sexta-feira, 10 de agosto de 2018

A mordaça de Amoêdo fez sucesso

Fez sucesso nas redes a foto que João Amoêdo postou ontem para criticar sua não participação no debate da Band.

Segundo O Antagonista, a imagem teve mais de 40 mil curtidas e 9 mil compartilhamentos. O tema em si alcançou cerca de 3,5 milhões de pessoas no Facebook.

Até agora, o abaixo-assinado pedindo a inclusão do presidenciável do Novo nos debates de TV superou 230 mil assinaturas.

Jair Bolsonaro sugere compromisso de todos para que BNDES não empreste dinheiro a ditaduras

No debate da BAND, ao discutir sobre “abrir a caixa-preta do BNDES”, Jair Bolsonaro interrogou o fato de vice de Alvaro Dias ser Paulo Rabello, ex-presidente do banco.

Álvaro respondeu:
“Sem dúvida, o meu vice vem em razão da convergência das nossas propostas. (…) Não permitiremos que o BNDES empreste, sobretudo, para nações de ditadores corruptos e sanguinários. Os recursos do BNDES não construirão metrô na Venezuela”.
Bolsonaro concordou: “Deveria ser o compromisso de todos”.

Flávio Rocha anuncia apoio a Jair Bolsonaro

O dono das lojas Riachuelo, Flávio Rocha, que chegou a se colocar como candidato a presidente neste ano, anunciou nesta sexta-feira apoio ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro.
A reunião entre os dois aconteceu pela manhã, em São Paulo.
Em momentos diferentes da campanha, os dois chegaram cada um a dizer que o outro não estaria suficientemente à direita para receber apoio do outro. 
Além de Flávio Rocha, estiveram na reunião com Bolsonaro nomes do agronegócio como Nabhan Garcia, presidente da UDR; Paulinho Vilela, produtor rural e candidato a deputado federal pelo Paraná; e seu filho, Eduardo Bolsonaro, também candidato a deputado federal por São Paulo.
As informações são do jornal Gazeta do Povo. 

“Faz qualquer negócio para conseguir voto”, diz João Amoêdo sobre Ciro Gomes

Durante o primeiro debate presidencial, transmitido ao vivo pela Band nesta quinta-feira (9), o candidato à Presidência pelo Partido Novo, João Amoêdo, fez criticas às falas do presidenciável Ciro Gomes, do PDT, pelo Twitter, registra o site Conexão Política.
O candidato @cirogomes diz “Não vamos introduzir insegurança jurídica” e depois diz “Vou revogar as medidas aprovadas pelo Congresso”

Se isso não é insegurança jurídica, o que é?
Mais à frente, quando Ciro prometeu que gerará 2 milhões de empregos e tirará o nome das pessoas do SPC, Amoêdo publicou em sua rede social:
“Depois de prometer tirar o Lula da prisão, Ciro agora promete tirar as pessoas do SPC. A turma faz qualquer negócio para conseguir voto.”
O candidato pelo Partido Novo não foi convidado à participar do debate por não possuir o mínimo de 5 deputados federais/senadores em sua coligação. O partido não possui alianças e está em sua primeira eleição de nível nacional.

De acordo com informações do RENOVA Midia, a assessoria do candidato disse ao site InfoMoney que o mesmo atraiu 5.000 novos seguidores no Twitter durante o debate, mais que os candidatos que participaram do debate, com exceção de Jair Bolsonaro, que ganhou novos 10.520 seguidores, segundo dados do Sistema Bites.

Lula “era machista e achava que homossexual era doença”, diz Marta Suplicy

Em entrevista para o site UOL, a senadora Marta Suplicy falou sobre seu afastamento da vida pública.
Marta afirmou que não se arrepende “de nada” e que faria tudo novamente.
Em determinado momento, a senadora disse que não votará em Fernando Haddad “porque ele foi um péssimo prefeito”, justificou seu voto para afastar Dilma da presidência “pela incompetência dela” e relembrou que o ex-presidente Lula “era machista e achava que homossexual era doença”. 

General Mourão não descarta intervenção militar se o Judiciário for “atacado”

A Crusoé publica uma entrevista esclarecedora com o general Hamilton Mourão, vice de Jair Bolsonaro.

Mourão afirma que não há espaço para intervenção militar, mas diz que ela pode ocorrer se o Judiciário “não cumprir mais a sua missão porque está sendo atacado”.

Leia o trecho:

Qual é a opinião do senhor sobre a ideia de intervenção militar e como os senhores agiriam em caso de crise?
Não vejo nenhum espaço para uma intervenção militar. Isso tem sido repetidamente dito pelo nosso comandante, o general Villas Bôas, e outros oficiais-generais. Agora, o que ocorre é que a gente nunca pode abandonar aquela nossa questão da missão constitucional das forças, das garantias dos poderes constitucionais e garantias da lei e da ordem. Nós temos alguns objetivos nacionais permanentes, que é o estado de democracia e paz social. Então, se quero preservar a democracia, tenho que conservar os poderes constitucionais. Se eu quero preservar a paz social, tenho que garantir a lei e a ordem. No momento em que isso estiver seriamente ameaçado, aí poderá ocorrer algum tipo de intervenção. Mas não é o caso no momento, nem vejo assim a curto e médio prazo. Teria que haver uma hecatombe no país.

O que, por exemplo, justificaria uma intervenção?
Digamos assim, uma total discordância em relação às ações de combate ao crime organizado e essas quadrilhas que estão por aí, o Judiciário incapaz de fazer cumprir suas sentenças, incapaz de conseguir julgar quem tem que ser julgado, em total desrespeito à lei. Então, a partir daí a gente está no caos, não é? Eu tenho dito seguidamente que uma democracia como a nossa só se sustenta, e as pessoas só conseguem conviver, porque existe a lei. Se não houver respeito à lei, nós vamos para a barbárie.

O senhor está reafirmando o que disse no ano passado, quando defendeu que seria necessária uma intervenção se o Judiciário não enfrentasse a corrupção?
Sim, eu estou. Estou mostrando a questão do caos. Não é única e exclusivamente que o Judiciário deixou de julgar fulano, beltrano. Não. É o Judiciário não conseguir cumprir mais a sua missão porque está sendo atacado.”


Jair Bolsonaro fala em terceira pessoa

Em sua mensagem final Jair Bolsonaro diz que o melhor candidato à Presidência é Jair Bolsonaro:

“Precisamos de um presidente honesto, que tenha Deus no coração, que seja patriota, independente. Um presidente que honre e respeite a família, que trate com consideração a criança em sala de aula.  Um presidente que não divida homos e héteros, pais e filhos, brancos e negros, nordestinos e sulistas, que deixe para trás comunismo e socialismo, que sepulte o Foro de São Paulo. Que pratique o livre mercado, que jogue pesado na questão da insegurança pública e que acima de tudo tenha palavra.”

O vencedor do debate da Band

Murilo Hidalgo, diretor-presidente do Paraná Pesquisas, aponta o vencedor do debate da Band:


“O vencedor foi o sono.”

Meirelles, o Dilmo

Henrique Meirelles encerra sua participação com uma fala enrolada e recheada de obviedades que desafiam a paciência do eleitor, comenta O Antagonista.

“O presidente é importante para  vida de todos. Eu pretendo ser presidente com seu apoio e seu voto.”

Enquanto falava, Meirelles mexia as mãos e apontava para a câmera. Uma coisa esquisita.

Debate desnuda candidatos

O debate na Band desnudou os candidatos à Presidência, expôs o baixíssimo nível de nossos políticos e traduziu o alto índice de eleitores indecisos ou que não querem votar, simplesmente.

O Brasil vai piorar muito ainda antes de começar a melhorar.

Daciolo, ex-PSOL

Vale lembrar que Cabo Daciolo, o que ataca o Foro de São Paulo e o comunismo, foi eleito deputado federal pelo PSOL, registra O Antagonista.

Hoje é candidato à Presidência da República pelo Patriota.

Boulos tenta provocar e leva 'invertida' de Bolsonaro: 'teria vergonha se estivesse invadindo casa dos outros'

No primeiro debate entre presidenciáveis, o "chefe" do MTST, Guilherme Boulos, partiu para o ataque sobre o deputado Jair Bolsonaro,  chamando-o de machista, racista e homofóbico, e acusando-o de ter uma funcionária fantasma, de ter colocado os filhos na política e de receber auxílio-moradia. 

Bolsonaro respondeu lembrando que seus filhos foram eleitos para seus cargos, e questionou o senso de "moral" do chefe de movimento de invasões: "teria vergonha se estivesse invadindo casa dos outros. Auxílio-moradia está previsto em lei. Imoral é fazer o que você faz". 

Bolsonaro ainda acrescentou: "Agora, eu não vim aqui para bater boca com um cidadão desqualificado como esse aí", devolvendo o tempo restante. 

Bolsonaro se destaca e Boulos é ignorado, confira alguns pontos do debate

O debate da Band foi um sucesso de audiência causando diversas reações. 
A seguir, alguns pontos sobre o debate:
  • Bolsonaro bem tranquilo e seguro em suas respostas, se irritou em um momento com Ciro, porém, teve saldo muito positivo.
  • Alckmin, demonstrou entendimento na área de saúde, porém, usou de um discurso bem tradicional e ficou de ”bate-bola” com Marina.
  • Marina e Meirelles ficou no ”Meio-termo”. Com Meirelles muito seguro de suas bandeiras financeiras mas nada carismático; já Marina, falou muito de pautas ambientalistas e fiquei bem “em cima do muro” ao tema de aborto, sugerindo talvez um plebiscito.
  • Boulos, levou cortes de Jair Bolsonaro e até usou os EUA como exemplo, meio contraditório. E ninguém queria fazer perguntas para ele, ignorado.
  • Cabo Daciolo, confrontou muita gente e se perdeu em algumas posições e rendeu muitos memes. Em quase todas as suas falas citava Deus ou a bíblia.
  • Ciro, se manteve mais calmo e só teve uma reação estranha ao Daciolo pedir sobre o Foro de São Paulo, continuou levantando sua bandeira sobre o tema SPC.

Cúpula do PT já não trabalha com cenário de liberdade para Lula antes da eleição

Apesar do discurso oficial de que a defesa analisa um "fato novo" para entrar com um novo pedido de liberdade de Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal (STF), o PT já não trabalha com um cenário em que o ex-presidente esteja livre antes das eleições.

De forma reservada, integrantes da cúpula do partido reconhecem que a situação ficou adversa nos tribunais superiores.

Isso ficou claro com a decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que negou recurso da defesa de Lula para suspender os efeitos da condenação dele no caso do triplex em Guarujá.

O próprio fato de ter sido uma decisão unânime do colegiado foi recebido com pessimismo entre os petistas.

No STF, a defesa já tinha recuado do pedido de liberdade e de inelegibilidade depois que o ministro Edson Fachin levou o caso para o plenário.

Como revelou o Blog do Camarotti, foi uma decisão pragmática, depois da percepção de que Lula sofreria uma dupla derrota.

De todo jeito, a ordem é buscar um novo recurso para manter o roteiro estabelecido pelo PT de criticar politicamente o Judiciário e com isso tentar vitimizar o ex-presidente.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

O ‘debate com Lula’ sem Lula

A “live” no Facebook que Fernando Haddad e Manuela D’Ávila vão fazer no horário do debate dos presidenciáveis da Band está sendo anunciada pelo PT como um “debate com Lula”.

O próprio texto publicado no Twitter explica que Haddad, Manuela, Gleisi Hoffmann e José Sérgio Gabrielli “estão entre os confirmados” –pelo PT, claro, não pela TV– “e falarão em nome do nosso eterno presidente!!”, com duas exclamações mesmo.

A Folha explica que os quatro vão “contracenar com imagens” do hóspede ilustre da carceragem da PF em Curitiba.

O mundo paralelo do petismo está cada vez mais bizarro. A única possibilidade de a live ser, de fato, um “debate com Lula” é se servirem lula à doré durante o evento.

Contra Bolsonaro, Haddad admite a possibilidade de apoiar Alckmin

Em evento do Banco BTG, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad afirmou que um segundo turno entre Bolsonaro e Alckmin seria um ”pesadelo”.

Ele também admitiu que o PT não tem preconceito com uma possível aliança com o PSDB e lembrou de outras ocasiões que os partidos se uniram.

fonte:Conexão Política

TRF-4 nega pedido do PT e Lula não participará do debate na Band

A desembargadora Cláudia Cristina Cristofani, do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), negou, nesta tarde, um pedido do PT para que Lula participasse do primeiro debate entre candidatos à Presidência, que será realizado pela TV Bandeirantes na noite de hoje, às 22h.
O pedido foi realizado pelo PT nesta quarta-feira (8). O partido ingressou com um mandado de segurança, recurso que visa combater eventuais violações referentes a uma decisão já tomada, para questionar uma decisão da juíza Bianca Georgia Cruz Arenhart, que também negou, na segunda-feira (6), a participação do encarcerado no debate da Band.
Por decisão da juíza federal Carolina Lebbos, responsável pela execução penal do petista, Lula está proibido de conceder entrevistas e não pode deixar o local para participar de debates ou atividades de campanha.

Venezuela manda prender oposicionistas por ‘ataque’ a Maduro

Como era de esperar, Nicolás Maduro usou o “ataque de drones” –não comprovado– do último sábado para mandar prender opositores de sua ditadura na Venezuela, registra O Antagonista.

Alinhada com o ditador, a Suprema Corte mandou prender Julio Borges, líder oposicionista e ex-presidente da Assembleia Nacional, acusado de “homicídio intencional qualificado em grau de frustração”.

Outro oposicionista acusado de envolvimento no “atentado”, Juan Requenses, foi capturado pela polícia política chavista, o Serviço Bolivariano de Inteligência, segundo seu partido, o Primeiro Justiça.

Nesta quarta ( 8), Maduro falou na TV por 40 minutos e não apresentou provas de que Requenses e Borges –que vive na Colômbia– estejam ligados ao alegado ataque.

PF vai limitar segurança de candidatos à Presidência nas eleições 2018

Responsável pelo esquema de proteção dos candidatos à Presidência da República ao longo da campanha nas eleições 2018, a Polícia Federal pretende limitar, neste ano, a segurança para representantes de partidos nanicos – com menos de cinco parlamentares na Câmara dos Deputados. Nem todos terão policiais à disposição 24 horas por dia.

Segundo o site Folha Política, a PF já entrou em contato com candidatos para informar sobre o funcionamento do esquema de segurança. Uma fonte da corporação informou que será usada a métrica da legislação eleitoral para convite de debates em emissoras de televisão – candidatos cujos partidos contam com cinco ou mais parlamentares no Congresso terão “segurança dedicada”, ou seja, 24 horas e durante toda a campanha.


Os presidenciáveis sem essa representação mínima também terão segurança, mas apenas em ocasiões específicas previamente informadas à PF. No caso de Marina Silva (Rede), no entanto, será levada em consideração sua posição nas pesquisas de intenção de votos, o que a coloca em situação diferente dos nanicos.

Para a PF, o número maior de candidatos ao Palácio do Planalto e a disseminação de “eventos espontâneos” – como a recepção a políticos em aeroportos – são os maiores desafios na garantia da segurança dos presidenciáveis nesta campanha. 

A atuação da PF na segurança dos candidatos é prevista em lei e tem como objetivo viabilizar o exercício democrático da escolha do novo chefe do executivo nacional. Todo o custeio e organização das viagens para os policiais envolvidos na segurança, inclusive os gastos com reservas de hotel, é bancado pela própria corporação. Ainda não há estimativa dos gastos. Inicialmente, cada candidato terá uma equipe com 20 policiais – o número pode ser maior dependendo do local ou risco do evento.

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, já estava sendo acompanhado por agentes, nesta terça-feira, 7, ao chegar à Câmara. A campanha de Guilherme Boulos (PSOL) disse à reportagem que ainda não decidiu se vai pedir a proteção pessoal da PF.

O ex-ministro Henrique Meirelles (MDB) disse ao Estado que ainda está pensando se utilizará os serviços da PF. O PDT avalia a situação do presidenciável Ciro Gomes. A assessoria de Marina afirmou que vai acertar com a PF como será o esquema. 

A assessoria de Alvaro Dias (Podemos) confirmou que o candidato terá proteção pessoal. Já a campanha do PT informou que não foi comunicada oficialmente pela PF e não tem posição definida. A reportagem não obteve resposta de Geraldo Alckmin (PSDB). 

Dilma defende CPMF e diz que Brasil não paga muito imposto

A ex-presidente e candidata ao Senado por Minas Gerais, Dilma Rousseff (PT), afirmou, na noite de terça-feira (7), que o Brasil não paga muito imposto e defendeu a volta da CPMF – imposto que taxava transações financeiras. 

“Temos que parar com essa história de que no Brasil se paga muito imposto. Quem paga muito imposto é assalariado e classe média. Por isso acho muito grave não ter CPMF. A CPMF é em cima da transação financeira. Uma pessoa que tem transação de R$ 100 milhões de reais, paga 0,38% disso. Uma outra que tem transação de R$ 6 mil, paga  0,38%”, explicou.

A fala foi feita durante a aula inaugural do curso “O impeachment de 2016 como golpe de Estado”, realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na maior parte de seu pronunciamento, ela voltou a atacar o processo de impeachment e defendeu a necessidade de se "discutir a questão".

No curso, não há docentes favoráveis ao impeachment. Segundo o professor Thomás Bustamante, que coordenou o curso, as aulas favoráveis ao processo não foram organizadas porque, segundo ele, não há argumentos “jurídicos ou Morais” que não indiquem que o impeachment não tenha sido um golpe.

“Desde 2016 eu não ouvi nenhum argumento jurídico ou moral que mostre, que prove, que aquilo não tenha sido um golpe. Só escuto ódio e preconceito”, disse Thomás Bustamante.

Supremo recua e não limita prazo para ações para ressarcimento em ato de improbidade

Após reviravolta no Supremo Tribunal Federal (STF), a Corte definiu que não existe prazo de prescrição para o ressarcimento de dinheiro público desviado por atos de improbidade administrativa, em situações dolosas (ato com intenção de causar dano, feito com má-fé). Por seis votos a cinco, os ministros derrubaram a tese de que uma ação para cobrar a devolução de valores desviados por improbidade (dolosa) só pode ser aberta em até cinco anos depois do descobrimento do fato.

O julgamento do caso começou na semana passada, quando uma maioria de votos tinha sido formada pela fixação do prazo de cinco anos, o que gerou grande repercussão no universo jurídico. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo publicada nesta quarta-feira (8) mostrou que, na visão de procuradores e juristas, a prescrição iria dificultar a reparação de dano ao erário e aumentar a impunidade no País, incluindo casos antigos da Lava Jato.

A decisão da Corte nesta quarta-feira tem repercussão geral, ou seja, servirá de base para todos os tribunais do País, onde 999 ações estão paradas aguardando essa definição. Os ministros ressaltaram que a imprescritibilidade é exclusiva à prática de ressarcimento, ou seja, se o ato de improbidade prescreveu, não há como aplicar outras sanções a quem cometeu o ato ilícito.

A sessão de hoje contou com uma reviravolta de placar. Na última quinta-feira (2), os ministros Luiz Fux e Luís Roberto Barroso endossaram a corrente da maioria pela prescritibilidade dessas situações. No entanto, no julgamento de hoje, os dois pediram para ajustar seus votos, o que acabou virando o placar.

“Entendo que hoje em dia não é consoante com a postura judicial que danos decorrentes de crimes praticados contra a administração pública fiquem imunes da obrigação com o ressarcimento. Então, com toda humildade, eu peço vênia (licença) aos colegas e retifico meu voto”, disse Fux.

Além do relator, o ministro Alexandre de Moraes, votaram pela prescritibilidade os ministros e mantiveram os votos de semana passada os ministros Marco Aurélio Mello, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, que ficaram vencidos. Pela imprescritibilidade, Edson Fachin, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Celso de Mello.

DEBATE. O tema gerou uma discussão acalorada no plenário. Os ministros que votaram pela prescrição apontaram que não há coerência em haver prazo para condenar alguém como culpado por improbidade, mas não haver prazo para declarar o agente público culpado somente com o fim de cobrar o ressarcimento aos cofres públicos.

Moraes destacou que sua preocupação estava voltada ao ‘devido processo legal’, já que a ação pelo ressarcimento não teria os mesmos ritos de processo que investiga alguém por improbidade, e, mesmo assim, servir para declarar que a pessoa cometeu o ilícito.

“Se não se pode mais discutir o ato de improbidade (em função da prescrição), como se pode discutir o ressarcimento?”, indagou Marco Aurélio.

Moraes ainda criticou as afirmações de que o prazo prescricional “atrapalharia” o enfrentamento da corrupção. “É uma falácia, com o perdão da palavra, que a imprescritibilidade atrapalharia o enfrentamento da corrupção. O que atrapalha o enfrentamento é a incompetência”, disse Moraes, observando que o prazo de cinco anos seria para ingressar com ação após descobrimento do fato. “Chegou-se ao absurdo de falar que atrapalha a Lava Jato, já é uma vacina que previne eventual incompetência”, completou o ministro.

Por outro lado, ao alterar o voto, Barroso disse que a prescritibilidade, nesse caso, não produz o melhor resultado para a sociedade. Foi o ministro quem sugeriu que a imprescritibilidade seja exclusiva aos atos de improbidade dolosos (feitos de má-fé, como enriquecimento ilícito, enriquecimento ilícito de terceiros, dano intencional a administração pública), e não aos atos culposos (descaso, inépcia).

Para Barroso, ao decidir, o juiz deve considerar primeiro a norma jurídica. Num segundo passo, identificar se há valores ou direitos fundamentais envolvidos na situação. Depois disso, refletir como gerar o melhor resultado. “Não há popularidade ou impopularidade que possam afastar o juiz desse dever”, disse Barroso.

O CASO. A tese foi definida em um recurso do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra decisão do Tribunal de Justiça do estado (TJ-SP) que reconheceu a prescrição em um processo de improbidade de ex-servidores públicos municipais.

Medalha e faixa presidencial de Evo Morales são roubadas

A medalha e a faixa presidencial da Bolívia, símbolos históricos que o presidente do país costuma usar em atos relevantes, foram roubadas.

A polícia boliviana iniciou uma operação para recuperá-las, após a detenção de um militar encarregado da segurança dos dois símbolos, registra o site Folha Política.

A suspeita é que o roubo tenha ocorrido ontem (7) à noite, em Alto, cidade vizinha a La Paz, quando os objetos eram levados em um veículo oficial. As informações são da polícia boliviana.

Em comunicado, o Ministério de Defesa da Bolívia informou que foi detido um oficial do Exército boliviano encarregado da segurança desses objetos históricos e foi aberta investigação.

As circunstâncias do roubo "ainda são investigadas", acrescentou o ministério, que explicou que o Exército é "responsável exclusivo" pelo resguardo desse tipo de patrimônio "durante as festas da pátria", como o aniversário da independência da Bolívia, celebrado na segunda-feira (6).

"A polícia boliviana, seus serviços de inteligência e toda a institucionalidade do Estado foram postos à disposição da investigação para encontrar os culpados do roubo, o mais rápido possível ", diz o comunicado oficial.

O presidente Evo Morales chegou nesta manhã ao local das comemorações do Dia das Forças Armadas bolivianas na cidade de Cochabamba sem usar os símbolos.

A medalha e a faixa são símbolos presidenciais desde a época da República na Bolívia. 

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Ministros do STF aprovam proposta de orçamento que prevê reajuste de 16% em seus salários


Por maioria, os ministros do Supremo Tribunal Federal aprovaram nesta quarta-feira (8/8), o aumento do próprio salário. 

Os ministros Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux votaram a favor da inclusão na proposta orçamentária da Corte para 2019 de um reajuste de 16% em seus próprios vencimentos, o que, se for confirmado pelo Congresso, elevará o teto do funcionalismo público que é de R$33,7 mil para R$ 39 mil. 

Só no STF, o impacto fiscal seria de R$ 2,7 milhões, além de R$ 717,1 milhões para o Poder Judiciário.

Durante a sessão, os ministros vencedores defenderam a tese de que a medida representa um aumento e que, na verdade, há uma atualização diante da defasagem que seria de 40%. Ministros ainda indicaram preocupação com a possível derrubada do auxílio-moradia (R$4,3 mil), que traria impacto para a magistratura, além do chamado efeito cascata, informou o portal jurídico Jota.

A hora da verdade. Com Lula na cadeia, candidatos do PT se preparam para a pior eleição da história do partido


O PT vai as urnas em 2018 já preparado para a eleição mais difícil de sua história. O partido que, ao longo das últimas décadas, cedeu aos caprichos do ex-presidente Lula em se promover como a única liderança, não se preocupou em construir outras lideranças capazes de conduzir a legenda no nível nacional e nas principais regiões do país, relata o site Imprensa Viva.

Com isso, o PT se tornou refém da figura do seu maior líder, que concentrou todo o poder de decisão sobre os destinos do partido em suas mãos. Tido como um pai e tutor de seus destinos, os integrantes do PT se tornaram dependentes das bençãos de Lula, de seu aval para qualquer plano e de sua presença em seus palanques e em suas vidas.

Com Lula na cadeia, todos se tornaram órfãos do padrinho político e cabo eleitoral que garantia a eleição de seus escolhidos. Os petistas estão roucos de tanto gritar o nome de Lula nas ruas e seus trajes de agora até as eleições devem conter a imagem do ex-presidente, como um apelo desesperado, uma lembrança constante de que representam Lula. Na verdade, os membros do PT continuam dependentes da imagem de Lula para se elegerem. Não se sabe como se sairão nas próximas eleições sem o condenado em seus palanques.

Nas eleições municipais de 2016, com Lula solto e fazendo campanhas pelos candidatos do partido, o PT perdeu mais da metade das prefeituras em todo o país. Elegeu apenas um prefeito de capital, no Acre, e perdeu as eleições em todas as demais regiões do país, inclusive no nordeste. Naquele ano, o PT ficou sem as prefeituras de grandes cidades e Lula não conseguiu eleger sequer seu filho vereador em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, berço político do PT e de seu líder. Se com Lula solto foi uma eleição difícil, com ele preso, seu partido deve enfrentar em outubro de 2018 a eleição mais difícil de sua história.

Afif diz que não fará campanha por Alckmin de jeito nenhum

Guilherme Afif Domingos voltará ao cargo de presidente do Sebrae na próxima segunda sem ter conseguido se lançar candidato ao Planalto pelo PSD, informa a Época.

O partido integra a aliança de Geraldo Alckmin, que Afif diz não apoiar de jeito nenhum. Ele foi vice-governador do tucano e, em 2011, demitido por ele de uma das secretarias, após sair do DEM e fundar o PSD com Gilberto Kassab.

Em entrevista a O Antagonista, Afif citou Lupicínio Rodrigues para declarar que a adesão do PSD ao Centrão é como “ir ao inferno à procura de luz”.

BOLSONARO CONTINUA LIDERANDO EM SÃO PAULO

Jair Bolsonaro continua liderando a corrida presidencial em São Paulo, no cenário sem o presidiário, o único real.

Pesquisa CNT/MDA realizada entre 2 e 5 de agosto — ou seja, antes do anúncio da chapa Fernando Haddad/Manuela D’Ávila — mostra o candidato do PSL com 18,9% das intenções de voto no estado.

Ele é seguido de Geraldo Alckmin, que aparece com 15%.

Depois, surgem Marina Silva (8,4%), Fernando Haddad (8,3%) e Ciro Gomes (6%).

Alvaro Dias tem 1,8%.

Henrique Meireless, com 1%, consegue ter menos intenção de voto do que Guilherme Boulos e Vera Lúcia, ambos com 1,1%.

João Amôedo não passou de 0,8%.

Brancos, nulos e indecisos somaram 32,5%.

PT entra com mandado de segurança no TRF-4 para ter Lula no debate da Band

O PT entrou, nesta quarta-feira (8), com um mandado de segurança no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) insistindo no pedido para que Lula participe do primeiro debate entre presidenciáveis, que será promovido pela TV Bandeirantes, na próxima quinta-feira (9).
Além da participação presencial ou por videoconferência, o PT sugere que o encarcerado também participe por “meio de vídeos previamente gravados no âmbito da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba”.
Lula está preso desde 7 de abril, cumprindo pena em razão de sua condenação no processo do triplex.
Em função de ter sido considerado culpado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Lula está inelegível e sua candidatura deve ser impugnada pelo TSE nos próximos dias.

O 'CENTRÃO' DECIDE AS ELEIÇÕES?

William Waack comenta.






Assista ao vídeo:

Dias Toffoli é eleito presidente do Supremo Tribunal Federal

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi eleito nesta quarta-feira (8) para a presidência da Corte pelos próximos dois anos. A eleição é feita entre os próprios ministros do tribunal.

Toffoli foi eleito com dez votos favoráveis e um contrário – é comum que o ministro que assumirá o posto a presidência vote em seu vice.

A eleição foi protocolar, porque o Supremo adota para a sucessão de seus presidentes um sistema de rodízio baseado no critério de antiguidade. É eleito para o comando da Corte o ministro mais antigo que ainda não presidiu o STF.

Também na sessão desta quarta, o ministro Luiz Fux foi eleito vice-presidente do Supremo para o próximo biênio.

Após ser eleito, Toffoli agradeceu aos colegas e afirmou que substituir a atual presidente, ministra Cármen Lúcia, é um "grande desafio, por outro lado é muito facilitado", em razão da "gestão tranquila, mesmo com tantas demandas".

"Nesses dois anos, em que servi como vice-presidente, Vossa Excelência teve o maior diálogo me colocando sempre partícipe da gestão", disse.

Toffoli deve assumir a presidência da Corte no dia 13 de setembro.

Perfil
Toffoli está no Supremo desde outubro de 2009, quando sucedeu o então ministro Carlos Alberto Menezes, falecido no mesmo ano.

Ele nasceu em Marília, em 15 de novembro de 1967, e se graduou em Direito em 1990 pela Universidade de São Paulo (USP). É especialista em Direito Eleitoral, foi professor de Direito Constitucional e Direito da Família, e atuou como advogado do Partido dos Trabalhadores.

No governo Lula, trabalhou na Casa Civil entre janeiro de 2003 e julho de 2005, durante o período em que o ex-deputado José Dirceu ocupou o cargo de ministro.

Com a saída de Dirceu do governo por conta das denúncias de envolvimento com o “mensalão”, Toffoli assumiu a chefia da Advocacia-Geral da União, onde ficou até assumir como ministro no STF.

Sua indicação para o cargo, feita por Lula, foi contestada pelas proximidade que tinha com o então presidente – de quem foi advogado em campanhas eleitorais. À época, também foi contestado por sua falta de títulos acadêmicos – já que não tinha mestrado nem doutorado – e pela pouca idade (quando assumiu a cadeira no Supremo, tinha apenas 41 anos de idade).

Desde 2016, é vice-presidente do Supremo, na gestão da ministra Cármen Lúcia, a quem sucederá.


fonte: G1