segunda-feira, 30 de julho de 2018

Com ajuda dos advogados, Lula controla o PT de dentro da cadeia

Mesmo preso há mais de cem dias em Curitiba, Lula continua dando as cartas em todas as movimentações políticas do PT. Graças a uma estrutura montada pela legenda para permitir rapidez na troca de informações entre a cela na Superintendência da Polícia Federal e os líderes em São Paulo e Brasília, Lula consegue delegar tarefas e participar de todas as decisões importantes, do posicionamento do partido nas eleições estaduais às negociações com aliados na disputa presidencial. Até gravações de reuniões da sigla ele recebe na prisão, publica o site Folha Política.

Segundo a publicação, Lula tem uma rede de advogados autorizados a visitá-lo. Oito o fazem com regularidade. Participam desse grupo não só os defensores que atuam no processo criminal, mas também aliados políticos que têm registro profissional de advogado como ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão e o coordenador de seu programa de governo, Fernando Haddad. Nas quintas-feiras, Lula recebe a visita de dois políticos. Além de dirigentes petistas, já estiveram com ele nesse dia, entre outros, João Pedro Stédile, do MST, e o ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica.

Essa rede ampla faz com que o entra-e-sai na sala do petista seja intenso ao longo do dia. Pela manhã, um advogado costuma levar ao petista um resumo do que foi publicado de mais importante naquele dia nos jornais e sites de internet. É por ali que o ex-presidente começa a tomar conhecimento da conjuntura e das movimentações de potenciais aliados e adversários.

Sempre que uma visita deixa a Superintendência da PF, mensagens escritas a mão pelo ex-presidente são entregues a Marco Aurélio Ribeiro, de 32 anos, funcionário do Instituto Lula, que fotografa os bilhetes e os despacha ao destinatário por aplicativo de troca de mensagem de celular. Em pequenos bilhetes, Lula pede a lideranças petistas que escrevam relatórios sobre negociações e conjuntura política de determinado estado. A estrutura montada permite que, algumas vezes, na tarde do mesmo dia, o relatório já esteja com o chefe.

—Ele acompanha tudo quase em tempo real. Opina sobre toda a movimentação e quer análises sobre o que está acontecendo — conta um dirigente petista.

GRAVAÇÕES DE REUNIÕES ENVIADAS A LULA

Lula também consegue saber a temperatura das discussões no PT. Feitas a cada 15 dias, as reuniões do conselho político informal do partido são gravadas e enviadas à cela da PF em Curitiba, por meio de pendrive, segundo o mesmo dirigente. Criado pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, após a prisão do ex-presidente, o grupo conta com integrantes da executiva nacional, líderes de movimentos sociais e ex-ministros como Haddad, Aloizio Mercadante e Ricardo Berzoini.

Quase nada é feito sem a anuência de Lula. Em 19 de julho, a cúpula do PT se reuniu com o PCdoB para negociar a aliança na disputa presidencial. Os comunistas se frustraram porque os petistas não ofereceram a vice. Lula havia orientado que a definição de quem será o seu parceiro só deve ocorrer mais para frente.

— O que Lula sabe é filtrado. Eles monopolizam — reclama um comunista.

A presidente do PCdoB, Luciana Santos, queria visitar o ex-presidente numa quinta-feira, mas o PT não viabilizou o encontro.

Um outro episódio que teve a participação direta de Lula foi a visita de Gleisi e dos vice-presidentes Márcio Macedo e Paulo Teixeira ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), há cerca de duas semanas. Dias antes, o ex-presidente havia enfatizado aos dirigentes de seu partido que um acordo com o PSB era fundamental e prioritário. Os petistas saíram de lá com o compromisso público de Câmara de que defenderá em seu partido um apoio ao candidato do PT.

Lula barrou ainda, em junho, que Haddad, coordenador do programa de governo, desse entrevista sobre o documento. A autorização para Haddad falar sobre o assunto só saiu dia 20, quando Gleisi divulgou os pontos centrais do documento, sem combinar com o ex-prefeito. No mesmo dia, Haddad foi a Curitiba e recebeu o aval do chefe para dar entrevistas.

Sem Lula, o partido não tem uma definição sobre quem será o vice se o cenário sem aliança se confirmar. Apesar de Lula preencher os requisitos para ser enquadrado na Lei Ficha Limpa, o PT vai registrar a sua candidatura no dia 15 de agosto.

BILHETES DE EX-PRESIDENTE NÃO PASSAM POR TRIAGEM DA PF

Os bilhetes com orientações políticas do ex-presidente Lula para os petistas não precisam passar pela triagem da Polícia Federal porque são transmitidos por meio de advogados.

— A comunicabilidade entre o preso e seu advogado é inviolável — lembrou o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão, quando deixava a carceragem na última quarta-feira, depois de passar duas horas com Lula e entregar-lhe uma leva de cartas e documentos.

Naquele dia, havia sido divulgada uma entrevista em que o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, dizia ser o único presidenciável capaz de tirar Lula da prisão. E o empresário Josué Gomes publicava carta aberta com elogios ao projeto de Geraldo Alckmin (PSDB) para disputar a Presidência. Aragão transmitiu ao partido o pedido urgente de Lula (“O PT tem que procurar o Josué”) e a indiferença do ex-presidente às sinalizações positivas de Ciro (“é um sujeito inconstante, um dia bate, no outro assopra”).

Quem convive com Lula na PF conta que os dias costumam ser ocupados por visitas de longa duração e com a porta da cela aberta. As noites estão mais propícias à leitura e à redação dos bilhetes com orientações. Lula tem costume de reclamar da falta de precisão do que sai nos jornais.

— Falei uma coisa para o cara ontem, no dia seguinte está no jornal o contrário do que eu falei! — reclamou, certa vez.

A juíza da 12ª Vara Federal em Curitiba, Carolina Lebbos, autorizou o ex-presidente a receber um dispositivo para reprodução de arquivo de música e fone de ouvidos, mas Lula não precisou receber o aparelho. Escuta música, vê filmes e até mesmo audiências da Justiça (com alguma impaciência, porque as considera longas demais) por meio de pendrive que acopla à TV instalada em sua cela.

Sem contato com outros presos, Lula gosta de conversar com seus carcereiros e delegados da PF. Já confidenciou aflição por sentir que não vê nome à altura para substitui-lo como candidato à Presidência. E também já falou do medo de ver o PT perder espaço e importância por causa da falta de sua foto na urna eletrônica.

JUÍZA NÃO SE MANIFESTA

Decidir sobre as regras relacionadas à prisão de Lula na PF é um desafio para a juíza Lebbos. Isso porque, embora a Lei de Execuções Penais seja referência para estabelecimento das regras que regem o encarceramento do ex-presidente, seu caso não é considerado transitado em julgado (não foram esgotados os recursos).

Redigida no início dos anos 80, a lei autoriza que o preso mantenha contato com o mundo exterior apenas “por meio de comunicação escrita, da leitura e de outros meios de informação que não comprometam a moral e os bons costumes”. O GLOBO perguntou à juíza se há algum impedimento legal para o ex-presidente receber ou gravar áudios ou vídeos em sua cela, ou mesmo fazer articulações políticas por meio de correspondências e mensagens transmitidas a seus advogados e visitantes. Ela informou que preferia “não se manifestar sobre questões específicas da execução penal em curso”.

PF acha com amigo de Temer extrato de firma ligada a porto

A Polícia Federal encontrou na casa do coronel João Baptista Lima Filho, amigo do presidente Michel Temer, registros de pagamentos do grupo Votorantim no exterior.

Os documentos mostram uma operação bancária, realizada em 2016, em dólares, no valor atualizado de cerca de R$ 8 milhões, publica o site Folha Política.

A PF achou os papéis durante uma busca e apreensão da Operação Patmos, no ano passado.

O nome da Votorantim consta em uma planilha de 1998, que para investigadores trata de pagamentos de propina de empresas do setor portuário para políticos, entre eles Temer.

A tabela foi recuperada pela PF e é a base do inquérito aberto envolvendo o presidente.

A polícia já identificou repasses e outras relações com o coronel amigo de Temer de empresas diversas que também aparecem na planilha. 

Esse é o primeiro documento, com data posterior à tabela, com menção ao grupo empresarial paulista, um dos maiores do Brasil, vinculado de alguma forma ao coronel. A empresa diz que se trata de uma operação regular relacionada à venda de zinco e que desconhece o motivo de o papel ter sido encontrado na casa de Lima. 

O coronel não se manifestou especificamente sobre o documento apreendido pela PF. 

O extrato está em nome da Votorantim Zinco e Metais, hoje chamada de Nexa. 

O grupo Votorantim está no Porto de Santos (SP) há 30 anos, desde 1997, com a Fibria Celulose, da qual atualmente é acionista. Desde setembro de 2017, quando seu acordo venceu, a Fibria opera no local sem contrato, com base em uma liminar da Justiça. 

A empresa solicitou ser beneficiada por decreto do presidente Temer que permite ampliar de 25 para 35 anos os prazos dos contratos de concessões e arrendamentos firmados após 1993.

O decreto passou a ser investigado no final do ano passado, por causa de ligações interceptadas pela PF durante a delação premiada da JBS. 

A PF e a PGR (Procuradoria-Geral da República) querem saber se houve pagamento de propina por parte de empresas do setor portuário para a edição da norma.

Além do contrato que venceu, a Fibria tem outro acordo no Porto de Santos, assinado após vencer um leilão em dezembro de 2015 —o valor da outorga foi de R$ 115 milhões. O acordo, porém, só foi assinado de fato em 2016.

Em outra ponta, a companhia tem uma parceria agrícola com coronel Lima em sua fazenda, a Esmeralda, em Duartina, interior de São Paulo, desde 2005. A fazenda fornece madeira para o mercado de celulose.

A Fibria Celulose doou cerca de R$ 4,3 milhões na campanha de 2014. Quase R$ 1 milhão foi para o MDB. 

A empresa não é investigada. A Nexa, ex-Votorantim Metais Zinco, também não é investigada. 

Até agora, as suspeitas da PF são sobre a Rodrimar, a Libra, a Multicargo e JSL —todas aparecem na planilha de 1998.

Executivos de todas essas empresas já foram ouvidos. 

A polícia suspeita que o presidente Temer tenha lavado dinheiro de propina em reformas em casas da família e em transações imobiliárias e que o coronel seja o intermediário do dinheiro de corrupção.

A principal obra investigada é de um imóvel de uma das filhas do presidente, Maristela Temer.  

A PF identificou pagamentos em dinheiro vivo feitos pela esposa de Lima, Maria Rita Fratezi.

OUTRO LADO

Procurada, a defesa do coronel João Baptista Lima Filho “negou todas as acusações” e disse que “não participou ou praticou qualquer ato ilícito”. Reiteradas vezes o presidente Temer negou toda e qualquer irregularidade. 

A Nexa afirmou que o extrato encontrado se trata de uma “operação regular de venda futura de zinco, iniciada em julho de 2015 e liquidada nos meses de maio, junho e julho de 2016, devidamente contabilizada no balanço da companhia”

A empresa disse ainda que “desconhece a razão pela qual este documento estava em posse de terceiros”.

A Fibria, por sua vez, admitiu a relação comercial com Lima, mas disse desconhecer o documento encontrado na busca e apreensão na casa do coronel. 

A empresa afirmou que a parceria agrícola, de 2005, “tem um período de 14 anos, prazo normal de contratos dessa natureza em função do ciclo de colheita da madeira, que varia entre 6 e 7 anos”. 

Segundo a Fibria, “os termos e condições do contrato, inclusive preço e forma de pagamento, seguem os parâmetros de mercado. Os valores dependem do volume de madeira colhida, como é praxe. 

Sobre o decreto de Temer, disse ter acompanhado a discussão por meio das entidades setoriais que participa, “respeitando as decisões governamentais e contribuindo com informações técnicas”.

No Brasil, artistas, intelectuais e políticos pedem que a Justiça ignore crimes de lavagem de dinheiro e pedem a liberdade de criminoso condenado


O ex-presidente Lula foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. Apesar dos gastos exorbitantes com advogados renomados, incluindo um ex-presidente do Supremo Tribunal Federal em sua equipe de defesa, e dos 78 recursos referentes ao caso apresentados a todas as instâncias do país, Lula acabou condenado a uma pena de 12 anos e um mês de prisão em regime fechado.

O crime de lavagem de dinheiro é bastante comum e as autoridades do país estão bastante familiarizadas com os métodos utilizados pelos criminosos para ocultar operações financeiras por meio de laranjas. Lula foi condenado em um caso sofisticado de lavagem de dinheiro que envolvia o recebimento de vantagens indevidas de empreiteiras em troca de facilidade na obtenção de contratos superfaturados junto à Petrobras, publicou o site Imprensa Viva.

Segundo a publicação, o principal cúmplice de Lula no caso do triplex do Guarujá, o ex-presidente da empreiteira OAS, Léo Pinheiro, também condenado pelos mesmos crimes no mesmo processo, confessou às autoridades que havia reservado o imóvel para o ex-presidente em contrapartida por vantagens para sua empresa. Amigo de Lula desde os anos 80 e cúmplice direto nos ilícitos neste processo, Pinheiro forneceu detalhes sobre a negociação envolvendo a reforma e a reserva do triplex para Lula.

Apesar da clareza com que os fatos foram esclarecidos, artistas, intelectuais e políticos brasileiros insistem em pedir que os crimes atribuídos à Lula sejam esquecidos e que o petista seja colocado em liberdade. Estes grupos manifestam sua contrariedade livremente contra a Justiça na imprensa, nas redes sociais e promovem até espetáculos públicos para pedir que Lula seja libertado.

Normalmente, quem pratica crimes de lavagem de dinheiro não registra imóveis e outros bens em seus nomes, justamente para tentar despistar as autoridades. Também não movimentam valores em suas contas, não emitem notas fiscais em seus nomes e costumam recorrer a artifícios bastante manjados para ocultar o recebimento de valores ou de vantagens indevidas. São crimes praticados há centenas de anos, de modo que as autoridades já possuem vasta experiência em rastrear e comprovar tais crimes, normalmente praticados por traficantes, bicheiros, sonegadores, ladrões de cargas, etc.

Ao que tudo indica, de acordo com as autoridades que investigaram, denunciaram, julgaram e condenaram Lula, não há nada de excepcional em seus crimes, exceto o fato de se tratar de um ex-presidente da República. A questão é que não há como defender a manutenção de um Estado Democráticos de Direito quando se tenta exigir tratamento diferenciado aos cidadãos perante a Lei, como tentam impor os apoiadores de Lula.

Além desta condenação, Lula ainda é réu em cinco ações penais e pode ser condenado novamente por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de influência, organização criminosa, entre outras acusações graves. Exigir a liberdade de um criminoso condenado em segunda instância logo em sua primeira condenação é um gesto que pressupõe que os apoiadores de Lula também não aceitarão outras eventuais condenações que venham a recair sobre o petista num futuro próximo. Isto significa alçar o ex-presidente à uma condição de superioridade em relação aos demais cidadãos.

A Democracia permite que qualquer cidadão manifeste livremente sua liberdade de expressão. Na defesa de suas convicções e ideologias, alguns artistas e políticos não veem qualquer problema em contestar todo um sistema jurídico, o Código Penal, a Constituição, as autoridades constituídas, as instituições e até mesmo a maior parte da opinião pública pedir a liberdade de um criminoso condenado, como é o caso de Lula. Parece estranho, mas é isto.

Jair Bolsonaro é o convidado do Roda Viva desta segunda-feira

O candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, participará nesta segunda-feira (30) do programa Roda Viva, da TV Cultura.
Depois de entrevistar Marina Silva (REDE), Guilherme Boulos (PSOL), João Amoêdo (NOVO), Ciro Gomes (PDT), Álvaro Dias (PODEMOS), Henrique Meirelles (MDB), Manuela D’ávila (PCdoB), Guilherme Afif Domingos (PSD) e Geraldo Alckmin (PSDB), o Roda Viva dá sequência à série de pré-candidatos à Presidência da República.
O capitão da reserva do Exército vai ao programa falar sobre seus projetos para o País, caso seja eleito.
Com apresentação de Ricardo Lessa e desenhos do cartunista Paulo Caruso, o programa vai ao ar ao vivo, às 22h15, na TV Cultura, no site da emissora, no Twitter, Facebook e YouTube.

domingo, 29 de julho de 2018

Justiça cassa direitos políticos de Garotinho por 8 anos

A 6ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Cidadania da Capital, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), obteve na Justiça, em segunda instância, a condenação do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, por improbidade administrativa. Com a decisão, Garotinho fica com os direitos políticos cassados por 8 anos e ainda terá que pagar multa R$ 2 milhões por danos morais e multa de R$ 500 mil.
Na ação, Garotinho é acusado pelo MPRJ de participar de esquema criminoso que desviou R$ 234,4 milhões da Secretaria estadual de Saúde no período de 2005 a 2006. Na época, o estado era governado pela mulher do político, Rosinha Matheus, e Garotinho era seu secretário de Estado de Governo.
De acordo com a sentença, ficou confirmada a dispensa de licitação, com contratação ilícita da Fundação Pró-Cefet para a gestão do projeto “Saúde em Movimento”, que custou aos cofres públicos, o valor de R$ 234 milhões. Ainda de acordo com a Justiça, o contrato só foi possível porque, enquanto secretário de Governo, Garotinho intercedeu para que fosse rompido o contrato com a Fundação Escola de Serviço Público (Fesp), que administrava o projeto, abrindo caminho para o acordo fraudulento com a Pró-Cefet.
Segundo ainda a Justiça, o ex-governador incorreu nas condutas do artigo 10, parágrafos I, VIII e XII, que consistem em facilitar por qualquer forma para a incorporação ao patrimônio particular, de pessoa física ou jurídica, de verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial da administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes, dispensa indevida de licitação e facilitar que terceiro se enriqueça indevidamente.

Defesa

Em sua defesa, o ex-governador Anthony Garotinho disse, em nota, que “essa ação por improbidade foi iniciada há quase 10 anos, e que diz respeito ao ano de 2006, quando disputaria a eleição para presidente do Brasil”. Garotinho fala que, “de qualquer forma é preciso deixar claro que essa condenação injusta não implica de forma alguma em minha inelegibilidade”.
Garotinho disse ainda, na nota, que “para começar, essa ação foi julgada neste momento eleitoral sem que eu sequer tivesse defensor constituído no processo, o que demonstra uma pressa sem justificativa e o claro cerceamento de defesa”.
O ex-governador alega que não cometeu “ato algum de improbidade, e essa condenação ocorre sem qualquer prova, pois até as ´perícias requeridas por minha defesa à época foram negadas”.
O ex-governador cita na sua defesa que “a Lei da Ficha Limpa é claríssima ao prever que somente ficam inelegíveis os candidatos que tenham sido condenados por órgão colegiado em razão de enriquecimento ilícito, o que não é e nunca foi o meu caso. Até mesmo a sentença reconhece que não me enriqueci de forma alguma”.
Garotinho cita que “em todas as demais hipóteses, a condenação por improbidade só pode gerar efeitos após esgotados todos os recursos, e tenham certeza que irei recorrer até a última instância para provar que se trata de mais uma injustiça”.
fonte: Agência Brasil

sábado, 28 de julho de 2018

João Amoêdo detona ‘Festival Lula Livre’ é diz que evento é campanha antecipada

João Dionísio Amoêdo, candidato à Presidência da República pelo NOVO, publicou uma nota repudiando o evento ‘Festival Lula Livre’.
“Além de campanha antecipada o ato ainda configura um ‘showmício’, proibido pela Lei Eleitoral. Mais uma vez, o partido do Lula desrespeita a Justiça. O Brasil só vai voltar a crescer quando tivermos um país que todos são iguais perante a lei”, declarou Amoêdo, segundo registro do site Conexão Política.
Organizado por lideranças de esquerda, o movimento defende à liberdade do ex-presidente Lula e diz que o líder petista foi preso sem provas, por motivações políticas.
Por unanimidade, os desembargadores da 8ª Turma do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) condenaram Lula a 12 anos e 1 mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
A Lei da Ficha Limpa garante que condenados por órgãos colegiais se tornem inelegíveis — impedindo, assim, qualquer possibilidade do ex-presidente Lula disputar as eleições.

Bolsonaro no primeiro turno

Jair Bolsonaro vai fazer de tudo para ser eleito no primeiro turno.

Diz a Folha:

“Numa exposição realista, admitiram [Major Olímpio e Fabio Wajngarten] que, se a eleição tiver duas etapas, como ocorre desde 2002, as chances de o deputado vencer serão menores”.

Para isso, a campanha de Bolsonaro fará uma forte ofensiva na internet e no WhatsApp, já que o presidenciável do PSL terá um tempo ínfimo de propaganda eleitoral.

Votos brancos e nulos não funcionam nem como protesto, diz Deltan Dallagnol

O procurador e coordenador da força-tarefa da Lava Jato gravou um vídeo para explicar que votar nulo ou em branco não funciona nem como protesto, pois os eleitores que deixam de votar transferem para uma minoria a escolha dos representantes dos cidadãos. 

Assista:
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Após notícia sobre 'mesada' de R$ 100 mil, abaixo-assinado contra Toffoli se aproxima de 300 mil assinaturas

Um abaixo-assinado que pede que o ministro Dias Toffoli seja impedido de assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal se aproxima da marca de 300 mil apoios. O ministro é alvo de uma campanha para que não se torne presidente do Supremo Tribunal Federal, capitaneada pelo jurista Modesto Carvalhosa. O abaixo-assinado pode ser consultado neste link


Veja: 


Em reportagem dos jornalistas Eduardo Barretto e Filipe Coutinho, a revista Crusoé expôs que Toffoli recebe uma "mesada" de R$ 100 mil de sua mulher. Desse valor, Toffoli pagaria R$ 50 mil mensais à ex-mulher, uma quantia muito superior ao seu salário como ministro. O banco utilizado para as transações foi mencionado em ao menos três pedidos de impeachment do ministro. O último pedido foi protocolado neste mês. 

fonte: Folha Política

Marco Aurélio Mello pode ir para a Segunda Turma do STF, alertam jornalistas

Os jornalistas do site O Antagonista informam que há rumores de que o ministro Marco Aurélio Mello pode tentar mudar para a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, para impedir que a ministra Cármen Lúcia, ao deixar a presidência da Corte, passe a integrar essa Turma, considerada o 'jardim do Éden' dos encrencados da Lava Jato. 

Leia abaixo o texto divulgado pelo site: 

O Antagonista apurou que há uma articulação interna no STF para que Marco Aurélio Mello troque de lugar com Dias Toffoli na Segunda Turma, em agosto.
Com a posse de Toffoli na Presidência do Supremo em setembro, Cármen Lúcia seria deslocada para a Primeira Turma.
Dessa maneira, os “ministros anti-Lava Jato” continuariam com a maioria dos votos na Segundona e ainda teriam o controle da pauta na Presidência.
“O plano é escandaloso e mostraria a real intenção dessa gente em soltar Lula e acabar de vez com a Lava Jato”, avalia um ministro.
Em 2015, Marco Aurélio, por ser o vice-decano, tinha prioridade na transferência para a Segundona, mas abriu mão para que Toffoli assumisse a vaga aberta com a aposentadoria de Joaquim Barbosa.

General da reserva, Antonio Hamilton Mourão.Famoso por pregar intervenção militar, Gen. Mourão declara apoio incondicional a Bolsonaro

Antonio Hamilton Mourão é figura polêmica. No ano passado, causou desconforto ao defender abertamente a intervenção militar caso a crise política não fosse resolvida pelas instituições nacionais. 

Agora na reserva, o general, presidente do Clube Militar, disse à Sputnik apoiar 'incondicionalmente' a candidatura de Jair Bolsonaro e pediu união.
O militar já tinha causado polêmica ao criticar abertamente o governo da agora ex-presidente Dilma Rousseff em 2015, ferindo normas internas que só autorizam declarações políticas com o sinal verde do superior. Ao defender a intervenção militar, o general levou um puxão de orelha do próprio Ministério da Defesa, à época chefiado por Raul Jungmann (hoje à frente da Segurança Pública).

Na indefinição de quem será vice na chapa encabeçada por Jair Bolsonaro, a imprensa chegou a ventilar o nome do militar. Em conversa com a Sputnik Brasil, Mourão negou a possibilidade, mas se disse "no banco de reservas, pronto para qualquer chamamento". 
"Eu estou em condições, sou eleitor confesso e incondicional apoiador do Jair Bolsonaro porque nosso país precisa passar por um processo de mudança iniciado por um Executivo que passe a imagem de austeridade e eficiência na gestão. Ao mesmo tempo, esse Executivo deve ter um relacionamento republicano com os demais poderes, seja o Legislativo, seja o Judiciário. Eu vejo o Bolsonaro com capacidade para fazer isso", defende, criticando ao mesmo tempo o financiamento de campanha cujos fundos públicos são distribuídos "em 70% para apenas 3 partidos". "Os demais partidos vão entrar na luta pela sobrevivência, daí toda essa problemática que estamos vendo de escolha de vice", completa.
Questionado sobre os altos índices de rejeição e a suposta "estacionada" de Jair Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto, Mourão não apoiou nem negou a necessidade de fazer concessões de modo a tornar a candidatura mais conciliatória. Contudo, afirmou acreditar que é preciso vencer "radicalismos".
"Todo radicalismo não é bom. Há muitos anos atrás, tinha ouvido de um professor que não se combate o comunismo com o comunismo ao contrário. Nosso Brasil tem de ser mantido unido (…). Meu conselho para o deputado Bolsonaro tem sido de que ele traga todos os brasileiros, que se unam em torno das ideias, independe de gostarem ou não da figura da pessoa (…). Precisamos buscar a união e não a dissociação".
Chefiando as Forças Armadas? 
O militar aproveitou para negar que tenha sido considerado para chefiar a pasta da Defesa em caso de eventual vitória da candidatura do PSL.
"As coisas precisam ser feitas por etapas, primeiro precisamos ganhar a eleição para depois ver quem serão os nomes a serem colocados nos futuros ministérios. Eu não tenho nenhuma vontade de ser ministro A, B ou C, muito pelo contrário, meu papel é e será por enquanto de presidente do Clube Militar e apoiador incondicional do programa de governo do Bolsonaro".
Mourão passou para a reserva em fevereiro deste ano. Na ocasião de despedida do Exército, o militar chamou de "herói" o ex-chefe do DOI-CODI,  coronel Carlos Brilhante Ustra, e acusado de promover dezenas de sessões de tortura contra presos políticos da ditadura. Questionado por jornalistas ao fim da solenidade, disse ter elogiado Ustra porque este teria "combatido a guerrilha e o terrorismo".

fonte: Sputnik Brasil

‘Brasil com Bolsonaro’ é o assunto mais comentado no Twitter mundial

Na manhã deste sábado (28) o deputado federal Jair Bolsonaro entrou nos trending topics (assuntos mais comentados) do Twitter com a hashtag #BrasilComBolsonaro após uma série de ataques da revista Veja e Época.
Destaque na capa da Veja, o enunciado diz que “Bolsonaro cresce e assusta”, em referência às pesquisas eleitorais.
Em evidência também na capa da Época, a revista diz que “ele tem um passado assustador”.
LÍDER NOS TRENDS TOPICS
Neste contexto, os eleitores do candidato à Presidência da República pelo PSL não perderam tempo e organizaram um ‘tuitaço’ para propagar às ideias do político no Twitter.
Com 100 mil postagens, a hashtag está em primeiro lugar entre os assuntos mais comentados no Twitter Brasil e também no Twitter mundial.
Imagem: Reprodução Twitter
Ao clicar no termo, o que se vê são mensagens de apoio e críticas ao sistema político atual.
“O desespero, as mentiras e as articulações da esquerda só deixam uma coisa bem clara: a posse iminente de Jair Bolsonaro para presidente, estamos contigo capitão”, disse o internauta Alexandre Marino.
Já para Fernanda Tanaka, “a ‘isentosfera’ quer forçar aquele cenário de 2014, onde as únicas chances de vencer o PT, era votando no Aécio. Ainda havia certa crença de que o PSDB era o maior opositor do partido. Hoje, não! Só cai nessa quem quer cair”, afirmou a jovem.
“Chega de alianças com corrupto pra ganhar tempo de TV. Chega de mexer com sexualidade de criança, chega de bancar grupo terrorista, chega de ajudar criminoso, chega de prostituir nosso país pra sustentar projeto totalitário”, expressou o redator Paulo, popular na rede social.
DESEMPENHO ELEITORAL
Diante do páreo eleitoral, Bolsonaro era pra ser um estirpe nanico por obter apenas 8 segundo de televisão e não ter fechado coligações com partidos envolvidos em escândalos de corrupção. No entanto, é o favorito disparado das eleições 2018.
As informações são do site Conexão Política.

“Só se eu fosse um descarado” – afirmou Álvaro Dias sobre ser vice de Alckmin

O pré-candidato a presidência pelo Podemos, foi questionado sobre ser vice de Alckmin e afirmou em entrevista à Reuters:
“Só seu eu fosse um descarado que diz uma coisa e faz outra. Eu seria um pulha se aceitasse ser coadjuvante de um ajuntamento de siglas e na empreitada de preservar o circo que abrigou todos esse espécimes da velha política. Eu seria igual a todos os outros.”

fonte: Conexão Política

'Se entrou gente da guerrilha, por que não do Exército?’

Principal assessor e responsável pelo capítulo econômico do programa de governo do candidato do PSL à Presidência da RepúblicaJair Bolsonaro, o economista Paulo Guedes defendeu nesta sexta-feira, 27, a participação de militares numa eventual gestão do deputado fluminense. “Entrou alguém que estava na guerrilha há 20 anos, por que não pode entrar um (ex) capitão do Exército?”, questionou Guedes, em entrevista ao Estadão/Broadcast
O comentário de Guedes é uma referência à presidente cassada Dilma Rousseff (PT), que atuou na Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) durante a ditadura militar, e a Bolsonaro, que é militar reformado. 
Numa tentativa de dirimir a desconfiança de agentes econômicos em relação à candidatura de Bolsonaro, Guedes ressaltou sua confiança nas instituições e na democracia, que, segundo ele dão segurança à alternância de poder. Como exemplo, disse que quando o Executivo “se portou mal”, houve impeachments de presidentes, e quando o Legislativo se portou mal, o Judiciário agiu. 
Ao apresentar as linhas gerais do programa econômico de Bolsonaro, Guedes afirmou que o “objetivo absoluto” é o controle de gastos com a meta de zerar o déficit primário em um ano. “Vamos tentar um ataque frontal e zerar o déficit (nas contas públicas) em um ano.” 
Questionado sobre a disposição de Bolsonaro para fazer uma agenda de reformas econômicas liberais, Guedes ressaltou que o pré- candidato entende que precisa ser feita uma transformação no Estado brasileiro. “Ao contrário do que todo mundo pensa, porque todo mundo tem medo às vezes do Jair Bolsonaro, não tem ameaça nenhuma, ele é muito ponderado sobre o que é possível fazer.
Forte defensor do liberalismo na economia, o economista demonstrou disposição para a negociação política em torno de propostas econômicas em caso de resistência do Congresso. “Você acha razoável numa democracia alguém ter carta branca para fazer tudo o que quer? Ou será uma resultante do processo político? Acredito que será resultante do processo político”, disse. “Ninguém é salvador da pátria, ninguém vai fazer nada sozinho, não existe plano mirabolante para salvar o País.” 
Ao falar de política, Guedes disse que o Bolsonaro tem como condição não fazer negociações com base no “toma lá, dá cá”. “Posso testemunhar que não ouvi um minuto de conversa não republicana do Jair Bolsonaro topando acordo para fazer isso ou aquilo. É inacreditável, mas é fato”, afirmou. 
Segundo Guedes, o presidenciável conversou com o PR, partido integrante do Centrão, porque queria o senador Magno Malta (ES) como vice porque ele “foi um cara muito firme durante o impeachment” da ex-presidente Dilma e é religioso”. No relato do economista, Bolsonaro teria dito: “Eu quero o Magno Malta, não é o partido dele”. Segundo o economista, quando as negociações passaram a incluir outros nomes do PR e articulações com diretórios estaduais, Bolsonaro disse que não aceitava imposições.

Partido tem soluções para vice de Bolsonaro

O economista disse ainda que o nome da advogada Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment de Dilma, segue aventado como possível vice. Na aproximação com a jurista, afirmou, Bolsonaro “deu testemunho de que preza, sim, as mulheres”. Segundo ele, o candidato “tem três, quatro soluções internas” para a vice. Guedes citou o príncipe Luiz Philippe de Orléans e Bragança, descendente da família real, que “fala várias línguas, é um constitucionalista”. Segundo Guedes, o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), “que é o braço direito político” de Bolsonaro,  cuida da articulação política com nomes de fora do PSL para a vice.
O economista ainda negou atritos internos na campanha de Bolsonaro em torno do cancelamento de sua participação na Cúpula Conservadora das Américas, inicialmente agendada para este fim de semana, em Foz do Iguaçu (PR). Guedes alegou problemas de agenda para cancelar sua ida, segundo ele, antes mesmo de o evento ser adiado.
fonte: Estadão

Príncipe Luiz Philippe é o melhor nome para vice de Bolsonaro, apontam analistas

Muito tem se discutido sobre quem será o vice de Jair Bolsonaro em sua corrida ao Planalto, e o nome com maior destaque nos últimos dias tem sido o de Luiz Philippe de Orleans e Bragança, descendente da família imperial brasileira.
Alguns analistas têm se pronunciado sobre a possível chapa. “Não conheço ninguém mais preparado que ele. Se Bolsonaro o escolher para vice, será a melhor decisão que tomará na campanha. Terá um sujeito íntegro, leal e realmente capaz para apoiá-lo”, diz o especialista em investimentos Leandro Ruschel.
Luiz Philipe tem formação acadêmica sólida e experiência não só em grandes empresas, mas também como empreendedor, além de ter escrito um best-seller sobre como resolver os problemas do Brasil e de ter criado o movimento Acorda Brasil. Quem mais reúne um currículo desses?
O professor de história e teoria política Rafael Nogueira também se pronunciou:
Como todos podem ver, Bolsonaro não será tolo por trazer um príncipe sedento por um trono ao seu governo, será exímio estrategista por decidir escolher o indivíduo Luiz Philippe de Orleans e Bragança, o novo político mais preparado do Brasil, como vice-presidente de sua chapa”.
5. Tem formação também internacional, em parte focado em ciência política
Ele estudou na França e nos Estados Unidos. Em Stanford, alcançou o grau de mestre em Ciência Política. Ele domina, como poucos, os conceitos de teoria política, bem como a história política dos povos.
Como todos podem ver, Bolsonaro não será tolo por trazer um príncipe sedento por um trono ao seu governo, será exímio estrategista por decidir escolher o indivíduo Luiz Philippe de Orleans e Bragança, o novo político mais preparado do Brasil, como vice-presidente de sua chapa.
O príncipe, que não pertence à linha de sucessão principal ao trono do extinto império brasileiro, confirmou que seria candidato à deputado federal pelo PSL, mas disse estar à disposição do povo brasileiro. “Não há outro caminho para mudanças senão se disponibilizar para servir ao Brasil, se assim desejarem os brasileiros”, afirmou nesta quinta-feira (26), em nota.
Crítico da Carta de 1988, Luiz informou na segunda-feira (23) que está escrevendo uma nova Constituição para o país, junto com um grupo altamente qualificado de ativistas. “Pretendemos publicar algo bem estruturado, que seja realista e condizente com a nossa realidade. Ao mesmo tempo, resgatar alguns valores que estão fora do contexto constitucional de hoje”, afirma o ativista.

Luiz Philippe é formado em administração pela FAAP, mestre em ciências políticas pela Universidade de Stanford nos EUA e especializado em administração de empresas com MBA no INSEAD, na França. Trabalhou por anos no mercado financeiro e como empresário, até que, em 2014, começou a dedicar sua vida ao ativismo político, fundando o movimento Acorda Brasil. É autor do livro Por que o Brasil É Um País Atrasado? e vem realizando palestras por todo o país.
Com informações do site Conexão Política.