sábado, 18 de agosto de 2018

Twitter suspende conta do PSL de Jair Bolsonaro em plena campanha eleitoral

Na madrugada deste sábado (18), enquanto acontecia o segundo debate entre os presidenciáveis na Rede TV, o Twitter derrubou a conta do PSL, partido do líder das pesquisas, em plena campanha eleitoral.
No último levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, Jair Bolsonaro lidera isoladamente à corrida presidencial com 23,9% dos votos.
Ainda durante o debate na Rede TV, Bolsonaro usou o Twitter para queixar-se que três ‘hashtags’ que alcançaram os ‘Assuntos Mais Comentados’ da rede foram derrubadas.
“O twitter já derrubou 3 de nossas hashtags quando estavam nos trending topics: ‘Voto Bolsonaro 17’ ‘Bolsonaro Presidente 17’ e ‘Bolsonaro na Rede TV'”, disse ele.
Ao clicar no @ do Partido Social Liberal (PSL), o Twitter informa a seguinte mensagem:
“Cuidado: esta conta está temporariamente restrita. Você está vendo este aviso porque ocorreu uma atividade incomum nesta conta”, diz o microblog.
Reação
A restrição provocou inúmeras manifestações na própria rede social, no qual usuários acusam o Twitter de atuar diretamente no controle midiatico para banir os conservadores em período de ação eleitoral.
Um dos jornalistas mais respeitados no Brasil, Allan dos Santos, fundador do jornal Terça Livre, publicou a seguinte nota:
“Twitter derruba partido do líder das pesquisas, @PSL_Nacional, em plena campanha eleitoral”, afirmou. 




Dom Lancelotti, administrador da página ‘Gays com Bolsonaro’, reiterou a necessidade de uma  transparência eficaz nas eleições 2018.
“Atenção: o Twitter está censurando e bloqueando o acesso ao perfil do@PSL_Nacional. O nome disso é interferência estrangeira em ano de eleição. Ainda temos instituições sérias nesse país?”, questionou o jovem.


Imagem: Reprodução

Rede sociais a serviço da censura
Vale ressaltar que o Twitter, por sua vez, tem usado sua ferramenta de gerenciamento de conteúdo [para proibir] o acesso a uma conta ou a um tweet.
Fiamma Zarife, diretora geral do Twitter no Brasil, já foi VP da Samsung e trabalha no Twitter há alguns anos. No início de 2017, o microblog a nomeou como diretora geral, cargo que ocupa até o momento.
Em sua conta oficial, Fiamma já demonstrou seu viés de esquerda ao apoiar abertamente uma ditadura que viola direitos humanos e que levou seu país a um profundo desastre econômico, social e político: a Venezuela.


Curiosamente, após a titulação de Fiamma Zarife neste cargo tão alto do Twitter Brasil, diversas contas com viés conservador foram derrubadas.
Entre os perfis mais prejudicados estão Gabriel Pinheiro, Joaquin Teixeira, Allan dos Santos, Terça Livre, Conexão Política, Reaçonaria, Politz, Renova Mídia, Bernardo P. Kuster e MBL.
A plataforma tem enviado notificações a perfis informando sobre “comportamento incomum que viola as Regras do Twitter”.
O conceito é que as publicações opostas ao viés da rede passem a ser derrubadas por “entidades autorizadas”.
Antes tida como protetora da liberdade de expressão na internet, o Twitter visivelmente demonstra ter se rendido aos desejos de grandes corporações perante o ‘politicamente correto’ para garantir seu crescimento e domínio internacional.
As informações são do site Conexão Política

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Alvaro voltará a citar Moro

Alvaro Dias tirou a tarde para descansar e reler pontos do programa de governo.

No debate que começa dentro de instantes, às 22 horas, na RedeTV,  candidato do Podemos voltará a frisar que, se eleito, convidará o juiz Sergio Moro para ser ministro da Justiça.

Em nova pesquisa, Haddad aparece em segundo lugar

Em nova pesquisa telefônica realizada pela XP Investimentos, Fernando Haddad, possível presidenciável pelo PT, aparece com 15% das intenções de voto em cenário onde o ex-prefeito da capital paulista é o candidato “apoiado por Lula”, registra o site Conexão Política.
Jair Bolsonaro, do PSL, aparece com 21% das intenções de voto. Depois de Haddad, aparecem Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (REDE), com 9% das intenções.
A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-02075/2018.

Gleisi Hoffmann declara apartamento de R$ 111,00

Sob o nome “Gleisi Lula”, a senadora pelo Paraná e presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) Gleisi Hoffmann declarou seus bens ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na declaração, contamos com um apartamento no valor de R$24.550,00, um veículo no valor de R$8.800,00, um plano de previdência privada de R$823,00 e mais um apartamento, no valor de R$111,00.
O total em bens da candidata à deputada federal pelo Paraná é de R$34.284,00.

Detalhamento dos Bens de “Gleisi Lula” (Imagem: Reprodução/TSE)

Os eleitores podem ter acesso aos bens declarados de todos os candidatos por meio do Portal do TSE.

Kaká marca encontro com Bolsonaro e poderá apoiá-lo à Presidência

Evangélico e conservador, o ex-jogador Kaká pediu para se encontrar com o candidato do PSL à Presidência Jair Bolsonaro.
Eles devem se reunir em breve, segundo informações do jornalista Maurício Lima no Radar da revista “Veja”.

Popularidade em alta

O militar reformado vem conquistando apoio de atletas e celebridades — o mais recente foi Marcos Evangelista de Morais, mais conhecido como Cafu, o capitão do penta.
O futebolista afirmou que votará em Bolsonaro para à Presidência da República.

Paulo Guedes conta como passou a apoiar Jair Bolsonaro: “Saí da bolha”

Em entrevista à Veja, o economista do candidato à presidência Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, contou de que maneira passou a apoiar o presidenciável:

“[…] de repente, quatro ou cinco pessoas me ligaram ao mesmo tempo pedindo que eu fosse conversar com Bolsonaro. Foi no fim de 2017, quando eu ainda estava auxiliando Luciano Huck. Avisei o Huck que iria falar com Bolsonaro, e ele não viu problema algum. E quando falei com ele, saí da bolha.”

Ao ser questionado sobre o que significa sair da bolha, Guedes respondeu:

“A bolha é São Paulo, Rio, Florianópolis. Somos nós, a Folha de S. Paulo, a Globo, a Veja. A bolha diz assim: “Ah, esse cara é chato, disgusting, tosco”. A bolha pensa em direitos humanos, que são demandas legítimas, corretas e sofisticadas da sociedade. Só que o povo está lá fora gritando socorro porque não sabe se levará um tiro hoje ou amanhã. Então, quando falei com ele, tudo ficou muito claro pra mim. O que ele representa? A ordem, que é a função básica de qualquer governo. É isso que as pessoas querem.”

Ciro diz que Haddad e Manuela fazem um papelão

Ciro Gomes, entrevistado por O Globo, disse que Fernando Haddad e Manuela D’Ávila estão fazendo um papelão:

“A mim me surpreende como o Haddad e a Manuela se prestam a esse tipo de serviço. Eu falo isso porque eu mesmo fui pressionadíssimo a fazer esse papelão (ser vice do Lula). Ora, se isso der certo, não dá certo. Porque nasce daí um presidente desse tamaninho (fazendo gesto com os dedos). Um presidente que parece que vai precisar ir para Curitiba consultar como fazer as confusões e as complexas questões nacionais.”

Bolsonaro: “O PSDB mais que nunca se unindo ao PT”

Jair Bolsonaro comentou no Twitter a declaração de FHC de que não teria objeção a uma eventual aliança do PSDB com o PT contra ele no segundo turno.

“O PSDB mais que nunca se unindo ao PT. A narrativa de polarização que sempre tentaram inventar vai esfarelando.”

PSL é o partido com mais candidaturas

O Partido Social Liberal (PSL), partido que lançou Jair Bolsonaro, lidera pedidos de candidaturas.
De acordo com O Antagonista, o TSE recebeu 24,5 mil candidaturas até o prazo final de registros, nesta quarta-feira (15). O PSL lidera com 1.260 pedidos, seguido do PSOL com 1.202 e do PT com 1.078.

“Eu sou negro”, diz Romário após Marcia Tiburi apontar que no debate da Band “só haviam brancos”

Márcia Tiburi, candidata ao governo do Rio de Janeiro pelo PT, tentou apontar que entre os candidatos ao Governo “só haviam brancos”, esquecendo da presença de Romário (Podemos), ex-jogador que lidera as pesquisas no estado.
Romário se manifestou dizendo: “Eu sou negro”.

“A grande esperança deste país é o presidente Lula”, afirma Luiz Marinho

No debate da Band dos candidatos ao Governo do Estado de São Paulo nesta quinta-feira (16), o candidato do PT, Luiz Marinho, citou o nome do presidiário Lula.
“Vocês esquecem que a grande esperança deste país é o presidente Lula”, afirma o petista.
Marinho ainda ironizou o candidato Rodrigo Tavares (PRTB) por falar sobre seu apoio à Jair Bolsonaro. “Considerar Bolsonaro solução para o país, faça-me o favor!”
O petista também declarou que o governo do seu partido “combateu a corrupção” no Brasil. Em suas considerações finais, afirmou sentir “honra em ser do PT”.

Bolsonaro responde Alckmin sobre aliança: “Não sou empreiteiro!”

Nesta quinta-feira (16), o candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, publicou um vídeo em sua rede social com a legenda: “Não tem aliança com o PT, nem com o Bolsonaro, meu compromisso é com você!”.
Jair Bolsonaro, presidenciável pelo PSL, respondeu o tucano em sua conta:
“Com Bolsonaro não tem mesmo, não sou empreiteiro!”

 Jair Bolsonaro@jairbolsonaro

Com Bolsonaro não tem mesmo,
não sou empreiteiro!

“Meu candidato é o Alckmin e vamos ganhar”, diz FHC após declarar que apoiaria o PT

Após sua declaração em entrevista à rádio Jovem Pan dizendo que apoiaria o PT num eventual segundo turno contra Jair Bolsonaro, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), declarou em sua conta no Twitter que apoiará o candidato Geraldo Alckmin, presidenciável pelo PSDB: 
“Para início de conversa, deixo claro: meu candidato é o Alckmin e vamos ganhar.”

FHC estreou sua conta hoje na rede social.

Boulos quer indultar Lula e colocar Temer na cadeia

O candidato à Presidência da República pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Guilherme Boulos, repetiu a falácia de que o ex-presidente Lula foi condenado sem provas em entrevista à TV Record nesta quinta-feira (16).
“O caso do presidente Lula é, no meu ponto de vista, uma condenação injusta”, afirmou. O candidato também criticou o juiz Sérgio Moro, dizendo que o mesmo “não foi isento”.
Boulos foi questionado sobre um possível indulto ao ex-presidente e disse que está em seus planos, além de dizer que gostaria de ver o atual presidente Michel Temer (MDB) preso e “ajudaria” a realizar sua prisão.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontra preso na sede da superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde 7 de abril, condenado há 12 anos e 1 mês de prisão pelo TRF-4 após julgamento da Operação Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.

Supremo venezuelano no exílio condena Maduro a 18 anos de prisão no caso Odebrecht

O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela no exílio, nomeado em 21 de julho pela Assembleia Nacional – de maioria opositora –, condenou o ditador Nicolás Maduro a 18 anos e três meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro pelo caso relacionado à construtora brasileira Odebrecht. A decisão também prevê que ele devolva aos cofres públicos venezuelanos US$ 35 milhões, além de perder os direitos políticos durante o tempo da pena, segundo o jornal venezuelano El Nacional. Uma multa de US$ 25 milhões por corrupção também foi decretada.

O tribunal, conhecido como TSJ no exterior, afirma ter encontrado “comprovada comissão dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro”, e decretou que o presidente cumpra a pena no centro de detenção de Ramo Verde, no estado venezuelano de Miranda, informou o juiz Rafael Rommel-Gil em Bogotá. Os magistrados emitiram uma ordem internacional de captura contra Maduro.

“Aqui está um exemplo que se pode condenar os corruptos e resgatar o patrimônio que desapareceu dos cofres do nosso país. E se há países e organizações internacionais dispostos a ajudar a nossa República", disse o magistrado Miguel Ángel Martín, em uma entrevista coletiva.

A sentença foi emitida nesta quarta-feira (15), no Congresso da Colômbia, em Bogotá. “As evidências mostraram que muito dinheiro envolvido em grandes obras desapareceu do país sem a infraestrutura sendo construída”, alegou Martin.

De acordo com a agência de notícias AFP, o Supremo no exílio realizou o julgamento após denúncia apresentada pela procuradora-geral destituída Luisa Ortega, que fugiu da Venezuela em agosto de 2017 depois de ser removida do cargo pela Assembleia Nacional Constituinte, controlada pelo ‘chavismo’.

“A Odebrecht foi beneficiada por inúmeros contratos de obras de infraestrutura na Venezuela” que “foram pagas e não se concluíram”, declarou Ortega.

O STJ no exílio é formado por 33 magistrados e é reconhecido pela OEA (Organização dos Estados Americanos), pelo Parlamento Europeu e pela Federação Interamericana de Advogados.

Sem marqueteiro, Bolsonaro gravará vídeos para horário eleitoral com celular

De acordo com a Coluna do Estadão, o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro, do PSL, gravará os vídeos para horário eleitoral pelo celular, dispensando a contratação de marqueteiro. O candidato terá apenas 9 segundos diários de tempo de TV e escolheu 3 frases curtas como lema de sua campanha.
As frases serão: “Pelo fortalecimento da Lava Jato”, “Pela revogação do Estatuto do Desarmamento” e “Em defesa da família”.

Assessor econômico do Partido Novo defende privatização do Banco do Brasil

Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central e assessor econômico do Partido Novo, de João Amoêdo, defendeu nesta quinta-feira (16) a privatização do Banco do Brasil, informa o Estadão nessa quinta-feira (16).
Para o economista, não há necessidade de que o Brasil tenha dois bancos estatais. “O Banco do Brasil está pronto para ser privatizado”, declarou em sabatina com o portal.
Franco também disse que a privatização da Petrobrás é um processo inevitável, dado o “ataque monstruoso” que a estatal sofreu nos últimos anos.

Dodge quer enviar inquérito de Eduardo Paes para a Justiça Federal

Raquel Dodge pediu ao STF para enviar à Justiça Federal do Rio o inquérito que apura se o ex-prefeito Eduardo Paes, candidato ao governo do Rio pelo DEM, recebeu propina da Odebrecht no exterior durante a campanha de 2012.

A PGR se posicionou contra a decisão de Marco Aurélio Mello, que resolveu transferir a investigação para a Justiça Estadual, o que não faz o menor sentido.

A apuração sobre Paes estava no STF pois também cita o deputado federal Pedro Paulo Carvalho (DEM).

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Rosa Weber mantém Barroso como relator de registro de Lula no TSE

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Rosa Weber, decidiu, nesta quinta-feira (16/8), manter o ministro Luís Roberto Barroso como relator do pedido de registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, informa o site .Folha Política.

A ministra analisou um requerimento feito pela defesa do petista questionando a distribuição da relatoria do registro. Os advogados argumentaram que, como impugnações da campanha petista foram distribuídas primeiramente para o ministro Admar Gonzaga, ele teria preferência para ser o responsável pelo registro.

A relatoria do registro, no entanto, foi distribuída, por sorteio, para o ministro Roberto Barroso após análise da área técnica que não encontrou preferência no processo.

Ministros do TSE afirmam reservadamente que vão atuar para evitar a Judicialização do processo que discute o pedido de registro de candidatura do ex-presidente Lula. Ou seja, os integrantes da Corte avaliam que o melhor caminho é cumprir o rito previsto na lei para os prazos processuais.

Isso evitaria questionamentos da defesa do ex-presidente que poderiam esticar a tramitação do processo, sendo que a defesa trabalha para conseguir deixar Lula como candidato até o limite máximo. Uma medida que chamou atenção dos ministros foi o fato de os advogados terem pedido esclarecimento da relatoria, o que foi interpretada como medida protelatória. O advogado do ex-presidente Lula no TSE, Luiz Fernando Casagrande Pereira, inclusive conversou com Roberto Barroso ao final da sessão da Corte nesta quinta e terá uma audiência com o ministro Admar Gonzaga ainda nesta manhã.

O defensor explicou que a ideia não era escolher o relator dos pedidos de impugnação, mas um esclarecimento do Tribunal sobre a quem a defesa deve se direcionar, uma vez que a impugnação apresentada pela Procuradoria Geral da República foi para relatoria de Barroso, enquanto as ações de Kim Kataguri e outros está com Gonzaga.

Pereira ironizou a rapidez da PGR no caso: “Nunca tinha visto ser tão rápida, mas advogado não pode reclamar da celeridade da Justiça. Se fosse sempre assim, o estoque de processos estaria zerado”, disse.

Ministro do TSE nega pedido para Lula participar de debate da "RedeTV" nesta sexta-feira, dia 17

O ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Sérgio Banhos negou pedido do PT para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participe do debate da "RedeTV" entre os candidatos à Presidência da República, previsto para ocorrer na  sexta-feira (17), às 22h

Condenado na Lava-Jato, Lula está preso em Curitiba. Em razão da condenação, ele está inelegível, pela Lei da Ficha Limpa, mas, por enquanto, seu registro de candidatura ainda não foi analisado.

Sérgio Banhos lembrou que a prisão de Lula foi decidida pela Justiça Federal, que não integra a Justiça Eleitoral. Assim, não cabe a ele permitir que Lula saia da prisão para ir presencialmente ao debate, ou para autorizar a instalação de equipamentos na carceragem da Polícia Federal que tornassem possível a participação por videoconferência. Segundo Banhos, esses pedidos feitos pelo PT, se aceitos, significariam "indevida interferência da Justiça Eleitoral na esfera de competência do juiz da execução da pena".

O partido tinha pedido ainda, como uma última alternativa, que fossem autorizados vídeos pré-gravados de Lula para levar ao debate. Mas Banhos destacou que isso "seria incompatível até mesmo com a já conhecida dinâmica desses debates".

Os advogados de Lula alegaram que a condenação dele não é definitiva, uma vez que ainda cabem recursos aos tribunais superiores. Argumentaram também que "Lula goza de todos os direitos inerentes aos candidatos ao cargo de Presidente da República, não podendo ser prejudicado no exercício de tais direitos, em razão da execução antecipada da pena, situação excepcional, e que tolhe sua liberdade de ir e vir”.


Em janeiro deste ano, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), com sede em Porto Alegre, condenou Lula a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do triplex do Guarujá (SP). Em abril, ele começou a cumprir pena em Curitiba.

A RedeTV! informou que, ao definir os convidados e as regras do debate, seguiu a legislação em vigor.
A Lei 13.488/2017, que estabelece as normas da campanha, determina que as emissoras de rádio e TV são obrigadas a convidar para os debates os candidatos dos partidos com no mínimo 5 parlamentares no Congresso Nacional, entre deputados e senadores. Embora a lei não fale em coligação, as TVs têm adotado essa interpretação mais ampla.
Quanto aos demais candidatos, as emissoras têm autonomia para convidar ou não.
O debate da RedeTV! terá 4 blocos e duração de 2 horas no total. A mediação será feita pelos jornalistas Mariana Godoy, Boris Casoy e Amanda Klein. Os candidatos responderão a perguntas feitas por eleitores – cada um responderá a uma pergunta específica, por meio de sorteio – e por jornalistas da emissora e da revista IstoÉ, parceira no debate. Também haverá confronto direto entre os candidatos.

As informações são do site Folha Política e da RedeTV!.

General Mourão não cometeu crime ao defender intervenção militar, decide MPF

O general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice-presidente na chapa do capitão da reserva Jair Bolsonaro (PSL), limitou-se a expor um pensamento e não cometeu crime ao defender a possibilidade de intervenção militar como solução para a crise política no país, relata o site Folha Política. 

A interpretação é do Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF), que decidiu arquivar uma investigação aberta para apurar o caso. A decisão do arquivamento é do último dia 1º.

Quando ainda estava na ativa no Exército, o general falou em possibilidade de intervenção militar durante um evento numa loja maçônica em Brasília, em setembro do ano passado. Na ocasião, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia acabado de denunciar o presidente Michel Temer pela segunda vez ao Supremo Tribunal Federal (STF). Temer foi acusado de obstrução da Justiça e de liderar uma organização criminosa. A exemplo da primeira denúncia, a acusação foi barrada na Câmara.

— Ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso. (...) Os Poderes terão que buscar a solução. Se não conseguirem, chegará a hora que nós teremos que impor uma solução. E essa imposição não será fácil, trará problemas, podem ter certeza disso aí – disse o vice de Bolsonaro no evento na maçonaria.

O MPF, a partir de uma notificação, decidiu abrir um procedimento investigatório criminal (PIC), que equivale a um inquérito da Polícia Federal (PF). Depois de 11 meses de investigação, em que foram ouvidos Mourão, Exército e Ministério da Defesa, o PIC foi arquivado, conforme decisão do procurador da República responsável, Ivan Marx.

"Diante das informações prestadas e da atipicidade da conduta do general, não se constata neste momento fundamento para a propositura de ação penal pública", concluiu o procurador. "O conteúdo das manifestações, embora sugerisse a possibilidade de intervenção militar, não teve caráter de propaganda em público e não objetivou incitar terceiros ao cometimento de processos ilegais de alteração da ordem política. A palestra é forma de livre manifestação de pensamento, assegurada na Constituição."

Não houve ilícitos nem na área criminal nem na cível, conforme o MPF, o que não prejudica a reabertura do processo em caso de surgimento de fatos novos. "Não constitui a referida manifestação propaganda em público de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política ou social, nem tem intuito de subversão da ordem política ou social ou de trazer animosidade entre as Forças Armadas ou entre estas e as classes sociais ou as instituições civis", afirmou o procurador.

No mesmo documento, Marx ressaltou que uma intervenção militar seria "ilegal e inconstitucional". O teor das respostas do Exército e do Ministério da Defesa levou o procurador a decidir pelo envio de cópia do PIC à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), um colegiado que funciona no âmbito da Procuradoria Geral da República (PGR).