quarta-feira, 18 de abril de 2018

Com Lula preso, atual geração da esquerda não é nada. Maioria deve sofrer derrota nas urnas em outubro


Parece surpreendente para muitos a quantidade de políticos que tem tentado visitar o ex-presidente Lula na prisão. Afinal, como interpretar a caravana de pré-candidatos para visitar um criminoso condenado?

O fato é que o ex-presidente Lula ainda possui um expressivo poder de transferência de votos. Expressivo até certo ponto, na verdade. Em determinadas regiões do país, o petista consegue até 30% de aprovação popular. Isto não é suficiente para eleger ocupantes de cargos executivos, mas é mais que bastante para eleger candidatos a cargos legislativos, como deputados estaduais, federais e senadores.

Com Lula preso, ninguém no campo da esquerda irá se beneficiar de todo potencial de transferência de votos do petista. O que restou de seu poder de eleger políticos está preso com ele na sala do quarto andar do prédio da Polícia Federal em Curitiba. Como Lula não poderá fazer campanha nem da prisão, boa parte dos políticos de esquerda que sempre dependeram dele para se eleger vão amargar uma derrota certa nas eleições de outubro. Não é por acaso que a maior preocupação dos políticos do campo da esquerda no momento é o 'isolamento' do ex-presidente.

Sem a presença de Lula nos palanques, Gente como Lindbergh Farias, Gleisi Hoffmann, Humberto Costa e outros parlamentares devem ficar de fora do Congresso no ano que vem. Nos estados a municípios, novas lideranças devem ocupar o vácuo deixado por Lula.

Gleisi Hoffmann tem dez processos nas costas e deve receber um não nas urnas 2018


A presidente nacional do PT, a senadora Gleisi Hoffmann, tem muitos motivos para demonstrar tanto desespero com a prisão do ex-presidente Lula. O pânico da petista não tem qualquer relação com o isolamento, mas dela própria. Lula é sua única esperança como cabo eleitoral de Gleisi de de todos os petistas e faria uma diferença enorme em sua campanha eleitoral de 2018.

Com Lula preso, a chance de Gleisi Hoffmann se eleger para qualquer cargo que lhe garanta a manutenção do foro privilegiado é de quase zero. A petista é alvo de nada menos que dez processos na Justiça. Boa parte de seus casos deve ser remetida imediatamente para a 13ª Vara Federal de Curitiba, comandada pelo juiz Sérgio Moro.

O secretário estadual de Segurança do Rio Grande do Sul, Cézar Schirmer, afirmou que Gleisi Hoffmann prestou um “desserviço” na última terça-feira, ao dizer que “para prender o Lula, vai ter que matar muita gente”. A declaração desesperada da líder petista ocorreu em meio ao clima de tensão em torno do julgamento do ex-presidente no TRF-4, em Porto Alegre, no qual além de confirmada a sentença do juiz Sergio Moro no caso do tríplex no Guarujá, a pena imposta ao petista ainda foi elevada para 12 anos e um mês de prisão.

Era compreensível o pavor de Gleisi com a prisão de Lula, pois isto pode significar a sua própria prisão, já nos primeiros meses de 2019. 

Este deve ter o menso destino de dezenas de petistas que tentaram desesperadamente manter Lula fora das grades para ser usado como cabo eleitoral este ano.  No caso de Gleisi Hoffmann, com tantos processos nas costas, dificilmente irá convencer eleitores suficientes para se eleger. Mesmo se mudando para a porta da cadeia onde Lula está preso. 

Lula continua preso. TRF-4 nega o último recurso de Lula e acaba com esperança do PT


O ex-presidente Lula perdeu por unanimidade seu último recurso no Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) nesta quarta-feira, 18. Os três desembargadores da 8ª Turma da Corte negaram os embargos dos embargos de declaração apresentados pela defesa do petista contra condenação na Lava Jato. Embora mesmo que o recurso fosse acolhido, os embargos não tinham poder de interferir na pena de 12 anos e um mês de reclusão imposta ao petista.

Com a negativa dos embargos, encerram-se  todos os recursos que Lula poderia  mover contra sua condenação no caso triplex na segunda instância.

Por meio de sua defesa, Lula apelou ao Supremo, alegando e ter sido encarcerado antes deste último recurso pendente. No recurso que se encontra com o ministro Edson Fachin, a defesa de Lula menciona o acórdão do TRF-4 que determinava o início do cumprimento da pena após o exaurimento de todos os apelos ainda no 2º grau de jurisdição.

Lula segue preso em uma Sala Especial no quarto andar do prédio da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, sede da Lava Jato.

Gleisi Hoffmann não pode rir de Aécio Neves. A presidente do PT também é ré no STF

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hofmann, não pode comemorar a condição de réu imposta pelo Supremo Tribunal Federal ao senador tucano Aécio Neves. A petista também é ré no Supremo e tem sua ação penal em estágio bem mais avançado que a de senador do PSDB.

Gleisi responde a um processo criminal no STF, no qual é acusada de desviar, juntamente com seu marido, o também petista Paulo Bernardo, uma cifra milionária da Petrobrás para o caixa dois de sua campanha ao Senado em 2010, por meio de empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef. De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República,  o dinheiro teria vindo de empreiteiras que tinham contrato com a Diretoria de Abastecimento da Petrobrás, comandada na época por Paulo Roberto Costa.

Segundo a denúncia da PGR, o então diretor da Petrobras estaria interessado no apoio da petista e de seu grupo político para se manter no cargo, o que o teria levado a liberar as propinas teriam sido direcionadas para a campanha da senadora. Em sua defesa, Gleisi afirmou que a acusação é baseada em depoimentos conflitantes e, em seu depoimento à PF, a senadora se disse vitima de “perseguição política” e negou qualquer irregularidade. Além desta ação penal em fase final, Gleisi ainda é alvo de cerca de dez processos no STF.



Se deixarem, cela vira sucursal do Instituto Lula, diz colunista

O colunista Josias de Souza criticou o súbito interesse de parlamentares de esquerda pelas condições dos cárceres, ou, mais especificamente, pelas condições da cela do ex-presidente condenado Lula. Segundo o colunista, "É hora de levar o pé a porta da cadeia. Se as autoridades bobearem, o PT e seu séquito acabam transformando a cela especial de Curitiba numa sucursal do Instituto Lula em Curitiba. Ou coisa pior".

Leia abaixo o texto de Josias de Souza:

De todos os flagelos brasileiros o mais imutável e constrangedor talvez seja a calamidade do sistema penitenciário. Mas a humanização das cadeias nunca foi propriamente uma prioridade dos congressistas. Ignora-se o tema porque a barbárie é popular. O Datafolha revelou em 2015 que 50% dos brasileiros concordam com a tese segundo a qual bandido bom é bandido morto. Ou seja: metade dos brasileiros acha bom quando os presidiários brigam, matando-se uns aos outros dentro das penitenciárias.
De repente, surgiu no Congresso a bancada da cadeia. Integram-na senadores e deputados companheiros. Curiosamente, ainda não acordaram para o cenário de século 19 que vigora nas cadeias do país. Estão preocupados com as condições carcerárias de Lula, recolhido a única cela do país onde se respira um aroma de século 21.
Nesta quarta-feira, ao negar pedido do Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel para inspecionar a “sala de Estado Maior” em que Lula cumpre a pena de 12 anos de cana, a juíza que cuida da execução penal em Curitiba, Carolina Moura Lebbos, manifestou uma estranheza: no intervalo de duas semanas, formularam-se três pedidos de inspeção na Superintendência da Polícia Fedeal de Curitiba, que hospeda o preso mais ilustre da Lava Jato.
“A repetida efetivação de tais diligências, além de despida de motivação, apresenta-se incompatível com o regular funcionamento da repartição pública e dificulta a rotina do estabelecimento de custódia. Acaba por prejudicar o adequado cumprimento da pena e a segurança da unidade e de seus arredores.”
Alheios à manifestação da doutora, dez deputados formaram na Câmara uma “comissão externa” para inspecionar o cárcere especial de Lula nesta quinta-feira. Na terça, com autorização da juíza, 11 integrantes da Comissao de Direitos Humanos do Senado passaram duas horas com o preso. Atestaram os bons serviços da hospedaria. Mas avaliam que Lula merece mais regalias.
O senador Joao Capiberibe (PSB-AP) prepara um relatório. Nele, dirá que Lula precisa ser tratado como “um preso político”, pois as pesquisas informam que ele dispõe de “35% de preferência do eleitorado.” A Comissão de Direitos Humanos do Senado vai solicitar que Lula passe a receber outros visitantes além dos familiares.
Nas palavras de Capiberibe, “Lula tem 72 anos e é um homem muito interativo”. Hummmm. “Passava os dias conversando, discutindo, trabalhando, e hoje ele está muito isolado.” Heimmmm?!? “Esse isolamento é uma grande preocupação da comissão.” Ai, ai, ai…
Petistas e companheiros ainda não notaram. Mas Lula é um corrupto com sentença de segunda instância. Sua candidatura presidencial virou ficção. Sempre desrespeitoso com as autoridades judiciárias, ele recebe um tratamento respeitoso. Algo compatível com sua condição de ex-presidente. Mas não se pode permitir que confundam deferência com privilégio, coisa muito comum em qualquer casta.
É hora de levar o pé a porta da cadeia. Se as autoridades bobearem, o PT e seu séquito acabam transformando a cela especial de Curitiba numa sucursal do Instituto Lula em Curitiba. Ou coisa pior. O que não falta no país é presidiário precisando de atenção de congressista. Desnecessário lembrar que 40% da comunidade carcerária brasileira mofa atrás das grades sem sentença.

Ana Amélia condenou o vídeo gravado por Gleisi Hoffmann à TV Al Jazeera.

"Espero que não seja uma convocação do exército islâmico para defender o PT", Senadora escancara a verdade sobre discurso de Gleise à Al Jazeera (veja o vídeo)
Ana Amélia pediu a palavra mais cedo na CCJ do Senado para condenar o vídeo gravado por Gleisi Hoffmann à TV Al Jazeera.

Espero que essa exortação feita pela senadora presidente do PT não tenha sido para convocar o exercito islâmico para vir ao Brasil fazer as operações de proteção ao partido que perdeu o poder, e agora parece ter perdido também a compostura, o respeito e o apoio popular. 
“A sociedade brasileira apoia a prisão na segunda instância e considera correta a prisão de Lula.”
A senadora alertou para o risco de “desordem institucional” a partir da convocação feita por Gleisi.

Veja fala da Senadora Ana Amélia na íntegra:

O guardião da Constituição desertou

Exatamente.
O STF, ao que se vê, desertou, de há muito, de ser o guardião da Constituição.
A decisão, além de bizarra, estapafúrdia e talidomídica é um escracho ao Direito Constitucional brasileiro.
Ora veja, o Senado Federal havia cassado e tornado o senador Demóstenes Torres, íntimo amigo do bicheiro Carlinhos Cachoeira, i-ne-le-gí-vel, por 8 (oito) anos.
Todavia, pasmem, o STF, digamos assim, "descassou" o senador, permitindo que ele venha concorrer, agora como Deputado já nesta eleição de 2018.
Adivinhem quem foram "mini"stros que votaram a favor de anular a condenação de inelegibilidade do Senador Demóstenes Torres?
Tcharããããmmmm!
Os de sempre: Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.
Segue o STF na sua linha fordista de produzir, a rodo, verdadeiras excrescências para o Direito Constitucional brasileiro.
Quando a injustiça e o "casuísmo" falam na mais alta Corte, a impunidade reina.
texto de Pedro Lagomarcino, advogado

Bolsonaro diz que ‘não teria problema’ em manter chefia do BC

Em mais um aceno ao mercado, Jair Bolsonaro disse que “não teria problema” em manter Ilan Goldfajn, o atual presidente do Banco Central, na chefia da instituição.

O presidenciável, porém, acrescentou que quem decide sobre isso é Paulo Guedes, seu principal conselheiro econômico.

“Quem vai manter ou não lá chama-se Paulo Guedes. É ele quem vai indicar, ele que conhece. Ele gosta do Ilan, eu sei disso. Não tenho problema com ninguém. Quero que a máquina funcione”, declarou Bolsonaro a um grupo de jornalistas.

Destino bíblico


"Pois tu és pó e ao pó retornarás" (Gênesis 3:19). 

Felizmente para Aécio Neves não será diferente.
Todavia, fato é que este pulha, que chegou ao cúmulo de dizer, "ipsis literis", que não fez dinheiro na vida pública, mas por outro lado pedia propina para os gângster Bati$ta$ Brother$ (We$ley e Joe$ley) pagar advogado, mesmo com o pomposo salário e todos os penduricalhos de Senador que recebe, já tem seu caminhado traçado: habitar a penitenciária, em longa estada que se avizinha.
O próximo, depois do "abominável homem das Neves", tem de ser Michel Temer, o "vampirão de garagem" que adorava receber, às escondidas, no porão da República das Bananas, situado no Palácio do Jaburu, os mesmos gângsters acima citados, com acesso livre ao Palácio Presidencial, a qualquer hora do dia.
Aliás, não só isso. Também adorava viajar com o jatinho emPresTado dos citados gângsters.
Lula, Dilma Rousseff, Michel Temer, Aécio Neves, Eduardo Cunha, Paulo Maluf, José Dirceu, José Genoíno, João Paulo Cunha, Delúbio Soares, João Vaccari Neto, Antônio Palocci são todos "gatos do mesmo balaio".
Uma verdadeira cambada, isso sim.
Lula, dentre todos, guarda uma "maravilhosa exceção" ao cidadão brasileiro de bem, qual seja, nesta vida, não há de sair tão cedo da cadeia, haja vista ter sido recém condenado em 1 (um) processo, diga-se de passagem, o mais simples de todos os outros 6 (seis) em que responde como réu, estes sim, deveras mais graves que o primeiro.
Queira Deus fazer estes pulhas não voltarem tão cedo a assombrar os destinos deste país e dos cidadãos brasileiros de bem.
texto por Pedro Lagomarcino, advogado 
Jornal da Cidade Online conteúdo

Cheirou mal a internação em segredo de Aécio Neves

Foi descoberto que o senador Aécio Neves esteve internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de um hospital de Brasília no ultimo sábado (14), tendo dado entrada às 8h da manhã.
Aécio teria realizado uma série de exames e deixado o hospital Santa Lúcia somente às 14h30, quando recebeu alta.
Causou ainda mais estranheza a revelação, em função do registro de internação do senador ter sido retirado do sistema do hospital.
Fonte fidedigna garante que Aécio chegou ao local reclamando de fortes dores e náuseas.
No hospital ninguém comenta o caso.
Trata-se de um assunto proibido entre funcionários, enfermeiros e médicos, segundo informa o Jornal da Cidade Online.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Aécio vira réu por unanimidade no STF por crime de corrupção. Falta agora pegar Joesley e seu grupo que assumiu mais de 200 crimes


O senador Aécio Neves (PSDB-MG) se tornou nesta terça-feira, 17, pelos crimes de corrupção e obstrução de Justiça, após concordância unânime dos ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador é acusado de atividades ilícitas no âmbito de um dos inquéritos resultantes da delação do empresário Joesley Batista, do grupo J&F.

Com base na decisão do ministro Marco Aurélio, relator do caso, os demais ministros acolheram uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Também são alvos da mesma denúncia e também se tornarão réus a irmã do senador Andrea Neves, o primo Frederico Pacheco e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), flagrado com dinheiro vivo. Todos foram acusados de corrupção passiva.

Aécio foi denunciado há mais de 10 meses ao STF. Segundo a denúncia, o tucano pediu a Joesley Batista, em conversa gravada pela Polícia Federal (PF), R$ 2 milhões que seriam supostamente devolvidos sob a forma de atuação política em benefício do Grupo JBS, a exemplo das confissões feitas pelo próprio Joesley em centenas de casos de corrupção que teria atuado durante os governos de Lula e Dilma.

Joesley também confirmou que mantinha contas no exterior nas quais teria movimentado mais de R$ 300 milhões para Lula e Dilma. Após conseguir um acordo de delação relâmpago com o então procurador-geral da República Rodrigo Janot, e garantir imunidade eterna, Joesley e seu irmão voltaram a delinquir. 

Os açougueiros de Goiás se aproveitaram do vazamento antecipado de uma transcrição adulterada do teor de sua gravação com o presidente Michel Temer para especular no mercado financeiro e faturar milhões com o caos instalado pelo vazamento da notícia falsa patrocinado pela Globo, que tinha o empresário como maior cliente. 

A Globo também faturou alto divulgando a transcrição falsa que não correspondia ao teor das gravações e usou o vazamento forjado para pedir a renúncia de Temer.

Até o momento, a Justiça parece ter alcançado o senador Aécio Neves, que terá agora que se submeter a um julgamento criminal no próprio STF ou ver seu caso seguir para a primeira instância, caso não consiga se reeleger e manter o foro privilegiado.

Resta saber se os ministros do STF e membros da PGR vão continuar blindando os açougueiros criminosos de Goiás que prosperaram durante os governos do PT de Lula e Dilma. Lula já foi preso por outros crimes, mas Dilma, citada por vários delatores sobre seu envolvimento em desvios de recursos públicos, permanece intocável. 

Já quanto à Rede Globo, a população não tem qualquer esperança de que algo seja feito para apurar possíveis responsabilidades da emissora na conspiração possivelmente criminosa forjada na PGR entre o ex-chefe do órgão, Rodrigo Janot, seus auxiliares diretos e Joesley Batista. 

José Dirceu admite que o PT roubou, prega luta para libertar Lula e ataca o juiz Sérgio Moro


Prestes a ter um recurso julgado no TRF-4 que pode resultar na decretação imediata de sua prisão nos próximos dias, o ex-ministro petista José Dirceu voltou a pregar a luta de forma implacável para libertar o ex-presidente Lula. Dirceu se reuniu nesta segunda-feira, 16, em Brasília, com cerca de 100 servidores petistas no Sindicato dos Servidores Públicos do Distrito Federal.

O petista estimulou que os presentes sejam implacáveis, que não deixem o governo federal funcionar e pregou que todo lugar deve ser uma trincheira. Dirceu afirmou que o papel principal do partido neste momento é de libertar o ex-presidente Lula e reelegê-lo já nas eleições de outubro.

"Nós temos de lutar, levantar a cabeça, enfrentá-los. Eles têm de ter certeza de que vamos ressurgir das cinzas. Nós temos de aprender a lutar em todas as frentes e temos de ser implacáveis com eles. Eles não nos deixaram governar. E por que vamos deixar eles governarem?", questionou.

Condenado pela Operação Lava Jato,  Dirceu proferiu ataques contra o juiz Sérgio Moro e disse que o agora não é hora apenas para resistir. Segundo o petista, Moro é um instrumento de um "aparato de perseguição política" no país. "Eles estão transformando o processo eleitoral em um simulacro. Ao banir o Lula das eleições deste ano, evidentemente que a eleição passa a ser um simulacro", criticou.

Apesar de estimular a fúria dos presentes, Dirceu reconheceu que o PT roubou o povo, reconheceu que o seu partido falhou, que cometeu erros e que, agora, é o momento dele formar uma frente de luta e "ir ao encontro do povo".

"Nós temos uma contradição. Nós ganhamos as eleições, mas não temos base popular para defender o governo", disse. "Nós cometemos erros. A solidariedade e o apoio da militância é porque ela é generosa", reconheceu o petista, admitindo que seu partido traiu o povo em seus compromissos históricos e que os defensores do PT o fazem apenas por uma questão ideológica.

Segundo informou a Folha, Dirceu pediu aos organizadores do encontro para que não fizessem transmissões ao vivo do encontro. Trajando uma camiseta vermelha, com o punho erguido, o petista foi recebido aos gritos de “guerreiro do povo brasileiro”. Dirceu ainda foi tratado como “comandante”, “líder” e “amigo”. Os ex-ministros petistas Gilberto Carvalho e Tereza Campello também participaram da plenária em Brasília, informou a publicação da Folha, que costuma ter acesso exclusivo a eventos e personalidades do PT.


Condenado a 30 anos e 9 meses de prisão, Dirceu deve ser preso antes deste final de semana.

Prêmio Nobel, Mário Vargas Llosa celebra prisão de Lula e detona hipócritas que ainda defendem o ladrão


O jornalista, ensaísta e escritor peruano Mario Vargas Llosa, laureado com o Nobel de Literatura de 2010, é um dos mais ácidos críticos do ex-presidente Lula e dos governos do PT no mundo. Graças à sua reputação, credibilidade e clareza com que expõe os desmandos do chefe da organização criminosa no Brasil há vários anos, Lula e o PT não conseguiram vender com tanta facilidade suas narrativas estapafúrdias no exterior. Llosa tem permanecido vigilante quanto à atuação da quadrilha de Lula no continente e costuma denunciar ao mundo todo o engodo do agora condenado e encarcerado líder da esquerda brasileira.

O povo brasileiro deve muito ao nobre jornalista, que se dispôs a alertar o mundo sobre o que estava acontecendo no Brasil ao longo da última década e meia, de modo que a narrativa de que Lula sofre perseguição política não vingou em lugar nenhum do mundo, exceto nos antros controlados pela esquerda no exterior, como universidades, sindicatos e entidades ligadas a correntes internacionais que defendem gente do quilate de Fidel Castro, Maduro, Chávez e outros corruptos que destruíram o futuro de gerações de latino americanos.

No texto abaixo, publicado no El País, Mario Vargas Llosa faz uma análise sobre a prisão de Lula e fornece ao mundo a real perspectiva do que de fato ocorreu neste momento histórico da Democracia no Brasil e no continente. Acompanhe?

"A entrada de Lula, ex-presidente do Brasil, em uma prisão de Curitiba para cumprir uma pena de doze anos de cadeia por corrupção deu origem a grandes protestos organizados pelo Partido dos Trabalhadores e homenagens de governos latino-americanos tão pouco democráticos como os da Venezuela e da Nicarágua, o que era previsível. Mas menos do que o fato de muita gente honesta, socialistas, social-democratas e até liberais considerarem que foi cometida uma injustiça contra um ex-mandatário que se preocupou muito em combater a pobreza e realizou a proeza de tirar, ao que parece, aproximadamente 30 milhões de brasileiros da miséria quando esteve no poder.

Os que pensam assim estão convencidos, pelo visto, de que ser um bom governante tem a ver somente com realizar políticas sociais avançadas e que isso o exonera de cumprir as leis e agir com probidade. Porque Lula não foi preso pelas boas coisas que fez durante seu governo, mas pelas ruins, e entre essas se encontra, por exemplo, a gigantesca corrupção na empresa estatal Petrobras e suas empreiteiras que custou à sofrida população brasileira nada menos do que dez bilhões de reais (desses, 7 bilhões em propinas).

Quem pensa tão bem de Lula, aliás, se esquece do feio papel de leva e traz que ele representou como emissário e cúmplice em várias operações da Odebrecht – no Peru, entre outros países – corrompendo com milhões de dólares presidentes e ministros para que favorecessem a transnacional com bilionários contratos de obras públicas.

É por essa razão e outros casos que Lula tem não só um, mas sete processos por corrupção em andamento e que dezenas de seus colaboradores mais próximos durante seu governo, como João Vaccari Neto e José Dirceu, seu chefe de Gabinete, tenham sido condenados a longas penas de prisão por roubos, esquemas ilícitos e outras operações criminosas. Entre as últimas acusações que pendem sobre sua cabeça está a de ter recebido da construtora OAS, em troca de contratos públicos, um apartamento de três andares em Guarujá.

Os protestos pela prisão de Lula não levam em consideração que, desde que ocorreu a grande mobilização popular contra a corrupção que ameaçava asfixiar todo o Brasil, e em grande parte graças à coragem dos juízes e promotores liderados por Sérgio Moro, juiz federal de Curitiba, centenas de políticos, empresários, funcionários e banqueiros foram presos ou estão sendo investigados e têm processos abertos. Mais de cento e oitenta já foram condenados e várias dezenas deles o serão em um futuro próximo.

Jamais algo parecido havia ocorrido na história da América Latina: um levante popular, apoiado por todos os setores sociais que, partindo de São Paulo, se estendeu depois por todo o país, não contra uma empresa, um político, mas contra a desonestidade, a enganação, os roubos, as propinas, toda a enorme corrupção que gangrenava as instituições, o comércio, a indústria, a atividade política, em todo o país. Um movimento popular cuja meta não era a revolução socialista e derrubar um governo, mas a regeneração da democracia, que as leis deixassem de ser coisa sem importância e fossem verdadeiramente aplicadas, a todos por igual, ricos e pobres, poderosos e pessoas comuns.

O extraordinário é que esse movimento plural encontrou juízes e promotores como Sérgio Moro, que, encorajados por essa mobilização, lhe deram uma via judicial, investigando, denunciando, enviando à prisão diversos executivos, comerciantes, industriais, políticos, autoridades, homens e mulheres de todas as condições, mostrando que é realizável, que qualquer país pode fazê-lo, que a decência e a honestidade são possíveis também no Terceiro Mundo se existe a vontade e o apoio popular para isso. Cito sempre Sérgio Moro, mas seu caso não é único, nesses últimos anos vimos no Brasil como seu exemplo foi seguido por incontáveis juízes e promotores que se atreveram a enfrentar os supostos intocáveis, aplicando a lei e devolvendo pouco a pouco ao povo brasileiro uma confiança na legalidade e na liberdade que quase havia perdido.

Há muitos brasileiros admiráveis. Mas, se eu precisasse escolher um deles como modelo exemplar ao restante do planeta, não hesitaria um segundo em eleger Sérgio Moro, esse modesto advogado natural do Paraná que, após se formar em advocacia, entrou na magistratura na oposição em 1996. Como já confessou, o que aconteceu na Itália nos anos noventa, a famosa Operação Mãos Limpas, lhe deu as ideias e o entusiasmo necessário para combater a corrupção em seu país, utilizando instrumentos parecidos aos dos juízes italianos da época, ou seja, a prisão preventiva, a delação premiada em troca da redução da pena e a colaboração da imprensa. Tentaram corrompê-lo, obviamente, e sem dúvida é um milagre que ainda esteja vivo, em um país onde os assassinatos políticos infelizmente não são uma exceção. Mas lá está, fazendo parte do que vem sendo uma verdadeira, apesar de ninguém ainda a ter nomeado assim, revolução silenciosa: o retorno da legalidade, o império da lei, em uma sociedade que a corrupção generalizada estava desintegrando e impedindo-o de passar de ser o “grande país do futuro” que sempre foi a ser o grande país do presente.

O grande inimigo do progresso latino-americano é a corrupção. Ela faz estragos nos governos de direita e esquerda e um enorme número de latino-americanos chegou a se convencer de que ela é inevitável, algo como os fenômenos naturais contra os quais não há defesa: os terremotos, as tempestades, os raios. Mas a verdade é que a defesa existe e justamente o Brasil está demonstrando que é possível combater a corrupção, se existirem juízes e promotores corajosos e responsáveis e, claro, uma opinião pública e imprensa que os apoiem.

Por isso é bom, para a América Latina, que homens como Marcelo Odebrecht e Lula tenham sido presos após ser processados, recebendo todos os direitos de defesa que existem em um país democrático. É muito importante mostrar em termos práticos que a Justiça é igual para todos, os pobres diabos do povo que são a imensa maioria, e os poderosos que estão no topo graças ao seu dinheiro e seus cargos. E são justamente esses últimos que têm maior obrigação moral de obedecer às leis e mostrar, em sua vida diária, que não é preciso transgredi-las para ocupar as posições de prestígio e poder que obtiveram, que elas são possíveis dentro da legalidade. É a única forma de uma sociedade acreditar nas instituições, repelir o apocalipse e as fantasias utópicas, sustentar a democracia e viver com a sensação de que as leis existem para protegê-la e humanizá-la cada dia mais".


Mario Vargas Llosa, Prêmio Nobel de Literatura

Dilma diz nos EUA que Lula está preso numa solitária e que Moro não deixa o petista falar com o povo


Após um passeio pela Europa às custas do dinheiro do povo, a ex-presidente Dilma Rousseff deu uma esticada para os Estados Unidos, onde falou na noite desta segunda-feira (16) que Lula está preso numa solitária e impedido pelo juiz Sérgio Moro de falar com o povo.

A petista falou em um evento no Centro para Estudos Latinoamericanos da Universidade de Berkeley, na Califórnia, um tradicional reduto de esquerda dos Estados Unidos.

“O Lula está preso numa solitária. Não bastaram prender o Lula. Também não querem deixar ele falar. O próprio juiz responsável pelo caso não quer que ele fale. O Lula não pode falar porque ele muda a opinião das pessoas”. Nos Estados Unidos, condenados podem receber apenas as visitas de familiares e advogados, assim como no Brasil.

Mas durante sua fala, Dilma acabou deixando escapar uma informação preciosa: ao que tudo indica, o PT não terá candidato nas próximas eleições de outubro. De acordo com a petista, "retirar a candidatura do petista seria como assumir que ele é culpado" informou a Folha.

“Lula é o nosso candidato”  e completou dizendo que “Ele estará nessa eleição - preso ou solto, morto ou vivo. Isso não é uma bazófia". De fato, pouco antes de se entregar à Polícia Federal, Lula não 'entregou' o PT ou a candidatura do partido nas mãos de ninguém. Ignorou Haddad e apenas desejou boa sorte aos pré-candidatos Guilherme Boulos, do PSOL e Manuela D'ávila, do PCdoB.

Além de atacar o juiz Sérgio Moro com mentiras, insinuando que o magistrado é responsável pela Lei de Execução Penal (Lei 7.210/1984) que relaciona os direitos do custodiado, e de dar com a língua nos dentes sobre os planos do PT, Dilma ainda atacou a provedora global de filmes Netflix, ao criticar a série "O Mecanismo", afirmando se tratar de uma peça política de “fakenews”.

“Lula tirou a maioria da população da pobreza e, por isso, está preso”

O perfeito idiota latino-americano Adolfo Pérez Esquivel pretende visitar Lula na cadeia nesta sexta-feira.

Ele disse para o Estadão:

“Lula tirou a maioria da população da pobreza e, por isso, está preso. É infame, não podemos tolerar.”

Sim, é infame.

Passaporte de Lula é furtado em Curitiba

Um assessor de Lula prestou queixa de furto do passaporte do ex-presidente, além de roupas, um frigobar, talão de cheques e outros objetos que estavam em seu veículo.

O caso está com a Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba.

O candidato Barbosa

Joaquim Barbosa tem tudo para subir nas pesquisas eleitorais.

O Estadão lista seus atributos:

“Barbosa tem qualidades evidentes como candidato. Em primeiro lugar, encarna a busca do eleitorado por um presidente que não apenas seja honesto, mas que também traga na alma a chama do combate à corrupção (…).

Ao contrário de tantos próceres do combate à corrupção no Brasil de hoje, ele não passa a imagem da indignação udenista, elitista, seletiva e de direita, contra representantes das classes populares.

E essa característica, naturalmente, é reforçada pelo fato de o ex-ministro do Supremo ser negro, assim, tem-se de novo uma imagem emblemática poderosa.”

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Acaba o infame acampamento “Lula Livre” em Curitiba

Mais uma derrota para o PT.
Chega ao fim o acampamento ‘Lula Livre’.
As barracas estão sendo desmontadas e todos devem deixar o local ainda na noite desta segunda-feira (16).
Na realidade, o esvaziamento já vinha acontecendo ao longo dos últimos dias.
O posicionamento é oficial e faz parte de um acordo entre as lideranças do movimento com a Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito, a Superintendência da Defesa Social e a Procuradoria Geral da Prefeitura de Curitiba.
No acordo realizado ficou pactuado que o espaço da vigília poderá ser mantido durante o dia, para tanto, apenas quatro tendas de apoio poderão ser mantidas no local.
O fôlego da insana militância está se esvaindo.

A pesquisa em que Bolsonaro chega a 25%

Em pesquisas não registradas no TSE, feitas para clientes privados, institutos mostram números diferentes daqueles divulgados ontem pelo Datafolha.

Numa delas, o condenado Lula aparece com 28% das intenções de voto (contra 31% no Datafolha) e Marina não tem mais do que 10% (contra 15% no Datafolha).

Na mesma pesquisa, Jair Bolsonaro tem 23%. Sem o condenado Lula, ele sobe para 25%. Bem mais do que os 17% que lhe dá o Datafolha, e a uma distância considerável de Marina, registrou O Antagonista.

Lula faz a sua primeira manifestação após a prisão e desafia Moro

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quebrou o silêncio em que se encontrava desde que foi preso.
Dirigiu-se através de uma carta aos integrantes do infame acampamento ‘Lula Livre’.
O texto foi divulgado no início da noite desta terça-feira (16).
Mesmo na condição de presidiário no cumprimento de sua pena, Lula continua desafiando o juiz Sérgio Moro, o TRF-4, o Ministério Público e a Polícia Federal.
Veja abaixo a íntegra da carta:
Eu ouvi o que vocês cantaram. Estou muito agradecido pela resistência e presença de vocês neste ato de solidariedade. Tenho certeza que não está longe o dia em que a Justiça valerá a pena. Na hora em que ficar definido que quem cometeu crime seja punido. E que quem não cometeu seja absolvido. Continuo desafiando a Polícia Federal da Lava Jato, o Ministério Público da Lava Jato, o Moro e a segunda instância a provarem o crime que alegam que eu cometi. Continuo acreditando na Justiça e por isso estou tranquilo, mas indignado como todo inocente fica indignado quando é injustiçado.
Grande abraço e muito obrigado.
Luiz Inácio Lula da Silva

Sai a favela, ficam os mortadelas. Governo do Paraná faz acordo com o PT sobre acampamento em frente a prisão de Lula


O Governo do estado do Paraná  firmou um acordo com o PT e demais entidades acampadas no entorno do prédio da Polícia Federal, onde o ex-presidente Lula está preso há cerca de dez dias. A parte logística do acampamento será transferindo para o parque Atuba, a cerca de 3 km do local do atual acampamento.

Serão transferidas as barracas, cozinhas e ônibus fretados pelo PT, MST e CUT para levar os manifestantes remunerados que atuam no sentido de manter o nome de Lula e de lideranças do PT em evidência na imprensa.

Logo após a assinatura do acordo, lideranças do PT, como os senadores Lindbergh Farias e Gleisi Hoffmann foram às Redes Sociais cantar vitória: "Esqueçam o parque Atuba, não vamos sair daqui.", comemorou Lindbergh,

Em nota, os organizadores do acampamento também cantaram vitória, logo após a assinatura do acordo com a secretaria estadual de Segurança do Paraná: "Seguiremos gritando todas as manhãs nosso 'Bom dia Lula' e enviando força e mensagens ao ex-presidente ao longo do dia", diz o texto.

Na prática, os acampados vão dormir a 3 km da prisão de Lula, mas devem continuar batendo cartão na frente da prisão do petista todos os dias, fazendo do local um palanque político permanente. Sai a favela, ficam os mortadelas.

Difícil mesmo é entender como essa gente pode cantar alguma vitória por conseguirem o direito de incomodar moradores do bairro para defender um criminoso condenado. Lula deu início ao cumprimento de uma pena de mais de 12 anos de prisão, após ter sido condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Em pouco tempo, o petista deve ser condenado em mais duas das sete ações penais que figura como réu. Segundo juristas, o petista deve somar cerca de 50 anos em condenações até meados de 2019.

Mas a verdade é que foram todos derrotados. A expectativa era a de criar transtornos e provocar as autoridades a retirar o acampamento a força do local. A tão sonhada 'truculência policial' seria uma ótima peça publicitária para Lula e o PT, já que o condenado não conseguiu o mesmo intento quando se refugiou no prédio do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, logo que teve sua prisão decretada. Na prática, os petistas ficaram novamente sem os confrontos com a Polícia, sem um defunto e foram colocados numa saia justa. Resta saber quanto tempo vão conseguir manter figurantes no local gritando bom dia para o condenado. O acampamento já não atrai mais a atenção da imprensa. Podem ficar lá dando bom dia para Lula por dez anos, que ninguém se importa mais. 

PATRONOS DA CORRUPÇÃO


A combinação da Operação Lava Jato com a jurisprudência que permitiu o cumprimento provisório da pena após a condenação em segunda instância foi a versão moderna da pesca milagrosa. Jamais se vira algo assim fora do Mar da Galileia! Era muito peixe graúdo na rede. A cada arrastão, a malha se fechava sobre poderosos empresários, executivos de inimagináveis salários, figuras destacadas da cena política nacional, tesoureiros e operadores de partidos políticos. Saqueada e abusada, durante década e meia, a nação passou a ser informada sobre o escândalo de cada dia – e cada dia tinha o seu - enquanto viaturas da Polícia Federal agitavam as alvoradas nacionais em operações de estranhíssimos nomes. Um bálsamo para quem tem senso de justiça.
Em longa tradição do Direito Penal brasileiro, não há interdição a que o réu, condenado em segunda instância, inicie o cumprimento da pena de prisão. Essa é a jurisprudência atual e foi esse o entendimento até que, em 2010, o STF fez valer a letra fria e visionária do inciso LVII do art. 5º da Constituição Federal: “Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença criminal condenatória”. Foi um desastre. Os processos eram empurrados para frente e para longe com os talões de cheques. Tão difícil ficou prender bandido rico que, em 2016, o mesmo STF retornou à orientação anterior. Foi um ano fervilhante. A operação Lava Jato desvendava os fundilhos da República, a justiça profissional de primeiro e segundo grau acelerava o passo e o recolhimento à prisão era ameaça bem próxima no horizonte dos criminosos. Formou-se fila para as colaborações premiadas. Fila de confessionário em domingo de Páscoa. Todos se apressavam em colaborar com a justiça, devolver dinheiro roubado, entregar os bens e os anéis mal havidos para salvar os dedos. E para poder usar o banheiro de casa. Subitamente, com a nova orientação, ninguém tinha dúvida sobre as próprias culpas.
No contundente diagnóstico do senador Romero Jucá, tornou-se urgente “estancar a sangria”. Frear a Lava Jato. O modo cirúrgico de suturar a artéria e parar os vazamentos incluía a participação do STF. Fazia-se necessário acabar com a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. Afinal, a Constituição diz que só depois de sentença criminal condenatória transitada em julgado, certo?
Certo, mas errado. O preceito se opõe à proteção da sociedade, impede a realização da justiça, desmoraliza os juízos de primeiro e segundo graus, distribui a esmo atestado de inocência a criminosos que são verdadeiros flagelos sociais engravatados, muitos dos quais já condenados, sobre cuja culpa não cabe dúvida alguma e em relação a quem a sociedade tem o direito de cobrar sanção penal.
Mude-se, então a Constituição, exigem os falsos ingênuos. Eles sabem, porém, que o Congresso Nacional jamais o fará porque é tudo que os criminosos com mandato parlamentar não querem, ora essa! Pelo mesmo motivo, aliás, não quiseram aprovar a PEC dos Recursos, com a qual o ministro Peluso pretendeu reduzir o elenco de possibilidades recursais que fazem amarelar os processos e produzem um Direito Penal eunuco.
É luta de vida ou morte para a impunidade. Constrange, dói na alma dos cidadãos cumpridores de seus deveres, que reconhecem a importância das instituições, saber que pelo menos cinco ministros do STF atuam com tanto denodo na mesma trincheira dos advogados de corruptos e corruptores. Nem se discuta se o STF pode, agindo no mundo dos fatos e vendo o Congresso que temos, reafirmar a bendita jurisprudência que está em vigor. O que precisa ser afirmado é bem diferente: o STF deve manter o atual entendimento se não quiserem seus ministros se constituírem em protetores da corrupção. Se o Supremo abandonar a nação no relento da impunidade geral, quem a protegerá? De onde virá a Justiça?
artigo de Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, arquiteto, empresário e escritor.

Moro afirma que é bom que o mundo observe o Brasil: "Teremos uma democracia mais forte, e uma economia ainda mais forte”


Durante sua fala na Universidade de Harvard, nos EUA, nesta segunda (16), o juiz federal Sérgio Moro afirmou que o que ocorre no Brasil é um fenômeno positivo, ao se referir indiretamente à prisão do ex-presidente Lula.

O magistrado foi direto ao ponto quando disse: “Vou ser claro: a democracia não está em risco no Brasil. Absolutamente não. O que está acontecendo é a luta pelo Estado de Direito”, declarou. “Eu acho que é exatamente o oposto. Ao final, nós teremos uma democracia mais forte, e uma economia ainda mais forte.” Afirmou Moro, após pedir licença aos presentes para fazer um “comentário inicial sobre o que está acontecendo” no Brasil.

“É importante dizer algumas coisas, porque o mundo está prestando atenção”. “Há alguma razão para estarmos orgulhosos, não de um juiz ou de alguns procuradores, mas do povo brasileiro como um todo”, afirmou, lembrando dos protestos contra a corrupção ocorridos nos últimos anos.

Moro voltou a citar uma frase proferida em 1903 pelo então presidente americano Theodore Roosevelt: “a exposição e punição da corrupção pública é uma honra para uma nação, e não uma desgraça”, destacou o magistrado

“Eu acho que isso define o que boa parte do povo brasileiro pensa neste momento”, disse.

O magistrado aproveitou sua fala e voltou a defender o fim do foro privilegiado, inclusive para juízes. Moro afirmou ser a favor de uma emenda constitucional para acabar com a ferramenta, que chamou de “um escudo contra a responsabilização”, afirmou Moro, aplaudido efusivamente pelo publico presente, formado por juízes, estudantes de direito e jornalistas.

Supremo julga nesta terça se põe Aécio no banco dos réus por R$ 2 milhões de Joesley da JBS-Friboi

A primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Marco Aurélio Mello, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso, julga nesta terça-feira, 17, se recebe a denúncia oferecida pela Procuradoria-geral da República (PGR) contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) pelos supostos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça, instaurado em maio de 2017, com base na delação da JBS.

O relator do inquérito é Marco Aurélio e a defesa do senador tem a expectativa de que a denúncia seja rejeitada pela Corte. Aécio aparece em uma gravação em que pede R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, um dos donos da J&F, que administra a JBS, sob a justificativa de que precisava pagar despesas com sua defesa na Lava Jato.

Nesse inquérito, também são investigados a irmã do senador, Andréa Neves, seu primo Frederico Pacheco de Medeiros e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (MDB-MG). Na conversa gravada entre Joesley e Aécio, base para a denúncia, eles acertam o pagamento dos R$ 2 milhões em quatro parcelas de R$ 500 mil. Aécio enviou o primo, Fred, e disse: “Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara”.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, acusou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) de usar o cargo para atingir ‘objetivos espúrios’ ao pedir o recebimento da denúncia, que havia sido feita pelo seu antecessor, Rodrigo Janot.

“O teor das articulações de Aécio Neves, obtidas por meio das interceptações telefônicas, ilustra de forma indubitável que a conduta do acusado, que procurou de todas as formas que estavam ao seu alcance livrar a si mesmo e a seus colegas das investigações, não se cuidou de legítimo exercício da atividade parlamentar. Ao contrário, o senador vilipendiou de forma decisiva o escopo de um mandato eletivo e não poupou esforços para, valendo-se do cargo público, atingir seus objetivos espúrios”, afirmou Raquel.

COM A PALAVRA, ALBERTO ZACHARIAS TORON, ADVOGADO DE AÉCIO

Procurado pela reportagem, o advogado de Aécio foi sucinto. “Nós não temos sinalização de como a Turma irá julgar, mas a expectativa é de ser rejeitado.”