domingo, 18 de março de 2018

Sem Globo: 36 vereadores foram assassinados desde 2016

O assassinato de Marielle Franco, vereadora do PSOL carioca, está sendo noticiado como uma já provada perseguição da polícia a uma ativista de direitos humanos. Entretanto, o Congresso em Foco fez um levantamento mostrando que simplesmente 36 vereadores foram mortos nos últimos dois anos no Brasil. O triste destino de Marielle, assim, parece mais uma estatística do que um nítido “crime político”.

A narrativa da mídia sobre o assassinato de Marielle Franco está sendo mantida a fórceps, martelando-se palavras-chave todo dia. A militante de extrema-esquerda é sempre descrita como “ativista dos direitos humanos”, uma expressão que ainda tenta passar uma aura quase de santidade e abdicação samaritana pelos pobres e oprimidos. Seu assassinato é sempre noticiado com esta descrição, tentando dar a entender alguma causalidade. Ficaríamos com o contraste entre a abnegada defensora dos pobres e oprimidos e algum plano maquiavélico da polícia carioca.

Só no Rio de Janeiro, podemos lembrar de Silvério Amaro Pereira Filho (PRB), presidente da Câmara de Vereadores de Rio Claro, assassinado a tiros enquanto dirigia na Rodovia Saturnino Braga (RJ-155), em fevereiro de 2016. 

Um mês antes, Geraldo Cardoso, vereador do PSB em Magé, foi morto dentro da Câmara de Vereadores, com três tiros, enquanto tentava cassar o mandato de outro vereador.

Tais crimes não tiveram o destaque na Rede Globo que a vereadora do PSOL teve. No caso de Marielle, só há elogios e palavras edulcoradas: feminista, ativista dos direitos humanos, defensora da população pobre e negra. Sua trajetória é descrita em tons quase hagiográficos. O próprio Congresso em Foco carrega nas tintas róseas no caso de Marielle

“Diante dessa realidade, o governo federal não tem tomado providências para proteger, na esfera pública, não só vereadores, mas também ativistas e demais militantes de qualquer causa.”

Novamente, os “ativistas” parecem fazer parte de uma categoria superior de seres humanos. O que é corroborado pela ONU:

Segundo reportagem veiculada nesta quinta-feira (15) no site do jornal O Estado de S. Paulo, o governo ignorou alertas das Nações Unidas sobre ameaças e assassinatos envolvendo ao menos 17 ativistas de direitos humanos.

Após falar de sua “natural liderança feminista”, o Congresso em Foco ainda arremata:

Quatro dias antes do seu assassinato, Marielle fez uma denúncia em seu perfil nas redes sociais contra policiais do 41º BPM (Batalhão da Polícia Militar) de Acari.A tentativa de incutir nada sutilmente uma relação de causalidade entre a crítica ao BPM (o site não comenta, mas Marielle o chamou de “Batalhão da Morte”) e o assassinato da vereadora é premente.

O que salta aos olhos não é nenhuma particularidade do assassinato de Marielle, e sim a proximidade ideológica da vereadora de extrema-esquerda e da própria mídia, que escolhe o que noticiar, o que dar destaque e sobre o que silenciar. 

Basta pensar que o PSOL é uma inexpressividade eleitoral, mas tem uma proximidade de unha e carne com os progressistas pró-drogas do Projac.

O obituário seria muito maior se fossem incluídos na conta todos os ex-vereadores, candidatos a vereadores ou parentes de vereador executados por motivos políticos. Mas, dos 36 vereadores mortos nos últimos 2 anos, apenas a única do PSOL teve um destaque e comoção nacional e internacional. Observando-se por este prisma, podemos entender muito melhor o que está acontecendo no Brasil, registra o site sensoincomum.org











“Nenhum dos últimos governos preocupou-se com a segurança no país”

Foi o que escreveu Ruy Castro, em artigo na Folha sobre o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

“Sob Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff, o crime cresceu à vontade e a taxas superiores às da economia. Foi-lhe permitido infiltrar-se nos órgãos que deveriam combatê-lo e, com isso, fazer parte do Estado.

Será difícil extirpá-lo sem arrancar nossas próprias tripas.”

Só Cármen Lúcia pode impedir o golpe

O golpe para livrar Lula da cadeia foi planejado por Sepúlveda Pertence.

Mas seus executores materiais só podem ser Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello.

Releia a coluna de Merval Pereira, publicada ontem:

“Os defensores do ex-presidente no Supremo manobram para, na sessão da quarta-feira, reabrir a questão da prisão após a segunda instância, mas apenas um dos ministros, Marco Aurélio Mello, poderá fazê-lo.

Ele é o relator de duas Ações Declaratórias de Constitucionalidade cujas liminares foram julgadas no final de 2016, e estão pendentes de julgamento de mérito pelo pleno do STF. Marco Aurélio já afirmou que não pressionaria a presidente Cármen Lúcia para colocar o tema em pauta, mas, não por coincidência, surgiu um fato novo que pode facilitar a reabertura do caso.

Embora tenham sido julgadas em outubro de 2016, o acórdão sobre as liminares das ADCs somente foi publicado na semana passada, o que deu margem a que fossem apresentados embargos declaratórios com efeitos infringentes pelo Instituto Ibero Americano de Direito Público, um dos autores de uma das ações (…).

O grupo que pressiona a presidente Cármen Lúcia pretende se reunir com ela na terça-feira, mas não está certo que essa reunião se realizará. O certo é que a presidente não está disposta a aceitar passivamente uma pressão que nunca aconteceu na História do Supremo Tribunal Federal para tirar de seu presidente o poder de organizar a pauta dos julgamentos.”

48 HORAS PARA O GOLPE

O golpe para salvar Lula da cadeia – e aniquilar a Lava Jato – está marcado para daqui a 48 horas.

Diz Eliane Cantanhêde:

“Cármen Lúcia foi chamada para uma reunião na próxima terça-feira, provavelmente para discutir a ideia de, em vez da segunda instância, o plenário autorizar o cumprimento da pena após condenação no STJ.

A prisão de Lula seria adiada por muitos meses, caso mantida; os presos após a segunda instância entrariam com HC; os futuros condenados respirariam aliviados. E a Lava Jato? O que fez, fez; o que não fez, só fará em parte.”

Após revolta nas redes sociais, é cancelada a resolução que exigia curso para renovar CNH

O ministro das Cidades, Alexandre Baldy, determinou a revogação da resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que tornava obrigatória a realização e aprovação em curso de aperfeiçoamento para renovação da carteira nacional de habilitação. A revogação acontece na próxima segunda-feira, 19.

A decisão para cancelar a resolução 726/2018 foi encaminhada ao diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e ao presidente do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), Maurício Alves.

Por meio de nota, o Ministério das Cidades informou que "a diretriz da atual gestão da pasta tem por objetivo implementar ações e legislações que atendam às expectativas da população", mas com o propósito de "reduzir custos e facilitar a vida do brasileiro".

A obrigação de se realizar cursos não só implicaria em processos burocráticos para o cidadão, mas também como em custos adicionais. "Informa-se que os técnicos do Denatran, do Ministério das Cidades, seguirão na busca de alcançar o objetivo de promover a cada vez mais a segurança dos usuários de trânsito, mas sempre com absoluto foco na simplificação da vida dos brasileiros e na constante busca pela redução de custos de forma a não afetar a rotina dos condutores que precisam renovar suas carteiras de habilitação/CNHs por todo o Brasil", declarou Baldy.

Nesta sábado, o presidente da Câmara Rodrigo Maia chegou a publicar em redes sociais uma mensagem de que aguardava essa decisão. "Vamos aguardar até a terça-feira para ver se o Contran suspende a resolução que exige curso teórico para a renovação da CNH. Lembrando que a Câmara tem a prerrogativa de aprovar um decreto legislativo sustando o ato", declarou.

O deputado Daniel Coelho (PSDB/PE) já havia preparado um projeto de decreto legislativo neste fim de semana para pedir a suspensão da resolução. Com a medida do Ministério das Cidades, o ato será desnecessário.

Um recado aos canalhas


Todos sabem que eu tenho pavor de bandido.

Não me tragam mentecaPTos travestidos de falsos filósofos ou sociólogos de rodoviária, para dizer que bandido é vítima da sociedade.

Bandido é bandido.

É algoz, não é vítima.

Agora, vamos "colocar os pingos nos is".

É incrível que no caso da morte da Vereadora Marielle Franco, do RJ, a qual queria a extinção das Polícias, a esquerda quer a prisão sumária e imediata dos responsáveis.

Mas, para LULA, a esquerda quer a liberdade, mesmo ele já tendo sido responsabilizado e condenado em 2°. instância.

Dois pesos e duas medidas.

Esta é a esquerda canalha.

Sempre deturpando e violando as regras, conforme lhe convém.

A proPósiTo: 

Por que a esquerda não quer a prisão imediata e sumária dos responsáveis pelo assassinato de centenas de Policiais que perderam suas vidas protegendo o cidadão de bem em todo Brasil?

Por que a esquerda não luta pela assistência e proteção dos familiares destes Policiais?

Lamentavelmente, a estes (Policiais e familiares) a esquerda nunca dá voz. Pelo contrário, ela os sufoca, os persegue e os sataniza.

Lamentavelmente, a esquerda só deles recorda, quando tem, nos seus adePTos e mentecaPTos militantes, uma vítima.

Eis que, neste momento, a esquerda bate as portas dos Policiais, que tanto sufoca e persegue, clamando por socorro.

Cambada de canalhas.

Adoram transformar velórios em palanque para fazer ProseliTismo PolíTico.

texto de Pedro Lagomarcino, advogado.



Mais um valoroso PM é assassinado e esquerda silencia


Nesta sexta-feira (16) mais um policial militar foi assassinado no Rio de Janeiro.

O crime aconteceu na Zona Oeste da cidade e a vítima foi o soldado Jean Felipe de Abreu Carvalho, um PM muito elogiado dentro da corporação, com quatro anos de serviços prestados, sem qualquer mácula em sua carreira, lotado na UPP Kennedy.

Jean Felipe reagiu a um assalto e matou o bandido. Entretanto, outros criminosos que estavam em um veículo do outro lado da rua, balearam o soldado.

Jean Felipe agora é apenas uma estatística. É o 26º PM assassinado no Rio este ano.

Nenhum partido de esquerda se manifestou com relação ao fato e tampouco apresentou qualquer tipo de  solidariedade à família do soldado.

É a mais completa inversão de valores.

Enquanto a esquerda silencia, nós gritamos por esse guerreiro: 

Jean Felipe, PRESENTE!

Prefeito, sem explicações, manda lacrar loja na véspera da inauguração. Empresária chora indignada (Veja o Vídeo)

Em tempo complicados, com a crise assolando o país e todos os setores da economia, as administrações municipais tem buscado trazer investimentos para seus respectivos municípios, com o objetivo de suportar o momento de dificuldade e tentar de alguma forma reaquecer o mercado.

Todavia, é de se estranhar que numa cidade do interior do Rio Grande do Sul, que enfrenta dificuldades financeiras e que convive com a onda de desemprego, o prefeito não tenha preocupação em atrair novos investimentos. Pelo contrário, tem afugentado aqueles que se arvoram em investir no município.

Foi exatamente o que aconteceu esta semana em Passo Fundo (RS), cidade de 200 mil habitantes, localizada na região Norte do estado.

Uma jovem empresária durante quatro meses vem tentando viabilizar um investimento na cidade – a loja ‘Dia do Sapato Barato’ – para tanto, toda a documentação necessária e exigida foi rigorosamente providenciada e o alvará de funcionamento foi concedido pela administração municipal.

Um dia antes da inauguração, o Clube dos Diretores Lojistas da cidade (CDL), possivelmente sob a influência de comerciantes medíocres, temerosos com a concorrência, efetivou uma reclamação contra a nova empresa, aduzindo, entre outras coisas, que a loja iria trabalhar ‘com preços muito baratos’. Estranhamente, a prefeitura acatou a reclamação, lacrou a loja e detonou o investimento realizado.

Cassaram arbitrariamente um alvará que já havia sido concedido. 

Uma coisa própria de uma administração provinciana, sem olhos para o futuro e que realiza uma gestão com os olhos voltados para o umbigo do prefeito e para os amigos do rei.

Um absurdo e um desrespeito com os empresários que acreditaram e investiram na cidade e com a própria sociedade.

Abaixo veja o vídeo postado pela jovem comerciante:

POR QUE NÃO EXISTE UM PARTIDO CONSERVADOR NO BRASIL

A diferença entre conservadores e liberais não é o liberalismo destes. Falta algo essencial aos conservadores brasileiros. Saiba o que é.

Assista ao vídeo:

PSOL resolve acionar o CNJ contra magistrada que afirmou que Marielle foi eleita pelo CV


O PSOL, partido ao qual a vereadora Marielle Franco era filiada, anunciou neste sábado (17) que irá ingressar com representação junto ao Conselho Nacional de Justiça contra a desembargadora Marília Castro Neves do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que afirmou nas redes sociais que a parlamentar assassinada estava ‘engajada com bandidos’.

A magistrada afirmou ainda que Marielle foi eleita pela facção criminosa Comando Vermelho e teria sido morta por ter descumprido ‘compromissos assumidos com seus apoiadores’.

A representação será protocolada ainda esta semana.

Veja abaixo o que a desembargadora publicou:


Moro marca o dia do primeiro confronto com Sepúlveda Pertence


O juiz federal Sérgio Moro despachou na última sexta-feira (16) autorizando que o empresário Marcelo Odebrecht preste novo interrogatório na ação da Lava Jato que investiga a compra de um terreno por parte da Construtora Odebrecht para o Instituto Lula.

No mesmo dia também será reinquirido o ex-executivo Paulo Ricardo Baqueiro de Melo.

A data da nova oitiva foi marcada para o dia 11 de abril.

Os questionamentos na ocasião serão específicos sobre os novos e-mails anexados por Odebrecht. São mais de mil documentos absolutamente incriminadores contra o ex-presidente Lula.

Provavelmente o advogado Sepúlveda Pertence estará na bancada de defesa do petista.

Será o primeiro confronto entre Moro e Sepúlveda, que evidentemente terá um comportamento bem diferente daquele adotado pelo abobalhado Cristiano Zanin.

O BRASIL QUE EU QUERO (TV Globo)

Penso que todos deveríamos gravar vídeos curtos dessa linha e propagarmos nas redes sociais. 
Percival Puggina

ASSISTA AO VÍDEO:

sábado, 17 de março de 2018

QUEM MATOU MARIELLE FRANCO?

Percival Puggina
Não tenho a menor ideia. Surpreende-me que tantos analistas se apressem em indiciar “a polícia”, assim, genericamente, como se a instituição fosse executante de sentenças de morte. Tais generalizações me incomodam. Primeiro, porque presumem a burrice do interlocutor; segundo, porque se prestam para que a atividade policial, numa instintiva autodefesa, fique neutralizada. E quase acrescentaria um terceiro motivo, que me vem da morte de Celso Daniel. Lembram? No dia em que encontraram seu cadáver com 11 perfurações a bala e sinais de tortura, todo o alto comando petista desembarcou em Santo André tendo à frente o falante Dr. Eduardo Greenhalgh. Nos cochichos do velório, o que mais se ouvia eram insinuações de que o prefeito fora executado por adversários da campanha de Lula, que ele, Celso Daniel, iria coordenar. Depois, foi o que se sabe.

 Essas acusações afoitas sempre me parecem movidas a muito má intenção. Um crime pode ser cometido por médicos, mas isso não transforma o hospital em organização criminosa. Um crime pode ser cometido por policiais, mas isso não transforma a polícia em organização criminosa. Um crime pode ser cometido por uma facção criminosa. E isso é o que dela se espera. O que mais leio e ouço nestas últimas horas revela um esforço em entregar o cadáver da vereadora para as instituições policiais e em transformar sua morte numa questão racial. A “polícia” teria executado uma mulher negra. O assassinato não teria sido de uma pessoa humana, que para isso ninguém mais dá bola, mas de uma mulher  de pele escura e vereadora, o que amplia a dimensão política do fato. Já o seu motorista continua ignorado. Morto, oprimido e excluído, de “raça” ignorada, o infeliz. Entortou-se no Brasil a capacidade de análise. Em 2017, tal qual em 2016, 134 policiais foram mortos no Rio de Janeiro. Qual era a cor de sua pele? Isso não interessa pelo simples motivo de que isso realmente não interessa a qualquer pessoa intelectualmente honesta e mentalmente sã. Interessa a vida humana sacrificada.

 Todo esse empenho em transformar a morte da vereadora num conflito entre raças, entre oprimidos e opressores, vem vestido com aquela malícia que, para dar vida à respectiva ação política, precisa de conflitos tanto quanto do ar que respira. Morreu uma mulher negra; logo, seus assassinos são homens brancos – presume-se que deduzam os tolos. Em artigo na Zero Hora de hoje, uma repórter da RBS dá números extraídos do Atlas da Violência: no Brasil, sete em cada 10 vítimas de homicídio são negros. É fato. No entanto, a redatora do texto, para mostrar o fato como lhe convém à tese, passa por cima de outras evidências: o número de homicídios cometidos no Brasil é impulsionado por conflitos entre facções criminosas em disputas de território. Nessas verdadeiras guerras de conquista pelo controle local do tráfico de drogas, bem como do roubo e comercialização de cargas, ninguém olha para a cor da pele, senhora repórter!

Não há uma “chacina dos jovens negros” por serem negros. Há uma chacina de jovens brasileiros recrutados pelas facções criminosas entre a população dos morros que é majoritariamente formada por negros e pardos. Sem óculos danificados pela ideologia do conflito, sem a tolice das dicotomias oprimido-opressor, excluído-incluído, vendo os fatos como são, a maioria dos que morrem são pretos e pardos; e a maioria dos que os matam são pretos e pardos. Mera estatística.

Partidos políticos que sistematicamente antagonizam a polícia e as Forças Armadas têm razões inconfessáveis para isso.

texto por Percival Puggina

“Lava Jato mostrou o quanto o crime se apropriou da política”

O procurador Carlos Fernando Lima, da Lava Jato de Curitiba, comentou no Facebook o editorial de sexta-feira do Globo sobre o mercado de compra e venda de deputados.

“Quando se fala no mercado de compra e venda de deputados é que se percebe o baixíssimo padrão ético de nossa classe política.

O fundão partidário, como já dissemos antes, foi apenas uma forma de dar dinheiro público para os caciques dos partidos poderem ‘arrematar’ deputados.

Depois vêm alguns condenados dizer que a Lava Jato criminaliza a política. Na verdade, a Lava Jato mostrou o quanto o crime se apropriou da política.”

Ditadura “reeleita”

O Congresso da China reelegeu neste sábado Xi Jinping como presidente do país pelos próximos cinco anos, com Wang Qishan como vice. ​

Uma semana após a aprovação da mudança constitucional que pôs fim ao limite de dois mandatos presidenciais, a cúpula da ditadura chinesa garantiu assim seu poder até 2022.

Agora só faltam as “eleições” cubanas.

CVM acusa 40 da Petrobras, incluindo Foster, Gabrielli e Bendine

Quarenta atuais e ex-administradores da Petrobras ignoraram por cinco anos indícios de que a refinaria de Abreu e Lima e o Comperj valiam menos do que constava no balanço da estatal.

A acusação é da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regula o mercado de capitais, informa O Globo.

Entre os acusados, estão:

– os ex-presidentes José Sergio Gabrielli, Maria das Graças Foster e Aldemir Bendine;

– o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega;

– o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho;

– o ex-diretor financeiro da Petrobras Almir Barbassa.

– e atuais diretores, como Ivan Monteiro (financeiro) e Solange Guedes (Exploração e Produção).

Para a CVM, a maioria dos acusados falhou no dever de diligência e prejudicou a empresa e os investidores, induzindo esses últimos a erro de julgamento.

“A autarquia entende que a companhia deveria ter reconhecido baixas contábeis nos ativos de 2010 a 2013, o que não aconteceu, e ampliado o escopo da reavaliação dos valores feita em 2014 para Abreu e Lima.”

“Uma questão de honra nacional”

“É uma questão de honra nacional descobrir os assassinos de Marielle Franco”, diz Fernando Gabeira.

Ele continua:

“Li que Marielle Franco denunciava violência policial em Acari. É uma das hipóteses de investigação. Acari tem uma tradição de violência policial. Em 1990, houve a chacina de Acari, que levou sete jovens. As mães fizeram um movimento de denúncia. Uma delas também foi assassinada.

A 15 minutos de distância está Vigário Geral, onde também houve uma chacina. Estive lá no primeiro momento e falava-se muito na culpa de um grupo de PMs intitulado Cavalos Corredores.

Tudo isso parece sepultado no século XX. Mas a violência nunca desapareceu de fato e, agora, com a ruína do governo, o processo de decomposição dos órgãos policiais é ainda maior.

Outra hipótese são as milícias. Uma delas foi desbaratada na véspera do assassinato de Marielle. As milícias, também, com o processo de decadência do governo, ampliaram-se e, hoje, segundo ouvi, já ocupam 164 comunidades e mandam no cotidiano de dois milhões de pessoas.

Se conduzida com seriedade, a intervenção federal terá de encarar esses problemas.

A derrocada da polícia do Rio foi precipitada pela corrupção dos governantes. Vi, de relance, algumas pessoas na rua, pedindo o fim da PM. Mas, o que colocar no lugar? Talvez não seja nem a pergunta mais difícil. A mais difícil é essa: como trocar os pneus com o carro em movimento?

Todos nós queremos ter certeza de que não só o Rio vai emergir desta tragédia, mas que o próprio país, sobretudo o Nordeste, também vai encontrar uma saída para deter o avanço do crime organizado (…).

Acabou o tempo de espanto e espera. Como diz o poeta, o drama se precipita sem máscara.”

Cármen Lúcia não cede

Merval Pereira explicou o conluio entre as diversas alas da ORCRIM para salvar Lula da cadeia.

Leia aqui:

“As pressões sobre a presidente do Supremo Tribunal Federal vêm de várias partes, além do PT e dos advogados de Lula. Há um conluio surdo entre as diversas forças políticas que estão de alguma maneira envolvidas nas investigações e denúncias da Lava Jato e suas decorrências pelo país.

O grupo que pressiona a presidente Cármen Lúcia pretende se reunir com ela na terça-feira, mas não está certo que essa reunião se realizará. O certo é que a presidente não está disposta a aceitar passivamente uma pressão que nunca aconteceu na História do Supremo Tribunal Federal para tirar de seu presidente o poder de organizar a pauta dos julgamentos.”

A exploração lulista do cadáver de Marielle

A resolução da Executiva Nacional do PT que compara o assassinato de Marielle Franco ao processo penal que resultou na condenação de Lula é de um oportunismo político sem tamanho, afirma João Domingos no Estadão.

“De acordo com a resolução petista, tanto a execução de Marielle quanto a condenação de Lula são consequências de uma escalada de autoritarismo no País.

Nesse clima, afirma o PT no documento (…), ‘os movimentos sociais são reprimidos, professores são espancados, a universidade é atacada, artistas são censurados, setores politizados do Judiciário atuam casuisticamente e o governo golpista apela, de forma demagógica e irresponsável, para a militarização de esferas de competência do poder civil’.

Tudo o que está escrito entre aspas no parágrafo acima faz parte de uma argumentação política a partir de uma visão ideológica das coisas. Portanto, o PT tem todo o direito de dizer isso. (…)

Comparar o assassinato da vereadora Marielle ao processo penal que condenou Lula por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, no entanto, supera a argumentação lógica da política.

(…) A condenação de Lula veio depois de um processo judicial (…). Para se defender, o ex-presidente contratou os melhores advogados, produziu as melhores peças jurídicas com as mais afamadas teses, ocupou as redes sociais, atacou Judiciário, Ministério Público, meios de comunicação e tudo o mais que viu pela frente.

Ao contrário de Lula, a vereadora não teve nenhuma oportunidade de defesa. Foi fuzilada.”

O site O Antagonista registra que, além de já ter pulado os trechos do artigo que exaltam a militância de Marielle, só tiraria da parte sobre advogados e peças jurídicas a palavra “melhores”.

4 anos de Lava Jato: 40 vezes Moro

A Lava Jato completa quatro anos neste sábado e, desde a deflagração da 1ª fase da operação, em março de 2014, 40 processos já foram sentenciados por Sergio Moro, registra o G1.

“Foram 188 condenações contra 123 réus, que somam 1.861 anos e 20 dias de pena.

O tempo médio de trâmite das ações da Lava Jato na 13ª Vara Federal de Curitiba – desde a aceitação da denúncia até a publicação da sentença – foi de 9 meses e 10 dias.”

Lembramos que o STF ainda não condenou político algum na Lava Jato.

Parabéns, Moro.

O IRREDUTÍVEL TOTALITARISMO CUBANO

Na minha segunda visita a Cuba, em 2002, encontrei-me com o dissidente Oswaldo Payá, dirigente do Movimiento Cristiano Liberación. 
Uma figura humana admirável, que enfrentava com tenacidade as perseguições, injúrias, restrições e ameaças com que o regime tolhia sua ação e suas manifestações. Naquele mesmo ano, fora distinguido pelo Parlamento Europeu com o Prêmio Sakahrov de Direitos Humanos.

Convidei-o para jantar e nos encontramos certa noite nas circunstâncias novelescas que relatei em “Cuba, a tragédia da utopia”. Contou-me as quase invencíveis peripécias de seu cotidiano (nosso encontro mudou de lugar momentos antes de eu me dirigir para lá porque o local aprazado já estava sob vigilância). Sua casa era pichada e ele proibido de repintá-la, seu telefone grampeado, sua família vítima de acintes e provocações. Todas as suas tentativas de participar dos processos “eleitorais” eram bloqueadas desde a possibilidade de registro de candidatura. O manifesto de Payá à ONU sobre o regime cubano ilustra a contracapa da primeira edição do livro que escrevi e foi publicado em 2004.

Mediante contato mantido através de seu irmão Carlos, que mora na Espanha, havíamos combinado encontrar-nos novamente quando voltei a Cuba nove anos mais tarde. Dessa feita, porém, era o meu hotel que estava sendo vigiado naquela manhã de 22 de outubro de 2011. E Oswaldo não apareceu. Morreu no ano seguinte, numa rodovia deserta, em estranho acidente de carro.

Estou contando isso porque tenho lido curiosas afirmações sobre uma suposta abertura do regime, a propósito das recentes eleições. Abertura? Eleições? No sistema cubano, quando o eleitor é chamado à urna, todo um processo de filtragem assegurou que opositores ao regime não constem entre as alternativas a ele apresentadas. 

Nas eleições de novembro de 2017, nenhum dos 200 candidatos dissidentes conseguiu superar a barreira da respectiva comissão. 

Na eleição do último domingo para a Assembleia Nacional, 605 candidatos escolhidos pelas assembleias provinciais, disputaram as 605 vagas. Todos serão empossados, todos estão previamente alinhados com o Partido Comunista Cubano (PCC). 

Nenhum dissidente obteve mandato na mais exótica “democracia do mundo” e o futuro ditador já está escolhido pelo partido. Chama-se Miguel Diáz-Canel e cumprirá 10 anos de mandato.

Opor-se a isso, contestar o regime, continua fazendo mal à saúde. O notável Oswaldo Payá virou nome de um troféu – o Prêmio Payá. Através dele, movimentos dissidentes, sob a liderança de sua filha, Rosa Maria Payá, reconhecem o esforço de personalidades estrangeiras em favor da redemocratização e dos direitos humanos em Cuba. 

Pois nem mesmo os ex-presidentes Andrés Pastana e Jorge Quiroga, da Colômbia e Bolívia, conseguiram desembarcar em Havana no último dia 3 de março para receberem os troféus que lhes estavam destinados. Foram deportados. 

Assim é a “abertura” e assim são as “mudanças” em curso na ditadura imposta, há 60 anos, sobre o bom povo da ilha.

texto por Percival Puggina

 

ALEXANDRE FROTA COMENTA SOBRE A MORTE DA VEREADORA DO PSOL

TIROTEIO NO COMPLEXO DO ALEMÃO

OCORRENDO ESTA NOITE NO COMPLEXO DO ALEMÃO - RIO DE JANEIRO. Segundo informações da PM, duas pessoas morrem em tiroteio no Alemão, entre eles criança de 1 ano

sexta-feira, 16 de março de 2018

Coronel da PM contraria o "politicamente correto" e fala o que pensa sobre da morte da vereadora

Por que tanta tentativa de transformar essa vereadora em mártir?

Sem medo de contrariar o "politicamente correto" o Coronel Washington Lee Abe, manifestou sua opinião sobre a comoção popular em torno da morte da vereadora Marielle Franco, executada na última quarta-feira (14).

Confira a carta divulgada por ele próprio, na íntegra:

Por que o mundo inteiro respeita a Polícia? Por que o mundo inteiro precisa da Polícia? Não existe governo, não existe judiciário em nenhum lugar do mundo sem uma polícia. Por que tanta tentativa de transformar essa vereadora em mártir? Ela representa o povo? Que povo? Qual segmento do povo? Do cidadão de bem? 

A Polícia Militar, responsável pela morte de negros e pobres na ordem de 30% no País (segundo a vereadora) é morta por quem? Pelo cidadão de bem? Nós, PM, saímos pelas ruas escolhendo 30% de negros e pobres para matar (hahaha). Quando atingimos a nossa quota diária, vamos completar nossa meta matando brancos, asiáticos e tudo o mais que aparecer na nossa frente. É assim que funciona? E quando morrermos em combate, tentando salvar uma vida inocente que clama pela nossa presença, vamos aguardar pacientemente os políticos, a imprensa, autoridades que estão fazendo todo esse alarde pela morte dessa "pessoa" intitulada vereadora, promotora dos direitos humanos, mãe, homossexual (como ela mesma se apresenta) fazerem também o mesmo alarde exigindo respostas rápidas e firmes das autoridades? O mais incrível é declararem em coro que os matadores "sabiam atirar", insinuando serem policiais. 

Nós, policiais, temos uma missão muito maior do que essa mesquinharia. Somos muito mais do que "isso". Somos a Polícia! 

Coronel Washington LEE Abe - Comandante do 5º Cmdo Regional da Polícia Militar do Paraná

Carlos Marun, o pangaré folgado


O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) decidiu denunciar o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, por ter ameaçado pedir o impeachment  do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), após decisões que desagradaram ao presidente Michel Temer. A representação será apresentada na Procuradoria Geral da República. O senador quer que a PGR solicite ao  Supremo a abertura de inquérito contra Marun. Fonte: Congressoemfoco.

O gaúcho Carlos Marun é um pangaré folgado. Está precisando de uma grande lição. Desde que defendeu o corrupto Eduardo Cunha não parou mais de  sua fanfarrice, comportando-se como um autêntico saltimbanco na política nacional.

Escudado ninguém sabe em quê, blasona valentia como se fosse um Dom Quixote no Planalto. Mas não passa de um reles vira-lata. 

Certamente, como não teve competência para exercer atividade profissional, foi em busca da política em Mato Grosso do Sul como meio de sua sustentabilidade,  corroborando, assim, o que escreveu certa feita o jornal espanhol El País: que ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as grandes vantagens auferidas. 

Petulante, Carlos Marun desrespeita o Estado Democrático de Direito ao afrontar o STF na pessoa do ministro Luís Roberto Barroso. Com intimidação  despropositada ao ministro, a conduta de Marun é própria de elemento de estado de anomia e de comportamento despótico. Marun revela não ter envergadura ética e moral para exercer atividade em pasta ministerial.

texto de Júlio César Cardoso, bacharel em direito

Marielle não foi eleita pelas favelas

Um mapeamento sobre os votos que Marielle Franco obteve em 2016 revela que a vereadora do PSOL, executada há dois dias, não foi eleita pelas favelas, conforme relata O Antagonista .

Cerca de 20 mil votos, quase metade dos 46 mil votos que elegeram a socióloga, saíram dos bairros nobres da Zona Sul carioca e da Barra da Tijuca, Zona Oeste.

Enquanto na Rocinha ela teve apenas 22 votos, no Leblon foram 1.027. Marielle colheu mais 1.900 votos em Laranjeiras e outros 2.742 votos em Copacabana.

Na também famosa Cidade de Deus, foram apenas 89 votos. Já na Freguesia, área de classe média alta de Jacarepaguá, a política do PSOL foi a escolha de 707 eleitores.

Na Grande Tijuca, Marielle teve um ótimo desempenho: 6.500 votos.

No Complexo da Maré, suposta base eleitoral da vereadora, foram apenas 50 votos.

Se incluirmos Ramos e Bonsucesso, esse número sobe para 2.196 votos – resultado distante do obtido entre o eleitorado de melhor poder aquisitivo.

“A cidade cada vez mais quer a intervenção”

Miro Teixeira disse que “tudo indica que quem matou Marielle Franco foi a milícia” — o que, na opinião dele, mostra ter sido acertada a decisão do governo federal de intervir na segunda pública do estado do Rio de Janeiro, relata O Antagonista.

“A cidade cada vez mais quer a intervenção. Estou vendo algumas pessoas se manifestando contra a intervenção. Ora, o assassinato da Marielle é a demonstração mais dramática da necessidade dessa ação.”

Para Cármen, fim da prisão em segunda instância seria retrocesso contra a corrupção

Na reportagem de capa sobre Cármen Lúcia, a IstoÉ reproduz declarações da presidente do Supremo sobre a pressão feita pelo PT para tentar pautar a revisão da execução provisória da pena.

Segundo Cármen, “o fim da prisão em segunda instância faria retroceder em 50 anos o combate à corrupção”.

“As inúmeras possibilidades de recurso fariam os crimes prescreverem. Não haveria mais motivo para que alguém fizesse colaboração premiada.”

Ela diz também que, mesmo os amigos (como Sepúlveda Pertence), recebem tratamento protocolar.