terça-feira, 28 de agosto de 2018

Onde estão eles que não condenam a Venezuela ?



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Bolsonaro 24%

Pesquisa encomendada pelo BTG Pactual mostra Jair Bolsonaro com 24% dos votos.

Em seguida:

Marina Silva – 15%

Geraldo Alckmin – 9%

Ciro Gomes – 8%

Até recentemente, Pérsio Arida, conselheiro de Geraldo Alckmin, era sócio do BTG Pactual, registra O Antagonista.

Alckmin promete emprestimos do BDNES à juro zero

Após o projeto do Ciro Gomes (PDT) de tirar o nome de 63 milhões de pessoas do SPC, chegou a vez de Geraldo Alckmin (PSDB) propor uma bizarrice econômica: empréstimos à juro zero no BNDES.
“Empreender no Brasil vai ficar mais fácil. O BNDES vai trabalhar a favor do pequenos! Teremos crédito a juro zero, simplificação tributária e uma grande agenda de competitividade”, disse o candidato do PSDB em seu Twitter.

Imagem: Reprodução

Para Alckmin, realizar empréstimos à juro zero para pequenas empresas fará com que tenham uma “grande agenda de competitividade”, mesmo que tais empréstimos gerem desigualdade entre as empresas no mercado. 
Emprestar dinheiro tem um preço a ser pago, esse preço são os juros, quando o BNDES reduz os juros de um empréstimo, tal valor é pago via subsídio. Em resumo, é mais uma conta à ser paga pelos milhões de pagadores de impostos.
A péssima repercussão de sua proposta no Twitter fez com que sua equipe apagasse a publicação, registra o site Conexão Política.

Dom Sebastião e o Lulismo

Vocês já ouviram falar, nas aulas de História, sobre o Sebastianismo? A seguir, segue um breve resumo:
O Sebastianismo foi um movimento místico-secular que ocorreu em Portugal, durante a segunda metade do séc. XVI. Foi causado pela morte do rei D. Sebastião, durante a batalha de Alcácer-Quibir (Marrocos), no ano de 1578.
Como Dom Sebastião não possuía herdeiros, o trono de Portugal ficou sob o poderio do rei Filipe II, da Espanha.
O Sebastianismo, foi, portanto, uma esperança na vinda de um salvador, adaptado às condições lusitanas. Seria traduzido como uma inconformidade, um sentimento de insatisfação com a situação política da época, e uma expectativa de mudança (salvação), mesmo que para isso acontecer fosse necessário um verdadeiro milagre, como a ressurreição do rei morto, D. Sebastião.
O acontecimento acima acabou culminando com a União Ibérica. Certo? Podem pesquisar, pois vale a pena. Pois bem. Voltando aos nossos tempos atuais, gostaria de realizar aqui um paralelo entre a manobra que o PT está tentando fazer, às vésperas de uma eleição presidencial tão importante, com o movimento descrito acima.
A meu ver, os petistas estão aguardando um salvador, um messias para arrumar toda a desordem e o caos que paira sobre nosso País. Porém, tal situação fora potencializada pelo próprio partido da estrela vermelha, que nos deixou uma herança de violência, desemprego e desalento, estampada no rosto de nosso povo.
Ainda segundo o texto, percebe-se que o povo de Portugal aguardava pela ressurreição do rei morto Dom Sebastião, como que por milagre, pois havia uma expectativa de mudanças, em função de todo um ambiente de insatisfação naquele momento. Alguma semelhança com o Brasil de 2018? Obviamente.
No entanto, com exceção de muitos que foram aliciados pelo discurso separatista (do nós, contra “eles) de Lula, o brasileiro está mais bem informado e imbuído de um espírito real de mudança, com anseio de justiça e inconformismo com tudo o que está se passando. Sentimentos que, se ainda não ideais, ao menos são incipientes.
Sendo assim, fiquemos atentos para que Lula e seus asseclas não “renasçam”. Não das cinzas, mas de Curitiba mesmo, e acabem por incinerar os sonhos dos brasileiros de bem, que desejam um país mais igual, sem divisões, e com dignidade. E o principal: buscando o melhor para o Brasil, e não para uma dezena de amigos do “rei”, como ocorreu durante um bom tempo, e ainda ocorre.
texto de Fabiane Vasconcellos, jornalista.

Após mandar investigar Dallagnol, Toffoli vai para cima de Moro

Parece que a questão do futuro presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, é com a Operação Lava Jato. Algo lhe incomoda. 

Assim, a tática é partir pra cima de seus principais protagonistas, publica o Jornal da Cidade. 

Segundo a publicação, há poucos dias Toffoli ‘mandou’ investigar o procurador Deltan Dallagnol. 

O ministro foi pessoalmente ao encontro do corregedor-geral do Conselho Nacional do Ministério Público, Orlando Rochadel, exigir a providência. 

Deltan, em comentário sobre a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de tirar da Lava Jato os relatos das delações da Odebrecht sobre a propina do ex-presidente Lula, teria dito que a medida foi realizada “pelos três de sempre, que tiram tudo de Curitiba e que mandam tudo para a Justiça Eleitoral e sempre dão habeas corpus, estão sempre formando uma panelinha e mandam uma mensagem muito forte de leniência a favor da corrupção”. Foi essa a infração de Deltan. 

Desta feita, o alvo é Sérgio Moro. 

Toffoli quer que ele seja investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por sua atuação no episódio conhecido como “Golpe do Plantonista”. 

O plantonista da ocasião e sua ação ilegal, desembargador Rogério Favreto, não mereceu qualquer tipo de atenção ou preocupação. A tentativa é punir Moro. 

É a mais completa inversão de valores.

PGR denuncia Jefferson, Cristiane Brasil, Paulinho da Força e outros 23 por fraudes no Ministério do Trabalho

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou 26 pessoas por organização criminosa, por uma suposta atuação no Ministério do Trabalho. 

Segundo relata a Folha Política, o grupo é acusado de cometer irregularidades na concessão de registros sindicais. Foram acusados o ex-ministro do Trabalho Helton Yomura; o presidente do PTB, o ex-deputado Roberto Jefferson; e os deputados Cristiane Brasil (PTB-RJ), Jovair Arantes (PTB-GO), Nelson Marquezelli (PTB-SP), Paulinho da Força (SD-SP), Wilson Filho (PTB-PB); entre outros.

A denúncia, derivada da Operação Registro Espúrio, foi enviada para o Supremo Tribunal Federal (STF). O relator é o ministro Edson Fachin. Também foi solicitada a abertura de novos inquéritos, para investigar crimes de corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

A acusação utiliza informações da delação premiada de Renato Araújo Júnior, ex-coordenador de Registro Sindical, revelada pelo jornal O Globo na semana passada. Araújo relatou que atendia os interesses de Cristiane Brasil e Roberto Jefferson dentro da pasta. Ainda foram utilizadas informações obtidas por meio de medidas cautelares, como quebras de sigilo e buscas e apreensões.

Também foram denunciados Leonardo Arantes, ex-secretário-executivo do Ministério Trabalho, e Rogério Arantesm, ex-diretor de Ordenamento de Estrutura Fundiária do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Os dois são sobrinhos de Jovair Arantes e estão presos preventivamente, desde maio.

“Os elementos probatórios reunidos no inquérito indicaram que representantes das entidades sindicais ingressam no esquema criminoso em razão da burocracia existente na Secretaria de Relações do Trabalho, que dificulta – e muitas vezes impede – a obtenção de registro àqueles que se recusam a ofertar a contrapartida ilícita que lhes era exigida”, escreveu Raquel Dodge.

DENUNCIADOS NEGAM PARTICIPAÇÃO

Todos os denunciados já negociaram, anteriormente, participação no esquema. Quando a Polícia Federal (PF) concluiu o inquérito da operação, na semana passada, a defesa de Cristiane Brasil afirmou que a corporação "acusa a esmo" e que "tornou-se uma franca atiradora contra reputações". O texto dizia que a deputada "provará sua inocência mais uma vez, como já o fez em outras ocasiões, com a consciência tranquila de que nada fez de errado".

Também na época da divulgação do relatório, Nelson Marquezelli afirmou que nunca teve atuação no Ministério do Trabalho e que se ficar comprovado o envolvimento de servidor de seu gabinete ele será demitido.

Quando foi afastado do ministério, em julho, Helton Yomura afirmou que nunca praticou "qualquer ilicitude ou irregularidades nos cargos que ocupei no Ministério do Trabalho".

Depois da primeira fase da operação, em maio, Paulinho da Força afirmou que a citação ao nome dele "não possui nenhum fundamento senão criminalizar o movimento sindical como um todo". O deputado disse desconhecer os fatos investigados e disse que confiar "plenamente no trabalho da justiça para o completo esclarecimento dos fatos".

No mesmo dia, Roberto Jefferson disse, em nome do PTB, que "jamais participou de quaisquer negociações espúrias no Ministério do Trabalho". Jovair Arantes afirmou que se posicionava "em consonância" com a nota divulgada pelo PTB.

Juiz eleitoral diz que há elementos de prova de caixa dois de Haddad em 2012 e o mantém como réu

O juiz Francisco Shintate, da 1º Zona Eleitoral de São Paulo, afirmou em despacho desta segunda-feira (27) que existem “elementos de prova” contra o provável candidato do PT à Presidência da República Fernando Haddad sobre o crime de caixa dois nas eleições de 2012, e manteve ele como réu no caso, relata o site Folha Política. 

Com isso, o juiz afastou os argumentos apresentados na defesa prévia do petista, que havia solicitado a rejeição da denúncia movida contra ele sob acusação de falsidade ideológica eleitoral –Haddad é acusado de ter recebido R$ 1,9 milhão via caixa dois da UTC na campanha daquele ano para bancar despesas com gráficas.

O juiz Francisco Shintate, porém, marcou audiência para discutir o caso para o dia 6 de novembro –depois, portanto, do desfecho das eleições deste ano. Registrado como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad deve ser o candidato do PT à Presidência nas eleições deste ano quando a Justiça Eleitoral confirmar a rejeição da candidatura de Lula.

A denúncia contra Haddad se baseou em relatos da delação premiada do dono da UTC Ricardo Pessoa. Para o juiz Francisco Shintate, a ação não pode ser rejeitada porque existem indícios de que a prestação de contas daquela campanha de Haddad foi abastecida com caixa dois. “O documento supostamente falso (prestação de contas nº 0000769-41.2012/6ª ZE da capital) foi firmado pelos réus Fernando Haddad e Francisco Macena da Silva, e há indícios, obtidos a partir das declarações de Ricardo Ribeiro Pessoa, Walmir Pinheiro Santana, Alberto Youssef, Rafael Ângulo Lopez, bem como de documentos juntados aos autos, de prova pericial, de afastamento de sigilo telefônico e bancário, de apreensão de documentos, de que houve ações de captação de recursos que sabidamente seriam omitidos na prestação de contas”, escreveu o juiz.

Prossegue o despacho judicial: “O corréu Fernando Haddad foi o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo em 2012, respondia pela exatidão das contas prestadas e dos valores recebidos e pagos, participou ativamente da campanha e assinou o documento. As demais alegações (inimizade do delator, falhas nas planilhas, pagamentos à LWC, planilhas apreendidas) referem-se ao mérito, procuram contrapor argumentos que invalidem os indícios existentes, cuja suficiência pra o prosseguimento da ação penal já se afirmou, e serão apreciadas ao final. Por ora, é o quanto basta para afirmar-se que a denúncia não é inepta, quer formal, quer materialmente, e que houve dolo do corréu”.

São réus no caso, além de Haddad, o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto, o ex-tesoureiro da campanha de Haddad à prefeitura, Francisco Macena, e os empresários das gráficas que são acusadas de receber pagamentos via caixa dois. O caso corre na primeira instância da Justiça Eleitoral de São Paulo. Após o desfecho nesta instância, ainda caberá recurso ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e, posteriormente, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na audiência de novembro, será oferecida a Haddad a possibilidade de fazer um acordo para suspender o processo em troca de pagar os danos causados. O valor da reparação foi estipulado pelo Ministério Público Eleitoral em R$ 2,6 milhões. A possibilidade desse acordo é prevista porque o crime de falsidade ideológica eleitoral tem uma pena baixa –reclusão de até cinco anos.

Procurada, a defesa de Haddad afirmou que está analisando o teor da decisão e que irá se pronunciar posteriormente. Em sua defesa, apresentada no último dia 10, Haddad havia argumentado que todos os serviços prestados pelas gráficas foram efetivamente registrados na sua prestação de contas. Cita que o dono da gráfica LWC, Francisco Carlos de Souza, afirmou em depoimento à Polícia Federal que “não prestou serviços à campanha de Fernando Haddad acima daquilo que consta da prestação de contas oficial”. Sobre suspeitas de que a UTC repassou ilicitamente R$ 1,9 milhão, sua defesa argumenta que esse repasse foi feito via diretório nacional do PT e registrado oficialmente na prestação de contas, e diz que Pessoa era desafeto de Haddad pelo fato de o prefeito ter rescindido um contrato da UTC.

Políticos levam irmãos, filho, mulher e até mãe como suplentes em chapas para o Senado

As eleições de 2018 terão quase 350 chapas na disputa pelo Senado. E, entre elas, há casos em que parentes dividem o mesmo palanque para chegar à Casa. Há pai como cabeça de chapa e filho na suplência, marido e mulher na mesma composição e irmãos juntos na disputa.

O doutor em ciência política Paulo Magalhães diz que um dos critérios para definir os nomes dos suplentes são os laços familiares. Outro fator, segundo ele, é o potencial de financiar uma campanha. Se o suplente for do mesmo partido do titular, isso ainda "é uma forma de manter a influência parlamentar do partido em caso de afastamento temporário ou definitivo do titular".

O G1 fez uma busca nos dados eleitorais e constatou pelo menos 7 chapas ao Senado formadas por ao menos dois parentes. A prática não configura qualquer irregularidade.

Para o professor da FGV Direito Rio Michael Mohallem, porém, o ato não é positivo para a democracia e ainda cria uma dúvida quanto à capacidade política dos suplentes. "É natural que os partidos queiram colocar suplentes com potencial político, com histórico, com trajetória e não simplesmente alguém que tenha relação de parentesco com uma figura importante do próprio partido. Essas duas questões (parentesco e financiador), casos que são comuns, geram uma dúvida muito ruim para o titular e para o partido. Não me parece positivo para a democracia."

Um levantamento do G1, publicado em fevereiro, identificou que 41 suplentes de senadores assumiram a titularidade do cargo em algum momento da legislatura. Quase a metade do Senado se afastou do cargo de forma temporária ou definitiva desde fevereiro de 2011.

Cada chapa ao Senado é formada por três nomes: titular, 1º suplente e 2º suplente. Neste ano, o eleitor deve votar duas vezes para o Senado. O atual modelo foi definido na Constituição de 1988.

Os nomes de suplentes para o Senado já são decididos no período eleitoral, mas eles só assumem o mandato caso haja afastamento do titular. Os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) usados na análise podem ser acessados pelo DivulgaCand ou pelo repositório do órgão.

Veja os casos identificados pela reportagem do G1:

O ex-senador Gilvam Borges (MDB) tenta neste ano recuperar uma cadeira do Amapá no Senado. É titular na chapa que reúne ainda o irmão, Geovani Borges (MDB), como 1º suplente e o filho, Miguel Gil Borges (MDB), como 2º suplente.

A história se repete no Amazonas, onde o casal Braga tanta refazer o resultado das eleições de 2010. O titular da chapa, Eduardo Braga (MDB), tem a companhia da mulher, Sandra Braga, na disputa por uma das vagas do estado no Senado.

Uma das 13 chapas ao Senado pelo Ceará é liderada por José Alberto Pinto Bardawil (Podemos). O empresário do setor de comunicação leva o irmão, Walter Pinto Bardawil (Podemos), como 1º suplente.

No Maranhão, a família Lobão tenta renovar uma aliança familiar que já saiu vitoriosa nas eleições de 2010. Novamente, Edison Lobão e Edison Lobão Filho se candidatam, respectivamente, a titular e 1º suplente na chapa de senador. Pai e filho concorrem pelo MDB.

No Pará, por exemplo, o deputado federal Wladimir Costa (SD) concorrerá ao Senado. A vaga de 1º suplente em sua chapa é da mãe dele, Lucimar da Costa Rabelo (SD), com o nome de urna "Nega Lucimar".

No Piauí, o presidente do PP, Ciro Nogueira, escolheu a própria mãe, Eliane e Silva Nogueira Lima, para o cargo de 1º suplente na chapa. Nogueira já é senador e, caso eleito, terá direito a mais oito anos de atividade na Casa. Ambos concorrem pelo PP.

O Rio de Janeiro se destaca por reunir apenas candidatos com o sobrenome "Pereira" na mesma chapa. Inicialmente, o Pastor Everaldo (PSC) tinha o próprio irmão, Edimilson Dias Pereira, como 2º suplente. Depois, segundo o partido, a vaga passou a ser ocupada por Laércio de Almeida Pereira, filho de Pastor Everaldo. Laércio também é advogado e sócio da "Folha Cristã".

O nome de Donizeti de Assis Dias Pereira, empresário do setor de transportes, completa a chapa como 1º suplente. A assessoria do candidato afirma, porém, que não há nenhum grau de parentesco entre Donizeti e Pastor Everaldo.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Bolsonaro diz que a intenção de denúncia por racismo é criar fato político

O candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) disse que a intenção da denúncia em que responde por racismo é "criar um fato político". A declaração foi dada durante a sua primeira agenda pública no Rio de Janeiro, no mercadão de Madureira, na zona norte da cidade, na tarde desta segunda-feira, 27.

Ele também afirmou que não está preocupado com o julgamento da questão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que analisará, nesta terça-feira, se aceitará a denúncia, formulada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o candidato. Bolsonaro é acusado pelo crime de racismo em relação a quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs, por frases proferidas em palestra no clube Hebraica, no Rio de Janeiro.

"A intenção é criar um fato político (sobre julgamento do STF que analisará a denúncia por racismo). Não quero criticar o Supremo aqui, mas a questão dos índios, por exemplo, sou contra a demarcação de terras indígenas em vigor, não podemos ter uma área maior que a região sudeste demarcada como terra indígena. É um subsolo riquíssimo", disse.

Sobre quilombolas, Bolsonaro disse que tem conversado com alguns grupos que, segundo ele, querem uma "nova Lei Áurea". "Eles querem fazer o que bem entender com as suas terras, assim como fazendeiro do lado faz com a sua. Não querem continuar vivendo confinados e tutelados por parte do governo. Por que não titularizar esses quilombolas e, se quiserem vender as suas terras, que vendam?", indagou.

A espingarda de Marina

Ao repudiar Jair Bolsonaro por ter perguntado a uma criança, que estava vestida de policial, se sabia atirar, e por ter publicado que seus filhos atiram desde os 5 anos, Marina Silva afirmou no Twitter que “Criança porta livro, não arma”.

Mas o passado de Marina veio à tona no fim de semana nas redes sociais.

Em entrevista de março deste ano à revista Marie Claire, a candidata da Rede contou que “nunca” sofreu violência sexual, alegando que “quando éramos crianças, tínhamos uma espingarda”, dado o medo por ela e suas irmãs serem as únicas mulheres que cortavam seringa.

Eis o trecho completo:

“Marie Claire: Já sofreu algum tipo de violência sexual?
Marina Silva: Nunca. Quando éramos crianças, tínhamos uma espingarda. Eu e minhas irmãs a levávamos para cortar a seringa. Só uma delas sabia atirar e a gente se dividia na estrada para fazer o serviço mais rápido. Ou seja… não adiantava muita coisa. Mas havia esse medo porque éramos ali talvez as únicas mulheres que cortavam seringa. Minha mãe tinha medo por ser um espaço dos homens. As meninas casavam muito cedo. Havia, inclusive, uma cultura de encomendar casamentos. Como pertenço a uma família de matriarcas, esse tipo de proposta nem chegava perto. Minha mãe era uma tigresa na defesa do feminino e, pelo lado do meu pai, minha avó era a matriarca forte.”

Neste caso, o tiro de Marina saiu pela culatra.

MP eleitoral de MG e PI abrem apuração sobre posts petistas pagos em redes sociais

As procuradorias eleitorais de Minas Gerais e do Piauí abriram procedimentos para analisar se houve irregularidades envolvendo o pagamento de influenciadores em redes sociais para fazer campanha para candidatos petistas. O procedimento é o primeiro passo para a abertura de uma investigação formal, registra o site Folha Política.

O caso ganhou repercussão no fim de semana após uma série de posts exaltando a gestão do governador do Piauí, Wellington Dias, candidato a reeleição.

Internautas passaram a acusá-lo de pagar uma agência de "influenciadores digitais" para divulgar mensagens positivas a seu respeito. A prática seria ilegal e configuraria propaganda irregular ou até caixa 2. A ação foi denunciada pela influenciadora digital Paula Holanda. Em seu Twitter, ela disse que foi procurada por uma representante de uma agência de marketing digital, a Lajoy.

Paula publicou suposto briefing em que uma pessoa chamada Isabella Bomtempo, da agência, convidou-a para participar de ação "de militância política para a esquerda" e não de cunho partidário. No trecho divulgado por Paula não havia menção a pagamentos. Ela aceitou participar.

Segundo resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), "é vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet, excetuado o impulsionamento de conteúdos, desde que identificado de forma inequívoca como tal e contratado exclusivamente por partidos políticos, coligações e candidatos e seus representantes".

A partir da denúncia, postagens de outros influenciadores digitais foram expostas nas redes - vários deles com comentários elogiosos a Dias. Também estão sendo expostos prints de conversas, contratos e vídeos com referências explícitas ao pagamento e explicações do funcionamento do contrato.  

Uma das empresas apontadas como recrutadora destes influenciadores é a BeConnected, sediada em Belo Horizonte, e que tem um assessor de um deputado federal Miguel Corrêa (PT-MG), candidato ao Senado, como sócio.


O PT negou qualquer envolvimento no caso e a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, anunciou uma averiguação interna. "O PT nunca adotou esse tipo de prática, nossa relação com as redes sempre foi de respeito e de militância. Nunca pagamos ninguém para falar em rede, muito pelo contrário. Estamos averiguando o que é isso, para esclarecer essa situação", declarou.

Influenciadora digital denuncia: agência tem pago por elogios ao PT no Twitter

Neste sábado (25), a digital influencer Paula Holanda, denunciou no Twitter, um esquema de pagamento para impulsionar candidaturas petistas nas redes sociais.
Segundo ela, “muitos ativistas das redes estão participando dessa ação no twitter, a proposta era criar um tweet por dia, se alinhado à uma pauta específica que nos enviavam por e-mail”, sendo à Agência Lajoy a principal responsável, registra o site Conexão Política.
LEIA NA ÍNTEGRA:
“Tenho algo muito importante para falar. quero deixar claro que vou expor essa situação depois de muita tentativa de diálogo, o que não aconteceu.
E dizer que desprezo tudo o que está envolvido com a direita brasileira, antes que organizações partidárias usem isso ao seu favor.
Quem me segue aqui sabe que não sou e nem nunca fui partidária. Eu sou antifascista, defensora dos direitos humanos e das liberdades individuais.
Não tenho meu pensamento engessado por partidos e ideologias. Posso não ser a pessoa mais coerente, mas sou coerente ao que acredito.
Eu nunca na vida fui paga para produzir conteúdo nas minhas redes sociais pessoais. eu nunca trabalhei como “influencer” e nem nunca fiz questão. Há três dias, recebi a minha primeira proposta.
Pensei “ok, legal, eu acredito na esquerda e nos direitos humanos, então por quê não?”
Imagem: Reprodução
Muitos ativistas das redes estão participando dessa ação. No twitter, a proposta era criar um tweet por dia, se alinhado à uma pauta específica que nos enviavam por e-mail.
Reforçando que o que nos foi passado é que seria uma campanha de esquerda, e não uma campanha partidária.
Reforçando aqui também que a isabella, que me passou o e-mail da proposta, não está envolvida diretamente com o caso.
Ela só estava ali como contratada, assim como eu. a principal envolvida é aagência lajoy.
A primeira pauta foi sobre a Gleisi Hoffman. acompanhei o caso da gleisi e ele ilustra bem a perseguição partidária, bem como a prisão do lula, que foi sim de cunho político.
Me pareceu uma pauta muito justa, então eu fiz o tweet sem resistência.
A segunda pauta foi sobre o Luiz Marinho. Parte da minha família mora em são paulo e eu viajo com certa frequência para lá, então a agenda paulista me interessa.
Eu conheço o plano do marinho e sou anti-dória desde sua gestão como prefeito. twittei.
Eu comecei a ficar desconfiada pois as duas primeiras pautas eram sobre petistas.
Imagem: Reprodução
Minha desconfiança explodiu hoje, na terceira pauta, sobre o governador petista do piauí Wellington Dias.
O combinado foi manter sigilo sobre a ação. mas o combinado também foi que a ação seria de esquerda, não uma ação partidária.
Então eu posso falar sobre toda a situação aqui, até porque eu não assinei nenhum contrato. repito que não foi por falta de tentativa de diálogo.
Eu me recusei a twittar sobre o Wellington Dias. Não tenho nenhuma ligação com o piauí e não o conheço.
Pesquisei rapidamente e pela opinião pública da esquerda, e ele aparentemente não foi um bom governador. Li que ele sucateou e militarizou a educação e silenciou mulheres.
Eu tenho meus princípios. Eu nunca vou falar sobre o que eu não acredito.
Eu nunca vou aceitar receber dinheiro para fazer ou opinar algo que não acredito. Quem me segue aqui e me conhece sabe que nem sempre tomo as melhores atitudes, mas sou fiel aos meus posicionamentos.
Foi a terceira pauta sobre um político petista e já nos encaminharam uma quarta, também sobre um político petista.
Algumas pessoas da equipe começaram a ficar incomodadas sobre a ação (mais por conta de “haters” de direta) e eu trouxe isso à tona para o grupo.
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O que me deixou verdadeiramente irritada, além de um descumprimento com a proposta (ser de esquerda, e não necessariamente partidária) foi o silenciamento. Fui expulsa do grupo da ação por me posicionar — e eu me posicionei educadamente, a fim de promover diálogo e discussão.
Imagem: Reprodução
Eles disseram que o grupo seria restrito para discutir as pautas, e que não faria sentido eu continuar nele se “eu não queria continuar na ação”.
Mas em momento nenhum pedi para sair. Em momento nenhum eles me perguntaram se eu queria continuar. queria dialogar e fui silenciada.
Uma das responsáveis pela ação, que foi também a responsável pela minha remoção do grupo, veio falar comigo no privado.
Ela tentou me convencer que não foi silenciamento, mas tipo assim, eu não sou burra. só um adendo, tudo o que estou dizendo é ponto de vista. Segue o diálogo.
Imagem: Reprodução
Eu pedi para sair principalmente porque, repito, não sou partidária. Sou apegada aos meus valores, à ética.
O silenciamento só reforçou que essa ação fedia. não quero defender candidatos petistas cegamente, até porque tenho muitas divergências quanto ao governo de Rui Costa na Bahia.
Repetindo aqui. a thread não é contra a esquerda. não é contra governos petistas. Lula é o melhor presidente que o Brasil já teve e vou votar nele, apesar de ter minhas ressalvas.
A thread é contra a falta de honestidade de agências de comunicação e de influenciadores digitais”, escreveu Paula.
DIGITAIS INFLUENCERS 
Após a denúncia da jovem, ao pesquisarmos o nome do político Wellington Dias no Twitter, imediatamente apareceu diversas publicações no topo dos ‘Tweets populares’ — todos eles formados por digital influencers.
Numa estratégia muito bem elaborada, as publicações enalteciam a figura do governador do Piauí de uma forma diferente, com temáticas metricanente calculadas.
O mais contraditório é que nenhum dos influencers conhecem o político Wellington Dias, muitos menos a rejeição que o candidato tem na região ao qual estavam levantando bandeira.
ANÁLISE DO CASO
Ao difundir uma ação de rede coordenada do PT, para promover candidatos como Wellington Dias, do Piauí — a thread de Paula Holanda começou citando Gleisi Hoffmann, do Paraná, e Luiz Marinho, de São Paulo. A jovem ainda afirmou existe um quarto petista na fila. Além de algo grave, a publicação revela que não é uma ala isolada do PT do Piauí. É um envolvimento com toda cúpula do PT nacional.
Outro ponto a ser questionado com bastante cautela: O dinheiro pago para essas ‘ações’ estava declarado ou era caixa dois?
Se a origem do dinheiro for ilícita, toda essa operação de contratos seria lavagem de dinheiro.
CONFIRA ALGUNS POSTS ENCONTRADOS
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