quarta-feira, 15 de agosto de 2018

URGENTE - Raquel Dodge já protocolou pedido de impugnação ao registro da candidatura de Lula no TSE


O portal jurídico Jota informou que a Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, protocolou no início da noite desta quarta-feira (15) pedido de impugnação ao registro do ex-presidente Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Segundo Dodge, o petista não é elegível uma vez que foi condenado em segunda instância.

Mesmo cientes das implicações da Lei da Ficha Limpa, representantes do PT registraram mais cedo, na sede do TSE, em Brasília, a candidatura do condenado à Presidência da República com o ex-prefeito Fernando Haddad como candidato a vice.

TSE recebe primeiras impugnações da candidatura de Lula

O candidato a deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) entrou nesta quarta-feira, 15, com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para barrar o registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado na Lava Jato. O pedido foi distribuído originalmente ao ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e redistribuído depois para o ministro Admar Gonzaga.
O pedido de impugnação do registro de candidatura de Lula foi feito logo depois de o PT oficializá-lo na Corte Eleitoral. Frota pede que o TSE declare o petista inelegível, negando-lhe o registro.
O candidato a deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), líder do Movimento Brasil Livre (MBL), também entrou com uma ação para barrar o registro de candidatura do ex-presidente.
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) condenou o petista a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá, situação que enquadra o ex-presidente da Lei da Ficha Limpa.
Frota afirma que Lula tumultua o cenário político nacional. “Resta evidenciada a impossibilidade de participação do impugnado no pleito eleitoral até mesmo diante de sua ausência na convenção partidária”, acrescenta.
Conforme o prazo eleitoral, até esta quarta-feira deve ser apresentado ao TSE o requerimento de registro de candidatos a presidente e a vice-presidente da República.
Até o dia 18 de agosto, a Justiça Eleitoral publica edital no “Diário da Justiça Eletrônico” com a relação dos pedidos de registro de candidatos. Até o dia 23, o Ministério Público Eleitoral (MPE) e candidatos, coligações e partidos adversários podem questionar o registro do petista, mas o site Broadcast - Político apurou que o MPE estuda a possibilidade pedir a rejeição da candidatura do Lula já nos próximos dias.

Lula declara patrimônio de R$ 7,9 milhões ao TSE

No pedido de registro de sua candidatura à Presidência, realizado nesta quarta-feira no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por aliados, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou um patrimônio de R$7.987.921,57.

A maior parte dos bens (R$ 6,3 milhões) corresponde a uma previdência privada. Da última vez que disputou uma eleição, em 2006, Lula declarou R$839.033,52.

Registrado como vice, Fernando Haddad apresentou um patrimônio de R$428.451,09. O valor é um pouco menor do que o declarado em 2016, quando o petista tentou se reeleger prefeito de São Paulo: R$451.938,07, registra o site Folha Política.

Segundo o site, Haddad, Manuela D'Avila, a ex-presidente Dilma Rousseff e a presidente da legenda, Gleisi Hoffmann, estiveram no TSE para deixar a documentação e fazer um gesto em defesa do ex-presidente.

Preso em Curitiba e condenado em segunda instância, Lula deve ter sua candidatura rejeitada por ser enquadrado pela Lei da Ficha Limpa. Desde a manhã desta quarta-feira, petistas realizaram várias atividades políticas para exaltar o ex-presidente.

Uma marcha pelas ruas de Brasília, organizada pelo MST e outros movimentos sociais, teve como destino o TSE. Segundo a Polícia Militar, cerca de 10 mil pessoas seguiram em caminhada pela Esplanada dos Ministérios.

Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão empenhados em definir ainda em agosto a situação da candidatura do ex-presidente. 

O objetivo é evitar que o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, que começa no dia 31 deste mês, tenha início com o quadro de candidatos indefinido. A tendência da Corte é negar o registro. No entanto, existe uma série de prazos na lei a serem cumpridos em caso de alguém contestar a candidatura. Por isso, os ministros estão dispostos a dar prioridade ao caso.

Durante a posse de Rosa Weber na presidência do TSE na noite de terça-feira, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, criticou o uso de dinheiro público por pessoas "inelegíveis". Segundo ela, só quem cumpre a lei pode concorrer. A procuradora-geral já avisou anteriormente que poderá pedir que Lula devolva aos cofres públicos o dinheiro eventualmente gasto em campanha.

Pelo menos um partido, o Novo, também já está com texto pronto para pedir a impugnação. O candidato a presidente João Amoêdo decidiu fazer dois pedidos ao TSE. O primeiro pede a impugnação da candidatura de Lula. O segundo, a retirada do petista da campanha eleitoral. Amoêdo diz que fará o pedido tão logo o TSE abra prazo para contestações.

A alegria que vai durar pouco. PT registra Lula como candidato, Haddad Vice e Manuela d'Ávila, nada


O PT registrou a candidatura do ex-presidente Lula à presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O registro foi apresentado nesta quarta-feira (15), pelo vice da chapa, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT). Compondo a chapa "triplex", Manuela d'Ávila compareceu ao ato apenas como figurante da possível farsa que deve ser desfeita em poucos dias pela Justiça Eleitoral.


Lula, que está preso em Curitiba cumprindo pena de 12 anos e um mês de prisão, se tornou inelegível pela Lei da Ficha Limpa após ter sido condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá.



O ato foi marcado pela concentração de pessoas ligadas a movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Central Única dos Trabalhadores (CUT). Os manifestantes estão em Brasília para intimidar as autoridades da Justiça Eleitoral com a ameaça de distúrbios. O objetivo é impedir que os ministros do TSE recusem o registro da candidatura do presidiário imediatamente. O PT pretende insistir no nome do condenado até onde for possível. A meta de Lula e do PT é tentar judicializar a candidatura, se possível, com a imagem do presidiário nas urnas eletrônicas.



Na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral, Lula declarou ter R$ 7,9 milhões distribuídos em apartamentos, terrenos, automóveis, investimentos e depósitos em contas correntes. Em 2006, Lula havia declarado R$ 839 mil em bens à Justiça. Atualmente, o petista tem cerca de R$ 16 milhões em bens bloqueados pela Justiça. Já Fernando Haddad, candidato a vice, declarou R$ 428,4 mil à Justiça Eleitoral.


Segundo informações colhidas na Gazeta do Povo, "A partir da apresentação dos pedidos de registro de candidatura, o TSE publicará um edital com todos os nomes e abrirá um prazo de cinco dias para que o Ministério Público Eleitoral ou adversários (candidatos, partidos e coligações) apresentem impugnações.



Diferentemente do que se costuma dizer, impugnar significa apenas contestar, questionar uma candidatura. Não quer dizer que ela já está barrada (indeferida). Para que isso ocorra, há um trâmite que a Justiça segue.



Após a impugnação, o TSE deve notificar o candidato alvo do questionamento, aguardar manifestação do Ministério Público, abrir prazo de sete dias para a defesa, mais cinco dias para eventuais audiências (o que é incomum em processos do tipo) e, por fim, conceder cinco dias para a entrega das alegações finais.



Presidência
O julgamento do pedido de registro de candidaturas, no caso de postulantes à Presidência da República, é realizado no plenário do TSE, composto por sete ministros. Pode haver recurso no âmbito do próprio TSE (que costuma ser julgado em até uma semana).



Conforme o calendário eleitoral, o dia 17 de setembro será a “data em que todos os pedidos de registro de candidatos a presidente e vice-presidente da República, inclusive os impugnados e os respectivos recursos, devem estar julgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, e publicadas as decisões a eles relativas”. Também esse dia será o limite para os partidos substituírem seus candidatos.



Por último, o candidato que teve o pedido de registro indeferido no TSE pode recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal). Para o recurso ao Supremo ser admitido, é preciso que a defesa aponte inconstitucionalidades no processo."



As informações são da Gazeta do Povo

O TSE pode cassar o tempo de TV do PT, caso partido insista na candidatura do presidiário


Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha, a novela envolvendo a insistência de Lula em impor seu nome como candidato à Presidência pelo PT pode custar caro ao partido. A jornalista publicou em sua coluna desta quarta-feira, 15, que "O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pode cassar o tempo de TV do PT, previsto para ir ao ar a partir do dia 31, até que o partido indique o substituto de Lula caso ele seja impugnado nessa data. A tese, no entanto, divide a corte"

Neste momento, o PT já está fora dos debates e sabatinas na TV e outros meios de comunicação por conta da indefinição sobre quem é de fato o candidato à Presidência pela inusitada chapa "triplex" anunciada pelo partido e composta pelo ex-presidente Lula, que se encontra preso em Curitiba, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, como vice, e Manuela d'Ávila, do PCdoB, como vice de qualquer jeito. As emissoras temem que os demais candidatos se recusem a participar de debates com um vice ou candidato indefinido. Há ainda o receio de abrir um precedente para que os presidenciáveis enviem seus vices para os debates e sabatinas, no lugar de comparecerem eles mesmos.

Segundo a colunista da Folha, "Um dos ministros ouvidos pela coluna afirma que apenas as legendas que têm candidato a presidente podem dispor de tempo para fazer propaganda eleitoral. Se o PT, depois de uma sentença impedindo Lula, recorrer e insistir com o nome dele, deve ficar fora do ar até oficializar o plano B. A insistência da legenda, diz o magistrado, não pode “virar fraude”.

Mônica Bergamo informa ainda que os advogados do PT "temem que o TSE casse o programa —o que obrigaria Lula a jogar logo a toalha e a sacramentar o substituto. A TV é considerada essencial para que o partido tenha competitividade eleitoral".

Com informações da Folha

Cabo Daciolo ultrapassa Meirelles, Boulos e João Amoêdo

O candidato Cabo Daciolo (Patriota) pode se gabar da posição invejável entre os nanicos. Com 1,2% de intenção de votos revelados na última pesquisa do Instituto Paraná no cenário sem Lula, Daciolo ficou à frente de João Amoêdo (Novo), que tem 1,1%, Henrique Meirelles (MDB), com 0,9%, e Guilherme Boulos (PSol), com 0,7%, informa o site Folha Política.

Registrada sob o número BR -02891/2018, a pesquisa utilizou uma amostra de 2.002 eleitores através de entrevistas pessoais em 26 estados e no Distrito Federal e em 168 municípios entre os dias 9 e 13 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

MST cobra R$ 250 mil do PT para apoiar Lula e atrapalhar a vida de quem mora em Brasília


Como diz o velho ditado: não existe almoço grátis. Em tempos de vacas magras, órfãos dos repasses generosos dos governos Lula e Dilma, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) parece que não está mais disposto a fazer tudo por amor. O grupo que invadiu Brasília esta semana para tentar intimidar os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a aceitar a candidatura do ex-presidente Lula está cobrando por seus serviços.

Segundo o MSN Notícias, "Lideranças da entidade ligada ao campo querem que o PT e centrais sindicais paguem uma dívida de R$ 250 mil com a montagem das tendas para abrigar os 5 mil militantes acampados no entorno do Estádio Mané Garrincha".

Até o começo da tarde desta terça-feira, 14, 130 ônibus já haviam desembarcaram militantes que participarão do ato previsto para esta quarta-feira. O trânsito na região central de Brasília ficou engarrafado. A maioria dos veículos foi alugada por grupos do MST e de cooperativas de pequenos agricultores da região do entorno de Brasília, de Goiás, da Bahia, de São Paulo e de Minas Gerais.


Com informações do MSN Notícias

O homem que Lula e Dilma escolheram para cuidar do dinheiro do povo. Mantega tinha US$ 2 milhões ocultos na Suíça


O juiz Sérgio Moro acolheu a denúncia contra o ex-ministro dos governos Lula e Dilma, Guido Mantega esta semana e alertou para o fato do homem escolhido pelos dois ex-presidentes petistas para cuidar do dinheiro do contribuinte manter uma conta não declarada no exterior. O ex-ministro da fazenda petista responde agora por um processo na Lava Jato pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro por ter participado da edição da ‘MP da Crise’, registra o site Imprensa Viva.

Segundo a publicação, ao tornar o petista réu, Moro destacou que o ministro da Fazenda que comandou a economia do país durante quase dez anos tinha duas contas não declaradas no exterior, com aproximadamente US$ 2 milhões. Segundo o magistrado, o saldo de uma das contas só foi conhecido após o ex-ministro usar a Lei da Repatriação.

Moro salientou em seu despacho que “O ocupante do cargo de ministro da Fazenda no Brasil, entre 27 de março de 2006 a 1 de janeiro de 2015, mantinha ativos de quase US$ 2 milhões no exterior não declarados às autoridades brasileiras, nem mesmo à Receita Federal.”

“Agregue-se ao quadro probatório a inusitada revelação de que o acusado Guido Mantega é titular de não só uma, mas de pelo menos duas contas no exterior, uma em nome pessoal e outra em nome da offshore Papillon Company, ambas abertas no Banque Pictet & Cie S/A. A conta em nome próprio teria um saldo de US$ 143.608,00 e estaria bloqueada provisoriamente pelas autoridades suíças”, pontuou Moro.

“A conta em nome da offshore Papillon Company teria um saldo de USD 1.777.213,00 e também estaria bloqueada provisoriamente pelas autoridades suíças”, seguiu o juiz. “Embora as informações sobre as contas não estejam completas, os créditos remontam a 2007. A conta da offshore e o saldo respectivo só foram informadas no Brasil quando da adesão, em 21 de julho de 2017, pelo acusado Guido Mantega ao programa de regularização cambial e tributária aprovado pela Lei nº 13.254/2016.”

Segundo Moro, ’embora a Defesa tenha, em petição apresentada a este Juízo, buscado justificar a origem do numerário em suposto pagamento por fora de negócio imobiliário do Brasil, a questão precisará ser melhor avaliada no momento e no processo próprio’.

Integrante de um grupo de petistas ilustres que vem sendo misteriosamente blindado de maiores embaraços com a Justiça, Mantega havia conseguido se esquivar da Lava-Jato por mais de quatro anos. A partir de agora, espera-se que o petista esclareça uma série de acusações que pesam contra ele. A Receita Federal, ludibriada por Mantega, é subordinada ao Ministério da Fazenda que ele comandou. 

É o típico caso da raposa tomando conta do galinheiro.

Bolsonaro quer criar Ministério da Economia, unificando três ministérios

Jair Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PSL, entregou seu plano de governo ao TSE nesta terça-feira (14).
Entre seus projetos para a economia, se destaca a criação do Ministério da Economia, que, de acordo com o projeto, “abarcará as funções hoje desempenhadas pelos Ministérios da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio bem como a Secretaria Executiva do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos)”.
A unificação destes ministérios tem como objetivo o enxugamento do Estado e “garantir um comando uno e coeso para a área”.
Junto à criação do Ministério da Economia, o projeto do candidato também defendeu que o Banco Central seja politicamente independente.

Lula entre os mais ricos

A Coluna do Estadão lembra que Lula declarou patrimônio de R$ 12,3 milhões no plano de partilha do inventário de Marisa Letícia.

Só o plano de previdência do presidiário soma mais de R$ 9 milhões, dinheiro que saiu do bolo de R$ 27 milhões embolsados por ele com supostas palestras.

Se Lula declarar seus bens ao TSE hoje, passará a figurar entre os candidatos mais ricos, comenta O Antagonista.

Lula diz que não pretende morrer

O Painel informa que Fernando Haddad foi encarregado de ler hoje uma carta de Lula para a militância.

No texto, o corrupto de segunda instância diz que não quer favores da Justiça Eleitoral e diz que vai “brigar até o final”.

“Não pretendo morrer nem cogito renunciar. Quero apenas os direitos que vêm sendo reconhecidos pelos tribunais há anos em favor de centenas de outros candidatos.”

Tucanos confusos

Segundo o Painel, aliados de Geraldo Alckmin acham que o PT pode ficar fora do segundo turno.

“Esses dirigentes partidários começam a tratar como possibilidade real a evolução da disputa para um embate entre a direita e a extrema direita, ou seja: o tucano contra Jair Bolsonaro (PSL).”

Mas Alckmin não era de centro? De Centrão?

Bolsonaro e Alckmin no segundo turno

Na percepção dos eleitores consultados pelo Instituto Paraná, Jair Bolsonaro e Geraldo Alckmin são os candidatos com mais chances de disputar o segundo turno.

Embora apareça em terceiro nas intenções de voto, o tucano poderá crescer com o início da propaganda eleitoral na TV.


MARCO ANTONIO VILLA DETONA DIAS TOFFOLI

SEGUNDONA DECRETA O FIM DAS DELAÇÕES

Ao rejeitar mais cedo a denúncia contra Ciro Nogueira, Dias Toffoli levantou a tese de que o Supremo não deve abrir uma ação penal com base apenas em delações premiadas.

A tese foi imediatamente corroborada por Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, que resolveram alargar o artigo 4º, parágrafo 16, da Lei 12.850 (lei das delações).

Lá está escrito que “nenhuma sentença condenatória será proferida com fundamento apenas nas declarações de agente colaborador.” O conceito, portanto, não se aplica a denúncias. Edson Fachin argumentou, mas foi voto vencido.

Se essa nova interpretação prevalecer, o MPF firmará um acordo de colaboração premiada, o delator apresentará as provas de corroboração, mas isso não será suficiente para a abertura de uma ação penal.

Ou seja, nenhum criminoso mais vai correr o risco de romper o ‘Pacto de Omertà’ para negociar um acordo.

A partir de hoje, o Congresso não precisa se preocupar em “aperfeiçoar” o instituto da colaboração premiada, pois o Supremo acaba de enterrá-la.

Raquel Dodge manda mais um recado a Lula

Raquel Dodge discursou, nesta noite, na cerimônia de posse de Rosa Weber como presidente do TSE.

A procuradora-geral da República, registra o site BuzzFeed, mandou mais um recado para o presidiário de Curitiba e seu partido: a Lei das Inelegibilidades deve ser cumprida.

Recursos protelatórios, acrescentou Dodge, devem ser derrubados para garantir que só dispute a eleição quem realmente está legalmente apto para isso.

A Justiça Eleitoral, prosseguiu a PGR, tem o dever de “anunciar o quanto antes” quem pode ser candidato nas eleições.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Lula e o PT prestes a protagonizar mais um espetáculo vergonhoso no registro da candidatura do presidiário no TSE


O ex-presidente Lula vem acumulando uma série de derrotas, desde que passou a ser investigado pela Operação Lava Jato. Como não poderia deixar de ser, o agora presidiário fez questão de armar um espetáculo em cada denúncia do MPF, sempre que se tornava réu, nos dias de seus depoimentos ao juiz Sérgio Moro e, mais recentemente, nos dias que antecederam sua prisão.

As tentativas do presidiário em intimidar as autoridades mais parece comportamento masoquista, no qual Lula sempre faz questão de convocar todos os seus apoiadores para acompanharem de perto cada uma de suas derrotas. Além das figurinhas carimbadas do PT, como a senadora e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, o senador Lindbergh Farias e a ex-presidente Dilma Rousseff, Lula ainda faz questão da presença de gente como o o líder do MST, João Pedro Stédile e seus comandados e do presidente da CUT, Vagner Freitas e seus comandados. Todos costumam fazer discursos inflamados, ameaçam com distúrbios violentos, mas acabam voltando para suas casas com mais uma derrota.

Ao que tudo indica, com a presepada preparada para o registro da candidatura do condenado no Tribunal Superior Eleitoral esta semana não será diferente. Stédile convocou seu exército de sem-terra, o PT está levando militantes, a CUT, os pelegos órfãos do imposto sindical obrigatório e os demais apoiadores do condenado no campo da esquerda estarão presentes para tentar intimidar os membros do TSE.

Mas as chaces do presidiário enquadrado pela Lei da Ficha Limpa conseguir registrar sua candidatura são remotíssimas. Ao longo dos últimos meses, várias autoridades já se posicionaram sobre o tema. Desde a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, o ministro Luiz Fux, que presidia o TSE até poucos dias, e outros ministros do Colegiado, como Admar Gonzaga.

Gozaga alertou que “Se e quando formalizado o pedido de registro, cumprirá a esta corte, ex officio [de ofício, sem provocação das partes] ou por provocação das partes legitimadas, analisar os requisitos de elegibilidade dos pretensos candidatos.”. Isto significa uma simples verificação nas certidões de Lula.  Desde que foi condenado em Segunda Instância, o petista se tornou automaticamente inelegível. Neste caso, o registro da candidatura do condenado pode ser negado imediatamente, assim que os representantes do PT tentarem registrar o presidiário como candidato à presidência.

A resolução 23548/2017 permite a um ministro do TSE, em seu artigo 51, indeferir uma candidatura mesmo sem aguardar o prazo de cinco dias para que outros partidos, candidatos ou o Ministério Público peçam a impugnação.

“Ainda que não tenha havido impugnação, o pedido de registro deve ser indeferido quando o candidato for inelegível ou não atender a qualquer das condições de elegibilidade”, diz o texto da resolução.

Em programa de governo, Bolsonaro promete Estado menor e 'carteira de trabalho verde-amarela'

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, divulgou nesta terça-feira, 14, as diretrizes de seu programa de governo nas eleições 2018. Entre os objetivos de seu projeto, autodenominado "Operação Fênix", estão diminuição do tamanho do Estado na economia e relativização das regras trabalhistas, com a manutenção de programas sociais como o Bolsa Família.

Na área social, o candidato promete informatizar a área de saúde e um cadastro universal de médicos para o SUS. Em educação, seu foco é acabar com a doutrinação e sexualização precoce. Para a segurança pública, o deputado sugere, entre outras medidas, reduzir a maioridade penal para 16 anos e reformular o Estatuto do Desarmamento para facilitar o acesso de pessoas físicas a armas de fogo. 

No quesito combate à corrupção, Bolsonaro promete encampar o projeto "Dez medidas contra a corrupção", defendido por procuradores do MP que atuam na Lava Jato. 

Economia

No campo econômico, as propostas preveem cortes de despesas do governo e redução das renúncias fiscais para diminuir o déficit público, além de um amplo programa de privatizações e redução de alíquotas de importação.  "Daremos especial atenção ao controle dos custos associados à folha de pagamento do governo federal. Os cortes de despesas e a redução das renúncias fiscais constituem peças fundamentais ao ajuste das contas públicas", diz o texto. "O déficit público primário precisa ser eliminado já no primeiro ano e convertido em superávit no segundo ano."

Segundo projeção do governo federal divulgada em fevereiro, O déficit fiscal em 2018 é estimado em R$ 149 bilhões - um aumento de 20% na comparação com 2017.  De acordo com a Receita Federal, o governo deixou de arrecadar só em 2017 R$ 354,7 bilhões. 

Bolsonaro também promete dar início a um amplo programa de privatizações. Embora não cite um número nem quais empresas das 147 de propriedade da União ele pretende vender, o deputado diz que todos os recursos obtidos com privatizações e concessões deverão ser obrigatoriamente utilizados para o pagamento da dívida pública. 

"Algumas dificuldades políticas que poderiam surgir durante o processo de privatizações poderão ser contornadas, com bem desenhadas 'golden shares', garantidoras da soberania nacional", diz o texto. "O BNDES deverá retornar à centralidade em um processo de desestatização mais ágil e robusto, atuando como um banco de investimentos” da União e garantindo que alcancemos o máximo de valor pelos ativos públicos."

No total, o candidato pretende reduzir em 20% o volume da dívida por meio de privatizações, concessões, venda de propriedades imobiliárias da União e devolução de recursos em instituições financeiras oficiais. 

Emprego

Para criar empregos, o deputado federal também sugere a criação de uma nova modalidade de carteira de trabalho, na qual o jovem que ingresse no mercado de trabalho poderá escolher um contrato individual que prevaleça sobre a CLT, mantendo todos os direitos constitucionais.

No que tange a política econômica, o candidato do PSL promete manter o tripé macroeconômico vigente: câmbio flexível, meta de inflação e meta fiscal. Além disso, Bolsonaro tem uma proposta de independência formal do Banco Central, cuja diretoria teria mandatos fixos.

Reformas da Previdência e Tributária

Bolsonaro pretende alterar o modelo de previdência atual do modelo de repartição para o de capitalização, que será, segundo ele, introduzido em etapas. " A grande novidade será a introdução de um sistema com contas individuais de capitalização", diz o texto. "Novos participantes terão a possibilidade de optar entre os sistemas novo e velho. E aqueles que optarem pela capitalização merecerão o benefício da redução dos encargos trabalhistas."

Ainda de acordo com o candidato, a insuficiência de recursos provocada pela transição de um regime para o outro será remediada com a criação de um fundo para reforçar o  financiamento da previdência e compensar a redução de contribuições previdenciárias no sistema antigo.

A reforma tributária defendida pelo candidato do PSL prevê simplificação e unificação de tributos federais e a descentralização e municipalização de impostos. 

Energia e combustíveis

No setor energético, Bolsonaro promete flexibilizar ainda mais as regras para a exploração de petróleo do pré-sal, que, em sua avaliação, são burocráticas. "A burocrática exigência de conteúdo local reduz a produtividade e a eficiência, além de ter gerado corrupção", diz. "Além disso, não houve impacto positivo para a indústria nacional no longo prazo. Assim será necessário remover gradualmente as exigências de conteúdo local."

O candidato diz que a política de preços atual da Petrobrás, que acompanha as flutuações do mercado, terá flutuações de curto prazo suavizadas com mecanismos de hedge - espécie de proteção contra variações cambiais inesperadas. Bolsonaro também propõe o fim do monopólio da estatal na exploração de gás natural. 

Comércio e agronegócio

A política comercial do candidato prevê redução de alíquotas de importação e barreiras não-tarifárias, em paralelo com a constituição de novos acordos bilaterais internacionais, sem especificar quais seriam essas taxas a serem reduzidas nem quais setores da economia seriam afetados. 

A política agrícola prevê maior segurança no campo, melhora da logística de transporte e armazenamento e políticas especificas para consolidar e abrir novos mercados externos.

Segurança Pública

Bolsonaro atribui índices altos de violência a cidades governadas pelo Foro de São Paulo. O candidato também diz no seu programa de governo que "dentre instituições, grupos, pessoas ou atividades, que tiveram sua imagem atacada pela doutrinação ideológica de esquerda, certamente as Forças Armadas do Brasil estão entre as que mais sofreram".

"Houve clara intenção de desconstruir a imagem desta espinha dorsal da Nação, afinal, elas são o último obstáculo para o socialismo", diz.

Para solucionar o problema da violência urbana, o candidato propõe investir em tecnologia e inteligência, acabar com a progressão de penas e as saídas temporárias, reduzir a maioridade penal para 16 anos e garantir o direito do cidadão a portar armas para legítima defesa.

Outras propostas consistem em dar uma "retaguarda jurídica" aos policiais no exercício da função,  tipificar como terrorismo as invasões de propriedades rurais e urbanas  e retirar da Constituição qualquer relativização da propriedade privada.

Janaina Paschoal recua e afirma agora que será candidata à Deputada Estadual


Há poucos dias,  a advogada Janaína Paschoal afirmou que que não seria candidata a nada pelo PSL e que não aceitará convite para nenhum ministério, caso Bolsonaro ele fosse eleito. Na ocasião, a professora de Direito da Universidade de São Paulo (USP) anunciou que também havia desistido de disputar um cargo na Assembleia Legislativa de São Paulo.

No início da noite desta terça-feira, 14, a jurista anunciou por meio de seu perfil no Twitter que já se candidatou à Deputada Estadual e prometeu fornecer maiores detalhes sobre sua decisão esta semana. A professor havia recusado o convite para ser vice de Bolsonaro alegando que não estaria disposta, por motivos familiares, a se comprometer com um cargo em Brasília.




Amados, quero contar para vocês que eu me candidatei à Deputada Estadual. Após o dia 16, falarei mais detidamente sobre esta decisão e planos.

Lula 'simplesmente não é, e nem pode ser, candidato', diz MPF

Em parecer apresentado ao TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), o MPF (Ministério Público Federal) reafirmou que considera o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inelegível. A manifestação foi feita na segunda-feira (13) dentro de ação em que o fotógrafo Ricardo Stuckert, que acompanha Lula há 16 anos, pediu para entrar na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba e fazer registros fotográficos e em vídeo do petista, além de entrevistá-lo, relata o site Folha Política.

"Importante enfatizar não haver qualquer dúvida jurídica de que a condenação em segundo grau (...) inviabiliza a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva. Então, ele simplesmente não é, e nem pode ser, candidato", escreveu o procurador regional Mauricio Gotardo Gerum no parecer.

O ex-presidente está preso na sede da PF desde 7 de abril. Condenado em segunda instância no processo do tríplex, Lula está inelegível. Contudo, o PT irá registrar sua candidatura ao Planalto na quarta-feira (15) no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), limite do prazo estipulado pela Justiça Eleitoral. A Corte deve definir a situação do petista até 17 de setembro.

Primeira instância negou

A juíza federal Carolina Lebbos, responsável pela execução da pena de Lula, já havia negado o pedido na primeira instância. Agora, o pedido tramita no TRF-4, onde tramita a segunda instância da Lava Jato.

Desta vez, o procurador Gerum reforçou sua negativa a pedidos de entrevista com Lula, o que já havia feito, na semana passada, a respeito de um recurso semelhante feito pelo PT para que Lula pudesse participar de atos de campanha.

O procurador pontua que Lula "encontra-se cumprindo pena provisória em regime fechado, cerceado de sua liberdade e de todos os direitos que dela decorrem, como o de participar de um pleito eleitoral e dos consequentes atos de campanha."

No parecer, Gerum diz que o direito de Lula ter contato com o mundo exterior "vem sendo rigorosamente observado" por meio das visitas de familiares, amigos e advogados, e também "por meio de correspondência escrita, da leitura e de outros meios de comunicação que não comprometam a moral e os bons costumes."

Sobre entrevistas, o procurador afirma que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que a Lei de Execuções Penais não normatizou as hipóteses de comunicação do preso, "dentre as quais não consta o direito de se entrevistar com jornalistas".

O pedido foi elaborado pelo advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira, que representa o fotógrafo na ação e é o responsável pelo registro da candidatura de Lula no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Casagrande Pereira dizia que a solicitação não fazia "respeito à prática de atos de campanha", mas ao "interesse público coletivo em ter conhecimento da situação do ex-presidente dentro do encarceramento".

Procurado pelo UOL a respeito do parecer, o advogado não se manifestou até o momento.


A situação deverá ser analisada pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava Jato no TRF-4. Não há prazo para que isso aconteça.

Homem é preso por estupro perto da Granja do Torto e diz ser do MST

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) prendeu um homem na manhã desta terça-feira (14), após ele ter estuprado uma mulher na região do Núcleo Rural Boa Esperança II, próximo à Granja do Torto, registra o site Folha Política.

Segundo a PMDF, o homem se identificou como integrante do Movimento Sem Terra (MST) e afirmou que estava em Brasília para participar da “Marcha Nacional Lula Livre”, que há dois dias atormenta o cotidiano dos brasilienses.

O homem foi detido por dois homens que passeavam a cavalo no local, quando ouviram os gritos da mulher pedido socorro.  A vítima trabalha em uma chácara na região, no caminho do trabalho foi atacada pelo homem, que a arrastou para dentro do mato.

O estuprador foi detido e ficou amarrado até a PMDF chegar ao local. A Tanto a vítima, testemunhas e o estuprador foram conduzidos para a 5ª DP. Na delegacia foi constatado que o homem é lavrador, mora na cidade de Campos Belos (GO) e tem 10 passagens a maioria por ameaça.

Por meio de nota o MST nega que o homem tenha algum vínculo com o movimento. “Foi feita checagem e rechecagem dos integrantes. Todas as marchas estavam reunidas às 7h nas ruas e não falta nenhuma pessoa entre as delegações. Há controle de nomes em lista e pulseiras para controle dos presentes”. E afirma ser “uma irresponsabilidade creditar o crime ao movimento a partir da fala do suspeito”.

Desde ontem, integrantes do MST perturbam o cotidiano dos brasilienses,  atrapalham o trânsito, bloqueiam vias  e  geram engarrafamentos quilométricos, ontem nas rodovias que dão acesso a Brasília, e hoje nas vias do Plano Piloto.

O PT insiste que vai registrar a candidatura do ex-presidente Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (15), ignorando a lei que foi sancionada pelo próprio petista, a Lei da Ficha Limpa.