menos importante pelo fato em si – e mais pelo que representa para o futuro da Operação Lava Jato.

A denúncia é falha ao tentar demonstrar que Temer liderava uma organização criminosa, embora traga inúmeras provas de que ele tomou parte em crimes. De todo modo, é ínfima a chance de que haja 342 deputados dispostos a autorizar o prosseguimento dela – lembre que 263 votaram contra a primeira denúncia.

A surpresa está não na peça concebida nos estertores da gestão de Rodrigo Janot na Procuradoria-Geral da República (PGR), nem no corporativismo dos deputados que, temendo a Lava Jato, querem manter os privilégios de seus cargos (ontem votaram pelo fim das coligações nas eleições proporcionais, mas só depois de 2020, já que esperam ainda usá-las para ser reeleitos em 2018).

A surpresa está no STF, onde a Lava Jato ganha fôlego depois de um ano de derrotas sucessivas. Na semana passada, a Corte manteve, por 9 votos a 0, o direito de Janot apresentar sua denúncia. Ontem, por 7 a 1 (faltando ainda o voto de três ministros), autorizou o envio da segunda denúncia à Câmara. Apenas o ministro Gilmar Mendes votou contra por enquanto.

As duas votações demonstram que a percepção no tribunal ainda é majoritariamente favorável à Lava Jato. Apesar das divergências pontuais com o ministro-relator Edson Fachin, parece haver no plenário maioria sólida em favor da PGR. Num ano de refluxo da operação, não é pouco. 

É a posição oposta à consolidada na Segunda Turma onde, desde o início do ano, várias decisões favorecem os réus – na mais flagrante, o ex-ministro José Dirceu deixou a cadeia. No primeiro semestre, a absolvição da chapa Dilma/Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a recusa de prender o senador Aécio Neves e a manutenção do deputado Rodrigo Loures e de Dirceu em prisão domiciliar deixaram no ar um inconfundível cheiro de pizza.

A crise deflagrada pela delação da JBS pôs em cheque a credibilidade de Janot e da própria PGR.  Espalhou-se por Brasília o sentimento de que a nova procuradora-geral, Raquel Dodge, seria mais flexível, mais sensível às demandas dos advogados dos réus. Esperava-se, também, a troca de comando na Polícia Federal (PF), cujos recursos para a Lava Jato foram esvaziados no governo Temer.

A decisão do STF sugere que a vida dos corruptos não será tão fácil quanto parecia. Dodge pode ter um estilo mais sereno e menos espalhafatoso que Janot, porém isso não implica que necessariamente será mais leniente. Ao contrário, as acusações que fizer terão o benefício de ser produzidas por alguém que os próprios adversários da Lava Jato julgam insuspeita. Finalmente, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, decidiu manter no cargo o diretor da PF.

Não há muita dúvida de que Temer se safará de mais esta denúncia na Câmara. No entanto os políticos de Brasília não têm motivo algum para soltar fogos. Os debates no plenário do STF prometem ser robustos, com o ministro Gilmar Mendes liderando o grupo dos favoráveis a impor freios à Lava Jato.

É exatamente o esperado de uma Justiça independente, que funciona. O STF está diante de acusações contra PT, PMDB da Câmara e do Senado – além de dezenas de inquéritos e denúncias contra políticos individualmente. As delações prováveis de Antonio Palocci ou Geddel Vieira Lima ainda prometem incrementá-las. Em breve, virão as primeiras condenações de réus com prerrogativa de ser julgados no STF. As últimas votações na Corte só demonstram que a Lava Jato está vivíssima.

por Helio Gurovitz / G1

STF REJEITA PEDIDO DE TEMER PARA SUSPENDER ENVIO DA DENÚNCIA À CÂMARA

Por 10 votos a 1, o STF decidiu não aguardar investigação sobre suposta omissão nas delações da J&F. Único a divergir, Gilmar Mendes queria devolver acusação à PGR.

A Corte rejeitou nesta quinta-feira (21) suspender o envio, à Câmara dos Deputados, da nova denúncia contra o presidente Michel Temer apresentada pela Procuradoria Geral da República.
Com a decisão, a acusação deve ser encaminhada ao Legislativo já nos próximos dias, dependendo somente de trâmites formais.

Temer foi denunciado na semana passada pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. Mas o STF só poderá analisar a acusação se a Câmara autorizar.

A defesa do presidente, entretanto, havia pedido que a denúncia fosse remetida à Câmara somente após a conclusão das investigações sobre se os delatores da J&F omitiram informações dos investigadores. Provas entregues pelos delatores compõem a denúncia.

Porém, ao analisar o pedido da defesa, por 10 votos a 1, a maioria dos ministros do STF negou suspender o envio da acusação.

Votaram pelo envio imediato da denúncia os seguintes ministros:
Edson Fachin (relator)
Alexandre de Moraes
Luís Roberto Barroso
Rosa Weber
Luiz Fux
Dias Toffoli
Ricardo Lewandowski
Marco Aurélio Mello
Celso de Mello
Cármen Lúcia.

O único a divergir foi:
Gilmar Mendes
Ele ainda votou para a Corte devolver a denúncia à PGR (leia detalhes mais abaixo), como quer a defesa de Temer.


Envio da denúncia
A Constituição Federal determina que denúncias por crimes comuns contra o presidente da República só podem ser analisadas pelo Judiciário com prévia autorização da Câmara.

Para essa autorização, são necessários votos favoráveis de, no mínimo, 2/3 dos deputados federais, ou seja, 342 dos 513.

A defesa de Michel Temer queria adiar o envio da denúncia à Câmara, apontando suspeitas de que a delação dos executivos da J&F teve orientação do ex-procurador Marcello Miller, quando ele ainda trabalhava na PGR.

O advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira sustenta que essa ajuda invalidaria, inclusive, a gravação de uma conversa entre Temer e Joesley Batista, sócio da J&F, uma das bases da denúncia.


Votos
A maioria dos ministros, porém, considerou que a eventual revisão da delação da J&F não afeta a condição de terceiros – os acusados, por exemplo.

Eles também seguiram o entendimento de Edson Fachin, relator da denúncia, de que a validade das provas só poderá ser analisada posteriormente, quando e se o STF for autorizado pela Câmara a analisar a denúncia.

O que disse Fachin:
"Não cabe a essa Suprema Corte proferir juízo de admissibilidade sobre a denúncia antes do exame da autorização pela Câmara. Não cabe proferir juízo antecipado a respeito de eventuais teses defensivas."

Luiz Fux também observou, ao proferir o voto:
Trata-se de denúncia grave, principalmente porque se refere ao chefe máximo de nossa nação. Nem por isso compete a nós deixar de observar o devido processo legal. O momento é de aguardar o juízo político que antecede o juízo jurídico."

Único a divergir, Gilmar Mendes votou para devolver a denúncia à PGR, sob o argumento que a acusação contém fatos anteriores ao mandato do presidente, o que inviabiliza o prosseguimento da peça à Câmara.

Ele também atacou a validade da delação da J&F, apontando diversos fatos que apontam para a ajuda de Miller aos delatores.
"Certamente já ouvimos falar de procuradores preguiçosos, violentos, alcoólatras, mas não de procuradores ladrões. É disso que se cuida aqui, corruptos, num processo de investigação. Essa pecha a Procuradoria não merecia ao fazer investigação."


Nova procuradora-geral
Durante a sessão desta quarta (20), a recém-empossada procuradora-geral da República, Raquel Dodge, não se manifestou oralmente sobre os pedidos de Temer, já que a PGR já havia falado no julgamento, em favor do envio da denúncia.

Ela, no entanto, enviou memoriais aos ministros reiterando a posição do órgão de não suspender a remessa da denúncia à Câmara.

"A Constituição é rigorosa: as etapas e instâncias de decisão estão bem delineadas na fase pré-processual. Não há lugar, portanto, para impugnar a viabilidade da denúncia fora desse rito constitucional, antes da decisão da Câmara dos Deputados."

(com G1 conteúdo)

EX- COMANDANTE BRASILEIRO NO HAITI ATACA 'DESCARAMENTO' DE POLÍTICOS E APOIA GENERAL QUE DEFENDEU INTERVENÇÃO MILITAR

Augusto Heleno, general-de-exército do Exército Brasileiro da reserva, publicou nesta terça-feira, 19, em uma rede social, uma declaração de apoio ao general da ativa Antonio Hamilton Martins Mourão, que, em uma palestra na sexta-feira passada, dia 15, defendeu a possibilidade de intervenção militar em razão da crise política no País. Heleno foi o primeiro comandante brasileiro da Força de Paz no Haiti, em 2004. “Meu apoio irrestrito ao meu amigo de longa data e respeitado chefe militar (Mourão)”, escreveu Heleno, no Facebook. 

No texto de desagravo, o general Heleno afirmou que é "preocupante o descaramento de alguns políticos, indiciados por corrupção e desvio de recursos públicos, integrantes da quadrilha que derreteu o País, cobrando providências contra um cidadão de reputação intocável, com 45 anos de serviços dedicados à Pátria". "Aconselho que, pelo menos, se olhem no espelho da consciência e da vergonha", escreveu Heleno. 

"Em resposta a uma pergunta, colocada diante de uma plateia restrita (na Loja Maçônica de Brasília), ele (Mourão) limitou-se a repetir, sem floreios, de modo claro e com sua habitual franqueza e coragem, o que está previsto no texto constitucional. A esquerda, em estado de pânico depois de seus continuados fracassos, viu nisso uma ameaça de intervenção militar. Ridículo", afirmou o general da reserva. 

Apoio 

A postagem de Heleno recebeu apoio nos comentários. Além disso, segundo monitoramento feito por integrantes das Forças Armadas, 95% das postagens sobre o assunto foram de apoio às declarações de Mourão.

FUNDO DO POÇO: EX-PRESIDENTE DA PETROBRAS CHAMA DILMA COMO SUA TESTEMUNHA

Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, chamou a ex-presidente Dilma Rousseff para depor como sua testemunha de defesa em inquérito na Operação Lava Jato. Bendine é acusado de receber da Odebrecht o valor de R$ 3 milhões de propina. 

A petista faz parte do rol de 17 testemunhas, também foram convocados o vice-presidente de negócios de atacado do BB Antonio Mauricio Maurano Paulo Ricci, o vice-presidente de distribuição de varejo Walter Malieni Junior e o ex-presidente do banco Alexandre Corrêa de Abreu, sucessor de Bendine. 

Bendine arrolou ainda o presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Nelson Carvalho, e três integrantes da diretoria executiva da estatal: Solange Guedes Roberto Moro e Jorge Celestino. 

A força-tarefa da Lava Jato acusa Bendine e os operadores financeiros Álvaro José Galliez Novis, André Gustavo Viera da Silva e Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior, além dos executivos da Odebrecht Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, da prática dos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa e embaraço à investigação de infrações penais. 

De acordo com a denúncia, quando Bendine ainda comandava o Banco do Brasil, pediu propina de R$ 17 milhões “para viabilizar a rolagem de dívida de um financiamento da Odebrecht Agroindustrial”. Entretanto os executivos da empreiteira se negaram a pagar a propina. 

A denúncia afirma que na véspera de Bendine assumir a Petrobras, o executivo e um de seus operadores financeiros solicitaram novamente a propina, desta vez para que a Odebrecht não fosse prejudicada em seus interesses na Petrobras. 

Segundo a investigação, o setor de Operações Estruturadas da Odebrecht pagou o valor de R$ 3 milhões, em três entregas em espécie, sendo R$ 1 milhão cada. 

O Ministério Público Federal aponta que parte dos valores da propina ainda foi repassada para Aldemir Bendine, também de forma oculta e dissimulada, com o pagamento, pelo operador André Gustavo Vieira da Silva, de viagem internacional que o ex-presidente da Petrobras realizou no final de 2015 e início de 2016. Outra parte foi entregue durante os diversos encontros pessoais que os acusados tiveram em 2015.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

GILMAR VOTA CONTRA ENCAMINHAR DENÚNCIA

Na sessão de hoje do STF Gilmar vota contra encaminhar denúncia de Temer à Câmara.

Gilmar Mendes usou o argumento de que a denúncia contra Michel Temer traz elementos estranhos ao exercício das funções presidenciais, para votar contra o encaminhamento da peça da PGR à Câmara.

“Isso deve ser examinado, para não parecer uma lavagem de mãos.”

E desqualificou continuamente o mérito da denúncia. Votou para que ela seja devolvida à PGR, como queria a defesa do presidente da República.

“A PF não pode abrir inquérito contra o  presidente e autoridades não podem preparar a cena para que o delito seja consumado.”

7×1 contra Temer.

A PROPINOLÂNDIA DE SÉRGIO CABRAL

Na sentença que condenou Sérgio Cabral a mais de 45 anos de prisão, Marcelo Bretas enumera as obras que renderam propina ao ex-governador e demais integrantes da quadrilha.

Cabral transformou o estado do Rio na sua “Propinolândia”: expansão do metrô de Copacabana, reformas do Maracanã para o PAN de 2007 e para a Copa de 2014, Mergulhão de Caxias, PAC Favelas e Arco Metropolitano.

Vale transformar em novo roteiro turístico.




INACREDITÁVEL! ROSINHA GAROTINHO FAZ UM APELO...

Vamos ajudar a Rosinha Garotinho. Ela está passando por um drama familiar e precisa de nossa ajuda. É de partir o coração!😄😏

GOVERNO PODE ACABAR COM O HORÁRIO DE VERÃO

A Casa Civil do governo federal estuda acabar com o horário de verão, informa O Globo.

A equipe envolvida nas discussões quer decidir sobre o tema nas próximas semanas, já que o próximo período do horário de verão –com relógios adiantados em uma hora– deve começar em outubro.

Um estudo do Operador Nacional do Sistema Elétrico e do Ministério de Minas e Energia avalia que o principal objetivo da medida, economizar energia elétrica, não está mais sendo atingido.

O horário de verão é adotado no Brasil sem interrupções desde 1985. Caberá a Michel Temer a decisão final sobre sua suspensão.

Qual seria o real motivo dessa suspensão? Mudar o foco das atenções  sobre os grandes problemas nacionais ?

EX-PRIMEIRA-DAMA DO RJ ADRIANA ANCELMO É CONDENADA A 18 ANOS DE PRISÃO

Adriana Ancelmo, ex-primeira-dama do Rio, foi condenada, nesta quarta-feira, a 18 anos e três meses de prisão na Operação Calicute por lavagem de dinheiro e organização criminosa. A decisão foi tomada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio e responsável pela Lava-Jato no Rio. 

É a primeira condenação da mulher do ex-governador Sérgio Cabral, que também foi condenado por Bretas a 45 anos de prisão. Na primeira condenação de Cabral, proferida pelo juiz Sergio Moro, Adriana Ancelmo havia sido absolvida. Ela está em prisão domiciliar e permanece nessa condição até julgamento em segunda instância. 

Na denúncia, o juiz Marcelo Bretas se refere à Adriana como "companheira de vida e práticas criminosas" do ex-governador e diz que ela também era "mentora de esquemas ilícitos", junto com Cabral.

"Ao lado de seu marido, ora apenado, usufruiu como poucas pessoas no mundo os prazeres e excentricidades que o dinheiro pode proporcionar, quase sempre a partir dos recebimentos que recebeu por contratos fraudulentos celebrados por seu escritório de advocacia, com o fim de propiciar que a organização criminosa que integrava promovesse a lavagem de capitais que, em sua origem, era fruto de negócios espúrios", escreveu Bretas.

Segundo Bretas, Adriana Ancelmo atuava para seduzir empresários a falsear operações e promover atos de lavagem de dinheiro — "razão pela qual a sua culpabilidade é extremamente elevada", disse o juiz. Bretas classificou a atuação de seu escritório de advocacia como uma "arquitetura criminosa".

"COMPORTAMENTO VERGONHOSO"

O magistrado disse que Adriana desfilava "com pompa ostentato o título de primeira dama do Estado do Rio de Janeiro, na mesma época em que recebia vultosas quantias 'desviadas' dos cofres públicos, com lastro em documentos forjados para dissimular a origem ilícita". Na sentença, Bretas afirma que Adriana Ancelmo representava a imagem do Estado do Rio em solenidades oficiais, mas optou por agir "contra a moralidade e o patrimônio público".

"Negativas são também as consequências dos crimes de lavagem de dinheiro pelos quais Adriana Ancelmo foi condenada, sobretudo pela mensagem depreciativa que passa ao mundo, associando a imagem deste Estado a práticas hodiernamente repudiadas no mundo civilizado. Seu comportamento vergonhoso tem ainda o potencial de macular a imagem da advocacia nacional, posto que sua atividade e sua estrutura profissional foram utilizadas nesta pratica criminosa", escreveu o juiz.

Segundo a sentença, Adriana tinha o papel dentro da organização criminosa de dar aparência de legalidade aos "milhões em propinas" recebidos pelo grupo.

"Parece óbvio que a tarefa a cargo desta condenada era da maior relevância, seja pela função de promover a lavagem de dinheiro seja pelo seu relacionamento íntimo com o mentor dessa organização criminosa, e por isso a sua culpabilidade é extrema", disse o juiz.

Ao todo, foram condenadas doze pessoas. Apenas um — o ex-assessor pessoal do ex-governador Pedro Miranda — foi absolvido.

(O GLOBO conteúdo)

QUADRILHA DE CABRAL TERÁ DE PAGAR QUASE MEIO BILHÃO

Na sentença de condenação de Sérgio Cabral o juiz Marcelo Bretas decreta a perda dos bens e bloqueio de contas do ex-governador, de sua mulher e dos demais membros da Orcrim fluminense num total de R$ 224 milhões.

Marcelo Bretas estipulou também o mesmo valor de R$ 224 milhões para efeito de indenização. A quadrilha terá de pagar, portanto, R$ 448 milhões.

URGENTE: CABRAL É CONDENADO A 45 ANOS DE PRISÃO

O juiz Marcelo Bretas acaba de condenar Sérgio Cabral a 45 anos e dois meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Calicute.

Adriana Ancelmo, mulher de Cabral, pegou 18 anos de cadeia. Outras 10 pessoas foram condenadas no mesmo esquema.

Segundo Bretas, o ex-governador é o “idealizador do gigante esquema criminoso institucionalizado no Estado do Rio de Janeiro, era o chefe da organização”.

DE CÁRMEN PARA RAQUEL: "DESTEMOR, GALHARDIA E EMPENHO"

Ao recepcionar Raquel Dodge, na estreia da nova PGR no STF, Cármen Lúcia disse:

“Gostaria de, em nome dos ministros desta Casa e dos servidores, dar não apenas as boas-vindas à dra. Raquel, mas dizer da enorme honra de tê-la conosco. O Ministério Público Federal, que cumpre papel constitucional tão importante para a República brasileira e vem desempenhando com destemor, galhardia e empenho o papel, e Vossa Excelência tem extensa folha de trabalhos prestados ao Brasil, à instituição, aos cidadãos brasileiros, e tenho certeza que nesta casa continuará a prestar os serviços que vêm sendo prestados por essa prestigiosa e importante instituição.”


“O CARA DO MST DIZ QUE VAI PEGAR EM ARMA E NINGUÉM RECRIMINA"

Magno Malta, titular da Comissão de Direitos Humanos do Senado, é a favor do requerimento aprovado hoje para ouvir esclarecimentos do general Antonio Hamilton Mourão, que disse numa palestra que uma “intervenção militar” poderá ser adotada se o Judiciário “não solucionar o problema político”. 

Leia a afirmação do senador:

“Ele (o general) deve ir mesmo até a comissão. O cara do MST pode ir dentro do Palácio do Planalto e dizer que vai pegar em arma para defender Dilma (Rousseff), na época do impeachment, e ninguém recrimina. Um outro diz que vai sair de faca na rua, e ninguém recrimina também. Aí porque o general falou aquilo… O general não pode falar? Nós vamos estar lá na comissão, vamos ouvir o general e fazer o debate.”

20 DE SETEMBRO - DIA DO GAÚCHO

A BECC presta uma singela homenagem a todos os amigos e amigas gaúchos e gaúchas de todas as querências, pelo teu dia.




O COMPADRE DE LULA, O LARANJA E CINCO IMÓVEIS SUSPEITOS

Roberto Teixeira disse a Sérgio Moro que o “direito imobiliário” é uma das frentes principais de seu escritório, que emprega 30 pessoas.

Ele afirmou ser um “especialista” no tema e chegou a assessorar Glaucos da Costamarques, primo de Bumlai, em cinco negócios imobiliários.

“Eficiência absoluta”, garante.

Teixeira explicou que auxiliou Glaucos na aquisição do duplex em São Bernardo do Campo, de um sítio em Monte Alegre do Sul (de 11 hectares), de uma fazenda em Bom Jesus dos Perdões (de 88 hectares) e de um terreno em Parelheiros, além do imóvel da Haberbeck Brandão.

Segundo o site O Antagonista sabe-se que Lula, antes de Atibaia, costumava frequentar um sítio em Monte Alegre do Sul. Será o mesmo?

MINISTRO QUER PUNIÇÃO A GENERAL QUE FALOU EM "INTERVENÇÃO MILITAR"

Informa o Correio Braziliense que o Ministério Público Militar não pretende oferecer denúncia contra o general Antônio Hamilton Mourão, por considerar que não houve nada de ilícito nas declarações dele, quando citou a possibilidade de “intervenção militar” numa palestra em Brasília no último fim de semana.

Já o ministro da Defesa, Raul Jungmann, acrescenta a reportagem, convocou o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, para esclarecer detalhes do pronunciamento do oficial e avaliar uma possível punição.

O ESTADO POLICIAL

O ministro do STF, Luís Roberto Barroso, negou que a Lava Jato tenha transformado o Brasil num Estado policial.

Ele disse:

“É preciso evitar Estado policial, mas o Estado que pune o empresário que paga propina para ganhar licitação não é Estado policial, é de justiça”.

Ele disse também:

“Não sou uma das pessoas que têm visão punitiva da vida, porém um direito penal absolutamente ineficiente – incapaz de enfrentar o colarinho branco – criou um País de ricos delinquentes, em que as pessoas são honestas ou desonestas se quiserem. É essa página que temos que virar”.

DORIA: "EU SOU PRÓ-BRASIL. E ANTI-LULA SIM"

João Doria, na tarde desta terça, em entrevista à Rádio Gaúcha:

“Eu sou pró-Brasil. E anti-Lula sim.”

“Eu não gosto do ex-presidente Lula. Mas reconheço seu valor.”

“Não será com radicalismo que vamos construir um país que todos nós desejamos nos orgulhar.”

Sobre as pesquisas de intenção de voto, o prefeito de São Paulo afirmou:

“É sempre muito lisonjeiro estar bem em pesquisas, ainda que tenhamos um longo percurso.”

“Ignorar pesquisa é ignorar a população. Se alguém acha que a pesquisa não é importante é porque não é importante a eleição.”