domingo, 22 de abril de 2018

A ECONOMIA NA ERA LULA

O crescimento da economia brasileira na era Lula é tema recorrente na retórica do lulismo. Com efeito, no início do governo Dilma, o Brasil superou o Reino Unido e se tornou a sexta maior economia do planeta em números absolutos. Como isso aconteceu? A pergunta, aliás, me foi feita por um jovem que queria saber como responder a um colega que se valia desse fato para exaltar o governo petista. Sugeri a ele que desafiasse o colega a indicar três providências adotadas por Lula para obter tal resultado.
Trata-se de uma pergunta sem resposta possível. O crescimento da economia brasileira na era Lula resultou da combinação de dois fatores que nada tiveram a ver com seu governo. De um lado, o consistente superávit fiscal alcançado a muito custo e sob cerrada oposição petista no período anterior; de outro, o formidável ingresso da China como compradora no mercado de commodities. Na virada do milênio, assim como cresceu a economia brasileira, cresceram, também, todas as economias periféricas graças a um inusitado aumento, simultâneo, dos volumes exportados e dos preços das mercadorias.
No entanto, o que foi causa de muita alegria deu motivo às atuais tristezas. Na prosperidade, nascia um novo Lula, cheio de si, convencido, como o galo Chanteclair, de que o sol nascia porque ele cantava. A pessoa física de Lula era a causa da prosperidade nacional. Com ele, a vida seria sempre assim. O Brasil teria cadeira no Conselho de Segurança, sentaria entre os grandes da Terra, ele presidiria a ONU. Morria o Lula dos humildes e nascia o dos poderosos.
Quando a economia mundial foi varrida pelo tsunami causado pela crise do subprime, Lula rejeitou todos os chamados à prudência e à moderação. Descartou medidas de contenção dizendo que aquela crise, aqui, seria apenas uma marolinha. O Brasil era maior do que a crise. Para ilustrar a situação com apenas dois dos muitos excessos de nouveau riche que acometeram os governos petistas, em 2007 Lula foi buscar a Copa de 2014 e, em 2009, contratou os Jogos Olímpicos de 2016.
Para manter a galinha em voo, o endividamento voltou a crescer, os juros a subir, a inflação retornou aos dois dígitos e o governo deitou mão, inclusive, do cofrinho das aposentadorias dos fundos de pensão das estatais. O Estado inchou, a galinha engordou, as asas desistiram de bater e o PIB despencou 10,4%.
Esses são os fatos. Se há algo que se possa atribuir a Lula em relação à economia brasileira são as consequências de uma gestão irresponsável no desenrolar de seu segundo mandato (2007-2011) e a igualmente leviana indicação de sua estabanada sucessora.
artigo por Percival Puggina,  membro da Academia Rio-Grandense de Letras, arquiteto, empresário e escritor 

Os 48 alvos da Lava Jato que podem perder o foro privilegiado

Quarenta e oito políticos alvos da Lava Jato – ou de seus desdobramentos – poderão ficar sem foro privilegiado se não se reelegerem em 2018, registra a Folha.

PRESIDENTE
Michel Temer (MDB-SP)

GOVERNADORES
Renan Filho (MDB-AL)

Robinson Faria (PSD-RN)

Fernando Pimentel (PT-MG)

SENADORES
Aécio Neves (PSDB-MG)

Ciro Nogueira (PP-PI)

Edison Lobão (MDB-MA)

Eunício Oliveira (MDB-CE)

Gleisi Hoffmann (PT-PR)

Humberto Costa (PT-PE)

Ivo Cassol (PP-RO)

Renan Calheiros (MDB-AL)

Romero Jucá (MDB-RR)

Valdir Raupp (MDB-RO)

DEPUTADOS FEDERAIS
Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)*

Alfredo Nascimento (PR-AM)

Anibal Ferreira Gomes (MDB-CE)

Antônio Brito (PSD-BA)

Andres Sanchez (PT-SP)

Arlindo Chinaglia (PT-SP)

Arthur Maia (PPS-BA)

Beto Mansur (PRB-SP)

Cacá Leão (PP-BA)

Carlos Zarattini (PT-SP)

Celso Russomanno (PRB-SP)

Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)

Fábio Faria (PSD-RN)

Heráclito Fortes (PSB-PI)

José Carlos Aleluia (DEM-BA)

José Mentor (PT-SP)

José Otávio Germano (PP-RS)

Lázaro Botelho Martins (PP-TO)

Lúcio Vieira Lima (MDB-BA)

Luiz Fernando Faria (PP-MG)

Marco Maia (PT-RS)

Maria do Rosário (PT-RS)

Mário Negromonte Jr. (PP-BA)*

Milton Monti (PR-SP)

Missionário José Olímpio (DEM-SP)

Ônyx Lorenzoni (DEM-RJ)

Roberto Balestra (PP-GO)*

Rodrigo Garcia (DEM-RJ)

Rodrigo Maia (DEM-RJ)

Sandes Júnior (PP-GO)

Vander Loubet (PT-SP)

Vicentinho (PT-SP)

Yeda Crusius (PSDB-RS)

Waldir Maranhão (PSDB-MA)

Renan ataca Janot e Dallagnol

Em vídeo publicado no Facebook, Renan Calheiros reclama da decisão de Rodrigo Janot de concorrer a uma vaga no Conselho Superior do Ministério Público, registra O Antagonista.

“O Ministério Público Federal não pode continuar a ser medido pela régua imunda de Janot e dos doidivanas Eduardo Perella, Deltan Dallagnol, Anselmo Barros e Marcelo Miller, que foram pegos com a mão na botija da JBS, bebericando num boteco em Brasília. Enquanto perseguiam, prendiam, tentavam afastar, prender com provas ou sem provas, nivelando culpados com inocentes. Isso lembra O Alienista, de Machado de Assis, onde o Simão Bacamarte internou uma cidade inteira achando que todos eram doidos.”

Joaquim Barbosa, o imarcável

O fato de Joaquim Barbosa ser imarcável ideologicamente — porque o seu pensamento move-se ora para a centro-direita, ora para a centro-esquerda — está deixando os seus dois principais adversários desnorteados.

O principal adversário interno é Ricardo Coutinho, o lulopetista mais ferrenho do PSB. Coutinho  quer marcá-lo como “de direita”.

O externo é Jair Bolsonaro, que quer marcar Barbosa como “de esquerda”.

Divertido.

Incendiou, Marco Aurélio?

Em 24 de janeiro, Marco Aurélio Mello disse que a prisão de Lula “poderá incendiar o país”.

Lula está preso há 15 dias, e o máximo que vimos foi o MST queimar meia dúzia de pneus para atrapalhar o trânsito nas estradas, o MTST invadir o triplex do Guarujá e militantes petistas agredirem um empresário em frente ao Instituto Lula.

Marco Aurélio, além da sua própria obsessão de pautar no Supremo a revisão da prisão em segunda instância, por acaso viu algo de incendiário vindo do povo brasileiro de fato?

Ou era só campanha do medo mesmo?

VÍDEO: “O Gilmar hoje é nosso aliado”, diz deputado do PT

Circula pelo WhatsApp um vídeo em que o deputado Wadih Damous (PT-RJ) diz que Gilmar Mendes é hoje um aliado do PT.

Sentado ao lado de companheiros de militância, o petista critica o próprio partido, ataca a Lei da Ficha Limpa, que veda a candidatura de corruptos condenados em segunda instância, como Lula, e conta ter levado ao ministro do STF as denúncias de Rodrigo Tacla Durán, o advogado-doleiro que lavou dezenas de milhões em propinas para as empreiteiras do petrolão.

“O PT embarcou nessa onda moralista desde lá de trás. O que que é a Lei da Ficha Limpa? A Lei da Ficha Limpa significa dizer o seguinte: o povo não sabe escolher, quem escolhe é o Poder Judiciário. Claro. Que o povo é burro, o povo só escolhe corrupto, o povo só escolhe bandido. E aí o pessoal fica zangado.

Eu (es)tive ontem com o Gilmar. Nós fomos lá levar as denúncias do Tacla Durán pra ele. Quem vai botar a boca no trombone para apurar as denúncias? É o Gilmar Mendes. Então, assim, nós temos que aprender a perceber o jogo do xadrez e a fazer política. O Gilmar hoje é nosso aliado, amanhã volta a ser o nosso inimigo, mas hoje ele é nosso aliado. E nós somos aliados dele.”

Assista ao vídeo:

Homens, negros e jovens também são os que mais matam

No domingo passado, O Antagonista destacou um consenso entre especialistas ouvidos pelo G1: “o perfil de quem mata é parecido com o perfil de quem morre”.

Neste sábado, a Folha confirma a tese.

Nos 61.283 casos de mortes violentas ocorridas em 2016 no Brasil, a maioria das vítimas são homens (92%), negros (74,5%) e jovens (53% entre 15 e 29 anos), segundo o jornal.

“Traçar o perfil de quem mata no Brasil, por outro lado, é uma tarefa mais difícil, devido à ausência de dados oficiais e à falta de conclusão das investigações sobre a maior parte dos casos.

Alguns estudos, porém, oferecem pistas. Um dos mais reveladores é ‘Mensurando o Tempo do Processo de Homicídio Doloso em Cinco Capitais’ (2014), da pesquisadora da FGV Ludmila Mendonça Lopes Ribeiro, que identifica gargalos na Justiça criminal.

O trabalho analisa mortes ocorridas em 2013, com autoria identificada, em Belém, Belo Horizonte, Goiânia, Porto Alegre e Recife.

Os autores dos crimes tinham as mesmas características da maioria das vítimas: homens, negros e jovens.”

“Eu poderia ter fugido”, diz Lula (veja o vídeo)

O site oficial do PT divulgou um vídeo gravado no Sindicato dos Metalúrgicos momentos antes de Lula ser preso.

O comandante máximo da ORCRIM disse, entre outras coisas, que “poderia ter fugido” e que não sabe se Sergio Moro e Deltan Dallagnol, seus acusadores, são inocentes.

VEJA:

CUIDADO, HÁ CHAVISTAS POR AQUI TAMBÉM

Bastou que Hugo Chávez, há quase 20 anos, começasse a derrubar a democracia na Venezuela, com seu socialismo de frágeis letras e piores números, para surgir aqui seu fã-clube. Ele plantava estatização, cerceamento de liberdades individuais, fechamento de jornais, ódio ao capitalismo, culto de personalidade - e a turma, ao sul do Equador, delirava num misto de inveja e felicidade. Quando o venezuelano parlapatão apareceu em Porto Alegre no Fórum Social Mundial, o estrago já tinha porte suficiente para que o responsável virasse estrela. Não havia, ainda, destroçado a economia de seu país, mas como bom admirador do regime cubano estava no caminho certo. Seria tudo uma questão de tempo. Honra e louvor, então, da esquerda gaúcha ao ditador venezuelano.
 Alguns anos mais tarde, a morte sepultou-lhe o corpo, despachou-lhe a alma ao devido lugar, mas os despojos ideológicos foram confiados ao sucessor Nicolás Maduro. Estatísticas dos países de acolhida indicam que 7% da população, mais de dois milhões de pessoas, deixaram o país em busca de oportunidades para sobrevivência. A inflação alcançou 2.616% em 2017. Quatro anos consecutivos de crescente recessão deram um tombo de 35% no PIB em relação ao que era em 2014. O socialismo mata.
Todo esse desastre econômico e social não foi suficiente para que houvesse uma única baixa em sua legião de admiradores que falam portunhol. Ao longo de duas décadas, debati dezenas de vezes com entusiasmados interlocutores chavistas. Ninguém até hoje se retratou das tolices ditas sobre essa maldita receita que, sistematicamente, quebra todos os ovos sem fazer uma única omelete. Patologia incurável! Nicolás Maduro, leio no Estadão deste sábado, 14, quer elevar o número de seus milicianos, hoje um contingente de 400 mil pessoas. “Se queremos de verdade garantir a paz, proponho que, em um ano, haja uma expansão para um milhão de homens e mulheres uniformizados e armados”, disse Maduro durante recente parada militar.
Em julho do ano passado, enquanto os venezuelanos eram executados nas ruas pelas milícias chavistas, PT, PCdoB e PDT subscreveram declaração do 23º Encontro do Foro de São Paulo, em Managua, defendendo a ampliação dos poderes de Maduro pela nova Constituinte, exaltando o “triunfo das forças revolucionárias na Venezuela” e afirmando que a “revolução bolivariana é alvo de ataque do imperialismo e de seus lacaios”. Um pouco antes disso, os deputados petistas Paulo Pimenta, Carlos Zaratini e João Daniel, e o psolista Glauber Braga, incentivavam o confronto. Matéria de O Globo, transcreve a posição de Paulo Pimenta: — “Resistam contra o avanço da direita fascista! Vamos às ruas em defesa do projeto da revolução bolivariana! Contem conosco. Estamos juntos nesta luta!”.
O pior é que estão juntos, mesmo. Eles veem o que está acontecendo na Venezuela e não se importam. Muito cuidado, pois, com os chavistas que falam portunhol. Há uma eleição logo aí adiante.
artigo de Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras,  arquiteto, empresário e escritor 

Eleição sem Lula é a morte política dos que chegaram ao poder graças à indicação do condenado


Esta semana, mais um grupo de políticos desesperados pretende visitar o ex-presidente Lula na cadeia. Estão todos em fim de mandato e sem qualquer chance de vencer uma eleição sem a influência do condenado nos palanques.

Muitos se surpreendem com o fato de políticos briguem tanto para visitar o ex-presidente Lula na prisão. Afinal, como interpretar a caravana de pré-candidatos para visitar um criminoso condenado?

O fato é que o ex-presidente Lula ainda possui um expressivo poder de transferência de votos. Expressivo até certo ponto, na verdade. Em determinadas regiões do país, o petista consegue até 30% de aprovação popular. Isto não é suficiente para eleger ocupantes de cargos executivos, mas é mais que bastante para eleger candidatos a cargos legislativos, como deputados estaduais, federais e senadores. Mas para que isso ocorra, Lula precisava estar solto. De nada adianta aos desesperados ter um cabo eleitoral na  prisão.

Com Lula preso, ninguém no campo da esquerda irá se beneficiar de todo potencial de transferência de votos do petista. O que restou de seu poder de eleger políticos está preso com ele na sala do quarto andar do prédio da Polícia Federal em Curitiba. Como Lula não poderá fazer campanha nem da prisão, boa parte dos políticos de esquerda que sempre dependeram dele para se eleger vão amargar uma derrota certa nas eleições de outubro. Não é por acaso que a maior preocupação dos políticos do campo da esquerda no momento é o 'isolamento' do ex-presidente.

Sem a presença de Lula nos palanques, Gente como Lindbergh Farias, Gleisi Hoffmann, Humberto Costa e outros parlamentares devem ficar de fora do Congresso no ano que vem. Nos estados a municípios, novas lideranças devem ocupar o vácuo deixado por Lula.

sábado, 21 de abril de 2018

Petistas cobram do Congresso por despesas que tiveram para protestar contra prisão de Lula


O grupo de parlamentares do PT que participou dos protestos contra a prisão do ex-presidente Lula quando o petista se refugiou no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo entre os dias 5 e 6 de abril querem que o contribuinte pague pelas  despesas que tiveram.

Entre os parlamentares que apresentaram a cobrança ao Congresso Nacional, estão o senador Humberto Costa (PT - PE), a deputada Maria do Rosário (PT- RS), o deputado Sibá Machado (PT - AC), Nelson Pellegrino (PT - BA),  Paulo Teixeira (PT - SP),  Vicente Cândido (PT - SP) e o deputado Marco Maia (PT - RS), segundo o Estadão.

Para se ter uma ideia, apenas o senador Humberto Costa (PE) gastou do dinheiro do Senado R$ 1.463,78 em bilhetes aéreos nos dias em que esteve ao lado de Lula na sede do sindicato. O petista disse, via assessoria, que viajou a São Paulo “no exercício das suas atividades parlamentares”.

Entre os reembolsos cobrados pelos petista, há despesas de pedágio, abastecimento de veículos, táxi e Uber, passagens aéreas compradas às vésperas do voo, pão de queijo, refeições e lanches. A publicação informa que além destes, os demais parlamentares do PT ainda tem 90 dias para apresentar pedidos de reembolso ao Congresso.

Ouvido pelo Estadão, o economista Gil Castello Branco, da ONG Contas Abertas, afirmou que é discutível enquadrar como atividade parlamentar despesas com atos em defesa de Lula ou visitas ao petista na cadeia. “A verba é pública e tem que ser usada no exercício da atividade parlamentar”, disse. “As notas podem ser legítimas, o problema é a finalidade. Até que ponto os parlamentares estão dentro do exercício da atividade parlamentar quando estão indo visitar um condenado, cujo processo legal foi cumprido?"

José Dirceu já tem data para ir em cana. Petista já foi notificado pelo TRF-4 sobre condenação a 30 anos e 9 meses de prisão


O ex-ministro José Dirceu já pode fazer as contas de quantos dias faltam para ir em cana novamente. O petista já foi notificado pelo  TRF-4  (Tribunal Regional da 4.ª Região de Porto Alegre) sobre as etapas finais da jurisdição em segunda instância de seu processo, no qual foi condenado a  de 30 anos e 9 meses de prisão.

O TRF-4 publicou o acórdão do julgamento dos embargos infringentes do petista nesta sexta-feira, 20, um dia depois da 4ª Seção do mesmo Tribunal ter negado um recurso apresentado pela defesa de Dirceu.

A partir desta data, abre-se o prazo de dez dias corridos mais dois dias (que não podem cair em fim de semana e feriado) para que a defesa do petista apresente o último recurso cabível, no caso, os embargos de declaração que não alteram em nada o resultado do julgamento e a decisão sobe o início da execução da pena do condenado.

Como o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, negou um pedido de liminar no qual a defesa de Dirceu pedia para que seu cliente não fosse preso ao final da jurisdição no TRF-4, a previsão é a de que o ex-ministro petista volte para a cadeia antes do final de duas semanas.

Assim como ocorreu com o ex-presidente Lula, o  TRF-4 notificará o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo na primeira instância, a quem caberá decretar a prisão de Dirceu. 

Bretas dá a volta em Gilmar e vida de Cabral fica ainda mais complicada

O ex-governador Sérgio Cabral, homem que usou e abusou das farras com o dinheiro público e que tem enorme responsabilidade pela atual situação do Rio de Janeiro, mesmo na condição de presidiário, conseguia um tratamento extremamente diferenciado, em Benfica.
O juiz Marcelo Bretas tentou acabar com essas regalias, determinando a sua transferência para o presídio federal de Campo Grande (MS).
O ministro Gilmar Mendes não permitiu e acatou recurso da defesa de Cabral, mantendo-o no aconchegante presídio de Benfica.
Algum tempo passado e com a continuação das denúncias sobre as benesses de Cabral, como ele é réu também em Curitiba, o juiz Sérgio Moro determinou a sua transferência para a capital paranaense.
Na época, Gilmar estava de férias e não teve quem socorresse o ex-governador, que acabou sendo transferido.
Tão logo retornou das ‘merecidas’ férias, Gilmar já tinha em sua mesa um novo recurso de Cabral, pedindo o seu retorno para o Rio.
Prestativo, novamente Gilmar deferiu.
Todavia, como a nova decisão não explicitava o presídio, Bretas deu a volta em Gilmar e mandou Cabral para Bangu 8.
Na nova morada, Cabral não tem qualquer regalia e é tratado como preso comum, em condições bem mais duras do que em Curitiba.
Só sai da cela por duas horas diárias.
Em Benfica, por exemplo, as celas abriam às 8h, fechavam às 18h e ele circulava pelo presídio o dia inteiro.
Se deu mal...

E o  ministro certamente se sentiu panaca...

CONTRA OS FATOS, OS CHAVÕES

Não era incomum, nos meus tempos de escola primária, que algum colega mais irrequieto fosse obrigado a perder o recreio escrevendo no quadro negro uma centena de vezes: “Não devo conversar durante as aulas”. Quando retornávamos, o coitado ali estava, solitário, infeliz e sujo de giz, contemplando o produto de sua desgraça, convencido de que em boca fechada não entra mosca.
Os que nos querem convencer de que as idéias marxistas funcionam fazem bom uso da insistente repetição dos seus chavões. Um deles afirma que “as desigualdades sociais são fruto desse modelo concentrador que aí está”. Ou seja, elas decorreriam da economia de mercado, do direito à propriedade privada, da liberdade de empreender, do tal capitalismo. Apontam a miséria da África e da Ibero-América como resultado desse “modelo” explorador e desumano. Repita-se isso até a exaustão e você não duvidará de que os africanos eram ricos, prósperos, poderosos e bem nutridos até a chegada das desgraças ocidentais e que norte-americanos, europeus, japoneses, canadenses e australianos vivem à custa das esplêndidas riquezas sul-americanas.
Acreditaremos, também, que nossos projetos com vistas à prosperidade nacional, conduzidos por longa e estável série de governantes sábios, prudentes e dedicados ao uso lúcido e honrado dos recursos públicos, sob um sistema de governo e uma ordem constitucional moderna e eficiente, só fracassam por causa da ganância externa. Pela insistente repetição, assumiremos como verdadeiro que todo o bem que afanosamente fazemos por nós mesmos tropeça em coisas satânicas como Consenso de Washington, Clube de Paris, FMI, G7, G8, Escola de Chicago, Fórum de Davos e outras sinistras conjunções empresariais ou zodiacais.
Para que a culpa possa ser atribuída “a esse modelo que aí está”, é preciso jamais mencionar a concentração de riqueza do antigo Egito, de certas dinastias chinesas, do Indostão, do Império Romano, dos barões medievais, dos comerciantes venezianos e genoveses, dos banqueiros surgidos no Renascimento. É preciso esquecer que a fome era endêmica na Europa em pleno período colonial e assim permaneceu até meados do século passado. E é preciso, principalmente, jogar nas sombras da ignorância dois fatos essenciais: 1º) que foi precisamente sob o regime das economias de mercado e com o surgimento das democracias constitucionais que a renda passou a ser mais bem distribuída entre os cidadãos; e 2º) que o modelo mais radicalmente oposto a “esse que aí está” somente gerou opressão, corrupção, genocídio e miséria. Mas essas são coisas que ninguém diz e ninguém repete.

artigo de Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras,  arquiteto, empresário e escritor 

Sem dinheiro e prestes a fechar as portas, Instituto Lula 'transfere' funcionários para PT e CUT

O sobrado localizado em uma rua tranquila, a poucos metros do Museu do Ipiranga, em São Paulo, já foi o centro de convergência dos principais líderes políticos do País. Em suas salas, decoradas com posteres e fotos que louvam o socialismo, já passaram grandes empresários, artistas e intelectuais. Hoje, o imóvel que abriga o Instituto Lula parece um deserto. 


Na última semana, a reportagem da revista IstoÉ acompanhou a movimentação e constatou que pouco mais de dez pessoas entram e saem do sobrado diariamente. Um deles é Paulo Okamotto, o presidente da instituição que, atolada em dívidas, vive seu ocaso. Antes da prisão de Lula, a movimentação de petistas e aliados ainda era constante no Instituto, mesmo com a Lava Jato em pleno curso. O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, por exemplo, era um habitué. “Desde que o homem foi embora, acabou”. Essa é a frase repetida pelos taxistas dos dois pontos próximos. Guardadores de carros, manobristas de estacionamentos e garçons testemunham diariamente o esvaziamento do Instituto. A movimentação se restringe ao ir e vir de funcionários, em número cada vez menor, que circulam entre a sede principal e um sobrado na rua detrás também usado como escritório da entidade. O que ainda chama a atenção são os grafites na porta da garagem, que atraem olhares curiosos de quem entra ou sai do hospital situado no outro lado da rua.


Corte de funcionários

Da época das doações milionárias e das caríssimas palestras proferidas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficaram apenas lembranças e alguns processos. O Instituto Lula naufraga em dívidas, operações suspeitas e bloqueios bancários e patrimoniais. Desde a terça-feira 10, a Justiça indisponibilizou cerca de R$ 30 milhões em recursos e bens da entidade, do próprio Lula, de sua empresa de eventos e palestras — a L.I.L.S. — e de Paulo Okamotto. A decisão foi tomada pela 1ª Vara de Execuções Fiscais de São Paulo com o intuito de tentar quitar as dívidas fiscais com o governo federal e comprometeu definitivamente as finanças da entidade.

Os recursos ainda disponíveis seriam suficientes para cobrir apenas os próximos dois meses, mesmo assim com drástico corte de despesas, inclusive salariais, em uma folha de pagamentos que soma R$ 490 mil mensais. Sem dinheiro para pagar funcionários, alguns foram "transferidos" para a sede do PT, para assessorias parlamentares de petistas ou até mesmo para sindicatos da CUT. Uma campanha de arrecadação disponível no site da entidade tenta recolher R$ 720 mil para manter as contas em dia até a virada do semestre. Até quarta 18, apenas R$ 163,4 mil haviam sido angariados.

Diante de tantas dificuldades, o Instituto alega, em nota, ser alvo de uma “campanha judicial e midiática” movida contra o ex-presidente. Os advogados de Lula afirmam que os bens bloqueados inexistem e tentam recurso na Justiça, já que os débitos com o Fisco estão em discussão na esfera administrativa.

Suíça indica que novos nomes vão surgir na Lava Jato

Novos nomes de pessoas implicadas na Operação Lava Jato ainda vão aparecer. Quem garante isso são os investigadores suíços que, três anos depois de iniciar inquéritos, apontam que ainda estão trocando informações sobre dezenas de contas envolvendo verdadeiras fortunas com o Brasil. Hoje, mais de cem casos criminais estão em andamento na Suíça contra eventuais implicados na Lava Jato. 

“Do ponto de vista da Suíça, o caso definitivamente não terminou”, confirmou o procurador-geral da Suíça, Michael Lauber. Questionado se isso significa que novos nomes ainda aparecerão, seu adjunto em Berna, Jacques Rayroud, deixou claro: “acho que vocês escutarão”. "Acredito que existam ainda muitas informações e muita informação a ser fornecida. Mas as trocas de dados (entre Brasil e Suíça) são muito boas. Nesse momento, acredito que o Brasil tenha tido acesso a uma grande parte", disse o procurador. 

Apesar dos avanços nos trabalhos e dos amplos elogios dos suíços aos procuradores brasileiros, Lauber insiste que cabe ao Brasil julgar e oferecer provas para que possa recuperar o dinheiro ainda bloqueado. 

“Não trabalhamos para o Brasil. Trabalhamos para a Suíça”, disse, ao justificar o fato de que um volume de R$ 2,8 bilhões continua bloqueado em contas no país europeu, três anos depois do início dos inquéritos. “Ainda temos US$ 800 milhões bloqueados. O objetivo é o de fazer a investigação. Isso significa que temos lavagem de dinheiro ou corrupção internacional. Mas precisamos ter o delito original”, disse. 

“Liberar o dinheiro não depende apenas de nós. Mas de todos os implicados e isso pode ainda durar”, indicou o procurador-geral. Além de estabelecer o delito original, a ideia é de que a informação prestada pelo Brasil permita que os suíços possam, então, entrar na história para investigar. “Não estamos aqui para duplicar o trabalho ou fazer a seu lugar. Mas para ajudar e lutar contra abuso do mercado financeiro suíço”, disse.  

Conforme o Estado antecipou nesta sexta-feira, 20, o MP suíço confirmou em um informe anual que, de uma forma geral, bloqueou mais de US$ 1 bilhão em ativos relacionados a suspeitos citados na Operação Lava Jato. Desse total, pouco mais de US$ 200 milhões foram repatriados ao Brasil. 

“O futuro desse dinheiro é o de dar de volta aos seus donos de direito, seja quem for. Mas, para isso, precisamos com certeza ajuda dos demais”, insistiu. “Não queremos esse dinheiro se ele não pertence aqui”, garantiu. 

Lauber lamentou o fato de que a força-tarefa conjunta entre Suíça e Brasil jamais ter sido formada. O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia fechado um entendimento com Berna. Mas, em 2016, o Estado revelou que o projeto foi bloqueado no Ministério da Justiça e acabou jamais entrando em vigor. 

Segundo Lauber, o mecanismo teria sido importante no início do processo, quando se estabelecia ainda o crime principal. Hoje, a prioridade seria menor. “Mas sempre enfatizamos a importância de um grupo conjunto”, disse. “Seria um dos primeiros casos de uso desse instrumentos para corrupção. Mas aceitamos que, neste momento, não é uma prioridade total no Brasil. Anda assim, não está totalmente encerrado”, afirmou.

Rayroud, procurador-geral adjunto, destacou o fato de que o volume de informação na Lava Jato apenas conseguiu ser lidado diante da criação de uma força-tarefa dentro do MP suíço, capaz de trazer especialistas de diferentes departamentos dentro da procuradoria. “Tivemos de nos organizar de forma diferente”, disse. Segundo ele, o grupo se reúne uma vez por semana para “gerar prioridades e estabelecer estratégias”.

Todos em Berna, porém, insistem que a cooperação com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, continua “excelente”. “Não vemos qualquer tipo de impedimento”, disse Lauber, apontando que uma missão de seu gabinete foi ao Brasil no início do ano para trocar informações e ouvir réus.  

Bancos. Parte do objetivo dos suíços em manter o processo é o de descobrir como suas instituições poderiam ter colaborado com o esquema no Brasil. Segundo Lauber, o processo está passando de uma primeira fase das investigações para também olhar para o papel dos intermediários suíços. 

Por enquanto, um processo criminal já foi aberto contra um banco suíço. Mas o MP não descarta que outros possam ser alvo de processo. 

Outro foco dos suíços é o de ampliar a cooperação para o restante da América Latina. “Esse é um caso que tocou todo o continente. Existem muitos países que estão interessados (em cooperar com a Suíça”, completou. 

Os procuradores insistem que, mesmo depois do acordo de leniência da Odebrecht em dezembro de 2016, os inquéritos continuaram e que mais de 50 pedidos de cooperação foram apresentados por governos estrangeiros para que Berna repasse dados bancários de suspeitos. Além disso, os suíços buscam informações ainda sobre operadores e gestores suíços que tenham participado do esquema.

'A impunidade não foi resolvida porque há um forte núcleo de resistência no STF', diz Gabeira

O jornalista Fernando Gabeira, em artigo publicado no jornal O Globo, diz que o combate à impunidade no Brasil esbarra na aliança entre políticos corruptos que lutam para permanecer no poder e ministros do Supremo Tribunal Federal. Segundo Gabeira, "Essa aliança de políticos que não dependem do voto de opinião com ministros do STF engajados na defesa da impunidade, ou embriagados nas suas teses generosas, é uma constelação difícil de ser batida".

Leia abaixo o artigo completo: 
O verão está no fim. Sinto pela temperatura da água, pelos ventos mais frios. Na Europa, segundo Hermann Hesse, há verão que tem morte súbita: uma trovoada, dias de chuva e ele não volta mais.
Não é adequado falar das estações do ano numa página de política. Elas nos remetem à passagem do tempo, aos lances da vida passada, e só servem para ressaltar a tristeza do momento no Brasil.
Caminhamos para uma eleição imprevisível não apenas por causa das pessoas que a disputam, mas também pela falta de dados sobre o que farão, caso cheguem ao poder.
Fica difícil olhar para a frente. A questão da impunidade não foi resolvida porque há um forte núcleo de resistência no STF.
Os ministros desse núcleo não consideram o caso encerrado, pelo contrário, estão dispostos a uma luta permanente, a uma guerrilha técnica para soltar os que estão presos e impedir a prisão dos que ainda estão na rua.
Lewandowski e Toffoli são simpáticos ao PT e desprezam a luta contra a corrupção, talvez pela própria análise da esquerda que a considera um fato de pé de página nos livros de história.
Gilmar Mendes não tinha essa posição, mas ao longo desses anos tornou-se um grande adversário da Lava-Jato. Na sua fúria, ele se identifica com a esquerda na medida em que quer soltar os que estão presos e, se possível, prender juízes e procuradores.
Juntam-se a eles Marco Aurélio e Celso de Mello, que parecem comprometidos com uma generosa tese jurídica e pouco se importam com suas consequências catastróficas na vida real brasileira.
Não vou repetir o mantra de que a sociedade está dividida: este mito é um bálsamo para as minorias. A sociedade apoia maciçamente a Lava-Jato e quer punição para os culpados.
Mas o que pode a sociedade contra eles? No seu delírio de mil e uma noites na Al Jazeera, Gleisi Hoffmann disse que a imprensa manda no Supremo. Sabemos que não é assim. A imprensa reflete um clamor social contra a impunidade. O próprio comandante do Exército se viu obrigado a manifestar sua opinião sobre o tema, possivelmente por sentir que o clamor também chega às suas tropas.
Mas falta a dimensão política. O sistema partidário adotou uma posição defensiva. Todas as suas energias se voltam para neutralizar a Lava-Jato. Objetivamente, joga suas esperanças nas tramas do núcleo resistente do Supremo.
Essas duas forças, o sistema político partidário (nos bastidores) e o núcleo do STF (na frente da cena) são os artífices da tentativa de bloquear as mudanças no Brasil.
Nem sempre os políticos atuam apenas nos bastidores. De vez em quando, como aconteceu agora, surge um projeto destinado a limitar investigações e a tornar mais fácil a vida dos gestores corruptos.
Essa aliança de políticos que não dependem do voto de opinião com ministros do STF engajados na defesa da impunidade, ou embriagados nas suas teses generosas, é uma constelação difícil de ser batida.
Ela significa que ainda teremos dias difíceis pela frente. O único grande problema para todos nós será o de manter a raiva popular dentro dos limites pacíficos.
Tanto juízes como políticos envolvidos na sua teia de interesses, míopes diante da realidade que os cerca, não hesitam em colocar em risco a democracia.
Alguns são muito corajosos, outros apenas irresponsáveis. Será difícil buscar o horizonte, se não resolvermos essa questão. Ela está atravessada no futuro imediato do Brasil.

Joice Hasselmann propõe ação judicial pelo impeachment de Gleisi Hoffmann e pelo fim dos benefícios do ex-presidente Lula

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a jornalista Joice Hasselmann afirmou que pretende entrar com ações judiciais pedindo a cassação da senadora Gleisi Hoffmann e o fim dos privilégios a que Lula tem direito por ser ex-presidente. 

General 'enquadra' Lula e Gleisi em discurso contundente: 'roubaram inescrupulosamente a Pátria dos brasileiros'

O General Paulo Chagas atacou a senadora Gleisi Hoffmann, por seu vídeo, e questionou qual seria a "pátria" dos petistas: "Com certeza o Brasil não é a pátria da Sra Gleisi, nem tampouco é a do Sr Lula da Silva, já que ambos, unidos a seus comparsas dentro e fora do Brasil, roubaram inescrupulosamente a Pátria dos brasileiros".

Leia o texto do General Paulo Chagas: 
A Sra Gleisi Hoffmann pronunciou-se no canal de televisão da Al Jazeera para "denunciar" a prisão do corrupto Lula da Silva como sendo perseguição política em um processo "ilegal" que, segundo ela, dá continuidade ao "golpe" que tirou, Dilma Rousseff, a corrupta inepta, da Presidência da República.
A Procuradoria Geral da República avalia o fato, reportado em vídeo, para verificar se é o caso de caracterizá-lo como "crime de lesa-pátria".
Na letra fria da Lei de Segurança Nacional e da lógica do patriotismo, o crime está caracterizado, resta, no entanto, definir qual seria a pátria dessa senhora, ela também investigada por crime de corrupção contra o povo brasileiro, o PT? A Venezuela? Cuba? A entidade chamada Comunismo Internacional ou o Foro de São Paulo?
Com certeza o Brasil não é a pátria da Sra Gleisi, nem tampouco é a do Sr Lula da Silva, já que ambos, unidos a seus comparsas dentro e fora do Brasil, roubaram inescrupulosamente a Pátria dos brasileiros.
Roberto Requião, Lindbergh Farias, Benedita da Silva e o Comandante Stédile, do “exército” do MST, são alguns dos comparsas que complementam a apologia da violência pregada pela Sra Hoffmann, a partir de agora, até com o possível concurso do terrorismo islâmico.
Qual seria a pátria dessa gente? O Brasil, repito, certamente, não é!!!
Gen Bda Paulo Chagas

Funkeira do hit ‘Tô usando crack’ é pré-candidata pelo PCdoB do Rio

A funkeira MC Carol, famosa pelas músicas "Minha vó tá maluca" e "Tô usando crack", lançou-se nesta semana pré-candidata a deputada estadual pelo Rio de Janeiro. Recém-filiada ao PCdoB e acostumada a utilizar as redes sociais, ela tem postado fotos com membros do partido em sua conta no Instagram.

Durante cerimônia plenária de prestação de contas da deputada federal Jandira Feghali na quinta-feira, 19, Mc Carol afirmou: "Sou negra, favelada e isso incomoda muita gente. E entro na política, sim, para defender vidas negras e a juventude da periferia. Jandira me ajudou muito depois que sofri uma tentativa de homicídio e sua luta hoje também é minha luta. Obrigada pelo que você faz ao Brasil."

Jandira Feghali define como "importante" a chegada de MC Carol ao cenário político. "É uma jovem que passou muitas dificuldades. É importante que nesse momento tão adverso da política ela venha para a luta parlamentar com temas relevantes como a violência contra a mulher e o racismo", disse.

Em 2016, a cantora chamou atenção com a canção "Delação premiada", que traz o trecho "Bandido rico e poderoso tem cela separada, tratamento vip e delação premiada", em crítica a diferença no tratamento da polícia ao lidar com infratores de favelas e com os criminosos da Operação Lava Jato.

Lula comanda o PT de dentro da cadeia

Marcola lidera o Comando Vermelho de dentro da cadeia.

Lula faz o mesmo com o PT.

José Dirceu explicou à Folha de S. Paulo:

“Daqui a 60 dias, o Lula vai tomar a decisão do que fazer, consultando a executiva, os deputados.”

Sua entrevistadora perguntou:

“Como ele fará uma consulta de dentro da prisão?”

José Dirceu respondeu:

“Da prisão você consulta quem quiser. Lula vai transferir de 14% a 18% de votos para o candidato que ele apoiar.”

A repórter insistiu:

“De dentro da prisão?”

O criminoso condenado pela Lava Jato a 30 anos de cadeia confirmou:

“É a coisa mais fácil que tem. É só ele falar o que ele pensa.”

O isolamento de Gilmar Mendes

Gilmar Mendes se afastou – ou foi afastado – de Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Raquel Dodge e, ultimamente, de Dias Toffoli.

Só lhe restou Michel Temer.

Mas o presidente da República já foi aconselhado a se distanciar dele, segundo o site O Antagonista.