segunda-feira, 9 de julho de 2018

Dias Toffoli é uma “janela de oportunidade” para Lula

A farsa do plantonista petista Rogério Favreto pode inibir uma nova farsa do plantonista petista Dias Toffoli?

Joaquim Falcão, da FGV, espera que sim:

“Em Brasília, muitos temem a próxima viagem do presidente Michel Temer à Africa do Sul, no fim deste mês, para a reunião dos países que formam os Brics.

Rodrigo Maia e Eunício Oliveira não vão assumir a Presidência. Tornar-se-iam inelegíveis em outubro. A ministra Cármen Lúcia assumiria a Presidência da República.

Seu vice, o ministro Dias Toffoli, será presidente do Supremo por alguns dias.

Uma nova janela de oportunidade se abriria para a defesa de Lula. Peticionar a Toffoli para beneficiá-lo?

Acredito que não. Seria desestabilizar por antecedência a gestão de Dias Toffoli no Supremo. Rachá-lo de vez.

Mas o fato é que a instabilidade decisória do Judiciário é a nova forma de poder. Poder fugaz. Até mesmo de um juiz de plantão.”

De surpresa, Datena retorna ao 'Brasil Urgente' e desiste de candidatura ao Senado

O apresentador José Luiz Datena surpreendeu seus espectadores nesta segunda-feira (9) ao retornar ao comando do "Brasil Urgente", na Band. Além disso, ele também anunciou que desistiu oficialmente de concorrer a uma vaga ao Senado nas eleições deste ano, registra o site Folha Política.

"Deixa eu falar uma coisa aqui. É claro que aparecendo na televisão como estou aparecendo agora fica eliminada qualquer possibilidade de eu ser candidato a qualquer cargo eletivo na República Federativa do Brasil. Como eu deveria ser candidato ao Senado brasileiro, é claro que tomar decisão é uma coisa muito difícil porque é extremamente solitário porque você ouve muita gente, mas quem decide é você", declarou o apresentador na abertura do programa.

Eu devo explicações primeiro a Deus, depois à minha família e ao meu público, que me acompanha ao longo desse tempo todo. Dessa vez, eu cheguei tão perto, cheguei a ficar dois domingos sem trabalhar, estava realmente decidido a ser candidato ao Senado aqui em São Paulo, mas o problema de desistir é que às vezes você desiste tão perto de conseguir um objetivo. Me diziam: 'Você vai ter voto pra caramba', mas eu pensei bem, refleti, conversei com minha família, conversei muito com Deus, conversei com poucos amigos. Ouvi muitas opiniões e achei que ainda não era a hora. É a segunda vez que eu me proponho a ajudar o meu país. Dessa vez, fui até longe demais. Talvez nunca chegue a hora de eu ser político um dia, mas esta é a explicação que eu queria dar para cada um de vocês".

A possível candidatura de Datena ao Senado fez a Band reestruturar o programa "Agora é Com Datena", que o apresentador comandava aos domingos. 


Para substituí-lo, a emissora chamou o filho de Datena, Joel Datena, e o cantor Netinho de Paula, há anos afastado da TV.

A fuga de Lula

A PF temia que, solto pelo plantonista do TRF-4, Lula tentasse escapar do Brasil.

Diz o Estadão:

“A avaliação na Polícia Federal é de que, se a soltura de Lula fosse efetivada, a revogação viria antes de ele chegar ao aeroporto ou ao pedágio.”

“Sergio Moro é um juiz vocacionado. Ele procedeu muito bem”

Carlos Velloso foi categórico:
“Sergio Moro é um juiz vocacionado. Ele procedeu muito bem.”

A entrevista ao eterno presidente do STF é a única coisa que vale a pena na Folha de S. Paulo.

Leia um trecho:

Como o sr. avalia a decisão do juiz do TRF-4 Rogério Favreto de libertar o ex-presidente Lula? 

Considero essa decisão teratológica. Quem mandou prender Lula? Foi o Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Este habeas corpus de agora foi requerido a um juiz do próprio tribunal contra uma decisão do tribunal, portanto foi um pedido incabível. Surpreendentemente, o juiz do TRF, dr. Favreto, concede a liminar, como plantonista. É importante indagar: será que isso não poderia esperar até segunda-feira? O que me parece lamentável é que isso costuma ocorrer na Justiça. Um sujeito espera um juiz plantonista ideal para impetrar um habeas corpus, um mandado de segurança, e ter a certeza da obtenção de uma liminar. Isso é velho e conhecido na Justiça.

Outro debate que surgiu no domingo foi em razão de o juiz Sergio Moro estar em seu período de férias mas ter se posicionado prontamente contra a decisão de Favreto. Como o sr. avalia essa situação? 

O juiz não é servidor comum que trabalha tantas horas por dia e fecha a gaveta de seu gabinete na sexta-feira e vai para casa passar o fim de semana tranquilamente. O juiz é juiz 24 horas por dia. É assim mesmo que se portam os juízes vocacionados. É possível verificar que Sergio Moro é um juiz vocacionado. Ele procedeu muito bem.

EXPLICANDO (PARA LEIGOS) A LAMBANÇA JURÍDICA DO PLANTONISTA

Habeas Corpus é um instrumento utilizado para combater prisões supostamente ilegais.

Se você é advogado e seu cliente foi preso (ilegalmente, segundo você alega) por decisão de um juiz de primeira instância, você poderá pedir a desembargadores, que são juízes de SEGUNDA instância, que considerem ilegal a decisão do juiz de primeira instância e portanto concedam HC para soltar seu cliente. Você JAMAIS poderá fazer esse pedido a OUTRO JUIZ DE PRIMEIRA INSTÂNCIA, pois ele não tem poder de julgar a (i)legalidade da decisão de seu colega, já que eles ocupam posição idêntica na hierarquia do Judiciário.

Agora, se seu cliente foi preso por decisão de DESEMBARGADORES, você poderá pedir HC (para soltá-lo) a MINISTROS DO STJ. Você jamais poderá fazer esse pedido A OUTRO DESEMBARGADOR (plantonista ou não, petista ou não), pois (de novo) ele não tem poder de julgar a (i)legalidade da decisão de seus colegas, já que todos eles ocupam posição idêntica na hierarquia do Judiciário.

Finalmente, se seu cliente foi preso por decisão de ministros do STJ, você poderá pedir HC a MINISTROS DO STF (hierarquicamente superior ao STJ), e não a outros ministros do STJ. Já deu para entender que há uma hierarquia, certo? Trata-se, para quem é profissional do Direito, de conhecimento BÁSICO.

O condenado Luís Inácio Lula da Silva foi preso por decisão DOS DESEMBARGADORES DA 8ª TURMA do TRF4 - e não por decisão do juiz Sérgio Moro, que apenas cumpriu a ordem dada no início de abril pelos 3 desembargadores daquela Turma para que se iniciasse a execução da pena de prisão. A autoridade coatora (que é como chamamos a autoridade que DECIDIU prender) foi obviamente a 8ª Turma do TRF4, composta por 3 desembargadores. Portanto, o pedido de HC jamais poderia ter sido dirigido a OUTRO DESEMBARGADOR, e sim A MINISTROS DO STJ - esses sim hierarquicamente superiores aos desembargadores da 8ª Turma do TRF4.

O desembargador plantonista, portanto, simplesmente NÃO TINHA PODER para apreciar o pedido de soltura de Lula. Não se trata de uma opinião, e sim de um fato que deveria ser, repito, de conhecimento elementar para qualquer profissional do Direito.

Tal fato, por si só, já seria suficiente para demonstrar a dimensão da aberração jurídica que foi essa decisão do desembargador plantonista; mas como não há nada tão ruim que não possa piorar, o ilustre plantonista resolveu justificar sua ordem de soltura afirmando que havia um “fato novo”: a pré-candidatura de Lula à presidência da república.

Em primeiro lugar, se há alguma coisa que pode ser chamada de “fato velho” neste país é a pré-candidatura de Lula; até o meu vizinho inglês, que veio transferido pela empresa para o Brasil há 6 meses e ainda não fala uma palavra de português, já sabe faz tempo que Lula é “pré-candidato” (“But isn’t he in prison?!”, pergunta ele, espantadíssimo).

Em segundo lugar (e ainda mais inacreditável): desde quando a intenção de um criminoso condenado - e que está cumprindo pena - de se candidatar a cargo eletivo pode servir de justificativa para que ele seja solto? Se Sérgio Cabral anunciar sua pré-candidatura às próximas eleições poderá pleitear habeas corpus? Surreal (e nem preciso lembrar que, pela Lei da Ficha Limpa - solenemente ignorada pelo plantonista - Lula está inelegível).

O habeas corpus foi pedido por três deputados do PT. Um deles, Wadih Damous, foi meu contemporâneo na faculdade de Direito. Eu o via sempre nos corredores (fazendo política), no Centro Acadêmico (fazendo política) ou no DCE (fazendo política); em sala de aula, jamais o vi. O pedido de HC deixa bastante claro que seu conhecimento jurídico é diretamente proporcional ao número de aulas que assistiu. Quanto aos outros dois deputados, não tive o desprazer de conhecê-los pessoalmente, mas não é difícil concluir que são, eles também, duas nulidades jurídicas.

O mais impressionante, porém, é o desconhecimento do Direito demonstrado pelo desembargador plantonista. Por maior que fosse sua ignorância da matéria quando foi nomeado desembargador pela inesquecível Dilma Rousseff em 2010, após anos de serviços prestado ao PT (partido ao qual ele foi filiado por quase duas décadas), seria de se esperar que, após 8 anos de magistratura, já tivesse aprendido o básico. Tudo indica, porém, que sua ignorância jurídica continua intacta.

Claro que muitos poderão alegar que o problema não é ignorância, e sim má fé; mas essa é uma hipótese na qual nós, profissionais do Direito, preferimos não acreditar..

Marcelo Rocha Monteiro, no facebook.
Procurador de Justiça - RJ

O irresponsável Rogerio Favreto já serviu a Lula, Dilma e Dirceu

O desembargador Rogério Favreto que mandou soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi filiado ao PT, entre 1991 e 2010. Em 2011, ele foi nomeado para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) pela ex-presidente Dilma Rousseff.

Em 2016, foi o único membro da Corte Especial do TRF4 a votar pela abertura de processo disciplinar contra o juiz Sergio Moro.

Também traz no currículo que foi procurador-geral de Porto Alegre em três governos do PT. E também exerceu diversos cargos no Partido dos Trabalhadores.

Trabalhou no primeiro governo do petista ao lado de ex-ministro José Dirceu e com a presidente cassada Dilma Rousseff na época que ela era ministra da Casa Civil.

Antes de ser desembargador, Fraveto ocupou cargos em gestões petistas, inclusive na era Lula e na gestão de Tasso Genro (PT) à frente da Prefeitura de Porto Alegre. Ao longo de 1996, coordenou a assessoria jurídica do Gabinete do Prefeito.

Nos governos Lula, esteve em quatro ministérios diferentes. Primeiro, foi para a Casa Civil em 2005, onde trabalhou na Subchefia para Assuntos Jurídicos sob a chefia de José Dirceu e, depois, de Dilma Rousseff.

Nos anos seguintes, foi chefe da consultoria jurídica do Ministério do Desenvolvimento Social, cujo titular era o também petista Patrus Ananias. Depois, passou pela Secretária de Relações Institucionais e pelo Ministério da Justiça, nos anos em que Tasso comandava as pastas. 

(Com Estadão Conteúdo)

Favreto é autoridade absolutamente incompetente para sobrepor-se ao Colegiado , explica Moro

O juiz Sergio Moro se negou a cumprir imediatamente a decisão do desembargador Rogério Favreto, que determinou a soltura do ex-presidente Lula. Segundo Moro, o desembargador não teria competência para tomar essa decisão de forma monocrática, indo de encontro a ordens prévias do Tribunal Regional Federal da 4ª Região e do plenário do Supremo Tribunal Federal. Pouco tempo depois, o relator da Lava-Jato no TRF-4, desembargador João Gebran Neto, cancelou a liminar e manteve Lula preso, registra o site República de Curitiba.
“O Desembargador Federal plantonista, com todo o respeito, é autoridade absolutamente incompetente para sobrepor-se à decisão do Colegiado da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região e ainda do Plenário do Supremo Tribunal Federal”, disse Moro.
O juiz afirmou que, por orientação do presidente do TRF-4, Thompson Flores, consultou o relator natural do caso, o desembargador João Pedro Gebran Neto.
“Assim, devido à urgência, encaminhe a Secretaria, pelo meio mais expedito, cópia deste despacho ao Desembargador Federal João Pedro Gebran Neto, solicitando orientação de como proceder”, afirmou.

A aliança entre Favreto e Wadih Damous

Às vésperas da eleição de Dilma Rousseff para a Presidência da República – o atual desembargador  Rogério Favreto, plantonista do TRF4, foi um dos 64 signatários da “Carta ao Povo Brasileiro” em defesa das reiteradas manifestações que o então presidente Lula fazia em favor de sua candidata ao Planalto. Neste domingo (8), Favreto mandou soltar Lula por três vezes seguidas.
Entre os “nomes ligados a entidades da advocacia” constantes do manifesto pró-Lula de 2010 estava o do atual deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), então presidente da OAB-Rio de Janeiro, e autor do habeas corpus julgado hoje por Favreto, informa o site Jota.

Deltan desmascara Toffoli e pede apoio para salvar Lava Jato

Na última semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli devolveu a plena liberdade para José Dirceu. O criminoso não vai precisar sequer usar a tornozeleira eletrônica que foi definida pelo Juiz Sergio Moro, porém negada por Toffoli.
Mesmo com uma condenação de mais de 30 anos, em 2ª instância e a notória reincidência na pratica de roubo ao dinheiro público.
Destemido, Deltan postou:
“Dirceu foi preso para cumprir pena quando vigiam cautelares (como tornozeleira). Em seguida, a 2ª Turma suspendeu pena contra decisão do STF que permite prisão em 2ª instância. Naturalmente, cautelares voltavam a valer. Agora, Toffoli cancela cautelares de seu ex-chefe.

A intrigante carreira jurídica da esposa de Dias Toffoli

A esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, advogada Roberta Rangel, recebeu pelo menos R$ 300 mil em 2008 e 2011 da construtora Queiróz Galvão, uma das empresas envolvidas no Petrolão, com mais de R$ 1 bilhão em contratos sem licitação, publica o Jornal da Cidade.

Segundo a publicação, o contrato da empreiteira com a Petrobras coincidentemente vigorou no período em que a advogada recebeu os pagamentos por supostos honorários advocatícios, ou seja, entre 2007 e 2011.

A Andrade Gutierrez, outra empresa envolvida no Petrolão, também pagou R$ 50 mil à Rangel Advocacia, em 2006. 

Tais pagamentos poderiam, no mínimo, suscitar a suspeição do ministro em ações envolvendo as empresas. 

Todavia, Toffoli parece não se importar muito com estas questões éticas. 

Aliás, Toffoli está na 2ª Turma do STF, que está julgando a maioria dos casos da Lava Jato, porque pediu para ser transferido. 

Em sua primeira decisão, logo após a transferência, libertou executivos de empreiteiras e converteu a detenção deles em prisão domiciliar com tornozeleiras. Mais tarde, soltou um dileto amigo, Paulo Bernardo.

Na semana passada, Toffoli liberou um amigo intimo e ex-chefe, Zé Dirceu. 

Um absurdo lamentável e deprimente.

domingo, 8 de julho de 2018

Quem é o desembargador petista Rogério Favreto ?

Principal crítico da Lava Jato dentro do TRF-4, o desembargador Rogério Favreto concedeu hoje um Habeas Corpus para soltar o presidente Lula.
Saiba quem é o desembargador. 
Assista:

Sem se declarar suspeito, Favretto, soldado do PT no TRF-4, tenta desmoralizar o próprio Tribunal, Moro, o STJ e o Supremo


O desembargador Rogério Favretto, do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), chocou o país neste domingo (8) ao determinar por três vezes no mesmo dia a libertação do ex-presidente Lula. Mesmo tendo a iniciativa frustrada pelo juiz federal Sérgio Moro e pelo presidente do TRF-4, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, juiz natural do caso no Tribunal. Favretto, que ocupou cargos nos governos do PT de Lula e Dilma, foi filiado ao partido por quase 20 anos, simplesmente ignorou a determinação do relator da Lava Jato no TRF-4, João Pedro Gebran Neto, e voltou dar um ultimato à Polícia Federal para que soltasse Lula às pressas no final da tarde deste domingo, em uma terceira tentativa de livrar o condenado da cadeia, publica o site Imprensa Viva.

Segundo a publicação, como se não bastasse desafiar todas as instâncias do país para livrar Lula da cadeia, Favreto ainda pediu em sua decisão que a corregedoria do tribunal e o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) investiguem se o juiz Sergio Moro praticou "falta funcional" ao se recusar a cumprir a ordem de libertação do ex-presidente.

"Outrossim, extraia-se cópia da manifestação do magistrado da 13ª Vara Federal (Anexo 2 -Evento 15), para encaminhar ao conhecimento da Corregedoria dessa Corte e do Conselho Nacional de Justiça, a fim apurar eventual falta funcional, acompanhada pela petição do Evento 16", escreveu Favretto na decisão, ignorando que ele próprio citou o juiz Sérgio Moro na primeira liminar que determinava a soltura de Lula.


Como foi provocado na decisão de Favretto, Moro se recusou a cumprir a primeira decisão de Favretto para colocar Lula em liberdade e pediu que, antes, fosse ouvido o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator do processo de Lula no TRF-4.


Em resposta, Favreto, em segunda decisão, reiterou a ordem de soltura. Porém, a partir do pedido de Moro, Gebran Neto emitiu uma decisão determinando que Lula não fosse libertado.


Na sequência, Favreto emitiu um terceiro despacho no qual contesta o poder de Gebran Neto para derrubar sua primeira decisão e reafirma que Lula deve ser posto em liberdade.


Coube então ao presidente do TRF-4, desembargador Carlos Thompson Flores, sepultar as pretensões de Lula e de seus asseclas. 

Carlos Thompson Flores cassou a liminar concedida pelo desembargador Rogério Favreto, que mandou soltar Lula neste domingo:

“Determino o retorno dos autos ao Gabinete do Des. Federal João Pedro Gebran Neto, bem como a manutenção da decisão por ele.”


Moro é o juiz titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelos processos da Operação Lava Jato.


Lula está preso desde 7 de abril, após ter sido condenado em 2ª instância pelo TRF-4 em processo ligado à Lava Jato, no qual foi acusado de ter recebido propina da empreiteira OAS por meio da reforma e reserva de um apartamento tríplex em Guarujá (SP).


Em todo este triste episódio para o Judiciário Brasileiro, Favretto sequer cogitou a possibilidade de se declarar suspeito em julgar um habeas corpus apresentado pelos também petistas Wadih Damous e Paulo Pimenta. Pelo contrário, Favretto se aproveitou de sua condição de plantonista no TRF-4 para tomar uma decisão monocrática em favor de Lula.


Após ter desafiado sorrateiramente as decisões dos próprios colegas do TRF-4 neste fatídico domingo, Favretto fica numa condição insustentável no Tribunal perante os olhos da nação. O magistrado ex-petista, sabe-se lá por quais motivos, não hesitou em constranger todo o Judiciário do país.


O ex-presidente Lula permanece  preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, apesar da controversa decisão do desembargador plantonista ex-petista.

Mesmo de férias, Sérgio Moro impediu que Lula se livrasse da cadeia com ajuda de desembargador petista

Com essa, o PT não contava. A manobra sórdida para livrar o ex-presidente Lula contava com uma série de circunstâncias meticulosamente estudadas. Tudo correu quase como havia sido planejado. Contando com o recesso do Judiciário e as férias da maioria dos membros dos tribunais, o desembargador plantonista do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, Rogério Favreto, acolheu um pedido de habeas corpus em favor de Lula neste domingo. A manobra foi a sequência da ação dos deputados petistas Wadih Damous e Paulo Pimenta, que escolheram o momento em que o ex-petista estaria no comando do TRF-4 para entrar com o sorrateiro recursos para libertar Lula.

Favreto foi filiado ao PT durante quase 20 anos. Nos governos Lula, esteve em quatro ministérios diferentes. Primeiro, foi para a Casa Civil em 2005, onde trabalhou na Subchefia para Assuntos Jurídicos sob a chefia de José Dirceu, e, depois, de Dilma Rousseff.

Os petistas, incluindo o próprio Favreto, só não contavam com a reação do juiz federal Sergio Moro, que mesmo estando de férias, impediu que Lula fosse solto. O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, está de férias desde 2 de julho e voltará ao trabalho somente no dia 31. Mesmo assim, preferiu atuar pessoalmente contra a soltura de Lula, determinada na manhã deste domingo (8/7).

Mesmo distante, Moro despachou sobre o caso em caráter de urgência. Segundo o TRF-4, Moro expediu o despacho afirmando que o desembargador Rogério Favreto não tem competência para autorizar a soltura do ex-presidente, e "por ser citado, entendeu possível despachar no processo". Em seu lugar está a juíza substituta Gabriela Hardt.

Segundo o portal jurídico Conjur, "Moro soltou o despacho afirmando que não cumpriria a liminar concedida por Favreto logo após a decisão ter sido divulgada. Segundo o juiz, o desembargador não teria competência para mandar soltar o ex-presidente, já que a revisão da execução da pena só poderia ser feita pela 8ª Turma do TRF-4, colegiado que expediu o mandado.

A recusa do juiz foi confirmada, também em seguida, pelo desembargador relator da "lava jato" no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, João Pedro Gebran Neto. Ele disse que a decisão proferida em caráter de plantão poderia ser revista por ele, "juiz natural para este processo", a qualquer momento.

"Tendo partido a decisão de prisão da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal, a competência para revisão da decisão é da própria Turma ou de Tribunal Superior com competência recursal", afirmou, ao determinar que os agentes da Polícia Federal "se abstenham de praticar qualquer ato que modifique a decisão colegiada".

Na prática, Moro impediu que a Polícia Federal atendesse ao pedido de Favreto e manteve Lula preso até o momento em que o presidente do TRF-4, João Pedro Gebran Neto, revogou a decisão de Favreto. Lula continuará em cana, graças aos movimentos rápidos e certeiros do juiz federal Sérgio Moro. 
Os petistas contavam com as férias de Sérgio Moro para que o plano desse certo. Decepcionado, o senador Lindbergh Farias se queixou da eficácia do magistrado também neste caso:


A propósito, militante de toga é Favreto. Moro apenas fez cumprir a Lei que os petistas tentaram sabotar sorrateiramente.

Lula nem saiu da cela. Comunique-se com urgência à Polícia Federal que mantenha o condenado na prisão


Após um domingo repleto de suspense envolvendo as reiteradas ordens de soltura do ex-presidente Lula por parte do desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Rogério Favreto, a situação do condenado permaneceu inalterada neste agitado início de semana. Lula permanecerá preso, conforme decisão do presidente do TRF-4, Thompson Flores.

O magistrado responsável pela Corte endossou a decisão do relator da Lava Jato João Pedro Gebran Neto que, que havia suspendido na tarde deste domingo a ordem de habeas corpus que havia sido dada pelo plantonista da Corte, ex-petista Rogério Favreto, em favor da liberdade do condenado. Com a decisão de Thompson Flores, o petista fica na cadeia, de onde sequer saiu durante o dia.

“Nessa equação, considerando que a matéria ventilada no habeas corpus não desafia análise em regime de plantão judiciário e presente o direito do Des. Federal Relator em valer-se do instituto da
avocação para preservar competência que lhe é própria (Regimento Interno/TRF4R, art. 202), determino o retorno dos autos ao Gabinete do Des. Federal João Pedro Gebran Neto, bem como a manutenção da decisão por ele proferida no evento 17”, escreveu.

“Comunique-se com urgência à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal”, anotou.

Thompson Flores mandou comunicar ‘com urgência’ a Polícia Federal de sua decisão, após um dia de impasses vivido pela própria Polícia Federal diante da insistência de Favretto em livrar Lula da cadeia. Logo cedo, havia chegado à Superintendência Regional em Curitiba a decisão do desembargador petista, plantonista do TRF-4, mandando soltar o ex-presidente. A ordem de Favretto, foi inicialmente frustrada pela intervenção do juiz Sérgio Moro, que pediu que a PF mantivesse Lula preso. Mais tarde, o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no TRF-4, também suspendeu a decisão do plantonista, que pediu novamente a soltura de Lula.

Provocado pelo Ministério Público Federal em ‘conflito positivo de jurisdição’, o presidente do TRF-4 tomou sua decisão no início da noite deste domingo.

“Por conseguinte, não há negar a incompetência do órgão jurisdicional plantonista à análise do writ e a decisão de avocação dos autos do habeas corpus pelo Des. Federal Relator da lide originária João Pedro Gebran Neto há de ter a sua utilidade resguardada neste momento processual”, escreveu.

Thompson ainda pontua que a ‘situação de conflito positivo de competência em sede de plantão judiciário não possui regulamentação específica e, por essa razão, cabe ser dirimida por esta Presidência’.

“Nesse sentido, é a disciplina do artigo 16 da Resolução n. 127 de 22/11/2017 desta Corte – Art. 16. Os casos omissos serão resolvidos pela Presidência deste Tribunal para o plantão de segundo grau e pelo Corregedor Regional para os casos de plantão do primeiro grau”, anotou.

Petistas chegaram a se reunir em várias partes do país para comemorar a soltura do condenado. Faltou um dedinho para Lula ser solto neste domingo

ACABOU - Lula permanece preso, decide presidente do TRF-4. Para tristeza dos petistas, condenado continua morando na cadeia em Curitiba


O ex-presidente Lula esteve bem perto de ganhar a liberdade neste domingo, 08, quando um intrépido desembargador do Tribunal Regional Federal ousou acolher um habeas corpus em favor do condenado. O ex-petista Rogério Favreto ocupava o plantão do TRF-4 durante o recesso do judiciário e se aproveitou da situação para acolher um pedido de liberdade de Lula feito pelos petistas Wadih Damous e Paulo Pimenta.

O caso logo mobilizou a sociedade nas Redes Sociais e membros do Judiciário de todo o país. O juiz Sérgio Moro chegou a impedir, em primeiro momento, que a Polícia Federal acatasse o alvará de soltura expedido pelo desembargador que passou boa parte de sua vida envolvido com o PT de Lula e Dilma.


Apesar da resistência de membros do Judiciário, incluindo o relator do caso de Lula no TRF-4, João Pedro Gebran Neto, Favreto insistiu na liberdade de Lula e determinou a soltura do petista por três vezes neste domingo.


Coube ao presidente do TRF-4, desembargador Carlos Thompson Flores, sepultar as pretensões de Lula e de seus asseclas. O petista, condenado a uma pena de mais de 12 anos de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, nunca esteve tão próximo da liberdade. Caso fosse solto, Lula poderia se refugiar numa embaixada ou até mesmo deixar o Brasil.


Carlos Thompson Flores acaba de cassar a liminar concedida pelo desembargador Rogério Favreto, que mandou soltar Lula neste domingo:


“Determino o retorno dos autos ao Gabinete do Des. Federal João Pedro Gebran Neto, bem como a manutenção da decisão por ele.”


O sonho dos petistas durou pouco. Lula continuará morando na cadeia em Curitiba. 

Procuradoria pede a presidente do TRF-4 que tire do plantonista habeas corpus de Lula

O procurador da República da 4ª Região, José Osmar Pumes, pediu ao presidente do Tribunal da Lava Jato para que o habeas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja tirado das mãos do desembargador plantonista Rogério Favreto e encaminhado à 8ª Turma da Corte.

Ele requereu ao desembargador que ‘que decida, liminarmente, com urgência, no sentido de que a competência, nos autos do HC 5025614-40.2018.4.04.0000, é da 8ª Turma desse Tribunal, ainda que em regime de plantão, cabendo portanto ao relator da apelação criminal nº 5046512-94.2016.4.04.7000 a decisão sobre medidas urgentes nos autos referidos’.

E ainda que ‘determine a imediata retirada dos autos do HC 5025614-40.2018.4.04.0000 do plantão e a sua remessa à egrégia 8ª Turma, para normal tramitação nos termos do regimento e das leis processuais vigentes’.

Ele sustenta que ‘não se trata de caso que comporte decisão pela via do habeas corpus em regime de plantão, haja vista que a prisão do paciente decorre de execução provisória de condenação confirmada em segunda instância e foi determinada pela 8ª Turma dessa Corte, e não por ato de juiz de primeiro grau’.

O procurador ainda rebate o desembargador e discorda de que haja ‘fato novo’ no habeas de Lula. “Não obstante, a despeito de não se tratar efetivamente de fato novo, pois a condição de pré-candidato do ex-presidente é de há muito fato notório, isso, por si só, não pode servir para a concessão de ordem de habeas corpus neste caso, uma vez que, a prosperar tal argumento, todo e qualquer pré-candidato que se encontrasse no cumprimento de execução provisória da pena, ao cargo que fosse, teria que ser posto imediatamente em liberdade, bastando para tanto enunciar tal condição”.

“Tem-se, assim, que, não se tratando de fato novo e não sendo caso de plantão, fica preservada a competência do órgão originário (a 8ª Turma dessa Corte) para a tomada de decisões sobre a liberdade do paciente”, conclui.

Mesmo depois de o relator da Lava Jato no TRF-4, João Pedro Gebran Neto, desautorizar ordem para libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o desembargador Rogério Favreto, plantonista na Corte, insistiu em acolher pedido de habeas do petista, às 16h04 deste domingo.

Ele ordenou que Lula deixe a PF em uma hora. O desembargador decidiu negar pedido de reconsideração de seu primeiro despacho movido pela Procuradoria da República da 4ª Região.  E ainda voltou a alertar que ‘eventuais descumprimentos importarão em desobediência de ordem judicial, nos termos legais’.

Neste domingo, o desembargador plantonista mandou soltar Lula acolhendo pedido de habeas corpus. Após a decisão, Moro afirmou que o desembargador é ‘absolutamente incompetente’ para contrariar decisões colegiadas do Supremo e do TRF-4. Em novo despacho, Favreto insistiu em sua decisão. Instado a se manifestar, o relator natural do caso, João Pedro Gebran Neto, havia suspendido a soltura de Lula. Desta vez é o presidente da Corte que decidiu manter Lula preso.

Favreto foi filiado ao PT de 1991 a 2010 e procurador da prefeitura de Porto Alegre na gestão Tarso Genro nos anos 1990. Depois, foi assessor da Casa Civil no governo Lula e do Ministério da Justiça quando Tarso era ministro, também no governo daquele a quem concedeu soltura, registra o site Folha Política.

Desembargadores do TRF-4 se reúnem para decidir o que fazer com o desembargador que insiste em soltar Lula

O jornalista Diego Escosteguy informa: "Os desembargadores do TRF4 estão, agora, decidindo como enquadrar o plantonista que acaba de determinar pela terceira vez a soltura de Lula. 

Na visão da maioria dos desembargadores, as decisões do plantonista são flagrantemente ilegais. Espera-se uma decisão colegiada em breve".

Desembargador petista rebate Gebran e manda, pela terceira vez, soltar Lula

O jornalista Daniel Adjuto, do SBT, informa que o desembargador Rogério Favreto respondeu à decisão do desembargador Gebran Neto e mandou, mais uma vez, soltar o ex-presidente Lula. Segundo Adjuto, o desembargador deu prazo de uma hora para que o ex-presidente seja colocado em liberdade. 

O desembargador afirmou que sua decisão se baseia em "fato novo" - a pré-candidatura de Lula e que ele tem o poder de conceder habeas corpus de ofício - sem pedido da defesa. 

ACABOU - LULA CONTINUA NA CADEIA - TRF-4 revoga decisão de soltar o condenado


A jogada sorrateira para livrar o ex-presidente Lula da cadeia colocada em prática neste domingo fracassou. O relator da Lava Jato no TRF-4 , João Pedro Gebran Neto, acaba de revogar a decisão de libertar o condenado anunciada pela manhã pelo desembargador Rogério Fravreto, um ex-petista que acatou um pedido de habeas corpus em favor de Lula.


Com a decisão do relator da Lava Jato no TRF-4 , João Pedro Gebran Neto, de revogar a iniciativa monocrática de Favreto, Lula continuará preso em Curitiba. O PT chegou a comemorar a liberdade do condenado nas Redes Sociais, mas a alegria durou pouco. O juiz Sérgio Moro, mais uma vez, impediu que a Polícia Federal acatasse o alvará de soltura expedido por Favreto em favor de Lula. A entrada do juiz responsável pela prisão do petista foi crucial para impedir que a manobra sórdida dos petistas prosperasse.


Favreto se aproveitou do recesso do Judiciário e, como juiz plantonista do TRF-4, acolheu um HC em favor de Lula apresentado pelos deputados petistas Wadih Damous e Paulo Pimenta, relata o site Imprensa Viva.

Lula deve ficar na cadeia. Cármen Lúcia deve barrar decisão de desembargador petista que resolveu afrontar tribunais superiores


A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, já foi acionada para se manifestar sobre a decisão monocrática do desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que mandou soltar o ex-presidente Lula neste domingo, 08, publica o site Imprensa Viva.

Segundo a publicação, logo que foi informado sobre a decisão do desembargador de plantão do TRF-4, o juiz Sergio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba, afirmou que o plantonista do TRF-4 não pode mandar soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril.

"O Desembargador Federal plantonista, com todo respeito, é autoridade absolutamente incompetente para sobrepor-se à decisão do Colegiado da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e ainda do Plenário do Supremo Tribunal Federal", disse Moro.

Favreto foi nomeado pela ex-presidente Dilma Rousseff e já foi filiado ao PT. Ele se desfiliou ao assumir o cargo no tribunal. Neste domingo, o ex-petista acatou sorrateiramente a um pedido de habeas corpus apresentado pelos deputados petistas e ex-companheiros de partido Wadih Damous e Paulo Pimenta.

Segundo o jurista Miguel Reale Jr, Rogério Favreto afrontou tribunais superiores ao conceder a liberdade ao ex-presidente Lula: “Em plantão judicial, sem fato novo, decidiu o Desembargador Favreto, sem ser competente, em afronta ao decidido pelos tribunais superiores. Posição como esta vem em desprestígio do Judiciário, que ainda bem não é formado apenas por quem ignora a lei em benefício de sua preferência política.”

O Ministério Público Federal também emitiu um parecer neste domingo afirmando que Rogério Favreto não tem competência, mesmo como plantonista, de atropelar decisões do Colegiado. A expectativa agora é a de que o presidente do TRF-4, João Pedro Gebran Neto, se manifeste sobre o caso ainda neste domingo. Gebran é o relator do caso que culminou na condenação de Lula pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

O procurador regional da República, José Osmar Pumes, também entrou na corrida para manter Lula na cadeia, e recorreu ao relator da Lava Jato no TRF4, Gebran Neto, para que considere ilegal a decisão do desembargador plantonista Rogério Favreto.