quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

70% DOS ELEITORES QUEREM VOTO IMPRESSO

Embora 52% dos eleitores tenham dito que confiam nas urnas eletrônicas, 70% deles gostariam de ter seu voto impresso para conferência.

O resultado da pesquisa feita pelo Instituto Paraná Pesquisas – a pedido de O Antagonista – sugere que os brasileiros, em sua maioria, são devotos de São Tomé.

Mais de 30% do eleitorado não confia em urnas eletrônicas

O Instituto Paraná Pesquisas perguntou aos eleitores em qual sistema eles confiam mais: urnas eletrônicas ou cédulas de papel?

Enquanto 52% disseram confiar mais no voto eletrônico, 31,8% preferem o velho método com cédulas impressas e 12% não acreditam em nenhum dos modelos, registrou O Antagonista.

O resultado pode parecer positivo para quem defende as urnas eletrônicas. Mas, na verdade, mostra que o atual sistema eleitoral ainda não conquistou a confiança de quase metade do eleitorado.

Fisco da Espanha quer prender CR7

Exemplo do exterior:
Cristiano Ronaldo, eleito cinco vezes pela Fifa o melhor jogador de futebol do mundo, sonegou quase 15 milhões de euros e tem de ser preso, diz o Fisco espanhol.

Caridad Gómez, chefe da Unidade de Coordenação Central do Tesouro, afirmou, segundo o jornal El Mundo, que o atacante do Real Madrid usou testas-de-ferro e paraísos fiscais para evitar impostos sobre seus ganhos por direito de imagem.

“Contribuintes com acusações muito menos graves estão presos”, alegou Caridad.

Uma mão suja a outra

Também enrolada com a Justiça de seu país, Cristina Kirchner resolveu dar uma força a Lula, aderindo à petição de apoio ao condenado e ao blá-blá-blá de que uma eleição sem o petista não seria justa:

También quiero invitarlos a firmar esta petición internacional en apoyo a la candidatura de @LulapeloBrasil y en contra de la proscripción judicial.

Yo ya firmé.https://www.change.org/p/sociedade-brasileira-em-defesa-do-direito-de-lula-ser-candidato-a-presidente-do-brasil 
“Lula crece en las encuestas en todos los escenarios de primera y segunda vuelta. La victoria de Lula sería el fracaso del golpe y permitiría la apertura de un nuevo ciclo político. Por lo tanto para evitar la candidatura de @LulapeloBrasil vale todo”. https://www.change.org/p/sociedade-brasileira-em-defesa-do-direito-de-lula-ser-candidato-a-presidente-do-brasil 


Mais de 40% querem anular voto para deputado federal

Levantamento do Paraná Pesquisas mostra que 41,7% dos eleitores brasileiros pretendem anular o voto para deputado federal em 2018.

Outros 11% não sabem ainda o que fazer com seu voto e 47,3% pretendem votar – a pesquisa não sondou possíveis candidatos.

Eleger um novo Congresso Nacional é tão ou mais importante que escolher um presidente da República, embora a imprensa dê pouca atenção para isso.

Cármen diz que “garantirá liberdade de expressão de todos”

Dias atrás, Cármen Lúcia disse a interlocutores que concederá habeas corpus a Lula, caso sua prisão seja confirmada pelo TRF-4, conforme publicou o site O Antagonista.
Em resposta ao referido site, a presidente do STF enviou hoje (26) o seguinte comentário:

“A presidência julga sem antecipar fatos nem comentar opiniões alheias. Mas garantirá sempre a liberdade de expressão de todos.”

Liberdade monocrática

No levantamento do Estadão sobre a quantidade de ‘habeas corpus’ concedidos pelo STF, há um detalhe importante:

– 89% das decisões finais sobre a liberdade de investigados foram monocráticas. Ou seja, das 16.403 ações julgadas, mais de 14 mil foram por decisão de um ministro.

Quem será o líder desse ranking?

O 5 estrelas de Maluf

A Coluna do Estadão informa que Paulo Maluf se hospedou no hotel Gran Marquise, na praia de Meireles, em Fortaleza, um mês antes de ser preso.

Kakay disse que seu cliente foi buscar tratamento de coluna. A diária do 5 estrelas varia de R$ 544 (quarto superior) a R$ 12.155 (suíte presidencial).

Maluf deve estar estranhando o colchão da Papuda.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Moro autoriza perícia em novas provas da Odebrecht, mas Zanin é contra e deve recorrer


A defesa de Lula, o próprio meliante petista e a insana militância, costumam insistir na infame ladainha de que não há provas contra o ex-presidente.

Como se o conjunto de tudo o que foi apurado, as inúmeras delações e a farta documentação juntada não fossem elementos de prova.

O próprio material enviado pela Suíça relativo ao sistema de propina da Odebrecht é elucidativo e devastador.

Na busca da verdade, o juiz Sérgio Moro acolheu pedido da força-tarefa da Operação Lava Jato e estendeu uma perícia em curso a um novo material enviado pela Suíça relativo ao sistema de propina da Odebrecht.

Marcos Camargo, presidente da entidade de classe dos peritos criminais federais, assinala que a perícia 'é essencial para garantir a integralidade da prova' e que vai assegurar ‘a necessária isenção no processo de busca pela verdade, único método capaz de confirmar ou afastar, de acordo com a Constituição e as leis vigentes, qualquer alegação feita no âmbito do caso em discussão’.

Os arquivos que foram extraídos da contabilidade informal do grupo Odebrecht, serão analisados e poderão ser decisivos na demonstração de participação (ou não) de Lula nos eventos criminosos.

Cristiano Zanin, buscando distanciar-se da verdade, por razões óbvias, contestou a extensão da perícia, e mais uma vez fez uso de uma alegação esdrúxula, sustentando que ‘o material seria prova nova’ e que ‘não haveria autorização expressa das autoridades suíças para utilização do material para instrução’ neste processo.

Moro foi categórico: ‘Não vislumbro óbice em estender a perícia para também abranger o novo material recebido’.

Marcos Camargo foi taxativo, ressaltando que ‘as atribuições da perícia oficial não se confundem com as dos assistentes técnicos das partes, como é o caso do Ministério Público Federal’.

“Isso ocorre porque os peritos oficiais estão sujeitos, inclusive penalmente, aos mesmos critérios de suspeição dos juízes, atuando com isenção e imparcialidade na produção da prova material e mantendo-se equidistante das partes. Além disso, a perícia dispõe de estrutura legalmente instituída para a execução dos exames com autonomia técnica, científica e funcional.

É esse o trabalho que tem sido responsável por toda a sustentação técnico-científica da Operação Lava-Jato”, concluiu.

Enfim, mesmo contra a vontade da defesa de Lula, a perícia será efetivada e deve apresentar provas ainda mais robustas, aquelas que Lula tanto tem pedido.

Com informações do Jornal da Cidade On line

Magistratura não está preocupada com a questão "moral", afirma presidente da AJUFE


O espírito de solidariedade que poderia se esperar da magistratura, simplesmente não existe.
O que vê no país é cada qual preocupado tão somente com os seus problemas. Não há qualquer preocupação com o país, com a sociedade.

O magistrado Roberto Velloso, presidente da Associação dos Juízes Federais, em entrevista ao Estadão, deixa claro esta faceta maldita.

A tal Lei Orgânica da Magistratura (LOMAN) garante o pagamento de auxílio moradia a todos os magistrados. 

É mais um componente dos tais ‘penduricalhos’. Não importando se o magistrado reside na comarca em que está atuando, o que em tese resultaria na desnecessidade do tal auxílio.

Questionado sobre a questão, Velloso foi taxativo: 

‘Não há ilegalidade no pagamento’.
O repórter insistiu: Eu me referia a uma preocupação de caráter moral…
‘Não estamos com essa preocupação. Não é uma pauta nossa. Não estamos com essa pauta. Estamos pensando um pouco mais a frente. Precisamos resolver essa questão remuneratória.’

Cada qual só enxerga o próprio umbigo. 


Dai a natureza da situação atual do país.


Com a fome maltratando o povo, Venezuela entra em processo de isolamento


A tirania do ditador Nicolas Maduro, após impor um sofrimento sem precedentes ao povo venezuelano, atinge o inevitável processo de isolamento.

Romper os laços com outras nações é a única maneira que Maduro tem para se manter no poder, sem a necessidade de dar satisfação de seus atos.

Isolado, fatalmente irá sacrificar ainda mais o povo e intensificará o empobrecimento.

Nesta segunda-feira (25) o Canadá anunciou que o embaixador venezuelano já não é ‘bem-vindo’ e declarou o encarregado de negócios do mesmo país "persona non grata", em represália à expulsão de Caracas do encarregado de negócios canadense.

O governo brasileiro tão logo seja comunicado da expulsão de seu embaixador pelo governo venezuelano, também deve agir com reciprocidade.

Resta saber até quando o povo irá resistir a luta insana de Maduro de ter o poder pelo poder, à custa do sacrifício generalizado da população.

Com informações do Jornal da Cidade On Line

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

MORAL HETERÔNOMA


Autonomia moral, segundo Paulo Henrique de Figueiredo, representa a condição do ser que se governa por leis determinadas pela sua razão, a partir de princípios morais que encontra em si mesmo, na sua consciência. A pessoa é honesta porque é honesta e segue paradigmas construídos de dentro para fora. Não prevarica nunca. A moral heterônoma, ao contrário, acontece quando a vontade é determinada pelos objetos do desejo, onde as ações são governadas por leis externas impostas ameaçadoramente. O indivíduo às vezes é honesto por medo das consequências, mas quando percebe que a impunidade é maior que os riscos, torna-se corrupto.

Essa linha de raciocínio também é válida para grupos de pessoas e para governantes de nações e estados. Os políticos dinamarqueses têm uma moral autônoma, enquanto que os políticos brasileiros apresentam uma típica moral heterônoma.

O economista John Williamson (Internacional Institute for Economy) em 1989 elaborou um texto contendo dez regras básicas que se tornariam o “receituário oficial” do FMI, do Banco Mundial e do Departamento do Tesouro dos EUA, a partir do ano seguinte. Esse acordo foi imposto “goela abaixo” aos países em desenvolvimento, para a promoção dos ajustamentos macroeconômicos. Aceitavam-no ou não receberiam apoio dos banqueiros internacionais.

Essa política ficou conhecida pelo nome de Consenso de Washington e proporcionou a consolidação e expansão do neoliberalismo, incluindo a abertura comercial, financeira e, principalmente, uma onda de privatização precipitada sem a institucionalização de corpos regulatórios. Muitos economistas de renome internacional foram tachados, irresponsavelmente, de socialistas radicais porque consideravam essa síntese neoliberal como sendo um pernicioso “fundamentalismo de mercado”.

Os países latinos americanos (Brasil, Chile, Argentina, México e outros) se entregaram à especulação financeira internacional e degradaram suas economias. A irresponsável abertura do mercado brasileiro, totalmente descontrolada, feita por Fernando Collor de Mello e a “privataria” de Fernando Henrique Cardoso, continuada por Lula e Dilma Rousseff, são exemplos que dispensam maiores comentários.

O Japão e a Coreia do Sul não aderiram ao neoliberalismo, mantendo rígido controle sob o setor financeiro, direcionando o crédito para objetivos industriais específicos e combatendo a especulação financeira. Por outro lado, forçaram as empresas domésticas a competirem agressivamente por mercados externos. A China, por sua vez, optou por um sistema de “economia socialista de mercado híbrida” que ficou conhecida por “capitalismo estatal”. São exemplos de políticas bem sucedidas.

Os analistas econômicos, incluindo os do FMI e do Banco Mundial, hoje, reconhecem que essa política se esgotou e é preciso encontrar um “Pós-Consenso de Washington”. Os teóricos oficiais do sistema financeiro internacional, ainda procuram uma saída honrosa para o caos, enquanto muitos governantes, incluindo os políticos do Brasil (com destaque para Henrique Meirelles), Chile e Argentina insistem na manutenção da herança maldita do final do século XX.

É uma situação triste e que tende a permanecer por muito tempo ainda.



O Consenso de Washington, com o consequente neoliberalismo, provocou uma concorrência globalizada sem o devido controle dos governos locais. Os tratados de livre-comércio e a abertura discriminada dos mercados, com o predomínio do capital financeiro especulativo, em detrimento do capital produtivo, levaram a um incontrolável sistema de corrupção globalizada. A desregulamentação do mercado e a hegemonia da especulação financeira levaram à degradação do sistema político brasileiro.

Até mesmo Antônio Delfim Netto, o velho defensor dos governos militares e do neoliberalismo, reconhece que o sistema está falido e que é preciso uma urgente reconstrução e reorganização social onde a liberdade individual, a igualdade de oportunidades e a eficiência produtiva sejam relativamente compatíveis.

Nesse contexto de “fundamentalismo de mercado”, de corrupção política generalizada e de heteronomia moral, onde 35 facções partidárias dilapidam o tesouro nacional, o que se pode esperar das eleições de 2018? É bom lembrar o que disse Ulysses Guimarães, então deputado federal, quando alguns jornalistas mais sérios lamentaram a degeneração do Congresso Nacional. Disse ele: “Antes de achar que o de hoje é ruim, espere o próximo”.

O economista Jim O’Neill, em 2001, referindo-se a quatro países emergentes (Brasil, Rússia, Índia e China) usou o termo BRIC. Em 2011 ele acrescentou um S para incluir a África do Sul (South Africa) no grupo. Em setembro deste ano reuniu-se a cúpula dos cinco países com a temática “BRICS: Parceria mais Forte para um Futuro mais Brilhante”. Na ocasião Xi Jinping anunciou que a China lançará o “Plano de Cooperação Econômica e Técnica para os Países do Brics”, com um aporte inicial de 500 milhões de yuans, incluindo um aporte de US$ 4 milhões para o Instrumento de Preparação de Projetos do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD).

A China, em 2013, lançou o projeto “Iniciativa Cinturão e Rosa”, com o objetivo de infundir vida nova à antiga “Rota da Seda” que durante séculos conectou a China à Europa. Xi Jinping queria construir uma ponte entre povos de diferentes países e culturas. Para tanto, em 2015, formulou o programa “Reforma Estrutural da Demanda” para corrigir o fluxo da queda da procura mundial por produtos chineses.

Os planos deram tão certo que a China se tornou a segunda economia mundial, atrás apenas dos EUA. E, como se isso não fosse suficiente, está comprando o Brasil. Segundo o Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores), os chineses compraram 21 empresas brasileiras, pelo valor aproximado de US$ 21 bilhões. O investimento anunciado para o Brasil, para 2018, é de US$ 20 bilhões.

O governo chinês reestruturou seu programa econômico, rebatizando-o para “Reforma Estrutural da Oferta”, introduzindo novas medidas para resolver os novos problemas surgidos com a globalização. Philip S. Golub sintetiza: “A China recuperou a posição proporcional a seu peso demográfico, que ocupou no século XVIII, antes da grande divisão ‘Leste-Oeste’ e ‘Norte-Sul’. Esse ressurgimento tem enormes implicações políticas e estratégicas para o mundo”.


texto de Landes Pereira, economista e professor universitário

Com informações do Jornal da Cidade On Line

Cinegrafista negro conta quem realmente é William Waack


Um comovente depoimento do cinegrafista que trabalhou anos com William Waack.

“Eu sou preto. Já trabalhei com ele na França, em Portugal, na Espanha, na Índia e em São Paulo.

Nesta caminhada de 30 anos, fazendo imagens e contando histórias, poucos colegas foram tão solidários quanto o velho Waack. Ele faz parte dos pouquíssimos globais que carregam o tripé para o repórter cinematográfico preto ou branco. 

Na verdade, não me lembro de ninguém na Globo que o faça. O velho sabe para que serve cada botão da câmera e o peso do tripé. 

Quando um preto sugere um restaurante mais simples, ele não dá atenção, porque paga a conta dos colegas que ganham menos, no restaurante melhor. Como ele fez piada idiota de preto, ele faz dele próprio, suas olheiras, velhice, etc.

O que a Globo mais tem são mocinhos e mocinhas de cabelos arrumadinhos, vindos da PUC ou da USP, que são moldados ao jeito da casa. 



Posso dar o exemplo de quando estávamos gravando uma passagem no meio da rua, onde havia um acidente, e sugeri a uma patricinha repórter que prendesse o cabelo devido ao vento. Ela o fez. Gravamos na correria, porque estávamos a duas horas do RJ. No dia seguinte, na redação, que aparece no cenário do JN, ela comenta.

- Você viu a matéria ontem?

- Não 

- Sobrou uma ponta do cabelo, fiquei parecendo uma empregada doméstica.

Ao que respondi.

- Eu sou repórter cinematográfico, cabeleireiro não havia na equipe.

Posso lembrar-me de muitas coisas como, quando fazíamos uma matéria para o Fantástico, uma mesa de discussão, e ao ouvido, ouço o repórter falar.

- Põe aquela pretinha mais para trás.
Isto faz parte do cotidiano. Os verdadeiros racistas estão por todas as partes, mas são discretos. 

Também tem a famosa, que chegou ao prédio onde vive, e uma moradora (namorada de um amigo) segurou o elevador.

A famosa negra não agradeceu, e ficou de braços cruzados. O elevador começou a subir.

Jornalista Famosa

- Você não sabe qual é o meu andar?

- Sei, mas não sou sua empregada.

No vídeo, ela é uma "querida", jamais trata mal o entrevistado, se estiver gravando...

Voltando ao racista William Waack. Quando íamos para a Índia - eu vivia em Lisboa - fui 3 dias antes para Londres, de onde partiríamos para Dheli.

Eu ia ficar em um hotel, mas o racista que havia trabalhado comigo até então somente uma vez em Cannes, convidou-me para ficar em sua casa, onde vivia com esposa e dois filhos, esposa essa a quem ele, preconceituosamente, chamava de “flaca” devido à sua magreza. Eu via como uma forma de carinho.

Comemos, bebemos bom vinho e, em nem um momento, alguém quis se mostrar mais erudito que eu, nem mais racista.”

Gil Moura


Jornal da Cidade On Line

A sociedade precisa pressionar o STF a salvar a Lava Jato


O indulto de Natal concedido pelo presidente Michel Temer representa o fim da Lava Jato.
Em memorável artigo o procurador Deltan Dallagnol explica com clareza o decreto ‘um torniquete na Lava Jato’.

‘Os réus condenados pela Lava Jato que cumpriram 20% de suas penas estão perdoados’, diz o decreto de Temer.

Abaixo, seguem outros trechos fundamentais para o entendimento do ataque frontal à Operação Lava Jato e ao combate à corrupção: 

‘O presente de Natal aos corruptos produz, é claro, uma profunda injustiça. Sequer o ressarcimento dos cofres públicos é exigido para o perdão. Enquanto alguns países são paraísos fiscais ou financeiros, o indulto confirma o Brasil como o paraíso da impunidade dos colarinhos brancos.’ 

‘O indulto do presidente Temer é ainda mais grave, pois fulmina a estratégia de expansão das investigações com base em colaborações premiadas, o motor propulsor da Lava Jato.’

‘Na colaboração, o réu entrega informações e provas sobre crimes e criminosos, assim como devolve o dinheiro desviado, em troca de uma diminuição da pena. Essas informações e provas são usadas para expandir as apurações e maximizar a responsabilização de criminosos e o ressarcimento aos cofres públicos. O réu só faz um acordo quando corre o risco de ser condenado a penas sérias.’

‘O indulto do presidente Temer cria para o réu uma expectativa fundada de obter um desconto de 80% da sua pena. Então, quem buscará um acordo?’

‘Se Marcelo Odebrecht e outros delatores soubessem que ganhariam esse presente de Natal, dificilmente teriam feito acordo de colaboração. O perdão de 80% da pena, sem precisar fazer nada, é melhor do que o Ministério Público poderia oferecer. Depois desse novo paradigma de indultos natalinos, será difícil obter a colaboração, assim como a responsabilização efetiva, de qualquer corrupto no Brasil.’

‘O decreto de indulto é o garrote que estanca a sangria, impedindo novas colaborações premiadas. É o fim da Lava Jato como a conhecemos, uma investigação ágil em constante expansão. Além disso, dá uma saída para os corruptos, criando a expectativa fundada de que cumprirão só 20% da pena. A mensagem que fica é: fraudem licitações, desviem dinheiro da saúde, educação e segurança e encham seus bolsos. Venham, roubem e levem. A temporada da corrupção continua aberta no Brasil.’

‘Fica a esperança de que o Supremo reconheça a inconstitucionalidade desse decreto que protege o criminoso, expõe a sociedade e afronta o povo brasileiro, que está farto de corrupção, mas tem fome e sede de Justiça.’

Com informações do Jornal da Cidade On Line

Renan Filho, age igual ao pai e esconde dinheiro do leite


Certamente a mando do governador, o governo alagoano alardeou a informação de que havia atraso nas verbas do Programa do Leite.

O tal atraso seria uma retaliação do Governo Federal, em função do apoio da dupla Renan e Renan Filho ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em sua recente caravana no Nordeste.

Tudo mentira! Não houve atraso. O filho é tal qual o pai.

O Planalto fez um minucioso levantamento e demonstrou que os repasses estão rigorosamente em dia.

Tudo não passou de mais uma armação política da dupla, que através de expedientes como esse, parece que vai garantindo o favoritismo de Renan Filho na disputa da reeleição.

Recente pesquisa detectou que o povo alagoano já dá uma folgada dianteira ao governador.

Nesse embalo, é possível que o velho Renan também se reeleja ao senado e garanta mais oito anos de ‘foro privilegiado’.

O povo alagoano parece que adora ser maltratado. 

Com informações do Jornal da Cidade On Line

O CNJ irá também investigar a acusação de corrupção feita por um magistrado?


Uma acusação extremamente grave foi feita por um magistrado contra um ministro do Supremo Tribunal Federal.

E justamente contra Gilmar Ferreira Mendes, aquele tem sido muito questionado por suas decisões, sempre agindo em benefício de pessoas abastadas envolvidas em casos escabrosos de corrupção.

No áudio veiculado exaustivamente nas redes sociais, o juiz Glaucenir Oliveira, que atuou no caso do ex-governador Antony Garotinho e de sua esposa Rosinha e mandou prender os dois, acusa de ter havido ‘mala grande’ na soltura de Garotinho e na retirada das restrições impostas a Rosinha.

Observe-se que a decisão do magistrado de Campos (RJ) havia sido mantida de maneira unânime pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

Diante desse quadro e da acusação lançada, o próprio Gilmar Mendes requereu ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que investigue se o seu acusador é realmente o juiz Glaucenir Oliveira, pois classifica o que foi dito no áudio como calúnia.

Resta saber se as investigações do CNJ irão se restringir a isto ou se as acusações supostamente desferidas pelo magistrado contra o ministro também serão investigadas.

A sociedade de uma maneira generalizada está fatigada com a atuação desse homem, que se considera supremo e que se acha livre para fazer o que bem entende sem dar satisfação a ninguém.

O povo brasileiro paga o salário de Gilmar Mendes, quer ele queira ou não, ele também deve satisfação de seus atos e atitudes.

Para tanto, a sociedade precisa exigir o seu direito.

Gilmar Mendes não é o dono do Brasil, mas infelizmente se porta como se fosse.

fonte: Jornal da Cidade ON Line

Lula: 2017 “horribilis”

2017 foi um ano “horribilis” para Lula.

Ele foi condenado a nove anos e meio de cadeia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, foi acusado de liderar a roubalheira petista por ninguém menos do que Antonio Palocci e foi denunciado pela PGR como grande idealizador da ORCRIM, na denúncia do “quadrilhão”.


Dizendo-se vítima de perseguição política, redobrou os ataques ao Ministério Público, que o investiga e denuncia, e ao juiz Sérgio Moro, diante de quem ele depôs duas vezes e que já o condenou no caso do triplex.

Na mesma linha, saiu viajando pelo Brasil, em encenações públicas que tentaram demonstrar que o carisma do líder persiste. As pequenas plateias que compareceram para ouvi-lo, contudo, revelaram que a onça, na verdade, foi gravemente ferida.

Nos arroubos para desacreditar quem o acusa de ter feito o que fez, proferiu um discurso imoral no Rio, sugerindo que a crise fluminense seria fruto da limpeza promovida pela Lava Jato e colocando em dúvida a existência da roubalheira ocorrida na Petrobras. 

No dia seguinte, a força-tarefa da Java Jato realizou cerimônia para restituir cerca de R$ 650 milhões que os gatunos haviam subtraído da estatal (até março, a Lava Jato já havia recuperado R$ 11,5 bilhões). 

Lula não explica, é claro, por que aqueles que foram flagrados pela Lava Jato devolveram tanto dinheiro.

Lula é réu em seis ações: três na operação Lava Jato, duas na Zelotes e uma na Janus.

Rejeitado por 54% dos brasileiros, ele mesmo assim aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, graças ao terço do eleitorado teimosamente petista e à fraqueza dos seus adversários. Mas dificilmente Lula conseguirá fugir da Justiça para o Palácio do Planalto.

No dia 24 de janeiro, o TRF-4 julgará o recurso contra a condenação a nove anos e meio de prisão, no caso do triplex. Se a sentença de Sérgio Moro for confirmada em segunda instância, o petista poderá ter a prisão decretada.

Não importa a quantidade de recursos de que a sua defesa fará uso, o ano “horribilis” está longe de terminar para Lula.

O que é “horribilis” para Lula é “mirabilis” para os cidadãos decentes.

Site do PMDB convoca ato pró-Lula em Porto Alegre

O site do PMDB, partido do presidente Michel Temer, publicou uma mensagem do senador Roberto Requião convocando “bolivarianos” para “fazer festa” em Porto Alegre no dia do julgamento de Lula no TRF-4, 24 de janeiro.

Vejam a mensagem do senador:

“Bernie Sanders, Corbyn, Cristina Kirchner, Mujica, Rafael Correa, López Obrador, Jimmy Carter, Melechon, Beppe Grillo, Evo Morales, Podemos, a esquerda Grega, Boaventura e nossos irmãos portugueses, Lugo, Beatriz Sánchez, Bachelet, Guillier, Salvador Nasralla, Zelaya, bolivarianos e todos nossos irmãos latinoamericanos estão todos convidados para assistirem ao vivo em Porto Alegre o julgamento de nosso ex-presidente Lula e assim poderem dizer ao mundo se está sendo um julgamento justo, imparcial e equilibrado!

Façamos festas, shows, encontros para receber com hospitalidade nossos irmãos democratas de tudo mundo em Porto Alegre!”

O QUE O PT FEZ PELO BRASIL

Dilma Rousseff foi afastada do seu mandato como presidente reprisando aquilo que o seu partido vem insistindo em dizer nos últimos anos: que transformou um país miserável num lugar de dignidade, especialmente para os mais pobres. Só tem um problema nesse discurso: ele não é real. Longe do marketing político, o Brasil permanece onde sempre esteve – ainda miseravelmente pobre, sujo e ignorante.

Talvez você não saiba disso, mas há mais de 25 milhões de brasileiros (uma Austrália) vivendo com uma renda domiciliar per capita inferior à linha de pobreza, e mais de 8 milhões (uma Suíça) vivendo abaixo da linha de extrema pobreza (ou seja, na indigência). Mais da metade das casas brasileiras vivem com até um salário mínimo. E pobreza está longe de ser o nosso único problema.

Nós ainda somos um país terrivelmente ignorante. Segundo o IBGE, 39,5% das pessoas aptas a trabalhar no Brasil não possuem sequer o ensino fundamental e mais de 13 milhões de brasileiros são incapazes de ler um texto como esse pela única razão de serem analfabetos – e se você não faz ideia do que esse número significa, imagine que se somarmos a população do Uruguai, da Nova Zelândia e da Irlanda não alcançaremos a quantidade de analfabetos que existem por aqui. É muita gente.

E ainda há os analfabetos funcionais. Segundo um estudo publicado em fevereiro pelo Instituto Paulo Montenegro em parceria com a ONG Ação Educativa, 27% da nossa população pertence a essa categoria. Achou o número alto? De acordo com a pesquisa, apenas 8% dos brasileiros têm condições de compreender e se expressar plenamente (isto é, são capazes de entender e elaborar textos de diferentes tipos, seguindo normas gramaticais).

E não vá pensando que a língua portuguesa é o único dos nossos problemas. Segundo um estudo da ONG Todos Pela Educação, apenas 4,9% dos estudantes da rede pública saem do ensino médio com conhecimentos básicos em matemática. Em resumo: nós ainda não sabemos nos expressar direito, nem fazermos contas básicas de aritmética.

Na média, os nossos estudantes passam menos tempo numa escola que os estudantes do Irã e da Cisjordânia e os nossos professores recebem os piores salários do mundo – na penúltima posição no ranking da OCDE (no mesmo índice nós ainda "celebramos" a mais baixa média de pessoas com ensino superior e o terceiro pior índice entre os que completam o ensino médio).

E educação é apenas uma amostra da nossa miséria. Se ela funciona muito longe do que é aceitável, com a saúde o cenário é ainda pior. Num índice elaborado pela Bloomberg que compara a expectativa de vida da população com o gasto em saúde, o Brasil está na última posição no ranking dos sistemas de saúde mais eficientes do mundo. Em geral, a nossa população sobrevive em hospitais públicos caindo aos pedaços, lidando com um número de médicos per capita muito abaixo do ideal, com falta de remédios e recursos.

Também possuímos gargalos de terceiro mundo no saneamento básico. Segundo dados do Ministério das Cidades, mais de 35 milhões de brasileiros não possuem acesso sequer ao abastecimento de água tratada. É como se houvesse um Canadá inteiro sem uma mísera torneira jorrando água dentro de casa. De acordo com o relatório, quase 100 milhões de brasileiros não possuem acesso nem à coleta de esgoto – e do esgoto coletado, apenas 40% é tratado. 17 milhões de pessoas (uma Holanda) não têm acesso à coleta de lixo (e nunca é demais lembrar que cada brasileiro produz, em média, 1 quilo de lixo por dia) e outras 4 milhões de pessoas (uma Croácia) não possuem sequer um banheiro em casa. Já imaginou? Eis o caos do cocô.

Também temos um déficit habitacional de 6,2 milhões de moradias (e aqui não estamos falando apenas da falta de residências, mas também de habitações em más condições), que afeta dezenas de milhões de pessoas, expostas às piores condições possíveis.

E se a infraestrutura micro é inoperante, a macro é praticamente inexistente. No índice que mede a qualidade da infraestrutura de um país, organizado pelo Fórum Econômico Mundial, nós ocupamos o vergonhoso 120º lugar em 144 posições possíveis, atrás de países como Etiópia, Suazilândia, Uganda, Camboja e Tanzânia. Só pra se ter uma ideia, dos 29.165 quilômetros de malha ferroviária que o Brasil possui, apenas um terço é produtivo. Passados quase dois séculos, o número é equivalente ao período do Império no Brasil.

Num ranking elaborado pelo IPEA a partir da análise da qualidade do setor portuário, estamos na 123ª posição entre 134 países (todos os portos brasileiros somados movimentam menos conteineres que o porto de Hamburgo, na Alemanha). Em outro ranking, o dos países mais competitivos do mundo, estamos na 75ª posição, atrás de países como Irã, Marrocos, Ruanda e Cisjordânia – segundo o Fórum Econômico Mundial porque nossos sistemas regulatório e tributário são inadequados, nossa infraestrutura é deficiente e nossa educação é de baixa qualidade.

O resultado inevitável disso tudo? Pobreza e baixa qualidade de vida. Hoje quatro trabalhadores brasileiros são necessários para atingir a mesma produtividade de um trabalhador norte-americano (em 1980, um brasileiro tinha produtividade equivalente a 40% da de um americano; hoje, ela está em 24%). Há dez anos, em média, ganhávamos 50% a mais que os chineses – hoje ganhamos 20% a menos.

E isso para não falar de segurança pública. Em 2014, nós registramos o maior número de assassinatos da nossa história: foram 59.627 homicídios. Visto de outra perspectiva, o crime mata mais no Brasil do que a guerra entre Israel e Palestina, e outros confrontos bélicos ao redor do mundo. Segundo o Atlas da Violência 2016, do IPEA, nós detemos o título mundial de assassinatos no planeta. Não é pouca coisa. A taxa de homicídios por aqui é quase três vezes maior daquela que a ONU classifica como 'epidêmica'. Ou seja, nós estamos muito abaixo daquilo que já é considerado inaceitável.

Muito longe da prosperidade, Dilma encerrou 13 anos de Partido dos Trabalhadores no controle de um país que permanece duramente miserável, ignorante, sujo e violento. Apesar da propaganda oficial, num olhar distante das nossas paixões políticas sobre a realidade, o fato é que ainda estamos muito longe de mudarmos a nossa condição subdesenvolvida, apesar das tentativas de estancarem o sangue jorrado em nossas feridas com band-aids, enaltecidas pelo antigo governo.

A solução para resolver todos esses problemas? Certamente não virá da noite para o dia, como num passe de mágicas. Passará por reformas institucionais que abram o país para o comércio internacional, diminuam o inchaço da máquina pública, aumentem os investimentos em infraestrutura e ampliem os direitos de propriedade.

Longe do populismo e perto dos bons incentivos econômicos.

Chegou a hora de finalmente entrarmos no século 21 e abandonarmos o marketing político como sinônimo de verdade.

Texto por Rodrigo da Silva
Nota do editor: este texto de Rodrigo da Silva, publicado no excelente Spotniks.com é de 09/2016, mas merece ser divulgado e repassado.