domingo, 4 de março de 2018

Presidente de tribunal agora é ré por improbidade administrativa


Um fato inusitado. A pessoa que ocupa a presidência de um tribunal de 2ª instância é ré numa ação por improbidade administrativa.

O juiz aceitou na quinta-feira (1) a denúncia contra a desembargadora presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, Tânia Garcia de Freitas Borges, pelo cometimento do crime de improbidade administrativa, por ter se utilizado da estrutura do poder público para arbitrariamente soltar o filho da cadeia, envolvido com tráfico de drogas.

O filho da magistrada havia sido preso com 129 quilos de cocaína, uma pistola e munições.

Fazendo uso da autoridade dos cargos que ocupa, a magistrada foi pessoalmente ao presídio e mediante ameaças liberou o rapaz.

Como se não bastasse, há poucos dias, a mesma desembargadora se envolveu em novo caso polêmico. 

Durante o plantão judiciário, a magistrada determinou que dois perigosíssimos golpistas fossem soltos.

Celso Eder Gonzaga de Araújo e Anderson Flores de Araújo, apontados pela Polícia Federal como líderes de um golpe que fez 25 mil vítimas no Brasil, ganharam a liberdade.



Tânia Borges concedeu o habeas corpus e definiu medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e comparecimento mensal à Justiça.

No dia seguinte, ao tomar conhecimento do HC concedido pela colega, o desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva revogou a decisão, decretando novamente a prisão preventiva.

Na mesma decisão, Bonassini pediu informações sobre o ‘segredo de Justiça’ autorizado por Tânia Borges.

“A regra é da completa publicidade dos atos judiciais (princípio da publicidade), em especial quando se trata de investigação criminal já encerrada, que envolve um incalculável número de possíveis vítimas”, pontuou Bonassini.

A organização criminosa comandada pelos dois vigaristas vendia para incautos o sonho de ficar milionário. 

A quadrilha modernizou o antigo conto do vigário. 

O golpista Celso Éder Gonzaga de Araújo se apresentava como cônsul de Guiné-Bissau, país da África Ocidental. Capa das principais revistas regionais, ele criou a Company Consultoria Empresarial em 20 de maio do ano passado com patrimônio de R$ 1,5 milhão.

Para dar legitimidade aos negócios, o empresário patrocinava o Campeonato Estadual de Futebol.

De acordo com a Receita Federal, o patrimônio de apenas um dos integrantes da quadrilha saltou de R$ 11 mil para R$ 4 bilhões em quatro anos.

A fortuna foi construída vendendo o sonho de dinheiro fácil. Eles vendiam toneladas de ouro, retiradas de um garimpo fictício, e Letras do Tesouro Nacional. 

Contavam que tinham ganhado R$ 3 trilhões na Justiça e contavam com o aval até da ONU para redistribuir 40% do dinheiro. 

Em troca do sonho de ganhar R$ 1 milhão, pessoas faziam “milagres” para conseguir o dinheiro.

Segundo o relato de uma das vítimas em Sergipe, as pessoas estavam vendendo motocicletas, carros e até casa para conseguir o dinheiro e realizar o sonho de ficar rico. Era a aposta certa em ganhar uma mega-sena.

Procurador da Lava Jato chama colunista da Folha de “Porta voz de colarinhos brancos condenados”


A Folha de S.Paulo assume a sua decadência ao se transformar num veículo que caminha na contramão dos anseios da sociedade, como um meio de comunicação protetor e ‘porta voz’ de criminosos condenados, que se chafurdaram no lamaçal da corrupção.

A colunista Mônica Bergamo, certamente na ânsia de aparecer, assume esse papel indecoroso.

Na semana passada foi a vez de Lula, numa entrevista combinada, o protótipo do anti-jornalismo, da falta de profissionalismo e da indecência.

Esta semana, um show de lamúrias em favor de Paulo Maluf. 

Maluf também está vestido de branco. Como tem muita dificuldade de caminhar, foi autorizado a usar sapatos.
Curvado e apoiando o braço esquerdo em uma muleta, ele anda vagarosamente pelo corredor que nos levará à cela 10, um espaço de cerca de 10 m² que divide com três detentos.
Apoia o lado direito do corpo na parede para não cair. O dedo mínimo de sua mão está sangrando, deixando marcas por onde encosta. (...)
Invoca seus problemas de saúde. “Eu tive câncer de próstata. Eu sou cardíaco. Tomo 15 remédios por dia.”
Aponta para os medicamentos, que ficam em saquinhos plásticos e são guardados na cama de cima do treliche junto a frutas, biscoitos e Toddynhos que são levados aos presos pelos familiares.
Precisa fazer fisioterapia, mas a especialista da área está de férias e ele não consegue começar o tratamento.

A Folha quer os condenados Maluf e Lula soltos. É o apoio sem rodeios à impunidade. É de se lamentar.

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, definiu bem a encenação maligna:

“O inacreditável nesta entrevista com Maluf, feita pela porta-voz de colarinhos brancos condenados, é que, após lutar décadas para não ser preso, venha ele reclamar que está muito velho para cumprir pena na penitenciária.
Mandar Maluf para casa é beneficiá-lo duplamente, pois mostra que vale a pena contratar advogados a peso de ouro para impetrar uma série inimaginável de recursos, os quais, combinados com o foro privilegiado, o manterão fora da cadeia, ou, se por um acaso for condenado antes da prescrição, levarão a uma prisão domiciliar pela idade.
É preciso que se tenham consequências das suas próprias decisões, e Maluf está preso hoje por todas as decisões que tomou em vida.”

Advogado limpa o fundo de previdência dos deputados e foge


A Câmara dos Deputados está investigando o sumiço de dinheiro pertencente ao fundo de previdência dos deputados federais.

O suspeito é o advogado Leandro Cezar Vincentin, que segundo informações teria deixado o país com cerca de R$ 5 milhões desviados.

O advogado era funcionário da casa e paralelamente abriu uma empresa com o mesmo nome do Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC).

A contribuição dos parlamentares, paga através de boleto, ao invés de ir para o PSSC, o plano de previdência, ia para a PSSC, a empresa do servidor.

O ‘golpe’ só foi descoberto quando Vincentin saiu de férias.

No início do mês de fevereiro um processo administrativo disciplinar foi aberto e o funcionário afastado, segundo informa o site Jornal da Cidade Online.

Polícia Federal identifica a origem de ameaças contra o juiz Marcelo Bretas


Membros da Polícia Civil do Rio de Janeiro estariam envolvidos nas ameaças de morte recebidas pelo juiz federal Marcelo Bretas, condutor da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro e responsável pelas condenações do ex-governador Sérgio Cabral Filho.

O trabalho desenvolvido pela Polícia Federal já chegou a essa conclusão.

Não será difícil chegar aos nomes.

A identificação dos policiais envolvidos começará a puxar o fio da banda podre da polícia carioca.

Em todos os crimes que afligem o Rio existe o envolvimento da própria polícia.

Isso demanda décadas...

fonte: Jornal da Cidade Online

PROFESSORA EXPLICA PORQUE APÓIA JAIR BOLSONARO

Conheça a cidade onde Che Guevara conduz tudo


Cinco prudentes conselhos a Braga Netto, general interventor na segurança do Rio


Não sou especialista em segurança pública. Minhas especialidades, se as tenho mesmo, são outras. No convívio com o próximo, respeito, honestidade e solidariedade. Como advogado, a especialização veio (veio mesmo) na área da Responsabilidade Civil, Pública e Privada. São 45 anos do exercício da advocacia. Mais de 3 mil ações indenizatórias de danos de toda ordem. A maioria contra a incúria do Poder Público. E Sempre em defesa das vítimas. Daí a experiência que me autoriza a dizer ao interventor na Segurança do Rio, general Braga Netto:

1) O mais rápido possível forme sua equipe de comando. Nesta sexta-feira (2) o senhor, com certa irritação mas sem hostilizar, declarou aos jornalistas "eu ainda nem formei minha equipe!". Depois de comandar tantas operações no Rio, o senhor sabe quem é quem, sim. O povo não pode esperar, general. Assaltos, tiroteios e assassinatos continuam, pós intervenção. Seus comandados são os militares do Exército, as polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (ERJ). São instituições já formadas.

2) Coloque, imediatamente, policiamento ostensivo, fardado e armado nas ruas do Rio, dia e noite, sem interrupção. É raro ver policiais militares ou viaturas da corporação fazendo o patrulhamento. E sem ação preventiva, os bandidos têm campo livre para agir. Se até aqui o mal venceu o bem, inverta essa vergonhosa e dolorosa derrota. O senhor é interventor na Segurança Pública, segurança que a população não tem. Serviço de inteligência é fundamental. Patrulhamento ostensivo e visível é urgentíssimo e indispensável também. "O soldado de polícia, fardado, armado e patrulhando as ruas é a maior encarnação visível do poder invisível do Estado", decidiu décadas atrás o Supremo Tribunal Federal.

3) Ainda nesta sexta-feira (2), a ministra-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) e o chefe da Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) se apresentaram para dar suporte jurídico às ações do interventor. É pouco. E não são as melhores companhias, nem isentos conselheiros.  São procuradores acostumados a defender o Poder Público, em tudo e por tudo, inclusive no que é indefensável.  Sabemos que é a função deles, com quem briguei em Juízo por 45 anos. Todos estão sempre e sempre do lado e ao lado do Poder. Não são defensores do povo, dos vitimados. Exemplo: a Constituição do Estado do Rio de Janeiro (artigo 176, parágrafo 3º) obriga que o procurador-geral do Estado intervenha e analise todos os contratos firmados pelo Estado. Sim, o procurador-geral, o único legitimado a despachar diretamente com o governador do Estado. Confira:

"A Procuradoria Geral oficiará obrigatoriamente no controle interno dos atos do Poder Executivo e exercerá a defesa dos interesses legítimos do Estado, incluídos os de natureza financeiro-orçamentária, sem prejuízo das atribuições do Ministério Público".

Essa obrigatória intervenção é para que tudo seja feito na forma da lei, da lisura, da honestidade e em benefício do Estado e do povo. Pergunta-se: que fez a procuradora que chefiou a PGE-RJ (e seus subordinados), nos dois mandatos de Cabral e início do governo Pezão? Será que a doutora Lúcia Léa Guimarães Tavares não detectou, minimamente, uma fumaça de superfaturamento em tantas obras que a dupla Cabral/Pezão contratou e ganhou fortunas com os aditivos superfaturadamente corruptos? Daí porque, general, ter o assessoramento jurídico de advogados da União, de advogados estatais, não é suficiente. Chega a ser temerário.

4) Forme um conselho de advogados renomados e independentes. E existem muitos para formar o conselho. Foram advogados trabalhistas independentes que, juntos, impediram a filha de Roberto Jefferson de tomar posse como ministra do Trabalho do Brasil. Cristiane continua Brasil, sem ser ministra do Trabalho do Brasil. Há advogados experientes, que exerceram e exercem a advocacia, além de juízes e desembargadores aposentados, que voltaram a advogar. Ou se não voltaram, são detentores de uma bagagem enorme de cultura jurídica e que poderão, com a máxima isenção, assessorar o senhor. Para citar apenas dois nomes: Newton Doreste Baptista (desembargador aposentado do TJRJ, com escritório na Travessa do Paço) e Carlos David Santos Aarão Reis (juiz federal aposentado, residente no Largo dos Leões).

5) Tratando-se de guerra intestina e fratricida, inove, general. Dê um ultimato: que os meliantes, num prazo que o senhor entender suficiente, se entreguem com seus armamentos. É uma chance, uma tentativa humanitária e também de relevância social e jurídica. Evita confrontos e mortes, de lado a lado. Sim, general, porque se um meliante quiser se entregar como ele deve hoje fazer? A quem procurar? Quais as garantias? Que benefício terá? 

Pense nisso, general Braga Netto.

Texto por Jorge Béja, advogado no Rio de Janeiro e especialista em Responsabilidade Civil, Pública e Privada (UFRJ e Universidade de Paris, Sorbonne). Membro Efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB)

Pergunta de cidadão sobre ‘amante’ causa revolta em Gleisi, em pleno voo (Veja o Vídeo)


A senadora suava e estava extremamente nervosa, em voo de retorno à Brasília, onde mantém residência fixa há algum tempo, este final de semana.

Um homem fez a pergunta que desconcertou a petista, envolvendo uma nuance do rumoroso caso com o ex-vereador Alexandre Romano, o 'Chambinho', relatado em um anexo de sua delação premiada.

Em pleno voo, visivelmente abalada, Gleisi queria que fosse chamado o comandante, dizendo que tinha sido agredida.

O cidadão refutou a acusação de agressão e repetiu a pergunta:

‘Eu apenas perguntei se ela está usando o dinheiro que ela usa para comprar os brinquedos dela, para comprar passagem’.

Os brinquedos a que o rapaz se referia, o que tirou a senadora fora do controle, faziam alusão aos tórridos momentos relatados na delação, com particularidades de situações de intimidade vividas entre Chambinho e a senadora, que, segundo consta, incluíam a utilização de ‘brinquedos’.

Um fato parece claro. Gleisi está rotulada como inimiga nacional e não terá mais sossego.

Veja o vídeo:

Dono da Havan mostra imagens chocantes de assalto na loja e pede o fim do desarmamento (Veja o Vídeo)

Luciano Hang, o dono das lojas Havan, publicou esta semana um novo vídeo nas redes sociais, pregando o fim do desarmamento.

Para ilustrar o seu pleito, o empresário mostrou cenas de um assalto a uma das lojas do grupo, em Navegantes (SC).

Os bandidos, utilizando um carro, estouraram a porta de entrada da loja para praticar o crime. 

Os fatos aconteceram na quinta-feira (1º).

Veja o vídeo:

Em evento após a devassa da PF, manifestantes mostram relógios para Jaques Wagner (Veja o Vídeo)

Num evento de governo, cercado por servidores públicos de uma gestão petista, mesmo assim o ex-governador Jaques Wagner não conseguiu escapar da avacalhação popular, em sua primeira aparição pública após a busca e apreensão realizada pela Polícia Federal em seu monumental apartamento em Salvador.

Alguns manifestantes, no momento da fala do ex-ministro, chacoalhavam relógios e gritavam que a ‘cadeia da Lava Jato estava a sua espera’. 

O ‘relógio’ virou o símbolo da corrupção atribuída a Jaques Wagner. A PF apreendeu em sua casa uma coleção de relógios caríssimos.

Wagner, visivelmente incomodado, em determinado momento, durante o discurso, tentou responder aos seus algozes, sob aplausos da galera petista, mas as provocações continuaram.

O petista não tem como explicar o seu enriquecimento e será difícil se desvencilhar das acusações de recebimento de propina feitas pela Polícia Federal. 

Só na Fonte Nova teriam sido R$ 82 milhões.

Veja o vídeo:

Desnudando o ser abjeto de nome Roberto Requião (Veja o Vídeo)

O senador Roberto Requião é atualmente um dos maiores aliados do PT. Alguns petistas o veem como ideal como vice numa chapa que pudesse ser encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De fato, o PT merece Requião e a recíproca é verdadeira.

O ex-governador do Paraná é uma figura autoritária, deselegante, grosseira e sem qualquer postura ética.

Na chefia do executivo não tinha qualquer receio em pisotear nos servidores públicos, tratar mal às pessoas, pronunciar desaforos e vociferar palavras de baixo calão.

O vídeo abaixo é uma pequena retrospectiva da trajetória política do senador.

Assista e tire suas conclusões:

sábado, 3 de março de 2018

'Homem que mudar os documentos depois de cometer crime, vai pro presídio feminino?', questiona Ana Paula do Vôlei

A campeã olímpica de vôlei Ana Paula questionou as consequências da decisão do STF de permitir a troca de nome e sexo sem qualquer requisito: 

"Tenho só uma perguntinha, STF, nada muito grave, mas homem que mudar os documentos depois de cometer crime, vai pro presídio feminino? Poderá pedir prisão domiciliar se tiver filhos até 12 anos?".

ESTELIONATO UNIVERSITÁRIO E OS CURSOS SOBRE O “GOLPE” DE 2016


Art. 171 do Código Penal - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento.

 A definição de estelionato serve como uma luva aos ardilosos cursos universitários de extensão que estão sendo organizados no ano eleitoral de 2018 e papagueiam sobre “O Golpe de 2016 e a Nova Onda Conservadora no Brasil”. Não ria que é sério. A moda começou na Universidade de Brasília e já repicou na UFRGS, no embalo de impróprias intenções e incompreensíveis justificativas. A diretora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), em matéria publicada no jornal Zero Hora de 2 de março, afirmou que “em resumo, a gente acha que foi golpe”.

Como os promotores do curso mandam no seu quadrado, farão um curso acadêmico sobre aquilo que “acham” (com dinheiro do contribuinte, claro, que ninguém dá aula de graça). Militância com contracheque, bem se vê, comprometida com a necessidade de enfrentar a “nova onda conservadora no Brasil”, inconveniente aos anseios “progressistas” dessa destapada militância acadêmica.

A narrativa que convém aos partidos de esquerda, aquilo que eles acham, ficaria adequadamente exposto em salinhas dos diretórios do PT, PSOL, PCdoB e PSTU. Jamais com prerrogativas de extensão acadêmica, numa universidade federal.  Todas as seis universidades que já anunciaram seus cursinhos para militantes são públicas. Por que será? Ao saber que o ministro da Educação solicitara a órgãos e instituições federais competentes que apurassem a responsabilidade administrativa dos promotores do curso, estes se insurgiram invocando “a autonomia universitária e a independência necessária para que a comunidade científica possa levar adiante o seu labor” (ainda no mesmo jornal). Filosofando com os cotovelos, em português ruim até para o ENEM, um professor de História adicionou que “as universidades devem esse compromisso com a sociedade, que é converter em conhecimento as opiniões, as teses diferentes”. Diferentes, professor? Cadê a diferença, se o curso já traz a conclusão no título?

Trata-se, isto sim, de um esforço concentrado, em ano eleitoral, para transformar em “conhecimento” aquilo que os professores acham, reproduzindo o discurso de “golpe” e combatendo a “onda conservadora”. Tudo sem precisar mexer nos fundos partidários. Gleisi Hoffmann agradece a vantagem ilícita.

Se alguém afirmar que esse tipo de ensino é o avesso do pluralismo inerente ao ambiente e ao espírito universitário, a resposta já vem colada na sola das havaianas que sustentam esse edifício retórico: “Quem acha que não foi golpe que crie seu curso”. Tal foi a manifestação de um parlamentar petista interrogado sobre o assunto em GaúchaZH de 01/03.
Está completa a analogia com o estelionato: 1) obtenção de vantagem política e organização de militância jovem; 2) induzindo alguém ao erro pela ocultação do vasto contraditório disponível; 3) mediante uso ardiloso de meios públicos (a universidade federal); 4) em prejuízo da maioria da população brasileira que compreende a necessidade de retomar valores morais, ditos conservadores, que se perderam na bruma do “progressismo”.


por Percival Puggina. 

Manuela junto com Ciro

Manuela D’Ávila disse na noite de sexta-feira que ela e Ciro Gomes vão estar alinhados no segundo turno das eleições presidenciais deste ano, registra a Folha.

“Nós somos dois candidatos, a gente vai estar junto no segundo turno”, declarou a deputada estadual do Rio Grande do Sul após dar uma palestra na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, organizada por estudantes de Direito.

Se a interpretação do jornal estiver correta, pelo menos a comunista sabe que ao menos um dos dois não passará ao segundo turno.

Não é pouca coisa para quem ainda não assimilou a queda do Muro de Berlim.

“Não pode pretender ser presidente da República quem é réu”

É o que defende o advogado Miguel Reale Júnior, coautor do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, em artigo no Estadão.

Leia este trecho:

“O partido Rede Sustentabilidade interpôs ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF 402) visando a impedir que réu venha a ocupar a linha sucessória de presidente da República. A posição adotada por seis ministros foi no sentido de considerar indevido que parlamentar réu (presidente da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal) venha a substituir o presidente da República.

Essa medida deflui de interpretação rigorosamente lógica da Constituição. É uma decorrência do disposto no seu artigo 86, segundo o qual, ao se tornar réu, com denúncia ou queixa recebidos, o presidente da República imediatamente fica afastado da Presidência pelo prazo de 180 dias, dentro dos quais se deve dar o julgamento final da ação penal contra ele instaurada.

É óbvio que pessoa ré em ação penal não pode vir a ocupar a Presidência da República, pois seria contra o sistema e ilógico assumir a posição de primeiro mandatário aquele que tão logo ascenda ao cargo deva ser imediatamente afastado por 180 dias. A Constituição não autoriza que ocupe a Presidência pessoa submetida a processo criminal, assim como não permite que presidente da Câmara ou do Senado, na linha sucessória, exerça a Presidência da República por ser réu. Logo, não pode pretender ser presidente da República quem é réu.

Porém, apesar de a maioria dos ministros já se ter manifestado, o julgamento dessa questão está paralisado há um ano por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. É uma matéria essencial e urgente em vista das eleições presidenciais. Mas essa decisão se aplica não só a Lula, que responde a seis processos, já condenado em um, mas também a Fernando Collor, Jair Bolsonaro e Ciro Gomes, pretendentes à Presidência que figuram não apenas como investigados, e sim como réus em processos criminais. É forçoso que esse julgamento tenha rápido seguimento.”

A emboscada lulista contra Cármen Lúcia

Cármen Lúcia foi alvo de uma emboscada por parte de comparsas de Lula.

“Na tarde de quarta-feira”, diz a Istoé, “um grupo de senadoras do PT e de partidos aliados apareceu inadvertidamente no gabinete da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia. Pega de surpresa, Cármen Lúcia se viu compelida a recebê-las. Entre outros assuntos, as parlamentares foram tirar o sossego do mais importante gabinete do Judiciário brasileiro para clamar pela liberdade do ex-presidente Lula. Cármen Lúcia as ouviu polidamente, sem dar qualquer sinal de como irá proceder na condição de presidente da Corte Suprema. Mas, a interlocutores, reconhece o incômodo com as indecentes pressões que vem recebendo – a das senadoras não foram as primeiras.”

Cármen Lúcia, como diz a reportagem, “representa a resistência moralizadora do STF”.

Só ela pode impedir o golpe que está sendo tramado para salvar o criminoso condenado pela Lava Jato.

“Bolsonaro é um ególatra clássico”, diz a comunista Manuela

Manuela D’Ávila, pré-candidata presidencial pelo PCdoB, disse ao Estadão não se preocupar com os ataques de apoiadores de Jair Bolsonaro nas redes sociais – o que o jornal chamou de “ataques indiretos”.

“Os boatos sempre existiram nas eleições. O Bolsonaro é um ególatra clássico. Ele não quer me atacar não por ser benevolente, mas porque tenta reverter a imagem consagrada de machista.”

O deputado Alberto Fraga (DEM-DF) ensaiou uma explicação:

“Bater na Manuela não é a mesma coisa que bater na deputada Maria do Rosário (PT-RS).”

“Há entre os togados do STF quem tenha cedido à intimidação petista”

A guerrilha petista para salvar Lula conta com a cumplicidade de ministros do STF.

Diz a Istoé:

“Nada é tão obsceno e contrário aos valores republicanos que não possa descer ainda mais na escala da degradação institucional: há entre os togados do STF quem tenha cedido à estratégia de intimidação petista e até mudado de lado da trincheira. Convencidos a ajudar Lula durante os encontros camaradas, passaram a atuar no corpo-a-corpo junto a Cármen Lúcia para que ela coloque em pauta, o mais breve possível, a rediscussão sobre a prisão em segunda instância.”

Os novos alvos de Bolsonaro?

Com Lula inelegível, Jair Bolsonaro definiu novos alvos para continuar vivo no debate eleitoral, segundo o Estadão.

A base para a conclusão do jornal é que a rede de apoiadores do deputado já mira críticas no ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE), no senador Álvaro Dias (Podemos-PR), além do governo Michel Temer.

“A mudança de postura de Bolsonaro é perceptível nas redes sociais. (…) A estratégia dos movimentos ‘intervencionista’ e de ‘direita’, que formam a rede de Bolsonaro na internet, é barrar o avanço de Ciro e Álvaro Dias no eleitorado conservador.

Nas últimas semanas, os grupos divulgaram mensagens como ‘Ciro Gomes defende (Nicolás) Maduro’, numa referência ao presidente venezuelano, e ‘Álvaro Dias é comunista’.”

A assessoria de Bolsonaro, no entanto, disse ao Estadão que ele só falará sobre o assunto quando retornar do Japão, onde passou os últimos dias.

“Segundo assessores, Bolsonaro deverá voltar a discutir as estratégias de campanha a partir da semana que vem com o seu grupo.”

“Se Lula roubou, foi pra nós”

Lula publicou no Facebook um vídeo comentando a seguinte mensagem que diz ter sido enviada por WhatsApp por um eleitor seu de Pernambuco, identificado como Pedro, que pediu que ela fosse repassada até chegar ao petista:

“Se disseram que ele roubou, divido a cadeia com ele. Se ele roubou, foi pra me dar, foi pra nós, pra mim e um bocado de nordestino.”

O eleitor teria se proposto a cumprir metade da pena que for imposta pela Justiça ao condenado:

“Se ele [Lula] pegar 20 anos (de prisão), eu tiro 10, se ele pegar 40 (anos de cadeia), eu tiro 20. Eu gosto de Lula demais. Lula é um pai, é um segundo pai meu, ele é um pai pra mim, um segundo pai meu.”

No vídeo, Lula reproduz as palavras do suposto pernambucano, diz que depois vai ligar para ele e dizer – xingando-o, em tom de troça – que não roubou não.

O plano A de Lula é fazer o povo acreditar que ele não roubou.

O plano B, aparentemente, é fazer acreditar que roubou para o povo.

O NOBEL DA PAPUDA

“Vou propor (o nome de) Lula da Silva para o Prêmio Nobel da Paz.”

Foi o que anunciou nas redes sociais o ativista de direitos humanos Adolfo Pérez Esquivel, ganhador do prêmio em 1980, depois de se encontrar com o petista no Instituto Lula, em São Paulo, na sexta-feira, e os dois posarem juntos para fotos.

O argentino explicou que decidiu indicar Lula no Comitê Nobel da Noruega porque a chegada do petista à presidência “marcou um antes e um depois para o Brasil” e tornou o ex-líder sindical “uma referência internacional da luta contra a pobreza”.

De fato, a chegada de Lula à presidência marcou um antes e um depois para o Brasil, em relação à institucionalização da corrupção na Petrobras, a maior estatal do país.

E Lula é mesmo uma referência internacional da luta contra a pobreza de seus comparsas no petrolão.

Viva o Nobel da Papuda!

Legalização da maconha não diminuiu tráfico no Uruguai

O Diretor Nacional de Polícia do Uruguai, Mario Layera, disse que a legalização da maconha, aprovada em 2013, não implicou diretamente na queda do tráfico desta droga e que o narcotráfico aumentou o número de assassinatos.

"No ano passado tivemos os níveis históricos mais altos de confisco no país proveniente de outra região. Por isso, entendemos que o tráfico para o Uruguai não se ressentiu de maneira notável", comentou Layera em entrevista à rádio El Espectador, sobre a vigência da lei.

Em dezembro, a Brigada de Narcóticos indicou que a droga mais confiscada em 2016 foi a maconha, chegando a 4,305 toneladas até 18 de dezembro, sendo que em 2015 havia sido de 2,52 toneladas.

Layera também sustentou que pelo tráfico de drogas constatado nos últimos tempos, houve um aumento "dos níveis de crimes e homicídios".

"O aumento da taxa criminal, que medimos de 2005 em diante, foi crescendo com base nos fenômenos de oferta e consumo de drogas", indicou.

Nos últimos anos a polícia verificou o aumento de assassinatos, principalmente de homens jovens, que em muitos casos se tratavam de ajustes de contas entre pessoas ligadas ao tráfico.

Layera também falou que há autoridades ameaçadas por conta das novas estratégias e medidas aplicadas para combater o crime organizado.

"Várias autoridades do Ministério do Interior foram ameaçadas além de juízes, procuradores e algumas personalidades dos Direitos Humanos".

Oficiais querem efetivar o General Silva e Luna no ministério da Defesa

Oficiais das Forças Armadas deflagraram um movimento discreto para convencer Michel Temer a efetivar o general Joaquim Silva e Luna no Ministério da Defesa. Embora tenha sido acertado que ele ocuparia o cargo interinamente, a avaliação é de que trocá-lo neste momento seria ceder às pressões de quem considerou um erro nomear um militar e não um civil para a pasta. O que fragilizaria o general. É consenso entre eles que um militar no comando da Defesa não deve ser a regra, mas também não pode ser considerado uma excrescência.

Como argumento, militares dizem que os EUA, a maior democracia do mundo, por exemplo, agora tem um secretário de Defesa que é um general fuzileiro naval.

Para evitar uma crise com os militares, ministros de Temer foram instruídos a dizer que o general Silva e Luna não foi e não será efetivado como ministro, portanto é um erro se falar em troca no Ministério da Defesa.

Os interlocutores de Temer avisam que, quando o ministro de fato for nomeado, o general Silva e Luna voltará a ocupar a secretaria-geral da pasta, cargo que exerceu nos últimos dois anos.

Tolerância com a corrupção 'foi formando uma podridão, uma deterioração, um apodrecimento social' no Rio, diz general

O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, que chefia a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) desde o abril do ano passado e que agora acumula o cargo de secretário-executivo do recém-criado Ministério da Segurança Pública, avaliou que a crise em que se encontra o Rio de Janeiro é fruto de "uma longa história de falta de vergonha na cara". Trata-se do segundo cargo mais importante da pasta, atrás apenas do ministro Raul Jungmann.

Embora não tenha responsabilidade pela intervenção federal do Rio — que está a cargo do Comando Militar do Leste (CML), com sede no Rio —, ele lembrou que não basta vencer o conflito com os bandidos armados. Uma solução para o problema passa também por investimentos, ações sociais e ações de governo. O general fala com a experiência de quem já chefiou missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti e na República Democrática do Congo.

O general não deu opiniões sobre a necessidade de mudanças na lei de drogas. Mas, questionado sobre uma possível legalização da maconha, disse que se trata de um debate necessário. Ele também defendeu o fim do contingenciamento de recursos para a segurança pública. Por outro lado, embora entenda que é preciso mais dinheiro para a segurança, também disse que o orçamento da Senasp está sendo suficiente para tocar os projetos em andamento.

A situação do Haiti, onde o senhor liderou a missão de paz da ONU entre 2007 e 2009, é comparável à do Rio hoje?
Agora não. Naquela época era uma pouco semelhante. Até abril de 2007. A missão começou em 1º de junho de 2004. Por esses três anos, o nível de confronto era bastante alto. Mas, em menos de três anos, foram sufocadas todas as grandes (resistências). Mas era um comportamento um pouco semelhante. Quando a tropa da ONU entrava em certas áreas, o tiroteio era muito intenso.

A atuação das tropas no Haiti é um caminho para o Rio?
Existem algumas semelhanças, mas a diferença é que nós estamos falando, no Haiti, apenas do conflito policial-militar-bandido. Nesse confronto, sem dúvida nenhuma, as Forças Armadas e as forças policiais, com apoio normal, vencem. Mas entre vencer o conflito e resolver o problema há uma distância muito grande no Rio de Janeiro. O crime organizado com arma na mão tem que ser vencido, reprimido. Mas tem outros componentes da segurança pública que não dependem da ação das forças. É o caso de investimentos, ações sociais, ações de governo. Segurança pública é muito mais do que esse componente de conflito.

O senhor também liderou a missão de paz da ONU na República Democrática do Congo. Dá para comparar, dizer se dar um jeito na segurança do Rio é mais difícil?
São situações diferentes. Em termos de complexidade, em termos de dificuldade, de risco, tudo isso é muito semelhante. Os riscos de decisão, não os riscos reais. O risco real no Congo realmente era muito maior. Mas o risco de decisão no Rio de Janeiro também é muito complexo, muito alto.

Na sua avaliação, por que o Rio chegou à situação em que se encontra hoje?
Eu acho que é uma irresponsabilidade histórica deixar a parte urbanística completamente abandonada. Ao longo do tempo, a maneira como se formou a geografia do Rio, a desorganização urbana, com aquele acúmulo imensa de residências nas favelas, aquilo foi irresponsabilidade do Estado. E depois a falta de ações de governo, que não tomou providências que tinham que ser tomadas, às vezes até com tolerância ao crime organizado. E até de próprios setores governamentais, que eram para fazer a fiscalização, mas se envolveram em corrupção extrema. Autoridades que eram para conduzir a sociedade se envolveram em nível de corrupção inimaginável. Um crime organizado no mais alto nível da administração do Estado. Isso daí é uma falta de exemplo total. Você já tem os problemas normais, e ainda tem as pessoas responsáveis pela administração cometendo crimes para roubar dinheiro do Estado. O princípio da autoridade acabou. Tem que restaurar o princípio da autoridade, o princípio do respeito que se perdeu por causa desses maus exemplos.

O mau exemplo é o ex-governador Sérgio Cabral, que está preso?
Não só o ex-governador, como qualquer governante, qualquer elemento de Tribunal de Contas, qualquer elemento de Assembleia, qualquer funcionário público, qualquer pessoa da sociedade civil que tolera a corrupção. Tudo isso foi formando uma podridão, uma deterioração, um apodrecimento social. Então acabou com a administração pública, acabou com o princípio da autoridade. Foi perdida essa referência. Isso tem que ser recuperado. O herói para a pessoa ali na comunidade passa a ser o bandido que tem arma, que ostenta riqueza, carrões, motos. O bandido passa a ser a referência, não o trabalhador. Tudo isso tem que ser recuperado, ser desmanchado. Na realidade, o que levou à crise toda é uma longa história de falta de vergonha na cara. E quem está pagando o preço de tudo isso é a polícia e a população.

O que muda na prática com a criação do Ministério da Segurança Pública em relação às atividades já desenvolvidas no Ministério da Justiça, ao qual inclusive a Senasp era ligada?
Pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, as atividades continuam as mesmas. A Força Nacional, que está distribuída em 15 locais diferentes, que tem um grande efetivo no Rio e no Pará (continua igual). As atividades da Senasp, de fiscalização de convênios, de projetos de segurança pública, isso não tem alteração. Na parte de execução, não tem nenhuma alteração significativa.

No Rio, haverá alguma mudança nas ações que já eram desenvolvidas pelo Ministério da Justiça?
O que ela (Senasp) vinha fazendo em coordenação com a Secretaria de Segurança do Rio agora ela vai fazer em coordenação com o interventor (general Walter Souza Braga Netto).

É importante não haver contingenciamento de recursos na segurança pública?
A gente espera que ele seja um dia proibido na segurança pública. Tem que ter o mesmo tratamento da saúde e da educação. É um item crítico. Se não, não adianta. Não tem a escola funcionando, por causa do crime em torno da escola. Não tem a saúde funcionando, porque o médico não chega ao hospital, ou porque o hospital é assaltado ou depredado. A segurança é fundamental e não pode ser contingenciada. Felizmente no ano passado, foi liberado todo o orçamento (da Senasp), e este ano não tem nada contingenciado. Mas é bom ter uma garantia legal de que não possa ser.

Na quarta-feira, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, propôs uma Força Nacional permanente. Em que pé está isso?
A Força Nacional foi criada há aproximadamente 14 anos. Já tem uma experiência considerável, participou de cerca de 260 tarefas diferentes. Acho que está na hora de institucionalizar de uma forma permanente, porque ela é constituída de policiais dos estados e reservistas das Forças Armadas. Mas todos estão numa situação temporária.

Seriam policiais pagos pelo próprio governo federal?
É. Seria uma instituição federal.

Já houve alguma medida efetiva tomada nesse sentido?
Por enquanto estamos com estudos para apresentar sugestões já praticamente concluídos. Mas é um processo um pouco longo, porque tem impacto na administração federal.

Jungmann criticou a classe média que financia o crime consumindo drogas, mas evitou dar opinião sobre a legalização da maconha. Qual a posição do senhor a respeito?
O debate tem que ser feito na área legislativa, na área social. Quem está envolvido na execução não tem nem muito tempo para participar desse debate. É um debate necessário, que já existe, mas precisa ser organizado para chegar a uma conclusão.

No Congresso, há vários projetos de endurecimento penal. Quem é crítico a essa abordagem diz que é mais importante fazer cumprir a lei que já existe. Qual a avaliação do senhor?
Acho que as duas coisas são importantes. A primeira delas é cumprir a lei. Temos deficiência no cumprimento da lei existente, existe um problema na execução da pena. Mas também há necessidade de melhorias, de aperfeiçoamento na legislação também. Não adianta soluções extremas. O melhor é fazer uma combinação de aplicação boa do que existe e aperfeiçoamento daquilo que é deficiente.

Há algum crime que precise ter a pena aumentada?
Às vezes não é aumento de pena, às vezes é mexer na execução penal. Sem dúvida, o crime organizado precisa ser penalizado de maneira mais contundente, de todos os níveis e todas as formas. O crime financeiro, o crime organizado de corrupção, o crime organizado de tráfico de armas, de drogas, tudo isso precisa de uma penalização mais contundente. Isso é bem evidente.

Como seria a penalização mais contundente?
Mexendo na parte de execução penal e também na legislação. Isso aí o legislador está fazendo. Chegou a um ponto tão crítico que agora as atenções estão todas nesses fatores que afetam a segurança pública. Você tem o legislador preocupado, o Judiciário preocupado, Ministério Público preocupado, sociedade preocupada. A segurança foi para a primeira página. Então agora é preocupação geral.

Há propostas de unificação das polícias civil e militar, por meio de propostas de emenda constitucional, que não podem ser aprovadas enquanto durar a intervenção no Rio. O que o senhor acha da unificação?
Você tem instituições seculares. Há um modelo que está aí desde que o Brasil começou. Isso vai exigir uma discussão muito mais profunda, vai passar por interesses corporativos, por mudança de legislação muito grande. Acho que, antes disso, vão ser discutidas outras coisas.

Então não é o melhor momento de tentar fazer a unificação?
Não é que não seja o melhor. É que tem vários assuntos para discutir: Sistema Único de Segurança Pública (Susp), a confecção de TCO (termo circunstanciado de ocorrência, para a PM lavrar esse documento em caso de crimes menores), ciclo completo (para PM, e não só a Polícia Civil, poder investigar). Há várias discussões que estão no mesmo nível. Quem vai discutir isso vai ter que eleger prioridades. O que é o sistema único? É você estabelecer as obrigações do nível federal, estadual e municipal, e encargos financeiros também nos três níveis.