sábado, 16 de junho de 2018

Mais senadores pressionam por análise de impeachment de Gilmar

Após os senadores Lasier Martins e Randolfe Rodrigues solicitarem ao presidente do Senado que leve a votação algum dos pedidos de impeachment do ministro Gilmar Mendes, do STF, mais senadores reforçaram o pedido, segundo o site O Antagonista, que afirma: "dois senadores se juntaram a Lasier Martins e Randolfe Rodrigues no entendimento de que Eunício Oliveira deve pautar os pedidos de impeachment de Gilmar Mendes: Reguffe e João Capiberibe"

BRASIL X SUÍÇA

O jogo nem começou...
E já perdemos de goleada!
Ainda dá tempo de mudarmos esse placar!

PT do Rio lança pré-candidatura de Marcia Tiburi no domingo

O PT do Rio de Janeiro vai homologar no domingo a pré-candidatura de Marcia Tiburi ao governo do estado, informa O Globo.

O presidente regional do partido, Washington Quaquá, disse que Celso Amorim — que era uma opção — “vai ficar cumprindo tarefas nacionais e internacionais”.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Fuga de Pimentel deixa ministro do STJ indignado

A Justiça está há vários dias no encalço do governador Fernando Pimentel. 

Envolvido em inúmeros e escabrosos casos de corrupção, Pimentel se mantém escondido no interior do estado. Ninguém sabe informar onde se encontra o governador, segundo o Jornal da Cidade Online.

A intenção é só reaparecer na próxima segunda-feira (18). 

Assim, em razão de não ter sido intimado, ele conseguiu adiar o depoimento de 34 testemunhas numa das ações penais em que é réu.

Os depoimentos estavam previstos para começar nesta quinta-feira (14). 

Indignado, o ministro Herman Benjamin determinou que o petista seja intimado por hora certa, pois está nítido que está fugindo do oficial de justiça. 

Pimentel deveria ser preso por notória obstrução da Justiça.


A mulher que hoje mora em Paris, responsável pelo inferno astral de Michel Temer

Idos de 2001, a estudante de psicologia Erika Santos encerrava um relacionamento conjugal de três anos com Marcelo Azeredo, o presidente da Companhia Docas de São Paulo, indicado por Michel Temer. 

A Companhia Docas é a encarregada da administração do maior porto do país, o porto de Santos. 

Durante o período em que ficou casada com Azeredo, a jovem estudante obviamente desfrutou de um altíssimo padrão de vida, o que fez com que, ao final da relação, exigisse uma pensão de 10 mil reais mensais.

Com a negativa de pagamento da polpuda pensão, a briga se transformou num litígio judicial, com Marcelo alegando que não tinha condições de pagar uma pensão tão vultosa.

Erika, esperta, havia durante a relação, copiado inúmeros documentos do computador pessoal do marido, que demonstravam cabalmente que Marcelo ganhava muito dinheiro e que ocultava a sua renda.

Essa briga de marido e mulher desencadeou os problemas que hoje afligem o presidente Michel Temer.

A fortuna que Azeredo mantinha escondida, era produto de corrupção e propina advinda de transações ilícitas com empresas que mantinham relações comerciais com o Porto de Santos.

Michel Temer era o sócio de Azeredo. 

Reportagem publicada nesta sexta-feira (15) pela Revista Crusoé, esclarece o caso: 

"Era ali que começava o problema de Temer – um problema do qual ele conseguiu se manter distante por anos, mas que voltou com força com a Operação Lava Jato e, hoje, está no centro de um inquérito em curso no Supremo Tribunal Federal que tem tirado a sua tranquilidade, a pouco mais de seis meses do fim do mandato. Os papéis incluíam registros de seis operações que, segundo Érika sustentava perante o juiz, davam a Marcelo de Azeredo – e a seus parceiros de empreitada — uma considerável renda. Todas as transações envolviam supostas propinas cobradas de empresas que mantinham relações comerciais com o Porto de Santos. Integravam a lista de pagadores, por exemplo, o grupo Libra, que tinha acabado de ganhar a concessão de dois terminais, e uma tal de Rodrimar, pouco conhecida à época. As planilhas que Érika encontrou nos computadores do ex detalhavam a divisão da propina entre três beneficiários: MA era o próprio Marcelo de Azeredo, MT era Michel Temer e L era um sujeito então identificado apenas como ‘Lima’. Na partilha, MT ficava sempre com 50% dos pagamentos, MA com 25% e L com os 25% restantes. Só o Grupo Libra teria repassado 1,2 milhão de reais, dos quais 640 mil teriam ficado com Temer. Das empreiteiras encarregadas de construir os terminais ferroviários e de grãos do porto, o trio teria recebido 3,1 milhões. Em outro negócio, envolvendo a empresa responsável pela coleta de lixo no porto, a receita era mensal, segundo os documentos: 26.750 reais para Temer e 13.130 reais para Lima e Marcelo.”

Evidente que Temer negou qualquer envolvimento com o Azeredo. 

Para tentar se manter incólume na falcatrua, a reportagem revela que Michel Temer convocou um amigo para uma espinhosa missão. O jornalista José Amilcar Tavares Soares deveria ir ao encontro de Azeredo, pois Temer não poderia se expor.

O jornalista foi ao encontro de Azeredo com a determinação de que este colocasse um ponto final no imbróglio com a ex-mulher. 

Azeredo abriu o jogo. Disse que Érika queria R$ 5 milhões para acabar com o processo.


'Tem que pagar', teria dito o emissário do atual presidente da República.

Érika recebeu a grana. O processo teve um fim e hoje ela vive tranquilamente em Paris. 

Politicamente o caso foi abafado.  

A ascensão de Temer à presidência trouxe tudo de volta. 

Maldita ambição!

(Com Jornal da Cidade Online conteúdo)

















Lula comentará a Copa direto da cadeia

Lula vai comentar a Copa para a TV do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, informa O Globo. Ele enviará comentários da cadeia, por escrito, para o programa de José Trajano.

“Não tô brincando, não. É sério. Luiz Inácio Lula da Silva será comentarista da TVT”, disse Trajano. “Ele vai escrever as suas impressões, manda pra gente, a gente coloca na tela com aspas.”

Abaixo vejam algumas sugestões para o quadro, propostas pelo site O Antagonista, que obviamente não serão usados: “Direto do Xilindró”, “Cornetando da Cadeia”, “Jogando Preso”. 

Fiquem à vontade para outras sugestões nos comentários.

PF rastreia entrega de propina no dia da festa de 15 anos da filha de Geddel

A Polícia Federal (PF) comprovou a versão do operador Lúcio Funaro sobre a entrega de propina ao ex-ministro Geddel Vieira Lima no dia da festa de 15 anos da filha do político, em 2014, em Salvador. Em seu acordo de delação premiada, Funaro relatou ter entregue R$ 800 mil a Geddel em um hotel, no dia 22 de março de 2014, mesmo dia da festa.

As informações estão no relatório final da Operação Cui Bono, que investiga irregularidades na Caixa Econômica Federal. A PF indiciou 16 pessoas, entre elas Funaro, Geddel, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB) e o empresário Joesley Batista, conforme antecipou o "Jornal Nacional" na semana passada.

Há o registro de que o avião de Funaro ficou estacionado em Salvador entre 00h15 do dia 22 de março e 15h30 do dia 23 de março. Além disso, o Hotel Pestana confirmou que o operador e sua mulher, Raquel Pitta, estiveram hospedados no local nessa data. Os registros dos telefones dos dois também mostram uma ligação entre eles nas proximidades do hotel, no dia 23 de março.

O relatório da PF diz que a "possível permanência por um período prolongado deve ter se dado em razão da indisponibilidade de Geddel, tendo em vista a hora da chegada e a possível ocupação com a festa de debutante de sua filha".

O operador disse que o ex-ministro foi ao seu encontro no hotel, e que a entrega do dinheiro ocorreu no carro de Geddel, um Cherokee. A PF confirmou a propriedade no veículo na declaração de bens apresentada pelo emedebista na Justiça Eleitoral naquele mesmo ano, quando ele concorreu ao cargo de senador.

De acordo com o relatório, o depoimento de Funaro também bate com as planilhas de pagamento de propina que ele apresentou, como parte de sua delação. Os documentos registram o saque de R$ 800 mil no dia 19 de março, com um doleiro, e o pagamento dos mesmos R$ 800 mill, acompanhados das iniciais "lf/g". De acordo com Funaro, "lf" se refere a ele próprio, e "g" se refere a Geddel.

Para a PF, a trajetória do saque do dinheiro e da viagem se "encontra em harmonia com os registros telefônicos e contábeis de Lúcio Funaro, datado de 21/03/2014, na planilha de entregas de dinheiro a Geddel Vieira Lima, de pagamento de R$ 800.000, e com relato de Funaro de que teria ido a Salvador/BA, em sua aeronave, para proceder à entrega de dinheiro em espécie nas mãos de Geddel".

A festa da filha de Geddel reuniu diversos políticos, entre eles os então pré-candidatos à Presidência Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB); o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) e Eduardo Cunha, então líder do MDB na Câmara.

GEDDEL ESTAVA NO AEROPORTO EM DIAS DE ENTREGA

A entrega de dinheiro no hotel, contudo, foi uma exceção. Funaro relatou outras sete ocasiões — entre janeiro e novembro de 2014 — em que propina era entregue em um hangar no aeroporto de Salvador.

Em todas dessas ocasiões, o avião do operador ficou estacionado por no máximo 2 horas e meia — sendo que, em seis delas, a permanência não passou de 45 minutos. Para PF, esse curto espaço de tempo é um indicativo que ele só estava em Salvador para fazer a entrega de dinheiro. Também há registros, nas planilhas pessoais do Funaro, dos repasses.

Além disso, registros do celular de Geddel indicam que ele estava nos arredores do aeroporto em cinco das datas em que, segundo Funaro, ocorria a entrega de dinheiro. Essa informação foi antecipada pelo "G1".

Em dois dias, o ex-ministrou ligou para Eduardo Cunha: em um deles, enquanto o avião de Funaro ainda estava no aeroporto; em outro, logo após a decolagem. O relatório diz que Cunha, “conforme evidenciado ao longo das investigações, utilizava Lúcio Funaro como operador financeiro de suas movimentações ilícitas”.

No total, a PF diz ter indícios do repasse de R$ 16,9 milhões a Geddel entre 2012 e 2015, ressaltando que o número pode ser maior, já que "não é possível afirmar se esses repasses esgotam todos os eventos ocorridos".



De acordo com o relatório, a propina era referente a "negociações ilícitas" ocorridas enquanto Geddel era vice-presidente da Caixa (entre 2011 e 2013), mas os pagamentos continuaram mesmo após ele deixar o cargo.

General ataca decisão do STF que proibiu conduções coercitivas: 'A mentira e o silêncio deveriam ser agravantes. Pena aumentada por não elucidar os fatos'

O General Eliéser Girão Monteiro manifestou sua discordância com alguns argumentos usados pelos ministros do Supremo Tribunal Federal para proibir as conduções coercitivas: 

"Ainda sobre a errônea decisão do STF de hoje, o direito de permanecer calado não deveria nem ser um direito. O sujeito sob a custódia do Estado TEM O DEVER de falar a verdade, sem omissões. 
A mentira e o silêncio deveriam ser agravantes. Pena aumentada por não elucidar os fatos".

Carta branca para roubar. Nem Lula nem ninguém no PT imaginava que os eleitores do partido eram tão sem vergonhas


Diante das últimas pesquisas eleitorais que apontam o ex-presidente Lula e vários petistas como favoritos nas eleições de outubro, é possível supor que os próprios petistas estão surpreendidos com a quantidade de brasileiros dispostos a conceder-lhes mais mandatos.


Obviamente, boa parte do eleitorado de Lula e do PT faz parte de grupos que foram beneficiados com o dinheiro do contribuinte ao longo da última década e meia, como os fraudadores dos programas sociais, integrantes de movimentos sociais cooptados, militantes remunerados e profissionais de aluguel, como jornalistas, artistas e servidores de modo geral, publica o site Imprensa Viva.

Segundo a publicação, esta fidelidade com o partido que ficou conhecido como uma organização criminosa e seu chefe é até compreensível, levando em conta que nem todos brasileiros são dotados de caráter, moral ou honestidade. 

Por outro lado, boa parte dessa gente que ocupa as Redes Sociais tentando justificar o voto no PT quer na verdade é recuperar as boquinhas perdidas.



O problema é quanto ao eleitor enganado, desempregado, massacrado em periferias sem saneamento básico votar num partido que tem praticamente toda a cúpula na cadeia. 

Dada a notória cultura que prevalece no partido e seus integrantes coniventes com a corrupção, votar em candidatos da  legenda é no mínimo uma temeridade. 

No entender da maioria dos brasileiros conscientes, votar no PT significa conceder carta branca para ser roubado. Ou deixar roubar para também levar um pouquinho?

Juiz não pode atacar candidatos ou partidos nas Redes Sociais, segundo nova norma do Conselho Nacional de Justiça


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acaba de editar uma regulamentação de conduta na qual fica definido que juízes não podem atacar candidatos ou partidos nas Redes Sociais. O texto, assinado pelo corregedor-nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, afirma que não caracteriza atividade político-partidária críticas a ideologias ou programas de governo, mas que são vedados “ataques pessoais a liderança ou partido político com a finalidade de descredenciá-los perante a opinião pública”. 

Segundo o provimento, tal atitude configura violação do dever de manter conduta ilibada e decoro.

A regulamentação ocorre às vésperas das eleições de outubro e é uma forma de impedir manifestações de cunho ideológico político partidário por parte da magistratura em relação ao uso de redes sociais e deixou clara a proibição de juízes declararem apoio a qualquer candidato.

O CNJ avança na modificação da cultura herdada pelos anos de aparelhamento da máquina pública ao longo da última década e meia pelo PT e pretende expandir a regulamentação para a formação dos magistrados. 

O Conselho define que o e-mail funcional dos magistrados devem ser usados apenas para atividades institucionais. Além disso, determina que as corregedorias dos tribunais deem ampla divulgação às normas e pede que as escolas judiciais insiram nos cursos de ingresso na magistratura temas relativos ao provimento editado na quarta-feira (13/6) desta semana.

O presidente do CNJ explica que  levou em consideração a necessidade de os “membros do Judiciário brasileiro adotarem cautelas antes de publicar, comentar ou compartilhar conteúdo em perfis pessoais nas redes sociais”, além de citar o amplo alcance desses sites. Ao editar o Provimento 71/2018, Noronha explica que a liberdade de expressão é um direito fundamental, mas não pode ser utilizado pelo magistrado para “afastar a proibição constitucional do exercício de atividade política” e cita o Código de Ética da Magistratura.

A norma veda, também, publicações que possam ser interpretadas como discriminatórias de raça, gênero, condição física ou orientação sexual. As regras, segundo a regulamentação, são necessárias para assegurar a confiança do cidadão no sistema de Justiça, “de modo que a manifestação de posicionamento, inclusive em redes sociais, não deve comprometer a imagem do Poder Judiciário nem violar direitos ou garantias fundamentais do cidadão”.

O artigo 5ª do provimento determina ao magistrado que evite pronunciamentos sobre casos em que atuou e estabelece só pode ser compartilhadas notícias sobre casos de sua competência quando o fato já tiver sido divulgado oficialmente pelo Judiciário.

Embora as novas normas apresentem um alinhamento com conceitos modernos sobre a independência e isonomia entre os poderes, a nova regulamentação do CNJ não se aplica aos membros do Ministério Público Federal, que continuam liberados para fazer política nas Redes Sociais. 

Pelo menos aqueles que ainda não se mancaram que pega mal usar instalações e recursos públicos, tempo e dinheiro do contribuinte para atuar como cabos eleitorais informais da esquerda inflamando seguidores contra políticos e candidatos. 

Não raro, membros do MPF e até mesmo da Polícia Federal ocupam as Redes Sociais para promover política ideológica disfarçada com ataques e insinuações contra políticos que sequer foram indiciados. Estes grupos usam seus cargos para interferir no processo democrático lançando ilações contra políticos de alguns partidos, visando favorecer outros políticos poupados de investigações. 

A ex-presidente Dilma Rousseff, por exemplo, a mãe do famigerado auxilio-moradia, citada por delatores como Joesley Batista, Marcelo Odebrecht e João Santana, eleita com dinheiro roubado da Petrobras, jamais é citada por estes grupos de paladinos da moralidade nas Redes Sociais.

Com informações do site Jota.

Após corte de mais de 1 milhão de benefícios irregulares do Bolsa Família, as vaquinhas do PT naufragam


O fracasso das vaquinhas do PT e dos demais apoiadores do ex-presidente Lula pode ser explicado por um fenômeno recente. Após a queda da ex-presidente Dilma, o governo cortou mais de 1 milhão de benefícios irregulares no Bolsa Família, auxílio doença e outras mamatas obtidas de forma irregular por pessoas com filiações partidárias, relata o site Imprensa Viva. 

A farra das doações destes grupos a partidos políticos durou até as eleições de 2016, quando o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral, TSE, ministro Gilmar Mendes, se disse chocado com os altos valores doados por pessoas sem renda nas eleições municipais desse ano. No último balanço divulgado antes daquelas eleições, o Tribunal já havia identificado pelo menos 93 mil pessoas de baixa renda  que fizeram doações para candidatos a prefeito e a vereador, sobretudo aos partidos de esquerda, como PT e PSOL. Ao todo, eles teriam doado R$ 300 milhões.


Para o TSE, esses casos evidenciaram fraudes descaradas e levantaram suspeitas de que algumas campanhas utilizaram CPFs de cidadãos comuns para engordar o caixa de seus candidatos, coniventes com as falcatruas. 

Aquela foi primeira corrida eleitoral em que empresas não puderam  apoiar financeiramente candidatos. Em um dos casos detectados, um beneficiário do Bolsa Família doou R$ 67 mil ao PSOL. Outro caso identificado é mais escandaloso ainda: um único eleitor sem emprego doou R$ 100 mil a um candidato (ou candidata) a prefeitura de Porto Alegre.



Naquele ano, TSE forneceu os dados dos "doadores" para o governo, que promoveu a suspensão e o bloqueio de quase um milhão de benefícios. O TCU e outros órgãos de controle também realizaram o cruzamento dos cadastros e foram encontrados milhões de fraudes na concessão dos benefícios. Um  levantamento feito pelo MPF revelou repasse irregulares a fraudadores que alcançam a monstruosa cifra de R$ 3,3 bilhões, no intervalo entre o início de 2013 e maio daquele ano. O MPF revelou que os repasses suspeitos a beneficiários do Bolsa Família foram identificados em 5.540 cidades do país, o que equivale a 99,4% do total de municípios brasileiros.






As vaquinhas recentes dos partidos de esquerda não tiveram o mesmo desempenho de arrecadação observado nas eleições de 2016.
Terá este fato alguma relação com o corte de mais de 1 milhão de benefícios irregulares dos programas sociais?

quinta-feira, 14 de junho de 2018

A primeira Copa de Lula na cadeia. Torneio começou hoje com a partida entre Rússia e Arábia Saudita.


O ex-presidente Lula passara sua primeira Copa do Mundo na cadeia. Amante do futebol, o petista sempre fez questão de acompanhar os jogos da seleção cercado de apoiadores, bebidas e comida farta. O petista conviveu com as maiores autoridades do futebol mundial negociou a vinda de uma Copa do Mundo para o Brasil, quando seus aliados se aproveitaram para faturar bilhões com as obras superfaturadas no estádios, e conheceu dezenas de jogadores mundialmente famosos.


Mas Lula não pode reclamar. Poderá acompanhar os jogos a partir de seu quartinho de 15 metros quadrados no alto do prédio da Polícia Federal, em Curitiba. O petista tem uma pequena TV e poderá comemorar os gols com alguns dos agentes da PF que o vigiam 24 horas por dia.



O torneio começou nesta quinta (14) com a partida entre Rússia e Arábia Saudita. 
A Rússia surpreendeu e atropelou a Arábia Saudita com a vitória por 5 a 0.

Brasil de fora

A lista de alguns países que admitem a condução coercitiva: 

Estados Unidos, França, Alemanha, Bélgica, Portugal, Espanha, Holanda e Inglaterra.

Gilmar leva nova descompostura de procurador

“A toda hora temos procurador no Twitter atacando esta corte, desqualificando magistrados, mas nenhuma providência se toma, criticando decisões do STF. Eles (…) são partes interessadas. É preciso que nós respondamos. Evitando que em pouco tempo tenhamos tortura em praça pública. Caminha-se para isso”, disse Gilmar, em plena sessão da corte.
Tão logo o senhor supremo fez esta declaração, pedindo covardemente socorro a seus pares – que também já foram vítimas de ataques verborrágicos do ministro, casos de Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Luiz Fux - levou uma nova descompostura do procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima.
O destemido membro do Ministério Público Federal postou a manchete do Estadão sobre o pedido de Gilmar e a resposta merecida.
“Gilmar fala coisas completamente sem sentido e faz correlações descabidas na sua ânsia em atacar a Lava Jato.”





A Lava Jato não tem medo de cara feia.

Latitudes do silêncio

De quatro em quatro anos uma epidemia endêmica assola o Brasil e se alastra por todo tecido social brasileiro: o fato de milhões de cidadãos brasileiros concentrarem suas atenções para "o Brasil entrar em campo", "fazer bonito" e vencer a Copa do Mundo, como se isso pudesse ser um fator que contribuísse para o país se tornar verdadeiramente grande.

Ufanando-se do inufanável estes mesmos milhões dizem: 

- Somos o único país do mundo pentacampeão de futebol.  

Enquanto estes milhões de brasileiros seguem se anestesiando da realidade política e social, a ponto de cogitar que uma Copa do Mundo nos faz um país melhor ou fazendo força para crer que 22 bobos (11 de um lado e 11 de outro) mudarão os destinos da nação, recente pesquisa que concluí aponta que o Canadá possui 22 (vinte e dois) prêmios Nobel e um dos melhores sistemas de educação do mundo. O Canadá só está "atrás", em termos de educação, da Finlândia, o país com o melhor sistema educacional do planeta.

Estes dois países têm algo em comum: não disputarão a Copa do Mundo e nunca venceram alguma. 

Lógico, os canadenses e finlandeses, verdade seja dita, estão pouco se lixando para o evento da FIFA, porque os resultados que já obtiveram, sem calçar chuteiras, são sentidos muito além das 4 linhas de um patético estádio de futebol.

Se fosse possível eu trocaria, de pronto, as 5 (cinco) Copas do Mundo que temos pela metade dos resultados sociais e políticos do Canadá e da Finlândia. 

Como, infelizmente, isso não é possível, resta dizer o óbvio, o que seja, a falta de autocrítica de milhões de brasileiros é, além de doentia, a revelação de que somos, em termos de uma escala de desenvolvimento do pensar e do ser, verdadeiros aborígenes, haja vista milhões de brasileiros acharem que se tornando um "pinheirinho de junho" recheado de objetos de lojas de R$ 1,99 (cornetas, apitos, mantas e perucas verde-amarelas) haverá de resultar em alguma mudança da nossa triste realidade social e política.

Outrora era a Pelézificação (e sua prole de filhos ainda não reconhecidos), depois a Gersificação (instituição da Lei de Gérson), depois a Romanização (em que todos eram chamados de "peixe"), depois a Ronaldização (do cabelo cascão), depois a Zagalização (do "vão ter que me engolir") e mais recentemente a Neymarização (do 5° metatarso, que se tornou o "osso mais importante do mundo").

Isso, francamente, não mudará absolutamente nada. Mas, certamente, nos revelará para o mundo, como realmente somos, ou seja, um país que segue preferindo a anestesia social e política, o pão e circo, a demonstrar que aprendeu priorizar suas verdadeiras necessidades.

Os "gênios da bola" jamais serão os gênios que um país precisa diariamente para colocar em pauta suas prioridades. 

Nem mesmo se vencermos uma Copa do Mundo nos fará protagonistas de algo relevante, nem tampouco coadjuvantes do nosso próprio destino, e sim, meros objetos. 

Mais, e se vencermos, o "massacre midiático" a que estaremos sujeitos por meses, contribuirá, e muito, para procrastinarmos nossas verdadeiras prioridades como país.

Só um lobotomizado ou um acéfalo credita todas suas fichas de felicidade a uma camisa com o escudo da CBF ou do COB, diga-se de passagem, ambas entidades, verdadeiras máfias, a ponto da Justiça manter presos seus maiores "expoentes", Ricardo Teixeira, Marco Polo Del Nero e Carlos Arthur Nuzman, por descomunal envolvimento em casos de corrupção ou de pagamento de propinas para comprar resultados ou a sede dos jogos olímpicos.

Os escudos da CBF e do COB são as desonras do que uma vez significou a camisa verde-amarelo das seleções brasileiras. 

O Brasil só avançará e conseguirá evoluir como país, quando seu povo deixar de aguardar o "pacote cair do céu", quando ele deixar de querer encontrar o próximo Sassá Mutema Salvador da Pátria, quando ele decidir ser ator e não expectador, quando ele decidir realmente se envolver como parte do processo.

 Quando os cidadãos de bem se transformarem, verdadeiramente, em agentes de mudança propositivos, com coragem e constância de propósito, daremos um grande passo como país. 

As eleições de outubro devem ser nosso maior foco se quisermos trazer novas referências como agentes de mudanças.

E é recomendável que os brasileiros assumam e avoquem para si mesmos o fato de que podem, e muito, serem os causadores desta mudança. 

Quiçá, a iniciar por "separar o joio do trigo", a não acreditar em políticos "embalados como produtos de marketing", a não se permitir enganar por quem nunca fez algo em prol de sua cidade, de seu Estado ou de seu país, mas em breve irá ter o despeito de lhe pedir um "voto de confiança", bem como a rejeitar todos que já tiveram vez e voz, mas pouco ou nada fizeram para o que se concebe por bem comum. 

É hora de mudar Brasil. 

E isso tem pressa.



 texto de Pedro Lagomarcino, advogado.

Gilmar mendes recebe recado direto do novo Presidente da Associação de Juízes Federais

A todo instante, a todo momento, alguém se posiciona contra alguma atitude ou posicionamento de Gilmar Mendes. 

Tem-se a nítida impressão de que o cerco começa a se fechar. 

Nesta quarta-feira (13) foi a vez de uma voz importante e extremamente representativa se insurgir contra o que vem sendo apregoado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), registrou o Jornal da Cidade Online.

O juiz federal Fernando Mendes, novo presidente da AJUFE (Associação dos Juízes Federais), defende que a garantia de liberdade de expressão ‘tem que ser dada para todos’. 

“O que nós ponderamos é que, se essa garantia de liberdade de expressão for dada a um magistrado, ela tem que ser dada a todos. Então não é só um ministro do Supremo que pode criticar a decisão do juiz de primeiro grau, o caminho contrário também seria possível”, declarou Mendes em entrevista ao jornal Estadão. 

“Não pode um ministro do Supremo Tribunal Federal ter liberdade para criticar de maneira pública – não nos autos, mas por meio da imprensa e de entrevista decisões judiciais – e o juiz de primeiro grau, se fizer um comentário mais crítico ou não da decisão judicial vir a ser punido na Loman (Lei Orgânica da Magistratura).” 

O que se vê é que ninguém mais suporta o comportamento arbitrário de Gilmar. 

Os procuradores da Lava Jato estão em pé de guerra com o ministro e os próprios juízes de primeira instância também estão se insurgindo, haja vista as declarações do novo presidente da entidade da categoria, que tem, sem dúvida, endereço certo.


Lindbergh Farias diz que Petrobras no governo petista 'defendia o povo' e é humilhado

O senador Lindbergh Farias tentou sustentar a narrativa de que o governo petista usava a Petrobras "para o bem do povo", mas recebeu uma resposta surpreendente do senador José Medeiros: "o petróleo não é nosso, nosso é só o prejuízo". 

Assista ao vídeo:

PF atribui a Temer obstrução de Justiça, porém não o indicia devido ao foro privilegiado

Relatório da Operação Cui Bono?, que mira desvios na Caixa, dedica um capítulo somente para a suposta compra do silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB) e do delator Lúcio Funaro, pelo presidente Michel Temer.

O documento de conclusão do inquérito sobre fraudes no banco público indicia 16 pessoas, entre elas Cunha, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, Funaro e executivos dos grupos Bertin, ‘Constantino’ – Henrique Constantino, dono da Gol -, Marfrig e J&F. Temer é apenas citado, ele não está entre os indiciados porque detém foro privilegiado, registra o Estadão.

Segundo o relatório, ‘no edifício probatório dos autos do inquérito 4483/STF’, da Operação Patmos, ‘foram verificados indícios suficientes de materialidade e autoria atribuível a Michel Miguel Elias Temer Lulia, Presidente da República, no delito previsto no Artigo 2.º, inciso 1, da 12.850/13, por embaraçar investigação de infração penal praticada por organização criminosa’.

De acordo com o relatório, ‘na medida em que incentivou a manutenção de pagamentos ilegítimos a Eduardo Cunha, pelo empresário Joesley Batista, ao tempo em que deixou de comunicar autoridades competentes de suposta corrupção de membros da Magistratura Federal e do Ministério Público Federal que lhe fora narrada pelo mesmo empresário’.

A PF se refere ao dia 7 de março, em que Temer foi gravado em encontro fora da agenda por Joesley. Na conversa, o delator narrou ao presidente a suposta ajuda financeira a Eduardo Cunha e a Lúcio Funaro com o fim de que não firmassem acordos de colaboração com as autoridades.

Em delação premiada, o executivo afirmou ter feito pagamentos de R$ 5 milhões após a prisão de Eduardo Cunha como ‘saldo da propina’ de R$ 20 milhões pela relacionada à ‘desoneração tributária do setor do frango’. Também narrou pagamentos mensais de R$ 400 mil em benefício de Funaro. Ele relata que Temer tinha ciência disso.

Ao ouvir de Joesley sobre os pagamentos, o presidente teria dito: “Tem que manter isso, viu?”
O relatório cita ainda ação controlada da Polícia Federal em que a irmã do doleiro Lúcio Funaro é flagrada recebendo uma mala de dinheiro do delator Ricardo Saud, da J&F nos fundos de uma escola situada no complexo da JBS. Em delação premiada, o doleiro confirmou ter um ‘pacto de silêncio’ com Joesley firmado quando a Operação Lava Jato começou a seguir o rastro de Eduardo Cunha. O pacto envolveria suposta assistência à sua família pela J&F.

Denúncia. O presidente Michel Temer foi denunciado duas vezes pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Na segunda ‘flechada’ da PGR, o emedebista foi acusado de integrar o ‘Quadrilhão do PMDB’ na Câmara – crime de organização criminosa. A acusação imputava a Temer também o crime de obstrução de Justiça relacionado à conversa que o presidente teve às escondidas no Palácio do Jaburu naquele 7 de março de 2017. As denúncias contra Michel Temer foram enterradas por votações da Câmara Federal.

COM A PALAVRA, TEMER

A reportagem entrou em contato com a assessoria do Palácio do Planalto. O espaço está aberto para manifestação.

COM A PALAVRA, EDUARDO CUNHA

“A defesa diz que por mais kafkaniano que possa parecer, embora a imprensa já tenha acesso ao relatório, os advogados ainda não tiveram esse privilégio e aguardam para eventual manifestação sobre o documento”.

Délio Lins e Silva Júnior

COM A PALAVRA, GEDDEL VIEIRA LIMA

O advogado Gamil Foppel não respondeu aos contatos da reportagem até a conclusão da reportagem. O espaço está aberto.

COM A PALAVRA, MARFRIG

“No dia 15 de maio de 2018, o empresário Marcos Molina dos Santos firmou com o Ministério Público Federal um termo de compromisso de reparação de eventuais danos relacionados às investigações da Operação Cui Bono. Não se trata de um acordo de colaboração ou de delação e não há admissão de qualquer culpa por parte do empresário, que mantém suas atividades empresariais inalteradas. O termo já foi homologado judicialmente e hoje produz plenos efeitos. O relatório da Polícia Federal não altera a situação jurídica de Marcos Molina dos Santos.”

COM A PALAVRA, JOESLEY

A defesa do empresário Joesley Batista reafirma que ele é colaborador da Justiça e, como bem destacado no relatório apresentado pela Polícia Federal, sua colaboração foi essencial, “trazendo celeridade e eficácia a esta investigação criminal”, motivo pelo qual a autoridade policial sugeriu a concessão dos benefícios da colaboração premiada.

COM A PALAVRA, HENRIQUE CONSTANTINO

“Henrique Constantino segue colaborando com as autoridades para o total esclarecimento dos fatos”.

Moro mantém bens de Lula bloqueados e alega suspeita com palestras

O juiz Sergio Moro negou a liberação de metade dos valores do ex-presidente Lula bloqueados na Justiça. A defesa do petista havia pedido para que fosse retomada pelos familiares a administração dos bens bloqueados pertencentes à ex-primeira-dama Marisa Letícia, morta em fevereiro de 2017, equivalentes a 50% dos bens bloqueados na Justiça devido ao seu casamento com Lula.

Segundo Moro, porém, a origem dos ativos financeiros bloqueados não foi totalmente esclarecida. O juiz disse que eles, aparentemente, podem ter por origem valores recebidos pelo petista pela realização de palestras.

Além de R$ 600 mil bloqueados em sua conta bancária, Lula teve bloqueados R$ 7 milhões no seu plano de previdência empresarial vinculados à sua empresa de palestras, a LILS, e R$ 1,8 milhão em um plano de previdência individual em seu nome.

"Ocorre que, como afirmado pelo MPF nos autos do sequestro, há alguma suspeita de que pelo menos parte das palestras concedidas por Luiz Inácio Lula da Silva teriam sido superfaturadas como forma de repasse a ele de vantagem indevidas", disse Moro.

De acordo com o juiz, embora qualquer conclusão seja prematura, há suspeita de que os ativos financeiros foram formados por recursos ilíticos e, portanto, os valores não poderiam ser divididos entre o que seria direito ao espólio da ex-primeira-dama.

"Assim, também por este motivo, e até que essas questões sejam esclarecidas, não é viável a liberação de metade dos ativos financeiros bloqueados", determinou Moro.

Na decisão, o juiz também indicou que os veículos de Lula poderão ser liberados mediante o depósito de metade de seu valor.

Bretas condena Cavendish e mais 14 da Operação Saqueador por desvios de R$ 370 milhões

O juiz federal Marcelo Bretas condenou 15 pessoas, entre elas Fernando Cavendish, da Delta Engenharia, o contraventor Carlinhos Cachoeira e o doleiro e delator Adir Assad, por lavagem de dinheiro e associação criminosa no âmbito de desvios de R$ 370 milhões de contratos com o governo estadual do Rio na gestão Sérgio Cabral (MDB). A denúncia foi oferecida no âmbito da Operação Saqueador, desdobramento da Lava Jato no Rio, publica o site Folha Política.


Cavendish foi sentenciado a 4 anos, 2 meses e 10 dias. Cachoeira e Adir Assad pegaram 9 anos e 6 meses – segundo o magistrado, eles integravam o núcleo financeiro da suposta organização criminosa.

Segundo a denúncia, ‘para desviar aproximadamente 370 milhões de reais dos cofres públicos à época dos fatos, a DELTA utilizou 18 empresas de fachada e firmou diversos contratos fraudulentos, que não apresentaram qualquer causa econômica ou ligação direta com as obras efetivadas’.

O magistrado atribui a Cavendish o papel de ‘principal idealizador dos esquemas ilícitos perscrutados’ e ‘beneficiário das práticas de lavagem de dinheiro imputadas’.

“A quadrilha liderada por FERNANDO CAVENDISH utilizava a DELTA CONSTRUÇÕES S/A como um instrumento para encobrir as ações criminosas de seus membros e funcionários, acompanhado de diretores regionais da empresa e funcionários da área administrativa e financeira, transferindo vultosos recursos a empresas “fantasmas”, como forma de dissimular o desvio de recursos públicos e o consequente pagamento de propinas a agentes estatais”, anotou.

Denúncia

Segundo a denúncia, o inquérito da Saqueador foi instaurado a partir de desdobramentos das Operações Vegas e Monte Carlo. Nessas operações foram investigados os esquemas de direcionamento de emendas orçamentárias ao município de Seropédica (RJ), a manipulação de convênios e as fraudes às licitações, segundo destacam os investigadores.

Na operação Monte Carlo foi identificado que grande parte dos valores depositados nas empresas de Carlinhos Cachoeira era proveniente da empresa Delta Construções S.A. “Esses valores eram na verdade dinheiro público desviado para pagamento de propina a agentes públicos”, sustenta o Ministério Público Federal.

Grampos telefônicos das operações revelaram a existência de relação estreita entre Cachoeira e Cláudio Dias Abreu, diretor regional do Centro-Oeste da empreiteira, envolvendo negociações com entidades públicas. Revelaram, também, que o contraventor mantinha contato frequente com os funcionários de alto escalão da Delta, como Rodrigo Moral Dall Agnol, Carlos Alberto Duque Pacheco, Heraldo Puccini e também com o presidente da empreiteira, Cavendish.

De acordo com a denúncia, ‘o gigantesco esquema de lavagem de dinheiro foi elucidado na operação Saqueador, cujas provas foram compartilhadas com a Operação Lava Jato no ano de 2015’.

Segundo o Ministério Público Federal, entre 2007 e 2012, a Delta teve 96,3% do seu faturamento oriundo de verbas públicas representando esse percentual o montante de quase R$ 11 bilhões e que a maior parte desses valores era proveniente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT).