segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Temer escolhe Jungmann para comandar a Segurança Pública e esvazia o Ministério da Justiça

Será anunciado nesta segunda-feira (26) o nome do atual ministro da defesa, Raul Jungmann, como titular do novo ministério da Segurança Pública.


A decisão foi tomada neste domingo (25) e a nova pasta será criada por Medida Provisória.

Para a Defesa, pasta até então ocupada por Jungmann, vai assumir o general Joaquim Silva e Luna.

Ele foi chefe do Estado Maior do Exército e é general do Exército da reserva.

A nova pasta, a ser ocupada pelo comunista Jungmann, será responsável pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Departamento Penitenciário Nacional e  Secretaria de Segurança Pública, hoje vinculadas ao Ministério da Justiça.

A reunião que definiu as novas medidas não teve sequer a participação de Torquato Jardim, o ministro da Justiça, que, pelo visto, está sendo colocado literalmente 'na geladeira'.


Mais uma bola fora do ex- vice da Dilma !

Lava Jato retorna fulminante e invade a casa de Jaques Wagner


A Polícia Federal retomou o ritmo alucinante da Operação Lava Jato.

O principal alvo desta segunda-feira (26) é o ex-ministro e ex-governador da Bahia Jaques Wagner.

A Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão na casa do petista.

A operação foi batizada como ‘Cartão Vermelho’.

O objetivo é apurar irregularidades na contratação dos serviços de demolição, reconstrução e gestão do estádio Arena Fonte Nova, na Bahia.

O buraco deixado foi enorme.

A obra, segundo laudo pericial, foi superfaturada em valores que, corrigidos, podem chegar a mais de R$ 450 milhões, sendo grande parte desviado para o pagamento de propina e o financiamento de campanhas eleitorais.

Wagner era apontado com uma das possibilidades de 'plano B' do PT.

Esquema da Fecomércio-RJ foi descoberto graças a ex-mulher


Não é a primeira vez que uma ex-mulher põe tudo a perder para um ex-marido que anda fora-da-lei.

A própria separação em 2016 do casal Orlando Diniz e Daniele Paraíso de Andrade foi um alarde. O patrimônio foi exposto na pendenga judicial.

De fato, o empresário Orlando e a advogada Daniele formavam um dos casais mais badalados da alta sociedade carioca.

Na discussão envolvendo a divisão de bens, a defesa de Daniele demonstrou que o patrimônio de Orlando era incompatível com o seu padrão de vida. 

Aliás, foi no momento da separação que Daniele descobriu que muitos dos bens que de fato pertenciam ao marido, estavam em nome de outras pessoas físicas e jurídicas, incluindo um apartamento de 400 metros quadrados no Leblon, avaliado em R$ 12 milhões.

Uma bela casa em Mangaratiba, avaliada em R$ 5 milhões, equipada com lanchas, jet ski e cavalos de raça, para surpresa de Daniele também não estava no nome do marido.

Na briga judicial Daniele acabou levando a pior.

No final da relação ainda foi humilhada. Certa feita recebeu o seguinte recado: ‘Dia 28 vou para Mangaratiba e o que tiver lá seu vai para a calçada. Você na minha vida é uma nuvem negra. Uma âncora. É um pássaro preto. Sai, oferenda’.

Numa outra ocasião um bate-boca entre o casal necessitou da intervenção da polícia.

Orlando desconfiava que havia sido traído. 

Antes da separação, ainda em janeiro de 2015, em um estabelecimento comercial no Rio, ele partiu para cima de um advogado, a quem acusava de manter um caso com sua mulher.

Enfim, a relação terminou, mas as desavenças persistem até hoje.

Nas investigações da Polícia Federal, segundo o jornalista Cláudio Humberto, Daniela teve ‘papel-chave’ nas investigações.

Entregou com gosto e sem dó seu ex-marido e eterno desafeto, revelando para a Polícia Federal inúmeros detalhes e seus hábitos de consumo, o que foi fundamental para o desfecho.

Lulismo, o enigma desvendado

A resposta ao enigma Lula está na própria vida do personagem, com uma ascensão social, aparentemente surpreendente e incrível.

Um menino retirante da seca do Nordeste, acompanhando sua mãe abandonada pelo marido, que não completou a educação básica, vai ascendendo na vida, alcançando o posto mais importante da nação: o de Presidente da República. 

É reeleito, considerado por alguns como o melhor Presidente da História Brasileira e ainda o principal líder político, com potencial de voltar ao cargo, sufragado pelo povo.

O seu projeto de nação é dar a todos oportunidade e condições para que possa repetir igual trajetória. 

Lulismo é ascensão social e se confunde com a sua vida pessoal. 

Esse é o motivo principal - talvez o único - que gera a atração do povo por ele. Ele é aquele que conseguiu o que todo mundo quer. Mesmo saindo de baixo, ou abaixo do baixo.

É um mito vivo. Como mito é construído pelo imaginário popular que só vê o lado claro ou desejável. E rejeita o lado escuro da personagem.

O homem tem o seu lado escuro. O mito não.

texto por Jorge Hori, articulista
(Jornal da Cidade Online conteúdo)

Perícia da Polícia Federal é avassaladora contra Lula


No dia seguinte à entrega pelo empresário Marcelo Odebrecht de um calhamaço de e-mails que incriminam ainda mais o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Polícia Federal apresenta o resultado da perícia no sistema usado pelo departamento de propinas da Construtora Odebrecht.

A análise dos peritos validou todos os documentos anexados ao processo sobre o prédio do Instituto Lula na rua Dr. Haberbeck Brandão.

A perícia destruiu e esmagou completamente todas as possibilidades da defesa de Lula.

Incontinenti, o juiz Sérgio Moro determinou que o mesmo trabalho pericial seja realizado no processo do sítio de Atibaia.

São dois processos e mais duas condenações para o meliante petista, registra o Jornal da Cidade Online.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

“Se privatizar tudo, você zera a dívida”, diz economista de Bolsonaro

A Folha entrevistou o economista Paulo Guedes, ministro da Fazenda do eventual governo de Jair Bolsonaro que, quando coordenou a programa de Afif Domingos nas eleições de 1989, propunha privatizar tudo.

“O país continua sendo um paraíso dos rentistas e inferno dos empreendedores. Os impostos subindo, os gastos públicos saindo de 18% do PIB quando os militares entraram para 45%, quando Lula e Dilma saíram, sendo 38% de impostos e 7% de deficit. É um governo totalmente disfuncional. O governo é muito grande, bebe muito combustível. Mas se você olhar para educação, saúde, ele é pequeno. Já que a democracia vai exigir a descentralização de recursos para Estados e municípios, o governo federal tem que economizar. Onde? Na dívida. Se privatizar tudo, você zera a dívida, tem muito recurso para saúde e educação. Ah, mas eu não quero privatizar tudo. Privatiza metade, então. Já baixa metade da dívida.”

Questionado se tem clima para privatizar, Paulo Guedes inverteu a questão.

“A pergunta é o contrário: tem clima para não privatizar? Onde começou o mensalão, Bradesco ou Correios? Onde se acusa o Eduardo Cunha? Caixa, loterias, fundos de pensão. Onde foi o petrolão? Petrobras. Você vê clima para continuar com as estatais?”

A Folha disse que “sempre há resistência”.

“Resistência de quem? O povo brasileiro é contra? Ou será que são vocês [imprensa]? Eu nunca escutei isso do povo. Eu escutei isso da Folha, de jornalistas tucanos, petistas…”

A corrupção das estatais chavistas, segundo o Império

Integrantes da cúpula do regime chavista são alvo de uma investigação nos Estados Unidos que apura o uso de estatais venezuelanas ao longo de mais de uma década para lavar bilhões de dólares, desviar fortunas para paraísos fiscais e ajudar traficantes de droga.

É o que informa o Estadão com base em documentos e processos da Justiça americana.

“As investigações foram conduzidas em cooperação com o Ministério Público de países como Suíça, Andorra e Espanha. As autoridades americanas acreditam que o desfalque na PDVSA – a estatal de petróleo envolvida em lavagem de dinheiro, corrupção e narcotráfico – chega a pelo menos US$ 2 bilhões.

Os inquéritos consultados incluem ações contra políticos, militares, presidentes de estatais, ex-embaixadores, ministros e funcionários de alto escalão do governo. O principal alvo da apuração do Departamento de Justiça dos EUA é a petrolífera, principal fonte de receita do governo venezuelano.

Embora a PDVSA seja o eixo da investigação, surpreende a suspeita de uso sistemático de várias outras estatais como instrumento de lavagem de dinheiro. Entre elas estão o Bandes (banco de desenvolvimento), a Suvinca (promoção industrial), a Companhia Nacional de Telefone e o Centro Nacional de Comércio Exterior (Cencoex).”

Não estamos surpresos.

A guerra do tráfico em estado governado pelo PT

Este trecho do Globo deste sábado resume a realidade do estado governado pelo petista Camilo Santana, que sucedeu Cid Gomes, irmão de Ciro:

“Em um intervalo de menos de três semanas, a chacina no bairro Cajazeiras, que deixou 14 mortos, e o duplo homicídio que envolveu Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, expoente do PCC, colocou Fortaleza, capital do Ceará, no centro da atenção da Segurança Pública.

A violência não é novidade no estado, com alto índice de homicídios, mas a configuração do crime passou por transformações nos últimos três anos. Há uma disputa territorial pelo tráfico entre PCC e Guardiões do Estado contra o Comando Vermelho, do Rio, e a FDN, do Amazonas.”

Um promotor ligado ao Gaeco disse ao jornal:

“O PCC age como cérebro dentro do presídio. Não é uma união formalizada, mas ele está unido com o GDE para rivalizar contra o avanço do Comando Vermelho, que se uniu à FDN — diz um promotor ligado ao Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, o Gaeco, do Ceará.”

A tropa de elite do Exército no Rio

Uma tropa que recebe treinamento de alto nível, com sede em Goiânia, chegou ao Rio de Janeiro para ficar na linha de frente da intervenção federal no estado, sob o comando do general Walter Souza Braga Netto, informa O Globo.

“Na caserna, entre os militares, seus integrantes são chamados de ‘fantasmas’ por atuarem nas sombras, em operações sempre cercadas de sigilo. O Batalhão de Forças Especiais do Exército conta com aproximadamente 2 mil homens. Não raro, eles são comparados aos Navy Seals da Marinha americana, que mataram Osama bin Laden no Paquistão em 2011. Esses militares, preparados para ações antiterror, têm nas mãos uma missão muito difícil: expulsar o tráfico e as milícias de algumas favelas cariocas.”

Coronel da reserva e ex-integrante das Forças Especiais, Fernando Montenegro explicou ao jornal que os integrantes passam por um rígido processo de seleção no Forte Imbuí, em Niterói, antes de seguirem para um mínimo de cinco anos de preparação em Goiânia.


“É incomparável a qualidade deles. Eles alcançam uma qualificação extrema não só em nível tático, recebem treinamento de ponta para ações de alto risco em áreas urbanas. Trabalham com inteligência e entendem como funcionam as forças de sustentação de uma guerrilha. É um treinamento que capacita o militar a suportar situações extremas. Cada integrante das Forças Especiais tem um nível de conhecimento que o permite planejar sabotagens em grandes instalações e até produzir explosivos de forma improvisada.”

No brasão dos FEs, como são chamados, aparece uma mão empunhando uma faca, com uma luva – referência às ações sempre discretas, que não deixam rastros. A lâmina está manchada de vermelho e o fundo preto indica que a tropa, preferencialmente, age à noite.

Tremei, vagabundos do tráfico!

Carminha vai ceder à pressão para salvar Lula?

Cármen Lúcia acabará pautando um caso que sele o destino de Lula, seja o habeas corpus ou a ação que questiona de forma genérica a prisão após condenação em segunda instância.
É o que já admite o grupo próximo à presidente do STF, segundo o Painel da Folha.

“A ministra vive momento de extrema pressão. Tem evitado reuniões com o colegiado e reduziu ainda mais seu núcleo de conselheiros. No Supremo, dizem que não se vê isolamento semelhante desde a gestão de Cezar Peluso (2010-2012).

Ministros apontam várias decisões que renderam críticas à presidente do Supremo. O veto parcial ao indulto natalino de Michel Temer, a decisão que barrou a posse de Cristiane Brasil (PTB-RJ) no Ministério do Trabalho e a hesitação sobre o habeas corpus de Lula são citados como exemplos.

Cármen não submeteu nenhum desses casos ao plenário e tem sido definida como alguém que peca pelo apego à opinião pública e pela veia centralizadora.”

Resista, Carminha!


Mulher “tem que ter uma pistola em casa”, diz Bolsonaro no Japão

Em palestra neste domingo no Japão, Jair Bolsonaro prometeu combater a corrupção, falou sobre as reformas tributária e trabalhista, criticou a presença chinesa no Brasil e, segundo a Folha, tratou de segurança pública, defendendo inclusive que as mulheres se armem.

“A mulher vai querer aquela palhaçada da Lei do Feminicídio? Tem que ter uma pistola em casa. O vagabundo quando quer fazer uma maldade para uma mulher já sabe que ele está errado, mas se a mulher tiver uma arma em casa ele não vai fazer besteira.”

Após a sua fala, de acordo com a reportagem, os brasileiros elogiaram o deputado.

Lula, o filho do Jornal do Brasil

De volta às bancas neste domingo após oito anos, a edição impressa do Jornal do Brasil mostrou a que veio.

De acordo com a “Nota da Redação”, o conselho editorial não admitiu a colaboração de Sérgio Cabral e Jorge Picciani “em respeito aos leitores, aos eleitores e aos contribuintes do estado do Rio de Janeiro”.

Admitiu, no entanto, a colaboração de Lula – condenado em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro – com o artigo “A democracia precisa de muitas vozes”, que começa com a curiosa formulação verbal “Num um país”.

Onde está o respeito pelos contribuintes do Brasil?


Cármen Lúcia se isola para suportar a pressão em favor de Lula


A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) ministra Cármen Lúcia, decidida a não pautar como medida de urgência, o habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vive momento de extrema pressão.

Outros ministros, autoridades das mais diversas, pessoas influentes e advogados estão fazendo o cerco.

A ministra não quer que o seu período a frente do STF fique marcado por ter impedido a prisão de um réu da estirpe de Lula, um réu condenado em 2ª instância, que os seus defensores tresloucados buscam insanamente mudar o entendimento da corte apenas para beneficiá-lo.

Para tanto, a presidente do STF tem evitado reuniões e buscado o isolamento, dando mostras de que não irá ceder.

Vamos aguardar, mas a pressão é desmedida. 

Tem muita gente que não quer que Lula seja preso e punido.

Na quarta-feira (28) tem sessão do TRF-4. Caso os Embargos Declaratórios sejam julgados, na sequência já será expedido o mandado de prisão, esclarece o Jornal da Cidade Online.

A vitória da verdadeira justiça nunca esteve tão perto


O Brasil já esteve bem pior. Hoje, pelo menos, já conseguimos detectar o inimigo e o seu plano sórdido. 

A sociedade brasileira está cansada, desmotivada e desarticulada. Parece que não mais acredita na possibilidade de se virar o jogo.

Se invadíssimos as ruas das cidades brasileiras vestidos de verde e amarelo exigindo justiça e cobrando o que nos é de direito, esses desmandos não durariam por muito tempo.

Nenhum urubu de "boca mole" ousaria utilizar as leis para se beneficiar ou beneficiar os seus comparsas.

A frase sem sentido, "Tenho medo da reação popular caso Lula seja preso", utilizada para se tentar justificar uma possível e futura 'pizza', seria substituída pela frase mais coerente e verdadeira, "Tenho medo da reação popular caso não cumpramos com honestidade e imparcialidade o nosso dever para com a nação brasileira ".

Precisamos acordar esse gigante adormecido. 

O juiz Sérgio Moro e sua equipe, o General Mourão e outros corajosos patriotas necessitam do apoio popular.

texto por Roberto Corrêa Ribeiro de Oliveira
no Jornal da Cidade Online

Cara de pau, Frei Betto escreve “Carta ao General Braga Netto”


Frei Betto foi participe ativo de todo o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tendo exercido o cargo de assessor especial do presidente.

Assistiu de perto toda a bandalheira, corrupção, mensalão, petrólão e a farta distribuição de propina, durante os governos do PT.

Ele sabe perfeitamente que a situação do Rio de Janeiro foi determinada pelo conluio criminoso formado entre o trio Eduardo Paes, Sérgio Cabral e Lula/Dilma, relata o Jornal da Cidade.

Manteve-se inerte. Portanto, perdeu a autoridade para aconselhar e opinar com isenção.

De qualquer forma, veja a carta por ele dirigida ao interventor General Braga Netto: 

“General, o Rio precisa de intervenção cívica, e não militar. O Estado fluminense e a prefeitura carioca estão acéfalos.
Em 10 anos de implantação das UPPs houve tempo suficiente para evitar que uma geração de crianças e jovens escapasse das garras do narcotráfico. Cometeu-se o equívoco de instalar postos policiais nas comunidades, e não escolas, cursos profissionalizantes, quadras de esportes, oficinas de dança, teatro, música e literatura.
O Exército brasileiro acumula uma história de fracassos. Promoveu um genocídio no Paraguai, e até hoje os arquivos da guerra no século XIX são mantidos secretos para não envergonharem a nossa história militar. Fez uma matança desnecessária em Canudos para evitar que os nordestinos se livrassem da tutela dos donos de engenhos.
Deixou-se manipular pela Casa Branca, em 1964, para derrubar o governo democraticamente eleito de Jango, e implantou uma ditadura que durou 21 anos.
Não permita, general, que haja novo fracasso. Não autorize seus soldados a se transformarem em assassinos fardados que, ao ingressar nas comunidades, primeiro atiram e depois interrogam.
Sua missão será tão inútil quanto a das UPPs se acreditar que a violência que assola o Rio é culpa apenas do narcotráfico, dos bandidos e das milícias.
As causas é que precisam ser urgentemente combatidas: a desigualdade social, o sucateamento da escola pública, o desemprego, a falência do sistema de saúde.
Não admita que seus soldados e oficiais sejam corrompidos, como ocorre a tantos policiais e autoridades que engordam a conta bancária ao fazer vista grossa para o crime organizado. De onde procedem as sofisticadas armas em mãos dos bandidos? Quem os mantém previamente informados das operações repressivas?
Os problemas não estão apenas nos morros. Estão sobretudo no asfalto, onde residem os que alimentam o narcotráfico, os políticos corruptos, os que permitem que o nosso sistema carcerário seja sede do comando do crime.
Salve a imagem do Exército, general. E convença os governantes do povo fluminense e carioca a renunciarem, para que sejam convocadas eleições antecipadas. A democracia é sempre a melhor alternativa!
Frei Betto

sábado, 24 de fevereiro de 2018

General Braga Netto, o povo do Rio lhe implora: nos socorra


A intervenção do governo federal (União) nas polícias civil, militar, corpo de bombeiros e sistema penitenciário do Rio, além de capenga, é medida paliativa, sem garantia de êxito, de curta duração e fez surgir uma multidão de "especialistas em segurança pública", entrevistados pela mídia em geral. Neste rol não me incluo.

Não passo de observador, comentarista e colaborador na busca da legalidade e da paz. 

Capenga porque a Constituição somente autoriza a intervenção da União nos Estados, nas hipóteses que a própria Carta indica. 

Inexiste intervenção federal em órgãos, corporações, instituições, entidades e serviços congêneres pertencentes ao Estado. A intervenção é no Estado, diz o artigo 34 da Constituição. Estado uno, federativo, como Pessoa Jurídica de Direito Público Interno.  E uma vez decretada e nomeado o interventor, o afastamento do governador é consequência jurídica imediata. 

Onde está escrito na Constituição que o governo federal, por decreto de intervenção, pode comandar as polícias e o sistema carcerário do Estado Federado e, sem o afastamento do governador, deste retirar o comando de seus agentes públicos, no tocante à segurança pública e entregá-lo ao interventor?

O decreto de intervenção que Temer assinou é também capenga quando transferiu ao interventor todos os poderes de comando sobre os presídios (sistema carcerário) e a administração penitenciária. É oportuno lembrar que em 7 de maio de 1992, o plenário do Supremo Tribunal Federal, julgando a Ação Direta de Inconstitucionalidade do artigo 183 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro  (ADIN 236-8/600, de 1990), acolheu o pleito e decidiu o seguinte:

 "A vigilância dos estabelecimentos penais e os órgãos encarregados dessa atividade, como é o caso da guarda penitenciária, não se inclui no conceito de Segurança Pública".

Mas diante do pavor que vive a população do Rio, e sendo urgente, urgentíssimo, que o povo tenha proteção, em casa, nas ruas e em todos os lugares, as inconstitucionalidades que contém o decreto ficam, digamos, toleradas. Superadas mesmo.

A vida, a paz, a ordem, a segurança , a felicidade da população são infinitamente mais importantes e insuperáveis do que essas questões jurídico-constitucionais. 

Que o bravo, talentoso e destemido interventor, general Walter Souza Braga Netto, acuda a todos nós.

Fala-se que poderá ocorrer violação dos Direitos Humanos. Não, não haverá. Grave violação dos Direitos Humanos vivem o povo do Rio e de muitos outros Estados da federação. 

São tantos assaltos, tantos crimes hediondos e tantas mortes, que dispensa comentário. 

Fala-se da impossibilidade da expedição de Mandados Coletivos de Busca, Apreensão e Prisão. Bobagem!

Prisão em flagrante pode ser feita em qualquer lugar, com ou sem mandado. E quando as diligências dependerem de Mandados, estes serão expedidos pela Justiça na forma da lei, preenchidas todas as formalidades que o Código de Processo Penal exige. 

A propósito: as Cartas Precatórias e as Cartas de Ordem que juízes e tribunais expedem não são itinerantes? Isto é, se não for possível serem cumpridas no endereço nelas constantes, os agentes da lei não podem ir em frente e cumpri-las onde devem ser cumpridas, até mesmo em outros Estados? Não podem os agentes ir buscar e apreender pessoas e coisas que, num primeiro momento não foram encontradas, mas que diligências indicaram onde estavam?

O Código de Processo Penal admite analogia e o caráter itinerante daquelas Cartas é autorizado pelo Código de Processo Civil. Então, que a lei processual civil seja aplicada, por analogia, à lei processual penal.

Não, general Braga Netto, o senhor e seus comandados nada têm a temer. Mas permita-me repetir neste artigo o aconselhamento que já dei ao senhor. O senhor é o general-interventor com plenos e absolutos poderes sobre a segurança pública no Rio. General, a incumbência é dar segurança pública, segurança para o povo, segurança para todos. 

Portanto, o alvo da segurança é o público. O povo é que está enfermo. O povo é que precisa da emergência médica. 

E, no âmbito da segurança, essa emergência é o policiamento pelos militares das Forças Armadas em todos os cantos da cidade, fardados e armados, ininterruptamente, dia e noite, nas ruas, praças, quarteirões, avenidas, estradas...em todos os lugares. 

A população grita, pede socorro e agora, sob seu comando,  tem a esperança de ser ouvida e atendida. E tomara que seja para sempre.

No mais e também com o amparo e resguardo dos militares das Forças Armadas, caberá às polícias militar e civil, a caça aos "inimigos". 

Como é doloroso, general, chamar irmãos patrícios de "inimigos". Mas o estado é de guerra. Guerra interna, intestina e fratricida.

Volto àquele exemplo que Fernand Cathala (o experiente comissário da polícia da França, que tive a honra de conhecer pessoalmente), cita no seu livro "Polícia, Mito e Realidade". Relata Cathala que nada acontecia de anormal em Neuchâtel. Nenhuma ocorrência policial, por mais leve que fosse o comissariado tinha registro. Então, o prefeito da cidade resolveu retirar as guaritas e os gendarmes que nelas se revezavam para proteger aquele cantão. Para que tê-los lá, se reina a mais completa paz? E aconteceu que na primeira noite sem o policiamento ainda houve paz. Mas na segunda os bares passaram a fechar de madrugada. E já na terceira noite um turista italiano foi assaltado. E uma semana depois, ocorreu o primeiro homicídio! E arremata Cathala: "A só presença do gendarme na guarita, fardado e armado, era a presença da autoridade, presença do Estado, do policiamento e da segurança publica". 

General Walter Souza Braga Netto, o povo do Rio devota ao senhor e à sua administração na segurança pública aquele mesmo voto que dedicou a João Paulo II, quando o Pontífice esteve aqui no Rio pela primeira vez: 

"Totus Tuus" (Somos todos seu).
E acrescentamos: 
"Curare et miserere nobis" (Nos socorra e tenha compaixão de nós). 

Texto de Jorge Béja, advogado no Rio de Janeiro e especialista em Responsabilidade Civil, Pública e Privada (UFRJ e Universidade de Paris, Sorbonne). Membro Efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) 

Toffoli tirou Bernardo da cadeia e engavetou pedido da PF para interrogar Gleisi (Veja o Vídeo)


No dia 23 de junho de 2016 o ex-ministro Paulo Bernardo foi preso pela Polícia Federal, numa operação que apurava o pagamento de propina referente a contratos de prestação de serviços de informática pela empresa Consist, no valor de R$ 100 milhões.

A PF também vasculhou o apartamento de Bernardo e sua esposa senadora Gleisi Hoffmann.

O casal, tudo indica, está envolvido até o pescoço no caso. Gleisi ainda saiu ilesa graças ao seu malfadado ‘foro privilegiado’.

Estranhamente, seis dias após a prisão, Bernardo conseguiu uma ordem de Habeas Corpus determinada pelo ministro Dias Toffoli.

Para Toffoli, não havia provas que justificassem a manutenção da medida contra Bernardo.

Um absurdo equívoco do ministro que, por certo, atrapalhou bastante o andamento das investigações.

Eis que há menos de um ano do episódio, já em abril de 2017, a Polícia Federal oficiou ao mesmo ministro Dias Toffoli, requerendo autorização para interrogar Gleisi Hoffmann.

Hoje, passados quase um ano deste pleito, a PF não recebeu ainda nenhuma resposta do magistrado, registra o site Jornal da Cidade Online.

Parece óbvio que Toffoli não quer que as investigações que atingem o casal petista avancem.

A rigor, como ex-advogado do PT, Toffoli deveria se declarar suspeito para atuar no caso. Não o faz e ainda atravanca nitidamente o andamento das investigações.

É lamentável.

Abaixo veja um vídeo que o movimento "Vem Pra Rua' preparou denunciando o fato:


Defesa de Aécio ataca ‘alta cúpula’ do MPF

Os advogados de Aécio Neves pediram ao STF a rejeição da denúncia contra o senador tucano, por corrupção passiva e obstrução da Justiça, apresentada por Rodrigo Janot no ano passado.

Em 82 páginas, segundo a Época, a defesa de Aécio alega que a denúncia é inepta e acusa integrantes da “alta cúpula” do MPF de atuação ilícita.

“A partir das heterodoxas (para se dizer o menos) delações dos executivos da JBS, descortinadoras da atuação ilícita de membros da alta cúpula do MPF, viu-se o peticionário submetido a toda sorte de agressões institucionais e morais”, escreve a defesa.

A denúncia da PGR baseou-se na delação premiada de Joesley e Wesley Batista.

Temer tem fazenda em nome do coronel Lima, diz Saud

Ricardo Saud disse à PF, em 16 de fevereiro, que Michel Temer tem uma fazenda no interior de SP em nome de João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, já acusado de receber propina em nome do presidente.

O ex-executivo da JBS disse ter ouvido de Paulinho da Força a informação sobre a fazenda. Saud está preso, sob suspeita de ter omitido fatos em sua delação premiada.

Ouvido por O Globo, Paulinho da Força disse que Ricardo Saud frequentava muito sua casa e que ele pode ter comentado “em tom de brincadeira” que a fazenda pertenceria a Temer.

A assessoria do presidente nega que ele seja dono de fazenda.

O DEDO DE DIRCEU

Ricardo Pessoa, dono da UTC, confirmou ontem, 23, em depoimento a Sergio Moro a informação de que José Dirceu foi quem indicou Renato Duque a diretor de Serviços da Petrobras.

Assista:

Toffoli: servidor quer ‘trabalhar pouco, ganhar bem e se aposentar cedo’

No evento da FGV em que criticou a falta de um “projeto nacional” dos partidos brasileiros, Dias Toffoli também disse que grupos de interesse ocuparam o lugar de uma elite nacional.

Para o ministro do STF, a ausência dessa elite, que pense o país racionalmente, é o que explica a falta de projeto de PT, PSDB e outros. E os grupos de interesse incluem, por exemplo, servidores públicos e as bancadas ruralista e evangélica.

“O servidor público, por exemplo, quer trabalhar pouco, ganhar bem e [se] aposentar cedo. Quem não quer tudo isso? Não tenho nada contra esses interesses, mas eles existem”, disse Toffoli, conforme o relato do portal Jota.

ADVOGADOS DE LULA RECEBERAM 68 MILHÕES DE REAIS DO JABUTI

A Receita Federal descobriu que o presidente da Fecomércio, Orlando Diniz, o jabuti de Cabral preso nesta sexta, 23, pela Lava Jato, repassou mais de 68 milhões de reais a Roberto Teixeira e Cristiano Zanin, contratados para resolver seus “problemas políticos”.

Moradores da Vila Kennedy relatam alívio com chegada do Exército: 'Matam um todo dia aqui'

Enquanto jovens soldados, jipes e tanques do Exército entravam na Vila Kennedy, comunidade da zona oeste do Rio de Janeiro, durante nova operação das Forças Armadas e polícias nesta sexta-feira (23), moradores consultados pelo UOL afirmaram que apoiam a operação. 

"Matam um todo dia aqui", disse uma mulher que preferiu não se identificar, temendo represália de traficantes. A moradora, que vive na favela desde a sua fundação em 1964 e apoia a incursão das tropas, afirma que nunca viu tanta criminalidade na região quanto agora.

"Fazia muito tempo que não passava polícia por aqui, coisa de meses. De 'cidade maravilhosa', o Rio de Janeiro virou 'cidade do medo'", critica ela, indo às lágrimas quando pensa que seu neto também é soldado. "Nem eles estão seguros. Muito novos. Só Deus para guardar."

Assistindo à ação dos militares com a cabeça parcialmente para fora do portão, quatro pessoas da mesma família entraram na residência com a chegada da reportagem.

"Olha onde a gente mora. Não podemos falar. Aqui anda horrível, mas olha só, ainda bem que eles vieram. Ninguém aqui aguentava mais", disse, sob anonimato, um jovem que estava na casa. "Muito crime por aqui, crime todo dia e coisas horríveis acontecendo. Estamos aliviados", disse.

Encostado na parede de um pequeno supermercado, o aposentado João Cordeiro, 73, assistia à destruição das barricadas, feitas pelo tráfico para dificultar a entrada de forças de segurança na comunidade.

"Eu acho que agora eles vão vir sempre, né? Eu estou gostando de ver. Moro aqui há 40 anos, era tão tranquilo. Hoje fazem coisas horríveis aqui", disse. "Nos últimos tempos, vi coisas aqui que nunca tinha visto na minha vida. [A favela] virou uma grande tragédia", lamenta.

O idoso relata que assassinatos e roubos de veículos acontecem com muita frequência. "Mataram um homem a tiros do meu lado. Não sei como sobrevivi. Foi Deus."

Também apoiando a ação das Forças Armadas, uma dona de loja de doces da comunidade --que também preferiu não se identificar-- se surpreendeu. "Achei ótimo. Abri a loja e eles estavam aqui. O comércio aqui caiu por causa da criminalidade", disse. 

Crianças brincavam em rua hoje, tentando chamar a atenção de militares. Mas a lojista disse que isso não é o comum. "Geralmente os pais proíbem elas de saírem na rua. Muita gente andando de fuzil e pistola em punho", conta.

Sobre as críticas quanto à falta de policiamento na comunidade, o UOL faz contato com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora.

A "lei do silêncio" impera na comunidade. Moradores evitam se identificar ou mesmo que a imprensa chegue perto. Isso porque há o temor de que criminosos façam retaliações depois.

A comunidade é dominada pelo Comando Vermelho. Nas vielas às quais o UOL teve acesso na manhã de hoje, diversas pichações fazem alusão à facção, além de pregar a morte de policiais da UPP e do chamado "alemão" (inimigo de facções rivais, na gíria carioca).

Ontem, uma mulher de 63 anos foi encontrada em cativeiro após ser torturada na comunidade Kelson's, na zona norte. Segundo a Polícia Civil, traficantes desconfiaram que a idosa fosse informante dos agentes. 
Vila Kennedy viveu guerra do tráfico em 2014

Apesar de contar com uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) desde 2014, a Vila Kennedy é considerada um dos bairros mais perigosos do Rio. Em outubro, o sargento reformado Gilmar Raposo foi assinado a tiros na porta de casa, na travessa Croácia.

Em 2014, uma guerra entre facções deixou vários mortos, levando a operações policiais frequentes.

Localizada na zona oeste, a cerca de 35 km do centro do Rio, a comunidade nasceu a partir de um conjunto habitacional, construído para abrigar moradores desalojados de favelas de várias regiões da cidade.

Seu nome homenageia o presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy, que chegou a doar dinheiro para a construção dos primeiros prédios e de uma réplica da estátua da liberdade.

Presidente do TRF-4 defende prisão após segunda instância e fim do foro privilegiado

O presidente do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, afirmou nesta sexta-feira, 23, em São Paulo, que o recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será julgado rapidamente pela Corte. Após ter condenação confirmada pela 8.ª Turma do TRF-4, Lula entrou com embargos de declaração em que questiona a decisão. 

"Os recursos do ex-presidente e do Ministério Público (MP), se houver, vão ser julgados, e o tribunal tem sido rápido", disse Flores. Ele afirmou, ainda, que os recursos após o processo passar no TRF-4 não são "fáceis" porque instâncias superiores não analisam provas. "Não são recursos fáceis porque nem STJ (Superior Tribunal de Justiça) nem STF (Superior Tribunal Federal) examinam prova." 

Ele também defendeu a manutenção do entendimento atual do Supremo Tribunal Federal que autoriza a prisão após condenação de réus em segunda instância. A decisão, que depende de julgamento no STF, pode levar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão, se mantida a condenação do petista por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Lava Jato.

"Eu acho que o ideal para a efetividade da Justiça é que se mantenha a posição do Supremo que foi deliberada há pouco mais de um ano no sentido que está vigorando hoje, que há possibilidade da execução provisória da pena a partir das decisões de segunda instância", disse o desembargador, após proferir palestra na Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo. Ele reforçou que não estava defendendo a prisão de Lula, mas falando da tese em geral.

Na palestra, Flores aproveitou para falar a favor da redução do foro privilegiado e afirmou que o Brasil precisa também enfatizar a punição a crimes de obstrução da Justiça e perjúrio (juramento falso).

"Temos de começar a examinar crimes de obstrução da Justiça, de perjúrio; está mais do que na hora de revisar o foro privilegiado", disse, ao defender o fim da prerrogativa também para juízes, além de políticos com mandato. Ele afirmou ainda que o crime de perjúrio, quando há falso testemunho perante juízo, "não é levado muito a sério".

Flores declarou ainda que as instâncias judiciais estão, "com toda certeza", preparadas para a mudança no foro por prerrogativa de função.

"A Operação Lava Jato é prova disso", declarou, ao afirmar que o TRF-4 já recebeu 911 processos da investigação e que apenas 2% deles foram reformados em instâncias superiores. Dos que foram revisados, observou, a maioria se trata de prisões preventivas. "Os processos da Lava Jato estão tendo um prazo, digamos assim, não rápido demais, o que poderia comprometer o direito de defesa do acusado, dos investigados, e também não demasiadamente demorado, o que poderia dar noção de impunidade."

Recursos 

Presidente de um tribunal de segundo grau, o desembargador disse que o sistema de recursos no Brasil é muito "generoso" em comparação com outros países.

"Poucos países como o Brasil possuem um sistema de recursos tão generoso. O acesso à Justiça aqui é de uma generosidade poucas vezes vista em qualquer outro país", opinou.

Comparando a situação do Brasil com a dos Estados Unidos, Flores acredita que a Constituição brasileira seja "prolixa" e permita "uma interpretação muito grande". O TRF-4, em Porto Alegre, é a instância de segundo grau à qual o ex-presidente Lula recorreu e tentou reverter decisão do juiz Sérgio Moro, que o condenou por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Lava Jato no caso do triplex no Guarujá, no litoral paulista. A 8.ª turma do Tribunal Regional confirmou a condenação em janeiro e agora julga uma nova apelação de Lula, denominada de embargo de declaração.

Watergate

Na palestr
a, o presidente do TRF-4 admitiu que o Brasil tem muito a aprender com o caso de Watergate, nos Estados Unidos, escândalo político que culminou com a renúncia do presidente Richard Nixon, do Partido Republicano, em 1974.

"Ali, começou-se pela primeira vez a identificação do crime de obstrução da Justiça, que é algo que agora estamos começando a conhecer na realidade brasileira", citou.