quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Lula é um defunto político que se recusa a ser enterrado. Presidiário inelegível desafia TSE

Após ter sido condenado em segunda instância pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, se tornado inelegível pela Lei da Ficha Limpa, preso e declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral, todos imaginavam que o ex-presidente Lula se renderia aos fatos. O petista só poderá disputar eleições 8 anos após sair da cadeia, de acordo com a Lei Eleitoral.

Mas o problema é que pessoas arrogantes, prepotentes e que se julgam acima da Lei se recusam a aceitar a realidade. Mesmo na condição de presidiário declarado inelegível, o ex-presidente Lula se recusa a ver o andamento do processo de sua morte política.

Após ser banido do processo eleitoral, a defesa do presidiário protocolou no STF (Supremo Tribunal Federal), na noite desta terça-feira (4), um pedido de liminar para que, com base no entendimento do Comitê de Direitos Humanos da ONU, o petista possa disputar a eleição.

A petição dos advogados sustenta que a decisão do comitê da ONU tem caráter vinculante (obrigatório) porque o Brasil é signatário de acordos internacionais que reconhecem a competência do órgão internacional.

Mas a realidade é que apenas 2 dos 18 membros do tal comitê recomendaram que o Brasil permitisse que o presidiário concorresse à Presidência. Dois militantes simpáticos, diga-se de passagem. O governo federal, através do Itamaraty, já refutou qualquer possibilidade do Brasil se submeter a recomendações de um comitê internacional.

Na verdade, Lula aposta em um golpe patrocinado por algum ministro do STF para evitar o próprio funeral político. O problema é que nem o presidiário nem qualquer ministro do Supremo podem subestimar as consequências de um gesto tão temerário, registra o site Imprensa Viva.

Banqueiros exigem demissão de reitor da UFRJ para dar dinheiro a museu

Os banqueiros que estiveram nesta quarta-feira (05/09) com o presidente Michel Temer foram claros: estão, sim, dispostos a darem dinheiro para a reconstrução do Museu Nacional, mas só o farão se o governo demitir o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher. Acham que ele não tem competência para tocar um projeto tão importante.

Estavam presentes no encontro, além do presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, os comandantes do Banco do Brasil, do Itaú Unibanco, do Bradesco, da Caixa Econômica Federal, do Santander, do BTG Pactual e do Safra.

Foi uma conversa amigável, mas firme. Os banqueiros não aceitam rasgar dinheiro. Para eles, o ideal seria entregar a administração do Museu Nacional a uma Organização Social (OS), o que o comando da UFRJ repudia, pois considera esse modelo uma espécie disfarçada de privatização, quando, na verdade, não é.

Os banqueiros citaram uma lista de exemplos de instituições que recebem dinheiro do mercado financeiro, são administradas por OS e estão em padrão de Primeiro Mundo. Temer ficou de analisar a posição dos possíveis doadores.

A maior preocupação da UFRJ nos últimos anos foi inchar seu quadro de pessoal. Tornou-se uma grande cabide de emprego, que consome mais de 80% do orçamento. Sem dinheiro para outras atividades, o patrimônio sob gestão da universidade está se deteriorando. O quadro mais dramático é o do Museu Nacional destruído por um incêndio no domingo (02/09).

Reitor da UFRJ ergueu boné do MST durante sua posse

Durante sua posse na reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro,  Roberto Leher fez questão de expor publicamente um boné do MST, de forma a deixar claras suas inclinações políticas. 

Após o Museu Nacional, sob sua responsabilidade, queimar completamente no domingo passado, Leher permaneceu no cargo, culpou o governo e disse que vai "exigir" um terreno da União. Ele permanece no cargo.

Ibope divulga pesquisa sem Lula: Bolsonaro lidera isolado com 22%

O Ibope divulgou nesta quarta-feira (5) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial.

Veja o resultado:

Jair Bolsonaro (PSL): 22%
Marina Silva (Rede): 12%
Ciro Gomes (PDT): 12%
Geraldo Alckmin (PSDB): 9%
Fernando Haddad (PT): 6%
Alvaro Dias (Podemos): 3%
João Amoêdo (Novo): 3%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
Vera (PSTU): 1%
João Goulart Filho (PPL): 1%
Cabo Daciolo (Patriota): 0%
Eymael (DC): 0%
Branco/nulos: 21%
Não sabe/não respondeu: 7%

Sobre esse levantamento, o Ibope divulgou a seguinte nota:
"Como informado ontem, na pesquisa de intenção de votos realizada entre os dias 1 e 3 de setembro, para seguir as decisões decorrentes do indeferimento da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, que proibiram, entre outras coisas, que o ex-presidente participasse, como candidato, de atos de campanha, o Ibope deixou de aplicar o questionário em que o nome de Lula aparecia como postulante ao cargo de presidente da República, como constava do registo da pesquisa feito no TSE.
O instituto pesquisou apenas o cenário em que o nome de Fernando Haddad, candidato a vice-presidente pelo PT, aparecia juntamente com os candidatos que pediram registro.
O Ibope indagou ao TSE se este procedimento estava correto.
Em sua decisão de hoje, o ministro Luiz Felipe Salomão explicou que, segundo a lei, o TSE está impedido de responder a consultas como essa durante o período eleitoral.
Diante disso, e convicto de que agiu de boa fé e dentro da lei, e, ainda, no intuito de não privar o eleitor de informações relevantes sobre a situação atual das intenções de voto na eleição presidencial, o Ibope decidiu liberar os resultados da pesquisa para divulgação, decisão que contou com o apoio dos contratantes TV Globo e o 'Estado de S.Paulo'."
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S.Paulo". É o segundo levantamento do Ibope realizado depois da oficialização das candidaturas na Justiça Eleitoral e o primeiro depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrou a candidatura de Lula.

No levantamento anterior, feito de 17 a 19 de agosto, os percentuais de intenção de votos no cenário em que o candidato do PT é Haddad foram os seguintes: Bolsonaro, 20%; Marina, 12%; Ciro, 9%; Alckmin, 7%; Haddad, 4%; Alvaro Dias, 3%; Eymael, 1%; Boulos, 1%; Meirelles, 1%; Amoêdo, 1%; Cabo Daciolo, 1%; Vera, 1%; João Goulart Filho, 1%; Branco/nulos: 29%; Não sabe/não respondeu: 9%.

Sobre a última pesquisa

Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
Quem foi ouvido: 2.002 eleitores
Quando a pesquisa foi feita: 1 a 3 de setembro
Registro no TSE: BR‐05003/2018

O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro
0% significa que o candidato não atingiu 1%. Traço significa que o candidato não foi citado por nenhum entrevistado.

Simulações de 2º turno

Ciro 44% x 33% Bolsonaro (branco/nulo: 19%; não sabe/não respondeu: 4%)
Alckmin 41% x 32% Bolsonaro (branco/nulo: 23%; não sabe/não respondeu: 4%)
Bolsonaro 33% x 43% Marina (branco/nulo: 20%; não sabe/não respondeu: 3%)
Haddad 36% x 37% Bolsonaro (branco/nulo: 22%; não sabe/não respondeu: 5%)

Ciro Gomes diz que Lula não deveria ser candidato

Em sabatina realizada pelo Estadão com a Faap nesta terça-feira (4), o candidato do PDT ao Planalto, Ciro Gomes, disse que Lula (PT) não deveria ser candidato ao cargo.
“A campanha de Lula aceitou o rito da Justiça. Reconhece o Judiciário, reconhece a lei que rege o País. Critica eles, mas está recorrendo. Dito isso, ele não deveria ser candidato”, disse o pedetista.
Luiz Inácio Lula da Silva teve sua candidatura indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (31), e permanece preso em Curitiba, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.

Economista de Marina Silva critica cotas raciais


Eduardo Giannetti, economista da campanha presidencial de Marina Silva, candidata à Presidência pelo Rede, criticou as cotas raciais nesta segunda-feira (3) em debate com estudantes do ensino médio em São Paulo, informa o Valor.
O economista disse que o Brasil não deveria “macaquear” essa política de outros países, como os Estados Unidos, e que o problema do Brasil é mais social que racial.
“Cotas raciais são uma cópia que o Brasil faz de um sistema que até nos Estados Unidos é muito contestado. A maioria dos negros dos Estados Unidos não gosta do sistema de cotas. Acho que o problema no Brasil é muito mais social do que racial”, disse Eduardo.
Giannetti também disse ter DNA negro e que sua tataravó era negra e ex-escrava. “Se fizer uma pesquisa de DNA no Brasil praticamente todos os brancos têm algum componente negro no seu DNA”, disse, e destacou que o problema do Brasil é a desigualdade social.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Manuela entra em colapso

A deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB) vive momento de profundo desespero e agonia. 

A situação instável e a absoluta indefinição de seu nome como vice de uma chapa encabeçada pelo PT, está lhe causando extrema preocupação e ansiedade, registra o site Jornal da Cidade. 

A reunião havida nesta segunda-feira (3) entre Fernando Haddad e Lula, com a presença dos advogados do petista, que a deputada imaginou que fosse de definição, não resultou em nada de concreto. Muito pelo contrário, o cenário é de completa indefinição, com a insistência de Lula em não abrir mão de sua candidatura fake. 

Manuela, por sua vez, sem chances de recuo, teme a possibilidade de ficar sem mandato e sem foro privilegiado. 

Nas planilhas da Odebrecht ela era tratada como “avião”.

INELEGÍVEL: Garotinho é condenado em 2ª instância pelo TRF2 por associação criminosa

Nesta terça-feira (4) Anthony Garotinho foi condenado em segunda instância pela Segunda Turma do TRF-2, por formação de quadrilha, registra O Globo.
Candidato ao governo pelo PRP, a pena de Garotinho foi aumentada de dois anos e seis meses para quatro anos e seis meses.
A sentença se refere às denúncias de loteamento de cargos nas delegacias do Rio durante os governos de Garotinho e de sua mulher, Rosinha, numa associação com a quadrilha do bicheiro Rogério de Andrade.
Com a condenação por órgão colegiado, o ex-governador se torna inelegível, conforme a Lei da Ficha Limpa.
Os desembargadores do TRF-2 comunicaram a notificação imediata ao TRE e  ao Ministério Público Eleitoral.

Gleisi é barrada de novo na carceragem de Lula

Gleisi Hoffmann e o tesoureiro do PT, Emídio de Souza, foram proibidos de entrar hoje na sala onde o chefe está preso na sede da PF em Curitiba, relata o Estadão.

O único político autorizado a entrar foi o poste oficial de Lula, Fernando Haddad, ainda constituído como integrante da equipe de advogados do condenado.

Apesar de Gleisi ter tentado se passar por “advogada eleitoral” de Lula, a ordem para barrá-la –da juíza Carolina Lebbos, a pedido do MPF– continuou valendo.

A senadora saiu esbravejando e comparando a decisão da juíza à “ditadura militar”. Ontem, aconteceu o mesmo.

Lula não se conforma

Da prisão, Lula diz que não se conforma com o fato de ter sido barrado nas eleições pela lei da Ficha Limpa.

“Os Tribunais Superiores, que poderiam reparar essa injustiça julgando o mérito do processo antes das eleições, não pautam a votação. Vão julgar quando eu já tiver sido alijado do processo eleitoral?”, diz mensagem assinada pelo ex-presidente e divulgada por sua assessoria.

O país tem outras prioridades, Lula.

Bolsonaro diz que ‘é uma vergonha’ Alckmin perder para ele em SP

Jair Bolsonaro chamou de “falácias” os ataques que vem sofrendo na propaganda na TV e no rádio da campanha de Geraldo Alckmin, informa O Globo.

“Ele [Alckmin] tem quatro delatores em cima dele. Quem tem um cunhado como ele tem, quem tem o Paulo Preto como sombra. E ele está perdendo para mim [nas pesquisas] em São Paulo, é uma vergonha”, declarou o presidenciável do PSL.

Bolsonaro rebate Alckmin: “PSDB é conivente com o comunismo”

Jair Bolsonaro comentou no Twitter a comparação com Hugo Chávez feita pela campanha de Geraldo Alckmin, segundo a qual “votar em alguém só porque é militar deu ruim na Venezuela”:

“O problema da Venezuela não tem a ver com militar, tem a ver com comunismo, essa ideologia desprezível e assassina que conhecidamente destrói tudo por onde passa. O PSDB desvia o foco do problema porque é conivente com o mesmo. Todo mundo sabe disso!”, escreveu Bolsonaro.

IBOPE SUSPENDE DIVULGAÇÃO DE PESQUISA E QUESTIONA TSE SOBRE LULA

O Ibope suspendeu, pelo menos por enquanto, a divulgação da pesquisa presidencial contratada pelo Estadão e pela Globo que deveria ter ido ao ar agora à noite, conta Igor Gadelha em Crusoé.

O instituto perguntou ao TSE se pode divulgar a pesquisa sem o nome de Lula. Embora o levantamento tenha sido registrado em 29 de agosto com o nome do petista, o Ibope não submeteu o nome dele, “em respeito” à impugnação da candidatura do presidiário pelo tribunal, em 1º de setembro.

O TSE ainda não respondeu.

Haddad é denunciado pelos crimes de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro

O Ministério Público de São Paulo acaba de denunciar o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, pelos crimes de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Segundo informou o Estadão, "A acusação da Promotoria é um novo desdobramento da investigação envolvendo a UTC Engenharia, de Ricardo Pessoa".

A denúncia pode afetar ainda mais a candidatura de Haddad à Presidência pelo PT. As indefinições sobre a chapa impostas pelo ex-presidente Lula da prisão deixam o ex-prefeito numa situação bastante delicada na campanha.

Além de Haddad, também foram denunciados o ex-tesoureiro do PT,  João Vaccari Neto, Francisco Carlos de Souza, Ricardo Ribeiro Pessoa, Walmir Pinheiro Santana e Alberto Youssef. Abaixo, um trecho da denúncia do MP Estadual:

I. Introdução. Descrição dos Fatos
Em dia incerto, entre os meses de abril e maio de 2013, Ricardo Ribeiro Pessoa, Presidente da empreiteira UTC ENGENHARIA S.A., recebeu solicitação de pedido especifico formulado por João Vaccari Neto, então tesoureiro nacional, representante do PT – Partido dos Trabalhadores, da quantia de R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais), para o pagamento de uma dívida de campanha do recém eleito Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad; contraída com gráfica que pertencia a Francisco Carlos de Souza, vulgo “Chicão”, ex-deputado estadual, também pelo PT - Partido dos Trabalhadores. Nestas condições, João Vaccari Neto representava e falava em nome de Fernando Haddad.

Constou na agenda de Fernando Haddad – quando já no exercício do cargo de Prefeito Municipal de São Paulo, que ele recebera Ricardo Pessoa da UTC Participações, pessoalmente, no dia 28 de fevereiro de 2013.

Ricardo Pessoa, antes mesmo, mantinha uma espécie de “contabilidade paralela” junto a João Vaccari, relativa a propinas pagas em decorrência de contratos de obras da UTC Engenharia S.A. com a Petrobrás, com uma “dívida” a saldar, em pagamentos indevidos de propinas, da ordem de R$ 15.000.000,00 (quinze milhões de reais).

Ricardo Pessoa e Fernando Haddad - enquanto candidato ao cargo de Prefeito Municipal de São Paulo, haviam sido apresentados por José di Filippi Junior e se reuniram algumas vezes durante a campanha eleitoral no decorrer de 2012.

A solicitação de R$ 3.000.000,00 foi atendida, e com ela Ricardo Pessoa a ofereceu e prometeu diretamente para João Vaccari Neto, e indiretamente para Fernando Haddad. 

Ricardo Pessoa e João Vaccari Neto trocaram informações a respeito dos números de
telefones dos seus prepostos.

As informações são do Estadão.

Os temores do PCdoB

Manuela D’Ávila pode acabar sem mandato (e sem foro privilegiado).

Segundo o Estadão, “a avaliação dos líderes do PCdoB é a mesma de parte do PT: a transferência de voto não será mecânica e automática e depende de dois movimentos: tornar Haddad conhecido e convencer o eleitor que ele é o nome de Lula, que não estará no palanque.

Informes feitos por advogados apontam para uma situação de extrema fragilidade jurídica mesmo que o STF conceda a liminar pretendida pela defesa de Lula.

Um dos cenários colocados aponta para a necessidade de Lula ter que renunciar à candidatura para evitar que a chapa toda seja cassada se o Supremo, depois, julgar improcedente o pedido de mérito.”

Problema complexo, solução errada: Maduro aumenta preço da gasolina

Contra os problemas complexos há sempre uma solução simples com potencial para piorar ainda mais a situação. O governo da Venezuela vai aumentar o preço da gasolina em postos na fronteira com a Colômbia. A medida, que será implementada nesta terça-feira, é uma resposta ao contrabando de combustível realizado pelo país vizinho. “Vou deixar mais cara a gasolina na fronteira colombiana. Já nos roubaram o suficiente”, afirmou o presidente venezuelano Nicolás Maduro, nas redes sociais.

O aumento nas fronteiras é considerado umas das únicas medidas que o governo venezuelano pode fazer para “retaliar” as ações de outros países sobre seu território.

A gasolina é um produto fortemente subsidiado pelo governo. Com uma inflação de mais de 800.000% ao ano, 0,01 centavo de dólar pode comprar mais do que um barril de gasolina. Numa comparação publicada pelo jornal Folha de São Paulo, o valor pago por um café poderia comprar 3.000 litros do combustível, que pode encher 60 vezes o tanque de um tanque de um carro médio.

Maduro, que teme um novo Caracazo – quando, em 1989, a população venezuelana se revoltou contra o governo por conta do aumento no preço da gasolina – prometeu um novo esquema de preços para hidrocarbonetos e um subsídio direto a venezuelanos portadores do cartão nacional, uma identidade que dá acesso a programas sociais (e que permite um controle da oposição por parte do governo).

A Venezuela não está perdendo somente gasolina para a Colômbia, mas também sua população. Estima-se que mais de 600.000 venezuelanos tenham entrado no país vizinho, o que mais recebeu migrantes em busca de emprego e de melhores condições de vida no continente.

O governo colombiano tem, junto com outros países sul-americanos, negociado planos e acordos para lidar a crise migratória. Na semana passada, líderes do Brasil, Equador, Colômbia e Peru se reuniram para discutir o êxodo de mais de 2,3 milhões de pessoas da Venezuela. Enquanto os acordos não saem do papel, os países tentam, individualmente, lidar com a chegada dos migrantes.

No mês passado, o Equador iniciou um corredor humanitário, para que os venezuelanos entrassem no país e conseguissem migrar para outros territórios. O governo brasileiro prometeu entrega de senhas para aqueles que migrassem temporariamente (poderiam, assim, passar o dia no Brasil para comprar alimentos e remédios, e voltar para a Venezuela).

Ontem, a ONG Human Rights Watch divulgou relatório cobrando dos países sul-americanos a adoção de um regime comum de proteção aos venezuelanos. Enquanto o governo de Maduro promete medidas para conter a crise, as pessoas deixam o país, e vivem uma outra crise: a da falta de política migratória no continente.

fonte: Exame

PT vai ao Supremo para adiar o inadiável: a saída da Lula

O PT segue esticando a corda da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva. Termina hoje o prazo para a defesa do ex-presidente entrar com recursos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ontem, o candidato a vice em sua chapa, Fernando Haddad, disse que o partido entrará com recursos extraordinários na esfera eleitoral e também no Supremo Tribunal Federal para derrubar a decisão do TSE que vetou a candidatura de Lula com base na Lei da Ficha Limpa. O PT também apresentou novo recurso à ONU, cujo Comitê de Direitos Humanos recomendou a presença de Lula na disputa presidencial.

Daqui para frente, o PT caminha numa linha tênue. O partido tem até o 11 de setembro para substituir o nome do cabeça de chapa na disputa, segundo decisão do TSE na última sexta-feira. Após reunião com o partido na noite de ontem, o advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira afirmou que há o risco de o registro da chapa ser anulado caso o plenário do Supremo venha a rejeitar o recurso apenas após o dia 17 de setembro, prazo final para a troca dos candidatos.

Segundo a Folha de S. Paulo, o principal aliado petista, o PC do B, manifestou preocupação com a dispersão de eleitores de Lula antes de Haddad ser apresentado oficialmente como seu sucessor. Um balizador pode ser a pesquisa eleitoral do Ibope, a ser divulgada nesta terça-feira. Ontem, levantamento do BTG Pactual mostrou que, com Haddad como candidato, iriam para o segundo turno Jair Bolsonaro (PSL), com 26%, e Ciro Gomes (PDT), com 12%. O ex-prefeito de São Paulo teria 6% dos votos.

Até a substituição do candidato, o PT pode ter dificuldade crescente até de fazer propagandas eleitorais, uma vez que as peças vão ser analisadas com lupa pelos adversários. Ontem, o TSE decidiu que o partido não poderá voltar a veicular as propagandas transmitidas no sábado, por entender que elas apresentam Lula como candidato. O tribunal respondeu a uma ação do Partido Novo.

A decisão de manter Lula na disputa por mais alguns dias é essencialmente política. Mas vai ficar cada dia mais difícil o partido fazer política sem anunciar seu candidato oficial.

fonte: Exame

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

CEO/Sócio da Goldmann faz análise de cenário e diz que Bolsonaro vencerá no primeiro turno

José Colasuonno, CEO/Sócio da empresa de consultoria financeira Goldmann, analisa o cenário atual e afirma que o candidato Jair Bolsonaro vencerá as eleições para a presidência no primeiro turno. 

ASSISTA:

domingo, 2 de setembro de 2018

NÃO HAVIA ÁGUA NOS HIDRANTES DO MUSEU NACIONAL

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Roberto Robadey Costa Junior, disse que não havia água nos hidrantes do Museu Nacional.

“Estavam sem carga.”

Foi preciso, contou ele, solicitar caminhões-pipa.

Apenas agora, quatro horas após o início do incêndio, ele pode afirmar:

“Tenho a garantia de que não vai faltar mais água aqui.”

É vergonhoso.

“Não vai sobrar absolutamente nada do que foi o Museu Nacional”

Luiz Fernando Dias Duarte, vice-diretor do Museu Nacional, desabafa em entrevista à GloboNews:

“Meu sentimento é de desânimo profundo e de imensa raiva, imensa raiva.”

O diretor-adjunto do Museu Nacional, Luiz Fernando Dias Duarte, disse em entrevista à GloboNews que houve um "descaso" de vários governos com o museu, que foi destruído por um incêndio neste domingo (2). Segundo ele, há anos a instituição tenta verba para uma reestruturação.

"Passamos por uma dificuldade imensa para a obtenção desses recursos. Agora todo mundo se coloca solidário. Nunca tivemos um apoio eficiente e urgente para esse projeto de adequação do palácio. Para retirar a administração, arquivo e centro acadêmico do palácio."

O diretor-adjunto disse ainda que nada vai sobrar e que o palácio está completamente destruído.

"O arquivo histórico do museu, de 200 anos de história do país, foi totalmente destruído", disse Dias Duarte.

A destruição atinge acervos históricos e científicos obtidos boa parte na época do império. O incêndio destruiu, de acordo com Dias Duarte:

-Toda a coleção da Imperatriz Teresa Cristina

-Afrescos de Pompeia

-Trono do Rei de Maomé

-Acervos linguísticos

"Tudo isso traz junto a destruição das carreiras de cerca de 90 pesquisadores que dedicavam a sua vida profissional dentro daquele espaço. Todo o arquivo histórico, que estava armazenado em um ponto intermediário do prédio, foi destruído. São 200 anos de história que se foram", lamentou Luiz Fernando Dias Duarte.

Liberação de dinheiro pelo BNDES
A direção do Museu Nacional havia garantido, em junho, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) o investimento de R$ 21 milhões para a revitalização do prédio histórico, seu acervo e espaços de exposição.

Na negociação com o BNDES, já estava definido que uma parcela do dinheiro seria liberada para garantir que a direção do Museu Nacional viabilizasse a retirada do prédio histórico do acervo que contém produtos inflamáveis. São animais mantidos em frascos com álcool e formol.

De acordo com Luiz Fernando Dias Duarte, parte deste acervo inflamável já havia sido retirado, mas outra parte ainda estava no interior do museu. A ideia era ter um lugar para armazenar esse material até que o prédio fosse reformado.

"Acabamos de passar por um treinamento de incêndio com todos os funcionários e alunos da instituição. Cuidaríamos da instalação de extintores, remodelação e modernização do prédio. Sobre a transferência destes produtos, parte foi retirada de lá e parte estava lá guardada", contou Dias Duarte.

Diretor-adjunto do Museu Nacional, Dias Duarte contou que a liberação total da verba, para a revitalização do prédio, aconteceria apenas após as eleições. A decisão foi tomada na reunião entre a direção do museu e representantes do banco para evitar sanções previstas na Lei Eleitoral.

fonte: G1

As chamas não param de lamber o museu

O fogo continua consumindo o Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Não havia um mísero sprinkler no prédio.

ADEUS, LUZIA

Luzia, o mais antigo fóssil humano encontrado na América, com datação de mais 12 mil anos, foi queimado no incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro.

TRAGÉDIA E VEXAME!

Os bombeiros que tentam conter o fogo no Museu Nacional do Rio de Janeiro têm uma única escada Magirus, registra O Antagonista.

Lembramos que a população paga a 'Taxa de Incêndio'.

É, além de uma tragédia, um vexame!

O MUSEU MORRE, O MINISTÉRIO VIVE!

O Museu Nacional do Rio de Janeiro morreu queimado, mas o Ministério da Cultura continuará a irrigar as contas bancárias dos mesmos de sempre.

Estes continuam bem vivos!

TUDO DESTRUÍDO!

Os mais de 20 milhões de itens do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, foram destruídos pelo incêndio desta noite..

Os quatro vigilantes que trabalhavam no local conseguiram escapar.

Se sobrar algo do prédio histórico, que também serviu de palácio imperial, será um milagre. Os bombeiros não têm água e equipamentos suficientes para combater o fogo.

INCÊNDIO NO MUSEU NACIONAL NO RIO!

Um incêndio de grandes proporções devora neste momento o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro.

Não há informações, até o momento, sobre feridos ou as causas do incêndio.

O museu foi criado por Dom João VI e completou 200 anos em 2018. É — ou era — a mais antiga instituição científica do Brasil, com uma inestimável coleção histórica, arqueológica e antropológica, e estava caindo aos pedaços.

É um país vergonhoso!

Jair Bolsonaro lidera com 30,4% no Rio de Janeiro

Jair Bolsonaro lidera as intenções de voto no Rio de Janeiro. O Instituto Paraná mostra o candidato do PSL com 30,4% no estado.
Em seguida aparecem Marina Silva, com 15,3%, Ciro Gomes, com 9,4%, Fernando Haddad, com 5,4% e Geraldo Alckmin, 4,1%.
No cenário com Lula, Bolsonaro também está na frente, com 28,0% enquanto o condenado e inelegível tem 26,3%.

União dos Caminhoneiros avisa que fará paralisação geral em 9 de setembro

A UDC (União dos Caminhoneiros) do Brasil informou que iniciará uma paralisação nacional em 9 de setembro em todo o transporte rodoviário de cargas. De acordo com a entidade, o movimento seguirá por tempo indeterminado. 


Em nota, a entidade informou que o objetivo é chamar a atenção do governo federal para o cumprimento da tabela que estabelece valores mínimos para o frete rodoviário. A medida foi uma das acordadas entre o Executivo e os caminhoneiros para dar fim à greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias em maio.

“A falta de fiscalização e atitudes práticas da parte do órgão fiscalizador tem trazidos enormes prejuízos aos caminhoneiros autônomos do Brasil, o desrespeito descarado das empresas transportadoras que não estão obedecendo a lei”, diz o comunicado.

Entre os pedidos da categoria estão a dissolução da diretoria da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), o cumprimento da fiscalização e divulgação dos pontos de fiscalização pela agência reguladora e o espaço para representantes dos caminhoneiros no Conselho Executivo, Operacional e de Administração da ANTT.

A greve dos caminhoneiros afetou o abastecimento e atividade econômica do país no final de maio. A equipe econômica do governo estima que o movimento tenha causado perda de R$ 15,9 bilhões e retirado 0,2 ponto percentual da expectativa para o PIB do ano, hoje em 1,6%, registra o site Folha Política.

As informações são do site  Folha Política.

sábado, 1 de setembro de 2018

Dilma volta a atacar Marina

Dilma Rousseff ainda não se recuperou do impeachment e voltou a atacar Marina Silva.

A petista disse no Twitter que a candidata da Rede, “que sempre foi dissimulada”, colaborou com “o golpe” que a tirou do poder.

“Um golpe e um governo golpista que a ex-senadora Marina nega existir, mas que apoiou e continua apoiando. Fui vítima do golpismo do senador Aécio Neves, que não soube perder a eleição. Candidato apoiado pela ex-senadora Marina, que lutou para elegê-lo, mesmo o conhecendo bem.”

De tanto se esconder e se omitir dos problemas do país, a ex-senadora Marina Silva, que sempre foi dissimulada, agora difama. Fui vítima de um golpe cometido por uma aliança acusada de corrupção e gravada querendo o golpe para “estancar a sangria”.

Um golpe e um governo golpista que a ex-senadora Marina nega existir, mas que apoiou e continua apoiando. Fui vítima do golpismo do senador Aécio Neves, que não soube perder a eleição. Candidato apoiado pela ex-senadora Marina, que lutou para elegê-lo, mesmo o conhecendo bem.