segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Henrique Alves confirma propina

Em audiência na 10ª Vara Federal em Brasília, hoje à tarde, Henrique Eduardo Alves confessou que recebeu dinheiro vivo de Lúcio Funaro e da Odebrecht, por meio de seus assessores.

Segundo ele, dinheiro não contabilizado.

Parece que Eduardo Cunha vai ficar sozinho na defesa de Michel Temer.

Temer diz que Janot o denunciou por motivo ‘mesquinho’

Em discurso feito no Planalto para deputados líderes de partidos, Michel Temer disse ter sido denunciado porque Rodrigo Janot queria impedi-lo de escolher o novo chefe da PGR.

“As duas denúncias que foram desautorizadas pela Câmara, hoje está robustamente, relevantemente, fortemente demonstrado, era uma articulação que tinha um objetivo mesquinho, minúsculo, menor, de derrubar o governo para impedir o presidente de indiciar o sucessor daquele que ocupava a PGR.”

Quando o mandato de Janot acabou, o presidente ignorou o primeiro lugar na lista tríplice encaminhada pela PGR –Nicolao Dino, visto como aliado do ex-procurador-geral– e indicou para o cargo a segunda colocada, Raquel Dodge.

(Ah, sim: na reunião com os líderes, Temer também agradeceu pelo empenho do Congresso em aprovar medidas econômicas e insistiu na necessidade de seguir adiante com as reformas.)

O teatrinho de Gleisi Hoffmann

Gleisi Hoffmann foi às redes sociais dizer que a política de alianças do PT na eleição do ano que vem se restringirá às legendas e grupos de esquerda.
Segundo o Estadão, ela respondia a Luiz Marinho –em entrevista ao jornal paulista, o ex-prefeito de São Bernardo e pré-candidato ao Bandeirantes defendeu que o partido se alie aos “golpistas” que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff.

Nas disputas estaduais, além de Alagoas –onde está firme e forte com Renan Filho–, o PT negocia coalizões com o PMDB no próprio estado da senadora, o Paraná, e em outros quatro (Minas Gerais, Ceará, Piaui e Sergipe).

Gleisi também sabe muito bem que o próprio Lula mandou suspender o “fora, Temer” e “perdoar os golpistas”. Sua reação é puro teatrinho para a militância.




Temer contraria centrais sindicais

Michel Temer vai contrariar as centrais sindicais e não irá propor via MP alternativas ao imposto sindical, que acabará na semana que vem, diz a Folha.
A ideia do Planalto é propor uma “contribuição assistencial” por meio de projeto de lei. Para os sindicatos, é grande o risco de que assim ela seja barrada pela Câmara e eles fiquem sem contrapartidas para a extinção do imposto.

Achamos ótimo que eles fiquem sem.


Após 7 meses, Cármen Lúcia autoriza reforço a Fachin

Depois de sete meses, Cármen Lúcia finalmente autorizou o remanejamento de cinco servidores do STF para o gabinete de Edson Fachin, relator da Lava Jato.

Fachin, que precisa despachar 80 inquéritos da Lava Jato, havia pedido o reforço em abril. Na semana passada, ele voltou a cobrar o apoio.




Procuradoria acusa 31 por fraudes na Lei Rouanet

A Procuradoria da República em São Paulo apresentou a denúncia da Operação Boca Livre —deflagrada em 2016 para investigar fraudes na Lei Rouanet— à 3.ª Vara Federal Criminal.
O documento tem 169 páginas, e os 31 denunciados são acusados por um prejuízo aos cofres públicos estimado em R$ 21 milhões.

Fausto Macedo informa que o principal alvo da Operação, o Grupo Bellini, teve seus executivos acusados pelos crimes de organização criminosa, estelionato contra a União e falsidade ideológica.


Que renovação é essa ?

Eles continuam achando que temos cara de palhaço !


‘Um, dois, três, salve todos!’

Levantamento feito pelo Estadão indica que cinco das 11 investigações que envolvem governadores no âmbito da Lava Jato já foram arquivadas e uma tem pedido de arquivamento feito pela PGR.

Os governadores têm foro privilegiado. Precisam ser julgados pelo STJ.



Mais uma herança do petismo

O Tribunal de Contas da União quer que a Caixa, o Banco do Brasil e outros bancos devolvam à União mais de R$ 38 bilhões em empréstimos que, segundo o tribunal, foram irregulares.

A área técnica do TCU quer que a Caixa monte um calendário para restituir R$ 27 bilhões recebidos da União entre 2009 e 2013.

O tribunal também solicitou ao BB, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia um cronograma de devolução –nesse caso, de R$ 11,6 bilhões que a União aportou entre 2010 e 2015.

Nesses anos, como vocês bem sabem, Lula e seu poste estavam no poder.

Escreve o Estadão: “Assim como as emissões diretas de R$ 426 bilhões (…) feitas pelo Tesouro para turbinar a capacidade de concessão de crédito do BNDES, as emissões diretas de títulos para os demais bancos públicos também foram consideradas irregulares pelos técnicos da corte de contas, uma vez que não passaram pelo Orçamento.”







Lewandowski tem alta

Ricardo Lewandowski recebeu alta do Albert Einstein, informou a assessoria do hospital.

O ministro do STF ficou internado por quase uma semana, depois de cair e quebrar as costelas durante um passeio com seus cachorros.







De Orlando Silva para Lindbergh: ‘Por que não te calas?’

Orlando Silva ironizou as críticas de Lindbergh Farias ao lançamento, pelo PCdoB, da pré-candidatura de Manuela D’Ávila à Presidência.
“Quando encontrar meu amigo Lindbergh vou perguntar: Por que não te calas?”, disse o ex-ministro –em tom de brincadeira, segundo a Folha.

É tudo teatro, óbvio –tanto as “críticas” do senador petista quanto a “pré-candidatura” de Manuela. PT e PC do B, feitos um para o outro, continuarão juntinhos.


O mordomo de Cabral

A Veja diz que Sérgio Cabral “vai manter alguns mimos” depois da decisão de Gilmar Mendes de mantê-lo em Benfica.
Um deles é o mordomo Alex, que “realiza desde a faxina da cela até um serviço diário de chá da tarde”.

O crime compensa

Aécio Neves já está tirando outros corruptos da cadeia.

Segundo O Globo, “a decisão do STF de que medidas cautelares contra parlamentares podem ser derrubadas por Legislativos tem levado Câmaras Municipais e Assembleias pelo país a revogar decisões contra vereadores e deputados acusados de corrupção (…).

Ao menos três decisões semelhantes já beneficiaram políticos locais. E outras estão a caminho. Em um dos casos, um deputado estadual foi libertado da prisão e reassumiu o mandato após votação dos colegas.”

Trata-se de Gilmar Fabris, do PSD, filmado recebendo uma propina de 50 mil reais e detido em flagrante por obstrução à Justiça, por ordem de Luiz Fux.



Os candidatos que assustam

Lula e Jair Bolsonaro assustam a Veja.

A própria revista, porém, aposta que eles serão derrotados em 2018:

“Poucos analistas acreditam que a disputa entre extremos que espantam vá se manter por muito tempo (…). O protagonismo eleitoral de Lula e Bolsonaro tende a se diluir diante da alta rejeição de ambos.




O Caldeirão do X

Quem pode derrotar Lula e Jair Bolsonaro?

É pergunta que faz a reportagem de capa da Veja.
Em primeiro lugar, a revista analisa os dados da pesquisa do Ibope e diz que há margem para um terceiro candidato:

“Os números são animadores: 53% dos eleitores com ensino superior e 54% dos jovens com idade entre 16 e 24 anos ainda não têm candidato. Juntos, esses dois segmentos representam 22,8% do eleitorado.

No Sudeste, que reúne três dos quatro maiores colégios eleitorais do país, 65% não têm candidato ou cogitam votar branco ou nulo.”

Em seguida, a Veja descreve esse candidato X:

“Uma pesquisa do Idea Big Data ouviu 1600 pessoas e concluiu que 53% rejeitam os maiores partidos, mas não descartam uma nova opção.”

Atualmente, como insinua a reportagem, a nova opção tem a cara de Luciano Huck.


“Noventa e nove ponto nove por cento”

Luiz Marinho disse que a possibilidade de Lula estar na urna em 2018 é de “noventa e nove ponto nove por cento”.
O Estadão perguntou como ele pode ter tanta certeza assim:

“As circunstâncias do processo. Delação premiada não serve para condenar. É uma sentença fadada a ser revisada. Dizer que os tribunais superiores vão confirmar uma sentença dessas é chamar todo o Judiciário brasileiro de esdrúxulo”.

Lula sabe que pode contar com o STF.

“Um dia escaparemos da máquina do tempo”

Fernando Gabeira diz que o Brasil tem de evitar duas armadilhas autoritárias: a da Venezuela, representada por Lula, e a do regime militar, representada por Jair Bolsonaro.

Leia um trecho de sua coluna:

“O colapso do sistema político-partidário não deixou pedra sobre pedra. O encastelamento, no fundo, é uma tática do tipo depois de nós, o dilúvio.

No Rio, parte da sociedade não achou o caminho para evitar o que lhe pareciam duas regressões: uma esquerda do século passado ou um mergulho na Idade Média, quando Igreja e Estado se confundiam. Houve um grande número de votos em branco, mas venceu uma das regressões.

Não creio que o Brasil caia na mesma armadilha: de um lado, a nostalgia do governo militar; de outro, a estrada para a Venezuela. Mas é preciso levar em conta que o sistema político apodrecido nos empurra para isso.

O período é favorável para refletir sobre alternativas. Uma corrente mais colada nos fatos pode até perder. Mas é uma chama que não pode se apagar. Um dia, escaparemos da máquina do tempo.”



O batom na cueca

A queda de Dilma Rousseff prejudicou os negócios de Erenice Guerra.
A Veja conta que ela agora trabalha como vendedora de uma multinacional de cosméticos, a Jeunesse.

Para completar nossa felicidade, só falta Dilma Rousseff voltar a abrir sua lojinha de R$1,99.

Vândalos do MST causam prejuízo de R$ 60 milhões em fazendas baianas

Chega a R$ 60 milhões o prejuízo causado por vândalos que invadiram fazendas e destruíram equipamentos na quinta-feira no município baiano de Correntina.
A avaliação foi feita por empresários do agronegócio local, segundo o portal Tribuna da Bahia.

Eles contaram mais de 20 pivôs destruídos, 2 colheitadeiras, 3 caminhões, 1 pá carregadeira, 1 retroescavadeira e uma patrol, além de 11 tratores queimados.

“Segundo alguns empresários, os invasores chegaram em caminhões e em mais de 10 ônibus e começam a destruir todo o que encontravam pela frente. A fúria maior se estendeu sobre a fazenda Igarashi. Lá eles pegaram uma Patrol e arrancaram 20 pivôs da propriedade, transformando-os em um monte de ferro retorcido.

Não satisfeitos, os invasores ensandecidos derrubaram e danificaram os postos da rede elétrica, destruíram as bombas, motores e tubulações de captação de água do Rio Arrojado.

O cenário é de devastação (…). Há muita tensão e a sensação de desamparo, principalmente com a inação do governo. (…) A polícia chegou depois que tudo estava destruído e não prendeu ninguém. (…) Os empresários do agronegócio perguntam quem pagará o prejuízo (…).”

Assista ao vídeo aqui:




Vândalos do MST destruindo instalações de produtora de alimentos, na Bahia

A hecatombe nordestina

Desde que se tornou o curral eleitoral de Lula, o Nordeste dobrou seu número de assassinatos.

O UOL fez as contas: 

2007 – 15.706

2008 – 16.935

2009 – 16.789

2010 – 17.540

2011 – 19.640

2012 – 20.341

2013 – 21.835

2014 – 23.164

2015 – 23.500

2016 – 24.825

Aos dados espantosos de 2016, devem-se acrescentar ainda 9.830 mortes a esclarecer.

A loura de Lula

Lula “está namorando uma loura”, segundo a Veja.
Nesse caso, é bom ela contratar um advogado, porque daqui a pouco Lula vai atribuir-lhe todos os crimes de que é acusado, comentou O Antagonista.



Bolsonaro ironiza “apelo emocionante” da imprensa

Jair Bolsonaro disparou vídeo para sua lista de contatos de WhatsApp neste domingo para comentar as matérias de capa de duas revistas distribuídas no fim de semana:
“Ontem foi a Veja [que destacou o título ‘A política que assusta’, com as imagens de Lula e Bolsonaro], hoje [é] a IstoÉ.”

O deputado leu o título “Começou cedo a enganação eleitoral” e mostrou as imagens de Lula, Ciro Gomes, Marina Silva e dele mesmo.

“Todos [foram colocados] no mesmo saco. E aqui dentro [da edição] um apelo emocionante para que PSDB e PMDB se unam para salvar o Brasil. Mais uma revista que entra para a coletânea do fake news. Eles aceitam qualquer um, menos Jair Bolsonaro. É bom ‘Jair’ se acostumando porque a população brasileira acordou, de há muito, [sobre] quem são esses políticos tradicionais e o que eles representam para a grande mídia brasileira.”

domingo, 5 de novembro de 2017

O ENEM, PARA OS NÃO INGÊNUOS

A maioria dos brasileiros não sabe como funciona o Enem, o tal Exame Nacional do Ensino Médio. Nem imagina como um aluno possa prestar exame no Amazonas e ser qualificado para cursar Arte Dramática no Rio Grande do Sul. Menos ainda haverá de entender a lógica dessa perambulação acadêmica em meio à miscelânea das cotas, das linhas de corte e múltiplas escolhas (como se a opção por uma graduação universitária fosse questão de nota, da cor da pele e de onde se estudou antes, e não de vocação).
Pois eu também não consigo penetrar nesse emaranhado. Mas sei, a esse respeito, algo que todos deveriam saber. O Enem é um dos mais importantes instrumentos de concentração do poder político nas mãos de quem já o detém e nele se incrustou de modo quase irreversível. É parte de um projeto de hegemonia que já conta quase quatro décadas de planejamento e execução. Tudo se faz de modo solerte e gradual, para que a sociedade não perceba estar transferindo soberania e sendo politicamente manipulada. De fato, se não somos agentes desse projeto, se não compomos quaisquer dos grupos ideológicos e de interesse que se articulam para esse fim, tornamo-nos inocentes inúteis, cidadãos descartados de uma democracia a caminho da extinção por perda de poder popular e inanição do poder local.
É possível que o leitor destas linhas considere que estou delirando. Ou que não seja bem assim. Talvez diga que mudei de assunto e que o primeiro parágrafo acima nada tem a ver com o segundo, ou seja, que Enem nada tem a ver com poder. Pois saiba que tem, sim. Peço-lhe que observe a realidade do município onde vive. Qual o poder do seu prefeito, ou de sua Câmara Municipal? O que eles, efetivamente, podem realizar pela comunidade? Da ambulância ao asfaltamento da avenida, quais os sinais de progresso que acontecem aí sem que algo caia da mão dadivosa da União? Quais são as leis locais que você considera importante conhecer? E no Estado? Tanto o Legislativo quanto o Executivo constituem poderes cada vez mais vazios, que vivem de promessas e criação de expectativas, empurrando a letargia com a barriga e empanturrando a sociedade de palavras.
Observe que todas as políticas de Estado que podem fazer algum sentido na vida das pessoas são anunciadas no plano federal (que venham a acontecer é outra conversa). Por quê? Porque é lá que estão concentrados os recursos. O poder político que comanda o país conta muito com seu elenco de prerrogativas exclusivas. Mas o poder que tudo pode, como temos testemunhado à exaustão, pode até o que não deve poder. Esse monstrengo chamado Enem não é apenas uma fonte de colossais trapalhadas. É um instrumento de poder. Impõe a homogeneização de currículos. Regula visão de mundo, de história e de sociedade. Controla posições sobre pautas políticas e violenta a liberdade de opinião dos estudantes. Age contra as diversidades regionais ideologizando as múltiplas escolhas e transmitindo a sensação de que a Educação, o exame e o ingresso no ensino de terceiro grau são dádivas de um onisciente guru brasiliense que tem o gabarito de todas as provas. Estou descrevendo a ação abusiva de um gigante das sombras: o poder dos burocratas instalados no Ministério da Educação.
As cartilhas, os livros distribuídos às escolas, os muitos programas nacionais voltados ao famigerado "politicamente correto", a imposição da ideologia de gênero, tudo flui para o Enem e dele necessita. Ele serve aos oráculos de um projeto de poder, do único que de fato mobiliza energias políticas no país, de modo permanente, há quase quatro décadas.
texto: Percival Puggina


Ministro Joel Ilan Paciornik recebe salário de R$ 118 412,00


Isso é uma afronta.
E querem reduzir os vencimentos dos outros.. 
Os três "podres poderes" escarnecem do povo e ninguém faz nada.

Luislinda virou a marca do ridículo e do oportunismo do governo Temer

Luislinda Valois deveria ter sido demitida do cargo de ministra dos Direitos Humanos em fevereiro, quando se soube que ela anexara a sua biografia o título de "embaixadora da paz da ONU" e o Palácio do Planalto engolira a lorota. 

O título não existe. Nessa linha, Dilma Rousseff, com seu doutorado da Unicamp, teria ido para casa anos antes.

A repórter Naira Trindade revelou que a senhora Valois requereu o direito de acumular sua aposentadoria de desembargadora com o salário de ministra, argumentando que sua situação "sem sombra de dúvida, se assemelha ao trabalho escravo".

Faturaria R$ 61,4 mil mensais.

A doutora deveria ter sido demitida mesmo antes de anunciar que desistira do pleito. Ela continuará ministra numa equipe onde já esteve Geddel Vieira Lima e estão Moreira Franco e Eliseu Padilha. 

Negra, mulher, tucana, Valois foi colocada lá porque é negra, mulher e tucana. Seu pleito ajudou a mostrar a empulhação que há nas nomeações de mulheres por serem mulheres e de negros por serem negros.
(O fato de ela ser tucana é irrelevante, pois não se sabe o que é isso.)

A doutora deveria ser demitida pela péssima qualidade de sua argumentação, mas ela tem direito a acumular a aposentadoria com o salário. Há hipocrisia na barulhenta condenação da ministra. O que ela queria é feio, mas é legal. Como desembargadora aposentada pelo Tribunal de Justiça da Bahia, ela faz parte de uma casta intocada pela onda moralizante da Lava Jato.

As acumulações são legais, já os penduricalhos pecuniários que enfeitam as togas são constitucionalmente discutíveis. A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, nunca tomou providência para reprimir essa situação que condena em manifestações literárias. 

Em São Paulo, há casos de desembargadores que já receberam mais de R$ 100 mil mensais. Em março passado, de cada dez magistrados paulistas, sete haviam recebido contracheques com quantias superiores ao teto constitucional de R$ 33,7 mil.

por Elio Gaspari / Folha

O destino de Luislinda

O Planalto empurrou para o PSDB a decisão de manter ou não Luislinda Valois no cargo, informa a Coluna do Estadão.

A ministra dos Direitos Humanos, que havia pedido para furar o teto constitucional alegando que faz trabalho escravo por não receber R$ 61 mil, foi avisada por seus interlocutores no PSDB que fica se não falar mais no assunto.

“A Luislinda foi um dos únicos assuntos que unificaram o PSDB. A bancada gostaria que ela reconhecesse o grave equívoco pedindo desculpas”, disse o deputado Betinho Gomes (PSDB-PE).


“Dificilmente veremos uma renovação profunda”

Merval Pereira comentou no Globo a união de PT e PMDB para somar as fatias do fundão eleitoral e frear a Lava Jato:
“Pelo jeitão que as alianças políticas para a eleição de 2018 estão tomando, dificilmente veremos uma renovação profunda dos quadros políticos nacionais, por mais que essa seja a vontade do cidadão comum.

Os partidos políticos, que fazem as regras eleitorais, já estão retomando velhos hábitos, e as alianças partidárias continuam refletindo interesses regionais que têm mais a ver com vantagens pessoais do que com programas de governo.

Ao anunciar, terça-feira passada, que estava ‘perdoando’ os golpistas, Lula deu o sinal esperado para reagrupar antigos interesses fisiológicos, separados momentaneamente no impeachment da ex-presidente Dilma. Ela, aliás, vai ser a grande abandonada desta campanha.”




Patriotismo, a mais poderosa arma de uma nação

Caros amigos
A História do Brasil vem sendo sistematicamente assediada por um movimento interessado em destruir o orgulho do povo brasileiro. As verdades históricas estão sendo distorcidas de forma grosseira e afrontosa. Os heróis verdadeiros têm sido substituídos por figuras cuja obra é comparável à de terroristas como os do Estado Islâmico que, no presente, chocam a humanidade com suas atrocidades e fanatismo descabido e sem limites.

Até a obra do Duque de Caxias é posta em dúvida, enquanto que Carlos Lamarca, Carlos Marighela, Che Guevara e outros bandidos, que nada mais fizeram do que espalhar o terror por onde passaram, acabam tornando-se nomes de ruas, praças, cemitérios e monumentos.

A negação do patriotismo e do orgulho nacional torna a sociedade estrategicamente vulnerável a qualquer ação do inimigo interno, externo ou supranacional, pois compromete a vontade de lutar e de doar-se à Pátria sem medir sacrifícios. Compromete, portanto, a mais poderosa arma que a Nação pode dispor.

"(...)por que tanta omissão de nossas universidades (...)? Por que tanta desinformação e mentira em era que chamam da informação? Por que o abandono dos sagrados conceitos de pátria e de nação, sem os quais é impossível sobreviver? Por que a perda da autoestima que transforma nossos filhos em escravos ou canalhas?" (Prof José Walter Bautista Vidal – O Poder Mundial Contra o Brasil)

Além desse, temos sofrido ataques constantes aos princípios e aos valores judaico cristãos que, desde o Descobrimento, têm dado suporte à moral e aos bons costumes nessa Terra de Santa Cruz.

Professores "com partido", artistas, ativistas da libertinagem e da ideologia de gênero, políticos e formadores de opinião, entre outros, são os "intelectuais orgânicos" que trabalham junto à massa de desavisados para minar os valores tradicionais da sociedade e transformar o brasileiro em algo fraco, sem princípios, titubeante e inseguro até sobre a sua natureza.

Temos que permanecer atentos a essas ameaças e dispostos a preservar e incrementar o patriotismo, a autoconfiança e a autoestima do nosso povo, afim de torná-lo suficientemente forte em suas convicções e para que ele compreenda a importância de conhecer, admirar, respeitar, amar e defender a Pátria. Só assim será possível evoluir como nação e dissuadir qualquer atentado à liberdade dos brasileiros e à soberania do Brasil.

Gen Bda Paulo Chagas

Braço direito de Cristina Kirchner é preso por corrupção

O ex-vice-presidente da Argentina, Amado Boudou, foi detido nesta sexta-feira em Buenos Aires.
Segundo fontes do jornal “Clarín” e da agência France Presse, o político foi acusado de enriquecimento ilícito. O vice-presidente no governo de Cristina
Kirchner, entre 2011 e 2015, foi detido junto ao seu sócio José María Nuñez
Carmona.

A detenção de Boudou aconteceu em sua residência no bairro de Puerto Madero, em Buenos Aires, e foi realizada por agentes da Prefeitura Naval Argentina por ordem do juiz Ariel Lijo.

De acordo com informações da agência Reuters, Bodou nega a acusação, mas não foi encontrado imediatamente para comentar o incidente desta sexta.

Ele é o segundo membro do alto escalão de Kirchner a ser preso. Ex-ministro
do Planejamento do governo de Kirchner, Julio De Vido foi preso no último dia 25.








"Artista que se beneciou de recursos tem que mostrar a cara sim e defender Lula e o PT", diz dirigente do partido

O clima de controvérsias envolvendo o leque de opções do PT para as eleições presidenciais de 2018 tem causado rebuliço entre dirigentes do partido. Enquanto uma corrente da legenda defende a tese de virar a página com Lula e partir para uma candidatura alternativa, como Ciro Gomes, Guilherme Boulos ou Fernando Haddad, outro grupo insiste em levar a candidatura do ex-presidente condenado até as últimas consequências. 

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann já deu o tom de como a legenda deverá reagir, caso Lula seja condenado na Segunda Instância e se torne inelegível antes de registrar sua candidatura em 2018. Segundo a senadora, "o partido não reconhecerá uma eventual condenação de Lula pela Lava Jato. 

A ex-presidente Dilma Rousseff também defende a transgressão da Lei da Ficha Limpa e acredita que a candidatura de Lula provocará uma tensão cada vez maior entre as instituições do país. Este é exatamente o objetivo do ex-presidente. Ao tentar impor seu nome mesmo diante de uma condenação em Segunda Instância, Lula persegue dois objetivos distintos: o primeiro, e mais importante para ele no momento, é transferir sua defesa da esfera criminal para o campo político, e assim conseguir minimizar condenações inevitáveis. O segundo é construir uma narrativa de que ele e o PT foram impedidos de disputar as eleições e usar este discurso para tentar eleger seu eventual substituto.

Há poucos dias, uma série de controvérsias em torno da figura do cantor Caetano Veloso também gerou debates calorosos no partido. Bandeado para o lado de Guilherme Boulos, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, MTST, o cantor declarou que pretende votar em Ciro Gomes. 

Segundo um dirigente do PT, Caetano está inserido no contexto de debates internos em torno do apoio a lideranças alinhadas com os projetos do partido para 2018. Tanto Boulos quanto Ciro fazem parte da reserva estratégica do PT e os artistas que se beneficiaram de recursos públicos durante os governos de Lula e Dilma têm obrigação de assumir e defender as bandeiras do partido. "Tem que mostrar a cara sim. Tem que assumir que está do nosso lado. Ao contrários de alguns artistas petistas históricos, Caetano não recuou de seus compromissos", reclamou o dirigente, numa possível referência ao cantor Chico Buarque, que desde que lançou seu último disco, tem evitado se manifestar em defesa do PT e de suas lideranças. O ator Wagner Moura, que anda tentando viabilizar a captação de R$ 9,77 milhões por meio da Lei do Audiovisual junto ao governo Temer é outro que anda meio 'desmobilizado".

Meirelles recebeu R$ 180 milhões da J&F

Henrique Meirelles recebeu R$ 180 milhões, de 2012 a 2016, por serviços prestados à holding J&F, de Joesley Batista.
O valor está no perfil do ministro da Fazenda escrito por Malu Gaspar na revista piauí.

Meirelles alega que esse valor é “até muito pequeno” diante do que o Banco Original, que ele montou para a família Batista, renderá nos próximos anos.

O ministro também disse que o conselho de administração da J&F, que ele presidiu de 2014 a 2016, nunca se reuniu –embora Meirelles tenha assinado atas de reuniões.



A “agenda privada” da viagem oficial

Classificado como “agenda privada” na programação oficial, este sábado é um dia inteiramente de passeio para os nove parlamentares que estão em viagem de nove dias por Israel, Palestina, Itália e Portugal, informa O Globo.

O valor das diárias é de US$ 550, que corresponde a R$ 1.800 no câmbio de sexta-feira, e há ainda os gastos e diárias dos servidores que acompanham a comitiva.

Mas a pior notícia é que eles voltam no domingo para Brasília.

Trapalhadas de Luislinda e Torquato antecipam reforma ministerial?

O desatino da ministra Luislinda Valois (Direitos Humanos) pode se tornar o empurrãozinho que faltava ao governo de Michel Temer para engatar já uma reforma ministerial, aponta Juliana Sofia, na Folha.

Temer “quer esperar abril, quando 17 ministros serão obrigados a devolver o cargo para concorrer nas eleições. A lista não inclui Henrique Meirelles (Fazenda), que agora admite ser presidenciável e ter um perfil favorável para 2018.

Veio a calhar o disparate de Luislinda (…). A troca da ministra puniria o PSDB, alvo preferido dos ataques da base fisiológica, dados o sonolento racha no partido e a infidelidade da legenda no placar das denúncias.

A fala desastrada de Torquato Jardim (Justiça) sobre corrupção no comando da PM do Rio também aguça a volúpia por ministérios.”



A "OMISSÃO" DA OAB

A articulação para criar o instituto anti-Lava Jato reflete a decepção de boa parte dos advogados de investigados com a atuação da OAB diante de ações na operação que violariam as garantias dos defensores.

“Temos a sensação de que a Ordem é meio omissa [quanto a violações de prerrogativas], que a Ordem não ocupa o espaço que deveria ocupar”, disse Kakay à Folha.

“Reagir aos abusos da Lava Jato é uma coisa que nos une [integrantes do grupo]. Mas não só isso. Nós queremos a garantia da nossa profissão. É um momento onde só a acusação tem vez e tem voz.”

A OAB se omitiu, na verdade, quando demorou a se manifestar sobre o impeachment de Dilma Rousseff. Contra “abusos” da Lava Jato, a Folha já está à disposição dos advogados.

O INSTITUTO ANTI- LAVA JATO

Advogados de investigados na Lava Jato querem criar um instituto para reagir ao que dizem ser ataques dos responsáveis pela operação contra as garantias legais que asseguram as condições do exercício do direito de defesa, informa a Folha.

Eles discutirão o assunto na segunda-feira com outros advogados alinhados à ideia, que surgiu de um grupo de WhatsApp criado em 2015 pelo advogado Marco Aurélio Carvalho, sócio do ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, defensor de Dilma Rousseff no processo de impeachment.

“Participam do grupo atualmente 112 juristas, entre eles Alberto Toron (que defende Aécio Neves e Dilma), Antonio Carlos de Almeida Castro, o ‘Kakay’ (Joesley e Wesley Batista), Roberto Podval (José Dirceu), Pierpaolo Bottini (JBS e OAS), Fábio Tofic (Guido Mantega e João Santana) e Cristiano Zanin (Lula).”

sábado, 4 de novembro de 2017

Fernanda Tortima, da JBS, irmã do min. Barroso e amiga de Wadih Damous cai no Whatsapp combinando gravação de Temer

A advogada Fernanda Tórtima, do grupo JBS do açougueiro criminoso Joesley Batista foi flagrada em conversas num grupo do Whatsapp combinando com os patrões e com assessores do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, gravar o presidente Michel Temer. 

Além de advogada de Joesley, Fernanda Tórtima é meia irmã do ministro do STF Luís Roberto Barroso e amiga do deputado federal Wadih Damous, do PT, mais conhecido como o Pit Bill de Lula. Enquanto presidiu o presidente da Cdap da OAB/RJ, Fernanda Tórtima teve um intenso convívio com o então conselheiro federal e expresidente da Seccional fluminense da entidade, Wadih Damous. 

Fernanda Tórtima também era amiga do ex-braço direito de Rodrigo Janot, Marcelo Miller. Os dois são do Rio de Janeiro e mantiveram relações de amizade durante muitos anos. Foi Fernanda que fez a ponte entre Marcelo Miller e Joesley Batista, quando o empresário começou a manifestar seu interesse em fazer 'barganhas' com Janot em troca de um acordo de delação premiadíssima. 

A Folha revelou a participação de Fernanda Tórtima na trama para derrubar o presidente da República. 

"Uma troca de mensagens encontrada pela Polícia Federal sugere que procuradores orientaram executivos da JBS a gravar por conta própria –ou seja, sem autorização judicial– o momento da entrega de dinheiro a pessoas que seriam delatadas pelo grupo comandado pelo empresário Joesley Batista. 

Os diálogos ocorreram em um grupo de WhatsApp de nome Formosa, provável referência à cidade natal dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em Goiás. 

As conversas ocorreram em 4 de abril, data em que os advogados da empresa participaram de uma reunião na sede da PGR (Procuradoria-Geral da República) com Eduardo Pelella, chefe de gabinete do então procurador-geral, Rodrigo Janot, e Sérgio Bruno, do grupo da Lava Jato.

Na ocasião, os sete executivos da JBS não tinham se tornado oficialmente colaboradores da Justiça. O pré-acordo de colaboração premiada foi assinado em 7 de abril e a homologação saiu em maio. 

Participavam do grupo de WhatsApp o ex-procurador Marcello Miller, a advogada Fernanda Tórtima, Joesley, Wesley, Saud e Francisco de Assis e Silva, advogado e delator. Os diálogos indicam pressa da PGR para fechar a delação. (…) As mais de 200 mensagens, às quais a Folha teve acesso, estavam no celular de Wesley, apreendido em maio. “Eles acham que podem desconfiar se adiarem [os pagamentos pendentes]. [Procuradores] Acham que vcs podem fazer uma vez sozinhos gravando e deixariam a controlada para a seguinte”, escreveu Tórtima no grupo, numa clara referência a gravações planejadas para incriminar o presidente Michel Temer. 

Joesley Batista havia oferecido R$ 500 mil ao ex-assessor do presidente, Rodrigo Rocha Loures, para conseguir agendar um encontro com Temer. Ficou combinado que Rocha Loures garantiria a Temer que estaria presente no encontro e que daria a placa de um carro para informar a segurança da Presidência da República, para que não houvesse nenhum problema. Joesley também combinou com Rocha Loures que ele iria sozinho ao encontro de Temer e que lá inventaria uma desculpa para justificar a ausência do assessor do presidente. 

A ação controlada combinada no grupo do Whatsapp era filmar Rocha Loures recebendo a mala com R$ 500 mil, para dizer que aquele dinheiro era para Temer. O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se empenhou ao máximo para que toda a operação fosse concluída o mais rápido possível para poder denunciar o presidente antes do fim de seu mandato na PGR. 

Segundo Joesley afirmou em gravação, Janot queria derrubar Temer para ocupar seu lugar ou ter o poder de indicar seu sucessor. O objetivo de Janot era o de continuar controlando a PGR e evitar que Temer indicasse sua arqui-inimiga Raquel Dodge para o cargo. Um ano antes, Janot fez uma visita não agendada ao presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu e pediu para ser indicado ao cargo pela terceira vez. Temer disse que iria pensar no assunto, mas fez chegar a Janot, através de interlocutores, que não o indicaria para mais um mandato por achar que aquilo seria até mesmo inconstitucional.

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