segunda-feira, 23 de julho de 2018

Ai de ti, Brasil - "Texto fortíssimo"

Ai de ti, Brasil, eu te mandei o sinal, e não recebeste. Eu te avisei e me ignoraste, displicente e conivente com teus malfeitos e erros. Ai de ti, eu te analisei com fervor romântico durante os últimos 20 anos, e riste de mim. Ai de ti, Brasil! Eu já vejo os sinais de tua perdição nos albores de uma tragédia anunciada para o presente do século XXI, que não terá mais futuro. Ai de ti, Brasil – já vejo também as sarças de fogo onde queimarás para sempre! Ai de ti, Brasil, que não fizeste reforma alguma e que deixaste os corruptos usarem a democracia para destruí-la. Malditos os laranjas e as firmas sem porta.

Ai de ti, Miami, para onde fogem os ladrões que nadam em vossas piscinas em forma de vagina e corcoveiam em “jet skis”, gargalhando de impunidade. Malditas as bermudas cor-de-rosa, barrigas arrogantes e carrões que valem o preço de uma escola. Maldita a cabeleira do Renan, os olhos cobiçosos de Cunha, malditos vós que ostentais cabelos acaju, gravatas de bolinhas e jaquetões cobertos de teflon, onde nada cola. 

Por que rezais em vossos templos, fariseus de Brasília? Acaso eu não conheço a multidão de vossos pecados??? 

Ai de vós, celebridades cafajestes, que viveis como se estivésseis na Corte de Luís XIV, entre bolsas Chanel, gargantilhas de pérola, tapetes de zebra e elefantes de prata. Portais em vosso peito diamantes em que se coagularam as lágrimas de mil meninas miseráveis. Ai de vós, pois os miseráveis se desentocarão, e seus trapos vão brilhar mais que vossos Rolex de ouro. Ai de ti, cascata de camarões!

Tu não viste o sinal, Brasil. Estás perdido e cego no meio da iniquidade dos partidos que te assolam e que contemplas com medo e tolerância? Cingiram tua fronte com uma coroa de mentiras, e deste risadas ébrias e vãs no seio do Planalto. Ai de vós, intelectuais, porque tudo sabeis e nada denunciais, por medo ou vaidade. Ai de vós, acadêmicos que quereis manter a miséria “in vitro” para legitimar vossas teorias. Ai de vós, “bolivarianos” de galinheiro, que financiais países escrotos com juros baixos, mesmo sem grana para financiar reformas estruturais aqui dentro. Ai de ti, Brasil, porque os que se diziam a favor da moralidade desmancham hoje as tuas instituições, diante de nossos olhos impotentes. Ai de ti, que toleraste uma velha esquerda travestida de moderna. Malditos sejais, radicais de cervejaria, de enfermaria e de estrebaria – os bêbados, os loucos e os burros –, que vos queixais do país e tomais vossos chopinhos com “boa consciência”. Ai de vós, “amantes do povo” – malditos os que usam esse falso “amor” para justificar suas apropriações indébitas e seus desfalques “revolucionários”.

Ai de vós, que dizeis que nada vistes e nada sabeis, com os crimes explodindo em vossas caras. 

Ai de ti, que ignoraste meus sinais de perigo e só agora descobriste que há cartéis de empresas que predam o dinheiro público, com a conivência do próprio poder. Malditas sejam as empresas-fantasma em terrenos baldios, que fazem viadutos no ar, pontes para o nada, esgotos a céu aberto e rapinam os mínimos picuás dos miseráveis. 

Malditos os fundos de pensão intocáveis e intocados, com bilhões perdidos na Bolsa, de propósito, para ocultar seus esbulhos e defraudações. Malditos também empresários das sombras. Malditos também os que acham que, quanto pior, melhor.

A grande punição está a caminho. Ai de ti, Brasil, pois acreditaste no narcisismo deslumbrado de um demagogo que renegou tudo que falava antes, que destruiu a herança bendita que recebeu e que se esconde nas crises, para voltar um dia como “pai da pátria”. Maldito esse homem nefasto, que te fez andar de marcha à ré. 

Ai de ti Brasil, porque sempre te achaste à beira do abismo ou que tua vaca fora para o brejo. Esse pessimismo endêmico é uma armadilha em que caíste e que te paralisa, como disse alguém: és um país “com anestesia, mas sem cirurgia”.

Ai de vós, advogados do diabo que conseguis liminares em chicanas que liberam criminosos ricos e apodrecem pobres pretos na boca do boi de nossas prisões. Maldita seja a crapulosa legislação que vos protege há quatro séculos. Malditos os compradiços juízes, repulsivos desembargadores, vendilhões de sentenças para proteger sórdidos interesses políticos. Malditos sejam os que levam dólares nas meias e nas cuecas e mais ainda aqueles que levam os dólares para as Bahamas.

Ai de vós! A ira de Deus não vai tardar... 

Sei que não adianta vos amaldiçoar, pois nunca mudareis a não ser pela morte, guerra ou catástrofe social que pode estar mais perto do que pensais. Mas, mesmo assim, vos amaldiçoo. Ai de ti, Brasil!

Já vejo as torres brancas de Brasília apontando sobre o mar de lama que inundará o Cerrado. Já vejo São Paulo invadida pelas periferias, que cobrarão pedágio sobre vossas Mercedes. Escondidos atrás de cercas elétricas ou fugindo para Paris, vereis então o que fizestes com o país, com vossa persistente falta de vergonha. Malditos sejais, ó mentirosos, vigaristas, intrujões, tartufos e embusteiros! Que a peste negra vos cubra de feridas, que vossas línguas mentirosas sequem e que água alguma vos dessedente. Ai de ti, Brasil, o dia final se aproxima.

Se vossos canalhas prevalecerem, virá a hidra de sete cabeças e dez chifres em cada cabeça e voltará o dragão da Inflação. E a prostituta do Atraso virá montada nele, segurando uma taça cheia de abominações. E ela estará bêbada com o sangue dos pobres, e em sua testa estará escrito: “Mãe de todas as meretrizes e mãe de todos os ladrões que paralisam nosso país”. Ai de ti, Brasil! Canta tua última canção na boquinha da garrafa. 

Arnaldo Jabor



ASSISTA:

Qualquer brasileiro conhece os problemas do Brasil, mas nem todos conhecem a origem


As eleições de outubro se aproximam e os políticos afiam seus discursos visando angariar a simpatia e a confiança dos brasileiros. Obviamente, todos os candidatos que vão disputar vagas como deputados estaduais, federais, senadores, governadores e a Presidência da República irão apontar os velhos problemas do Brasil.


Praticamente todos vão falar sobre o que todo cidadão está cansado de sentir na pele, como os problemas nas áreas da saúde, segurança, educação, desemprego, transportes, moradia, infraestrutura de modo geral, falta de financiamentos, etc. Vão tentar apontar a corrupção como a causa da maioria dos problemas, vão prometer resoluções rápidas por meio de fórmulas aparentemente eficazes, etc.



Segundo o site Imprensa Viva, o problema é que o Brasil tem problemas que dificilmente serão solucionados em menos de 50 anos, como a questão da moradia, da qualificação e elevação no grau de instrução da população, o que permitira o aumento da renda per capta, do consumo e da produção. Mas tão sonhada fórmula do multiplicador macroeconômico não é tão simples. Ainda mais quando uma pequena elite se encarrega de drenar a maior parte do dinheiro do contribuinte, favorecida por um conluio secular entre o Legislativo e o Judiciário.




Alckmin promete cortar 10 ministérios e propor redução do número de senadores e deputados federais


Após governar São Paulo por 4 mandatos e entregar o Estado com a menor taxa de criminalidade do país e os melhores indicadores econômicos, o ex-governador e candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin aposta no corte de gastos como proposta central de sua campanha ao Palácio do Planalto.

Segundo o site Imprensa Viva, o médico com 40 anos de vida pública figura como um dos menos ricos entre os demais presidenciáveis. Com patrimônio modesto, apontado como um sujeito de hábitos simples, muitos dizem que "O professor seria mais rico hoje se tivesse dedicado sua vida ao exercício da medicina", numa referência ao fato de Alckmin ter lecionado durante anos para custear sua faculdade de medicina.

Em entrevista concedida à uma rádio de Pernambuco no Ano passado, Alckmin chegou a fazer uma dura crítica contra os políticos que enriquecem ao longo da vida pública. Ao citar um conselho de seu pai, , o presidenciável afirmou: "Política é dedicação, coragem moral e vida pessoal modesta. Ficou rico é ladrão. Vou repetir: Ficou rico é ladrão."

Por outro lado, a austeridade do presidenciável é apontada como sua melhor qualidade. Visto como um dos presidenciáveis mais experientes em cargos executivos, Alckmin falou esta semana com a jornalista Mariana Godoy sobre o corte de gastos públicos e prometeu cortar dez ministérios e propor reduzir o número de Senadores e de Deputados Federais.

Quase metade da população não tem acesso a internet ou TV por assinatura. Horário gratuito na TV aberta pode definir eleições


A preferência de parte do eleitorado por nomes como os do ex-presidente Lula, Renan Calheiros e até mesmo Paulo Maluf, é um fenômeno pouco digerido por parte da da população, sobretudo aqueles que possuem acesso à internet, TV por assinatura e smartphones conectados.

Mas é justamente em meio a camada da população que não tem acesso a meios de comunicação mais modernos, diz o site Imprensa Viva, que prosperam os nomes históricos da política nacional. Gente que passou décadas sedimentando seus nomes no consciente coletivo leva uma ligeira vantagem em época de eleição nas periferias, rincões distantes e comunidades carentes.

Neste aspecto, a TV aberta ainda é considerada a ferramenta mais eficiente para alcançar os eleitores em época de eleições. Até outubro, o noticiário, os debates e horário eleitoral gratuito serão cruciais para a sedimentação dos nomes dos candidatos junto ao eleitorado mais distante das Redes Sociais e da internet.

Segundo o Imprensa Viva, esta é a realidade de quase metade dos eleitores brasileiros. Apesar da ampliação do acesso à internet por meio dos dispositivos portáteis, apenas cerca de 60% dos eleitores dispõem destas ferramentas. Os eleitores mais velhos, de menor grau de instrução e renda, justamente aqueles que ainda sofrem influência de campanhas do passado de gente como Lula e outros dinossauros da política nacional, serão mais impactados pelos debates e pelo horário eleitoral gratuito na TV e Rádio.

A desigualdade no acesso à internet no Brasil está diretamente relacionada com a disparidade com relação à renda. Segundo estimativa do IBGE, apenas 32,7% das pessoas com renda menor que ¼ do salário mínimo costumam acessar a internet, enquanto o índice chega a 92,1% entre os que ganham mais de 10 salários mínimos. Uma pesquisa divulgada no final do ano passado pelo IBGE revelou que 50% dos trabalhadores brasileiros recebem por mês, em média, 15% menos que o salário mínimo.

O levantamento foi feito por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD). Naquele ano, o salário mínimo era de R$ 880. Dos 88,9 milhões de trabalhadores ocupados no ano, 44,4 milhões recebiam, em média, R$ 747 por mês. Este público, que em tese representa a maior parte dos eleitores indecisos, deve ser impactado pela propaganda eleitoral gratuita ao longo dos 45 dias que antecedem as votações no dia 07 de outubro.

De acordo com o Huffpostbrasil, "Além do horário eleitoral fixo, transmitido duas vezes por dia, os candidatos têm direito às inserções, que são peças de 30 segundos ou 60 segundos, veiculadas ao longo da programação. No total, são 70 minutos de inserções por dia, de segunda a domingo. Ao contrário da propaganda eleitoral com horário fixo, as inserções pegam os eleitores de surpresa".

Neste sentido, O PT é o partido com mais tempo de TV: sozinho, tem 88 segundos. Na sequência vem o MDB, com 86 segundos. O PSDB do pré-candidato Geraldo Alckmin tem 71 segundos, mas este tempo deve ser bastante ampliado após as alianças com partidos importantes do Centrão, de modo que Alckmin, ao que tudo indica, poderá contar com mais tempo na TV do que todos os demais candidatos juntos. Após o anúncio da aliança em torno de Alckmin, o mercado financeiro reagiu bem. O dólar registrou queda de -2,18% e a Ibovespa subiu 2,05%, com forte alta, alcançando os 79.075 pontos.

Ciro Gomes (PDT), que oficializou sua candidatura nesta sexta, tem pelo menos 26 segundos. Jair Bolsonaro, (PSL), conta até o momento com 8 segundos. A propaganda eleitoral começa a ser exibida no dia 31 de agosto pelas emissoras de rádio e TV. A partir desta data, poderá ocorrer uma mudança significativa dos indicadores registrados até o momento pelas pesquisas eleitorais.

domingo, 22 de julho de 2018

Ciro Gomes tenta censurar notícias e recebe lição de Rosa Weber

A primeira ofensiva do PDT na Justiça Eleitoral para tentar reverter a divulgação de material negativo contra o candidato do partido à Presidência da República Ciro Gomes acabou esvaziada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Responsável pelo plantão da Corte até a última quarta-feira (18/7), a ministra Rosa Weber negou cinco pedidos de liminares para retirar reportagens ou vídeos que atingem o presidenciável, que foi oficializado nesta sexta-feira como nome da legenda na disputa eleitoral de outubro e é conhecido pelo temperamento forte.
Agora, os desdobramentos dos casos serão analisados pelos relatores após o período do recesso. Entre o material estão vídeos que acusam Ciro Gomes de ter admitido que implementaria o socialismo no país, outro que o classifica de frouxo, um terceiro afirmando que o caso de Ciro Gomes com as drogas está cada vez mais grave”, uma publicação que prejudicaria o candidato junto ao eleitoral católico e ainda reportagem sobre codinomes mencionados em planilhas da Construtora Odebrecht, relativos a eventuais pagamentos de propinas a políticos.

O partido requereu a remoção de matéria do Portal UOL, veículos de comunição do Ceará, vídeos do Youtube, entre eles um produzido por um jovem cearense Carmelo Neto, de 16 anos, que chega a chamar Ciro de “frouxo”, “covarde” e de só “posar de machão em seu feudo”.

Em suas decisões, Rosa Weber ressaltou que o entendimento da Corte Eleitoral é no sentido de que “a mensagem, para ser qualificada como sabidamente inverídica, deve conter inverdade flagrante que não apresente controvérsias”, sendo que nos casos analisados não há “configuração de qualquer transgressão comunicativa, uma vez que não se depara com inverdade inconteste e patente, mas apenas com divulgações de informações prejudiciais que tanto podem ser verdadeiras como não”.

A ministra ressaltou ainda que a Justiça Eleitoral tem que ter uma atuação minimalista nas eleições, agindo em situações de flagrante ilegalidade. “Vale lembrar que a liberdade de expressão não abarca somente as opiniões inofensivas ou favoráveis, mas também aquelas que possam causar transtorno ou inquietar pessoas, pois a democracia se assenta no pluralismo de ideias e pensamentos. É natural que pessoas públicas, como o notório pré-candidato, estejam sujeitas a maior escrutínio por parte da opinião pública, o que não revela, por si só, violação dos direitos da personalidade”.

Em relação ao vídeo Lamentável, Caso de Ciro Gomes com as drogas está cada vez mais grave, a ministra considerou que não havia urgência porque o material começou a ser divulgado em 2016. “Diante do grande lapso temporal decorrido entre a sua publicação e a presente data, não antevejo urgência que justifique a sua concessão em regime de plantão, sem prejuízo de ulterior apreciação pelo relator originário do feito.”

Para o PDT, o vídeo “a um só tempo, caracteriza fake news e propaganda eleitoral negativa extemporânea, o que autorizaria a atuação do Tribunal Superior Eleitoral.”

No caso do youtuber cearense ligado ao MBL atacando o presidenciável , Rosa Weber considerou que “as afirmações do vídeo, mesmo quando acusam o pré-candidato de “frouxo”, aparentemente se voltam à sua postura política, assumindo o sentido de crítica e não de humilhação. Esse tipo de crítica, quando inerente à disputa eleitoral, não configura agressão à honra”.

Outro vídeo questionado era intitulado de “Ciro Gomes confessa a Caetano: vou implantar o socialismo”, por meio do canal “Paulo Martins”, disponibilizado desde junho de 2018. O PDT sustentou que “a notícia desborda dos limites da mera crítica e macula a imagem do pré-candidato, comprometendo o equilíbrio do pleito eleitoral que se avizinha. ”

Em uma das representações, o PDT pediu a remoção de matéria do Portal UOL relativa a codinomes mencionados em planilhas da Construtora Odebrecht, relativos a eventuais pagamentos de propinas a políticos. O partido também solicitou a exclusão de sete vídeos publicados no YouTube e de textos sobre o mesmo assunto divulgados em outros veículos de comunicação (Portal Ceará News 7, Focus.Jor, Jornal da Cidade On-line e O Diário Nacional)

“No contexto das competições eleitorais é preciso preservar, tanto quanto possível, a intangibilidade da liberdade de imprensa, notadamente porque a função de controle desempenhada pelas indústrias da informação é essencial para o controle do poder e para o exercício do voto consciente. Essa condição impõe, como consequência, que as autoridades jurisdicionais se abstenham de banalizar decisões que limitem o seu exercício, somente intervindo em casos justificados e excepcionais”, escreveu.

Em outra representação, a legenda requereu a retirada de publicação veiculada na plataforma do Portal Nordeste 1, que conteria suposta propaganda que prejudicaria o pré-candidato perante o eleitorado católico brasileiro.

Bolsonaro se encaixa na demanda do eleitorado

A Consultoria Eurasia aposta que Jair Bolsonaro vai manter seus votos mesmo sem propaganda na TV.

Seu analista disse para o Estadão:

“Bolsonaro está na frente do Alckmin no Estado de São Paulo e o Álvaro Dias tem apoio no Sul. A pergunta é: tempo de TV é suficiente para derrubar Bolsonaro? Achamos que não. O perfil do Alckmin é difícil nessa disputa. Há um desencanto com lideranças políticas. O tema de corrupção virou muito importante. Mesmo que Alckmin se saia bem no quesito de experiência administrativa, ele se sai mal por ser visto como político tradicional. 

Mais importante que tempo de TV é quais candidatos se encaixam com o perfil da demanda. 

Hoje, Bolsonaro parece se encaixar.”

Lula preso é diferente do Lula solto

Um candidato é pior do que o outro.

Carlos Augusto Montenegro, presidente do IBOPE, disse para O Globo:

“Jair Bolsonaro perde para qualquer um no segundo turno. O voto do Bolsonaro não é ideológico de direita. É como o voto nulo, no Enéas ou no Tiririca.”

“O que Marina Silva tem hoje é recall das últimas eleições. Quando o horário eleitoral começar, isso se esfacela. Ela vai sumir.”

“Há um cansaço brutal com o PSDB. O caso do Aécio Neves foi quase um tiro de misericórdia. O Alckmin tem currículo. A dúvida é saber o que vai prevalecer: o desgaste da velha política ou o que ele fez em São Paulo.”

Quanto ao PT, Carlos Augusto Montenegro duvida que Lula consiga eleger seu candidato Jaques Wagner, ao contrário do que ocorreu com Dilma Rousseff, em 2010:

“Lula preso é diferente do Lula daquela época.”

Bolsonaro: “Queremos extinguir a maioria das estatais”

Jair Bolsonaro, na convenção do PSL, disse que quer trazer o “liberalismo para o Brasil”.

“Queremos mais que privatizar, queremos extinguir a maioria das estatais. Vamos preservar as mais estratégicas.”

O presidenciável do PSL disse também que a propriedade privada nunca foi respeitada pela esquerda “porque a esquerda nunca trabalhou.”

Nomes indicados por partidos políticos são maioria nas agências reguladoras

Levantamento feito pelo jornal O Globo em oito das 11 agências reguladoras federais mostra que, de 40 cargos executivos, 32 são ocupados por nomes indicados por políticos e outros três estão prestes a serem preenchidos pelo mesmo critério. Ou seja, 35 vagas são destinadas a pessoas ligadas a políticos. O MDB domina: apontou 18 diretores. Mas outras legendas também têm indicações — há nomes da época em que o PT estava no governo federal, por exemplo. O loteamento político das agências reguladoras, alertam especialistas, interfere na atuação delas e pode até afetar a atração de investimentos para o Brasil, por criar insegurança jurídica.

As agências são responsáveis por controlar a qualidade dos serviços prestados à população nos seus segmentos de atuação, como energia elétrica, telecomunicações, petróleo, rodovias, ferrovias e aeroportos. Elas definem regras para exploração da atividade por parte da iniciativa privada em setores que representam quase 60% do Produto Interno Bruto (PIB), participam da elaboração de editais de licitação, firmam e fiscalizam contratos.

Os diretores são nomeados pelo presidente da República, passam por sabatina e precisam ter a indicação aprovada pelo Senado. Os mandatos de diretor são fixos. Eles podem ser reconduzidos uma vez e só saem do cargo mediante renúncia ou condenação judicial. Após levantar a formação das diretorias de oito desses órgãos, O GLOBO procurou cada um deles, apresentou os nomes considerados indicações políticas e pediu às agências que comentassem o assunto. Os políticos responsáveis pelas indicações e os partidos foram procurados. Entre as legendas com maior número de apadrinhados, o MDB não respondeu e o PT não comentou.

Prestes a concluir seu mandato como diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o médico epidemiologista Jarbas Barbosa critica as indicações políticas:

— Muitas vezes, indicados de maneira política não têm nem a qualificação técnica nem a experiência de gestão, indispensáveis para exercer um cargo de uma agência regulatória. Em segundo lugar, torna esse diretor privado de autonomia, um diretor que não pode dizer “não” a quem é, por exemplo, levado ou tem apoio do político que o indicou. Essa deveria ser uma prática banida.

Profissional respeitado em sua área, ele chegou ao cargo indicado pelo ex-ministro da Saúde Arthur Chioro (PT). Na Anvisa, também há indicações feitas por políticos do MDB: os diretores Renato Porto e Fernando Mendes Garcia Neto. Ex-prefeito tucano de São Bernardo, William Dib chegou ao cargo apadrinhado pelo PPS e parte do PSDB. Já Alessandra Bastos foi indicada por Paulo Maluf (PP). Procurado, o PP não comentou o assunto.

ANS: diretores são servidores federais

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula os planos de saúde, é dominada por nomes do MDB. O presidente em exercício, Leandro Fonseca da Silva, foi apadrinhado pelo senador Romero Jucá (RR). Procurado, o senador não respondeu. Após a polêmica da regra que previa que os usuários de planos com franquia e coparticipação arcassem com 40% dos custos dos procedimentos — suspensa por decisão da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia —, o diretor Rodrigo Rodrigues de Aguiar afirmou que a ANS “não é órgão de defesa do consumidor”. A indicação de Aguiar, assim como a de Simone Sanches Freire, é atribuída ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). O senador preferiu não comentar.

Ainda na ANS, a indicação de outros dois nomes, que ainda nem assumiram, mostra que o loteamento político, a seis meses do término do governo Michel Temer, se mantém. Rogério Scarabel Barbosa, apadrinhado de Eunício, foi advogado de planos de saúde. Já Davidson Tolentino de Almeida foi indicado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI). Este disse que Davidson desistiu do cargo e sequer foi sabatinado. De saída da agência, Karla Santa Cruz Coelho é indicação do PT.

Segundo a ANS, seus diretores são servidores públicos federais — dois deles da própria agência —, todos com larga experiência de atuação. Simone entrou na ANS em 2002 e é servidora de carreira desde 2005; Aguiar entrou em 2007; Fonseca é servidor de carreira do Ministério do Planejamento; Karla Coelho é servidora da UFRJ e ingressou na ANS em 2001. Em nota, a agência reiterou “que a atuação da diretoria é pautada em decisões de caráter técnico, transparência e na defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde.”

Outro reduto do MDB é a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O próximo diretor-geral, André Pepitone — que já é um dos diretores da agência —, foi recomendação do senador Edison Lobão e do ex-presidente José Sarney. Os dois políticos do Maranhão também indicaram o diretor Sandoval de Araújo Feitosa. Lobão afirmou que são técnicos de carreira, qualificados para o cargo. A assessoria de Sarney disse que ele não tem tido atividades políticas e não participou das indicações. A Aneel não respondeu. Outro que ainda não assumiu, mas cujo nome já foi submetido ao Senado, Efrain Pereira da Cruz foi apadrinhado pelo senador Valdir Raupp (MDB-RO). Este não foi localizado para comentar. Já Rodrigo Limp foi indicado pelo deputado José Carlos Aleluia (BA) e pelo senador Davi Alcolumbre (AP), ambos do DEM. Aleluia disse considerar Limp “um dos melhores técnicos do setor em Brasília”. Alcolumbre e o DEM não responderam. O atual diretor-geral, Romeu Rufino, e o diretor Tiago Correia foram indicados pela ex-presidente Dilma Rousseff.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tem nomes ligados ao MDB. Técnico da casa, Leonardo Euler chegou a diretor após apoio de políticos de Goiás, como o deputado Daniel Vilela (MDB).

— Leonardo é oriundo do primeiro concurso da agência e se tornou também o primeiro servidor de carreira a ser alçado ao cargo de conselheiro, além de ter trabalhos acadêmicos premiados na área de regulação econômica de telecom. Reúne todas as condições de competência e mérito — disse Vilela.

Emmanoel Campelo, por sua vez, chegou ao cargo por indicação do senador Garibaldi Alves (MDB-RN). Este ressaltou que o processo obedeceu a critérios técnicos. Eunício Oliveira indicou Otavio Luiz Rodrigues Junior, e o PT colocou na diretoria o ex-senador do partido pelo Acre, Aníbal Diniz. O presidente da Anatel, Juarez Quadros, foi apontado pelo ministro das Comunicações, Gilberto Kassab (PSD). Este disse que Quadros é um técnico reconhecido no setor: foi secretário-executivo e ministro das Comunicações na época da privatização do sistema Telebrás. Procurada, a Anatel não comentou.

O PR, por sua vez, indicou o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Mário Rodrigues Júnior — citado em depoimentos da Lava-Jato —, e o diretor Sérgio de Assis Lobo. A direção do PR informou que não comenta atos administrativos, “sobretudo no que diz respeito à nomeação de técnicos”. Os outros nomes da agência — Weber Ciloni, Marcelo Vinaud Prado e Elisabeth Alves da Silva Braga — são do MDB. A ANTT afirmou que a indicação para esses cargos é “prerrogativa da Presidência da República”. E não respondeu sobre a citação do seu diretor-geral em depoimentos da Lava-Jato.

Na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), dois diretores, Mário Povia e Francisval Mendes, foram indicados pelo PR, e Adalberto Tokarski, pelo MDB. A Antaq informou que, depois que o Congresso apreciar o projeto de lei que dará novas diretrizes às agências reguladoras, “aguardará o momento oportuno para se pronunciar”.

O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), José Ricardo Botelho Queiroz, é da Polícia Federal e fez parte da equipe segurança de Dilma. A Aeronáutica tem um representante no órgão, o brigadeiro Hélio Paes de Barros Júnior. A Força Aérea nega ser responsável pela indicação. Já Ricardo Sérgio Maia Bezerra seria apadrinhado pela ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra e pelo PTB — mas o partido nega a indicação. Juliano Alcântara Noman e Ricardo Fenelon Júnior são ligados ao MDB. Procurada, a Anac não respondeu.

Já a Agência Nacional do Petróleo (ANP) tem nomes próximos ao mercado, como o diretor-geral, Décio Oddone, mas Aurélio Amaral é próximo ao PC do B. A ANP disse que seus diretores são indicados pela Presidência, com aprovação do Senado.

Em lançamento de candidatura, Bolsonaro chora e pede união entre os brasileiros

No lançamento de sua candidatura à Presidência, no Rio de Janeiro, o deputado Jair Bolsonaro chorou durante a execução do hino do Brasil. Aos presentes na convenção do partido, Bolsonaro disse: "Não temos fundo eleitoral, não temos tempo de televisão. Mas temos o que os outros não têm, que são vocês, o povo brasileiro". 

Bolsonaro centralizou o discurso do lançamento da candidatura em uma proposta de união entre os brasileiros: "O Brasil não aguenta mais 4 anos de PT ou PSDB. Vamos unir esse Brasil, brancos e negros, homos e héteros, nordestinos e sulistas, ricos e pobres, patrões e empregados". 

O candidato defendeu a privatização e extinção de estatais: "Queremos mais que privatizar, queremos extinguir a maioria das estatais. Vamos preservar as mais estratégicas". E voltou a criticar Alckmin pela aliança com o chamado "blocão": "Alckmin uniu a escória da política brasileira". 

Cotada para ser candidata à vice-presidência, Janaína Paschoal pediu mais diálogo por parte dos apoiadores: "Não se ganha eleição com pensamento único. Não se governa uma nação com pensamento único. Os seguidores, muitas vezes, do deputado Jair Bolsonaro têm uma ânsia de ouvir um discurso inteiramente uniformizado. Pessoas só são aceitas quando pensam exatamente as mesmas coisas. Reflitam se não estamos fazendo o PT ao contrário". 

Assista ao vídeo da abertura da convenção:

Fiasco de Lindbergh e Marcia Tiburi na Rocinha. Moradora se recusa a colar adesivo Lula Livre


O senador Lindbergh Farias e a pré-candidata do PT ao governo do Rio de Janeiro, Marcia Tiburi, foram ignorados por centenas de transeuntes durante ato de campanha e por Lula Livre neste sábado na favela da Rocinha, registra o site Imprensa Viva..

Segundo a publicação, Lindbergh quase perdeu a voz tentando atrair alguns moradores para a passeata no interior da comunidade. Em determinado ponto da caminhada, Marcia Tiburi tentou colar um adesivo em favor de Lula em uma transeunte, que educadamente tomou o adesivo de suas mãos e seguiu em frente, ignorando a manifestação dos dois petistas. Durante a caminhada, apenas os integrantes da comitiva são vistos ao longo de todo o trajeto. Apesar da notoriedade, poucos moradores se aventuraram a apoiar os petistas durante o ato. 

PSL oficializa a candidatura de Jair Bolsonaro neste domingo

A hashtag #ConvençãoPSL2018 está entre os assuntos mais comentados do mundo no Twitter desde a manhã deste domingo (22), após o início da Convenção do PSL que oficializa a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República.
Na abertura, quando foi executado o Hino Nacional, Bolsonaro estava visivelmente emocionado.

ESTADO LAICO - MANTRA PARA ENGANAR BOBO

Como a esquerda distorce o princípio da laicidade do Estado para ficar falando sozinha.
Assista:

DILMA INELEGÍVEL

A ex-presidente Dilma Roussef é inelegível para qualquer cargo nas eleições de 2018. Na prática, não pode disputar nenhum mandato no território nacional até o pleito de 2024. Trata-se de um impedimento taxativo e que poderá ser arguido diante de eventual candidatura sua, eis que o exame judicial de violações ocorridas num processo de cassação pelo Congresso Nacional é admitido pela melhor jurisprudência pretoriana, registra o site O Antagonista.
De rigor, a interpretação da Carta Magna chancelada pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal no exercício da presidência do processo de Impeachment junto ao Senado da República delirou do texto que rege a matéria. O pedido de destaque para votação em separado (DVS) formulado pela bancada do Partido dos Trabalhadores cindindo os efeitos decorrentes do impedimento deveria ter sido indeferido de plano, eis que aquela assentada não deliberava proposição legislativa alguma, mas um veredito. Consequentemente, a divisão em duas votações não obedeceu à forma regimental prevista, violando, com isso, o devido processo legal. O raciocínio para se chegar a esta conclusão não exige maior esforço hermenêutico.
Redigido em excelente vernáculo, o dispositivo pertinente àquele procedimento especialíssimo no âmbito da Câmara Alta do Parlamento determina expressamente a “perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública”. Inequívoco, portanto, que as duas penalidades previstas são conjuntas. Afinal, a preposição “com” estabelece uma lógica inarredável. E mesmo que naquele julgamento a decisão proferida tenha sido política, a nitidez da regra constitucional indica que o debate forense em torno da não incidência da Lei da Ficha Limpa, embora denso, pode ser abreviado.
Importa referir, ante tais considerações, que o tema sequer é inédito, tendo sido enfrentado pelo STF no Impeachment do ex-presidente Collor em 1992. Na ocasião, a Suprema Corte assentou diretriz que permanece inteiramente aplicável à ex-chefe do Executivo, qual seja, de que desde o advento da Lei nº 1.079/50, sobre os crimes de responsabilidade, não é possível a aplicação da pena de perda do cargo isoladamente, e nem a pena de inabilitação assume um caráter acessório. Logo, a inelegibilidade é um fato jurídico intransponível até 2024.
texto por Antônio Augusto Mayer dos Santos, advogado e professor de Direito Eleitoral

PROIBIDA A ENTRADA DA TURMA DO CONTRA

Sei que nada é mais livre do que a burrice. A inteligência tem limites e a sabedoria exige imenso autocontrole. Mas a burrice não conhece obstáculos. Quando contrai matrimônio com uma ideologia, qualquer dessas que por serem também burras se opõem a tudo que delas não provier, surge uma energia destrutiva na sociedade.
Porto Alegre, a bela capital gaúcha que escolhi para viver, lá pelas tantas de sua história mais recente se tornou conhecida como Havana do Sul. Tudo começou no final dos anos 80 do século passado, quando parte expressiva da população encantou-se e se deixou conduzir pelos ditames da esquerda mais retrógrada do país. A cidade elegeu, consecutivamente, quatro prefeitos – fato inédito na história universal – tão esquerdistas quanto Olívio Dutra, Tarso Genro (duas vezes!) e Raul Pont. Com essa sequência ainda em curso, Porto Alegre se credenciou a ser a cidade símbolo do Fórum Social Mundial, aquele convescote do comunismo internacional que aqui começou e levou anos dando cria. Valendo-se do mecanismo de recíproco reconhecimento e mútua promoção característico dos aparelhos esquerdistas mundo afora, a capital gaúcha era exibida como “referência mundial” em democracia popular. Democracia popular, você sabe, era a trademark daquelas infelizes repúblicas dominadas pelo comunismo no Leste Europeu e na Ásia, cuja principal característica consistia em serem não democráticas e impopulares.
Essa esquerda, com o passar dos anos, perdeu o prestígio, mas continuou seu proselitismo, atuando coletivamente como efetiva vanguarda do atraso, título, aliás, de um bom livro do jornalista Diego Casagrande. Os espaços dessa atuação são os usuais e é desnecessário repeti-los aqui. Entre suas pautas estava a ferrenha oposição a toda forma de progresso, desenvolvimento econômico, oportunidade de negócios (para quem não lembra, foi durante o período em que Olívio Dutra governou o Estado que a mais nova planta industrial da Ford, que já produziu 3 milhões de veículos, foi despachada para a Bahia). Pelo viés oposto, mesmo fora do poder, seguiu alimentando o corporativismo e promovendo o aparelhamento da administração pública e das instituições do Estado.
Entre as consequências desse infeliz pacote esteve a resistência à modernização da orla do esplêndido Guaíba e o aproveitamento das antigas instalações portuárias do Cais Mauá e do Estaleiro Só, relegadas ao abandono e à degradação. Qualquer projeto de melhoria para essas áreas passou a ser combatido como desrespeito à natureza, ao Guaíba e à cidade. Atos de repúdio, abraços públicos de proteção, plebiscitos, acaloradas audiências e quanto mais estivesse disponibilizado no arsenal do mais tacanho retrocesso foram usados ao longo dos anos para impedir a integração desses locais à vida urbana.

Finalmente, há poucos dias, fez-se visível o resultado da primeira vitória da população da cidade contra tais absurdos: aproveitando-se do primeiro domingo de sol após a inauguração da nova orla do Guaíba, verdadeira multidão estimada em 40 mil pessoas tomou posse do local. Só faltou um cartaz advertindo que quem foi contra deveria manter-se afastado dali. Essas pessoas deveriam dirigir-se ao trecho seguinte, onde tudo ainda está como lhes agrada – a terra é nua, propriedade privada das macegas, ratos, rãs, tuco-tucos e lixo.
texto por Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, arquiteto, empresário e escritor

Apoiadores de Bolsonaro cobram generais


Apoiadores de Jair Bolsonaro estão cobrando os generais da reserva Augusto Heleno (PRP) e Hamilton Mourão (PRTB) por deixarem o presidenciável do PSL “não mão” quando ele mais precisava, registra o Estadão.

“Em março, os dois [Heleno e Mourão] não se filiaram ao PSL, desconsiderando que suas legendas barrariam uma aliança com a candidatura do ex-capitão”.

O show de hipocrisia petista

Como era previsto, os petistas começaram a intensificar a associação de Geraldo Alckmin com o governo Michel Temer e com as mesmas alianças que abasteceram os cofres do PT por 13 anos, registra O Antagonista.

“O rumo das coisas está ajudando a população a esclarecer o que está em jogo. Tem o projeto do Temer, que vai ser representado provavelmente pelo Alckmin, e tem o nosso, representado pelo Lula. Tenho certeza que a população vai saber escolher, como sempre”, disse Fernando Haddad depois de visitar Lula na sede da Polícia Federal em Curitiba.

sábado, 21 de julho de 2018

UMA MENSAGEM DE DELTAN DALLAGNOL PARA OS BRASILEIROS DO BEM

Deltan envia uma mensagem especial para você.




Assista ao vídeo:
s

Os 13 inquéritos dos líderes do Centrão

Geraldo Alckmin, ao fechar com o Centrão, fez acordo com líderes partidários que têm pelo menos 13 inquéritos por corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes, registra a Folha.

Ciro Nogueira, do PP, foi denunciado pela PGR como integrante do quadrilhão de seu partido, além de ser apontado como beneficiário de até R$ 5,2 milhões em pagamentos de Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC.

Paulinho da Força enfrenta no STF duas investigações sobre fraude e corrupção no Ministério do Trabalho. Delatores da Odebrecht também citaram repasses de caixa dois para o deputado, o que motivou mais dois inquéritos.

Rodrigo Maia, associado ao codinome Botafogo nas planilhas da Odebrecht, é alvo de outros dois inquéritos. “Um apura se recebeu R$ 100 mil pela aprovação de medidas provisórias de interesse do grupo. Outro investiga pagamentos de caixa dois a ele e ao pai, o ex-prefeito do Rio César Maia, em 2008 e 2010”.

Valdemar Costa Neto, mensaleiro dono do PR, foi acusado por executivos de receber propinas nas obras da Ferrovia Norte-Sul.

Marcos Pereira da Silva, chefe do PRB, é investigado por ter recebido R$ 7 milhões para que o partido aderisse à chapa de Dilma Rousseff em 2014.

Neste domingo acontecerá o lançamento da candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência

Amanhã (22) será lançada a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República. 

O evento acontecerá no Centro de Convenções Sulamérica, Rio de Janeiro. 

É esperado milhares de pessoas no evento.

Richa volta a Moro

A juíza eleitoral Mayara Rocco Stainsack devolveu a Sergio Moro o inquérito que apura se Beto Richa favoreceu a Odebrecht em troca de dinheiro para a campanha de reeleição ao governo do Paraná, em 2014, registra o G1.

Moro havia pedido que o caso fosse devolvido a ele para que a investigação de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude à licitação continuassem.

Mayara concluiu que “os delitos eleitorais e os de competência da Justiça Federal Comum são autônomos e podem ser apurados separadamente, não havendo possibilidade de decisões contraditórias justamente por serem delitos independentes, sendo indiferente terem sido praticados, em tese, pelo mesmo agente público”.

Campanha de Boulos defenderá aborto e ‘desmilitarização’ da polícia

O PSOL oficializou neste sábado a pré-candidatura de Guilherme Boulos.

Durante a convenção nacional do partido, Boulos disse que pretende desapropriar prédios vazios, implementar a reforma agrária, “desmilitarizar a polícia” e legalizar as drogas e o aborto, publica o Congresso em Foco.

O líder do MTST disse também que seu primeiro compromisso como presidente será revogar as medidas do governo de Michel Temer. Além disso, ele defendeu, mais uma vez, a liberdade de Lula.

Bolsonaro sobre Alckmin: “Reuniu a nata de tudo que não presta”

Em evento de formatura de paraquedistas do Exército na manhã deste sábado, Jair Bolsonaro atacou a aliança do Centrão com Geraldo Alckmin, registra O Globo.

“Eu quero cumprimentar o Alckmin. Ele reuniu a nata de tudo que não presta no Brasil ao lado dele.”

No evento, o presidenciável do PSL tirou fotos com familiares dos formandos e ouviu o coro de “Bolsonaro presidente”.

Novas ameaças de morte contra Sérgio Moro serão investigadas pela Polícia Federal


A revolta dos apoiadores do ex-presidente Lula contra o juiz Sérgio Moro atingiu um nível preocupante após a tentativa frustrada de deputados petistas e do desembargador plantonista Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Rogério Favreto, de livrar o petista da cadeia.

Segundo o site Imprensa Viva, a Polícia Federal (PF) está apurando as novas ameaças contra Moro, o responsável pelos processos da Operação Lava-Jato que conseguiu impedir, num primeiro momento, que a ordem de soltura de Lula determinada por Favreto fosse cumprida pela PF.

No dia 08 deste mês, o ex-petista e plantonista do TRF-4 determinou a soltura de Lula. Moro foi contra e, pouco depois, o relator do caso no TRF-4, desembargador João Pedro Gebran Neto, determinou a continuidade da prisão. Mas Favreto deu nova decisão pela liberdade. Em seguida, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), o presidente do TRF-4, desembargador Thompson Flores, determinou que valeria a decisão de Gebran, e não a de Favreto.

Em sua conta no Twitter, o juiz federal Marcelo Bretas, responsável pelos desdobramentos da Lava-Jato no Rio de Janeiro, publicou na última segunda-feira um print com oito postagens de internautas dizendo que seria preciso matar Moro. "O que dizer sobre essas mensagens abaixo? A Justiça Brasileira não pode ser usada como instrumento de disputas políticas. Ao contrário, deve ser incondicionalmente RESPEITADA", escreveu Bretas.




A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), também defendeu em nota "a necessidade de respeito à independência judicial dos magistrados que atuam em processos que envolvem ações de combate à corrupção".

"É inadmissível que Magistrados, no exercício das funções constitucionais, sejam alvos de ataques pessoais, provenientes de figuras públicas ou de dirigentes de partidos políticos. Atitudes como essa, refletem uma visão autoritária e atentam contra o Estado Democrático de Direito", diz a nota, assinada pelo presidente da entidade, Fernando Mendes.

Ajufe destacou na nota que não há razão para "se estranhar decisões que condenem e prendam pessoas consideradas culpadas, após o devido processo legal, independentemente do poder ou condição econômica e social". Isso é uma "obrigação imposta pelo princípio da igualdade de todos perante a lei"

O Sindicato dos Delegados da Polícia Federal do Estado de São Paulo (Sindpf-SP) também se pronunciou nesta terça-feira a respeito do caso Lula. Em nota, a organização apoiou os policiais federais que estavam de plantão em Curitiba no domingo "pela cautela e prudência na atuação quando do recebimento de alvará de soltura" do ex-presidente Lula.

Segundo o texto, a PF "não tem cor, nem partido e exerce seu papel constitucional com equilíbrio, moderação e responsabilidade."